Últimas indefectivações

segunda-feira, 18 de março de 2024

Vermelhão: 3 pontos...

Casa Pia 0 - 1 Benfica


Três pontos muito importantes, para quem acredita no título máximo, ou para quem acredita que só estamos a lutar pelo 2.º lugar! Voltámos a jogar abaixo do nosso potencial, mas terminámos hoje uma sequência de 2 meses (mais ou menos) de dois jogos por semana, a jogar praticamente todas as Quintas-feiras e Domingo; foram 13 jogos (e só não foi 'pior' porque perdemos na meia-final da Taça da Liga...) consecutivos, com pouca rotação na maior parte dos jogos, com muitos nervos, com todos a perceberem que podíamos jogar melhor, a começar pelos jogadores e o próprio treinador... Teria sido diferente, se a equipa estivesse numa onda 'positiva', com a equipa a puxar pelos adeptos, o que teria dado à equipa técnica, uma margem maior para fazer a rotação, mas com esta onda 'negativa', dentro e fora do relvado, esta sequência tem sido penosa... mas após o jogo de Guimarães, jogado em condições especiais - impróprias para 'consumo'!!! -, temos vencido os jogos do Tugão, excepto o jogo do Dragay! E se após a polémica do Kokçu, querem encontrar um balneário dividido, conspirando à calada contra o treinador, a forma sofrida como temos vencido muitos jogos, muitas vezes na reta final das partidas, prova que os jogadores não 'desistiram', e que independentemente das 'opiniões' pessoais, até agora, todos estão a puxar para o mesmo lado dentro do balneário!

Primeira parte fraca, com a equipa muito previsível, lenta, e a afunilar o jogo, e como o João Mário afirmou no final: a tentar entrar com a bola dentro da baliza! Voltámos a facilitar, na transição defensiva, após um Canto a nosso favor, que deu a melhor oportunidade ao Casa Pia... e na sequência deste lance, a equipa perdeu confiança e deu confiança ao adversário, sendo que perdemos o domínio do jogo momentaneamente...! Perto do fim da 1.ª parte, após uma escorregadela do Nico, voltámos a permitir um contra-ataque perigoso! Dito isto, dominámos territorialmente a maior parte do jogo, e apesar dos poucos remates perigosos, acabámos por criar alguns desequilíbrios, mas decidimos sempre mal perto da área adversária...

No 2.º tempo, a atitude mudou. Pressionamos muito melhor, abafando o Casa Pia, que praticamente nunca conseguiu sair da toca. Tirando uma sequência de 3 Cantos 'contra', a jogo foi jogado somente no lado 'certo' do campo! Com as substituições, melhorámos. Com o Neres em campo, ficámos com dois flancos, em vez de só 'um'!!! E até o João Mário, a partir do momento que foi para o 'meio', para o lugar do Tino, melhorou... e acabou por ser importante na jogada do golo.

Vitória justíssima, que pecou por escassa... Jogadores cansados a decidir mal, nos momentos decisivos, contra um 'autocarro', que após a mudança de treinador, tem conquistado muitos pontos!


Grande jogo do Toni, mais um, merecia o golo... Tino dominador, mas com o Amarelo ficou condicionado e foi bem substituído! Cabral decisivo, com um excelente golo... mas se hoje os 'fãs' do Arthur estão de peito feito, eu recordo que até agora os Pontas-de-lança do Benfica esta época, sempre que saltam do banco, jogam 'bem'!!! Musa, Leonardo, até o Tengstedt, sempre que entram jogam bem... quando são titulares, jogam 'pior'!!! Admito, que o Cabral, entre todos, tem sido aquele que melhores números, como titular, mas...

As más arbitragens irritam-me, mas os Benfiquistas que depois de um jogo destes, acham que o árbitro esteve bem, deviam ser 'expulsos'!!! O facto do Casa Pia ter chegado ao fim do jogo sem um único Amarelo, devia dar irradiação... A quantidade de faltas não assinaladas, ao Benfica, sempre que alguém tentava fazer uma combinação entre-linhas, com entradas por trás...
E já agora o golo mal anulado: sim mal anulado, porque o Neves 'recebe' a bola do guarda-redes adversário. O Baptista não fez uma 'defesa', após o remate falhado do Nico; o Baptista disputou a bola com o Toni, dominou mal a bola, e esta sobrou para o Neves... Os do 'costume' vão afirmar que o guarda-redes do Casa Pia fez uma defesa incompleta, mas isso é treta!!!
Já agora, 'obrigado' pelo Amarelo mal mostrado ao Toni, assim vai 'limpar' com o Chaves!!!


Descanso para os nãos internacionais. Vamos esperar que ninguém venha lesionado. E esperar que a sequência desgastante de Abril, não seja fatal!!! Importante resolver a questão Kokçu: um jogador insatisfeito é mais normal do que parece, agora a forma como a entrevista foi dada, parece-me claramente uma questão de mau aconselhamento... neste caso, por parte do seu representante, o seu pai!!! Hoje, sem esta polémica, o Kokçu deveria ser sido titular... e com a sequência de jogos que se avizinham, todos são necessários...

Estamos nas meias-finais...

Yalikavaspor 23 - 30 Benfica
11-12

Qualificação histórica, para as Meias-finais de uma competição europeia, com uma vitória clara, com uma boa 2.ª parte!

Agora, vamos defrontar uma equipa Eslovaca, numa eliminatória teoricamente de 50/50, onde temos que eliminar as brancas, que esta equipa normalmente tem durante os jogos!

Iniciados - 7.ª jornada - Fase Final

Braga 1 - 1 Benfica
Nunes


Primeiros pontos perdidos, numa jornada onde até 'ganhámos' pontos aos potenciais principais concorrentes ao título!
Jogo após paragem para as Seleções, e talvez por isso, muitos jogadores ausentes, principalmente na defesa e no meio-campo! Temos opções válidas, mas não é a mesma coisa!

Vitória no Pico!

Candelária 1 - 7 Benfica

Qualificados para a Final Four da Taça de Portugal, com uma vitória fácil, no Pico!

Taça perdida...

Benfica 78 - 81 Corruptos
11-27, 25-22, 25-13, 17-19

Troféu perdido, com um 1.º período miserável, onde ainda conseguimos recuperar e 'colar' no marcador, mas na recta final, voltámos a não conseguir decidir bem!
Hoje, até equilibrámos na tabela, mas acabámos por 'perder' na estatística dos lance livres, com o Makram a falhar em demasia!
O Ivan faz muita falta nestes jogos...

Foco nos três pontos


"A BNews de hoje é dedicada a vários temas da atualidade benfiquista, com destaque para a partida, às 18h00 em Rio Maior, frente ao Casa Pia.

1. Somar mais uma vitória
Roger Schmidt garante que o grupo de trabalho está empenhado em vencer: "O nosso objetivo é focarmo-nos mais uma vez no jogo com o Casa Pia, para conseguirmos os três pontos. Quando há tantos jogos, é sempre um desafio estar pronto para os jogos outra vez, mas claro que temos uma grande motivação no Campeonato. Queremos mostrar a nossa ambição na Liga Portuguesa."

2. Convocatórias
São vários os jogadores do plantel da equipa principal chamados para trabalhos de seleções.

3. Adversário europeu
Conheça mais em detalhe o Marselha, o oponente do Benfica nos quartos de final da Liga Europa.

4. Todos à Luz
O embate histórico com o Lyon, referente à 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol no feminino, é já na 3.ª feira, dia 19, às 20h00. O apoio dos Benfiquistas é essencial para que as Inspiradoras continuem a fazer história.

5. Final para ganhar
O Benfica disputa hoje, às 17h00, a final da Taça de Portugal de basquetebol. O adversário é o FC Porto. Nas meias-finais, os encarnados bateram o Póvoa por 103-86.

6. Outros resultados
A equipa B do Benfica venceu, por 0-1, na deslocação ao Penafiel. A equipa feminina de hóquei em patins segue para as meias-finais da Taça de Portugal após ganhar na visita ao recinto da Vila Boa do Bispo. Já com o primeiro lugar assegurado na 2.ª fase do Campeonato de voleibol (e vantagem casa nos play-offs), o Benfica foi derrotado na deslocação ao Sporting. Nesta manhã, os Iniciados tiveram jogo em Braga e empataram 1-1.

7. Agenda do dia
Há ainda outros jogos agendados para hoje além do desafio com o Casa Pia e a final da Taça de Portugal de basquetebol. Às 14h00, a equipa feminina de andebol discute, na Turquia, a passagem às meias-finais da EHF European Cup Women. Às 15h00, a equipa feminina de basquetebol recebe, na Luz, o Ferragudo. Às 16h00, a equipa feminina de voleibol desloca-se ao reduto do PV Colégio Efanor. Às 19h00 (18h00 locais), o Benfica visita o Candelária em hóquei em patins. A equipa feminina atua em Gulpilhares às 18h30.

8. Protagonista
O voleibolista Lucas França é o protagonista da semana. Uma entrevista para ver, na íntegra, na BTV ou ler no jornal O Benfica.

9. Participe
Está aberta a votação para os Galardões Cosme Damião.

10. Benfica Campus, uma referência
O Benfica Campus recebeu uma delegação de cerca de 40 pessoas, composta por responsáveis técnicos da Federação Francesa de Futebol e por diretores técnicos das academias dos principais clubes franceses.

11. Em destaque
Alguns dos conteúdos em destaque, nesta semana, nas várias plataformas de comunicação do Sport Lisboa e Benfica."

Únicos na Europa

Dois olhares


"Otamendi, Aursnes e um calendário apertado; JJ e o... tamanhinho; o caminho de Jota Silva

1
Cada cabeça, sua sentença. Na semana em que Otamendi abriu a porta à participação nos Jogos Olímpicos (26/7 a 11/8), ciente de que provavelmente também fará parte das escolhas da Argentina para a Copa América (20/6 a 14/7), Aursnes renunciou à seleção da Noruega com o argumento de que pretende ter «mais tempo e liberdade para priorizar outras coisas na vida além do futebol».
Confrontados com um calendário quase sem datas livres, preenchido por compromissos de clubes (novo formato da Champions com 36 equipas e do Mundial de clubes com 32, a partir da próxima época) e seleções (Mundial-2026 terá 48), os dois jogadores do Benfica reagem de formas opostas. Ambas as posições são respeitáveis e defensáveis.
Aos 41 anos, Pepe dá cartas no FC Porto e volta a figurar nos eleitos da Seleção na antecâmara do Europeu. Ronaldo, outro a caminho da ternura dos 40, continua igualmente 100 por cento disponível para a equipa das quinas e mantém-se no Al Nassr tão hipnotizado pelo golo como no início do século quando impressionou Boloni de leão ao peito. Os dois internacionais portugueses perceberão melhor Otamendi, mas De Bruyne, por exemplo, identificar-se-á mais com Aursnes, conforme se percebeu pela reação à paragem forçada de cinco meses por lesão no decorrer desta temporada do Manchester City (27 partidas de ausência): «Por um lado, até gostei. Estou há dez anos a jogar praticamente sem parar. Trabalhei duro para recuperar, mas soube bem ter tempo para a família e os amigos.»
Mais jogos, jogos mais longos (minutos de compensação cresceram), alimentam o desgaste dos jogadores e o risco de lesões — apesar da evolução da medicina desportiva —, a qualidade do futebol terá tendência a diminuir, o desinteresse do público a aumentar. «Há regras para o número máximo de horas por dia que um condutor pode estar ao volante de um camião, mas não há limite anual de jogos para um futebolista», eis frase de há uns anos de um responsável médico da FIFA que me ficou na memória e que talvez interesse a Otamendi e Aursnes.
Um relatório de 2023 da FIFPro apresentava dados curiosos para reflexão — Bellingham (Real Madrid) tinha mais 30 por cento de minutos jogados aos 20 anos do que Rooney com a mesma idade, enquanto Mbappé, em comparação com Henry, ambos aos 24 anos, estivera em ação 26.952’, 48 por cento mais do que o compatriota. Não é por acaso que as constantes lesões de Pedri (Barcelona), 21 anos, e Arda Guler (Real Madrid), 19 anos, justificam discussão em Espanha sobre os perigos do lançamento precoce de jovens com tanta carga competitiva.

2
Desde 2008/09 que Jorge Jesus ganha troféus em todos os clubes que orientou — SC Braga, Benfica, Sporting, Al Hilal (primeira passagem pelo clube), Flamengo e Fenerbahçe. Agora, com vitória sobre o Al Ittihad, guiou o Al Hilal a recorde do Guinness com 28 triunfos seguidos. Goste-se mais ou menos de JJ, era preciso ser «deste tamanhinho» — expressão do próprio quando quis desvalorizar Rui Vitória... — para não dar valor ao feito.

3
Sousense, P. Ferreira, Sp. Espinho, Leixões, Casa Pia e V. Guimarães, assim é o trajeto de Jota Silva, convocado para a Seleção — quem disse que não se pode chegar ao destino sonhado por estradas de terra batida e alcatrão esburacado?"

Na festa sem convite


"A pergunta não deve ser como é que só temos uma equipa na Europa mas sim como é que ainda conseguimos

Manchester City, Arsenal, Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Dortmund, Bayern Munique e PSG. Atalanta, Roma, Leverkusen, Milan, Marselha, Liverpool, West Ham e Benfica. Os encarnados de Lisboa são a única equipa ainda em competição na Liga dos Campeões ou na Liga Europa que não pertence a nenhum dos cinco principais campeonatos europeus: Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França.
O FC Porto merecia ter eliminado os ingleses do Arsenal e o Sporting também jogou o suficiente para afastar os italianos da Atalanta, mas a verdade é que os dois ficaram pelo caminho e as derrotas morais não contam rigorosamente para nada, talvez só para apontar o caminho, sublinhar a capacidade das equipas nacionais.
Mesmo não tendo realizado uma exibição de encher o olho contra uma equipa que lhe é bastante inferior — o Rangers —, o Benfica foi à Escócia vencer por 1-0, com um golo de Rafa, na quinta-feira passada. Passou a ser a única equipa portuguesa em prova na Europa e a única, então, de fora das big five, o que quase configura uma espécie de presença sem convite numa festa organizada e frequentada quase exclusivamente pela nata da sociedade do futebol, não fosse também a história e estatuto que o Benfica tem na Europa.
O fosso é cada vez maior entre os clubes maiores e os clubes mais pequenos, disso ninguém terá dúvidas, mas é igualmente verdade que Portugal, neste desporto, continua a conseguir fazer diferente.
O Benfica também gastou muito dinheiro no seu plantel para esta temporada e é um luxo lá ter dois campeões do mundo e outros que chegaram à Luz por muitos milhões de euros, mas os muitos são poucos milhões quando comparados com o que gastam os outros.
Olhando para o nível de investimento dos clubes da alta roda do futebol, talvez não nos devamos perguntar como é que nesta jornada foi possível Portugal ter ficado apenas com uma equipa em prova nas competições europeias, mas sim como é que Portugal ainda consegue manter-se e atingir, e com regularidade admirável, fases tão adiantadas.
O Benfica, por exemplo, campeão nacional, esteve nos quartos de final da Champions do ano passado e vai agora defrontar os franceses do Marselha nos quartos de final da Liga Europa desta época. Fugiu ao confronto nesta fase da competição com outras equipas mais poderosas, o que aumenta as hipóteses de chegar às meias-finais e depois tudo se torna mais possível para as águias numa festa cada vez mais exclusiva."

Futebol com todos: frango, cerveja e pipocas


"Grandes jogos nos quartos de final da Champions e da Liga Europa

Dei por mim sentado no metro, de costas para a marcha da carruagem, com as duas mãos pousadas em concha sobre o cabo de um guarda-chuva a segurar um jornal de papel dobrado em quatro. Este quadro, adicionado ao esbranquiçado da barba, fez de mim um anacronismo naquele meio da tarde, entre pessoas a olhar ou a teclar ecrãs de telemóvel.
Vinha, todavia, a pensar nos sorteios dos quartos de final da Champions e da Liga Europa, algo a que só tinha tido acesso por via dos mesmos telemóveis que há pouco parecia criticar mas também fazem parte da minha vida.
Fiquei deslumbrado com os jogos que há para seguir. Tenho saudades do espírito da Taça dos Campeões, da Taça das Taças e da Taça UEFA. Em dias de futebol na TV gosto de comer frango de churrasco e beber cerveja. As atuais Liga dos Campeões e Liga Europa remetem mais para o tempo das pipocas no cinema, mas a verdade é que chegando a esta fase das provas vale a pena encomendar o frango e abrir umas minis. Aposta para a final da Champions: City-Barcelona.

De chorar por mais
No jogo com o Benfica, o Rangers preparou refeições especiais para adeptos muçulmanos que cumprem o Ramadão. Tão fácil.

No ponto
Na Austrália, um futebolista pediu o namorado em casamento em pleno relvado. Sinais de esperança num Mundo que anda (muito) temível.

Insosso
Pedro Gonçalves merecia ir à Seleção e estar no decisivo final de época do Sporting.

Incomestível
Namorada de Namaso vítima de racismo por adeptos do próprio clube. Sinais de desesperança..."

Kokçu: nem sempre uma corda esticada tem de partir-se


"Kokçu, veja-se só, ousou falar quando quis e não quando o patrão mandou. Fez bem?

Aqui d’El Rei! Um jogador de futebol decidiu falar livremente, sem passar cavaco ao patrão. Estamos em 2024 e este cenário parece impensável, exceção feita a astros que pairam acima de qualquer clube e podem literalmente fazer o que querem.
Hoje, Orkun Kokçu, médio turco de 23 anos do Benfica, poderia, em certa medida, ser comparado a Marc Bosman, o jogador belga que em 1990 revolucionou a indústria porque — imagine-se — quis fazer valer os seus direitos enquanto trabalhador. Quis e conseguiu, como sabemos, abrindo uma nova era no futebol mundial.
Muito haveria por dizer sobre o atrevimento de Kokçu ao dar uma entrevista ao jornal neerlandês De Telegraaf sem autorização do Benfica. Sobre o atrevimento e sobre o estado atual das coisas, no qual assalariados aceitam silêncios inconstitucionais a troco de salários principescos. Ou sobre o facto de na maior parte dos casos os assalariados não receberem salários principescos mas estarem sujeitos às mesmas regras, porque se os grandes clubes as têm os menos grandes entendem que também devem ter. Do ponto de vista jurídico é discutível, do ponto de vista da indústria do futebol ainda mais, mas é o que temos e é com isso que teremos de continuar a viver: silêncios impostos pelos patrões e os futebolistas a falarem apenas quando os deixam ou quando os obrigam. Com a cartilha decorada, se possível.
Orkun Kokçu desfez este paradigma. Importa agora perceber, antes de mais, se esta foi uma medida inteligente da sua parte.
Provavelmente não. Colocar em causa as opções do treinador numa altura altamente sensível da época é, no mínimo, uma prova de egoísmo perante a equipa, tendo em conta que os objetivos são coletivos.
Kokçu arrisca, diz o senso comum, pelo menos dois cenários: deixar de ser opção para Roger Schmidt e/ou pagar uma multa que há de estar prevista no regulamento interno do Benfica.
A multa, por mais que o seu valor constituísse para o comum mortal a independência financeira para o resto da vida, pouco beliscará o turco (sim, ele pertence ao grupo dos principescamente pagos).
Já quanto às opções de Schmidt, poderá ser caso para preocupá-lo, mesmo que jogando poucas vezes na posição 10 que diz ser a dele. A verdade é que tem sido opção.
Por outro lado, se Kokçu tem sido opção é porque faz falta a Schmidt, daí a reação cautelosa do treinador quando, depois de um treino em que esteve com o jogador, disse em conferência de imprensa que ainda não tinha falado com ele sobre o tema. Todos acreditámos, claro.
Por último, mas não menos importante, o Benfica: Kokçu é o jogador mais caro da história do clube, e um investimento de 25 milhões não pode ficar enrolado por causa de uma entrevista. Nem sempre uma corda esticada tem de partir-se. O mais provável é que o caso se fique por uma multa (real ou apenas comunicada) e cada um continue a sua vida. A 10 ou onde o treinador quiser."

Por aqui, Galenos há muitos


"Não há muita diferença de qualidade entre as seleções brasileira e portuguesa. Hoje. Porque, a prazo, a aritmética voltará a impor-se

O Brasil tem a segunda seleção mais valiosa do Mundo, atrás da Inglaterra, e Portugal, a quarta, depois daquelas duas e da França mas à frente da Espanha, dos Países Baixos, da campeã do mundo Argentina, da Alemanha, da Itália e de mais duas centenas delas. Segundo o Transfermarkt, site familiarizado com o assunto, os jogadores canarinhos valem 1,07 mil milhões de euros e a equipa das quinas 939,30 milhões.
Provavelmente nunca na história das duas seleções – à exceção de 1966 e arredores, quando o Portugal de Eusébio e outros astros bateu o Brasil de Pelé e companhia por 3-1 e chegou ao fim em terceiro lugar do Mundial inglês – o equilíbrio entre os sul-americanos e os ibéricos esteve tão próximo em valor de mercado mas, como por essa altura ninguém na redação do Transfermarkt era ainda nascido, não dá para comparar.
Entretanto, esse equilíbrio, fruto de um futebol português que anda a fazer, com certeza, muita coisa bem feita nas seleções, nos clubes, na formação de jogadores e de treinadores, e de um futebol brasileiro que insiste em não tratar as suas já diagnosticadíssimas mazelas, não deve durar.
Não se trata de futurologia ou do tradicional pessimismo fadista lusitano mas de matemática, aritmética, lógica – a longo prazo não se sustenta que um país de 10 milhões de habitantes, mesmo apaixonado por futebol, consiga competir com um país de 213 milhões de habitantes, talvez ainda mais apaixonado por futebol.
A elite do futebol brasileiro, aqueles 25 ou 30 que valem os tais 1,07 mil milhões de euros, podem estar, circunstancialmente, atrás dos 25 ou 30 jogadores dos The Three Lions e apenas ligeiramente à frente dos Les Bleus ou da malta das Quinas, mas se o recorte for mais abrangente os canarinhos já dominariam.
Dito por outras palavras, se somarmos o valor dos 100, dos 200, dos 300 melhores de cada país, já só dá Brasil, com talento aos pontapés até em timecos espalhados pelos obsoletos estaduais.
Dito por outras ainda, a qualidade no Brasil, seleção onde, em 2002, coabitaram Rivaldo, Ronaldo Fenómeno, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, ou, em 2006, os dois Ronaldos e Kaká mais Robinho e Adriano, só para dar exemplos de linhas atacantes recentes, pode estar em crise; a quantidade jamais.
Em conclusão: se Galeno, ouvindo o coração, optou mesmo pelo Brasil, fez bem porque o coração é sempre bom conselheiro; mas se ouvisse a cabeça, que também não é má conselheira de todo, talvez optasse por Portugal. Porque Galenos, aqui no Brasil, há e haverá muitos."

Neurónios?!

Terceiro Anel: Diário...

Simples: FC Porto...

Atypical: Q & A