Últimas indefectivações

sábado, 18 de dezembro de 2010

Melhor, muito melhor...




Mais uma goleada...


Goleada para manter liderança


Vingar a derrota da 1ª volta !!!


Complicado, nota-se a ausência do Jenkins...


Ganhámos (desta vez...) !!!


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Uma grande dose de alívio

"«A Bola» assinalou condignamente a efeméride do acontecimento que marcou, de forma incontornável, o futebol português. Cumpriram-se 50 anos sobre a chegada de Eusébio a Lisboa e ao Benfica. Sendo um facto que o Benfica, no ano anterior, sem Eusébio, já tinha sido conquistado a sua primeira Taça dos Campeões, não deixa de ser verdade que, com Eusébio nas fileiras, o Benfica se transformou num emblema mítico nacional e internacionalmente.
Os sportinguistas lamentam há 50 anos o desvio para a Luz do jovem moçambicano, promessa do Sporting de Lourenço Marques, e especulam sobre o que teria acontecido no futebol português se Eusébio em vez de ter assinado pelo Benfica tivesse assinado pelo Sporting.
É uma especulação que se justifica plenamente. Para os sportinguistas com certa mágoa, para os benfiquistas com uma grande dose de alívio.
Mas é hoje que vivemos. No presente. E no presente, tendo em conta a realidade em que se vive, é caso para que as gerações mais novas possam considerar, com toda a legitimidade, que se Eusébio tivesse vindo para Lisboa para ser jogador do Sporting não demoraria mais de seis meses a ser transferido para o FC Porto, ou cedido, ou trocado ou mesmo na condição de «maça podre» ou de qualquer fruto de sabor mais tropical e Índico.
Mas eram outros tempos, não duvidem.
Em 2010, Domingos Paciência veio com o seu Sporting de Braga à Luz por três vezes e por três vezes perdeu. Aconteceu a 27 de Março para o campeonato de 2009/2010, a 3 de Outubro para o campeonato corrente e no domingo passado para a Taça de Portugal.
Domingos que ao longo da sua interessante carreira como treinador já lhe ocorreu perder por diversas vezes com o FC Porto e nunca soltou um «ai» e que até conseguiu cometer a proeza ética de «estar a olhar para o chão» quando Ricardo Quaresma foi expulso num inesquecível Leiria-FC Porto, pois o mesmo Domingos sempre que perde com o Benfica choraminga a valer.
Foi o que aconteceu no domingo passado. O Sporting de Braga que, tal como o Benfica, está longe dos fulgores da época passada, só por uma vez causou perigo na casa dos campeões obrigando Júlio César a uma defesa impossível. Mas Domingos entende que foi eliminado porque jogou contra 11 quando devia ter jogado contra 10 já que, na sua opinião, David Luiz devia ter sido expulso, porque «meteu a mão» na cara de Alan.
É um caso discutível, sem dúvida. Menos discutíveis, no entanto, terão sido as entradas de Sílvio sobre Gaitan e de Paulão sobre Saviola.
Só que Carlos Xistra, esse grande benfiquista, devia estar com os olhos no chão.
Manuel Fernandes, quando foi jogador do Sporting e quando deixou de ser, nunca se preocupou em iludir o seu sportinguismo de génese em nome dos compromissos profissionais. E agora que é treinador já com uma carreira provecta continua igual a si próprio, genuíno.
Era de esperar que antes do jogo com o Sporting, para a Taça de Portugal, os jornalistas mostrassem curiosidade em saber das palpitações do coração-de-leão do técnico. A todos respondeu, antes e depois do jogo, sem escusar. Antes do jogo reafirmou - como se fosse preciso... - a sua afeição pelo clube adversário e o desejo de o vencer no Bonfim. Depois do jogo, com a mesma pacatez, disse tudo numa frase curta: «Adorei ganhar ao meu Sporting.»
O futebol, no entanto, provoca entre os adeptos estados de espírito que vão contra a lógica das ciências exactas.
Assim, se houvesse um sportingómetro para medir a intensidade da paixão pelo clube, é caso para se dizer que, neste fim-de-semana, os sportinguistas descoroçoados pela eliminação da Taça de Portugal deram mais valor e mostraram mais considerações pelo espírito leonino do seu ex-capitão e actual treinador do Vitória de Setúbal, que foi o seu carrasco, do que ao fervor também leonino de Maniche que representa presentemente o clube e esteve em acção (pouca) na noite de sábado no Bonfim.
É também normal que, quando as coisas não correm bem, os adeptos tendam a eleger um jogador para embirrar. Torna-se, sem dúvida, menos cansativo do que embirrar com todos os jogadores. No Benfica, por exemplo, os adeptos tê,-se entretido esta época a embirrar declaradamente com César Peixoto, vá lá saber-se porquê...
Em Alvalade, onde o sportinguismo de Maniche foi saudado com ênfase de uma nova e radiante aurora, o tal sportingómetro acusa agora, depois de uma série de infortúnios bem mais colectivos do que individuais, uns índices bem baixos para quem foi recebido como um portento de leão. E com valor acrescentado visto que Maniche era suposto transmitir ao restante plantel tudo o que aprendeu na escola do FC Porto que é a escola que mais e melhor impressiona a gerência da dupla Bettencourt-Costinha.
Maniche, cujo profissionalismo nem se discute, tal como o profissionalismo de Manuel Fernandes, já deve andar desconfiado desta situação. Ainda anteontem, numa entrevista ao Record, lamentava que o Sporting tenha que viver «todos os dias» sob as «críticas de falsos sportinguistas», entre os quais não se inclui por muito que os insatisfeitos de Alvalade lá o queiram incluir.
Na noite de sábado passado, vendo o Vitória de Setúbal-Sporting por entre uma assistência plural em termos de afectos clubistas - digamos que éramos 5 adeptos do Vitória e 2 do Sporting, todos sentados em frente ao televisor -, interroguei-me em voz alta, já no final do jogo, porque estranha razão Manuel Fernandes, sendo um competente treinador sportinguista, nunca tinha treinado o Sporting...
Mandaram-me imediatamente calar os sportinguistas que nos faziam companhia. E com razão chamaram-me de ignorante. Recordaram-me, então, que Manuel Fernandes já tinha sido treinador do Sporting por alguns meses no início do século XXI. Pois, francamente, não me lembrava... e agradeci muito o esclarecimento.
É bom ter amigos de todos os clubes que, com o que sabem das suas culturas próprias, impedem as nossas imbecilidades de sair do círculo estritamente familiar e pessoal.
É esta a moral da história.
PS: Por exemplo, anteontem, nas páginas deste jornal, ficou provado que já o Miguel Sousa Tavares não teve a mesma sorte. Isto é, a sorte de ter quem o corrija em privado e que, consequentemente, o impeça de proferir inocentes intrujices em público. Escreveu o nosso literato a propósito de... basquetebol, um tema tão bom como outro qualquer: «Jorge Araújo, treinador que deu ao Benfica vários títulos nacionais, antes de rumar ao FC Porto(...)»
Ora, ao contrário do Manuel Fernandes que já foi treinador do Sporting, o professor Jorge Araújo nunca na vida foi treinador do basquetebol do Benfica. Nem do andebol. Nem de xinquilho."

Leonor Pinhão, in A Bola

50 anos do Pantera Negra, com a Águia ao peito


"Foi inaugurada esta sexta-feira a exposição que comemora os 50 anos da chegada de Eusébio da Silva Ferreira a Lisboa. Na sua intervenção, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, destacou o papel desempenhado pela glória “encarnada” no Clube.

“Permitam-me que comece esta intervenção por dizer de forma simples mas sentida que o futebol deve agradecer a Eusébio tudo o que ele fez por ele.

Esta exposição não serve apenas para assinalar uma data, por mais simbólica que ela seja, mas antes para através dela manifestarmos um sentimento de gratidão que nunca se apagará em relação a um dos maiores e intérpretes do futebol de todos os tempos.

O Sport Lisboa e Benfica sempre foi um clube com memória, um Clube que valoriza os seus, que reconhece aqueles que contribuíram para construir e engrandecer a nossa história. E a vossa presença aqui hoje é o melhor testemunho do que acabo de dizer.

Estamos aqui para celebrar Eusébio da Silva Ferreira, porque mais do que uma data, o que verdadeiramente celebramos é o talento, o exemplo e o carácter de um homem que marcou o futebol português na segunda metade do século XX. E tendo marcado o futebol português, tornou-se, reconhecidamente, numa referência do futebol mundial.

A ele o Benfica deve-lhe a inspiração, o talento e a capacidade de sofrimento que sempre pôs em campo, mas mais do que do Benfica, Eusébio é uma referência do país, e o Benfica nunca tornou Eusébio refém do nosso Clube, porque o Benfica sabe que as suas referências se transformam em referências de Portugal.

A carreira de Eusébio é património de todos aqueles que amam o futebol. O Benfica foi o seu porto de abrigo e o Clube que o soube projectar a nível mundial, mas o Benfica teve em Eusébio um profissional incansável, alguém que sempre fez do Benfica muito mais do que o seu Clube, mas antes a sua casa e a sua família.

Devo dizer que é me indiferente que Eusébio tenha chegado a Lisboa a 15 ou a 17 de Dezembro de 1960 – um detalhe insignificante - o que verdadeiramente importa é que ele chegou, e com a vinda escreveu uma página brilhante da história do Benfica e do futebol português.

Quando falamos com ele, ontem como hoje, reconhecemos a sua abertura de espírito, a memória privilegiada, o talento também para contar histórias, a ironia e a ciência dos seus comentários, mas sempre o grande prazer e orgulho que teve em vestir esta camisola.

Neste dia de tão grande significado, na presença dos seus familiares, de antigos companheiros e de amigos, nesta casa que ele ajudou a construir quero, em nome do Sport Lisboa e Benfica, prestar-lhe uma sentida e pública homenagem e dizer-lhe o nosso muito obrigado pelo seu exemplo e por tudo o que nos deixou.

Esta exposição representa não apenas a nossa forma de o homenagear, mas também a nossa vontade de seguir o seu exemplo. Aqui poderemos visitar momentos e locais em que Eusébio deixou a sua marca, mas podemos visitar igualmente fragmentos da nossa história. E quando falo da nossa história, falo da história do Benfica e de Portugal.

O Sport Lisboa e Benfica tem uma dívida de gratidão enorme e a melhor maneira de a saldarmos é continuarmos a cumprir os seus sonhos e ambições.

Permitam-me que entregue a Eusébio uma pequena lembrança que evoca a data da sua chegada ao Sport Lisboa e Benfica e o nosso muito obrigado por continuar a partilhar a sua vida com todos nós!”"


4800

"Com a realização do encontro para a Taça de Portugal, no último domingo, a principal equipa de futebol do Clube atingiu a redonda cifra de 4800 jogos disputados. O “Glorioso” é o clube em Portugal com mais jogos realizados, pelo facto de ser totalista nas 77 edições do campeonato nacional (2121 jornadas), mas também aquele que em competições a eliminar soma mais eliminatórias ultrapassadas, por isso mais jogos (325 nas competições europeias e 470 no Campeonato/ Taça de Portugal). Isto para além de outras competições, já inexistentes, como o Campeonato Regional de Lisboa (406 jogos e único totalista das 41 edições da primeira competição oficial do futebol português). A ancestral, perene e contínua popularidade do “Glorioso” tem permitido a realização de inúmeros (989) jogos particulares e a solicitação para estar presente em inúmeros Torneios (249) ou disputa de Taças (87). Valores de excelência. Únicos em Portugal, invulgares na Europa e raros no Mundo.

NÚMERO DE JOGOS
Campeonato Nacional
2121 Jogos
Particulares
989
Camp. / Taça de Portugal
470
Camp. Regional Lisboa
406
Torneios/ Taças
336
Taça Campeões Europeus
185
Taça UEFA/ Liga Europa
98
Taça Honra de Lisboa
84
Taça Vencedores Taças
42
Supertaça
32
Torneios Regionais (AFL)
17
Taça Latina
7
Torneios Nacionais (FPF)
6
Taça Intercontinental
5
Taça Ibérica (FPF/RFEF)
2
Totais
4800

Estes 4800 jogos correspondem a 2996 vitórias (estamos a quatro da três mil!), mais 2047 vitórias que as 949 derrotas, e 855 empates, com 12 180 golos marcados, mais 6739 que os 5441 golos sofridos. São 62 por cento de vitórias, mais de dois golos por jogo (2,5) e, também, mais do dobro de golos marcados em relação aos sofridos (2,2 de “goal-average”). Urge conservar esta capacidade de obter bons resultados (tendo equipas competitivas) e salvaguardar (não deixando desvirtuá-lo) este património imaterial do “Glorioso”.

Valores de excelência. Valores do Benfica."

Alberto Miguéns, in O Benfica

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Gosto de futsal

"Volto a não escrever sobre o imperial e quase absoluto futebol. Opto, hoje, pelo menos mediático futsal, um acrónimo resultante de uma espécie de continuação/cisão do futebol de salão.
Gosto de futsal. Associo-o aos meus tempos de infância e juventude e ao futebol a que tínhamos direito na míngua de uma métrica improvisada para jogar à bola.
O futsal é uma modalidade vibrante e emotiva. Não há tempos mortos, não há ronha para se fingir que se está a jogar, há movimento permanente e há faltas que têm castigo por acumulação. E, felizmente, ainda não dá direito a insuportáveis conferências de imprensa antes dos jogos onde nada se passa e se diz a não ser vulgaridades.
Pouco a pouco, o futsal sobe no ranking desportivo. Já é a modalidade em recinto coberto que mais assistência tem.
Gosto ainda mais do futsal desde que o Benfica é campeão europeu. E várias vezes campeão nacional.
Gosto do futsal porque nele se reedita, com entusiasmo, o jogo dos jogos, o Benfica/Sporting e se vê o Belenenses na posição certa antes do dinheiro tudo impor.
Gosto do futsal porque é possível e normal, sem azedume e sem suspeitas insidiosas, ver um treinador campeão no Sporting estar na época seguinte a liderar o Benfica (Paulo Fernandes, por sinal um profissional que tem tanto de discreto como de competente).
Gosto do futsal porque tem o sal do futebol, que são os golos para todos os gostos e minutos.
Gosto do futsal porque tem Ricardinhos e outros jogadores que nos divertem na sua arte/técnica.
Gosto do futsal porque no esquecido interior também há boas equipas como o Fundão e Boticas.
Gosto do futsal porque é docemente simples e acolhedor. Como o período de Natal!"
Bagão Félix, in O Benfica
PS: Infelizmente a realidade do futsal português está um pouco afastada da imagem que o nosso estimado consócio Bagão Félix descreve!!! Hoje o Benfica foi castigado com um jogo de castigo, isto depois do comportamento animalesco dos adeptos Lagartos no último derby!!! A FPF no seu melhor...!!!

O cumulo da Incoerência !!! (é só mais um exemplo...)

Apresentação do Modelo de Jogo

""É daqui que vão aparecer os futuros craques"
O auditório do Caixa Futebol Campus foi o palco escolhido para a apresentação do Modelo de Jogo e do Jogador à Benfica. Numa iniciativa que contou com a presença do presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira e de todos os treinadores do Clube, debateu-se a implementação de um sistema à altura do Clube da Luz.
O presidente dos 'encarnados', Luís Filipe Vieira, explicou o objectivo do Clube para a próxima temporada: 'É daqui que vão aparecer os futuros craques do Sport Lisboa e Benfica e em princípio, na próxima época, vamos colocar dois ou três atletas da formação, no plantel principal'.
A importância do capital humano também foi realçada: 'Estamos a falar como empresa e o mais importante de qualquer empresa é o capital humano. É esse que gera riqueza e aqui gera futuros craques do Clube.'
Quem também esteve presente no Caixa Futebol Campus, foi o director da SAD, Domingos Soares e Oliveira que, em declarações à Benfica TV, destacou três elementos essenciais no caminho para o sucesso: 'A fórmula do sucesso passa pelo talento, pelo compromisso e pelo equilíbrio. O talento permitenos exceder todas as expectativas, o compromisso é o que pretendemos de todos os profissionais e o equilíbrio, que é necessário em qualquer organização, onde qualquer pessoa tem de saber qual é o seu papel e que entenda que faz parte da solução.'
O director-técnico do Centro de Formação e treino, João Santos, explicou o que significa e o que se pretende de um jogador do Benfica: 'Como diz o nosso lema 'Um por todos e todos por um', tem de ser um jogador solidário, com grande espírito de sacrifício, com muito talento, capaz de desenvolver ritmos de jogo cada vez mais intensos, porque será esse o futuro de futebol.'"
in O Benfica

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sortes !!!

Aqui ficam os resultados comparativos dos sorteios das últimas épocas da Taça de Portugal, entre o Benfica e os Corruptos, analisem à vontade.
Deixo só uma curiosidade, o Benfica em 17 jogos, por 8 vezes encontrou adversários da primeira divisão, os Corruptos em 23 jogos, jogaram por 9 vezes com adversários de primeira, sendo que em muitas dessas eliminatórias, só estavam equipas da primeira divisão em competição!!!
Não sei as bolas estão quentes ou frias, mas tirando os jogos com os Lagartos, após a eliminação com o Atlético tem sido uma 'festa' a Taça de Portugal para os Corruptos!!!
Recordo ainda as duas eliminações do Benfica fora de casa, em Matosinhos, e na Póvoa com duas arbitragens Frutadas!!!


2010/2011
Benfica - Arouca / Corruptos - Limianos
Benfica - Braga (1ª) / Moreirense - Corruptos
Benfica - Olhanense (1ª) / Corruptos - Juventude de Évora
Rio Ave (1ª) - Benfica / Corruptos - Pinhalnovense

2009/2010
Monsanto - Benfica / Corruptos - Sertanense
Benfica - Guimarães(1ª) / Oliveirense - Corruptos
Belenenses (1ª) - Corruptos
Corruptos - Sporting (1ª)
Rio Ave (1ª) - Corruptos
Chaves - Corruptos (final)

2008/2009
Benfica - Penafiel / Sertanense - Corruptos
Benfica - Aves / Sporting (1ª) - Corruptos
Leixões (1ª) - Benfica / Cinfães - Corruptos
Corruptos - Leixões (1ª)
Corruptos - Estrela da Amadora (1ª)
Corruptos - Paços Ferreira (1ª) (final)

2007/2008
Benfica - Académica (1ª) / Chaves - Corruptos
Benfica - Feirense / Corruptos - Aves
Benfica - Paços de Ferreira (1ª) / Isento

Benfica - Moreirense / Corruptos - Gil Vicente
Sporting (1ª) - Benfica / Setúbal (1ª) - Corruptos
Sporting (1ª)- Corruptos (final)

2006/2007
Benfica - Oliveira do Bairro / Corruptos -Atlético
Benfica - Leiria (1ª)
Varzim - Benfica

Dados retirados do Site Zerozero.pt

PS:Deixo aqui uma das conclusões do Éter do Céu Encarnado:

O Benfica nos sorteios em que participou nas últimas 10 épocas, encontrou em 51,5% das vezes equipas da primeira categoria, e os Corruptos apesar de terem chegado à final mais vezes jogaram somente 38,5% com equipas da primeira divisão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Tudo em aberto...




Derrota pesada, que deixa tudo em aberto para a última jornada. As dificuldades eram esperadas em condições normais, mas com o Henry, e o Jenkins (principalmente este) ausentes, as nossas possibilidades de vitória diminuíram vertiginosamente. E com 1/14 em triplos, não se pode ganhar!!!

Temos 8 pontos e o Lugano tem 7 (a vitória vale 2 pontos, e a derrota vale 1 ponto), na última jornada vamos à Estónia jogar com o Tartu a equipa mais acessível do grupo, e o Lugano vai jogar à Bulgária com o Lukoil a equipa mais forte do grupo. Dependemos só de nós, mas mesmo perdendo o jogo com o Tartu, é improvável uma vitória do Lugano sobre o Lukoil (em caso de empate pontual com o Lugano, estamos em desvantagem) , apesar da equipa Búlgara já ter garantido o primeiro lugar do grupo, e assim não ter necessidade de ganhar, aliás o Tartu, o nosso adversário também não terá nada a 'ganhar', além do prestigio na última ronda. O mais importante até ao jogo decisivo será a recuperação total dos lesionados...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Se um cão nos ladra na rua...

"É sempre um dilema com o qual, de vez em quando, nos temos que entender.
Que fazer quando um cão nos ladra na rua?
Dar-lhe pontapés na boca parece excesso injustificado de violência e pode valer chatices com a Sociedade Protectora dos Animais. Ladrar-lhe de volta é, no mínimo, imbecil para os padrões ocidentais.
Um altivo desprezo parece ser a opção genericamente mais bem aceite.
Este campeonato pode ir ainda no seu 1.º terço mas já nos deu a conhecer várias espécies de canídeos, de ladrares diversos, é bem certo, uns de latido mais fininho, outros de rosnar mais grosso, mas todos caninamente fiéis ao dono, abanando alegremente as caudas de cada vez que ele os resolve presentear com o recitar manhoso de uma poesia maltratada.
Uns ladram por escrito, atropelando a ortografia e a sintaxe em jornais outrora sérios, cujas páginas nunca se prestariam a tais porcarias.
Outros preferem ladrar nas pantalhas, pois é irresistível a sua tentação para a exibição do ridículo e do grotesco.
E depois há um mais jovem, cão-d'água-inglês, segundo creio, ainda a cumprir o tirocínio da sua árdua tarefa de ser cão.
Ladra sem cessar, já ninguém percebe porquê e contra quem.
E agora que se pôs em bicos-de-pés, vê-se a braços com o dilema habitual dos cães que correm à desfilada pela rua, atrás dos pneus dos automóveis: se os apanham que fazem com eles?
Já há muitos anos que o pessoal diz com a razão que normalmente assiste ao povo: não é fácil a vida de cão."

Afonso de Melo, in O Benfica

Liga Europa?

"Na temporada passada, um grande Benfica venceu categoricamente a Liga nacional, pese a surpreendente réplica do Sporting de Braga. No último terço da competição, Jorge Jesus foi inequívoco, concedendo prioridade à principal prova doméstica em detrimento da Liga Europa. A opção revelou-se ajustada, garantido que foi, ao cabo de quatro anos, o título de campeão.
Ainda assim, sobretudo depois da fulgurante exibição em Marselha, ficou um certo sabor a frustração com o desaire frente ao Liverpool, no terreno adversário, na primeira edição da Liga Europa. A forma como a equipa rubra se batia, na última época, até legitimava que a ambição fosse quase ilimitada. Ainda assim, nada ou quase nada a objectar, o Benfica até fez uma boa campanha europeia.
E este ano? Numa situação difícil no Campeonato Nacional, ainda que reversível, não será que a Liga Europa deve constituir o objectivo prioritário? A questão, no mínimo, terá que ficar em aberto. O comportamento do conjunto nos próximos embates nacionais, também o do principal opositor, como que ditarão das reais possibilidades do Benfica no atinente à revalidação do título.
Na pior das hipóteses, a Liga Europa deve constituir-se como a aspiração primacial. E tem ou não tem o Benfica, em condições normais, equipa para se bater, sem quaisquer complexos de inferioridade, com todas as equipas que se encontram na competição? O trajecto, até agora, foi acidentado? Importa revertê-lo. Importa acreditar que o naipe de jogadores, a grandeza do Clube, o entusiasmo dos adeptos, tudo reunido, justificam condições para um ano europeu pautado pelo sucesso."

João Malheiro, in O Benfica

Picareta falante

"From: Domingos Amaral To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas

Algures na década de 90, Vasco Pulido Valente batizou genialmente António Guterres como “picareta falante”. Quando penso em ti, é disso que me lembro. Calado tantos anos à sombra de um gigante, chegaste a Portugal com uma necessidade infinita de afirmação e uma vontade irreprimível de palrar. Com a excitação juvenil de quem abandonou recentemente uma estranha prisão, a tua língua soltou-se.

Em pouco mais de um ano, ouvi-te arengar sobre tudo e mais alguma coisa. Discursas sobre o Benfica, muito, mas também sobre o Sporting, sempre em picanço; teorizas as falhas da Liga Europa, explicas a teoria do caos no futebol, gabas as metodologias dos treinos, defendes a primazia do coletivo sobre o individual, classificas os clubes que vêm da Champion como “frustrados”, reforças os grandes méritos de Jesus (dias depois de o ter humilhado), relembras os castigos da época passada, e opinas sobre arbitragens, Vítor Pereira, Benquerença, Jorge Silva ou Elmano Santos. Munido de mil e uma ideias, raciocínios e pontos de vista, peroras aos microfones, lançando bicadas à direita e à esquerda, como a picareta falante.

A princípio, isto irritava-me. Depois, passou a cansar-me, e só me apetecia perguntar, como o rei Juan Carlos fez certo dia a Hugo Chavez: “Por que no te calas?”. Mas, agora já te acho graça. Na verdade, perante a penúria que tem sido este campeonato, se não fosses tu e as tuas inventivas teses, esta época não tinha ponta por onde se lhe pegasse. Bem hajas, por entreter o povo com a tua retórica malabarista."

Domingos Amaral, in Record

domingo, 12 de dezembro de 2010

Escasso, muito escasso...





Desta vez apesar da tremenda falta de eficácia (mais uma vez), deu para ganhar, o adversário estava fragilizado, é verdade, ainda por cima manteve a habitual postura ultra-defensiva a maior parte do tempo (mesmo em desvantagem), mas mesmo assim foi um jogo bem conseguido pela nossa equipa, num momento extremamente complicado da época, com muitas tentativas de destabilização, externas, e internas...!!!

Uma nota negativa para a lesão do Luisão, o nosso capitão costuma demorar muito a recuperar de problemas musculares, mas com a paragem de Natal do Campeonato a aproximar-se (antes só jogamos com o Rio Ave), vamos esperar que seja suficiente para o Luisão recuperar...




PS: Será que as muitas lesões que afectam o Braguinha neste momento, é consequência do mau planeamento da pré-época de 2009/2010, feita pelo Jorge Jesus?!!!

Sem nunca desistir !!!