Últimas indefectivações

sábado, 27 de junho de 2015

Tranquilos

O mercado está aberto e a imprensa bombardeia, todos os dias, os adeptos com notícias de primeira ou última hora relativamente a novas saídas, contratações ou rescisões. Jogadores em Paris, Estados Unidos ou até - imagine-se - na China! Valores de prémios, nomes de adjuntos e até novos patrocinadores: tudo num rol quase inimaginável de factos e artefactos para premiar os leitores e os telespectadores com novelas intermináveis.
Mantenhamo-nos tranquilos! Luís Filipe Vieira já deu provas consolidadas de que sabe lidar com o mercado e com a turbulência das notícias. De que sabe estar muito acima de atitudes vingativas ou retaliatórias que predominam noutros clubes - veja-se a atitude da contratação de Rui Vitória face à pressão para a contratação de Marco Silva! De que mesmo quando os números obrigam a contenção, sabe apostar estrategicamente nas áreas e nas pessoas certas, que muitos títulos têm entregue ao Sport Lisboa e Benfica.
Mantenhamo-nos tranquilos! O Benfica é muito maior do que qualquer treinador, adjunto ou jogador, por muito que a coerência - ou a falta dela - seja a nota de conduta de alguns profissionais do Futebol, acreditemos que quem nos lidera sabe bem o que quer para o Clube. Alguns preferem continuar a garantir que este ou aquele jogador vão para o FC Porto. Outros que aqueloutro juvenil será cedido como moeda de troca para um qualquer clube asiático ou do médio oriente. Outros ainda apostam tudo em como será impossível vencer com jogadores da Formação, sejam eles três, cinco ou dez. Eu prefiro dizer que tenho a certeza de que Vieira continua a ser o timoneiro deste clube e que isso me dá uma imensa tranquilidade para encarar a próxima época, que começa já a 9 de Agosto.

André Ventura, in jornal 'O Benfica'

Decisão definitiva da Autoridade da Concorrência

A melhor forma de passar que um determinado facto é uma vitória, quando ele afinal é uma grande derrota, é aproveitar o desconhecimento técnico, voluntário ou não, dos meios que supostamente o deveriam divulgar. Em 28 de Novembro de 2014, na parte que interessa, foi assinado o seguinte documento de compromissos perante a Autoridade da Concorrência.
"As empresas visadas no processo de contra-ordenação número...., que corre termos no Departamento de Praticas Restritivas da Autoridade da concorrência assumem perante a Autoridade da Concorrência, no enquadramento legal estabelecido pelo artigo 23º da Lei da Concorrência aprovada pela Lei nº 19/2012 de 8 de Maio, o cumprimento integral de um conjunto de obrigações.
Os Compromissos entram em vigor na data de produção de efeitos da decisão de arquivamento nos termos do numero 6, do artigo 238, da Lei da Concorrência.
(a) Na celebração de novos contratos que tenham por objecto, total ou parcialmente, os Direitos, as Declarantes obrigam-se a não incluir clausulas que lhes confiram um direito de preferência na contratação dos Direitos para outras Épocas Desportivas após o termo desses novos contratos.
As Declarantes obrigam-se a dar conhecimento à AdC dos novos contratos referidos que celebrarem ate ao final da época de 2017/2018, enviando copia dos mesmos no prazo máximo de 10 dias úteis após a respetiva celebração.
No que respeita aos Contratos, as Declarantes,(CONFIDENCIAL-SEGREDO DE NEGÓCIO), renunciam na presente data ao direito de preferencia de que a e detentora e beneficiaria." Ou seja, o fim do direito de preferência na celebração de qualquer novo contrato de direitos de transmissão televisiva e (ou) de publicidade, estática e virtual.
E também foi fixado o fim da exclusividade, tudo com efeitos para os anos futuros.
"As Declarantes obrigam-se a não celebrar novos contratos que tenham por objecto, total ou parcialmente, os Direitos, com uma clausula de exclusividade superior a três Épocas Desportivas consecutivas incluindo renovações, aditamentos e/ou suspensões do termo de vigência dos novos contratos.
Na contagem das três Épocas Desportivas não se inclui a Época Desportiva em curso no momento da celebração do contrato."
E depois a "cereja no topo do bolo", ou seja, o colocar fim aos contratos sem qualquer indemnização.
"As Declarantes assumem a obrigação de comunicar as contra-partes nos Contratos que estas podem unilateralmente e sem qualquer penalidade ou dever de compensação, denunciar os Contratos, com efeitos a partir do final da Época Desportiva 2015/2016 desde que o façam ate 30 de Novembro de 2015, por carta registada enviada a...."
O processo desde aí seguiu os seus trâmites, tendo desembocado agora na sua efectividade no princípio do mês de Junho de 2015.
Isto poderá gerar, ou não, uma grande revolução televisiva, digital e de multimédia.
Relembremos que a BTV, antecedeu este cenário com mais de dois anos de antecedência, através da sua Direcção.
Em termos práticos, poderão surgir no mercado outros operadores, pois os contratos podem ser denunciados por todos, com efeitos a partir do final da época desportiva desde que o façam até 30 de Novembro de 2015. Alguém noticiou esta revolução que se avizinha?
Alguém noticiou a verdadeira dimensão do conteúdo intrínseco das mudanças de jogadores e treinadores no Futebol português?
Alguém noticiou como funcionam os bastidores do Futebol quando um clube renasceu das cinzas e começou a dominar o panorama desportivo português?
Ou será que alguns não compreenderam, outros não quiseram e outros ainda, chutaram mesmo para canto? 

Dislexia


Quando os factos não interessam, há uma enorme propensão para se chutar para canto. Realmente a melhor forma de não assumirmos responsabilidades e hoje quase ninguém as assume, é chutar pela linha de fundo.
Só vão à Barra do Tribunal três tipos de pessoas - os culpados, os que assumem responsabilidades e são voluntaristas e os que estavam no sitio errado à hora errada, mas nada tendo a ver com o cenário.
Assumir responsabilidades é claramente das coisas mais difíceis e estúpidas, de se fazer nos tempos modernos.
É tão bom ser "pau mandado" e nunca se perceber o que se está a fazer! Ou pelo menos, fazer de conta de que não se percebe, nada de nada!
E depois há aqueles que passam sempre pelos intervalos da chuva e que nada contribuem para nada, apenas contribuem para "encher chouriços".

António Pragal Colaço, in jornal 'O Benfica'

A melhor época de sempre?

A subjectividade inerente a uma avaliação deste género, torna as escolhas passíveis de contestação. Há que delimitar o âmbito, para, de seguida, contextualizar as épocas, as modalidades e as competições disputadas. 
Por exemplo, no Basquetebol, 2014/15 foi a temporada em que o Benfica conquistou mais provas nacionais (5), mas não a melhor de sempre: Em 1994/95 também atingimos o pleno (4 provas). No entanto, a prestação europeia (melhores 16 da principal competição), faz a balança pender a seu favor. Outro caso elucidativo é o do Futebol em 2013/14: O Benfica venceu os três títulos nacionais em disputa (CN; TP; TL), estabelecendo um recorde, e chegou à décima final europeia do seu historial. Todavia, 1960/61, pela glória alcançada com a vitória na final da Taça dos Campeões Europeus e por termos arrecadado mais um título nacional, é, na minha opinião, a melhor de sempre.
No âmbito estritamente desportivo e em termos globais, a época que agora finda foi, a nível nacional, a melhor de sempre do Sport Lisboa e Benfica (e de um Clube português). Assumindo que sermos campeões nacionais de Futebol é uma premissa, é necessário recuar a 1988/89 para encontrarmos uma temporada em que tenhamos conquistado 7 Campeonatos Nacionais (Futebol, Basquetebol, Atletismo, Andebol, Natação, Bilhar e Ténis). Em 2014/15, vencemos 8: Futebol, Basquetebol. Hóquei em Patins, Futsal, Voleibol, Atletismo, Snooker e Triatlo, aos quais acrescentámos quatro "dobradinhas", os plenos do Atletismo, Basquetebol e Voleibol e as conquistas na vertente feminina do Râguebi, Hóquei em Patins (o pleno nacional e a Liga Europeia), Futsal e Pólo Aquático. Inesquecível!

João Tomaz, in jornal 'O Benfica'

Há mais fumo do que fogo

Rui Vitória terá como tarefa primeira e decisiva fixar o plantel com que poderá contar durante a temporada. Todos os dias há supostas entradas e saídas que são anunciadas nos media. Não se poderá dizer como noutros tempos que «é só fumaça» mas seguramente «há mais fumo do que fogo». Confiemos na SAD e no treinador para definirem o grupo que atacará os títulos. O presidente Luís Filipe Vieira prometeu na apresentação do treinador que este iria contar com um grupo capaz de vencer, e isso basta-me.
Na última época já o mês de Agosto ia a meio, e de Jonas, Samaris e Júlio César não se falava. Depois vieram os jogadores e os títulos.
Deixemos para a concorrência a disputa do título de campeão da pré-época, no Benfica queremos é ser campeões nacionais pela 35ª vez. As taças que procuramos são a de Portugal e da Liga.
Há no entanto, natural expectativa, e enquanto a bola não salta, não faltam línguas incendiárias a ocupar o espaço mediático. São óptimos estes defesos quando se ganharam os títulos quase todos, e são péssimos e intermináveis quando não se ganhou quase nada.
Ainda não sei quem será o Etoile Carouge da presente temporada, não tenho todo o calendário da pré-época presente, mas só dia 9 de Agosto, será a doer e para ganhar.
Mas no cardápio da pré-época muitos aperitivos de categoria como o PSG, Fiorentina, Nápoles ou América.
Merecida referência à selecção nacional de Sub 21 pelo brilhante desempenho, e apuramento Olímpico. Sublinhado também para Lindelof, o sueco que este ano vai estar no plantel principal do Benfica, e que está a dar boas indicações.
Última referência para a medalha de ouro de Telma Monteiro, a quem já só falta uma medalha olímpica a coroar uma carreira desportiva de sonho. 

Sílvio Cervan, in jornal A Bola

O nosso treinador

À medida que a poeira assenta, a nação Benfiquista vai-se congregando em torno do novo treinador.
Qualquer mudança traz sempre alguma ansiedade associada. Sobretudo quando parte de uma base de sucesso. Diz-se que as grandes reformas devem fazer-se na quietude do triunfo, e não no tumulto do fracasso. O certo é que a volatilidade dos tempos modernos não permite dormir sobre êxitos findos. Ela obriga a reinventar para manter o rumo. O passado respeita-se, e evoca-se, mas é o futuro que deve orientar a acção. O futuro do Futebol encarnado chama-se agora Rui Vitória. O técnico ribatejano chega ao nosso Clube bastante mais jovem, e traz na bagagem um currículo bastante mais composto, que o do anterior treinador em 2009. Vem com a ambição e a energia de quem quer conquistar o Mundo. Traz, ainda, um suplemento de alma importante numa actividade que vive de paixões: é Benfiquista. É um dos nossos! A humildade com que afirma que irá manter o que está bem, abona em seu favor. O discurso afirmativo, confiante e clarividente também. É um homem do Futebol, mas não é um homem apenas do futebol. Acredito que, mais do que para transformar, ele vem para acrescentar. 
Em Agosto, quando as competições oficiais se iniciarem, todos seremos um só. O novo treinador, um renovado plantel (certamente competitivo, e com a mesma sede de ganhar), e os mesmos adeptos de sempre - aqueles que fazem do Benfica o gigante que é, e que, com diferentes treinadores, com diferentes jogadores, vão festejando campeonatos sucessivamente. Já vamos em 34. O próximo é o 35.º. E este será com Rui Vitória sentado no banco.

Luís Fialho, in jornal 'O Benfica'

Vêm aí os abutres

Todos os anos, a história repete-se. O título ainda pode estar por decidir, os jogadores-chave não sabem ainda se continuam ou se seguem viagem atrás dos euros ou dos petrodólares, mas já os jornais fazem capas com o "interesse de" ou as "saídas mais que certas" e todas aquelas banalidades a que já nos habituámos. E assim será enquanto o SL Benfica for aquilo que é desde sempre - o maior Clube de Portugal, o que tem mais adeptos, o que gera mais receitas, o que vende mais jornais.
Estamos no fim de junho, falta mais de um mês para a primeira competição oficial e poucos dias para os treinos da nova época se iniciarem. E até agora o que é que já perdemos em termos de capital humano?
Pouco, muito pouco.
O treinador é um homem da casa, há jogadores emprestados que vão ter novas oportunidades, há esperanças da equipa B que são cada vez mais certezas, há valores seguros que continuam no SL Benfica, há estrelas da companhia que podem ou não sair, mas há soluções à vista para o caso de ser necessário. Esta é a realidade, depois há a utopia, há a tentativa de inflacionar salários, o desejo de criar casos e instabilidade.
Não vale a pena perder muito tempo a imaginar quem pode ganhar com isto, é fácil, está na cara há muitos anos. Ganham os rivais e seus dirigentes, os olheiros, os empresários, os vendedores de jornais, a turba de comentadores anti-benfiquistas. Sim, vão sair jogadores, é sempre assim nas grandes equipas. Uma coisa é certa: quem ficar, quem regressar e quem vier de novo vai jogar com uma camisola onde não falta o escudo de campeão (bicampeão), um patrocínio poderoso e mais de cem anos de glória. Ou como diz José Mourinho em inglês: os cães ladram e a caravana passa.

Ricardo Santos, in jornal 'O Benfica'

Mercado da Luz F15 I

Gloriosos Indefectíveis,

Em comunicado enviado à CMVM o Sport Lisboa e Benfica, comunicou os seguintes factos relativos a atletas de futebol:

Atletas já sem vínculo (7): 
- Benito, João Cancelo, André Gomes, Pedro Alves, Sulejmani, Rodrigo, Funes Mori

Atletas já contratados (10):
- Ederson, Marçal, Carcela, Dálcio, Diego Lopes, Léo Natel, Pelé, Tarabt, Francisco Vera, Murillo

Equipa técnica:
- Treinador principal: Rui Vitória
- Treinadores adjuntos: Arnaldo Teixeira, Sérgio Botelho, Minervino Pietra
- Preparador físico: Paulo Morão
- Treinador de guarda-redes: Hugo Oliveira
- Benfica Lab (coordenador): Bruno Mendes
- Vídeo analista: Marco Pedroso

Informação com Selo de Garantia: 'O Indefectível'

Consultar fonte (pag. 75)

Mercado da Luz

Gloriosos Indefectíveis,

O Indefectível inaugura hoje a série 'Mercado da Luz'.
De hoje em diante os artigos publicados sobre a designação 'Mercado da Luz' irão abordar tudo o que são as movimentações de jogadores e treinadores efectivamente confirmadas pelo Sport Lisboa e Benfica. No 'Mercado da Luz' quem tem voz é o feirante e o feirante neste caso é o Sport Lisboa e Benfica.

O objectivo desta série é servir de ponto de referência para consulta e debate sobre as movimentações que vão sendo concretizadas ao longo da época desportiva nas diferentes janelas de transferências.

Iremos ter dois tipos de mercados: O mercado associado ao futebol e o mercado associado às modalidades.

As designações serão pois:
- 'Mercado da Luz F15 I'
- 'Mercado da Luz M15 I'
onde 'F' significa Futebol, 'M' significa Modalidades, '15' significa o início da época desportiva de 2015/2016 e onde o 'I' é a numeração romana da ordem de publicação referente à época desportiva em causa.

Fiquem pois sintonizados que toda a informação será aqui do melhor modo apresentada.

Pelo Benfica! Sempre!

Redheart <3

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Quem mais arrisca?

Promete ser espetacularmente de gritos o próximo campeonato de futebol. Agora é que é mesmo: Benfica, FC Porto e Sporting (mera ordem de classificação na anterior Liga) precisam de ser campeões. Precisam! Os três arriscam imenso! Quiçá mais do que nunca. E, no final, inevitável, haverá dois perdedores...
Todos na zona vermelha do conta rotações (e desta feita, também mais do que nunca, incluindo os três treinadores...), quem arrisca ainda acima do risco dos outros? Luís Filipe Vieira e Rui Vitória? Pinto da Costa e Julen Lopetegui? Bruno de Carvalho e Jorge Jesus?

Adeptos do Benfica, regressados ao hábito de vencer, reclamam 3.º título consecutivo (aí, sim, haveria retorno da longínqua hegemonia benfiquista). Se esse objetivo falhar, cabo das tormentas para Luís Filipe Vieira que, provocando quase generalizada estupefação, empurrou Jorge Jesus para a porta de saída (enorme maioria de adeptos, de qualquer dos gigantes, está-se nas tintas para restrições financeiras e projetos a médio prazo; quer é títulos; sobretudo na massa de adeptos nos quais se enraizou esse ótimo sabor...).
Ainda assim, Vieira poderá contrapor, a par da necessidade de vacas magras nas finanças, o trunfo dos dois últimos títulos. E do regresso de Benfica campeão também em quase todas as outras modalidades. Chegará para anular eventual fiasco no futebol? Depende do nível do fiasco. Muito dificilmente se equipa em reconstrução com escassez de meios for atirada para regresso aos consecutivos anos de Benfica limitado ao 3.º lugar.
Rui Vitória arrisca, mas bem menos. Se acontecer flagrante dissonância de meios face aos que teve o seu antecessor (embora o último título tenha sido grande proeza de Jorge Jesus, após perder, de rajada, 8 campeões!, e perante o luxo do plantel portista). Que plantel Vieira irá dar ao novo líder técnico? Rui Vitória, pressionado pelo novo projeto de aposta em jovens vindos da formação, logo frisou: «Sim mas não sou tolinho...».

FC Porto não pode perder 3 campeonatos a fio... E agora, subitamente, vê forte hipótese de novo Sporting ampliar o habitual palco de duelo com o Benfica.
Pinto da Costa decidiu manter Lopetegui. Ambos pressionados ao máximo. Por isso, já se percebeu: o FC Porto perde Danilo, Casemiro e Jackson, mas encaixa milhões de euros à escala de dezenas e não irá desinvestir. Pelas contratações já feitas e pelas que parecem a caminho, com base no Dragão estará outro plantel de luxo. Ou como Lopetegui estará proibídissimo de voltar a falhar... Se isso acontecesse, o pedestal de Pinto da Costa muito abanaria.

Jorge Jesus assume a responsabilidade de intenso foco como protagonista de revolução à vista. No entanto, é de Bruno de Carvalho o máximo risco. Na grande cartada de contratar o treinador bicampeão apostou tudo. Dificílimo meio termo entre estrondoso êxito e início de desmoronamento. Bruno de Carvalho acerta em cheio nos treinadores: Leonardo Jardim, Marco Silva, Jorge Jesus. Contraponto: com o primeiro, desafinou-se na ponta final (mau grado o 2.º lugar); com o segundo, criou verdadeira borrasca logo a meio da época e teceu indigno final (apesar da conquista da Taça de Portugal). Agora, tendo arriscado enorme salto em frente Bruno de Carvalho enfrenta enorme diferença: está absolutamente dependente de Jorge Jesus (êxito ou fracasso).

Por isso, ao presidente do Sporting não bastará o enorme e tão inesperado, investimento financeiro neste treinador. Terá de prossegui-lo no plantel. Nas receitas não concretizadas por veto de Jorge Jesus às saídas dos mais valiosos jogadores. E na aquisição dos reforços a sério que Jorge Jesus reclama e lhe terão sido prometidos. Reviravolta na política de treinador e plantel com baixos custos. E rápido acentuar de aposta em recrutamento na formação fica adiado. Porque, se Rui Vitória já frisou não ser tolinho, Jorge Jesus é... raposa velha.

Conclusão: as duplas responsáveis no FC Porto e no Sporting arriscam ainda mais do que a do Benfica, apesar de tudo...

Santos Neves, in jornal A Bola

Mini Pereira e Marco Selva

Se, porventura, Maximiliano Pereira continuar no Benfica vão ser poucos os adeptos benfiquistas dispostos a perdoar-lhe amorosamente, como sempre fizeram, a mais pequena falha em campo, coisa que raramente acontecia. 
- Devias ter ido para o Porto! - é o grito que surgirá das bancadas sempre que o uruguaio desacertar.
É no que dão estes romances insuportavelmente esticados para lá do tempo razoável da intriga. Enjoam. 
Não tendo havido consenso entre as partes para a renovação do contrato antes do fim de 2014, era certinho que a discussão do futuro do jogador iria ser um dos pratos fortes do defeso de 2015, até à exaustão. 
Maxi Pereira está há oito anos na Luz e, devagarinho, foi-se afirmando como um esteio da equipa, como uma referência de empenho e de dedicação que conquistou o coração dos adeptos convencidos de que tudo aquilo que o viam fazer em campo era obra de um insuspeito benfiquismo intercontinental que lhe corria nas veias desde a hora em que nasceu, lá longe no Uruguai.
A dor iminente de se perder um excelente defesa-direito tem vindo a ser suplantada, e brutalmente, pela decepção de uma evidência mil vezes mais castigadora. A de que, afinal, Maxi Pereira não é do Benfica desde pequenino, é apenas um profissional de futebol - e dos bons! - que faz contas à vida e deita os olhos ao seu futuro.
A esta chatíssima novela nem sequer falta um suposto vilão. Trata-se do empresário do jogador, esse grande malandro que quer enfiar Maxi no Porto tal como já fez no passado com Cristian Rodriguez, outro uruguaio por si agenciado que transitou da Luz para o Dragão sem pensar duas vezes.
Porque o processo foi muito rápido, a deserção de Cristian Rodriguez causou surpresa e comoção. O eventual trânsito no mesmo sentido de Maxi Pereira já não causará surpresa nem, muito menos, comoção porque este enredo abusa da lentidão e da paciência geral.
Exaspera-se, em primeiro lugar, o público que concede benevolentemente um tempo legítimo para estes suspenses. Mas depois, vendo a acção engonhar, acaba toda a gente por se desinteressar do assunto. Qualquer que seja o desfecho, já vai tão longa a conversa que, francamente, deixou até de ser emocionante para passar a ser coisa enfadonha, entediante. Talvez seja esta a estratégia do Benfica para perder Maxi Pereira para o Porto ou para qualquer outro emblema sem que haja revolta na Luz.
- Vamos aborrecê-los de morte com o caso Maxi Pereira até ser um alívio a sua partida! E, assim, se perderá sem fazer ondas um jogador que foi importantíssimo no renascer do Benfica para a conquista de títulos e na consequente recuperação da auto-estima da casa que andou muito por baixo durante anos a fio.
Aconteça o que acontecer, é nossa obrigação agradecer a Maxi Pereira a entrega total em oito anos ao serviço do Benfica. Foi frequentemente notável o seu contributo.
Ao ponto de nos fazer achar que, finalmente, já havia entre os jogadores quem interpretasse maravilhosamente o papel de moicano de eleição, servindo de exemplo não só para os mais novos do balneário mas também de exemplo para os nossos adeptos imparáveis que se reviam inteiros e de alma lavada naquele uruguaio não menos imparável.
No Benfica, Maximiliano Pereira foi sempre Maxi.
O Maxi Pereira da Luz. Nunca Mini Pereira.
Mini Pereira será para os outros. E acabem lá com isto, por favor.

Se já é arrevesado e injusto despromover Maxi Pereira a Mini Pereira feitas as contas aos tais oito anos passados pelo uruguaio no Benfica - e vá ele para onde for -, o que dizer do absurdo da transformação de Marco Silva em Marco Selva após um ano em Alvalade com a conquista de um título oficial coisa que não se via por aquelas bandas há uma quantidade de anos?
Os presidentes ao presidir podem fazer o que lhes dá na gana. Aliás, em alguns casos, foi para isso mesmo que foram eleitos. Contratar e despedir funcionários é uma das atribuições de quem preside e o exercício da vontade suprema, o luxo das decisões indiscriminadas, o poder absoluto sem quem o contrarie são as pequenas alegrias de quem, de repente, se vê numa altíssima posição de comando sem saber muito bem como.
O despedimento com alegada justa causa de Marco Silva é uma decisão que cabe na área de legitimidade do presidente do Sporting e que, por isso mesmo, não se discute a sua autoridade - presidente é presidente - embora, tudo o indique, venha a ser discutido em tribunal.
Despediu, está despedido, acabou-se a conversa.
É normal, é futebol.
O que não é normal nem é futebol é esta coisa malsã de andar o presidente despedidor, consumado o acto, a insultar o treinador despedido com palavras feias e destruidoras do carácter de um profissional que desse ponto de vista, profissional, não falhou no seu ano de trabalho. Ou falhou?
O presidente do Sporting quer fazer de Marco Silva um Marco Selva.
Quer-me parecer que, neste capítulo, não vai ter sorte nenhuma.

Amigos sportinguistas e portistas dizem-me que não querem o Maxi Pereira nos seus respetivos clubes porque, sendo ele um caceteiro de primeira ordem, passará a vida a ser expulso já que nem o Porto nem o Sporting gozam da proteção dos árbitros ao contrário do que sucede com o Benfica.
No fundo, não acreditam no que dizem.
Pois se fosse assim nem o Sporting se dava ao trabalho de contratar o treinador campeão Jorge Jesus nem o Porto se incomodava a desviar jogadores campeões do Benfica. Bastava-lhes seduzir árbitros. Uns poderiam até depositar uns quantos milhares de euros na conta de um qualquer fiscal-de-linha distraído enquanto outros poderiam impor à descarada os produtivos métodos da fruta e do cafezinho com leite.
Mas não. O que querem mesmo é jogadores do clube campeão e o treinador do clube campeão, o que se compreende.
No entanto, confesso que gosto desta fama que o Benfica bi-campeão ganhou. Considero mesmo uma maravilhosa novidade ouvir os nossos rivais utilizar os mesmos argumentos que nós, benfiquistas, utilizávamos quando as coisas corriam ao contrário dos nossos desejos materiais.
Por exemplo, quando o Argel, que tinha passado pelo Porto, chegou ao Benfica e levou o seu primeiro cartão amarelo num dos seus primeiros jogos de águia ao peito, levantou-se imediatamente um coro de inteligentes nas bancadas da Luz:
- Se ainda fosses do Porto não tinhas levado amarelo!
É esta a lógica das emoções no mundo da bola. O reportório é muito escasso e pouco imaginativo no que diz respeito a reclamações e a justificações. Se, outro exemplo, Jorge Jesus falhar no Sporting - como se deseja deste lado da Segunda Circular - ainda vão dizer muitos inteligentes que o Benfica mandou o seu antigo treinador no papel de emissário disfarçado para destruir o Sporting a mando de Luís Filipe Vieira com quem fingiu estar zangado.
As histórias repetem-se e repetem-se e repetem-se.
E é assim que andamos todos entretidos.

Afinal parece que o Jonas já não se vai embora. Era uma pena se fosse porque se trata de um grande artista e de um exímio goleador. Julgo que a receita do sucesso do Benfica na última época se ficou a dever ao eixo Júlio César, num extremo, e Jonas, no extremo oposto.
Os dois veteranos brasileiros deram à equipa de 2014/2015 uma eficácia que chegou a ser posta notoriamente em causa depois da debandada de meia-equipa do lindo triplete de 2013/2014.
Seria um descanso partir para a época de 2015/2016 com o mesmo eixo de sábios no ativo. Júlio César a não deixar os golos entrar e Jonas a meter golos nas balizas dos adversários. Quanto aos demais, logo se verá quem vem e quem vai. Mas estes dois, se for possível, é para deixar estar como está.

Excelente decisão da Liga ao impedir que os jogadores emprestados defrontem os seus clubes emprestadores. Tudo o que é em prol da transparência é bom para o negócio e para toda a gente. A única pessoa que pode ficar triste com esta regra é o Miguel Rosa porque assim, deixa-se de falar dele naquelas duas vezes por ano em que era o jogador mais famoso e mais influente de Portugal.

Leonor Pinhão, in jornal A Bola

Falências e obscenidades

Há poucos anos, havia o clássico escocês Celtic-Glasgow Rangers. Uma espécie de Benfica-Sporting, de lá. Entretanto, os protestantes (Rangers) não conseguiram superar o garrote financeiro e foram declarados insolventes. Foi criado um seu ersatz, que começou por baixo e está agora na 2ª divisão. Assim terminou o (pouco) fascínio de uma liga monopolizada pelos dois rivais de Glasgow.
Agora são mais dois clubes que abrem falência. O Parma, em Itália e o CSKA, na Bulgária. Os italianos de uma cidade da parte rica transalpina chegaram ao fim, depois de gloriosas épocas, mas também de fantasias, tendo ganho uma Taça das Taças, duas Taças UEFA e uma Supertaça Europeia. O clube oriundo do exército búlgaro, crónico campeão, antes temido nas competições europeias, sucumbiu depois de desvarios. 
Por cá, tudo numa boa. Treinador entre os mais bem pagos do planeta, transferências de muitos milhões, contratos inexplicáveis no contexto português e de crise (pelo que li, no caso de Maxi, haverá oferta de valores mensais que são 571 vezes o salário mínimo ou, dito de outra forma, correspondendo o salário mensal do uruguaio a 41 anos de trabalho de uma pessoa com o salário mínimo!), comissões obscenamente exigidas e recebidas por intermediários que fazem de conta que são empresários. 
A festa continua, numa vertigem que se sabe como começa, mas não se conhece como acaba. Certa populaça, que vocifera contra outros ordenados, discorre sobre anormalidade desta apoplexia salarial, imoral e injustificada, alimentada por certos media tão críticos para uns euros e tão acríticos para esta flagrante obscenidade.

Bagão Félix, in jornal A Bola

Di Maria com espinha atravessada

Gloriosos Indefectíveis,

Os nossos nunca se esquecem. Angel Di Maria é um dos nossos. Sempre que fala do Sport Lisboa e Benfica fa-lo com muito carinho e está gravado no meu coração vermelho de indefectível como um dos indefectíveis. Angel Di Maria e Oscar Cardozo têm aí um cantinho especial. Dois jogadores ímpares e inigualáveis.

Ontem, Angel Di Maria (Fideo) concedeu uma Entrevista ao jornal argentino Olé onde aborda assuntos vários, especialmente ligados à selecção alviceleste.

A espinha atravessada na garganta


A meio da entrevista, fala da espinha atravessada na garganta, quando foi impedido de jogar a final do campeonato do mundo de 2014. Uma carta enviada pelo Real Madrid a proibi-lo. Ao receber a carta na véspera do jogo Di Maria rasgou-a e foi falar com o treinador Alejandro Sabella dizendo que estava pronto para jogar mas Sabella deixou-o de fora da convocatória. Angel Di Maria diz que jamais irá esquecer. Será algo que caminhará com ele toda a sua vida.

Eis aqui um extracto da entrevista:

- Por cuánto tiempo vas a maldecir no haber jugado la final del Mundial?
-Toda mi vida. Podemos llegar a otra final del Mundo pero la espina de no haber jugado ésa siempre va a estar. Hice todo para llegar, hasta sufrí para estar.
- Si jugabas te podías romper todo o influyó la carta que envió el Real Madrid metiendo presión?
-No. Se dijeron muchísimas cosas pero la realidad es como me llegó, a la carta la rompí.
- En qué momento fue?
-Llegó el mismo día de la final. Y decía que la Selección Argentina se tenía que hacer cargo de todo lo que me pudiese pasar, porque por esa lesión yo no podía jugar esa final. Me la dio el doctor, la leí y la tiré... Ahí mismo fui a hablar con Don Julio (Grondona). Le pregunté si había algún problema. El me miró y me dijo: “Nene, si vos querés jugar, jugá. Nosotros nos hacemos cargo”. Entonces lo busqué a Alejandro (Sabella) y me puse a disposición. “Si me querés poner, poneme. Hacé lo que sea mejor para el equipo”. Y él decidió lo que le parecía correcto."
in jornal Olé

Angel Di Maria não o menciona, mas poucas dúvidas restarão de que aqui está a razão porque ele quiz sair do Real Madrid. Um jogador cheio de paixão pela sua alviceleste. Um indefectível de que muito me orgulho de ter presenciado a sua magia sobre os relvados da catedral.

Hoje encontra-se em Manchester, subjugado por um treinador sem escrúpulos para quem o génio é nada comparado com o seu ego holandês. Di Maria está ostracizado por jogar muito e bem. Diz Van Gaal que Di Maria joga depressa demais. Esquece-se de esperar pela equipa. Mas Di Maria é grande. É feito da fibra dos maiores. Irá sobreviver a tudo isso e mostrar o jogador ímpar que é.

Para mim é uma honra e um motivo de felicidade porque sou seu vizinho. De Fideo e do Markovic, dois super craques, uma vez que moro entre Manchester e Liverpool. Quem sabe algum dia nos cruzaremos no caminho, hem Di?

Sempre contigo, indefectível Fideo!

Pelo Benfica! Sempre!

Redheart <3

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Telma Monteiro - A imperatriz de ouro

Gloriosos Indefectíveis,

A nossa extraordinária imperatriz Telma Monteiro conquistou esta quinta-feira,  nos Jogos Europeus de Baku, mais uma medalha de Ouro na categoria de -57kg.
Na final, Telma Monteiro derrotou por ippon a número 11 do Mundo,  Hedvig Karakas, da Hungria.

O primeiro combate da competição foi perante Jovana Rogic, Sérvia, num combate renhido, vencido por decisão no ponto de ouro por shido.

O segundo combate foi travado perante a holandesa Sanne Verhagen, 3ª classificada no Mundial de 2014 e novamente Telma levou a melhor vencendo por shido tendo no final do combate averbado menos uma advertência que a adversária.

Nas meias-finais, Telma Monteiro derrotou a francesa Automne Pavia nº 7 do ranking mundial, por waza-ari.

Em onze participações nos Campeonatos da Europa, Telma Monteiro conquista assim a sua 11ª medalha. Um pleno que constituí um feito difícil de igualar.

Palmarés invejável da nossa imperatriz que conquista assim o seu quinto título, o terceiro na actual categoria de -57 kg a juntar aos primeiros 2 obtidos na categoria de -52 kg.
2006, 2007, 2009, 2012 e 2015 eis os anos de ouro.

Aqui ficam as declarações de tão bela atleta após mais este feito:

"É especial por muitas razões, são os primeiros Jogos Europeus, conquistar logo uma medalha de ouro, ser Pentacampeã da Europa e ter vindo de uma lesão, sabendo que não estou na minha melhor forma. Tenho muitas razões para me sentir feliz hoje. Mantive-me muito concentrada, muito focada e fui indo combate a combate. Consegui ganhar à holandesa que me ganhou há três semanas no Masters, depois tinha a francesa na meia-final que era provavelmente a minha maior adversaria e uma das principais adversárias nos Jogos Olímpicos. Tinha perdido nas últimas três vezes. Tinha definido uma estratégia nova para vencer e pensei «faço esta estratégia e caio, vou para casa e treino mais, ou vou ganhar». E felizmente consegui ganhar. Sinto-me muito feliz por dar mais uma Medalha para Portugal"

Ainda me recordo como se fosse hoje, quando a Telma em 2003 venceu o ouro, diante da atleta alemã, no campeonato de juniores disputado em Portugal.
Desde então, até hoje, a Telma Monteiro tem-se revelado uma atleta ímpar, com um lugar marcado na história.
A Telma Monteiro merece do povo português o reconhecimento pleno da sua excelência e a sua dedicação e profissionalismo constituem um exemplo para as mulheres e desportistas do nosso país.

É uma honra para o Sport Lisboa e Benfica contar nas suas galerias de notáveis com tamanha imperatriz.

No futuro Hall of Fame do nosso museu Cosme Damião, Telma Monteiro terá de ser figura de destaque!

Muitos parabéns Telma. Nós indefectíveis estaremos eternamente gratos a toda a tua dedicação e todo o teu esforço.

Ficamos todos a torcer para que em 2016 possas trazer para Portugal o tão desejado ouro olímpico. Tu mais do que ninguém o mereces, e nós acreditamos que será possível.

Viva o Benfica! Viva a nossa imperatriz!

Pelo Benfica! Sempre!

Redhdart <3

BERNARDO SILVA ES LA GRAN REVELACIÓN DE LA EURO SUB 21

Bernardo Silva (Lisboa, 10-8-1994) aterrizó de puntillas en el Mónaco el pasado mes de agosto en calidad de cedido. Le acompañaba la etiqueta de 'jugador revelación' de la Segunda división lusa, pero el mediapunta sólo había disputado un partido de Liga con el primer equipo del Benfica.


Una temporada en la élite le ha bastado para darse a conocer. "Es uno de esos jugadores de talento en torno a los que queremos construir el futuro del Mónaco", subraya el vicepresidente Vadim Vasilyev. Los mismos que en enero se echaban las manos a la cabeza después de que el equipo del Principado pagara 15,75 millones por su fichaje ahora se postran a sus pies. Bernardo Silva, la última joya de la cartera de clientes de Jorge Mendes, se está erigiendo en el 'MVP' del Europeo sub 21 por encima de los Kane, Berardi, Ter Stegen... "Fue una temporada de ensueño. Pasé de jugar en Segunda a disputar la Champions y debutar con la selección portuguesa absoluta", reconoce.



Chelsea y Manchester City ya se han interesado por su situación. El Mónaco no se cierra en banda siempre y cuando reciba una oferta estratósferica.


Ahora bien, qué tiene Bernardo Silva? Su punto fuerte es el regate. Tiene una facilidad tremenda para dejar adversarios atrás, casi siempre, jugando a pierna cambiada y con la pelota cosida al pie. "Parece un jugador de calle. El balón es parte de su cuerpo", reconocía Pepa, su exentrenador en juveniles, a 'Maisfutebol'. No es de extrañar que, Fernando Chalana, mito viviente del Benfica, le bautizara como el 'Messizinho de Seixal'.


Aunque es un jugador de corte ofensivo, esta campaña en el Mónaco se ha adaptado a diferentes roles, generalmente acostado a la banda derecha: interior, mediapunta, extremo... Y es que Bernardo Silva no se arruga a la hora de lanzarse a por un balón dividido pese a la fragilidad física que arrastró en su infancia y que le sigue pasando factura en el juego aéreo o en el cuerpo a cuerpo. "Era bajito. Sufrió mucho para aprender a compensarlo y pensar antes que los demás. Llegó a jugar con gente que le doblaba en tamaño", rememora Helena Costa, una de sus primeras entrenadoras. "Ese mismo problema lo tuvo Rui Costa", añade Pepa.


Otro de los puntos fuertes de Bernardo Silva, que el próximo verano estará en la Euro 2016 salvo sorpresa, es su facilidad anotadora. Firmó siete dianas en 38 partidos con el filial del Benfica y esta campaña ha conseguido nueve tantos en 32 partidos con el Mónaco.

Bernardo Silva, además, es un seguro en el pase. Esta temporada, pese a jugar la mayoría del tiempo de tres cuartos de campo en adelante, ha acumulado un 85% de acierto. De ahí que media Europa quiera atar en corto su zurda. Leer más: La zurda que enamora a Europa

in Jornal Marca - publicação proposta pelo indefectível Rukka

Orgulho nacional

Pronto, só falta um ponto, um só ponto, isto é, quase nada, para marcarmos presença nas meias-finais do Campeonato da Europa de sub-21 e assegurarmos um lugar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro daqui a um ano. A Seleção Nacional tem já hoje, na República Checa, o seu jogo decisivo, com a equipa da Suécia, que ano após ano tem demonstrado estar a trabalhar muito bem a sua formação. Penso que estaremos todos confiantes e seguros de que neste jogo vamos conseguir "matar dois coelhos com uma só cajadada", tendo em conta que Portugal tem revelado classe e empenho suficientes para garantir o seu apuramento. 

A nossa Seleção Nacional de sub-21 tem provado, de facto, que temos uma equipa segura, convencida e ganhadora, como se vê pelos resultados, uma equipa que entende o jogo de forma a que nada a surpreenda, e que é dirigida por um jovem treinador que conseguiu - mérito lhe seja desde já reconhecido - impor ordem e critério, ou seja, um ótimo comportamento coletivo, onde o talento tem chegado e sobrado para qualquer adversário, pelo menos até agora. E não se vê qualquer razão para que assim não seja até final, a não ser que as forças nos atraiçoem, numa competição tão curta e tão exigente como é o caso desta. 

Para o jogo de hoje ao fim da tarde com a Suécia, adversário frio e calculista, somos favoritos porque somos melhores e assumimos de corpo inteiro essa responsabilidade, e, assim sendo, vamos com toda a certeza apurar-nos, porque os jogadores merecem-no, embora o grande desafio da maior parte deles, se não de todos eles, esteja mais do que ganho - quem coloca, na verdade, reservas de que o futuro do nosso futebol será com eles e mais uns quantos que vêm logo atrás, como ficou patente há poucos dias no Campeonato do Mundo de sub-20?! Feliz do país e sobretudo feliz do selecionador que tem à sua disposição jogadores deste nível.

Jorge Barbosa, in jornal Record

Tempo de ajuste de contas

O noticiário relativo ao Benfica diz-nos que a sangria do verão passado foi só a primeira parte do programa de ajustamento que o clube voluntariamente se impôs ao fim de uns anos a viver acima das posses. Nada de surpreendente. Bastava ter seguido com atenção o discurso de Luís Filipe Vieira a seguir à derrocada do BES para perceber a gravidade da situação emergente. Os sinais eram claros. O Benfica percebeu que tinha de arrepiar caminho. Mesmo assim, há um ano ainda gastou uma fortuna (quase 15 milhões) em dois médios sem cartel (Samaris e Cristante), mais 4 milhões num jovem internacional brasileiro que o Chelsea também seguia: Talisca. Neste defeso, até ver, os sinais não são encorajadores para o novo treinador, Rui Vitória. O emblemático Maxi Pereira estica a corda ao limite e obriga Vieira, por força das circunstâncias conhecidas (interesse do FCP e também do SCP), a ir além do que tinha previsto para evitar nova perda de peso pesado para rival directo. Mais: parece que os avançados Lima e Jonas podem ser vendidos em pacote, o que não pode deixar de alarmar os adeptos dada a qualidade dos jogadores em questão: valeram 50 golos e foram ambos decisivos no bicampeonato. Enfim. Os sinais são estes. Com mais ou menos Taraabts, Carcelas e Mitrovics, o Benfica está a fazer o caminho que o Sporting foi obrigado a trilhar mais cedo. Era inevitável. Pode doer - vai doer - numa altura em que os adeptos não estão preparados para baixar expectativas. A vitória vicia. Os títulos viciam. O poder vicia. Perguntem aos do FC Porto como é que se sentem ao fim destes dois últimos anos. 
O Sporting tenta acertar o passo com o futuro e também ajusta contas - com o passado. A auditoria de gestão (vertente património) que o Bruno de Carvalho mandou fazer abarca basicamente as duas últimas décadas e o exercício de quatro presidentes, todos com ligações privilegiadas à alta finança e à banca. Ninguém ao certo sabe que uso ele vai fazer dos resultados. Mas que se tem referido à auditoria em tom de ameaça, até intimidatório (para os antecessores), é um facto. Este é um processo complexo (para uns: um ato clarificador e necessário; para outros: um ato persecutório e mesquinho), que ameaça desunir a família sportinguista e criar crispação numa altura em que o presidente do clube trava guerras em várias frentes. As consequências no seio da nação leonina não são difíceis de adivinhar: revelações e insinuações desagradáveis, lavagem de roupa suja e uma catadupa de processos judiciais a correr nos dois sentidos - um maná para os escritórios de advocacia. A julgar pelo que tem sido soprado para fora, a auditoria descobriu desvios demasiado graves para poderem ser entendidos como práticas de gestão que simplesmente não correram bem. Sem prejuízo do óbvio - nenhuma vigarice deve passar impune - veremos o que Bruno de Carvalho tem para dizer aos adeptos. E se eles vão aceitar ou não a abertura de mais uma guerra, desta vez fratricida, no seio do clube que tem passado a vida a dar tiros nos pés. Pode doer - muito. 

Os sub-21 divertem-nos


Gosto do Rui Jorge e do futebol dos sub-21. Como jogador (FCP, SCP, Selecção), Rui foi um animal de competição e terminou a carreira com palmarés impressionante. Como treinador, está a construir um percurso sólido sem se pôr em bicos de pés: deixa que os resultados falem por ele. Rui tem dito coisas acertadas: «Estamos na frente, não perdemos, não sofremos golos e estamos a praticar futebol que agrada às pessoas. Vemos aqui talentos. As pessoas devem divertir-se a ver a qualidade deles». Claro que nos divertimos a ver Bernardo Silva, William, João Mário, Carlos Mané, Rafa Silva, Iuri Medeiros, Sérgio Oliveira, Ivan Cavaleiro, Raphael Guerreiro, Ricardo, Gonçalo Paciência e tutti quanti. Eles jogam o futebol sexy da geração de Figo, Rui Costa e João Vieira Pinto. Daquela seleção que nos encantou e ao Mundo.

André Pipa, in jornal A Bola

Maxi a passar das marcas

Depois do choque, a indiferença. Ou pior, a rejeição. Passado todo este tempo de indefinição, são já muitos os adeptos do Benfica que querem ver Maxi Pereira longe da Luz. Se é certo que os anos de entrega total do uruguaio justificarão respeito e admiração mas também tolerância face à ambição de querer melhorar as condições de vida, a verdade é que esse longo tempo de águia ao peito seria igualmente uma boa razão para o jogador dever ao Benfica a atenção de uma resposta mais célere.

O prolongamento desta agonia apenas cava distâncias entre o Benfica e Maxi, um fosso que, daqui a pouco, será impossível de tapar. De tal forma que se fala de várias alternativas que, às tantas, os benfiquistas já preferem em vez de Maxi - talvez até uma com um nome impronunciável como a que faz hoje manchete do Record. Ao mesmo tempo, cada dia que passa, leva a que no Dragão se façam contas ao custo, à idade e à rentabilização da possível contratação do uruguaio. Assim, depois de tanta cobiça, Maxi até pode tornar-se estranhamente indesejado.

A Seleção de sub-21 está a 1 ponto de conseguir o apuramento para as meias-finais do Europeu e, por tabela, o passaporte para os Jogos Olímpicos do Rio. O talento desta geração orientada por Rui Jorge e o fascínio que ela exerce junto dos adeptos portugueses vai deixar hoje o país colado ao ecrã para acompanhar a "final" com a Suécia. Numa equipa onde abunda a qualidade técnica, Bernardo Silva tornou-se figura maior, pois aparece em grande forma depois de uma época de afirmação inequívoca no Monaco. Mérito de Leonardo Jardim que apostou sem hesitações no jogador mas, claro, muito mais de Bernardo, que acreditou plenamente ter condições para explodir já. O resultado está à vista.

António Magalhães, in jornal Record

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bernardo tem o toque dos deuses

1. Há meia dúzia de anos, Fernando Chalana, um dos poetas mais geniais da história do futebol, anunciou deslumbrado o aparecimento de um profeta: "Há um miúdo, lá no Seixal que vai ser o melhor jogador português. É canhoto: tem um talento do outro mundo e os miúdos chamam-lhe Messi." "E vocês, treinadores, o que pensam disso?", perguntei para perceber a extensão da descoberta: "Achamos que eles têm razão. É um fenómeno. As vezes olho para ele, nos treinos e nos jogos, e revejo-me no jeito como finta e conduz a bola." O menino era Bernardo Silva, elemento de um futebol que já só faz parte da nossa memória coletiva; um futebol que, aos poucos, nos escapou entre os dedos, em nome dos benefícios da uniformização e das rotinas que beneficiaram conceitos associados a fábricas de produção em série. 

 2. É incrível a velocidade com que conduz em engarrafamentos e nas vias rápidas que ele próprio inventa para acelerar; chega a parecer inconcebível que passe por adversários armados até aos dentes, preparados para o abater a qualquer preço, como se fossem bonecos sem vontade própria; é fascinante que, mesmo em circunstâncias de elevadíssimo grau de dificuldade, pinte quadros que o catalogam como artista de outro mundo, um génio cada vez mais raro. Nas viagens alucinantes por toda a frente de ataque, a bola é uma parceira de sempre, feliz pelo modo como é tratada naquele pé esquerdo abençoado - a harmonia entre eles configura pacto de cumplicidade, lealdade e obediência. É delicioso vê-lo passar por terrenos minados, sob vigilância implacável de mercenários sem pudor, como se estivesse a passear no quintal de sua casa. 

 3. A primeira imagem é a do inconsciente que arrisca a saúde mas logo evolui para o iluminado que estimula o talento, inspira-se com os devaneios e interfere na história. BS não serve apenas para contar mentiras e recrear-se com os efeitos do engano; só se realiza quando esse jeito chaplinesco de fazer o contrário do que sugeriu atinge a eficácia de levar a equipa à zona de finalização. Se a matéria-prima da finta é técnica, habilidade e visão; velocidade e seus derivados (aceleração, travagem e saída para onde mandar o instinto); mais a inteligência de saber quando chegou a hora de intervir, BS faz parte da reserva espiritual de um futebol baseado em arte, imaginação, fantasia, sentimento e emoção. Portugal pode não ser campeão. Mas tem o melhor jogador do Europeu, bom ponto de partida para sustentar o otimismo. 

 4. Não há outra forma de traduzir as sensações que gera: quando pega na bola, vai direto aos adversários e elimina-os com um estalar de dedos, revela traços de uma estética associada a Leonel Messi - baixote, canhoto, imprevisível, frenético, deslumbrante... Começam por ser, apenas, semelhanças de estilo mas o número crescente de obras-primas desvenda pontos de contacto mais profundos: Apesar da perfeição com que alimenta as associações curtas de progressão participada, são as épicas aventuras individuais que elevam o jogo à condição de espetáculo e o tornam elemento de primeira necessidade para a indústria em que o futebol se transformou. Em breve os 15 milhões pagos pelo Monaco serão uma gota de água no oceano do seu valor de mercado. O tempo corre a favor da sua juventude e da sua genialidade. Se chegar onde o talento lhe permite será a pedra no sapato da passagem de Jorge Jesus pelo Benfica.

Rui Dias, in jornal Record

Nomes na 'bolosfera'

Com a globalização, os nomes dos jogadores constituem uma verdadeira torre de Babel e um exigentíssimo esforço de memória para os fixar. Além disso, há a rotatividade à velocidade da luz, que nos impede de reter a constituição de uma equipa. Ainda hoje me lembro de equipas do Benfica, claro está, mas também dos outros grandes e até de clubes mais pequenos de há 30, 40 ou mesmo 50 anos. Ao invés, recordar-me do plantel titular de há 10, 5 ou mesmo 2 anos, é um quebra-cabeças. 
No defeso, tudo se torna superlativo. Confusão total. Eu, por exemplo, tenho que arranjar mnemónicas para fixar o nome de um tal de Carcela ou de Taraabt, que vão jogar no Benfica. Lembro-me quando quase todos eram portugueses. Quando havia dois jogadores com o mesmo nome, a solução era apor-lhes um número romano. 
Assim havia o Fonseca I e o Fonseca II, ainda que, às vezes, o segundo fosse bem melhor do que o primeiro... 
Agora não é assim. Por isso, quando ouço falar de Danilo não sei se é da equipa A, B ou C. Ou de Alex, outro nome habitual na bolosfera. Ou, ainda, de Carrilho, Ricardo, Bruno, Marçal, Marco, Fábio, Mateus (com ou sem h), Douglas, Hassan, Diego, Tiago, Tó Zé e tantos outros. Já para não falar nos diminutivos e aumentativos que, agora, abundam. Por exemplo, Luisão e Luisinho, Paulinho e Paulão (pena não haver um novo Pauleta), Carlitos e Carlão, Marinho e Marocas, Rafa e Rafinha, Serginho, Nelsinho, Ricardinho, Bruninho, Jorginho, Rochinha, Juninho, Dieguinho, Rodrigão (mesmo sem rodriguinhos), Chapinha, Ruizinho, Chiquinho, Simãozinho, Huguinho. E até há o Baixinho (ainda que de apelido)... com 1,87 m.

Bagão Félix, in jornal A Bola

Timoneiro IV - Milhões

Gloriosos Indefectíveis,

Para lá do enredo, da nobreza e da nota artística existem ainda outros temas que acho de grande importância discutir convosco em relação ao tema do nosso treinador.

O Salário


Um dos temas que mais confusão me fez e me faz, é a leviandade com que a questão salarial do nosso treinador foi discutida na praça pública.

A má fé e a intoxicação foi tanta, que era quase unânime, a opinião vigente, de que o salário de Jorge Jesus era obsceno para a realidade portuguesa e que era uma afronta ao povo português, haver um indivíduo em Portugal a ganhar essa enormidade de dinheiro, só porque treinava uma equipa de futebol profissional. E ai de quem ousasse afirmar o contrário.

Publicitava-se a toda a largura das primeiras páginas. 4 milhões! E o povo tinha na cabeça que Jorge Jesus colocava no bolso todos os meses 4 milhões de euros. Duvidam? Eu não duvido.
Mas não companheiros. Não eram 4 milhões de euros no bolso por mês, eram, antes sim, 4 milhões no papel fiscal anualmente. Quanto dá isso por mês? É fazer as contas.

Utilizando uma calculadora de ordenado líquido para o ano de 2015, chega-se à conclusão que os tais 4 milhões de euros são afinal, qualquer coisa como 1,733 milhões de euros anuais, o que representa qualquer coisa em torno de 145 mil euros mensais. Este, grosso modo, o valor que Jorge Jesus levava para casa todos os meses durante a vigência do seu último contrato de trabalho.

Agora, corrijam-me por favor se estiver enganado, soube-se que Luisão aufere o tecto salarial, que para a equipa de futebol profissional, parece estar fixado em 3 milhões de euros anuais. Fazendo as mesmíssimas contas, ficamos a saber que Anderson Luís da Silva, o nosso inestimável capitão, leva todos os meses para casa, qualquer coisa em torno de 108 mil euros.

A diferença de salário entre Luisão e Jorge Jesus é de cerca de 37 mil euros mensais.
Em percentagem, diríamos que Jorge Jesus levava para casa, 134% do salário de Luisão.

Estará esta diferença, longe da média que dista o salário do chefe, do subordinado?
Muitos de vós com certeza saberão bem estas diferenças através do conhecimento da realidade económica do país e do mercado de trabalho em geral.
Na minha empresa, aqui no Reino Unido, posso afirmar que as diferenças andarão nessa ordem de grandeza, quando não são ainda maiores. As tabelas de remunerações mostram-no.
Será a realidade portuguesa diferente? Duvido. No tempo que eu aí andava não era com toda a certeza.

Agora eu pergunto, qual será o salário de Rui Vitória?
Irá Rui Vitória ganhar menos, mais ou sensivelmente o mesmo que o seu capitão de equipa?

Sabem-me responder?

Tem cabimento esta indignação toda e depois alguns dias/meses passados quererem porque sim que o Maxi renove por não sei quantos milhões? E os jornais fazerem manchete que o tecto salarial são 1.6 milhões de euros anuais? Porque agora não falam do bruto e vão colocar o líquido na capa do jornal? Intoxicação da opinião pública e dualidade de manuseamento da informação do mais parcial que pode existir. Se provas faltassem quanto à falta de isenção da descomunicação social elas aqui ficam escarrapachadas quais fracturas expostas.

Do meu ponto de vista, o treinador tem sempre de ser o homem mais bem pago do balneário. Caso contrário, a lógica hierárquica deixa de fazer sentido.

Muitos outros considerandos haveria a fazer, tais como:
É obsceno ou não? Ontem, para uns, parece que sim, hoje, já nem tanto...
E por aí fora vai seguindo o povo alegre e feliz.

Têm os meus companheiros a palavra...

José Albuquerque usou de sua palavra de mestre e adicionou esclarecimentos e correcções ao exposto no artigo. Tais esclarecimentos e correcções não desvirtuam a lógica exposta no artigo, antes pelo contrário, só a vêem reforçar. Sendo assim, companheiros, não deixem de ler os comentários e dizer de vossa justiça quanto a este tema deveras sui generis.

Pelo Benfica! Sempre!

Redheart <3

Que fazer?

Estranha-se esta sensação de estar em celebração interior e ser atacado pela perda de peças "chave" no bicampeonato e, pior, perceber que tenho de me preparar para mais baixas. Por mais apelos à razão não é fácil. Podem dizer-me que no futebol moderno a fidelidade clubística é território exclusivo dos adeptos. Sei de tudo isso, mas custa saber que o jogador que vi fazer juras de amor eterno à camisola do Glorioso será o primeiro a trocar essa paixão por um compreensível conforto material.
Não se trata apenas do desejo sempre adiado de um defesa tranquilo, sem vendas, trocas ou empréstimos. É mais do que isso. É também a necessidade de resistir a uma captura do futebol pelas forças da razão.
Chegará um novo ponta-de-lança entusiasmante para substituir o ídolo de hoje e a admiração pelo centro-campista de toque subtil que nos abandonou revelar-se-á efémera assim que o jovem talento tiver espaço para se afirmar. Pouco importa: se deixarmos que se transforme num território onde a irracionalidade e as paixões absolutas perdem todo o espaço para a gestão rigorosa e a sustentabilidade financeira, para que é que servirá exatamente o futebol? Que fazer, então? Encontrar um equilíbrio entre racionalidade e paixão na forma como se gere um clube, até porque no Benfica os principais dividendos a distribuir são as vitórias. Basta ver o futebol poético do Bernardo no Europeu sub-21 para se ter a certeza que nenhuma análise custo-benefício é capaz de calcular o valor patrimonial da paixão benfiquista daquele miúdo. Nunca, em circunstância alguma, podia ter sido vendido.
Já Maxi, depois de todas as exigências e das ameaças de sair para um rival, delapidou o capital que tinha e perdeu a mística de outros tempos. Faço minhas as palavras do grande Toni: "Por mim, já tinha marchado."

Pedro Adão e Silva, in jornal Record

Cerco ao Benfica

Marco Ferreira ficou em último lugar na classificação final de árbitros de 2014/2015 e foi o Carmo e a Trindade, como se de repente tivesse passado pelo futebol português um fenómeno atmosférico de efeitos devastadores, quando, em concreto, apenas se verificou uma situação que de anormal nada apresenta: o árbitro madeirense, no somatório dos seus desempenhos, em determinado período, correspondente a uma época desportiva, foi o que obteve pontuação mais baixa. Surpreende por ser quem é, mas somente por isso, porque, no resto, as coisas mudaram quando os procedimentos de observação, avaliação e classificação de árbitros e árbitros assistentes das competições organizadas pela Liga passaram a reger-se pelo regulamento do Conselho de Arbitragem da FPF. Foi o primeiro passo para a democratização do setor, com o objetivo de o tornar mais justo e transparente, permitindo que todos os árbitros do quadro principal beneficiassem de idênticas oportunidades e eliminando qualquer tentativa de retirar do baú os arranjinhos e os tráficos de influências que desembocaram no Apito Dourado.
Desde o início, porém, o 'grupo de elite' olhou com preocupação para a mudança, antevendo o risco que corria, porque, como alguém alertou, até 2012, árbitro escolhido para internacional que não desalinhasse nem afrontasse o sistema assegurava a insígnia FIFA até à idade de reforma... Terá sido, aliás, para afrontar situações de comodismo dos mais conceituados e gerar boas expectativas entre os que querem impor-se, estabelecendo-se aqui interessante quadro de equilíbrio, que Vítor Pereira, pelo que julgo saber, aprova idênticos critérios de avaliação sem valorizar a intensidade do brilho dos galões de cada qual...

Questiona-se, então, a lógica de nomeação de Marco Ferreira para a final da Taça de Portugal. Desconheço-a, obviamente, mas deduzo que, depois de Carlos Xistra, 3.º na temporada transata, ter sido indicado para dirigir a final da Taça da Liga, com Proença aposentado e seguindo a mesma linha de raciocínio, o escolhido deveria ser, como foi, o 2. º classificado em 2013/2014, ignorando o nomeador, no entanto, o reflexo das más notas obtidas pelo árbitro madeirense na presente época, dado que, provavelmente com excesso de rigor, mas com base na apreciável intenção de eliminar favores, pedidos e compadrios, a FPF protegeu-se... ao proteger a classificação final de todo o tipo de intrusões.
Há quem alvitre, agora, um cenário de injustiça ao contrapor ao último lugar de Marco Ferreira o segundo de há um ano, de maneira a retirar credibilidade ao processo. Estratégia condenada ao fracasso, pela razão simples de o árbitro da AF Madeira, no seu historial, ser frequentador regular da parte inferior das tabelas classificativas: 19.º, em 2013; 13.º, em 2012; 11.º, em 2011; 17.º, em 2010; 17.º, em 2009; 16.º, em 2008...

O alarido em redor deste caso creio ser o pretexto que faltava para se instalar a confusão e promover o regresso a um esquema de interesses que não se recomenda. A arbitragem sempre lidou mal com a clareza, de aí que, por coincidência ou não, foi a partir do momento em que se injetou rigor na complexa ordenação classificativa dos árbitros desde 2012/2013, que o Benfica conseguiu traduzir em mais Campeonatos Nacionais conquistados a qualidade da sua organização. De aí o cerco que pretendem fazer-lhe os seus principais adversários. Primeiro foi Bruno de Carvalho, através das chamadas redes sociais, a falar de uma «herança das últimas épocas de gestão» e a sublinhar que, além do «desrespeito ser total» pelo clube a que preside, quando os árbitros erram «é sempre o mesmo que sofre»...
Depois, Pinto da Costa, de viva voz e em estilo mais eloquente, igualmente a privilegiar a arbitragem como tema do defeso, o que logo foi encarado como triunfal reentrada em cena, aparentemente suficiente para garantir um FC Porto mais pujante na época que se avizinha...
Os dois presidentes não se falam, mas sabem que existe um adversário comum que os tem superado e que precisam de eliminar: Benfica. Não são aliados de verdade, mas dá-lhes jeito investirem na mesma ladainha, porque a diplomacia tem uma linguagem própria, como ouvi um dia destes a quem se considera mestre no assunto... 

Fernando Guerra, in A Bola

terça-feira, 23 de junho de 2015

Helder Renova

Gloriosos Indefectíveis,

Entretanto, o nosso treinador B renovou por mais 3 anos, num novo contrato que terá a duração do contrato do treinador principal Rui Vitória.
É uma notícia que me agrada. De todos os treinadores B que passaram pelo Glorioso neste projecto da actual equipa B, o Helder Cristóvão é aquele que me diz mais por diversos aspectos.
O seu discurso é bastante enquadrado com o contexto e muito coerente.
Esta época o Helder teve de fazer quase três equipas distintas e conseguiu desenvolver bastante os jogadores que teve em mãos apresentando sempre uma qualidade de jogo apreciável e uma equipa competitiva.

Assisti com atenção à sua entrevista na BTV e gostei bastante. Muita humildade num homem que a continuar assim deverá passar a fazer parte da mobília por alguns anos.

Por vezes as pessoas certas para os lugares certos demoram a encontrar. Parece que desta vez se acertou. E se os sinais davam a entender isso os 3 anos de contrato assim o comprovam.
Muitos parabéns Helder. Sei que estás muito feliz com esse reconhecimento por parte do nosso presidente. Nós aqui no Indefectível estamos contigo! Rumo a mais 3 épocas de carburação total.

Pelo Benfica! Sempre!

Redheart <3

Zivkovic - Cartão de Visita

Gloriosos Indefectíveis,

Este é o cartão de visita de Andrija Živković que tanto me faz sonhar!
O golo que ele marcou ao México no mundial de sub-20. Companheiros não é qualquer um que marca um golo destes num campeonato do mundo. Quem o faz só pode ser craque. E com o histórico que ele tem, poucas dúvidas restam disso.


Eu não faço a mínima ideia se Zivkovic vai ser ou já é jogador do Benfica. Apenas por algum motivo comecei a sonhar com ele e isso não é muito habitual em mim. O Filipe diz que tem as suas fontes. Eu só digo que não existem muitas dúvidas que se vier, vamos ter craque!

Os jornaleiros vão colocando as notícias à razão do tempo que passa porque as contas têm de ser pagas. Companheiros não liguem às notícias. Na sua larga maioria são tiros no escuro que saem furados. Basta ter memória. E sim, é verdade, alguma têm de acertar. Mas perdermos a alegria por causa de notícias?

Enquanto algo não está confirmado pelo clube, para mim é como se não existisse. Fazendo esta ressalva, continuo sonhando com o Zivkovic.

Pelo Benfica! Sempre!

Redheart <3

Zivkovic - Records

Gloriosos Indefectíveis,

O Filipe Monteiro diz, de fonte segura, que Andrija Živković já tem tudo acertado com o Benfica há já muito tempo num negócio em tudo semelhante ao negócio Markovic. Mais uma fonte de alguém que não confia nos jornaleiros. Vamos ver se a tua fonte é fidedigna Filipe. Aqui no Indefectível sabes que estamos a torcer para que sim. E indefectíveis com ligações a fontes seguras é o que nós mais queremos neste espaço de benfiquismo premium. 
O Pedro Simões sonha connosco e junta-lhe o regresso de Lazar Markovic. Melhor que isso só se Di Maria viesse inserido num pacote inglês, junto eu! :D

Quanto ao novo campeão do mundo aqui fica uma radiografia mais detalhada:

Data de nascimento: 11/07/1996
Altura: 1m70cm

28/04/2013: Estreia na equipa principal do Partizan de Belgrado.
11/10/2013: Torna-se o mais novo jogador a jogar pela selecção da Sérvia.
04/03/2014: Com 17 anos, 7 meses e 18 dias torna-se o mais novo capitão de sempre do Partizan de Belgrado.
20/06/2015: Conquista o campeonato do mundo de Sub-20 para a Sérvia.

É um histórico de craque ou não indefectíveis?

Eu vou continuando a sonhar! E vocês, indefectíveis?

Pelo Benfica! Sempre!

Redheart <3




segunda-feira, 22 de junho de 2015

Zivkovic

Gloriosos indefectíveis,

Existe um nome que me faz sonhar. Andrija Živković. Como seria lindo ter este super craque a jogar no nosso glorioso. 

Faz-me recordar outros dois super craques: Angel Di Maria e Lazar Markovic. 

Zivkovic tem 18 anos e acaba de se tornar campeão do mundo de sub-20. Angel Di Maria também antes de ingressar no Benfica foi coroado campeão do mundo de sub-20 no mundial de 2007 do Canadá onde jogou ao lado de Sergio Aguero, recordam-se? 


Angel Di Maria é para mim a mais bela jóia lapidada pelo glorioso nos últimos anos. Um diamante que eu recordo ter sido assobiado muitas vezes em plena catedral. Será que os senhores do assobio têm vergonha desses assobios? Memória é o que é preciso. 

Mas enfim, o importante é dizer que nessa época, quando foi ao mundial Di Maria já tinha 19 anos enquanto que Zivkovic tem apenas 18 anos. São quase 6 meses de diferença que acrescentam ao valor e potencial de Zivkovic quando comparado com Di Maria. 


Lazar Markovic outro artista sérvio que deixou saudades a todos os indefectíveis que amam o glorioso futebol espectáculo. Como seria bom perpetuar toda essa magia agora nos pés de Zivkovic. 

Eu por mim vou sonhando com essa possibilidade. Até porque na Sérvia o nome e a grandeza do Glorioso vão a cada ano recuperando mais prestígio.

Estamos consigo presidente! Que grande alegria que nos daria. Notícias são o mesmo que nada para mim mas por vezes merece a pena gastar algumas palavras com predestinados.

Pelo Benfica! Sempre!

Redheart <3

domingo, 21 de junho de 2015

Nesse querido mês de Agosto...

"Taças, Troféus, Copas e Recopas Ibéricas. Já houve de tudo e ao gosto do que cada um lhes quis chamar. Mas o único oficializado entre os campeões de Espanha e de Portugal teve lugar em 1983...

Em Agosto de 1983, o Benfica foi a Bilbau disputar a primeira mão do que se chamou a Taça Ibérica. Quando se fala de Taças, Copas ou Troféus Ibéricos, a confusão tem campo para alastrar.
A verdade é que vários foram os torneios com essas designações desde os primórdios do Futebol organizado na Península assim dita.
Em 1935, por exemplo, houve um confronto entre os campeões dois dois países peninsulares, FC Porto e Bétis com vitória dos portistas. Confronto esse jogado de forma reservada, sem reconhecimento oficial, portanto.
Em 200, foi a vez do Sporting (campeão nacional) defrontar e bater o Real Madrid (campeão da Europa). Mais uma vez, coisa entre clubes amigos, sem oficialização federativa.
Em 1999, 2000 e 2002 disputou-se um tal de Troféu Ibérico. O Benfica perdeu as duas primeiras edições para o Deportivo da Corunha, e o Celta conquistou a última frente a SC Braga e FC Porto. Ainda outra vez, questão particular.
Mas, nesse tal Agosto de 1983, Benfica e Athletic Bilbau, campeões, respectivamente, de Portugal e Espanha, vêem a disputa em duas mãos ser apadrinhada pelas duas federações. Pela primeira vez, a Taça Ibérica disputava-se com pompa e circunstância, prova a valer e a merecer listagem nos registos das honrarias.
Em San Mamés, com arbitragem de Victoriano Sanchez Armínio, alinharam:
ATHLETIC - Zubizarreta; Urquiaga, Nuñez (depois De la Fuente), Luceranzu e Goicoechea; De Andrés, Endica, Sola e Sarabia (depois Julio Salinas); Urtubi (depois Gallego) e Argole.
BENFICA - Bento; Pietra, Bastos Lopes, Oliveira e Álvaro; José Luís (depois de Padinha), Carlos Manuel, Stromberg (depois Shéu) e Diamantino (depois Veloso); Nené e Filipovic.
O treinador do Athletic era Javier Clemente; o do Benfica, Sven-Goran Eriksson.
Sola deu vantagem aos bilbaínos aos 16 minutos; Nené empatou à meia-hora. O resultado final foi estabelecido por De Andrés aos 86.
Tudo se decidiria em Lisboa.
«Futebol champagne!»

No dia 24 de Agosto fui à Luz com a habitual rapaziada dos Olivais Sul. Que luxo!

«Nunca tinha visto coisa assim!», dizia Manniche no final da partida.
Acabara de aterrar em Portugal, esse «tosco, alto e loiro», como lhe chamou José Maria Pedroto, pronunciando louro e não loiro por uma questão de bairrismo.
Talvez tosco. Certamente alto e loiro. Mas marcador de golos. Muitos!
«Foi o melhor Futebol que vi praticar nos últimos anos!», continuava a espantar-se o dinamarquês.
Não tinha estado muito atento à carreira do Benfica no campeonato e na Taça UEFA da época anterior. Futebol maravilhoso. «Champagne!»
Velocidade, crença, lucidez, inteligência. O Futebol 'encarnado' desses dois primeiros anos de Eriksson foi algo de único. Capaz de passar tranquilamente por cima de outro Futebol ofensivo e de técnica apuradíssima do Sporting de Malcolm Allison, esse inglês que teimava em fumar charuto no banco e em beber garrafas de Magos nas conferências de imprensa durante as quais respondia às perguntas de um fedelho mal educado armado em jornalista com uma frase assassina: «stupid boy!»
Deixemos isso por agora, são contas de outros rosários. Mas o meu leitor tão estimado sabe que as lembranças são como as cerejas e sabem a ginjas.
Voltemos à Luz, nesse querido mês de Agosto, cantaria o Dino Meira.
Era o Verão, não estava muita gente, talvez umas 40 mil pessoas.
Todavia, estava nelas o ensejo de ver se o Benfica continuaria brilhante nesta sua nova aventura nórdica.
Continuava.
Em pouco mais de meia-hora transformou o campeão espanhol num farrapo.
Aos cinco minutos já Nené, de cabeça, perdera uma boa oportunidade para ganhar vantagem. Seguiram-se Carlos Manuel e José Luís.
Finalmente, Filipovic. Uma cabeçada elegante... E, como ele era elegante... Sobretudo de cabeça. 23 minutos - 1-0.
Em seguida Nené: 30 minutos - 2-0; 44 minutos - 3-0.

Magnífico! Que bonito Benfica esse!
Os bascos esperneavam. E iam às pernas dos adversários sem respeito. A segunda parte tornou-se pesada. Os 'encarnados' baixam ritmo, mas estão de novo à beira de mais golos, por Filipovic e Stromberg.

Javier Clemente não está disposto a sair de Lisboa com o saco cheio. Junta mais a sua equipa, dá ordens aos seus rapazes para se defenderem como podem.
Os minutos vão correndo para o fim, a vitória não fugirá ao Benfica, a Taça Ibérica, a primeira oficial e única «autêntica», será levantada pelo «capitão» Nené.
O árbitro da segunda mão foi Rosa Santos.
BENFICA - Bento; Pietra, Bastos Lopes, Oliveira e Álvaro; José Luís, Carlos Manuel, Stromberg (depois Shéu) e Veloso (depois Diamantino); Nené e Filipovic (depois Manniche).
ATHLETIC - Zubizarreta; Urquiaga, Nuñez (depois De la Fuente), Liceranzu e Goicoechea (depois P. Salinas); De Andrés, Gallego, Sola e Saraiba depois Julio Salinas); Urtubi e Argote.
E porque digo eu «autêntica»? Simples. Em 2005, voltam as federações de Espanha e de Portugal a apadrinhar novo confronto ibérico. Por falta de datas ou de disponibilidade dos campeões nacionais, resolve-se optar por outra solução: colocar em confronto os dois vencedores das Taças. Na liça ficam Vitória de Setúbal (que vencera o Benfica no Jamor) e Bétis de Sevilha. O jogo disputa-se em Huelva e o Vitória ganha por 2-1.
Em Portugal, há quem chame a esse troféu igualmente Taça Ibérica. Mais práticos, os espanhóis chamam-lhe Recopa Ibérica. Assim a modos que uma Supertaça Ibérica. Tanto faz... De qualquer forma é das que valem.
Ou seja, valem tanto como as memórias.
Em Agosto ou não."

Afonso de Melo, O Benfica

PS1: Querem adivinhar quem era o Stupid Boy para o Malclom Allison?!

PS2: Parabéns às nossas meninas do Pólo Aquático, que hoje venceram a Taça de Portugal, ao Fluvial Portuense, por 9-8, no ano de estreia da secção!!!

PS3: Como é habitual nesta altura, vou fazer um jejum d'Indefectível por uma semana. Desta vez o Captain Redheart vai ficar a tomar conta o estaminé...