Últimas indefectivações

sábado, 25 de maio de 2013

Vitória pouco convincente !!!


Benfica 3 - 2 Académica

Não concordo com o treinador, jogámos mal, creio mesmo que faltou atitude. Não sei se as notícias sobre possíveis contratações, terá desmotivado os jogadores, também não sei a expressão 'limpeza de balneário' anda a ser usada... mas isso não pode justificar as muitas desconcentrações. É verdade que o Beto (guarda-redes da Académica), foi o melhor em campo, com várias defesas impossíveis, como já é habitual contra o Benfica, mas o Bebé também teve muito trabalho, e os Estudantes foram muito perdulários. Ainda por cima hoje, os apitadeiros, cometeram erros para os dois lados - portanto também beneficiámos de alguns!!! -, algo raro. Também é verdade que o Gonçalo, e o César estão a recuperar de lesões, e nota-se falta de ritmo. O Joel e o Teka ainda estão de fora. O Marinho teve lesionado durante a semana. Mas exigia-se mais... a equipa continua com pouco dinâmica ofensiva, com jogadores muito parados. Parece que ficam à espera, que o colega resolva as coisas individualmente.
Neste momento o Diece parece-me, finalmente recuperado, e em forma... o patinho feio Diego Sol, também tem sido muito importante...

A jogar assim, contra o Rio Ave, nas Meias-finais, será muito difícil ganhar. Impossível mesmo!!! Os Vila-condenses têm uma equipa cheia de Internacionais, experientes - incluindo o Porco-mor... -, portanto ou acordam, ou nem sequer vamos à Final.

2.º lugar


Benfica 31 - 30 Sporting

Boa vitória, garantindo o 2.º lugar, teria sido demasiado cruel o Benfica ser ultrapassado na última jornada, por este Sporting. O Benfica entrou bem no jogo, com atitude, esteve quase sempre à frente, mas com vantagens curtas. Sendo que ao intervalo a diferença só não foi maior, porque passámos grande parte da 1.ª parte, com 4 jogadores de campo (!!!) - esta dupla de 'Babyfaces' é acima de tudo incompetente, mas... -, a exclusão do Inácio é absurda, isto pouco minutos depois do David Tavares ter levado um murro na barriga, no ar, no momento do remate... e nem sequer falta foi marcada.
No 2.º tempo o equilíbrio voltou a ser a regra, mas nos últimos minutos o Benfica conseguiu uma vantagem boa (30-27), e partir daqui o Benfica tentou controlar o marcador, e mais uma vez, a coisa correu mal... o Sporting empatou (após vários erros nossos) e teve que ser o Carneiro numa penetração aos 6 metros a marcar o golo da vitória, nos segundos finais...
É preciso recuperar o Dario, e o Pedroso para a Taça. Hoje, não jogou o Álamo, o Candeias até esteve bem em grande parte da partida, mas nos últimos minutos esteve mal... Uma nota: será que só agora, no final da época, o Cutura apreendeu a rematar de 2.º linha?!!!

PS: No Andebol, os Juvenis sagraram-se Campeões Nacionais. Mesmo perdendo em casa dos Corruptos, conseguiram manter a vantagem no confronto directo... o trabalho nas camadas jovens, está a começar a dar triunfos.

Bronze e merdices...!!!

Mais um bom resultado para a Telma Monteiro. 3.º lugar no Masters que decorre na Rússia. Onde participam os 16 melhores Judocas por categórica. Começou por derrotar a Americana (Malloy), que derrotou a Telma nos Jogos Olímpicos, depois foi derrotada pela Francesa (Pavia), que nos últimos tempos tem sido 'chata'!!!  Nas repescagens, venceu o 1.º combate por falta de comparência, e na Final para o Bronze, derrotou a velha conhecida Yamamoto, garantido o 3.º lugar (depois do Ouro em 2011, e da Prata em 2012). Parabéns Telma!

PS: Hoje, decorreu em Vila Real de Santo António, o 1.º dia da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Pista, em Atletismo. O Benfica representa Portugal no sector masculino, a meio da prova está em 4.º lugar entre os 8 finalistas. Sem lesões, e com todos os atletas no pico da sua forma, seria possível lutar pela vitória, mas isso é muito complicado, mas o pódio já seria um grande resultado, depois do 5.º lugar do ano passado.
Mas além das contingências normais, o senhor Luís Horta e os seus muchachos resolveram, mais uma vez, prejudicar o Benfica, explico: a ADOP fez um controle anti-doping surpresa, o nosso Vital da Silva (lançamento do Martelo), nesse dia faltou ao treino (como é óbvio não sabia do controle), por acaso no dia anterior no Campeonato Nacional o Vital da Silva tinha sido controlado, aparentemente com um resultado negativo. Mesmo assim a ADOP resolveu suspender o atleta, não podendo representar o Benfica nesta importante competição!!!

Amanhã há mais !!!


Académica 79 - 74 Benfica
20-19, 16-12, 16-26, 15-10, 12-7

Tivemos o pássaro na mão, e nos últimos 2 minutos do tempo regulamentar, ele fugiu !!! O jogo não foi brilhante, voltámos a estar mal no ataque, mas a defesa foi aguentando a equipa... no 3.º período tivemos muito bem, com fluidez no ataque, e quando parecia que íamos partir para um vantagem superior a 10 pontos, os apitadeiros quiseram manter o jogo 'apertado'!!! Mesmo assim, os primeiros 8 minutos do 4.º período foram nossos, mas quando deixamos de atacar o cesto, e passámos a gerir o jogo, a coisa correu muito mal... e de falta em falta a Académica conseguiu empatar... Com 3/24 nos triplos, é difícil ganhar jogos. Com os turnovers infantis, é impossível.
A Académica teve 2 jogadores excluídos por faltas (nós também), mas com critérios imparciais, todos os principais jogadores da Académica, tinham sido todos excluídos, todos... principalmente o poste estrangeiro. Não tenho paciência quando os árbitros, acham que é o dever deles equilibrar aquilo que é desequilibrado. Quando vi o Betinho a ser placado, e empurrado para o chão, violentamente, nos primeiros minutos, e a ser marcada uma simples falta, fiquei esclarecido, a Académica sabe que só consegue equilibrar os jogos, com muita agressividade (tudo normal), agora os árbitros têm é que marcar as faltas, e hoje, foram constantemente ignoradas... e quando em cima disto tudo, ainda se armam em super-zelosos quando é para marcar técnicas ao Benfica...
Como eu já escrevi aqui, o Benfica chega a este final de época, com vários jogadores condicionados. Hoje, o Heshimu não jogou, e o Andrade está claramente diminuído... além da ausência do Seth... somos obviamente favoritos, mas não temos todas as opções disponíveis.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Taça de Portugal não salva a época

"A final da Taça de Portugal é um objectivo importante em si mesmo. Não serve para apagar a desilusão do campeonato, nem para sublinhar o orgulho da prova europeia já não sentida há mais de duas décadas.
Lembro-me bem da tristeza de perder a última final do Jamor contra o Vitória de Setúbal. O Benfica tinha sido campeão oito dias antes no Bessa e, ainda assim, a derrota foi amarga.
Mas lembro-me também da última vitória contra o FC Porto campeão europeu de Mourinho. O Benfica tinha perdido o campeonato para o FC Porto e ainda assim a alegria foi imensa.
A Taça de Portugal vale por si mesmo, não serve para salvar épocas ou para fazer retoques de palmarés. Ganhar a Taça é um objectivo sempre presente no Benfica que desejo e que defendo. No Jamor, palco renovado e já anunciado por Hermínio Loureiro como terreno obrigatório para as próximas edições, exijo um Benfica ao melhor nível. Este será o travo que ficará na boca de todos os benfiquistas durante o defeso.
Acabamos a ganhar ou a perder. Mais que sair do Jamor para o Marquês de Pombal, queremos sair do Jamor para dois meses de esperança a satisfação. O Jamor é também o bilhete para uma desforra, dia 10  de Agosto, com o nosso rival. Domingo, no Jamor, joga o Benfica muita coisa, mas acima de tudo o moral e o ânimo dos seus adeptos.
Parabéns pelo título de juniores, conseguido em Vila do Conde, título que fugia há nove anos (umas vezes em campo outras na secretária).
Na Liga dos Campeões deixo a minha absoluta preferência pelo Bayern, estou cansado de ver o antifutebol a vencer provas. Este Bayern é uma delícia, um hino ao futebol. Na reforma de um Jupp Heynckes que já foi nosso treinador, gostava que ganhassem os vermelhos, essencialmente para defesa do futebol e da justiça."

Sílvio Cervan, in A Bola

O «Rato Atómico» e »Pipi»

"Quatro golos de Rogério desfizeram o entusiasmo dos estudantes numa tarde em que Lisboa fervia de calor. O Benfica dava chapa 5 na final da Taça de Portugal. Voltaria a repetir a façanha nas duas edições seguintes...

NO dia 10 de Junho de 1951, o Benfica venceu a Final da Taça de Portugal, no Jamor, batendo a Académica, por 5-1. No dia 15 de Junho de 1952, o Benfica venceu a Final da Taça de Portugal, no Jamor, batendo o Sporting, por 5-4.
No dia 28 de Junho de 1953, o Benfica venceu a Final da Taça de Portugal, no Jamor, batendo o FC Porto, por 5-0.
Três conquistas consecutivas, todas rematadas a chapa cinco.
Três que podem muito bem ser consideradas quatro, já que em 1950, por via da disputa em Lisboa da Taça Latina, não houve lugar à Taça de Portugal. E no dia 12 de Junho de 1949, o Benfica venceu a Taça de Portugal, no Jamor, batendo o Atlético, aí apenas, por 2-1.
Mas desse jogo já falámos na semana passada, vamos então aos três-vezes-cinco, algo que dificlmente se repetirá na história do Futebol português.
No dia 10 de Junho de 1951, Lisboa viu-se invadida por estudantes. As capas negras brilhavam ao sol e a romaria começou cedo em direcção ao Vale do Jamor. O calor era sufocante, demolidor. Escrevia-se na imprensa da época: «Não foi um grande jogo, sem dúvida. Teve, todavia, aqui e ali, além de laivos de emoção e toques de bola factura de futebol. A A.A. sempre que procurou baixar a bola, deu melhor seguimento ao seu jogo ofensivo. O Benfica, com um Rogério em tarde de brilho, teve quem ordenasse o jogo vindo de trás, de uma defes segura, em regra. Moreira, Arsénio e Rogério, escalonando-se, recebiam a bola vinda da retaguarda e logo lhe davam o devido destino. Para a frente. Mas nem sempre, digamos. Houve muitos lances de rendilhado, sem progressão no terreno (...) O Benfica tirou, pois, boa desforra de há doze anos. Conquistou a Taça por mérito próprio, fazendo na final o suficiente para chegar a uma marca robusta, expressiva, eloquente. (...) Quando terminou o desafio, os 'benficas' seram largas ao seu entusiasmo. Por momentos tivemos a sensação da famosa final da Taça Latina de 1950. Quando Francisco Ferreira apareceu na tribuna de honra com a taça recolheu fartos aplausos. Os benficas deram então largas ao seu contentamento».

A arte de Rogério
PARA chegar à final de 1951, coube ao Benfica afastar o Sporting da Covilhã (4-1 em casa, 5-5 fora), o Marítimo (3-0 fora, 2-1 em casa) e o Atlético, finalista da última edição (5-3 fora, 1-0 em casa).
Depois, na final, os tais cinco-a-um. E os golos enfileiraram-se desta forma: 1-0 por Arsénio, aos 5 minutos; 2-0 por Rogério »Pipi», aos 14 minutos, de grande penalidade; 2-1 por Macedo, aos 26 minutos; 3-1 por Rogério «Pipi», aos 55 minutos; 4-1 Rogério «Pipi», aos 63 minutos; 5-1 por Rogério «Pipi», aos 77 minutos.
Quatro golos de Rogério - quatro! Nem o famoso Bentes, do lado coimbrão, o Dr. Bentes, o «Rato Atómico», foi capaz de ofuscar o brilho de »Pipi».
«O labor de Rogério, ontem em dia de abrir o livro», escrevia-se no «Diário de Lisboa». E prosseguia-se: «Se o seu segundo golo, terceiro do Benfica, fora extraordinário, o que se lhe seguiu andou na mesma bitola. Uma série de fintas, driblando para a direita e para a esquerda, terminando o 'bailado' com um chuto que chegou às malhas».
Com o seu talento, Rogério »Pipi» desfazia a última resistência dos estudantes. Falava-se em révanche. Fora contra a Académica que o Benfica perdera a primeira edição da Final da Taça de Portugal, em 1939. A vingança servia-se fria num prato com cinco golos. Desiludidos, os rapazes das capas negras regressavam às margens do Mondego. Sem razões para lamúrias. Nos anos que se seguiram, o Benfica voltaria a aplicar a receita dos cinco a Sporting e a FC Porto em novas finais do Jamor. Ficam aqui prometidos os pormenores dessas cenas dos próximos capítulos. Até já!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Além do imediato

"Nós, Benfica, perdemos o campeonato no final e a final da Liga Europa também no final. Para a história e estatística fica a frieza do registo e poucos se recordarão das circunstâncias de tais desfechos. Entre o azar, as falhas próprias e os méritos alheios ficou o testemunho de que a justiça não se compadece com o destino. Testemunhámos também que, para além da frieza dos números, há toda uma envolvência que, de forma estranha e praticamente inaudita, levou a que, mesmo no momento de dois duríssimos golpes, tivéssemos visto milhares e milhares de benfiquistas reagir à adversidade, amparando os seus atletas numa comunhão raramente vista nos momentos de ausência de vitória.
Confundir este amparo aos nossos com falta de exigência ou falta de ambição por parte dos benfiquistas é enviesar a leitura da realidade. Nenhum benfiquista se sentiu minimamente satisfeito com o desfecho da época. Todos os benfiquistas ambicionam muito mais do que o que colhemos da época que agora finda. No entanto, também foi notório que a família benfiquista soube reconhecer o empenho e o mérito do caminho percorrido pelos nossos futebolistas e por Jorge Jesus. Só assim se explica que a esmagadora maioria dos benfiquistas defenda a continuidade do treinador. Isto é muito estranho para a realidade do futebol português. É de tal forma inovador que deveria levar os opinadores que acusam os benfiquistas de falta de ambição a tentar ver para além da miopia do imediato. Se assim o fizessem, perceber-nos-iam, pois, pela primeira vez na história do nosso futebol, vemos uma massa adepta feita de milhões de pessoas a olhar para o futebol para além do óbvio. Ou seja, somos agora acusados por fazermos na prática o que esses teóricos andam a pedinchar há anos: termos cultura futebolística para perceber que o futebol não pode ignorar o resultado, mas que não se esgota nos números do mesmo."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

9

Objectivamente (....a saga continua.)

"E a saga continua. Os títulos da Imprensa que ignora ano após ano as malfeitorias do clube das riscas elogia: nove títulos em 11 anos! Tricampeão, outra vez, etc, etc.
Bom, aquilo que se pode dizer depois de mais um dia em que os adeptos do nosso rival não festejaram a sua conquista mas antes a derrota do Glorioso SLB, é que começa a ser redutor ter de engolir com fair-play tudo o que se passa à nossa volta, observando os situacionistas que sempre estão de acordo com tudo o que se passa sem escalpelizar as razões das sem vergonhices do Futebol português!
O FC Porto ganhou mais um Campeonato com ajuda dos árbitros. A época passada foi com um golo em fora de jogo de Maicon no jogo da decisão na Luz. Este ano foi com um penálti assinalado, fora da área, com menu completo: expulsão do adversário e golo! James - que simulou a falta, como se vê em várias imagens elucidativas tropeçando nele próprio, continuou em campo sem amarelo por simulação. O árbitro, Hugo Miguel, continuará de certo a merecer os elogios do Papa por ser tão agradável... trabalho feito sempre em prol da seriedade do Futebol português!
A pouca vergonha continua ano após ano enquanto se eternizar o poder de quem domina o Futebol português. É vergonhoso manterem em competição equipas que não pagam ordenados há meses e conseguem documentação de «limpeza» com a conivência das autoridades da Liga. É vergonhoso manter a impunidade dos árbitros e seus dirigentes quando ano após ano beneficiam sempre o mesmo clube no dia das grandes decisões.
O Benfica terá sempre de jogar três vezes mais que os adversários para ganhar. E ainda bem que é assim. O que não pode acontecer é que o nosso rival ganhe pontos e jogos com ajuda de erros de árbitros como acontece há muitos anos! Alguém tem de parar isto!"

João Diogo, in O Benfica

Orgulho

"1. Foi a palavra mais ouvida aos benfiquistas nos dias que se seguiram à final da Liga Europa. E logo a seguir ao jogo eu já a havia eleito para título da crónica de hoje. Ao longo do jogo, dei por mim a pensar várias vezes: de certeza que os milhões de telespectadores deste jogo por esse Mundo fora estarão neste momento a elogiar o nosso Clube: pelo excelente jogo praticado e pelo entusiasmo dos nossos adeptos. Só faltaram os golos que a exibição da equipa plenamente justificava. E como quem não marca normalmente sofre, eis que acabámos de perder o jogo naquele fatídico minuto 92. Um jogo que merecíamos ter ganho. O Chelsea, campeão europeu em título, foi completamente subjugado. Mas a categoria dos seus jogadores permite-lhes aproveitar qualquer oportunidade, qualquer distracção. Custa perder assim. Mas sentimo-nos orgulhosos da equipa, dos adeptos que lá estiveram. Foram todos uns heróis.
Outra constatação agradável, apesar da derrota: sentimos que o Clube está cada vez mais forte e que a nossa 10.ª Final europeia não tardará. Esperando que, então, não continuemos a ter a sorte como adversária. A sorte que nos tem perseguido: depois dos dois títulos europeus de 1961, com o Barcelona (com alguma sorte, reconheça-se), e de 1962, com o Real Madrid (indiscutível), houve a lesão de Coluna (atingido por um adversário); em 1963, com o Milão (jogámos praticamente com 10 homens - não havia substituições); houve o 'frango' e a lesão do guarda-redes Costa Pereira em 1965, com o Inter, em... Milão (teve que ir o defesa-central Germano para a baliza!); houve o falhanço incrível de Eusébio mesmo no final do tempo regulamentar em 1968, com o Manchester, levando o jogo (disputado em... Londres) para prolongamento; houve o desempate por grandes penalidades em 1988, com o PSV, jogo em que não contámos (por lesão dias antes) com Diamantino, então jogador fundamental. Só em duas outras finais não temos razão de queixa: na Taça UEFA, com o Anderlecht, e na Taça dos Clubes Campeões Europeus, com o Milão de Baresi, Costacurta, Maldini, Ancelloti, Rijkard, Gullit, Van Basten...
A sorte não estará sempre de costas voltadas nas nossas finais europeias.

2. Última jornada do Campeonato. Jogo decisivo. Aos 20 minutos, falta inexistente e fora da área é transformada em grande penalidade, com expulsão do defesa da equipa adversária, que fica 70 minutos (mais os descontos) a jogar com menos um. É mais um título 'à FC Porto'!..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Recordar é viver (VII)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

91 minutos à Benfica

"Tenho para mim que enquanto esta geração de árbitros do apito dourado se mantiver de pé até ao último homem, o Benfica só ganha um campeonato de cinco em cinco anos.

TENHO dado por mim a pensar com alguma frequência numa certa coisa. Precisamente nisto: no futuro, mais ou menos próximo e traga ele o que trouxer, como recordarão benfiquistas esta época de 2012/2013? 
Calma. Escusam de me vir lembrar, pressurosamente, que ainda falta a final da Taça de Portugal. Eu sei. É já no próximo domingo à tarde no Jamor, como manda a tradição.
O Benfica vai jogar a sua última final da época com o Vitória de Guimarães de Rui Vitória. Só dizer isto, o Vitória de Guimarães de Rui Vitória é, podem crer, expressão franca de elogio ao trabalho de um treinador que fez renascer a alma vimaranense para as emoções maiores do futebol.
Para cúmulo chama-se, ele próprio, Vitória de apelido.
Nos momentos de maior pessimismo que, inevitavelmente, se seguiram e se continuam a seguir aos injustos desaires no campeonato nacional e na Liga Europa tem havido ocasiões em que até o apelido do treinador do Vitória de Guimarães me causa, confesso, calafrios.
E nem é preciso dar grandes largas à imaginação. Basta só deitar-me a imaginar o dia seguinte, em caso de vitória do Vitória de Rui Vitória, e as grandes parangonas nas primeiras páginas dos jornais com VITÓRIA & VITÓRIA em letras garrafais sobre um fundo de festivos papelotes brancos e pretos, as cores de Guimarães no que ao futebol diz respeito.
Esqueçamo-nos por momentos da final da Taça de Portugal. Até porque já sabemos o que nos espera. Se o Benfica a ganhar, como espero que aconteça, com todo o respeito pelo Vitória de Guimarães, os nossos rivais vão imediatamente desvalorizar o troféu porque é do seu interesse acentuar e pôr toda a tónica na desdita que nos caiu em cima nos jogos com o Estoril, com o FC Porto e com o Chelsea (por esta ordem). 
Se o Benfica ganhar a Taça de Portugal, coitada da Taça de Portugal, lá se vão os pergaminhos da vetusta competição que, na retórica, passa a ter menos importância do que a Taça da Liga num abrir e fechar de olhos. A acontecer, não se enervem benfiquistas. Seria precisamente o que faríamos, sem dó nem piedade, aos nossos rivais passassem eles por semelhantes tormentos.
Se o Vitória de Guimarães sair vencedor do Jamor, também já sabem o que nos espera, não é verdade? A Taça de Portugal é promovida a Liga dos Campeões. E nós bem tramados com o que vamos ter de ouvir. 

SÃO estas razões mais do que suficientes para deixar de lado, e já não era sem tempo, a questão da Taça de Portugal – que seja uma festa, um grande jogo e que vença quem for melhor! – e voltarmos ao assunto do início.
No futuro, venha o que vier, como recordarão benfiquistas esta época de 2012/2013?
O 92 virá inapelavelmente à colação. O Benfica perdeu o campeonato nacional ao minuto 92 no Porto e perdeu um título europeu que persegue há mais de meio século ao minuto 92 na Arena de Amesterdão. Por não trazer qualquer espécie de novidade nem acrescento de monta a esta conversa, nem é preciso grande demora a elogiar todo o saber estar dos nossos adeptos nestas horas más. Foram maravilhosos. Já se sabia. 
Aliás quanto mais o Benfica é do Benfica e quanto mais está entregue ao Benfica, melhor é o Benfica. Isto também já se sabia mas convém sempre recordar.
E de árbitros? O que dirão, no futuro, os benfiquistas dos árbitros de 2012/2013? Julgo que, por exemplo e para variar, Pedro Proença vai passar incólume. Deve agradece-lo e muito a James Rodriguez que, já perto do fim do clássico no Porto, falhou escandalosamente no frente-a-frente com Artur depois de uma arrancada em posição, convenhamos, de flagrante irregularidade.
Poderão, porventura, referir-se, no futuro, a este título do FC Porto como o do ano das cinco mãos ou, de forma mais personalizada, como o campeonato do Hugo Miguel. Mas para quê? No futuro, benfiquistas, não percam tempo com essas coisas que só nos ficam mal porque esse continuado lamento até nos passa um atestado de incompetência (crónica).
Hugo Miguel é um árbitro como outro qualquer. Tem dias bons e tem dias maus. De acordo com um antigo balanço feito pelo Público ao processo de corrupção que abalou o nosso futebol, Hugo Miguel foi um dos árbitros sobre os quais caíram vagos indícios dourados mas a situação acabou por ser arquivada porque a má qualidade de som da escuta impediu que a matéria em causa pudesse ser analisada pela equipa de peritos.
Irrelevâncias. E dal forma irrelevantes que não impediram o árbitro em causa de vir a ser promovido à primeira categoria. Há coisa de um ano, Vítor Pereira, o presidente dos árbitros, não o treinador do FC Porto, afirmou numa entrevista que «esta geração de árbitros já não é a dos quinhentinhos». Tem toda a razão. Não é mesmo.
No entanto, ainda é de forma substancial a geração do apito dourado. Tenho para mim, por ser supersticiosa, que enquanto esta geração de árbitros contemporânea do apito dourado se mantiver de pé até ao último homem, o Benfica só ganha um campeonato de cinco em cinco anos. Oxalá me engane.

TENHO, no entanto, por certo que os benfiquistas recordarão, no futuro próximo e no distante, que a época de 2012/2013 coincidiu com a passagem pelo Benfica de um jogador sérvio absolutamente notável chamado Matic. Tivesse o Benfica sobrevivido ao minuto 92 no Porto, posso garantir que estaria agora a escrever que este tinha sido o campeonato do Matic.
Como não sobreviveu, vejo-me forçada a escrever, com muita pena, que este foi decididamente o campeonato do Kelvin, pela importância astronómica dos golos do jovem brasileiro nos jogos contra o Sporting de Braga e contra o Benfica. Antes isto do que passar os próximos meses a chorar o campeonato do Hugo Miguel.
Os benfiquistas mais inclinados para as questões prementes da equipa de futebol – e julgo que serão todos – recordarão esta época como aquela em que o Benfica não colmatou minimamente as inevitáveis vendas de Javi Garcia e de Axel Witsel e entregou durante o ano inteiro o trabalho no miolo a dois homens – ao tal Matic e ao adaptado Enzo Pérez.
Ambos deram tudo o que tinham e também o que não tinham. Obrigada. Mas sempre que foi preciso ir buscar ao banco gente para os substituir, a coisa correu mal porque nem Carlos Martins nem Pablo Aimar alguma vez se mostraram em condições de estar ao nível da primeira linha.
Muitos recordarão assim esta época em que o Benfica jogou com autoridade e brilho durante meses a fio mas em que viria a claudicar nos momentos decisivos porque a sua segunda linha, quando foi chamada, ficou muito longe da primeira linha por razões que saltaram à vista. E nem percam tempo a apontar o dedo a Roderick no golo de Kelvin nem a Jardel no golo de Inanovic. Não é com estas coisas que se deve perder tempo.
Quanto ao passado, estamos conversados.
Quanto ao futuro, ninguém o conhece, excepção feita ao bruxo de Fafe. Mas dá-me ideia de que o bruxo de Fafe está comprado porque apita sempre para o mesmo lado.
Sei, no entanto, como gostaria de recordar, daqui a alguns anos, esta época do Benfica. Assim:
Como a última época antes da grande viragem, a época em que se estreou André Almeida como titular, a época em que se aprendeu que são dispensáveis conferências de imprensa a dizer mal dos árbitros quando o Benfica até seguia na liderança com 4 pontos de avanço a poucas jornadas do fim e depois da Capelada do derby, a época em que os nossos adoráveis adeptos confortaram os nossos jogadores nas horas de infortúnio, a época em que, depois de tanta lágrima, o presidente renovou o contrato com o treinador porque sabia que estava no caminho certo. E o tempo deu-lhe razão.
E já faltou mais tempo. Este ano estivemos perto. Depois de uma longa caminhada já chegámos ao patamar dos 91 minutos à Benfica. Penso que com mais 2 ou 3 minutinhos dá-se a volta à coisa e não tarda."

Leonor Pinhão, in A Bola

No vale do J(amor)

"Não há como contornar o tema, existe todo um universo benfiquista em depressão. As expectativas eram altas, altas mas legítimas, condições havia para uma temporada que ficasse com marca substantiva no historial centenário do Clube. O final foi penoso, penoso e cruel, o Benfica não merecia um fecho de época tão doloroso.
Fomos a melhor equipa nacional ao longo do ano competitivo. Para não variar, as razões de queixa são múltiplas. Ainda no último embate do nosso antagonista directo, um penálti anedótico, mais uma expulsão intrujona, abriram caminho para o triunfo do FCP. Mais tarde, um penálti tão verdadeiro como verdadeiro é a terra girar à volta do sol, foi sonegado ao Paços de Ferreira. Assim, convenhamos, é fácil. O 'sujinho, sujinho, sujinho', da lavra de Vítor Pereira, técnico azul, deveria ter sido proferido depois de se ver ao espelho. Isso é que era 'limpinho, limpinho, limpinho'.
Agora, vamos ao Jamor, ainda há uma competição para vencer. De resto, um troféu que tem escapado ao Benfica nos últimos anos. Vamos para ganhar? Só podemos. Temos que ganhar? Só podemos.
Ainda no pretérito domingo, mesmo em desvantagem no marcador, frente ao Moreirense, na Luz, os nossos aficionados não exibiram manifestações, mais ou menos ruidosas, de aspereza. Esta temporada, para que conste, marca um exemplo de empenho e militância benfiquista que chegou a ser comovente.
Na final da Taça de Portugal só pode ser assim. Com humildade, que o mesmo é dizer: respeito pelo V. Guimarães, imposta encerrar o ciclo vitoriosamente. Teremos fervor na plateia, precisamos de superioridade no campo. E, em seguida, faremos a festa. Dá para salvar a época? Dá, pelo menos, para mitigar os danos recentes. Ademais, no vale do J(amor)..."

João Malheiro, in O Benfica

Campeonato Miguel

"Na antevisão à última jornada do Campeonato, tive oportunidade de dizer, na nossa Benfica TV, que para fundamentar a esperança na conquista do título, precisaria de ter a certeza de que nada de anormal se passaria no outro estádio onde se jogavam as grandes decisões. Não foi necessário esperar muito tempo para confirmar os meus piores receios.
Aos vinte minutos da partida da Mata Real, o mesmo indivíduo que na temporada passada, em Coimbra, transformara um claríssimo penálti sobre Aimar numa falta contra o Benfica, resolveu, desta vez, transformar um cartão amarelo por simulação de James Rodriguez fora da área, numa grande penalidade a favor do FC Porto, com expulsão do defesa pacense. Percebi, de imediato, que não valia a pena sonhar. A realidade mantinha-se, igual a si mesma, como há já muitos anos nos habituámos a ter de suportar.
Concluído o Campeonato, gostava, com sinceridade, de poder atribuir a perda do Título apenas ao mérito do adversário, ao cansaço dos jogadores do Benfica, ou simplesmente ao azar. Porém, ao lembrar-me de Carlos Xistra em Coimbra, de Pedro Proença na Choupana, e, sobretudo, deste Hugo Miguel em Paços de Ferreira, não sinto que o possa fazer. Este, para mim - que também tenho direito a usar alcunhas - ficará na memória como o Campeonato Miguel.
Depois de vermos fugir o Título deste modo, depois de perdermos a Liga Europa (essa sim, de forma limpa, honrada, mas meramente infeliz), resta-nos a Taça de Portugal. Não a encaro como um consolo, ou como um prémio menor. Pelo contrário, vejo-a como uma competição importante e bonita, que há muitos anos escapa ao Glorioso, e que quero fervorosamente vencer. Além de que, terminar a temporada com um troféu nas mãos, parece-me ser o mínimo que a justiça pode fazer ao brilhante futebol que a nossa grande equipa apresentou durante meses. Esperemos que desta vez não haja Miguéis a condicionar o jogo, e que a grande festa do Jamor seja limpinha. Pois o Campeonato, depois de tanta conversa, acabou bem sujinho.

Luís Fialho, in O Benfica

A festa da Taça

"Já aqui escrevi que a Taça de Portugal é a competição de cariz mais democrático. Por várias razões: permite encontros entre grandes e pequenos, entre primodivisionários e escalões secundários, entre clubes do litoral e do interior, entre grandes estádios e diminutos campos desportivos. Mas também porque sendo jogos a eliminar, aumentam as probabilidades de grandes surpresas, que numa Liga seriam impossíveis. Por exemplo, neste século, entre dois dos três grandes, só houve duas finais: Benfica 2 - Porto 0 (2004) e Porto 0 - Sporting 2 (2008). Lá fora, é frequente ver modestos clubes a ganhar a Taça. Ainda há dias, na mais célebre e clássica Taça com final em Wembley, o poderoso Manchester City perdeu com o despromovido Wigan.
É certo que magia da Taça de Portugal perdeu algum brilho, com a profusão de taças de taças e tacinhas e com a acrescida relevância dos jogos do itinerário europeu. Mas, mesmo assim, a final no Estádio Nacional é sempre o epílogo alegre e festivo de uma temporada.
No domingo, o Benfica regressa ao Jamor. A última foi em 2005 derrotado pelo Vitória de Setúbal, oito dias depois de ter vencido o campeonato, tendo ganho no ano anterior com um adversário bem mais difícil, o FCP de Mourinho.
De há muito tempo a esta parte, o Benfica teve finalmente uma semana entre dois jogos. É favorito, oque, por si só, nada garante. Esteve em 33 finais das quais ganhou 24. E o Vitória de Guimarães regressa dois anos depois e atinge a sua sexta final que nunca venceu. Taça é sempre Taça. Imprevisível. 90 minutos (mais os agora temidos descontos...) com ou sem prolongamento para decidir o vencedor do troféu."

Bagão Félix, in A Bola

Os roubos e os ladrões

"Com o aproximar do fim da época desportiva, começam a surgir notícias infundadas, mas com propósitos claros cuja autoria deve ser imputada a pessoas pouco sérias e com natural interesse na divulgação deste tipo de especulações.
Assim, em relação ao interesse do Sport Lisboa e Benfica no jogador Carlos Eduardo, a Benfica SAD vem esclarecer que não há nem nunca houve qualquer intenção em adquirir este atleta para o plantel.
Os responsáveis do Estoril podem esclarecer, se assim quiserem, os jornalistas e restantes opinadores sobre quem é que sempre mostrou interesse, bem como a identidade do “novo” empresário que negociou em nome do clube que ficou com os seus direitos económicos e desportivos.
Em nome da transparência, seria bom que esse esclarecimento surgisse. Seria igualmente positivo entender as motivações de alguns jornalistas que escrevem por inspiração do espírito santo de ouvido.
Mais se informa que nomes como os de Duvan Zapata, Gonçalo Santos, Jefferson, Juan Quintero, Ruidíaz e outros tantos, não fazem parte dos planos do Sport Lisboa e Benfica.
A planificação da próxima época desportiva está há muito tempo feita e não se compadece nem com acções repentistas nem com notícias ‘plantadas’ por alguns agentes desportivos em alguns meios de comunicação, razão pela qual os próprios jornalistas devem passar a filtrar melhor as muitas informações que certamente lhes vão continuar a fazer chegar ou então assumir a cumplicidade com alguns responsáveis de clube."

"Pig Style"

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Não havia necessidade...

"Uma originalidade do nosso futebol. Mais uma. Um árbitro decide encurtar o campeonato (no que se refere ao campeão) para 29 jogos e 22 minutos. Para que não houvesse dúvidas Hugo Miguel resolveu - certamente com a melhor das intenções e justiça - inventar um penalty e expulsão, não fosse o diabo tecê-las. O mesmo árbitro que, na época anterior, fez vista grossa a um claro penalty sobre o Aimar em Coimbra e que, assim, deu azo ao embalo dos costumeiros. Não havia, pois, necessidade...
O certo é que se pouparam na Mata Real beta-bloquenates e benzodiazepinas, o que agrada ao Ministério da Saúde e a Vítor Gaspar. É caso para se dizer que o minuto 22 a todos deu jeitinho, jeitinho, jeitinho! E estão de parabéns os Vítor Pereiras: o do norte e o da arbitragem. Nestas coisas de 11 jogadores contra 11, não há nada como simplificar ao minuto 22. Significativo foi também o facto de o competente técnico do Paços nada ter balbuciado sobre o inventado penalty. O respeitinho é muito bonito e - quem sabe - até pode haver contracto à vista.
O Benfica, consciente de que tudo estava traçado, cumpriu no domingo os serviços mínimos. O Sporting alcança a pior classificação de sempre (7.º), assim ultrapassando o Benfica (que uma vez foi 6.º), mas ainda não chegando ao 9.º lugar do amigo do Norte.
Parabéns ao P. Ferreira que assegurou o 3.º lugar com... onze jogadores e ao carrasco do Benfica - o Estoril - que teve uma histórica classificação e jogou bom futebol.
Por fim, num momento eufórico um nortenho deputado da Nação que faz a sua vida no Magrebe (Lisboa) foi insultuoso. Um verdadeiro senhor na vitória. Parabéns."

Bagão Félix, in A Bola

Vitória chochinha

" “É uma prova com 16 equipas e 30 jogos – e no fim o campeão é o FC Porto.” Assim se podia definir a Liga portuguesa.
Aconteça o que acontecer, o Porto é (quase) sempre campeão. O Benfica pode jogar melhor, marcar mais golos, ter um futebol mais entusiasmante, mas não serve de nada.
Na véspera do jogo com o Estoril, o treinador portista tinha dito que o Benfica ganharia “de qualquer maneira”. Afinal foi o Porto a ganhar de qualquer maneira em Paços de Ferreira. De um erro clamoroso do árbitro à passividade da equipa da casa, viu-se de tudo na capital do móvel. “Ou vai ou racha”, é o lema do Dragão.
Que diferença entre o Estoril que empatou na Luz e o Paços de domingo passado! Uns pareciam ter tomado cafés duplos, corriam endiabrados, os outros pareciam encharcados em Xanax.
De todos os modos, pode dizer-se que esta época acrescentou prestígio ao Benfica, que brilhou nacional e internacionalmente, e não trouxe quase nada ao FC Porto. A prova disso é que o Benfica quer conservar o treinador, mesmo perdendo, e o Porto quer despedi-lo, mesmo ganhando. Sente-se que o Benfica está em crescendo e o Porto em declínio. Matic e Lucho ilustram esta verdade: um evoluiu e mostra-se pujante, o outro é um talento já cansado.
Esta vitória do Porto no campeonato faz lembrar o título de Trapattoni no Benfica: os portistas festejaram mas não gostarão de recordar esta época. Foi um êxito envergonhado. Uma vitória chochinha, chochinha. Agora, para a época terminar “em beleza” para o Benfica, só faltava perder a Taça de Portugal no minuto 90+2."

"Singing in the Pig House" !!!

terça-feira, 21 de maio de 2013

A máquina só emperrou no Jamor

"Benfica, 7 - Boavista, 1; Benfica, 13 - Académico de Viseu, 1; Benfica, 9 - Marítimo, 3; Vitória de Setúbal, 0 - Benfica, 5. UFA! Trinta e quatro golos em quatros jogos!!! Foi este o caminho para a Final da Taça de 1948/49. Depois, 2-1, ao Atlético...

A Final da Taça de Portugal está aí, quase, quase a jogar-se. Virá talvez a propósito relembrar episódios relacionados com a prova, e com o Benfica. Naturalmente, que são muitos, ou mesmo mais do que muitos, não fossemos encarnados os grandes açambarcadores de Taças em Portugal.
Ora bem, na época de 1948/49 o Benfica jogou a Final contra o Atlético, vencendo, por 2-1. Em 1949/50, por via da disputa em Portugal da Taça da Latina (que o Benfica também ganhou), não houve espaço para a Taça de Portugal, retomando-se a prova em 1950/51, com nova vitória do Benfica, desta vez frente à Académica de Coimbra, por 5-1. Em 1951/52, a Final da Taça é disputada entre os dois velhos rivais de Lisboa: Benfica, 5 - Sporting, 4. Finalmente, em 1952/53, é vez de o Benfica jogar a Final frente ao FC Porto: 5-0.
Melhor era impossível: quatro edições da competição, quatro vitórias. E as últimas três finais todas com «chapa cinco».
Impressionante a forma como o Benfica atingiu a Final de 1949! Ora vejam: Benfica, 7 - Boavista, 1; Benfica, 13 - Académico de Viseu, 1; Benfica, 9 - Marítimo, 3; Vitória de Setúbal, 0 - Benfica, 5. UFA! Trinta e quatro golos em quatros jogos!!! Uma daquelas marcas impossível de igualar. Rogério «Pipi» marcou nove, Corona marcou oito, Arsénio marcou sete, Espírito Santo marcou seis... Avançados insaciáveis. Curioso, no entanto. Chegados ao Jamor, os goleadores 'encarnados' pareceram emperrar a máquina, tantos foram os remates perdidos, os oportunidades desperdiçadas. Além disso, reconhecia em uníssono a Imprensa da época, o Atlético tivera uma defesa de grande categoria e um guarda-redes inspirado, Correia de seu nome. Mas, convenhamos quem andara a espancar opositores uns atrás dos outros até chegar ao Jamor fizera cair sobre os seus próprios ombros a responsabilidade de continuar a saga. Não foi bem assim...

Golos ao cair do pano
Faltou ambiente  escrevia-se. Talvez fosse uma das razões para o menos acerto. O público não respondeu à chamada, o estádio estava meio vazio. Respinguem-se umas palavras de aqui e de ali: «Talvez por acaso, talvez porque se questionam os regulamentos da Taça de Portugal, talvez ainda porque não apareceu em 1949 a 'final mais desejada', faltou alegria no Vale do Jamor. Faltou ambiente, certeza de que poderia ver-se um encontro renhido, autêntico partida decisiva de Final de época».
Apesar de tudo, o resultado foi meio mentiroso, deixando pairar no ar uma ideia de equilíbrio que não existiu: «O Benfica poderia ter obtido bem mais do que o 2-1 se os seus avançados atinassem com os remates à baliza de Correia. Este, que durante muito tempo defendeu bem e com felicidade  veio todavia a ser vítima da sua audácia pois estava bastante fora das redes quando Corona e Rogério o bateram com dois tentos em um minuto - o suficiente para afastar o espectro do prolongamento. E ainda para servir a ideia de termos assistido a um desafio equilibrado, marcou o Atlético mesmo no declinar do encontro o melhor golo do desafio...»
Nada como as palavras de quem assistiu in loco a tudo o que se descreve para endurecer a verdade dos parágrafos.
Aos 79 minutos, Corona faz 1-0; aos 80, Rogério «Pipi» faz 2-0; aos 90, Armindo Silva faz 2-1.
A Taça de Portugal é do Benfica. «Não se pode pensar de outra forma: - o destino, ou a lei do mais forte antecipou-se e colocou a vitória e a taça nas mãos de quem mais a mereceu», assinava Rodrigues Teles na sua prosa. E concluía: «Joga muito mais o Benfica. O Atlético também é capaz de melhor façanha. No primeiro, esquecendo a discutida falta de remate e até descrença, vários jogadores estiveram à altura habitual - Francisco Ferreira, Moreira, Félix, Jacinto e Fernandes, por exemplo. No segundo, toda a gente da retaguarda (Correia, famoso aqui e desejado além) e mais Ben David e Martinho».
A veia goleadora do Benfica parecia ter-se esgotado durante as eliminatórias. Valia a eficácia, agora e na hora da vitória..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Lixívia 30

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........77 (-6 ) = 83
Corruptos......78 (+7 ) = 71
Braga...........52 ( +1 ) = 51
Sporting.......42 (+12 ) = 30


Não há muito a dizer, já me alarguei na crónica ao jogo com o Moreirense: fica para memória futura, mais um Campeonato Roubado, desta vez com mais uma 'Miguelada' na última jornada, em mais um mergulho do James (que por acaso nem devia ter jogado este jogo, já que na jornada anterior, simulou várias faltas, que mereciam a mostragem de cartões amarelos!!!), até no estrangeiro já sabem do que a casa gasta!!!

Mas uma das coisas que me irrita tanto (ou mais) - quanto os roubos -, são os 'mansos'!!! Aqueles que em nome do desportivismo, e do saber perder (não querem ser confundidos com os fanáticos!!! Vá-de recto satanás!!!), preferem entrar pelo caminho da caça às bruxas internas. Depois das eleições no início da época foram obrigados, pelas evidências, a enfiar as violas aguçadas no saco. Antes das eleições foi um fartar de vilanagem, valeu tudo... agora, vamos para outro defeso no mesmo tom... e se por acaso o Benfica não vencer a Taça para a semana, nem quero imaginar...!!! Foi o Estoril, foi o Jesus, foi o Artur, foi o Vieira, foi o João Gabriel, foi o amadorismo, foi... é o 'eu bem avisei...', 'eu sabia...', é o regresso dos iluminados!!!
Uma das coisas que me faz mais confusão, é quando acusam a estrutura do Benfica (incluindo treinador e jogadores...) de supostos erros, deficiências, ou outras cosias do género... estão a afirmar que esses mesmo erros, não são cometidos pelos outros, especialmente pela Organização Criminosa-Mor?!!! Também não sei, se quando acusam o treinador de erros na formação do 11, nas substituições... estão a garantir que nenhum outro treinador, noutra qualquer equipa, não comete os mesmos erros?!!! É que as criticas que estão a ser feitas (e vão continuar a ser feitas), insinuam que a única forma do Benfica vencer o Campeonato, é vencer os 30 jogos!!! E mesmo assim não sei... porque se calhar o CD da FPF ainda vai descobrir nos regulamentos um artigo, que atribua 1 ponto bónus aos Corruptos!!!
Parece que nem se apercebem que quando o Benfica fazia Campeonatos à volta dos 50 pontos, os Corruptos faziam 60 e tal, e eram Campeões, quando o Benfica começa a fazer Campeonatos perto ou acima dos 70 pontos (com claras evidências de melhorias no plantel e no treinador...), os Corruptos, sobem para os 80. Isto sem que seja reconhecido, por ninguém, que os plantéis e treinadores Corruptos, sejam melhores do que os anteriores, os tais que faziam os 60 e tal pontos!!!
Vivemos numa república das bananas, vivemos no país mais Corrupto da UE (é oficial!!!), portanto não compreendo qual é o problema de reconhecer que a ausência de mais títulos pelo Benfica, deve-se simplesmente, à actuação impune de uma organização criminosa mascarada de clube... que por acaso já foi apanhada, já foi condenada, mas que continua a trabalhar, com as mesmas personagens, com total impunidade... e sem vergonha nenhuma. Basta usar o ranking da UEFA como indicador comparativo, das últimas 4 épocas, as épocas do Jesus, para verificar a superioridade efectiva do Benfica. Sendo que o Benfica não está melhor no ranking da UEFA, porque os compromissos internos nunca permitiram apostar tudo na UEFA. E já agora na UEFA, os pontos conquistados pelo Benfica, em várias partidas, foram conseguidos contra os 'amigos' do Proença!!!
Também é engraçado, que nas criticas ao Vieira, não seja apresentado, uma solução real, prática, para resolver este problema. A não ser as insinuações, de alguns, que parecem querer que o Benfica recorra aos mesmos meios que os Corruptos para vencer.

Dos outros: os jornaleiros avençados, ou dos papagaios Corruptos, não fico surpreendido. as próximas semanas vão servir para lavar tudo. A memória é curta, e o carácter nulo...

Em Paços o jogo ficou resolvido aos 20 minutos, com um penalty inexistente, e respectiva expulsão. Não houve contacto, e a ter existido seria fora da área. As facilidades foram tantas, que até deu para expulsar um jogador Corrupto (logo após o 0-2; não existe fora-de-jogo neste golo), deve ter sido para a estatística!!! Aqui fica um resumo da época, muito curto (pelo menos até ser apagado!!!):

Campeões 2012/13 da corrupção por HugoGill

Na Luz, tivemos um fiscal-de-linha que na 1.ª parte deixou passar vários foras-de-jogo ao Moreirense. Curiosamente a Sport TV não mostrou uma única repetição destes lances!!! O árbitro foi permissivo nos lances a meio-campo, e deixou o Moreirense marcar rapidamente um livre, que por acaso deu no golo do Moreirense. Situação que quando é a favor do Benfica, nunca é permitida. No último minuto do jogo, tivemos um golo anulado ao Benfica (grande golo do Lima)!!! O lance é claro, na bancada vi claramente a bola dentro da baliza, mas o tal fiscal-de-linha, devia estar a pensar na Fruta!!!

Não vi os outros jogos, mas parece que nada de importante se passou...

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Manuel Mota, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
22ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Guimarães(f) V(4-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
24ª-Rio Ave(c) V(6-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
25ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Sporting(c) V(2-0), Capela, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
27ª-Marítimo(f) V(1-2), Manuel Mota, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
28ª-Estoril(c) E(1-1), Paulo Baptista, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
29ª-Corruptos(f) D(2-1), Proença, Nada a assinalar
30ª-Moreirense(c) V(3-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Corruptos(c) E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Académica(f) E(1-1), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
23ª-Setubal(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
24ª-Braga(f) V(2-3), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
25ª-Moreirense(c) V(3-2), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
26ª-Benfica(f) D(2-0), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
27ª-Nacional(c) V(2-1), Jorge Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
28ª-Paços de Ferreira(f) D(1-0), Proença, Beneficiados, Sem influência no resultado
29ª-Olhanense(c) V(1-0), Benquerença, Nada a assinalar
30ª-Beira-Mar(f) V(1-4), Duarte Gomes, Nada a assinalar 

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicados, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(0-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
21ª-Sporting(f) E(0-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Estoril(c) V(2-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
23ª-Marítimo(f) E(1-1), João Capela, Beneficiados, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
24ª-Académica(f), V(0-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Impossível contabilizar
25ª-Braga(c), V(3-1), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
26ª-Moreirense(f), V(3-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
27ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
28ª-Nacional(f), V(1-3), Cosme, Beneficiados, Impossível contabilizar
29ª-Benfica(c), V(2-1), Proença, Nada a assinalar
30ª-Paços de Ferreira(f) V(0-2), Beneficiados, Impossível contabilizar

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicados, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
21ª-Olhanense(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
22ª-Marítimo(c) V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar
24ª-Sporting(c), D(2-3), Jorge Sousa, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
25ª-Corruptos(f), D(3-2), Proença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Académica(c), V(1-0), Hugo Miguel, Nada a assinalar
27ª-Estoril(f), D(2-1), Bruno Paixão, Prejudicados, (2-2), (-2 pontos)
28ª-Moreirense(f), V(2-3), Benquerença, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
29ª-Nacional(c), D(1-3), Xistra, Nada a assinalar
30ª-Setúbal(f), V(0-1), Soares Dias, Nada a assinalar

LINK's
Épocas anteriores:

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Orgulho e saudade

"Em Amesterdão, perdi no relvado, eu sei. Mas, goleei nas bancadas. Eu senti. Perdi o jogo. Mas, o Benfica foi lutador, corajoso e empenhado!

(...)
2. Estive em Amesterdão. Como milhares de benfiquistas. De todas as partes da Europa. E estive ao vivo, como nas últimas finais em que o Benfica participou. Em todas elas, parti com grande entusiasmo e fervor. Nesta, regressei com um verdadeiro sabor amargo. Mas, com um imenso orgulho benfiquista. Perdi no relvado, eu sei. Mas, goleei nas bancadas. Eu senti. Perdi o jogo. Mas, o Benfica revelou-se uma equipa lutadora, corajosa e empenhada. Como a generalidade dos comentadores europeus reconheceu. Os jogadores e Jorge Jesus mereceram os aplausos no final e merecem, hoje, ao final da tarde, uma saudação prolongada. As bancadas da Arena de Amesterdão estremeceram com os nossos cânticos e com a nossa fé. Os homens e as mulheres do futebol europeu ficaram convencidos, eu escutei, e de vez, que o Benfica é «mais do que um clube». É uma instituição, é uma força colectiva que enche estádios e que provoca audiências televisivas impressionantes. E o futebol de hoje, esta indústria do futebol, combina a pujança real dos adeptos com a força dos números televisivos. Mostrámos, assim, em Amesterdão, a força da nação benfiquista. Antes, durante e após o jogo. E com esperança e com visão estratégica, voltaremos, brevemente, a uma final europeia. Com a vontade de a conquistarmos. Mas, com a certeza que, de novo, honraremos o Benfica e o futebol português!
(...)"

Fernando Seara, in A Bola

A base está montada

"Terminou mais um campeonato e o FC Porto voltou a fazer a festa. Impressionante a colheita de títulos dos dragões no passado recente, conquistando assim a plena hegemonia a nível nacional.
Mas se na época passada já se falou mais em demérito do Benfica do que mérito dos dragões, então esta temporada as coisas ganham outros contornos. Isto porque as águias conseguiram, através de bom futebol e de grandes exibições, criar todas as condições necessárias para reconquistarem a Liga Portuguesa e acabam por perdê-la num empate em casa frente ao Estoril. Sim, porque por muito que se fale do golo de Kelvin no último minuto, foi frente à equipa canarinha que os encarnados acabaram por entregar o título ao rival da Invicta.
Aprender com os erros e reflectir no que aconteceu é mais do que obrigatório. Há motivos para tristeza, claro que há. Mas também há razões para o universo benfiquista estar optimista e perceber que não se deve fazer soar o alarme. A base está construída, Jorge Jesus é um treinador do melhor que há em Portugal e, com alicerces tão fiáveis, é impossível não encarar o futuro com optimismo  E pelo que se tem visto nos últimos dias, os próprios adeptos do Benfica percebem que não é com uma limpeza ou com o desmontar da estrutura, como acontecia sempre que os resultados desportivos não eram os esperados, que a equipa terá sucesso no futuro. As mentalidades para os lados da Luz mudaram. Manifestações de carinho como se viram depois dos jogos com o FC Porto, Chelsea e Moreirense são um sinal claro de que existe um Benfica unido e ciente de que a única forma de voltar aos sucessos é continuar com este projecto e com Jorge Jesus ao leme do emblema lisboeta. Só faz sentido que assim seja.
Do campeonato que ontem terminou sobram ainda mais algumas notas. Desde logo o Sporting, que efectuou uma época tão irregular que só podia mesmo terminar na pior classificação de sempre. E parece-me que não será com mais uma mudança radical que tudo irá melhorar. Pela positiva, nota para o Paços de Ferreira, claro, que realizou uma época impensável, mas também para o Estoril, que veio da 2.ª Liga directamente para a Europa. Paulo Fonseca e Marco Silva mostraram mais uma vez que Portugal está recheado de bons treinadores. Já o Beira-Mar e o Moreirense despediram-se do convívio dos grandes. É difícil falar de justiça nestes casos, mas, pelo que vi ao longo da época, a equipa de Moreira de Cónegos não estava no lote das duas piores do campeonato."

Formação...

Esta semana além do título de Campeão nos Juniores, do até agora perfeito curriculum dos Juvenis, do bom final de época dos Iniciados, do título Distrital dos Benjamins B, dos títulos Distritais, em semanas anteriores, dos Infantis A, e de outros escalões das Escolinhas... este fim-de-semana três equipas do Benfica foram ao estrangeiro participar em 3 torneios Internacionais, e venceram todos!!!
Os Juvenis B no Torneio Saint Andrez-lez: batendo na final o Valência por 1-0.
Os Infantis A no Torneio Le Bredyfoot Challenge: batendo na final o Cannes por 3-0. 
Os Benjamins no Torneio do Luxemburgo: batendo na final o Metz por 3-0.


A derrota é uma doença...

"1. «A derrota é uma doença que só a vitória cura», escreveu um dia Mário Filho, o grande jornalista brasileiro que deu nome ao Maracanã. Sabem os emotivos, os sanguíneos, mais do que todos os outros, quanto tal frase é verdadeira. A derrota mina a confiança, trai os sentimentos, acarreta o desespero. Provoca uma profunda melancolia, que não sai de dentro, não sai, não sai...
Há vários anos que os adeptos do Benfica vivem nesta encruzilhada que bifurca entre o carreiro da depressão e a estrada da euforia. Ou pior: a estrada larga da euforia tem teimosamente desaguado no carreiro estreito da depressão. Para estes estados de alma, sabem-no os racionais, nunca há indicações a seguir. Cada um (ou todos em conjunto) terá de escolher o seu próprio caminho. Às vezes, encontrar motivos de alegria na tristeza é o primeiro passo para deixar de encontrar motivos de tristeza na alegria. Sob o risco de estarem sobre Lisboa dias bonitos e não lhes servirem para nada...

2. Cinismo é uma palavra que, com o tempo, perdeu a sua verdade. De gente de desapego material, os cínicos passaram a ser pessoas sem vergonha, indiferentes ao sofrimento alheio. Uma corrente de filósofos defende que o étimo da palavra vem de kynós, o termo grego para cão. Alguns dos cínicos dos tempos de hoje fazem com que muitos de nós abracem sem escrúpulos esta versão. Quando o teu pior inimigo se aproveita da tua desgraça para gritar aos quatros ventos que deseja a tua imediata felicidade, está certamente a ser cínico. Ou cão, se quiser-mos. Também aqui cabe a cada um escolher o seu caminho. Há muito, muito tempo, que escolhi o meu."

Afonso de Melo, in O Benfica

Objectivamente (mãos na cabeça!!!)

"O Campeonato trouxe a todos os benfiquistas uma profunda desilusão, apesar de ainda não ter terminado, e poucos gostam de falar disso. É um pesadelo que ainda não passou. Para muitos ainda é difícil pensar como foi possível perder aquele jogo. Pela forma como começou - com um golo a nosso favor - e pela foram como terminou com um momento de sorte incrível para o nosso adversário!
Não vou, claro, analisar o jogo, nem as suas peripécias técnico-tácticas que pouco interessam agora. Mas gostaria de sublinhar a forma como os benfiquistas souberam digerir este desaire tão inoportuno como injusto e a grande mágoa que fica registada na memória de alguns adeptos que, por morarem longe de Portugal, ainda sofrem mais por via da solidão que têm de suportar quando precisam de algum conforto.
Vou contar-vos uma história verídica de um benfiquista cabo-verdiano de uma pequena localidade da Ilha do Sal, chamada Hortelã, que não suportou ouvir o relato do segundo golo do Porto e saiu aos gritos para a rua com as mãos na cabeça, atormentando a vizinhança que julgava ter acontecido alguma desgraça na família. Este senhor de idade sofreu horrores com aquela derrota e não deverá esquecer mais este dia. Os seus vizinhos também não e penso que são atitudes destas que devem levar todos os representantes do Glorioso a levarem ao limite todo o seu esforço e concentração de modo a impedir que mais desgraças destas possam acontecer!
Agora vêm aí outras finais. A festa do Jamor está a ser preparada com todos os pormenores e a Nação Benfiquista quer estar na rua para comemorar. É a verdadeira festa do povo e o povo é o Benfica! Não podemos facilitar!"

João Diogo, in O Benfica

Renovar ou fiscalizar a sério

"Este ano de 2013 é marcado pela resposta da Secretaria de Estado do Desporto aos requerimentos de renovação do estatuto de utilidade pública desportiva (UPD) das federações desportivas. A UPD é o instrumento legal que (em conjunto com a prévia concessão de “mera utilidade pública”) confere às federações a competência para o exercício exclusivo dos poderes (de regulamentação e de disciplina) e deveres nas respectivas modalidades, enquanto associações privadas que exercem poderes públicos de autoridade.
Essa UPD vigora pelo período correspondente a um ciclo olímpico. Neste esquema, o Regime Jurídico das Federações obriga a que estas solicitem a renovação da UPD “no decurso do ano de realização dos Jogos Olímpicos de Verão”. Isto é, de quatro em quatro anos, as federações têm de assumir a iniciativa e demonstrar que são “cumpridoras” dos pressupostos de atribuição da “capacidade” para desempenharem em nome do Estado a regulação e a organização das modalidades.
Muitas das federações passaram o crivo – com despachos de renovação com efeitos reportados a 1 de janeiro de 2013 – e várias outras estão em dificuldades para obter o “aval” do Estado. E, em geral, protestam contra este sistema de renovação quadrienal. É legítimo o protesto, desde que reconheçam que estão sujeitas a “prestar contas” ao Estado. De facto, a renovação é o reverso da desresponsabilização do Estado. Se quem representa o Estado percebesse que está onerado com um dever de fiscalização permanente e ininterrupta do “exercício dos poderes públicos” – por ex., nos órgãos jurisdicionais e nos órgãos de arbitragem – e do “cumprimento das regras legais de organização e funcionamento internos” – por ex., nas incompatibilidades para se ser membro dos órgãos federativos –, a renovação não faria sentido. Ao invés, os órgãos federativos saberiam que estavam continuamente sujeitos a avaliação e que poderiam perder, temporariamente ou definitivamente, a UPD. Por isso se justifica um outro sistema: (1) circunstâncias de “fiscalização imperativa” oficiosa; (2) estabelecimento de “fiscalização provocada”, através da denúncia de ilegalidades, irregularidades e incumprimentos, devidamente enquadrada pela lei; (3) desenvolvimento das condições e efeitos da suspensão e extinção da UPD, nomeadamente na relação com a utilização dos dinheiros públicos.
Os protestos podem dar o mote para 2013 assinalar a possibilidade de um novo sistema: mais simples, mais transparente e com mais responsabilidade para quem fiscaliza e quem é fiscalizado!"