Últimas indefectivações

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estão com medo, muito medo...!!!


Duas simples notas sobre a mais que provável candidatura do 'Jameson' à Presidência da FPF:
-O Pintinho está com medo de um possível acordo Benfica/Sporting para as próximas eleições da FPF, assim em vez de apoiar (secretamente) Vítor 'Chapelada' Baía, empurra um ex-presidente Lagarto, julgando que o Sporting não pode deixar de o apoiar... Dividir para Reinar... a receita é antiga... é uma excelente oportunidade para avaliar as intenções da actual Direcção do Sporting.
-Curioso o silêncio dos jornaleiros avençados mais próximos dos Corruptos sobre este assunto, tem sido os jornais teoricamente mais afastados da Camorra, a chamar os bois pelos nomes, ao nomear os apoios do Soares 'Jameson' Franco... a estratégia provavelmente passava por manter em segredo tal apoio, mas já não vão a tempo...

Existem muitos Benfiquistas, com argumentos válidos, que desconfiam ou recusam mesmo, qualquer tipo de aliança com o Sporting... Aquilo que está em causa nas próximas eleições da FPF é demasiado importante para teimosias ou embirrações, mesmo que tenham algum mérito... Os Lagartos não merecem a nossa confiança, é verdade, mas a Direcção do Benfica tem que pelo menos tentar. Se mais uma vez, os Lagartos resolverem ir mais uma vez ao 'beija mão', o problema é deles, e vão ter que o fazer abertamente na comunicação social, à vista de todos... Quem critica a Direcção do Benfica por não ir suficientemente longe nas críticas ao Sistema (arbitragem, disciplina...), é obrigado a apoiar todas as tentativas do Benfica (nestas eleições da FPF), em tentar 'varrer' da FPF (arbitragem, disciplina...) todos os fantoches dos Corruptos, mesmo que para isso tenhamos que fazer acordos com os Lagartos...


Nota: A montagem 'Idiota', com a cara do 'Jameson', foi retirada dum blog da Juve Leo!!!

O quase ídolo

"Michael Fanter anda nas páginas dos jornais e revistas de todo o Mundo. Até aqui nada de estranho. Todos os dias os meios de comunicação tornam famosos homens que até então eram meros desconhecidos.

O que fez na vida Michael Fanter? Descobriu a cura para alguma doença? Frio. É um desportista talentoso? Ainda mais frio. É um actor de teatro ou de cinema? Ultra-congelado.

Michael Fanter, até hoje, não fez nada. E é por isso que é notícia. Quer dizer, não é bem por isso. Na verdade, é notícia apesar de não ter feito nada. Vamos acabar com o mistério, então, que o espaço desta coluna começa a escassear. O feito de Michael Fanter é incrivelmente inútil, até porque em nada depende dele: é parecido com o basquetebolista Pau Gasol, da NBA. E, por ser parecido com ele, ganha facilmente 900 euros por dia, enquanto sócia deste, o que o leva a ser convidado para festas e inaugurações.

O negócio, no entanto, tem outras ironias, como a de os empresários tentarem vender jogadores usando as estrelas como referências. Normalmente com bons resultados, mas não desportivos. Vamos lá fazer o exercício: quantos novos Maradonas apareceram nos últimos 15 anos? E onde andam agora?

..."


Nuno Perestrelo, in A Bola

Mimos e autoritarismos

"Da mais recente polémica produzida no interior da Selecção ninguém ficou a ganhar. Pelo contrário, ambos deviam ser penalizados com derrota. O primeiro, Ricardo Carvalho, por atitude reprovável; o segundo, Paulo Bento, por ter descido ao nível do subalterno e reagido sem a elegância que deve exigir-se ao principal responsável técnico pela equipa lusa. Se um errou, o outro imitou-o, sendo altura de perceber que um país como o nosso, de limitado campo de recrutamento, não pode dar-se ao luxo de, entre renúncias, exclusões, dispensas, opções, ou o que queira chamar-se-lhe, deitar fora praticantes de qualidade. Uns saíram por iniciativa própria, outros por caprichos de quem manda, outros ainda por motivos que nem a inteligência enxerga. Transmite-se assim para o exterior, além da indisfarçavel bagunça, um sinal de abundância de talentos que, em rigor, não existe.

O problema não está nas decisões frontalmente tomadas, mas sim nas ambiguidades que uma Federação amorfa e fora de prazo de validade foi permitindo, por não ver, não saber ou não fazer a menor ideia... Deixa-se andar, até ao esquecimento... Por exemplo, ainda ninguém enfrentou com verdade a expulsão de Vítor Baía e a troca por outro guarda-redes de divisão inferior. Nem o significado da sucessão de renúncias, desde Rui Costa, no Euro-2004, a Simão, Tiago, Paulo Ferreira ou Deco. Mais as inatingíveis medidas técnicas, como a proscrição de João Moutinho com Queiroz ou o esquecimento de Bosingwa, com Bento, apesar deste anunciar o contrário. Não sei, nem estou interessado em saber se falaram ou não com ele em relação a esta última convocatória, mas era dispensável o ralhete do seleccionador a propósito de uma interpelação alicerçada no interesse jornalístico do caso. O que se sabe é que o lateral-direito, ultrapassados alguns impedimentos físicos, atravessa um momento de forma espantoso. E desde o Portugal, 3 - Dinamarca, 1, no Estádio do Dragão, o primeiro jogo da era Paulo Bento, em Outubro de 2010, Bosingwa só foi visto nos particulares com a Espanha, como lateral-esquerdo, e com a Argentina, sentado na bancada por causa de dores no joelho. O resto é pura divagação e... a mania que se está a instalar nos treinadores de que não devem satisfações a quem quer que seja.

O sucesso da contratação de Paulo Bento pela FPF é inatacável. Os resultados não admitem duas interpretações: primeiro lugar no grupo, quatro jogos oficiais, quatro vitórias, doze pontos, onze golos marcados e dois sofridos. Cem por cento de eficácia, o mérito de ressuscitar uma selecção e fazê-la voltar a acreditar nas suas imensas capacidades. Trabalho que é fruto da obra fantástica do actual seleccionador, daí que tudo deva ser tentado no sentido de proteger este percurso vitorioso de percalços que o diálogo e a sensatez ajudam a solucionar. Não estou a sugerir aproximações, embora aplauda a disponabilidade do presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, nem a branquear a acção de Ricardo Carvalho. Se não mais for convocado, já conhece a razão. Foi ele quem a provocou, ficando sem margem para contestar seja o que for. De toda a maneira, a última coisa de que a Selecção precisava era de mais um desconforto como este, que volta a trazer à colação o delicado tema das duplas nacionalidades, mais o tique de autoritarismo que tem atacado os seleccionadores, ao colocarem o poder acima da razão: desde Scolari, o qual se deu ao desplante de agredir um adversário e de ofender jornalistas em público com vocabulário de taberna. Quanto à agressividade do discurso, aliás, as semelhanças são preocupantes: Queiroz, em desespero, convidou os jogadores a irem com ele para a selva combater fantasmas; Bento fala agora em virar de costas, em deserção e ateia a fogueira para queimar em lume brando mais uma das referências da Selecção, por acaso o seu melhor central. É o que eu penso.

O caminho não pode ser por aqui. Nem os futebolistas profissionais e generosamente pagos devem comportar-se como meninos mimados, nem os treinadores julgar-se no direito de pôr e dispor sem prestarem contas, nem a equipa nacional ser tratada com tamanho desrespeito. É urgente mudar, com nova Federação... Não vejo outra saída."


Fernando Guerra, in A Bola

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hóquei em Patins

A nossa equipa de Hóquei já treina, mais especificamente 4 jogadores!!! Os outros 6 estão ao serviço das suas respectivas Selecções, a preparar o próximo Campeonato do Mundo, que se vai realizar na Argentina. Ricardo Silva, Valter Neves, Diogo Rafael, Luís Viana por Portugal, Cacau no Brasil e Abalos na selecção da Argentina. Neste momento só o nosso guarda-redes suplente não é Internacional A, pelo seu país, o Sérgio Silva e o Carlos López não vão ao Mundial devido à sua veterania, e a exclusão do João Rodrigues foi uma decisão bastante polémica do nosso seleccionador, mas no futuro próximo o João vai 'ganhar' o seu lugar na Selecção...
Não é fácil avaliar (e antecipar) o sucesso da secção, o Hóquei é provavelmente a modalidade colectiva de pavilhão mais corrupta em Portugal!!! Na época anterior a equipa atingiu níveis altíssimos, vencemos a Supertaça e a Taça Cers, e só não triunfámos no Campeonato devido aos desvios Frutados habituais... aliás a grande época do Benfica obrigou os funcionários Frutados a 'horas extra'... Havendo no início da época passada alguma dúvida sobre a competência da equipa técnica liderado por Luís Sénica, creio que o excelente desempenho da equipa, confirmou a sua qualidade. Objectivamente o único objectivo que a equipa ficou aquém foi na Taça de Portugal (sem influências externas), onde um jogo bastante azarado, nos deitou fora...
Mesmo assim, sem baixar os braços, o Benfica reforçou-se, e mantém a ambição de vencer o Campeonato. Vamos jogar a Supertaça Europeia, e regressamos à Liga dos Campeões (grandes jogos Europeus de volta aos Pavilhões da Luz), mas o objectivo principal é indiscutivelmente o Campeonato...
A saída do Ricardo Pereira poderá ser considerada 'normal', alguns jogos menos conseguidos durante a época passada faziam adivinhar esta decisão. O Tiago Rafael precisa de jogar, no Benfica tinha poucos minutos, apesar do muito talento, fisicamente, para um defesa, falta-lhe 'caparro', espero que um dia com mais experiência, possa regressar... O Caio é provavelmente o jogador Português mais talentoso, mas só joga quando quer!!! Pode decidir um jogo sozinho, mas na maioria do tempo anda a 'dormir'. O treinador deixou o Caio muitas vezes no banco, chegou mesmo a não ser convocado, portanto com a manutenção da equipa técnica, adivinhava-se a saída. Aquilo que eu estranho é que o jogador tenha optado pela sua equipa anterior, que o impediu de jogar uma época inteira, após da sua recusa em renovar, antes de vir para o Benfica!!! A razão provavelmente está na mudança de equipa técnica nos Corruptos, é que o Caio tinha-se incompatibilizado com o anterior treinador. Isto quer dizer que os seus dois últimos treinadores, abdicaram dele, algo que não é muito lisonjeiro...
O Sérgio Silva vem 'rodar' com o Abalos, espero que o temperamental Sérgio perceba que está a jogar no Benfica, e portanto os excessos não vão ser perdoados pelos homens do apito.
Vi o Carlos López na Liga dos Campeões do ano passado, e apesar da veterania parece-me uma excelente contratação, é um avançado diferente do Viana, mas deve também 'rodar' com o nosso artilheiro no ringue.
Pessoalmente acho que este vai ser o ano da confirmação do Diogo Rafael, a garra, a explosão, o espírito vencedor, a qualidade técnica, a velocidade, fazem do Diogo um grande jogador, apesar de toda equipa ter jogado bem, foi o Diogo que desequilibrou a nosso favor a final da Taça Cers na Catalunha...

GR: Ricardo Silva, Pedro Henriques
Defesas: Abalos, Sérgio Silva, Valter Neves, João Rodrigues
Avançados: Diogo Rafael, Cacau, Luís Viana, Carlos López

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Golos e assobios

"Mesmo sem recorrer a qualquer instrumento rigoroso de medição, tenho para mim que os assobios ouvidos nos estádios raramente representam o sentimento da maioria das pessoas sentadas nas respectivas bancadas. Se, numa multidão de 50 mil, mil indivíduos assobiarem freneticamente, e os restantes 49 mil permanecerem em silêncio, o barulho será impressivo, e enviesará todas as conclusões que dele se possam tirar. Estaremos a falar de apenas dois por cento de representatividade, mas com decibéis capazes de deitar abaixo um estádio, uma equipa, ou um jogador. Concorre para isto que não me recordo, nos tempos mais próximos, de ver alguém assobiar a equipa do Benfica, ou qualquer um dos seus jogadores, desde perto da cadeira onde normalmente me sento - muito embora também oiça, com bastante incómodo, o ruído daqueles que o fazem.

Sou da opinião que nenhum adepto, que se queira digno desse nome, tem o direito de assobiar a sua própria equipa durante um jogo. Embora pessoalmente nunca o tenha feito, aceito, no limite, que a frustração de um mau resultado, ou de uma exibição menos feliz, possa levar alguns a vaiar os jogadores no final de uma partida. Não entendo, nem aceito, que, enquanto se joga, alguém prejudique aqueles que diz apoiar, acrescentando-lhe ansiedade, insegurança e temor, estimulando e tranquilizando, na proporção inversa, os adversários.

Vem isto a propósito dos incompreensíveis assobios de que tem sido recorrentemente alvo o nosso melhor goleador, naquela que é uma manifestação da irracionalidade que por vezes inunda o universo do futebol - ou não fosse este um desporto de multidões, ou não fossem estas caldo para tantas ignobilidades.

Não sei quem assobia Cardozo, e, como digo acima, desconfio que não sejam tantos quanto parecem. Não entendo que o façam, desde logo por se tratar se um profissional ao serviço do nosso clube, vestindo a nossa camisola, ostentando ao peito o nosso emblema. Mas se atendermos à impressionante carreira do jogador desde que chegou à Luz, esses assobios passam do âmbito da incompreensão e do lamento, para o campo do absurdo ou do surreal.

Tacuara marcou 104 golos em jogos oficiais (mais 22 em amigáveis) desde que, há pouco mais de quatro anos, aterrou em Portugal. Foi campeão nacional, ganhou a 'Bola de Prata' - único benfiquista a consegui-la em mais de duas décadas, com um número de golos só suplantado, ao longo desse período por Mário Jardel -, é já o maior goleador estrangeiro da história do Benfica, e é, claramente, o melhor e mais eficaz ponta-de-lança que passou pelo clube desde os tempos de Mats Magnusson. É um jogador cuja morfologia não torna particularmente elegante, mas cuja eficácia é a todos os títulos assinalável. O seu papel na equipa passa essencialmente por aparecer no local certo para concretizar. Aparece sempre, marca muitas vezes, e, como todos os grandes pontas-de-lança, falha algumas outras. Tem um pontapé fortíssimo, e é exímio na conversão de livres. É um avançado letal, que muitas equipas gostariam de ter. É um matador, que nos tem dado um número considerável de pontos e vitórias.

Não lhe peçam dribles, 'rabonas', 'verónicas' ou 'chicuelinas'. A sua função não é essa. Não lhe peçam velocidade, correrias ou cortes de carrinho. A sua morfologia provavelmente não permite. Tacuara está lá apenas para o último toque, e nesse aspecto não há, nem houve nos tempos mais recentes, ninguém melhor que ele no Benfica, ou mesmo na concorrência directa - descontando talvez apenas um certo colombiano, que acaba de ser vendido para a Liga Espanhola por mais de 40 milhões de euros.

Diga-se a propósito que Óscar Cardozo terá sido vítima de uma comparação tremendamente injusta faze a Falcao, jogador com características completamente diferentes, e que muitos benfiquistas lamentam não ter vindo um dia para a Luz. Não veio, mostrou as suas qualidades noutro lado, e Tacuara não tem culpa nenhuma disso. Assobiar Cardozo porque Falcao escapou para o rival está para lá de qualquer razoabilidade, mas creio ser precisamente isso que, por vezes, passa pela cabeça da minoria a que me refiro. O que é certo é que se o colombiano vale quarenta milhões, o paraguaio (já descontada a diferença de idade) valerá certamente bem mais do que vinte. Num caso ou noutro falamos de grandes avançados, de grandes goleadores. Encontrá-los no mercado não é fácil, como soubemos no passado, e voltaremos a lembrar no dia em que Tacuara tiver de partir.

Ao longo dos tempos, nem sempre as bancadas da Luz - tradicionalmente mais sensíveis ao estilo, mesmo que inconsequentemente, e menos dadas às cruezas e friezas da eficácia - souberam valorizar avançados que hoje simbolizam décadas inteiras do nosso eloquente património histórico. José Torres ou Nené são apenas dois exemplos daqueles que, por mais golos que marcassem, por mais vitórias que nos dessem, raramente conseguiam cativar unanimidades. Hoje são dois nomes de dimensão absolutamente monstruosa nos registos do passado benfiquista. Os tempos são outros, mas Óscar Cardozo, sujando ou não os calções, é o que temos de mais parecido com essas tão gratas individualidades, como mesmo quem agora o assobia irá um dia, saudosamente, ter de reconhecer."


Luís Fialho, in O Benfica

Basket

Os treinos da nossa equipa de Basket já começaram, as contratações já estão disponíveis, e hoje com o último jogo no EuroBasket o Minhava e o Elvis, depois de umas mini-férias merecidas, também se vão apresentar...
Numa avaliação superficial, acho que o plantel está mais forte, só o base Americano é 'desconhecido', os outros conhecem o Basket português, apesar de alguma veterania, parece que a equipa estará forte...

As lesões têm afectado demasiadas vezes esta Secção, é importante prevenir e avaliar as condições dos atletas: o Heshimu sofreu bastante no final da época anterior, creio que com hérnias, algo que com certeza não desapareceu... o Carreira foi operado no início da época passada, creio que lhe foi retirado um tumor, se a doença parece ter 'desaparecido', o facto, é que o Diogo nunca conseguiu atingir os níveis habituais... o Sérgio também me pareceu limitado nos Play-off's... o Barroso apesar da idade precoce está a fazer tratamento a uma pubalgia... o Betinho falhou EuroBasket devido a lesão...

A escolha do Carlos Lisboa para treinador principal é um risco. No mercado Português não há muitas opções, mas temos que admitir que o passado do Lisboa como treinador não é igual ao seu passado como jogador. A acumulação de funções (treinador e director das modalidades), é igualmente discutível, creio que o Goran Nogic será efectivamente o treinador de campo, e o Carlos terá uma função de 'manager', à Inglesa, mas espero que as outras secções não sejam descuidadas...

A não renovação com o António Tavares também é muito discutível. É verdade que o nosso antigo capitão nas últimas épocas perdeu predominância, mas sempre que era chamado respondia com pontos. Por outro lado a sua saída abriu portas à entrada do Tomás Barroso, um produto da nossa formação, que a época passada terá sido a grande revelação da Liga. No pouco que vi do EuroBasket o Tavares terá sido o nosso melhor jogador ofensivamente, com muita vontade em mostrar serviço, após muitos anos afastado da Selecção por opção dos vários seleccionadores, mesmo quando 'carregava' sozinho a equipa do Benfica às 'costas'!!! As despedidas nunca são fáceis, e esta também não será...

Creio que este ano não vamos participar no EuroChallenge, por um lado é pena, porque o ano passado ficou provado que podemos ter sucesso nessa competição, mas o desgaste dessa competição, com a FPB/Liga a fazer tudo para prejudicar o Benfica, e com o nosso principal adversário interno a optar por não jogar as competições europeias, se calhar a melhor opção para o Benfica, é mesmo abdicar da Europa, para evitar um desgaste físico inevitável...!!!

Portugal terminou hoje a sua participação no Europeu, pessoalmente, e apesar das derrotas, acho que a qualificação para o EuroBasket já foi meritória, o grupo era dificílimo, é verdade que podíamos ter ganho à Polónia e à Grã-Bretanha, mas foram cometidos erros que só podem ser corrigidos com uma participação mais regular em competições deste nível. Curiosamente a equipa acabou por jogar melhor com os adversários mais poderosos. O Elvis esteve quase sempre bem, no seu estilo, com alguma ingenuidade, mas deu tudo... O Minhava esteve quase sempre trapalhão a organizar, e pouco atrevido no lançamento exterior, exagerando nas entradas para o cesto...

Bases: Minhava, Carreira, Barroso, Reed, Scott

Extremos: Sérgio, Heshimu, Betinho, Doliboa, Monteiro, Ferreirinho

Postes: Elvis, Gentry

Sem mais palavras...

domingo, 4 de setembro de 2011

Oportunidade?

"A nova temporada trouxe, desde logo, densa polémica em torno da arbitragem.

No ano passado foi o Benfica a vítima do Sistema - que pretendeu decapitar a equipa, então considerada como a principal favorita à conquista do título. Este ano, um renovado Sporting, carregado de aquisições e de esperança, parece ter sido alvo de idêntica estratégica. O ponto em comum é fácil de identificar, e reside naqueles que, sempre que necessário, podem contar com a mão amiga dos seus heróis de estimação.

Como qualquer benfiquista, não gosto do Sporting. Mas, competições à parte, independentemente de uma ou outra declaração inflamada, de um ou outro comportamento condenável dos seus adeptos, reconheço que o nosso vizinho e rival constitui, juntamente com o Benfica, o duo dos maiores clubes portugueses daquilo a que eu chamaria o arco da responsabilidade.

Nos últimos anos, tolhidos por uma rivalidade cega e doentia, por um sentimento de inveja e de ciúme para com o nosso crescimento, e para com a nossa clara superioridade dentro do campo, a postura institucional dos 'leões' foi equívoca, inviabilizando, em momentos históricos determinados, que o Futebol português fosse definitivamente libertado das amarras que ainda o envolvem. Com novos dirigentes empossados, a esperança numa plataforma de entendimento e compreensão comum ganhou novos argumentos, e creio que esta pode ser a altura certa para encetar esse caminho. Até porque o Benfica não pode, nem deve, esquecer o que lhe sucedeu no ano passado, por esta mesma altura.

O combate pela verdade, que o Benfica assumiu sozinho, está muito longe do seu epílogo, e carece de apoios. Será que se pode confiar neste Sporting para, por fim, assumir as suas responsabilidades, deixar de assobiar para o lado, evitar gritos estéreis, e caminhar lado a lado connosco (e com quem mais se queira juntar) nesta difícil luta? Creio que beneficiariam ambos com isso, pois, com resultados decididos apenas pelos jogadores, tanto o Benfica, como o Sporting, ganhariam mais vezes."


Luís Fialho, in O Benfica

O apito negro

"A crise aberta com a recusa do árbitro João Ferreira em arbitrar o jogo Beira-Mar - Sporting está muito longe de estar encerrada. Costuma ser assim com as grandes crises: põem a descoberto as questões de fundo e vão-se agudizando por etapas sucessivas, nalguns casos até à ruptura final.

O que aconteceu com este jogo foi grave e inusitado, mas veio mostrar até que ponto existe uma solidariedade corporativa entre os profissionais do sector, que se mantiveram unidos e deixaram o problema sem solução até ao último momento.

Não é fácil ser árbitro em Portugal, já que se trata de uma actividade sujeita a uma permanente suspeição e a um escrutínio que causa profundo desgaste a quem se expõe todas as semanas nos relvados.

Neste aspecto, os árbitros são muitas vezes comparáveis aos políticos, sujeitos à mesma pressão e desgaste. E que ninguém duvide que a maioria é gente séria e competente. Os árbitros debatem-se com problemas de diversa índole. Um deles é o aumento constante da exposição mediática e a polarização de conflitos de maior amplitude que muitas vezes encontram a válvula de escape no Futebol. Outro problema é o facto de o espectador em casa ter hoje muito melhores condições técnicas para ajuizar do que o próprio árbitro. Quando ele erra, por distracção, negligência ou dolo, já o mal está feito e tornou-se irreparável. Por outro lado, as bancadas estão repletas de árbitros e treinadores informais que vêem e julgam muito mais com os olhos do coração do que com os da razão. Nessa medida, cada jogo tende a ser um barril de pólvora à espera do rastilho que o active.

Num futuro próximo terá de se reequacionar a forma como os árbitros julgam, dotando-os, eventualmente, de meios tecnológicos que os tornem menos falíveis, vulneráveis e, em alguns casos, aliciáveis. Para já, a crise está para durar, de tal modo que se pode mesmo falar da existência de uma espécie de 'apito negro', roufenho, quase inaudível e muito pouco digno de respeito."


José Jorge Letria, in O Benfica

El Rei D. Sebastião

"Quero falar do projecto de taxas a aplicar aos ricos, do Barcelona/Porto, da greve dos jogadores em Espanha, do descalabro do Arsenal e dos seis golos sem culpa que Roberto sofreu, mas não dá, não há como. Por muito que me apeteça é-me impossível fugir ao assunto Nacional/Sport Lisboa e Benfica. É demasiado importante para ser deixado para a semana seguinte. De arranque sugiro que façamos um teste fácil:

1) Em que Estádio o nevoeiro nocturno marca presença regular a ponto de ser impossível ver jogadores, árbitros e linhas do relvado?

2) Qual o campo, qual é ele, onde as partidas foram interrompidas por causa do nevoeiro, desde que há primeira Liga?

3) Qual o encontro da época anterior em que o SLB foi mais prejudicado pela arbitragem?

4) A que equipa pertence Filipe Lopes, que nesta última jornada deveria ter sido expulso (três faltas para vermelho directo) e castigado com pelo menos cinco jogos de suspensão?

5) Qual o emblema que representam os atletas que viram Bruno César fugir que nem um foguete até marcar um belíssimo golo na passada Segunda-feira?

Sim, nas respostas o denominador comum é o Nacional da Madeira. Todavia, independentemente dos erros de Artur Soares Dias e da excelente prestação do Benfica, o que me chama aqui é o disparate que se repete ano após ano, a irresponsabilidade de realizar à noite os jogos da Primeira Divisão na Choupana. O telespectador não vê, o espectador pagante que está na bancada não vê, os jogadores talvez vejam alguma coisa, mas o assinante da televisão não vê nada, convenhamos. Ninguém 'vê um Boi à frente do nariz'. Se não mudarem de Estádio então mudem a hora do jogo! Se a decisão é da Liga então a Liga que decrete a alteração no horário. Se a decisão é da televisão que paga a transmissão, então que se mude o encontro para os Barreiros. Não vale a pena pensar de forma gananciosa porque, tal como está, toda a gente perde. Será que ainda há gente a acreditar no regresso de D. Sebastião?"


Ricardo Palacin, in O Benfica

O novo-rico

"Vivemos tempos complicados para a DESEJADA ramificação dos valores de cidadania, da humanidade e da vivência em sociedade.

Com a massificação dos direitos à educação, à cultura, à saúde, ao trabalho e ao salário, o Homem foi mandando às urtigas certos princípios como a solidariedade, o bem-estar comum, a consciência de grupo e até mesmo de família.

É verdade. A facilidade com que o dinheiro foi entrando nas nossas vidas, às vezes de forma tão absolutamente lotérica ou ilícita -, ora em função das benesses de carácter social criadas pelos estados ditos desenvolvidos, pelo aproveitamento das brancas da lei geral e dos compadrios governamentais -, alterou a postura do homem no planeta e na vida.

Fenómenos como as riquezas súbitas, bem ou mal explicadas, provocaram uma espécie de mutação, digamos, genética, que atirou para as ruas gente de bolso farto e cabeça curta. Era pois inevitável que o mundo passasse a ter que contar com esse espírito novo-rico que tudo arrasta à sua passagem, na ilusão de que o poder material é inesgotável e justifica a agressão. Assim se compreende o significado da inflação. A inflação resulta precisamente desse novo-riquismo que consome e exige, não tanto o melhor, o que até seria compreensível, mas apenas o mais caro, o mais estrondoso nos números e nas fotografias.

O novo-rico está agora em todo lado, aqui e ali com comportamentos de pato-bravo, e não se queixa da alta dos impostos ou da qualidade de vida dos que o rodeiam. O novo-rico, no seu grau mais elevado, conseguiu atingir estado do offshore, do vidro escuro no jipe, da mesa reservada no restaurante, do beija-mão do político carente de votos, e, como não é burro, foi fazendo uma selecção de coisas que lhe dão prazer (e fortuna) e afastou as outras que são uma chatice e por vezes cheiram a suor. O novo-rico está, de facto, hoje em quase todo o lado, até na Selecção Nacional."


Paulo Montes, in A Bola

Nelson Évora em 5º no Campeonato do Mundo



Excelente resultado, 17,34 m, o melhor da época, o melhor após a prata do Mundial de 2009, depois do calvário das lesões, este resultado, confirma o regresso do Nelson aos grandes momentos... O início de época foi cuidadoso, com medo de uma 'recaída', só poucos dias antes do Mundial o Nelson ultrapassou os 17 metros, na próxima época, começando logo com confiança, fazendo consistentemente marcas nos 17 metros, quando chegarem os Jogos Olímpicos será possível lutar pelas medalhas, nos 17 metros 'altos', ou até nos 18 metros!!!

Hoje com os dois Americanos a baterem os seus recordes pessoais (o Claye fez dois nulos nos dois primeiros saltos, esteve praticamente a ser 'eliminado' dos últimos 3 saltos!!!), o Idowu a fazer o melhor da época, era impossível chegar ao pódio, mesmo assim, talvez com algum cansaço, o Nelson hoje só saltou acima dos 17 metros no primeiro salto, seria de esperar que fizesse outros saltos do mesmo nível, mas isso não aconteceu... mas para o ano a história será diferente. Recordo que provavelmente o maior adversário do Nelson em Londres vai ser o Tamgho, que faltou a estes Mundiais por lesão.


O Yazaldes Nascimento e o Ricardo Monteiro fizeram parte da Selecção Nacional nos 4x100 m. Falharam o apuramento para a final, após o Yazaldes ter sido tocado por um Brasileiro!!! Sendo a equipa do Brasil desclassificada, o estranho para mim é a equipa Portuguesa não ter sido 'repescada' para a final, já que acabou por ser prejudicada. Já na final dos 110m barreiras, o Chinês, foi tocado pelo Cubano, o Cubano foi desclassificado, mas o Chinês que provavelmente iria ganhar a corrida sem o toque, ficou com a prata!!!

Foi pena o Yazaldes não ter conseguido participar a nível individual nos 100m, recordo que ele conseguiu os mínimos, mas o vento anulou a marca...


A participação Portuguesa mesmo sem medalhas, foi uma das melhores de sempre, os Benfiquistas tiveram todos muito bem: 5º Nelson, 6º Fortes, 9º Marisa, 10ª Chuva...


Uma nota para horrível transmissão televisiva, uma realização absurda, e mesmo a nível da organização das provas houve falhas... Sendo que a discussão sobre as falsas partidas 'abafou' todos os outros problemas... pessoalmente defendo que a alteração à regra das falsas partidas, foi feita exclusivamente para não atrasar os directos televisivos, não houve nenhum critério desportivo envolvido, por isso acho absurdo a desclassificação do Bolt, e dos outros!!! A regra que permite uma falsa partida, e à 'segunda' (independentemente do atleta) dá a eliminação, é um mal menor, espero que nos Jogos Olímpicos de Londres não tenhamos 'novelas' destas...

sábado, 3 de setembro de 2011

Primeiro (Caneco), de muitos...!!!

Benfica 3 - 2 Sporting


Finalmente!!! Após de uma inacreditável série de derrotas com os Submissos, hoje conseguimos 'matar o borrego', e não foi nada fácil... bolas aos postes, dois 'chouriços' gigantes (os dois golos Lagartos) e uma equipa de arbitragem que desconhece as regras (quando se dá a lei da vantagem, na próxima paragem a falta tem que ser contabilizada!!!)...

Grande estreia do Marcão (com ou sem golo!!!), muita garra, e um Diece imparável... não gostei dos ataques demasiados rápidos do Benfica, com pouca paciência, que terminavam em remates de longe (creio que foi estratégia para não perder a bola, e permitir contra-ataques, mas mesmo assim, o Benfica é capaz de melhor)...

O mal-educado treinador Lagarto no final do jogo 'calou' e 'engoliu', mas na antevisão do jogo veio exigir respeito!!! Até parece que o facto do Benfica ambicionar a vitória antes do jogo, é desrespeitoso!!! Hilariante, vindo quem vêm...!!! Obrigado ao Lagarto-mor pela sua presença no Pavilhão, assim sabe melhor!!!


O César Paulo hoje não jogou devido a lesão, o Dentinho também não foi utilizado (ainda em fase de adaptação ou lesão?), e o Joel jogou bastante condicionado. Um dos grande problemas do Benfica o ano passado foi a concretização, o Joel mesmo ao 'pé coxinho' marcou quase metade dos golos da equipa. Por tudo isto, é muito preocupante o arrastar dos problemas fisícos do Joel, creio que a lesão é uma pubalgia, de tratamento muito difícil, pode inclusive impedir por tempo indeterminado o regresso do Joel ao seu nível 'normal'!!! É importante 'definir' este problema rapidamente, o Benfica não pode continuar navegar ao sabor das lesões. No Futsal as grandes decisões acontecem só no final da época, portanto existe tempo, é obrigatório o Benfica ter todos os seus jogadores no máximo das suas capacidades no Play-off...




PS: Aquilo que hoje se passou no Seixal foi escabroso!!! Num jogo de Juniores um aspirante a Olarápio, não marcou 3 penalty's a favor do Benfica, pelo menos dois fora-de-jogos 'criminosos', mas mais importante permitiu actos de violência repetida por parte dos jogadores do Sporting!!! Isto com o 'banco' Lagarto muitas vezes dentro do campo, deviam estar a 'pastar'... Não vi o jogo todo, 'saltei' com o Futsal, mas quando descobri que o 'senhor' Sá Pinto estava no banco Lagarto as coisas começaram a fazer sentido!!! Inacreditável a série de 3 faltas consecutivas, junto da área do Benfica, que deu a vitória às Osgas, parecia que o jogo só terminaria quando a bola entrasse na baliza...!!! Não se esqueçam do nome do animal: Rui Rodrigues!!! Dentro de pouco tempo vai estar na primeira categoria, com o apito na boca!!!

Grande exibição!

"1. Grande exibição na Liga dos Campeões. Só faltaram os golos na 1.ª parte. Ao intervalo, os jogadores não devem ter ido a Jesus (que nada tinha para lhes dizer, tão perfeita estava a ser a exibição), mas foram, certamente, à 'bruxa'. E os golos apareceram, finalmente. Há que continuar assim...

2. Na véspera do jogo com o Barcelona, o presidente do FC Porto veio criticar os elementos do Benfica e do Sporting (curiosamente não citou os do seu clube...) que comparecem nos programas televisivos, apelidando-os de 'incendiários', que criam 'um clima insustentável aos próprios árbitros', que segundo ele, Pinto da Costa, 'têm sido uns heróis'. Não há dúvida: ele não tem ponta de moral para falar em árbitros, mas continua a ser muito amigo de alguns...

3. Há quem tenha ficado muito ofendido com a 'greve' dos árbitros aos jogos do Sporting e tenha vindo a público acusá-los de não terem tomado qualquer posição face às críticas que receberam noutras alturas. E citaram as críticas que o Benfica fez à arbitragem na fase inicial do Campeonato de há um ano (críticas, aliás, justas mas que terão pecado por terem sido mal dirigidas). Acontece que o grave (quanto a mim) não são as críticas pós-jogos (que o Sporting fez, e bem, face à arbitragem de Carlos Xistra) mas as pressões pré-jogos (que o Sporting fez, e mal, relativamente ao árbitro João Ferreira, directamente e/ou através de jornalistas amigos). E foram essa que os clubes, em Assembleia da Liga, pretenderam castigar. E que o Sporting, que votou a favor, rapidamente esqueceu...

4. O presidente da UEFA, Michel Platini, comparou, em entrevista a 'O Jogo', o FC Porto ao Fenerbahce, que acaba de ser afastado da Liga Europa por manipulação de resultados no campeonato turco. Logo se levantou por cá um coro de protestos. Ter-se-ão esquecido do que fizeram os responsáveis do clube ao longo de anos e anos? Esqueceram-se que o FC Porto só não foi afastado das competições europeias porque os regulamentos são posteriores aos actos provados? Platini não o esquece... e bem!

5. Força Ricardo Gomes, inesquecível defesa que luta contra a morte, no Brasil!"


Arons de Carvalho, in O Benfica

O desertor

"A Federação Portuguesa de Futebol não é um quartel. Felizmente. É por isso que o rancho dos jogadores da Selecção Nacional é melhorado, que as casernas têm vista para o mar, a alvorada é tão tardia e a formatura só acontece nos dias de jogos para ouvir e cantar (aqueles que sabem a letra) A Portuguesa.

Se a Federação fosse um quartel, o dr. Madaíl teria de aparecer mais vezes na parada. Ao menos, para receber e retribuir continência, antes de se fazer recolher ao escritório para a contagem de espingardas para as próximas eleições nacionais.

Não sendo a FPF um quartel, apesar do batalhão de gente que carrega, nunca o futebol, de todo, deverá ser uma guerra. É verdade que há muitas minas e armadilhas, golos feitos de tiros à queima roupa, petardos e bombas, conquistas e glórias nacionais e isso, julgo eu, vai confundido muita gente, desde a que de futebol muito fala e nada entende, até, mesmo, a gente que vive no meio e que de tão rodeada de árvores, nem se apercebe da floresta.

Estou em crer que foi o que sucedeu a Paulo Bento, quando não encontrou melhor forma de classificar o acto - reprovável, é certo - de Ricardo Carvalho, considerando-o um desertor.

Bento sempre poderá dizer que as suas palavras levavam aspas, ou películas, como se vai por aí ouvindo dizer no nacional facilitismo, e que não deviam ser entendidas à letra. Não se sabe o que verdadeiramente ia na cabeça do homem que dirige, tecnicamente, a Selecção Nacional de futebol, mas não me custa admitir que tenha assumido, à sua maneira directa e frontal, a natureza de uma relação entre o tempo de guerra do país e o tempo de um jogo de futebol importante para o país. E, se assim foi, há que dizê-lo com toda a naturalidade, Paulo Bento foi excessivo. Além de cruel.

Até porque nos parece muito difícil de entender que Ricardo Carvalho tenha, assim, ensandecido sem aviso prévio. É muito provável que o homem, no crepúsculo da sua vida profissional, tivesse precisado de alguém com mais sensibilidade do que Paulo Bento, com tempo e paciência para lhe ouvir tristezas e amarguras. Nestas ocasiões, é certo e sabido que nem sempre o treinador, que tem de decidir -como dizia o Carlos Pinhão - com um coração cheio de pêlos, é a melhor criatura para percrustar os insondáveis e complexos segredos da alma que se sentem injustiçados.

O comportamento de Ricardo Carvalho não merece desculpa à luz da rigidez de uma disciplina de caserna, a mesma que atribui a um acto de criticável irresponsabilidade a qualificação de deserção. Não me parece menos excessivo do que o próprio acto do prevaricador e é bom que as pessoas, estejam no futebol ou na ONU, se habituem à importância que deve ser dada à porporcionalidade.

O comportamento de Ricardo Carvalho foi, concerteza, inaceitável e merece óbvia punição, mas com todo o respeito que tenho por Paulo Bento, a verdade é que não compete as seleccionador nacional, nem a acusação, nem a sentença. Se a Federação Portuguesa de Futebol não fosse o que, de facto, é, ou não fosse aquilo em que se transformou - uma corporação indigente - já teria, como devia, tomado em mãos as rédeas do cavalo que só o seleccionar fez questão de montar.

É preciso saber mais. Os actos e as consequências são do domínio público, mas não se conhecem as causas. Será pedir de mais que se abra um inquérito, se oiçam quem se deve ouvir e se chegue a conclusões? Admito que sim. Em Portugal, é pedir de mais."


Vítor Serpa, in A Bola

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ninguém escreve ao tenente-coronel

"O tenente-coronel levou a mal. O tenente-coronel amuou. O tenente-coronel não apitou. O tenente-coronel não admite que questionem a sua competência. O tenente-coronel é, no entanto, um incompetente. O tenente-coronel é um militar que não quer saber das hierarquias. Para o tenente-coronel não há coronéis nem generais. Há ele e a sua petulância. O tenente-coronel não é um militar culto porque, como dizia o coronel Aventino Teixeira, militar culto só se for autodidacta. Por seu lado, o holandês-devorador-de-camarão-de-Espinho não gostou, ao que fazem crer certos repórteres de trazer por casa, das marisqueiras de Monte Carlo. D. Palhaço não teve desta vez influência suficiente para o arrastar para um repasto de lagosta, e o holandês-degustador-de-percebes-das-Berlengas também não apitou. Isto é, não apitou ao gosto dos habitantes desse país infecto e infectado chamado Palhaçaria, no qual vigora a lei de Oeste de Pecos e onde tudo vale menos praticar honestidade.

Aceitemos: foi uma semana de gargalhadas. Até D. Palhaço conseguiu ter graça no seu discurso arrastado e meio aéreo, tão próprio de quem tem assistido, de há muitos anos a esta parte, à invasão das circunvoluções do cérebro por uma numerosa comunidade de fungos. Que ele se tivesse posto na formatura de lado a lado com o tenente-coronel, não é de estranhar. Que o tenente-coronel estivesse de cócoras, também já é hábito. Quanto ao holandês-mastigador-de-ameijoa-da-Culatra, não faltará a oportunidade de apaziguar a situação. Dentro em pouco tempo será de novo encontrado numa marisqueira de Matosinhos a arrotar a navalheira e em estúpida galhofa com os empregados de D. Palhaço, achincalhando o infeliz esforço de uns espanhóis de segunda. E ninguém passará mais cartão ao tenente-coronel."


Afonso de Melo, in O Benfica

Desabafos...

-Creio que na Selecção do Chipre a Postiga, a Micaela, a Velosa e muito provavelmente o Patrício, não têm lugar no '11' titular, nem no banco...!!!

-Creio que já podemos começar a falar de um processo de Sportinguização da Selecção!!!


Pronto, foram só dois desabafos...

Benfica mais equilibrado

"O FC Porto não conseguiu vender o Álvaro Pereira, nem o Rolando, nem o Fernando, nem o Guarin, mas conseguiu vender o Hélder Postiga. Isto é uma excelente gestão.

Bem sei que o FC Porto não comprou nem o Leandro Damião, nem o Lukaku, nem o Pavlyuchenko, nem o Bendtner, mas comprou o Thibaut Vion de 17 anos.

No Sporting que esperava pelo Leão da Estrela teve que ficar pelo Grande Elias que me parece ser uma boa contratação.

No Benfica gostei muito de ver o Urreta a rodar em Guimarães, porque sempre o considerei um óptimo jogador. Agora ao serviço dum treinador como o Rui Vitória, poderá definitivamente afirmar-se.

Ainda não perdi a esperança de ver Urreta a jogar no Benfica, mas este ano estavam apertadas as escolhas e mesmo para a lista da Liga dos Campeões já houve escolhas difíceis de fazer, tal era o cardápio para decidir.

Neste final de mercado suspirei de alívio ao ver Luisão ficar.

Agora, até os últimos dias de inscrições são excitantes.

Da neblina da Madeira pude vislumbrar o Benfica mais consistente no meio-campo, mais equilibrado a defender e atacar. Muito bem Jesus com a substituição de Nolito por Bruno César, que permitiu dominar toda a segunda parte.

Fica o azedume de pensar que esta equipa não tinha deixado pontos em Barcelos.

Este fim-de-semana vi o Manchester City golear o Tottenham, vi o Manchester United atropelar o Arsenal, vi o Real Madrid cilindrar o Saragoça e o Barcelona brincar com o Villareal e percebi uma vez mais que a Liga dos Campeões para o Benfica e FC Porto tem como limite a realidade. Muito já fazem as equipas portuguesas, pedir o impossível não é lógico e não é sensato. Embora a sensatez vá rareando no futebol como se viu pela atitude do Ricardo Carvalho esta semana.

Como é que um profissional daquela categoria e maturidade faz uma coisa destas? Isto não lembra ao cipriota."


Sílvio Cervan, in A Bola

Ricardo Gomes

"A notícia surgiu e, mais uma vez como em tantas outras ocasiões, obrigou-nos a reflectir. Ricardo Gomes apanhado à traição por um avc corria risco de vida.

No sítio do Benfica na internet (www.slbenfica.pt) surgiu o comunicado que fazia eco dos desejos de todos os benfiquistas. Nesse comunicado, Ricardo era considerado o “nosso” Ricardo. O que leva um futebolista a ser identificado com o sentir colectivo de milhões de adeptos do nosso Benfica? O que leva a que um futebolista, tanto tempo após ter terminado o seu percurso profissional no clube, possa ser considerado um dos nossos? Que relação emocional é esta com os adeptos de um clube (e com o clube) que ultrapassa contratos, cláusulas, adendas e outras minudências que transformam a paixão em razão?

Após os tempos de Humberto Coelho, Ricardo foi o melhor defesa-central que vi no Benfica. Jogava de cabeça levantada, comandava toda a defesa e liderava toda a equipa. Parecia jogar de smoking, tal era a classe do seu futebol. Impunha-se com a serenidade de quem sabe melhor do que os outros qual a melhor forma de ser eficaz. Vi-o como capitão de equipa do Benfica. Foi, salvo erro, o primeiro capitão de equipa do nosso clube que não tinha a nacionalidade portuguesa. Pela sua dimensão, essa “heresia” foi por todos encarada como uma virtude canónica. O Ricardo ultrapassava essa questão de ser português ou não. Para nós, o Ricardo era de nacionalidade benfiquista… mesmo quando envergava a braçadeira de capitão da canarinha.

Nos anos em que o vi com a camisola do Benfica senti (sentimos) que a sua presença ultrapassava o tempo do ‘agora’. O Ricardo é um dos nossos, essencialmente porque se distinguiu no Benfica como um grande Homem antes de ser um grande futebolista."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Acelerações

"O mais certo é eu já estar atacado pela decadência comparativa que traz a Idade da Nostalgia – “nada é tão bom como já foi, nada é tão mau como agora” vale como livro de normas – ou já começar a registar deficiências no “disco rígido”. A verdade é esta: o princípio de temporada futebolística que estamos a viver não terá efetivas novidades no cardápio que nos tem sido servido. Mas que elas se sentem de uma forma muito mais rápida, bastando lembrar que só hoje agosto apresenta as suas despedidas, e incomparavelmente mais intenso.

Ora vejamos: já tivemos a nossa chicotadazita em equipa de topo, depois de o Vitória de Guimarães ter jogado e perdido uma partida de campeonato (frente ao todo-poderoso FC Porto e graças a um golo de penálti que pode vir a entrar na lista das atenções a retribuir pelos do Dragão) e ter sido eliminado com uma dupla derrota no playoff da Liga Europa (diante de um Atlético Madrid que não deixaria de fazer miséria com a esmagadora maioria das equipas nacionais). Para mais não teve tempo Manuel Machado, a quem a competência provada em várias frentes no país continua a não chegar para fazer milagres na sua terra e no seu clube. Para não variar, os emissários do Vitória definiram Paços de Ferreira como horizonte e, agora, abrem uma oportunidade mata-mata a um treinador (de que gosto muitíssimo mas) que talvez precisasse de mais uma ou duas épocas de maturação. Só que agora já não há tempo.

Antes de estar concluída a 3.ª jornada, também já atravessámos a habitual escandaleira montada em torno da arbitragem e, evitando ingenuidades, também aproveitada por ela. As novidades? Um dirigente de um grande clube a dizer abertamente que o Sporting só não reagiu diante da arbitragem de Aveiro (jogo com o Beira-Mar, 0-0) por se tratar de um árbitro menor; um presidente que prosseguiu a “época de caça”, descobrindo em Pedro Proença o culpado pela derrota com o Marítimo (2-3); enfim, um treinador que continua a dar lições de lucidez (mas vai resistir até quando?) ao afirmar que, perante exibições como aquela que a sua equipa assinou, nem vale a pena falar de arbitragens…

O drama das transferências de última hora, que podem resolver as finanças mas destroçar uma época desportiva, também está a ser vivido com tensão invulgar, em especial para os lados do Porto. Afinal, o clube onde todos se sentiam bem e em casa também deixa transparecer muitos candidatos à mudança. Até ao fim do dia de hoje se verá quantas mazelas terá o clube que reparar para prosseguir o “destino”. Com uma certeza: mesmo sem o saber, Jorge Nuno Pinto da Costa já tinha uma solução para cada uma das questões. É coisa que só acontece aos génios, aos adivinhos e aos fala-barato."


Marco Fortes em 6º no Campeonato do Mundo

Histórico, grande resultado, grande Marco... 20,83 m ao 4º lançamento, a consistência com que o Marco tem evoluído dá uma enorme confiança para o futuro, ele não está a fazer grandes marcas 'isoladas', quase sem querer, o Marco está em todas as competições a aproximar-se do seu melhor (e de vez enquanto a melhorar)... Hoje no Mundial ficou a 6 cm do seu recorde nacional, com todos os melhores do Mundo presentes, o Marco foi o 6º a nível Mundial e o 3º Europeu, houve alguns Campeões que tiveram um dia mau (Polaco e um Alemão), algo que pode acontecer a todos, mas o Marco merecia um resultado destes... Tem sido um caminho nada fácil, aqueles que ajudaram à perversa e estúpida festa de humilhação, à 3 anos, deviam estar a engolir a seco, mas a memória é curta... a histeria com que os treinadores de bancada (em qualquer modalidade), discutem um suposto mau resultado em Portugal, dá vontade em 'partir' para a violência, mas hoje o Marco respondeu com garra e classe (nas declarações)...

Marcos Chuva em 10ª no Campeonato do Mundo

8,05 foi a marca, logo no primeiro salto. Na primeira grande competição internacional ao mais alto nível do Marcos, a presença na final já foi um resultado excepcional. A consistência como está a saltar acima dos 8 metros é um excelente sinal...
Nos 6 saltos que fez neste Mundial, 3 foram nulos, algo que deve melhorar, a única pontinha de frustração que ficou, foi saber que o medalhado de prata 'só' saltou 8,33 m!!! 1 cm a menos que a recente melhor marca do Marcos. Neste momento no salto em comprimento parece não haver nenhum 'super-homem', as marcas são todas muito próximas, se o Marcos continuar a evoluir a este ritmo, para o ano, nos Jogos em Londres, pode ser que tenhamos uma surpresa muito agradável...!!!

Nelson Évora na final

O Nelson está definitivamente de volta!!! 17,20 m foi a marca à segunda da tentativa, já no primeiro salto só uma chamada fora da 'tábua' não deu logo a qualificação imediata (acima dos 17,10 m).

O Nelson foi hoje, 2º nesta qualificação, é natural pensarmos que a medalha está à porta, mas o equilíbrio é grande, as diferenças são muito pequenas, se ninguém conseguir um salto nos 17 metros 'altos' na final (além do Nelson, o maluco do Idowu pode o fazer, a qualquer momento...), vai ser uma prova bastante emotiva com muitas mudanças na classificação, portanto o objectivo é ficar nos oito primeiros, depois logo se vê...

PS: Não sei se repararam, mas o Benfica conseguiu colocar 3 atletas nas finais de três concursos diferentes: salto em comprimento, triplo salto e lançamento do peso. Estamos a uma um ano dos Jogos Olímpicos, imaginem estes resultados repetirem-se?!!! Será histórico... e diga-se que é algo bastante provável...

Rumo...

Axel

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Objectivamente (heróis)

"Decidamente, na semana em que o Ministro e Secretário de Estado do Desporto reúnem com as estruturas dirigentes do Futebol para, além de outras coisas, profissionalizarem a arbitragem, fez-me espécie não ter sido ouvido o 'assumido' presidente do 'Sindicato dos árbitros', Pinto da Costa, depois de ter vindo em defesa da Corporação no caso que envolveu o Sporting e o Conselho de Vítor Pereira.

'Os árbitros são uns heróis', gritou a plenos pulmões, o homem que mais sabe da matéria em todo o Mundo! Ele lá saberá porquê!... Heróis? Claro, que são heróis! Não é fácil ouvir críticas cobre tantos e tantos erros cometidos sempre a favor do mesmo! Também acho. É preciso ter estômago para ouvir durante trinta anos as mesmas críticas - ainda para mais bem justificadas - encaixa-las e... não mudar rigorosamente nada! Eu volto a insistir que sou daqueles que não acredito em mudanças para melhor! Há quem diga que depois do 'Apito Dourado' alguma coisa mudou! Para mim mudou sim, mas para pior! É que agora fazem-nas mais sofisticadas e com a justificação de que têm medo de voltar a ser apanhados! Vê-se... continuam sem vergonha nenhuma!

O Campeonato (ou Liga se quiserem) vai com três jornadas e o mesmo de sempre beneficia descaradamente de erros de arbitragem que já lhe deram, pelo menos, quatro pontos em relação aos seus adversários directos.

É bom que se tomem medidas sérias e castigos duríssimos para os árbitros que errem. De nada adianta profissionalizá-los! Se eles agora ainda têm outra actividade de onde extraem dividendos para não dependerem única e exclusivamente da arbitragem, o que será quando dependerem apenas de quem lhes dá as classificações, as insígnias da FIFA e da UEFA e as observações positivas das 'borradas' que tantas vezes fazem?

Está-se mesmo a ver a quem é que eles querem agradar todos os fins-de-semana! Não sei mesmo se isto tem remédio!!!"


João Diogo, in O Benfica

Artur

Motivos de interesse, de satisfação e de alívio

"Platini também pensa que os árbitros são heróis e só assim se justifica que a UEFA tenha mandado para o jogo do Mónaco o holandês da Marisqueira de Matosinhos



O Benfica está a fazer este ano um arranque de época bem melhor do que o do ano passado, mas também não era preciso muito para fazer melhor de que dez em 2010/2011, quando ia a época mais ou menos por esta altura.
Os benfiquistas andam mais satisfeitos, nota-se. Basta ouvi-los falar...
-Gostaste do Nolito?
-Não vi. É muito pequenino e estava muito nevoeiro.
-O Gaitán anda desconcentrado.
-É desde que está a ser observado pelo Manchester United.
-Ah, pois. Pode ser que se concentre em grande no jogo com o Manchester, na Luz.
-Vais?
-Vou.
-O Bruno César tem pinta, não tem?
-Tem, pois. Até faz lembrar o nosso grande Isaías...
-Parecia um jogador de râguebi a correr setenta metros com a bola.
-Com o melão, queres tu dizer.
-Com o melão sei quem ficou...
-Incrível como o Bruno César não foi parar ao Porto.
-Agora andam atrás do Funes Mori.
-O Freud explica.
-Viste a agressão ao Witsel?
-O árbitro foi um herói.
-O nosso Jesus está muito sereno.
-Está, está, está.
-O Domingos é que parece tristonho.
-Não está a conseguir pôr o Sporting a jogar à bola como fez com o Braga.
-Porque no Sporting, ao contrário do que aconteceu em Braga, não esteve lá o Jorge Jesus durante dois anos a fazer-lhe a papinha toda.
-Está bem visto!
-Isto do futebol não é nenhuma ciência oculta!



O fim-de-semana tinha reservada uma alegria para quem gosta de futebol. O regresso da Liga espanhola, a melhor do mundo e arredores, sendo que os arredores somos nós, os portugueses, que vivemos mesmo ao lado, entre a Espanha e o mar, por isso mesmo nos chama, com toda a razão, um país periférico.
Para os benfiquistas, muito especialmente, este regresso da Liga espanhola no seu esplendor trouxe-nos os mais diversos motivos de interesse, de satisfação e até de alívio. O interesse pelo desempenho do Granada de Júlio César, Carlos Martins, Yebda e, mais recentemente, Jara, que começou mal, a perder em casa; a satisfação por revermos Fábio Coentrão na qualidade de homem dos sete instrumentos do Real Madrid; e, finalmente, o alívio por podermos ver Roberto, um tipo bem simpático, a jogar durante 90 minutos sem ser com a camisola do Benfica.
Aconteceu no Saragoça - Real Madrid que terminou em goleada expressiva. Quer os comentadores da transmissão televisiva, quer os analistas da praxe, quer o cidadão comum, o homem da rua, todos concordaram que Roberto não teve culpas em nenhum dos seis golos que sofreu. E são capazes de ter razão.
Roberto é, na verdade, o guarda-redes ideal para uma equipa como o Saragoça, onde, aliás, já fora feliz antes da sua patética passagem pelo Benfica. No domingo, por exemplo, Roberto esteve sempre em acção porque o Real estava inspirado e nunca deixou de andar muito perto da baliza dos donos da casa.
E Roberto estando sempre em acção, porque a equipa que agora defende é do meio da tabela e vai obrigá-lo a intervir mais vezes durante um jogo, é natural que tenha até os seus momentos de grande brilho entre os postes, tantas são as que lá vão...
No Benfica, que é superior ao Saragoça, tem outras ambições e um futebol bem mais ofensivo, Roberto não tinha nem tempo nem ocasiões para 'aquecer' as luvas. Remetido ao papel de espectador a maior parte do jogo, vendo da sua baliza os colegas a jogar perto da baliza adversária, era um Roberto a frio que, me muitos jogos, era chamado a duas ou três escassas intervenções que, decididamente, não podia falhar.
E falhou algumas, é certo, se quisermos evocar o assunto com benevolência, falhou um fartote.
Que seja muito feliz em Saragoça, é, de certeza, o desejo de todos os benfiquistas que vão continuar a seguir a sua carreira mas de longe.
Benza-o Deus, esse é mesmo um grande alívio...



APESAR de jogar sem o Nolito, o Barcelona venceu o FC Porto no Mónaco e conquistou a Supertaça da UEFA no culminar de uma semana tempestuosa no futebol português, por obra e graça do Sporting que está revoltado com a qualidade da arbitragem nacional.
A Pinto da Costa não lhe ocorreu dizer nada depois do jogo com o Barcelona mas antes do jogo, ainda em Portugal, comentou com a ironia do costume este levantamento de rancho sportinguista contra os homens do apito. «Os árbitros têm sido uns heróis», disse o presidente do FC Porto em acto de solidariedade com a classe que tão mal tratada tem vindo a ser pelo Sporting que, entretanto, já perdeu 7 pontos que só lhe podem fazer falta.
Não é só para Pinto da Costa que os árbitros têm sido uns heróis.
Também a UEFA pensa exactamente da mesma maneira e só assim justifica que Michel Platini tenha mandado para dirigir o jogo do Mónaco entre Barcelona e o FC Porto o árbitro holandês Bjorn Kuipers que apitou no Porto, na Primavera passada, o jogo com o Villareal e que acabou envolto em suspeitas gastronómicas nas primeiras páginas dos jornais espanhóis por ter ido cear com António Garrido à Marisqueira de Matosinhos depois do jogo no Dragão.
-Agora vais ao Mónaco e vais provar que és mesmo um herói! - foi o que Michel Platino disse a Bjorn Kuipers na sala dos fundos da sede da UEFA na Suíça, que é um país neutral.
E lá foi até ao Mónaco o holandês Kuipers para provar ao mundo a sua fibra de héroi.
Talvez tenha até exagerado porque expulsou dois jogadores do FC Porto e, como não bastasse, os portistas (que viram a sua equipa valorizar a vitória do Barcelona oferecendo uma réplica do Barcelona oferecendo uma réplica condigna aos campeões português.
Vítor Pereira, com humildade reconheceu o heroísmo do árbitro:
-É muito complicado marcar um penálti contra o Barcelona - disse quando já Messi e companhia encaixotavam a taça no balneário para levar para casa.
Mas, muita atenção, leitores: este Vítor Pereira que disse que é muito complicado marcar penálti contra o Barcelona é o Vítor Pereira-treinador do FC Porto, não é o Vítor Pereira presidente dos árbitros portugueses.
O Vítor Pereira-presidente dos árbitros portugueses jamais diria semelhante barbaridade. Porque uma coisa é o que se passa lá fora, outra coisa é o que se passa lá fora, outra coisa é o que se passa cá dentro. E cá dentro não há Barcelonas nem complicações nenhumas?
Não há nem vai haver!



AINDA Vítor Pereira-treinador do FC Porto e ainda o jogo da Supertaça do Mónaco. Disse Pereira na conferência de imprensa antes da partida:
-Nós não viemos ver o Barcelona jogar à bola.
Bom, isso acabou por não ser totalmente verdade... e as muito honrosas estatísticas do jogo garantem que houve 68% de posse de bola para o Barcelona e 32% para o FC Porto, o que prova que o FC Porto viu mais o Barcelona a jogar do que o Barcelona viu o FC Porto a jogar. Mas isso pouco interessa.
Mais coisa, menos coisa, o que interessa sempre é o resultado."


Leonor Pinhão, in A Bola

Marcos Chuva na final

8,10 m deu a qualificação para a final do salto em comprimento nos Mundiais de Daegu, para o nosso Marcos Chuva, confirmando a extraordinária evolução do último ano... Em 32 atletas fez a 6ª marca, e não foi fácil, já que o primeiro e o terceiro saltos, foram nulos!!! Ainda por cima numa qualificação difícil, onde 4 atletas fizeram 8 metros ou mais, e não conseguiram ficar nos 12 finalistas!!! Tal como o Fortes, o próximo objectivo é ficar nos 8 primeiros... e já agora, o recorde nacional parece estar ao alcance...

Marco Fortes na final

20,32m foi o suficiente para o Marco se qualificar para a final do Mundial no lançamento do Peso, conseguiu a 9º marca entre os 27 atletas... este resultado até pode ser considerado 'normal', mas o Marco nas grandes competições não tem sido feliz, desta vez não falhou... próximo objectivo ficar nos 8 primeiros na final.

E lá passou mais um ano...



...2 anos d'Indefectível, 2005 post's, sempre pelo Benfica.


PS: Provavelmente ninguém reparou mas houve um 'ligeiro' erro aritmético na primeira versão deste post!!! Mas já está rectificado...!!!