Últimas indefectivações

sábado, 21 de maio de 2016

Na luta...

Benfica 6 - 2 Olivais
(2-0)
Gonçalo, Brandi(2), Freitas, Chaguinha

Não foi fácil, estivemos a perder 0-1 e 1-2... ao intervalo estava 2-2. No 2.º tempo melhorámos a eficácia ofensiva e defensiva. A agressividade e azia do Olivais é incompreensível... mas não foi surpresa!

Estamos nas Meias-finais... mas isto será uma batalha desigual: a arbitragem de hoje, e o comportamento dos jogadores do Olivais no final do jogo, são a prova que o Futsal português, está-se a tornar num lamaçal esverdeado...
Mas tenho a certeza, que esta equipa vai lutar até à última gota de sangue...

Previsível...

Benfica 72 - 78 Corruptos
(0-1)
29-13, 18-19, 10-17, 15-29

Infelizmente, aquilo que escrevi na crónica de Quarta-feira confirmou-se: se o Benfica ganhar um jogo nesta Final, será uma surpresa!!!!
Hoje, com a vantagem que chegámos a ter, ainda pensei que os jogadores estavam motivados, para provarem que eu estava errado, mas infelizmente isso não aconteceu...

A incapacidade de fazer auto-crítica, será o primeiro passo para o insucesso nas próximas épocas. Apesar de ser previsível, independentemente daquilo que acontecer nos próximos jogos da Final, se não houver uma mudança radical no Verão, da forma como esta secção está a ser gerida, será criminoso!

Não foi suficiente...

ABC 25 - 29 Benfica
(11-11)

Vitória amarga, a desastrosa 1.ª mão acabou por ser fatal... Lutámos, mas recuperar os 6 golos de diferença era praticamente impossível...

Agora, é repetir este resultado na Quarta-feira em Braga, no 3.º jogo da Final do Campeonato!

Juniores - 12.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 4 Belenenses
Dias, Zidane, Ferro

Zlobin; Cabral, Ferro, Borges, Amaral; Pereira, Lourenço, Mendes; Buta, Dias; Alfa

Mais uma derrota, num jogo onde o Buta foi expulso com 1-1, tivemos a perder por 1-2, e 2-3, conseguimos empatar a 3, mas acabámos por perder no último minuto com um auto-golo!!!

PS: A grande notícia do dia, foi a conquista do Europeu de Sub-17, no Azerbeijão. Uma vitória contra a Espanha, com 1-1 no tempo regulamentar, e 5-4 nas penalidades!!!
Em 6 jogos, marcámos 13 golos e sofremos 1 !!! Zé Gomes 'só' marcou 7... Uma equipa com uma base dos Corruptos na defesa, e com 5 Benfiquistas no meio-campo e ataque!
Parabéns, pelo triunfo, contra uma equipa Espanhola de qualidade...

O Jota e o Zé Gomes são os Gloriosos que se destacam mais, mas pessoalmente tenho muitas esperanças no Gedson e no Florentino... foi pena o Quina ter 'fugido' para Inglaterra! O Vinagre que está no Mónaco, também promete...

Manuel Empis e André Almeida

"Num universo de milhões de adeptos haverá, democraticamente como é nosso timbre, muitas opiniões sobre qual terá sido o momento decisivo da época. E as opiniões não se ficam por aqui. Muitas mais haverá sobre quem terá sido o jogador mais importante nesta caminhada.
Quanto ao jogador, voto no André Almeida. Sim. trata-se efectivamente de um tricampeão nacional. André Almeida, como se não bastasse, é um de nós. Vimo-lo conduzir o pelotão de jogadores portugueses feitos no Benfica que despejaram uns festivos litros de champanhe sobre Rui Vitória no fim de tudo, vimo-lo a safar na mesma jogada duas bolas sobre a linha de golo no jogo da Luz com o Guimarães, vimo-lo a cantar no autocarro a caminho do Marquês, vimo-lo a meter a bola em Jiménez para o golo da vitória em Coimbra, vimo-lo a puxar pela multidão à varanda da Câmara, vimo-lo impecável em Munique e noutros palcos.
Não o veremos, no entanto, no Euro'2016 mas logo o ouvimos dizer, assim que foi tornada pública a lista de Fernando Santos, que podem contar com ele para apoiar a Selecção "em todos os jogos do primeiro ao último minuto". Que campeão.
Quanto ao momento decisivo, para muitos terá sido o golo de Mitroglou em Alvalade. Para muitos outros terá sido a conferência de imprensa em que o treinador do Sporting, atacando Rui Vitória em termos inqualificáveis, acabou por acordar os benfiquistas para a tarefa inadiável da união em torno do seu treinador.
Aceita-se. O golo do grego permitiu ao Benfica ser líder e a oratória rival reduziu a zero os créditos - e eram muitos - que Jesus tinha deixado na Luz. Mas permitam-me que eleja como momento mágico de 2015/16 aquele olhar interminável entre o veterano Jonas e o jovem adepto Manuel Empis, depois de o brasileiro ter dado a volta ao resultado no jogo com o Rio Ave na primeira volta da prova. 
Faltavam 10 minutos, o jogo estava empatado, o Benfica ia ficar a nove pontos do líder. Mas Jonas fez o 2-1 e, de braços abertos, correu para os adeptos. O minuto da viragem, quero crer, foi o daquela comunhão perfeita e alucinada entre o goleador Jonas e o rapaz Empis abraçados um ao outro, esbugalhados de felicidade, obrigando-nos, ao céticos, a acreditar que era possível. Tanta gente adulta a falar um ano inteiro mas teve de ser um miúdo a puxar por nós. Aconteceu num fim de tarde na Luz a poucos dias do Natal. Outra vez o Natal."

Capitão Luisão ergueu a sétima

"O tema principal de capa na edição de ontem em A BOLA foi naturalmente dedicado à final da Taça da Liga. Luisão quer a sétima foi o título escolhido para o destacar. Feliz, não tanto por corresponder ao anseio da nação benfiquista, nem por sublinhar a considerável margem de favoritismo que era atribuída ao emblema da águia, mas sobretudo por assinalar a titularidade do capitão, a segunda no corrente ano, em jogo em que se decidia um título: sem margem para errar.
O Benfica, apesar de ter vencido com inteiro merecimento, viu-se obrigado a bater-se com adversário que justificou o estatuto de finalista, colocando em campo toda a sua capacidade de argumentação técnica, táctica e física; e quem dá tudo quanto pode a mais não é obrigado. Foi o que o Marítimo fez, 90 anos depois da conquista do Campeonato de Portugal, em 1926, a única que está representada na sala de troféus do clube madeirense.
No domingo, sagrou-se campeão nacional pela 35.ª vez e, ontem, o Benfica ergueu a sua sétima Taça da Liga, só não detendo o domínio absoluto na competição porque o Vitória de Setúbal,em 2008, com Carlos Carvalhal, e o Sporting de Braga, em 2013, com José Peseiro, igualmente vencedores, não o permitiram. Grande final, com oito golos, um espanto em qualquer parte do Mundo, admirável espectáculo futebolístico, fantástico vencedor, digno vencido e empolgante despedida de época para benfiquistas e maritimistas. Também arbitragem de qualidade e enorme ambiente no Estádio Cidade de Coimbra. Assim, sim, o futebol interpretado com este fascínio é único. É o futebol jogado, simplesmente. O outro, o falado, não entra nesta história..."

Fernando Guerra, in A Bola

Vitória e a cereja no topo do bolo

"Uma cereja no topo do bolo. Era isto que pedia Jorge Jesus quando esperava um tropeção na Liga que lhe permitisse regressar ao 1.º lugar, foi o que Rui Vitória conseguiu ao conquistar a 7.ª Taça CTT dos encarnados e com mais uma goleada incontestável. O Benfica fez uma grande temporada. Foi campeão, conquistou mais uma taça, chegou aos quartos da Liga dos Campeões. Não se pode pedir muito mais. O facto não retira mérito ao que foi feito pelo Sporting de JJ. Mas dá muito ao Benfica de Vitória. Não é preciso tirar a um para dar a outro.
Gaitán fugiu ontem à cassete da comunicação encarnada e fez um belo elogio a Jesus. Demonstra a personalidade do craque que o Benfica perde para o Atlético Madrid. Um jogador fabuloso, dos melhores da década do clube, que vai deixar enormes saudades aos adeptos mas não só. Quem gosta de bom futebol, quem admira o talento puro e a capacidade de surpreender com a bola nos pés, também lamenta tal perda para a Liga portuguesa.
Rui Vitória tem razões para se sentir nas nuvens. Superou as dificuldades iniciais da Liga, soube suportar a pressão, teve em Vieira o homem certo para não ceder às pressões e termina esta época como o grande vencedor. Mas o técnico não esquecerá certamente aqueles que nos corredores da Luz e Seixal pediram a sua cabeça. Foram muitos. Quase em uníssono. Era muito por isso que JJ só passava cartão ao presidente...
Após a saída de Renato também Gaitán é vendido. O Benfica precisa de encaixes financeiros e o título será aproveitado para a colocação de algumas joias da coroa. Sanches e Nico são dos que farão mais falta, assim como Jonas, talvez o mais determinante para o título. Resta acreditar em Soares de Oliveira e ver o dinheiro do Bayern gasto em reforços a sério. Vitória merece-o."


PS: Duas notas: mais uma vez, para um jogador do Benfica ser considerado um jogador 'fabuloso' pelos Anti's, tem que sair do Benfica... enquanto vestir de vermelho terá sempre defeitos; o elogio do Gaitán ao Judas, não entra em contradição com  a ´cassete encarnada'... ninguém no Benfica colocou em causa a competência técnica do actual treinador Lagarto... é tudo uma questão de carácter, ou falta do dito...!

De Ederson antichampanhe ao belo adeus de Gaitán

"Poderia ter sido final com desfecho muito mais discutido se o Marítimo tivesse marcado ao menos numa das oportunidades que criou, logo a abrir. Ederson, por duas vezes, fantástico, não consentiu. E, num ápice, o Benfica virou tudo de pantanas, despachando o assunto ao atingir 3-0.
Houve intenso despique entre os dois sectores defensivos... No mau sentido: a ver qual deles dava mais fífias! O costume na retaguarda do Marítimo... - segunda pior defesa no campeonato. Insólito na do Benfica! - segunda melhor. Ontem, as sequelas de vibrante festa pela conquista do título nacional foram notórias e quase toda a equipa de Rui Vitória (naturalíssimo, quiçá inevitável). Mas, imediatamente à frente de Ederson, foi demasiado o desacerto, chegando a desconchavo. André Almeida terá feito a pior exibição da sua carreira! Luisão teve a justíssima homenagem de regressar nesta final, em vez de Lindelof; só que o seu ritmo competitivo muito se ressente da longa baixa clínica. Jardel aflito para camuflar desgaste da temporada ampliado pelas tais sequelas... Ausência de Eliseu razoavelmente superada pelo jovem Grimaldo (ataca muito bem). O médio mais defensivo (Samaris rendeu Fejsa) não foi pilar, contribuindo para fases de caos naquele sector. Intensíssimas emoções de toda a época descarregadas nos dias de grande festa, tão próximos desta final.
Porém, o menino Ederson, profundamente contra tais champanhes, elevou-se a gigante. Com soberbas defesas, foi o primeiro a ganhar esta final. Antes, e até depois, de a eficaz classe dos avançados esfarrapar tão frágil defesa madeirense... (o todo do Marítimo, ontem como, por regra, no campeonato, merecia outra retaguarda!).
Tricampeão, sétima conquista da Taça da Liga (com 6-2), muito boa carreira na Champions: grande época do Benfica, agora sob batuta de Rui Vitória.
Equipa e adeptos despediram-se de Renato Sanches e de... Nico Gaitán. Sim, a comoção deste, soltando lágrimas logo ao entrar em campo e, ainda mais à saída, disse tudo! E Gaitán fez questão de colocar requintes de génio no seu belo adeus a 6 anos no Benfica.
Renato e Nico...: será muito difícil substituí-los."

Santos Neves, in A Bola

De volta à Taça

"1. Se há coisa que não aprecio mesmo nada é aquilo a que podemos chamar moda light. Não me é possível expender aqui as premissas em que se funda esta minha reacção, mas adianto alguns exemplos de tal tendência: cafés sem cafeína, cigarros sem tabaco, salgados sem sal ou cervejas sem álcool. A esta sonsa lista juntou-se esta semana o triste anúncio de uma Volta a Portugal sem nenhuma chegada à Torre. Sim, acredito que deverão ter sido invocadas supostas razões para tal obstrusa opção. O que não há, porém, é razão alguma que permita a quem quer que seja dizer que uma Volta a Portugal sem nenhuma etapa a terminar na Torre é melhor do que outra cujo percurso contemple tal chegada. Afirmou o diretor da corrida que tal «não retira mística» à prova. Ora bem, não sei se eu e Joaquim Gomes partilhamos o mesmo significado para o conceito místico. Mas julgo saber que, assim como a Volta é, indiscutivelmente, um fenómeno popular, também o povo não deixará de manifestar o seu juízo quanto a tal inovação. Era o que mais, faltava que a moda light chegasse ao ciclismo. Seria o mesmo que fazer a apologia de um novo paradigma; a dos ciclistas não pedalantes.

2. Neste soturno ambiente eis que Jorge Jesus renovou com o Sporting. O que é certamente bom para os leões e para o técnico. Mas também, permito-me dizê-lo, para o FC Porto. Não é Jesus um bom treinador? Claro que é, um dos mais competentes. Mas o Dragão não precisa de um líder que apenas saiba de bola.

3. O FC Porto está obrigado a vencer a final da Taça de Portugal. Fazendo-o, não faz nenhum feito. Jamais tal poderia servir como paliativo de uma época miserável. Mas se nem isso suceder só pode ser porque alguém terá confundido uma tentativa de recobro com uma autópsia."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Benfiquismo (CX)

O hábito de levantar Taças...!!!
Benfica 3 - 1 Sporting, 1970

Vermelhão: Sétima

Marítimo 2 - 6 Benfica


Foi claramente uma noite de São Ederson!!! Provavelmente o pior jogo do nosso sector defensivo esta época (pior, só mesmo a defesa do Marítimo)!!! E não é surpresa, a ressaca dos festejos do 35 tinha-se que sentir, a vitória por 2-1 no ano passado, também foi muito sofrida... já para não falar da final perdida no Jamor em 2005!!! E por incrível que pareça, acabámos por golear...!!!
Luisão, Samaris e Grimaldo foram as novidades, enquanto o puto Espanhol esteve muito bem, principalmente a atacar (está em 2 golos do Benfica), o Luisão teve uma primeira parte horrível, é verdade que está sem ritmo, mas a idade já pesa muito (será uma das mais difíceis decisões neste defeso...!!!).
Sendo que independentemente daqueles que jogaram, notou-se claramente a falta de Lindelof e Fejsa...!
Apesar dos 3-0 no marcador, ainda no 1.º tempo, o Benfica arriscou-se a 'perder' esta Final, a 'vitória' foi decidida com a substituição do Mitro pelo Talisca!!! Mais uma vez, Rui Vitória faz uma leitura perfeita do jogo: o Benfica precisava de posse de bola no meio-campo... assim nasceu o nosso 4.º golo, e o Ederson deixou de ter trabalho!!!
Aliás esta opção de meter um terceiro médio, para 'segurar' o resultado, podia e devia ter sido usada mais vezes...!

Ederson merecia ser o MVP (mesmo com culpas no 1.º golo); Almeida mal, parece que sem a 'adrenalina' do 35, baixou de nível...; o Luisão melhorou na 2.ª parte, com o Benfica a jogar mais recuado, mas sempre que o Marítimo colocava a bola nas costas do Capitão, o Luisão ficava pregado ao chão... levantava o braço a pedir falta, em desespero...!!! Nunca conseguimos ter a habitual 'linha de 4' defensiva, 'consolidada', e perdemos quase todos os confrontos físicos principalmente na direita...O Jardel foi obrigado a apagar fogos por todo o lado...!!! O Grimaldo muito bem no ataque (só lhe falta mesmo alguma força nos 'contactos', se tivesse o corpo do Renato era o melhor lateral do Mundo!), mas a defender também esteve bem...
Samaris e Renato tiveram muitas dificuldades em defender, estão cansados, não conseguiram cobrir todos os 'metros', não pressionaram o meio-campo adversário e permitiram os passes de ruptura para as costas da nossa defesa... nem conseguiram congelar a bola, quando era necessário, a entrada do Talisca foi decisiva!
Nico e Pizzi tiveram muito espaço, com um bocadinho mais de cabeça, tinham criado mais perigo... Depois de uma fase menos boa, ambos subiram de forma nas últimas partidas.
Jonas e Mitro, fizeram o que são pagos para fazer: golos...! Simples... e o Raul entrou com as habituais ganas, e mereceu totalmente o prémio de marcação do penalty... Aliás a grande diferença no jogo de hoje, foi a qualidade/eficácia dos nossos avançados!
Não gostei da arbitragem. Conseguiu transformar várias faltas a favor do Benfica, em faltas contra o Benfica!

Mais um grande ambiente de Benfiquismo em Coimbra... Os Lagartos da TVI ficaram 'aparvalhados' com o vulcão vermelho!
Finalmente acabou a época futebolística, com mais um sucesso, agora vamos ter uma pausa em relação à ansiedade da conquista dos 3 pontos, mas vão começar os AVC's com as parangonas jornalísticas, com as vendas e as pseudo-vendas dos nossos jogadores! Hoje, confirmou-se a ida do Nico para o Atlético Madrid... amanhã vamos ver! Só espero que o Benfica não fique à espera do 31 de Agosto para definir o plantel... duvido que o meu coração aguente...!!!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Muito bom ou excelente?

"Hoje, em Coimbra, fica definido se a época do Benfica foi muito boa ou excelente. Uma boa prova europeia e o principal título da época garantem a satisfação dos adeptos, mas o terceiro ano consecutivo com mais do que uma conquista por época seria fantástico. A Taça da Liga foi, e é, um objectivo para vencer. Tenho pena de não termos conseguido estar no Jamor, e ao contrário de outros para quem o Jamor é o Estádio de Oeiras e o troféu uma fruteira, para mim também seria importante.
O Sporting fez um bom campeonato, com 86 pontos e só foi vencido por um excepcional Benfica com um recorde de 88 pontos. Jorge Jesus foi um bom treinador no Benfica e continua a sê-lo no Sporting. Esse facto, só aumenta os méritos de Rui Vitória e do Benfica, na conquista desta Liga.
Todos os títulos são bons e este tem a sua história, mas não nego que estar a oito pontos da liderança, e vencer, seja uma delícia. Os últimos dois terços da prova quase imaculados, onde mesmo na derrota frente ao FC Porto houve manifesta infelicidade, deram inteira justiça aos de Rui Vitória na conquista do 35°. 
Quando vi os adeptos de Alvalade a festejar o segundo lugar com os seus atletas achei bonito e achei normal. O Benfica ficou 35 vezes em primeiro mas o Sporting ainda só ficou 21 vezes em segundo. Quando leio os escritos de Eduardo Barroso, por quem tenho estima, vejo a alma de um grande sportinguista (dos maiores e mais autênticos) e não percebo a irritação de tantos benfiquistas. Uns festejam o primeiro lugar, outros o segundo, devíamos estar satisfeitos por isso, tudo no seu lugar natural.
Uma palavra para o enorme Petit que salvou o Tondela mostrando que não há limites para acreditar. Por fim um sublinhado enorme para o hóquei do Benfica, campeão nacional no sábado e campeão europeu no domingo. Feito histórico da maior potência portuguesa da modalidade. Brilhante!"

Sílvio Cervan, in A Bola

Glorioso SLB

"Que dia extraordinário! 15 de Maio de 2016 ficará gravado nas páginas de ouro da imensa e gloriosa história do Sport Lisboa e Benfica. O tão ambicionado tricampeonato foi alcançado. Foi assim que nasci, tricampeão em 1977, ainda sem estar consciente desse feito. É também com este estatuto que vivo, hoje, um dos melhores períodos do inigualável percurso do nosso futebol desde que, em Belém, há 112 anos, um grupo de homens - e rapazes se uniram em torno de um ideal comum, o da prática de um desporto que chegara há poucos anos a Portugal.
Este título é particularmente significativo por dar corpo à ideia de que o Benfica voltou a ser dominante no panorama futebolístico nacional. O sexto tri, em época de novo treinador e redefinição estratégica com a aposta consistente em jogadores da formação, é reflexo, sobretudo, da estabilidade conseguida na última década. Só com esta foi possível implementar as medidas que nos permitiram atingir o patamar de excelência em que nos encontramos. O caminho do tetra já começou a ser trilhado. Que venha mais uma Taça da Liga hoje! Ademais, horas antes da vitória ante o Nacional, conquistámos a Liga Europeia de hóquei em patins. Que dia, caros benfiquistas! Que felicidade imensa, que orgulho, que Benfica! Sem menosprezar o facto de nos termos sagrado bicampeões nacionais da modalidade no sábado. Bem podem os outros vociferar que são a maior potência desportiva nacional que só demonstram, com isso, que o delírio está ao alcance de qualquer um.
Uma nota final: Desde que Bruno de Carvalho foi eleito presidente do Anti-Benfica, somos tricampeões nacionais de futebol. O homem, podemos afirmar, é um autêntico talismã."

João Tomaz, in O Benfica

Agradecimentos

"Ao presidente do Sporting, e a toda a comunicação social que o tolerou, promoveu, e cuja estratégia de ódio, guerrilha e conflito permanente branqueou - como, de resto, no passado, havia feito com outro protagonista.
Aos seus mais fiéis acólitos que, na cegueira anti-benfiquista, apoiaram e interpretaram essa estratégia. Ao milionário treinador do Sporting, e a toda a sua pesporrência, ingratidão, e mau perder, que ora nos dá pena, ora nos faz rir. Aos inácios televisivos, e às repetidas mentiras, insinuações e provocações - desde uma campanha sórdida e racista visando Renato Sanches, a aspectos risíveis como a calendarização dos jogos - com que tentaram sistematicamente desestabilizar e descredibilizar o Benfica.
A Norton de Matos, Nelo Vingada e Sérgio Conceição, pelo modo singular como abordaram algumas partidas do campeonato, abrindo uma perturbadora caixa de pandora, de efeitos imprevisíveis para a verdade do futebol português. Aos conselhos de justiça e de disciplina da FPF, pela impunidade, patetice e esperteza saloia com que lidaram com as agressões de Slimani.
A todos eles os meus agradecimentos. Aos jogadores, técnicos, dirigentes e restante estrutura profissional do SL Benfica, agradeço vivamente a conquista de mais um campeonato, o 35.º da nossa história. Mas aos anteriormente mencionados tenho de agradecer por terem transformado essa conquista na maior alegria desportiva da minha vida.

PS: Por motivos pessoais, o dia da 1.ª Liga Europeia de Hóquei, em 2013, havia sido amargo para mim. Desta vez, a alegria foi a dobrar. Parabéns à melhor equipa do mundo da actualidade."

Luís Fialho, in O Benfica

Eu avisei

"Em Agosto de 2015 fiz alguns "amigos" na blogosfera Benfiquista por ter ousado escrever neste espaço nobre do nosso Clube a frase "dizem-se Benfiquistas, mas são-no pouco". Referia-me, na altura, a quem só sabia criticar sentado em frente à televisão ou debruçado sobre o computador. Chamei-lhes "os mesmos de sempre". aqueles que exigiram a cabeça de Rui Vitória, que desdenharam das novas contratações e ousei mesmo compará-los a um uruguaio de baixa qualidade humana que está cada vez mais esquecido num clube terciário.
Fui insultado por isso, ainda tentei dialogar, mas depressa percebi que não valia a pena perder tempo. Acabei essa crónica de início de Agosto a avisar que esses profetas estavam enganados e que teriam que meter a viola no saco. É com muito prazer que vejo que estava certo. É com ainda maior prazer que vejo os críticos a sair para as ruas a festejar. O título é de todos. O SL Benfica é Tricampeão. Não foi fácil esta vitória, foi épica. Teve contornos de filme de Hollywood, com vários vilões a atacar de todas as formas - e sem nível - e um anti-herói a saber unir os seus homens para dar o troco no tempo e no local certo. Durou até ao fim a luta, mas assim ainda sabe melhor. Foi preciso acreditar sempre e espero que a lição desta época sirva para as seguintes. Vamos todos de férias, mais do que merecidas, e vamos regressar com os nossos objectivos bem definidos: entrar para ganhar. Em todas as competições, em todas as modalidades, qualquer que seja o adversário. O SL Benfica é isto!"

Ricardo Santos, in O Benfica

A união, o título e o presidente

"O lirismo ainda consegue ser uma característica que, nos dias que correm, consegue mover o mundo. O lirismo, acaba por ser definido como um estilo elevado e apaixonado, um sentimentalismo exacerbado, um entusiasmo, ou uma exaltação de espírito, isto pelo lado positivo. Por outro lado e pelo lado negativo, é caracterizado como falta de pragmatismo ou espírito prático.
Nos dias que correm, nada já é como dantes. A vida hoje em dia é fria, madastra, calculista e jogadora. Somos todos movimentados pelos alicerces do interesse e do dinheiro, da maldade e da vingança! É uma realidade que não conseguiremos nunca sair! Sem descurar a realidade das coisas, o que movimentou o mundo e o tornou numa enorme mole humana vestida de vermelho, foi exactamente o lirismo! Ironia das ironias, o convencimento atrapalhou os arautos da presunção e trucidou aqueles que querendo tudo dizer, nada de jeito disseram.
Não vale tudo, não senhor! Mas vale o ficar sossegado sem responder a invectivas ocas, porque pensámos apenas num sentido, no da nossa própria existência interior! Por outras palavras, foi apenas o focar-se em dentro, que permitiu conhecer-nos, unirmo-nos e podermos caminhar juntos até ao Marquês de Pombal.
O que se notou, é que o balneário, qualquer que ele seja, de que modalidade for, é constituído por atletas de qualidade e adeptos do Benfica. É este também um dos grandes segredos! Mas há muitos mais segredos. 
Desde logo a competência, dedicação, vontade, honestidade e seriedade, transversal a todos os sectores do Benfica, a todas as pessoas.
É muito difícil estar a enumerar tudo e todos, porque ir-me-ia esquecer de muita gente, não por não terem sido importantes, mas porque é humanamente impossível lembrar-me de todas.
Mas a máquina do Benfica, que foi criada ao longo destes anos, construída do nada, da desgraça e do pecado original do pauperismo total, é simplesmente algo de mágico!
O Benfica não tem um departamento comunicacional sustentado apenas numa pessoa, muito menos o presidente, que tem muita coisa que resolver e que pensar. No entanto, outros escolheram essa via. Errado! 
Foram duas grandes decisões, tomadas pelo presidente do Benfica, além obviamente de muitas mais, mas estas duas foram de certeza das mais difíceis de tomar.
Quando o Benfica perdeu tudo, o presidente segurou o treinador, quando tudo caía sobre ele e o resultado foi conquistar tudo!
Quando o presidente, decidiu que era tempo de apostar na Formação, o treinador ganhador saiu, todos consideraram que seria uma época de transição, o presidente disse desde a primeira hora que era rumo ao 35, quase todos não acreditaram e eis que, o Benfica conseguiu ser Campeão. Afinal era verdade o que o presidente dizia!
Olhemos para dentro e num assomo de humildade, pensemos em conjunto - quantos acreditavam que seria possível chegar aqui? Por isso é que me dói, quando o presidente entra no relvado antes de se receber a Taça e só um assobio que seja, só um, é imerecido! Basta um, para me deixar mal disposto. Não é justo, é imerecido, é descabido, é mesmo redutor de algo, que não sei qualificar! Um só que seja naquele momento, é tremendamente injusto!
Não devemos confundir união e colaboração com o que pensamos ou sentimos nos círculos mais restritos, ou com as nossas frustrações, descarregando nos outros! Cá fora, temos de ser todos unidos, sem excepção, repito, sem excepção.
A união, não implica não saber discutir opiniões, muito pelo contrário, só se é unido quando se consegue discutir opiniões. Mas, acima de tudo é preciso ter respeito, muito respeito por quem o merece. E o presidente do Benfica merece-o mais que todos! Mas estes todos também merecem ser respeitados, reconhecidos e a verdade é que só com os meios que o Benfica hoje dispõe, se pode ambicionar respeitar tudo e todos.
Quem imaginaria em 2000, o Benfica de hoje? Quem? Ninguém, a não ser quem teve a coragem de tomar conta do Clube.
Por tudo isto e porque vocês sabem do que eu falo, ver hoje, no dia a seguir ao título, um adepto aqui, outro acolá, uma criança mais ali, uma pessoa idosa, todos vestidos com a camisola do Benfica, é algo que ultrapassa qualquer capacidade humana, que está para além da compreensão, que perdurará na felicidade desse dia que é eternizado de todas as formas.
Vou repetir as frases que escrevi no meu último artigo antes de saber que conseguiríamos ser novamente Campeões.
"Comprometa-se com as suas metas e encare os obstáculos como etapas para atingir o objectivo final."
"A calúnia é pior do que as armas de guerra; estas ferem de perto; aquela, de muito longe."
E dizia Martin Luther King - "A inteligência e o carácter são os objectivos da verdadeira educação."
E de burros e mal-educados está o mundo cheio!
Agora vislumbrem a excelente organização que é colocada em tudo o que o Benfica faz, a capacidade de todos os funcionários do Benfica de meter uma máquina enorme em pé, em menos de uma penada. São centenas e centenas de pessoas, que todos os dias trabalham nesta grande empresa que é o Benfica. Um dia, contem todos os atletas funcionários, dirigentes, pessoas que trabalham nesta grande multinacional! Uma multinacional de orgulho, união e amizade, critica quando o tem de ser, mas ligada por um sentimento universal a todos - O nosso Benfiquismo!
Por isso dou os meus Parabéns a todos, tiro-vos o chapéu e peço em nome da justiça e da seriedade que me deixem personificar isto tudo com um agradecimento muito pessoal ao Sr. Luis Filipe Vieira, que tenho a honra de conhecer pessoalmente.
O meu Pai e a minha mãe tinham um enorme orgulho em saberem que eu me dava bem com o Sr. Luís Filipe Vieira. Isso bastava-lhes enquanto foram vivos!
A partir de agora, a vida não pára e já muita coisa aconteceu desde Domingo.
Viva o Benfica."

Pragal Colaço, in O Benfica

O campeonato, o Benfica, Jesus e Vitória

"O campeonato foi disputado como não me lembro. Sei que houve. Mas não lembro de outro assim: disputado até à última jornada, incerto até à última metade do último jogo. Isso é bom. Faz o futebol mais interessante. E mais vibrante. Foi bom para o Benfica; e foi bom para o Sporting. Foi bom para a Liga. Foi vitaminas.
No domingo, o que se decidia era isto: o tricampeão ia ser o Benfica? Ou seria Jorge Jesus? O simples enunciado da dúvida escancara o carácter demencial de alguns debates para esquecer que se travaram ao longo da época. Tivesse o Sporting ganho e alguém apareceria a dizer que Jesus era tricampeão. Talvez ele mesmo o dissesse. Essa é provavelmente uma das razões por que o não foi: ocupou-se mais de si e do Benfica do que apenas do Sporting.
Às vezes, deu ideia de, para si, ser mais importante o Benfica não triunfar do que o Sporting vencer. Esse antagonismo tão marcado contra o clube que serviu durante seis anos, onde teve sucessos e que o projectou, diz muito de uma personalidade - e não é bonito. O seu insucesso fez justiça.
O Sporting fez, é certo, um belo campeonato. Jesus melhorou-o muito, olhando à época anterior. Mas o Benfica foi melhor. Por isso, campeão. Jesus focou exclusivamente o Sporting no campeonato - e acabou não ganhando nada. Isso jamais seria possível na cultura do Benfica. O Benfica entra sempre para ganhar tudo, ainda que possa vir a nada ganhar - a última vez que aconteceu foi aquela frustração de 2012/13, com Jorge Jesus. Agora, Rui Vitória foi campeão, pode vencer a Taça da Liga e só caiu nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, frente ao poderoso Bayern.
Jorge Jesus é indiscutivelmente bom treinador. Cresceu no Benfica e pode continuar a consolidar-se e afirmar-se. Mas Rui Vitória mostrou ser melhor. Não é só ter sido campeão. É ter valorizado recursos mais verdes e mais limitados, é ter sabido puxar por gente nova, é ter conseguido suprir saídas relevantes e lesões em momentos críticos da temporada, é ter aguentado a exigência de várias competições - e, ainda assim, ter sido campeão logo no primeiro ano a este nível e no Benfica. Falta a Jorge Jesus um atributo para ser muito bom: não pensar com azedume. E falar menos. Pela boca morre o peixe - e outros também."

Disparatada 'overdose' de finais

"Às vezes (demasiadas vezes...) Portugal é um país que não se entende. Bem diziam os romanos, há mais de dois milénios, que os Lusitanos eram um povo curioso, que não se governava nem se deixava governar. Assim continuamos...
Vem este desencantado introito a propósito da overdose de finais de provas de âmbito nacional, marcadas para hoje, a da Taça da Liga, em Coimbra e no domingo, a da Taça de Portugal, no Estádio Nacional, no vale do Jamor. Não faz sentido, não faz bem ao futebol e não prestigia os clubes que duas decisões se atropelem no interesse da opinião pública e publicada.
Sabendo-se que a final da Taça de Portugal sempre encerrou a época, quem está mal - e a prejudicar a visibilidade neste caso do FC Porto-SC Braga, como há um ano prejudicou o Sporting-SC Braga - é a Taça da Liga, uma competição que tem já um espaço próprio mas que continua a ser maltratada e desconsiderada por quem a fez nascer e dela pode fruir proventos interessantes.
Este ano o mal está feito, é irreparável e não haverá mais nada a fazer do que apontar o contrassenso. Mas, na próxima temporada, tratem de calendarizar a final da Taça da Liga para o sábado de Páscoa, data que já se mostrou, noutras ocasiões, apropriada; e tratem de encontrar datas alternativas, que contemplem eventos sem data marcada como o nevoeiro na Choupana ou o vento acima dos 40 km/h no aeroporto da Madeira, susceptíveis de atrasar jogos.
Para já, faço votos de uma grande final hoje em Coimbra e de uma festa da Taça de arromba, depois de amanhã, no Jamor. Que role a bola..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Mais do que um treinador

"A ampliação do contrato e Jorge Jesus com o Sporting por mais uma temporada estava muito longe de constituir uma urgência. A ligação era válida até 2018 e o treinador não tinha, como continua a não ter, cláusula de rescisão no seu vínculo com os leões. Como explicar, então, a extensão do contrato? Primeira razão: a notícia tem o efeito de atenuar a desilusão em que todos os sportinguistas estão mergulhados desde domingo. Com a renovação de Jesus vira-se uma página e renasce a esperança. A verdade, no entanto, é que não pode ser este o único pressuposto a estar na base da decisão.
No final da sua primeira época na Luz, em 2010, Jorge Jesus protagonizou um processo em tudo semelhante a este. O FC Porto aproximou-se então do técnico, como agora, e a renovação acabou por acontecer, também como agora. A única diferença é que, em 2010, Jesus tinha acabado de ganhar o campeonato e agora acaba de perdê-lo. Ou seja, será preciso esperarmos mais algum tempo para que se perceba, realmente, o que mudou e até onde se estende o novo quadro de competências de JJ. Há algumas semanas que se vinha falando do desagrado do técnico pela forma como o Sporting se movimentou esta temporada no mercado de transferências e também como trabalhou a sua comunicação. Ninguém ficará muito surpreendido, pois, se for Jesus a escolher - ou ajudar a escolher - os próximos responsáveis pelas respectivas áreas.
A continuidade de jogadores nucleares foi outra das condições impostas. João Mário ou Slimani só podem sair, assim, pelo valor da cláusula. Conclusão: se o treinador - Jesus irá escolher o próximo director desportivo e o próximo director de comunicação - para além de 'definir' quem pode e não pode ser vendido -, então JJ será daqui em diante muito mais do que um treinador."

Breves

"1. Sem surpresa e com mérito - eis como pode ser qualificado o título de tricampeão conquistado pelo Benfica. Ainda por cima em ano de mudança de técnico e de ascensão à formação principal de jovens de indiscutido valor, da formação. Com os correspondentes reflexos desportivos. E financeiros também. Depois de André Gomes, João Cancelo e Bernardo Silva, Renato Sanches não é só mais um. Mas é o primeiro do ano. Que mais se pode dizer? Parabéns.
2. São já conhecidos os 23 nomes da equipa nacional que vai disputar o Europeu. A partir da convocatória final já não são os preferidos por Fernando Santos mas os eleitos de todos os adeptos. Aliás, desta feita, nem sequer houve grandes polémicas relativamente aos escolhidos. Pessoalmente, creio que, tudo visto, face ao histórico dos encontros disputados na era do presente seleccionador, não há propriamente, surpresas. Nem grandes nem pequenas. E entre os preteridos só um surpreende: Bernardo Silva. Espero que tenha sido mesmo apenas por motivos decorrentes da sua condição física. Quanto aos demais ainda se podem exarar algumas reflexões. Assim: para a baliza, o bracarense Marafona merecia ter tido a oportunidade de ser testado a sério; lastimo que André André e André Silva não tenham cabido na lista. Além de Iuri Medeiros - um verdadeiro craque, cujo talento brutal o Sporting tem desperdiçado.
3. Há coisa de um ano escrevi aqui sobre um determinado estreante da Fórmula 1, chamado Max Verstappen, então com apenas 17 anos (e portanto sem carta de condução). Pois bem, no domingo, com a sua primeira vitória, iniciou-se, estou certo disso, toda uma nova era no reino da velocidade."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

A personagem

"Toda a desesperança
aqui escrevi que a viciação de resultados é o pior dos flagelos, muito além do doping ou da própria corrupção tradicional. Ao menos nos casos anteriores existe um desejo de ganhar - com batota, à margem da lei, desrespeitando os adversários e a verdade, mas um desejo de ganhar. Com a viciação de resultados, nem isso. Tudo é demasiado triste. E eu tento pôr-me no lugar de um jogador de 30 anos, ou de 25, ou de 20, e imagino o vazio que haveria em dispor-me a vender um jogo a troco de uns cobres para que um monte de mafiosos pudesse enriquecer à custa disso. Que buraco não teria de haver dentro de mim - que desesperança... Não esperam nada de si próprios, já, esses futebolistas. Já não são futebolistas sequer: são traficantes de influências cuja ferramenta é um talento em que um dia acreditaram, deixaram de acreditar e agora usam apenas para chutar em rosca, como palhaços de um circo deprimente e desesperado. Ora aí está uma grande personagem de ficção: um jogador de segunda liga, que um dia esteve na formação de um grande e agora anda de clube em clube, a soldo de agentes repugnantes, vendendo-se por uns cobres. Alguém que o use: já não resta em mim melancolia suficiente para escrever sobre tal lástima.

FICO, MAS ATENÇÃO
Fui só eu a ouvir isto?
Sempre acreditei na permanência de Jesus em Alvalade, mas também não passei a acreditar mais nela esta semana. "É com esta gente que terei de caminhar", disse ele. Tanta semiótica nisto. Aconselho Bruno de Carvalho a mudar a comunicação e a pegar numa soma igual à da Doyen para segurar Slimani."

Benfiquismo (CIX)

Vamos acabar a época em beleza.

O ano passado foi assim, em Coimbra!!!

Profeta na festa...

Zero tituli !!!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O tri... nta e cinco!

"Com a vitória frente ao Nacional, o... 35.°!!! Tricampeões Nacionais!!! E, agora sim, como isso lhes dói... Todos sabemos como isto começou. Com a tentativa de humilhação, por quem - durante 6 anos - tinha sido um dos nossos (e como fiquei feliz por ter deixado de o ser). Para, no fim, para a história deste campeonato, ficarem os 88 pontos do Benfica, resultantes dos 88 golos marcados e os 22 golos sofridos. Mas, também, para essa história, a reta final irrepreensível, com 12 jogos e 12 vitórias. Consecutivas. O segundo classificado, vice-campeão, esse, terminou a época com 79 golos marcados e 21 sofridos... mas com 86 pontos. Muitos, mesmo, mas, ainda assim, menos 2 que... o Campeão. 
Para a história deste campeonato, fica, ainda e também, a recuperação fantástica de 7 (!!!)pontos de atraso.
Somos, por tudo isso, um vencedor mais que justo! Aquele que mais correu e que mais quis ganhar. Aquele que, efectivamente, provou ser o melhor.
Do jogo de domingo, ainda, e para além da bonita festa que se seguiu, tivemos um Jonas Bola de Prata... 32 golos e outras tantas assistências!
Factor de grande realce, e de orgulho, deste campeonato, todos e cada um dos que carregaram e empurraram, literalmente, a equipa para o sucesso, por diversas vezes, mas sobretudo nos jogos mais difíceis, numa clara demonstração do verdadeiro... colinho.
Ou seja, todos aqueles que sempre acreditaram - mesmo quando os resultados e até algumas exibições teimavam em contrariar - e que fizeram - a equipa acreditar. A união perante a dificuldade. Na luta mais unidos do que nunca e que desde cedo se percebeu que seria até ao fim.
Um título que sendo para esses, que sempre acreditaram, também o é para os que qualificavam como impossível esse objectivo. O título que é a prova que o verbo desistir não faz parte, nem é compatível, com a dimensão do Benfica. Foi, por isso, uma história que se fez, essencialmente, de coragem. E que culminou com o nascimento de uma equipa sólida, muito coesa defensivamente e especialmente eficaz no ataque. Ganhou-se, face a isso, um treinador e uma equipa, que soube sofrer, ou, dito por outras palavras, um colectivo com alma e chama imensa.
Que grande tarde de domingo, cheia de emoção e mística - a nova palavra que o grego Samaris, nesse dia, aprendeu - que se prolongou noite dentro pelo país, de norte a sul, e além-fronteiras!!!
Sem provocações ou declarações mesquinhas e sem incidentes.
Até porque o Benfica... é maior que Portugal.

Luís Filipe Vieira
1. Goste-se ou não, é um dos homens do momento e um daqueles que mais tem feito a diferença nos últimos anos, ao longo dos seus mandatos.
Um Homem, de grande carácter, que para além da grandiosa obra que construiu, tem a enorme capacidade de comandar e de governar de forma exemplar o clube.
À semelhança do que tem acontecido ao longo dos seus mandatos, este está a ser fortemente marcado por conquistas desportivas. Até porque, nem só da obra e do património construído pode viver um clube. Um clube que até há bem pouco tempo, antes da chegada de Luís Filipe Vieira ao poder, tinha ânsia de títulos e de estabilidade financeira. Luís Filipe Vieira conseguiu esse tão desejado equilíbrio, que muitos não o souberam ou conseguiram atingir. Este seu mandato também não é excepção... Também é muito dele este tricampeonato.
Desde logo, pela confiança dada ao treinador, quando muitos achavam insustentável a sua continuidade. Depois, pelo exemplo da sua postura, de nunca descer ao nível dos outros, mesmo até quando confrontado com as tentativas de desestabilização alheias, que mais não passaram de ataques desenfreados e mesquinhos.
Pela coerência das suas ideias, defendendo sempre e acima de tudo - e até de quase todos, novamente - os interesses do Sport Lisboa e Benfica.
E, ainda, pela maneira como conduziu o clube - ou o Ferrari vermelho - para o tricampeonato, fazendo com que a equipa se reerguesse, para mais ninguém a parar.

Rui Vitória
2. Rui Vitória!!! O treinador, o outro homem deste campeonato! O treinador que não é treinador, para alguns... mas que, ainda assim, veio a sagrar-se campeão!
Por tudo o que passou - provocado pela mesquinhez, pela inveja e pela mediocridade - mereceu totalmente esta conquista.
O Homem que desde cedo foi exemplo, ao rodear-se da equipa, ou melhor, dos seus jogadores.
Um líder, mas acima de tudo um grande companheiro e amigo. Aquele que foi o primeiro a defender e a valorizar todo o plantel, sem um lamento face à onda de lesões que o martirizou, a cada jornada. Um grande Homem que fez a diferença na oportunidade que deu a Paulo Lopes de se sagrar bicampeão, contrapondo-se, em termos de carácter, a quem, no ano passado, sem depender desse último resultado para nada, não foi capaz de o fazer.
Recém-chegado à Luz, prometeu dar a vida pelo clube... pelo seu e pelo nosso clube, pelo seu e pelo nosso Benfica!
E de facto... cumpriu!
Tal foi a maneira como sempre reagiu a cada adversidade.
Um homem que sempre manteve a postura e o nível, nas vitórias e nas derrotas, e que, ao contrário de outros, nunca disse mal de um colega.
E que diferença isso faz...
Um homem que sempre falou no colectivo, no nós... e não na primeira pessoa do singular, muito menos para referir eu ganhei.
Fez, por isso, das adversidades uma das suas principais armas e motivações para tratar de redefinir algumas vezes o seu caminho... o do 35.º!!! Sem que para isso fosse necessária a teimosia, a cobardia e a má educação dos últimos seis anos.
Ganhou, estou certo, o respeito e consideração dos adeptos de futebol em geral e conquistou, muito em particular, o coração de muitos (de todos, acho eu) benfiquistas.
Por tudo isso, mas sobretudo pela grandiosidade humana, pelo carácter, pela simpatia, pela humildade e pela exemplar luta que travou. Quase tão importante como essas características humanas, só o seu grande benfiquismo.
Que mística!!!
E que fantástico campeonato fez! Sobretudo pelo recorde de pontos alcançados e por outros objectivos atingidos, superando, assim, outros que se lambem, julgando-se verdadeiros rebuçados!
Só para que o recordemos... o número de pontos alcançados pela equipa (88), o de vitórias consecutivas (12 contra as 11 do treinador anterior), o de vitórias no campeonato (29 vitórias contra as 27 do outro), o de golos marcados (88 contra os 86 do tal).
Isto já para não falar que o treinador que não é treinador esteve a 7 (!!!) pontos do melhor treinador do mundo. E, sabendo todos nós como acabou, será que posso perguntar quem é que é incompetente???
Sem esquecer, nunca, a grande importância na valorização de jovens jogadores da formação.
Não é, de facto, para todos.
Parabéns, Rui Vitória.
E... obrigado! Pelo TRI, mas sobretudo pela educação, pelos princípios, pelos valores e pelo reconhecimento. À Benfica!

Os dois derrotados
3. Os maiores derrotados deste campeonato??? As 2 pessoas que, à semelhança dos seus adeptos - ainda que devidamente influenciados pelos seus dirigentes - mais valorizaram este título, por todos os jogos de bastidores e encenações feitas, quer com os conhecidos jogos psicológicos, quer com os constantes ataques e insinuações.
As mesmas 2 pessoas (ou 3 ou 4, dirá cada um dos leitores...) que, não raras vezes, mostraram que não sabiam ganhar... e, muito menos, perder!!! Mas, no futebol, como na vida, mais do que saber perder... é preciso saber ganhar!
A 25 de Outubro do ano passado - curiosamente, no dia em que o Estádio da Luz comemorava 13 anos -, e após ter ganho na Luz (0-3), ouvi alguém dizer: «era fácil pôr o Rui Vitória deste tamanhinho, mas não o vou fazer por respeito». O tal que não o qualificou como um treinador e que, por isso, não seria mau colega. O mesmo que afirmou que o cérebro tinha saído da Luz. Um egocentrismo medonho. Esquecendo-se que aquele que qualificou como não treinador tinha sete pontos de atraso à 13.ª jornada... e que mesmo assim foi campeão!!!
Não obstante terem-nos derrotado três vezes esta época, já devia saber, até pelo seu bicampeonato, que, para ser campeão nacional, é preciso muito mais.
O União da Madeira também fez resultados fantásticos com o Benfica, o Sporting e o Porto e... desceu de divisão! E nem se diga que o azar foi para uso interno, porque - eles nada ganharam.
Mas mais do que isso, a sua estratégia, sobretudo de comunicação, não passou de um grande erro - ao contrário daquilo que que nos queriam fazer crer e, até mesmo, daquilo em que eles próprios acreditavam. Afinal... a estratégia de maledicência e de insinuação não deu resultado, numa demonstração clara de que os fins não justificam os meios. Assim, pouco ou nada adiantou o facto de terem passado o ano todo a falar mal do Benfica... como se vivessem, apenas e só, de e para o Benfica.
Nada mais errado!!!
Achavam eles que a contratação (milionária!) do treinador do rival seria a salvação da pátria.
Nada mais errado.
E, agora sim, como isso lhes dói... no bolso e na alma!!!

Tri, hóquei campeão e... todos a Coimbra!
4. Que grande fim de semana!!! No passado sábado, campeões nacionais em hóquei, no domingo, campeões... europeus!
Grande Pedro Nunes, por quem o Estádio da Luz gritava, numa prova de que os treinadores também podem ser estrelas.
Mas, amanhã, todos a Coimbra!!!
Já não falta nenhuma final... para o campeonato. Mas ainda falta uma final, a verdadeira, stricto sensu. Com a certeza de que queremos conquistar mais um título, mais uma Taça da Liga (CTT), e que pintaremos, de novo, Coimbra de vermelho.
Se vencermos - como espero - será o 79.º título do Benfica. O segundo tem... 75.
Que saudades das polémicas jornalísticas sobre quem tinha mais títulos (que motivaram, até, perguntas à UEFA). Mas, agora, isso já não interessa... Mas - para registo - recordemos que a auto-intitulada maior potência desportiva em Portugal tem... 46.
A estes, não há perguntas à UEFA que lhes valham.
Quanto ao futuro...
BENFICA, BENFICA, BENFICA... DÁ-ME O 36!!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Para quem ainda não sabe...!!!

" Mas há comparação?! "

Porra, é tão bom ser do Benfica

"O Jesus devia saber que isto de falar mal de um clube é mais ou menos como quando falam mal dos nossos filhos. A nós, pais, tudo nos é permitido. Podemos mandar-lhes um par de berros. Podemos dizer que não sabemos a quem é que saem assim tão preguiçosos. Podemos dizer que são chatos e insuportáveis, que não têm maneiras ou que não são das cavernas para comerem com as mãos, raça dos miúdos. Em casos mais graves podemos até ameaçar com uma palmada bem aplicada, que acaba-se já aqui a brincadeira e se é para chorar, choras com razão. Mas ai de quem ouse apontar o dedo a um filho nosso. Viramos feras, pomos logo as unhinhas de fora, era o que faltava, virem agora falar mal do nosso anjinho barroco, esta doçura de criança, esta coisa mais querida, este poço de bons modos.
Com os clubes é o mesmo. Nós, os adeptos, podemos dizer tudo. Que os jogadores são uma vergonha. Que não jogam um caralho. Que não orgulham a camisola que vestem. Que eles é que ganham milhões e nós é que nos enervamos. Que o treinador já devia estar na rua, isto é lá homem à altura do nosso clube. Que o presidente é um incompetente. Que vão mas é todos levar num sítio onde o sol não brilha. Nós podemos dizer isto. Isto e muito mais. Porque o clube é nosso, a paixão é nossa, as alegrias e as dores são nossas. Mas não se metam connosco, meus amigos, que aí já é cutucar a onça com vara curta. E o Jesus, que é pai, devia saber disto.
Ao longo da época , a cada jornada que passava, lá vinha ele falar do Benfica. Carregado de sobranceria, com o ego insuflado. A falta de humildade já todos lhe conhecíamos, a de carácter é que não. Bem sei que ele treinou o meu clube seis anos e agradeço, do fundo do coração, por tudo o que nos ajudou a conquistar. Mas o Benfica também fez muito por ele, isto não foi uma relação unilateral. E também por isso se esperava mais. Ou, neste caso, menos, muito menos. E, neste caso, dizer menos era respeitar um clube com a dimensão do Benfica. Era respeitar os adeptos, era respeitar um colega de profissão. Toda a gente ouviu. O Jesus fez questão que toda a gente o ouvisse dizer que o Benfica não tinha treinador, que ele é que era o cérebro da equipa, que o Rui Vitória não tinha andamento para o Ferrari, e tantas outras alarvidades, que culminaram com a total falta de fair-play que se viu ontem, em que não só não foi capaz de dar os parabéns ao Benfica como ainda conseguiu vir dizer que ele cria e os outros copiam. A azia, de facto, transtorna as pessoas.
Mas o ego do Jesus não só estava inchado como estava a ser alimentado por um presidente lunático, arrivista e incendiário. Uma combinação explosiva que não o deixou ver o desastre a aproximar-se. Quando se deu conta já estava a ser atropelado pelo tal Ferrari. Ao mesmo tempo, o presidente do Sporting alimentava as redes sociais semana após semana. Fomentou uma rivalidade e um ódio nunca antes vistos entre os dois grandes. Das picardias divertidas e saudáveis passou-se para uma agressividade patética e inexplicável (no fundo, aquilo que ele é).

Do outro lado, o Benfica ia fazendo o seu caminho, em silêncio e com humildade. Começou mal, é inegável. Ainda me doía a traição do Jesus e achei (e disse) que o Rui Vitória não era treinador para nós. Demasiado apagado, demasiado passivo e sempre com aquela atitude muito católica e abnegada de levar um estalo e dar sempre a outra face. Termos perdido tantos pontos logo no início da época também não ajudou, menos ainda perder três vezes com o Sporting. Acho que não exagero se disser que uns 90% dos benfiquistas pensavam "se formos à Europa já não é mau".
O que me levou algum tempo a perceber foi que as coisas agora eram diferentes, que tínhamos um treinador com uma postura completamente diferente, que as respostas se dão no fim e que a revolução já estava em marcha, qual 25 de Abril da segunda circular. E que de cada vez que o Jesus ou o Bruno de Carvalho diziam uma parvoíce qualquer, isso só nos dava mais força. Os jogadores uniram-se como nunca, os adeptos também. Pessoalmente, nunca fui tantas vezes ao estádio como este ano, nunca vivi os jogos com tanta emoção. Se vier a ter problemas cardíacos, ao Benfica os devo, que estes últimos dez jogos foram de uma pessoa evocar todos os santinhos disponíveis no menu. E por isso este campeonato tem um sabor tão especial. Porque é o terceiro consecutivo mas, sobretudo, porque já nos tinham feito o funeral em Dezembro e conseguimos dar a volta.
Estivemos a oito pontos e acabámos dois à frente. Poupem-me o discurso do colinho, vá lá, eu sei que conseguem melhor. TODOS são beneficiados, TODOS são prejudicados. O que aconteceu foi brio, dedicação, raça, paixão, mística e uma vontade louca de querer ser campeão. Se os sportinguistas também mereciam? Claro que sim. Foram combativos, foi o Sporting com mais qualidade das últimas temporadas. Mas depois têm aquele treinador, aquele presidente. E esses não merecem nada. Aparentemente, a única coisa que conseguem é virar o feitiço contra o feiticeiro e instigar tanto o adversário ao ponto de conseguir fazer com que lhes roube o campeonato. Obrigada, belo trabalho.

Não há palavras para descrever a festa que se fez ontem na Luz e depois no Marquês. A festa que já se vivia a cada semana, com todo o apoio que se dava à equipa, mas que acabou assim. Com um título que nos custou sangue, suor e lágrimas, mas que é nosso por direito. Foi o descomprimir de uma época de tensão que não podia ter acabado da melhor maneira. Porra, é tão bom ser do Benfica."

Não foi milagre... foi competência, união e trabalho !!!

Repeat !!!

Tri [II]

"Foi o 6° tri do Benfica. Quem diz tri, diz triângulo. Neste caso, equilátero: Vieira, Vitória, Equipa. Um triunvirato não de tricô e muito menos trivial. Um trio de vitórias, de Rui vitorioso e da águia Vitória saltitante. Uma época trifásica por trimestres, e que culminou com uma triunfal consagração. Tudo graças ao triplex de uma grande e unida família, com a tribo sempre solidária no seu tribómetro e não menos exigente no tribunal da Luz.
Houve muitas tricas durante a época, mas há que separar o trigo do joio. O trigo da Luz não é o mole ou o transgénico. Nem o trigo verdeal. É o trigo duro, bem triturado. O Benfica na sua inexpugnável trincheira tricotou o título com uma equipa sem tripalhadas, mais do que trilingue e com uma notável triagem de jogadores antes ignotos na equipa B.
Percebo a tristeza de quem não venceu, apesar da trivialização de medonhos tricórnios inventados a cada semana e de um indisfarçável triunfalismo precoce com trincadelas à mistura e tripés virtuais. Apesar de ter investido à tripa-forra, percebo quão difícil é digerir o triácido jejum de - quem fazendo um notável campeonato - não ganhou por um triz.
Esse triz chama-se Benfica que dispensou as triplas em 29 de 34 jornadas. O triunfo é obra de trincos à altura, trabalhadores à medida, tridentes demolidores, trivelas quanto baste, trintões jovens e decisivos, trinca-espinhas tipo Talisca, tripulação eficiente.
Não foi, porém, um qualquer tri-ciclo, antes foi o sabor de trípticos de alma, querer e carácter.
O meu tributo ao grande triatlo no fim-de-semana: tri no futebol, bi no hóquei e o europeu sobre rodas."

Bagão Félix, in A Bola

Vulcão Vermelho VI

O título de Vitória 'vs.' Jesus

"Jesus: tudo a seu favor logo no início. Vitória: tudo contra si. Mas tiros de canhão atingiram... quem os disparou!

Pode discutir-se qual foi a equipa com futebol mais vistoso, neste ou naquele jogo e em determinado período (quanto a mim, o Sporting: na Luz e, nas últimas 3 jornadas, pujante no Dragão, em Braga, e, pelo meio, em Alvalade, no 5-0 ao V. Setúbal; estava fresquinho; e o Benfica fatigado por duros confrontos na Champions).
O que não se pode é pôr em causa o mérito do Benfica: excelente campeão. Evidente.
- Atingiu 88 pontos (!),batendo o recorde estabelecido pelo grande FC Porto de José Mourinho.
- Marcou impressionante número de golos: também 88. Sofrendo apenas mais 1 do que o Sporting (o golo no derradeiro minuto, já com a Luz em monumental festa).
- Ou seja, pontos e golos à média de quase 2,6 por jornada!
- Muito mais do que isso - melhor: na base de tudo isso -, o Benfica foi capaz de excepcionais recuperações!
Extraordinária a que desencadeou dentro de si próprio (parecia liquidado no final de Outubro...)! A partir daí, quando tinha atraso de 12 pontos (7 para o Sporting, 5 para o FC Porto), lançou-se em tenaz perseguição, dita impensável, e, com 13 vitórias consecutivas, agarrou o Sporting, no início de Fevereiro. De imediato se espalhou, frente ao FC Porto, na Luz. Mas reagiu assim a esse trauma anímico: até ao final, mais 12 triunfos a fio. Ou seja: em 26 jornadas, 1 derrota, 25 êxitos. Se isto não é ter estofo de campeão...

Jorge Jesus cumpriu o que prometera: ergueu o Sporting ao nível de renhida disputa do título. Porém, indiscutível: é Rui Vitória o grande triunfador desta temporada. Campeão, Champions entre os 8 melhores, com 2 vitórias sobre o multimilionário Zenit de Villas Boas, Hulk, Garay, Javi Garcia, Witsel, e apenas 2-3 perante o colosso Bayern de Pep Guardiola (com o que isso significou de imediato grande encaixe financeiro, mais alta valorização de jogadores, da qual Renato Sanches é o primeiro exemplo, decerto não único...) e, amanhã, final da Taça da Liga.
Acontece que estes concretos resultados nasceram de onde Rui Vitória foi brilhante!: reconstruir o tal Ferrari, subitamente gripado, e ter mãos para o pilotar até tão evidentes êxitos.
Jorge Jesus teve tudo a seu favor.
Rui Vitória teve tudo contra si.
Jesus, graças ao enorme mérito de ser bicampeão, teve Sporting galvanizadíssimo com a sua chegada. Vitória encontrou Benfica muito dividido sobre a decisão de mudar treinador e, rapidamente, ainda mais desconfiado sobre a capacidade do novo técnico.
Jesus preparou a temporada, no essencial, como quis. Vitória levou - é o termo! - com detestável pré- -época para quem está a chegar: desastrosa digressão americana, sem tempo para treino... crucial!
Jesus teve plantel reforçado logo de início - embora com o dissabor de perder Carrillo... - e ainda mais em Janeiro (total: 12 aquisições). Vitória acrescentou à partida de Maxi ter ficado sem Lima mal começara a tal digressão. E só mais tarde, à última hora, Mitroglou e Jiménez foram contratados (não é assim que se prepara uma época, sobretudo havendo novo treinador sem tempo e meios para assentar jogo). Vitória lançou Nélson Semedo e depressa o viu lesionado para largos meses. Também por lesões, por muito tempo não teve Salvio, Luisão, Lisandro, Fejsa, Júlio César, Gaitán (nada menos!). Depois de tirar do bolso os miúdos Nélson e Gonçalo Guedes, o mesmo foi fazendo com Renato Sanches, Lindelof, Ederson!... É senhora obra!
Jesus falhou acesso aos largos milhões da Champions, falhou carreira na Liga Europa, falhou Taças de Portugal e da Liga. Apostar tudo no campeonato deu nisto... Vitória projectou o Benfica para alto nível na Champions e na sua catadupa de euros. E decidirá amanhã conquista da Taça da Liga. Alguma dúvida possível sobre qual foi a melhor equipa nesta temporada?!!!
Preciosa ajuda ao Benfica, no reencontro com capacidade e ganas, veio de crassos erros sportinguistas na dita comunicação!... Do presidente que desencadeia guerras em série, desmedidamente contra tudo e todos!, ao próprio treinador: o Ferrari sem piloto com mãos para ele; máquina da Luz à deriva porque perdera o cérebro (jogadores do Benfica, evidentemente, espicaçados!); o sucessor que ganhara bola e agora saía da toca.
Supostos tiros de canhão atingiram... quem os disparou!"

Santos Neves, in A Bola

Diário do 35

Benfiquismo (CVIII)

Sim, a Taça da Liga,
não é o principal objectivo da época...
mas também dá alegrias aos Benfiquistas!!!

A noite em que Francisco dos Santos desceu ao Marquês

"Milhares de pessoas, luzes e gente como nunca havia visto... Grande festa, sim senhor. Faz-me lembrar grandes manifestações nos tempos da Primeira República.
O Marquês de Pombal é dos meus sítios favoritos de Lisboa.
Só não percebo bem porque é que nesta festa há tanta gente a falar num tal de Jesus.
Ai trocou o Sport Lisboa e Benfica pelo Sporting? Não me diga… Eu também!
Chamam-lhe mestre da tática? Olhe, eu era é mestre da escultura.
Desculpe lá. Nem me apresentei. Não sou Jesus, mas sou Santos. Francisco dos Santos. Não sou deste tempo. Nasci em 1878 – e faleci em 1930, mas não faça grande alarido.
Mas, dizia eu: sou benfiquista e sportinguista.
É possível, pois!
Eu, o António Couto e outros miúdos casapianos ajudámos a fundar e fizemos parte da primeira equipa de futebol do Sport Lisboa, em 1904, dois anos antes da fusão com o Grupo Sport Benfica.
Quatro anos mais tarde, estávamos os dois a jogar no Sporting com o Francisco Stromp, numa altura em que o Visconde de Alvalade ainda era presidente.
Eram os primeiros anos do campeonato daqui da região e ainda ajudei a fundar a Associação de Futebol de Lisboa, em 1910, um ano antes de deixar de jogar.
Fui dos primeiros jogadores a mudar-me para o rival. E também o primeiro português a jogar no estrangeiro. Não acredita?
Depois de terminar o curso de Belas Artes, fui para Paris, frequentei o atelier do meu mentor Charles Verlet, casei-me com a Nadine, uma francesa que é a mãe do meu filho, e juntos fomos para Roma.
Mas sabe que isto de ser artista não dava para sustentar a família. Tive de me fazer à vida e arranjar uns biscates: dar aulas de francês, ser futebolista da Lázio…
Sim, fui capitão e joguei o primeiro dérbi capitolino frente à Roma. 19 de Janeiro de 1908. A “Gazzetta dello Sport” do dia seguinte a considerou-me o melhor em campo. «Franzino e habilidoso… Em evidência esteve o veterano Dos Santos, que com os seus 55 quilos foi, de forma impressionante, dos melhores em campo...» Não sei onde ficou guardado esse recorte de jornal, mas pode acreditar em mim.
Isso antes de voltar a Portugal e dedicar-me primeiro ao futebol no Sporting e depois em definitivo à escultura.
Aí sim, ganhei bom dinheiro e tornei-me num artista famoso.
Ganhei o concurso para fazer a escultura do busto da república, sabia? E as esculturas «Crepúsculo» e «Salomé», que hoje estão expostas no Museu do Chiado, são de minha autoria.
Mas, claro, já sei que os adeptos devem ainda hoje falar de mim e do António Couto por esta magnífica estátua do Marquês, com a mão no dorso do leão, que pousa o olhar sobre Lisboa.
Ironias do destino. Quem diria que dois ex-jogadores de Benfica e Sporting iam construir este ex-líbris onde um mar de gente se concentra para celebrar os títulos?
Os adeptos que debatem futebol horas a fio, que têm tão boa memória sobre cada lance de arbitragem ou sobre as discussões entre dirigentes, que sabem ao detalhe o percurso do mais desconhecido miúdo da equipa B, conhecem bem a história do seu clube, certo?
Eles sabem quem eu sou, não sabem?
Ah, estava a ver que não…
Boa noite. Nem lhe cheguei a perguntar-lhe o nome. Mas tenho mesmo de ir embora, que já se faz tarde. 
Até sempre!"