Últimas indefectivações

sábado, 3 de outubro de 2015

13.ª Supertaça

Benfica 79 - 42 Barcelos
30-7, 15-12, 19-11, 15-12

Já era esperado um jogo fácil, o Barcelos sem o Nuno Oliveira e o Lonkovic será sempre muito mais fraco.
O Benfica entrou concentrado, e sem relaxar, assim se explica a diferença brutal logo de entrada... Deu até para gerir os minutos de todos os jogadores.
Duas notas: os 0 pontos do Mário Fernandes em 20 minutos, com 2 lançamentos tentados. O Mário às vezes exagera no 'passe'...; e as faltas 'sacadas' pelo Nuno Oliveira nas penetrações... era bom que o Cook, perceba que também deve fazer movimentos parecidos.

13.ª Supertaça, 4.ª consecutiva, 11.º título consecutivo!!! É esta a história recente do Basket do Benfica... e que seja para continuar.


6.ª Supertaça

Sp. Espinho 0 - 3 Benfica
23-25, 17-25, 14-25

Sexta Supertaça, quinta consecutiva. Esta estatística ilustra bem o domínio do Benfica da modalidade nas últimas épocas. Mesmo com muitas alterações no plantel em relação à época anterior, o Benfica voltou a vencer...
Isto apesar da boa replica do Espinho no 1.º Set. Parece-me mais forte o plantel do Sp. Espinho desta época, em relação ao último ano.

O Dr. Gaspar voltou a fazer um grande jogo, o Renan está melhor jogador (em relação à primeira passagem pela Luz), e o João Oliveira está a evoluir...

Pleno

Benfica 6 - 1 Dobovec

A qualificação já estava garantida para as duas equipas, estávamos a jogar em casa do adversário, mas éramos favoritos, e provámos isso dentro das quatro linhas...

Não somos cabeças-de-série no sorteio da Ronda de Elite, se sair novamente o Ekonomac (Sérvia) fico descansado, mas com o Inter (Esp), o Kairat (Caz) ou o Karagandy (Caz) temos que organizar a Ronda de Elite na Luz, e mesmo assim não será fácil... Sorteio dia 14 de Outubro, jogos em Novembro, 10 e 15.

Evolução nítida...

Benfica 33 - 27 Águas Santas
(17-14)

Mais um teste ultrapassado com distinção. Recordo que este Águas Santas, já venceu em Braga, e ainda a semana passada perdeu somente por 2 golos com o Sporting...
Jogámos quase sempre bem, a excepção foi o final da 1.ª parte, mas mesmo assim senti sempre o jogo controlado... Cinco jogos, cinco vitórias.
Destaco a evolução do Uelington, que neste momento fisicamente está muito melhor, mais móvel, é de facto uma contratação que vai fazer a diferença. Ofensivamente, envolvemos pouco o Pivot, é verdade que os critérios dos árbitros com os Pivot's do Benfica são sempre muito 'estranhos', mas temos que usar mais o Pivot, até para libertar os nossos rematadores de longa distância...!!! Defensivamente, estamos a defender melhor, principalmente a defesa na zona central, ao Pivot adversário, algo que nos primeiros jogos da época, praticamente não existia!!!
Na Quarta, jogamos no antro da Corrupção. Será teoricamente o recinto mais difícil da época, portanto será mais um excelente teste, para perceber o que esta equipa nos pode oferecer...

Alguém tinha que pagar as favas !!!

Benfica 10 - 0 Braga

Parece que o Braga teve que pagar as favas, pelo desaire da semana passada... o problema é que a Supertaça já foi!!!


PS1: Parabéns às meninas do Hóquei em Patins, que esta tarde conquistaram a Supertaça, vencendo a Académica por 5-0 (Inês Vieira, Macarena(2), Marlene(2)). Mesmo com algumas saídas, a equipa parece querer manter o nível... e a Macarena já marca!!!
PS2: As nossas meninas do Polo Aquático não conseguiram repetir a surpresa da Taça de Portugal, e acabaram por perder a Supertaça (13-7) para o Fluvial Portuense que era o favorito.

Mau

Benfica B 1 - 2 Mafra
Andrade


Jogámos mal, os jogadores pareciam cansados, o jogo a meio da semana em Chaves, onde jogámos 45 minutos com 10, e jogo da UEFA Youth League, deixaram marcas... O Benfica tem estado pouco atento a estes pormenores, mas este jogo podia ter sido adiado para Segunda-feira...

Jogámos contra uma equipa manhosa, que usou e abusou do anti-jogo, com a habitual complacência do apitador... Mas temos que jogar melhor. Não percebi como é que o Dino não foi substituído!!!

O 6.º Violino

"Na última assembleia do Sporting, o seu presidente varreu definitivamente os "obstáculos da educação e do decoro", linda expressão de Jane Austen que vem aqui a calhar por se tratar de uma romancista inglesa do século XIX, morta e enterrada e, por isso mesmo, imune a qualquer tipo de ameaça como as que já pendem sobre cidadãos que se atrevam a 'meter-se' com este Sporting. A Bruno de Carvalho, no seu afã de reinterpretações, só lhe falta mesmo atribuir a si próprio, por unanimidade e aclamação, o título de o 6.° Violino da história do clube. Ele dispensará até a unanimidade. A aclamação é que não.
Como os outros presidentes dos grandes não passam cartão a nada do que o presidente do Sporting diga, a sua próxima actuação, à falta de troco, está marcada para um programa de televisão onde se debaterá, taco a taco, com alegados facínoras do 'comentadorismo' nacional. Vai de vento em popa, vai.
Na justificada euforia que se seguiu à vitória sobre o Benfica, o presidente do Porto disse que a equipa de Lopetegui "dificilmente" voltaria a perder pontos. Nem uma semana se teve de esperar para vermos o Moreirense tirar dois pontos à mesma equipa que "dificilmente" voltaria a perder pontos segundo o juízo do seu presidente. Pinto da Costa também disse que Maxi Pereira não trocou o Benfica pelo Porto "por dinheiro". Claro que não, toda a gente sabe que foi por amor. Aliás, é por causa destas coisas que o futebol arrasta multidões.
Da exposição do contrato de Jorge Jesus ressalta a atribuição de um prémio monetário para o treinador dando-se o caso de o Sporting ganhar a Taça da Liga que, afinal, será mais importante para o Sporting, que se recusava a ganhá-la, do que para o Benfica, que já ganhou uma mão-cheia mas não lhe atribui valor que justifique qualquer prémio para o treinador. Sabem-se estas coisas todas agora graças à Football Leaks, organização moderna que se tem encarregue da nobre tarefa de desmascarar intrujices a uma velocidade bem superior do que aquela que servia, noutros tempos, para se apanharem mais depressa mentirosos do que coxos.
O Benfica jogou muito bem em Madrid e ganhou o seu primeiro jogo fora da temporada. Amanhã joga com o União da Madeira e convém-lhe muito voltar a ganhar. Cometer proezas na Liga dos Campeões é uma delícia. Ah, mas o campeonato... o campeonato é que é."

Crédito recuperado

"A última semana foi, sem dúvida, a melhor de Rui Vitória no comando do Benfica. Os encarnados conseguiram o primeiro triunfo da época num jogo de grau de dificuldade elevado - e logo em Madrid, para a Liga dos Campeões -, depois de ganharem, de forma eloquente, a partida com o Paços de Ferreira, o que permitiu, desde logo, que o treinador começasse a recuperar a confiança dos adeptos. Vitória superou obstáculos, contornou os primeiros focos de tensão e até passou a adoptar um discurso mais ambicioso, como aconteceu na véspera do duelo ibérico.
Contas feitas, o Benfica aproximou-se dos rivais intramuros e deu um passo quase decisivo para a qualificação na Liga dos Campeões. Mas, nesta semana de sonho, Rui Vitória conseguiu ainda mais, muito mais, face ao protagonismo atingido pelos dois jovens da ala direita recrutados à equipa B. Nélson Semedo confirmou todo o seu valor, e até foi chamado à Selecção Nacional, enquanto Gonçalo Guedes 'explodiu' e assumiu-se como uma opção credível para substituir o lesionado Salvio."

A garganta funda do futebol português

"Marcou a história do jornalismo e a história da América. O caso, ocorrido nos anos 70, do século passado, ficou conhecido pelo nome de Watergate e teve na origem a investigação de dois jornalistas do Washington Post, Bob Woodward e Carl Bernstein, que levou à demissão do presidente Nixon. Para a época, tornou-se num caso emblemático, para todos os jornalistas que estavam a começar a profissão, como era o meu caso. Recordo-me de que, na altura, surgiram muitas discussões entre os jornalistas sobre a ética de receber informações de uma fonte que se protegia sob o nome de garganta funda, em inglês, deep throat. Havia quem considerasse que por detrás da informação e do informador poderiam haver interesses particulares e que tais interesses poderiam distorcer as provas, os factos, a realidade.
A história veio a dar razão aos jornalistas do Washington Post, que sempre procuraram cruzar as informações que recebiam e tratá-las com um critério profissional de interesse público. Muitos anos se passaram. Os jornais mudaram muito e os jornalistas também. Porém, há questões que não mudam. 
Recentemente, surgiu uma versão moderna do Watergate, no chamado Wikileaks, uma organização sediada na Suécia, liderada por um ciberativista, Julian Assange e que publica informações e documentos confidenciais particularmente sensíveis para empresas e governos. E, agora, surge-nos, do mais fundo da escuridão do mundo informático, um novo garganta funda que nos traz um conjunto de informações reservadas e até confidenciais sobre o mundo dos nossos principais clubes de futebol.
Como a maior parte das notícias, não diria comprometedoras, mas, no mínimo, desconfortantes, recaem sobre um clube, em especial, o Sporting, surgiu de fonte leonina a apreciável suspeita de que o Football Leaks é, apenas, e só, um instrumento de ataque ao Sporting e ao seu presidente, através de uma acção ilegal de espionagem informática.
E de novo se coloca a questão: neste caso, que posição devem ter os jornais e os jornalistas? Fazer eco dessa acção ilícita, sem saber quem oferece a informação; dar força de divulgação pública de massas ao conhecimento que apenas poderia ficar num círculo restrito; divulgar essa informação, tomando-a, toda ela, por boa; e, por fim, não querer saber se essa informação tem, ou não, um objectivo determinado de ataque a uma entidade ou a uma pessoa? Como o leitor certamente compreenderá, trata-se, de facto, de matéria muito sensível e que não é fácil de tratar numa versão de anos setenta, num mundo e num tempo em que a internet toma conta de toda a informação no momento em que a recebe e logo a coloca em todo o mundo. 
Por outro lado, quem pretender cruzar toda essa informação terá de contar com um muro impenetrável de silêncios. Investigar profunda e minuciosamente cada caso, torna-o, assim, obsoleto e no momento em que se transmite essa informação, já muitas outras estarão na discussão pública, onde corre, sempre muito favorável, o vento do voyeurismo.
Pesadas todas as situações, A BOLA entendeu divulgar e continuar a divulgar os casos que são suscitados pela informação do chamado Football Leaks, procurando, na medida do possível, cruzar a informação que recebe e tratá-la com o necessário enquadramento e numa perspectiva meramente jornalística de interesse público. Tanto mais que as informações que têm vindo a público são peças importantes e esclarecedoras na parte mais opaca mundo do futebol.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Da tacanhez como vocação

"No cume das instâncias que regem o futebol europeu residem a FIFA e a UEFA. Ambas comandadas por gente que podemos designar como uma Torpe Trupe de Tristes Trastes. A primeira é liderada por um tal Blatter, carreirista de profissão; a segunda por Platini, antigo futebolista. Aliás, muito bom. Pena é que, arrumadas as chuteiras, nem uma pequena parte de tanta sabedoria acumulada pelos pés lhe tenha subido à cabeça. Por isso teve arte suficiente para se juntar a quem agora pede a cabeça do outro, mas como não se pode escapar da estupidez própria logo adiantou que desejava colocar a sua no lugar daquela. Esquecendo-se, porém, que também ele havia provado do mesmo mal. Alegou depois que fora para pagamento de um suposto trabalho feito a título pessoal. Espero que ainda se venha a saber que tipo de trabalhos poderá um presidente da UEFA fazer, a título pessoal, para a FIFA. Uma coisa, porém, é certa: não foi por propor medidas que promovam a verdade desportiva e a transparência, tal é a sua fobia a qualquer inovação nesse sentido. Ao invés de modalidades como o vólei ou o ténis, que já recorrem ao vídeo challenge, o qual permite a imediata correcção de decisão arbitral em conformidade com a realidade, assim prevenindo a viciação, mesmo que involuntária, dos resultados. Ao mesmo tempo subsistem aberrações como estas: (i)permissão para que os terrenos de jogo tenham dimensões diferentes, conforme o gosto do freguês, e (ii) proibição de os ecrãs dos estádios mostrarem a repetição de jogadas polémicas. Não falando já na interdição de transmissão de incidentes verificados nas bancadas. E nós a pensar que nada tínhamos em comum com a Coreia do Norte..."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Como União é uma final da Champions

"O campeonato animou. Dois pontos separam uma mão-cheia de equipas. O cenário ficou bem melhor, com o FC Porto a perder pontos em casa do penúltimo classificado e o Sporting a ver quadradinhos no Bessa. 
Nem por sonhos poderia imaginar que os rivais perdessem pontos contra estes adversários. O Benfica também já teve o seu Arouca mas esta semana foi surpreendente.
Domingo na Madeira será um jogo difícil, porque segue-se a um jogo de Liga dos Campeões, porque há viagens sucessivas a aumentar o cansaço, porque Cosme Machado é o árbitro, e porque há um União motivado.
São vários perigos.
Mas se queremos lutar pelo título, não pode haver desculpas e ganhar é a única solução.
Desvalorizar a vitória do FC Porto na passada terça-feira contra o Chelsea, apenas por ser contra o 15.º do campeonato inglês, não é uma atitude inteligente.
O FC Porto jogou como ainda não tinha feita este ano e mereceu uma vitória difícil e importante.
O Benfica foi a Madrid fazer uma demonstração de classe. Ganhar em Espanha não acontecia há 33 anos e ao Atlético Madrid de Simeoni perder em casa nunca tinha acontecido na Europa do futebol.
Embora o objectivo sejam os títulos, é bom fazer o caminho com brilho e categoria.
Enquanto a imprensa anunciava um recorde negativo de derrotas a cair em Madrid, teve de engolir vários recordes positivos. É assim no Benfica!
Agora é contra o União da Madeira a nossa final da Liga dos Campeões."

Sílvio Cevan, in A Bola

Notas...

- Nelson Semedo foi naturalmente convocado para a Selecção Nacional. As exibições do Nelsinho, e as lesões de vários jogadores selecionáveis para aquela posição, obrigavam o Seleccionador a convocar o nosso jovem jogador... só será pena, se for suplente do Cedric!!! Até os rumores de uma possível chamada à Selecção de Cabo Verde, ajudaram a esta rápida promoção...
Como já opinei noutras ocasiões, não sou um grande fã de chamadas às Selecções, só espero que tudo corra bem, e regresse ao Benfica em condições de jogar...
Além do Nelsinho o Eliseu também foi convocado.

- Jiménez, Samaris, Mitrogolou, Ederson, Gaitán, e ainda o Gonçalo Guedes e o Pedro Rebocho - sub-21 -, também foram convocados às respectivas Selecções.

- O nosso jovem Judoca Nuno Saraiva, ficou em 2.º lugar na etapa da Taça do Mundo, em Tashkent, no Uzebequistão, na categoria de 73Kg. Foi um excelente percurso até à final, pena a forma ingénua como perdeu a Final para o Judoca da casa...

- Este fim-de-semana vamos disputar 4 Supertaças: Basquetebol, Voleibol, Hóquei em Patins feminino, e Polo Aquático feminino.

- Uma nota ainda, para a renovação do contrato com a Vanessa Fernandes, que faz parte da nossa equipa de Atletismo de fundo...

Chumbar tudo

"Que grande confusão vai na cabecinha do líder quase norte-coreano que falhou a aterragem na Portela e teve que saltar em andamento no Campo Grande. O actual e ainda presidente da instituição desportiva criada em 1906 com o objectivo de um dia ser tão grande como os maiores clubes da Europa (já passaram mais de cem anos e nada...), dedicou boa parte da sua intervenção na reunião magna com os associados da sua agremiação a falar do Sport Lisboa e Benfica. Alguma coisa vai mal para aqueles lados. E estou apenas a ser simpático com a expressão "alguma". Depois de já se ter referido ao Bicampeão Nacional como uma equipa de Carnide - ai essa Geografia, senhor doutor: estamos localizados em São Domingos de Benfica, com muito orgulho -, o homem que não deixa que se façam piadas sobre equipas de Futebol russas (Moscovo é na Rússia?), tentou a sua sorte na Demografia e Estatística. E eis que chumbou em mais uma cadeira. No momento em que devia apresentar contas e projectos aos seus consócios, o homem do pavilhão invisível esteve a fazer contas de cabeça sobre os números de associados da equipa detentora de 34 campeonatos nacionais. Diz ele que não temos mais de 4,5 milhões de adeptos. Entendo que não seja preciso muito tempo para contar os seus seguidores, mas olhe que nem a vida toda lhe chegava para quantificar a dimensão nacional e internacional da maior potência desportiva portuguesa. Não, não me enganei, caro senhor: somos nós, o SL Benfica. É só olhar para os números e para a História, não perca o seu tempo.
Para o chumbo ser completo só faltava a cadeira de Economia e Finança. Vai daí, o presidente de todos os sportinguistas, arriscou nos 200 M€ para o valor de Cervi, brevemente a brilhar na Luz. Ele lá saberá. Se avaliou o Tanaka em 60 milhões, tudo é possível..."

Ricardo Costa, in O Benfica

O Benfiquismo, a nossa força!

"Bastou uma jornada em que o Benfica recuperou dois pontos aos seus adversários na luta pelo título para logo sermos bombardeados por demagogia senil e populismo bacoco. A estes, com a serenidade Bicampeã e a grandeza de quem, em tempo útil, soube tornar-se independente das teias de influência que, sob a forma de patrocínios salomónicos e de "distribuição" equitativa e adiantada de receitas à custa de consumidores fustigados por um monopólio, insistiam em desvirtuar o contexto desportivo nacional, ao esbater artificialmente as diferenças, a nosso desfavor, da popularidade e força das marcas dos principais clubes portugueses.
Sejamos claros: O Benfica até poderá não ganhar, mas nunca deixará de ser o campeão, pois vive, ao contrário dos outros, em função de si próprio, de e para os Benfiquistas. Benfiquistas esses que, dizem os estudos de mercado, as audiências televisivas, as médias de espectadores e a dimensão do investimento dos seus parceiros, são incomparavelmente superiores em quantidade e dedicação. Esta sim é a nossa grande força, incompreendida por quem não a sente, com sede na freguesia de São Domingos de Benfica e ramificações profundas em todo o país, na África lusófona, nos destinos predilectos da diáspora portuguesa e um pouco por todo o mundo.
P.S.: Conquistámos o Troféu António Pratas de Basquetebol, o décimo título e troféu nacional consecutivo, um recorde, superando a marca obtida nos anos 90, também pelo Benfica. Uma palavra final para a nossa equipa de Hóquei em Patins: Na época passada, perdida a Supertaça, veio a dobradinha. Com o vosso empenho e qualidade, acredito que poderão repetir o feito."

João Tomaz, in O Benfica

Jornada de eleição

"1. Recuperados dois pontos a ambos os rivais, antecedendo paragem para selecção e Taça de Portugal, e na antecâmara de um Benfica-Sporting, o jogo de domingo, frente ao União, é muito mais importante do que parece. Ganhar significa, pelo menos, manter as distâncias, e encarar o dérbi com a força de quem pode chegar-se à frente, Atrasar-nos neste momento acrescentaria pressão à nossa equipa, e - muito importante - retirá-la-ia aos rivais. Creio ser mais provável vencer o dérbi se a ele chegarmos a apenas dois pontos, do que no caso de o resultado do Funchal nos atirar para longe da liderança. Ao contrário do que tem acontecido na Luz - onde o Benfica é rei e senhor -, fora de casa ainda não encontrámos o caminho das vitórias. Esta é uma bela ocasião para afastar também esse estigma. Eu voto numa vitória clara do Benfica. 
2. Numa altura em que o nosso vizinho procura, em várias frentes, retomar a competitividade de que há muito andava arredado, todos os dérbis lisboetas (do Futebol ao matraquilho) terão de ser encarados com crescente importância estratégica. Infelizmente, Supertaças de Futebol e (agora) Hóquei em Patins, e Taça de Honra de Futsal, voaram para o lado de lá da rua, servindo apenas para os galvanizar. Não podemos voltar a dar-lhes a mão de forma tão generosa. Espera-se um rápido ponto final nesta triste sequência, e a retoma da ordem natural das coisas.
3. De Basquetebol e Voleibol esperam-se dois troféus para este sábado. A equipa de Carlos Lisboa já alcançou uma conquista. A de José Jardim estreia-se oficialmente. Há que manter a senda triunfante da última temporada."

Luís Fialho, in O Benfica

Importam-se de repetir s. f. f. ?

"Afinal, afinal, talvez as coisas não estejam tão mal como pareciam. É bem verdade que os pessimistas gostam de se considerar a si mesmos como optimistas bem informados. O seu momento de fama é o do rescaldo dos desastres, quando são os primeiros a distribuir culpas e a denunciar culpados. Soltam então aos berros o seu lema predilecto: 'eu bem avisei!'. Mas quando as coisas correm bem, ou mesmo de modo excelente, não se pense que desaparecem tais emplastros. Não. Reaparecem, embora acompanhados de uma vozinha melosa a lembrar 'eu sempre acreditei...'. São os mesmos que entram no estádio embrulhados numa bandeira ou num cachecol do clube mas que levam também, pelo sim pelo não, o lencinho branco bem dobradinho dentro das calcinhas.
Indo directo aos factos: quem se atreveria a apostar que o FC Porto e o SL Benfica seriam capazes de vencer Chelsea e Atl. Madrid, pelo mesmo resultado, com equivalente brilho e similar merecimento? Ainda por cima com vectores outros que estavam também em equação, desde o estatuto de invicto em casa na vigência do principado de Simeone até à circunstância de nunca Mourinho ter alguma vez logrado vencer no Dragão enquanto visitante. Porto e Benfica foram dignos da nossa admiração e também credores da dádiva de alegria que é maior do que o mero resultado. Por razões várias, das quais a menor não será com toda a certeza a peremptória afirmação ao mais alto nível de dois magníficos rapazes: Rúben Neves, melhor em campo, e Gonçalo Guedes, autor do golo da vitória da águia. Para ajudar à festa, Marco Silva derrota o Arsenal em Londres e CR7 torna-se o melhor marcador de sempre do Real. Melhor seria possível?"

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

PS: Tudo isto é verdade, mas o facto do actual Chelsea estar a fazer uma época deplorável, ir em 15.º na Liga... e mesmo assim ter ficado com um penalty claríssimo por marcar, mesmo a fechar a partida, não foi destacado por ninguém...

Quem tem medo do "Football Leaks"?

"Confesso que não deve ser agradável acordar e perceber que, desta ou daquela forma, informações que julgávamos confidenciais (e por isso mesmo só ao alcance de meia dúzia de pessoas… quanto muito) circulam, sem qualquer controlo, nas redes sociais. Isso não é simpático se estivermos a falar de documentação sensível respeitante a um clube (ou SAD), da mesma forma que seria desconfortável se em causa estivesse o nosso extracto bancário, a declaração de IRS de um familiar próximo ou o ficheiro clínico de um amigo.
Feita a introdução – onde, ainda que genericamente, posso dizer que me solidarizo com todos os que, em nome individual ou colectivo, viram informação que pensavam privada tornar-se totalmente pública – devo acrescentar que, como tantas outras pessoas, também não resisti à tentação de ir visitar o blog do momento, o “Football Leaks”. E ressalvando o que atrás afirmei…gostei do que vi. Dito de outra maneira: gostei do que me proporcionaram ver. Há ali muita matéria interessante. Para quem é jornalista, é certo, mas igualmente para qualquer adepto. E se assim é, tal como sucedeu com a “Wikileaks” em relação a outras áreas, ainda bem que alguém a disponibilizou. O interesse público é evidente. E não diminui por, quase de certeza, o material ter sido obtido de forma ilegal. Isso é outra questão.
Não é segredo para ninguém que o futebol esconde (cada vez menos) um mundo de práticas, no mínimo, discutíveis. E por muito que nos tentem dizer que a lei protege determinados comportamentos ou ligações, a verdade é ninguém com dois dedos de testa precisava do aparecimento do “Football Leaks” para saber que, numa milionária indústria, que movimenta milhões e milhões de euros por ano, existe muita coisa com cheiro nauseabundo. E pouco me importa se, neste ou em qualquer outro caso, os holofotes incidem mais sobre o clube A, B ou C. Para mim, ao mais alto nível, em Portugal, na Europa ou onde quer que seja, poucos (para não dizer ninguém) devem aproveitar este ou aquele momento ou facto para atirar pedras ao telhado do vizinho. É que rapidamente o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro. Será, apenas e só, uma mera questão de tempo.
É normal que clubes, dirigentes, treinadores, jogadores ou empresários fiquem aborrecidos por verem escarrapachados na net dados que, em teoria, não deviam ser públicos. No entanto, se o futebol se regesse por regras diferentes, talvez todo este alvoroço não existisse. Seria assim tão ilógico, por exemplo, que no futebol, tal como sucede na NBA (e nas restantes ligas profissionais do desporto norte-americano), os salários dos protagonistas fossem públicos? Viria grande mal ao mundo se existissem tectos salariais, de modo a procurar o maior nivelamento possível entre todos os participantes numa competição, apesar de uns serem mais ricos que outros? Não me parece. E, naturalmente, poderíamos enumerar outras situações. Não vale a pena.
Nunca ouvi um profissional do desporto norte-americano lamentar-se por o seu salário ser do conhecimento público. E faz sentido que assim seja. Eles ganham todos muito, mas apenas e só porque lhes reconhecem talento e, claro, existe alguém disposto a pagar. De resto, se há um ror de dólares em torno da sua modalidade isso deve-se à popularidade do desporto, ao seu impacto. E isso está directamente ligado aos milhões de adeptos que fazem circular esse dinheiro das mais diversas formas. Logo, se é o povo quem paga a festa… é normal que qualquer cidadão saiba quanto recebe o jogador A ou B. Isto é completamente pacífico. Ou melhor: lá é…
Assim sendo, quero destacar a forma tranquila como Jorge Jesus reagiu ao facto de terem sido tornados públicos os termos do seu actual contrato com o Sporting. Pura e simplesmente borrifou-se para a questão. E fez bem. Ele recebe o que o clube lhe ofereceu (ou o que ele pediu, o que para este caso dá no mesmo) e ponto final. Se é muito ou pouco, todos podemos ter a nossa opinião, mas isso é irrelevante para o processo. De resto, todas as cláusulas existentes, por muito que nos pareçam adequadas ou desajustadas, são apenas o resultado do entendimento entre duas partes. Tudo normal.
Posto isto, importa salientar que, com excepção da questão abordada logo de entrada, só vejo uma razão para existirem muitos nervos de Norte a Sul com o aparecimento do “Football Leaks”: medo de que as desconfianças de todos nós acabem, perante a observação de determinados documentos, por se tornar realidades incómodas. Aliás, mesmo que tudo o que venha a lume possa ser legal, em alguns casos, pelo menos, vamos poder perceber que houve gente a mentir (ou a tentar iludir). Aos jornalistas, aos accionistas, aos adeptos, a toda a gente.
Destaco também a forma enérgica como, num ápice, apareceu uma legião de contestatários a criticar o “modus operandi” do “Football Leaks”. Aceito quem seja contra a publicação deste tipo de informação confidencial, mas estranho que entre esses apareçam muitos que, ao longo dos tempos, se têm entretido a dizer cobras e lagartos da Comunicação Social, alegando que não investiga, que tem medo, que sabe de determinadas coisas e se acobarda, etc, etc. Ora, se assim é, então não deviam aplaudir que a imprensa, quase que unanimemente, tenha dado eco às revelações do blog em causa? Ainda por cima, parece não haver a mais pequena dúvida de que os documentos são verdadeiros. E se o são, qual é o problema de divulgá-los? Aliás, muitos até ajudam (e acredito que continuarão a ajudar no futuro…) a provar que, afinal, algumas coisas que os adeptos pensavam ser mentiras dos jornais… eram verdade."

Desagradável mosquito

"O site Football Leaks transpirou informação que é, no mínimo, desagradável para o meu clube. Não vou aqui desenvolver as minhas opiniões sobre os complicados processos de compra de Bruno Paulista, o processo de Cervi e a tentativa de compra de Mitroglou. Falta-me informação e a pouca que tenho não me oferece suficiente segurança. O Football Leaks não é um órgão de comunicação social, não está sujeito ao mesmo escrutínio e não pode ser citado como se de fonte jornalística se tratasse. Mas há um facto inelutável: as relações do Sporting com o Recreativo Caála de Angola e sobretudo com o empresário António Mosquito são e continuarão a ser um problema. Se não por outra razão, por gestão de imagem.
Escusam as virgens de ocasião de se arrepiar com as companhias leoninas. Conversas puritanas sobre relações empresariais, no futebol é como rezar o pai-nosso num congresso de banqueiros. Acontece que esta direcção do Sporting foi eleita num espírito de renovação e moralização de um clube há muito dominado por negociantes de gestores bancários. Deste ponto de vista, a posição de Bruno de Carvalho em relação aos fundos sempre foi exemplarmente correta: tudo o que torna os negócios do futebol ainda menos transparentes e permite que se criem bolhas especulativas, pondo em perigo a sustentabilidade desta actividade económica, deve ser combatido. Por isso, mais do que conhecer os pormenores de cada um destes negócios, esta relação, que mesmo que declarada e pública tem contornos pouco claros, preocupa-me. Porque ela me parece incoerente e ainda pode vir a rebentar na cara de um presidente em quem confio. Bem sei que o Sporting tem necessidades e que a procura de novos parceiros e investidores é fundamental. Mas nem por isso este parceiro e este investidor me deixa descansado."

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A caminho do tricampeonato???

"Recuso-me a ver nos outros máquinas vencedores perfeitas... nos fins de semana em que não empatam ou perdem...

«No futebol não há tempo, não há futuro»
Pepe Guardiola
No desporto de alta competição, como é o caso do futebol, «não há tempo, não há futuro». Disse-o Pepe Guardiola. Vem isto a propósito da mudança, na classificação do campeonato nacional, que aconteceu este fim-de-semana.
Para alguns, há uma semana, o Benfica estava completamente afastado do título.
Para os mesmos, esta semana, o Benfica passou a ser um campeão com elevado potencial para conquistar o Tri.
Não entro em euforias... como me recuso, também, a entrar em depressões!
Não alinho na máquina de alguma comunicação social, que tem como grande preocupação vender à custa dessas alterações de estado de alma dos sócios, adeptos e simpatizantes do Benfica.
Como me recuso a ver nos outros - só porque mantiveram um treinador ou só porque passaram a ter como treinador alguém que no Benfica ganhou alguma coisa - máquinas vencedoras perfeitas... nos fins-de-semana em que não empatam ou perdem!
Por isso - sem qualquer entusiasmo excessivo, mas com todo o realismo - eu acredito na conquista do Tricampeonato pelo Benfica!
Mas, para se perceber porque acho muito realista a possibilidade do Benfica ser novamente campeão,... porque não perder algum tempo a analisar cada uma dessas três equipas?

O que vale esta equipa do Porto?
O Porto contratou um guarda-redes mediático. A julgar pelo que leio, ainda não percebi o que vale Casillas (com quem, reconheço, simpatizo muito... como jogador e como personalidade).
Ele é, efectivamente, a tal mais-valia, capaz de ser determinante num plantel mediano, como vejo, agora, na comunicação social, ou é o guarda-redes velho e ultrapassado que a mesma comunicação social reconhecia em Casillas, com todos os defeitos do mundo,... quando Mourinho o colocava no banco de suplentes, no Real Madrid, e essa mesma comunicação se atropelava para bajular o special one em versão meseta castelhana?
Não acredito que os jornais portugueses sejam chauvinistas.
Portanto, tenho que reconhecer que os jornais portugueses tinham, na altura, razão: Casillas já não é o guarda-redes que era!
Quanto à defesa do Porto, Danilo foi para o Real Madrid, o que significa que é muito superior a Maxi Pereira (senão, teria sido este a rumar ao Santiago de Barnabéu).
Qualquer defesa-esquerdo que encontrem será, sempre, muito pior que Alex Sandro.
Como, diga-se em abono da verdade, Quaresma é muito melhor que Varela ou Jesus Corona.
Óliver Torres é manifestamente superior a André André, pois, se assim não fosse - até pelo preço - este estaria no Atlético de Madrid e não no Porto.
Jackson Martínez é muito melhor que Pablo Osvaldo e Aboubakar juntos - não é, comunicação social? Ora, com estas comparações, será fácil concluir que o Porto este ano é bem inferior ao Porto do ano passado. Este plantel, bem mais fraquinho, não pode, por isso, ser comparado com o melhor plantel desse clube desde há 30 anos - que perdeu tudo na época para um plantel jeitoso do Benfica - e que até queria ser Campeão Europeu (até aos 6-1 de Munique).
Melhor, apenas, no meu critério de análise, Imbula, apesar de ter de jogar onde joga Danilo Pereira (não confundir com o Danilo que foi para o Real Madrid) mas cuja presença na equipa agrava as dificuldades na construção de jogo...
Como se isso não bastasse, o Porto tem, entre si, aquele que é a grande esperança das equipas e dos adeptos adversários (e que faz desesperar os seus próprios adeptos): Julen Lopetegui, ou como li, este fim-de-semana (para nós),... o homem errado no lugar certo.
Ainda assim, acham que este Porto é o principal candidato ao título?
Olhem que não...

E este Sporting?
E o Sporting? Está melhor que o ano passado? Sim, claro! Embora não fosse difícil. Mas, vejamos... Rui Patrício... perdoem-me a minha fixação, será o melhor guarda-redes português!
Mas, para além de não ter pés - como, aliás, se viu no jogo do Bessa -, defende o que é difícil e falha o que é muito fácil...
Continuo a achar que não é o guarda-redes que dizem ser... por quem tem a obrigação de analisar objectivamente a realidade.
Os mesmos que já fizeram do Sporting o campeão nacional desta época que ainda há pouco começou.
E que nem a recente eliminação da Liga dos Campeões, com o CSKA, e a derrota com Lokomotiv esmoreceu (talvez o problema seja, efectivamente, da Gazprom).
Relativamente à defesa, é melhor que a do ano passado, mas não existe uma diferença abissal entre elas.
Já no que diz respeito ao meio campo leonino, são jogadores feitos, sem grande pulmão, para aguentar a época em Portugal...
Aquilani e Bryan Ruiz são jogadores de uma qualidade espantosa, mas lentos, o que não joga com o tipo de jogo do novo treinador leonino.
Teófilo Gutiérrez dará mais soluções à equipa mas não será capaz de desequilibrar em todos os jogos. 
Jogador com velocidade, como ele gosta, só Gelson, no pressuposto que Carrillo não vai jogar mais até ao fim da época - o que, sinceramente, duvido!
Apenas para memória futura,... estou perfeitamente convencido de que chegará a acordo nos próximos dias com o Sporting para jogar até ao fim do ano, sendo vendido em Janeiro. Essa é a minha convicção!
Uma vantagem para não ser tudo mau: o Sporting manteve a dupla atacante.
E se, cada vez mais, gosto de Slimani (um Óscar Cardozo em projecto), já quanto a Fredy Montero, embora goste de o ver, continuo sem perceber como, como tantos bons jogadores por aqueles lados, naquela posição, pôde ser considerado, há dois anos, como o exemplo de avançado que o Sporting gostaria de formar e de ter...
Por fim, mas não menos importante, o treinador foi três vezes campeão nacional no seu antigo clube, o Benfica,... sempre com algumas dificuldades, com três equipas diferentes, embora bastante superiores às do Sporting de hoje.
Jorge Jesus, no seu primeiro campeonato conquistado pelo BENFICA, em 2009/10, jogava, então, com Quim, Maxi, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Aimar, Dí Maria, Saviola e Cardozo.
Bem melhor que o Sporting actual.
Sabem como acabou?
Com 5 pontos de vantagem, para o segundo classificado, o Braga, porque na última jornada este perdeu no Nacional e o Benfica ganhou, em casa, ao Rio Ave,... 2-l.
No segundo campeonato que conquistou, em 2013/14, o Benfica terminou com uma distância de 7 pontos para o segundo classificado, o Sporting, mas jogavam então, Oblak, Maxi, Luisão, Garay, Siqueira, Fejsa, Enzo, Gaitán, Salvio, Lima e Rodrigo e ainda tivemos Artur, Jardel, Matic, Markovic, André Gomes e Cardozo.
Bem melhor que o Sporting actual.
No terceiro e último campeonato conquistado, na época passada, o BENFICA terminou com mais 3 pontos que o segundo classificado, o Porto.
Nessa equipa, jogaram Júlio César, Maxi, Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, Gaitán, Salvio, Talisca, Lima e Jonas, para além de Enzo, Fejsa e Pizzi.
Bem melhor que o Sporting actual.
Ou seja, o treinador do Sporting só ganhou quando tinha grandes equipas... algo que actualmente, reconheçamos, não tem!
Tudo isto para não falar das equipas do Benfica dos campeonatos perdidos contra as super equipas do Porto lideradas por, então, treinadores de grande nível mundial como Villas Boas ou Vítor Pereira, que... nunca tinham ganho nada até então e que pouco ou nada ganharam desde então!!!
Face a esse cenário, amigos do Sporting, estão a ver o que vos espera???

Quanto ao Benfica...
sabem que do Benfica... nada ou muito pouco sei... Mas, como se sabe, a equipa está a adaptar-se a uma nova realidade.
De facto, a grande mudança é a do treinador e tudo o que isso implica: novas ideias e novos métodos de treino. Finalmente, temos um treinador que sabe o que é ser do Benfica, que prometeu dar a vida pelo clube e que sabe que o símbolo é mais importante que qualquer jogador.
Isso não o fará vencer, nem o tornará imune a qualquer crítica construtiva, mas que ajuda,... lá isso ajuda. E muito!!!
Essa será a grande diferença do Benfica deste ano.
Por isso, penso que será, apenas e só, uma questão de tempo.
Vamos a isso, Benfica?"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Feito...

Varna 2 - 9 Benfica

Qualificação garantida para a Ronda de Elite, com nova vitória na Eslovénia, frente aos Búlgaros do Varna.
Marcámos aos 37 segundos, com 1 minuto e 9 segundos já estava 0-2 para o Benfica... e aos 1m41s o Varna reduziu (1-2)!!! Início louco, com muitos golos, mas depois as coisas acalmaram, o Benfica começou o tiro ao poste, e só perto do final da 1.ª parte tivemos mais golos... 2-6 ao intervalo. Sendo que os Búlgaros estavam com 100% de eficácia: 2 remates, 2 golos!!!
O 2.º tempo foi mais tranquilo, marcámos mais 3 golos... e terminámos com um 6-63 em numero de remates!!!

No Sábado, às 20h, jogamos o 3.º jogo, com os anfitriões do Dobovec. As duas equipas já estão apuradas, servirá somente para decidir o 1.º lugar... e apesar de jogarmos na casa do adversário, somos favoritos.

Vai depender da formação dos Grupos, mas espero que a Ronda de Elite seja disputada na Luz, os adeptos, e esta equipa merece...

Uma noite de Benfica europeu

"1. Minuto 58. Com o Benfica já em vantagem, o Atlético de Madrid carregava e o espectro do empate pairava no ar. Aproveitando um alívio de Nélson Semedo, Tiago rematou, Jackson Martinez desviou a bola e Júlio César, com uma defesa fabulosa, evitou um golo cantado. O esférico foi ter com Correa que chutou para facturar. E não é que Júlio César arrancou uma parada impossível, salvando a noite encarnada? Afinal, guarda-redes ganha jogos!
2. Baptismo de fogo, na alta roda europeia, da asa direita do Benfica. Nélson Semedo portou-se como se tivesse passado a vida a jogar na Champions, seguro a defender e sempre atrevido a atacar; e Gonçalo Guedes, autor de um golo dificílimo, mostrou estar a crescer em confiança e revelou um apurado sentido táctico. Na óptima notícia para o Benfica que foi ganhar em Manzanares, Nélson e Gonçalo foram cereja no topo do bolo.
3. Seria impossível ganhar em casa do Atlético de Madrid sem lampejos de classe pura. E estes chegaram dos suspeitos do costume, Jonas a esconder a bola, qual prestidigitador com coelho na cartola e Nico Gaitán, mestre a assistir, letal a finalizar, um jogador completo que deve ter feito os colchoneros arrependerem-se de não o terem contratado. Duas exibições de altíssima nota artística.
4. E, é claro, Rui Vitória. Organização perfeita, equipa (quase) sempre junta (complicados os primeiros minutos...), tremenda disciplina táctica e uma solidariedade entre jogadores capaz de ombrear com o Atlético de Madrid de El Cholo Simeone. Ficou a ideia de que Vitória podia ter mexido um pouco antes, mas quando o fez mostrou sabedoria. Muito evoluiu a águia desde a apresentação, nos EUA, contra o PSG."

José Manuel Delgado, in A Bola

Uma Champions de sonho

"Se na terça-feira, no Dragão, o FC Porto conseguiu uma vitória em que poucos acreditavam, em Madrid o Benfica matou um borrego com 33 anos. Uma Champions de sonho para os portugueses e que só pode deixar portistas e benfiquistas de barriguinha cheia. Não é todos os dias que se fazem cair poderosos como Chelsea e Atlético. Brutal!
Rui Vitória é o grande vencedor. O homem mais pressionado da época dá sinais claros de qualidade. Bater Simeone, fazer brilhar Guedes e Nélson Semedo e ouvir Júlio César a dizer que foi ele quem fez a equipa acreditar... é o dia perfeito. Com ou sem o cérebro, o Benfica está vivo e consegue feitos que JJ não alcançou. Com a formação. Os tais que precisavam de nascer 10 vezes. Que cegueira.
Vieira falou. Não sobre o triunfo. Pediu desculpa. As tochas dos 'adeptos' benfiquistas caíram ao lado de um menino de dois anos. O presidente disse o que tinha de ser dito. Não houve tragédia. A multa vem a caminho. Para quê?
O Football leaks promete tornar-se um caso de polícia. Outros o antecederam. Para ser levado a sério, aguardemos o que revelará de outros clubes. Até agora trouxe a público o que comentadores próximos do Benfica já tinham insinuado. Daremos a conhecer o que for de interesse público. Mas atentos a eventuais interesses. Bom é que a PJ aproveite.
Na Suécia, num Real Madrid à procura de identidade, Cristiano Ronaldo continua a fazer história. Mais dois golos que o tornam no melhor marcador de sempre do clube. Como é que um jogador assim ouve assobios dos seus adeptos é um verdadeiro case-study. Como deveriam ser o português e Leo Messi. A sua rivalidade é das coisas mais apaixonantes da história do jogo. Tão grandes..."

Bernardo Ribeiro, in Record

PS: Um Lagarto a falar da 'brutal' Champions dos outros é normal... assim como também é normal, após a divulgação de vários contratos do Sporting, que contradizem posições defendidas pelo Paspalho Carvalho (e algumas informações...), o Lagarto jornaleiro, em vez de se debruçar sobre os documentos já conhecidos, prefere especular sobre outros documentos, que ele julga que irão ser também divulgados, para aí então, comentar... se forem 'vermelhos', aí, não se calará!!! 

Eleições e futebol

"Estamos a três dias das eleições legislativas. É um lugar-comum dizer que votar é um direito e um dever. Mas é um lugar-comum que vale a pena sempre repetir para que a participação no acto eleitoral seja a maior possível.
Vem isto a propósito da polémica à volta de, pela primeira vez, haver jogos de futebol no próximo domingo. E logo, dirão os críticos desta decisão, com o Benfica, Porto, Sporting e Braga.
Sinceramente, não vejo onde está o problema, à parte jogadores ou técnicos que tenham, eventualmente, mais dificuldade em votar (embora, portugueses, não haja assim tantos...).
O que diriam nos Estados Unidos (eleições sempre às terças-feiras), ou em Espanha e Reino Unido, também com eleições num dia de trabalho?
Por outro lado, é dar uma importância desmesurada ao futebol indígena. Alguém acredita que tal impeça o voto a quem, de facto, quer ir votar entre as 8 da manhã e as 19 da tarde? E, nessa perspectiva, será que o cinema, outros espectáculos, romarias e até a missa impedem ou dificultam o voto? Será que quem assim pensa acha que os portugueses são assim tão marados que precisam de tutela comportamental e que nada haja no domingo para que não se distraiam e votem?
Faz-me lembrar a sacro-questão da meteorologia no dia das eleições. Ou são uns pingos de chuva, ou é a concorrência da praia (a propósito, porque não se fecham as praias no domingo, se estiver calor?)...
Em suma, não há desculpa para quem achar que deve ir votar. Outra coisa diferente - que espero não aconteça - é, no domingo à noite, o futebol concorrer com a noite eleitoral. Aí, sim, seria perverter a importância das coisas."

Bagão Félix, in A Bola

Vianense - Benfica

Foi sorteado hoje no final da manhã, os confrontos da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. O Benfica vai visitar a cidade de Viana do Castelo, defrontando o Vianense local, que disputa o CNS.
A data deverá ser alterada (para 16 de Outubro, Sexta-feira...), já que a eliminatória está encaixada entre jogos das Selecções e a deslocação a Istambul para a Champions...

Gaitán 360S

O primeiro grande papel de Gonçalo

"Na derrota, a reacção colectiva das plateias é universal, prova de que o adepto não vai ao estádio para saber a idade e a origem dos jogadores mas para ver a sua equipa jogar bem e vencer. Em clubes de topo a pressão é insustentável sobre rapazes que, não raras vezes, interpretam como oportunidade momentos nos quais são lançados às feras sem a mínima preparação. Nessa altura, e se a derrota bate à porta, de nada lhes serve juventude, compreensão e até carinho por toda uma vida no clube. Nos últimos seis anos, o Benfica alicerçou a imagem vitoriosa numa verdade indiscutível: a melhor equipa não é a que tem mais elementos nascidos e criados em casa desde o berço; a melhor equipa é a que tem melhores jogadores e ganha mais vezes. Confirmando a mudança de ciclo na Luz, Gonçalo Guedes, um dos expoentes máximos das camadas jovens dos últimos tempos, garantiu lugar no onze do bicampeão nacional. E já mostrou que não é um fenómeno esporádico no grande filme benfiquista do futuro.
Prova de um espírito aberto, disponível e focado, GG foi escrupuloso no cumprimento das funções que lhe foram definidas por Rui Vitória. Com essa atitude responsável e madura garantiu a sobrevivência mas não atingiu o deslumbramento; defendeu a presença na obra cinematográfica do bicampeão nacional mas nunca se aproximou do protagonismo que pisca o olho aos Oscares; pisando terrenos que requerem criatividade para estabelecer a diferença no espaço ofensivo, ainda só tinha revelado inteligência táctica, boa assimilação das ordens do treinador, paixão pelo jogo e intenção colectiva em cada decisão. É um jogador rápido, articulado e com excelentes argumentos técnicos, capaz de exercer junto às linhas mas também no corredor central; dotado para o jogo combinado pode também explodir em aventuras individuais; caracterizado pela tremenda margem de progressão que tem para explorar, assenta desde já em pressupostos de habilidade, potência e visão à altura dos melhores. Tem quase tudo para vir a ser um craque.
Aos 18 anos, é notável como se predispôs. desde o primeiro minuto, a oferecer todas as contribuições para alimentar o senso comum, ele que está vocacionado para a participação extraordinária e desequilibradora. O jogo com o P. Ferreira gerou o primeiro grande papel da carreira de GG, um prodígio que, preparado para criar, lapidar e oferecer diamantes à equipa, ainda só tinha contribuído com índices elevados de trabalho para olear o funcionamento da máquina. Depois de o vermos tratar por tu artistas como Jonas e Gaitán e contribuir com potencial ilimitado para a vitória do Benfica (um golo e uma assistência), é mais fácil aceitar a opinião de quem lhe atribui como características predominantes o luxo da precisão, a eficácia das invenções, a elegância de um estilo acutilante e os alicerces globais do talento adolescente que ainda precisa de crescer biológica, física e mentalmente para atingir o máximo do que tem para oferecer.
Não é caso para converter a feliz etapa de afirmação ao mais alto nível numa celebração de grande mediatismo, glorificando os efeitos hipnotizadores de um jovem que se encheu de brios, desafiou um grupo de homens feitos (companheiros e adversários) e vergou-os à força da sua qualidade. Muitos ao longo dos anos fizeram o mesmo e ficaram pelo caminho, porque os elogios chegaram antes de tempo, a impaciência generalizada pela sua confirmação conduziu-os ao esquecimento e eles não tiveram força para evitar o descalabro. GG não pode desviar-se da trajectória definida. O percurso efectuado em menino, recuperado agora com exuberância, é suficientemente sustentado para confirmar a excelência de um enorme futebolista. Sim, tem ainda muitos fracassos para superar. Esperemos só que não interfiram com o destino final de quem está talhado para a glória."

Vitórias globais

"As vitórias de clubes portugueses nos exaltantes duelos da Liga dos Campeões são essenciais para dar uma dimensão global ao futebol que se joga por cá. O mercado externo do futebol português cinge-se às comunidades de emigrantes que em muitos casos o consomem com recurso a boxes de cabo nacionais, adaptadas a parabólicas - e aos países africanos de língua portuguesa.
Numa estadia recente num país do Índico, com colonização francesa e língua oficial inglesa, pude constatar a total inexistência de imagens do futebol português, fora do ambiente das competições europeias. A oferta de desporto, em particular de futebol era pródiga mas, de Portugal nem um golo, nem sequer referência aos resultados, passava. Para conquistar o vasto mercado asiático, e, já agora, o africano anglófono e francófono, seria necessária persistência e união de esforços entre os detentores dos direitos televisivos do futebol português, a Liga a FPF e o Governo português. Levar o futebol nacional na mala é também missão de diplomacia económica.
Enquanto não se conseguir derrubar essa barreira de indiferença, qualquer patrocínio nas camisolas de clubes médios-baixos espanhóis - o Bétis com o Corunha deu em directo -, ou da segunda liga inglesa serão mais valiosos do que os de Porto, Benfica ou Sporting. Com graves danos a longo prazo.
Neste caminho, que ainda ninguém tentou trilhar, são essenciais vitórias como a do FC Porto ontem. Bater o pé aos maiores da Europa, e vencer, é o mais precioso argumento para abrir portas de mercados onde ainda não ousámos bater."

Todos calados, só fala o Bruno...

"A semana que passou ficou marcada por novo sintoma da incontinência verbal de Bruno de Carvalho. Os árbitros também foram atacados pelo presidente do Sporting, que continua a utilizar um discurso deselegante, agressivo para tratar de um assunto muito sério. Um discurso que, acredito, serve para pouco além de aumentar o ódio dos adeptos e a ideia de que o futebol é uma guerra. Concordo que o leão tem sido muito prejudicado por erros dos árbitros (demasiados!), mas, ao contrário do que diz Bruno, eles não erram sempre para o mesmo lado. E os clubes parece que continuam a não se importar que eles errem, desde que não seja contra eles; e se for a favor, melhor. Discutir o árbitro faz parte do jogo e o futebol nem seria a mesma coisa se o adepto não pudesse pintar o lance da cor que mais gosta, mas quem tem responsabilidades (e não falo apenas de Bruno de Carvalho) deveria preocupar-se em tornar credível o setor, em vez de apenas constatar o que está mal, levando-nos a acreditar que não são os jogadores que ganham jogos, nem campeonatos, mas quem tem os árbitros no bolso. Não serve de nada o líder da Associação de Árbitros vir a correr dizer que os árbitros não têm culpa, porque têm. E também não entendo porque é que Pedro Proença, que manda pouco, mas manda, insiste numa liderança da Liga de Clubes em que ninguém o vê ou ouve. Espero que esteja a trabalhar bem, na sombra. E a FPF? Não é altura de resolver de vez a suspeição na arbitragem?
Castiguem a sério os árbitros maus, que falham descaradamente; punam de verdade os dirigentes que criticam destrutivamente. Duzentos euros de multa e um mês de suspensão não vale, isso são penaers, como dizia o outro. E não conta dizer que lá fora os árbitros também erram. Se é para copiar, ao menos copiem as respostas certas e não as erradas."

Nélson Feiteirona, in A Bola

Setas para Jesus e Lopetegui

"A última jornada da Liga abriu um leque de temas com algum potencial para esta crónica, desde logo as escorregadelas do FC Porto e do Sporting, até porque é sempre mais fácil rasgar do que costurar. Seria uma boa oportunidade para questionar por que razão Lopetegui continua a repetir erros que no passado custaram pontos e ajudaram a azedar ainda mais a sua relação com os adeptos portistas. Ninguém iria contestar, por exemplo, um artigo que questionasse a dificuldade que o FC Porto continua a acusar em campo alheio (onde sofre golos há cinco jogos consecutivos), mesmo frente a adversários anémicos, como é o caso do Moreirense. E a facilidade com que deixa escapar vitórias nos instantes finais, como se viu em Kiev e em Moreira de Cónegos. Seria também estimulante tentar perceber aqueles que preferiram contestar o basco por este ter deixado o FC Porto desequilibrado no último quarto de hora, quando decidiu arriscar um esquema com dois pontas-de-lança. E boa parte do estímulo resulta da circunstância de boa parte desses perscrutadores serem exactamente os mesmos que há uma semana disseram cobras e lagartos do basco por ele ter cometido a heresia de substituir Aboubakar por Osvaldo, em vez de, como exigiam, os deixar juntos em campo. Mas não seria mais lógico interpelar Lopetegui sobre as razões do ostracismo a que está a ser votado Bueno? O avançado espanhol fartou-se de marcar golos no Rayo Vallecano e foi convencido por Lopetegui a sair a custo zero para o FC Porto precisamente por faltar no Dragão alguém capaz de protagonizar o tal Plano B em que a equipa portista passava a ter mais tracção à frente sem, com isso, perder fiabilidade lá atrás. Adrián López falhou, por culpa própria, aquele objectivo. Mas, ao contrário do que vem acontecendo com Bueno, teve oportunidades suficientes para se confirmar como o maior fiasco financeiro de que há memória no FC Porto. Dir-me-ão que a possibilidade de Lopetegui responder a esta e a outras questões embaraçosas é quase nula. É verdade. O espanhol não dá entrevistas e usa as conferências de imprensa quase só para valorizar os adversários, como se todos eles fossem réplicas do gigante Adamastor. Responde sem responder à maioria das perguntas, incapaz de perceber que tanta agressividade e rabugice resultam num efeito 'boomerang' que só o prejudica. Não aceitar discutir futebol impede, por exemplo, que se descubra que percebe bem mais da poda do que por aí se insinua.
No futebol, já se sabe, a coerência vale menos do que uma batata e os exemplos disso mais recentes também seriam suficientes para uma crónica suculenta. Numa semana, Jorge Jesus começou por passar (com subtileza, é certo) a responsabilidade do afastamento de Carrillo para o presidente, logo depois já estava a 100 por cento com a decisão presidencial e, no dia seguinte, o afastamento do peruano, ainda nas palavras de Jesus, já se transformara numa prova de liderança do treinador. Mas se o sujeito e o predicado nem sempre saem de mãos dadas da boca do treinador do Sporting, ninguém lhe poderá nunca negar a forma arguta como comunica. E, logo após final do empate no Bessa (e ainda antes de ter alinhado na estapafúrdia campanha contra a arbitragem, como se um erro arbitral não tivesse deixado o Sporting em superioridade numérica durante uma hora no jogo anterior), lá deixou escapar ter faltado "criatividade individual" ao Sporting. Esperto, recusou todas as perguntas seguintes sobre Carrillo, mas a mensagem subliminar já tinha sido passada... Não teve assim que explicar porque é que o Sporting, depois de uma fase inicial em que surpreendeu pela forma rápida como assimilou a nova ideia de jogo e se tornou numa equipa minimamente competente, parece agora ter estagnado e até retrocedido no processo. Fica assim aqui provado que não teria faltado matéria para transformar este texto numa crónica de escárnio e maldizer. Dirão os leitores menos dados ao deboche que foi precisamente isso que aqui acabou por acontecer. Admito que sim e até faço mea culpa, mas na certeza de que, também no futebol, os que se acham merecedores de elogios deviam ser os que melhor deviam aprender a suportar as censuras..."

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Borrego !!!

Atlético de Madrid 1 - 2 Benfica


Algum dia tinha que ser, 33 anos depois, vitória do Benfica em Espanha (fomos à final nesse ano)!!! Por alguma razão, nunca gostei de confrontos com equipas Espanholas na UEFA (além das Italianas...)!!! Mas houve outras marcas interessantes: primeiro confronto na UEFA com estas duas equipas; além da invencibilidade Europeia do Atlético de Simeone em casa...!!!
É preciso ser competente, é preciso ter talento, é preciso ter qualidade, é preciso trabalhar, é preciso suar, mas também é preciso um bocadinho de sorte. Não foi o nosso melhor jogo de 'sempre', limitámos o estrago na nossa baliza (principalmente na 1.ª parte), e fomos eficazes...
Outro pormenor importante foram as bolas paradas defensivas. O Atlético tem um altíssimo grau de eficácia nestas situações, com o Godin a marcar muitos golos... mas esta noite, estivemos quase sempre bem.
Aqueles minutos, de algumas picardias, discussões com o árbitro e fiscal-de-linha, desconcentraram a equipa, e podíamos ter sofrido mais golos, mas a qualidade do Júlio César e o nosso 'central' Jackson Martinez resolveram o problema!!!
Foi importante, marcar antes do intervalo, deu outra confiança.... e o golo do Guedes fez a equipa acreditar. Recuámos como é óbvio, mas tirando uma dupla-defesa no Imperador, na mesma jogada, mantivemos sempre a cabeça fria... só faltou um contra-ataque letal 'entrar', para matar o jogo!
A estreia a titular do Jiménez era esperada, mas o destaque tem que ir todo para os putos: Nelsinho e Guedes, não acusaram a responsabilidade, e foram decisivos. O Nelsinho quando a equipa recuou, esteve perfeito, evoluiu muito na cobertura aos Centrais.
A Champions é importante, pelo prestígio, pelo dinheiro, pela valorização dos jogadores, pelo ego dos adeptos, e hoje demos um passe de gigante a caminho dos Oitavos, com o empate do Gala no Cazaquistão a ajudar... mas, é sempre bom recordar que o grande objectivo do Benfica, é ser Campeão Nacional. E as ressacas destes jornadas Europeias são sempre difíceis, ainda por cima, com uma viagem à Madeira, contra uma equipa que só sofreu 4 golos, os mesmos que o Benfica, os Corruptos, os Lagartos e o Braga: as melhores defesas do Campeonato.
E foi visível nestes últimos minutos alguns jogadores com bastantes dificuldades físicas, o Gonçalo Guedes é o melhor exemplo. Temos que recuperar bem, e se calhar o treinador deve tomar algumas decisões difíceis...
Uma nota para a arbitragem: os do 'costume', vão dizer que ficou um penalty por marcar contra o Benfica. Numa jogada onde o André Almeida sofre um bloqueio, e ao encolher-se de um remate à 'queima', acabou por tocar a bola com o braço, quando estava a proteger-se, com os braços encostados ao corpo...!!! Alguns (RTPorcos) até já usaram esta boa decisão, para 'compensar' o erro de ontem, que beneficiou os Corruptos... Mas não se pronunciaram sobre o critério disciplinar no resto da partida, por exemplo a falta do Gabi sobre o Jonas, entre outras!!!
O apoio ao Benfica em Madrid voltou a ser fantástico... mas os atrasados mentais do costume voltaram a atacar: atirar tochas para dentro do relvado, e para cima dos adeptos contrários, é uma das coisas mais estúpidas que alguém pode fazer num jogo da UEFA. Vamos ver o que vai acontecer... Para quando a responsabilização individual destes animais?!

Só mais uma...

Benfica 8 - 2 Sarajevo

Vitória esperada, num jogo que durante muito tempo esteve demasiado próximo! Só na parte final, com o risco dos Bósnios, conseguimos tranquilizar... O Juanjo voltou a marcar!!!
Amanhã podemos garantir matematicamente a qualificação para a Ronda de Elite, com o Varna (Bul), que hoje perdeu com o Dobovec (Esl) por 7-2.

Putos a darem o exemplo...

Atlético de Madrid 1 - 2 Benfica

Ferreira; Buta, Ferro, Lima, Yuri; Rodrigues, Sanches, Carvalho; Gonçalves, Berto; Sarkic (Guga, 83')

Foi um Benfica superior, todas as crónicas confirmam... Estivemos a vencer por 0-1, e quando a poucos minutos do fim o Atlético empatou, foi contra a corrente do jogo, num erro individual nosso. Mesmo assim, ainda fomos de rectificar, e marcar o golo da vitória...
Voltámos a 'baixar' muitos jogadores da equipa B, desta vez, até o Renato Sanches. Pessoalmente, concordo. A UEFA Youth League é uma competição importante, com boas equipas (o Astana é a excepção), e este ano é muito importante terminar no 1.º lugar do Grupo. Após garantirmos a qualificação para os Oitavos-de-final, então poderemos gerir o plantel de outra forma... Além disso, a equipa que esta a disputar o nacional de Juniores, não está a conseguir bons resultados, portanto na UEFA não faria melhor... Recordo, que a UEFA Futsal foi remodelada esta época, e além das equipas das Champions, existem mais equipas representadas, que irão disputar uma eliminatória extra, com os 2.ºs classificados de cada Grupo.

PS: Hoje, também faltaram alguns jogadores sub-17, que têm feito parte desta equipa, porque estão na Selecção: Zé Gomes, Jota... que ainda ontem estiveram em destaque na vitória de 7-1. Uma referência, para a absurda não convocação do Filipe Soares para a Selecção!!!

Empate com 10 !!!

Chaves 1 - 1 Benfica


Com muitos jogadores em Madrid a disputar a UEFA Youth Cup, foi um Benfica com muitos jogadores defensivos que se apresentou em Chaves... E pelo relato radiofónico do jogo, foi mesmo um Benfica defensivo que se apresentou...!!!
Tudo ficou mais difícil no início da 2.ª parte com a expulsão do João Teixeira, logo a seguir o Chaves adiantou-se no marcador, mas mesmo em inferioridade numérica, conseguimos empatar...

A síndrome de jogar fora

"Nos dias de hoje e com atletas altamente profissionalizados, custa-me a perceber a diferença entre jogar em casa ou fora dela. Os jogadores são os mesmos, as equipas técnicas também, a relva (embora melhor ou pior tratada) não é muito diferente, o clima e a altitude não divergem, as balizas têm o mesmo tamanho, as medidas do campo, ainda que variando (aspecto bizarro no século XXI), não serão decisivas. O que pode então ter aparentemente alguma, mas não crucial, importância? A assistência e o ambiente à volta de um jogo?
Ao que creio, a diferença fundamental reside na cabeça de quem joga e orienta. Como, aliás, podemos constatar no medo de jogar fora, com que treinadores falam nas agora compulsivas conferências antes dos jogos.
Em tese, contra equipas mais modestas até pode ser mais fácil jogar fora. Os adversários abrem-se mais e não há autocarros tão evidentes.
Vejamos o caso intrigante do Benfica neste início de época. Em casa, o Benfica está intratável: 16 golos em 4 jogos e 4 vitórias. Jogo alegre, compressor, desinibido. Fora de casa, 3 jogos e 3 derrotas (incluindo a Supertaça). Nenhum golo marcado com os mesmíssimos jogadores. Jogo receoso, tolhido, dando a iniciativa aos adversários. E só no Dragão foi num ambiente desportivamente hostil, porque os outros foram em campo neutro ou quase em casa (a incrível derrota contra o Arouca foi numa mini Luz). Na Liga, o Benfica só joga verdadeiramente fora no Dragão e Alvalade e, vá lá, ela por ela, em Braga, Guimarães e na Madeira. Um mistério para mim. Que espero ver contrariado rapidamente."

Bagão Félix, in A Bola

A bipolaridade de Vitória

"O caminho faz-se caminhando, como diz e muito bem Rui Vitória, e o que é certo é que o treinador do Benfica, com mais ou menos dificuldade, mais do que menos dificuldade, para já, tem levado a sua cruz ao calvário. O plano de intenções para a nova época obrigou a cortar a direito porque a realidade é nua e crua, o que contribuiu para que Vieira não tivesse apresentado nomes brilhantes, antes pelo contrário, obrigou-o a um investimento na formação. O Benfica cruzou pois caminhos enviesados na abertura de mais um ano desportivo, logo na sua fase de preparação e por imperativos financeiros, mas aos poucos vai-se endireitando e, por esta altura, não é difícil concluir-se que está a reentrar nos eixos, aliás como os mais recentes resultados o confirmam. A liderança na Liga está só a dois pontos, depois de já ter actuado no Dragão, e o percurso na Liga dos Campeões começou da melhor maneira frente ao Astana.
O jogo de hoje, com o Atlético, em Madrid. poderá contribuir para o reforço desta tendência positiva, tornando-se apenas indispensável que Rui Vitória apresente uma equipa de hábitos e intencionalidades, para além de sentido estratégico e posicional, e, se assim for, não há razões para não se pensar num resultado positivo. Há razões de sobra, obviamente que as há, porque há bons jogadores - Gaitán e Jonas nos apertos têm sido determinantes - e há sobretudo equipa para tal. Haja vontade ganhadora e um treinador mais corajoso na condição de visitante, um dos seus problemas por agora, pois continua a haver uma diferença substantiva entre os jogos na Luz e os jogos fora da Luz.
O que não se compreende e muito menos se aceita numa equipa com perfil alto, que deve jogar sempre em função dos seus princípios e nunca à mercê da vontade do adversário, que deve ser de iniciativa e nunca de expectativa, que deve mandar no jogo sendo, enfim, igual a si própria; ou melhor, que seja como tem sido perante o seu público. É essa a sua matriz e não se vêem razões para que assim não seja sempre. Há indicadores que apontam nesse bom sentido por exemplo, a primeira parte no Dragão - e nada melhor do que um teste de exigência alta, como será este em Madrid, para que a sua bipolaridade tenha os dias contados."