Últimas indefectivações

sábado, 11 de julho de 2015

Entrevista...

Mercado da Luz MH15

O nosso plantel de Hóquei em patins está 'fechado'. Aliás nem tinha terminado a época, e já sabíamos o que se iria passar...!!!
Duas saídas e duas entradas. Saíram Carlos López e Tuco. Entraram Jordi Ardoher, e Marc Torra, dos internacionais Espanhóis, que praticamente já ganharam tudo...!!!

O Carlitos avisou o Benfica a meio da época, que este seria o seu último ano na Europa, o Benfica avançou imediatamente para o Adroher. Mais tarde o Carlitos mudou de opinião, acabou por ter um convite bastante favorável da Oliveirense, e vai continuar em Portugal. Apesar da qualidade e ligação sentimental do Carlitos ao Clube, o Benfica não quis voltar atrás... e fez bem. São coisas que acontecem, creio que ninguém se deve sentir culpado. A despedida na Final da Taça foi emocionada... o Carlos López ficará na história do Benfica, mas com Adroher ficamos com um jogador parecido, e bastante mais novo...
O Tuco foi diferente. Acabou o contrato e não aceitou a proposta do Benfica. Pessoalmente, até acho que o Tuco fez uma época muito abaixo do normal, mas curiosamente acabou por ser um dos melhores no jogo do 'título' com os Corruptos!!! Optou por ir para os Lagartos... com um bom contrato. O Marc Torra é um jogador de características diferentes, mas de grande nível...

Creio que o segredo do sucesso na próxima época, vai depender muito da adaptação do Diogo Rafael às novas funções. Será o Diogo que vai ocupar de facto o 'lugar' do Tuco. Tem tudo para triunfar, mas a defender tem que ser mais inteligente, não pode ir sempre à queima...
Será uma época importante também para a afirmação do Miguel Rocha, tem que acordar para a 'vida'!!!

Com o melhor do Mundo (Nicolia), como se viu no último Mundial, com um plantel recheado de talento, temos tudo, para 'limpar' tudo a nível Nacional, e inclusive competir com o Barça na Europa (os Catalães mudaram muita coisa esta defeso, podemos ter uma janela de oportunidade para emperrar a máquina Catalã). Sendo que em Portugal vamos ter um Campeonato muito competitivo, com a Oliveirense muito reforçada, com os Lagartos de 'peito feito', e os Corruptos com uma versão melhorada do Valongo Campeão de 2014!!!

Trabal, Rodrigues
Valter, Diogo, Tiago, Rocha, Torra, Adroher, Rodrigues, Nicolia

sexta-feira, 10 de julho de 2015

As contratações da concorrência

"Esta pré-época está ao rubro. A verdade é que muitos dos nomes sonantes que se anunciam têm sido de facto contratações neste defeso. Ao contrário de outros anos, este verão tem havido fumo e fogo. Com a overdose de vitórias do Benfica, a concorrência resolveu empenhar o que pode (e nalguns casos não pode) para não ver tanta festa encarnada repetida. É muito bom para a competição que assim seja. Corro o risco de me enganar redondamente mas parece haver mais critério naquilo que vi do Sporting do que no FC Porto. Habitualmente, é ao contrário e costuma ser o FC Porto muito mais assertivo e competente. Neste defeso, os azuis e brancos parecem, por agora, fazer as contratações mais para vender camisolas e internacionalizar a marca do que melhorar a equipa. Pelo contrário, para os lados de Alvalade, vejo tiros que parecem mais certeiros. Em resumo: mesmo com galhardetes do Benfica no quarto, não julgo ser Iker Casillas em nada melhor que Helton. Pelo contrário, cheira-me que num campeonato como o nosso Bryan Ruiz pode ser de extrema utilidade. Sempre me dirão que o Sporting tem que salvar Agosto para não perder a época e Benfica e FC Porto têm algum tempo mais. Até dia 31 de Agosto tudo pode mudar a velocidade vertiginosa, aquela que hoje parece ser a realidade pode não ser mais que uma quimera no fim de Agosto. Resta ao Benfica fazer uma equipa à altura e vencer outra vez.
Depois de lido o sorteio realizado no Algarve, vemos que há todas as condições de entrar consistentemente a vencer, rumo ao 35.º. Começamos na Luz campeões e o objectivo é acabar na Luz contra o Nacional a festejar mais um título nacional. Este ano, a serenidade do Benfica parece competente, e por isso a tranquilidade dos adeptos é justificada, mesmo que como se compreende haja ansiedade pelas novidades."

Sílvio Cervan, in A Bola

Sem abanar

"Foi muito pouco que mudou no Benfica nos últimos meses, mesmo perante a surpresa inicial da 'traição' feita por Jorge Jesus. A pré-temporada segue como estava previsto - Rui Vitória parece perfeitamente enquadrado com as ideias da SAD para o futebol; a grande maioria dos jogadores continua de águia ao peito; Luís Filipe Vieira mantém em linha recta aquilo que tinha planeado para este defeso. E isso passava também por uma venda avultada com um produto 'made in' Seixal. A Ivan Cavaleiro, já antes considerado como uma das pérolas da formação, faltou espaço para evoluir ao mais alto nível na Luz. Foi pelo trabalho que desenvolveu e protagonizou na Liga espanhola que o extremo conseguiu a mudança para França, possibilitando novo encaixe milionário nos cofres das águias. Bernardo Silva será o jogador que mais custa aos adeptos do clube terem visto partir. Mas até por ele, na altura pouco mais do que um jovem desconhecido, a SAD fez um reforço financeiro gigante. Era isso ou ter ficado na Luz sem jogar."

Vanda Cipriano, in Record

SLB - Clube empresa

"Com a melhor temporada desportiva a nível nacional da história do SLB quase a terminar e 2015/16 a nascer, o destaque vai, esta semana, para os planos associativo e empresarial, com a organização do evento dedicado às Casas do Benfica e Escola das Modalidades e o anúncio da compra, pela BTV, dos direitos de transmissão televisiva das ligas italiana e francesa.
O evento das Casas oferece visibilidade a um eixo importante da vida associativa do nosso clube, cuja acção se repercute em vários níveis, notabilizando-se, sobretudo, em se constituírem como polos de fixação clubista. O Mundial de Sueca envolve a participação de milhares de Benfiquistas por todo o Mundo, que têm, deste modo, mais uma razão para frequentarem estes espaços de Benfiquismo. O mesmo se aplica ao Torneio de Futsal.
A Escola de Modalidades fez, este ano, parte deste evento, tendo sido dado um passo importante neste projecto, que se poderá tornar, no futuro, num meio privilegiado de captação de novos talentos espalhados pelo país, à semelhança das Escolas Geração Benfica.
Finalmente a BTV, a confirmar a sua postura agressiva no mercado televisivo, demonstrando a capacidade de realização do SLB e o poder da sua marca e caminhando paulatinamente rumo à sua afirmação enquanto agente relevante neste sector, com os benefícios económicos que daí advêm e, consequentemente, a superior capacidade de investimento no futebol.
Este é o maior desafio que, no presente, se coloca aos dirigentes e aos profissionais do SLB, um clube cuja dimensão enorme exige uma visão empresarial, sem que esta coloque em causa o seu carácter associativo. Não é fácil, mas creio estarmos no caminho certo."

João Tomaz, in O Benfica

Vieira vs. Bruno

"Tenho alertado todos os meus amigos e adeptos que o Benfica está, ao contrário do que muitos possam pensar, a fazer o caminho certo. O que se tem ouvido é de bradar aos céus: Bruno de Carvalho está a impor o domínio no futebol português, o Sporting está a juntar os melhores talentos técnicos e desportivos, o espaço mediático está rendido ao clube verde e branco com a chegada de Jorge Jesus, etc. Tudo inconcebíveis disparates que nos obrigam a serenar os ânimos e olhar com racionalidade para a época de defeso que temos diante dos nossos olhos. Tudo no Sporting é espalhafato, novos treinadores, despedimentos sensacionais, afastamentos camuflados mas amplamente noticiados (caso de Inácio), novos pavilhões, auditorias disto e daquilo, parece um verdadeiro circo que tomou conta de algumas televisões e jornais.
Luís Filipe Vieira, por sua vez, nótula de experiente gestor, está a concluir uma verdadeira revolução silenciosa no Benfica: a capacidade de manter uma estrutura unida e coesa independentemente do nome concreto de jogadores ou equipa técnica. A marca do Benfica neste momento é a de uma gigantesca e sólida estrutura sem igual no panorama português, com uma ligação aos sócios impossível noutras instituições, e um caminho feito o mais possível longe dos jornais e de nomes sensacionais. Vieira sabe que é a estrutura do Benfica - que ele laboriosamente construiu ao longo dos últimos 11 anos - que ditará o sucesso das próximas épocas. Não gosto, entenda-se, de conferir protagonismo aos adversários, mas arrisco dizer que o próximo campeonato vai ser muito mais do que disputa de bola e golos. Vai ser o modelo consolidado de Vieira contra o castelo de cartas espalhafatoso de Bruno de Carvalho. A vitória, claro, todos sabem a quem caberá."

André Ventura, in O Benfica

Triste figura

"Apenas 40 dias decorrem entre duas imagens fortes. Primeiro, vê-se uma criatura, aos saltos, no relvado da Luz, acompanhando os cânticos dos adeptos do Benfica, na comemoração de um título. Depois, a mesma criatura, aos saltos, no relvado de Alvalade, acompanhando os cânticos dos adeptos do Sporting, como novo membro da tribo.
Benfica e Sporting são rivais há mais de um século. Em apenas 40 dias, salta-se num lado, salta-se no outro, e salta-se de um lado para o outro, como se a história não existisse, e como se não fosse a história, e a paixão do povo, a permitir que um simples treinador de futebol possa hoje auferir quatro, ou cinco, ou seis milhões de euros por ano.
Chamem-me romântico, chamem-me ingénuo, chamem-me até retrógrado. Mas este não é o futebol de que aprendi a gostar – no qual havia algum pudor, e uns quantos zeros não legitimavam todo o tipo de comportamento. O futebol resume-se à emoção, e quem dele pretender retirar essa componente, corre o risco de lá não deixar nada.
Cresci a chorar pelo Benfica. E a respeitar, também, quem chorava por outros emblemas. Não aprecio cristãos novos, e muito menos traições.
Não embarco no discurso da gratidão. Nós, que pagamos quotas, cativos, bilhetes, deslocações, e ainda compramos camisolas e cachecóis, que apanhamos chuva, sol e trânsito, para nos sentarmos no nosso lugar a sofrer pelo clube que amamos, nunca seremos devedores de nada, neste meio que se vai tornando cada vez mais indiferenciado e obscuro.
Os que nele ganham milhões, esses sim, devem a todos nós o estatuto de que desfrutam. E devem-nos, sobretudo, respeito."

Luís Fialho, in O Benfica

Eles que venham!

"A equipa de Futebol já está a trabalhar. As novas contratações estão no processo de adaptação, os mais antigos do plantel mostram a casa aos membros mais recentes, a equipa técnica recorda os cantos da casa. Um dos rivais directos tem o homem-forte da sua SAD envolvido em mais um esquema com a justiça (nada de novo a Norte), o outro adversário continua no mundo da fantasia e sem conseguir contratar nenhum jogador que valha a pena mencionar. Vocês querem ver que o super-empresário fechou a posta ao mestre da táctica?...
Nós por cá, tudo bem, obrigado. No dia 19 de Julho, em Toronto, começamos a lutar pela conquista da Champions Cup com o PSG. Seguem-se Fiorentina (olha, olha... o Paulo Sousa) e o NY Red Bulls. A 29 de Julho, lá estará o SL Benfica no México para defrontar o America, onde irá permanecer até 2 de Agosto para estreia da Eusébio Cup fora de casa, com o Monterrey (é também a inauguração do estádio do clube que o Pantera Negra representou).
Só depois disso o Bicampeão Nacional regressa a casa para preparar o primeiro jogo oficial da época. Depois de jogar com o campeão francês, virá o quarto classificado italiano, o sexto da conferência Este norte-americana, o vencedor da Liga dos Campeões da CONCACAF e o semifinalista da Taça do México. Tudo isto até à Supertaça, a 9 de Agosto no estádio do Algarve. Teoricamente será a partida mais fácil. Afinal, estamos a falar de um clube que conquistou o último campeonato há 13 épocas e que, até ao mês passado, não vencia qualquer troféu há sete anos. Sim, tem um treinador novo, mas com a cabeça no cepo em caso de derrota com o maior clube português de todos os tempos. Tranquilos, caros consócios."

Ricardo Santos, in O Benfica

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O Benfica é o campeão da austeridade

"Mini Pereira tem agora 4 anos para ficar multimilionário e, se puder, que aproveite para finalmente gozar férias e poder descansar. É que ele merece. E nós também.

O Benfica é o campeão da austeridade e do desinvestimento. Não gasta o que não tem, não pede dinheiro emprestado a ninguém.
É o melhor aluno português das medidas de contenção propaladas pelas grandes instâncias nacionais e internacionais. Sem pestanejar, vê alguns dos seus mais eficientes activos passarem-se para emblemas rivais em fase de grande euforia no que diz respeito aos mercados.
E é assim, pobrezinho, que o Benfica se vai deitar à reconquista do título.
Se der, deu. Se não der, não deu.
A pressão está toda do lado dos adversários directos, unidíssimos no pressuposto que é fulcral impedir o Benfica de voltar a ser campeão.
Ambos se vão reforçando com gente de grande categoria porque sabem bem que é com gente valiosa que se ganham os títulos.
O maior reforço comum do Porto e do Sporting em termos de arbitragem é Pedro Proença que, segundo o Diário de Notícias fez a ponte diplomática entre Alvalade, onde já trabalha, e o Dragão na tentativa de impor o sorteio dos árbitros.
É uma notícia curiosa mas que não traz novidade alguma. Pedro Proença está agora em termos teóricos onde sempre esteve em termos práticos.

MAICON, o central do Porto, regressou ao trabalho pedindo a todos os santinhos que não haja empurrões a decidir o título. Referia-se ao seu golo ilegal na Luz que deu um título ao Porto sob o beneplácito de Pedro Proença, agora e uma vez mais o homem certo no lugar certo, embora num lugar diferente.

DE acordo com a imprensa, o Benfica ofereceu 6 milhões de euros a Maxi Pereira por 3 anos e o Porto ofereceu-lhe 16 milhões de euros por 4 anos.
Perante isto, nem eu que tanto gostava do lateral uruguaio, me arrepio de o ver sair.
Maxi Pereira, doravante Mini Pereira, é um herói do nosso tempo. O dinheiro é tudo e não há romantismos que lhe resistam.
Mini Pereira esteve 8 anos no Benfica e foi de um profissionalismo exemplar. Basta dizer que nesses 8 anos raramente gozou férias, sempre em viagens e em compromissos com a selecção uruguaia por ocasião dos defesos no futebol europeu. E regressava sempre à Luz fresco que nem uma alface para mais uma temporada de trabalho.
Mini Pereira tem agora 4 anos para ficar multimilionário e, se puder, que aproveite para finalmente poder gozar férias e poder descansar. É que ele merece. E nós também.

SE Iker Casillas assinar pelo Oporto o campeonato português vai, pela primeira vez na sua história, passar a existir para os nossos vizinhos espanhóis. E a existir, jornada a jornada. Com direito a nomes e a números e a notícias nos jornais.
Só por isso, Casillas já seria mais do que bem-vindo à nossa Liga a quem, na verdade, ninguém ligava nenhuma para lá de Badajoz.
O sentido da contratação do lendário guarda-redes do Real Madrid é claro. Tal como o Sporting foi buscar a lenda Schmeichel para voltar a ser campeão quase vinte anos depois do seu último título, tal como o Benfica foi buscar a lenda Júlio César para revalidar o título na temporada passada, também o Oporto vai buscar uma lenda para as suas redes a ver se recupera o estatuto de campeão que lhe foge há dois anos.
Tudo, de bom ou de mau, começa na baliza. Ou não é?
Fui fã de Casillas nos anos de ouro da sua carreira. E confesso: há mais de dez anos, quando a lotaria do Euromilhões chegou ao nosso país, prometi-me que ofereceria um Iker Casillas inteiro ao Benfica se me saísse um primeiro prémio daqueles bem gordos.
Está visto e comprovado o meu azar ao jogo.
Vem agora, no ocaso da sua carreira esse excelente guarda-redes reforçar a equipa de um adversário directo.
Enquanto lá estiver, uma coisa é certa: não contem com o regresso de José Mourinho ao clube que o lançou para os seus fulgurantes voos internacionais.
Outra coisa também é certa: tal como os adversários do Benfica aspiraram em vão a um Júlio César, ao nível da sua infeliz prestação no último Mundial, também os adversários do Oporto aspiram agora a um Iker Casillas ao nível das prestações que levaram Chamartin a vaiá-lo sem dó nem piedade. O resto é lenda. E mistério por resolver.

ANTIGAMENTE dizia-se o tesoureiro. Hoje diz-se CEO que é uma sigla importada das grandes empresas multinacionais. Na verdade, tanto faz. É do dinheirinho que se trata, amigos.
Tesoureiro ou CEO, Domingos Soares de Oliveira é o homem do lugar em questão no Benfica e, na semana passada, deu uma entrevista ao Expresso tendo descrito em pormenor aquilo que considera ser o irrevogável caminho da recuperação económica do clube.
Do muito que falou ao Expresso o nosso tesoureiro, uma frase apregoada saltou para título da entrevista: «O Benfica conseguiu ser independente do BES e da PT.»
Bravo! A ser um facto, que bela vitória no campeonato das finanças.
Agora a ver se conseguimos uma coisa ainda melhor: o tri no campeonato da bola. Isso é que era lindo a valer.
No entanto, deve ser bem mais difícil conseguir o tri do que conseguir a independência do BES e da PT, tendo em conta que os tesoureiros dos nossos adversários directos, ao contrário do nosso, vivem épocas de incontestado esplendor e dispõem de uma insuspeitada largueza de meios.
É este o ponto da situação quando falta um mês para o arranque da temporada e logo com um Benfica-Sporting mais especial do que nunca porque permitirá ao público em geral precipitar-se para as primeiras conclusões:
Quem é melhor treinador, Jesus ou Vitória?
Qual é o tesoureiro mais esperto, mais competente, mais atrevido, Soares de Oliveira ou José Maria Ricciardi?
Ah, mas que grande animação vai ser a temporada de 2015/2016.

O sorteio da Liga já foi. O Benfica começa em casa e a receber o Estoril que nos fez tanto mal em casa na época de 2012/2013, lembram-se?
O Porto, por sua vez, estreia-se na Liga recebendo o Vitória de Guimarães onde pontificará o jovem Tózé que o Porto vendeu agora aos de Guimarães depois de o ter emprestado um ano ao Estoril.
Tózé deu que falar no ano passado por ter apontado de forma irrepreensível (para alguns) uma grande penalidade contra a sua verdadeira entidade empregadora, o que custou pontos ao Porto na sua deslocação à Amoreira, lembram-se?
Foi a partir desse instante que os jogadores emprestados pelo Porto e pelo Benfica a outros clubes passaram a ter sobre si um foco impiedoso de atenção e uma carga de maleitas que lhes deve ter sido penosa de suportar.
Felizmente que a lei mudou: A partir desta época os emprestados não podem defrontar os emblemas empregadores. Muito bem, tudo pela transparência.
E se Tózé marcar um golo de penalty ao Porto, na primeira jornada, esse facto já será encarado com toda a normalidade mesmo por Casillas que, como se sabe, foi contratado sem dar garantias de impedir que toda e qualquer bola entre na sua baliza.
Quanto ao Sporting, a sua estreia na Liga está marcada para Tondela. Desconfio que Vítor Paneira vai ser o treinador português mais falado na semana a seguir ao jogo. Por mérito próprio, evidentemente.
Vítor Paneira, lembram-se?

FALTA ainda efectuar-se o sorteio das competições europeias de clubes.
Ao Benfica, desejo que fique livre de aventesmas e que calhem boas e simpáticas companhias na fase de grupos da Liga dos Campeões o que, só por si, já seria uma bela novidade.
Em prol das estrondosas emoções internacionais, engraçado seria - aliás, engraçadíssimo seria... - calhar ao Porto o Real Madrid e, para compor o ramalhete, ao Sporting calhar o Olympiakos.
Teríamos, assim, um regresso de Iker Casillas a Chamartín e um regresso de Marco Silva a Alvalade.
Quem é que não pagaria para ver estas coisas a acontecer?

UM vice-presidente do Porto anda a contas com uma investigação criminal e o Porto emitiu um sereníssimo comunicado confirmando as buscas e diligências policiais bem como a prontificar-se a uma colaboração com a Justiça em tudo o que for necessário.
Os tempos mudaram do ponto de vista formal.
Aparentemente, já não há teorias «da cabala» nem ataques «do centralismo lisboeta» à vida do Dragão.
Isto e mais o Casillas, são coisas que fazem prometer um Porto ainda mais diferente para 2015/2016."

Leonor Pinhão, in A Bola

Silêncio de ouro

"A agitação em Alvalade e no Dragão, que têm às portas um engarrafamento de estrelas, contrasta com a calma que se vive na Luz. Confortavelmente apoiado num bicampeonato e, por isso, sem nenhuma "pressão extra" na próxima edição da Liga, o Benfica está longe de entrar em pânico com as contratações dos dois principais rivais. Por enquanto, apenas saiu um titular da equipa da época passada (Maxi Pereira), a que se junta a marcante perda, de Jorge Jesus, um treinador que tinha bem gravado o seu cunho após seis anos de empatia, um mérito da chamada 'estrutura' que não deve ser menosprezado.
Por isso, e apesar de Imbula, Casillas e Bryan Ruiz, e de todos os outros nomes que estão perto de ser contratados por FC Porto e Sporting, este Benfica está longe de ser um coitadinho nas contas do título. Rui Vitória já disse que quer manter as (muitas) coisas boas que Jorge Jesus deixou na equipa. Se o conseguir, e mesmo com a praticamente certa saída de Gaitán, ficará com uma equipa de muita qualidade e, acima de tudo, muito experiente, rotinada e conhecedora da realidade do futebol português. O que poderá ser um enorme vantagem, sobretudo no arranque da temporada.
A Rui Vitória faltam os 'sound bites' de Jesus, muitas vezes amplificados devido ao estilo do agora técnico do Sporting, mas isso não é um critério de avaliação de competências. O treinador natural de Alverca não tem quem glorifique a sua dedicação à causa, nem as horas que dedica aos clubes onde trabalha, nem a extrema atenção que dedica aos pormenores técnicos e tácticos. O mais certo é que não precise disso. Até porque, para já, o silêncio à volta do novo Benfica é o melhor aliado que pode ter. A qualidade do jogo e, acima de tudo, os resultados lá virão para o avaliar."

O Tour

"Por esta altura do ano e desde que tenho o gosto de assinar esta coluna de opinião, escrevo sobre o Tour de France.
Este ano, a Volta à França é mais precisamente a Volta da França. É que a esplendorosa 102.ª edição começou na brisa atlântica da Holanda. As primeiras etapas têm-nos mostrado, com uma beleza quase inexcedível, não apenas o colorido e longo pelotão (pela primeira vez, com uma representação de África, através do país de Mandela), como também a paisagem envolvente, as terras por onde passa, os ex-líbris dos percursos, o pavé, as pessoas a acolher os ciclistas.
Poderá vir a ser uma das mais competitivas edições deste século, ainda que com uma injustificada escassez de etapas de contra-relógio. Ao invés, a imperial montanha pirenaíca e alpina foi reforçada e antevejo emocionais finais de etapas, sobretudo na penúltima etapa, no Alpe d'Huez, antecedendo a consagração em Paris.
Há sinais de que foram superadas, ainda que não esquecidas, as sequelas das batotas, do anti-desportivismo e do doping endémico. A prevenção e o maior investimento no jogo do rato e do gato contra a dopagem (não esquecendo, porém, o enigma que paira sobre o doping tecnológico já não do homem, mas de um motor quase indetectável na própria bicicleta...) dão um certo ar de alivio de um nova fase na festa de La Grande Boucle.
E que bom haver esta prova para passar por cima dos defesos futebolísticos que, entre sonhos e decepções, nos oferecem, à saciedade, não-notícias antes do gong das 24 horas do dia 31 de Agosto. Por agora, chega-me ver a camisola amarela. Depois, voltarei à camisola encarnada. A do Sport Lisboa e Benfica."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Glory...

Futuro próximo?!!!

Ironia do defeso

"Ainda não começou a Liga, mas, a fazer fé no que leio e ouço, mais valeria o Benfica jogar com a equipa B e poupar dinheiro. É o que o campeão já está encontrado: o ansioso Sporting. O Porto ainda tem algumas chances, mas o Benfica, coitado, está arredado dessa luta.
Em jejum há 13 anos, o Sporting passou, como por magia, a favorito incontornável. De repente, tem a melhor equipa, a melhor estrutura directiva e técnica, um treinador bicampeão saído do bicampeão em título, jogadores medianos agora considerados ases, dinheiro a rodos, árbitros sorteados e sortidos, pré-aquisições anunciadas com estardalhaço, desta de campeão (Maio de 2016) antecipada para o passado 1 de Julho, perante milhares de adeptos, um primeiro treino esclarecedor (noticiava A BOLA: «Leão entra a todo o gás»), infraestruturas a mudar (ainda A BOLA: «Templos leoninos à imagem de Jesus»), e tempo de «exultar vitórias» a propósito do título nacional no bilhar às 3 tabelas.
Não, o meu Benfica não tem hipóteses... Craques em debandada por troca de yuan-dólares em euro-rublos. Treinador iniciático em grandes. Juniores prematuramente promovidos. Estrutura sem Jesus em cacos. Patrocínios a voar (quero dizer, via Fly Emirates, enquanto os do rival têm os pés bem assentes na terra). Etc...
Como tudo muda 180º (ou será 360º) apenas num mês em que o Sporting já é virtualmente campeão! Como foi possível?
Ainda uma réstia de esperança, pois que o presidente do SCP fez, segundo A BOLA de 29/6, «uma afirmação poderosa», qual seja a de «Portugal e o futebol não quererem o Sporting». Se emigrarem, talvez ainda o SLB dê um ar da sua graça."

Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 7 de julho de 2015

Correu sobre a relva como uma rajada vermelha...

"Moinhos era uma figura! Todo ele anos-70. Foi três vezes consecutivas campeão pelo Benfica, e quantos se podem orgulhar de tal proeza? Era de um tempo muito antes deste tempo bisonho. De um tempo de esperanças e alegrias.
No dia 7 de Outubro de 1974, a criançada voltava às aulas. Eram longas as férias desse tempo. Tanto assim que lhes chamavam «férias grandes». Desconheço se o termo ainda se usa.
Nesse ano de 1974, foi difícil voltar às aulas, lembro-me bem. O país estava confuso e nós também. Entre os professores que apareciam e os que faltavam, havia horas livres a fio para gastar com uma bola e balizas improvisadas. Marcavam-se golos fora das pautas, passava-se administrativamente e também se chumbava por faltas. O Mundo era bem mais divertido do que é hoje e Portugal tinha uma esperança nos olhos das pessoas que foi morrendo com o passar dos anos e a multiplicação infeliz de governantes incompetentes e desonestos.
Na véspera o Benfica dera 4-0 ao Académico de Coimbra, que era a Académica travestida de então, e estava dado a mote para um campeonato ganho com brilho sob o comando de Milorad Pavic, um daqueles treinadores que teve sucesso no Benfica e, em seguida, insucesso no Sporting, pelo que haverá de ter espaço para um croniqueta a propósito num destes dias que se aproxima a passos largos.
Seja como for, adiante... Bate o Benfica o Académico sem apelo nem agravo, e este Benfica terá ao longo da época muito pouco Eusébio, muito pouco Jordão e ainda menos Artur Jorge, o que seria caso para alarme em qualquer linha avançada do Mundo. Mas a máquina funcionava...
Homem do dia: Moinhos.
Até quase poderia dizer homem do ano, com 13 golos no campeonato (melhor marcador do Benfica à frente de Nené com 11) e outros 5 na Taça de Portugal, mas vou ficar-me pelo jogo da Luz, 5.ª jornada.
Moinhos era uma figura. Quem não se recorda dele, procure uma fotografia ou veja aquela que aqui acompanha o texto.
Não enganava: todo ele era anos-70!
Mário Jorge Moinhos Matos, nascido em Vila Nova de Gaia no dia 13 de Maio de 1949. Jogou no Vilanovense e no Boavista antes de vir para o Benfica. Ficou quatro épocas, de 1973 a 1977, sendo de todos elas a melhor esta da qual vos falo.
Contra o Académico (e não é fácil escrever Académico quando é do de Viseu a que se alude...), Moinhos cumpria tão somente o seu terceiro jogo completo desde que assinara pelo Benfica. Pavic gostava dele, como Mário Wilson também gostou no ano seguinte. Aos oito minutos fez o um-a-zero, de cabeça, e preparou-se para afiar as botas. Jordão marcou o segundo, pela meia-hora, e tudo assim ficou até ao intervalo.
O Académico não podia; o Benfica não queria.
Aproveitando o cheque em branco
Ainda me lembro desse jogo. Vagamente, mas lembro. O Benfica podia ter ganho por uma meia-dúzia, se tivesse aproveitado a dinâmica de Vítor Martins, Toni e Simões, mas lá na frente tudo muito perdulário, muito pouco concentrado, não atinando com os buracos concedidos pelo desastrado Brasfemes e deparando com a agilidade temerária de Cardoso.
Lanço mão aos jornais velhos, para não assassinar a memória e levar o estimadíssimo leitor a erros de lembrança sempre tão vulgares.
No Académico jogavam os magníficos Gervásio e Mário Campos, mas já muito devagarinho. E Costa e Vala. E Belo e Gregório Freixo. E ainda entrou esse meu grande amigo de tantas horas, o Vítor Manuel, agora pelos calores de Angola.
Moinhos aproveitou o cheque em branco de Pavic que entregou. Na segunda parte faz mais dois golos e ainda chutou duas bolas nos postes, coisa que lhe poderia ter rendido, se a sorte não fosse madrasta, um dia para nunca mais esquecer. Mas não deixa de ser bela a magia clássica do «hat-trick».
Entraram Vítor Baptista, «o ponta-de-lança da infância sem ternura», como escreveu José Jorge Letria para a voz de Vitorino, e Ibraim, um dos esquecidos das glórias 'encarnadas' que tratarei de lembrar mal a verve me consinta tal empreendimento. Saíram Nené e Jordão. Moinhos ficou, pois claro. A tarde era dele. Gozou-a bem.
Só na jornada 16, em Belém, Moinhos voltaria a marcar: dois golos na vitória por 2-1, com o golo azul a ser de Pietra que não tardaria a vestir de vermelho.
Em 1977, fechado o capítulo Benfica, Moinhos regressou ao Boavista. Três épocas antes de seguir para Espinho onde acabou a carreira.
Fino, quase esquálido, cabeleira longa, meias em baixo, junto dos calcanhares. Era assim Moinhos. Uma figura: repito. Foi campeão pelo Benfica três épocas consecutivas. Quantos se podem orgulhar disso? E com três treinadores diferentes.
Depois foi, como tantos outros, traído pelo coração. Sujeitou-se a um transplante. Teve sucesso. E nós recordamo-lo, como ele merece.
Corria como o vento. Surgia, inesperado, ao encontro conclusivo com a bola. Era de um tempo ainda antes deste tempo amorfo e bisonho. De um tempo em que havia uma alegria nos olhos dos crentes e um futuro que outros haveriam de estragar.
As crianças regressavam às aulas. Aprenderam o quê?
Domingo em Lisboa. Outubro na Luz.
Moinhos correu sobre a relva como uma rajada vermelha..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um baú, muitas terras...

"Desde 1904, o Sport Lisboa e Benfica já teve oito campos. Sete deles encontram-se guardados no Museu.

Ao longo da sua história, o Benfica possuiu diversos campos. A 5 de Outubro de 1941, uma iniciativa única guardou para a posteridade, '(...) um punhado de terra (...)' de cada um. Integrada nos festejos inaugurais do novo campo de jogos, situado no Campo 28 de Maio (nome que o Campo Grande tinha à data, e que manteve até 1948), uma prova de estafeta fez '(...) uma ronda emocionante através de locais onde a colectividade registou períodos áureos, marcando etapas notáveis na sua vida (...)'. O objectivo? Recolher um pouco de terra de cada um dos campos.
A partida início às treze horas e cinquenta e cinco minutos no campo das Terras do Desembargador, em Belém, passou pelo campo da Feiteira e pelo campo da Quinta de Marrocos, ambos em Benfica, pelo campo de Sete Rios, pelo campo das Amoreiras e terminou no novo campo.
Cada 'pedaço de campo' foi recolhido com a ajuda de uma pequena salva de prata e colocado dentro de um pequeno baú de madeira com aplicações em prata, da autoria do ourives Álvaro Ferreira de Oliveira, que os corredores transportaram ao longo do percurso.
O trajecto foi realizado por dez atletas benfiquistas que, de mão em mão, com o auxílio de um cesto metálico, fizeram percorrer pela capital o simbólico testemunho. Pires de Almeida, o atleta mais jovem do Clube, iniciou-o. Seguiram-se-lhe Amadeu Bispo, Tiago Ribeiro, Agostinho Brito, Hermínio Faria, Simões Santos, Manuel Maria, Jaime Miranda e João Miguel.
Após percorrer todos 'os ninhos da águia' entre 1904, o baú entrou no novo campo pelas mãos de Manuel Dias, o mais antigo e consagrado corredor do Clube. 'O público vibrava (...) A ovação não findava (...)'.
Cerca de sessenta anos depois, o precioso baú foi novamente aberto, desta vez para receber a terra do Estádio do Sport Lisboa e Benfica, construído em 1954 e demolido em 2003 para dar lugar ao actual.
No Museu Benfica - Cosme Damião, na área 17. Chão sagrado, encontra-se exposto o símbolo dessa odisseia."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Alucinogénicos...!!!!

"PROENÇA UNE SPORTING E FC PORTO
Na qualidade de assessor dos leões para questões de arbitragem, o antigo juiz internacional reuniu-se com o presidente portista, Pinto da Costa, para lhe apresentar o projecto do sorteio dos árbitros proposto pelos sportinguistas.
Os dragões, que votaram contra na Assembleia Geral da Liga a 19 de Julho, mas defenderam a medida que foi aprovada dez dias depois na continuação da reunião magna. A aliança entre os dois clubes é encarada pelos altos responsáveis pela arbitragem como uma tentativa de destituição de Vítor Pereira, responsável máximo pelas nomeações.
O antigo árbitro Pedro Proença foi quem fez a ponte para um entendimento entre Sporting e FC Porto para que o projecto relativo ao sorteio dos árbitros para a nova época fosse aprovado na Assembleia Geral da Liga.
Ao que o DN apurou, Pedro Proença, antigo colega de curso de Bruno de Carvalho, é actualmente consultor do Sporting para aspectos relacionados com a arbitragem e foi nessa condição que apresentou o projecto numa reunião com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, já depois da primeira Assembleia Geral da Liga, a 19 de Junho, em que os dragões votaram contra as nomeações por sorteio."


Fonte: BnR B

O nível de vendas de alucinogénicos e similares vendidos em Portugal, está a atingir níveis impensáveis!!! Ora vejamos:
- O rapazola que supostamente vinha para limpar o Futebol Português contratou neste defeso: o corrupto Pedro Proença para 'conselheiro'... uma cópia descarada da contratação de Garrido pelo Pintinho nos anos 80; Octávio Machado, curiosamente um dos funcionários mais famosos, da pandilha criminosa, nesses mesmo anos 80 e início da década de 90...; e ainda Manuel Fernandes, bom rapaz, mas conhecido por meio mundo, como um dos famosos treinadores das 'malinhas', os tais que são especialistas em subidas da II Liga para a I Liga, à custa das tais 'malas'!!!
- Ontem também ficámos a saber, que o corrupto anti-benfiquista Marco Ferreira, recentemente despromovido, sentiu-se pressionado, quando o Presidente do CA da FPF, na véspera do Rio Ave-Benfica, lhe 'exigiu': uma boa actuação!!!
- O mesmo Marco Ferreira, que durante a odisseia do Marco Silva no Jamor, foi acusado de tudo e mais alguma coisa, por todos os Lagartos, devido à expulsão do Cedric, na final da Taça de Portugal, num momento para o outro, passou de corrupto e incompetente, para mais uma vitima do colinho do Benfica!!!

Depois do golo bem anulado ao Rio Ave na Luz, com o fiscal-de-linha, mal posicionado; depois do vergonhoso golo do Benfica em Moreira de Cónegos, num lance onde o Benfica queria penalty, mas o árbitro deu (erradamente) canto; depois de tudo isto... e mais alguma coisa, chegámos ao cumulo de um árbitro se sentir pressionado, quando o seu 'patrão', lhe exigiu uma actuação positiva!!! Isto é inaceitável...!!!!!!

Recordo que este Marco Ferreira, o 'pressionado' Marco Ferreira, a época passada teve várias actuações escandalosamente corruptas (na melhor das hipóteses, altamente incompetentes!!!):
- Ainda na época anterior (2013/14), apitou um esquecido, Corruptos 1 - 0 Benfica (1.ª mão da Meia-final da Taça de Portugal - com o Benfica heroicamente a dar a volta na 2.ª mão, apesar do Proença...), jogo onde perdoou as expulsões a Fernando e Herrera após agressões barbaras ao Fejsa e ao Salvio... Isto depois de ter eliminado o Benfica da Taça da Liga, dessa mesma época, em Braga, com pelo menos um descarado penalty do Salino sobre o Nico na Pedreira!!!
- Na época 2014/15 começou no Boavista-Benfica, onde curiosamente ficou com a fama de beneficiar o Benfica, quando de facto prejudicou (nada de novo!!!). Não marcou um penalty sobre o Jara...; e com indicação do seu fiscal-de-linha, marcou bem, uma dupla infracção, num suposto golo mal anulado ao Boavista (fora-de-jogo e empurrão ao Jardel)... Além do desastroso critério disciplinar, que prejudicou o Benfica, tendo inclusive expulso o Judas ao intervalo, por protestos...!!!
- Braga-Benfica: um dos mais escandalosos roubos dos últimos tempos, totalmente 'lavado' pela descomunicação social!!! Além dos penalty's do 'costume', levámos com um critério disciplinar completamente absurdo... com destaque para Danilo, Santos e Micalela, todos eles com expulsões perdoadas...
- Rio Ave-Benfica. O 'tal' jogo. Onde manteve o critério disciplinar torto, com prejuízo do Benfica: Ukra tinha que ser expulso. E ainda falhou na falta, que antecedeu o penalty contra o Benfica...
- Além dos jogos do Benfica, recordo o Setúbal-Corruptos, onde voltou a errar descaradamente, com benefício para os Corruptos (coincidência!!!), onde se destaca uma Mão na Bola, do Alex Sandro, 'parecida' com o penalty que poucas semanas antes, marcou contra o Benfica em Vila do Conde!!!

Mas os alucinogénicos são tantos, que a lógica mais ilógica, até faz sentido para alguns (o Benfica é que manda nisto tudo!!!), sendo para  isso necessário, não ter memória nenhuma!!!

Em contramão

"A história ensina-nos que, no futebol, os clubes nasceram primeiro que as federações e estas antes que as confederações continentais ou mundiais. Essa hierarquização surgiu como forma natural de controlo do poder discricionário dos clubes, especialmente a partir do momento em que estes começaram a profissionalizar os seus jogadores, o que aconteceu nos finais do século XIX em Inglaterra. Com dinheiro para pagar aos melhores jogadores, os clubes não conseguiram garantir, ainda assim, que isso lhes valesse a conquista de títulos. E quando alguns procuraram exacerbar esse poder do dinheiro, lá estavam as instituições para manter os princípios da verdade desportiva.
A proposta dos clubes portugueses para se acabar com a nomeação dos árbitros, substituindo-a por um sorteio sem princípios de exigência, e pior ainda reclamarem o direito a interferir na própria avaliação do desempenho dos juizes, é um sinal desesperado de que deixaram de acreditar no seu próprio trabalho. Deixaram de acreditar na competência dos treinadores que escolhem, dos jogadores que contratam, tantas vezes pagos a peso de ouro, de acreditar na verdade desportiva.
Ao quererem um regresso a um passado que a história se encarregou de reprovar, os clubes estão a dizer aos adeptos que também não acreditam na sua paixão e no seu apoio, antes estão apenas preocupados com o dinheiro que deixam nas bilheteiras ou no pagamento de quotas. Ao reclamarem o regresso ao sorteio dos árbitros, os clubes estão a dizer aos portugueses que todo o futebol europeu está errado. Fazem lembrar aqueles motoristas que circulam em contramão numa autoestrada e dizem que são os outros que vão em sentido contrário. Até se despistarem, quantas vezes matando-se a si e, pior do que isso, a outros."

Formação de Vitória

"A bola começou ontem a rolar no centro de estágio do Seixal, no início de uma nova era do Benfica. Rui Vitória abraçou o maior desafio da carreira, depois de vários anos em que mostrou competência e capacidade de obter bons resultados sem ter a matéria-prima de outros. Na retina fica a conquista da Taça de Portugal, mas há também a recente qualificação para a Europa, sempre ao leme do V. Guimarães. São apenas dois marcos numa caminhada que começou no Vilafranquense e que chega agora ao ponto mais alto, no clube do coração.
O desafio é grande mas é certo que a SAD encabeçada por Luís Filipe Vieira tem dado mostras de um apoio incondicional. Como se viu ontem no primeiro treino da época. Vieira e Rui Costa sentaram-se ao lado de Lourenço Coelho e assistiram ao início dos trabalhos. Um sinal claro de que a estrutura está ao lado do técnico e que as palavras do presidente na apresentação de Rui Vitória são para cumprir. Agora tudo depende da capacidade do treinador, a quem todos reconhecem enorme competência e sabedoria. Ontem Vitória já deu algumas pistas do que podemos contar nos próximos tempos: trato fácil e próximo com os futebolistas, estilo descontraído mas sempre com o máximo de profissionalismo.
O plantel, para já, oferece garantias e há bases para trabalhar. A estrutura da última época foi mantida e, para já, apenas Maxi deixou a Luz, ainda que Gaitán também seja um perda quase certa. Não faço parte da corrente que considera o uruguaio uma perda substancial. Já no que concerne ao jogador argentino o caso é bem diferente. Gaitán é quase impossível de substituir, visto tratar-se de uma espécie rara no futebol, pelos desequilíbrios que cria com bola e pelo elevado critério que tem na hora da decisão. Sem Salvio até Janeiro falta criatividade e poder de desequilíbrio a este novo Benfica, ainda que Carcela e Taarabt sejam reforços que acrescentam qualidade.
Por último, a tal questão da formação, que muitos falam mas que poucos parecem querer perceber. Ninguém espera que Rui Vitória escale um onze com cinco ou seis jogadores da formação. Mas os jovens podem ser integrados de forma progressiva e ter oportunidade para evoluir. Há vários jogos durante a época em que isso pode acontecer. Basta haver vontade."

domingo, 5 de julho de 2015

Liga Italiana e Liga Francesa na BTV...

A BTV anunciou ontem, que nas próximas 3 épocas, vai transmitir em exclusivo para Portugal, as Ligas Francesa e Italiana - além da UFC (desta vez em exclusivo total...). Sendo que as negociações ainda não estão fechadas em relação à Liga Espanhola (e parece que a Liga Alemã também pode ser uma hipótese!!!). Com a Liga Inglesa mais uma ano na BTV (pelo menos), corremos o risco de ter todos os principais campeonatos Europeus na BTV...
A Liga Italiana parece estar a recuperar, os principais clubes estão bastante activos no mercado, apesar da Juventus continuar a ser a grande favorita, o histórico das rivalidades na Série A garante sempre jogos interessantes...; a Liga Francesa, além do milionário PSG não parece muito atractiva, mas mesmo sem os grandes nomes do Futebol internacional, existem sempre muitos jovens com talento, muita força Africana, e jogos abertos e competitivos... além do nosso Bernardo!!!

Com este cenário, é praticamente certo que vamos ter uma BTV3 (e até podemos ter uma BTV4!!!), também é provável que o preço da subscrição para clientes particulares suba... Tendo em conta os potenciais conteúdos, é justo que assim seja.

Pessoalmente, creio ser importante manter as transmissões dos directos da modalidades nos Pavilhões da Luz aos fins-de-semana (um canal 'exclusivo' para as Modalidades seria uma ideia interessante, com a possibilidade de ser integrado na nossa oferta da BTV para fora de Portugal...), na última época já tivemos alguns deferidos das Modalidades por conflito de horários (nem sempre  é fácil antecipar, ou adiar os jogos das Modalidades para dias de semana, já que muitos dos nossos adversários são 'amadores'...); outra consequência importante da nossa politica de compra de conteúdos 'caros', é o asfixiamento da concorrência, algo que numa futura negociação centralizada dos direitos da Liga Portuguesa, poderá ser muito importante...!!!
Imaginem um cenário onde a BTV participava numa parceria, com outro canal (SIC, TVI ou RTP, por exemplo...) na compra dos direitos da televisão da Liga nacional, e além de ficarmos com os jogos na Luz, ficávamos com os jogos fora da Luz... com os nossos parceiros a ficarem com o resto?!!!



PS1: A nossa secção de Atletismo conquistou mais um título este fim-de-semana: Campeões Nacionais de Juniores Masculinos (2.º lugar no feminino)...

PS2: Uma nota ainda para os prémios individuais conquistados pelos nossos funcionários do Futsal: Chaguinha (melhor jogador); (Joel Rocha (melhor treinador); Juanjo (melhor guarda-redes).

PS3: Uma nota final para o Campeonato 'Mundial' de Sueca das Casas do Benfica, e do Torneio de Futsal entre as Casas do Benfica, disputado este fim-de-semana no complexo da Catedral... Mais uma excelente forma de envolver os Benfiquistas com o Clube...

Benfica em tempo de viragem

"Os primeiros dias de Rui Vitória no Benfica não estão a fugir um milímetro ao guião: empatia com o balneário, forte apoio da estrutura, aceitação dos adeptos. Exactamente o que se esperava. Ontem, no Seixal, no primeiro dia em que a bola saltou, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Lourenço Coelho fizeram questão de estar ao lado do treinador. No dia da apresentação, no Cosme Damião, já tinham aparecido todas as figuras de peso do clube e, sobretudo, da SAD. E o mais provável - e natural - é que este estado protector se mantenha enquanto o técnico não conquistar o seu espaço de afirmação. E esse, como é evidente, é um processo que só está concluído quando chegam as vitórias.
Até lá, porém, há muitos passos a dar. E o primeiro, no caso de Rui Vitória, é esta aproximação ao futebol de formação do Benfica, tal como Vieira tinha prometido. A porta que liga os sonhos dos mais novos ao futebol profissional das águias está agora aberta. A notícia que lhe contamos na página 11 desta edição é um importante sinal de viragem nos bicampeões nacionais.
Rui Vitória já tinha explicado na BTV que não era "tonto" e que sabia "muito bem" que não se ganham campeonatos "apenas com jogadores vindos da formação". É difícil haver quem não concorde. E o próprio presidente, que tem sido o motor da ideia, será o primeiro a reconhecer que é impossível ser campeão apenas com Bernardos Silvas.
A questão, no entanto, deve ser vista a partir de outra perspectiva. Ter três, quatro ou cinco jovens - formados em casa - integrados no plantel é vantajoso para o treinador e para os próprios jogadores? Há talento no Seixal que justifique a aposta de forma consistente? Deve dar-se aos técnicos da formação a possibilidade de assistir aos treinos da equipa principal? A mesma resposta a todas as perguntas: sim."

«O Benfica tornou-se independente do BES e da PT»

" «É a primeira vez que um clube português está acima dos €200 milhões», diz Domingos Soares de Oliveira (...) O administrador financeiro da sociedade anónima desportiva (SAD) explica que os proveitos se dividem entre direitos televisivos (41%), patrocínios (39%) e bilheteira (20%), semelhante à distribuição dos grandes clubes da Europa. Só que «os clubes portugueses vão ter cada vez mais dificuldades em conseguir manter a competitividade». Há que formar miúdos, jogar com eles, vendê-los (...). Nos primeiros nove meses do ano que agora acabou (o ano económico das SAD é como a época, de Julho a Junho), o Benfica teve receitas de €140 milhões (incluindo vendas de jogadores) e lucros de €14 milhões. O passivo caiu 9%... e os capitais próprios estão positivos, em €6 milhões. O activo (que inclui um plantel avaliado em cerca de €100 milhões) desceu após a venda de jogadores, mas incluiu €16 milhões em caixa. Cofres cheios? «Não significa que estejamos a seguir o exemplo da ministra (das Finanças), mas tomámos medidas de prudência.» A descida do passivo resulta da redução de dívidas de fornecedores: o Benfica antecipou pagamentos, por exemplo de passes de jogadores, em troca de descontos financeiros. Mas os empréstimos mantêm-se: cerca de €300 milhões.

- O Benfica tem vários empréstimos bancários (...). A exposição à CGD é baixa e o BCP reduziu os empréstimos. A questão é o Novo Banco, que quer baixar créditos. Daí a actual emissão obrigacionista.
- O enfoque está nas situações de curto prazo, que têm sido renegociadas e somam cerca de €150 milhões. Vamos reduzir esse valor, em três componentes: uma é negociar e estender num financiamento de longo prazo, com prazos de maturidade mais próximos de 2024, 2027; depois, é este empréstimo obrigacionista de três anos e eventualmente renovável, dependendo das condições de mercado; uma terceira parte serão descobertos bancários normais. Estes €150 milhões têm vindo a ser renovados por prazos de dois ou três meses. O nosso objectivo é ganhar estabilidade, em prazos e em diversidade de fontes de financiamento. Estamos dependentes do Novo Banco e vice-versa.

- Dos €150 milhões no Novo Banco, de quanto será o novo empréstimo de longo prazo?
- Se fizermos os €45 milhões no obrigacionista e deixarmos €30 milhões, €40 milhões para um descoberto normal, será o resto.

- €70 milhões?
- À volta disso.

- A relação com o Novo Banco tem sido a super curto prazo?
- Sim, nos últimos tempos, para resolver situações como o Benfica Stars Fund.

- Que o Benfica recomprou. Qual o custo médio da dívida?
- Cerca de 6%.

- Pagam €17 milhões de juros por ano. As vendas de jogadores não reduzem o passivo?
- Fizemos uma redução de passivo de 9%, adquirimos o Benfica Stars Fund e temos €16 milhões em caixa. O objectivo não é pôr a dívida a zero. A dívida é de €300 milhões, o que corresponde a uma vez e meia o nosso volume de facturação - e ela já foi quatro vezes o nosso valor de facturação. No dia em que a dívida foi igual à facturação, estaremos confortáveis.

- Baixar até aos €200 milhões.
- O objectivo é esse. Em que prazo é que isso acontece? Depende das oportunidades. Este ano conseguimos reduzir €40 milhões do passivo em nove meses; não acredito que esta seja uma velocidade para manter mas temos condições para, todos os anos, baixar o passivo entre €10 a €15 milhões.

- Como?
- Dependíamos do BES e da PT. Demos o salto, somos uma marca internacional, com um patrocinador internacional (Emirates). Conseguimos substituir a dependência daquilo que (não vou chamá-los 'donos disto tudo') era o establischment. Segundo aspecto: para dependermos menos da importação de jogadores estrangeiros, tínhamos de criar uma fábrica de jogadores. ela forma como vendemos os nossos activos mais novos, provámos que o investimento no Seixal é certo. E temos um grupo de elite, 30 jogadores, com 15, 16 e 17 anos, que temos de introduzir no nosso futebol profissional. Queremos, assim, baixar o custo médio do plantel.

- Qual é o valor do patrocínio da Emirates?
- Não posso revelar.

- A BTV vai expandir-se?
- O contrato com a liga inglesa acaba daqui a um ano e temos duas novas ligas para a próxima época: a francesa e a italiana. Admito que possamos subir ligeiramente o custo para o subscritor no futuro.

- Qual o resultado líquido da BTV para este ano?
-  Acima do anterior, entre os €19 milhões e os €20 milhões.

- É abaixo da proposta da Olivedesportos que o Benfica recusou.
- A Olivedesportos fazia uma proposta média de €22 milhões (silêncio). A decisão da Olivedesportos foi sobretudo baseada em termos políticos.

- Ou seja?
- A não dependência de alguém com enorme influência no futebol português. Essa pessoa (Joaquim Oliveira), ou entidade (Olivedesportos) tinham influência na condução do nosso futebol.

- Admite participar numa centralização dos direitos televisivos?
- Precisamos disso: a diferença entre o clube que ganha mais e o clube que ganha menos é de 1 para 10. O problema é que os clubes são os primeiros a dizer que não.

- Porquê?
- Devem estar condicionados.

- Os clubes estão reféns?
- Numa reunião da Liga, ouvi um dos responsáveis de um clube: '90% das minhas receitas dependem da Olivedesportos'.

- Como é que se pode gerar mais receitas?
- Cinco factores. O primeiro é a redistribuição da receita que fica no distribuidor. Segundo, a receita internacional. O terceiro, a receita de publicidade da primeira linha que, no Benfica, nos dá uns milhões com 17 jogos. O quarto é a receita que se pode gerar revendendo os direitos a canais abertos. O quinto, a publicidade no intervalo dos jogo. As pessoas não querem discutir isto.
«Jesus valoriza activos mas não os vende»
Aqui,  fala-se sobretudo de futebol, de salários, de Rui Vitória e de Jorge Jesus, que é bom mas não é o Messias.

- No Benfica há tectos salariais para os jogadores?
- Não, mas há valores que não podemos ultrapassar.

- Qual é o máximo?
- Não quero falar de máximos porque isso quase seria revelar situações específicas sobre alguns futebolistas, mas vocês ouviram falar de notícias de renovações contratuais...

- Maxi Pereira.
- Estou a falar do Maxi e de outros jogadores.

- Então o máximo é de 1 milhão e 200 mil euros.
- Por aí. A massa salarial é €42 milhões. €14 milhões por trimestre. Gostaríamos de, no futuro, reduzir esse valor em 20%. Não será um corte radical e, por aquilo que se vê, no espaço de 5  anos teremos 10 jogadores do grupo de elite na equipa principal.

- Qual é o orçamento para este ano?
- Não será muito inferior ao do último.

- Que era de €80 milhões.
- Um bocadinho menos.

- É nessa lógica que o Benfica contrata Rui Vitória?
- Hoje, há jogadores que saem do Seixal para chegarem ao topo do futebol português, como o João Cancelo (jogador do Valência), o Bernardo Silva (Mónaco), o André Gomes (Valência). Só que não tem havido capacidade por parte do Benfica, como um todo, para trazer estes jogadores para a equipa profissional. O perfil de Rui Vitória enquadra-se nesta lógica.

- Essa incapacidade tinha a ver com Jorge Jesus?
- Não é uma responsabilidade de uma pessoa só.

- Se tivesse jogado mais, o Bernardo Silva, que saiu por 15,7 milhões, teria sido vendido por mais, provavelmente. Está arrependido?
- Se eu vendo um miúdo com 19, 20 anos no máximo da sua curva de valor é porque algo correu mal. Se tivéssemos segurado o valor dele seria outro? Provavelmente, sim. Mas também temos de reconhecer que o Bernardo ganhou valor pelo que fez na liga francesa. Acertar no Totobola à segunda-feira é fácil.

- Há alinhamento do Rui Vitória com o modelo de negócio do Benfica, portanto.
- O Rui Vitória tem uma visão do seu papel que vai muito além do papel de treinador. Aliás, os treinadores modernos dizem: 'Quem só sabe de futebol, nada sabe sobre futebol'. O Rui Vitória quer perceber e participar no modelo de sustentação do Benfica. E isso é (e não quero estar a dizer mal de ninguém) uma lufada de ar fresco.

- O Benfica perdeu um grande vendedor com a saída de Jesus?
- O Jesus valoriza os activos tal como o Rui Vitória terá capacidade para valorizar. Mas dizer que quem faz as vendas é o Jesus é ter uma visão muito restrita daquilo que é o futebol. Quem conduz o processo é o presidente, quando as vendas são bem feitas o mérito é dele, e quando são mal feitas o demérito também é dele.

- A saída surpreendeu-o?
- Sim. Confesso que não esperava que o Sporting fosse o projecto do Jorge Jesus.

- Sentiu-se traído?
- Não. Nos faremos o nosso caminho e ele fará o dele.

- Tem ressentimentos?
- Não, até porque nunca tive relação pessoal com ele.

- O Benfica também poupou nos salários com Rui Vitória...
- Sim, é um saltério substancialmente mais baixo.

- O FC Porto anunciou à CMVM a contratação de Imbula, do Marselha, por €20 milhões. Alguns jornais escreveram que a operação poderá ter sido feita com a ajuda do fundo Doyen. Como interpreta esta compra, à luz das novas leis da FIFA que proibiu o third-party owenership?
- Houve uma reunião da UEFA que aligeirou as restrições do Fair Play Financeiro, mas não o TPO, o third-party owenership. Basicamente, a alteração tem a ver com isto: as pessoas que andavam a investir em fundos, agora podem investir directamente nos clubes, através de uma posição accionista. or exemplo, a Doyen poderá investir directamente no clube e retirar lucro directamente do clube. Quanto a este caso, não consigo entender. No comunicado do FC Porto à CMVM não vem qualquer referência à Doyen, portanto não vou especular - mas nunca vi um clube em Portugal investir €20 milhões num jogador.

- Há alguma regra que obrigue o Benfica a informar o CMVM sobre contratações?
- Todos os clubes estão obrigados a comunicar qualquer transacção que seja igual ou ultrapasse 5% do activo. O nosso activo é de €400 milhões, portanto tenho de comunicar todas as transacções a partir de €20 milhões. Daí não termos anunciado a venda de João Cancelo (€15 milhões). Já agora, devo dizer que o João Cancelo e o Bernardo Silva foram jogadores claramente valorizados por Jorge Jesus (risos, num tom irónico).

(...)"


PS: O meu único problema com esta entrevista do nosso Director Financeiro, é a capacidade do Benfica, em 'premiar' (recorrentemente) quem trata mal o Benfica!!!
O sr. Pedro Candeias, no último ano, tem desrespeitado, destratado, mentido, injuriado o nome do Benfica e da sua Direcção, por diversas vezes, e o que é o Benfica faz: concede uma entrevista exclusiva!!! 
Continuo sem perceber...