Últimas indefectivações

sábado, 23 de janeiro de 2016

Tetracampeões & Tricampeãs !!!

O Benfica revalidou hoje os títulos Nacionais de Estrada, em ambos os sectores. Para os Homens foi o 4.º consecutivo, e para as Mulheres é o 3.º !!!
Dulce Félix (vencedora individual), Salomé Rocha, Catarina Ribeiro e Vanessa Fernandes a fechar a equipa.
Alberto Paulo, João Pereira, Tiago Costa e Samuel Barata.
Recordo que esta época, houve muitas movimentações na pré-época, com treinadores e atletas do Benfica, a serem 'desviados' para outro lado da 2.ª circular... e hoje no sector masculino, o Rui Pinto desistiu; e o Rui Pedro Silva e o Manuel Damião, falharam a prova por lesão!
Talvez por isso, estes títulos tenham tido o sabor especial!!!

31 na Madeira !!!

Madeira SAD 28 - 31 Benfica
(18-16)

Vitória muito importante na Madeira, contra o 5.ª classificado, que está a fazer uma excelente época, com o ex-nosso Pedroso com a pontaria afinada (hoje marcou 9!!!). Com esta vitória, garantimos, pelo menos, o 4.º lugar... faltam 3 jornadas para o fim da 1.ª fase... com confrontos directos com o ABC e o Sporting para decidir a configuração do Play-off (podemos voltar a encontrar os Madeirenses nos Oitavos!!!).
Uma nota 'estranha' da partida: com 3 Pivot nos plantel, nenhum deles marcou 1 golo, nem sequer para amostra...!!!

88 na Madeira !!!

CAB Madeira 69 - 88 Benfica
13-27, 23-16, 22-23, 11-22

Entrada muito forte, e apesar do adormecimento do 2.º período, o jogo esteve sempre controlado. Parece que o Cook 'acordou', vamos ver se é para continuar...!!!

Jogo importante na próxima Quarta-feira...

Benfica 3 - 1 Esmoriz
21-25, 25-15, 25-16, 25-16

Com os jogadores 'concentrados' na eliminatória Europeia (derrota na última Quarta, em Istambul; 2.ª mão na Luz na próxima Quarta), não era esperado uma grande exibição... mas mesmo assim, não esperava perder um Set para o Esmoriz...!!! Felizmente a reacção foi pronta, a acabámos por fazer os 3 pontos!

Atribulações de um campeão

"Luka Modric, o pequeno príncipe croata do Real Madrid, ainda esta semana justificou as continuadas atribulações dos merengues no corrente campeonato espanhol com a factura a pagar pela absurda digressão mundial que a equipa cumpriu na pré-temporada, por força das obrigações contratuais com a Fly Emirates. Aconteceu o mesmo, e de forma bem mais espampanante, ao Chelsea, o campeão inglês que correu Mundo no verão a exibir os seus galões e o nome do seu patrocinador mas que, no regresso a casa, soçobrou no campeonato inglês com tal estrondo, que nem José Mourinho lhe conseguiu resistir.
Ao Benfica, a quem já bastava o corte com o antigo treinador de meia dúzia de anos para lhe garantir um período de inevitável turbulência, terá acontecido exactamente a mesma coisa. A doença dos fusos horários chamemos-lhe assim. O Benfica estreou-se no verão de 2015 nestas supremas andanças intercontinentais em vésperas do arranque oficial da época, o que acabaria por lhe custar, de imediato a decisão de uma Supertaça perdida para o Sporting a que se seguiu uma penosa e não menos medíocre abordagem à Liga portuguesa.
Tão medíocre ao ponto de se ver num repente o Benfica, o bicampeão Nacional,a oito pontos de distância do líder da prova e sem argumentos práticos que conseguisse convencer os seus adeptos e muito principalmente, os seus adversários de que haveria de se contar com a equipa liderada por Rui Vitória para as discussões da temporada de trazer por casa.
Porque o futebol tem destas coisas ou porque Fejsa faz melhor o lugar do que Samaris ou porque jogando com extremos - Carcela e Pizzi - o Benfica é mais eficiente, a verdade é que o Benfica reduziu substancialmente a desvantagem e apresenta-se de novo como candidato ao título. Hoje, pelo fim da tarde, recebe o Arouca na Luz e muito convirá aos campeões nacionais não considerarem o jogo ganho antes de o jogarem. O Benfica perdeu em casa do Arouca na primeira volta da prova quando mal tinha acabado de aterrar das suas viagens pelos EUA e pelo México, e o que, segundo Modric, serve de desculpa para o galáctico Real Madrid, também se aceita como atenuante para um campeão da periferia da Europa, o que, de modo nenhum, se aceitará é o convencimento de que há jogos fáceis ou a fanfarronice que sempre antecede os grandes desastres. Por hoje é tudo. Carrega, Benfica!"

Leonor Pinhão, in Record

Redirectas VIII - Eu amo o Benfica


Eu amo o Benfica. É amor mesmo. Luto por ele. Defendo-o. O Benfica enche-me o coração de sentimentos nobres. Faz-me um ser humano melhor. Este é o modo como eu vivo o Benfica. Sou Benfica sempre e cada dia mais independentemente da vitória ou da derrota. Raramente vejo um jogo de algum desporto que não seja do Benfica. A minha vida é preenchida e os poucos espaços livres que tenho ocupo-os com o Benfica no que a desporto diz respeito, porque para mim aí estão os jogadores que vale a pena ver jogar. Prefiro ver um jogo de basquetebol do Benfica do que um jogo da NBA. Lembro-me quando era novo de passar a tarde de sábado depois de fazer as minhas tarefas na RTP 2 desporto a aguardar os jogos do Benfica das modalidades. A alegria que sentia quando via aquelas camisolas entrarem no rectângulo de jogo, fosse ele qual fosse. Se fosse pesca desportiva era isso que eu iria estar a assistir nessa tarde. Hoje os tempos são outros. Temos acesso aos melhores campeonatos das melhores modalidades 24h/dia e eu não quero outra coisa que não seja ver o meu Benfica. Este é o meu amor. Esta é a minha paixão. Este é o sentimento. Schadenfreude não!


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Uma boa semana

"Os últimos oito dias foram bem-dispostos para os lados da Luz: na sexta-feira o Sporting empata com o Tondela, resultado que não lembrava a ninguém; sábado o Benfica ganha com reviravolta no Estoril; no domingo o V. Guimarães desfalcado (vários jogadores importantes cedidos pelo FC Porto não jogaram) vence o FC Porto, resultado que não acontecia há 14 anos. Não se pode dizer que não tenha sido um fim-de-semana em cheio. Mas a semana ainda ia a meio. Na terça-feira ao vencer o Oriental e ver o Sporting perder no Algarve e o FC Porto perder em Famalicão (quarta) o Benfica deu um passo no objectivo da Taça da Liga. O Sporting mostrou no Algarve que, se rodar um pouco a equipa, tem uma qualidade de II Liga, e o FC Porto despediu-se dum declarado objectivo da época de forma humilhante para o seu prestígio. Num clube com um culto de vitória, ver o Famalicão rodar 11 jogadores e vencer, deve ser pesadelo para os adeptos habituados a festejar e não a justificar...
Enquanto o presidente leonino põe processos e tira processos, o Benfica tem de manter-se focado na única coisa importante: jogar bem e ganhar. O jogo com o Arouca é muito complicado. Primeiro porque a derrota da primeira volta está atravessada na garganta dos adeptos, depois porque Vidigal coloca sempre muitas dificuldades ao Benfica, por fim porque esta série de vitórias (seis este ano), pode fazer adormecer o Benfica. Tem que ser um Benfica voraz e demolidor amanhã num Estádio da Luz repleto. Continuar a fazer crescer o sonho na certeza das dificuldades é o caminho. Para quarta-feira fica a difícil deslocação a Moreira de Cónegos onde mais que gerir o plantel importa passar à próxima fase rumo aos títulos que ambicionamos.
Os adeptos do FC Porto, na maioria, não ficaram entusiasmados com a escolha de José Peseiro mas não têm nenhuma razão. Peseiro é melhor que a maioria daqueles que se falavam ser solução e é uma excelente escolha. Como adversário eu fiquei preocupado."

Sílvio Cervan, in A Bola

Chegou a hora !!!

Poucas melhoras...

Benfica B 1 - 1 Atlético


Dois golos de penalty (bem assinalados), um golo mal anulado ao Benfica. Num jogo onde o Atlético apresentou a habitual estratégia de jogar fechadinhos, apostando tudo no contra-ataque rápido; e o Benfica nunca foi competente para travar as saídas rápidas do adversário... com um meio-campo permeável e com muitas perdas de bola desnecessárias. Mesmo assim, a posse de bola, foi quase sempre nossa, e na maioria do tempo a bola andou a rondar a área do Atlético...

Ainda falta muito Campeonato, mas as contas não estão nada famosas... e quando não se ganha este jogos no Seixal, as coisas ficam ainda pior.

"Unidos somos mais fortes"

"É notória e entusiasmante a evolução da nossa equipa de Futebol. Segura, compacta, agressiva defensiva e ofensivamente, rápida, quando necessita, e serena, quando se lhe pede, na circulação de bola, concretizadora e, sobretudo, unida. E ainda sem Salvio, Luisão, Gaitán e Nelsinho, a demonstrar que o Tricampeonato não é a miragem que muitos precocemente vaticinaram ser. A união é a chave, como se viu no Estoril, qual mini Estádio da Luz de muros amarelos, numa simbiose perfeita entre a ambição da equipa técnica, a garra dos jogadores e a determinação dos adeptos, incansáveis no apoio inexcedível sem paralelo noutras cores do Futebol português. União em torno dos seus objectivos e aspirações, por si e para si, e não em função dos outros, porque, entre Benfiquistas, a grandeza e a glória do Benfica são as únicas (e suficientes) forças motrizes do seu empenho.
O Benfica até poderá não se sagrar campeão nesta temporada, mas a apresentar-se sempre em campo e nas bancadas desta forma também não perderá. Ser campeão, ser o Benfica, são sinónimos de uma forma de estar e viver o desporto e o clubismo, indiscutivelmente ímpar em Portugal, por certo rara no mundo. 
Uma nota final para Bruno de Carvalho, presidente "leonino", unificador de Benfiquistas, que reconheceu os seus excessos comportamentais ao afirmar que a pressão sobre os árbitros já lhe mete nojo. Creio que só mesmo um maníaco obsessivo e delirante agravado pelo sentimento de ódio a um rival poderia prosseguir no rumo que vinha insistindo desde que o cargo que ocupa lhe ofereceu visibilidade pública. Dessa forma, um dia até poderia ganhar, mas nunca seria um vencedor. Nunca será."

João Tomaz, in O Benfica

Três cenários

"A primeira jornada da segunda volta do Campeonato de Futebol teve três desfechos diferentes para os três primeiros classificados da Liga NOS. E todos eles chegaram ao intervalo das suas partidas a perder por um a zero com Tondela, Estoril e Vitória de Guimarães.
O ajudado líder - por enquanto - conseguiu dar a volta na segunda parte e acabou por se deixar empatar a poucos minutos do final contra uma equipa combativa orientada por Petit. No final, o presidente do clube voltou a chorar, depois de já ter insultado a equipa de arbitragem por esta ter ajuizado bem uma grande penalidade contra o seu clube.
O Glorioso mostrou que quer ser Tricampeão e dominou por completo a partida com o Estoril. Mitroglou (vindo do banco) e Pizzi fizeram os golos da reviravolta num mini-Estádio da Luz na Amoreira que se quer ver repetido em todas as deslocações da equipa até maio.
Os orfãos do treinador basco não conseguiram dar a volta a um golo - frango, fífia ou um dia normal para Casillas, é como quiserem - aos quatro minutos de jogo. Os de Guimarães foram mais fortes e Sérgio Conceição quase chorou na conferência de imprensa por ter sido profissional. Agora, o Bicampeão só depende de si. É claramente a equipa em subida de forma, a que está mais motivada e mais habituada a ganhar. Rui Vitória cala todos os dias mais um crítico, mesmo os internos e prepara-se para uma época gloriosa e onde não faltam golos. Com os regressos de Luisão, Gaitán, Salvio ou Nélson Semedo, quer ver quem é que nos para.
Podem começar a tremer. O Tricampeão está a caminho!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Sem limites

"Há muitos anos que o Sporting se faz notar pelas constantes queixas contra a arbitragem, a maioria das vezes sem razão. Até aqui, o método consistia em empolar todos os lances em que se sentiam prejudicados, e ignorar sumariamente aqueles em que eram beneficiados. Na passada sexta-feira, subiram um degrau. Chegaram ao absurdo. Agora, já não interessam as evidências, nem os próprios lances. São prejudicados, porque sim.
O presidente grita, os funcionários replicam, e, numa reacção digna dos cães de Pavlov, toda uma horda de comentadores amestrados, e de jornalistas de vão-de-escada, faz o eco suficiente para criar uma nuvem de mistificação e embuste.
Um penálti do tamanho do estádio, e uma expulsão óbvia, fizeram-me esfregar os olhos. Seria aquele o lance que estava em causa? Céus! Como era possível? Ouvindo o treinador, e as suas fantasmagóricas teorias, percebi que era mesmo daquilo que se queixavam. Estavam, pois, a tentar tomar-nos por parvos. Para esta gente, vale tudo. Mentir descaradamente, pressionar, coagir ou empurrar. Vendo algumas imagens da partida, lembrei-me dos jogadores do FC Porto a correrem atrás de José Pratas, numa Supertaça dos anos do Apito Dourado. Mas, como dizia Marx, a história repete-se sempre: primeiro como tragédia, depois como farsa. Chegámos à fase da farsa.
Os Benfiquistas não se deixam enganar. Já quanto aos árbitros, tenho receio dos efeitos deste ruído. O Sporting quer chegar ao título a qualquer preço, e vê na arbitragem, e na comunicação social, dois elementos a manipular. Estejamos nós desatentos, e irão fazê-lo sem pudores e sem limites."

Luís Fialho, in O Benfica

Bruno de Carvalho com época em risco

"Na última sexta-feira, mergulhado nas emoções do jogo, Bruno de Carvalho não se conteve e disse aquilo que o árbitro do Sporting-Tondela entendeu ser suficiente para o expulsar. Horas depois, repetiu as manifestações de desagrado com Luís Ferreira e, conta quem viu, as cenas na garagem do estádio de Alvalade terão sido tudo menos edificantes. Ainda estava a quente, poder-se-á dizer, procurando temperar as culpas do presidente leonino. Porém, a forma como não só confirmou, no dia a seguir, na sessão pública que é a Assembleia Geral, que tinha dito ao árbitro «aquilo que nem o pior inimigo lhe diria», para a seguir cair na vulgaridade brejeira com a rábula do «pontapé no rabo», afasta a possibilidade de desculpabilizá-lo e revela uma determinação militante no confronto que passa ao lado do bom senso.
Pensará o presidente do Sporting - e disso não tenho qualquer dúvida - que tudo o que faz é em defesa do clube. Mas pensa mal. Atitudes como as que protagonizou no último fim de semana são prejudiciais à agremiação que lidera porque radicalizam o discurso colectivo; desresponsabilizam os jogadores; desautorizam o treinador, que deveria ser soberano no espaço sagrado que é o banco de responsáveis; e criam inevitável animosidade nos sectores visados pelas críticas.
Logo, numa altura em que se aguarda pela sentença final de Bruno de Carvalho, entretanto suspenso preventivamente, é legítimo pensar que pode ter a época em risco, por duas razões: 1) Pode sofrer um castigo com uma extensão apreciável; 2) Jorge Jesus sentir-se-á mais confortável longe da imprevisibilidade de Bruno de Carvalho."

José Manuel Delgado, in A Bola

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O Porto visto de... Lisboa

"Não deixa de ser impensável que um clube com essa (inabalável) estrutura tenha mandado embora Lopetegui sem ter já uma solução.

Não costumo, por norma, preocupar-me com searas alheias. Muito menos com o clube que usa o nome da cidade onde nasci, o qual, nos 18 anos em que lá vivi, nunca ganhou um campeonato nacional, sequer.
Talvez por isso, por lá ter nascido e ser do Benfica desde esse mesmo dia, numa escolha que o meu Pai fez por mim, e que eu, por mais que viva, nunca lhe pagarei, os meus conterrâneos não me perdoem essa minha opção.
Pelo Benfica, até debaixo de água (como o ouvia cantar, enquanto, durante muitos anos - até vir para Lisboa, para a Faculdade de Direito - percorríamos Portugal inteiro, para ver o Benfica jogar). No futebol, como em muitas das outras modalidades.
Por isso não me canso de repetir que sempre vi o Benfica, em todo o lado antes de ser dirigente, como continuarei a seguir o Benfica quando deixar de o ser!
Mas vamos ao que, hoje, interessa.

Saber estar, saber sair
Numa definição perfeita do que releva para quem exerce o poder, tenho presente - «por ouvir contar» - do que dizia, em conversa privada, um ex-Primeiro Ministro: «Todos entram aqui bem, mas todos saem daqui muito mal.»
E se o futebol, no que tem de ciência política e de relação de poder (porque é de poder que se trata), não esquecer as lições dessa mesma ciência, perceberemos que há dois parâmetros essenciais para definir qualquer liderança.
A obra (neste caso, as vitórias) e a escolha do momento para sair.
E se as primeiras dependem de tantas variáveis aleatórias (que, quem manda, tenta reduzir ao máximo), já o segundo depende, exclusivamente, da lucidez, do discernimento e da vontade de quem lidera (ou do medo que o já não ser possa trazer por razões inconfessáveis...).
Os arautos do clube da Invicta não se cansam de elogiar tanto título ganho por quem lhes ocupa a Presidência por tantos anos. Apesar de sabermos como muitos deles foram conquistados... retenhamos essa realidade para o que nos interessa e não falemos - uma vez, sem exceção, para que não se habituem... - do Apito Dourado!
Normalmente, os mesmos que defendem a limitação dos mandatos no Estado, ou nas Autarquias, são, tantas vezes, os mesmos que participam de Comissões de recandidatura no clube, onde se mandam às malvas tais princípios de rotatividade democrática.
No Estado, com a justificação de que, assim, se evitará, o nepotismo, o clientelismo, a corrupção; no Clube, com a justificação de não haver alternativa. Como se aqui a natureza, mesmo em termos desportivos, não tivesse horror ao vazio e não fosse capaz de encontrar sucessores dignos dessas vitórias...
A não ser que me digam que aos meios usados, os tais que os fins - as vitórias - tudo justificam (numa visão maquiavélica da actividade mais maquiavélica que conheço, o futebol), só este terá acesso... Se assim for, compreendo o desespero dos apoiantes!
Se assim não for, só posso compreender o desespero do candidato.
Porque - e interessa sempre ver no que se traduz essa impossibilidade de perceber que chegou o momento de sair - o espetáculo lamentável de arrastamento, por época e meia, de um erro de casting chamado Julen Lopetegui (que, só me deu alegrias enquanto andou por lá), só tornou evidente que, respeitando a idade, não podem os seus seguidores respeitar tanto autismo, tanto adiamento, tanta prepotência.
As claques, como já defendi, são, cada vez mais, vozes de expressão do sentir do adepto comum. Podem até parecer controladas, manietadas e direccionadas num primeiro momento. Mas acabam, todas, a ser a voz de quem sofre - e muito - pelo clube.
A tal intransigência em ver o óbvio - que alimentava páginas de jornais sobre quem apoiava quem dentro da famosa (e ex-competente) estrutura - feita de autismo, adiamento, prepotência mas, também, de sensação de impunidade, infalibilidade e recuperabilidade, só me trouxe alegrias.
Por mim, essa tal escolha continuaria lá por muitos e bons anos. Só tenho, por isso, de lamentar que o destino não quisesse que assim fosse. Mas a expressão máxima dessa passagem do prazo de validade de quem lidera foi o triste arrastamento, por duas semanas, de uma situação sem uma deliberação alternativa para uma morte anunciada.
A solução transitória - não da pessoa, que tem competência para ser treinador principal - teria tudo a ver com um fim de época em que apenas se desejasse que o tempo passasse. Mas aqui, para quem sofre por aquele emblema (e não fica - como eu - muito contente com cada derrota deles... Deles e dos outros, já agora, para que não julguem que andam sozinhos), tal arrastamento de uma não solução só percepcionou o desfazer de novos sonhos sobre hipotéticas vitórias futuras. Com tanta determinação - adiada por meses, eu sei - em dispensar... ou despachar... Lopetegui, sempre pensei que a alternativa estava encontrada. Afinal, a eficácia de outros tempos parece não existir porque não deixa de ser impensável, num clube com essa (ex-intocável e ex-inabalável) estrutura, ter mandado embora o treinador sem ter já solução.
Dir-me-ão que nada tenho a ver com isso... E que se os sócios não reagem... Talvez. Mas posso gozar, pelo menos? Ou também não?

Rui Barros
Neste interlúdio de incapacidade de gestão, que conduziu ao arrastamento de uma solução transitória, há uma pessoa que merece o meu elogio: Rui Barros.
Nunca tive uma predilecção especial por ele, enquanto jogador, nem mesmo quando as notícias o davam próximo do Benfica... por acção de Jorge de Brito. Mas a forma surpreendentemente elegante, educada, respeitadora e calma como, com clara consciência, mostrou saber qual era o papel que lhe queriam atribuir neste momento, fizeram com que passasse a ter, em mim, uma voz que não se levantará em críticas contra quem demonstrou ser alguém que aproveitou, e muito, a experiência de ter jogado em grandes europeus.

Sérgio Conceição
Outra personalidade que fez com que admitisse mudar a minha opinião sobre ele foi a de... Sérgio Conceição. Eu sei que tenho amigos que dizem que ele fez tudo para perder o jogo... mas Casillas fez muito mais do que ele.
Perdoem-me mas não concordo! Resistiu aos cantos de sereia, sem surpresa de tantos, para escândalo de outros, quando lhe propuseram a (fundamentada ou não) hipótese, mesmo antes desse jogo, de treinar o Porto. Nisto das paixões desmedidas por um clube, tantas e tantas vezes incompreendidas, somos confrontados com uma impulsiva irracionalidade... O que não nos faz mais ou menos honestos, mais ou menos sérios. Mas Sérgio Conceição deu-nos uma lição. Tal como qualquer outro jogador, com o sentido da responsabilidade de envergar uma camisola, vestindo-a como se lhe pertencesse efectivamente, Conceição sentia o peso daquele balneário e das cumplicidades aí geradas, escolhendo o caminho a que, por momentos, terá querido fugir...
Logo após a vitória do seu ainda Vitória frente ao Porto constou que Sérgio Conceição terá recusado assinar pelo (inevitável) clube do seu coração antes desse jogo. A ser verdade o que se lê, gabo-lhe a atitude! De facto, ter achado que o melhor, de acordo com a sua consciência, seria esperar pelo final do jogo para tomar uma posição, é de grande profissionalismo! E sendo o homem «a medida de todas as coisas» e... de todas as atitudes, Sérgio Conceição, apesar da tendência para uma conflitualidade permanente, revelou grandeza - bem cada vez mais escassos no futebol português, como no resto. 

José Peseiro
De todos os treinadores de futebol, foi com José Peseiro que mais falei nestes últimos tempos, por razões de circunstância.
Tenho pena que vá para o Porto, porque não posso desejar-lhe felicidades. Mas deixo-lhe um abraço."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Notas sobre o campeonato

"O campeonato promete uma 2.ª volta emocionante na luta pelo título. Um Sporting melhor do que em anos anteriores, um Benfica agora estabilizado apesar de ausências marcantes, um Porto já sem Lopetegui, ainda que a 8 (5+3) pontos do duo lisboeta.
O Benfica e o Sporting venceram 14 dos 18 jogos. Com uma diferença interessante: Os encarnados venceram apenas 3 deles pela margem mínima, enquanto os leões venceram 9, dos quais 5 nos derradeiros minutos. O FCP ganhou apenas 12.
O Benfica perdeu 5 pontos com clubes acessíveis (Arouca, 3 e União da Madeira, 2) e 6 contra os rivais concorrentes. O Sporting não deixou pontos nos confrontos com SLB e FCP, mas desperdiçou 9 em jogos aparentemente fáceis fora de casa (União da Madeira, 3 e Boavista, 2) e em casa (Paços de Ferreira, 2 e Tondela, 2). Já o Porto perdeu pontos numa mistura entre jogos complicados e outros mais fáceis: em casa, 4 pontos cedidos diante de Braga e Rio Ave e fora, 3 em Alvalade, 3 em Guimarães, 2 contra o Marítimo e 2 em Moreira de Cónegos.
O Benfica ganhou sempre nas últimas 10 jornadas, depois da derrota impressiva na Luz contra o SCP. Recuperou 5 dos 7 pontos de atraso face ao SCP e somou mais 8 do que o FCP. Estabilizou, ganhou confiança e ultrapassou obstáculos difíceis em Braga, Guimarães, Nacional e até Estoril. Donde se conclui que era notoriamente exagerada a notícia de que estaria afastado do título.
Por fim, o Benfica ganhou sempre que marcou golos, mesmo que apenas 1 (aliás, só em Guimarães). Nos 4 jogos em que perdeu pontos ficou sempre a zero. Nos outros 14 marcou uma notável média de 3,4 golos por jogo."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Tudo contra o Sporting

"Que conspiração de todos e de tudo contra o Sporting! Que coligações espúrias contra o Sporting! Nunca se viu tal na história do futebol. Ele é Liga, ele é Federação, ele é UEFA, ele é o Tribunal Arbitral, ele é a arbitragem, ele é a comunicação social, ele é este ou aquele sportinguista com opinião diferente, ele é a secretaria federativa, ele é os empresários, ele é os fundos, ele é o Carrillo ele é os outros clubes, ele é os sorteios dos jogos, ele é o não sorteio dos árbitros, ele é as redes sociais, ele é os outros treinadores, ele é os comentadores, ele até já foram os jogadores, etc., etc. Só os bancos amigos e os consagrados VMOC não conspiram contra o clube de Alvalade.
E, claro está, ele é o Benfica desde o porteiro ao presidente, passando pela águia Vitória. Uma obsessão desmedida como se ser benfiquista quase fosse um crime lesa-leões. Acho até que os responsáveis leoninos e o seu treinador falam mais do Benfica do que do seu clube.
Contra o Tondela, foi a mais superlativa incoerência e falta de fair-play: fúria contra um penalty bem assinalado e fúria contra a rectificação de um penalty mal assinalado! Verdade seja dita que os seus jogadores têm dado lições de grande carácter e profissionalismo, tentando alhear-se de todo o folclore à sua volta.
Percebo a ideia de lutar contra um certo conformismo que, de algum modo, se havia instalado no SCP. Essa luta é bem-vinda e faz bem às competições. Mas que diabo, será preciso, para um clube tão importante e prestigiado, incendiar e inquinar tanto o ambiente do futebol? E se o feitiço se virar contra o feiticeiro?"

Bagão Félix, in A Bola

O maestro que também toca piano

"Sobre ele não há a menor suspeita de ter mais afectos do que os merecidos. Nunca foi um bem amado. Impensável substituto de Enzo Pérez no Benfica de 2014/15, foi sempre um jogador com défice de carinho e, em muitos casos, de mero reconhecimento exterior pelo nível que atingiu. Pizzi que, na temporada passada, assumiu o surpreendente papel de interlocutor das estrelas mais brilhantes da constelação encarnada (Salvio, Gaitán, Jonas e Lima), superou as dúvidas e exerceu influência determinante no arranque para o título, desempenhando um papel que, até então, lhe era desconhecido. O treino e o jogo constituíram refúgio de inspiração e encaixe para as considerações menos abonatórias de quem o viu e analisou como figura menor. O arranque da nova época não confirmou logo a excelência do que já conseguira. Precisou de uma oportunidade à 11.ª jornada, em Braga, para se tornar titular indiscutível, precisamente na fase que deu início à retoma benfiquista na Liga.
Os relâmpagos de talento que emite não são enquadrados pelo engano mas pela perfeição. Não é o drible deslumbrante, o truque ou a mentira avulsa que melhor o caracterizam; a sua especialidade é manter a equipa a funcionar, agregando a esse lado mais mecânico a sumptuosidade de o fazer vendo buracos onde quase todos só vêem muros inexpugnáveis. Se o toque está para o futebol como a palavra para a sociedade, Pizzi é um fantástico promotor de diálogo. Dele não se devem esperar malabarismos retóricos mas o primor de uma intervenção sábia, com excelentes resultados práticos. Resta agora saber o que fará Rui Vitória quando em vez de estratégia pretender talento individual, verticalidade e desequilíbrio; quando em vez de um pensador disfarçado quiser velocidade pura junto às linhas; no fundo, quando achar que deve abdicar de uma solução mais elaborada e paciente por outra mais instantânea e contundente que contemple a utilização de Gaitán, Salvio, Gonçalo Guedes e Cervi.
No Benfica de Rui Vitória, Pizzi é o maestro desviado do centro do palco; o cérebro que dirige a orquestra a partir de zonas laterais, de onde concebe e executa em nome de harmonia, coesão e talento. Porque tem ampla visão periférica e entende o jogo como um todo, feito de vasta cadeia de acontecimentos que convém antecipar, a esmagadora maioria dos foguetes que faz estrepitar tem conotação colectiva. Porque entende o futebol e as suas chaves como desporto em que cada um precisa de todos para se realizar na plenitude, funciona como gestor da manobra global ainda que, nas novas tarefas que lhe foram conferidas, seja frequente vê-lo em acções mais avulsas, na exploração do flanco. Pizzi não administra o jogo dos flancos como fazia David Beckham, para quem um simples pontapé na bola abreviava quatro ou cinco passos na aproximação à baliza. O transmontano sai do flanco para dentro (sugerindo a subida do lateral) e vai trocando a bola à espera do momento para fazer a diferença, tomando quase sempre as melhores decisões à custa de um notável instinto simplificador.
Quando chega à linha de fundo, levanta a cabeça e coloca a bola para o último toque. Pizzi acrescenta dotes de solista aos que revela com a batuta na mão. Sendo o denominador comum das soluções criativas, exerce fora do lugar mais próprio (o meio do terreno) mas, em vez de se diminuir, acrescenta argumentos ao vasto reportório de músico excepcional: toca piano com a eloquência dos grandes executantes e, se for preciso, como agora se viu ao selar o triunfo no Estoril anuncia a festa ao toque do bombo - e vão 5 golos na Liga, lançando vitórias sobre Sp. Braga, V. Setúbal e Marítimo. Se Renato Sanches é o motor que põe a máquina a funcionar e lhe confere coesão atrás e soluções à frente, Pizzi é um gerador e multiplicador de futebol no último terço do campo. Tornou-se um jogador precioso."

Mau resultado

Istambul BBSK 3 - 1 Benfica
25-18, 23-25, 25-21, 25-22

Estamos obrigados a não ceder mais de 1 Set na Luz, para levar o jogo para a negra...!
Temos equipa para isso, mas temos que jogar melhor.

Redirectas V - Estamos no Facebook

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Pelo Benfica! Sempre!

Redirecta prévia: Redirectas IV - Glu Glu Glu

O caminho do Oriente, não foi fácil !!!

Oriental 0 - 1 Benfica


Já no último Sábado na Amoreira jogámos num mau relvado, hoje voltámos a jogar num péssimo relvado. Tão mau, que mudou completamente o jogo... num relvado em condições normais os méritos individuais para uma equipa triunfar são bastante especificas, num relvado nestas condições as qualidades necessárias são bastante diferentes: jogo directo, jogo aéreo, disputas de bola jogadas no limite da agressividade, jogar de primeira e poucos 'rodriguinhos'!!!

A adaptação ao relvado foi demorada, o Oriental entrou muito agressivo, e só recuou com o cansaço. Depois do intervalo o Oriental voltou a entrar com tudo, mas o cansaço chegou mais cedo... com a entrada do Jiménez e do Sanches o Benfica ganhou capacidade física em zona alta, e com o Talisca perto da meia-lua ganhámos remate...!!!

Destaque para as três grandes defesas do Ederson (que fez esquecer um falhanço... cómico!!!), o regresso do Semedo a precisar de ritmo, o regresso do Djuricic com vontade, mas num relvado impróprio para consumo... Em sentido contrário, o Samaris voltou a provar o mau momento, e o Guedes voltou a estar horrível!!!

PS: Uma nota para a carta de despedida do nosso ex-jogador Carlos Marchena.

Desgraça alheia

"«O futebol são 22 homens atrás de uma bola e no fim ganha a Alemanha», disse um dia Gary Lineker, descrevendo com exactidão a superioridade teutónica. O que provavelmente o avançado britânico desconhecia é que os alemães, para além de vencerem demasiado, são os únicos que têm uma palavra que dá corpo ao prazer que sentimos com o falhanço e a derrota dos outros - schadenfreude.
O futebol é o espaço por excelência para a schadenfreude, para o entusiasmo com a desgraça alheia. O prazer que retiramos do jogo depende tanto das alegrias oferecidas pelo nosso clube, como dos desaires infligidos aos adversários. Vibramos com as nossas vitórias, mas vibramos igualmente com as derrotas dos outros. Aliás, há uns meses, a revista 'Líbero' citava um estudo científico, realizado no Mundial'98 e no Euro'2000, que provava que os mais fanáticos dos adeptos holandeses desfrutavam mais com os insucessos da Alemanha do que com as conquistas da Laranja Mecânica.
Já o filósofo Nietzsche defendia mesmo que a Schadenfreude era uma emoção social vital, pois unia as pessoas e criava identidades partilhadas. Ou seja, somos de um clube também porque somos anti outro clube. Sem rivalidade e sem prazer com o infortúnio dos outros, o futebol perdia o sentido. Humano, demasiado humano, este sentimento de vingança que é tanto mais forte quanto mais nos sentimos em desvantagem. Schadenfreude, meus caros amigos: foi um lindo fim de semana de futebol este que passou."

Lugar de presidente não é no banco

"Desta vez, Bruno de Carvalho foi longe de mais. Comportou-se como um daqueles adeptos que cegam pela paixão ao clube e que vêem um malfeitor em cada árbitro. Há muitos adeptos desses em qualquer campo e em qualquer clube de futebol em Portugal. O problema é que Bruno de Carvalho não estava, incógnito, na bancada, a gritar impropérios contra o malandro do árbitro. Continuava a ser o presidente do Sporting e estava no banco dos chamados responsáveis.
Sabe-se que o líder leonino nunca escondeu a pressão que o jogo e a competição lhe provocam. Nem nunca evitou dizer o que lhe vem à cabeça, nos momentos de maior carga emocional. Entende, aliás, como já referiu, que o racionalismo deve ficar para os presidentes dos clubes do crapô. Pois, mas um presidente assim, pode, até, garantir um grande apoio nas redes sociais, entre a massa de adeptos que, como ele, também cega com a paixão, mas acabará, sempre, por causar enormes prejuízos ao clube que verdadeiramente ama e jura defender de todos os inimigos reais e virtuais.
Mesmo que Bruno de Carvalho tivesse tido razão, no tal lance do penalty e da expulsão de Rui Patrício - e não teve - a sua atitude e o seu comportamento não seria tolerável. O que vem, afinal, provar a razão daqueles que sempre defenderam que o presidente do Sporting, como, aliás, qualquer presidente de clube, não deveria ir para o banco, durante os jogos.
Podem sempre argumentar que durante muitos anos também Pinto da Costa foi para o banco do FC Porto. É verdade, mas não quer dizer que, nesse tempo, Pinto da Costa tenha sido um bom exemplo."

Vítor Serpa, in A Bola

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Como um deus antiquíssimo...

"Em Janeiro Eusébio nasceu e morreu. Janeiro é mês de Eusébio e é forçosamente obrigatório falar dele. Mesmo com o risco de nos repetirmos... Pouco importa...

Em Janeiro nasceu e morreu. Janeiro é mês de Eusébio. Vamos então falar de Eusébio. Já escrevi tanto sobre Eusébio que receio repetir-me. Pouco importa. Repito-me.
Eusébio merece.
15 de Junho de 1961.
Os Campeões da Europa não param. Em todo o lado se exige a presença das estrelas que cintilam nos céus do mundo. Cinco Benfiquistas extenuados - Costa Pereira, Germano, Santana, Águas, Coluna, Cavém - fazem parte da Selecção Nacional que perde com a Argentina (0-2) dois dias antes do jogo do Restelo. Depois, o Benfica segue para Paris para jogar no Torneio do Racing.
Primeiro, mais um nome importantíssimo: Béla Gutmann.
Bélla Gutmann: nasceu em Budapeste, em 1900; foi avançado-centro do MTK Budapeste e jogou pela selecção da Hungria nos Jogos Olímpicos de 1920 (Antuérpia) e 1924 (Paris). Exerceu a actividade de professor de dança e iniciou a carreira de treinador em 1933, no Twente Enschede, na Holanda, ganhando o campeonato. Chamaram-lhe «Feiticeiro», «Mago», «Bruxo», «Profeta»... Ser campeão parecia um vício: no Ujpest, campeão da Hungria e vencedor da Taça Mitropa, uma espécie de Taça dos Campeões da Europa Central; no Ciakanal, vencedor da Taça da Roménia; de novo campeão e vencedor da Taça da Hungria com o Ujpest; campeão italiano com o Milan; primeiro treinador estrangeiro de um grande clube brasileiro e campeão paulista com o S. Paulo; campeão português com o FC Porto na sua primeira época em Portugal. Adepto de um estilo de jogo moderno, ofensivo, privilegiando as trocas de bola constantes e a rapidez nas movimentações colectivas, Béla Gutmann não gostava se de manter durante muito tempo no mesmo clube. Em 1958 está no Porto: comanda uma época fantástica do FC Porto, vencedor do campeonato com 81 golos em 26 jogos. Em 1959 transfere-se para o Benfica por verbas invulgares para a época: cerca de 400 contos por ano. O toque de midas continua a acompanhá-lo em Lisboa: campeão nacional na primeira e segunda épocas - o seu terceiro título consecutivo; campeão Europeu nos dois anos seguintes, torna-se o técnico mais bem pago do Mundo - salário fixo anual de 500 contos, acrescido de prémios (100 contos pela vitória na Taça de Portugal; 250 pelo campeonato; 300 pela Taça dos Campeões). Treina a Selecção Nacional, ele que já fora treinador da Hungria. Zanga-se com os dirigentes do Benfica, vai para Montevideu e para o Peñarol, ganha a Taça Intercontinental, regressa à Luz em 1965. os tempos são outros. Um ano sem vitórias, o despedimento, a partida para Viena. Em 1973, nova experiência no FC Porto. Sem sucesso. Béla Gutmann morreu em 1981.

Um nome para não esquecer
Béla Gutmann, portanto. O treinador de um Benfica, campeão da Europa que viaja para Paris, agora já com Eusébio integrado na equipa. A primeira jornada opõe o Santos ao Racing de Paris e o Benfica ao Anderlecht. Vencem os mais fortes: na final, pela primeira vez na história deste jogo fantástico que o mundo adora, Eusébio defrontará Pelé. O Parque dos Príncipes será palco de reis.
Eusébio recordou por várias vezes esse tempo fascinante: «Paris seria, se jogasse, o local do meu grande exame. Se jogasse, claro! Senti que o meu futuro se decidiria ali. E não me enganei. Contra o Anderlecht, joguei no lugar do Coluna, que adoecera com anginas. Foi complicadíssimo! O Anderlecht era uma grande equipa em formação: veloz, combativa, com força. Uma surpresa para nós, que contávamos com facilidades. Eu estava cheio de nervos, não joguei muito bem, mas ganhámos 3-2 e marquei um golo».
Eusébio fez.
Dois dias depois, a final. O Benfica entra em campo com a linha avançada de Berna: Coluna, Santana, José Augusto, Águas e Cavém. Eusébio fica no banco. Terá de esperar pelo seu momento. E que momento!
O Santos entra em campo com a linha avançada que soa como uma letra de samba: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Aos 20 anos, Pelé está  no auge do seu jovem esplendor. Derrama-o em campo: ao intervalo, já os brasileiros vencem por 4-0, como golos de Lima, Coutinho, Pepe e Pelé. O público de Parque dos Princípes delira com a gala da melhor equipa do Mundo.
Eis agora um daqueles episódios extraordinários que faz do futebol um pasto fértil para lendas.
Exaustos por um final de época alucinante, os jogadores do Benfica parecem desistentes. Logo no início do segundo tempo, Pepe marca o quinto golo. A hecatombe é, tudo leva a crer, inevitável.
Eusébio entrara para o lugar de Santana. Ergue-se no centro de uma equipa em destroços com o vigor de um deus antiquíssimo: é Hércules e os seus trabalhos, Atlas com Terra sobre os ombros, Sísifo empurrando a rocha pelas escarpas da montanha.
Eusébio: ninguém mais esqueceria este nome.
Durante meia hora foi verdadeiramente avassalador. Absoluto: é capaz de ser esta a palavra certa. Ao minuto 63 marca o seu primeiro golo; no minuto seguinte, inventa um «penalty» que José Augusto desperdiça; três minutos depois reduz para 2-5.
O Parque dos Príncipes entra em delírio. De dentes cerrados, absorto na bola, no jogo, nos movimentos próprios e alheios, Eusébio é maior do que Pelé, rouba~lhe o protagonismo, força-o a um papel secundário, subalterno. Milhares de pessoas, encantadas, enfeitiçadas, gritam o seu nome. Ele não as ouve. A sua obra está ainda incompleta. O seu esforço é monstruoso: por si só, reconstrói um conjunto em seu redor, carrega-o consigo no trilho de uma recuperação espectacular. A luta pode ser desigual, mas ele ignora-o. É um vendaval de músculos, tendões, ossos e cartilhagens que desaba sobre um opositor entontecido. O seu entusiasmo desperta a rebeldia dos companheiros. O Benfica domina, agora, os acontecimentos. Eusébio marca mais um golo, faltam dez minutos para o final do jogo, há quem acredite ainda no impossível. Dez minutos não chegam. Pelé é Pelé e teima em recordá-lo àqueles que por momentos, o esqueceram: faz o 6-3 final.
Dia 15 de Junho de 1961: o Benfica-Santos ficará riscado a giz na lousa dos acontecimentos inesquecíveis."

Afonso de Melo, in O Benfica

O animado voo Lisboa-Lourenço Marques

"Uma hospedeira angelical, uma 'mistela' que sabia a limão e um livro aterrador, no início da digressão a África.

A digressão que o Benfica fez a África no Verão de 1950 durou quase dois meses e foi fértil em peripécias dignas de registo. Mas comecemos pelo início: o voo de Lisboa e Lourenço Marques.
No avião Constallation 65 seguiam a 'caravana encarnada' e dois jornalistas, um do jornal O Benfica e o outro do Record, que pareciam estar numa disputa de quem tiraria mais e melhores notas. Enquanto o da casa conversava alegremente com os jogadores, o do Record já tinha meio bloco preenchido. Mas não foi por isso que o testemunho do nosso jornalista ficou aquém do colega. Muito pelo contrário! Foi graças a ele que chegaram até nós sumarentas observações do ambiente vivido no voo. A saber: estava bem-disposto e ninguém mostrou uma pinga de medo por estar a milhares de metros do solo. Aliás, houve até quem dissesse que era homem suficiente para 'dar uma volta pelo «exterior» para apreciar melhor a paisagem' mas, felizmente, ficou-se só pelas palavras. Não que lhe faltasse a coragem mas, provavelmente, pelas vistas dentro do avião serem um bocadinho mais interessantes que as lá de fora. Escreve o nosso que a hospedeira que lhes calhou em sorte era 'um anjo louro de sorriso permanentemente aberto'. Era simpática e solícita mas felizmente, não percebia português ou, caso contrário, teria corado com os piropos da comitiva. 'A todos atende, numa impressionante actividade. E a muito mais ela teria de atender se soubesse entender todos os portugusíssimos «atiranços» da rapaziada'. Alheia a tudo o resto, lá serviu o almoço que até estava bom mas a que faltava... vida. E por vida entenda-se vinho ou, como escreve o nosso enviado, 'pinga'. Em vez disso, tinham à disposição 'uma mistela fresca, a saber a limão'. Provavelmente limonada.
O relato do percurso terminou com uma curiosidade deliciosa, ao contrário das bebidas: um dos jogadores, o Gil, recebeu de um amigo um livro para se ir entretendo durante o voo. E que entretenimento! A história era sobre um avião que se despenhava mar adentro e o narrador, que fazia parte da tripulação, descrevia a sua própria morte. 'Bons amigos, os do Gil', diz o nosso jornalista e dizemos nós!
Desta digressão o Benfica trouxe, entre outras coisas, um exótico dente de elefante que pode ser visto na área 26. Benfica universal, no Museu Benfica - Cosme Damião."

Marisa Furtado, in O Benfica

Redirectas IV - Glu Glu Glu

Então o gajo vai e dá um PERU daqueles?  E eu que ontem não lhes liguei nenhuma como é hábito. Que pena. Tinha passado uma boa noite de gargalhadas. Tenho para mim que este ano já eram. Não gosto de deitar foguetes antes da festa mas pelo andar da carruagem tempos uma luta a 2. Será? Eu cada vez mais acredito no tri...nta e cinco. #rumoao35 #carregabenfica

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Lixívia 18

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 43 (-5) = 48
Corruptos .......40 (+7) = 33
Sporting........ 45 (+12) = 33

Numa semana, onde as arbitragens até estiveram razoavelmente bem, tivemos que aturar mais uma ataque de loucura/propaganda/esquizofrenia/azia Lagarta!!!
Não é fácil arranjar adjectivos para os devaneios Lagartos... nós sabemos que na cabeça de alguns, tudo isto faz parte de uma super-estratégia, infalível, que levará os Lagartos a vencerem tudo!!! Mas muito sinceramente já começo a duvidar dessa teoria...!!! Só se for a teoria do Caos!!!
Ainda o rapazola era candidato a Presidente do Osgalhedo, eu fiz-lhe o diagnóstico: doido varrido, mas com uma retórica carismática, que é capaz de enganar as massas... e acima de tudo: anti-Benfiquista primata, com um nível de trauma psicológico elevado ao expoente máximo do infinito!!!!!!
Aquilo que se passou dentro do campo na última Sexta-feira, no final da partida, e nas horas que se seguiram no Facebook, provam a minha teoria... Só não antevi, esta capacidade 'hipnotizar' todos os Lagartos com acesso às televisões, rádios e jornais!!! Sim, hipnotizar, porque ver e ouvir, aquelas figurinhas, supostamente inteligentes, a defender as posições do seu presidente, só pode querer dizer que eles foram hipnotizados... Se não estão hipnotizados, então são mesmo os asnos, que eu sempre pensei que eram...!!!

Bem, vamos a coisas sérias. A equipa mais beneficiada esta época na Liga, como esta Tabela prova, voltou a zurrar!!! Até parece que quando os árbitros cumprem as regras, eles se sentem prejudicados!!!
Luís Ferreira esteve bem nas principais decisões:
- Penalty e expulsão do Patocío!!! Entrada de pitons no pé do avançado. Acabou por tocar na bola, é verdade, mas foi com a perna de apoio, praticamente sem querer... Eu sei que o João Mário, o João Pereira, o Adrien... o Slimani também têm a tendência de entradas parecidas e nada lhes acontece... mas nem era preciso o jogador estar isolado, para ser Vermelho directo...
- Muito bem o Fiscal-de-linha, ao aconselhar o árbitro a voltar atrás, no corte de cabeça do defesa do Tondela...
Estas foram as boas decisões. As más decisões, foi a permissividade disciplinar para toda a equipa do Sporting, os jogadores e o Banco. É verdade que também perdoou alguns cartões aos jogadores do Tondela, mas tanto o Adrien, como o Jefferson podiam ter visto 'mais' cartões pelos protestos (o Adrien enfiou mesmo os pitons noutro adversário já com um Amarelo...). Além disso, outros elementos do Banco deviam ter feito companhia ao Badocha no Happy Hour do Camarote (aparentemente o buffet estava em condições!!!).
Os Lagartos podem-se queixar de um fora-de-jogo mal assinalado ao Ruiz (pelo o 'outro' fiscal-de-linha), mas a jogada é inofensiva, já que o Central do Tondela, acabou por 'ganhar' a bola...

Em Guimarães, Manuel Oliveira, apitou o seu Clube, mas não evitou a derrota!!! Acabou por estar quase sempre bem... na minha opinião exagerou no 2.º Amarelo ao Aboubakar, mas como foi praticamente nos descontos, acabou por não ter influência no resultado...

Na Amoreira, levámos mais uma vez com o Vasco Santos, um dos apitadores que me deixa mais apreensivo. Nas faltas a meio-campo voltou a ser permissivo com o anti-jogo do Estoril, algo normal... mas o grande erro, até foi do seu Fiscal-de-linha: com 1-1 no marcador, a bola entra na baliza do Estoril, admito que as imagens não são totalmente esclarecedoras, mas fazendo as 'contas' ao pé do guarda-redes do Estoril, e o movimento do braço, parece-me que a bola entrou... Considero o erro mais grave, porque o Fiscal-de-linha estava bem colocado!!! Ao contrário de outras ocasiões, esta não foi uma daquelas jogadas de contra-ataque, ou com um remate de longe, foi uma carambola na pequena área, com a bola e os jogadores perto da linha por vários segundos... Não validou o golo, por cobardia, já que naquela altura validar um golo polémico, que poderia dar a vitória no jogo ao Benfica, sendo a decisão correcta, ou incorrecta, seria sempre 'arrasado' pelos Santolas desta vida... seria quase a sentença de morte do Fiscal!!! Para nossa sorte, o Benfica marcou logo a seguir...

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
7.ª-União(f), E(0-0), Cosme, Nada a assinalar
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
12.ª-Académica(c), V(3-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
13.ª-Setúbal(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
14.ª-Rio Ave(c), V(3-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-1), Sem influência no resultado
15.ª-Guimarães(f), V(0-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível de contabilizar
16.ª-Marítimo(c), V(6-0), Veríssimo, Nada a assinalar
17.ª-Nacional(f), V(1-4), Tiago Martins, Nada a assinalar
18.ª-Estoril(c), V(1-2), Vasco Santos, Prejudicados, (1-3), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-União(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
13.ª-Nacional(f), V(1-2), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
14.ª-Académica(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
15.ª-Sporting(f), D(2-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(f), V(0-5), Veríssimo, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado
18.ª-Guimarães(f), D(1-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Moreirense(c), V(3-1), Paulo Baptista, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-União(f), D(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Setúbal(f), V(0-6), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
17.ª-Braga(c), V(3-2), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
18.ª-Tondela(c), E(2-2), Luís Ferreira, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada
17.ª jornada

Épocas anteriores:

As várias vozes que falam pelo leão

"A moderação (embora crítica) de Jorge Jesus na avaliação dos árbitros perde eficácia perante o discurso radical de Bruno de Carvalho

Passava pouco da meia hora de jogo em Alvalade quando o árbitro Luís Ferreira assinalou grande penalidade contra o Sporting e mostrou o cartão vermelho a Rui Patrício. No banco dos leões, onde se sentavam treinador e presidente, a reacção de Bruno de Carvalho foi mais emotiva do que a de Jorge Jesus; o presidente disse ao árbitro assistente algo que o fez chamar o chefe de equipa, enquanto que Jesus tentava, puxando o braço do bandeirinha, evitar danos a Bruno, que viria a ser expulso. Neste instante, ficaram plasmadas duas abordagens distintas à arbitragem na casa leonina, que viriam a ser ainda aprofundadas no final da partida. Consumado o empate que custou, inesperadamente, dois pontos aos leões, Jorge Jesus mostrou-se crítico do árbitro, mantendo-se, contudo, dentro de padrões razoáveis. Disse o técnico verde-e-branco: «O árbitro não deixou o Sporting ganhar o jogo? Quem não deixou foi o Tondela. O árbitro, quando, em casa, vir as imagens de trás da baliza, vai perceber que foi enganado pelo avançado do Tondela. Penalizou-nos, ficámos a jogar com menos a um, mas isso não é desculpa». Já o presidente dos leões teve uma abordagem diferente, Anteontem, citado pelo Diário de Notícias de ontem, terá dito em público: «Podem ter a certeza de que lhe disse (a Luís Ferreira) o que nem o pior inimigo lhe diria. E só não lhe dei um chuto no rabo porque, olhando para a figura dele, tive medo de que gostasse.»
Estamos, pois, perante duas estratégias de comunicação em Alvalade, uma da lavra de Jorge Jesus, afirmativa mas mesmo assim dando alguma margem de manobra às relações entre o Sporting e a arbitragem; e outra fundamentalista, disposta à rotura, protagonizada por Bruno de Carvalho. Daí a sugestão: Organizem-se, vão por um lado, ou vão pelo outro. Pelos dois, em simultâneo é que não. Porque Jesus fica sem jeito perante a agressividade de Bruno de Carvalho e este deve sentir-se desautorizado pela forma mais branda como o seu treinador aborda o problema. Em suma, o Sporting precisa de definir quem tem a primazia no discurso externo sobre a arbitragem. Porque, assim, a sede de protagonismo do presidente leva-o a ir além daquilo que é a mensagem que o treinador quer fazer passar. Ou se acertam, ou há um que se deve calar...

Depois de 'Flopetegui', uma escolha dedicada
«Fernando Pessoa não é certamente (...) Mas sei que é uma pessoa, ainda não sei é o nome; prognósticos só no fim...»
Pinto da Costa, Presidente do FC Porto
Pinto da Costa procurou mascarar de ironia uma das questões mais sensíveis do seu mandato: não repetir o fiasco na contratação do treinador do FC Porto. Depois da inadaptação de Paulo Fonseca, Julen Lopetegui foi um ato falhado e deixou o clube com um plantel caro e de escolha pessoal, sem que daí adviesse qualquer mais-valia desportiva. Quem será o próximo?

ÀS
Rui Vitória
O Benfica tem crescido a olhos vistos, apesar das ausências de peças importantes. Isso só pode ser mérito de um treinador que se mostra cada vez mais à vontade e vai sentido crescente apoio dos adeptos. Parece que a parte mais ingrata da transição para o pós-JJ está ultrapassada. Hoje, este Benfica já tem assinatura de Rui Vitória.

ÀS
Rui Pedro Soares
O Belenenses venceu fora, para a Liga, pela primeira vez nesta época e o presidente do Belenenses, que foi desencantar o treinador Júlio Velázquez ao país vizinho, deve estar radiante com a opção. A meio da tebela e mais perto da Europa do que da relegação, os azuis do Restelo estão a caminho de uma temporada sem sobressaltos...

ÀS
Sérgio Conceição
Depois de uma semana muito ingrata, a melhor das respostas, em forma de triunfo do V. Guimarães sobre o FC Porto. Penalizado na imagem, embora sem culpa, por todas as notícias que o davam como o próximo treinador dos dragões na semana em que ia defrontá-los, Sérgio Conceição... saiu por cima!

Erro como incidente e não como acidente
O Chelsea conseguiu empatar em casa a três golos com o Everton graças a um golo marcado aos 90+8, em fora-de-jogo claro, pelo capitão John Terry. Apesar da dimensão do erro do árbitro assistente, o caso foi visto como um incidente próprio do futebol do que como um acidente grave. Mentalidades...

Luta de Classes
Até ontem era preciso recuar a 1956 para ver o Real Madrid marcar três golos em 'La Liga', ainda antes do minuto 11. Este registo foi igualado por Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo, que desfizeram, sem piedade, o Sporting Gijón, no Bernabéu. Continua assim, dividida entre ricos e pobres, a desequilibrada Liga espanhola que vai mantendo o mediatismo essencialmente graças a Messi e Ronaldo e à dimensão planetária de Real Madrid e Barcelona, mas perde, de goleada, em espectáculo, para a Premier League, muito mais consistente e emocionante."

José Manuel Delgado, in A Bola

Redirectas III - Respeitinho Sr. Serpa

Respeito é bonito e o povo benfiquista exige respeito. A que propósito? O Sr. Serpa ontem publicou um artigo de opinião intitulado 'As águias também suam'. A meio do artigo o Sr. Serpa escreve: 
"...porque prova o improvável: que uma águia também sabe suar quando tem de ser".
Sr. Serpa, que artigo de mais baixo nível. Um artigo inteiro com o propósito de enxovalhar a nação benfiquista? Uma afronta travestida de elogio? O povo benfiquista está vigilante Sr. Serpa. Não nos tome por ignorantes! Nós, benfiquistas indefectíveis exigimos RESPEITO!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Qualificados para os Oitavos-de-final da Taça de Portugal

Moradores da Granja 1 -12 Benfica

A equipa estava a precisar de uma vitória, o adversário era indiferente, era importante quebrar o ciclo negativo...
Agora, vamos ter Selecções, todos esperamos que os jogadores regressem com cabeça limpa, e pernas frescas...!!!

Lideres...

Benfica 92 - 78 Galitos
24-18, 22-17, 25-15, 21-28

Vitória normal, num jogo onde me pareceu que o Cook queria mostrar serviço, mas a percentagem de lançamentos continuou por baixo...

Sem vacilar...

São Mamede 0 - 3 Benfica
16-25, 13-25, 21-25

Calendário acertado, com mais uma vitória...

É preciso dar a volta...

Penafiel 1 - 0 Benfica B


A equipa já está naquela fase, onde mesmo quando podia correr bem, tudo corre mal... Perder um jogo nos descontos, com um 'frango' nunca é fácil, ainda por cima com todo o contexto da 'linha de água'... E após uma segunda parte com várias oportunidades, e com o André Ferreira a fazer uma boa exibição, até ao golo!!!
A opção do Lystcov no meio-campo já 'cheira' a desespero!!!

Dois pontos

"1. Ontem no Estoril a vitória merecida do Benfica relançou a nossa Liga. O Benfica ganhou dois pontos ao Sporting e agora sabe que tem todas as condições para conquistar o tricampeonato. Condições próprias. É evidente que ainda pode perder pontos. Como, naturalmente, os outros candidatos principais ao título. Mas é inequívoco que a opção tática de Rui Vitória ao intervalo - ao trocar os pontas de lança - foi uma opção acertada. Acertada e vitoriosa. E fica a sensação que o Benfica, num lance esquisito, marcou um outro golo. A câmara de baliza ajudaria esclarecer a nossa dúvida. E se fosse na final da Taça CTT - ou Taça da Liga - seríamos esclarecidos acerca deste lance. O que fica, no entanto, foram os três pontos. E a convicção que o Benfica, este Benfica, está a cada jornada mais forte, mais moralizado, mais entrosado. Sente-se vontade para vencer. E pressente-se que há intensa preparação para vencer. O que é uma conjugação vencedora. Diria que vitoriosa!
2. Na sexta feira o Sporting jogou em Alvalade frente ao Tondela. Hoje será o Futebol Clube do Porto em Guimarães. E com o Estádio lotado o que não deixa de ser relevante. Apesar da hora do jogo. Mas são os importantes direitos televisivos e a sua consequente e necessária programação a ditarem que os principais jogos se devem realizar entre as oito e as nove da noite. Em Espanha hoje o Real joga em Madrid às quatro da tarde, o Atlético de Madrid às seis e um quarto e o Barcelona às oito e meia. Em Inglaterra em regra só se joga às oito da noite à segunda feira. Mas em Itália joga-se igualmente para a televisão às oito da noite ao sábado e ao domingo. E, aqui, hoje com um interessante Milan-Fiorentina. São as necessárias contrapartidas dos patrocinadores. Como nos mostram os novos números dos contratos da NOS e da MEO. E com o Placard e as suas múltiplas apostas a conquistar cada vez maior número de adeptos. De todas as idades e de todas as classes. É uma aposta ganha como evidenciam os milhares de euros entregues pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa nos últimos dias quer à Federação Portuguesa de Futebol quer à Liga de Futebol. Quer, igualmente, à Federação de Basquetebol e à Federação de Ténis o que demonstra as modalidades que atraem os apostadores. Mas, por cá, na sexta feira foi o primeiro contra o último da tabela classificativa. E terminou com aquele empate que surpreendeu quase todos e mostrou que, tal como em múltiplos espaços deste mundo tão incerto, há alguns que, num circunstancial desespero, assumem que as suas palavras são verdades indiscutíveis e indesmentíveis. Sabemos, a partir do Padre António Vieira e dos seus Sermões - que «se os homens dizem mal, falando verdade, é grande desgraça; mas se eles dizem mal, mentindo, não importa nada»! E não desconhecemos que Churchill já proclamava no século passado que a "atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença»!
3. Neste tempo de múltiplas violências que abalam o nosso Mundo e, logo, também os nossos espaço europeu e ibérico recordei igualmente aquele que para muitos foi considerado o Pai da História e das suas narrativas: Heródoto. Ele foi o primeiro a narrar o nascimento da violência, ou melhor, a sua transformação na denominada deusa Hybris. Como nos ensina num interessante e recente livro Maurício Murad - A violência no futebol - Heródoto conta-nos que essa deusa «é descrita como omnipresente (está em todos os lugares) e representa insulto, agressão, desrespeito, tortura, mutilação, morte.» Em resumo é apresentada como violência do corpo e da palavra e esta fica mais agravada «quando estamos em grupo, e piora ainda mais quando estamos em grandes grupos». Dois mil e quatrocentos anos depois de Heródoto o também conhecido como o Pai da psicanálise, Sigmund Freud, não deixou de analisar o comportamento do indivíduo quando inserido numa multidão e diz-nos que «quando uma pessoa está misturada à multidão, o seu comportamento é, via de regra, irracional». O que importa é que os reguladores actuem, os regulamentos se apliquem, as sanções sejam efectivas, o direito vença o torto! Todo e qualquer torto!
4. Também recordei nestes dias o denominado Museu Nacional do Futebol em Manchester. Museu que assenta, como outros, - entre os quais os emblemáticos e actuais museus do Benfica e do Futebol Clube do Porto - em sete pilares: História, drama, habilidade, fé, estilo, arte e paixão. Tudo o que nos leva a ser apaixonados por esta religião. Pela nossa cor. Pelo nosso clube. Aceitando pecados. Os pecados dos nossos! E esquecendo quase sempre aqueles que nos beneficiam. Estes são justificados. Os dos outros devem ser castigados. Duramente castigados. Por palavras e por actos. Daí que só em circunstâncias extremas se conheçam verdades da história. Dos fatos e dos números da história. Incluindo da história recente do futebol. Onde está, por exemplo, e na sua essência, a agora conhecida história do golo comprado. Aquele que a 18 de Novembro de 2009 foi marcado no Estádio de França num França-República da Irlanda para o acesso ao Mundial de 2010. E no ano passado ficámos a saber que a FIFA e Blatter pagaram 5 milhões de euros à Irlanda para esta se calar acerca daquele golo que William Gallas, após uma mão clara de Thierry Henry, marcou a poucos minutos do final da primeira parte do prolongamento e determinou o apuramento francês. E o que perturba é que se aceitou que o resultado em campo estava à venda!"

Fernando Seara, in A Bola