Últimas indefectivações

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

São danos colaterais, inevitáveis

"Quando ao 'penalty', foi 'penalty'. A única coisa que teve se especial foi ter sido assinalado. Também não é caso para temer que venha aí uma revolução...

O jogo com a Académica terminou em legítimo delírio para os benfiquistas porque ganharam à beirinha do fim os 3 pontos em causa.
Terminou em frustração para os da Briosa porque, muito legitimamente, tudo fizeram para nãoperder o jogo e a proeza esteve ali mesmo ao alcance da mão.
Para os rivais históricos do Benfica, o já citado jogo terminou em não menos legítima fúria, breca, raiva, agonia, sanha, arrenego e até uma pontinha de inveja porque o Benfica foi feliz quando já desesperava e, tratando-se de futebol, a sorte é um bem precioso, invejável.
Enfim, todas as reacções se aceitam. Quer as dos participantes no evento quer as dos observadores externos, interessados no resultado do jogo porque das duas, uma:
a) ou lutam directamente com o Benfica pelo título e veriam com bons olhos um empate caseiro do rival.
b) ou, arredados da dita discussão, lutam com fantasmas que não lhes dão tréguas.
Daí também o agonia que lhes causou aquele momento em que o grande Lima caminhou para a marca de 11 metros. Começou lentamente, em passo normal, depois deu uns passos curtinhos, acelerou e ainda voltou a mais uns passos curtinhos antes de correr para a bola e, certeiro no remate, fazer o golo da vitória do Benfica. Uma coisa destas provoca uma grande alegria nuns e uma grande sanha noutro, convenhamos.
São os  danos colaterais, inevitáveis.
Longe, muito longe de ter feito um jogo perfeito, o Benfica acabou por conseguir o resultado perfeito consumado no momento perfeito, isto se a ideia é dar cabo dos nervos à concorrência histórica, directa e indirecta.
Quanto ao penalty, foi penalty, a única coisa que teve de especial foi ter sido assinalado. Também não é caso para temer que venha aí uma revolução. O poder ainda não caiu na rua. Mas lá virá o dia...

VALDO, o grande Valdo Cândido Filho, disse algures numa entrevista que Lima dava muito jeito à Selecção e logo se instalou a discussão sobre a hipótese de Lima, cidadão brasileiro, vir um dia a ser naturalizado português para poder representar a nossa equipa nacional.
Parece que desta vez não pode ser por motivos patrióticos. Nos últimos anos houve dois jogadores do FC Porto naturalizados, Deco e Pepe, houve um jogador do SPorting naturalizado, Liedson, mas agora que chegaria a vez do jogador do Benfica naturalizado está toda gente contra, incluindo o seleccionador.
Acrescente-se que também estou contra. Porque sempre estive, independentemente da valia das contribuições de Deco, Pepe e Liedson, e porque não era agora que ia deixar de estar.
E, francamente, ter de ver o nosso Lima sentado no banco a suplente de Postiga é coisa que não cabe na cabeça de ninguém.

NO sentir do director de comunicação do FC Porto, o destino do Vitória de Setúbal é seguir direitinho para a segunda divisão. Assim terá expressado, esse seu particular sentir, através da sua página do Facebook. Tal como o Youtube, o Facebook é, não restem dúvidas, uma grande invenção do século XXI.
Como é do conhecimento geral, o Vitória de Setúbal atreveu-se a reagir e a contestar formalmente a decisão do Conselho de Disciplina da FPF que mantém o FC Porto na Taça da Liga declarando inválida a tal questão das 72 horas que poderia, se a apreciação fosse outra, beneficiar os sadinos com uma repescagem que muito lhes viria a calhar porque a Taça da Liga dá bom dinheiro aos clubes participantes. E o Vitória de Setúbal vive com dificuldades na tesouraria, o que o torna igual à quase totalidade dos clubes portugueses e à quase totalidade dos cidadãos igualmente portugueses.
José Mota, o treinador do Bonfim, não gostou da decisão dos conselheiros da disciplina da FPF e desabafou: «O nosso mundo é feito de injustiças». O desabafo do professor Mota foi à TSF e, em resposta sentida, o director de comunicação do FC Porto desabafou no Facebook. Deste modo: «Se houver justiça vai para a SEGUNDA brevemente...».
Assim mesmo, com «a SEGUNDA» em letras maiúsculas, capitulares, o que deixa entender a dimensão a ameaça e a alta probabilidade de vir a acontecer a relegação do histórico clube de Setúbal para a segunda divisão do nosso futebol.
Teria sido, provavelmente, mais apropriado meter as letras maiúsculas noutro lugar da frase dando-lhe um ênfase diferente. Imagine-se que era assim: «Se houver JUSTIÇA vai para segunda brevemente...».
Com a JUSTIÇA em maiúsculas e com «a segunda» em minúsculas, realçava-se a questão premente da igualdade perante a Lei para todos, grandes ou pequenos, em justo detrimento da crueldade da praga lançada sobre as aspirações desportivas do Vitória de Setúbal e do seu treinador.
Não foi a primeira vez, nem será a última certamente, que desabafos provocatórios, mal medidos ou meramente irresponsáveis despejados nas redes sociais vêm dar um colorido suplementar às discussões das coisas do futebol.
A única novidade desse último quiproquó institucional via Facebook é o facto, aliás incrível, de o Vitória de Setúbal ter ganho com muito valor e mérito os dois últimos jogos que disputou para o campeonato e com esses 6 pontos somados ter conseguido dar um valente salto na classificação afastando-se dos lugares perigosos onde se encontrava.
É verdade que ainda falta muito campeonato e que nada está decidido nem no topo nem no fundo da tabela. Fica por isso mesmo a curiosidade instalada sobre o destino do Vitória de Setúbal no fim da corrente prova. Desce? Ou não desce?
Quem é que manda aqui?

LUÍS FIGO deixou-se namorar mas depois disse que não ao Sporting. Disse-o em comunicado que é como quem diz que não quer mais conversas sobre o assunto. Ponto final. Está no seu direito.
Cauteloso e ciente do valor da sua imagem, o antigo capitão da Selecção Nacional comunicou ainda que não está disponível para «apoiar qualquer candidato» nas próximas eleições do Sporting. Fez bem se essa é a sua convicção. Nada a obstar.
A missiva de Luís Figo termina, no entanto, de forma abrupta e surpreendentemente ameaçadora. «Qualquer notícia que se afaste desta realidade», comunicou Figo, «é puramente difamatória». Quis ele dizer, sem rodeios, que processará por difamação quem ligar o seu nome a «qualquer» movimento eleitoralista no Sporting.
Em bom português, deixou claro que se considerará difamado pela simples junção do seu nome a qualquer alternativa em curso ou em gestação. É esta a a opinião de Luís Figo sobre o momento do Sporting e sobre os variadíssimos protagonistas desse mesmo momento. Nesse ponto, com o devido respeito pela figura de um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos, Figo esticou-se um bocadinho. Mas ele lá sabe.

HOJE à noite o Benfica recebe o Bayer Leverkusen. Na semana passada, o Benfica jogou muito bem na Alemanha e até ganhou o jogo por 1-0. Ontem, Jorge Jesus disse que terá mais hipóteses de ser campeão em Portugal o clube que mais depressa seja eliminado das competições na Europa. O mister sabe muito.

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares garante que «há segurança no desporto em Portugal» e que não há necessidade de rever a lei que não prevê policiamento nos recintos desportivos. A cada semana, a realidade tem vindo a desmentir o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Um dia destes ainda lhe chamaremos ministro dos assuntos para lamentares."

Leonor Pinhão, in A Bola

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Na defesa esteve a vitória !!!


OC Barcelos 2 - 6 Benfica

Esperava-se um jogo complicado, o Barcelos apesar de ter uma equipa muito jovem, tem obtido bons resultados nos últimos tempos... O Benfica pareceu apático em vários momentos, mas as grandes exibições dos nossos Guarda-redes (sim, os dois: Ricardo Silva e Pedro Henriques) acabaram por dar segurança à equipa... e nem a arbitragem vergonhosa (sim, mais uma vez... também não surpreende. O Barcelos beneficiou de 3 penalty's e 2 Livres Directos!!! Só marcando um dos penalty's...) conseguiu evitar a vitória do Benfica... A nota negativa vai novamente para as nossas 'bolas paradas': tivemos somente um Livre Directo, e voltámos a falhar, desta vez pelo Carlos López. Algo que se tem repetido de forma irritante desde do início da época, e parece ser um problema sem resolução...!!!

'Desjustiça'

"Os cartões amarelos e vermelhos são regidos pelas leis do futebol. As suspensões também. A matéria admite, pela sua natureza, alguma latitude interpretativa. Mas daí até um insondável subjectivismo ou enviesamento vai uma grande distância.
Cito recentes exemplos dos candidatos ao título. Há dias, Xistra - sempre igual a si mesmo - achou normal, aos 53m., uma bordoada de Mangala nas costas de um aveirense merecedora de um segundo amarelo e consequeente expulsão (o FCP ganhava apenas por 1-0). Lesto nos minutos finais, com o resultado definido, Xistra retroage o juízo e acaba por expulsar o defesa (1.ª expulsão do FCP na Liga), numa jogada bem menos expressiva e sem gravidade. Boa temporização de Xistra, como sói dizer-se no jargão da bola.
Há semanas no Benfica - V. Setúbal, Vasco Santos fez vista grossa a duas entradas perigosas de André Gomes. Já com tudo resolvido, e na menos punível das infrações, o jogador veria um pálido amarelo aos 75m.
Contra o Nacional, Proença - sempre ele - expulsa Matic com um directíssimo e peitudo vermelho... simplesmente por nada, a não ser pelo fingimento de um desleal oponente.
A agravar tudo isto, temos que o C. Disciplina é de uma coerente incoerência. Cardozo bem expulso e incorrecto para com o árbitro é suspenso uma partida... tal qual o infeliz Matic!
Aí lembrei-me, na época passada, de Aimar em Olhão - até então com folha limpa - depois de (mal) expulso numa jogada dividida, ter levado com 2 jogos de suspensão (nota - os jogos seguintes: Braga e Sporting...)!
Vá lá a gente entender esta desjustiça no campo e fora dele... Sim, porque nem a promovo a injustiça!"

Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lixívia 19

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........49 (-6 ) = 55
Corruptos......49 (+4 ) = 45
Braga...........31 ( +2 ) = 29
Sporting.........22 (+6 ) = 16


É significativo verificar que quando o Benfica beneficia de uma grande penalidade bem assinalada - descaradamente bem assinalada -, a favor, tanto os Lagartos como os Corruptos começam logo a zurrar: '...o Vieira já controla as arbitragens...!!! Esta acusação disparatada, tem duas leituras interessantes:
-Em primeiro parece admitir que anteriormente 'outros' controlavam as arbitragens!!!
-Em segundo lugar, o facto de o Benfica beneficiar de bons juízos dos árbitros, e consequentemente não perder pontos devido a erros descarados por parte dos apitadeiros, como é habitual, é suficiente para tanto Lagartos como Corruptos insinuarem benefícios ao Benfica!!! Eu sei que eles estão mal habituados, que o corriqueiro é ver o Benfica nos momentos decisivos das épocas, ser Xistrado, ou Proençado... E portanto quando isso não acontece, a azia intelectual ataca forte aquelas cabecinhas vazias!!!
Ouvir a ginástica mental mentirosa, tentando encontrar uma falta do Gaitán sobre o João Dias, é pornográfico, ouvir Lagartos a defenderem estas teorias é expectável, mas deprimente: então não se recordam do penalty assinalado o ano passado no Sporting-Benfica, no lance entre o Luisão e o Wolfcoiso, que por muito, mas mesmo muito menos, foi considerado um penalty indiscutível, por vocês?!!! Gentinha sem espinha...



Um jogo decidido no último minuto, é sempre emotivo... havia já muitos, com os fósforos acessos, para atear os foguetes, por exemplo os jogadores da Académica já estavam a fazer contas de cabeça, ao carcanhol que o Homem da Mala ia depositar nas suas contas... Mas num raro momento de consciência, o árbitro marcou penalty a favor do Benfica!!! Durante o jogo a arbitragem foi má, muito má - também é verdade que já tivemos pior... -, foi cúmplice activo no anti-jogo da Académica, apesar do domínio total do Benfica, não tivemos um único livre frontal, e tivemos poucos livres laterais... Só sobre o Nico não foram marcados dois livres frontais, um bem pertinho da grande área, e outro sobre o Kardec... Como já defendi noutras ocasiões a Mão na Bola do Cabral, não deveria ser marcado penalty, mas em Portugal o critério nestes lances é marcar penalty (excepto contra os Corruptos), ainda me pareceu haver outro penalty, no lance do remate do Melga e da defesa impossível do ranhoso: o Nico tentou cabecear a bola, e é empurrado pelo João Dias... Os fiscais-de-linha também tiveram mal, só na 1.ª parte deixaram passar 3 foras-de-jogo à Académica, todos, jogadas em que os jogadores estão em posição irregular, e depois recuaram... o mesmo fiscal, na 2.ª parte marcou, mal, um fora-de-jogo ao Salvio numa jogada perigosa do Benfica.
O único remate da Académica à baliza foi anulado por fora-de-jogo: não sei se o Wilson estava e fora-de-jogo mas o Cissé, que também se fez à bola, estava em fora-de-jogo.
Ouvir, e ler gentinha a afirmar que o penalty existiu, e mesmo assim apelidarem esta vitória do Benfica, como: Polémica...!!! É difícil de engolir. Polémico seria se o penalty não fosse assinalado. Seria mais normal, aceito, mas nesse caso é que teríamos um resultado influenciado pelo árbitro. É legitimo apelidar esta vitória, como emotiva, sofrida... mas afirmar que foi polémica, é um atestado de estupidez, que infelizmente muita gente assina por baixo!!!
Sendo honesto, tenho que afirmar que já vi o Pedro Emanuel jogar assim contra os Corruptos, também já o vi jogar aberto contra o Benfica - e também contra os Corruptos -, portanto, como treinador não o meto no mesmo saco do Domingos... A grande diferença é que quando ele joga assim contra os Corruptos, o árbitro em vez de o proteger, leva com os Cosmes ou os Vascos Santos desta vida, e rapidamente fica com a defesa amarelada, leva com uma cabazada de livres perigosos contra, quando tenta sair para o contra-ataque tem as jogadas sabotadas à nascença, corre o risco de levar golos em claro fora-de-jogo, e se tiver a sorte de um dos seus avançados se isolar, legitimamente, é imediatamente marcado fora-de-jogo... e assim raramente este sistema de jogo resulta contra os Corruptos!!!
O grande problema deste anti-jogo é a sua defesa cultural. Que existe em Portugal, sempre que uma equipa actua desta forma. Enquanto se continuar a elogiar estes comportamentos vamos continuar a ter estádios vazios... A Académica não fez um único remate à baliza!!! Eu achei estranho ouvir no final que a estatística dava um remate à Académica, mas depois foi corregido, já que esse remate foi efectuado em fora-de-jogo!!! O ponta-de-lança de Coimbra jogou, quase sempre nos seus 25 metros defensivos, como um médio, mas se o resultado tivesse sido um empate, teríamos uma avalanche de elogios aos de Coimbra e de criticas ao Benfica...


Adenda: Também merece referência as constantes provocações - de gozo mesmo... - de alguns jogadores da Académica em direcção dos adeptos do Benfica, principalmente o Hélder Cabral, não é normal este tipo de atitudes, em nenhum Estádio...


O Xistra andou a espalhar o seu odor inconfundível em Aveiro. Quando devia ter expulso o Mangala, com o resultado em 1-0, e com mais de 20 minutos para jogar: não o fez. Quando o jogo estava decidido, com 2-0, a poucos minutos do fim, expulsou ridiculamente o caceteiro Corrupto. Mais ridiculo, só mesmo o Vitinho Sapo, no fim do jogo a queixar-se da perseguição ao seu novo carniceiro (os protestos, do seu adjunto, Paulinho Santos, no banco também foram engraçados!!!)... E pronto continua a série de jogos, em que os Corruptos não jogam em inferioridade numérica com o resultado do jogo ainda em aberto... Os Corruptos ainda se queixaram de um penalty por Mão na Bola, numa jogada completamente involuntária.
Os Lagartos, com uma sorte descomunal, já são os melhores do Mundo e dos arredores... Tudo isto devido  à entrada desleixada do Gil no jogo. Neste momento o problema dos adversários do Sporting, é entrarem  nos jogos com excesso de confiança!!! Foi mal marcado, muito mal, um fora-de-jogo ao Esgaio, que ficava completamente isolado, e nos últimos minutos, o mesmo Esgaio fez um penalty que o árbitro perdoou aos Lagartos: teria sido mais um prego no caixão!!!
Só vi o resumo do Braga, e parece-me que o Mossoró se atirou para a piscina... A expulsão do Hassam nos últimos minutos, demonstra que afinal o Major João Ferreira, ficou condicionado pelas declarações dos Corruptos no final do jogo com o Benfica, e resolveu facilitar o próximo jogo dos Corruptos!!! Se o senhor árbitro Ferreira tivesse o mesmo critério com as pisadelas do Fernando, o Benfica neste momento estaria isolado na frente do Campeonato...



Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicado, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicado, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
4ª-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicado, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)

LINK's
16ªjornada
17ªjornada
18ªjornada

Épocas anteriores:

A morte e a morte do Chacha, ou seja, Álvaro Gaspar

"Morreu primeiro como jogador, vítima de doença estranha e implacável, e depois como homem, na flor da idade... Foi, dizem, um talento único.

NÃO é «A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água», de Jorge Amado, mas é também a história de uma morte seguida de outra morte. Estas são as mortes de Álvaro Gaspar, uma das figuras mais marcantes dos primórdios da história do Benfica.
Nasceu no dia 10 de Maio de 1889. Morreu a 3 de Setembro de 1915. Essa foi a sua morte de papel passado. De atestado de óbito.
Mas já tinha morrido antes. Ou, vamos lá, tinha 'morrido', assim com aspas.
A morte dolorosa de não poder voltar a jogar futebol. No dia 15 de Fevereiro de 1914. Menos de três anos após a sua estria, em Novembro de 1911.
Que aconteceu a um rapaz tão jovem, conhecido pelo seu azougue? Ninguém parece saber ao certo. Foi ficando fraco, doente. Sentava-se na bancada contemplando entristecido o esforço dos seus companheiros. Nada conseguiu contra a maleita.
Escreveu, quem o viu jogar, que era um fenómeno. Alegrava o povo com a sua rapidez e a sua técnica apurada, algo raro para essa época de futebol-de-baliza-às-costas que nem o peso das botas ajudava o que quer que fosse.
Álvaro Gaspar, Paiva Simões, Homem de Figueiredo, Henrique Costa, Cosme Damião, Artur José Pereira: nomes que já não se usam sobre os relvados. A ditadura da rádio encurtou-os.
O Benfica ganhava hábitos de Campeão. Na época de 1913/14 ganhou os Campeonatos das quatro categorias. Chamavam-lhe o 'Chacha'. Ainda não conseguiu perceber porquê. Mas não desisto.

Aquela tarde inesquecível!
O 'Chacha' faz parte da história, mas houve sobretudo uma tarde que ficou para sempre marcada na história.
Dia 27 de Março de 1913: o Benfica recebia o New Crusaders, de Inglaterra. Acredito que, hoje em dia, o nome New Crusaders diga zero a quem faz o favor de me ler. Não lamente a ignorância. Nunca o New Crusaders foi uma potência do Futebol inglês. Mas, ao tempo, distinguia-se (e bem!) o Futebol profissional do amador, e enquanto em Portugal se jogava dentro do mais puro amadorismo, nas ilhas britânicas já havia profissionalismo à séria. Convenhamos: jogar contra as poderosas equipas profissionais inglesas estava fora de questão. Ninguém estava para passar vergonhas nem os ingleses, com o seu complexo de superioridade, se predispunham a defrontar pobres latinos amadores dos confins da Europa. Não se esqueçam que esse complexo de superioridade fez com que se recusassem a participar no Campeonato do Mundo até 1950...
Vinha então o New Crusaders, considerada o mais forte conjunto amador da Velha Albion, então mais pérfida do que nunca.
Pela primeira vez o Benfica está frente a frente com os mestres ingleses, criadores do jogo, considerados de um mundo à parte em relação aos clubes do continente.
A imprensa rejubila: «O New Crusaders FC vai mostrar, pela primeira vez, ao povo lisboeta, o jogo de Futebol como ele se pratica nos clubes ingleses de primeira categoria. As suas duas últimas 'tournées' ao continente foram um verdadeiro triunfo, pois nunca conheceram a derrota. Em 1912, o clube inglês venceu o campeão de França, por 2-0, e o Barcelona, por 2-0 e 3-1». O Benfica perde, como não podia deixar de ser. Duas derrotas aceitáveis, 0-6 e 0-3 (sobretudo se pensarmos que o Sporting perdeu, por 0-12).
Melhoras significativas no segundo encontro. 'Os Sports Ilustrados' gritavam em manchete: «A formidável equipa inglesa esmagou literalmente os nossos 'teams'». No 'Vida Desportiva', pela pena de João Veloso, o Benfica recebe um elogio de truz pela sua segunda exibição face aos ingleses: «O Benfica teve a glória de, jogando com um 'team' de tal classe e respeito, ter sido vencido apenas, por 0-3. Foi, nessa tarde, grande e monumental, para o nosso orgulho de jogadores e portugueses que assistimos ao espectáculo, nunca presenciado, de vermos ao colo, em gesto apoteótico, pelos jogadores ingleses, até ao balneário, o imortal jogador de bola que se chamou Álvaro Gaspar, o célebre 'Chacha'. A multidão, emocionada, delirava de pasmo. Este facto há-de ficar na história do Futebol português como um dos mais memoráveis». A exibição de Álvaro Gaspar foi, segundo rezam as crónicas, formidável.
Impressionados com a técnica do franzino benfiquista, os adversários rodearam-no e felicitaram-no no final do encontro. Depois, como nas touradas, levaram-no em ombros. Era assim o 'fair-play'. Era assim Álvaro Gaspar.
Dois anos depois estava morto."

Afonso de Melo, in O Benfica

Spartacus? Glorioso? e as gajas?!!!

Jogo de uma banda só

"Vitória merecida do Benfica (1-0) perante Académica superdefensiva.
Depois de um jogo extenuante na Alemanha, pelo adversário e pelas condições climatéricas adversas, previam-se alguns problemas para o Benfica neste confronto com a matreira Académica, apesar do factor-casa de que os encarnados beneficiavam. O que já não estaria nas previsões mais pessimistas era que o "nulo" se arrastasse para lá dos 90' e apenas fosse desfeito de grande penalidade.
Sem Matic nem Cardozo - ambos expulsos no jogo anterior e ridiculamente penalizados por igual (1 jogo), quando o avançado justificava mais severa sanção e o sérvio nem sequer o "amarelo" - o Benfica não foi o mesmo, mais pela ausência do "trinco" do que pela do "matador", já que aquela obrigou a uma operação de cosmética à retaguarda que, decididamente, não resultou.
A chamada de André Almeida, habitual lateral, não foi a mais feliz, por evidente falta de rotina, facto que prejudicou claramente a ligação com os homens mais adiantados. Uma situação mais agravada pelo jogo pouco elástico, digamos assim, que Enzo Peréz teve a oportunidade de protagonizar. E, sem apoios consistentes no eixo, a dupla Rodrigo-Lima viu-se sempre em dificuldades para ultrapassar a barreira defensiva contrária.
Uma Académica que, sublinhe-se, apenas procurou defender, abdicando completamente do ataque, o que determinou que o jogo decorresse numa toada pastosa, sem o aliciante do contra-golpe que a existência de espaços sempre suscita. Tivesse o Benfica marcado mais cedo e, por certo, a estratégia de Pedro Emanuel teria de vestir outro "fato". Mas o jogo fechado da Briosa, com realce para Ricardo na baliza - que, apesar da melena capilar, defendeu tudo o que havia para defender - constituindo sério obstáculo às pretensões encarnadas, dispensou mudança de "traje".
Quem se viu obrigado a mudar foi Jesus, sobretudo com a entrada de Carlos Martins (saiu André Almeida). Finalmente, o onze surgiu arrumado, com o recuo de Enzo Pérez para a função de "trinco", que ele também conhece, e a passagem de Martins para a posição 10 (idem) de apoio aos pontas de lança, agora Kardec e Lima. Gaitán completou a revolução, fazendo o corredor esquerdo, em vez de Ola John, que assim se despedia depois de um remate ao poste, gesto que Melgarejo, com a "ajuda" de Ricardo, reeditaria.
Do outro lado, P. Emanuel reforçava o seu sistema de segurança com o recurso a mais uma dose de betão armado para a zona intermediária (Makelele e Ogu), enquanto Edinho rendia Cissé para o que desse e viesse lá na frente. Mas o que deu foi lá atrás, na área da Académica, onde a ingenuidade de João Dias acabou por ser fatal. Embrulhado com Gaitán, o defesa prolongou o contacto, puxando a camisola do adversário, incorrendo em castigo máximo que Lima não desperdiçou.
Uma vitória arrancada a ferros mas inteiramente merecida, uma vez que o Benfica, sem ter feito uma exibição de gala, longe disso, foi a única equipa que fez por ganhar o jogo. Já a Académica apostou forte, sim, mas apenas (e apenas mesmo) no empate. E quando assim é, às vezes apanham-se decepções..."

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pobre Pedro Podre

"Pobre Pedro: ei-lo em todo o seu esplendor podre. A vaidade consome-o até ao tutano. Talvez haja alguém logo abaixo de Deus, mas não consegue vislumbrar quem senão ele. Tristemente exibe as suas fraquezas a céu aberto. Dita, ordena, castiga. Ele: com P. Com P de pobre; com P de podre. Lambido, reluzente, gesticulante. Um teatro de marionetas. Não tentem desviar o olhar. Não é possível. O pobre é rei da palhaçada por vontade divina de um deus anão. Deixaram-no tomar conta do palco, deram-lhe o papel principal de uma vida vidinha, rasteira e submissa, e ele tomou para si as dores do Universo. Que ninguém ouse embaciar o seu brilho bodegoso, azeiteiro, untuoso. Vêmo-lo sorrir de teclado alvo e percebemos que nada nele faz sentido num Mundo que não comece e não acabe na sua imensa presunção. Não o chamem pelo nome: não há nome de homem que lhe caiba, pobre dele, podre ele, Pedro ele.
Os seus abraços estreitos, corrompidos, alegram os que se comprazem com a batota. Escolheu há muito os seus parceiros e definiu publicamente os seus ódios. Em seguida repete-os até que todos nós nos sintamos subserviência. Ainda há quem se admire? Quem se surpreenda? Ainda há quem o respeite? Quem o considere? Perguntem-lhe. Talvez saiba responder com frases nas quais não caibam as mentiras do costume. Eu duvido. Vejo-o como ele é: tristemente triste.
Pobre Pedro Podre. Não percebeu ainda que está a ser lentamente mastigado e que em breve será cuspido para a sarjeta dos inúteis. Até lá vai fazendo o seu serviço. Sem brilho, mas com brilhantina..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Inutilidade pública

"Como todos sabem, mas alguns fazem de conta que não sabem ou que não se lembram, os poderes que assistem às federações desportivas para regular, disciplinar e exercer as competências jurisdicionais e de arbitragem são poderes de natureza pública, que cabem, na origem, ao Estado e que este delega nas federações (e estas delegam nas ligas, se as houver).
Claro que a “auto-organização” e a “ autor-regulação” reclamadas pelas federações (e ligas) e pelos seus órgãos têm reconhecimento; mas só avançam com funções reguladoras e autoridade para impor coativamente medidas e sanções se as enquadramos no âmbito do exercício de poderes delegados pelo Estado.
Como todos sabem, mas alguns não gostam que se saiba, é a “utilidade pública desportiva” que proporciona a titularidade desses poderes e que os conserva na esfera dos órgãos das federações e das ligas. Essa “credencial” que o Estado confere não é insindicável. Desse controlo pode resultar a suspensão temporária ou o cancelamento da “utilidade pública” por parte do “membro do Governo responsável pela área do desporto”. Para dar corpo a essa fiscalização do “exercício de poderes públicos e do cumprimento das regras legais de organização e funcionamento internos das federações desportivas”, a administração pública desportiva deve realizar “inquéritos, inspecções  sindicâncias e auditorias externas” (art. 14º do Regime Jurídico das Federações de 2008).
Tais expedientes visam examinar e inspeccionar os actos e as decisões das federações desportivas e das ligas – quando regulamenta, quando nomeia, quando avalia, quando castiga e quando recorre –, a fim de concluir sobre o respeito funcional dos princípios da legalidade, da prossecução do interesse público e do respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos, da igualdade e da proporcionalidade, do tratamento imparcial de todos os agentes desportivos, da boa fé e de colaboração no relacionamento com esses mesmos agentes e, finalmente, da necessidade de fundamentação expressa, clara e suficiente de todas as decisões dos seus órgãos. Sempre que alguns destes princípios-regra não são (mesmo que indiciariamente) observados, o Estado deveria intervir. Raramente o fez e, quando o fez (em casos limite), não se notou. Por isso chegamos a este ponto: violações grosseiras da legalidade sem responsabilização; impunidade dos titulares dos órgãos; decisões coxas e ininteligíveis. Quando o Estado entrar corajoso nos órgãos das federações, “pedir contas”, decifrar os resultados e envolver as demais autoridades, garanto-vos que, nesse dia, o cenário muda. Até lá…"

Derrota da mediocridade, derrota dos homenzinhos dos xitos...


Benfica 1 - 0 Académica

Hoje não vale a pena falar do jogo. Hoje tivemos um exemplo perfeito da mediocridade do nosso futebolzinho. O Benfica em Leverkusen também jogou com pragmatismo, com cuidados defensivos, mas não fez anti-jogo vergonhoso... a cultura dominante nos jogadores, treinadores, dirigentes e avençados jornaleiros é esta: a da mediocridade.
Hoje, no final da partida, consegui ouvir elogios à postura da Académica, pelos tais expert's !!! A demora nas reposições, as lesões inventadas, as xico-espertices constantes... É preciso ter coragem para ir ver um jogo de Futebol em Portugal !!!
A dualidade de critérios nas arbitragens já estamos habituados, mas se calhar ainda mais importante é a dualidade na 'amarelinha' !!! Existem clubes, que em jogos de dificuldade idêntica, parecem Touros com pilhas Duracell, noutros, estão completamente domesticados, anestesiados...
Tudo isto só foi possível devido à cumplicidade activa do Apitadeiro, que fez tudo, mas mesmo tudo, para não se jogar Futebol na Luz... Ouvir um Corrupto condenado, no final da partida, queixar-se da arbitragem, num jogo, onde foi marcado um penalty óbvio, e ainda beneficiou de outro que ficou por marcar, dá vontade de esganar o Papagaio...
Também 'gostei' de ouvir um tal treinador, a elaborar uma teoria pela qual, um penalty no 1.º minuto, não é igual a um penalty no último minuto!!! Independentemente de ser ou não falta...!!!
Enquanto este tipo de comportamentos não for condenado culturalmente pela maioria, teremos que viver no meio desta imundice...

PS1: O mau estado do relvado da Luz, ajudou ao anti-jogo da Académica, a bola tem dificuldade em rolar, tornando o jogo do Benfica mais lento.

PS2: As dificuldades que o Benfica teve nas duas últimas jornadas, não se devem ao cansaço, ou ao excesso de jogos... não podemos esquecer que o jogo de hoje, começou condicionado pela Proençada da semana passada... O Benfica nas últimas duas épocas não perdeu o Campeonato devido a uma quebra fisica no final de Fevereiro, principio de Março. O Benfica perdeu os últimos Campeonatos por causa dos Proenças dos Xistras, dos Soares Dias, dos Hugo Migueis, dos Capelas e afins... Com o nosso plantel, em condições normais, podíamos perfeitamente jogar para ganhar na Liga Europa, na Taça da Liga, na Taça de Portugal e no Campeonato. A quebra física é um mito, é somente o álibi inventado para desculpar as roubalheiras pelos árbitros, e pelas equipas cangadas com treinadores e jogadores avençados...!!!
Se os próprios Benfiquistas começam a defender esta teoria mentirosa, estão, exclusivamente, a trabalhar em prol dos Corruptos...





  

Saltos altos

"Por mais indicações que Carlos Xistra tenha dado, bem explícitas por sinal, das razões que o levaram a mostrar um segundo cartão amarelo ao francês Mangala, em Aveiro, não faltaram críticas e adjectivos que desabonam quem as proferiu, dos mais entendidos aos mais interessados.
Mas ninguém foi tão imaginativo como o treinador Vítor Pereira que subiu a fasquia à altura de Cristiano Ronaldo, comparando os trambolhões do francês ao salto que maravilhou o Mundo na quarta-feira, quando o internacional português se elevou à estratosfera para apontar o mais perfeito golo de cabeça da história do futebol.
Cristiano pára no ar, como o helicóptero, o beija-flor e o antigo goleador brasileiro Dadá Maravilha, servindo-me da descrição deste velho romântico caçador de bolas altas. Mangala atira-se de faca nos dentes e salve-se quem puder. Cristiano e Mangala estão um para o outro como um bailarino do Bolshoi e um comando da Força Delta.
É evidente que o bom do Mangala, a caminho de se tornar num dos melhores defesas-centrais da Europa, não faz por mal e está em processo de desenvolvimento de um estilo que fez escola em décadas sucessivas: Lima Pereira, Geraldão, Fernando Couto, Jorge Costa, Pepe, Bruno Alves – toda uma linhagem de altos saltadores, muito eficientes, mas tão elegantes como elefantes em loja de porcelanas.
Os adeptos não fazem diferença e apenas avaliam a gravidade das faltas, mas os agentes desportivos e os comentadores têm obrigação de entender o jogo faltoso sistemático, que é, de resto, o primeiro motivo para os duplos cartões amarelos, embora penalizem mais uns clubes do que outros, não existindo uma relação indiscutível entre o número de faltas e o número de expulsões. Por exemplo: dos quatro clubes principais, o Benfica foi o que menos faltas cometeu neste século e, no entanto, é de longe o que acumula mais cartões vermelhos."


"Rácio Faltas/Expulsões no séc. XXI
Braga...............7058 / 68
Sporting...........6792 / 68
Corruptos....... 6686 / 44
Benfica........... 6616 / 78"

João Querido Manhã, in Correio da Manhã - via Em Defesa do Glorioso

PS: Quando se discute os erros do Jesus ou do Vieira, quando se critica os jogadores, a entrega, o profissionalismo, a vontade... ou outra coisa qualquer, estamos sempre a discutir 'pormenores', são estes os números - os cartões - que definem os Campeonatos, são as campanhas anti-Matic (ou anti Javi, ou anti Maxi, ou anti David Luiz, ou outro jogador qualquer...), que definem os Campeões... O post do Fura-Redes é bastante elucidativo, os Corruptos nas últimas 2 épocas (pelo menos) não tiveram uma situação de inferioridade numérica com o resultado em aberto... Além de não jogarem em inferioridade numérica, a estatística com o número de jogos em que os jogadores foram impedidos de jogar, por castigo, também deve ser interessante, por exemplo esta época tanto o Maxi como o Matic, muito provavelmente vão falhar 3 jogos, só com os amarelos acumulados, enquanto os Mangalas e os Fernandos se chegarem aos 5 amarelos, será uma 'sorte'!!!
Recordo que não estamos a falar de uma equipa qualquer. Estamos a falar de uma equipa que sempre teve nos seus quadros, com muito orgulho, jogadores tipo André, Paulinho Santos, Aloísio... e muitos outros, esta equipa consegue ser nos últimos 30 anos a mais 'disciplinada'!!! E este rácio, é feito com as faltas marcadas, com árbitros 'amigos', porque como nós sabemos, muitas outras ficam por marcar...
Este é claramente um dos braços armados do Sistema...

Contra tudo e contra todos !!!


Benfica 11 - 5 Freixieiro

Duas partes distintas, na 1.ª um Benfica muito perdulário, ia ganhando por 1-0, quando o apitadeiro resolveu ser o protagonista: falta óbvia sobre o César Paulo, o árbitro apita, e marca falta contra o Benfica!!! O César protesta normalmente, afasta-se, e pouco depois diz mais alguma coisa (as minhas 'fontes' na bancada, dizem-me que mandou o árbitro à merda!!! O César no Twitter diz que o mandou p'ro caralho!!!) , e o árbitro puxa do vermelho. Eu também acho que não se deve faltar o respeito aos árbitros, mas se mandar o árbitro à merda dá vermelho, então haverá poucos jogos a chegar ao fim!!! O César parece que está marcado, é o Matic do Futsal, como é considerado o jogador mais importante no nosso esquema, ao primeiro 'deslize', vai para a rua...!!! Já não é a primeira vez...!!! A equipa desconcentrou-se, e começou a abrir espaços, e o Freixieiro aproveitou, primeiro fez o 1-2, o Benfica empatou, e ainda fizeram o 2-3... Poucos segundos antes do intervalo, conseguimos o empate.
Na 2.ª parte, a equipa 'limpou' a cabeça, e deu espectáculo  uma verdadeira avalanche ofensiva, e até podiam ter sido mais...

11 Campeões !!!


Este fim-de-semana, em Pombal, sagraram-se Campeões Nacionais de Atletismo em Pista Coberta, 10 atletas do Benfica, em 11 provas distintas!!! Parabéns a todos, aqui fica a lista:
Arnaldo Abrantes: 400m e 200m
Marco Fortes: Peso
Diogo Antunes: 60m
Marcos Caldeira: Triplo-Salto
Paulo Conceição: Salto em Altura
Rui Pinto: 3000m
Rasul Dabó: 60m barreiras
Eva Vital: 60m barreiras
Tânia Duarte: 200m
Mata Pen: 800m
Rafaela Vitorino: Pentatlo

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Juniores - 1.ª jornada - Fase Final

Bernardo Silva

Nacional 1 - 5 Benfica

Cabazada na 1ª jornada, da Fase Final do Campeonato Nacional de Juniores. Com o 'reforço' de alguns jogadores que têm sido opção na equipa B (Varela, João Nunes, Teixeira...), o Benfica não teve problemas em vencer num terreno habitualmente difícil, começando assim na melhor forma, a procura por um título que nos últimos anos nos tem fugido, ingloriamente...

Benfica.........3
Braga............3
Sporting.........1
Guimarães......1
Rio Ave.........1
Corruptos......0
Nacional........0

Dura lex sed lex

"Segundo as boas práticas e as mais saudáveis técnicas de interpretação das normas jurídicas, o intérprete da lei não pode dizer mais do que aquilo que o legislador quis dizer ou pensou. Os elementos de interpretação da lei são os elementos literal, sistemático, racional ou teleológico e o elemento histórico.
A interpretação não deve cingir-se à letra da lei, devendo ter em conta a unidade do sistema jurídico, as circunstâncias em que a lei foi elaborada, as condições específicas do tempo e o pensamento do legislador. 
O intérprete não deve considerar o pensamento legislativo que não tenha na letra da lei o mínimo de correspondência. Todavia, nenhuma lei está livre de ambiguidades e de incertezas.
Vem tudo isto a propósito da sui generis interpretação que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol fez acerca do artigo 13º, nº 1, do Regulamento que foi elaborado para disciplinar a criação e participação na segunda liga da designada Equipa B dos Clubes que disputam a 1.ª Liga.
O citado normativo é claro quanto à única interpretação possível no que concerne à observância do período de 72 horas que deve ser respeitado, relativamente à participação dos jogadores da equipa B na equipa principal, ou na equipa B após terem jogado na principal. Não é ambíguo, não é confuso e nem com o recurso àqueles elementos de interpretação da lei é possível concluir que tal preceito é omisso no que se refere à participação de jogadores da Equipa B nos jogos da Taça da Liga, estipulando regras apenas relativas às 1.ª e 2.ª liga.
O Regulamento em causa – repete-se – foi elaborado para disciplinar a criação e participação na segunda liga da designada Equipa B dos Clubes que disputam a primeira liga. A norma em causa surge integrada no Regulamento com um objectivo específico, bem preciso, de proteger os jogadores, nos seus aspectos físico e anímico, impedindo a sua sujeição a um esforço que ponha em causa o seu equilíbrio.
As 72 horas, claro como água, foram fixadas para defender o jogador e a pensar neste e não nos interesses dos clubes, sendo de todo irrelevante se se trata de jogo da 1.ª ou da 2.ª liga, da Taça da Liga ou até da Taça de Portugal. O preceito em causa não é omisso, no que se refere à utilização de jogadores. Poderão ser realizados jogos mediados por um período inferior a 72 horas, observadas determinadas condições. O que não significa que possam ser utilizados jogadores da equipa B em ambas as partidas separadas por tempo inferior àquele.
O Conselho de Disciplina da FPF deu um verdadeiro golpe de rins na interpretação que sustentou, apenas com o objectivo de defender os interesses do FCP, violando o Regulamento. Pensou apenas no clube e ignorou os jogadores. A situação é tanto mais estranha quando está em causa um Regulamento da Liga interpretado pela Federação... É mais uma manifestação da confusão que paira no futebol português. A Lei (Regulamento) deve ser rigorosamente interpretada e aplicada e não subvertida e submetida aos interesses dominantes no momento.
Claro e inequívoco é que o FCP ficou sujeito à sanção prevista para a irregularidade por si cometida. Com o Acórdão proferido, o Conselho de Disciplina da FPF tropeçou e prestou um mau serviço à causa do desporto."

Acabou o enguiço Alemão

"Heróica vitória do Benfica na neve de Leverkusen.
Depois do categórico triunfo em Estugarda, há dois anos, foi agora a vez do Bayer se vergar à determinação dos encarnados (1-0), confirmando-se assim a tendência de registos favoráveis com formações germânicas, a quem a águia, enquanto visitante, nunca tinha ganho em 40 anos de provas da UEFA. Nem mesmo nos tempos áureos de Eusébio & companhia.
Para este compromisso, e sempre com os olhos postos também no próximo confronto com a Académica para o Campeonato, Jorge Jesus apostou nas novas descobertas - André Almeida, André Gomes e o reinventado Urreta - deixando no banco Máxi, Enzo Perez e Sálvio. E a verdade é que o desenrolar do jogo voltou a dar-lhe razão. O Bayer, apesar da sua maior posse de bola, não se livrou da enorme dor de cabeça que o Benfica, desde o início, lhe provocou.
Com um atento e incansável meio-campo, de que Matic voltou a ser figura de proa, o Benfica controlou sempre toda a movimentação ofensiva alemã, cujo empenho, sobretudo por parte do muito abnegado Kiessling, foi insuficiente para lhe acrescentar a eficácia desejada. Nem a lesão de André Gomes, substituído antes do intervalo por Enzo Pérez, modificou um tal cenário, já que qualquer deles cumpriu a preceito a dupla tarefa de recuperador e municiador de ataque. E várias foram as ocasiões, neste período, em que o Benfica chegou com perigo à baliza de Leno.
Na 2ª parte, a equipa de Leverkusen subscreveu então a sua mais acentuada fase atacante, mas, por ironia, foi na sequência de um desses lances, em que o golo esteve à vista na baliza de Artur, que ele surgiu, sim, mas na baliza contrária. Foi o contra-ataque encarnado a ditar leis, com a bola a ser trocada com rapidez e intencionalidade, para a conclusão superior de Cardozo, num gesto técnico perfeito.
Na altura, já Urreta cedera o lugar a Sálvio, sem que daí resultasse qualquer vantagem, valendo a boa prestação de Ola John no outro corredor e, em especial, de Gaitán, mais uma vez a jogar nas costas de Cardozo e a realizar trabalho de grande mérito. Uma função de apoio que manteria em relação ao inesperadamente apagado Lima, quando este trocou com o paraguaio no eixo do ataque.
A perder, o Bayer intensificou a sua pressão sobre o último reduto contrário, mas as suas intervenções esbarrariam no sólido muro encarnado, onde o 4+1 (Artur), embora com alguma sorte à mistura (e muita atenção de Melgarejo), se exibiu a contento e sem complexos. De referir a actuação serena de Luisão, apesar dos constantes apupos dos adeptos alemães, que ainda não lhe perdoaram aquele episódio do Verão passado.
Tão sem a propósito, diga-se, como se hoje nos propuséssemos assobiar alemães ainda por causa do maluco do Adolfo..."

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Inferno des Lichts II

Revelação (pouco surpreendente) !!!

O caminho não será fácil !!!


Benfica 3 - 0 Esmoriz
25-18, 25-17, 25-22

Começamos a 2.ª fase, com aquele que teoricamente será o jogo mais acessível... tendo em conta as contrariedades no momento o calendário até ajudou, o verdadeiro teste vai acontecer no próximo fim-de-semana, com o jogo na Maia, no Sábado, e a recepção ao Sp. Espinho no Domingo. Não sei se o Miguel Tavares vai recuperar a tempo, o Coelho tem estado bem, mas não é a mesma coisa...

Ter o pássaro na mão, e deixá-lo fugir !!!


Reus 4 - 3 Benfica

Estivemos por duas vezes em vantagem na 2.ª parte (1-2 e 2-3), mas não conseguimos gerir o jogo... não é fácil comentar um jogo pelas 'infos' na Net, ainda por cima em Catalão - com o caseirismo normal... -, mas mesmo assim perto do final do jogo, acreditando na 'info' Catalã, ficou um penalty por marcar a favor do Benfica, isto num jogo onde o Reus nas 'bolas paradas' marcou dois golos (LD, Penalty) e falhou um LD nos últimos segundos, e o Benfica não beneficiou de uma única situação de 'bola parada', se calhar até falhávamos, como tem sido hábito, mas é um indicador...
É sempre bom ficar em 1.º lugar no grupo, mas entre o Liceo da Corunha e o Valdagno a diferença não é muita... talvez o 'trauma' da eliminação da época anterior pelos Italianos, pode ter alguma influência... Parece que vão ser os Italianos os primeiros do grupo C, vão receber os Galegos e têm mais 3 pontos.
Em condições normais o Viareggio em casa, tem tudo para vencer o Reus - ou pelo menos empatar -, e nós vamos vencer os Alemães na Luz, portanto tudo vai depender da 'motivação' dos nossos 'amigos' Bertolucci!!!

Vitória no meio do Atlântico


Lusitânia 61 - 70 Benfica
12-11, 21-21, 14-22, 14-16

Só na 2.ª parte conseguimos uma vantagem de 10 pontos - sustentada - que acabámos por gerir até ao final... Nota para a não utilização do Doliboa, que normalmente faz os 40 minutos, que desta vez foi 'substituído' pelo Carlos Andrade, que foi o melhor marcador, e o melhor ressaltador...

Somar pontos


Benfica 31 - 24 Xico

Excelente vitória

"A história é simples de contar. Em mais de cem anos o Benfica ganhou duas vezes na Alemanha. Uma com Jorge Jesus e outra com Jorge Jesus. Todos nós como adeptos temos direito à nossa opinião, em futebol não há nada mais democrático que a asneiras. Todos temos direito a ela. Factos é que são mais difíceis de rebater. Excelente vitória na Alemanha, num jogo com uma soberba arbitragem, o que para quem vem das habilidades do Proença e do Xistra ainda se faz mais notado. Com arbitragens destas o Benfica seria campeão, com aquilo que se vê e se sabe em Portugal é praticamente impossível. Ainda há muitas homenagens ao Calheiros, ao Guímaro, ao Marques da Silva em actividade. Há muita gente para homenagear. Se pensarmos que temos a eliminatória resolvida, perdemos em casa e somos eliminados. Se voltarmos a entrar com esta maturidade e rigor estaremos na próxima fase.
Quinta-feira, na Luz, será difícil aos mais de 40 mil adeptos fazer melhor que os cinco mil portugueses que durante 90 minutos calaram a BayArena. Esta alegria é merecida e inteiramente dedicada aos nossos adeptos e emigrantes que mostraram com civismo e dedicação o amor ao clube e ao País. Foi uma festa dentro da festa.
Depois do jogo da Madeira nada melhor que explicar com futebol a injustiça dos procedimentos. Contra a Académica teremos de averiguar se ainda nos deixam jogar com 11, e ficar reconhecidamente gratos se isso ainda for possível. A expulsão do Matic na Madeira é o resumo do nosso futebol e do nosso campeonato. Matic é simplesmente o mais influente e importante jogador do Benfica. Contra a Académica será mais um passo de uma luta desigual, mas que ainda assim terá de ser travada com valentia.
Com o critério de validação do golo do FC Porto contra o Olhanense o Benfica teria ganho 3-2 ao Braga na primeira jornada. E eu até sou a favor desse critério... e por isso acho o golo bem validado. Pena que não seja para todos."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Inferno des Lichts


E Pinto da Costa citou as escutas...

"No editorial da última edição da revista Dragões, Pinto da Costa criticou a escolha de João Ferreira para o Benfica-FC Porto, citando, em defesa da sua tese, uma conversa entre Valentim Loureiro e Luís Filipe Vieira, constante das escutas do Apito Dourado. Sim. Depois de esgrimir argumentos contra a divulgação das escutas e sua utilização pelos tribunais; depois de ter accionado judicialmente quem citou as escutas ou meramente anunciou onde podiam ser ouvidas; depois de se ter vitimizado, alegando danos de imagem; depois de um ilustre portista, Rui Moreira, ter abandonado em directo um programa televisivo por se recusar a debater o teor das escutas; eis que Pinto da Costa sai a terreiro e trata de citar as famosas escutas.
É um daqueles momentos que marcam um antes e um depois; que retira argumentos a todos os pintistas que se refugiavam no sacrilégio que era comentar o que praticamente toda a gente ouviu ou leu (na net são mais de nove milhões os clics nas escutas...); e que abre, enfim, novas pistas de debate a propósito do que a Justiça portuguesa entendeu não dever ser tido em linha de conta. E se há coisa que os portugueses não conseguem entender são os expedientes da Justiça, a ideia de que os grandes, das finanças, da política e também do desporto estão sempre acima dos comuns mortais e que nada lhes acontece; os alçapões que os causídicos mais hábeis conseguem explorar; as voltas e reviravoltas que os casos dão, aqueles que não saem do mesmo sítio e ainda os que acabam por prescrever.
Mas regressemos ao tema desta coluna: Pinto da Costa já cita as escutas do Apito Dourado. E eu a pensar que, em semana de resignação do Papa, nada mais me poderia surpreender..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Basta!

"Já não há desculpas.
Só é enganado quem quer.
Desde 2001 que ele anda por aí.
Teve tempo de resolver (pelo menos) dois Campeonatos, recebeu todas as insígnias que lhe deviam, não faltou às merecidas homenagens, e deixou cair todas as máscaras.
Começou por se auto-intitular 'benfiquista', certamente para dissimular vontades. Depois, sempre muito bem penteado, foi lançado as sementes de uma carreira frutuosa, que o levou Europa fora, até aos mais cintilantes palcos, para dirigir os mais importantes jogos, recebendo os louvores e prémios correspondentes.
Pelo meio, fez o que fazem aqueles que, nos meandros da arbitragem portuguesa, pretendem chegar longe: protegeu os poderes instalados, com o seu apito sempre afinado segundo a mesma escala, sem variações, sem uma só colcheia ou semi-fusa a destoar.
Não irei repetir-me. Não vou voltar a descrever todo o vasto e negro historial da criatura. Nem esta coluna daria para tanto.
Quero apenas manifestar o meu desejo, ou melhor, a minha exigência, de que isto não fique assim.
Quero acreditar que a força social e institucional do meu Clube seja suficiente para impedir este indivíduo de continuar, época a época, a transformar jogos do Benfica num repetido Carnaval. Não acredito em coincidências. Nem em azares - sobretudo quando se sucedem em série. E não duvido da sabedoria, da preparação, nem da perspicácia de quem tão galardoado é. Sobram pois poucas hipóteses.
Achei graça a uma entrevista concedida nas vésperas do último clássico. Diverti-me com as acrobacias retóricas de quem pretendia estar nesse jogo, certamente para fazer dele o que fez de outros. Mas esperava que o bom senso não permitisse voltar a vê-lo por perto.
Eis que regressou, em todo o seu esplendor, para dar mais um bailinho - agora na Madeira - a todos os que, ingenuamente, ainda crêem na sua isenção.
O homem continua a sua luta. Talvez queira tornar-se imortal. Talvez sonhe ser uma espécie de Calabote ao contrário. E enquanto o deixarem, enquanto o deixarmos, ele não irá parar."

Luís Fialho, in O Benfica

PS: Este último paragrafo era desnecessário... se a tentativa era fazer uma piada, havia muitas outras formas... continuar a usar o nome do Calabote, insinuando um beneficio que nunca aconteceu, não fica bem... muito menos aos Benfiquistas.

Objectivamente (gatunagem)

"Este fim-de-semana os gatunos atacaram forte no Futebol! Não. Não estou a falar da actuação do «benfiquista», Pedro Proença, na Madeira, nem da sua vergonhosa actuação em que beneficiou o Nacional, e por tabela, o nosso mais directo competidor, o FC Porto!
Não. Não estou a falar da expulsão de Matic, nem do penálti de Claudemir sobre Gaitán.
Não. Não me vou sequer a referir às sistemáticas péssimas actuações Pedro Proença sempre que apita o Benfica, demonstrando em campo uma arrogância e uma atitude de má vontade que já começa a enjoar!
Mas não. Não estou a falar de nada disso. E já nem me lembro do golo em fora-de-jogo do Maicon a época passada que deu mais um título emporcalhado ao FC Porto! E nem quero pensar que por causa dessas boas arbitragens o Pedro Proença tenha sido empurrado para a final da Champions e do Europeu! É que a apitar assim por cá, poderia haver dúvidas das suas capacidades lá fora. Mas não. Por cá ele pode fazer o que quer.
Lá fora faz arbitragens do outro Mundo! Por isso ainda fico mais zangado quando Pedro Proença se lança de apito na boca a apitar jogos do Benfica!
Mas não estava a falar de nada disso! Estou a falar dos gatunos que entraram na Federação Portuguesa de Futebol para roubar o computador do presidente, Fernando Gomes, e da sua secretária, Marina, antiga e experiente funcionária que já acompanhou muitos presidentes daquele organismo dirigente do Futebol e que, provavelmente, terá muitos segredos guardados na sua máquina de disco rígido...
Há por agora muito segredo na actuação da gatunagem neste fim-de-semana. Mas estou certo que, mais dia menos dia, tudo se irá esclarecer!"

João Diogo, in O Benfica