Últimas indefectivações

segunda-feira, 7 de março de 2011

NeoBlanc 22

Tabela Anti-NeoBlanc:

Benfica......... 51 (-12)... 63
Corruptos..... 59 (+12)... 47
Sporting........ 36 (+6)... 30
Braga............ 31 (+3)... 28




A manipulação dos resultados em Portugal, começa com a dependência de alguns Clubes em relação aos Corruptos-mor. Seja ela dependência financeira, sejam as negociatas com empresários, sejam 'favores' desportivos, seja simplesmente má-fé, não interessa, em Portugal um número elevado de Clubes na primeira divisão, depende directamente do Padrinho, ou do Quim Oliveira. Venderam a alma ao Diabo, conscientemente, e todos os dias prestam contas. Como consequência directa, estes Satélites 'motivam-se' em alguns jogos e 'abrem' as pernas outros, existem semanas onde os planteis são varridos por lesões, e noutras semanas jogadores cronicamente lesionados recuperam milagrosamente, em alguns jogos 'espumam' pela boca, noutros jogam anestesiados. Tudo isto até podia ser resultante de uma tremenda incompetência, mas o curioso é que nestes 'esquemas' os beneficiados são sempre os mesmos, o Fruta Putedo e Corrupção.
Será que o Ukra se lesionou a semana passada? Será que o Braguinha recebeu uma visita da AdoP? (estou à espera da ressaca na próxima Quinta-feira) A esta promiscuidade doentia junta-se o ambiente terrorista criado artificialmente à volta dos jogos do Benfica, sobre a equipa, com ameaças e agressões concretizadas, e também sobre os adeptos, criando cenários dignos do 4º Mundo!!!
Isto teoricamente deveria ser suficiente para decidir os vencedores em Portugal, estas manobras normalmente só por si, são suficientemente graves para declararmos a viciação da classificação.
Mas em Portugal existe uma variável extra, chama-se Benfica. Só um grande Benfica, perante todos estes obstáculos consegue ganhar, inclusive consegue ganhar 18 vezes de seguida, e isso obriga a trabalhos extra por parte dos jagunços dos Corruptos. E nesta época mesmo depois dos trabalhinhos nas primeiras 4 jornadas, efectuados pelo Cosme, pelo Proença, e pelo Olarápio e pelos seus respectivos acompanhantes, foram rogar ao Xistra para 'acabar' com o Campeonato, e este com toda a seu afã, não se negou, bem pelo contrário...
Num País civilizado, tudo isto seria facilmente desmascarado (não esquecer que a 'não denuncia' destas situações é ser cúmplice das mesmas), mas como o que se passa no Futebol e no desporto em geral, é um espelho perfeito da sociedade Portuguesa, o branqueamento, e a desculpablização são automáticas, e quando a isto se junta campanhas orquestradas para 'ilibar' este tipo de comportamentos criminosos, pouco se pode fazer, até porque o poder politico, e judicial está metido até à ponta dos cabelos, em todas estas trafulhices. A valorização da xico-espertice, combinada com a falta de condenação social dos ilícitios, leva à impunidade geral. A perversão do mérito é de tal ordem, que ontem por exemplo no final do jogo, fomos obrigados a ouvir o Choramingas a falar em transições, largura, e outros disparates para tentar justificar uma competência que nem ele, nem a equipa teve. Não sou ingénuo ao ponto de pensar que existirá uma lei que consiga acabar com a Corrupção ou afins. Só com comportamentos exemplares, vindos de 'cima': Políticos, Magistrados, Policias, Jornalistas, Instituições, etc. se pode diminuir este tipo de criminalidade. Dignidade no cumprimento das suas funções, e honradez são ideais cada vez mais distantes. Mas é exactamente neste campo onde o SL Benfica tem uma função importantíssima: a responsabilidade social do Benfica, não pode ser medida somente pelo trabalho na nossa 'nova' Fundação, o comportamento dos nossos dirigentes, atletas, e adeptos deverá ser exemplar, sempre, em todas as circunstâncias. E por isso, apesar da derrota de ontem, senti muito orgulho em ser do Benfica. Os nossos jogadores não andaram à peitada aos árbitros, os nossos adeptos não partiram cadeiras, nem destruíram estações de serviço... Este Benfica exemplar poderá ser a última possibilidade de salvação desta sociedade cada vez mais suja. Li alguns desabafos apelando a actos de vingança, é muito importante, essencial, que nos dois jogos na Luz com os Corruptos esta época, não existam vinganças, o Benfica nada ganha com isso, bem pelo contrário, baixar ao nível da escumalha acéfala não trará nenhuma vitória ao Benfica.
É inaceitável que Benfiquistas usem o resultado de ontem para atacarem mais uma vez a Direcção, e o Roberto. Mais uma vez confundem o acessório com o essencial, dando argumentos aos propagandistas Corruptos. Escrevi após o jogo em Guimarães que o Benfica não ia ser Bi-campeão (é daquelas coisas, onde não me importava de estar errado), ter o Benfica conseguido levar a incerteza do titulo até à 22ª jornada, é digno dos mais rasgados elogios, heróico, só a muita competência dos jogadores, dos treinadores, e da Direcção fez com que em Março o campeonato não esteja matematicamente decidido. Seria impossível esta incerteza 'passar' a última jornada, até porque os Corruptos vão ter jogos decisivos para a Liga Europa, e agora já não têm condições para antecipar, ou adiar jogos do campeonato!!! Nestas circunstâncias, e antecipando a festa do título que será feita pelos assumidamente Corruptos (é bom não esquecer), espero que todos sejam convidados, assim o plantel mais valioso da Liga, composto pelo Olarápio, o Sousa, o Soares Dias, o Proença, o Cosme, o Vasquinho, o Elmano entre outros não pode faltar, a dedicação como contribuíram para o título faz com que mereçam a respectiva faixa de Campeão!!! Pessoalmente acho que as Putas, também devem estar presentes, afinal o sucesso deve-se ao colectivo!!!


O apoio à equipa nos próximos jogos é fundamental, os jogadores tem que perceber claramente que nós estamos com eles, os jogos com PSG vão ser muito complicados, porque nós estamos em défice físico, mas também porque eles estão a jogar bem, provavelmente o melhor PSG desde dos tempos do Valdo e do Weah!!! Mesmo o jogo com Portimonense (apesar do Azelha!!!) não vai ser fácil, sem o Maxi, sem o Luisão, e sem o Javi ...


Nesta colectânea, só discordo quando se compara a falta do Kaka sobre o Cardozo (que dá o golo do Benfica), com o cartão amarelo ao Luisão, pois o Kaka agarra os braços do Cardozo, e o Luisão não toca no Lima. No video também não aparece a torpe, premiditada, e incendiária campanha que a Direcção do Braga fez durante a semana. 'Atirando-se' ao Xistra quando já sabia que a 'encomenda' estava feita, numa já 'velha' manobra de diversão. Só posso compreender as declarações abonatórias do nosso Presidente, sobre o Pedreiro Salvador como uma tentativa de 'quebrar' o laço entre Corruptos A, e Corruptos B, algo que na minha opinião é completamente impossível. O Benfica deverá ter uma política de alianças com outros Clubes, mas com os Bracáros não vale a pena. A maneira como o Benfica voltou a ser tratado pelos adeptos contrários, com os incentivos através da instalação sonora, prova a premeditação dos actos, e a total anuência dos dirigentes do Clube visitado.
Relembrando os lances mais importantes: começou com um golo mal anulado ao Jara, depois a expulsão absurda do Javi Garcia, numa jogada onde sofre falta (a defesa que Lagartos e Corruptos fazem em conjunto neste lance, só confirma aquilo que eu digo à muito tempo, e que leva alguns amigos e familiares a acusarem-em de exagerar: Qualquer bosta mal cheirosa do mundo animal, tem mais verticalidade, ou dignidade do que qualquer Andrade, ou Lagarto). Terminando numa falta descaradíssima sobre o Airton, no início do ataque que dá o segundo golo aos Corruptos B. Ficando por expulsar o Sílvio, o Kaka, e o Hugo Viana por acumulação de amarelos. Na minha opinião o pontapé do Mossoró no Coentrão é para vermelho directo!!! Em condições normais, o resultado final seria no mínimo 0-2 favorável ao Benfica, não incluindo as consequências das expulsões.

adenda: Fora do video ficou ainda um fora-de-jogo mal tirado ao Cardozo, logo no início do jogo.



No antro da Corrupção, além de mais uma vitória à rasquinha, com uma 'goleada' nos amarelos 8-0 !!! Só um golo nos descontos, com duas bolas em campo mais uma vez, tranqualizou as hostes !!! Não vi o jogo, mas alguém de confiança disse-me que o primeiro amarelo ao central do Vitória foi mal mostrado, já que o Álvaro Pereira tropeçou nas suas próprias pernas. Com o Super-Dragay Sousa a apitar nada me espanta, mas mesmo assim, acabou por não ter uma influência significativa no desenrolar do jogo, pelo menos 'primeira vista'!!!


As preces do Couceiro foram ouvidas, mandaram-lhe um Pacheco da sempre prestável A.F. Porto, com dois ajudantes de qualidade, e a 'seca' de oito jogos sem ganhar terminou!!! Golo mal anulado ao Beira-Mar, Evaldo coloca o avançado em jogo. Aqui mais uma vez tivemos a incompetência da Sport TV a pôr a linha do fora-de-jogo no sítio errado !!! Não existe penalty sobre o Matias, e nem sobre o Chinês de Aveiro. Penalty mal marcado a favor dos Lagartos, a bola desvia nas costas do Saleiro, impossível retirar o braço. Fora-de-jogo mal tirado ao Postiga, o 'simulador das caxinas' ainda remata à baliza, mas existe um defesa do Beira-Mar que desiste do lance após a marcação da falta, não me parece uma situação de golo mal anulado, ainda por cima o Beira-Mar já estava a jogar com menos um jogador, injustamente, porque ambos os amarelos foram mal mostrados!!!
Resultado 'verdadeiro' 0-1 para o Beira-Mar !!!


Anexos:

Benfica

1ª-Académica, Prejudicados, Com 3 pontos
2ª-Nacional, Prejudicados, Com 3 pontos
3ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Guimarães, Prejudicados, Com 3 pontos
5ª-Sporting, Nada a assinalar
6ª-Marítimo, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
7ª-Braga. Nada a assinalar
8ª-Portimonense, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Paços Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Corruptos, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Naval, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar, Prejudicados, Sem influência no resultado
13ª-Olhanense, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Rio Ave, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
15ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Académica, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Nacional, Prejudicados, Sem influência no resultado
18ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
19ª-Guimarães, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Sporting, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Marítimo, Prejudicados, Sem influência no resultado
22ª-Braga, Prejudicados, Com 3 pontos
Corruptos

1ª-Naval, Beneficiados, Com 3 pontos
2ª-Beira-Mar, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
3ª-Rio Ave. Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
5ª-Nacional, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
6ª-Olhanense, Nada a assinalar
7ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Académica, Nada a assinalar
10ª-Benfica, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
11ª-Portimonense, Nada a assinalar
12ª-Sporting, Prejudicados, Com 2 pontos
13ª-Setúbal, Beneficiados, Com 3 pontos
14ª-Paços de Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Marítimo, Nada a assinalar
16ª-Naval, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar, Beneficiados, Com 2 Pontos
18ª-Rio Ave, Beneficiados, Com 2 pontos
19ª-Braga, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Nacional, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Olhanense, Nada a assinalar
22ª-Guimarães, Nada a assinalar
Sporting

1ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Marítimo, Nada a assinalar
3ª-Naval, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Olhanense, Beneficiados, Com 1 ponto
5ª-Benfica, Nada a assinalar
6ª-Nacional, Nada a assinalar
7ª-Beira-mar, Nada a assinalar
8ª-Rio Ave, Nada a assinalar
9ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Guimarães, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Académica, Nada a assinalar
12ª-Corruptos, Beneficiados, Com 1 ponto
13ª-Portimonense, Nada a assinalar
14ª-Setúbal, Nada a assinalar
15ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
16º-Paços de Ferreira, Prejudicados, Com 3 pontos
17ª-Marítimo, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Naval, Nada a assinalar
19ª-Olhanense, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Benfica, Beneficiados, Sem influência no resultado
21ª-Nacional, Beneficiados, Sem influência no resultado
22ª-Beira-Mar, Beneficiados, Com 3 pontos
Braga

1ª-Portimonense, Nada a assinalar
2ª-Setúbal, Nada a assinalar
3ª-Marítimo, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Corruptos, Prejudicados, Com 1 ponto
5ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
6ª-Naval, Nada a assinalar
7ª-Benfica, Nada a assinalar
8ª-Olhanense, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave, Nada a assinalar
10ª-Beira-Mar, Prejudicados, Com 2 pontos
11ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Nacional, Beneficiados, Com 2 pontos
13ª-Leiria, Nada a assinalar
14ª-Académica, Nada a assinalar
15ª-Sporting, Prejudicados, Com 1 ponto
16ª-Portimonense, Nada a assinalar
17ª-Setúbal, Nada a assinalar
18ª-Marítimo, Nada a assinalar
19ª-Corruptos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
21ª-Naval, Nada a assinalar
22ª-Benfica, Beneficiados, Com 3 pontos

A marca de uma Organização Criminosa, nas mais variadas formas...



"O presidente da secção de hóquei em patins, José Trindade, esteve presente no programa “Todos por Um” da Benfica TV, onde fez uma análise aos casos do FC Porto – Benfica da última jornada. O dirigente demonstrou imagens de uma agressão clara de Pedro Gil a Ricardo Pereira, que passou impune.
“Sentimos muitas pressões logo quando entrámos no pavilhão, onde nos perguntaram se queríamos ficar 45 minutos no autocarro ou 45 minutos na cabine, por motivos de segurança. Acabámos por optar ficar na cabine durante 45 minutos sem poder sair, devido ao FC Porto estar a disputar outro jogo. Acho que foi uma forma simpática de abordar a situação e a verdade é que isso causa logo uma pressão inicial”, explicou José Trindade.
Os regulamentos de jogo também não foram cumpridos na íntegra: “Os nossos atletas também não tiveram direito ao que está previsto, que é ter a pista disponível uma hora antes de iniciar o jogo, para realizarem o aquecimento. Estas pressões são efectuadas fora da pista, mas é obvio que condicionam. Tudo isto demonstra a forma de estar no desporto do FC Porto.”
Olhando comparativamente para a forma de receber dos dois emblemas, existe uma grande discrepância entre os rivais: “Há uma grande pressão sobre as equipas visitantes no que diz respeito à segurança. Na Luz temos as questões de segurança operacionalizáveis e não pressionamos desta forma as equipas visitantes.”
A equipa técnica “encarnada” registou em imagens uma agressão de Pedro Gil a Ricardo Pereira, que passou, estranhamente, impune: “Esta agressão do Pedro Gil ao Ricardo Pereira não foi sancionada, um dos árbitros está relativamente próximo e parece-me que as imagens falam por si, tanto que o Ricardo Pereira não conseguiu regressar à pista, numa altura em que a partida estava empatada a um golo.”
Embora tenha saído derrotado e tenha passado para o segundo lugar da classificação geral, em igualdade com o FC Porto, o Clube da Luz pretende sagrar-se campeão nacional: “O Benfica mantém todas as expectativas no Campeonato, até porque o FC Porto tem uma deslocação difícil ao Candelária, onde esperamos uma arbitragem ao melhor nível.”"

Que grande Xistrice!

"Ponto prévio: Jesus tinha razão. O SC Braga fez do jogo com o Benfica, o jogo da época. Só comparável com o que se tinha visto na época passada. Nada parecido com o que se tinha visto este ano. A razão disso acontecer pode até ter sido os mind games que antecederam o jogo. Não se sabe, mas alguma coisa espicaçou, e muito, esta equipa de Domingos que, no final, teve toda a razão ao lamentar que gostaria de ter visto a sua equipa jogar assim mais vezes.
Ponto essencial: Xistra - a árbitro - foi infelizmente decisivo num jogo decisivo. Este jogo definiu o campeonato que estava, de qualquer modo, em vias de ficar definido. O Benfica não podia perder um ponto, sequer, para alimentar uma esperança que, mesmo sem perder pontos, parecia já impossível. Mas era importante, até pela saúde do futebol, que não houvesse razões externas, que não as desportivas. Xistra não pode ter feito de propósito, porque o erro decisivo que cometeu foi demasiado óbvio e demasiado grosseiro. Deve ter lido e ouvido tudo o que se disse antes do jogo e não teve condições psicológicas para aguentar a pressão. Não acontece aos melhores, mas acontece aos piores. Infelizmente, Xistra não é dos melhores e teve contra ele o próprio destino."
Vítor Serpa, in A Bola
PS: Este ainda deve estar a fazer a digestão da Gala no Casino!!! Não assume que os erros foram premeditados, mas pelo menos não esconde as consequências da roubalheira no resultado. Provavelmente quando acabar de fazer a digestão, volta a alinhar-se com os outros avençados...!!!

domingo, 6 de março de 2011

Ó xistra...



Heróis



Estou-me marimbando para todos os porcos nojentos que poluam pelo desporto português, a equipa foi digna, e perante todas as provocações, agressões, e roubos mantivemos leais ao espírito Benfiquista, obrigando os bandidos a baixarem todas as máscaras. Vai ficar para a história a série de vitórias, terminada hoje, e nada melhor para acabar com esta série, do que um monstruoso roubo (que também vai ficar para a história), bem demonstrativo do estado criminoso do futebol português...

A herança do benfiquismo

"O benfiquismo renovou-se, em festa, no dia 28. Mais de cem anos depois de os fundadores terem ousado sonhar o Benfica, uma obra em eterna construção, o benfiquismo demonstra-se saudável. Serve a evocação simbólica da data fundadora para recordar que o Benfica se transformou em muito mais do que um clube, uma marca ou um produto. O Benfica transformou-se num veículo de valores morais e responsabilidades sociais que ultrapassam a miopia da espuma dos dias.
Hoje em dia, podemos olhar para a nossa história com a certeza de que nada nela nos envergonha e muito dela nos orgulha. Tivemos a dignidade de nos construirmos com vitórias e derrotas, com sonhos e frustrações, mas sempre com a honra de não alicerçarmos o nosso benfiquismo em práticas criminosas de corrupção desportiva. Também nisto nos diferenciamos de alguns, e também por isso podemos olhar para os nossos adversários com orgulho na nossa identidade e de olhos nos olhos.
No entanto, esta herança gloriosa implica responsabilidades para quem tem a honra de a viver diariamente. Obriga-nos a perceber o Benfica como uma causa e o benfiquismo como uma missão. Obriga-nos a que esta vivência seja absoluta e incondicional. Esta herança não permite que o benfiquismo seja uma vivência sujeita à volatilidade do momento, ao hipotético desânimo de circunstância ou aos caprichos das vaidades pessoais.
Tudo o que for aquém disto é ficar aquém da herança que festejámos no dia 28 de Fevereiro."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

E vão 18!

"1. “Se o critério disciplinar tivesse sido igual, o jogo não teria este desfecho. Há tantas situações… contra-ataques parados que não são punidos, faltas a meio campo que não são marcadas e geram cantos”, disse José Couceiro, depois de perder por 2-1 na Luz. Se houvesse justiça, criava-se um regulamento na Liga de Clubes que interrompia imediatamente as flash-interviews dos treinadores, no preciso momento em que eles utilizassem os vocábulos “faltas a meio campo”, com o objetivo de defender a imagem da modalidade. Fica a ideia.
2. “É evidente que o Benfica está num momento muito bom e tem individualidades que a qualquer altura podem fazer a diferença”, disse Manuel Machado, depois de perder (também em termos táticos) 4-2 na Luz. Mas o técnico do Guimarães tem esta capacidade de fazer afirmações insustentáveis, como por exemplo quando rotulou Jesus de “mestre da tática”. Ainda hoje não percebo a ironia.
3. “Foi permitido muita coisa. Cortaram-nos algumas transições, marcaram faltas que não existiam e não assinalaram outras que deviam ser marcadas”, disse Pedro Martins, depois de perder 2-1 na Luz. Outro a queixar-se de faltas a meio campo, portanto. Se se juntasse a Couceiro, talvez fosse possível fazer uma exposição à FIFA.
4. “Não fomos inferiores em nada ao Benfica. Fomos até, em várias partes do jogo, superiores”, disse Cabral, depois de perder 2-0 em Alvalade. E acrescentou: “Contra onze, provavelmente teríamos mais espaços para jogar”. O que vem demonstrar que, quando as circunstâncias o exigem, o Sporting também é capaz de justificar as suas derrotas com o facto de ter sido beneficiado pela arbitragem. É um Plano B, no capítulo das lamúrias.
5. “O Benfica é uma equipa muito forte e controlou muito bem o jogo. Ainda tivemos algumas oportunidades, mas eles foram superiores. Viu-se que o Benfica é uma equipa de topo europeu”, disse Bruno Labbadia, treinador do Estugarda, depois de perder 2-0 na Alemanha. Cá está. Não é assim tão difícil, pois não?"

Parabéns Benfica!

"O dia 28 de Fevereiro tem um grande significado para todos os benfiquistas. O dia da fundação de um dos maiores baluartes do Desporto mundial, um Clube que extravasa fronteiras, que eleva o nome de Portugal e que sabe honrar a memória de todos quantos o serviram. A celebração do aniversário do Sport Lisboa e Benfica começou cedo com uma romaria ao Cemitério dos Prazeres. Uma cerimónia com um significado muito especial, protagonizada pelo presidente Luís Filipe Vieira, através de uma acção carregada de enorme simbolismo e respeito pelos nossos fundadores.
À noite, a Gala de comemoração do 107.º aniversário materializou-se numa festa cheia de Benfiquismo, com glamour e inovação tecnológica à mistura, com uma excelente prestação da nossa Benfica TV que levou até milhões de espectadores espalhados pelo Mundo. A estrutura do futebol profissional marcou presença, para gáudio dos cerca 1000 convidados que fizeram questão de marcar presença neste evento memorável.
Na retina fica o excelente discurso do presidente Vieira, enaltecendo a grandeza do Benfica e dos que o serviram. Depois do repasto, e entre momentos de variedades, os prémios aos grandes vencedores da noite. Quero destacar o prémio do Futebolista do Ano, entregue merecidamente a Fábio Coentrão, bem como, o Prémio de Mérito e Dedicação ao antigo presidente Maurício Vieira de Brito. O primeiro, por tudo aquilo que representa: a força, a garra, a velocidade, a técnica e os golos. O segundo, por tudo aquilo que representou enquanto dirigente máximo desta Instituição. A elevação do carácter, o simbolismo, a determinação, o trajecto de sucesso desportivo, a honra e a lucidez para fazer do Benfica um Clube cada vez mais vencedor.
E é nesta dicotomia, entre passado e presente, que assentam as bases de sucesso para construir um futuro muito promissor. É, pois, com profundo orgulho que faço parte desta imensa Família e é com especial carinho que digo, uma vez mais, Parabéns Benfica!"
Luís Lemos, in O Benfica

sábado, 5 de março de 2011

Demolidores



Terça-feira vamos jogar com o Fonte Bastardo na Luz para a Taça, jogo que será concerteza muito difícil. Tendo em conta os resultados e os jogos que observei, os Açorianos do Fonte Bastardo são actualmente o nosso principal adversário, e estão bem encaminhados para jogarem connosco a final do Campeonato!!!

Manter as distâncias...



Marcámos no primeiro minuto, e no último minuto !!! Excelente vitória, num terreno sempre complicado...

Concentração total no Campeonato, dá nisto...!!!


Empatados a 9 jornadas do fim...



Teoricamente as duas equipas têm uma deslocação muito difícil até ao fim do Campeonato, no caso dos Corruptos e já na próxima jornada na viagem ao Pico para defrontar o Candelária. No caso do Benfica, temos que ir jogar ao pavilhão da Oliveirense.
Optei por não ver o jogo de hoje, podia o ter feito, mas não quis me enervar!!! Ainda passei pelo canal, estilo zapping, mas para azar do Benfica, no exacto momento que por lá passei, estava o Filipe Santos a fazer um penalty sobre o Diogo Rafael, obviamente não assinalado!!! Já li aqui, que a arbitragem não teve influência no resultado, até pode ter sido, mas a da primeira volta na Luz, quando o Benfica estava em grande forma, teve muita influência...!!!
No resumo televisivo que vi, as distracções que permitiram o 2º, e o 3º golo aos Corruptos são indesculpáveis, como escrevi anteriormente parece-me que a equipa baixou um pouco o nível, nas últimas jornadas. Mas o campeonato ainda não está decidido, até porque os Corruptos podem perder pontos com equipas teoricamente mais fáceis (como já aconteceu), portanto só temos é que recuperar a forma do início de época, e ganhar, ganhar...

3ª jornada - Juniores - Fase final

Rúben Pinto

Já somos lideres da competição, estamos em igualdade pontual com mais 3 equipas(!!!), mas depois do desaire da primeira jornada, esta classificação merece destaque.
Voltámos a fazer um bom jogo, com boa circulação de bola, muita velocidade, com uma pressão muita alta ('à Jesus'), podíamos até marcado mais. Tivemos alguma sorte no 3º, e 4º golo, mas a vitória nunca esteve em causa. Relembro que esta Naval empatou em Alcochete na jornada anterior!!!

Peso bem medido !!!

O nosso atleta Marco Fortes bateu o recorde nacional no lançamento do Peso, nos Europeus de Pista Coberta em Paris. Com esta marca, 20,34m, qualificou-se para a final, onde terminou na oitava posição. Foi a primeira final, num grande Campeonato que o Marco participou, espero que tenha sido um bom prenuncio para as próximas grandes competições...

Não merecem palmas. Merecem música!

"Começam a escassear adjectivos para qualificar a extraordinária equipa de Jorge Jesus. Mesmo depois de encaixar quase 80 milhões de euros nas vendas de três dos seus principais activos, o Benfica continua a deslumbrar plateias com um futebol maravilhoso. Na partida de Estugarda mostrou, uma vez mais, as suas virtudes, vulgarizando um adversário mais forte do que aparenta, e resolvendo, com distinção, uma eliminatória que chegara a parecer ameaçada.
Frente ao Marítimo protagonizou uma sensacional reviravolta nos últimos instantes, respondendo de forma esmagadora às vicissitudes da partida, conseguindo uma vitória tão sofrida quanto saborosa. Em ambos os casos mostrou um carácter notável, que vai superando, pela força da alma, o desgaste nas pernas.
Dá gosto ver jogar esta encantadora equipa. Sobretudo, quando veste o fato de macaco e parte da humildade para atingir ao esplendor de todo o seu brilhantismo. Lutando por cada posse bola como fosse a última, enfrentando cada duelo individual como se fosse o único, este Benfica vai escrevendo a palavra glória nos relvados por onde passa.
A nossa história é uma história de trabalho. Trata-se, afinal, de um Clube que veste cor de sangue, cor de luta e cor de gente. É esse o ADN do Benfica, e quando os seus profissionais o interpretam em campo da forma que se tem visto, o futebol transforma-se em muito mais do que um simples jogo. Deve ser disto que falamos quando falamos de 'Mística'.
Não há Campeões morais. Mas se existem Campeões da seriedade, ao recordarmos as origens da desvantagem pontual que o Campeonato ainda reflecte, não podemos deixar de atribuir essa menção ao conjunto 'encarnado'. Tal não irá contar para as estatísticas oficiais, mas deve, ao menos, servir para reforçar o orgulho na grande equipa que temos.
Este Benfica supera, largamente, a capacidade do analista para o qualificar e, mais do que escrever sobre ele, deixa-nos a vontade de, simplesmente, o contemplar e nos deleitarmos com o aroma do seu inigualável perfume."

Luís Fialho, in O Benfica

Considerações (Marítimo)

"Quando o Marítimo marcou o golo a 15 minutos do final, imagino o gáudio que se apossou dos anti-benfiquistas deste País. Foi a corrupção, a mediocridade, a sabujice, o lambe-botismo, os pobres de espírito, os incultos e os analfabetos. É uma minoria pequena, mas nefasta, que só empobrece o lugar onde habitam.
Pedro Martins foi medíocre no final do jogo. Podia ter sido sincero e comentar o que viu. Mas não. É por isso que eu mantenho o que disse há muitos anos: o treinador português não tem expressão a nível externo. É ver por onde eles andam: Turquia, Grécia e países do 3.º Mundo. Todos os que por aí gravitam, tecem hossanas a quem corrompeu o Futebol em Portugal. Vamos ficar com atenção aos resultados que o Marítimo vai fazer até ao fim do Campeonato. É por isso que eu acho difícil recuperar os oito pontos. Continuam a ter medo do Al Capone.
Uma coisa que é preciso esclarecer é se os treinadores Daúto Faquirá e Jardim, do Olhanense e Beira-Mar, respectivamente, estiveram, ou não, em Sevilha há 15 dias atrás e em que condições. A ser verdade, uma coisa destas é caso de Polícia, Ministério Público, Liga e por aí fora.
O próximo jogo de Hóquei em Patins pode decidir o título. Se mantivermos a garra, a cabeça fria e a inteligência para não entrarmos nos esquemas que nos vão preparar, acredito, piamente, que passaremos o obstáculo.
No Voleibol, tal como previ, três jogos, igual a três vitórias.
Um pedido final: o nosso treinador, Jorge Jesus, que não comente nada que diga respeito aos inimigos do Benfica. O desprezo é a melhor resposta que se pode dar a esses filibusteiros militantes."
José Alberto Pinheiro, in O Benfica

Objectivamente (Mística, Aniversário, Adeptos)

"Cada jogo do Benfica tem sido nos últimos meses um manancial de emoções! Tão fortes que queremos que assim se mantenham. O jogo frente ao Marítimo provou mais uma vez, que a Mística, a nossa «única Mística», está profundamente enraizada na equipa e nos adeptos que acreditam sempre! E essa fé tem movido montanhas. Vamos ver se ainda conseguimos chegar ao topo e manter o título que nos querem tirar à força com as habituais maningâncias do rival do Porto.
Mas em tempo de Aniversário é bom que olhemos o presente e festejemos o regresso do Glorioso à estabilidade, à paixão, aos hábitos de ganhar e ao ecletismo. O Benfica está a conseguir registos notáveis, quer a nível nacional, quer internacional, e isso deve-se à estabilidade na gestão que o presidente LFVieira tem conseguido manter com um rigor assinalável. Mas gostaria de referir as homenagens sentidas às Glórias do passado benfiquista que sempre temos na nossa memória. Recentemente, homenageámos Eusébio. Na entrega de emblemas, homenageámos o eterno Capitão Mário Coluna. Esta semana uma visita ao Cemitério dos Prazeres para lembrar Cosme Damião. O Benfica tem memória e gosta de homenagear os que lhe são mais queridos.
Esta semana mais um recorde que nos orgulha. A nova melhor marca de número de adeptos num estádio em Portugal esta época: 54.991 espectadores frente ao Marítimo! Traz-nos também uma reflexão. Saber porque é que ainda não conseguimos ser nós a escolher a melhor hora e o melhor dia para os jogos em casa. Tem sido uma luta titânica, essa que o presidente tem travado contra os interesses vários instalados no Futebol Português há muitos anos. Espero, e desejo muito sinceramente, que esta dura batalha seja levada até ao fim e que os direitos de transmissão televisiva e as incompreensíveis escolhas de dia e hora dos jogos do Benfica impostos por terceiros chegue ao fim!"
João Diogo, in O Benfica

Absurdos

"Semana após semana vou ampliando a capacidade dos meus maxilares face às estapafúrdias atitudes de protagonistas do desporto português. Gilberto Madaíl desloca-se propositadamente à sede da FIFA para pedir clemências e confirmar o que há muito se sabia. A Federação Portuguesa de Futebol está ilegal e irremediavelmente tem de obedecer. Já era hora de acabar com as birras próprias de uma discussão de taberna, em torno de um torneio de dominó ou sueca.
O Sporting iguala um recorde negativo de resultados consecutivos, e após novo desaire há quem fique orgulhoso com o desempenho esforçado, apenas isso, do clube, e jubile por ter obrigado o Benfica a sofrer até ao último minuto. É este conformismo miserabilista que enfraquece e despacha para o chinelo o prestígio do Sporting. De repente até soa admissível a permanência de José Couceiro como treinador do clube na próxima época. Nestes cenários despropositados incluem-se as justificações do ex-dirigente leonino para assumir o cargo. Entre os dois caminhos consentidos, demitir-se ou ocupar a cadeira do míster, optou pelo pior. Para passar pela humilhação de ver recordadas as suas declarações quando assumiu as pretéritas funções no Sporting, negando todas e quaisquer tentações de substituir Paulo Sérgio, era preferível dar honra às suas palavras. De facto, se até Simão Pedro negou conhecer Cristo para salvar a pele, por que não admitir o mesmo de um comum mortal?
No corolário deste rol, a insólita demissão de Fernando Mota. Observando superficialmente a decisão, julgarão que o meu espanto contradita o que o parágrafo anterior reclama. Vejamos. Face a um erro administrativo, de um qualquer funcionário (?) da Federação Portuguesa de Atletismo, o seu responsável maior carrega as dores de toda a equipa, impedindo uma caça às bruxas no interior da instituição. Emociona-se nas justificações públicas, mas não deixa de puxar pelos galões, evidenciando o numero de medalhas conquistadas durante 30 anos, e, curioso, aguarda que o seu sucessor seja algum dos seus vice-presidentes. Um deles, a propósito, é o seu irmão.
Com os focos apontados para a exoneração de Fernando Mota, ignorou-se a substância da noticia. Sara Moreira, com uma das melhores marcas mundiais nos 3 mil metros, foi inscrita, por alguém, nos 1.500, no Europeu de pista coberta de Paris, e assim impedida de dar prossecução às centenas de quilómetros de treino, aos sacrifícios que esta disciplina obriga, e possibilitar retorno aos patrocinadores que acreditaram no seu valor, e assim veem defraudadas as suas expectativas.
A Sara vive das suas capacidades físicas e é a única que, verdadeiramente, não abandona as suas responsabilidades correndo na prova dos 1.500 m. É pisando este absurdo que a Sara dá a cara por Portugal, enquanto outros espreitam o futuro, quiçá noutros cargos."

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Glorioso"

"Vale uma aposta em como Fernão Lopes, caso tivesse nascido na última centúria, seria adepto do Benfica? Os seus 'ventres ao sol', a sua 'arraia miúda', as suas crónicas deliciosas só poderiam ter o vermelho, só poderiam ter o vermelho da bola. 'Esta Lisboa prezada, mirá-la e deixá-la'. Este Benfica prezado, mirá-lo e acompanhá-lo. O Benfica com mais de um século no destino de quem ama.
O BENFICA não é a saudade aflita, é o amanhã que canta. É o cheiro a antigas primaveras, é o saibo de modernas façanhas. Com certeza febril, é a visão das futuras gestas. O autismo benfiquista resulta da ideia de que foi a mais conseguida das ideias, a mais justa das razões, a mais alucinante das quimeras. O Benfica é subsídio, o Benfica é fundamento, o Benfica é auxílio, o Benfica é emenda. O Sport Lisboa e Benfica é avanço. O Benfica conquista.
O BENFICA diz de gente protagonista de sucesso, diz do que se viu. Diz também de gente intérprete de mística, diz do que se sentiu. Diz de gente, diz de sentimento, diz de acometidas, diz de festins. Diz do que diz porque muitos disseram Benfica. Porque muitos fizeram Benfica.
O BENFICA é plural de glória, é verdade eterna. Não tem matemática deprimente, tem prosa entusiástica. Tem porque é Benfica. E porque o Benfica foi, nos últimos 107 anos, a mais bela das coisas belas.
PS - por ocasião de mais um aniversário, reproduzo este texto em homenagem aos meus amigos Alhinho, Bento, Caiado, Cavém, Corona, Enke, Féher, Fernandes, Germano, Jacinto Marques, José Águas, Julinho, Neto, Messias, Torres, Vítor Baptista e Zeca, companheiros de tantas e tantas jornadas."
João Malheiro, in O Benfica

Gigantes

"Gostei muita da vitória sobre o Sporting, na Taça da Liga. Gostei por ser sobre um rival de respeito, gostei por este ter feito um bom jogo, e por, ainda assim, o Benfica ter sido superior. Mas gostei sobretudo porque foi a vitória de uma equipa que quis ganhar a Taça da Liga.
Ao colocar os melhores jogadores, o Benfica respeitou o Sporting, prestigiou a competição e sobretudo mostrou respeito pelos adeptos e pela sua história.
Jorge Jesus não será benfiquista desde pequenino, mas é seguramente um profissional que honra o clube, e dele tem a ideia mais correcta e próxima daquilo que os benfiquistas esperam. Mais vitórias e menos justificações. A próxima final em Coimbra será, pois, mais uma oportunidade de somar títulos e prestígio.
Arsène Wenger não deixou de exclamar que tinha um balneário destroçado por perder a Final da Taça da Liga Inglesa no último domingo.
Lembro apenas que o Arsenal ainda pode ganhar o campeonato, a taça de Inglaterra e a Liga dos Campeões, mas não justificou nem relativizou a tristeza da derrota.
São assim os clubes grandes quando servidos por profissionais de topo.
É óbvio que chegará o momento em que iremos interromper esta série de vitórias verdadeiramente espectacular que Jorge Jesus e os seus rapazes nos vêm oferecendo, mas quando chegar esse momento bateremos palmas de pé porque sentimos que foram até ao fim das suas forças e com toda a sua alma.
Gostava muito de disputar com o PSG uma eliminatória muito difícil, em condições físicas e com os melhores recursos. Gerir tantos jogos e algumas lesões não vai ser fácil mas acredito no treinador e nos jogadores do Benfica.
A forma como os vi festejar os golos para além do minuto 90 com Marítimo e Sporting mostram que a vontade deles de vencer é igual à minha e isso dá um conforto de gigante. Como gigantes têm sido treinador e jogadores."
Sílvio Cervan, in A Bola

Intensidade dramática

"Há dias assim, dias em que a realidade se parece com um filme escrito e realizado a pensar na comoção dos espectadores. Dá-se a inversão dos princípios e o verdadeiro, de tão incrível e recambolesco, acaba por assemelhar-se e uma telenovela ou a uma fita de Hollywood. Tal como quando Roberto, vindo do banco, substituindo o expulso Júlio César, defendeu o penálti de Hugo Leal e com isso conquistou em definitivo o carinho dos adeptos, no passado domingo, o Sport Lisboa e Benfica assinou uma obra de enorme intensidade dramática. Parecia ficção, da melhor que se pode escrever. A perder em casa frente ao Marítimo, os jogadores, orientados pelo sempre inconformado Jorge Jesus, superaram-se e venceram as imperfeições de juízo do árbitro e respectivos auxiliares, venceram a descrença e a partida, somando mais três pontos.
Vinte valores, após muitas rasteiras e manobras sujas. Vinte valores para os quase 55.000 espectadores que apoiaram a equipa até ao final. Vinte valores para o golo de Fábio Coentrão no derradeiro minuto do jogo, a esgotar o tempo de compensação. Vinte valores para os que lutaram em campo e para os suplentes não utilizados. Só a força conjunta tornou possível esta reviravolta épica, só a energia e o optimismo de todos nos trouxe a este desfecho feliz, capaz de provocar ataques cardíacos no meio dos inúmeros gritos, protestos e impropérios de vária ordem. É muita competição num mês, à média de dois encontros por semana, e que mantém um SLB em forma em todas as frentes, com o Marítimo derrotado na Luz à 21.ª jornada, segui-se o Sporting para a Taça da Liga novamente perante o nosso público. O mesmo público que vai guardando alegrias e pedaços de memória inesquecíveis. O mesmo público que incondicionalmente apoiará a sua equipa em todas as ocasiões. Vinte valores!"
Ricardo Palacin, in O Benfica

Acreditar

"O Marítimo, certamente acreditou que poderia surpreender o Benfica na Luz. O árbitro, provavelmente, acreditou que o resultado não passaria do empate, depois de anular muito perto do fim o golo limpo que daria a vitória ao Benfica. Mas os benfiquistas, que acreditaram até ao derradeiro segundo que o Benfica poderia e acabaria por vencer, foram quem teve razão: a 30 segundos do apito final, o Benfica resolveu.
Um Clube Glorioso faz-se também com muita fé, dos dirigentes, dos jogadores e dos adeptos. E domingo passado, na Luz nova enchente de dezenas de milhar puxou pelo Benfica até ao último segundo e até à vitória.
Poderia compreender-se que a equipa apresentasse sinais de fadiga, ao quinto jogo, e quinta vitória, em 15 dias. Mas a verdade é que o Benfica até poderia ter goleado uma equipa organizada e aguerrida como a do Marítimo. Ou poderia, simplesmente, fazer um resultado tranquilo. Mas as coisas complicaram-se - o árbitro ajudou à complicação - e o Benfica viu-se a perder a alguns minutos do fim. Confesso-me, humildemente, homem de pouca fé, naqueles minutos finais. A minha condição humana pesou mais que o meu benfiquismo. E, assim, alimentei mais esperança num volte face do que verdadeira confiança na possibilidade da equipa dar a volta ao resultado. Mas foi isso que aconteceu: o Benfica venceu uma arbitragem incompetente, venceu os seus próprios limites e venceu o jogo.
E esta vitória deu aos benfiquistas, mesmo aos temerosos, razões para acreditar. Venha quem e o que vier: calendário, adversários e até gestões habilidosas de quintos amarelos, e de outros cartões. O Benfica está um vencedor."
João Paulo Guerra, in O Benfica

Grande Capitão

"1. Mário Coluna recebeu no passado sábado a Águia de Ouro, distinção máxima do Clube. O nosso 'Grande Capitão' mereceu-a amplamente. E, a propósito, mais uma vez volto a referi-lo: perdeu-se no Benfica, muito por culpa das últimas Direcções, o bom hábito de se distinguirem aqueles que mais fizeram pelo Clube. Para além das (justíssimas) Águias de Ouro aos dois últimos presidentes, foram também homenageados, com o galardão máximo, Mário Dias, o 'homem do estádio', e Mário Coluna, neste caso por iniciativa de um grupo de sócios. De resto, na última década (pelo menos) não houve novos Águias de Prata nem de Bronze (há muito esquecida) e muito menos simples Sócios de Mérito - e tantos haveria a distinguir. Era altura de se retomar este processo, começando por se eleger uma comissão de benfiquistas que regulamentasse, minimamente, a atribuição de distinções e, depois, desse pareceres sobre os nomes que fossem surgindo, de forma a melhor habilitar os sócios na hora da votação em Assembleia Geral.
2. Grande exibição em Estugarda! Começo a sonhar com novas grandes jornadas europeias...
3. Muito sofrida (mas justíssima) a vitória sobre o Marítimo, arrancada 'a ferros' por uma equipa que nunca deixou de acreditar e foi apoiada por 55 mil adeptos que não caberiam em qualquer outro estádio em Portugal. Isto estando o Benfica a (muito injustos) oito pontos do líder, o que torna muito difícil (mas ainda não impossível) a renovação do título. Faria, se estivéssemos à frente...
4. O caso dos novos estatutos da Federação já cansa... há muito. Agora, a FIFA e a UEFA deram a devida resposta às associações golpistas que primeiro garantiram que aceitavam o que as duas entidades decidissem e, depois, face às claras respostas destas (reafirmando nada haver contra o que está regulamentado), tentaram atrasar ainda mais o processo, pretendendo, elas próprias, ser recebidas naquelas instâncias internacionais. Levaram 'sopa', claro, apesar da paciência (exagerada...) de Gilberto Madail. Será que agora vão dizer que não estão esclarecidas e, por isso, continuarão a manter o boicote?"
Arons de Carvalho, in O Benfica

Coluna e o bom espírito

"Este sábado, Coluna, esse nome maiúsculo do futebol português, do futebol mundial - e reza a lenda que, já nos dias gloriosos do amor à camisola, Eusébio o tratava com um respeitinho à parte, “Senhor Coluna, posso marcar o penálti?” -, recebeu a águia de ouro. De corações levantados, a nação benfiquista aplaudiu com a alma toda; um aplauso espontâneo, genuíno, fortíssimo.
No domingo, esse espírito deu-nos a vitória contra o Marítimo. Uma vitória épica e lírica, dramática e mais que merecida, um conseguimento histórico todo apontado ao futuro.
É essa a grande notícia, caros amigos. Podemos não ganhar o campeonato este ano, mas já ganhámos este espírito de nunca-descrer, de vamos-vencer-e-vamos - e isso vale os mil e um campeonatos de amanhã. O treinador até pode errar (como errou o treinador do Benfica ao tirar Aimar, partindo a equipa, retirando-lhe inteligência e visão; como errou Jorge Jesus ao perder a cabeça nos protestos do fim do jogo...), mas o espírito pode mais. A má sorte pode enervar (como enervou no domingo: bolas ao poste, bolas por um triz, um golo que afinal não valeu...), mas este espírito vale muito mais.
Um estoiro de adrenalina, aquele golo de Coentrão com o pé menos famoso. No último dos últimos segundinhos dos descontos. Para aquilo nem há palavras de dicionário: douraltidência, imensartismo, inesquecidade. Que tiraço - a matéria de que se fazem os sonhos e as histórias mais verdadeiras.
Antes, caíra um frio de proporções nórdicas na Catedral: Djalma (que nome maravilhoso) salta na nossa área e, com um simples virar de cabeça, muda em golo um pontapé de canto. Cinquenta e cinco mil pessoas em silêncio na Luz, um suspiro de milhões por esse Mundo. O relógio apertava, agigantava-se o problema. Mas baixámos os braços, entristecemos, desanimámos? Nem sombra de nada disso, caros amigos. Fomos logo lá para a frente fazer pela vida - de novo, sempre.
De costas para a baliza, Cardozo, o nosso paraguaio melancólico, junta quatro ou cinco madeirenses à sua volta e solta a bola para a esquerda; Fábio “Super-craque” Coentrão lança o mais venenoso dos esféricos, um passe diagonal, rasteiro, a cruzar a área, baralhando defesas e guarda-redes; e, do outro lado, como que aterrando de uma viagem transatlântica, aparece Salvio, a tocar para dentro. Com este espírito, é para a glória, não é, senhor Coluna, só pode ser para a glória, não é?"
Jacinto Lucas Pires, in Jornal de Notícias

A pastilha elástica

"Passam os anos mas ninguém me tira da cabeça que o antigo árbitro Francisco Silva, único a sofrer um castigo de irradiação no futebol português (cadê os outros?, perguntariam os nossos irmãos brasileiros...), foi, no seu tempo, uma espécie de pastilha elástica para o sistema dirigente do futebol de então. Ou seja, primeiro mastigado, depois deitado fora. Literalmente sem apelo nem agravo.
Francisco Silva, para os menos recordados, árbitro e chefe de família algarvio, foi apanhado numa célebre noite fria de Penafiel, na sua cabina do Estádio 25 de Abril, ainda antes de entrar em cena para dirigir um Penafiel-Belenenses. Em cima da mesa, Francisco Silva tinha um envelope e dentro do envelope estaria um cheque.
O 25 de Abril de Francisco Silva foi-lhe tudo menos gratificante, além de nada democrático, pois os então dirigentes da sua classe irromperam-lhe pela cabina e condenaram-no sumariamente. Se tinha um cheque, Francisco Silva fora corrupto. Sem direito a uma palavra. Sem defesa possível.
Ninguém me tira da cabeça: como a pastilha elástica, era chegada a hora de deitar fora Francisco Silva. O bode expiatório que o próprio sistema implorava ver encontrado para que tudo pudesse continuar na mesma no mundo da arbitragem: as observações, as classificações, as internacionalizações, as promoções e despromoções, enfim, o regabofe em que o futebol português chegou a parecer tornar-se muito forte nos últimos 25 anos.
Vem este exemplo de pastilha elástica (coisa que nos vêm à cabeça, sabe-se lá porquê...) a propósito de cabinas, túneis e de verdadeiras pastilhas elásticas, tão do agrado, entre outros, de figuras como o velho treinador do Manchester United, sir Alex Ferguson, ou do ainda recente treinador do Benfica, armado cavaleiro logo na sua primeira época na Luz, que dá pelo nome de Jorge Jesus. Tal como o sábio treinador escocês tão campeão pelos ingleses, também o inconstante treinador português do tão campeão clube encarnado de Lisboa não dispensa a pastilha.
Elástica das boas, daquelas densas, cheias de goma, tipo Gorila ou mesmo Super-Gorila, capaz de se ver esticada sem partir, eis a favorita de Jesus, que parece gostar delas resistentes, e passa os 90 minutos de um jogo (mais o respectivo tempo de compensação e não de descontos, como muitas vezes por aí se diz e escreve) a mascá-las com a experiência e o empenho de um autêntico cowboy.
Tem, porém, o treinador do Benfica o curioso cuidado de tirar a pastilha da boca para se atirar em campo aberto, por exemplo, à confusão de uns empurrões e muitos impropérios com adversários - de calções, fato de treino ou mesmo engravatados - no final de um qualquer jogo muito emotivo como foi o que a sua equipa disputou com o Marítimo.
Inequivocamente contra um total desrespeito pelas pastilhas elásticas parece realmente ser Jorge Jesus, nada dado a mastigá-las e a deitá-las fora, como se viu depois do triste espectáculo em pleno relvado das águias, após o apito final do tal encontro Benfica, 2 - Marítimo, 1.
Logo que acalmaram os ânimos daquela súbita investida de personagens de ambas as cores, em torno do árbitro ou de adversários, foi possível descortinar a decisão do treinador encarnado de recolocar a pastilha no seu devido lugar, passando-a de novo - num acto não muito higiénico, é verdade, mas sempre muito dedicado - da mão direita para a boca.
Acto pouco higiénico mas honesto, esse, de quem preza a pastilha elástica e a considera companheira inseparável nas horas boas e nas horas más, e é incapaz de a ver transformada numa espécie de Francisco Silva das chicletes.
Noutros tempos, a pastilha elástica no futebol tinha, pois, um significado bem mais de acordo com a sua própria origem. Era mesmo só para mastigar e deitar fora. Nestes tempos, a muitos nem era dada a oportunidade de terem a dignidade da pastilha elástica de Jorge Jesus. Depois de usados - como o bom do antigo e pobre árbitro algarvio - corriam mesmo o risco de ser deitados fora, o que alguns até mereciam dada a sua apaixonada dedicação a causas pouco nobres.
Nesses tempos, aliás, a pastilha elástica era realmente um hino à metáfora do lado mais escuro do futebol, quando se vivia, ao mesmo tempo, o tempo de grandes confusões nos túneis de alguns estádios, criadas por quem hoje tem a distinta lata de querer atribuir a sua autoria a responsáveis da Luz como Jorge Jesus e Rui Costa, lamentavelmente exaltados em dois ou três jogos episódios nada edificantes, é certo, na sua luta por uma verdade que nem sempre sabem construir e muito menos defender. Mas hoje, pelo menos todos podemos ver às claras a pastilha na boca de Jesus ser mastigada e nem sempre deitada fora, e a irreflexão (sempre criticável) ser obra do acaso e não de um sistema.
Mas é a vida. Continuo, porém, a ter pena dos que jamais saberão perder. Porquê? Saberão esses alguma vez ganhar?"

João Bonzinho, in A Bola

O Benfica é do Mundo!

"Uma vez mais, nem o frio nem a chuva, nem a crise económica foram capazes de afugentar o enorme contingente de emigrantes lusos, residentes no centro da Europa, que voltaram a dizer 'PRESENTE', agora em Estugarda, numa inequívoca demonstração de amor clubistico que se renova a cada jogo na Europa do Futebol.
Como qualquer adeptos, o emigrante Benfiquista torce pela vitória do seu Clube, sendo que essa vitória extravasa o vermelho do Campeão Nacional, tornando-se qualquer jornada gloriosa numa inebriante celebração de portugalidade.
Na verdade, basta olhar para os rostos daqueles benfiquistas residentes por toda a Alemanha, Suíça e Luxemburgo - que fizeram centenas e centenas de quilómetros para estarem presentes - para perceber que o resultado, embora importante, nem é o que mais os motiva. Importante para eles, e isso comprova-o o brilho nos olhos e o embargo na voz, é a oportunidade de ver 'ao vivo e a cores' as suas 'papoilas saltitantes'. Estar no centro do relvado da Catedral com mais de 50.000 pessoas na bancada, minutos antes do início de 'jogo grande' é uma experiência fantástica; ver o Benfica, fora de Portugal, é uma experiência única. Sentir o amor pelo Clube de mais de 4.000 pessoas que, normalmente, não o podem acompanhar de perto, e que colocam naqueles 90 minutos todo o apoio e todo o querer de uma ou duas épocas futebolísticas, é uma dose extra de reforço de benfiquismo. Sentir aquela devoção incondicional reforça a minha ideia de que benfiquista algum tem o direito de assobiar a sua equipa na Catedral, mesmo nos piores momentos, pois existiriam milhares de outros benfiquistas que muito dariam para estar no seu lugar apoiando-a.
O Benfica nunca ganhara na Alemanha? Não precisava sequer de ganhar e ganhou... O desejo dos seus adeptos era que a equipa lhes oferecesse uma exibição sólida, inteligente, de muito trabalho, polvilhado de criatividade que servisse o objectivo de seguir em frente na Liga Europa... foi o que fez. A festa para depois do jogo, essa, estava garantida fosse qual fosse o resultado, porque o amor a este Clube não precisa de resultados para ser celebrado... É-o a cada partida, jogue-se a mesma onde for, contra quem for."
Sérgio Berenguer, in O Benfica

Enguiço quebrado

"O Benfica fez história na deslocação a Estugarda, ao vencer pela primeira vez em território alemão e ao fazê-lo de forma inequívoca e brilhante, sem esquemas tacticistas ou mero calculismo em relação ao resultado. De resto, o que, como benfiquista, mais me fascina na actual fase da equipa é justamente a capacidade de entrega plena que tem demonstrado, revelando uma energia, uma vitalidade e uma vontade de vencer e de convencer absolutamente assinaláveis.
É num Benfica assim que vale a pena acreditar e pelo qual vale a pena torcer, porque sintetiza tudo aquilo que nos faz ter o coração sintonizado com esta forma de sentir e de viver o futebol. Neste grande espectáculo de emoções, a alegria e a vontade, individual e colectiva, são determinantes e mobilizadoras.
Em Estugarda voltámos a ver um Benfica veloz, criativo, coeso, determinado e com indiscutível capacidade de concretização. Voltámos a ver, como tem acontecido há quase dezena e meia de jogos, um verdadeiro Benfica 'à Benfica'.
Ao alcançar o resultado conhecido e ao vencer a eliminatória, o Benfica encheu de alegria, não só os adeptos que o acompanharam na deslocação, mas também um número apreciável de portugueses radicados na Alemanha. Como nenhuma outra equipa, Benfica tem uma implantação junto das comunidades portuguesas que é invulgar e até comovente.
Em Estugarda quebrou-se o enguiço e ficou demonstrado que os relvados alemães não estão vedados aos triunfos benfiquistas.
Mas existe uma razão adicional para que eu me sinta feliz com este resultado. Numa época em que a Alemanha impõe, no quadro da União Europeia, as suas regras e interesses, subalternizando de forma ostensiva parceiros em crise como a Grécia, a Irlanda ou Portugal, dá gosto ver que dois golos sem resposta também ajudam a estabelecer outros equilíbrios europeus. É certo que o Futebol não resolve as crises, mas ajuda a dar força anímica a quem precisa de as superar. Belo Benfica europeu!"
José Jorge Letria, in O Benfica

Benfica vs. Bayern. Uma passadeira vermelha para o árbitro

"Há 35 anos, o escocês John Gordon precisou de dois batedores da polícia para chegar a tempo de apitar o jogo dos quartos-de-final da Taça dos Campeões.
Com o técnico jugoslavo Milorad Pavic ao leme, o Benfica recupera a hegemonia perdida (para o Sporting) e ganha o campeonato nacional em 1974-75, que lhe garante o acesso directo à Taça dos Campeões da época seguinte. Aí o Benfica já é outro, com Mário Wilson a substituir Pavic, de malas aviadas para o Málaga.
A pré-época começa na Indonésia, com um empate (0-0 com a selecção de Jacarta) e uma vitória (2-1 aos argentinos do Rosario Central). Segue-se França, onde o Benfica perde 2-0 com Humberto Coelho. "Serão quatro longos anos fora de casa, mas já sonho com o regresso ao Benfica", desabafa o defesa-central português, transferido nesse Verão para o Paris SG. Que não estava qualificado para nenhuma das três competições europeias. O Benfica, esse, sim. E as primeiras duas eliminatórias na Taça dos Campeões são esquisitas. Na primeira, 7-0 ao Fenerbahçe na Luz e 0-1 em Istambul, onde Jordão recusa dar a bola ao árbitro no final do jogo e é suspenso um jogo pela UEFA por comportamento incorrecto. Curiosamente, da Hungria viria o adversário seguinte do Benfica. Na Luz, 5-2. Em Budapeste, está 2-0 para os magiares aos 51 minutos. Mais um golo e adeus Europa para o Benfica. Para agravar a situação, o médio Vítor Martins é expulso aos 60 minutos. Com menos um, o Benfica sofre o 3-0 de Dunai II aos 65'. Com calma, Nené faz o 3-1 (73') e silencia o Ujpest Stadion.
Garantido o apuramento para os quartos-de-final, ao Benfica resta esperar pela sorte no sorteio. Pela frente tem St. Etienne, Bayern Munique, Dínamo Kiev, Hajduk Split, Real Madrid, Borussia M'Gladbach e PSV Eindhoven, que eliminara os encarnados na época anterior (0-0 na Holanda e 2-1 na Luz). Ao Benfica sai-lhe a fava do Bayern Munique de Die Katz (o gato) Maier, Kaiser (imperador) Beckenbauer e Der Bomber (bombardeiro) Müller, entre outros artistas fisicamente superiores aos outros, e tecnicamente também, razão pela qual são bicampeões europeus. Na Luz, o Benfica de Mário Wilson trava os bávaros (0-0). À falta de golos, sobram elogios para os guarda-redes Bento e Maier. "A nossa táctica foi não perder mas ainda tivemos uma ou duas oportunidades de golo bem salvas pelo vosso guarda-redes", sintetiza Diettmar Cramer, treinador dos alemães. Já Mário Wilson deixa escapar: "O grande culpado deste zero a zero foi Maier."
A tudo isto contrapõe o árbitro escocês John Gordon, encantado com a luz de Lisboa e o caminho para a Luz. Duas coisas diferentes, atenção. "Precisei de dois batedores da polícia para chegar a horas ao estádio. Lisboa é encantadora, tem muita luz, porque os prédios são claros e basta um raio de sol para iluminar a cidade. E depois aquela multidão na rua a puxar pelo Benfica." O i fala então com Artur Correia, o ruço, lateral-direito do Benfica desse tempo, que nos confirma a "viagem" do árbitro. "Estagiávamos sempre na Linha e a viagem do hotel para o estádio era um caos. Às vezes ficávamos uma hora presos no autocarro, à espera que a polícia desbloqueasse a situação. Porque as pessoas faziam cordão humano, puxavam por nós, gritavam os nossos nomes. Aí já começávamos a ganhar o jogo." À excepção deste: 0-0. Na RFA, 5-1 para o Bayern, que se sagraria tricampeão europeu."

Rui Tovar, in ionline

O último minuto

"Cinco segundos para o tempo se escoar. Coentrão teve o engenho que compensou a falta de sorte durante o jogo. Assim se chutou direito (com o dito pé) por linhas oblíquas! Cinco segundos, uma eternidade diante de um computador, um ínfimo nada perante uma baliza!
A alegria explosiva de um destes golos tem tanto de orgasmo futebolístico, como tem, de tragédia shakespeariana, um golo sofrido no último momento.
O tempo é uma das magias do futebol. Fisicamente objectivo, não o é dentro de nós. O tempo, no futebol, está entre a nossa medida e a do relógio do árbitro. Dez minutos são uma hora quando ganhamos, e um instante, que se escapa à velocidade da luz, quando buscamos um golo. Uma pressa fora do tempo e um tempo dentro da pressa.
A magia está, também, na hierarquização dos tempos. Um golo aos 20 segundos não é um golo a 20 segundos do fim. Ou um golo ao cair do intervalo não é um golo no reatamento. Um golo nos descontos (como gosto de dizer, em vez da tecnocrata «tempo de compensação») soa sempre a algo fora do tempo. Porque o minuto final é diferente de todos os outros, como se a probabilidade de um golo fosse inferior à de um golo antes. É a expressão da nossa subjectividade face à teoria das probabilidades. É como, no fim de uma viagem, acharmos que o último quilómetro, já nada nos pode acontecer.
Por tudo isto, me divido entre o tempo ao sabor do juiz ou a introdução do tempo útil. Por um lado, evitar-se-ia a batota de queimar tempo, por outro retiraria a sedução do jogo em que também contam os erros, as hesitações e as imprecisões, continua a não haver melhor juiz do que o tempo."
Bagão Félix, in A Bola

Era disto que o Couceiro estava a falar?!!!


Uma coisa eu tenho a certeza, o Director Geral dos Lagartos, desta vez está em sintonia com o Treinador!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Céu de brigadeiro, mar de almirante (ou a viagem romanesca de Jorge Jesus)

"A nove jornadas do fim do campeonato, o Benfica e o FC Porto não cedem e mantém entre si a distância de 8 pontos que não reflecte, de modo algum, a diferença entre a qualidade do jogo das duas equipas mas que reflecte, de todos os modos a mais algum, o confortável avanço que o FC Porto leva sobre o Benfica nesta luta desigual.
E a cada jornada que passa mais forte se torna a probabilidade de o Benfica perder o título brilhantemente conquistado na época passada para o seu rival do Norte do país. Esta é a realidade. E, à partida, esta é uma realidade que deveria abater o ânimo dos benfiquistas e lança-los, descrentes e zangados, a virarem-se contra a sua equipa, contra o seu treinador, contra o presidente mais o roupeiro e os tratadores da relva.
Pois tem sido precisamente o contrário o que tem acontecido.
Enquanto André Villas Boas tem de aturar a retórica dos especialistas lá da casa que se amofinam por o FC Porto, por exemplo, não ser eficiente nos lances de bola parada entre outras menoridades, Jorge Jesus vive no tempo presente reconfortado por elogios que chegam de todo o lado e até de adversários nacionais e estrangeiros, como sucedeu na recente deslocação triunfal a Estugarda.
E Jorge Jesus merece esses elogios porque o mérito desta situação de todo anormal é inteiramente dele por ter sabido sobreviver, em condições dificílimas, à tempestade que se abateu sobre a grande nau entre Agosto e Novembro - por pouco não houve um motim a bordo, como estarão lembrados.
E por ter conseguido, sem terra à vista, não só escapar ao naufrágio como também iniciar, contra todas as previsões, uma viagem épica criando ele próprio, para si e para os seus marinheiros argentinos, brasileiros, portugueses, espanhóis, paraguaios e uruguaios aquelas condições excepcionais de navegação que as gentes do mar definem como céu de Brigadeiro, mar de Almirante, ou seja, sem escolhos pelo caminho.
Tem sido assim há meses. O título é uma miragem mas a nau lá segue atrás dessa fantasia. É uma viagem romanesca, sem dúvida, pela alta improbablidade de vir a ter sucesso e pela coragem e paixão com que é levada a cabo.
Do lado do FC Porto chegam todos os dias lamentos sobre a excessiva valorização que a imprensa e o povo da rua emprestam a este ressurgir do Benfica depois da tormenta que foi para os campeões o primeiro terço do campeonato. Mas compreende-se que assim aconteça. Quem é que não gosta de romances marítimos, de acção, de destreza e de heróis improváveis?
Na época passada, ganhando o título nacional, Jorge Jesus conseguiu convencer muitos cépticos da sua capacidade para treinar o Benfica. Este ano, perdendo o título nacional, como é o mais do que provável, Jorge Jesus convenceu-me a mim.
Gostaria que fosse treinador do Benfica por muitos e bons anos. Ganhando ou perdendo, o espectáculo é sempre emotivo, romanesco, excelente. Ainda ontem se viu com o Sporting.
NO domingo o Benfica joga em Braga e o FC Porto agiu de forma muito rápida. E fez bem porque nem diria que leva 8 pontos de avanço sobre a gloriosa Mouraria.
Para impedir que o Benfica, nas vésperas da sua deslocação, contratasse para a próxima época os activos minhotos mais influentes na manobra da equipa de Domingos, o FC Porto, numa avisada jogada de antecipação, garantiu num ápice os concursos de Lima e de Sílvio que~vão jogar, obviamente, contra o Benfica.
Compreende-se e justifica-se o acto de gestão portista.
Antes do jogo com o Marítimo, por exemplo, o Benfica ainda tentou contratar Kléber mas tudo indica que chegou atrasado, muito atrasado. Mas, curiosamente, foi um futuro jogador do FC Porto, Djalma, contratado ao mesmo Marítimo pouco tempo antes da deslocação dos funchalenses à Luz, quem marcou o primeiro golo do encontro colocando o Benfica a perder a menos de um quarto de hora do fim.
Está visto, portanto, que estas mais recentes contratações do FC Porto em Braga antes da visita do Benfica são muito mais do que um acto de gestão. Trata-se, no fundo, de uma fezada. E há que respeitar.
NO final do jogo com o Marítimo, Jorge Jesus voltou a ter mais um daqueles seus momentos fadistas e lá saltou de peito aberto para o meio da confusão gerada entre os jogadores do Marítimo e o árbitro do Porto.
No dia seguinte, o treinador do Marítimo foi entrevistado pela Sport TV e afirmou repetidas vezes, perante tanta insistência, que não se tinha passado nada de especial nem de grave. É um testemunho a levar em conta porque Pedro Martins também lá andou pelo meio.
Já o presidente do FC Porto que assistiu pela televisão veio tecer os seus comentários. «No túnel da Luz seja o que for que aconteça não é novidade e agora também já deixaram os túneis», disse.
Tão estranho ouvir Pinto da Costa a desdenhar, maldizer e mesmo a condenar «os túneis» depois de termos ouvido, ao longo de duas décadas, um rol de queixosos a referirem-se ao túnel das Antas e do Dragão como locais pouco recomendáveis, até para a saúde pública.
Porventura seriam todos os queixosos uma cambada de aldrabões ou de exagerados que mal viam um simples guarda Abel logo imaginavam de dentes arreganhados uma corporação inteira, à militar ou à paisana.
Mas foram lamentos que fizeram História.
E ouvir hoje Pinto da Costa a maldizer «túneis» é quase como ouvir o Joaquim Bastinhas a atacar as touradas, o Júlio Pereira a maldizer o cavaquinho, o José Cid a maldizer o piano, a TVI a maldizer os reality shows, o Dom Nuno Álvares Pereira a maldizer a táctica do quadrado, a Filipa Vacondeus a maldizer os trens de cozinha em aço inoxidável, a Disney a maldizer os irmãos Metralha, o Brecht a maldizer a distanciação, a Paris Hilton a maldizer as limusinas ou, para cúmulo do absurdo, o Berlusconi a maldizer os playboys xexés.
O Benfica está na final da Taça da Liga e vai conhecer hoje o nome do seu adversário. Ontem somou a sua 18.ª vitória consecutiva e o jogo nem começou bem. O Sporting marcou primeiro e o Benfica só conseguiu empatar doze minutos depois, por Cardozo, aproveitando um dos seus pontos fortes: os penalties de cabeça.
Já nos penalties com os pés, o paraguaio voltou a não acertar. Enfim, faz tudo parte do argumento deste filme incrível que tem sido a época dos campeões nacionais desde que acordaram para a luta depois de um início do tal início de temporada penoso.
E, como não poderia deixar de acontecer, porque já faz parte da tradição recente, o Benfica marcou o golo da vitória no tempo de descontos e o Sporting sofreu o golo da derrota no tempo de descontos.
José Couceiro, que se estreou como director desportivo-treinador, lamentou o trabalho de árbitro porque interrompeu um contra-ataque do Sporting beneficiando o infractor. Foi pena, de facto.
Quem sabe se, para além do golo de Postiga, esse conta-ataque não proporcionaria uma segunda e última jogada de perigo do ataque sportinguista em 90 minutos de jogo.
Agora o Benfica vai continuar a sua imaculada viagem em quatro frentes e o Sporting vai para eleições."
Leonor Pinhão, in Bola

Salvio seja

"Há dias, em A BOLA, Jesus afirmou: «Tenho receio que Salvio vá para qualquer lado...». Para além da questão do «qualquer lado», que bem sabemos a que se refere, esta asserção traz à colação a questão dos jogadores recebidos por empréstimo.
Empréstimos de jogadores são, quase sempre, préstimos com água-no-bico.
Das duas, uma: ou são um fiasco (logo, tempo e dinheiro perdidos) ou serão uma revelação, a benefício do emprestador e a custo do clube que o recebeu temporariamente.
Olhando, apenas, para o Benfica, nas últimas épocas, recebeu por empréstimo 5 jogadores: Miccoli, C. Rodriguez, J.A. Reyes, Suazo e Salvio.
Miccoli, um notável jogador, deixou os adeptos com água na boca. Rodriguez fez estágio para o Porto. Reyes voltou a Madrid e o Benfica ficou com parte do seu passe, provavelmente com menos retorno. Suazo, bom jogador entre lesões, adiou soluções. Salvio, que Jesus está a ensinar e valorizar, pode vir a aumentar os ganhos do... vendedor.
Percebo que os empréstimos sejam uma forma de rodar e valorizar jogadores tapados no seu clube de origem. Mas, quase sempre, não resolvem as situações dos clubes que os recebem por empréstimo. Em clubes pequenos e sem capacidade financeira até se entende, porque faz parte da sua prova de vida. Em clubes maiores, pode ser nocivo porque, ou se adiam decisões mais estruturantes, ou se compram os direitos do jogador emprestado, depois de, paradoxalmente, se ter contribuído para o seu encarecimento.
Mas sei que estas questões não são tão simples, a preto e branco. Há cambiantes respeitáveis que, de fora, não podemos contextualizar. No fundo, a questão é: salvo seja ou Salvio seja?"

Bagão Félix, in A Bola

O regalo Benfica

"Houve ou não houve justiça naquele golo de Fábio Coentrão, a quatro segundos do termo da partida? Foi a 17.ª vitória consecutiva de um Benfica pujante, completamente ao nível do que melhor exibiu na temporada passada.
O que pode ganhar a equipa de Jorge Jesus? Tem a Taça de Portugal e a Taça da Liga no horizonte, duas provas que podem corresponder a outros tantos troféus. E na Liga Europa? Aquele Benfica autoritário, determinado, convincente, que se exibiu em Estugarda, pode ou não bater-se pelo triunfo na competição? A resposta é afirmativa. Existem adversários de elevada cotação? Existem adversários que provocam receio? E o que dirão esses mesmos adversários da perspetiva de se cruzarem com o Benfica? Não ficarão também receosos, sobretudo perante a sensacional trajetória dos campeões nacionais no último trimestre?
E o Campeonato? O FC Porto não cede terreno, mas ainda tem jogos complicados para disputar e vai mesmo à Luz. As contas estão encerradas? É caso para dizer que, se estão, tal acontece desde a quarta jornada. E o que se passou na fase madrugadora da nossa Liga? Importa lembrar os jogos com a Académica, o Nacional e o Vitória de Guimarães. Não havia, na altura, este Benfica? Mas também não houve imoralidade que chegasse, ao ponto de inquinar, porventura de forma irreversível, a verdade competitiva.
Aconteça o que acontecer, este Benfica é um regalo para a vista. Joga bem, joga bonito. Joga o que os outros não jogam, isto é, joga mais, joga melhor."

Benfica versão Hitchcock...!!!



A alma do Mestre do suspense deve andar a rondar a Catedral !!! Três 'remontadas' consecutivas, sendo que nas últimas duas, as vitórias foram obtidas no último suspiro ofensivo, tudo isto leva-me a suspeitar da 'mão' do Mestre !!! Mas hoje, no final do jogo, tive a confirmação que algo de sobrenatural está-se a passar na Luz !!! Cheguei ao carro, liguei o rádio passei estilo 'zapping' pelas três principais (Antena 1, RR, TSF) e todas as almas penadas que por lá vagueiam, foram unânimes a argumentar o grande jogo do Sporting!!! Dizem eles, que o Sporting tinha conseguido maneatar o Benfica !!! Com muita luta, e garra !!! Couceiro já é um iluminado, que em dois dias, conseguiu transformar uma equipa de merda, numa super-equipa !!! Na Antena 1, chegou-se mesmo a dizer que o Benfica tinha perdido !!! (não estou a brincar!!!) Defendeu-se que o Sporting foi prejudicado por uma arbitragem vergonhosa!!! Após alguns minutos a ouvir estes decretos de sabedoria, cheguei à conclusão que afinal o Benfica tinha sido goleado, afinal a festa que eu fiz quando o Javi marcou o golo, deveu-se a uma ilusão fabricada, só pode ser, pelo Mestre Hitchcock !!! Amigos Benfiquistas, é com muita pena minha que vos informo, que afinal não vamos à Final da Taça da Liga !!!
Eduardo Barroso, por onde é que tu andas?!!! Eles realmente acreditam, eles acreditam que foi só azar, foi só um ressalto !!!

Falando um bocadinho mais a sério!!! Foi o nosso jogo mais fraquinho, a equipa está extremamente cansada, por exemplo o Coentrão está todo roto. Mas mesmo assim jogámos melhor, tivemos melhor atitude, e merecemos inteiramente a vitória. Defrontámos um adversário que copiou a forma de jogar do nosso último adversário (Marítimo, 4-2-3-1), desde do primeiro minuto jogou para o empate (à espera dos penalty's), voltaram a atirar-se para a 'piscina' sempre que possível, e só criaram perigo após erros individuais dos nossos jogadores, e estes erros ocorreram não por mérito do Sporting, mas devido à muita fadiga acumulada na nossa equipa. Pessoalmente só acho que não é necessário continuar com este suspense até aos descontos!!! A equipa mais tarde ou mais cedo vai dar o berro, pode ser já em Braga, ou pode ser com o PSG. Pelo menos agora vamos ter 4 dias de descanso para o próximo jogo, um luxo, para quem nos últimos 10 dias, fez 4 jogos!!! É verdade os Lagartos também fizeram 4 jogos nos últimos 10 dias, mas eles jogaram os três primeiros a passo, e nós jogámos eles todos a 200 à hora!!!!

Recuperar (os Corruptos perderam)

terça-feira, 1 de março de 2011

A humildade necessária

"Por mais que outros se coloquem em bicos de pé, o grande confronto desportivo, o que apaixona o país, o que se assume como grande clássico entre os clássicos portugueses é o Benfica – Sporting.
Independentemente dos momentos e contextos que condicionam a qualidade e o desempenho das suas equipas de futebol, o suporte histórico destes dois clubes faz com que a vitória represente para os respectivos adeptos uma questão de honra. E com esta não se brinca, nem se admitem brincadeiras. Nos dias que antecedem o jogo, este transforma-se no alfa e ómega das conversas quotidianas dos adeptos. Cada adepto revê a sua paixão clubista nos futebolistas que defendem as suas cores. Cada discussão que antecede o jogo é uma evocação de rugas, de vincos do passado, mas é também é um encontro de desejos e esperanças.
Felizmente, vencemos o Sporting, concretizámos a esperança e juntámos este jogo às boas memórias, às tais rugas que nos ajudam a inscrever os momentos no devir da história. Agora, importa salientar que só vencemos o jogo porque na base do talento, da organização e da qualidade do nosso jogo esteve o empenho e a capacidade sofrer. Depois do árbitro nos inibir com uma chuva despropositada de cartões amarelos e de sermos obrigados a jogar metade do jogo com menos um em campo, restava responder ainda com mais entrega, com mais humildade. Soubemos ser humildes e isso deu-nos a vitória.
No final, resta apenas tentar digerir o sucesso ou insucesso com a dignidade a que a história dos nossos clubes nos obriga. Que o benfiquismo vencedor saiba festejar os nossos sem humilhar os outros, e que os vencidos saibam respeitar o mérito de quem alcançou os louros de forma limpa e justa. E, mais do que tudo, saibamos nós, benfiquistas, viver o benfiquismo em função do Benfica e não em função do gratuito apoucamento alheio. Isto também faz parte da tal humildade que nos faz enormes e gloriosos."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica