Últimas indefectivações

sábado, 23 de julho de 2016

Futsal 2016/17

Plantel fechado. Algumas mudanças, mas a base manteve-se... Dentro do orçamento, acho que estamos mais fortes.
Vão-se fazer muitas comparações com o plantel Lagarto, mas muito sinceramente, é impossível avaliar 'diferenças', quando uma das equipas, opta por deixar de 'fora' 3 estrangeiros em cada convocatória (a não ser que arranjem um esquema para mudar o regulamento!!!)...

A saída do Juanjo é aquela que custa mais. Já sabíamos antes do final da época, mas... O Cristian jogava pouco no Barça, vamos esperar para ver...
O Miguel Ângelo, foi o único português contratado. Em final de contrato com os Lagartos, foi uma boa opção... Mas suspeito que vai ter poucos minutos... Falou-se também no Tiago Brito, que acabou por não se concretizar, pessoalmente, acho que devemos ter os melhores portugueses, mesmo que isso não seja suficiente...
O Franklin tem tudo para ser estrela no Benfica, jogador muito talentoso, que gosta do 'um-para-um', vamos ver se tem cabeça/atitude para jogar no Benfica.
A última contratação foi o Elisandro. Depois da saída do Brandi, era óbvio que o Benfica queria reforçar a posição de Pivot. O Brandi é um daqueles 'avançados' muito lutadores, que é impossível não gostar, mas acaba sempre as épocas com poucos golos!!! As informações sobre o Elisandro são muito boas... Vai dar capacidade física à equipa, algo que faltava...

Uma das variáveis da época, vai ser a 'adaptação' do Fábio Cecílio à posição de Fixo. O Gonçalo está a chegar aos 'quarenta'; o Fernando nos jogos 'grandes' não chega... sendo assim, sem nenhum Fixo contratado, alguém teria que ser adaptado. Parece óbvio que a aposta será no Cecílio...

Vamos partir para uma nova época, sem ser favoritos. O investimento Lagarto é uma coisa nunca vista na modalidade. Mas em Portugal ninguém acha estranho um Clube falido, que não cumpre as suas obrigações, gastar dinheiro desta maneira, numa modalidade, onde nunca terá o retorno (a obsessão em ganharem o título Europeu, algo que o Benfica já fez, é demasiado tentadora para o Babalu!!!)
Mas, apesar das diferenças, o Campeonato resolve-se num Play-off... portanto!

Guarda-Redes
Cristian
Bebé
Cristiano

Fixo
Gonçalo
Cecílio

Universal
Jefferson
Fernando
Tiaguinho

Ala
Franklin
Chaguinha
Miguel Ângelo
Bruno Coelho
Henmi
Mário Freitas

Pivot
Patias
Elisandro

Benfiquismo (CLXX)

Mais uma grande dupla...!!!

Candidato...

Lanças... com Afonso de Melo

Cervi em directo

sexta-feira, 22 de julho de 2016

As bases estão lançadas

"Ainda faltam três jogos de pré-época e muitas das peças essenciais do plantel nem sequer jogaram, mas já se percebe a qualidade existente e até onde faria falta um ou outro retoque. As bases do Benfica de 2016/2017 estão lançadas e agora é preciso afinar. Domingo na Áustria e quarta na Eusébio Cup teremos adversários de valor e só as dificuldades podem ser verdadeiros testes.
Ao contrário de alguns sportinguistas e vários programas de televisivos, as pesadas derrotas do Sporting não revelam nenhuma fraqueza leonina, antes sim a qualidade dos seus adversários. Se a pré-época fosse para fazer jogos a golear, jogava-se contra o Tourizense e o Cabeça Gorda. Quem opta por adversários melhores pode não ganhar, mas sai melhor preparado.
A este respeito diga-se que os ingleses de Carvalhal me pareceram uma boa equipa, bem orientada e com excelentes possibilidades de subida, quando comparados com o Derby County a quem vencemos no torneio do Algarve. Esta fase da época deve pôr a nú todas as dificuldades e fragilidades dos plantéis e jogadores, sob pena dos treinadores não conseguirem corrigir. Temos vasta experiência de grandes temporadas com pouco resultados nos jogos treino iniciais e do seu inverso.
Este Benfica mostra qualidade individual, mas é óbvio que Lindelof, Jiménez e Jonas na equipa darão uma noção mais próxima daquilo que vai ser a época. Há dúvidas que já são certezas: Grimaldo lutará pela titularidade; Zivkovic mesmo muito novo, acrescenta qualidade; Cervi mostrou bons detalhes e Fejsa é definitivamente um jogador fabuloso, além disso foi sempre campeão. O clube de Fejsa (foi assim sempre) ganha, e isso é talismã precioso.
Eu já renovei o meu Red Pass, com o ânimo de sempre. Adepto que se preze sofre e protesta, ralha e vocifera, mas não hesita no apoio."

Sílvio Cervan, in A Bola

Mais um treino...

Tal como já tinha acontecido no CFC com o Cova da Piedade, o Benfica efectuou hoje em Inglaterra um treino de conjunto, à porta fechada, com uma equipa do 3.º escalão Inglês, o Port Vale.
5-0 foi o resultado final, com golos de Benitez, Carcela, Fonte e Jonas(2).
O Benfica começou assim:
Zoblin; Semedo, Lisandro, Kalaica e Reinildo; Samaris, Teixeira, Benitez, Carrillo; Jovic, Fonte.

Formar e ganhar

"Celebrar a conquista da selecção e evidenciar o contributo, enquanto formador, para a mesma, é legítimo. Torna-se, no entanto, ridículo querer fazer suas proezas alheias, típico de quem pouco ou nada ganhar. Os clubes alimentam-se de vitórias, levando a que a míngua das desportivas seja colmatada com as morais, na maior parte dos casos demagogicamente. É o caso do Sporting e o seu regozijo, a roçar o triunfalismo, pela presença, entre os 23 campeões europeus em França, de dez atletas formados por si.
O que é diligentemente escamoteado em Alvalade, além de só Quaresma, 'apaixonado' pelo FC Porto, ter sido campeão pelo Sporting, é o facto de o mais novo desses jogadores ter 24 anos de idade e rarearem cada vez mais os internacionais em escalões etários anteriores.
No caso do Benfica, Danilo com 24, é o mais velho, seguindo-se André Gomes, com 22, e Renato Sanches, 18. Se a estes dados forem acrescentados os das convocatórias das várias selecções jovens, torna-se evidente que a bandeira da formação deixou de ser exclusiva dos 'leões', para não afirmar mesmo que o direito a hasteá-la transitou integralmente para a Luz. E com um mérito indiscutível: 'Apesar' dos miúdos, o Benfica é tricampeão nacional.
Sem bola, mas com discos, martelos, varas, saltos e corridas, o Benfica, apesar de desfalcado, venceu, pela sexta temporada consecutiva, o Campeonato Nacional de Atletismo (formando e ganhando).
À semelhança do Futebol e Hóquei em Patins, o Benfica cumpriu o seu desígnio: ganhar! No Basquetebol, Andebol, Futsal e Voleibol, não obstante os vários troféus e a presença na final dos respectivos campeonatos, faltaram as faixas de campeão. Há que melhorar!"

João Tomaz, in O Benfica

Evidências

"Para lá do saboroso triunfo português, o Europeu de França deixou ainda duas evidências difíceis de contrariar. Em primeiro lugar a de que o Futebol tem uma larga componente de aleatoriedade, tantas vezes negada pelos analistas (têm de ganhar a vida...), mas que define campeões. Há ciência na preparação dos atletas, na organização das equipas, e no estudo dos adversários, mas, entre conjuntos equilibrados, é muitas vezes a fortuna que decide. Por mais que nos seja agradável teorizar acerca da superior capacidade dos jogadores nacionais, a verdade é que se aquela bola, aos 91 minutos, se tem aconchegado um ou dois centímetros mais para dentro, estaríamos agora a lamentar nova desilusão portuguesa. Isto é válido para a final, para os penáltis com a Polónia, mas também para o Alemanha-França, para a fase de grupos, para a final da Champions, e para quase todas as grandes decisões futebolísitcas.
Outra evidência é a de que jogar bonito, jogar ao ataque, e empolgar plateias, não interessa nada. Para os puristas do jogo belo isto pode ser um drama. Mas, de entre as várias formas de ganhar finais, o realismo e a contenção parecem ser as preferidas das principais equipas do futebol internacional. É uma tendência que se nota desde 1982, mas talvez nunca como neste Europeu ela tenha estado tão patente.
Aliás, o desporto vive actualmente com um grave problema de falta de espectacularidade, que a médio prazo o poderá matar. Nota-se no Futebol, no Ciclismo, na Fórmula 1, no Ténis, e na generalidade das modalidades, onde o dinheiro abunda na mesma proporção em que o risco e a coragem escasseiam."

Luís Fialho, in O Benfica

Luisão

"Capitão do Benfica representa um desafio enorme para Rui Vitória

O Benfica perdeu um jogo de pré-época com uma equipa do segundo escalão inglês e a primeira coisa a saltar à vista foi a presença de Luisão. Não tanto pelo porte, mas pela facilidade com que se percebe agora não se lhe ter sentido a longa ausência na época passada. E o decorrer da partida com o aguerrido Sheffield Wednesday de Carlos Carvalhal continuou a fazer do capitão benfiquista um corpo estranho à equipa. O facto de o adversário ter um treinador português, sabendo quais os pontos fracos a explorar, e dando indicações nesse sentido, também foi uma traiçãozinha nesta altura.
Ao longo de 12 anos, Luisão tornou-se uma figura do Benfica. É um líder, uma autoridade no balneário e no final da época passada, quando ficou apto e sem espaço no onze, teve um comportamento digno. Só que ontem quem o viu jogar não se lembrou do Luisão de outros tempos, mas sim do acerto da defesa sem ele, o que não deixa de ser uma crueldade para quem foi tão importante ao longo de tantos anos. Um jogador com o passado do brasileiro merece respeito, mas na alta competição não se joga por currículo ou caridade. Rui Vitória tem pela frente um desafio enorme. Resolve-o com facilidade se conseguir repor-lhe o rendimento de outrora."

Benfiquismo (CLXIX)

Uma 'aula' do Mestre...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Benfica: as apostas e o compromisso com o futuro

"Se o Leicester foi campeão de Inglaterra e se Portugal, com toda a vontade e crença do mundo, foi campeão da Europa, o Benfica também poderá voltar a vencer a Champions.

Apostar no futuro

1. Como em todas as aberturas de mercado, até que a janela de transferências se encerre, a especulação continuará a ser... o pão nosso de cada dia! Deixando os adeptos desesperados pela venda que não querem ou pela compra por que ambicionam... e que quase nunca acontecem!
Como se está a ver (e como se constata, invariavelmente, no fim de cada um destes períodos), as compras e as vendas não têm sido arrebatadoras ou dramáticas, correndo de forma natural.

Afinal, e ao contrário do que muitos previam, logo após a conquista do tricampeonato, o plantel do Benfica não foi despachado para os clubes ricos da Europa. Claro que o ideal, para todos os adeptos e sócios, e até para o próprio Presidente, seria não vender. Mas todos sabemos, no entanto, que ainda não nos podemos dar a esse luxo.
Temos de vender alguns jogadores - não A, B ou C, mas aqueles cuja saída permita satisfazer os interesses do Sport Lisboa e Benfica, de acordo com as nossas necessidades financeiras, sem nunca descurar a vertente desportiva.
Vender agora para que no futuro não se venda... ou não seja necessária, por estes motivos, embora saibamos que, na dinâmica do futebol, isso seja difícil de garantir. Nenhum clube do mundo deixa de vender ou de comprar.
Mas no que ao planeamento desta época diz respeito, não posso deixar de sublinhar o caminho definido e as metas a atingir. Tem sido feita uma grande gestão por parte de Luís Filipe Vieira, percebendo quais são as necessidades reais do plantel, depois de devidamente estudadas e discutidas. Sem cometer grandes loucuras, percebeu-se que precisaríamos de algumas intervenções cirúrgicas.
Por isso, se procurou, fora, alguns jogadores, que representaram oportunidades de negócio, mas sem que isso significasse adquirir jogadores feitos, como alguns treinadores preferem.
No decorrer deste mercado de transferências, percebeu-se, também, que o caminho seria o da continuidade na aposta séria na formação, demonstrada pela aquisição de jovens jogadores, ainda que fora do Seixal.
Procurou-se, assim, dar um plantel equilibrado, jovem, mas experiente, a Rui Vitória. Procurou-se colmatar e acrescentar essas mesmas saídas e acrescentar o que poderão ser verdadeiras mais-valias, nas diferentes posições, para que existam mais opções.
Por isso, não só existe grande abundância no plantel desta época, como também muita qualidade nos jogadores que agora chegaram. Entre outros, são os casos de Kalaica (18 anos), André Horta (19), Zivkovic (20), Cervi (22), que estão a demonstrar e a desenvolver grandes capacidades de trabalho e de adaptação à nova realidade. Jogadores esses, estou certo, que irão continuar a ser bem formados e ter a oportunidade que merecem.
A par desses, também Carrillo (25 anos) e Rui Fonte (26), por exemplo, estão a dar boas indicações. No entanto, ainda é cedo para fazer uma análise certa e ponderada dos reforços.
Seria desonesto fazê-lo, agora que apenas estão cumpridos três jogos desta pré-época.
Mas mais do que uma boa adaptação, é fundamental que os novos reforços encarem este novo desafio com o desejo de se tornarem mais-valias no plantel.
A maior dificuldade, num futuro próximo, será, certamente, escolher os jogadores que irão compor o Benfica 2016/2017.
E aí, que me perdoe Rui Vitória, por quem tenho grande estima e respeito, não gostaria de estar na pele do treinador.
Tanta é a qualidade visível e tão difícil me parece (a partir da bancada) fazer escolhas, correndo o risco de cometer alguma injustiça, fruto de uma avaliação decorrente de poucos treinos e muito poucos jogos.

Compromisso com a vitória, feito de experiência e de vontade de ganhar
2. À aposta na formação tanto interna como externa, teremos de juntar a experiência de jogadores feitos. Torna-se imperioso que exista essa conjugação de experiência, para que se consiga ter, também, um plantel jovem, mas maduro.
Mas de nada valerá a juventude ou a experiência, ou ainda a conjugação das duas, como procuramos, se não tivermos um plantel com vontade de ganhar, com muito querer, mas sobretudo com uma enorme ambição. A que se juntará, como é evidente, o sempre determinante adicional de alma.
Não basta que sócios, adeptos e dirigentes queiram muito ganhar. Essa vontade terá de partir - e de acabar - nos jogadores. Foi essa uma das chaves do nosso sucesso na época passada, além da união existente em torno do plantel.

E Grimaldo, que recentemente proferiu declarações a esse respeito, é um dos exemplos da vontade existente naqueles que ainda têm pouco tempo de casa. Ele, como todos os outros, sabe o que tem de ser feito para, esta época, conquistarem... o Tetra!!!
Para isso, será necessário trabalhar (muito) desde o início e nunca deixar de estar focado no objectivo: ganhar. Porque no Benfica só se pensa em ganhar. Muda-se a época, ou os tempos, mas não se mudará a vontade, nem a mentalidade, estou certo.

Os jogadores recém-chegados já perceberam a importância do clube, as características que aqui se lhes exigem, ainda que, nesta altura do campeonato, não tenham a noção do que é ser do Benfica.
Para isso, teremos de lhes dar tempo... Tempo de adaptação, de explicação, por quem serve o clube, para que possam perceber, e sentir, a verdadeira dimensão do Glorioso.
E tempo, ainda, para viverem, testemunhando, as calorosas e frenéticas recepções que a equipa tem a cada deslocação, seja onde for.
Para que a vontade seja tudo, ou quase tudo. E para que percebam que se o Astana, na época passada, conseguiu participar na Liga dos Campeões, onde nunca tinha estado, se o Leicester foi campeão da Liga Inglesa e se Portugal, com toda a vontade e a crença do mundo, foi Campeão da Europa, o Benfica também poderá voltar a ser Campeão Europeu, como tenho vindo a defender, num futuro próximo.
Não basta querer, é verdade, nem sonhar para a obra nascer. É preciso interiorizar verdadeiramente essa vontade - entre todos, sem excepção - para que tal seja possível. Mais do que querer, é necessário acreditar.
Para que um dia destes se volte a cumprir o destino, com a concretização da oportunidade que não podemos voltar a perder!!!

Do Benfica... eternamente
3. Quem por cá passa - com as excepções dos pobres de espírito que só confirmam a regra - depois de perceber o que é ser do Benfica, passa a ser dos nossos.
Tal como Javi Garcia, que esteve pouco mais de três épocas ao serviço do Benfica. Um jogador com raça, com alma digna do Benfica. Tanto dentro, como fora de campo. Um jogador que deixou a pele em cada jogada, em cada momento, com a camisola do Benfica vestida.

Recentemente, quando questionado sobre a possibilidade de ir para «outro clube», em Portugal, afirmou que... nunca o faria. Porque é do Benfica!
Um dos nossos! Para sempre!"


Rui Gomes da Silva, in A Bola

O homem dos momentos decisivos !!!

O tema do dia foi a compra dos restantes 50% do passe do Raul Jiménez.
Eu, como a grande maioria das pessoas, não conhece todos os pormenores do negócio...
Mesmo assim, nas redes sociais, tem sido um 'festival' de acusações, por toda a Net Benfiquista!!!

Pessoalmente, acho o valor total exagerado. Se fosse eu mandar, o regulamento de transferências seria muito diferente... A forma como 'agentes' exteriores aos Clubes, condicionam o Mercado, é escandaloso...!!!

Dito isto, repito: não conheço todos os detalhes... Agora, tenho toda a confiança nas pessoas que dirigem o Benfica.
E o Raul foi uma das chaves do Tricampeonato... só para recordar os mais esquecidos!

PS1: Agora, gostei da forma como alguns Sites, supostamente independentes, mas esverdeados até ao tutano, se referiram ao Raul, como o 'suplente'!!!! Pois, mas este 'suplente' é diferente do Barcos... este marca golos e resolve jogos!!!!!!!!!!!!!

PS2: Hoje, a selecção de sub-19 foi eliminada nas Meias-finais no Europeu do escalão, pela França por 1-3 (afinal, a França é mesmo letal... nas meias-finais!!!).
Foram muitos os Benfiquistas em campo, mas notou-se a ausência do Renato, que em condições 'normais' faria parte deste grupo!!!!
Nota positiva para o Buta o Pêpê e o Yuri... para mim os melhores. O Ferro muitas vezes na sombra do Dias também fez um campeonato regular, tal como o Guga...
O Joãozinho e o Digui precisam de ganhar 'eficiência'... é possível ser 'jogador' sem talento, mas às vezes o talento não chega...!!!
Erros defensivos em todos os jogos, e uma substituição suicida no jogo de hoje, definiu o destino neste Europeu... Mesmo assim, conseguimos a qualificação para o Mundial de sub-20, de 2017 na Coreia...

Tratamento no mundo da bola

"«Se tu não marcas em cima o adversário, podes comprometer o meio-campo». Esta é uma hipotética frase de muitas ditas no fim de um jogo ou na antevisão do mesmo. Nada de fora de comum, a não ser o tratamento por «tu», ainda que, na maioria dos casos, até nem se conheça o interlocutor ou se esteja a dirigir a um grupo de jornalistas.
Creio que este modo de relação através da segunda pessoa do singular, que se ouve amiúde no nosso futebol falado, terá sido inspirado pelo generalizado tratamento por «tu» na língua castelhana, em versão espanhola ou sul-americana, Jorge Jesus e não só fazem-no correntemente. Alguns jogadores e até dirigentes seguem-nos. Mas não se trata apenas do «tu». O mais curioso é colocar o outro no próprio jogo. «Se tu marcas o livre...», dirigindo-se ao interlocutor e transformando o jornalista num jogador. Por vezes, trata-se mesmo de uma senhora ou de alguém com idade para, há muito, estar aposentado de chutos e pontapés.
Por outro lado, está mais esbatida a moda - entre jogadores - de se referirem a eles próprios pelo nome em vez de simplesmente «eu». «O Jardel sempre marcou muitos golos», o que levava gente menos acostumada a esta linguagem a pensar que o Jardel que falava se referia a outro Jardel. Uma espécie de selfie em versão linguística que precedeu as selfies fotográficas.
Ao invés, fez escola na última e renhida temporada, tratar um clube rival (mormente, o Benfica) pela pronome demonstrativo «os outros», como se não tivesse sequer um nome. Sim, gramaticalmente demonstrativo, mas também demonstrativamente despeitado, como se balbuciar o nome queimasse a língua..."

Bagão Félix, in A Bola

Vieira percebeu o que não daria...

"Irrepetível saltarem 5 miúdos da equipa B... Daí 7 aquisições (para já, promissoras). Sporting: aí os reforços! Sem vendas, há verba?

Quase sem tempo para respirar... Da Selecção campeã da Europa, pondo Portugal, aquém e além-fronteiras, em comoventes/fascinantes explosões de alegria, para intensa expectativa nos primeiros sinais de quem poderá ser mais do que quem na nova temporada nacional.
Ainda quase nenhuns dados sobre o FC Porto de Nuno Espírito Santo. Defrontar Valadares, Rio Ave e Osnabruck foi muito leve aquecimento. Não deu para inicial avaliação da equipa e das principais aquisições: Filipe, Alex Telles e o regressado Otávio. Hoje sim, haverá teste, face ao PSV, campeão holandês que goleou o Sporting.
Mau arranque do Sporting (já lá irei). Interessante Benfica. Não pelos resultados: empate com V. Setúbal, seguido de bom, no 4-0 ao Derby County, e de medíocre, no 0-1 face ao Sheffield de Carlos Carvalhal. Interessante por dois motivos:
1 - Adaptação de política desportiva. Luís Filipe Vieira percebeu ser irrepetível e fantástica soma de 5 miúdos da equipa B num ápice saltarem para a principal e logo como titulares (recorde-se: Nélson Semedo e Gonçalo Guedes, Renato Sanches, Lindelof e Ederson). Irrepetível! E não vislumbro alguém capaz de o mesmo fazer esta época. A partir desta sensata reflexão, nada menos de 7 aquisições.
2 - Sinais de plantel pode ser globalmente mais forte do que o anterior... Mau grado a dificuldade de substituir o talento extra de Gaitán e de Renato! Qualidade de Carrillo é bem conhecida (nesta altura, está muito perro, após 9 meses sem jogar). Promissor potencial dos médios Celis e André Horta, dos extremos Zivkovic e Cervi, de Benitez (segundo ponta de lança, ou extremo) e do muito jovem Kalaica, defesa central. Júlio César e Ederson ainda estão de baixa clínica, Lindelof, Eliseu, Talisca, Jonas, Jiménez não jogaram, Mitroglou reapareceu ontem, na 2.ª parte, Carcela idem, e só 10 ominutos. Mais de meia equipa diferente dos titulares da época anterior. Muita afinação a fazer... Quanto a mim, um problema neste plantel (para além da urgência de Júlio César e Ederson recuperarem, pois Paulo Lopes está praticamente sem suplente): forte alternativa como n.º 8. André Horta promissor, mas não o afiram pela bitola de Renato Sanches...

Sporting: recorde-se que, há um ano, a pré-temporada do Benfica ameaçava ser desastrosa. E foi! Se foi! Porém, ao contrário do que então se pensou,roçando certeza, não impediu o bicampeão de atingir o tri... Ou como pareceu confirmar-se não interessar como começa, sim como acaba. Claro que fundamental é a chegada à meta. Mas, mesma numa maratona, é bem importante não falhar estrondosamente a embalagem inicial. O triunfo de Rui Vitória, naquelas condições - péssima preparação que teve de fazer e atraso que chegou a 8 pontos... -, é pouco menos do que irrepetível. Por ele, ou por outro treinador.
Agora, muitíssimo mal começa o Sporting. Ainda só pré-época e 4 jogos... Só que no outro polo do entusiasmo de há um ano, detonador de galvanização para todo o campeonato. Ok, o Sporting acaba de defrontar Mónaco, Zenit, PSV, equipas de peso. Foi o calendário de preparação que Jorge Jesus escolheu. Risco assumido, sofrimento em goleadas. Quando Rui Vitória entrou no Benfica, já estava definida aquela digressão americana, tão exaustiva e sem tempo para treino entre jogos... - ainda por cima, com novo treinador...
Há uma virtude neste mau arranque sportinguista... Fica a nu que os 4 campeões europeus - Rui Patrício, William Carvalho, Adrien, João Mário - são o sustentáculo da equipa, deles de situando a anos luz todas as alternativas. Ou seja: plantel fraco, recentes aquisições nada convincentes. Óbvio: pressão de Jorge Jesus para ter reforços a sério. Problemão de Bruno Carvalho: que engenharia financeira para contratar quem convença o treinador, sem abdicar de alguns dos tais sustentáculos (acrescente-se Slimani) cuja saída renderia catadupa de euros... crê-se que necessária? Parece situação de manta curta..."

Santos Neves, in A Bola

Santos e o lóbi do futebol gourmet

"A luta pela nova selecção proletária beneficia com a permanência do seleccionador. Não é uma guerra ganha

Os treinadores saem da selecção portuguesa sempre pela porta pequena. Quem tenha alguma cultura futebolística, contesta logo esta frase: todos os seleccionadores, de todas as selecções, saem normalmente pela porta pequena. E eu insisto que, no caso português, a porta é ainda mais pequena, daquelas que nem os cães e os gatos usam. De Saltillo até ao estardalhaço da saída de Carlos Queiroz, passando pelos alhos e pelos passeios na praia de António Oliveira ou pelo desrespeito dos jogadores a Humberto Coelho, foi-se sempre arranjando maneira, mais ou menos original, mais ou menos fictícia, de ferir ou até acabar com as carreiras dos seleccionadores, nos poucos exemplos em que não foram eles próprios a fazê-lo. Fernando Santos podia ter sido o primeiro - nos últimos 30 anos, pelo menos - a sair da Selecção directamente para o altar-mor do mosteiro dos Jerónimos. Em vez disso, recusou os milhões estrangeiros que o Europeu lhe podia ter valido e renovou o contrato. Por um lado, é bom. Talvez não chegue ganhar um jogo para criar uma identidade nacional baseada na autoconsciência da nossa pequenez. Em Portugal, o lóbi do futebol gourmet é muito forte. Mal Fernando Santos virasse as costas, voltariam a suspirar pelo Brasil de 1982 e a reclamar Zicos, Falcões e Sócrates (o brasileiro, para não alarmar ninguém). Por outro lado, o seleccionador fica obrigado a defender a tese da união, da competitividade e do sacrifício perante uma plateia cheia de peneiras que, em parte, só fingiu tolerar o Europeu operário. Sem taças, a conversa será outra."

Benfiquismo (CLXVIII)

O nosso Cosme Damião... a espalhar classe!

Hóquei em Patins 2016/17

Tudo resolvido na nossa secção de Hóquei.
Ainda a época não tinha acabado, já sabíamos que íamos perder o Torra (razões familiares) e o Pedro Henriques (à procura de ritmo...).

Sendo assim a grande 'discussão' acaba por ser a não-substituição do Torra!!! O mercado do Hóquei é 'pequeno', os 'grandes' jogadores disponíveis para substituir o internacional Espanhol são poucos ou nenhuns.., Sem ninguém disponível neste momento, o Benfica decidiu 'subir' o jovem João Sardo ao plantel principal!!! Sendo que o grande beneficiado desta opção, deverá ser o Miguel Rocha, que vai ganhar muitos minutos, seguramente...

Suspeito que o Benfica, durante o próximo ano, vai estar atento ao Mercado... para o poder reforçar na época 2017/18. Recordo que o Vieirinha já está garantido para essa época!

As nossas últimas épocas têm sido quase perfeitas, as derrotas internas são quase inexistentes, a manutenção deste nível, vai depender de duas coisas:
- a ausência de lesões graves, nos nossos principais jogadores.
- capacidade do Miguel Rocha em contribuir para a equipa: a marcar golos, mas também a defender!

O substituto do Pedro Henriques foi o Diogo Almeida, é o 'regresso' da família Almeida à baliza do Benfica!!!!

Ainda não foi anunciado o nosso novo treinador-adjunto.

Este aparente 'desinvestimento' do Benfica é perigoso, já que os Corruptos vão seguramente estar mais consistentes (o ano passado com o novo treinador começaram mal...); a Oliveirense voltou a investir muito...; e os Lagartos também voltaram a contratar muito... (apesar de andarem a arranjar esquemas para não pagar a alguns jogadores do plantel do ano passado...!!!).

Guarda-Redes
Guillem Trabal
Diogo Almeida

Defesas/Médios
Valter Neves
Tiago Rafael
Diogo Rafael
Miguel Rocha

Avançados
João Rodrigues
Carlos Nicolía
Jordi Adroher
João Sardo

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Bom para 'acordar' jogadores, técnicos, dirigentes e adeptos...!!!

Sheffield Wednesday 1 - 0 Benfica


O Benfica escolheu bem os adversários esta época!!! A atitude dos nossos oponentes tem sido sempre de jogos 'a sério' (mesmo o Derby County com 24h de descanso...), hoje, reforçada, com vários jogadores portugueses e um treinador português no outro lado...!!!
(e os apitadeiros também foram bem escolhidos: aquela varridela ao Mitro foi 'engraçada'...!!!)

A 1.ª parte foi complicada, tivemos dificuldade em ultrapassar a barreira do meio-campo adversário... na 2.ª parte, com o passar do tempo e as nossas substituições fomos empurrando os Ingleses para trás, mas depois faltou os 'furadouros' do Nelsinho, do Cervi.... que já tinham sido substituídos!!!

Também me pareceu que a equipa estava 'cansada', a carga física nos treinos deve ter sido elevada, mas mesmo assim notou-se alguns problemas:
- a posição '8' (nada de novo...), a utilização em simultâneo do Fejsa e do Celis não resultou, tal como o ano passado a dupla Fejsa/Samaris também não resultou!!!!
- as ausências do Jonas e do Raul continuam a fazer-se notar... só o Guedes tem estado em bom nível naquelas posições!
- temos muitos extremos, mas até agora nenhum está em 'grande' forma... sendo que o Pizzi mistura o bom com o mau... Espero que o Zivkovic não tenha feito um entorse grave!
- Carrillo muito preso... e a jogar na esquerda não ajudou!
- e termino com Luisão! Este jogo, voltou a confirmar a minha opinião: neste momento não tem velocidade e mobilidade para ser titular do Benfica!

O objectivo principal nesta pré-época é a Supertaça. Creio que o plantel estará mais definido no jogo com o Torino, neste momento não vale a pena dar minutos a jogadores que muito provavelmente não vão fazer parte dos planos...

No Benfica a expressão do 8 ao 80 aplica-se muitas vezes, e as reacções à vitória na Algarve Cup em contraponto com as derrotas pesadas dos Lagartos, já estava a contagiar alguma da conversa de café... Que este resultado, seja suficiente, para focar os adeptos e a equipa, no futuro próximo...
Aliás, na minha opinião, o sucesso nesta temporada, mais do que as questões tácticas, técnicas ou de contratações/vendas, depende quase em exclusivo da nossa capacidade motivacional... o ano passado fomos 'picados' o ano todo, é essencial conseguirmos encontrar estímulos, para 'empurrar' a equipa para o Tetra!!!

Expressões da bola

"Esta semana de defeso é propícia a divagar sobre pormenores à volta do futebol. Hoje e amanhã vou falar de aspectos linguísticos.
Começo pelos «golos de bola parada», uma tão curiosa expressão, como paradoxal síntese. Mais correcto seria falar de uma bola parada para golo. Porque este pressupõe bola corrida ainda que possa parar no fundo da baliza.
Outra expressão interessante é ter posse de bola. Ora o verbo ter pressupõe a sua posse. Pelo que dizer-se que «a equipa tem muita posse de bola» é um pleonasmo entre o ter bola e possuí-la.
«Troca por troca» é muito habitual dizer-se quando o treinador substitui um jogador por outro para a mesma posição. No entanto, a troca é só uma, entre o que sai e o que entra. Ou, serão mesmo duas, em versão de análise combinatória de permutações (o que sai pelo que entre e o que entra pelo que saí)?
«Marcação homem a homem» por oposição à chamada marcação à zona, talvez devesse adaptar-se aos tempos de hoje em que o futebol feminino ganha alguma notoriedade. Imagino um relato de um jogo de mulheres com uma «marcação homem a homem» e a consequente fúria da chamada «militância de género». Diz-se «entrar no jogo com o pé direito» quando o jogador tem uma jogada assinalável ou marca um golo. E se o homem é canhoto, não se deveria antes dizer «entrar com o pé esquerdo»?
Termino com a famosa táctica do «losango invertido». Ora um losango é um quadrilátero equilátero com quatro ângulos não rectos, sendo os opostos iguais. Como se inverte um losango? Ficando exactamente na mesma! A não ser que se trate de um «losango deitado» com uma rotação de 90º e não uma inversão de 180º."

Bagão Félix, in A Bola

O enterro das lágrimas de Eusébio

"A vitória em França pôs ponto final a 50 anos de ses, quases, lágrimas, suspiros, brilharetes e vitórias morais. Com a geração capiteneada por Cristiano festejamos finalmente a sério.

Ainda o Europeu e este Julho do nosso contentamento desportivo. Não se sabe se Fernando Santos vai continuar na Selecção: há ofertas chorudas no horizonte e o engenheiro estará a pesar os prós e os contras de ficar e tentar dar seguimento à obra (sabendo que é muito difícil fazer igual...) ou partir sem correr risco de chamuscar a fabulosa folha de serviços (título europeu e 14 jogos oficiais sem derrota!). Se Fernando Santos for embora, o seu sucessor (quem? não é fácil, mas... André Villas Boas e Marco Silva estão inactivos) herda o fardo pesadíssimo de uma Selecção campeã que, em França, pôs ponto final a 50 anos de ses, quases, ais, lágrimas, suspiros, brilharetes e vitórias morais; uma Selecção que silenciou definitivamente o fadinho que este País anda a soluçar desde as lágrimas de Eusébio no Mundial de 1966. O fadinho dos azares. Das desculpas. Das atenuantes. Do que podia ter sido. Das vitórias morais. O fadinho dos ais, tantos ais: a meia-final que não devia ter sido no estádio de Wembley em 1966; o tíro cruel de Platini em 1984; a palhaçada de Saltillo em 1986; o chapéu de Poborsky em 1996; a mão de Abel Xavier em 2000; o soco de João Viera Pinto em 2002; a cabeça de Charisteas em 2004; o penalty de Ricardo Carvalho em 2006; o empurrão de Ballack em 2008; o fora-de-jogo de David Villa em 20010; o penalty na trave de Bruno Alves em 2012; a expulsão de Pepe em 2014.
É quase difícil imaginar o rescaldo de uma campanha da Selecção sem desculpas, sem atenuantes, sem ais. Neste aspecto, o engenheiro virou a narrativa do avesso. Chegou lá, disse ao que ia e ganhou. Ponto. E, ganhando, deu-nos cabo das carpideiras, das queixas e das lamúrias. Das lágrimas e dos suspiros. Deu-nos cabo da possibilidade de choramingarmos a preceito uma derrota imerecida, uma arbitragem suspeita, uma eliminação injusta. Pois se ele nem um jogo perdeu! Nada, zero. É evidente que podemos continuar a queixar-nos dos três penalties gamados, do penalty de Cristiano ao poste, da maneira como Payet arrumou o nosso capitão na final. Sim, mas que adianta isso? Ganhámos!
O engenheiro foi frontalmente contra o histórico e a essência da Selecção Nacional. Disse que ia para ganhar e ganhou. Ao descaradamento de ter sorte pelo seu lado, a sorte que nos virava sempre as costas - s-e-m-p-r-e ! -, o engenheiro juntou outros desplantes: ganhou sem a tradicional nota artística tão de agrado dos portugueses, competiu com cinismo italiano, sobriedade alemã, espírito de luta britânico e disciplina prussiana; e, como se não bastasse, ainda se deu ao luxo de ganhar a final à França em França sem precisar de Cristiano. Tudo isto, reconheça-se, faz uma confusão enorme. É uma história demasiado objectiva, demasiado simples, demasiado linear. Ganhámos! E todos os ses, quases, lágrimas, suspiros, brilharetes e vitórias morais são atirados para o caixote do lixo das inutilidades. Que sensação tão estranha. Não precisamos de arranjar desculpas, de encontrar culpados, apontar vilões.
Podemos viver sem isso? Saberemos viver sem isso? Conseguiremos adaptarmo-nos a esta nova situação de não termos nada que lamuriar, lamentar, desculpar? É que somos campeões, só podemos olhar para baixo, acima de nós não há nada! Como disse sem floreados um amigo meu das Beiras: «Em 1966 Eusébio chorou depois de levarmos na tromba da Inglaterra. Exactamente 50 anos depois, Cristiano chorou e depois demos na tromba à França.» Com a geração de Eusébio ganhámos zero (por muito que isso incomode o magriço António Simões) com as seguintes continuámos a chorar vitórias morais, algumas delas estupendas a carpir. Com a geração capiteneada por Cristiano festejamos finalmente uma vitória a sério. No dia 10 de Julho de 2016, no relvado do Stade de France, as lágrimas vencedoras de Cristiano enterraram para sempre as lágrimas de Eusébio. Sem mais. Nem ais. Já era tempo!
(...)"

André Pipa, in A Bola

PS: O Pipa não resistiu!!! Depois de concluir que a estratégia de Fernando Santos foi fundamental para conseguirmos a vitória no Europeu, teve mandar a boca ao Eusébio através do Simões, insinuando que foi a arte de capitanear do Cristiano que fez de Portugal Campeão!
Ronaldo foi importante no jogo com a Hungria (houve jogos onde foi mesmo medíocre...) em todos os outros a equipa e o treinador, levaram Portugal à vitória final... mas os fazedores de Mitos já começaram a reescrever a História...!!!

Benfiquismo (CLXVII)

Pois é... esta eliminatória acabou com Moeda ao Ar !!!

terça-feira, 19 de julho de 2016

A soberba vitória do «Cavalo Negro»

"A entrada de Éder foi algo de criativo e audaz. Portugal tornou-se, finalmente, campeão da Europa. Sem o brilho cativante de outras selecções das quinas mas com perfeita consciência dos seus defeitos e das suas virtudes.

PARIS - Um céu escuro caiu sobre a cidade como se os portugueses tivessem levado consigo a alegria. Talvez chova mais daqui a pouco enquanto fazemos as malas para o regresso, mais de um mês depois de termos chegado à França de todas as esperanças.
Poucos acreditavam no sonho de Fernando Santos. Sobretudo de início, com as exibições tristonhas e mazombas de uma selecção que não foi além de três empates nos três jogos da fase de grupos, apurada por essa regra dos «melhores terceiros» que pela primeira vez viu luz num Campeonato da Europa. Convenhamos: também não havia muitas razões para crenças desembestadas. Era um Portugal de serviços mínimos, como depois também o foi sendo na fase não do mata-mata mas do empata-mata. Quanto ao seleccionador, manteve-se teimoso na sua filosofia - por ele empatava todos os jogos desde que os «pemalties» resolvessem o campeonato a seu favor.
Não foi preciso tanto.
No inicio desta Volta-a-França-sem-bicicletas, que começou em Marselha no dia 10 de Junho, falámos do «Cavalo Negro» que era a Selecção Nacional. O nome foi-lhe posto pelos jornalistas ingleses há precisamente vinte anos, quando uma jovem equipa portuguesa, com figuras como Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, João Pinto ou Fernando Couto, surgiu em Inglaterra para disputar a segunda fase final de Europeus da história do futebol lusitano.
Cavalo Negro; aquele que corre por fora e, no final, por um pescoço, bate os favoritos.
Portugal foi o «Cavalo Negro». Favoritíssima na final, a vaidosa França, cujos arautos anunciavam amanhãs que cantam, tendo como certa a conquista da Taça Henri Delaunay, no seu próprio Estádio de França, contra o «Petit Portugal», teve de dobrar a cerviz perante a coragem, a firmeza e a dignidade de um conjunto que, ainda por cima, se viu privado do seu capitão quase mal o jogo começara. Um assassínio a sangue-frio perpetrado por Payet, apesar de todo o branqueamento que lhe foi feitos nos dias que se seguiram.

Lutar contra o Destino
Órfão da sua figura número um, a selecção portuguesa redobrou a coragem e a vontade de lutar contra o Destino que lhe mandava perder todos os jogos decisivos contra a França. Vingança? Também se pode chamar-lhe assim. E um saldar de contas que trazia consigo três meias-finais perdidas em grandes competições.
Euro-84, Euro-2000 e Mundial-2006.
Esta vitória no próprio terreno do seu principal verdugo valeu pelas derrotas todas. Porque foi profundamente doloroso para os gauleses que ainda devem estar para saber como é que o céu lhes caiu em cima da cabeça, logo a eles que se julgam irredutíveis.
Aceite-se: houve momentos de descrédito. A qualidade do futebol da Selecção Nacional não justificava nem esperanças nem ambições. E reconheça-se: Fernando Santos manteve-se firme à sua ideologia - não é fácil vencer Portugal! Não foi. Tanto não foi que ninguém o venceu. Atirem-se agora para trás das costas as dúvidas e as incongruências. A construção e reconstrução de uma equipa titular que pareceu sempre um «work in progress», tantas as alterações, tantas as mudanças, de jogo para jogo, de posição para posição.
A verdade é que Portugal foi uma selecção de coragem e de alma. Impôs-se perante os seus obstáculos e levou a melhor sobre as suas deficiências. Conseguir entender que virtudes e defeitos tinha foi um acto de inteligência. Tirar proveito de umas e esconder as outras foi arte.
«Nem todos os que regressam a casa são vencedores, mas não há vencedor que não regresse a casa», escreveu uma vez Bertolt Brecht. Os vencedores regressaram a casa para festejar o seu triunfo. Cada um deles teve o seu lugar na importância inequívoca do momento especial que faz alegre o pais triste.
Depois de todas as palavras, de todas as frases, de todos os parágrafos, que ninguém diga que a vitória lusitana não foi justa. Pode não ter sido aquele brilho cintilante de outras equipas com os mesmos cinco escudos azuis ao peito da camisola, mas foi uma equipa invencível. Sobretudo na forma como sempre se dispôs a derrotar o Destino e a fazer com que a sorte escolhesse bater-se a leu lado, ao lado dos corajosos e audazes.
Nada de mais audaz do que entrada de Éder na final em Saint-Denis. Nada de mais criativo, de mais definitivo.
A Torre Eiffel manteve-se às escuras ao longo da madrugada de domingo. Faltou luz na Cidade-luz.
Um cometa vermelho e verde surgiu e rasgou o céu. Como um presságio. Ou como um mensagem de boa nova."

Afonso de Melo, in O Benfica

Roland, o fotógrafo que virou conferencista

"Em Agosto de 1977, o Benfica participava na 6.ª edição do Torneio Ciudad de Sevilla. Mas nem tudo correu como esperado.

'Logo pela manhã' no dia 22 e ainda antes de a equipa partir para Sevilha, os enviados especiais Roland Oliveira e Luís Fernandes (do jornal O Benfica), Carlos Jorge de Oliveira (do jornal Mundo Desportivo) e o sócio José Andrade seguiram de carro. A viagem foi 'agradável', feita em velocidade moderada e em ameno convívio', sendo o Benfica tema central de conversa. Chegaram às 17 horas locais e, depois de receber as credenciais, rumaram para o hotel onde ficaria alojada a comitiva benfiquista.
Às 21 horas estava marcada a conferência da imprensa. À hora agendada, as comitivas do Vasas de Budapeste, do Bétis de Sevilha e do Sevilha FC já se encontravam no local. Mas onde estava a equipa do Benfica? A fim de solucionar essa falta, o organizador da prova, Fernando Turqual, pediu a Roland Olivieira que ocupasse o lugar de representante do Benfica, para responder às questões que fossem colocadas.
Nesta situação, o fotógrafo não soube como recusar o convite e explicou que a equipa ter-se-ia possivelmente atrasado devido ao treino matinal. De seguida, os jornalistas perguntaram qual seria a formação do Benfica para o primeiro jogo, ao que Roland respondeu: 'O Benfica tem neste momento uma equipa muito jovem, que está a lançar-se de novo na alta-roda europeia e que tem um magnífico treinador o inglês Mortimore. No que diz respeito a adiantar uma possível formação do Benfica para o próximo jogo, pois o não posso fazer porque não sou o treinador do Benfica. Deverá ser Mortimore a indicar-vos quais os atletas que irão disputar a primeira partida'.
A equipa chegou ao hotel perto das 23 horas e, devido à viagem longa, já se encontravam recolhidos nos seus quartos quando a conferência de imprensa terminou. A participação do Benfica neste torneio não foi fulgurante, mas ficou para a história a simplicidade de Roland, sempre disposto a acompanhar e a apoiar o clube do seu coração.
Poderá conhecer o trabalho de Roland Oliveira na exposição com o seu nome, até 15 de Outubro na Rua do Jardim do Regedor, em Lisboa."

Débora Cardoso, in O Benfica

A subjectividade na arbitragem

"1. um axioma da autoria de Sócrates, filósofo grego da Grécia antiga, que por mais milénios que passem e a ciência progrida, nunca deixará de ser imperiosamente actual: «Quanto mais sei, mais sei que nada sei». Vem isto a propósito da intempestiva entrada de Payet sobre Cristiano Ronaldo no jogo da final do Euro. É natural que, depois de ter visto a falta em slow motion, tenha formado o meu juízo, muito diferente aliás daquele expendido aqui n'A Bola pelo especialista e ex-árbitro internacional Duarte Gomes, que absolveu Clattenburg. Esta divergência levou-me a procurar sufrágio em jornais desportivos de Itália, Espanha e França e em todos encontrei conforto para a minha tese. A panóplia de pareceres é vasta e a conclusão unívoca: a falta foi feia e merecedora de cartão amarelo. Uns falam em «pancada voluntária», outros em «entrada dura, intimidatória e maldosa, cujo impacto levou o joelho da perna de apoio a ceder», outros finalmente em «desprezo pela tutela física do jogador que, nestes casos, tem de ser prioritária».

2. O prazo para a apresentação de candidaturas à presidência da UEFA (gerida interinamente pelo grego Theodoridis) está prestes a encerrar e para já existem apenas dois candidatos: o holandês Van Praag, 68 anos, e o desconhecido e temido esloveno Ceferin, 48, que nas sondagens está muito à frente. O espanhol Angel Villar, eterno membro do comité de executivo e tutor da arbitragem, também seria hipótese se o holandês se afastasse da corrida. No meio do caos provocado pela ausência simultânea de Platini e Infantino, agora na FIFA, há dois problemas sérios a resolver: a mudança estrutural da Champions League a partir de 2018, reclamada pelos tubarões europeus; e a abolição do fair-play financeiro reivindicada pelos investidors estrangeiros, que não aceitam o espartilho desse e de outros vínculos à UEFA."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

PS: Duarte Gomes voltou hoje à carga com uma 'extraordinária' crónica, onde defende que os erros não-deliberados dos árbitros, não colocam em causa a verdade desportiva!!! Pois são equivalentes, aos golos falhados ou às substituições mal feitas!!!!!
Esta gente não se enxerga mesmo...!!!
Os árbitros há muito, querem transmitir a ideia, que são agentes desportivos, iguais aos jogadores e aos treinadores, e portanto também podem errar...
O que eles se esquecem é que quando o Futebol nasceu, existia jogadores e treinadores, e só muito mais tarde é que inventaram a 'figura' do árbitro!!!! A função do árbitro é cumprir as Leis do jogo, e ser neutro no resultado, se os erros são deliberados ou não, isso é irrelevante para a discussão da verdade desportiva.

O malandro é Ronaldo

"Collina protege o estatuto do árbitro inglês Mark Clattenburg, salvaguardando a imagem de Payet e... agradou à Federação francesa.

Não sei se por influência de figura com o necessário relevo na UEFA ou se por livre iniciativa, em qualquer dos casos, porém, um mês depois do facto consumado, o senhor Pierluigi Collina, chefe da arbitragem europeia, veio a público emitir opinião sobre o lance que envolveu o francês Dimitri Payet e o português na final do Euro-2016 e que, antes do décimo minuto, arrumou o nosso capitão.
Entende Collina, apoiado na sua sólida experiência, que, na verdade, existiu uma situação de joelho contra joelho, em consequência de entrada faltosa de Payet, mas sem querer magoar Ronaldo, como afirmou em entrevista ao jornal italiano Gazzeta dello Sport. Prova de que ao resolver referir-se ao assunto já fora de horas constitui sinal inequívoco de que o mesmo não ficou devidamente esclarecido.
A única certeza é a de Ronaldo ter sido excluído do jogo em que ele mais desejaria participar devido a intervenção rude de um opositor, o qual nem sequer admoestado foi, embora neste pormenor, como mandam as regras da diplomacia, Collina tenha driblado a questão e suscitado dúvidas sobre a pertinência de eventual cartão amarelo. Tratou-se de um episódio infeliz, assim o classificou. Não precisava, no entanto, de engendrar observação tão vazia. No essencial, apenas confirmou o que viram os muitos milhões de espectadores que seguiram o jogo pela televisão em todo o mundo.
Não havendo a intenção de colocar o rótulo de indesejável ao futebolista francês tudo isto parece folclore de verão, para entreter. O problema central é outro e desse Collina passou ao lado: tem a ver com a estratégia adoptada pelo seleccionador gaulês, ou o caminho mais seguro para atingir o objectivo pretendido.
Será um caso absolutamente normal em futebol, mas em nada alivia a estranheza pela coincidência de tudo ter ocorrido no dealbar do encontro, ainda na fase de estudo, de aquecimento de motores. O actor principal foi Payet, como poderia ter sido outro qualquer, derivado da lesão no joelho esquerdo de Ronaldo ter sido, seguramente, tema abordado nas conversas preparatórias que Deschamps e colaboradores tiveram com os seus jogadores. De certeza que não houve instruções no sentido de acontecer o que aconteceu, mas acredito que foi aflorada e promovida a sugestão de uma primeira/segunda entrada para lhe provocar dor e inibir o seu rendimento, já o escrevi, e sublinho.
Creio, por isso, que, levado pela mesma suspeita, Collina protegeu o estatuto do árbitro inglês Mark Clattenburg, salvaguardou a imagem de Payet e... agradou à Federação francesa. A saúde da sua carreira de dirigente na UEFA recomenda ser simpático com o lado mais forte. É tudo boa gente, mas quem se tramou foi Cristano Ronaldo, o único malandro...

O futebol detém esta imprevisibilidade incomparável: num dia está-se lá em baixo, no outro quase se chega ao céu. Foi este o trajecto de Éderzito, o seu nome, na Selecção: de peça a encaixar mal no mosaico de convocados a autor do golo que deu a Portugal o título de campeão da Europa.
Santiago Segurola chamou-lhe o «herói imprevisto», eu considero que se tratou de um lance que não se adivinha, simplesmente sucede: decide títulos e arruína ou glorifica a carreira de um jogador - a luta com Koscielny, a destreza como se libertou dele e o remate de pé direito, ainda fora da área, ao jeito talvez de Berkamp, em que a bola de aparência lenta transportava magia e traição na sua trajectória.
10 de Julho será sempre dia feriado para Éder. Deu-lhe a notoriedade que ainda não conquistara, amplificou-lhe a carreira. Ele, com uma simplicidade genuína, que lhe vem da alma, contou aos portugueses a sua história de vida, feita de sofrimento, dor, esperança e sucesso.
Aquele golo vai mudar, naturalmente, o seu percurso futebolístico. Vem nos livros, mas no resto, quanto ao que ficou para trás, jamais me apercebi de tratamento menos sério que de alguma maneira dê justificação ao despropositado desabafo de um director federativo quando, depois de reacção negativa por parte do público no particular com a Bélgica, pediu mais respeito, como se o conflito entre o assobio e o aplauso fosse entrave que futebolista que se preze não seja capaz de ultrapassar.
Éder foi capaz, e no futuro, como no passado, só tem de aceitar a crítica como ela se apresenta, ora bonita, ora feia. Porque, sejamos claros, igual legitimidade deve ser atribuída tanto aos jornalistas que alvitraram a opção por André Silva, como ao seleccionador que decidiu só utilizar Éder em treze minutos antes do jogo do golo que o elevou a herói nacional. É o futebol, como deve ser visto, no seu melhor."

Fernando Guerra, in A Bola

Júbilo e comendas

"Concordo que os sucessos desportivas de relevância internacional devem ser reconhecidos pelo Poder. As condecorações têm tal propósito. Um dos primeiros desportistas portugueses a ser condecorado terá sido o meu tio Olivério Serpa, capitão da Selecção de hóquei que pela primeira vez venceu um Mundial e Europeu, em 1947,  repetindo nos dois anos seguintes, e que foi internacional também em hóquei em campo e remo. Ao deixar a prática recebeu o Grau de Cavaleiro de Ordem de Cristo. A criação da Medalha de Mérito Desportivo destinada a reconhecer superiores feitos desportivos, que até então não tinham condecorações específica, terá sido inspirada por meu pai, Sidónio, da mesma equipa e que venceu quatro Mundiais e Europeus, ao ser-lhe atribuída no momento em que deixou de jogar, em 1951, reconhecendo o seu contributo. Posteriormente criaram-se diferentes graus desta condecoração e ambos receberam, a título póstumo, tal como a restante equipa, um nível mais elevado por ocasião do cinquentenário do Mundial de 1947.
O senhor Presidente da República decidiu atribuir à Selecção de futebol a Comenda da Ordem de Mérito, por ter sido campeã europeia. Logo o atletismo, legitimamente, reclamou igual tratamento. Outros vieram e virão. As condecorações valem pela sua excepcionalidade que premeia feitos de superior relevância para o País. Por haver distintos graus de impacto e significado, parece lógico haver também diferentes níveis de simbólico reconhecimento por parte da Nação, representada no Governo e Presidência, Critérios reguladores de atribuição do Mérito Desportivo e das Ordens, associados aos seus propósitos, porventura escalonariam a premiação e evitariam eventual inflação redutora do simbolismo.
Como afirma o Senhor Presidente, devemos viver o júbilo do sucesso. Não se deve é decidir sob a emoção do júbilo ou do desgosto. Arriscamos o Panteão esgotado com campeões e as comendas à venda na Feira da Ladra. E os políticos não devem agir como adeptos, ou com demagogia."

Sidónio Serpa, in A Bola

Benfiquismo (CLXVI)

Já que estamos numa de apertos de mão... com os Spurs !!!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Andebol 2016/17

Após uma época, onde a equipa voltou a orgulhar os adeptos, as responsabilidades aumentam!
A vitória na Taça de Portugal, e a presença nas Finais do Campeonato e da Taça Challenge, acabaram por ter um sabor de 'vitória', já que as expectativas eram baixas!!!

Normalmente, estes resultados, transportados para a nova época, dariam esperança de crescimento, e de mais vitórias... Mas infelizmente, isso não deverá acontecer:
- O primeiro factor, é a alteração do formato do Campeonato. Os play-off's acabaram, e vamos ter novamente um Campeonato com 2 fases... e isso, não nos beneficia.
- O segundo factor, é o investimento brutal dos nossos adversários. Os Corruptos continuam com um investimento alto (nada de novo)... e os Lagartos, aumentaram o investimento, para valores absurdos!!! Contratações sonantes, atrás de contratações sonantes...
- A Europa este ano também será muito mais complicada... a EHF Cup é outra louça!!!
O Benfica e o ABC vão ter muitas dificuldades em competir com os outros dois! Cuidado com o Madeira SAD que está a construir o plantel muito forte...

O nosso plantel sofreu poucas alterações, basicamente uma 'troca': Borrágan pelo Terzic... além da entrada do Vidrago e do David Pinto.
Julgo que ofensivamente o Terzic irá melhorar o nosso potencial, vamos ver qual será o seu desempenho defensivo. Creio que o Vidrago irá melhorar a eficácia nas Pontas, mas não será o 'salvador da pátria'!!!
O outro factor decisivo na nossa época, será o crescimento dos nossos jovens: Lima, Moreno, Davide têm que evoluir... o Ales tem que marcar mais golos, o Uelington tem que ser decisivo nos grandes jogos!
A condição física do Ronny também será fundamental...

Uma nota para o 'não aproveitamento' dos dispensados do Sporting: parece que existiam cláusulas anti-rival!!! Cláusulas que tal como no Futebol são ilegais... e numa modalidade como o Andebol ainda são mais imorais!!! Muito sinceramente, havendo interesse desportivo na contratação do Bruno Moreira (acho que ofensivamente é melhor que os nossos Pivot's) não percebo porque é que o Benfica, não avança para a contratação...

Guarda Redes
Nikola Mitrevski
Hugo Figueira
Gustavo Capdeville

Central
Tiago Pereira
Hugo Lima

Pivot
Paulo Moreno
Ales Silva
David Pinto

Lateral Esquerdo
Uelington da Silva
Elledy Semedo
Alexandre Cavalcanti

Lateral Direito
Stefan Terzic
Belone Moreira
João Ferreira

Ponta Esquerda
Fábio Vidrago
João Pais
Tiago Ferro

Ponta Direita
Davide Carvalho
Augusto Aranda

Benfiquismo (CLXV)

Esta foi nossa... Bicampeões !!!

Dias negros...!!!

domingo, 17 de julho de 2016

Hexa-Campeões !!!

O Benfica voltou a vencer o Campeonato Nacional de Atletismo ao Ar Livre, no sector Masculino. São 6 de seguida...!!!
Mesmo com muitas ausências, e com algumas marcas abaixo do normal, deu para ganhar confortavelmente... com 148 pontos
As meninas continuam longe, hoje, devido às ausências não participámos em todas as provas...!!! Temos vencido vários títulos na formação feminina, mas está a demorar transferir os títulos para os Seniores! Terminámos em 3.º com 113 pontos.

Masculinos:
100m - Arnaldo Abrantes - 3.º - 10.84 seg
110m barreiras - Rasul Dabó - 1.º - 14,48 seg
200m - Ricardo dos Santos - 5.º - 22,52 seg
400m - Ricardo dos Santos - 1.º - 48,10 seg
400m barreiras - Yuben Munary - 6.º - 59,01 seg
800m - Emanuel Rolim - 2.º - 1.54;89 min
1500m - Emanuel Rolim - 2.º - 4.09;50 min
3000m - Hélio Gomes - 2.º - 8.36;48 min
3000m obstáculos - Alberto Paulo - 3.º - 9.06; 86 min
5000m - Tiago Costa - 2.º - 14.28; 92 min
4x100m - Estafeta - 2.º - 41,09 seg
4x400m - Estafeta - 1.º - 3.15:60 min
Martelo -Vital da Silva - 1.º - 70,06 m
Disco - Jorge Grave - 1.º - 54,17 m
Peso - Tsanko Arnaudov - 1.º - 19,34 m
Dardo - Tiago Aperta - 1.º - 73,02 m
Comprimento - Bruno Costa - 1.º - 7,27 m
Triplo-Salto - Marcos Caldeira - 2.º - 15,65 m 
Vara - Diogo Ferreira - 1.º - 5,50 m
Altura - Paulo Conceição - 1.º - 1,99 m

Femininos:
100m - Cátia Santos - 2.ª - 12,32 seg
200m - Rivinilda Mentai - 2.º - 25,03 seg
400m - Rivinilda Mentai - 2.ª - 54,54 seg
400m barreiras - Nádia Gaspar - 3.ª - 1.03;06 min
800m - Dorothé Évora - 3.ª - 2.14:05 min
1500m - Silvana Dias - 6.ª - 4.58;55 min
3000m - Carla Salomé Rocha - 2.ª - 9.19;97 min
3000m Marcha - Mara Ribeiro - 2.ª - 13.42;56 min
4x100m - Estafeta - 2.ª - 46,48 seg
4x400m - Estafeta - 2.ª - 3.46;95 min
Martelo - Patrícia Penteado - 5.ª - 46,33 m
Disco - Juliana Pereira - 2.ª - 44,57m
Peso - Lacabela Quaresma - 3.ª - 12,99 m
Dardo - Sara Firmino - 4.ª - 33,69 m
Comprimento - Lacabela Quaresma - 3.ª - 5,78 m
Triplo-Salto - Susana Costa - 1.ª - 13,93 m
Vara - Cátia Pereira - 2.ª - 4,00 m
Altura - Rafaela Vitorino - 2.ª - 1,70 m

PS: Em Tiblisi, nos Europeus Juniores, depois da desilusão nos 100m barreiras (toque numa barreira...), a Marisa Vaz de Carvalho conquistou a medalha de Bronze no Salto em Comprimento, com 6,08m.

Momentos de glória

"E campeões fomos nós. Todos nós. Mesmo os que não acreditavam. Mas que não deixaram de natural e legitimamente comemorar.

1. No domingo passado vivi uma alegria imensa e intensa em Paris. Vivi momentos de glória! Abracei e chorei. Sim no momento do golo do Éder não consegui limpar as lágrimas que me correram pela face. E no instante do apito final do árbitro rejubilei como nunca. Dei um abraço apertado aos meus amigos de jornada parisiense - da Ana à Isabel, do Tomaz ao Joaquim, do Francisco ao Bruno - e partilhei cumprimentos efusivos com os portugueses e as portuguesas que estavam nas filas mais próximas. E olhei para o Fernando Gomes, para o Humberto Coelho, para o Tiago Craveiro, para o José Luís Arnaut e para o Hermínio Loureiro e acompanhei os seus olhares de intensa satisfação no momento imediatamente subsequente à entrega da Taça de Campeões da Europa a Cristiano Ronaldo, coma cumplicidade sentida de Fernando Santos. Tive, assim, o privilégio de participar, no Estádio, na festa portuguesa. E à saída um grande empresário português radicado em Paris, reconhecendo-me, disse-me com a voz embargada: «Senhor Doutor, estava à espera deste momento há cerca de cinquenta anos. Cheguei aqui sem nada e no espaço de um mês participei aqui no Dia de Portugal e tive o privilégio de viver este jogo único. Não avalia a importância deste momento. Para nós que quase nos sentíamos abandonados!» Percebi bem estas palavras. Em Marselha, no final do jogo contra a Polónia, senti a imensa vontade da equipa - de toda a estrutura da Selecção! - em chegar a Paris. E na capital francesa ao longo do dia de domingo senti uma emoção única. Um sentimento fraterno. Uma vontade de vencer aquele que se considerava, mesmo com um autocarro festivo preparado, como um vencedor antecipado. As capas dos jornais franceses antecipavam a festa à noite. A Torre emblemática iluminada com as cores da bandeira francesa. E as avenidas de todas as cidades inundadas de caravanas que exaltavam a França, a conquista de uma selecção que dominaria Portugal e quase que humilharia os liderados, e bem, por Fernando Santos e capitaneados, com orgulho, por Cristiano Ronaldo. E no dia imediato, na segunda feira, fui eu que fui à nossa Alameda saudar uma Selecção que recebeu, ao longo de quase cinco horas, um abraço único de milhares de portugueses e lisboetas.
E nesse instante foi um abraço que juntou os milhares de emigrantes que os acompanharam a tempo permanente em França e os milhões - os quinze milhões! - que, em diferentes partes deste mundo cada vez mais caótico, vibraram, como nunca, com este feito único do futebol português. E repito: feito único.
Mesmo que alguns, agora queiram comparar competições como se a expressão «europa» - e escrevo, de propósito, em letra pequena! - fosse similar ou equivalente em... todas as situações. Políticas ou sociais, financeiras ou mesmo desportivas!

2. Na madrugada do regresso de Paris e numa das poucas lojas abertas do aeroporto da capital francesa vi, e de imediato comprei, um livro com um título que me chamou a atenção: Arrogante como um francês em África. Tinha sentido a arrogância francesa ao longo do dia. À chegada ao principal aeroporto de França só um autocarro para transportar os passageiros portugueses do seu avião. E alguns ficaram, naturalmente, largos minutos à espera de vez dentro do avião. Nas entradas do Estádio uma superioridade assumida e inequívoca. Mas o livro, quase que devorado na viagem de regresso, ajudou-me a perceber a imensa «dor» que percorreu a França na noite do passado domingo. Já que uma imensa dor - esta sim sem aspas! - foi sentida, por todos nós, na noite do trágico e cobarde ataque terrorista em Nice. O livro ensina-nos que a última sala que se visita no Museu da Françafrique é a sala das «ocasiões perdidas». Foi o que aconteceu à França. E, em contraponto com aquele momento inspirador do Éder, foi, para nós, o instante da «ocasião conquistada». Conquistada por um grupo único e unido. Em que todos, na sua dimensão e na sua responsabilidade, foram responsáveis pelo momento mais grandioso do futebol português. E por uma das páginas de ouro do desporto português-
Mesmo que alguns, da literatura à política envergonhada, da sociologia estruturalista à psicologia evolutiva, não queiram compreender a dimensão da conquista e a importância desta vitória. Que é uma vitória de uma estrutura. De Fernando Santos e de Cristiano Ronaldo. De Fernando Gomes e de Pepe. De Tiago Craveiro e de Rui Patrício. De Humberto Gomes e de Renato Sanches. De João Vieira Pinto e de Raphael Guerreiro. De José Carlos Noronha e de Ricardo Quaresma. Das mãos milagrosas. Dos paladares singulares. Da segurança exemplar. Da comunicação responsável. Do marketing envolvente. Do protocolo eficaz. É uma vitória de todos. Mas também da fé do seleccionador, da força do capitão e da vontade dos jogadores. E daquela motivação e daquela inspiração - com muita transpiração - do Éder!

3. Permitam-me duas notas estatísticas. Cristiano Ronaldo foi o jogador mais rematador deste Europeu. Rematou 46 vezes. Mais remates do que metade - 12 - das selecções que participaram neste Europeu do nosso contentamento. E Portugal foi a Selecção que mais faltas sofreu. Foram noventa e quatro. Notas que também são dados. Que ajudam a perceber o que se fez e o que se sofreu. Mesmo que alguns gostem muito de falar da falta de nota artística. Mas esta, em regra, só conquista certa opinião. Escrita e falada. Não gera, a maior parte das vezes, campeões. E campeões fomos nós. Todos nós. Mesmo aqueles que não acreditavam. Mas que não deixaram de natural e legitimamente comemorar. E de se associar a este momento de glória.

4. Portugal, a partir de Oliveira de Azeméis, conquistou o Europeu de hóquei em patins. Aqui, dezoito anos depois. Outro momento de glória. Também com sofrimento frente a uma forte Itália. Em que as alegres bancadas, bem repletas, foram um verdadeiro suplemento de alma!
Aqui combinou-se uma vitória merecida com exibições de elevada nota artística. E todos, também todos, estão de parabéns. De Luís Sénica a João Rodrigues. De Reinaldo Ventura a Diogo Rafael. De Ângelo Girão a Hélder Nunes. De Ricardo Barreiros e Gonçalo Alves. De Nélson Filipe mais José Rafa Costa. E Henrique Magalhães. Onde há vontade de vencer há espírito de conquista. De paris a Oliveira de Azeméis são momentos de glória. Vividos e partilhados. Sentidos e merecidos. Bem merecidos."

Fernando Seara, in A Bola