Últimas indefectivações

sábado, 27 de setembro de 2014

Susto... rectificado !!!

Estoril 2 - 3 Benfica

Depois do empate de ontem no clássico, a vitória hoje era obrigatória... não pela matemática, mas pelo moral. O jogo não podia ter começado melhor, com 2 golos do Talisca... mas a eficácia demonstrada nos primeiros 8 minutos, desvaneceu-se!!! Bola ao poste, remates de golos interceptados por defesas, enfim... O Benfica tinha entrada a pressionar alto, permitia pouco ao Estoril... mas depois, baixámos o ritmo, e o Estoril começou a criar perigo junto da nossa baliza. Quase sempre da mesma forma: pouca pressão do Benfica no meio-campo, nas zonas do Nico e do Toto, a permitir passes perigossíssimos para as costas dos nossos Centrais... Não estou a culpar o Nico e o Toto, mas se tivesse o Fejsa em campo, duvido que o Estoril tivesse espaço para fazer este tipo de jogo!!! Repito, o Samaris tem bons pormenores (quase sempre com a bola nos pés), mas a defender, ainda está longe daquilo que é exigido ao '6' do Benfica... O problema é que o '6' do Benfica, é o principal 'equilibrador' do Benfica, e sem equilíbrio, vai ser difícil ganhar jogos, contra adversários mais competentes... Por exemplo, na próxima Quarta-feira em Leverkusen, espero que o titular seja o André Almeida... e o Samaris até pode jogar!!!

Dentro da 'sorte', tivemos 'azar' no 1.º golo do Estoril, pois parece-me que o remate iria para fora, sem o desvio do Maxi... Até reagimos bem, com nova bola no poste, desta vez numa cabeçada do Jardel... mas o intervalo, veio na altura certa.
Não entrámos mal no 2.º tempo, mas o Estoril praticamente na 1.ª oportunidade da 2.ª parte, marcou, numa jogada que começou com uma bola controlada por um braço canarinho...

Com 2-2 o jogo começou a mudar, primeiro, foi a habitual falta de ambição das equipas mais pequenas, que mesmo estando a jogar bem - e com o Benfica a denotar dificuldades... -, com o empate, baixaram a intensidade, tentando gerir o 'pontinho'... e isso ajudou o Benfica; depois, o canarinho mais 'amarelo' em campo, deu o berro (é incrível como em Portugal se permite, autênticas 'bombas atómicas' de Doping, como hoje foi visível no Kléber - e não foi o único... -, com total impunidade!!!); e finalmente aos 65 minutos o Cabrera foi expulso, com um duplo amarelo justissimo (outro dos 'amarelos'...!!!), o estranho neste jogo foi mesmo não terem existido mais amarelos e vermelhos, pois a 'amarelinha' é difícil de controlar... perguntem ao Sebá, que incrivelmente chegou ao fim do jogo sem um único amarelo!!!

Já com o Ola John e o Derley em campo, numa jogada onde o Salvio fez um grande passe, e o Derley demonstrou a sua utilidade, o Lima acabou por decidir o jogo... confirmando os 3 pontos para o Benfica. Até final do jogo, controlámos, mas podíamos e devíamos ter marcado, pelo menos mais um...

Fiquei surpreendido com a arbitragem do Vasquinho, não concordei com tudo (principalmente nos amarelos...), mas admito que conseguiu manter o critério. Durante a semana vai-se falar do encosto do Jardel, mas durante todo o jogo, naquele tipo de jogadas, nunca marcou faltas, dentro ou fora da área... para os dois lados.
Assim o momento Asco do jogo, ficou a cargo dos meninos da PorkosTV: então não é, que após a cavalgada no 1.º golo do Talisca, onde o brasileiro fez quase 40 metros com a bola controlada, aquilo que os Porkos se lembraram de dizer, é que a defesa do Estoril foi mole, e que alguém devia ter 'partido' uma perna ao Talisca...!!! Se um Brahimi, ou um João Mario tivessem feito algo parecido, será que eles teriam chegado à mesma conclusão!!! 

Vitória fácil...

Benfica 39 - 20 Santo Tirso

Nestes jogos acredito que a equipa vai estar quase sempre bem, a vontade dos jovens em mostrarem-se, vai acabar por fazer a diferença... mas quando o grau de dificuldade aumentar, duvido...

Caneco perdido...

Valongo 7 - 5 Benfica

Desilusão em Albergaria-a-Velha, com a derrota na Supertaça... num jogo onde o adversário aproveitou todas as situações de 'bola parada' e nós falhámos várias...
A equipa está mais forte em relação à época anterior com a entrada do Nicolia, mas devido às características do Argentino, vai demorar algum tempo aos restantes jogadores, rotinar as movimentações!!!
Não entro na onda das criticas assassinas aos treinadores e jogadores, sempre que obtemos um resultado negativo, mas hoje o Pedro Henriques tinha que ter entrado mais cedo (especialista a defender 'bolas paradas' recordo!!!), hoje foi visível que não seria dia do Trabal...!!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Surpresa e prémio

"Se em Agosto alguém dissesse que o Benfica liderava isolado à quinta jornada, quase ninguém acreditava. Em rigor, pelas análises da pré-época, esse lugar só poderia ser do FC Porto e da sua equipa maravilha, ou quando muito do Sporting, no sonho de algum inebriado sportinguista pelas palavras do seu presidente.
É uma surpresa e um prémio. Uma surpresa pela rapidez com que o Benfica conseguiu aproximar o plantel a uma equipa competitiva, e um prémio para a eficácia e trabalho que Jorge Jesus teve.
O jogo com o Moreirense  mostrou que há ainda muito a melhorar para colocar a equipa em linha com a ambição dos adeptos. Os benfiquistas apanharam um valente susto no domingo, susto que só passou a ter piada no fim do jogo do Dragão. Que o jogo contra o Moreirense seja o equivalente ao Benfica - Gil Vicente da última época.
Domingo, no Estádio do Dragão, Lopetegui meter mais água do que aquela que a equipa conseguiu drenar. Contra um limitado Boavista que fez da alma o seu argumento futebolístico, o FC Porto perdeu dois pontos caricatos. Petit enorme.
Isto nada muda de essencial e o FC Porto será o principal rival do Benfica na luta pelo título, tem melhores jogadores e melhor equipa do que o Sporting. Tudo que não seja uma vitória azul e branca logo à noite no clássico de Alvalade será uma grande surpresa. Não nego que gostava que houvesse surpresa, na qual não acredito. Mas também apostava 'singelo contra dobrado' numa goleada do FC Porto ao Boavista e... perdi. São a vantagem, beleza e sortilégio do futebol.
O Estoril - Benfica será uma partida muito difícil e vai ser um teste importante à nossa capacidade e ambição. Só uma vitória do Benfica na Amoreira pode transformar o resultado do clássico numa notícia positiva para o Benfica."

Sílvio Cervan, in A Bola

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Do D'Artgnan ao cavalo do Gary Cooper

"Foi surpreendente o zero a zero no Dragão no reencontro oficial dos emblemas, respectivamente, mais absolvidos e mais condenados do processo do Apito Dourado.

A troca de galhardetes entre Jorge Jesus e José Mourinho é assunto que morreu na semana passada. Quem o enterrou foi o treinador do Benfica que, ao invés do treinador do Chelsea, não tem licenciatura universitária mas teve o bom senso prático de não dar corda ao boneco.
Até porque percebeu que a conversa lhe estava de feição, Jorge Jesus não deu troco às tiradas literárias de um José Mourinho fazendo-se douto e sabido perante um maltrapilho da língua e da gramática, porque foi a isto que o treinador do Chelsea quis reduzir o treinador do Benfica. Foi feio.
De uma maneira geral, as simpatias da opinião pública ficaram-se pela causa do maltrapilho neste combate desproporcionado e, por isso mesmo, para o inglório campo do amesquinhador.
Há expressões idiomáticas bem engraçadas na nossa língua, no nosso jargão. «Conheces fulano tão bem como eu conheço o D’Artagnan» é uma delas e não obriga a um conhecimento da obra de Alexandre Dumas, antes pelo contrário.
E há outros exemplos do género que até poderiam ser úteis ao próprio José Mourinho. Atente-se no episódio recente do empate do Chelsea em Manchester.
Os londrinos deslocaram-se à casa do campeão City, viram-se a ganhar por 1-0 mas acabaram por se deixar empatar bem perto do fim do jogo, mercê de um golo de Frank Lampard, jogador que o Chelsea deixou sair para o rival depois de um romance de parte a parte que durou 13 anos em Stamford Bridge. 
Naturalmente, terminado o jogo, a malévola imprensa britânica abeirou-se do treinador do Chelsea para colher a reacção do português ao golo do seu antigo jogador. Mourinho saiu-se com um «a história de amor acabou» o que, francamente, não é nada de especial como saída.
Mais lhe valia ter-se inspirado na velha e consagrada tirada do grande e já desaparecido António Medeiros, outro treinador sem licenciatura universitária, que um dia, aborrecido com as questões que lhe colocavam alguns adeptos em fúria, a todos respondeu com um «vão mas é conversar com o cavalo do Gary Cooper!»
Lembram-se? E acabou-se logo ali a conversa.
E tal como não é preciso ter lido Dumas para «não conhecer» o D’Artagnan, também não é obrigatório um doutoramento em coboiadas nem, muito menos, uma medalha de ouro num concurso olímpico de hipismo para se poder mandar alguém ir falar com «o cavalo do Gary Cooper».
Pelo menos é assim que eu vejo as coisas e com toda a imparcialidade.

O Moreirense esteve uma hora e picos a ganhar por 1-0 ao Benfica no Estádio da Luz e durante uma hora e picos ouvi-os cantar pelo caminho no regresso a casa.
O treinador do Moreirense, como quem não quer a coisa, tinha avisado nas vésperas do jogo. «Se trouxermos os três pontos vimos a cantar o caminho todo.» Aparentemente ninguém fez caso. E chegando o Moreirense ao intervalo a vencer por 1-0 o Benfica, não se podendo dizer que o resultado fosse inferior à exibição, era justo o prémio para os organizadíssimos visitantes.
E ainda mais justo o castigo para os lentíssimos donos da casa a quem, sejamos francos, nunca passou pela cabeça, ao longo do exasperante decorrer de uma tarde sofrida e desinspirada, verem-se na posição de líderes isolados do campeonato pelo fim da noite.
Por tudo isto, foi ainda mais saboroso o balanço do fim-de-semana.
No entanto, da exibição coletiva do Benfica pouco há a reter para além de alguns factos soltos. Tais como o empenho a 100% de Enzo Pérez, o regresso de Lima aos golos, uma bela estirada de Júlio César evitando um auto-golo de Jardel e, pairando acima destas ocorrências, a acertadíssima bomba de Eliseu que abriu o caminho à vitória.
Se estavam à espera os nossos jogadores de receber uma estrondosa ovação depois de perder em casa com o Moreirense, desenganem-nos rapidamente por favor. Estas singularidades do comportamento do público são isso mesmo, singularidades. E convém não abusar.
Agora segue-se uma viagem ao Estoril. O Estoril, ao contrário do Bayer de Leverkusen, é que é do nosso campeonato. Cuidado com o Kuca.

A diferença de potencial entre o FC Porto e o Boavista é de tal monta que nem os mais optimistas entre os seus rivais acreditaram que, com menos um em campo desde o meio da primeira parte, não conseguiria a renovada equipa azul e branca desembaraçar-se com toda a naturalidade do Boavista.
Passaram-se, entretanto, seis anos sem o Boavista entre os grandes. E na ante-ante-véspera do juízo jurisdicional sobre a não-existência da fruta, no decorrer do tal ressuscitado primeiro derby da Invicta logo aconteceu uma expulsão de um jogador do FC Porto antes da meia hora de jogo. Terá sido, conclui-se, a vingança do xadrez.
Foi, sem dúvida, surpreendente o zero-a-zero no Dragão no reencontro oficial dos emblemas, respectivamente, mais absolvidos e mais condenados do processo do Apito Dourado.
Foi um bom jogo em termos de empenho de todos os intervenientes. Sem Maicon em campo, houve vinte e duas oportunidades para desfeitear Mika, contou Julen Lopetegui logo na flash-interview. É muita oportunidade desperdiçada.
O atributo mais notável que vem revelando este regressado Boavista é o contágio da equipa pela personalidade do seu treinador. Na noite de domingo foram 11 Petits em campo. Neste FC Porto em construção, tantas são caras novas, que também a personalidade do seu treinador só pode ser, para já, a argamassa da equipa.
Resumindo: 11 Petis contas 10 Lopeteguis deu no que deu: 0-0.

NO nosso panorama audiovisual surgem agora os três grandes empatados visto que cada um tem o seu canal próprio de televisão. O Sporting foi o último a chegar a este patamar tecnológico e informativo e, uma vez mais, os últimos são os primeiros. E os primeiros em quê?
É um facto indisputado que nenhuma estação de televisão propriedade de um clube de futebol, seja em Portugal seja na Conchinchina, nasceu para dar cartas na dificílima arte do desapego e da imparcialidade no que diz respeito ao comentário a embates desportivos envolvendo as suas cores.
No entanto, é caso para se dizer que, em termos dos mínimos expectáveis nesse capítulo, a Benfica TV e o Porto Canal, por comparação com a Sporting TV, estão à altura de um Washington Post por comparação com a sempre desbocada Gazeta de Mira Coelhos que, se existisse, haveria de ser obra.

FERNANDO SANTOS é o novo seleccionador nacional. Chega ao cargo que é um castigo, face ao panorama geral, com um outro castigo aos ombros, este imposto pela FIFA. Fernando Santos já soma dois castigos e ainda nem começou.
Merece, por isso mesmo, toda a simpatia o seleccionador que já foi treinador do FC Porto, do Sporting e do Benfica. A escolha de Fernando Gomes, em termos de não fazer ondas e deixar toda a gente satisfeita, não podia ter sido mais criteriosa e cuidada.
Sobre o castigo imposto pela FPF a Fernando Santos – obrigando-o a ser seleccionador nacional em maré muito baixa de seleccionáveis – está já tudo dito. Sobre o castigo que lhe foi imposto pela FIFA garante a imprensa que pode ser revista e diminuída a pena aplicada. Ou seja, Fernando Santos pode ir mais cedo do que se esperava para o banco de Portugal.
A acontecer, trata-se de uma situação curiosa porque sendo encurtado o castigo ao ex-seleccionador da Grécia, como consequência é aumentado o castigo ao novo seleccionador de Portugal, obrigando-o a ir para o banco mais cedo que estava previsto… Boa sorte, mister!"

Leonor Pinhão, in A Bola

Fernando Santos

" 'Habemus' seleccionador! Fernando Santos foi o escolhido. Ainda bem. Trata-se de um treinador português, maduro, sabedor, exigente, justo, rigoroso. E, não menos importante, é um homem de carácter, com princípios e valores éticos às vezes tão arredios do futebol. Sem alardes folclóricos e amuletos inconsequentes, nem amuos de quem parece andar mal com o mundo.
Tem pela sua frente um caminho tão aliciante quanto complexo. Na minha opinião de mero observador, a nossa selecção precisa de uma radical renovação e regeneração. Exige, também, uma alteração de mentalidades em muitos jogadores, que precisam de sentir a alegria e o orgulho de envergar a camisola representativa do nosso país.
Mas isto não se faz do dia para a noite. Necessita de pesquisa, estudo e paciência. Em Portugal, vai-se notando um rareamento de grandes jogadores. Ou porque não os há mesmo, ou porque estão envoltos no nevoeiro de um relativo anonimato até chegarem a um dos grandes clubes. Fernando Santos é a pessoa certa para este enorme desafio. Homem sereno, humanista e perseverante sabe bem quão importante é resgatar a selecção de interesses particularistas, de jogos de sombras, de egos potenciadores e de vaidades tontas e quão necessário se torna devolver-lhe a alegria de jogar, a simplicidade de se se estar nos eleitos e o orgulho de pertença.
Agora que Fernando Santos deixou a selecção helénica e vivendo nós num mundo globalizado, faço votos para que não se veja grego a treinar Portugal, que os atletas não joguem para inglês ver e que o novo seleccionador os ponha a jogar como um relógio suíço."

Bagão Félix, in A Bola

Bebé Tiago...

Ritmo Benfica...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Eu estive lá

"Tenho mais de 30 anos de Estádio da Luz. Tempo suficiente para já ter visto de tudo: conquistas gloriosas, derrotas formativas e jogadas mágicas. De todas guardo igual memória. Aprendi a gostar do Benfica com vitórias como as da caminhada rumo à final da UEFA com Eriksson; com derrocadas como a sofrida com o Liverpool, em meados dos oitenta, às mãos de Bento, que era um gigante; ou com dribles como os do Diamantino, que num jogo contra o Porto, de tanto fintar o Laureta, acabou por deixá-lo sentado.
O futebol é ma ficção que podemos viver, sentados na bancada. Mas não há nisto nada contemplativo. Quem vê futebol com paixão no estádio, participa do jogo. Sei que é assim. Os medos dos adeptos (a ansiedade que sentimos numa bola mal atrasada para o guarda-redes, as dúvidas em relação a um defesa que teima em deixar-nos mal), bem como a nossa confiança (traduzida na alegria que vislumbramos no extremo a quem as fintas saem sempre), ligam-nos ao jogo, mas transmitem-se também ao jogo. O Benfica é a continuação do que passa nas bancadas da Luz.
De tudo o que vivi, não me recordo de uma noite como a de 16 de Setembro de 2014. Escrevo por extenso a data dessa terça-feira, em que perdemos com o Zenit, pois passará a estar inscrita na minha memória, lado a lado com outros momentos formativos de benfiquismo.
Para trás vai ficar a sonolência colectiva do início da partida e a história esquecerá o resultado. Quando olharmos para este dia, recordar-nos-emos, todos os que lá estiveram, do cântico espontâneo e prolongado. Sei de certeza firme que o que se passou naquela noite vai ser o suplemento de alma para grandes conquistas e que, no fim da época, quando Luisão levantar a taça, o fará com a força de todos nós, que empurramos o Benfica para as vitórias. A cantar."


PS: Sobre este assunto não posso deixar sem referência, a forma como esta manifestação de Benfiquismo (que eu também participei), foi recebida pelos nossos 'supostos' rivais!!!
A ignorância demonstrada sobre o significado destes cântico, só me deixa ainda mais orgulhoso de ser Benfiquista...

Gramática e D'Artagnan

"Este meu pontapé-de-saída é em redor de outros pontapés, mais ou menos literários, mais ou menos teatrais. Refiro-me à expressão pontapés na gramática que é considerada ofensiva. Se fosse defensiva melhor seria dizer contrapés na gramática. Ou, ainda, se fosse culposa e objecto de penalização, talvez se pudesse falar de mão na gramática. É uma expressão que junta futebol e linguística. Há quem seja melhor na gramática dos pontapés de que nos pontapés na gramática. E, pelo que vi nos últimos dias, há quem, acima de qualquer suspeita, se considere num estádio superior no mundo dos pontapés e da gramática. Ou seja, conciliando em pleno a gramática do futebol e o futebol da gramática.
Sabemos que a gramática também tem a ver com as orações bem divididas e educadas. Nestas, o sujeito é fundamental. Mas o predicado é indispensável. Assim como os complementos, atributos e apostos ou continuados.
Alguém escreveu que a discrição é a gramática da boa linguagem, que se aprende com o uso. Por isso, há outras gramáticas na vida, como a gramática da civilidade. E nesta, quantas vezes um analfabeto é melhor professor do que um catedrático. Nem sempre o problema está na gramática propriamente dita. Pode estar, mais acentuadamente, na dialéctica, na lógica, na retórica e na oratória. De que alguns se alimentam freneticamente para manter a gramática (de outros) numa posição dramática.

P.S. Parece-me que ele é íntimo com D'Artagnan é gramaticalmente inadequado. Em vez de íntimo com D'Artagnan deve dizer-se íntimo de D'Artagnan ou que tem um contacto íntimo com D'Artagnan... No melhor pano caí a nódoa."

Bagão Félix, in A Bola

O verdadeiro Mourinho

"Talisca é um jogador brasileiro do Benfica de 20 anos, que, no entanto, já originou uma polémica entre dois treinadores que tinham idade para ser quase seus avós. E que ganham milhões.
O caso foi este: Mourinho disse que os ingleses conheciam bem Talisca, que só não foi para Londres por razões burocráticas. Jesus respondeu que "eles conheciam tanto o Talisca como eu conhecia o D’Artagnan".
O caso não ficou por aqui.
Mourinho replicou e, numa alusão às falhas gramaticais de Jesus, disse: "Eu tento educar-me para não dar pontapés na gramática".
Convenhamos que este tipo de ataques não é bonito. Jesus não tinha de pôr em causa as afirmações de Mourinho. Mas as suas palavras foram ditas em jeito de desabafo, com a impulsividade própria das pessoas simples.
Mourinho foi mais refinado. Não tentou contrariar Jesus: tentou atacá-lo no amor-próprio, espetar-lhe a faca, dizendo que ele é um ignorante, que fala mal e portanto devia estar calado.
Uma coisa são as ‘bocas’, normais no mundo do futebol. Outra são os ataques pessoais. E estes revelam mais sobre quem os faz do que sobre as suas vítimas."

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Da Suécia à Dinamarca só a memória é curta...

"Lembro-me de 1981. E de 1977. Sempre em Outubro. No Estádio da Luz. Dois golos de Pietra. Um de cabeça, e outro de «penalty»; um pela selecção nacional, outro pelo Benfica. Como se fosse um avançado-centro.

Com sua licença, prezado leitor, hoje por aqui vai passar o Pietra. Minervino José Lopes Pietra: 10 anos como jogador do Benfica. Pau para toda a obra: vi-o jogar a defesa-direito e a defesa-esquerdo, a trinco e até a avançado quando teve de ser, e já lá vamos não tarda.
Tenho-o como um bom amigo. Muitos e muitos anos de grandes conversas, algumas delas no saudoso António, da Ajuda, com o Eusébio também.
Vou à arca das memórias, e há jogos inesquecíveis. Do Pietra, claro está. Um deles pela selecção nacional, no Estádio da Luz, frente à Suécia. Dia 14 de Outubro, no Estádio da Luz. Estive lá: eu e mais uns 70 mil. Portugal lutava para se qualificar para o Campeonato do Mundo de 1982, em Espanha, e falhou redondamente. Os apurados seriam a Escócia e a Irlanda do Norte. Os suecos, que visitaram Lisboa já sem hipóteses, instalaram-se em Tróia nos dias que antecederam o encontro, aproveitando uma réstia de sol ocidental e a tranquilidade arenosa da península. Os jornais bateram na tecla: se Portugal trabalhava para atravessar a fronteira no mês de Junho que e seguiria, a Suécia ia a banhos. Valeram os banhos: a Suécia ganhou por 2-1, obrigando a Equipa-de-Todos-Nós a ter de vencer o jogo seguinte, em Israel, para continuar a alimentar ténues e quase invisíveis esperanças. Debalde: nova derrota, desta vez por humilhantes 1-4.
Mas vamos ao Pietra! Jogou no lado esquerdo de uma defesa que contou com Gabriel, Humberto Coelho e Eurico. Bento foi o guarda-redes, mas saiu por lesão ao intervalo, entrando Amaral. Chalana só durou 15 minutos, dando o lugar a Costa. E Juca, o seleccionador, foi dizimado pela crítica por ter deixado à margem da partida os artistas Alves e Oliveira. Aos 39 minutos, os suecos ganharam vantagem por Larsson, Nervos na Luz. Era fundamental uma vitória, e eis que ela se escapava por entre os dedos como a fina areia que brilha nas praias de Tróia ao Carvalhal. Depois houve fé. O público tornou-se feroz. Numa equipa que contava ainda com Shéu e Carlos Manuel, Romeu, Nené e Jordão, Pietra foi enorme. Tinha um estilo único: meias em baixo, cabelo crespo, bigode imponente. Varreu corredores, lançou-se sobre os enormes escandinavos como a alma de um desesperado, levantou-se nas alturas para, aos 74 minutos, cabecear na grande área de Thomas Ravelli a bola centrada por Gabriel que dava o empate português. Lembro-me bem: houve uma explosão por todo o estádio. Uma explosão de crença. Portugal atirou-se para a frente e, por momentos, tudo parecia estar exactamente no lugar em que deveria estar. Engano. A um minuto do final, um pontapé de Persson silenciou piramidal, todos podíamos ouvir o bater do enorme coração do Pietra.

Avançado-centro em Copenhaga
Quatro anos antes, também em Outubro, no dia 19, estive igualmente no Estádio da Luz. Gosto de demandar aos estádios em dias ou noites de futebol. Em Portugal, em Inglaterra, no Brasil ou na Índia. Por todo o mundo procuro o futebol ao vivo, palpitante, longe do sofá e do rectângulo da televisão pelo qual se teima em perseguir apenas a bola, fugindo aos sons e às sensações que se entranham nas memórias.
O Benfica jogava para a Taça dos Campeões com o BK 1903, ou BK de Copenhaga, como o denominavam uns e outros. Boldklubben 1903 de nome original. Em 192 fundiu-se como o Kjobenhavns Boldlub, o KB, e deu lugar ao actual FC Copenhaga.
Eram os oitavos-de-final. Na primeira eliminatória, o Benfica afastara o Torpedo de Moscovo com vitória no desempate em grandes penalidades, na segunda «mão», em Moscovo, depois de dois irritantes zero-a-zero.
Bento foi a figura desse duplo confronto. Pietra seria a figura do segundo duplo confronto.
O jogo da Luz não me deixou grandes recordações. E a memória ficou curta. Foi uma hora e meia monótona. Era um Benfica à Mortimere: regular, mas não espantoso. Apesar de ter um trio de ataque de luxo, com Chalana, Nené e Vítor Baptista.lembro-me de Vítor Baptista sair de cabeça rachada (entrando Celso para o seu lugar) e de Toni, o «capitão», jogar no centro do terreno, com José Luís sobre a direita e Pietra sobre a esquerda. De Bastos Lopes ser o defesa-direito, com Humberto Coelho e Eurico ao meio e Alberto na esquerda. Era um Benfica em renovação, com Vítor Martins lesionado.
No início do segundo tempo, um remate de Alberto bateu no braço de um defesa dinamarquês. Pietra adiantou-se. Chutou e o guarda-redes segui a bola com o braço mas sem lhe chegar. Vitória por 1-0 que deveria ser suficiente perante tão medíocre adversário.
Em Copenhaga, quinze dias mais tarde, o jogo foi duro e feio. Mortimore fez alinhar quase o mesmo onze, apenas com Vítor Martins no lugar de Nené. Os primeiros vinte minutos dos encarnados prometeram uma vitória fácil, mas ela foi árdua e árida como os Invernos do norte da Europa. A violência espalhou-se pelo relvado. Vítor Martins saiu lesionado para entrar Shéu. Mais tarde seria José Luís a vítima, entrando Pereirinha. Entretanto, aos cinco minutos da segunda parte, o extremo-direito do Benfica arranca em velocidade levando atrás três adversários; centra com primor da linha de fundo para a área dinamarquesa onde surge Pietra a saltar mais alto do que os centrais e a fazer mais alto do que os centrais e a fazer o golo único e definitivo. 1-0 mais 1-0: duas vezes Pietra. Como se fosse avançado-centro. Escreviam os críticos que o futebol dos campeões nacionais não tinha qualidade para enfrentar as grandes equipas do continente. Tinham razão: nos quartos-de-final frente ao Liverpool, que nesse ano conquistou a sua segunda Taça dos Campeões, foi um descalabro.
Em Lisboa, no jogo a primeira «mão», chovia-que-Deus-a-dava. Tempo bom para patos. E para ingleses. O Pietra esteve lá. E eu também. O primeiro Benfica-Liverpool de uma séria que viria a tornar-se clássica. Sairá um destes dias do baú inesgotável das lembranças. E ocupará uma página como esta."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Lixívia V

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 13 ( 0) = 13
Braga............... 8 (-2) = 10
Corruptos....... 11 (+2) = 9
Sporting........... 9 (+1) = 8

O grande momento da jornada - se calhar foi mesmo o grande momento da última década!!! -, foi a expulsão do Maicon... Compreendo o espanto do banco Corrupto, eles não estão nada habituados, a terem jogadores expulsos, por entradas daquelas... afinal as regras são sempre subjectivas!!! Também compreendo aquele olhar perdido do Maicon quando olhou para cima e viu o cartão vermelho: então durante a semana mostram-lhe os vídeos antigos dos jogos o André, do Paulinho Santos, do Aloísio, do Jorge Costa... do Fernando, inclusive do Casemiro, e nenhum deles foi expulso!!!
Ficarei atento à carreira deste Jorge Ferreira, mas parece que não vai ter vida fácil na 1.ª categoria!!! O resto do jogo não foi isento de erros, inclusive acabou por ser permissivo com outras entradas duras dos Corruptos (transformou uma cotovelada do Jackson, numa amarelo ao defesa do Boavista que levou com o cotovelo!!!), mas tendo em conta o 'normal' naquele antro, até esteve bastante bem...
Estando bem logo no início do jogo, adiando o apito por causa da chuva, mas esperando o tempo suficiente para o relvado ficar aceitável... Esta equipa Corrupta, aparentemente quando chove não pode jogar!!! Deve ser um dos privilégios...!!!

Na Luz tivemos um festival de anti-jogo com a total cumplicidade do árbitro. Se somarmos o tempo que o jogo esteve parado, se calhar ainda estaríamos a jogar...!!!
Compreendo que não é fácil para os árbitros, contrariar este tipo de estratégias - a cultura desportiva portuguesa é vergonhosa -, mas quem não conseguir distinguir uma lesão, de anti-jogo premeditado, então não deveria estar a apitar jogos da 1.ª categoria.
O principal erro do árbitro, foi a não marcação de um penalty, por Mão na bola, após remate de Jardel. Ao vivo pareceu-me logo penalty, pois aumentou a volumetria, mas vendo a repetição fico mesmo com a impressão que existiu mesmo uma 'defesa' com a Mão, pois ele desvia o braço em direcção da bola...
Houve outros erros, um fora-de-jogo mal tirado ao Lima, que ficou isolado (e falhou!!!); uma falta, não assinalada, sobre o Talisca, no final da 1.ª parte, parecida com aquela que deu a expulsão...
Decidiu bem na expulsão, também decidiu bem numa jogada no final do 1.º tempo com o Maxi no limite da área...; decidiu bem no penalty sobre o Lima, o contacto é evidente... mas não deixa de ser curiosa a reacção dos anti's...!!! Também decidiu bem numa jogada perfeitamente normal com o Enzo, que corta uma bola no chão, e depois choca com o adversário... só mesmo o aziado do Coroado para achar que seria expulsão!!!
Sobre os descontos no final tenho uma opinião muito própria: o jogo merecia 8 ou 10 minutos de desconto, com o anti-jogo do Moreirense (além da lesão do Talisca), mas entretanto o resultado alterou-se, portanto dar 10 minutos de desconto, seria beneficiar o infractor... mesmo caso especifico, com o Moreirense reduzido a 10, pouco iria alterar, mas acho que os árbitros devem saber 'ler' o jogo, e saber se devem dar mais ou menos descontos...

Em Barcelos o Xistra voltou a espalhar magia... O erro maior foi quando perdoou um penalty ao Sarr, que deu um valente pontapé no pé do adversário. Depois tocou na bola, mas primeiro fez falta... Ainda errou num lance onde o chorão do Adrien faz falta sobre o Luan, pelo menos para amarelo, mas depois atira-se para o chão simulando, e o Xistra caiu no engodo, e marcou mesmo falta contra o Gil... alguns minutos depois, o Luan 'vingou-se'!!!

Na Choupana, o Braga atirou-se ao árbitro no final da partida, e com alguma razão... Com poucos minutos de diferença, existiu duas faltas idênticas, e o árbitro decidiu de forma diferente: numa deu o 2.º amarelo ao Santos, e na outra, nem falta marcou ao Nacional...!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense, V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar

domingo, 21 de setembro de 2014

Bomba a abrir caminho... pelas laterais !!!

Benfica 3 - 1 Moreirense
Eliseu, Maxi, Lima

Já não deve ser surpresa para ninguém qual a estratégia deste tipo de equipas na Luz... defender com tudo, e contra-atacar pouco, mas eficazmente. Qual a estratégia do Benfica para contrariar o adversário: concentração defensiva, com recuperações altas, e trocas de bola seguras, mas rápidas, de preferência mudando algumas vezes de flanco, obrigando o adversário a desgastar-se... Nada de novo, todos nós já vimos o mesmo filme, muitas vezes...
Hoje, tivemos mal defensivamente, com uma desconcentração fatal... e fomos lentos e pouco seguros nas trocas de bola, principalmente na 1.ª parte. Além disso o Moreirense demonstrou competência defensiva, curiosamente com vários movimentos defensivos copiados do Benfica!!! É óbvio que a expulsão do Central adversário facilitou o nosso trabalho, mas tal como tinha acontecido no Dragay, pareceu-me que o Moreirense deu o 'berro' fisicamente nos últimos 20 minutos (mesmo se tivesse acabado 11 para 11, o massacre provavelmente seria idêntico...). E em cima disto tudo, ainda tivemos mais um show de anti-jogo, com a total complacência do árbitro, com paragens de jogo demoradas e constantes, para cortar o ritmo de jogo... algo que não ajuda, nada mesmo.
O Jesus é 'gozado' muitas vezes quando fala da intensidade de jogo do Benfica, e da nossa forma diferente de defender... o Moreirense parece que quer copiar a formula Jesus, mas parece não ter pernas para os 90 minutos!!!
O jogo com o Zenit foi na longínqua Terça-feira, mas os jogos após competições europeias são sempre difíceis, e jogo com os Russos foi muito desgastante... não é suficiente para explicar a fraca intensidade do Benfica no início do jogo, mas...
O prémio de Homem do Jogo, devia ser dividido pelo Talisca, e pelo Eliseu: se em relação ao Açoriano a escolha é óbvia (bomba), em relação ao Talisca não podemos esquecer, pois foi ele que 'ganhou' (justa) a expulsão do jogador adversário, numa jogada, onde o Estádio exigia o passe, e ele teimosamente tentou fintar a equipa adversária toda!!! Pessoalmente, até acho que ele devia efectuar mais arrancadas daquelas...
O Enzo pareceu-me finalmente a 100%, perto do fim do jogo fez uma cavalgada de baliza a baliza... O Ola John, e o Derley entraram muito bem. O Jardel com toda a pressão do mundo aguentou-se... O Maxi foi mais uma vez o campeão das 'piscinas'!!! O Nico melhorou quando foi jogar na posição do Enzo...
Já tinha notado na Terça, o Salvio está novamente naquelas fases 'trapalhão'; ao Lima nada corre bem...; o Samaris acabou por ser o sacrificado, ainda antes do intervalo, tem que jogar com mais intensidade...
O Júlio César teve uma estreia algo ingrata, sofreu um golo - sem culpas - praticamente no 1.º remate, e não foi obrigado a mais nenhuma defesa... Acabou por se destacar somente por jogar com os pés, com eficácia e sem tremer...
Creio que a questão mais importante que este jogo deixa, é o que fazer com a posição 6, até o regresso do Fejsa?! O Samaris é bom de bola, mas demonstra pouca atitude defensiva, o Cristante também é bom de passe, mas também não é um pitbull defensivo, sobra o André Almeida...

Uma nota final para a sintonia que existe hoje na Luz, entre a Catedral e a equipa: o 'Triplete' não é esquecido por aqueles que vão religiosamente à Luz... também é verdade que a equipa, na grande maioria dos jogos, puxa pelos adeptos... mas além destas questões que explicam em parte, creio que existe uma nova cultura - renovada talvez -, de apoio ao SL Benfica nas bancadas. Só é pena, que este comportamento não seja seguido noutros Fóruns!!!