Últimas indefectivações

sábado, 17 de novembro de 2012

Sem sustos...

Braga 2 - 8 Benfica

O Braga está mais fraco esta época, mas foi aqui, que o ano passado perdemos os primeiros pontos.

PS: Tenho que fazer uma confissão: a publicidade nas costas da nossa equipa de Hóquei é espectacular!!! "Tapetes Matador"!!! Excelente...

Em rodagem !!!


Benfica 3 - 0 Leixões
25-9, 25-11, 25-10

Sem facilitar, contra um Leixões esforçado, mas muito 'verde'...!!!

Com ritmo...


Benfica 84 - 57 Lusitânia
22-11, 26-15, 19-16, 17-15

Jogo agradável, sem o Gentry, sem o Franklin, e sem o Andrade... com provavelmente o melhor jogo do Dunn... 

Só sabem ganhar...


Benfica 34 - 23 Avanca

Fim da 1ª volta - da 1ª Fase - com mais uma vitória, mantendo a invencibilidade... Mas este início da 2ª volta não vai ser fácil, nas próximas 5 jornadas, vamos a Braga - ABC -, ao antro Corrupto, e vamos à Maia - Águas Santas -, são talvez as 3 deslocações mais difíceis da época...

Em frente...


Moreirense 0 - 2 Benfica

Competência e empenho, deu uma vitória merecida, mantendo a caminho para o Jamor aberto...
Jogo muito duro, com algumas entradas muito violentas sobre jogadores do Benfica, com a total permissividade do árbitro (espero que ninguém se tenha lesionado)... aliás foi óbvio que os jogadores do Moreirense sentiram que tinham 'carta branca' para entrar a 'matar'... e já depois do tradicional 'apagão' Minhoto (!!!), foi só inventar livres junto da área do Benfica, para ver o que dava!!! Com a vitória, alguns Benfiquistas vão desvalorizar os erros, algo que discordo completamente: exactamente porque vencemos, deveríamos chamar a atenção para mais este trabalhinho deste pseudo-benfiquista... Tem sido com encomendas destas que o Benfica tem sido eliminado da Taça nas últimas épocas...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sinal verde

"O jogo de Vila do Conde foi, como antevi, muito difícil, quase dramático. Um Benfica cansado do jogo europeu, um relvado que levantava todo, muitos jogadores magoados e castigados, mas sobretudo um Rio Ave de muita qualidade fizeram da nossa vitória uma conquista preciosa.
Nos últimos minutos temi que corresse mal. Mérito para uma das melhores equipas deste campeonato.
Se podíamos, na perspectiva do optimista, ter ganho por dois ou três, não é irrealista o treinador do Rio Ave quando disse também que podia ter empatado.
Dir-se-á que houve ajuda divina na forma como Jesus contornou o Espírito Santo.
Como Leonor Pinhão escreveu ontem, também para mim é mais importante o jogo de Moreira de Cónegos, que o  jogo contra o Celtic de Glasgow. Ganhar aos verdes do Rio Ave, aos verdes de Moreira de Cónegos e aos verdes de Glasgow é ter sinal verde nas provas que disputamos. Não ganhar é abrir um péssimo sinal vermelho.
Voltando a Vila do Conde, fiquei com a certeza de que a baliza do Benfica está garantida, hoje com a exibição de Artur e amanhã com a exibição de Oblak.
Bem-vindo seja Luisão, muito dano europeu nos causou a sua falta. Justo lembrar que Jardel esteve, com raras excepções, em plano positivo. Mas um plantel tão fustigado por castigos e lesões (Enzo Pérez, Carlos Martins, Pablo Aimar, Maxi Pereira, Ezequiel Garay) o regresso da voz de comando é sempre motivo de alegria.
Logo à noite não pode haver um mínimo de descuido, como poderá testemunhar o Sporting, se quisermos recuperar o título nacional que nos foge há mais tempo. É muito longínqua aquela vitória, precisamos que nos relembrem como é bom ganhar a Taça de Portugal.
E só será excelente jantar no S. Gião (recomendo) se o Benfica ganhar o jogo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Alexandre Herculano

"Vemos, ouvimos, lemos e, mesmo assim, duvidamos da realidade. Desde a pretérita sexta-feira, temos assistido no futebol português a mais uma destas estranhas procissões de acontecimentos bizarros. Assim, já depois de nomeados os árbitros para a jornada do passado fim-de-semana, soubemos que o presidente do Sporting foi à Rua Alexandre Herculano, para ser recebido pelo Presidente da Comissão de Arbitragem, o inefável Pereira. Dois dias depois, Pedro Proença, aquele estranho árbitro que erra em Portugal na exacta medida em que acerta fora de portas, mostrou como os vícios privados são mais públicos do que as públicas virtudes e despachou uma apitadela ao minuto 78 do jogo entre o Sporting e o Braga que deu 3 pontos aos que haviam peregrinado à capelinha sita na Rua Alexandre Herculano.
Objectivamente, não posso garantir qual era a tonalidade do som que Proença quis dar ao apito. Mas aquilo soou a som dourado, com agudos de degradação e graves de servilismo. Um som igual ao que se ouviu no dia 06 de Novembro de 2011, num Braga-Benfica, produzido pelo mesmo artista e pelo mesmo apito. Dois dias depois da dita apitadela, a direcção do Sporting, em comunicado, queixa-se da… arbitragem em geral, mas não dos pontos que lhe foram oferecidos pela mesma em particular. Resta-nos olhar para este tipo de comunicados como apenas mais um remendo nesta farsa protagonizada por senhores de um pequeno mundo, mirrado e mediocrizado à medida dos prostíbulos onde se desfazem regras e encomendam apitadelas. Tudo isto sob o olhar de alguém que ocupa cadeira na rua com o nome do escritor Alexandre Herculano, o mesmo que um dia sentenciou: “A hipocrisia, suprema perversão moral, é o charco podre e dormente que impregna a atmosfera de miasmas mortíferos e que salteia o homem no meio de paisagens ridentes: é o réptil que se arrasta por entre as flores e morde a vítima descuidada.” "

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Um assunto para levar muito a sério

"Se andarmos aqui para ganhar títulos, o jogo com o Moreirense para a Taça é muito mais importante do que o jogo com o Celtic para a Champions

NA última temporada, o Benfica caiu de forma inglória e altamente displicente na Taça de Portugal numa das primeiras eliminatórias da estimadíssima competição. Foi mais ou menos por esta altura do ano. O Benfica andava animado, seguia em bom ritmo no campeonato e na Liga dos Campeões e ao valente tropeção na Taça de Portugal não foi dada a importância devida. Longe disso.
A coisa foi considerada como um acidente de percurso sem consequências de maior. Para quem parecia; à altura, vocacionado e capacitado para voos mais ambiciosos, a eliminação frente ao Marítimo na Taça de Portugal não causou grande mossa. Foi apenas um aborrecimento, uma chatice.
Diga-se já aqui que o desfecho do jogo do Funchal foi justíssimo e merecido castigo para um Benfica que se apanhou a ganhar tranquilamente por 1-0 ao intervalo e tão tranquilamente regressou dos balneários para a segunda parte que num instante de viu a perder por 2-1 e sem qualquer capacidade para inverter a situação. Lembram-se?
Meses mais tarde, quando os sonhos da Liga portuguesa e da Liga europeia se desvaneceram, já Primavera adentro, muita falta fizeram ao Benfica as aspirações a uma Taça de Portugal para as somar ao nascente e ainda incipiente encanto de mais uma Taça da Liga, a quarta em quatro anos, nunca é demais repetir.
De um modo geral e indesculpável, a saída precoce da Taça de Portugal quase foi encarada como um alívio no calendário competitivo para quem, aparentemente, tinha outros assuntos bem mais sérios com que se entreter. Atenção que não pretendendo insinuar que a eliminação frente a um valoroso Marítimo foi festejada no Estádio da Luz, o que seria grande e invulgar aberração.
Na verdade, não tão invulgar assim a dita aberração. Ainda na temporada passada, a de 2011/2012, quando o imparável FC Porto foi eliminado nas meias-finais da Taça da Liga pelo Benfica, o seu presidente não teve pejo algum em exibir a sua felicidade por se ver livre do transtorno.
-Desta já estamos livres - disse como que aliviado.
Lembram-se?
Este fim-de-semana há Taça. O Benfica vai jogar a Moreira de Cónegos com a equopa que, sensacionalmente, afastou o Sporting na eliminatória anterior, a primeira para que foram convocadas as equipas da Liga principal.
Embora o jogo da próxima semana com o Celtic, para a Liga dos Campeões, tenha o natural condão de merecer um olhar mais vivo e codicioso por parte dos adeptos porque é um desafio contra estrangeiros numa competição de sonho em que o Benfica, com o recurso a uma máquina de calcular e a muita sorte, ainda poderá ter uma palavrinha a dizer, e pedindo já desculpas a quem estiver a ofender, entendo que o jogo com o Moreirense já nesta sexta-feira é mais importante para o Benfica do que o jogo com os escoceses da próxima semana.
Se por importante entendermos títulos. A conquista de títulos, faço-me entender? É que ninguém tem dúvidas de que as hipóteses de conquistar uma Taça de Portugal são infinitamente superiores às hipóteses de o Benfica chegar a conquistar, nos tempos mais próximos, uma Liga dos Campeões.
Compreende-se, porém, que haja adeptos que pensem de maneira diferente e para quem importante seja ver a equipa fazer uns floreados na Europa - quem é que não gosta afinal? - e ir progredindo até ao inevitável. No ano passado, por exemplo, o inevitável chamou-se Chelsea, que haveria de ganhar a competição, e o esforço despendido pelo Benfica nas eliminatórias com os russos do Zenit e com os ingleses do russo Abramovich custou caríssimo à equipa em termos nacionais.
Opiniões há sempre muitas e quase todas respeitáveis, mas se quiseram saber a minha ninguém me tira da cabeça que o momento-zero da débacle do Benfica na luta pelo título nacional aconteceu em São Petersburgo quando o nosso defesa central argentino Garay se lesionou com tal gravidade que ficou afastado da equipa por semanas e semanas a fio.
Quando Garay saiu da equipa por motivos de saúde o Benfica tinha 5 pontos de avanço sobre o FC Porto, quando Garay, reestabelecido, regressou à equipa toda essa vantagem tinha sido desperdiçada. Serve isto para dizer que considero Garay um jogador muitíssimo importante do Benfica e sem substituto à altura.
Por isso é má a notícia de que Garay não vai jogar em Moreira de Cónegos porque se lesionou no jogo em Vila do Conde. É tão má a notícia que quase abafa a boa notícia do regresso do Luisão, depois de dois meses de ausência como castigo do seu acto de loucura - chamemos-lhe assim - em Dusseldorf no decorrer de um jogo amigável que não chegou ao fim por motivos sobejamente conhecidos.
O Benfica não sofre golos há quatro jogos, o que não é muito comum e por isso mesmo é de elogiar. Sai agora Garay, regressa Luisão e mantém-se ao serviço Jardel a quem, nestes dois meses, só há apontar aquele lance infeliz do auto-golo em Moscovo. Com este novo desenho no eixo da defesa, o Benfica joga amanhã o seu futuro na Taça de Portugal. Espero que levem o assunto a sério. É que na Taça de Portugal au acredito e na teoria das probabilidades também.

NO que diz respeito aos guarda-redes, estamos bem servidos como o jogo de Vila do Conde amplamente comprovou. Na baliza do Rio Ave, o muito jovem e incrivelmente seguro Oblak, que muitos benfiquistas vêm como o guarda-redes do futuro. Na baliza do Benfica, o brasileiro Artur, o guarda-redes do presente.
Artur é um grande guarda-redes e em boa hora chegou ao Benfica. A grandeza de um guarda-redes não se mede de um modo simples pelo número de defesas mais ou menos fantásticas que faz durante um jogo, do princípio ao fim. Há guarda-redes de equipas que defendem muito mais do que atacam e que engatam exibições de pasmar com uma série de defesas impossíveis até tudo comprometerem com uma frangalhada que estraga o resultado.
São estes os guarda-redes ideais para as equipas pequenas porque ninguém com coração lhes leva a mal o desacerto de um segundo perante os bons serviços exibidos em 90 minutos de árdua defesa da baliza. Isto explica, por exemplo, a razão pela qual Roberto é tão amado em Saragoça e foi tão mal-amado no Estádio da Luz. E sempre com razão.
Mas um grande guarda-redes que jogue numa equipa grande, que ataca muito mais do que aquilo de defende, tem frequentemente de saber resolver num só lance todos os apuros defensivos da sua equipa durante um jogo inteiro. E isto não é para toda gente.
Em Vila do Conde, já corriam os descontos, e Artur, que pouco teve de fazer durante os noventa minutos, foi chamado a uma intervenção impossível, detendo num voo por instinto um remate à queima-roupa de Vítor Gomes.
Sobre a excelência da intervenção de Artur não restam dúvidas a ninguém. Sobre a validade do lance, havendo dúvidas sobre se a bola foi centrada para a área benfiquista depois de já ter passado para lá da linha de fundo, fez Artur o que lhe competia e até nisto foi grande. Não ficou à espera de que o fiscal-de-linha ou o árbitro assinalassem a interrupção do jogo e deu-se à bola com todo o esplendor.
Foi o melhor momento do Benfica em Vila do Conde. Mesmo que não tenha valido."

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: A Leonor enganou-se num pormenor: o Garay não se lesionou em São Petersburgo (15 de Fevereiro) - o Rodrigo, sim... -, lesionou-se num particular da Selecção Argentina, na Suíça (29 Fevereiro), Quarta-feira. Na Sexta-feira seguinte, jogámos com os Corruptos na Luz, com a benevolência arbitral do Proença e dos seus ajudantes... O Garay mesmo assim começou o jogo, mas após mais uma entrada dura do Janko, caiu mal no relvado, e teve que ser substituído, ficando de fora várias semanas...
Mesmo assim, concordo que os jogos com o Zenit e o Chelsea desgastaram a equipa, principalmente o jogo em São Petersburso e em Londres, por razões diferentes... as lesões do Rodrigo e do Garay também afectaram a equipa - apesar do substituto do Garay ter sido o Jardel. O mesmo que esta época substitui, bem, o Luisão... -, mas muito mais decisivo do que tudo isto, foi o Xistra em Guimarães (com o Garay), o Hugo Miguel em Coimbra (com o Garay), o Proença na Luz (com meio-Garay!!!), o Capela em Olhão, e o Soares Dias em Alvalade (com o Garay) - no meio deste desfile de palhaços frutados não seria justo, não referir as tentativas falhadas do Jorge Sousa no Benfica-Nacional (com o Garay), e do Bruno Esteves em Paços, e ainda o Olegário em Vila do Conde (com o Garay) quando tudo já estava decidido!!!
As lesões dos nossos jogadores, os jogos em campos impróprios, o cansaço das viagens, o calendário apertado, são contingências, indesejáveis é verdade, mas normais que todas as equipas, em todos os campeonatos, em todas as épocas, têm que ultrapassar, agora ultrapassar o desfile dos inimputáveis do apito nacional, numa cruzada anti-vermelha, isso é que é mais complicado...!!!

Jesus, o refundador

"Sem Luisão por pretensa maldade, Javi Garcia e Witsel por imperativa necessidade e Aimar e Martins por física debilidade, o Benfica está a fazer uma boa Liga e a disputar sem rasgos mas também sem ilusões, a Liga dos Campeões. Sobre esta, aliás, interrogo-me (pelo menos desportivamente) se valerá a pena continuar para provavelmente cair na etapa seguinte ou passar para a Liga Europa e ambicionar chegar longe.
Curiosamente, na Liga, poderia estar 100% vitorioso, pois quando não venceu (Braga e Académica) houve interferências de erros groseiros da arbitragem (lembrar-se-à agora o Braga de anulação do que teria sido o 3-2 para o Benfica, numa situação algo parecida com o golo que lhe foi negado em Alvalade?)
O obreiro desta boa prestação é (continua a ser) Jorge Jesus. Um treinador que vive a sua profissão intensa e vibrantemente, sabedor profundo de futebol, construtor habilíssimo de equipas e formador exímio de jogadores.
Desde que está no Benfica saíram atletas de referência como Di Maria, Ramirez, David Luiz, Coentrão, Javi Garcia, Witsel, N. Gomes e Saviola. Ano após ano, tem de refundar uma equipa. Tem-no feito com sabedoria, optimizando a polivalência de muitos jogadores, gerindo o tempo de adaptação de jovens talentosos e tirando frutos da equipa B.
Comete erros? Claro que sim, mas tal não esbate o muito que Jorge Jesus tem feito sempre reconstruindo, pedra por pedra, um projecto com estabilidade e ambição.
Consciente do plantel que tem e do que não tem (no meio-campo), a sua equipa é agora mais contida, mais metódica, menos inebriada com o seu próprio entusiasmo. Proficientemente."

Bagão Félix, in A Bola

Mercado 'versus' formação

"A famigerada sentença Bosman alterou radicalmente a estrutura do futebol: desde então, os mais importantes clubes europeus decidiram reduzir o investimento na formação e reforça-la no scouting e no mercado. Há muito tempo que os viveiros do Milan, do Inter ou da Juventus deixaram de produzir frutos visíveis e o mesmo se diga do Real Madrid, do Manchester United, do FC Porto ou do Benfica. Quem não se lembra de Maldini, Baresi, Costacurta, Tassoti, Albertini (Milan), Butragueño, Michel, Sanchiz, Camacho (Real Madrid), Beckham, Scholes, Giggs, Gary Neville (Manchester United), todos nascidos, crescidos e mantidos nas equipas desses mesmos clubes? Hoje, os dirigentes preferem o mercado e sabe-se porquê: a compra e venda de jogadores é dominada pela corrupção, pelas comissões dos agentes e pelos subornos ocultos. Em Portugal, por exemplo, só agora é que os principais clubes alargaram as suas representações às equipas B.
A maioria das regras, porém, têm sempre uma excepção que, neste capítulo, é o Barcelona, o único grande clube europeu a agir contra a corrente. Em vez de privilegiar o mercado elege o produto da casa e os resultados são, em todos os aspectos fabulosos, quer em termos de espectáculo, quer em termos de triunfos. E agora tomem nota: Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta, Messi, Busquets, Pedro, Piqué, Thiago Alcântra, todos em actividade são filhos de Camp Nou. Os próprios Fabregas e Jordi Alba, que regressaram às origens depois de breves parêntesis, respectivamente, no futebol inglês e no Valência, nasceram e afirmaram-se lá. E há mais, prontos a entrar em cena."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

PS: O problema é que o próprio Barça, apesar da aposta na cantera - com bastante sucesso -, não evitou uma divida gigantesca, ordenados altíssimos, e contratações por valores elevados (algumas totalmente falhadas)...!!!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Vitória com susto !!!


Benfica 5 - 3 Física

Susto desnecessário, a vencer por 3-0 ao intervalo, não era esperado um final de partida tão emotivo.
Com a possibilidade de fazer o 4-0 num livre directo, falhamos, e no contra-ataque sofremos um golo, e logo de seguida num livre directo, contra, a Física reduz para 3-2... pouco depois 3-3 a cerca de 7 minutos do fim!!! Felizmente ainda fomos a tempo de rectificar,  mas era escusado... o 1º e o 3º golo da Física foram obtidos com alguma sorte, após muitos ressaltos, mas voltámos a dar demasiado espaço junto da nossa área, obrigando o Ricardo Silva a muito trabalho...

PS: Os três golos da Física foram marcados por ex-jogadores do Benfica!!!

2ª parte demolidora

Xico 27 - 39 Benfica

A vantagem mínima ao intervalo (14-15) demonstra bem as dificuldades da equipa, mas uma 2ª parte demolidora decidiu o jogo... Esta época a 'Carneirodependência' tem sido menor, mas esta noite voltámos ao 'antigamente', espero que tenha sido só o regresso a 'casa' do Carneiro, e no futuro, a responsabilidade ofensiva seja repartida...

Holofotes sobre Proença

"À partida, o caso da jornada seria, sem dúvida, a primeira vitória do Sporting depois do já longínquo dia 23 de Setembro – data em que venceu o Gil Vicente em Alvalade –, a que se seguiu uma série inverosímil de resultados negativos.
O Sporting venceu o Braga, pulou da 14ª para a 10ª posição na tabela e teve a sorte do jogo do seu lado (alguma vez teria de acontecer). Mas para garantir a vitória, contou com uma decisão no mínimo polémica do árbitro do jogo, Pedro Proença, que, a quinze minutos do fim, anulou um golo a Alan vá lá saber-se porquê. Uma noite feliz para o Sporting e muito infeliz para o melhor árbitro da Europa. Às vezes acontece…"

Gabão, meu anagrama

"Hoje Portugal defronta o Gabão. Simpatizo com este país africano, até porque é um anagrama de Bagão, assim se tornando foneticamente familiar. Mas sobre tão inusitado jogo jogo algumas notas.
1. Vem mesmo a calhar este jogo de preparação para Israel em 22 de Março de 2013! Depois de, há anos, termos jogado com as geladas Ilhas Faroé antes do Mundial de 2010, nada melhor que o tropical Gabão tendo em vista o Brasil-2014. Um verdadeiro kit futebol-turismo.
2. A nossa diáspora de seleccionadores chegou, em boa hora, aos gabonenses com a escolha de Paulo Duarte, na esteira do que acontece ou aconteceu em países tão díspares - cito de memória - como Grécia, Suíça, Lituânia, Marrocos, Tunísia, Camarões, África do Sul, Angola, Burkina Faso, Irão, EAU,Ilhas Maldivas, Coreia do Sul, Vietname.
3. O Benfica volta a não ter atletas seleccionados. Mas Paulo Bento tem razão: não pode escolher de um conjunto vazio. Aos encarnados só resta ir à alentejana Gavião, a terra homofonamente próxima de Gabão, para jogar com o C.F. Os Gavionenses.
4. Por fim, o mistério do gabão (com minúscula): Bento tem seleccionado uma plêiade de jogadores destros para defesa-esquerdo. Agora convocou o desconhecido Rùben Ferreira (e já vão três Rùben) para a direita. Continua a ignorar Eliseu que, no Málaga, joga bem e marca golos europeus. Eliseu no Gabão seria destoar. Eliseu só em Paris...

P.S. 1 - Pedro Proença, lá fora, arbitra bem e é considerado. Cá dentro, é um desastre recorrente. Porque será?

P.S. 2 - Peseiro demonstrou, de novo, o seu bom carácter e elegância face à malfeitoria arbitral de domingo. Um exemplo."

Bagão Félix, in A Bola 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O dia em que a Luz viu o Anjo das pernas tortas

"Manuel Francisco dos Santos nasceu numa terra chamada Pau Grande, a cerca de 70 quilómetros do Rio de Janeiro. Não tardaria a ser chamado por Garrincha, Mané Garrincha.
Há quem diga que só podia mesmo ter nascido numa terra chamada Pau Grande. Como o seu pai, aliás. E até todos os homens da família.
Garrincha foi um jogador tão único que não vale perder aqui tempo a apresentá-lo. Até porque não tenho assim tanto tempo nem tanto espaço. Mas vale a pena, certamente, ler o poema que Vinicius de Moraes lhe dedicou. E que se chamou «O Anjo das pernas tortas»:

«A um passe de Didi, Garrincha avança
Colado o couro aos pés, o olhar atento
Dribla um, dribla dois, depois descansa
Como a medir o lance do momento.

Vem-lhe o pressentimento; ele se lança
Mais rápido que o próprio pensamento
Dribla mais um, mais dois, a bola trança
Feliz, entre seus pés - um pé-de-vento!

Num só transporte a multidão contrita
Em acto de morte e levanta e grita
Seu uníssino canto de esperança.

Garrincha, o anjo, escuta e atende: - Goooool!
É pura imagem: um G que chuta um O
Dentro da meta, um L. É pura dança!»

A carreira de Mané Garrincha, «A alegria do povo» como também foi chamado, foi tão extraordinária como a sua própria vida. E daí talvez não tanto. Mais uma vez falta-lhe o tempo e o espaço. Mas Ruy Castro, o grande biógrafo do inimitável Nelson Rodrigues, o maior cronista do Futebol brasileiro, e também de Garrincha, tem um livro excepcional que é preciso ler: «Estrela Solitária - Um brasileiro chamado Garrincha». Remeto para ele.
E o Benfica?, perguntarão vocês. Onde anda o Benfica?
Perguntam e com razão. Estas crónicas servem para falar do Benfica. Vamos lá falar então de Garrincha e do Benfica. Já aó em baixo, a seguir ao subtítulo...

Garrincha quis jogar no Benfica
Mané Garrincha nasceu em 1933. Entre 1953 e 1965, viveu anos fantásticos no Botafogo. Depois jogou no Corinthians, na Portuguesa do Rio, no Altético Junior e no Flamengo.
Em 1970, Garrincha já era um homem destruído pelo álcool. Vivia com Elza Soares.
Elza Soares: cresceu na favela do Padre Miguel, no Rio de Janeiro, aos treze anos já era mãe, aos catorze surgiu num programa de televisão para caçar talentos decidida a ser cantora de samba; a sua figura enfezada, escura, provocou risos e piadas, o apresentador chegou mesmo a perguntar-lhe:
-Mas de que planeta vem você?,
ao que ela respondeu, altiva:
-Do planeta da fome!
Elza Soares: nos anos 60 estava no auge e o Rio de Janeiro vivia o entusiasmo da sofisticação do samba e da propagação da bossa-nova.
Elza Soares: o amor mais tórrido de Garrincha.
Em 1970, Elza Soares andava em digressão pela Europa: Garrincha andava em digressão com ela. Bebia muito e procurava, desesperadamente, um clube onde pudesse jogar alguns jogos de exibição em troca de punhado de dólares. Em Itália conseguiu actuar por meia-dúzia de clubes amadores no início do ano; em Abril, Elza Soares veio cantar ao Estoril-Sol e Garrincha desembarcou em Lisboa.
O Benfica não quis Garrincha.
O Benfica não aceitava jogadores estrangeiros: nem mesmo Garrincha.
E Garrincha já não era Garrincha; era uma sombra patética de Garrincha.
Garrincha foi ao Estádio da Luz de fato e sapatos trocou umas botas com Eusébio para alegria dos fotógrafos. Foi o mais perto que estiveram ambos de jogar juntos.
Em 1972, Garrincha ainda fez dez jogos pelo Olaria: depois acabou.
Já vos falei de Ruy Castro e da sua biografia de Garrincha. Então aproveito e apresento-vos a forma como ele descreve a passagem de Garrincha por Lisboa e quase pelo Benfica. Leiam-no:
«Garrincha aproveitava as excursões de Elza, dentro e fora da Itália, para ir com ela a procurar os times locais.
Em Abril, Elza foi cantar em Portugal. Garrincha seguiu com ela para Lisboa e, à sua maneira, simulando um olímpico desinteresse, procurou o Benfica. De terno e de sapatos bateu bola com Eusébio no Estádio da Luz. Os portugueses ofereceram-lhe uma bacalhoada regada de vinho Gatão e digestivo de bagaceira, mas argumentaram que o Benfica que o Benfica tinha por tradição não contratar jogadores estrangeiros, nem mesmo brasileiros - o que então era verdade. Não lhe disseram, é claro, mas, mesmo sem essa cláusula, o que um crepuscular Garrincha iria fazer num time que ainda era quase a selecção portuguesa de 1966, terceiro lugar na Copa do Mundo?»
A vida de Garrincha pode não ter ficado ligada ao Benfica, mas ficou ligada a Portugal. Nove anos mais tarde, o Belenenses recrutava um jogador chamado José Geraldo Filipe, conhecido por Neném. Era filho de Garrincha. E morreria em 1992, num acidente de viação perto de Fafe."

Afonso de Melo, in O Benfica

Lixívia 9

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........23 (-4 ) = 27
Corruptos......23 (+2 ) = 21
Braga............17 ( 0 ) = 17
Sporting.........10 (+5 ) = 5

Esta semana prova que os 'casos' são só 'casos' quando os jornaleiros ou os treinadores/dirigentes no final do jogo, refilam... se todos ficarem 'calados', independentemente dos erros cometidos pelo apitador, nada se passa...!!! Com os jogos mais importantes a serem jogados quase ao mesmo tempo, ainda se tornou mais evidente a importância, dos protestos. Só em Alvalade houve protestos, e como nem a Académica, nem o Rio Ave se queixaram, os potenciais erros nesses jogos, foram quase esquecidos...
Para os mais distraídos, assim se explica, as repetidas, absurdas declarações de treinadores/dirigentes no final das partidas com o Benfica... O estranho desta vez foi o silêncio do treinador do Rio Ave... já que da parte, da Direcção Vilacondense tenho boa impressão.

Em Vila do Conde tivemos um jogo durinho, com várias entradas perigosas, de ambos os lados, sendo que a falta do Enzo, ainda no 1º minuto foi a mais repetida. Acho que merecia um amarelo - alaranjado -, não acho que seja uma jogada para vermelho, por várias razões: é uma jogada imprudente, mas existe  intenção de jogar a bola, só que o adversário chega primeiro à bola, e coloca a perna no sítio onde a bola estava, sendo que o Enzo ao sentir o contacto 'retira' o pé, se depois do contacto ele tivesse 'carregado' ainda mais no pé, seria vermelho - tal como o André Gomes fez a semana passada. Logo a seguir o Ukra tem uma entrada dura sobre o Melga, a diferença aqui foi que o Paraguaio antecipou a entrada e desviou-se, o nível de intencionalmente desta até é superior à entrada do Enzo, mas como não houve o contacto - por culpa do Melga -, não parece tão perigosa...
Também acho que o Matic não fez penalty. O contacto existe, mas é provocado pelos dois jogadores. O jogador Rio Ave, dá um toque na bola para a frente, e depois deixa-se ir, ao sentir o contacto deixa-se cair...
Ainda existiu um fora-de-jogo mal marcado ao Cardozo.
Não gosto do Bruno Esteves, já prejudicou o Benfica várias vezes - quase sempre em jogos com o Paços de Ferreira!!! -, mas neste jogo independentemente da apreciação individual de cada lance, penso que manteve um critério igual durante os 90 minutos para as duas equipas... Algo muito raro em Portugal...

Como tem sido hábito esta época não vi os jogos dos 'outros', mas vendo os resumos cheguei a conclusões interessantes:
No Dragay os jogadores da Académica isolaram-se 3 vezes, só com o Frangueiro do Helton pela frente, em duas ocasiões o Fiscal levantou a bandeirinha erradamente, numa delas, seria penalty contra os Corruptos e expulsão do central Corrupto!!! No terceiro lance, tivemos um momento de nostalgia!!! Explico: Cissé - gosto deste jogador de 19 anos - ganha a posição no contacto com Otamendi, o Argentino cai, Cissé mais forte isola-se, legalmente, e o árbitro marca falta ofensiva!!! Jorge Costa era especialista nestas jogadas, recordo-me de duas: uma em Guimarães com o João Tomás, e outra no antro das Antas com o 'nosso' Sokota, os avançados ganham o ombro a ombro - ou o defesa escorrega -, isolam-se, mas como o defesa central dos Corruptos cai na piscina, é marcada falta ofensiva. Já o ano passado no Corruptos-Olhanense aconteceu uma jogada igualzinha com o símio do Maicon... Este é um dos exemplos da famosa 'rede de segurança' que protege os jogadores Corruptos, que os transforma artificialmente em 'grandes' jogadores - estilo Rolando o Andebolista!!! -, quando cometem erros infantis, existe sempre um apito salvador!!!
Não acredito que a Académica marcasse golo, nos três lances - isolados... -, mas pelo um teriam marcado, assim temos um jogo, com o resultado adulterado...

Parece que no Alvalixo - e arredores...!!! -, houve gritos de 'campeões'!!! Isto em mais um jogo onde os Lagartos foram claramente beneficiados pelo Desdentado Proença, que continua a sua saga... O golo do Alan é legal, o suposto empurrão do Éder é absurdo, porque a existir falta é o Rojo que empurra o Éder contra o Holandês voador - Schaars -, mas este tipo de contactos, normalmente nunca são assinalados como falta... Na próxima jornada o Braga vai receber os Corruptos, era importante afastar o Braga do 1º lugar - eu como Benfiquista agradeço!!! -, mas como óbvio a intenção era ajudar os Corruptos...

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicado, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicado, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicado, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sportinguezinho

"Foi assim com o histórico Atlético. Foi assim com o não menos histórico Belenenses. Está a ser assim com o ainda mais histórico Sporting. Os clubes de Lisboa ou se afundam ou mergulham em suplícios difíceis de reverter. As explicações são múltiplas, ainda que se me afigure a cultura de desprendimento, a feira de vaidades, a falta de orgulho e a ausência de bairrismo as razões mais fortes para o descalabro.
Por oposição a outras clubes, sobretudo a Norte, os de Lisboa não praticam a unidade. Unidade na acção e nos propósitos. Não cultivam a dedicação, o apego, a teimosia. Ou se acomodam ou embarcam em processos mirabolantes e quase suicídios. A queda, essa, é uma inevitabilidade.
O Benfica, sobretudo nos últimos anos, tem sido excepção. Existe estabilidade, existe dedicação, existe ambição. Existe tudo o que tem de existir e deve, imperativamente, reforçar esses predicados. Readquirir a hegemonia no Futebol nacional tem de ser a bússola benfiquista nos tempos mais próximos. O trilho está a ser percorrido, ainda que longe da conclusão, de forma determinada e sustentada.
A situação actual do Sporting, qual Sportinguezinho no plano competitivo, poderia merecer a aplauso e até o gozo da turba vermelha ou não se tratasse do arquirival. Rejeito, de forma categórica, essa sensação. Antes, que sirva de exemplo para que o nosso Clube não volte a cometer erros que quase hipotecaram, ainda num passado recente, o seu historial glorioso.
O Benfica é, naturalmente, melhor e maior do que o Sporting. Este ou outro Sporting. Vai continuar a sê-lo. As baterias devem ser viradas para Norte. Sem distracções, sem hesitações, sempre com fogosidade, só assim se decide a primazia da bola nacional."

João Malheiro, in O Benfica

Campeonato perigoso

"1. Vitória descansada sobre o Guimarães, com mais uma boa exibição, não deixando o adversário chegar sequer ao meio-campo e criando várias ocasiões de golo. Com oito jornadas, Benfica, FC Porto e SC Braga à parte, o Campeonato está mais fraco, sendo elucidativas não só as 'goleadas' já registadas como a débil réplica das equipas pequenas. Questão a confirmar daqui para a frente mas que, a concretizar-se, encerra um perigo: qualquer ponto perdido é bem mais difícil de recuperar, pois também FC Porto e SC Braga terão tendência a perder poucos pontos. Não pode haver excessos de confiança nem pé fora do acelerador...

2. Muito feliz a iniciativa de descerrar uma lápide alusiva à fundação do nosso Clube no local onde era a Farmácia Franco, em Belém. Como feliz é o mural que alguém pintou na rua que passa frente ao nosso Estádio, imitando a mesma Farmácia Franco e homenageando Cosme Damião. Enquanto se espera pela próxima inauguração do Museu, essas iniciativas são bem-vindas para dar a conhecer a todos a nossa história.

3. Ao longo de mais de um ano lemos maravilhas sobre a dupla Luís Duque-Carlos Freitas, que, com pouco dinheiro, estava a revolucionar o Sporting e a formar uma grande equipa. Todas as transferências eram saudadas como grandes triunfos. O Sporting, mesmo em grandes dificuldades económicas, conseguia, graças a essa 'dupla-maravilha', formar uma equipa forte, como há muito não se via. Passado pouco mais de um ano, os dois dirigentes são 'corridos' pelo presidente, fala-se em não sei quantas aquisições e não sei quantos milhões desbaratados, em voltar à Formação em dispensar alguns dos mais caros. Duque e Freitas eram ou não peritos em comprar bom e barato? E agora por que motivo saíram?

4. Incrível. Alegadamente, antes de um jogo com o Marítimo, um alto dirigente do Sporting faz chegar dois mil euros à conta de um árbitro assistente, dando a entender que quem lá colocou o dinheiro é da Madeira. A 'marosca' é descoberta, o dirigente acaba por se demitir, o caso vai para o Conselho de Disciplina da Federação e, meses depois, é simplesmente arquivado. Viva a corrupção!...

5. Cinco Supertaças (Andebol, Basquetebol, Futsal, Hóquei em Patins e Voleibol), cinco vitórias. E agora vamos em títulos nacional!"

Arons de Carvalho, in O Benfica

domingo, 11 de novembro de 2012

Fortuna merecida...


Rio Ave 0 - 1 Benfica

As jornadas internas a seguir a jogos Europeus são sempre complicadas, ainda por cima fora de casa, contra equipas competentes, que tiveram toda a semana para preparar este jogo - isto acontece com todas as equipas, em todos os Campeonatos. Para acentuar os problemas, além das ausências do Maxi, do Aimar, e do Carlos Martins, lesionados, e dos castigados Luisão e André Gomes, o Enzo lesionou-se ainda na 1ª parte... Não querendo chover no molhado, o nosso plantel na zona central do meio-campo é extremamente curto - pelas razões conhecidas -, o André Almeida que na passada Quarta fez muito bem o papel de substituto do Matic, hoje fez de Maxi, e assim não estava disponível para fazer de Enzo!!!
O Benfica fez uma 1ª parte agradável, onde podia e devia ter marcado mais golos, algum desacerto no momento do remate e o 'nosso' Oblak não deixaram!!! No início da 2ª parte o Benfica voltou a ter oportunidades para 'matar' o jogo, mas falhámos novamente... mantendo-se o 0-1 era esperado um forcing final dos de Vila do Conde, com o Benfica muito limitado nas opções de reforço do meio-campo... e assim chegámos aos últimos minutos, já com o Miguel Vítor a defesa-direito e o Almeida no meio... mas tal como ontem com a equipa B, tivemos alguma fortuna - merecida -, que tantas vezes nos falta.
Agora se a fortuna é bem-vinda, os sustos devem-se evitar, já que a saúde cardíaca dos Benfiquistas, nestes momentos, atinge níveis assustadores. Falo por mim...
Também parece confirmar-se que o Lima vai marcando os golos fora da Luz, e o Cardozo na Catedral!!! Eu não me importo...!!!
Temos também que agradecer ao Artur aquela defesa no último segundo!!! Por acaso foi uma defesa inconsequente, porque o fiscal-de-linha tinha marcado pontapé de baliza, pois o jogador do Rio Ave cruzou a bola fora de campo, mas se a bola tem entrado, tinha dado a 'imagem' de um golo anulado, e mesmo com as repetições a confirmarem a justiça da decisão, tenho a certeza que teríamos 'forrobodó' nos jornais e nas TV's !!!

Ser ou não ser o terceiro grande

"Quando a equipa do Sporting de Braga regressou de Manchester empolgada por uma vitória moral de 2-3 na casa de Old Trafford, António Salvador, o presidente, afirmou com grande desfaçatez a candidatura do seu emblema ao posto de terceiro grande do futebol português.
"É indesmentível que o Sporting Clube de Braga é já um dos três grandes de Portugal", disse Salvador. Olhando para a tabela do campeonato nacional de futebol, é verdade que o Sporting de Braga é o terceiro classificado e com o mérito que ninguém lhe tira. E se olharmos para as tabelas finais dos três últimos campeonatos, ainda mais verdade é. O Sporting de Braga tem vindo a crescer em importância competitiva e, nos últimos anos, tem-se classificado sempre à frente do Sporting de Lisboa. Mas daí a ser o terceiro grande ainda vai uma grande distância. Ao Braga de Salvador faltam títulos e faltam adeptos em número capaz de rivalizar com os números de apaniguados dos seus rivais.
Enquanto não somar títulos, o Sporting de Braga - cujo crescimento é, sem dúvida, um fenómeno notável - terá bastos motivos para se contentar com a sua trajectória actual mas continua historicamente longe do pódio e dos lugares da realeza. Nestes dois jogos que a equipa da Pedreira disputou com o poderoso Manchester United para a Liga dos Campeões, Alan foi bem a imagem deste Braga capaz dos maiores floreados mas ainda sem a consistência de um grande: Alan cometeu a proeza de marcar três golos em dois jogos com o Manchester United mas os resultados práticos saldaram-se em duas derrotas para os minhotos. Há grandes e grandes e há uns que são maiores do que os outros, não é verdade?
Esta legítima candidatura do Sporting Clube de Braga em vir a ser o terceiro grande do futebol português tem sido mais uma pedra no sapato do Sporting Clube de Portugal a atravessar um mau momento desportivo e directivo. Amanhã os dois vão-se encontrar no estádio de Alvalade e certamente que para o Sporting seria muito importante e bem-vinda uma vitória sobre o emblema que o anda a importunar. O Sporting, no entanto, nem precisa de ganhar ao Braga para se saber grande. O Sporting é grande. O despacho de arquivamento do caso Pereira Cristóvão pelo Conselho de Disciplina da FPF assim o prova. 

ERRAR É HUMANO
O Benfica e os árbitros alemães Para os muitos benfiquistas que suspiram há anos pelo grande dia em que os árbitros estrangeiros possam apitar os nossos jogos, deve ter constituído grande desilusão o trabalho do árbitro vindo da Alemanha para apitar o jogo com o Spartak de Moscovo a contar para a Liga dos Campeões. A prova, como se sabe, é a mais importante da Europa a nível de clubes e reúne à partida as melhores equipas, os melhores jogadores e os melhores árbitros do velho continente.
Ainda não havia dois minutos de jogo na Luz e já havia uma grande penalidade evidentíssima por assinalar. Na área dos russos, Garay foi agarrado e puxado por um adversário que assim o impediu de chegar à bola. O árbitro alemão de serviço mandou seguir o jogo para desconsolo das bancadas e das teorias sobre a utilidade da importação de árbitros estrangeiros para os jogos nacionais. A questão é que os árbitros de fora são tão humanos quanto os nossos e basta recordar a fraca e tendenciosa arbitragem do Benfica-Chelsea da última temporada para desfazer todas as dúvidas sobre o assunto.
Mas há quem não se conforme com estas evidências. E há até quem garanta que a arbitragem do alemão na Luz foi apenas um acto isolado de vingança pelo encontrão do Luisão a outro árbitro alemão. Lembram-se? 

POSITIVO
Pereira europeu
Vítor Pereira regressou em grande com o seu FC Porto à Liga dos Campeões um ano depois de uma medíocre campanha. Com o empate em Kiev os campeões nacionais já estão nos "oitavos". Não é para todos.

Wilson histórico
Wilson Eduardo entrou para a história da Briosa ao apontar os dois golos com que os estudantes bateram o Atlético de Madrid na Liga Europa. Recorde-se que o Atlético é o detentor do troféu.

São Patrício
Na noite de quinta-feira frente ao medianíssimo Genk da Bélgica, o guarda-redes do Sporting somou uma série de intervenções brilhantes que foram adiando até aos descontos o golo dos belgas.

PÉROLA
"ODEIO PERDER", Cristiano Ronaldo
É esta a marca de distinção dos grandes vencedores. Não confundir com arrogância, por favor. Cristiano Ronaldo é um desportista profissional que convive mal com a derrota e daí o seu desabafo depois de o Real Madrid ter empatadoo seu jogo com o Borussia de Dortmund para a Liga dos Campeões."

Leonor Pinhão, in Correio da Manhã