Últimas indefectivações

sábado, 22 de junho de 2019

13.ª Medalha num Europeu !!!

Em 16 épocas, a Telma, só falhou uma medalha num Europeu por três vezes - duas delas estava lesionada! Curiosamente, só no Europeu de Lisboa, falhou!!!
Hoje nos Europeus de Judo, incorporados nos Jogos Europeus de Minsk, voltou a conquistar o Bronze...
Foi pena a derrota nas Meias-Finais, com 3 castigos (os últimos dois, praticamente de seguida!!!), porque a Telma estava com gás para ir até à Final...
É claramente o melhor resultado, no período pós lesão (pós-Rio), é verdade que 'faltaram' as adversárias não-Europeias, mas apesar da idade, a qualidade não desapareceu...

São 5 Ouros, 1 Prata e agora 7 Bronzes, em Campeonatos da Europa, currículo extraordinário!

Origens de João Félix...

O sarilho que Vieira arranjou aos outros

"Se é verdade que um clube estrangeiro bateu no milhões da cláusula de João Félix, se é verdade que o presidente do Benfica não vendeu o jogador por 1 cêntimo a menos do que estava estipulado, é então caso para se dizer que não havia coisa pior que pudesse ter acontecido aos presidentes dos dois clubes rivais. Agora, e por uma adivinhável questão de autoestima, vão as massas adeptas do Sporting e do FC Porto exigir a Frederico Varandas e a Pinto da Costa que nenhum jogador dos seus seja vendido abaixo da respectiva cláusula de rescisão.
Os fãs do Sporting e do FC Porto não vão perdoar descontos forçados pelas circunstâncias que, como é do domínio público, são dominadas pela lei da oferta e da procura.
E, justamente, foi este o sarilho maior que Luís Filipe Vieira arranjou aos seus congéneres de Alvalade e do Dragão. Com que cara enfrentará Frederico Varandas os sócios do Sporting se for forçado, pelas tais circunstâncias, a vender Bruno Fernandes abaixo dos 100 milhões de euros que constam na cláusula de rescisão? E, depois de ver partir Brahimi e Herrera a lucro zero, com que face se apresentará Pinto da Costa perante os sócios do FC Porto se as circunstâncias o obrigarem a vender Alex Telles abaixo dos 40 milhões de euros convencionados na cláusula de rescisão do jogador brasileiro? E até onde irá a paciência dos jogadores cobiçados e dos emblemas que pretendem adquirir os seus serviços?
Os 120 milhões que o Benfica se prepara para receber pela transferência de João Félix moem muito o ânimo dos seus rivais directos porque lhes tornam, pelos próximos tempos, desfavoráveis todas as comparações no negócio de vender jogadores aos estrangeiros.
Como se não bastasse, as acções do clube dispararam na Bolsa de Lisboa, continuando assim este feito mercantil de proporções inauditas a moer o ânimo dos rivais internos do Benfica porque isto também conta. Já para não falar dos 120 milhões propriamente ditos.
Michel Platini foi levado para a cadeia a contas com uma suspeita de corrupção na entrega do Mundial de 2022 ao Qatar. Platini é acusado de ter recebido contrapartidas indevidas a troco de votos na candidatura do Qatar. O advogado de Platini é o mesmo advogado de Rui Pinto, o hacker. O Mundo é muito pequeno. É a única explicação plausível.
O telefonema do presidente do FC Porto para um programa transmitido no Porto Canal onde se debatiam questões prementes do futebol da casa foi um momento bastante constrangedor. Audivelmente abatido, Pinto da Costa exortou os profissionais do canal oficial a não darem importância ao que um determinado jornal – o’Correio da Manhã’ – publica sobre o clube e terminou voluntariando-se para ir à CMTV, presume-se, pôr tudo em pratos limpos. É assim, aos ziguezagues, que anda a comunicação do FC Porto."

Aparentemente, a SIC N, vai regressar à Madeira!

"Prepara-se novo circo nos bastidores para alimentar a Comunicação Social, na próxima semana. Será mais um teste a todos os Benfiquistas e ao Sport Lisboa e Benfica.
Não há nada com que se devam preocupar, no entanto, sabemos de antemão aquilo que a cartilha oficiosa e oficial da Aliança Altis está a planear fazer e o que vos iremos pedir é que não dêem audiências a determinados programas desportivos cujos comentadores se alimentam exclusivamente do ódio que nutrem pelo Sport Lisboa e Benfica. 
Deixem-nos chafurdar na própria lama e ignorem-nos completamente. Lembrem-se que são as audiências que lhes dão emprego e é o Benfica quem os alimenta."

Futsal 2018/1019 - Análise

"O jejum foi quebrado. Após três temporadas a seco (maior seca de campeonatos do futsal encarnado), o Benfica matou o borrego e conquistou o oitavo campeonato na modalidade. Foi a terceira reconquista da temporada.
Após uma época em que se assistiu a uma das finais mais renhidas de sempre, a felicidade acabaria por sorrir aos leões nas grandes penalidades. Apesar disso, houve vários sinais positivos a retirar dessa temporada que serviram como base no planeamento desta época. A equipa segurou a sua espinha dorsal e reforçou apenas as posições onde estavam mais carenciados: com a chegada de Fits, a equipa ganhou um pivot que fosse uma referência fixa no ataque que faltou na época anterior; e com Marc Tolrá, a equipa ganharia mais um fixo para fazer frente aos pivots do rival da Segunda Circular.
As impressões dadas na pré-temporada foram muito positivas, com a equipa a conseguir derrotar o Inter Movistar e o Magnus Futsal na Futsal Masters Cup, para além de ter ganho 4 torneios particulares. No arranque oficial da época, a equipa deu continuidade à sequência de vitórias.
No início de Outubro, a equipa disputou a Main Round da UEFA Futsal Champions League, onde a equipa conseguiu terminar na liderança do Grupo, em igualdade pontual com o FC Barcelona mas com maior diferença de golos, conseguindo assim tornar-se cabeça de série no sorteio da Ronda de Elite.
No campeonato, a equipa continuou com a sequência vitoriosa, com destaque para a vitória por 4-1 sobre o Sporting CP no Pavilhão Fidelidade, que colocaria os encarnados a cinco pontos de vantagem sobre os verde e brancos (fruto de um empate dos leões contra o Quinta dos Lombos).
Em Novembro disputou-se a Ronda de Elite da UEFA Futsal Cup, onde os rivais de Lisboa voltariam a encontrar-se. Apesar do Benfica ter sido cabeça de série do sorteio, não organizou a Ronda de Elite, que então ficaria a cargo do Sporting CP, que ficaria sorteado no mesmo grupo do Benfica. Com o Sporting a jogar sempre depois do Benfica em cada jornada, saberia assim qual o resultado que lhe convinha, conseguindo chegar assim ao derby da decisão com maior diferença de golos.
No derby, o Benfica entrou melhor e fez o 0-1 por intermédio de Robinho. Mas já à beira do intervalo, um livre de 10 metros mal assinalado daria o empate à equipa da casa. Na segunda parte, assistiu-se a um Sporting a segurar o empate a todo o custo, empate esse que esteve quase a ser desfeito quando André Coelho atirou uma bola à barra já no último minuto, mas o resultado não se alterou mais e o Sporting carimbou o acesso à Final Four.
Podem dizer o que quiserem, mas a mim ninguém me tira este pensamento da cabeça: embora tenha havido outra nuances que tiveram influência no apuramento do Sporting, se o Benfica tivesse organizado a Ronda de Elite, podia muito bem ter erguido o troféu de campeão europeu no lugar dos leões.
Entretanto, o Benfica continuou a arrepiar caminho no campeonato e em Janeiro teria a primeira conquista da época. No Pavilhão Multiusos de Sines, os encarnados revalidaram a conquista da Taça da Liga, eliminando o Futsal Azeméis nos quartos-de-final, o Módicus nas meias-finais e derrotando o SC Braga/AAUM na final por 3-0. Restavam mais duas competições pela frente.
Cerca de um mês depois, o Benfica teria o primeiro e único desaire na Fase Regular do campeonato, quando perdeu por 6-1 contra o Sporting no Pavilhão João Rocha, um resultado completamente enganador face àquilo que se viu dentro da quadra. Apesar da goleada, a equipa orientada por Joel Rocha mostrou nos jogos restantes da Fase Regular que esta não passou de um percalço, vencendo os jogos que restaram, assegurando a liderança da Fase Regular com o melhor ataque e a melhor defesa e consequentemente, o factor-casa no play-off.
Na última semana de Março, disputou-se a Final 8 da Taça de Portugal em Gondomar. Depois do Benfica ter eliminado o Quinta dos Lombos nos quartos-de-final e o AD Fundão nas meias-finais, estava agendado um novo derby para a final. Com um empate a cinco golos após prolongamento, o Benfica voltou a sucumbir perante a "maldição" das grandes penalidades e o Sporting revalidou a conquista da Taça.
Chegado o play-off, o Benfica eliminou na primeira ronda a equipa-sensação do campeonato: o Eléctrico de Ponde de Sôr. Seguiu-se o AD Fundão nas meias-finais, onde depois de uma vitória por 1-7 na primeira mão, a equipa beirã ainda deu um ar da sua graça ao ganhar o segundo jogo na Luz por 3-5. O Benfica acabaria por impor a lei do mais forte na negra ao ganhar por 7-3. Na outra meia-final, o Sporting também teria de recorrer à negra para eliminar o Módicus.
Chegada a final, com o primeiro jogo a ser disputado na Luz, o Benfica acabaria por desiludir ao perder por 5-4 após prolongamento. Apesar do jogo ter sido disputado até ao fim, a equipa encarnada cometeu uma série de erros clamorosos e pouco habituais que deitariam o factor-casa pelo cano abaixo. Apesar de tudo, a equipa aprendeu com os erros e no segundo jogo reestabeleceu a igualdade na final com uma segunda parte de grande nível. A equipa deu continuidade às boas exibições no terceiro jogo novamente no pavilhão da Luz, onde a equipa daria a volta na eliminatória vencendo por 4-3, resultado curto para a superioridade da equipa de Joel Rocha, sobretudo na primeira parte. Faltava uma vitória para o título, mas o "fantasma" da época passada ainda pairava na minha cabeça. 
No quarto jogo no João Rocha, a equipa encarnada voltou a rubricar uma exibição muito pobre na primeira parte estando a perder por 2-1 ao intervalo, mas a equipa reagiu bem na segunda parte, conseguindo dar a cambalhota do marcador a pouco mais de um minuto e meio do fim. O Sporting avançou para o 5x4 e Rocha consegue empatar o jogo a cerca de 30 segundos do final. O Sporting acabou por se colocar em vantagem já no prolongamento na recarga de um livre de 10 metros mal assinalado, carimbando o 5-3 final logo a seguir por intermédio de Pany Varela.
Após um polémico quarto jogo, o título voltaria a decidir-se na "negra". No dia 16 de Junho assistiu-se a uma final onde houve emoção até ao fim, com uma primeira parte de loucos e uma segunda parte menos bem jogada, mas com incerteza no marcador até ao final. O empate esteve nos pés de Cavinato a sete segundos do fim, mas o ala internacional italiano rematou ao poste após livre cobrado por Alex Merlim.
E assim ficavam fechadas as contas do título. Apenas pela segunda vez na história do campeonato, a equipa que venceu o primeiro jogo da final do play-off não foi campeã nacional. Desde a pré-temporada que o Benfica mostrou que a sua equipa não era nada inferior à do Sporting e conseguiu mostrar isso na quadra. Na Fase Regular, onde salvo algumas excepções, a equipa jogou um futsal dominante com grande acutilância ofensiva, batendo o record de golos marcados na Fase Regular. Segue agora uma análise individual a alguns elementos da equipa:
Bruno Coelho - quando ele foi promovido a capitão principal em 2017, fui o primeiro a dizer que a braçadeira não podia estar mais bem entregue. Bruno Coelho é Benfica dos pés à cabeça. Foi candidato a melhor jogador do mundo no ano passado e é dono de uma entrega inesgotável. A sua liderança é fundamental na equipa e vê-lo a erguer um troféu de é o Benfica no seu estado mais puro. 
Robinho e Fernandinho - são os dois jogadores mais velhos do plantel, mas também são os melhores. Robinho é o principal desequilibrador da equipa, aquele jogador capaz de criar uma ocasião do nada, sendo dono de um pé esquerdo de excelência. Já Fernandinho é sinónimo de golos, terminando a Liga Sport Zone como melhor marcador da competição com 39 golos apontados. Apesar de ambos já não irem para novos, enquanto mantiverem este nível, espero que sejam para manter.
André Coelho - o fixo do Benfica e da selecção nacional foi dos pilares da equipa nesta época. Jogador de grande estampa física, é um dos homens que marca os pivots adversários. Para além disso, também é uma arma importante no ataque com o seu potente remate, marcando em quatro dos cinco jogos da final, terminando a época com 29 golos marcados em todas as competições. Na minha opinião, foi o melhor jogador da equipa a seguir ao Robinho e ao Fernandinho.
Chaguinha - Não é fácil recuperar de uma lesão gravíssima. Quando um jogador fica apto para jogar, está recuperado fisicamente, mas a recuperação psicológica ainda pode demorar. Esta época serviu para isso mesmo, para recuperar os seus índices físicos e a sua confiança. Para além do mais, o ala brasileiro, é um exemplo de profissionalismo e dedicação ao clube, sendo um de nós dentro da quadra. De forma algo surpreendente, foi aposta nos cinco jogos da final e deu uma excelente resposta, mostrando grande intensidade e entrega ao jogo quando era chamado a intervir. Veremos como será o seu futuro, mas estas finais mostraram que ele ainda pode ter muito para dar.
Fits - em 16/17 jogava na segunda divisão italiana, agora é campeão nacional num dos melhores clubes do mundo e internacional pela canarinha. Fits foi uma das contratações cirúrgicas para esta temporada e tem aquilo que um pivot deve ter. É uma referência fixa na área capaz de segurar a bola e dar profundidade à sua equipa. É também um bom finalizador e também sabe servir os colegas. Na final do play-off esteve abaixo do seu nível, fruto de alguns problemas físicos que o levaram a falhar o terceiro e o quinto jogo, mas tem condições para ser um dos melhores pivots da história do futsal encarnado. É uma das maiores descobertas do futsal do Benfica.
Diego Roncaglio - esteve para sair no ano passado devido aos constantes actos irreflectidos que acabavam em expulsão. Tal acabou por não acontecer e ainda bem. Roncalgio acabou a época com 8 golos marcados e é também uma garantia entre os postes. Apesar disso, cometeu algumas falhas nas finais que levantaram algumas críticas. Quanto a isso é assim: não existem guarda-redes consistentes no futsal. Podem defender tudo e mais alguma coisa e ficarem mal na fotografia num golo sofrido. Roncalgio ficou mal na fotografia nalguns sofridos, da mesma mesma que Guitta também ficou. Para mim, Roncaglio é o segundo melhor guarda-redes da história do futsal do Benfica, só mesmo atrás do gigante Juanjo.
Raúl Campos e Marc Tolrá - os dois internacionais espanhóis estão de regresso ao seu país, mas não sem terem deixado a sua marca nesta temporada. O fixo contratado ao Barcelona foi mais uma arma recrutada para fazer frente aos pivots adversários e cumpriu esse papel com distinção. Acabou por falhar três jogos da final devido a lesão. Com ele apto, quem sabe se tivéssemos assegurado o título mais cedo... Já Raúl Campos, depois de ter sido o melhor marcador da equipa na época passada, perdeu bastante espaço nesta época devido ao limite de jogadores não-formados localmente, ficando muitos jogos de fora. Ainda assim, quando foi opção, mostrou que podem contar com ele, como ficou bem visível na negra, no único jogo da final em que foi convocado onde assumiu o papel de herói ao apontar um hat-trick. São dois jogadores que irão deixar saudades.
Gonçalo Alves - a sua passagem para o cargo de Team Manager em 2017 ditou uma mudança de paradigma no futsal encarnado. A partir dessa altura, o Benfica passou a fazer fortes investimentos na modalidade, com todas as contratações a passarem pelas suas mãos. Outro pormenor importante é que apesar deste não ser benfiquista de nascença, defende o Benfica como poucos. Ao todo, já são 12 anos de casa e seis campeonatos conquistados, o primeiro como Team Manager.
Para além das saídas dos atletas internacionais espanhóis que já foram oficializadas pelo clube, há-de ainda haver mais mexidas no plantel. Para ser sincero, este plantel não tem muito onde se possa mexer. A meu ver, aquilo de que a equipa de futsal do Benfica precisa neste momento é de um fixo de classe mundial, um guarda-redes suplente e de ou um dois alas estrangeiros que possam rodar com o Robinho e o Fernandinho de modo a resguardá-los fisicamente.
Veremos o que este defeso nos reserva..."

Basquetebol 18/19

"Terminou na passada segunda-feira a época do Basquetebol e agora é a altura ideal de fazer uma introspecção da época. O Benfica voltou a deixar escapar o título (desta vez ainda fomos à Final), fomos eliminados na primeira ronda da FIBA Europe Cup, ficámos nos quartos-de-final da Taça de Portugal e fomos finalistas vencidos na Taça Hugo dos Santos. Pelo meio tivemos um total de oito estrangeiros quando o limite é de apenas quatro e dois treinadores. Foi o descalabro total para aquilo que era suposto ser uma temporada completamente diferente. Dos 18 atletas que fizeram parte desta equipa neste ano, apenas 4 estavam cá no últimos anos e outros 2 eram da equipa B. Tudo o resto foi contratado no último verão.
A época começou logo com a eliminação na 2º Eliminatória da Qualificação para FIBA Europe Cup. Apanhámos o Dinamo Sassari, que viria a vencer a prova e está neste momento a discutir o Campeonato Italiano na Final contra o Venezia. Aqui nada a dizer, foi muito azar. De resto, o início da temporada foi bastante bom. Tivemos quinze vitórias consecutivas na Liga, onde se destaca uma vitória contra o Porto e outro contra a Oliveirense. No final de Janeiro chegou a primeira derrota, no Dragão Caixa, e a partir daí foi sempre a descer. Duas semanas depois perdíamos a Taça Hugo dos Santos na Final. Na semana a seguir somavamos a segunda derrota na Liga em Oliveira de Azeméis. Em Março fomos eliminados da Taça de Portugal pela Ovarense. Arturo Alvarez é despedido e Carlos Lisboa assume o lugar. Mas nas semanas a seguir somámos mais três derrotas para o Campeonato (Ovarense, Oliveirense e FC Porto). Terminámos a Fase Regular com cinco vitórias consecutivas e com o 2º lugar na Classificação.
No playoff, demos continuidade às vitórias e batemos CAB e FC Porto ambos por 3-0 em jogos. Foi a nossa segunda sequência maior de vitórias consecutivas. Na Final até ganhámos o jogo 2 em Oliveira de Azeméis, mas na Luz perdemos a vantagem caseira que tínhamos ganho. A Oliveirense foi Campeã por 3-1 em jogos e o grande investimento que o Benfica fez revelou-se inútil
Os erros foram muitos. A começar pela escolha dos treinadores. Arturo Alvarez nunca trouxe um Basquetebol muito eficaz ou inteligente. Depois, os jogadores que foi trazendo, revelaram-se apostas completamente ao lado. Kris Joseph não ficou um mês. Xavi Rey fez 11 jogos. Álex Suarez só serve para lançar de 3pts e não é todos os dias. Quentin Snider nunca foi bem utilizado, mas no Imortal fez um belo fim de época. Juan Cantero tem algumas coisas que se aproveitam. Mickell Gladness é o rei dos turnovers. É impressionante como é que um clube como o Benfica é tão mau a contratar estrangeiros. Todos estes jogadores vieram de bons Campeonatos. Ainda assim, pareceram inúteis contra a Oliveirense que foi buscar Travante Williams à Georgia, Eric Coleman à Liga Angolana, James Ellisor à 2º Divisão Francesa, Thomas de Thaey à 3º Divisão Francesa. Não faz sentido nenhum.
Para o ano, parece que Carlos Lisboa vai continuar. Para mim é um erro. Foi despedido porque o Basquetebol que a equipa apresentava era fraco. Esteve três meses na equipa principal e o Basquetebol continuou a ser fraco. É o principal responsável pela derrota na Final, pois apesar dos nossos estrangeiros serem algo limitados, a verdade é que a maneira como a equipa defendia e preparava o ataque era a maior limitação. O Benfica perde o Jogo 3 no Prolongamento depois da Oliveirense repetir a mesma jogada ofensiva e defensiva 3-4 vezes, sem que Lisboa tivesse pedido um timeout a corrigir os erros.
Cláudio Fonseca vai para o Sporting. Imagino que dos estrangeiros todos, talvez só fique o Micah Downs, se ficar. Todos os outros devem sair. Dos portugueses (além do Cláudio Fonseca), devem continuar todos ou quase todos. Arnette Hallman, Miguel Maria e Fábio Lima foram contratados o ano passado. Não faria sentido saírem. José Silva tem contrato. Gonçalo Delgado e Rafael Lisboa são da formação. As únicas dúvidas são Jacques Conceição e Tomás Barroso. A nível de reforços está já assegurado o regresso de Betinho Gomes.
Para mim o Basquetebol é a modalidade que deveria ter o orçamento mais baixo do Benfica. É a modalidade onde há mais atletas acima da média para a nossa Liga e é também a modalidade onde temos menos probabilidades de ganhar na Europa. A Oliveirense foi Campeã com jogadores de Divisões de quarta/quinta linha da nível Europeu. Com um bom departamento de prospecção seríamos capazes de ter uma equipa muito mais competitiva e a um orçamento muito mais baixo. Desbloqueando orçamento para o Futsal, para o Hóquei e Voleibol onde temos reais hipóteses em provas europeias."

É tão fácil ser Lage: um manual para românticos

"Ser Lage é ser feliz. A naturalidade e a simplicidade de Bruno apenas ajudam a destacar o jogo dentro das quatro linhas, onde se realmente baseia a nossa felicidade semana a semana. O forrobodó mediático, a obsessão pelo detalhe e pelo erro alheio esbarram na postura amigável do setubalense, nascido e criado na cidade que descansa junto ao Sado.
Cidade portuária, foi o principal pólo do êxodo alentejano na primeira metade do século XX, na procura pelos novos empregos gerados pela industrialização da pesca. A miscigenação entre o que é tipicamente setubalense e os valores alentejanos criaram um dos espécimes tipo da sociedade portuguesa: o corajoso humilde, o gingão honesto, o aventureiro responsável. A dicotomia do protótipo setubalense é todo ele resumido na figura de Bruno Lage, a máxima expressão de 100 anos de aglutinação social, figura que se torna central na história moderna do Benfica e que deu ao maior clube português um dos títulos com mais peripécias do futebol português.
A simbiose entre Lage e aquele Benfica moribundo do final de Dezembro foi o casamento perfeito. Joseph Campbell, no seu conceito do Monomito, explica-nos em 12 passos a estrutura das epopeias clássicas, diferenciando as fases pelas quais o herói passa até chegar á vitória final e que se tornaram, naturalmente, cliché cinematográfico.
Bruno funciona como mentor do herói Benfica, ajudando-o a reconhecer o que está mal: a 3 de Janeiro, Benfica é 4.º classificado. Com ou sem luzes, até aí o Benfica era um herói indiferente aos seus próprios problemas. Apático, sem chama, irresponsável. Fraco, por vezes atingido por febres altíssimas, como em Portimão ou num Jamor em noite diluviana.
O mentor Lage faz o herói perceber que existe um distanciamento entre a realidade e o seu potencial intrínseco. Faz-lhe perceber que é urgente um corte pela raiz dos problemas, um renascer com outros ideais. Bruno assume as operações, indica o caminho ao cadavérico Benfica e, com a subtileza dos predestinados, dá-lhe a sua benção sobrenatural.
4-4-2, recuperação psicológica, métodos de treino realmente eficazes, testes e mais testes num calendário recheado: o herói Benfica recupera e aprende as regras do mundo especial, enfrentando agora uma realidade completamente diferente, na qual é líder.
Os deuses sentiram a poética necessidade de juntar, com o auxílio do destino, Bruno e Benfica. Mentor e herói de 6 milhões, protótipo do homem português de valores benfiquistas e o maior clube português, arrastado pela lama pelos demónios do mau futebol e do insucesso. Com fair-play e respeito pelo próximo, sem nunca se rebaixar, Bruno tem tudo para ascender ao Olimpo de braço dado com o seu herói, bastando para isso ser o mais setubalense possível em 2019-2020."

Benfiquismo (MCCXIV)

Deus e Dios !!!

Os 5 momentos da época 2018/2019

"1. 37 – Previsível, eu sei. Mas neste top nunca poderia não pôr a Reconquista em primeiro lugar ou sequer deixá-la de fora. Quanto a ela não há muito a dizer – já quase tudo foi dito e tudo foi já sentido.
2. Mudança de treinador – Spoiler Alert: este só não é o melhor momento da época porque houve uma Reconquista. Já ninguém podia ouvir a calma de Rui Vitória nas conferências. O “jogo a jogo”, o “caminho faz-se caminhando” e os pais de família, já faziam todos emitir sons animalescos em jeito de desespero.
Bruno Lage foi, para mim, O momento da época; O homem da temporada. Tudo na mudança de treinador foi um balde de água fresca, uma lufada de ar fresco, um qualquer adjectivo ou expressão muito positiva que nos deixou maravilhados. Tudo foi bonito: os resultados, o futebol, as apostas… o campeonato. Ficou só a faltar um Benfica longe na Europa.
3. Assalto ao primeiro lugar – Dois a um. 1-2. O Benfica foi ganhar ao dragão e começou a bela caminhada até ao 37, sem mais sair do primeiro lugar. O resto é história. E a beleza foi qualquer coisa ainda melhor que a vitória grande, em golos, em Alvalade.
4. Vitória em Alvalade – 4-2, contra o Sporting, em Alvalade. Depois de três anos e cerca de cinco meses de medos e receios contra os rivais, o Benfica foi ao vizinho da 2ª circular, não só dar um show de bola, como marcar quatro golos para êxtase de todos os benfiquistas.
5. Made in Seixal – A aposta na formação é, como se diz na gíria, um pau de dois bicos. Bruno Lage veio mostrar o lado bom da formação. Depois de Rui Vitória fazer uma pobre aposta (não quantitativamente, mas qualitativamente) nos miúdos da formação, veio Bruno Lage. João Félix começou a render, o Benfica ganhou um “centralão”, trouxe-nos Florentino para alegrar os dias… E mostrou que vale a pena ir ao Seixal. Mas com jeito e maneiras."

A força da propaganda

"Dos dois jogadores que o futebol português tinha para oferecer no primeiro mercado internacional deste verão, um terá atingido o valor astronómico da cláusula de rescisão e o outro é mantido num limbo de falta de interesse que começa a exasperar. Assistimos a uma espécie de “derby” do mercado, em que o Benfica está a vencer o Sporting, quando faltam ainda mais de dois meses de jogo e, sobretudo, falta liquidez em circulação para desatar uma série de negócios que estão alinhavados há muito.
Dir-se-á que é uma relação normal de oferta e procura, em que o saber esperar pela melhor oportunidade também conta, mas há quem atribua a espera à falta de boas relações com determinado agente ou às opções de comunicação do respectivo clube. Segundo esta teoria, Bruno Fernandes ainda não foi vendido porque, sem a intermediação de Jorge Mendes e mais visibilidade nos media, ninguém leva a sério a sua capacidade de garantir um golo por jogo, entre finalizações e passes decisivos, que fizeram dele um dos melhores médios de ataque da Europa.
Para calafetar esta brecha de raciocínio, sugere-se mais e melhor promoção dos jogadores que se pretende vender. Sim, porque se não fosse a propaganda da imprensa e televisões nacionais, que esgotam as suas edições internacionais por essa Europa fora, nunca o Atlético de Madrid ou o Manchester City aceitariam pagar 120 milhões por João Félix: sem a fortíssima propaganda do Benfica, ele não valeria mais do que os 15 milhões da chamada “taxa Mendes”.
Existe uma casta de inteligentes na área da informação, a maioria dos quais desaguou no parasitismo das agências de comunicação, que confina a diferença entre sucesso e insucesso ao dinheiro que se “investe” nos seus serviços: para o bem ou para o mal, a culpa é do mensageiro.
Dizem que vendem presidentes da República e agora parece que pensam que também vendem jogadores de futebol. Os “scouters”, os “labs”, os treinadores, os dirigentes profissionais e os relatórios de anos e anos de análise a jovens com mais de dez anos de competições internacionais contam pouco quando comparados com a força de meia dúzia de manchetes “fabricadas” pelos influenciadores da imprensa desportiva.
De Jong foi do Ajax para o Barcelona por 85 milhões graças à óbvia facilidade de leitura dos catalães quando se trata de jornais e televisões neerlandesas. Os alemães de Munique deliraram de tal forma com as promoções da imprensa de Madrid sobre Lucas Hernandez que aceitaram pagar 70 milhões por um defesa. No sentido inverso, a Madrid chegou fortíssima a propaganda alemã (e talvez servo-croata) sobre Luca Jovic.
Sem esquecer o Éder Militão e a receptividade dos decisores madrilenos aos nossos falantes de portunhol!"

A maior delícia

"Quando parte dos benfiquistas está triste por ver sair Félix, os adversários aprofundaram o azedume, a angústia e o desespero

Alguns representantes dos nossos rivais em programas televisivos são a nossa maior delícia em períodos de menor densidade desportiva. Incrédulos com a venda de um promissor jogador de 19 anos por 120 milhões de euros, incapazes de reconhecer o mérito do Benfica, desataram a criar realidades alternativas para nelas poderem habitar.
Depois de afirmarem, semanas a fio, a impossibilidade de tal acontecer, viram-se esmagados pela realidade e, em vez de festejarem o facto de já não ser do Benfica aquele que lhe marcava golos e os afastava dos títulos, optam pelo negacionismo próprio de cognitivos deslizantes em situação de pré-coma.
Uma delicia. Quando parte dos adeptos benfiquistas estão tristes por verem sair um talento prodigioso, mesmo que por valores astronómicos, os nossos adversários aprofundam o azedume, a angústia e o desespero apenas par aumentarem o nosso deleite.
O FC Porto até fez um encaixe maior com a nossa venda de João Félix, que, com a saída de Brahimi e Herrera, constitui uma ajuda para as difíceis contratações pedidas por Sérgio Conceição à SAD azul e branca.
João Félix foi vendido por 120 milhões, o Benfica fez um fantástico negócio, o Atlético de Madrid tem tudo para também ter feito uma contratação muito interessante, mas tenho dúvidas se João Félix fez a melhor opção. Espero e desejo que a sua qualidade possa superar todas as adversidades. A nossa situação desportiva, económica e financeira é agira uma obrigação acrescida face aos rivais no lançamento da nova época. As nossas contratações devem ser poucas e de elevada qualidade.
O último fim de semana foi desportivamente agradável para o Benfica. Os juvenis de futebol sagraram-se bicampeões nacionais a duas jornadas do fim. Se é certo que na formação o mais importante é crescer, no Benfica o mais importante é ganhar.
O futsal reconquistou o título de campeão nacional de forma inteiramente justa, frente a um Sporting de qualidade, numa final decidida na 'negra' pelos detalhes, pela vontade e pela alma e qualidade duma equipa que foi a melhor em toda a época regular. Juntar o campeonato nacional à Taça da Liga faz desta uma óptima época para o futsal do Benfica. Este ano demos com um poste no azar do último ano. Ganhar é bom, ganhar assim é fantástico."

Sílvio Cervan, in A Bola

Poderia ter sido melhor

"O título nacional de futebol nos juvenis resultou de um percurso brilhante na fase final, conseguido com duas jornadas por disputar das apenas dez nesta fase. O bicampeonato neste escalão evidencia a existência de talento e atesta o desenvolvimento competente deste, o que é vital para a prossecução da aposta estratégica na formação que o clube tem vindo a implementar.
Quanto ao futsal, tratou-se de um triunfo sobre o antidesportivismo, a selvajaria, a propaganda e o investimento desmedido. E igualmente sobre uma grande equipa. Este título chegou com um ano de atraso, face à manifesta falta de sorte benfiquista na temporada transacta.
E termino pela negativa. No basket, pelo segundo ano consecutivo, não celebrámos o título nacional. Nas seis épocas anteriores, com Carlos Lisboa ao leme da equipa, ganháramos cinco vezes. A equipa técnica há-de ter as suas responsabilidades, mas essas terão de ser apuradas à Luz do contexto em que, em meados de Março, Carlos Lisboa regressou. Só por ignorância, preconceito, antipatia pessoal ou má-fé se poderá escamotear que já não era possível, por questões regulamentares, remodelar o plantel reconhecidamente desequilibrado e desunido, além da queda vertiginosa do rendimento da equipa que levou à saída de Alvarez. Ainda assim, chegou à final após eliminar brilhantemente, por 3-0 o FC Porto, melhorando o desempenho relativamente ao ano anterior, com José Ricardo. Na final, a campeã em título Oliveirense foi mais forte, mas ficou a ideia de que o desfecho poderia ter sido outro com um pouco mais de competência em momentos decisivos. Não tenho quaisquer dúvidas que o Benfica, com Lisboa, será o principal candidato ao título na próxima época!"

João Tomaz, in O Benfica

No teu lugar...

"Se eu tivesse 19 anos e fosse um craque da bola, não iria para o Atlético de Madrid nem que me pagassem sete milhões de euros por ano. Tenho pouca coisa contra o segundo clube mais importante da capital espanhola. Mas ainda menos a favor. Os rapazes dos colchões lembram-me sempre um clube do Campo Grande - na sombra de duas poderosas equipas e sem jeito, carisma ou estrutura para ser realmente grande no futebol. Calma, se calhar até estou a ser preconceituoso com o Atleti, porque, com Simoene, a equipa foi à final da Champions e teve sucesso na Europa, mas basicamente é isso. No campeonato interno, o clube espanhol, vai batendo o pé a Real e Barcelona até onde pode, mas falta-lhe sempre qualquer coisa.
Se calhar, é essa 'coisa' que estão a ver com João Félix, potencial salvador para uma equipa envelhecida e que se viu traída pelos desejos de grandeza de Antoine, um francês que, à semelhança da equipa onde actuou, pensa ser melhor do que realmente é. É uma jogada corajosa, esta de pagar a cláusula de rescisão de um predestinado com apenas 19 anos.  E talvez seja isso que o Atlético de Madrid precisa para ganhar terrenos aos galácticos brancos e grenás. Desde Paulo Futre, não vi nenhum jogador verdadeiramente fora de série a vestir de vermelho às riscas, mas parece que vai ser desta que o Atlético pode voltar a ter uma estrela de qualidade, não criada pela comunicação social. 
Volto ao início: no lugar do jovem de 19 anos, eu não iria nunca para o Atlético de Madrid, mas a verdade é que eu tenho mais do dobro da idade dele e não jogo nada à bola. Qualquer que seja a escolha e o futuro, obrigado, João! E boa sorte."

Ricardo Santos, in O Benfica

João Félix

"Supostamente o presente artigo deveria incidir sobre a parte II da sentença que condenou o Futebol Clube do Porto, a SAD do Futebol Clube do Porto, Futebol Clube do porto Media S.A. e Francisco J. Marques. No entanto, como o artigo é semanal, muitos acontecimentos existiram durante a semana e é impossível por ora, continuar a escrever sobre o tema.
Um dos acontecimentos que se nos atravessou no nosso dia a dia, foi a venda de João Félix ao Atlético de Madrid.
No momento e que escrevo este artigo ainda não está concretizada e transferência de João Félix para o Atlético de Madrid, mas viajemos pelo campo da hipóteses.
O jornal o Record publicou no dia 18/6/2019, (...)
Se analisarmos pela perspectiva dos clubes compradores, quer na internacional, que na nacional os clubes compradores pertencem sempre ao mesmo grupo.
São clubes como Atlético de Madrid, Mónaco, Manchester City, Zenit, PSG, Barcelona e Wolverhampton.
Se a transferência se concretizar, será (?) a 4.ª maior transferência de sempre em termos internacionais e constituirá o dobro da anterior maior transferência nacional, que foi a de Hulk para o Zenit em 2012 por 60 milhões de euros.
Mas este quadro estará certo?
Desde logo não relevamos no presente estudo uma análise criteriosa das comissões envolvidas, dos custos inerentes às transferências, das variáveis potenciais e efectivas de cada transferência, o que em termos reais e concretos poderá influenciar o quatro apresentado.
Mas a verdade é que o quadro retirado do celebérrimo jornal o Record, não está correcto.
Se consultarmos as contas da Porto SAD de 2012/2013, constatamos quanto a Hulk o seguinte:
Alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Hulk, ao Zenit St. Petersbourg, pelo montante de 40.000.000 de euros, que gerou uma mais valia de, aproximadamente 23.871.000 euros, após dedução: (i) do efeito da actualização financeira das contas a receber a médio prazo originadas por estas transacções, no montante de, aproximadamente, 2.040.000 Euros; (ii) do valor líquido contabilístico do passe à data da alienação, no montante de, aproximadamente, 16.402.000 euros; e acréscimo (iii) de anulação de prémios de fidelidade e de comissões no montante de, aproximadamente, 2.313.000 euros. Foram 40 milhões ilíquidos e não 60.
Também com referência a James Rodriguez, constatamos nas mesmas contas o seguinte:
Alienação dos direitos do inscrição desportiva do jogador James Rodriguez ao AS Mónaco, pelo montante de 45.000.000 de euros, que gerou uma mais-valia de, aproximadamente, 25.757.000 euros, após dedução: (i) custos com serviços de intermediação no montante de 4.383.238 euros prestados pela entidade Gestifute; (ii) da proporção no valor de venda do passe detidas pela Orel (10%) no montante de 3.945.814 euros; (iii) de responsabilidades com o mecanismo de solidariedade no montante aproximado de 1.158.000 euros; e (iv) do valor líquido contabilístico do passe à data da alienação, no montante de, aproximadamente, 9.755.000 euros. Este está certo.
Mas já com referência a Mangala constatamos na mesmas contas o seguinte:
Alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Mangala ao Manchester City, pelo montante de 30.503.590 euros, que gerou uma mais-valia de 22.806.942 euros, após dedução do valor global de 11.073.331 euros relativo a: (i) efeito da actualização financeira das contas a receber a médio prazo originadas por estas transacções; (ii) responsabilidades com o mecanismo de solidariedade; (iii) custos com serviços de intermediação prestados pela Gestifute - Gestão de carreiras de Profissionais Desportivos S.A.; (iv) valores a pagar ao jogador a título de indemnização; (v) do valor líquido contabilístico do passe à data da alienação. Adicionalmente, o clube comprador assumiu a obrigação de pagar directamente à Doyen a proporção que esta entidade detinha sobre os direitos económicos do jogador pelo que o passivo reconhecido na rubrica de 'Outros Credores' em 30 de Junho de 2014, no montante de 3.376.684 euros, foi revertido e reconhecido no cálculo da mais-valia. Está errado!
Já quanto a Witsel consultando o relatório consolidado da Benfica SAD do ano de 2012/2013, verificamos que o mesmo foi efectivamente alienado pelo valor de 40 milhões.
Aqui chegados pergunta-se:
Qual a razão pela qual o jornal o Record inflacionou o valor das vendas de jogadores do Porto?
Mas há algo que é indiscutível. Se a transferência se realizar por 120 milhões, então estamos perante 1/5 do volume de negócios da Liga Portugal.
Impressionante!!

Pragal Colaço, in O Benfica

João Félix: a novela do verão

"Contactei a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) por uma questão de segurança e confirmei aquilo que suspeitava: não me será aplicada qualquer coima se o tema desta crónica não for o João Félix. Ao longo das últimas semanas fiquei convencido da existência de uma lei que obrigava os media a analisarem ao pormenor todos os passos dados pelo João, daí o meu receio. Afinal não existe nenhuma lei, é mesmo obsessão. Se as televisões passassem aquele golo no Dragão em loop até seria agradável, mas para ver alguém em tronco nu a bronzear na praia, então prefiro navegar no Instagram. A minha avó já mal se lembra do nome de alguns netos, mas sabe que o João Félix esteve de férias em Ibiza. Esta novela adquiriu uma dimensão descomunal e há quem questione a capacidade do João para ligar com a pressão? Deixemo-nos de brincadeiras. Pressão de quê? Brilhar no relvado? Marcar golos ao SCP com 18 anos e ao FCP com 19 qualquer um faz. Por acaso até nem me estou a lembrar de mais ninguém que tenha conseguido, mas não é assim tão difícil. Pressão senti eu ainda mais novo, que aos 16 tinha de conseguir aceder à galeria de fotografias do telemóvel durante os exames sem os professores darem conta. À hora a que escrevo este artigo ainda não se conhece o futuro do João, mas os adeptos já manifestaram posições diversas. Os benfiquistas estão desanimados pela eventual transferência, os portistas esfregam as mãos de alegria. Ao que parece, o FCP pode amealhar 1,2M com este negócio devido aos direitos de formação. Não é nenhuma fortuna, mas compreendo o entusiasmo: o Herrera e o Brahimi não vão render tanto dinheiro juntos."

Pedro Soares, in O Benfica

sexta-feira, 21 de junho de 2019

A regra e a excepção

"É verdade que, há uns anos atrás, o Benfica não soube ou não pôde segurar algumas das suas jóias da formação. Bernardo e Cancelo, por exemplo, poderiam e deveriam ter permanecido mais algum tempo no clube, mas, fruto de circunstâncias que agora não interessa dissecar, acabaram vendidos por valores abaixo daquela que é hoje a sua cotação.
Desde então tudo mudou. Na época da 'Reconquista' foi frequente ver na equipa quatro, cinco ou mesmo seis elementos oriundos da fábrica do Seixal. Ferro, Rúben, Florentino e Félix acabaram titulares absolutos, Gedson também o foi durante parte significativa da temporada, Yuri r Jota tiveram aparições esporádicas, mas fizeram parte do grupo, nomes dos quais poderíamos acrescentar o guarda-redes Zlobin, e ainda André Almeida - que chegou ao Benfica para a equipa B, afinal de contas o último escalão formativo. Ora isto era absolutamente impensável há apenas cinco anos.
A ideia, já reiteradamente veiculada pelo nosso presidente, é manter quase todos estes elementos, e até acrescentar um outro. Mas não podemos exigir ao clube que segure aquele que é um caso absolutamente excepcional: João Félix.
Nem o Benfica, nem qualquer outro clube português, pode manter alguém a quem acenam com um salário na ordem dos seis milhões limpos por ano. E que pode valer um preço acima dos três dígitos. O jogador, a família e o empresário têm vontade, o destino chama, e o clube precisa. Sejamos realistas. João Félix vai sair do Benfica, vai deixar saudades, mas também muito dinheiro. E um dia talvez volte, para terminar a carreira, já com uma Bola de Ouro na bagagem."

Luís Fialho, in O Benfica

Mais títulos

"O último fim-de-semana foi glorioso para o Sport Lisboa e Benfica. Quatro equipas nossas brilharam ao mais alto nível, com conquistas de campeonatos nacionais.
Começo pelos feitos da formação. O primeiro destaque vai para as Papoilas Saltitantes do Futebol Feminino, que no sábado, batendo o SC Braga, conquistaram o Campeonato de Sub-19. João Videira comandou, de forma competente, as nossas 16 jogadoras. Além do título fica uma certeza - temos o futuro assegurado.
Domingo, foi a vez dos Juvenis A sagrarem-se bicampeões nacionais. Notável o trabalho realizado pelos treinadores Luís Nascimento e Luís Araújo. Mais uma vez, ficamos com outra certeza - o Seixal continua a gerar talento e muitos destes jovens chegarão à equipa A.
Ainda na Formação, um destaque muito especial para a nossa equipa de Sub-14 de basquetebol, que se sagrou campeã. Notável o trabalho de Pedro Umbelina, treinador que cumpriu a 11.ª época ao serviço da nossa formação masculina e feminina.
Finalmente, a reconquista do Futsal. Aconteceu de forma natural e meritória. Após ter dominado a fase regular. Joel Rocha preparou muito bem a equipa para os testes finais com o Sporting. Creio que não restarão dúvidas acerca da justiça da conquista do 8.º campeonato.
Um destaque muito especial para o nosso Atletismo e para o jovem Edward Zakayo, que venceu os 5.000 metros, em Marrocos, em mais uma etapa da prestigiada Liga Diamante.
Duas notas finais - a realização, amanhã, sábado, no pavilhão n.º 2 da XXXVI edição da Gimnáguia, e os parabéns à Oliveirense, que se sagrou bicampeã de basquetebol. Na próxima época vamos à reconquista."

Pedro Guerra, in O Benfica

Tempo de aproveitar

"Depois de um ano de trabalho intenso, chegou a hora de colher os frutos. É assim a cada ano desde tempos imemoriais, é assim no desporto com o final das épocas e a preparação das seguintes e é assim, também, na educação dos nossos jovens que vêm avaliados os seus esforços e os progressos de todo o ano lectivo. No projecto 'Para ti Se não faltares!' a avaliação pode garantir passaporte para as muitos desejadas colónias de férias e para o ainda mais desejado estádio da Selecção de Futsal. Para isso, é preciso ter um bom aproveitamento e evolução individual e um estatuto de liderança e respeito de todos os colegas que tornam estes jovens em verdadeiros modelos e líderes de opinião para os outros. Por isso, o que se ganha não são apenas férias e a diversão, mas é sobretudo o estatuto perante os outros e o respeito dos seus pares. Os jovens valorizam fortemente este aspecto e têm razão para isso. Agora, quando o que está em causa é somar a todos estes resultados a qualidade desportiva individual como jogador, a coisa vai ao rubro e os jovens entram numa elite muito apreciada e de grande prestígio por entre as centenas de todo o projecto. O momento mágico é a reunião de avaliação colectiva e premiação do projecto, perante colegas, pais e professores, quando a fotografia sai projectada no ecrã e o nome é chamado entre palmas com a frase que poucos ouvem 'estás convocado!'.
E assim se fecha um ano de trabalho e alegrias, com cada um a colher do que semeia e a projectar o futuro fazendo votos para o ano seguinte.
Entre os mais pequenos, 20.000 deles para ser mais exacto, a aprendizagem dos valores e as brincadeiras sérias do KidFun marcaram o primeiro contacto com a Fundação Benfica e aguçaram o apetite para o que aí vem. O sentimento geral é de promoção e expectativa porque Setembro já espreita e esse fim de Verão traz consigo a entrada na escola dos mais velhos. Para todos os jovens, destes de doutros projectos da Fundação, é tempo de olhar para trás e apreciar a obra feita. É tempo de gozar os resultados e por de lado o trabalho e as madrugadas sonolentas. É tempo de aproveitar e de antecipar o gosto das novas conquistas.
Exactamente como no Benfica!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Ficamos com Luís Filipe Vieira

"Somos grandes e somos gratos. Mas, relativamente ao impressivo negócio da semana, com toda a franqueza, eu não sei onde - do estrito ponto de vista do nosso Benfica - estará, de facto, a maior virtude: se, na cabeça e nos pés do jovem jogador (e da sua família); se, na carteira (e nos planos) do clube comprador; ou se, no virtuosismo de gestão desportiva do nosso Presidente. E - embora tendo nós muitas outras históricas razões para nos gabarmos... - ou muito em engano, ou creio bem que, mais uma vez, os méritos voltam a residir todos (mas todos, mesmo!) no portefólio das soluções que Luís Filipe Vieira soube criar para melhor defender e gerir o Benfica do futuro.
Claro que agora, aí temos já no passeio público, para deliciado regalo da nação benfiquista, a vergonhosa procissão dos humilhados que costuma sair, pungente, dos adros das televisões, das rádios e dos jornais para percorrer as ruas da amargura antes de se encontrar na praça das misérias ético-moralistas, com o coro dos despeitados e com a orquestra dos invejosos, para mais uma disfonia daquelas... à maneira, sempre que é a vez em que o Benfica ganhe!
O Benfica voltou a ganhar. Inquestionavelmente. Ganhou em vários tabuleiros. E é justamente por se verificar que estas circunstâncias em que o Benfica vai ganhar se estão a tornar mais reiteradas e frequentes, que elas se revelam também progressivamente, mais insuportáveis para esses humilhados, despeitados e invejosos.
No que diz respeito à espectacular transferência que se anuncia em grandes parangonas por todo o lado, pelos vistos, o clube espanhol terá decidido arriscar (de resto, tão corajosamente como o próprio jogador e os seus representantes...), o Benfica ganha inquestionavelmente, acima e abaixo e à direita e à esquerda, por cinco ordens de razões:
a) mantém com absoluto rigor os termos contratuais, quanto ao valor de uma cláusula de rescisão tida por inatingível;
b) assegurá o recebimento da quarta ou quinta mais elevada quantia de uma transferência, em toda a história do futebol;
c) confirma de modo drástico a credibilização do seu campus de formação de jogadores;
d) eleva severamente o patamar de valor mercado genérico atribuível aos seus activos;
e) pôde propor um novo protagonista português com dimensão universal, para o futebol do séc. XXI.
Agora, não faltarão - fora e dentro do nosso Clube - aqueles incrédulos de há poucos dias, a terem de engolir os pessimismos que vomitavam: mas não deixarão de ser também eles, os primeiros a pretender iludir a visão que Luís Filipe Vieira demonstrou, com um formidável golpe de asa em 5 de Novembro do ano passado, ao anunciar a renovação das condições contratuais do jogador, dobrando-lhe a cláusula de rescisão, de sessenta para os tais impensáveis centro e vinte milhões de euros.
O que impressiona é que Luís Filipe Vieira toma a decisão quando, nessa altura, o mais jovem atleta do plantel, à nona jornada da Liga, levava apenas centro e cinquenta e seis minutos corridos e dois golos marcados, em duas partidas como titular da equipa.
João Félix agora vai sair, não é? Pois, mas felizmente podemos afirmar que, afinal, o Benfica fica ainda mais consolidado: nós ficamos com Luís Filipe Vieira."

José Nuno Martins, in O Benfica

Félix

"Acho exactamente o contrário do que parece ser a opinião da maioria; creio que João Félix fez boa opção ao optar pelo Atl. Madrid

Dos mil milhões de euros que o Benfica encaixou com transferências de jogadores desde que Luís Filipe Vieira é presidente, quantos milhões ficaram a dever-se a Jorge Mendes? Muito mais de metade, aposto, e nem preciso de fazer muitas contas porque não corro grande risco de errar. A coisa, porém, atingiu agora a linha do «absolutamente impressionante!».
Conseguir levar o Atlético de Madrid a pagar 120 milhões de euros por João Félix é algo só ao alcance de um agente como é Jorge Mendes, que nos últimos 20 anos construiu uma das posições de maior relevo no universo do futebol mundial. Difícil não é transferir. Cristiano Ronaldo ou Neymar, Hazard ou Pogba; difícil não é levar o Barcelona ou o Real Madrid ou o Liverpool ou o Chelsea a gastarem 120 milhões numa estrela internacional; difícil é levar o Atlético de Madrid a pagar 120 milhões por um jovem como João Félix, muito talentoso, sim, mas de apenas 19 anos e que nem chegou a jogar meia dúzia de meses na equipa principal do Benfica.
Com Jorge Mendes o encaixe financeiro do Benfica, sobretudo nos últimos 10 anos, já era verdadeiramente excepcional. Com estes 120 milhões (que nenhum clube português alguma vez pensou facturar com um jogador) o trabalho de Mendes com o Benfica (já para não falar do que fez no passado com FC Porto ou Sporting( torna-se imperial.
Façam-lhe, na Luz, uma estátua!

Félix torna-se, também assim, um caso praticamente único no mundo do futebol - um jovem que fica a valer 120 milhões sem que o mundo do futebol ainda saiba quem ele é!
Sem querer entrar pelas sempre perigosas (e tantas vezes mal interpretadas) comparações, a verdade é que sucedeu, porém, mais ou menos com Cristiano Ronaldo, transferido do Sporting para o Man. United com apenas 18 anos e muito talento mas ainda quase sem nada que a Europa tivesse visto.
Em 2003 os dirigentes do Old Trafford arriscaram 17 milhões de euros (muitos milhões na altura) num jovem com 31 jogos na equipa principal do Sporting e apenas meia dúzia de presenças em selecções jovens. E ele, depois, fez o que fez!
O Atlético de Madrid está, é verdade, a arriscar quase 8 vezes mais, mas também muitos anos depois, num jovem com 33 jogos na equipa principal do Benfica e que apenas teve ainda oportunidade de sentir o que é vestir a camisola da Selecção.
É um negócio assombroso?
Claro que é. Sobretudo porque mantém a ideia de que o chamado mercado do futebol está absolutamente louco e incontrolável, capaz, no entanto, de vir a contribuir bastante para dar cabo de negócio do futebol quando este tipo de valores - não vai demorar muito tempo - começaram a ser impraticáveis e clubes hoje detidos por milionários, empresas, fundações, países ou coisa que o valha, derraparem perigosamente a caminho do colapso.
Quanto até um guarda-redes ainda praticamente desconhecido como Kepa Arrizabalada custou, aos 24 anos, 80 milhões de euros ao Chelsea, um dia destes nenhum garoto que dê meia dúzia de toques na bola custará menos de 50 milhões.
Um absurdo, evidentemente!

Mas como o mercado está como está, o que faz uma agente como Mendes? Exerce a sua enorme influência e usa os resultados de um trabalho credível - e, em muitos casos, notável - de promoção do jogador português para cometer a proeza de levar um clube como o Atlético (que ainda por cima nem faz parte dos oito de primeira linha que têm a pressão de ganhar a Liga dos Campeões) a pagar o que ninguém acreditava que fosse possível a pagar nesta altura pelo (muito talentoso) jovem João Félix.
E isso, caro leitor, goste-se ou não, aprecie-se ou não, admire-se ou não, deve reconhecer-se que só está ao alcance de um homem como Jorge Mendes, que já foi capaz - não se esqueçam - de colocar o central Ricardo Carvalho por 30 milhões ou o lateral Paulo Ferreira por 20 milhões, ambos no Chelsea (há 15 anos!!!), ou, 4 anos depois, outro lateral, Bosingwa, também por 20 milhões e também no Chelsea, ou, em 2007, o central Pepe por 30 milhões, no Real Madrid, ou, alguns anos depois, o lateral Danilo por 31,5 ainda no Real, ou o central Mangala por 45 milhões no City, ou, há mais de 10 anos, o médio Anderson no United por 31,5 milhões. Alguns exemplos.

Pode João Félix não ser ainda (e não é) aquela jovem estrela como já era Mbappé quando o PSG pagou o que pagou por ele, ou Neymar, quando o Barcelona pagou o que pagou por ele; mas Félix tem tudo para vir a ser um grandíssimo jogador. E os que mais percebem de futebol melhor compreendem o que ele mostra realmente ter.
Claro que entre o que se mostra e o que se prova e confirma vai sempre uma distância, João Félix tem apenas 19 anos e, na verdade, ainda não fez praticamente caminho que se veja, porque cinco meses muito bons numa Liga como a portuguesa não podem propriamente servir de cartão de visita a ninguém.
Mas Félix tem outro cartão de visita: o talento, a qualidade, o modo como faz coisas que a maioria, pelo menos aos 19 anos, não faz, ou nunca virá mesmo a fazer. Vale esse talento 120 milhões de euros?
Vale o que pagarem por ele neste louco mercado dos ricos em que se está a transformar pelo menos o futebol europeu. Como já aqui escrevi, o valor nunca é feito por quem faz o preço mas por quem paga. E, se há quem pague, então é porque vale.
Não deve, porém, o talento de Félix ser pesado em euros nem a qualidade do jogador deve agora ser questionada porque alguém decidiu pagar por ele o que vai ser pago. Félix deve ser visto e analisado como se veem e analisam todos os jogadores de futebol. E é nesse sentido que deve reconhecer-se haver, realmente, jogadores que não enganam.
Sem querer - sublinho mais uma vez - entrar em comparações, lembro, a propósito, que quando o miúdo Mbappé começou a dar ao Mónaco, pela mão do nosso Leonardo Jardim, os primeiros passos ao mais alto nível, percebeu-se logo e que ali estava. Percebeu Jardim e percebeu quem o viu.
Não é por não sabermos onde vai chegar um jogador (porque nunca ninguém sabe onde vai chegar qualquer que seja o jogador) que devemos diminuir-lhe o potencial. O futebol, no seu sentido negocial, é, e será sempre, um risco. Mas nada disso fez com que não se perceba o que, intrinsecamente, vale ou não vale um jogador. E Félix vale!

João Félix pode, evidentemente, chegar mais ou menos longe, pode vir a ter mais ou menos sucesso, pode ganhar mais ou menos vezes, pode até nem chegar a ser, no futuro, um dos melhores do mundo.
Mas percebe-se já o talento que tem. E tem muito. Pode, como na opinião de Jorge Jesus, vir a estar algures entre um Rui Costa e um Kaká; pode, como referiu o comentador desta casa, André Pipa, dar (mais ou menos) um ar de Johan Cruyff (calma, não se trata de comparar, trata-se de nos fazer recordar um certo estilo!...), pode ainda lembrar-nos aquele memorável e incomparável João Vieira Pinto, que pensava mais depressa do que os outros, que executava mais rápido e melhor, que também parecia nunca estar no sítio (como parece também com João Félix), e depois aparecia la, como um raio (como também parece com João Félix) para dar cabo de cabeça aos adversários.
Está meio mundo a condenar - e outros meio a desconfiar - da opinião de João Félix pelo Atlético de Madrid. Porque o clube não é um dos maiores, porque o treinador está acabado e porque só se preocupa com a defesa e corta a veia dos capazes mais criativos, porque os 120 milhões vão, a ele, João Félix, causar na cabeça mais mossa do que um soco do Mike Tyson, enfim, meio mundo acha que é má opção por todas as razões e mais uma e o outro meio, pelos vistos, desconfia mesmo que o rapaz, alegadamente aconselhado por Jorge Mendes, e alegadamente movido pela ganância dos 6 milhões ao ano, acabará por perceber que deu um tiro ao lado.
Não é por embirração, juro, mas tenho opinião exactamente contrária e creio mesmo (até onde me é possível crer, evidentemente, porque uma opinião é apenas isso, uma opinião) que João Félix fez boa opção. Porque precisa de jogar num 4x4x2, porque Simeone tem suficiente paixão (como tem, por exemplo, Jesus, se é que o leitor compreende) com o melhorar como jogador (Simeone cortou a veia criativa de Griezmann?...), porque no Atl. de Madrid vai começar já por ser titular (e isso é muito importante na aposta que se faz), ainda porque o Atlético de Madrid não vive a pressão de ter de ganhar títulos como vivem Real, Barça, City, United, Bayern e, finalmente, porque estar em Madrid é estar praticamente em casa.
Como sempre, só o tempo revelará a verdade!"

João Bonzinho, in A Bola

PS: Só pérolas... desde da estátua a Mendes na Luz, ao 'desconhecido' Kepa e até à 'não pressão' do Atlético na Champions!!!

O que o mercado está a prenunciar

"Com a janela de verão do mercado de transferências em velocidade de cruzeiro, não há, nem podia haver, grandes novidades em relação aos clubes portugueses. Mesmo o Benfica, desta feita numa posição de maior solidez financeira que lhe permite evitar a necessidade de vender a preços de ocasião, acabará por ver partir os jogadores mais promissores: Félix já tem lugar em Madrid e, ou me engano muito ou os €6 milhões da cláusula de Rúben Dias vão ser insuficientes para mantê-lo na Luz.
E FC Porto e Sporting vão actuar, em circunstâncias menos benévolas.
Os dragões, ainda sob intervenção da UEFA, e em dúvida quanto ao acesso à Champions, viram dois dos seus activos mais valiosos, Brahimi e Herrera, partir a custo zero; e encaixaram 70 milhões pelos internacionais brasileiros Militão e Felipe, estando ainda Soares e Marega na mira de vários clubes. Não será fácil a tarefa de Conceição que, em 2019/2020, tentará fazer mais, com menos do que desejaria.
Já o Sporting, que trabalhará subordinado ao primeiro orçamento da era Varandas, precisa de encontrar quem pague o preço certo pelo seu principal activo, Bruno Fernandes, numa lógica de realizar capital, para apagar outros fogos, ao mesmo tempo que procura no mercado jogadores com a melhore relação qualidade-preço. Percebe-se que Keizer não é treinador de se queixar, mas a nação leonina, no seu todo, deve preparar-se para uma temporada, no futebol e nas modalidades, formatada de acordo com as posses do clube e não segundo os parâmetros megalómanos de quem, há precisamente um ano, ia pagar cinco milhões por Ricardinho..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Na cova do lobo não há ateus

"O provérbio é húngaro, ancestral e citado pelo escritor António Lobo Antunes nas suas últimas entrevistas. «Na cova do lobo não há ateus», diz e significa que, perante uma qualquer aflição, toda a gente recorre à fé. João Félix foi colocado na toca do lobo quando o Atl. Madrid se mostrou disposto a colocar milhões de camiões de dinheiro na sua conta bancária e ainda nas do Benfica. O menino que só para Novembro chega aos 20 anos tinha outras opções e a mais confortável seria ficar na Luz mais uma época já com pré-acordo com um qualquer clube, ou em alternativa, assinar por um emblema com menos pressão, um multimilionário em que pouco se falasse do preço do seu passe - Man. City? - e sem a responsabilidade de substituir directamente a figura da equipa nos últimos anos, no caso Griezamann. Mas quando foi colocado na toca do lobo Félix não hesitou e aceitou o desafio. Por isso, demonstrou que não é ateu. Tem fé, acredita em algo. Mais não seja, tem fé inabalável nas suas qualidades.
Mas o primeiro passo para matar o lobo é enfrentá-lo. E isso já fez. Perante a ameaça, poderia ter fugido. Louve-se a coragem.
Os mais românticos da bola argumentam que João Félix vacilou tanto dinheiro e que poderia ter esperado mais um pouco. Podia ser verdade. podia, mas julgo que não é. Quem aos 13 anos sai de casa para ir viver para o centro de estágio dum grande clube, no caso o FC Porto, quando chega aos 19 tem a cabeça completamente formatada para ter sucesso desportivo e financeiro. O desportivo parece ter tudo para o alcançar; o financeiro já o alcançou. Perante a possibilidade de conseguir a sua independência financeira e dos seus no espaço de cinco anos, quem lhe voltaria as costas? Aqui não há provérbios, só há a vida. E a vida é assim."

Hugo Forte, in A Bola

PS: O Félix nunca viveu no Centro de Estádio dos Corruptos, porque ele simplesmente não existe! Deslocava-se de Viseu ao Porto, para treinar... mas só saiu de casa, quando foi para o Seixal.
Mas pronto, é assim que os jornaleiros desportivos portugueses, gostam de 'informar'!!!

Os méritos do adversário

"Em competição temos adversários, uns do mesmo nível, outros de nível superior ou inferior. Ao longo do tempo, estes patamares vão evoluindo, melhorando nuns casos, regredindo em outros. A nossa prestação está dependente do que conseguimos fazer, mas também do que fazem os adversários. Podemos fazer tudo bem, desde a planificação da época, no processo de treino, até ao momento da decisão. Contudo, pode um nosso adversário fazer melhor. Nós não fizemos mal, eles fizeram melhor. Os factores que definem estas situações também podem ser de difícil controlo, como por exemplo as lesões de elementos fundamentais na prestação da equipa.
O que já não tem nenhuma competente aleatória é reconhecer os méritos que os nossos adversários têm. Perceber que do outro lado existe um adversário com os mesmos objectivos e com igual ou superior qualidade. Perder uma competição para esse adversário não significa que obrigatoriamente tudo esteja mal na nossa equipa. Mas obriga a encontrar soluções para vencermos a próxima. O que não se faz por retirar mérito ao adversário, bem pelo contrário, passa por valorizá-lo para que a nossa próxima vitória seja de maior dimensão.
Com o final da NBA, com a vitória no sexto jogo para os Toronto Raptors, e consequente anel de vencedores, os Golden Stade Warriors, equipa adversária, e favorita para vencer as finais, publicou uma página inteira de publicidade paga, no jornal Toronto Star, uma das principais publicações da cidade dos Raptors,k a felicitá-los pela conquista e por terem levado a vitória para a cidade de Toronto.
Para além da atitude, uma visão fantástica na valorização da competição e da sua própria equipa. Um exemplo para todos nós, em que se percebe que a competição só ganha com competidores de nível superior. No dia seguinte a terem perdido a possibilidade de serem tri-campeões, iniciaram o processo para o futuro, valorizando o adversário."

José Couceiro, in A Bola

O reconhecimento da arte de bem jogar

"Paulo Fonseca. Luís Castro. Ivo Vieira. Três treinadores portugueses cujas ideias aplicadas ao jogo levaram-nos a dar um salto qualitativo nas suas carreiras, num reconhecimento claro da qualidade de jogo apresentada pelas suas equipas. Um reconhecimento que atesta ainda o quão importante é ganhar aliando o desejo de vencer à arte de bem jogar.
Três anos recheados de títulos, recordes internos batidos, jogadores valorizados, elogios de Sarri e Guardiola, por exemplo, tudo isto e muito mais foi alcançado por Paulo Fonseca e pela sua equipa técnica em Donetsk. Mas mais importante do que isso foi o cunho pessoal que conseguiram dar a uma equipa que durante mais de uma década esteve às ordens de Mircea Lucescu, mítico treinador romeno, cujo estilo de jogo em nada se assemelha àquilo que viriam a ser os anos de reinado de Paulo Fonseca.
Essa terá sido, na minha opinião, a maior vitória do antigo treinador bracarense. Chegar, ver, vencer e convencer com um jogo tão atractivo, tão dominante, tão eminentemente ofensivo não está ao alcance de todos e a verdade é que ninguém ficou indiferente a uma caminhada que até nem começou bem (derrota na Supertaça e eliminação no play-off da Liga dos Campeões). De tal modo que, ao fim de três épocas, a Roma decidiu apostar, e bem, num treinador que desde o Pinhalnovense vem desenvolvendo um trabalho notável, com equipas que valorizam o espectáculo e que procuram vencer através dessa mesma valorização.
Se os títulos são, por norma, o reflexo maior da qualidade de trabalho de um treinador e o factor mais importante para quem contrata, não espanta que Paulo Fonseca tenha ido para a capital romana...
Mas Luís Castro não venceu qualquer título em Guimarães. Nem em Chaves. Nem em Vila do Conde. Porque terá sido então o eleito para suceder a Paulo Fonseca? A resposta é simples. Pelo menos para mim. Para além do trabalho de excelência ao serviço do FC Porto B, Luís Castro mostrou no Rio Ave, no Desportivo de Chaves e no Vitória Sport Clube o porquê de ser um dos melhores treinadores da nossa praça.
Futebol apoiado, ofensivo, atractivo, sempre em busca da baliza do adversário, sempre em busca da valorização colectiva para a potenciação individual dos seus jogadores, eis o que foi possível constatar nas equipas de Luís Castro nas três últimas temporadas. Sem títulos, é um facto, mas com razões mais do que suficientes para que acredite no seu sucesso em terras ucranianas e no elevar do seu nome e do seu trabalho por essa Europa fora.
Não vai ser fácil, certamente, mas os treinadores de qualidade tornam fácil aquilo que parece difícil. Tal como fez Ivo Vieira ao serviço do Moreirense na última edição da Liga NOS. Todos concordarão com o facto de a equipa de Moreira de Cónegos ter sido a sensação do campeonato. A vitória por 3-1 em pleno Estádio da Luz, por exemplo, foi uma das maiores provas da qualidade do trabalho desenvolvido pelo treinador madeirense ao serviço de uma equipa que, nos últimos anos, esteve sempre mais próximo do fim da tabela do que dos lugares europeus.
A forma desinibida com que se apresentou nos campos de norte a sul do país levou-o a granjear inúmeros elogios e inúmeros seguidores, tendo Ivo Vieira sido destacado e distinguido em inúmeros artigos redigidos e nos mais diverssos órgãos de Comunicação Social ao longo de 2018/2019. Distinções e elogios mais do que merecidos, que não passaram despercebidos a quem gosta de bom futebol e a quem gosta de ver as suas equipas a jogar bem, como foi o caso do Vitória Sport Clube.
A aposta em Ivo Vieira para suceder a Luís Castro, para além de revelar o rumo que os vitorianos querem percorrer, deixa antever ainda que o futebol português pode estar a caminho de um ponto de viragem na forma como se olha para o jogo e se analisa o trabalho dos treinadores. A ser assim, haveremos de ver mais “promoções” bem sucedidas e novos reconhecimentos da arte de bem jogar."

Precisamos de ser a criança que sonha sem limites

"Quando comecei a fazer judo tinha tantos sonhos - quase todos guiados pela irreverência – e, confesso, alguma ignorância - esta no bom sentido. Digo ignorância porque quando fazemos as coisas com a vontade de um gigante e a inocência de uma criança tudo parece mais simples. Relativizamos todo o processo. Se queremos algo, lutamos, conseguimos. Na nossa cabeça é tudo fácil.
As crianças não perdem tempo a pensar porque é que não podem voar. Querem ser astronautas, ter um avião, presidentes de um país. Pedem as coisas mais ousadas. Não há limites. Nada é impossível no universo fantástico que é o mundo de sonhos de uma criança. Ainda não estão familiarizadas com o conceito difícil e impossível.
Depois tornamo-nos adultos, mais conscientes de todas as dificuldades em chegar ao topo da montanha seja ela qual for. Cada um terá a sua.
Por um lado, sabemos do que somos capazes, temos conhecimento do que é preciso para os atingir - ou devíamos -, por outro lado, muitas vezes, quanto mais conhecimento se tem da dificuldade em atingi-los mais dúvidas surgem, tudo parece demasiado difícil de alcançar e é essa falta de crença que vai adiando o sucesso.
Mas há ainda o outro lado, onde alcançamos o sucesso, atingimos os nossos objectivos, e quanto mais sucesso vamos tendo, mais barreiras vamos construindo. Se, por um lado, o sucesso nos traz mais confiança muitas vezes também nos traz medo de errar, medo de não manter os níveis de sucesso, dos resultados a que nos acostumamos a atingir, damos ouvidos a críticas, damos peso a coisas que não deviam estar no nosso centro de atenção. Isto acontece porque a meio do processo nos distraímos daquilo que realmente importa, que é o empenho e as conquistas diárias, do crescimento pessoal que vamos tendo, de desfrutar das pequenas coisas e ser feliz durante toda a caminhada, do prazer de avançar para 'vencer', porque tudo o resto é uma consequência e o mais importante é chegar ao fim e saber que tudo o que podíamos ter feito, fizemos. Ainda assim, tanto no desporto como na vida, devemos estar preparados para todos os cenários, isto não implica conhecer todos os desfechos, ou todas as coisas que podem acontecer durante o processo, porque na maioria das vezes isso é impossível!
Estarmos preparados significa perceber que aconteça o que acontecer vamos saber lidar com isso. Se vou ter sucesso, e tudo corre como planeado, vou continuar focado e empenhado como sempre, por outro lado, se não for bem sucedido, vou ter uma estratégia mental que me permite não desistir e evitar o sentimento de frustração. Se quando perdermos procurarmos sempre dentro de cada um aquilo que podemos melhorar, controlamos tudo o que está em nosso 'poder'. Se, por outro lado, procurarmos desculpas, nunca vamos evoluir. Claro que existem variáveis externas que podem influenciar o 'resultado final', mas se nos vamos focar nisso antes ou depois da nossa tarefa, não concentramos toda a nossa energia para que a possamos realizar, ou melhorar a partir daí. Estamos a dar à nossa mente uma desculpa para 'falhar', um plano B, vamos dar o Plano A. O de ser bem sucedidos. O de tentar, sem desculpas. Lutar por objectivos é sempre um processo de equilíbrio entre ser uma criança e um adulto. Precisamos das duas coisas.
Precisamos de ser a criança que sonha sem limites e que procura ser feliz sem medos e o adulto que conhece o processo para realizar os sonhos.
Sejamos assim durante toda a nossa vida.
Há um mundo por conquistar."

Santos... no Astra !!!

Cristo... dixit !!!

Benfiquismo (MCCXIII)

Afogados, pelo infortúnio...

Super-Marlene !!!

Bernardo BD

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Os 3 cenários da transferência de João Félix

"Verão é sinónimo de competições internacionais de interesse duvidoso e silly season. Sempre foi assim e provavelmente sempre assim será.
No que diz respeito ao Benfica, depois de uma segunda metade de época recheada de jogos espectaculares e marcada por uma recuperação incrível, já se sabia que seria difícil manter os nossos melhores jogadores, com João Félix à cabeça. Sendo assim, não é surpresa para ninguém que a novela deste verão tenha como actor principal o nosso #79, a surpresa está no clube e na dimensão do negócio. 120M para o Atlético de Madrid é muita fruta e representará a quinta maior transferência de sempre do futebol mundial.
Mas a respeito desta possível transferência que está a mexer com o mundo do futebol, existem 3 cenários possíveis e naturalmente todos têm desfechos e consequências diferentes.
Cenário 1 – João Félix fica Do ponto de vista do adepto, e pensando apenas naquilo que nos motiva e faz ir ao estádio, este seria o cenário ideal. Estamos a falar de um jogador de 19 anos que esteve apenas uma época completa no plantel principal e que apenas agarrou a titularidade a meio do campeonato, pelo que ainda tem muito para evoluir tanto em termos técnicos como de maturidade. Com o João Félix no plantel o Benfica será sempre mais forte e estará, por isso, mais próximo de ganhar títulos… e é isso que todos queremos, certo?
De qualquer modo, continuo a achar que terá de haver um ponto de equilíbrio entre o aproveitamento desportivo e o financeiro porque não faz sentido formarmos bons jogadores se depois eles vão brilhar para outros clubes sem que tenham feito algo relevante no Benfica. OK, o dinheiro é importante, e é mesmo, mas a gestão do plantel e dos nossos melhores jogadores tem de ser feita com equilíbrio de modo a que o clube mantenha uma ambição de títulos que é legítima e de acordo com a expectativa dos adeptos e a sua história.
Cenário 2 – João Félix vendido pela cláusula Pouco haverá a dizer neste cenário. Se outro clube decidir pagar a cláusula de rescisão e o jogador quiser sair, não há nada que o Benfica possa fazer. Esta hipótese honrará também o que o Presidente anunciou, e bem, na última Assembleia Geral. Se acontecer, é ficar com o dinheiro, aproveitar para aliviar o aperto do passivo bancário e usar parte desta verba para construir uma equipa mais competitiva na Europa, competição que tem sido desprezada nos últimos anos de forma inexplicável.
Um aparte: temo que uma injecção de capital desta magnitude não sirva para resolver assuntos pendentes e reforçar a equipa, mas sim para a realização de mais obras megalómanas que ainda ninguém percebeu como se vão pagar nem a sua real utilidade. Colégio internacional? Centro de Alto Rendimento de Oeiras? Para que servem? Quanto vão custar? Quais os custos anuais? Qual o retorno a médio/longo prazo? O foco devia ser o sucesso desportivo, tudo o resto é acessório e um meio de chegar a um fim.
Cenário 3 – João Félix vendido abaixo da cláusula ou em prestações Aqui temos um problema grave. Não só não será cumprida a promessa feitas olhos-nos-olhos aos sócios, com todas as implicações que isso tem na relação estrutura/adeptos, como ficaremos mais fracos em termos desportivos e financeiros. Foi-nos prometido que o João Félix só saia pela cláusula, menos do que isso não será aceitável! Nada de suaves prestações, prioridades em atletas que nunca serão contratados, trocas de jogadores ou contratação posterior de outros craques do mesmo empresário como forma de compensação. João Félix só sai do Benfica se algum clube pagar a cláusula de rescisão indicada no seu contrato. São cento e vinte milhões de euros a pronto, ponto final. Qualquer negócio realizado em moldes diferentes será uma afronta aos sócios do Benfica que, acredito, já estão fartos de promessas não cumpridas.
Para já tudo isto não passa de boatos e o Benfica já emitiu 2 comunicados a desmentir qualquer negociação para a transferência do jogador. No entanto, já se percebeu que alguma coisa se passa e que não serão apenas rumores de mercado. O jogador e o seu empresário já foram vistos em Madrid e surgiram recentemente imagens do atleta equipado à Atlético numa possível acção de marketing para a apresentação.
Seja como for, em breve teremos novidades e a única certeza que temos é que o Benfica continua e o objectivo para a próxima época será o mesmo de sempre: vencer, vencer, vencer!
Que cenário acham que vai acontecer? Deixem a vossa opinião nos comentários."