Últimas indefectivações

sábado, 29 de agosto de 2015

6 quilos, 10 quilos, 14 quilos

"O Benfica ainda só conseguiu ganhar um dos oito jogos que disputou e, perante isto, a boa notícia na Luz é que Taarabt já perdeu seis quilos. À falta de outro género de sucessos, se houve coisa que resultou desde a abertura dos trabalhos no Seixal foi o programa de perda de peso de Taarabt. Agora, com seis quilos menos de Taarabt talvez pudesse Rui Vitória, com o que sobrou do marroquino, inventar uma espécie de transportador de jogo com pé de canhão como o Benfica não tem desde o tempo do grande, do enorme Isaías.
Um funcionário (ou ex-funcionário do Benfica, tanto faz) foi alvo de uma perseguição na A1 vendo-se obrigado pela polícia a encostar o automóvel onde viajavam calados dez quilos de cocaína. O volume apreendido desfaz qualquer ideia benigna de que o embrulho em trânsito se destinava ao consumo do condutor. Tudo indica que se trata de um caso de tráfico desmantelado pelas autoridades e um caso em que o nome do Benfica aparece envolvido. Justo e devido no entanto, é saudar a nossa polícia sempre que faz o seu trabalho sem olhar à cor ou às cores dos grandes meliantes, dos pequenos chantagistas ou dos ladrões mais vulgares e atrevidos. Este episódio ocorreu há um mês e na notícia que foi dada no princípio desta semana pelo "JN", excepção feita à referência ao nome do Benfica e ao parágrafo francamente preconceituoso e indiscriminado para "os cidadãos de nacionalidade colombiana", não há muito mais que possa ferir susceptibilidades. O Benfica não será certamente um narco-clube como se constata olhando para a sua tão remediada realidade. Fosse o Benfica um coio funcional de traficantes de alto gabarito e não andaria todos os anos a vender meia equipa aos milionários da Europa e de Singapura. Antes nadaria em dinheiro. Provavelmente à vista de toda a gente.
O Sporting também perdeu 14 'quilos' e em menos de meia hora. Vai direitinho para a Liga Europa, onde a vida é mais fácil, ainda que pior remunerada. Na competição principal o sorteio ditou o reencontro de Mourinho com o Porto e o encontro do Astana com o Benfica. Esse mesmo, o Astana! Por muito mal que lhe corram os trabalhos com o Atlético Madrid e com o Galatasaray, só muito dificilmente conseguirá o Benfica não se qualificar para a Liga Europa. Ainda que o Astana possa não ter pior equipa do que o Arouca."

Não te deixaremos cair, Nelson Évora

"Esta quinta-feira, ao ver Nelson Évora voar para o bronze nos Mundiais de atletismo, depois de anos de calvário, lembrei-me da extraordinária Vanessa Fernandes. Já ninguém se lembra de Vanessa. Chegou a melhor do mundo no triatlo em 2007, conquistou a prata nos Jogos Olímpicos de 2008 e depois caiu no abismo da depressão. Mas eu lembro-me bem daquela prova olímpica, em 2008, também ali em Pequim, onde Nelson foi campeão olímpico e onde agora voltou a ser feliz. Há seis anos, Vanessa viu fugir a tricampeã mundial Emma Snowsill para o ouro e parecia perder gás na luta por uma medalha olímpica. Quem, como eu, seguia a corrida, temeu o pior. Foi então que se ouviu a voz do pai, Venceslau Fernandes, que venceu a Volta a Portugal aos 39 anos e só parou de pedalar aos 45: "Aguenta, Vanessa, aguenta! É até cair! É até cair!".
Foi, ao mesmo tempo, assustador e emocionante. Há uma parte de nós que não pode deixar de se chocar por ver um pai querer levar uma filha ao limite. Mas há outra que se emociona com a superação de uma atleta perante as adversidades, capaz de ir buscar forças onde estas pareciam não existir. Não sei se Vanessa ouviu os incentivos berrados pelo pai, mas ela lá aguentou. Tanto que conquistou uma medalha de prata que lhe soube a ouro, admitiu no final. Mais tarde, quebrou. Nunca mais foi a mesma, desapareceu das competições, caiu no esquecimento. Quando esboçou um regresso e lhe perguntaram do que sentiu mais falta enquanto esteve afastada, respondeu: "Da dor". Nenhum poeta o escreveria melhor.
Esta dor não é fingimento. Experimentem perguntar ao Nelson Évora o que sentiu quando, já depois de ter acabado um treino, decidiu voltar para trás para dar mais um salto e, crac, sentiu a tíbia partir-se. Perguntem-lhe o que sentiu quando soube que não podia defender o título olímpico, quando foi operado seis vezes em quatro anos, quando lhe disseram que corria o risco de lhe amputarem a perna direita. Perguntem-lhe o que é querer saltar e não poder, darem-no como morto para o atletismo, perder patrocínios, questionar-se se valia a pena sofrer tanto. Logo ele, que tinha sido campeão olímpico e mundial, que não tinha mais nada a provar a ninguém. Podia ter desistido, ninguém o recriminaria. Agora, perguntem-lhe o que sentiu esta quinta-feira quando, ao último salto, ali naquele Ninho de Pássaro onde conquistou o ouro olímpico, conseguiu o bronze nos Mundiais e arrancou o dorsal do peito, apontando para o seu nome, como quem diz que a Fénix renasceu.
Agora acreditamos nele, mas houve uma altura em que só ele acreditava. Há dois anos, disse-me que voltaria mais forte do que nunca e que ainda ambicionava chegar aos 18 metros, barreira mítica que só cinco atletas na história do triplo salto conseguiram ultrapassar. E eu interrogava-me se seria determinado ou ingénuo, porque um homem não poderia ser mais forte depois de ter fracturado a tíbia e passar mais tempo em cirurgias e em fisioterapia do que nas pistas. Nelson ainda não é o mais forte do mundo, mas não duvidem de que os adversários já estão de olho nele para os Jogos Olímpicos do próximo ano, no Rio de Janeiro.
Esta quinta-feira, como quando Rosa Mota (maratona, 1988) e Fernanda Ribeiro (10.000m, 1996) correram para o ouro, como na prata de Vanessa em Pequim (triatlo, 2008) e de Obikwelu em Atenas (100m, 2006), como no bronze de Rui Silva (1500m, 2004) e em tantas outras conquistas do atletismo e do desporto nacional, voltei a estar colado à televisão (e, agora, também à internet). Portugal não parou para ver o Nelson saltar como faz quando a seleção de futebol joga num grande campeonato, mas devia tê-lo feito. Porque ele é um exemplo do melhor que o país tem e do melhor que podemos ser se acreditarmos em nós. Tudo nele é sangue, suor e lágrimas, esforço, determinação e devoção. Quem tanto sacrificou para ali estar, merece toda a atenção e todos os aplausos. E merecia que o "Correio da Manhã", o "i" e o "Sol" não se tivessem esquecido dele nas primeiras páginas desta sexta-feira.
Infelizmente, há uma elite pseudointelectualoide que despreza o desporto, porque o desporto é coisa das massas. Nunca terão lido Albert Camus, o filósofo que foi guarda-redes de futebol até aos 17 anos e que não prosseguiu uma carreira promissora devido a uma tuberculose. "Depois de ter visto muitas coisas em muitos anos, tudo quanto sei com maior certeza sobre a moral e as obrigações dos homens devo-o ao futebol e ao que aprendi no Racing Universitário de Argel", escreveu nos anos 50.
Depois da prova, Nelson Évora deu um salto ao Facebook para deixar uma curta mensagem aos fãs. "Vocês sabem o que este bronze representa". Haverá quem pense que é pouco para quem já foi o melhor do mundo. Não é. É um feito incrível para quem sofreu o que ele sofreu. Merece bem estes versos que Manuel Alegre dedicou a Carlos Lopes, depois de o português ter vencido a maratona olímpica em 1984: "Mais do que ser primeiro/ herói é quem / sabe dar-se inteiro / e dentro de si mesmo, ir mais além"."

Nelson Marques, in Expresso

Que achar de Bruno? É bestial ou besta?

"Bruno excede-se nas ameaças, nas acusações, nas subjectividades. Em matéria de verbo não condescende nem transige. Mas terá razão?

No futebol, e não apenas na classe dos treinadores, os protagonistas são divididos, sem preocupações ou remorsos, em duas categorias: há os bestiais e há as bestas. Trata-se duma visão obviamente básica, na maioria dos casos sem outra razão que não seja a ausência de razão e o sobejo duma intuição alucinada. Esta realidade torna-se mais evidente quando alguém foge da normalidade vigente ou da previsibilidade e entra numa marginalidade de discursos e comportamentos. E o caso do presidente do Sporting, Bruno de Carvalho.
Para alguns sportinguistas Bruno é o messias que anuncia a boa nova dum clube que não se resigna às injustiças do mundo e às aberrações das satânicas gentes que dominam o futebol. Porém, para quase todos os outros Bruno é apenas um Maquiavel renascido, um Belzebu regressado, um bruto e um desmiolado com incontida sede de protagonismo.
Devo dizer que, depois das últimas cintilantes actuações do presidente do Sporting, cresceu o número de opositores, na razão directa do aumento da fé fecunda dos seus fiéis seguidores.
Bruno excede-se nas ameaças, nas acusações, nas subjectividade. Bruno excede-se, sobretudo, na forma de dizer e de escrever a um povo imaginário, como se fosse um líder revolucionário na plena coragem da subversão. Por isso fala em trampa com a humildade intelectual de quem quer que todos o entendam e, por isso, baixa o nível da proclamação. Poderia dizer que o mundo do futebol é fétido, que o reino está tão podre como o da antiga Dinamarca. Mas Bruno, em matéria de verbo, não concede nem transige. Os moralistas ficam vermelhos de vergonha, os conservadores ficam amarelos de indignação, os opositores ficam verdes de raiva e os adversários ficam azuis de inclemência.
É manifesto que Bruno não é um homem ponderado.
Mas o problema maior é o de saber se, apesar de Bruno ser o que é ou o que finge ser, tem razão. Do ponto de vista formal, quando fala dos malefícios da arbitragem, é verdade que o Sporting tem sido prejudicado. Particularmente na Europa, onde tem sido tão regularmente prejudicado que nos pode levar à conclusão de que se trata mais dum castigo premeditado que dum acaso de mera circunstância. E, se assim for - o que é muito provável que seja -, remete-nos para uma primeira e indiscutível realidade: quem não tem força nem notoriedade melhor será que tenha uma estratégia de luta. Dar o peito às balas, quando a armadura é a pele do corpo, não é coragem, é suicídio.
Sinceramente, não me choca a brutalidade (não confundir com frontalidade) discursiva de Bruno de Carvalho, apesar de o presidente do Sporting fazer os possíveis e os impossíveis por chocar tudo e todos. Apenas lamento que tanta e tão fulgurante energia seja desperdiçada sem qualquer préstimo ou resultado notável.
Temo, no entanto, que o Sporting continue a ser um alvo demasiado exposto e demasiado vulnerável e a única coisa que não entendo é que Bruno de Carvalho não se preocupe com isso, sabendo, como terá de saber, que não é ele próprio, enquanto mero cidadão, que estará em causa, mas a instituição que diz defender com espada em riste, mas deixando-a à mercê dos canhões inimigos.
Eu sei que há quem pense que a gritaria é apenas um modo de diversão para evitar a discussão de factos negativos. Há mesmo quem diga que é uma maneira inteligente de fazer a defesa dum treinador que estaria, agora, em posição de ser atacado. Seja como for é perigoso. As pessoas podem vir, apenas, a achá-lo louco."

Vítor Serpa, in A Bola

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sem razões para festejar

"A última jornada do Campeonato mostrou que nenhum dos três candidatos ao título está a jogar o suficiente para ser considerado favorito. Bem sei que é início de época, mas não há em nenhuma das massas adeptas de Benfica, FC Porto e Sporting muitas razões para festejos. Em bom rigor, só têm festejado os percalços da concorrência.
O Sporting falhou o apuramento para a Liga dos Campeões, diria até que foi de lá tirado com a mão, mas há no discurso leonino um problema: como se queixa sempre já ninguém liga quando tem razão. Desta vez tem razão, quer na primeira, quer na segunda mão contra os russos, houve erros que prejudicaram os portugueses. Mas isto é como a parábola: tantas vezes indevidas se grita fogo, que quando há fogo já ninguém acredita.
Para os objectivos de Bruno Carvalho foi uma derrota difícil de digerir mas para os de Jorge Jesus foi uma derrota sem consequências. Veremos para o Sporting.
Como quero que o Benfica jogue melhor, não fico nestas linhas a queixar-me de uma arbitragem contra o Arouca que nos prejudicou consistentemente até ao último segundo. Acredito num Benfica, que fique a salvo de erros dos árbitros em jogos deste género. Espero que assim seja já amanhã contra o Moreirense. 
Fantástico Nélson Évora, que campeão! A fibra com que por três vezes foi buscar uma medalha perdida, mostra uma vez mais a argamassa de um dos mais brilhantes atletas que Portugal conheceu. É do Benfica e merece o aplauso e reconhecimento.
O sorteio da Liga dos Campeões ditou um grupo equilibrado. O sorteio terá sido bom se o Benfica estiver bem, e mau se não jogarmos bem. É o Benfica a ditar a sua própria sorte. Ir longe na Champions não é só viajar até Astana. Temos que acreditar em nós e não na sorte. Importante mesmo é ganhar amanhã ao Moreirense!"

Sílvio Cervan, in A Bola

O adeus de Platini e o futuro do prémio

"Mónaco - Michel Platini terá entregue, ontem, o troféu de Melhor Jogador na Europa (MJE) pela última vez enquanto presidente da UEFA: se nada de anormal acontecer, o francês vencerá a eleição para presidente da FIFA, a 26 de Fevereiro.
Será curioso perceber que futuro terá o MJE sem Platini, pois foi ele a criá-lo, em 2011, com o objectivo de trazer de volta o espírito que presidiu à criação da Bola de Ouro da France Football, em 1965, destinada apenas a jogadores europeus (é por isso que nem Pelé ou Maradona a venceram, enquanto Platini a ganhou por três vezes).
Desde a sua primeira edição, a intenção de Platini esteve sempre presente: impedir que a FIFA fosse a única protagonista na escolha anual do melhor jogador do mundo (lembre-se que a Bola de Ouro da France Football fundiu-se, em 2010, com o prémio Jogador do Ano FIFA). E desde logo com uma diferença: dar a escolha, apenas e só, a jornalistas, nascendo aí uma parceria com a European Sports Media (ESM, da qual A Bola é fundadora), que faz a ponte com um jornalista de cada um dos países das 54 federações membros da UEFA.
É legítimo questionar como será em Agosto de 2016: Platini em Zurique, sentado na cadeira de Blatter, assistindo pela TV à obra criada exclusivamente por ele, ao mesmo tempo que os assistentes e técnicos da FIFA já preparam as formalidades para a Bola de Ouro, entregue em Janeiro.
Não acreditamos que o MJE caía com a saída de Platini. Mas cinco anos ainda não foram suficientes para fazer deste troféu um concorrente ao FIFA Ballon d'Or. O impacto mediático criado é reduzido, o evento morre logo após o início do sorteio da Champions e até o nome não ajuda: é demasiado técnico, pouco sexy e nem a estatueta foi, sequer, baptizada. Nem que fosse conhecida como Michel, tal como me dizia ontem um jornalista nórdico: «Um Michel de prata»."

Fernando Urbano, in A Bola

Bronzes para o Rio

"Sucedem-se os eventos em diversas modalidades com disciplinas no Programa Olímpico e, consequentemente, os decisivos apuramentos para os Jogos Olímpicos (JO) Rio 2016. Nos distintos sistemas de qualificação, há muitos nos quais o resultado nos Campeonatos do Mundo é determinante. Outros centram-se na obtenção de determinada marca e há ainda os que valorizam o ranking mundial. Temos ainda modelos em que o atleta conquista a quota garantindo assim a sua participação e outros em que a quota é atribuída ao país.
A canoagem conseguiu seis quotas no Campeonato do Mundo. Fernando Pimenta com uma inédita medalha de bronze no K1 1000 metros assegurou a primeira que veio a ser aumentada para quatro com o quinto lugar do K4 1000 metros (Fernando Pimenta/João Ribeiro/Emanuel Silva/David Fernandes), Hélder Silva com um 8.º lugar na C1 200 metros e Teresa Portela com um 9.º lugar em K1 500 terão garantido mais duas vagas. Uma equipa que há anos se destaca no desporto português e que só não foi alargada a mais quatro atletas por umas malfadadas milésimas de segundo (0,018) que impediram o K4 500 (Joana Vasconcelos/Francisca Laia/Beatriz Gomes/Helena Rodrigues) de garantir a participação olímpica.
Os Mundiais sucedem-se e resultados como o espectacular desempenho de Nelson Évora, que o levou ao bronze com a sua melhor marca do ano, sinal de superação, ou a decisão técnica que afastou Telma Monteiro podem repetir-se.
A um ano dos JO, Portugal contabiliza duas medalhas de Bronze em Mundiais de disciplinas do programa do Rio 2016. Em período homólogo, para Londres 2012, o único medalhado era Rui Bragança no taekwondo, mas, apesar disso, não teve acesso aos JO.
Preparar-se pois estes resultados, os bons e os menos bons, não vão determinar o resultado no Rio 2016."

Mário Santos, in A Bola

Perdoe-se-lhe a ignorância, mas não a difamação

"Para que não me digam que quis fugir ao assunto, uma nota breve sobre a derrota em Aveiro: demos avanço a um Arouca que soube aproveitar uma das boas oportunidades de golo que dispôs nos minutos iniciais da partida. O resto do jogo resume-se à nossa ineficácia, tão gritante que me leva a pensar que de nada nos valeria se o árbitro tivesse assinalado uma grande penalidade evidente sobre Mitroglou na 1.ª parte. Já a sua permissividade às perdas de tempo dos arouquenses e a aparente selectividade na amostragem dos cartões amarelos, beneficiaram, indubitavelmente, o nosso adversário. Não fosse o péssimo resultado obtido, não dedicaria uma única linha ao desafio.
Isto porque, apesar de achar que o presidente do Sporting é considerado, por muitos Benfiquistas, um tolo a quem nem sequer deve ser dada conversa, considero que as suas acusações ao nosso Clube são graves e não poderão ser ignoradas, sob pena do seu teor, por ausência de resposta, se perpetuar e, assim, validar o mais pérfido argumentário anti-benfiquista.
Acusar-nos de manipulação da data de fundação e do número de Campeonatos é próprio de um ignorante que desconhece que o SLB comemora desde sempre a sua fundação em 1904 e que a FPF, no seu relatório de 1938/39 (ano da mudança de nome de '1.ª Liga' para 1.ª Divisão'), refere expressamente que as provas são as mesmas. Mas a afirmação do que manipulamos o número de Sócios e adeptos é, se infundada, difamatória.
Não cabe, ao SLB, considerar inimputável o presidente da terceira maior potência desportiva portuguesa. Em defesa da nossa honra, deveria ser-lhe exigido que se retrate ou que prove, em tribunal, o que afirmou."

João Tomaz, in O Benfica

Tempo de Vitória

"Apesar do que ouvi, em Aveiro e ao longo da semana nos vários órgãos de comunicação social, gostei do jogo frente ao Arouca, no último Domingo. Gostei da insistência ofensiva da equipa e da persistência do jogo de meio-campo.
Apostando num esquema táctico claramente de vitória, o novo treinador começa a encontrar a sua própria ideia de jogo e do seu próprio esquema táctico.
Tudo fizemos para vencer o Arouca e merecíamos, de longe, esses três pontos. Mas o Futebol é mesmo assim e, quem gosta verdadeiramente da modalidade e do espectáculo, sabe retirar as ilações devidas.
Eu retirei três ilações, que quero partilhar esta semana com os leitores. Assumo-as e por elas sou responsável:
- Rui Vitória está lentamente a consolidar um esquema de jogo extremamente ofensivo no Benfica, que irá resultar de uma das épocas mais goleadores dos últimos anos.
- Rui Vitória está a apostar num trabalho de dupla ofensiva Motroglou-Jonas que se revelará uma parceira infernal para os adversários.
- Rui Vitória está a definir e a construir uma equipa que, ao mesmo tempo que se revelará eficaz, proporcionará um enorme encaixe financeiro ao Clube ao longo dos próximos tempos.
Este é, por isso, não tenho dúvidas, o tempo de Vitória e um tempo de vitórias. Em Maio falaremos."

André Ventura, in O Benfica

Levanta-te e ri

"É tão fácil cair na depressão quando a nossa equipa sai de campo sem os três pontos. O jantar de domingo cai mal, o pequeno-almoço de segunda custa a passar, as piadas dos colegas de trabalho doem mais. O árbitro apita para o final do jogo e o mais fácil é pedir que rolem cabeças. Exige-se tudo, critica-se ainda mais. É normal. ninguém gosta de perder. E muito menos nós, Benfiquistas. Eu, pelo menos, detesto perder. Fico seriamente irritado e desconfortável (para não usar linguagem menos própria), mas não me vão ouvir nunca assobiar a equipa ou quem faz parte dela.
Posso até reclamar com uma perda de bola, uma falta de empenho ou uma substituição menos conseguida, mas logo a seguir estarei a aplaudir uma grande defesa, um passe magistral ou um corte milagroso.
Posso até levar as mãos ã cabeça quando a bola passa a rasar o poste da outra baliza (a dos "maus") e ficar de rastos quando percebo que nem jogando três horas a bola vai entrar, mas não contem comigo para deitar abaixo quem serve o SL Benfica. Com esta ou com outra Direcção. Com este ou com outro treinador. Com estes ou com outros jogadores.
Na segunda-feira acordei com um sabor amargo na boca.
Olhei-me ao espelho, revi mentalmente o jogo com o Arouca, lavei bem a cara e deitei para trás a frustração - com o Moreirense a história será diferente. Mas por que razão é que haveria de cair na depressão? Sou Bicampeão, ainda estamos na segunda jornada do Campeonato, o meu Clube não comprou nenhum jogador lesionado ou de qualidade duvidosa por mais de 20 milhões de euros, não estou há 13 anos sem ganhar um Campeonato, não vivo de favores de amigos banqueiros...
Carrega, Benfica!"

Ricardo Santos, in O Benfica

"E" de Europa

"O sorteio da Liga dos Campeões de ontem vai permitir ao Benfica entrar na história da prova: será, tal como o FC Astana, a equipa que vai jogar mais longe de casa. Entre Lisboa e a capital do Cazaquistão são acima de 6.000 km - é mais longe do que de Lisboa a Nova Iorque. Oficialmente, a antiga república soviética é um país transcontinental, com uma pequena parte a oeste dos Montes Urais e, por isso, na Europa. Mas pouca gente percebe como é que uma nação que territorial e culturalmente é quase toda asiática faça parte da UEFA - sim, o 'E' da sigla significa europeia.
Israel também fica na Ásia, mas há questões políticas a justificar a sua presença entre as federações europeias. A Turquia também está quase toda na Ásia, mas alguns dos principais clubes - Galatasaray e Besiktas, por exemplo - até têm a sede no Velho Continente, além de os turcos, culturalmente, serem muito mais próximos dos europeus do que dos asiáticos.
No caso do Cazaquistão, o FC Astana é um clube artificial, fundado em... 2008, sem apoio popular, e alimentado com os dinheiros públicos das riquezas naturais do país, em especial gás natural e petróleo. Tudo para dar prestígio a um regime político alérgico à democracia - o líder do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, que é presidente honorário do clube, está no poder desde a independência, em 1991, e já foi eleito até 2020.
Mas a UEFA parece não se importar. Um dia destes, a Champions jogar-se-á também em alguns países africanos. Haja dinheiro."

Nélson e os outros

"O futebol e os seus psicodramas, mais as suas mirabolantes operações de compra e venda de última hora, em Portugal e nas principais ligas europeias, bem que reclamam a nossa atenção exclusiva de um modo quase possessivo, mas desta feita teremos mesmo de ser implacavelmente impermeáveis. A culpa é de um homem de raiz cabo-verdiana nascido na Costa do Marfim, mas português de verdade. Chama-se Nélson Évora e já conquistou medalhas de metais diversos, como ouro, prata ou bronze, representativas de feitos de distinta relevância, com particular ênfase para as douradas nos Campeonato do Mundo de Atletismo de Osaka em 2007 e nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, sempre na disciplina de triplo-salto. Ontem voltou a conquistar uma medalha no Campeonato do Mundo que está a decorrer no Ninho do Pássaro da capital chinesa. Isto depois de, já neste ano, ter vencido o Campeonato Europeu de Atletismo em Pista Coberta disputado em Praga. Trata-se, por conseguinte, sem qualquer dúvida, do melhor atleta português. A sua marca, porém, ultrapassa em muito o brilho das medalhas, precisamente pela razão que leva a reconhecer o especial esplendor do bronze que ontem conquistou. Porquê? Porque esteve praticamente três anos sem poder competir, em consequência de impiedosas lesões que consecutivamente contra si atentaram. Ainda por cima quando já se acercava dos trinta anos, limiar que no imaginário popular português - que não italiano ou americano, por exemplo - corresponde ao terminus de uma carreira de alta-competição. Agora Nélson Évora volta a provar que aquilo que faz de si um atleta superior é sobretudo o animus que habita o seu corpus. Este é o instrumento que salta mais de 17 metros. Aquele é a entidade que lhe confere identidade."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Mercado, sorteio, crença e campeões

"Jogam-se as últimas cartadas do mercado, cada vez mais perto do encerramento. No Mónaco, Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes tentam encontrar soluções para problemas que já podiam estar resolvidos. Em Lisboa, Rui Vitória desespera por boas notícias, ciente de que ainda não tem as mesmas armas que outros tiveram. Não deixa de me espantar, confesso, que a grande preocupação seja um lateral-esquerdo. Olho para o plantel e vejo carências mais evidentes. Mas como dizia um companheiro de redacção, o melhor reforço seria a permanência de Gaitán. Aí sim, o treinador teria razões para sorrir. Já as finanças encarnadas nem por isso. Mas essas já não parecem a maior preocupação, como há tempos acontecia. É a vida.
O sorteio da Champions foi simpático para as equipas portuguesas. Papões claramente identificados, mas capacidade de discutir os resultados com as outras e os parentes pobres também transparentes. Temos hipóteses, claro.
Acreditar é preciso e Sá Pinto tem esse condão. A coragem de assumir o Belenenses e de tentar o impossível com um plantel todo português. Parabéns ao treinador, aos jogadores, mas também a Rui Pedro Soares. Capacidade para ver além do óbvio e olho para treinadores são características do líder. E tem uma ideia para a SAD. A festa fica para depois, que o mais difícil vem agora.
Nelson Évora deu mais uma alegria a todos os portugueses. A fibra de um homem vê-se na capacidade de ultrapassar as adversidades e voltar onde poderia parecer impossível. Évora é um desses campeões. Felizmente, ao longo da história este pequeno país à beira-mar plantado tem tido o seu quinhão de heróis. Obrigado, Nelson. Brilhante. Parabéns!"

Uma mensagem para... Rui Gomes da Silva (ou a carta que Rui Vitória me poderia ter escrito no Domingo à noite)

"Por todos os que no Domingo, em Aveiro, não se cansaram de gritar Benfica mesmo na avdersidade, vamos a isso!

«Meu caro Rui, 
Sei que não é normal um treinador escrever a um adepto...
Não, não se trata de falar ou, tão pouco, convencer um vice-presidente, nem de encontrar uma justificação para lhe dar, porque disseram-me que, fazendo, nesse dia, 57 anos, deixou a família, os filhos e foi até Aveiro, ver o MAIOR QUE PORTUGAL... não ganhar!
Sabemos - os dois - que os verdadeiros benfiquistas estão sempre com a equipa, nos bons momentos, mas, especialmente, nos momentos menos bons.
E, relembrando isso mesmo, sem tirar um milímetro ao compromisso de ser eu próprio (como fez questão de sublinhar, na passada segunda feira, à noite) assumirei, com toda a frontalidade, as minhas escolhas, o meu modelo de jogo, as minhas ideias, a minha responsabilidade!
Mas isso não me impede - como sei que, melhor do que ninguém, perceberá - de buscar, no rol das recordações de todos nós, os momentos menos bons no passado que foram ultrapassados e acabaram em vitórias... nesses mesmos campeonatos.

2013/2014
Lembra-se do início do campeonato de 2013/14? Vínhamos - nós, Benfica - de um ano horrível, com a perda de tudo o que havia para perder!
Depois de 3 campeonatos oferecidos, não sem antes nos prometerem... jogar sempre o dobro!
Pois, nessa maldita época de 2012/13 - como na de 2010/11, ou na de 2011/12, de que agora ninguém tem memória - tínhamos perdido o campeonato com o empate com o Estoril, em casa, e com uma derrota no último minuto de um jogo em que bastava só dar ordens para colocar a bola fora do nosso meio-campo...
Vínhamos de uma final europeia perdida no último minuto de um jogo, onde o banco já só se preocupava com o prolongamento...
Para já não falar da final do Jamor, onde a minha alegria de ter ganho a Taça de Portugal, ficará, para sempre, manchada com o facto de o ter feito contra o meu Benfica...
Pois, na época seguinte, a 18 de Agosto de 2013, começamos a perder 2-1, na Madeira, contra o Marítimo (eu sei que esteve lá) e, no jogo seguinte, a 25 de Agosto de 2013, estávamos a perder 1-0, em casa, com o Gil Vicente, ao minuto 90, para só marcarmos aos 90+2 e aos 90+3.
Sabe como acabou a época? Campeões nacionais, com a Taça da Liga e a Taça de Portugal (faltando, apenas, para ser um ano perfeito, ganhar a final europeia mais fácil de toda a história do Benfica)! 

2004/2005
E ainda se lembra da antepenúltima jornada da época de 2004/2005? Vínhamos - nós, Benfica - de 11 anos de travessia no deserto por força de opções tomadas no passado a que nunca quereremos voltar.
Nesse dia, 7 de Maio de 2005, jogávamos em Penafiel, naquilo no que poderia ser o jogo de um título anunciado...
Com a velha raposa, como é conhecido Giovanni Trapattoni, no banco, também nesse dia, jogamos o suficiente para ganhar!
Mas - com a arbitragem de Pedro Proença (uma constatação de facto, não uma crítica nem recado para ninguém) - perdemos 1-0.
Também aí tudo parecia ter desabado, mas, obrigados a ganhar na jornada seguinte a um dos rivais, foi isso mesmo que fizemos.
Para, depois, a 22 de Maio de 2005, festejarmos no Porto, no Bessa (eu sei que esteve lá) a conquista do 32.º campeonato!

1993/1994
E, já agora, lembra-se do campeonato de 1993/94? Tínhamos - nós, Benfica - acabado de resistir a um dos mais ignóbeis ataques de alguém (porque nascido fidalgo) que se julgava acima da justiça com que a História faz o seu caminho.
Pois nessa época, a 21 de Novembro de 1993, com a arbitragem de José Pratas (mais uma mera constatação de facto) perdemos 5-2, em Setúbal (eu sei que também esteve lá).
Sabe como acabou a época?
Campeões nacionais (para não falar de um dos jogos mais empolgantes que me lembro, como benfiquista,... os 4-4 de Leverkusen, a 16 de Março de 1994).

1961/1962
E, por último, já revisitou os dados da época de 1961/62?
Eu sei que tinha 3 anos e eu não era, sequer, nascido...
Mas empatamos em casa com o Sporting da Covilhã e com o Belenenses, empatamos fora com o Olhanense, com o Belenenses e com o Vitória de Guimarães e perdemos fora com a Académica e com o Sporting da Covilhã...
Era Béla Guttmann o treinador e fomos... CAMPEÕES EUROPEUS... pela segunda vez!

E HOJE?
Claro que assumimos o facto de sermos BICAMPEÕES e de querermos voltar a ganhar! Mas, para isso, temos, obrigatoriamente, que libertar-nos do passado - e eu sei que tenho que ser o primeiro a fazê-lo! Porque se o passado fosse o que queríamos, seria, por certo, presente! Como - concordo consigo - não nos podemos preocupar com o futuro.
Citando Pep Guardiola, na alta competição não há tempo, não há futuro. Tudo se passa como se não houvesse amanhã. Sei o que quero, por onde vou,... até porque acredito que só os fracos não tem convicções.
Sei, como diz Epicuro, que «os grandes navegadores devem a sua reputação aos temporais e às tempestades» .
Estou pronto para combater e vencer essa guerra feita de muita conflitualidade. Pode garantir que podem contar comigo para isso.
Teremos, ao mesmo tempo, que impor (ninguém nos dará nada) o respeito que nos é devido. Por mim, cá estarei. Mas, essencialmente, por todos os que, no domingo em Aveiro, mesmo na adversidade, não se cansaram de apoiar o Benfica,... vamos a isso!
Um abraço (de adepto para adepto)».

SE EU FOSSE...
...ÁRBITRO NESTA ÉPOCA DE 2015/16
Perceberia a imensa pressão a que vou estar sujeito... Preparar-me-ia, psicologicamente, para responder a todos os ataques de carácter e de competência de que vou ser alvo...
Reconheceria que, nos jogos do Porto e do Sporting, aconteça o que acontecer - por culpa dos jogadores ou dos respectivos treinadores - serei eu o responsável por todos os resultados que não acabem com as vitórias dessas duas equipas...
Saberia que em todos os jogos do Benfica - por melhor que Rui Vitória prepare cada jogo e por melhor que Júlio César, Nelson Semedo, Luisão, Jardel, Lisandro, Eliseu, Sílvio, André Almeida, Samaris, Fejsa, Pizzi, João Teixeira, Gaitán, Jonas, Vítor Andrade, Carcela, Jimenez, Mitroglou, Gonçalo Guedes, e, até, Sálvio, daqui a uns tempos, joguem - serei eu o responsável por todos os resultados que não acabem com a derrota do BICAMPEÃO NACIONAL...
Teria consciência que os Tribunais de Opinião Desportiva serão implacáveis comigo, quando o Porto ou o Sporting não ganharem, e serão coniventes com os meus erros se eles prejudicarem o BENFICA...
Mas, ainda assim, seria um HOMEM DE CARÁCTER, apitando de acordo com a minha consciência, com a minha competência, resistindo aos que me dizem que o... "vento está a mudar", porque... perceberia que, de onde me dizem que vão soprar esses novos ventos só vêm correntes de ar com cheiro a bafio dos tempos que envergonham a arbitragem e o futebol português,... dos tempos do APITO DOURADO. ...

...DE UMA EQUIPA QUE ESTAVA PARA IR À CHAMPIONS
Começava a acreditar nos avisos do Rui Gomes da Silva sobre a ilusão acerca do cérebro e das suas consequências sobre os adeptos desprevenidos (o amor cega...)."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Comunicado

"Em Julho passado, no âmbito de um processo de investigação mais vasto e no cumprimento do seu dever, a Polícia Judiciária deteve em Sintra um ex-funcionário do Sport Lisboa e Benfica.
A Polícia Judiciária contou de imediato com a colaboração do Sport Lisboa e Benfica, postura que se mantém e manterá. Foi neste enquadramento que a PJ teve acesso ao antigo espaço que o referido ex-funcionário ocupava no estádio, tendo recebido, sobre o mesmo, toda a informação solicitada.
O Sport Lisboa e Benfica, como qualquer outra instituição, não é responsável pela prática de actos ilícitos dos seus ex ou actuais funcionários fora das suas competências profissionais.
A forma leviana, incorrecta e cheia de insinuações como a notícia tem vindo a ser divulgada por alguns órgãos de comunicação visa, objectivamente, atingir o bom-nome e a honorabilidade do Sport Lisboa e Benfica, comportamento que não vamos tolerar ou consentir.
Assim, irá o Sport Lisboa e Benfica denunciar, pelos meios e nos locais adequados, estes comportamentos e reclamar aos seus responsáveis a devida compensação pela reiterada violação do direito ao seu bom-nome."


PS: É sempre mau quando notícias destas saem ligadas ao Benfica. Mas é bom ter consciência que é impossível controlar a vida extra-profissional de todos os funcionários do Benfica (várias centenas).
O mais importante, é perceber que o Sport Lisboa e Benfica, colaborou e vai continuar a colaborar, com as autoridades, para o total esclarecimento do caso... Tal como já aconteceu noutras infelizes situações (poucas).
No final, será bom saber, que a investigação foi feita sem interferências, que o processo seguiu para a acusação, e caso existam provas, os culpados sejam punidos...
Ao contrário, do que acontece noutros locais...
Também é importante, durante a época que está a começar, perceber que o Grupo Cofina (que inclui entre outros, o Rascord e o Correio da Manhã...), tem interesses financeiros, na Sporting SAD. Não é uma opinião, é um facto... Não é por em causa a independência da linha editorial, é um facto indesmentível, basta saber quem são os accionistas...

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Champions 2015/16

Ficámos a saber ao fim da tarde a nossa sorte na Champions desta época. E terá sido mesmo, um dos sorteios mais benévolos, desportivamente, para o Benfica, nas últimas épocas.

Benfica

O Atlético tem a obrigação de ganhar o grupo: vice-campeão europeu em 2013/14 (na Luz), Campeão Espanhol nessa mesma época, o orçamento dos Espanhóis é muito superior ao do Benfica, temos 'perdido' vários jogadores para o Atlético, tem um bom treinador, que conseguiu transformar uma equipa, com espírito perdedor, numa equipa ganhadora, jogando feio, mas sempre muito competitiva...
O Galatasaray, está num processo parecido com o Benfica: está a ver os seus rivais internos a gastar muito dinheiro; e a época também não começou com vitórias!!! Tem algumas 'estrelas' Mundiais, a caminho do fim da carreira, tem a vantagem do ambiente caseiro, mas um bom Benfica, ganhará... Sendo que o último confronto na Luz, deixou-nos um pouco traumatizados!!!
O Astana, em teoria seria a equipa mais acessível da competição. Eliminou o Apoel do Domingos, tem a base da Selecção, que recentemente jogou com Portugal... mas além da motivação de jogar na Champions, vamos ter que ultrapassar o 'autocarro' nos dois jogos...

Em condições normais, vamos lutar com os Turcos pelo segundo lugar, com uma esperançazinha no 1.º!!! Agora a Liga Europa, no pior dos cenários, deve estar assegurada...

Mas mais importante, do que o sorteio, foi mesmo o calendário!!! É que a 1.ª jornada, realiza-se nas vésperas da visita ao Antro Corrupto, e uma viagem longa, ou um jogo complicado, podia-se ser prejudicial (para ambas as competições). Mas acabou tudo bem... 1.º jogo, na Luz com o Astana, e 2.º jogo em Madrid.
Sendo que a deslocação a Istambul será na véspera do Benfica-Sporting!!! A sequência começa com uma paragem para as Selecções, o regresso será com um jogo da Taça de Portugal, e meio da semana (quarta-feira) o jogo da Champions, e no fim-de-semana seguinte, o tal jogo com os Lagartos... sendo que as Osgas jogam nessa Quinta-feira para a Liga Europa!!!
Situação idêntica na deslocação ao Cazaquistão (10 horas de viagem... será a maior deslocação de sempre da Champions League!!!): Selecções; Taça de Portugal; jogo em Astana; e deslocação a Braga (também jogará na Quinta-feira anterior na Liga Europa)!!!
Estes jogos (do campeonato), em situação normal, deveriam ser marcados para Segunda-feira...

Recordo que alguns dos resultados negativos do Benfica na Champions, nos últimos anos, começaram nas primeiras jornadas, numa altura onde o 11 titular ainda estava a ser definido, com vários jogadores a entrarem e a sair nos últimos dias do mercado... O ano passado, por exemplo, perdemos com o Zenit na Luz, na 1.ª jornada... também me recordo de um empate, que soube a pouco, em Glasgow após as saídas do Javi e do Witsel...
Desta vez, com o Astana na Luz, e logo a seguir com o jogo 'não fundamental' de Madrid, temos quase a certeza, que a nossa passagem aos Oitavos-de-final vai ser decidida a partir da 3.ª jornada - nos finais de Outubro... -, numa altura onde o Benfica tem a obrigação de ter a equipa estabilizada...

Uma curiosidade, esta ano - para já -, não vamos ter Quartas-feira Europeias na Luz, vamos ter 'somente' Terças-feiras Europeias!!!

15 de Setembro - Benfica-Astana - terça-feira
30 de Setembro - Atlético-Benfica- quarta-feira
21 de Outubro - Galatasaray-Benfica - quarta-feira
3 de Novembro - Benfica-Galatasaray - terça-feira
25 de Novembro - Astana-Benfica- quarta-feira
8 de Dezembro - Benfica-Atlético - terça-feira 

Surpresa?

"Acontece poucas vezes. Desta vez foi à 2.ª jornada da 1.ª Divisão (perdão, Liga Nos, que à falta de acento, leio tal qual como leria liga-nos): os três candidatos não ganharam. Perderam 7 dos 9 pontos em disputa. Bom prenúncio da parte dos clubes mais modestos? Ou mau prenúncio dos grandes? E quem diria, o Arouca - que ainda não jogou no seu relvado - com todos os pontos e sem sofrer golos?
Curiosamente - lá fora - também o Real Madrid não ultrapassou um primodivisionário, a tetracampeã Juventus perdeu em casa, o Chelsea está a 5 pontos do líder.
Vários aspectos foram evidenciados neste início: quanto ao Benfica, sobressai a má preparação do início de época e equívocos no plantel, que já se haviam visto no jogo com o Estoril, mas que J. César disfarçou com grande exibição; quanto ao Porto, é notória a falta que, por ora, fazem jogadores nucleares (sobretudo Jackson, Danilo e Oliver), associada às habituais estranhas decisões de Lopetegui; quanto ao Sporting, o fulminante efeito Jesus e a excessiva propaganda de supostos grandes craques evidenciaram a necessidade de pôr os pés bem assentes no chão (Tondela já havia sido um equívoco).
Está aí à porta o minuto 59 das 23 horas do dia 31 de Agosto. Tempo, ainda, para ajustar plantéis e para, em jeito de carrossel, jorrarem comissões por todo o lado.
«Não deixes para amanhã o que deves fazer hoje» é um avisado adágio popular que, pelos vistos, não conta assim tanto. Citando Mark Twain, Agosto é o mês de «não deixar para amanhã, o que se pode fazer depois de amanhã». Com os campeonatos a decorrer, a UEFA acha ético tudo isto."

Bagão Félix, in A Bola

As duas faces do guarda-redes

"A posição de guarda-redes tem, para o adepto, duas leituras: se é da nossa equipa, é um dos onze, como qualquer defesa, médio ou avançado. Se é da equipa contrária olhamo-lo - futebolisticamente falando - como equiparado a um poste.
Se é dos nossos, desvalorizamos o ataque oponente, perante a eficiência do nosso guardião. Afinal, a diferença entre ele e um colega apenas estará nas mãos, pecado para uns, meio de trabalho para ele. Se é dos outros, uma exibição brilhante do guarda-redes é desvalorizada com apressada afirmação de «grande sorte». Uma bola que não dá golo porque o número 1 a defende equivale a uma bola nos ferros ou coisa semelhante. É como se a equipa tivesse 10 elementos e um quase-jogador que até tem equipamento diferente. Desvaloriza-se o seu trabalho.
O mesmo se passa nos penalties. Se o nosso guardião defende o castigo, o mérito é dele. Se for o keeper contrário a defender o remate, só há demérito de quem o aponta e raramente merecimento na defesa. Na 1.ª jornada da Liga perguntaria emocionalmente falando - de que se queixa o Estoril, se o imperial Júlio César foi um dos onze do Benfica em campo? Na 2.ª jornada, e ao invés, diria que a bola não entrou na baliza do Arouca porque Bracalli teve toda a sorte do mundo, como se ele não fosse um dos onze arouquenses.
Difícil sina, a dos guarda-redes. O seu objectivo é impedir o golo. Por isso, um erro é sempre visto à lupa, ampliado, mesmo que se siga a uma série notável de defesas. Afinal, ele é o último reduto do castelo, aquele a quem se pede o possível e o impossível."

Bagão Félix, in A Bola

Saber lutar

"É raro eu perder uma hipótese para desatar a elogiar nestas páginas. Porque entendo que o desporto tem uma dimensão convocatória que nem a avidez dos negócios estraga. E mais: pela heroicidade que os desportistas amiúde demonstram.
FALEMOS de dois atletas excepcionais que não pereceram ao declínio depois da glória. Nelson Évora e Telma Monteiro. Nelson já foi tudo. Depois, foi atraiçoado por lesões graves. Há um ano, anunciou que voltaria a estar entre os maiores. Trabalhou como ninguém. E ei-lo de novo, não como campeão, mas apurado para as finais do triplo salto dos Mundiais de Pequim. Quem não conhece a história pode achar que é pouco. É imenso. É uma superação incrível. É um orgulho descomunal que nos provoca.
TELMA ficou em sétimo no Mundial de judo. Também talvez pareça pouco. Mas quem sabe o que esta atleta já conquistou - para ela e para nós - tem de explodir de orgulho quando a ouve dizer que 'esta portuguesinha' vai voltar. Não me interessa se não aceitou a decisão do árbitro. Interessa-me que queira vencer a adversidade pela força. Treinando. Lutando.
SE pudesse, dedicava este texto à extraordinária Naide Gomes. Lutou e ganhou. Depois lutou e perdeu. Mas convocou o melhor que o atletismo nos pode dar. Obrigado, Naide.
A derrota do Sporting na Champions é um problema financeiro. Mas basta ao Sporting olhar para os seus atletas para perceber que não só o dinheiro não é tudo como às vezes é nada para a vontade. O impensável não é impossível. O futebol tem muito a aprender com o atletismo. Nós também."

O que todos querem é colinho

"O desejo de todos os clubes, em especial dos chamados grandes. é que os árbitros lhes proporcionem colinho e os envolvam num manto protector.
A condição natural dos grandes é de na dúvida terem o benefício de quem decide. Hoje mais do que nunca pois o escrutínio, sobretudo nos painéis televisivos, é severo e mesquinho.
Quem fala de arbitragem nunca pegou num apito ou numa bandeirola e não faz ideia da dificuldade do ofício. Eu, por exemplo, já experimentei - e foi uma experiência, digamos, assustadora!
A pressão sobre os árbitros, como já se disse neste espaço, está em níveis elevadíssimos. Ajuda também à festa o facto de estes estarem um bocado sem governo.
O que é notável é que nestas primeiras jornadas alguns árbitros, como foi o caso de Nuno Almeida, terem resistido à pressão, não caindo na tentação da decisão mais fácil.
Os árbitros podem estar a ser pagos em moeda falsa mas parece que alguns já perceberam que ninguém vai cair em graça e que acima de tudo impõe-se preservar a integridade de uma classe tão desprotegida e maltratada."


PS: Pois é, o corajoso Nuno Almeida, não quis marcar um penalty a favor do Benfica, e anula um golo limpo ao Benfica, conclusão: grande árbitro, corajoso!!!

Já o grande 'filosofo' Olarápio Boiquerença afirmou em entrevista, que para ser 'ladrão' - perdão, árbitro!!! -, era preciso ter coragem!!!
Enfim, mais uma pérola do Geninho...

Bronze que vale Ouro !!!

Grande Nelson... Enorme Nelson... Gigante Nelson!!! Foi só Bronze, mas parece Ouro!!!
Os melhores 3 saltos, pós-lesão foram obtidos hoje!!! 17,28m, 17,29m e 17,52m... Nestes 3 chamadas foram perfeitas, talvez por isso, os outros saltos foram nulos...!!!
Tal como na qualificação, foi só no último salto que o Nelson garantiu o Bronze!!! Depois de passar grande parte do concurso em 3.º, no quinto salto o Americano Craddock 'roubou-lhe' o 3.º, mas a resposta do Nelson foi 'grande'!!!
O Triplo-Salto é uma disciplina propícia a lesões, acaba por ser normal as lesões graves, mas muito sinceramente, não me recordo de um regresso, com praticamente 2 anos de inactividade, ao nível que o Nelson comprovou hoje em Pequim. 7 anos depois de se ter sagrado Campeão Olímpico, no Ninho de Pássaro, nova grande marca. Recordo que o Nelson foi Campeão do Mundo em Osaka com 17,74m; e foi Campeão Olímpico em Pequim, com 17,67m. Portanto, os 17,52 estão muito próximos...
Numa prova que foi ganha com o 2.º melhor salto de sempre - 18,21 pelo Taylor -, o que torna ainda mais memorável esta competição...
No 1.º ano completo de competição pós-lesão, 1 ano antes dos Jogos do Rio, o Nelson não podia ter melhor estimulo...
Quando o talento se junta à vontade de ser o melhor, com inteligência e com o saber dos bons conselhos, tudo é possível. 

Que saudades do Guachos!

Bem vindo a casa Zé!

Com as 'férias' do Guachos o José Albuquerque, nosso amigo de longa data, decidiu juntar a sua voz à nossa, o que a nós muito nos alegra. 

Aqui fica o texto inaugural que esperamos seja o primeiro de muitos.

Por José Albuquerque

Tanta merd@ por essa pasquinada a fora, todas as subespécies de anti, Taliban incluídos, alucinadamente entretidos a tentar achincalhar o Glorioso, e foi logo agora que o nosso Guachos teve (do verbo ter) de “meter umas férias”, deixando todos os seus leitores como que orfãos daquelas brilhantes e saborosíssimas sessões de pancada de criar bicho nos focinhos de tomada, na osgalhada e nos insuperáveis Taliban: Bem Hajas, Bom Amigo, por aqueles dias em que iluminaste os Nossos blogues; Bem Hajas e ... tudo do melhor, até breve.
E permitam-me outra palavra para os meus anfitriões aqui n’OINDEFECTIVEL, para lhes agradecer este acolhimento ao que eu possa querer escrever e, mais ainda, por este soberbo blogue, cuja leitura diária me é imprescindível desde o seu início. Se é verdade que não há “benficómetros”, eu tenho de reconhecer, humilde e satisfeito, que quem faz este trabalho em defesa do Nosso Clube me provoca uma ilimitada admiração Benfiquista.


Por estes dias, há três coisas que me deram uma daquelas vontades de escrever ... que não passou enquanto não me sentei em frente ao teclado e, por isso ...


Começando pelo “cabeça d’unto” e pela genuína alegria que me deu vê-lo corrido daquele tacho na UEFA, ahahah.
Não, não creio que a UEFA tenha ficado menos má com a eliminação daquele exagero de egocentrismo, que aquilo é um covil de chicoespertos que por lá se governam, com poucas e honrosas exceções. Também não foi a charutada que o desdentado levou que fez o meu dia: confesso que sorrio sempre que estas colunas vertebrais de geometria variável provam pedacinhos dos venenos à baba dos quais fizeram carreira, mas, agora que já não pode bufar no apinto para Nos ROUBAR, o bardamerda já me é quase indiferente. Não, não foi por essas razões que me alegrei.
Ver muitos anti, Taliban incluídos, feitos baratas tontas e de patas em riste a exigir explicações (ahahahah, que ainda entorno o copo), isso sim, já começou a dar-me um gozo daqueles.
Vê-los (ouvi-los e lê-los) sublinhar a inexistência de incompatibilidades formais entre o tal tacho na UEFA e o poleiro para onde o elegeram com tanto trabalhinho sujo, sem perceberem que esta Europa é uma aldeia, que toda a gente na UEFA sabe o que se passou e com que intenções, confundindo o imenso prestígio que o Nosso Clube tem adquirido por via de tantos e tão pertinentes contributos para o bem do Desporto em geral e do Futebol em particular (BTV, Fair Play Financeiro, Youth Champions League, Formação de Atletas, etc., etc.) com alguma forma retorcida de um “poder” que Nos invejam ainda mais que tudo o resto, Isso sim, está a dar-me muito gozo.
E sabê-los de lagrimicha ao canto do olho, perguntando-se se o “nandinho das faturas” (por melhor que ele se comporte, nunca vai perder este rótulo) não seria capaz de os safar de mais este “ferro comprido” e acabrunhados perante o pessimismo das perspetivas futuras de “assalto” à FPF, isso sim, faz o meu dia, ahahah.


FDGP, todos eles! Fiquem a saber que não é por o Benfica ser o Clube com melhor ranking na UEFA que recuperou o seu prestígio (isso ajudou, mas não foi o mais importante)!
Na UEFA sabem bem quem é que, há anos, vem lutando contra o POLVO, quem é que, mesmo com erros de percurso, tem defendido a Arbitragem, a Verdade Desportiva e o Futebol (quer como Desporto, quer como “indústria”) e quem é que pretende voltar a instrumentalizar as estruturas nacionais do “futeluso” contra o Maior Clube Português.
Sim, há por lá muitos “mafiosos”, mas não são burros (nem da costa, nem dos carvalhos) e sabem bem de que lado está o futuro, mesmo que esse lado tenha de Nos juntar com a dupla “nandinho & vitinho”.


Mudemos de assunto, para o histerismo que o Companheiro Pedro Guerra (PG) está a causar entre todos os anti, especialmente os Taliban.
E começo por confessar que eu não perco o meu rico tempo a ver essa espécie de programas do tipo “trio de ataque ao Benfica”. Não vejo e não tenho pena nehuma de quem gasta tempo com esse tipo de conteúdos, especialmente se forem Benfiquistas (desculpem-me, mas não vos consigo entender): tanta coisa boa para fazer (até programas de televisão) e perdem tempo a assistir a isso?
Eu não conheço o PG, mas já testemunhei algumas das suas intervenções (em zapping, passando pela cmtv) e uns poucos minutos foram suficientes para o “fotografar” e saber que ele é o ideal para esse tipo de circo. Acho, mesmo, que muito dificilmente se pode arranjar melhor “procurador” do Clube nessas arenas: o homem sabe das coisas, tem boa memória, adequa o seu nível aos inimigos e, sobretudo, não se cala perante nada nem ninguém: é perfeito!
Claro que os anti, Taliban incluídos, preferem os searas, os diamantinos, ou os àlvaros que se deixam esbardalhar pela osgalhada e andruptos e como eu os compreendo, ahahah. Pois a vida parece estar a ficar difícil para essa cambada e vão ter de levar com ele pela goela abaixo, ahahah.
Com sorte, o PG ainda consegue acabar com alguns desses antros de alienação e anti Benfiquismo: Bem Hajas, Companheiro!
E para supremo gozo meu, ainda constato que a esmagadora maioria dos Taliban não pode com o PG por ... inveja!
Ahahahah, eu ainda percebo que eles invejem (até se torcem todos) o Presidente, ou o visconde novo – invejam-lhes o dinheiro e o sucesso profissional, mas ... invejarem um homem com alguns cento e trinta quilos, só ao alcance de gente muito doente.


E vou concluir com algo verdadeiramente importante, porque me parece poder estar a instalar-se alguma confusão entre muitos Companheiros de inquestionável Benfiquismo ...
Era inevitável que os maus resultados e exibições da Equipa, somados à estreia do Nosso Técnico, tudo devidamente bombardeado por toda a mérdi@ anti e pela total desorientação dos Taliban, provocassem efeitos nefastos nas Nossas hostes, mas, Companheiros, tenham lá calma e poupem-se a exageros.
Felizmente, a “cena” sobre a “absurda pré-época” já parece ter sido chão que deu uvas e, quanto às entradas e saídas do Plantel, a malta começa a aperceber-se que não é, ainda, altura para se fazerem avaliações.
Quem leu os meus textos recentes (publicados no GUACHOS) conhece as minhas críticas, as opiniões e a respetiva fundamentação (sem a qual não há nem opinião ou, ainda menos, crítica), tal como conhece a humildade com que as escrevo. Para fazer exibições de má fé, de ignorância, de desonestidade intelectual, de demagogia e/ou da mais descarada burrice ... bastam os Taliban, ahahah. Por isso, vamos lá a cuidar de manter a racionalidade.


É tão absurdo admitir hipóteses de saída do Nosso Técnico, como desenhar cenários superdepressivos (anos a fio, porque não aprendem), ou desatar a especular entre as “humilhações” (?), o “fecho do crédito” (depois do sucesso da EO?), ou as preferências do Nosso Técnico.
Mas mais absurdo e, na minha humilde opinião, totalmente inaceitável, é permitir que o pessimismo se converta num discurso mole (“temos de baixar as espetativas”), paranóico (“a culpa é do logótipo dos NN”), ou nacional porreirista, convertendo a Equipa num conjunto de “deficientes” e como se ela não fosse Bi Campeã.
Era só o que faltava, que a Equipa que veste o Manto Sagrado e defende o escudo de Campeão não entrasse em campo para vencer, sempre!
Era só o que faltava, que a Nossa SAD, depois de dois exercícios económicos lucrativos e de sucesso desportivo, não municiasse a Equipa com tudo o que ela necessita para ser ainda mais competitiva!
E, já agora, era só o que faltava que o Nosso Técnico necessitasse de “panos quentes”, coitadinho, por esta ou aquela razão (escolham as que preferirem), quando é o profissional que foi escolhido para o lugar que é mais ambicionado, tem todas as condições para lutar pela Vitória e, tal como ele (muito bem) disse, “morrer a lutar por ela”, se necessário fosse.
Essa de “baixar o nível de exigência” é, apenas, outra forma de desistir, pelo que não tem lugar no Nosso Clube!
Não podemos vencer sempre?
Pois não, mas lutaremos pela Vitória ... sempre!
E Venceremos juntos, ou não ... mas sempre juntos!


Viva o Benfica!

P.S.: então o visconde novo agora copia o 4x3x3 do Marco Silva? 

Cota... e o Esquimó da Sibéria !!!

Resumo os falhados da Xemps po Cota do Bigodee

Posted by Cota do Bigode on Quarta-feira, 26 de agosto de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Potes

Já temos Potes para o Sorteio da Champions 2015/16:

Pote 1:
Barcelona
Chelsea
Bayern Munique
Juventus
Benfica
PSG
Zenit
PSV

Pote 2:
Real Madrid
Atlético Madrid
Corruptos
Arsenal
Manchester United
Valência
Bayer
Manchester City

Pote 3:
Shakhtar Donetsk
Sevilha
Lyon
Dinamo Kiev
Olympiakos
CSKA Moscovo
Galatasaray
Roma

Pote 4:
BATE Borisov
Borussia Monchengladbach
Wolfsburg
Dinamo Zagreb
Maccabi Tel Aviv
Gent
Malmo
Astana

No Pote 2, são só trutas, venha o diabo e escolha: talvez o Bayer...!!! No Pote 3, Lyon, Roma ou Dinamo Kiev (apesar da viagem) são os meus favoritos, no Pote 4 'temos' que evitar os Alemães, e evitar as viagens cansativas (Astana, Maccabi e BATE), preferia o Gent...
Eu sei que às vezes é preferível 'cair' num Grupo difícil, com grandes nomes, para encher a Luz, mas neste momento, com uma equipa em 'construção' (expressão benigna...), depois da desilusão da época anterior, seria interessante vencer alguns jogos na Champions, para ganhar pontos, para ganhar mais algum dinheiro, para valorizar jogadores, e para ganhar prestígio...

Regresso às vitórias...

Benfica B 1 - 0 Oliveirense

Santos; Rebocho, Nunes, Lystcov, Yuri; Rodrigues, Sanches, Carvalho (Berto, 81'); Dino (Elbio, 66'), Gonçalves; Sarkic (Vera, 60').

Entrada a marcar, logo aos 4 minutos, e depois gerir ritmo (o jogo começou com muito calor...), mas sempre por cima do jogo, com mais posse de bola, mais oportunidades, foi a pena as más decisões no último passe... A Oliveirense, que ainda não conquistou 1 ponto, apostou tudo nas bolas paradas (cantos e os muitos livres laterais...), na parte final criou algum perigo, mas o empate seria injusto...

Gostei bastante da estreia do Pedro Rodrigues; o João Carvalho voltou a ter pormenores de grande qualidade... O Lystcov teve algumas falhas 'estranhas'; o João Nunes continua a evoluir;  o Yuri voltou à esquerda e esteve bem; o Sarkic continua sem marcar, mas a jogar bem; o Diogo começou muito bem, mas foi perdendo gás; o Dino marcou o golo, continua a ter algumas paragens cerebrais, mas já corre para trás, ajudando a equipa; o Rebocho na direita, perde qualidade ofensiva; o Renato, com todas as atenções em cima, esteve bem, alguns exageros na tentativa de proteger a bola com o corpo... podia ter marcado, logo na entrada da 2.ª parte; boa entrada em jogo do Elbio; o Vera não marcou, mas voltou a demonstrar vontade (dá ares de Deyverson!!!)...

Os jogadores da Oliveirense pediram 3 penalty's(!!!), sem razão, mesmo no lance com o Miguel Santos, não acho que tenha sido falta...

Mundiais...

Nelson Évora, qualificou-se esta madrugada para a Final do Triplo Salto, nos Mundiais de Atletismo, que se estão a realizar em Pequim.
Não foi fácil, aliás foi à justa: depois de um nulo, no 1.º ensaio, os 16,68m na segunda tentativa, não eram suficientes, e assim, o 3.º salto era decisivo, e o nosso grande atleta, não desiludiu: 17,01m no último salto, garantiram a qualificação automática (17m era a marca necessária...).
O Nelson fez a 5.ª marca... Os dois primeiros, Pichardo (Cub) e Taylor (Eua) parecem neste momento intangíveis, ambos podem passar os 18m na Final. Por isso, julgo que o máximo que o Nelson pode neste momento ambicionar, será o Bronze, o equilíbrio será grande, com 4 ou 5 atletas na luta. Vamos esperar para ver...
7.ª lugar para a Telma Monteiro nos Mundiais de Judo a decorrer em Astana no Cazaquistão, na categoria de -57Kg.
Ficou isenta da 1.ª ronda; venceu a Nurjavova  do Turquemenistão na 3.ª ronda; venceu a Romena Odai na 3.ª ronda; mas mais uma vez acabou por ser a Francesa Automn Pavia a derrotar a Telma nos Quartos-de-final. Na repescagem a Telma acabou por perder surpreendentemente com a Mongol Dorjsuren, adversária que em condições normais a Telma tem vencido sempre (foi desqualificada pelo 'video-árbitro' quando estava a liderar o combate...!!!).
Neste momento na carreira da Telma um 7.ª lugar no Mundial, é um mau resultado, mas aquilo que mais interessa, são sem duvida nenhuma os Jogos do Rio, a Telma já ganhou tudo, falta a medalha Olímpica. Portanto, a partir de agora, toda a preparação tem um único objectivo...
Na Sexta-feira vamos ter o Célio Dias em competição...

Bombear bolas

"PODE uma equipa grande, que ambiciona um tricampeonato, passar a meia hora final de uma partida a fazer jogo directo para um amontoado de avançados? Pode, mas não deve. Ora foi isso que o Benfica fez no domingo, a jogar, de facto, em casa, contra o Arouca.
Depois de mais uma péssima entrada no jogo, o Benfica recompôs-se e apresentou o melhor futebol desta temporada. Com Pizzi mais apoiado por Samaris, a equipa cresceu, voltou a ter jogo interior consequente e regressou o caudal ofensivo. Foram 25 minutos à Benfica que preanunciavam a recuperação do resultado.
A vitória não estava, contudo, garantida. O futebol é imprevisível: uma equipa pode estar a jogar bem, a controlar a partida e, no fim, o resultado pode não ser satisfatório. Mas no futebol também é sabido, compensa manter a fidelidade a uma determinada ideia de jogo. O que não compensa é suspender essa ideia e, em seu lugar, escolher o recurso dos que não têm mais recursos - o jogo directo e as bolas bombeadas para a área.
POIS foi isso que o Benfica fez na meia hora final deitando fora o que estava a fazer bem até aí. A partir de certa altura. com dois postes dentro da área mais uma mão cheia de alas e avançados, o jogo resumiu-se a cruzamentos longos, condenados ao fracasso, devidamente combinados com dezenas de remates sem critério de meia distância. Posso estar enganado, mas não conheço na última década uma única equipa que tenha sido ganhadora a jogar assim. Contra o Arouca, pior que a derrota foi o sinal táctico dado naquele último terço da partida. Espero não voltar a ver."

'Cluster' do futebol, já

"PORTUGAL é por estes dias um dos destinos mais procurados em todo o Mundo. É impressionante o fluxo de gente em Lisboa e Porto. Falo nisto porque também no futebol esse interesse é manifesto. Cada vez há mais investidores (chineses, russos, angolanos, italianos...), jogadores, agentes, treinadores e dirigentes, que vêm para apostar, ganhar, actuar e aprender em Portugal.
Para isso contribui o sucesso dos nossos agentes desportivos. Cristiano Ronaldo, José Mourinho, Jorge Mendes ou Pedro Proença são disso exemplo. Dos clubes, Benfica, FC Porto e Sporting, referência planetária, modelos de internacionalização, exportando serviços para os quatro cantos do Mundo. A própria Federação soube, em boa hora, perceber a importância desta indústria é está a construir a cidade do futebol, um projecto que vai alavancar ainda mais o futebol português.
TEMOS as condições ímpares para o desenvolvimento de uma indústria que gera milhões. Temos recursos, infraestruturas e qualidade; contudo, não existe uma política desportiva estratégica, integrada, unificadora, que a promova e articule como outros sectores de actividade. Apesar do seu valor, poucos beneficiam dela. É nosso dever criar condições para que o futebol beneficie muitos mais. A ausência de uma visão estratégica para o desporto, para o futebol em particular, de políticas activas concertadas, tem caracterizado os vários Governos. Num momento difícil para Portugal, a aposta nesta área pode ser vital, sobretudo ao nível laboral e social. E em tempo de eleições deveria interpelar os partidos para este desígnio.
Existe uma oportunidade para criar um 'cluster' do futebol alicerçado numa política desportiva pública, agregadora, que envolva o futebol os clubes e as outras áreas da sociedade. É fundamental que assim seja. Deixemos de olhar só para o nosso umbigo. Devemos começar já, juntando os melhores do desporto, das universidades das empresas, da comunicação social. Juntos podemos criar património desportivo e económico para as futuras gerações.
QUEM se atreve a fazer o diagnóstico, definir as prioridades, estabelecer o calendário? Futebol é desporto, cidadania, saúde, cultura, lazer, economia, solidariedade; paixão. Futebol é Portugal."

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Com asas nos pés como Mercúrio...

"No estádio do Restelo, o campeão (Benfica) e o vencedor da Taça (Sporting, que 10 dias antes esmagara o Manchester United), batem-se pela posse da Taça Ouro da Imprensa. Era o domingo de Páscoa de 1964 e tudo foi tão fácil - 5-0! Eusébio marcou três.
Vinte anos após o primeiro ensaio de Supertaça do qual já falei nestas vossas páginas - Sporting (campeão) frente ao Benfica (vencedor da Taça) para a inauguração do estádio Nacional (Taça Império) - lança-se iniciativa idêntica e também ela com projecto esse baldado como a história veio a provar.
Estávamos em Março de 1964. Desta vez era o Benfica campeão e o Sporting o vencedor da Taça. Era uma Supertaça à portuguesa, mas quase podia ser uma Supertaça à europeia já que o Benfica fora bem recentemente vencedor da Taça dos Campeões e o Sporting não tardaria a conquistar a Taça das Taças.
Chamou-se «Taça de Ouro da Imprensa». E era a Casa da Imprensa de Lisboa a responsável pela ideia, marcando-se a peleja para 29 de Março, domingo de Páscoa, com a solene presença do Presidente da República e do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, o inesquecível Francisco Mega.
O troféu a ser entregue ao vencedor por tão distintas personalidades valia cerca de 50 contos e consistia numa belíssima peça de ourivesaria. Como tal, esteve exposta na montra da Casa 'Travassos', no Rossio, deixando água na boca aos adeptos dos dois clubes.
Acertou-se: no caso de empate no final dos 90 minutos, um prolongamento de 20 dividido em duas partes de 10. Depois, séries de três grandes penalidades.

Não haveria empate. Bem pelo contrário!
Nesse domingo, pelas 16h00 em ponto, o estádio do Restelo estava à pinha.

As Produções Lança Moreira garantiram o relato dos acontecimentos para todo o País.
Lançam no éter a constituição dos conjuntos:
BENFICA - Costa Pereira; Cruz, Neto, Germano e Cavém; Coluna e Augusto Silva; José Augusto, Eusébio, Torres e Simões.
SPORTING - Carvalho; Saturnino, Alexandre Baptista, Alfredo e Hilário; Fernando Mendes e Pérides; Mascarenhas, Géo, Figueiredo e Morais.
E foi tão fácil. Tão fácil!
A perfeição também cansa...
Pleno de ânimo, de força e de pujança, confiante como nos grandes momentos europeus da sua história refulgente, os campeões nacionais puseram e dispuseram dos seus adversários, trucidando-os sem piedade.
- Que é feito do Sporting que há quinze dias empatou na Luz?, perguntavam alguns, recordando o 2-2 emocionante desse confronto para o Campeonato.
Talvez se tenha desfeito em pó com a ventania que nessa tarde soprou do Tejo e invadiu o Restelo e Belém, assobiando nos arrebiques manuelinos dos Jerónimos...
- Mas o que aconteceu ao Sporting que ainda há pouco mais de uma semana desfez o poderoso Machester United por 5-0?, questionavam outros, espantados pela forma como os 'leões' eram absolutamente subjugados pelos 'encarnados'.
Talvez se tenha perdido em excessos de orgulho com vitória tão estrepitosa, ignorando o poder daquela linha avançada na qual Eusébio, José Augusto e Simões não paravam um minuto, cabendo a Torres o trabalho mecânico de ariete que vai amolecendo os alicerces de uma defesa já de si pouco segura.
Quem não parecia minimamente preocupado com as dúvidas metódicas e filosóficas de muitos dos espectadores eram os jogadores do Benfica, imbuídos na tarefa de demolir o seu opositor.
Aos nove minutos, José Augusto oferece a Eusébio um golo estupendo! Erguem-se braços e bandeirinhas vermelhas.
Vento fortemente sobre o relvado e cai uma tempestade 'encarnada' sobre o grande área de Carvalho.

Pobre Carvalho! Pobre Alexandre Baptista! Pobre Alfredo!
Eusébio é Eusébio. O grande Eusébio! O Eusébio único!

Sempre teve um prazer especial em defrontar o Sporting e, nessa tarde, está insubmisso como nunca.
Três minutos após o 1-0, faz o segundo golo. E continua a arrastar ondas de Futebol magnífico sobre o meio-campo e a defesa do Sporting.
É um lance seu que dá o 3-0 a Torres, aos 18 minutos. O resultado já é pesado e ainda há tanto tempo para jogar.
Uma tímida reacção põe finalmente Figueiredo perto de Costa Pereira, mas o desacerto é total. Os 'leões' são mansos, inoperantes.
Eusébio vai sendo Eusébio a toda a hora e por toda a parte.
Os jogadores do Benfica reclamam uma grande penalidade de Carvalho sobre ele. O árbitro Fernando Costa, ignora. Os jornais do dia seguinte apontar-lhe-ão o erro claro. Talvez o único digno de registo.
A sete minutos do intervalo, Eusébio corre, corre, corre. Corre vertiginosamente pelas costas de Hilário, seu amigo, seu irmão da Mafalala, que se limita a vê-lo cruzar para a área, para Torres e para o quarto golo.
Era a vez de o Sporting ter o vento, mas o vento limitou-se a fazer tremular uma equipa de papel.
Eusébio, por seu lado, ainda não estava saciado. Aos 10 minutos da segunda parte arranca de novo, de asas nos pés como Mercúrio, e chuta com a violência de um touro na arena, arremetendo contra um torneio distraído. A bola explode na baliza de Carvalho. O golo é lindo! Irretovável! O público levanta-se extasiado, dá largas à sua alegria, liberta a excitação dessa tarde de Março.
Agora sim, chega... A perfeição também  cansa. O Benfica reduz o ritmo, Coluna domina por completo o meio-campo auxiliado por Augusto Silva, Simões e José Augusto tornam-se mais firmes e menos voláteis, Eusébio parece satisfeito com o pecúlio dos seus três golos.
Fernando Mendes, o grande «capitão» do Sporting, lamentava-se: «Eles jogaram a correr e nós não. Por isso o Benfica foi um vencedor justo, embora talvez o resultado seja exagerado».
Lajos Czeizler, o treinador dos 'encarnados', aproveitava para recordar: «Já devíamos ter ganho o jogo da Luz para o Campeonato. Somos melhores e mostrámos isso mesmo».
A Taça de Ouro brilhava nas mãos dos Benfiquistas.
Tanto tempo seria preciso esperar por nova Supertaça...
Simões, derreado, sorria apenas: «Estou demasiado cansado até para me rir»."

Afonso de Melo, in O Benfica