Últimas indefectivações

sábado, 23 de maio de 2015

A 16 segundos da derrota... que não aconteceu!!!

Fundão 3 - 6 Benfica

No primeiro jogo das meias-finais do play-off, foi preciso recorrer ao prolongamento para vencermos. Como foi notório na Final da Taça de Portugal, este Fundão tem uma excelente equipa, e todos sabíamos que este jogo seria muitíssimo complicado...
O Patias marcou cedo, mas voltámos a ser muito perdulários, o Fundão acreditou e deu a volta, para 3-1 !!! Quando tudo parecia muito difícil, reduzimos para 3-2, e a 16 segundos do final do tempo regulamentar, empatámos com um golo do Hemni... E por incrível que pareça, no prolongamento 'entrou tudo'!!! Aquilo que parecia tão difícil, tornou-se 'fácil' e vencemos por 3-6...
Mais uma vez, esta equipa demonstrou uma capacidade de luta extraordinária... continuamos sem derrotas esta época!!!
Agora temos dois jogos na Luz, e só precisamos de vencer um...

Sofrer para ganhar...

Benfica 3 - 2 Barcelos

Num Pavilhão sem condições para receber uma Final Four da Taça de Portugal de Hóquei em Patins, já se sabia que iria ser uma partida muito difícil, e assim foi...
Estivemos a perder (0-1), empatámos (1-1) antes do intervalo, voltámos a ficar em desvantagem (1-2), pelo meio fomos falhando alguns Livres Directos, voltámos a empatar (2-2), e somente a 6 minutos do fim, passámos a liderar a partida pela primeira vez... e o resultado ficou mesmo assim.

Amanhã temos a oportunidade de fechar a época com uma dobradinha, defrontando o Sporting na Final. Recordo que ainda não perdemos um jogo esta época, nas competições internas. O cabaz que demos aos Lagartos no campeonato (no Livramento...), não servem para nada... As bolas paradas podem ser decisivas, não podemos falhar tanto, como desperdiçamos hoje...

Juvenis - 3.ª jornada - Fase Final

João Filipe
Benfica 2 - 0 Nacional

Três jogos, três vitórias, até agora tudo perfeito... no próximo jogo vamos a Setúbal, onde já perdemos este ano (campo com condições muito complicadas). Pessoalmente acho que com uma vitória na próxima jornada, o caminho para o título estará aberto...!!!

Duarte; P. Pereira, Gonçalves, Silva, Araújo; J. Pereira, Soares (Gedson, 52'), Matheus (Mendes, 63'); Dias (Mangas, 71'), Jota; Gomes.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Foi muito divertido

"Vamos imaginar que o Benfica, apenas por sonho, tinha um jogo decisivo em Guimarães para ser campeão. Vamos imaginar que o Benfica jogava bem, podia golear, mas a bola não entrava. Vamos imaginar que o árbitro era o preferido, requisitado e adepto da equipa rival. Vamos imaginar que anulava um golo limpo ao Benfica logo aos sete minutos e não assinalava um penalty claro aos 32. Vamos imaginar que o Benfica empatava 0-0. Vamos imaginar que o rival jogava no Restelo, contra um limitado Belenenses e que a cinco minutos do fim um jogador suplente, que não havia marcado um golo na primeira Liga esta época, que jogou em escalões secundários quase toda a carreira, empatava a partida. Vamos imaginar que o treinador rival que já havia ameaçado puñetazos dava vários no banco dos suplentes e acabava de joelhos no relvado.
Eu sei que tudo isto não era possível, mas, se fosse, seria provavelmente das vitórias mais saborosas para quem ganhou e das derrotas mais difíceis para quem perdeu. Há várias maneiras de ganhar e várias de perder, mas se fosse possível assim hão-de convir era muito divertido.
Chegados ao 34. Merecemos e queremos festejar. Um bicampeonato, o quinto troféu nacional consecutivo, sem nenhum outro clube se intrometer na série, e a forma determinada como se ganhou um título que no início da época todos davam como difícil e improvável, até pela qualidade e aposta do adversário. Incapazes de reconhecer méritos no Benfica, todos se lançam na busca dos deméritos do rival.
Agora até se encontram mais defeitos em Lopetegui que virtudes em Jorge Jesus. Há razões de sobra para festejos, mas pode ser com moderação, porque há ainda mais para ganhar esta época, pode vir um sexto troféu a caminho, para desespero dos invejosos e orgulho dos benfiquistas."

Sílvio Cervan, in A Bola

Vamos ao tri!

"A última vez que o SL Benfica conquistou um Tricampeonato foi na temporada 1976/1977. Faz 39 anos no fim da próxima época. E é com esse objectivo de vitória na cabeça que os jogadores do plantel da equipa principal e da equipa B terão de começar a trabalhar depois das férias. Não há tempo a perder, não se pode perder mais tempo.
O adversário principal está ferido - e sem dinheiro no bolso - mas não está morto. Com certeza nas cabeças pensantes das Antas já deverá estar a ser planeada a reconquista. Deverá estar a caminho mais um batalhão de milionários emprestados, os desta época voltam a casa como cá chegaram: sem troféus para mostrar nas redes sociais. Nos bastidores já devem andar a circular os facilitadores de favores e outros eufemismos, sempre prontos a premiar os meninos bem-comportados que entram a pés juntos, que fingem lesões de véspera ou que levam cartões amarelos no período de desconto.
Na próxima época vai valer tudo para impedir o SL Benfica de ser Campeão. Se este ano já foi o desespero que vimos, imaginem a espuma que deverá sair de algumas bocas em agosto, quando a bola voltar a rolar...
É por isso que não podemos facilitar. Façamos uma grande festa com o Marítimo nesta última jornada, apontemos as baterias para a conquista de mais uma Taça da Liga e depois aproveitemos bem o descanso. Vamos voltar fortes, com o escudo de Bicampeão nas novas camisolas. Este ano voltámos a ser melhores, mais profissionais, mais competitivos, mas isso já faz parte da história. Acabou, está conquistado. O que interessa agora é o tri.
Encontramo-nos no Marquês daqui a um ano. Ou menos."

Ricardo Santos, in O Benfica

O Calciatore

O Benfica não merecia

"Alguém ficou surpreendido? Eu não. Estava-se mesmo a ver. Depois de uma época televisiva inteira de insultos e ataques entre dirigentes, treinadores e comentadores, o campeonato só podia terminar desta maneira. Violência, confrontos, pilhagens e detenções. No final quem se lixa é apenas a polícia e os adeptos, porque os verdadeiros culpados, esses estão calados e bem calados.

Não há assunto que tenha mais destaque, horas de transmissão e debates na televisão do que o futebol. O fenómeno foi crescendo à medida que a política se tornou cada vez mais desinteressante. Não sei como aconteceu, mas de um dia para o outro os mais sérios comentadores políticos, governantes, economistas e até sindicalistas passaram a comentadores televisivos de futebol. Tão depressa falam do desemprego, do PIB, da austeridade, de coligações e da guerra da Síria como da arbitragem, das transferências de época ou mesmo das escolhas de Jorge Jesus, de Lopetegui e Marco Silva. Mudam de casaco (ou será casaca ?) e de discurso a um ritmo tão alucinante que nunca sabemos o que estão a comentar. O frenesim é tal que a mesma pessoa chega a estar em dois canais ao mesmo tempo, e a falar de assuntos opostos!
Já se perdeu todo o pudor e vergonha. Uma coisa é gostar de futebol, outra coisa é falar do assunto com autoridade, mas é isso que pessoas com responsabilidade neste país fazem sem medir as consequências. Esses mesmos que passaram o ano a espumar de raiva na televisão nos debates televisivos de treinadores de bancada, são os mesmos que agora aparecem como virgens ofendidas a condenar a violência no futebol. Como se atrevem? Todos, com poucas e honrosas exceções, mais não fazem do que destilar ódio e veneno sobre milhões e milhões de adeptos todo o ano!"


PS: Concordo totalmente com a opinião expressa pelo colunista, mas sobre os incidentes no Marquês, aproveito para deixar mais um video, desta vez em jeito de Link. Estas imagens foram transmitidas pela RTP.

Adenda: Aqui está o video...

PSP FILMADO A DAR UMA VIOLENTA CHAPADA A ADEPTO DO BENFICA from Benficabook on Vimeo.

Diga 34!

" «... enquanto os outros falavam, nós íamos trabalhando». Esta frase, dita no rescaldo do jogo do título pelo capitão Luisão, reflecte o que se passou ao longo da temporada, e explica porque estamos agora em festa. 
Perante um adversário directo que bateu todos os recordes de investimento para nos derrotar, que dispôs do plantel mais caro da história do Futebol português, e que, por tudo isso, era tido em Agosto como o grande favorito à conquista do título, o Benfica valeu-se da humildade, da união, do crer, da raça, e da regressada Mística, para inverter os papéis, e terminar na frente. Valeu-se, também, do manto protector de milhões de adeptos espalhados pelo País, que em momentos-chave carregaram a equipa ao colo rumo a importantes vitórias.
Quem mais falou, acabou ajoelhado no chão, de mãos a abanar, e insultado pelos seus. Nós, acabamos Bi-Campeões, e envolvidos numa gigantesca festa nacional e lusófona - bem mais ampla do que os pontuais incidentes verificados em Lisboa. O mérito deste título é de muita gente. Mas dois homens emergem como figuras maiores de uma conquista cujo significado histórico vai bastante além do número 34. Jorge Jesus, que reconstruíu uma equipa de raiz, dotando-a de uma dinâmica de vitória absolutamente notável, e, sobretudo, Luís Filipe Vieira, que já não andará longe de se tornar o maior presidente de sempre do Sport Lisboa e Benfica.
Feita a festa, é altura de olhar para a frente. Falta ainda garantir a Taça da Liga, de modo a fechar mais uma temporada futebolística com três troféus: uma espécie de triplete-versão dois, que não queremos desperdiçar."

Luís Fialho, in O Benfica

Campeões no campo, na finança e na ética

"Reza a história que o Sport Lisboa e Benfica passados 31 anos, conseguiu ser Bicampeão em Futebol, na categoria principal.
E podem dizer tudo o que quiserem dizer - é para isso que a Natureza deu a fala -, que todos os Homens se ajoelham! Ajoelham-se os que troçam dos outros se ajoelharem!
Ajoelham-se aqueles, cuja sua maior razão de Vida é gozarem com os outros para ocultarem as suas fraquezas!
Ajoelham-se os que mais se julgam poderosos!
Ajoelham-se os vencidos, quando os vencedores os obrigam a isso!
Ajoelham-se os vencedores quando a ética, a humildade, a honra e a nobreza imperam!
A vida é feita de um autêntico carrossel de altos e baixos, em que é preciso saber perder e sofrer quando se está em baixo e é preciso saber manter o astral e a segurança, quando se está em cima.
Não há muitos Seres Humanos que consigam fazer isto!
Nas épocas áureas de outros, nem a Justiça de origem Romana conseguiu tirar os títulos que foram obtidos, da forma que o foram à vista de todos.
Em 2014/2015, a opinião é quase unânime que ganhou o mais consistente, mais avassalador, mais dominante e acima de tudo, o mais estável.
Para a História fica essa chama imensa, esse manto protector encarnado que é a grande massa humana benfiquista.
Por isso esta vitória é de todos sem excepção.
Parabéns!

Campeões na finança
Há pouco tempo estávamos aqui (Fig. 1) (Debate televisivo Vale e Azevedo vs. Vilarinho). Depois passámos por aqui (Fig. 2) (Demolição do Estádio da Luz antigo, construção do novo). E agora chegámos aqui (Fig. 3) (Acordo com a Emirates).

Campeões na ética
O Benfica foi também Campeão na mensagem transmitida após a conquista do título. Além do enaltecimento feito a todos os Benfiquistas, houve lugar ao repúdio dos acontecimentos registados nos festejos. A mensagem do presidente do Benfica foi clara: 'Vi milhares de jovens, centenas de crianças, famílias inteiras a festejar. Foi para isso que trabalhámos durante todo o ano. Infelizmente, uma minoria tentou estragar tudo aquilo que preparámos. Não sei se são Benfiquistas ou apenas um grupo de vândalos profissionais. Sejam o que forem, têm de ser responsabilizados pelo que fizeram.'
Obrigado Pai e Mãe!
Já cá não estão, mas tenho a certeza que estão a sorrir!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Viva o Benfica!

"Por umas horas, sempre que o Benfica é campeão, a praça Marquês de Pombal torna-se no centro do Mundo Benfiquista, repleta de adeptos fervorosos no apoio ao Clube e orgulhosos pelo título conquistado. Por muito que certos adversários, por clubite, tentem impor, aos seus conterrâneos, um sentimento bacoco de regionalismo, o benfiquismo é imparável e resistente à distância ao Estádio da Luz. Se é verdade que o Sport Lisboa e Benfica foi fundado em Lisboa, não menos o é que daí partiu para o Mundo e nele cresceu, ancorado na dedicação clubista de milhões de pessoas que, apaixonada e imensuravelmente, anseiam que o clube cresça em dimensão e glória.
O Sport Lisboa e Benfica não é de Lisboa, é de onde quer que existam Benfiquistas e estes são muitos e estão espalhados por todos os continentes. O Benfica é a maior instituição portuguesa, é um símbolo da lusofonia. É o Clube mais popular em Portugal e em todos os países da África lusófona. É, possivelmente, o mais amado em França e na Suíça. É, em muitos casos, o que resta de Portugal nos descendentes da diáspora, o que os une a um país distante que não soube dar aos seus pais e avós condições mínimas de vida. É, também, a par da língua portuguesa, um dos poucos exemplos de sobrevivência de um Portugal outrora colonialista. Tal só é possível porque o Sport Lisboa e Benfica é, e sempre foi, um clube universal, integrador e livre. Ser Benfiquista é um estado de alma transversal, indistinto à idade, raça, credo ou status social, económico ou cultural. O benfiquismo é infinito, imune à erosão dos tempos e às vontades dos seus detractores. O Benfica é, por definição, o campeão!"

João Tomaz, in O Benfica

O título de Vieira

"Pedindo de empréstimo as palavras, a verdade é esta: não há festa maior do que aquela onda vermelha que se juntou no Marquês no último Domingo. Homens, mulheres, crianças e idosos, todos juntos num hino comum ao Glorioso e ao maior símbolo do Portugal recente.
E se, como referiu e bem Jorge Jesus, este título se deve ao trabalho árduo dos jogadores e ao esforço incansável da massa adepta do clube; se, como referiu Luisão, enquanto muitos falavam, os atletas e a equipa técnica 'encarnada' trabalhavam; se, como bem disse o nosso Calado, o verdadeiro colinho deste Benfica 2014/2015 foram os Benfiquistas... se tudo isto é verdade, há um outro nome, um outro homem, um outro esforço de vida hercúleo a quem o troféu que será erguido no próximo Domingo se deve: Luís Filipe Vieira. Dúvidas?
Quem imaginaria, em 2003, que teríamos um Estádio como hoje temos? Uma televisão que, não poucas vezes, bate todas as previsões de audiências? Os 300.000 sócios? O Caixa Futebol Campus? E, claro quem poderia imaginar que o Benfica voltaria a ser Bicampeão e a deixar definitivamente para trás o paradigma do domínio do FC Porto. Devemos a Luís Filipe Vieira o sonho de um Benfica verdadeiramente lusófono, em que a festa do título se celebra simultaneamente em Lisboa, Maputo, Luanda, Praia, Bissau e mesmo no Rio de Janeiro e São Paulo. Devemos a este gestor de equilíbrios e a este senador do desporto a construção de um clube colosso de nível europeu... nas contas, nos rankings e, em geral, no temor que impõe a qualquer adversário.
O Bicampeonato é sinónimo, antes de mais, deste projecto Luís Filipe Vieira. Por isso este artigo da festa, do título, da consagração, vai carregado de um apertado abraço para o presidente de todos os Benfiquistas!"

André Ventura, in O Benfica

O mistério

"Jorge Jesus fica ou não fica? Vai ou não para o Sporting? Aventura-se ou não no estrangeiro?

Vão Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus acabar por se entender e assinar novo contrato no Benfica? Vai Jesus aceitar um salto no desconhecido mas ao mesmo tempo o enorme desafio de ajudar a transformar, por exemplo, o Sporting, o clube de que se fala como um dos que mais desejam o actual treinador encarnado? Estará Jorge Jesus a pensar seriamente na oportunidade de ir, por fim, trabalhar lá fora, num qualquer clube estrangeiro desde que de topo?
É verdade que, por vezes, nas perguntas também se encontram algumas respostas, mas não sendo o caso, a verdade é que ninguém pode saber, de momento, o que vai ou não acontecer com a relação de Jorge Jesus com o Benfica e, em particular, com Luís Filipe Vieira.
Podemos até ser levados a crer que o mais natural, o mais lógico, o mais esperado seria ver Jorge Jesus continuar a prolongar o seu contrato com a equipa que acaba de fazer bicampeã nacional. Mas não podemos ignorar os pequenos ou grandes sinais, deixados, por exemplo, no último domingo, sinais esses de sentido relativamente contrário pelo menos no que possa dizer respeito ao estado de espírito do próprio Jorge Jesus.
Será normal termos visto um Jesus tão contido em Guimarães, logo após terminar o jogo? Recordemos: enquanto os jogadores se juntavam próximo da bancada onde estava a maioria dos adeptos benfiquistas, Jesus irritou-se, primeiro, com uma figura do grupo (dizem-me que talvez o roupeiro...), a propósito não se sabe de quê, e foi, logo depois, para um dos bancos de suplentes, abraçou e beijou Rui Costa, sentou-se ao lado deste por alguns minutos, até abandonar o relvado e ser visto a entrar, sozinho, no túnel.
Mais tarde, já no Marquês de Pombal, será que também faz sentido termos visto Jesus entrar um pouco à frente do presidente Vieira naquele corredor vermelho pelo qual entraram um a um, muito à americana, portanto, os jogadores? Julgo que não faz sentido.
Num momento de tão fervorosa celebração - o Benfica não era bicampeão rigorosamente desde maio de 1984, para sermos precisos... - o que se esperaria era ver treinador e presidente de punhos erguidos e unidos, realmente eufóricos e não - como se viu sobretudo Jesus - tão contidamente felizes. Provavelmente, as imagens de Guimarães, especialmente as imagens da bárbara e chocante agressão de que um pai e um avô foram vítimas diante das crianças da família por um agente da PSP que realmente merece todo o castigo que legalmente venha a ser-lhe aplicado, provavelmente, dizia, essas imagens terão arrefecido alguma euforia dos responsáveis encarnados, se realmente foram vistas antes da chegada dos novos bicampeões a Lisboa. 
Admito, portanto, que até o presidente Luís Filipe Vieira pudesse reflectir no Marquês muito do choque por tudo o que soube ter-se passado em Guimarães, de tal forma que talvez já nessa altura tivesse tomado na sua cabeça a decisão (absolutamente relevante) de convidar aquela mesma família a estar presente, este sábado, na entrega da Taça de campeão à equipa, em pleno relvado da Luz. 
Em todo o caso, é impossível não reconhecer que Jorge Jesus estava, desta vez, muito diferente do Jorge Jesus que no Marquês festejou louca e genuinamente o título há um ano. Muito diferente.
E quem sabe se uma das razões não estará, na verdade, nalguma mágoa que eventualmente possa Jesus sentir por não ter visto ainda o seu futuro resolvido no que ao Benfica diz respeito?!...
Claro que tem o Benfica, e em particular o presidente encarnado, todo o direito de escolher o momento de falar com o treinador, e ainda todo o direito de querer, eventualmente, encerrar o ciclo de seis anos com Jorge Jesus e abrir nova etapa com novo treinador. Vieira tem, no mínimo, o direito a sentir a consciência tranquila por ter sido o único responsável pela continuidade de Jesus nos últimos dois anos, e logo dois anos de tantos sucessos. Essa consciência tranquila ninguém, em boa verdade, pode tirar a Vieira, porque ele foi contra tudo e contra todos quando segurou Jesus após época de final intensamente dramático.
Acontece que os cenários mudam e hoje, ironia das ironias, todos parecem querer Jesus.
Percebe-se.
Em seis anos, Jesus ganhou três campeonatos para o clube, mais quatro Taças da Liga (pode ainda conquistar a quinta), uma Taça de Portugal e uma Supertaça, que não sendo um título reconhecido pela FIFA - chamam-lhe troféu - é, em Portugal, e para todos os efeitos evidentemente, um título.
Além disso, levou a equipa a duas finais da Liga Europa - a antiga Taça UEFA mas agora muito mais difícil de conquistar por ter muito mais jogos e mais exigentes -, finais europeias a que o Benfica não ia desde 1990, quando a equipa de Eriksson perdeu em Viena a Taça dos Campeões Europeus para o Milan. E estas duas finais de Jesus não foram na verdade duas finais quaisquer.
Foram duas finais com dimensão, se considerarmos que a primeira foi com um poderoso Chelsea, que bem podia ter sido uma final da Liga dos Campeões, sem esquecer ainda que o Chelsea era aliás, na altura, o detentor do título máximo da UEFA; ... e que a segunda, tendo sido com um Sevilha menos mediático (mas que volta, este ano, à grande decisão), foi uma final atingida após superar uma fortíssima Juventus, como agora se comprova na presente edição da Liga dos Campeões.
Jesus ainda conduziu o Benfica uma vez aos quartos de final da Champions, em 2012, caindo mais uma vez aos pés do Chelsea (que viria a vencer a prova) numa eliminatória que levou o treinador encarnado a ter o seguinte desabafo: «Saímos muito frustrados. Sentimos que fomos muito melhores do que o Chelsea nas duas mãos. Não merecíamos perder.»
Jesus pode ter cometido (e cometeu certamente) erros ao longo destes seis anos, terá feito avaliações menos corretas e tomado algumas más decisões.
Mas dizer-se que com Jorge Jesus o Benfica não deixou marcas no futebol europeu é, no mínimo, muito injusto.
Só por ter deixado, aliás, é que Jesus é desejado lá fora. Porque o campeonato português, como sabemos, não tem grande expressão europeia. Infelizmente!"

João Bonzinho, in A Bola

Benfica a ganhar terreno

"A surpreendente notícia que Record tem hoje na primeira página precisa ainda de muitas explicações. E precisa, antes de mais, que seja a própria organização do torneio a apresentar as razões que a levaram a abdicar do FC Porto em detrimento do Benfica, depois de já ter anunciado os dragões no cartaz de promoção. A presença na Champions Cup de gigantes do futebol mundial como o Barcelona, Manchester United, Chelsea ou o Paris Saint-Germain define a ambição daquela que é há três anos a mais importante competição de pré-temporada. Desistir do FC Porto e convidar o Benfica para o seu lugar é uma manobra impensável, que seguramente obrigará os dragões a reagir. E uma gaffe destas, no mínimo, tem de ter um bom argumento.
A Champions Cup, que é uma extraordinária montra à escala universal pela força e pelo peso dos seus participantes, será em 2015 ainda mais impactante porque deixa de ser disputada praticamente em exclusivo nos Estados Unidos para passar a ser acolhida por mais seis países: Itália, Inglaterra, Austrália, China, México e Canadá. Para além das equipas já referidas, o torneio ainda conta com Real Madrid, Manchester City, AC Milan, Inter e Roma, entre outras. É suposto que quem organize uma prova desta grandeza saiba exactamente o passo que está a dar. Faz sentido acreditar que os promotores da Champions Cup se deixaram encantar pelo bicampeonato conquistado do Benfica? Terão ficado sensíveis à força do novo patrocinador que as águias passam a ter nas camisolas? Alguma coisa terá sido. E isso é o que falta saber. 
Para já, há uma mancha na reputação de quem assegura a prova. Quanto ao FC Porto, e na pior das hipóteses, sofre um ligeiro abalo na sua imagem internacional (sem ter qualquer culpa nisso) e vê o principal rival ocupar um espaço que até ontem era seu."


PS: A ridícula desculpa dos Corruptos, acaba por ter o seu de comédia, mas para mim existem duas variáveis a considerar: a primeira creio ser negativa, vamos ser obrigados a muitas viagens num curto espaço de tempo, e a jogar em locais quentes e húmidos (além da altitude da Cidade do México), o que não é o ideal para a pré-época; o mais positivo, é que vamos jogar em Toronto, Hartford e Harrison (New Jersey), três locais com grandes comunidades de Benfiquistas... Além disso ainda estou curioso para saber como é que vai ficar o suposto estágio em Inglaterra com alguns jogos particulares. Será cancelado?! ou antecipado?!

Ao rubro

"Como se esperava, o Benfica conquistou mesmo o bicampeonato. Parabéns! Sem mas nem meios mas. Não faz sentido perorar sobre mantos. Ou prantos. Nem recorrer a dialéctica estéril para dissertar sobre se foi o Benfica quem ganhou ou o FC Porto quem perdeu. A resposta é impossível porque a pergunta também o é. A realidade é só uma. Há sempre um vencedor e um derrotado. Comecemos, portanto, por dedicar a nossa atenção ao triunfador.
O primeiro ponto a assinalar é que se trata do terceiro título em seis anos. E se não fora aquele milagre operado por Kelvin as águias estariam agora a celebrar o tri (e, portanto, o quarto título na últimas seis temporadas.) O segundo destaque vai para a circunstância de os encarnados terem sido líderes isolados desde a 5.ª jornada. Sendo suposto o campeonato ser uma prova de regularidade, convenhamos que não está mal... A terceira menção destina-se a enfatizar o mérito esclarecido e a tranquila estabilidade decorrentes de uma liderança responsável, capaz de inverter uma trajectória negativa que parecia irreversível. A quarta nota sublinha a circunstância de o clube ter perdido, da anterior temporada para a presente, jogadores como Oblak, Garay, Sequeira, Enzo, André Gomes, Rodrigo, Cardozo. Quase uma equipa inteira! Imagine-se o que seria um plantel, qualquer plantel, receber de uma vez só um leque de atletas como os citados. Aliás, um dos maiores méritos do técnico benfiquista residiu na capacidade de ir inventando soluções umas atrás de outras. Se não estou em erro, apenas Luisão fez parte das três formações vitoriosas.
Finalmente, há ainda que lembrar que o Benfica venceu também os campeonatos de hóquei e voleibol. E o de basket está quase. Não pode ser só coincidência..."

Paulo Teixeira da Cunha, in A Bola

Experiência e talento

"Num campeonato nivelado por baixo em que foi patente, ao longo da temporada, a superioridade em jogo jogado de duas equipas em relação aos restantes competidores, a justiça da conquista do título seria aplicável tanto ao Benfica como ao FC Porto. Contas feitas, acaba por vencer o conjunto que melhor se deu nos confrontos directos entre águias e dragões.
Os duelos entre Benfica e FC Porto têm sido a chave para determinar o vencedor da Liga portuguesa. É uma tendência dos últimos campeonatos, cada vez mais decisiva na hora de encontrar o campeão. Esta época, a vitória do Benfica no Dragão deu-lhe uma confortável almofada de 6 pontos de vantagem na jornada 13, que os portistas apenas conseguiram encurtar e nunca recuperar. Foi neste jogo, a 14 de Dezembro, que o Benfica começou a trilhar o caminho do bicampeonato. E chegando ao clássico da Luz, apenas teve de gerir a vantagem directa com inteligência, segurando o empate.
Previa-se uma temporada difícil para os encarnados. Depois das saídas de jogadores importantes como Oblak, Garay, Matic, André Gomes, Cardozo, Markovic e Rodrigo (e Enzo Pérez em Janeiro), a par de algumas obrigações financeiras que limitaram o investimento em novos jogadores, Jorge Jesus teve de encontrar novas soluções. E com um plantel menos rico, formou um grupo baseado numa mescla de experiência, juventude e talento que o levou à vitória.
A experiência de jogadores como Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Eliseu, Jonas e Lima revelou-se fundamental no estabelecimento de uma equipa-base com muitos atletas traquejados que exibiram a sua liderança para motivar o resto do grupo. E por via do talento de Gaitán, Salvio, Talisca e Pizzi, os encarnados puderam dar continuidade ao modelo de jogo que a equipa praticou nos anos anteriores.
As contratações de Júlio César (trouxe estabilidade à baliza e apenas sofreu 8 golos na Liga), Eliseu (não comprometeu na faixa esquerda, que desde os tempos de Fábio Coentrão não encontrara um sucessor) e Jonas (avançado goleador que estava sem clube depois de o mercado fechar e que formou uma dupla implacável com Lima), assim como a revelação de Talisca (médio-ofensivo com boa visão de jogo e poder de remate) e a adaptação de Pizzi para o centro do terreno (potenciando a capacidade de pressão sobre o adversário e distribuição de jogo), acabaram por ser decisões acertadas na renovação da equipa.
Sem o brilho do campeonato anterior, este Benfica conseguiu encontrar o seu caminho. Uma equipa que fez da Luz uma fortaleza, onde só cedeu 2 empates (com FC Porto e Sporting) e apenas sofreu quatro golos, e que foi pragmática em momentos complicados, em que, mesmo não jogando bem, conseguiu garantir a vitória. Como acontece com qualquer campeão, também teve a chamada 'estrelinha da sorte' em algumas partidas difíceis. No último terço da Liga, embaladas pela liderança, as águias já exibiram um futebol de melhor qualidade, mais próximo do que fizeram noutros anos.
O Benfica alcança assim um feito que não acontecia há 31 anos: o bicampeonato. Mérito também para Luís Filipe Vieira, que segurou sempre o treinador quando a maioria dos adeptos chegou a pedir a sua saída depois de três anos sem ganhar o título. E abre-se agora a porta a novos desafios. Vencer um inédito 'tri' na era Vieira, avançar com a aposta na formação na equipa principal e chegar mais longe na Liga dos Campeões. E também a uma dúvida: com ou sem Jorge Jesus?

O craque
Um elemento importante
Os clubes portugueses transformaram-se em clubes vendedores. O ciclo passa por comprar e/ou formar, valorizar e vender ao fim de poucos anos. Hoje as nossas equipas são mais um ponto de passagem para os atletas. Daí que seja cada vez mais difícil criar a mística, em que jogadores mais antigos passam os valores e cultura do clube aos companheiros mais novos. Elementos como Luisão (tal como o portista Helton), com 12 anos de águia ao peito, são espécies cada vez mais raras, mas elementos vitais para levar um grupo ao sucesso.

A jogada
Procurar receitas lá fora
Com o fim dos patrocínios do BES e da PT, os três grandes terão novos parceiros nas camisolas a partir da próxima época. Receitas importantes que, apesar de não terem um grande peso no orçamento dos clubes, se revelam essenciais para manter as contas em terreno positivo. O Benfica foi o primeiro a revelar o novo patrocinador estrangeiro, num negócio que até vai aumentar o valor que recebia antes e que permitirá expandir a sua marca a nível internacional. Um caminho que acredito que também será seguido por FC Porto e Sporting.

A dúvida
Cenas lamentáveis...
Tenho falado várias vezes na importância de se criarem condições para que mais famílias possam ir ao futebol. A questão do preço dos bilhetes é importante, mas a garantia de segurança é ainda mais crucial. As imagens de violência a que assistimos na passada semana, e que correram mundo fora, são lamentáveis e não dignificam o futebol português, seja qual for o clube que esteja envolvido. Não é assim que a indústria do futebol nacional e o seu principal produto vão conseguir mudar para melhor. Será que os responsáveis da FPF e Liga pensam fazer algo em relação a esta matéria?"

Renumeração...

Finalmente vamos ter a remuneração de sócios do Benfica. Admito que já desesperava por esta medida, por razões puramente egoístas: espero baixar para um numero inferior ao 10.000 !!! Até por ser um fetiche parvo, mas naquelas discussões do Benficometro fica sempre bem apresentar um numero baixo!!!

Compreendo que a estratégia dos 300.000 sócios 'obrigou' a Direcção a esticar a remuneração ao máximo... Dos actuais cerca de 250.000 sócios 'pagantes', acredito que vamos baixar para cerca de 175.000. Numero que não envergonha ninguém, mas até seria interessante a Direcção fazer algumas campanhas para facilitar a regularização dos cotas, aos sócios com os pagamentos em atraso (estilo, só terem que pagar o último ano para manter o número...). Não chegámos aos 300.000, mas a campanha foi um sucesso, e é importante manter o apelo constante para os adeptos se tornarem sócios...
Em conversa com o Redheart recentemente, até discutimos a questão dos sócios no estrangeiro, creio que com um valor adequado a quem vive fora de Portugal, podemos ainda aumentar mais o número de sócios.

PS: Parece que os novos cartões não vão ter a foto. Compreendo que exista discussão. Desconheço as razões da opção. Provavelmente os custos da emissão dos novos cartões. Não me parece que seja uma daquelas questões de lesa Benfiquismo. Teremos que aceitar...

Recordando o Sá Carneiro !!!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Nós só queremos o Benfica campeão e os bandidos na prisão

"Como a gravação das imagens de Guimarães por um operador de câmara da CMTV não foram autorizadas por um juiz é provável que tudo isto fique sem castigo.

Parabéns, Benfica!
O meu gato só tem dois anos e já é bicampeão nacional.
Tudo é relativo, portanto.

NO domingo passado, consumada a revalidação do título, toda a ênfase foi posta no facto, indesmentível, de o Benfica ter demorado 31 anos para repetir esta singela proeza de se sagrar campeão em duas temporadas consecutivas.
Ficou, no entanto, por assinalar uma outra efeméride não menos significante em termos sociais. Há 31 anos que o Benfica não sabia o que era ser bicampeão mas há 34 anos que uma festa de um campeonato ganho pelo Benfica não era interrompida pela polícia de forma tão absurda e «desproporcionada», para utilizar o eufemismo hoje corrente.
O Benfica ganhou o campeonato de 1980/1981 e festejou-o na Luz depois de uma vitória robusta sobre o Vitória de Setúbal a que se sucedeu a tradicional e pacífica invasão de campo pelos adeptos. A festa, no entanto, foi surpreendentemente interrompida por uma inenarrável carga da polícia de choque que levou tudo à frente.
A brutalidade das imagens e o número de feridos levou o incidente de 1981 até à Assembleia da República e aos protestos de César Oliveira, deputado socialista:
- O desejo de bater e de aleijar igualou ou excedeu a mais violenta repressão policial de Salazar e Caetano não poupando mulheres e crianças.
O presidente do Benfica em 1981 era Ferreira Queimado que, injustamente, haveria de ser responsabilizado e penalizado pelos sócios do Benfica perdendo as eleições, que se realizaram poucos dias depois, para Fernando Martins.
O presidente do Benfica em 2015 é Luís Filipe Vieira que teve imediatamente o bom senso de defender o nome do clube e de condenar, na mesma penada, os «vândalos profissionais» que em Guimarães e em Lisboa frustraram os desejos de uma noite tranquila.
A verdade é que até ao momento o único vândalo profissional identificado parece ser um polícia de Guimarães. Pelo seu punho, no auto de ocorrências, contou que se viu obrigado a espancar um cidadão à frente dos filhos porque o referido sujeito, tendo noção de que estava a ser filmado, quis «tirar proveito da situação».
Como a gravação das imagens por um operador de câmara da CMTV não foram autorizadas por um juiz é provável que tudo isto fique impune.
Faltam identificar mais uns quantos, muitos, delinquentes amadores ou profissionais que destruíram e saquearam instalações no estádio do Vitória. E mais outros tantos vândalos profissionais ou amadores, à civil ou fardados, que em Lisboa esperaram pacientemente pela chegada da equipa ao palanque para começar a distribuir pancada indiscriminadamente.
O presidente do Benfica assumiu na hora perante os adeptos do clube e o país em geral que o Benfica tudo fará para colaborar com as autoridades na identificação dos delinquentes de Guimarães e de Lisboa.
Não demore, senhor presidente. A ver se ainda somos mais lestos do que o Ministério da Administração Interna que deu um confortável prazo de um mês para a conclusão dos inquéritos.
Rapidez, acção, decência. É isto, no fundo, que se exige e se agradece a um presidente do Benfica.
Porque nós só queremos o Benfica campeão e os bandidos na prisão.

QUE bem assenta ao Benfica o título de campeão nacional de 2014/15. Este ano foi tudo muito diferente do ano anterior porque o Benfica vendeu metade da equipa no Verão, perdeu jogadores importantes meses a fio por causa de lesões e ninguém acreditava muito na equipa.
Foi bonita a festa dos jogadores junto da bancada repleta de benfiquistas em Guimarães e voltou a ser como sempre, empolgante, a magnífica e pacata romaria que leva até ao Marquês gente de todas as idades e de todas condições só pelo prazer de estar em família num dia bom. É, basicamente, o nosso Natal móvel benfiquista. Todos juntos numa praça da cidade. Oxalá possamos voltar a celebrá-lo no próximo ano.
Mas de todas as festas de domingo a melhor, a mais nossa, só nossa, foi a vivida na cidade do Porto e por todos os caminhos que levaram milhares e milhares de adeptos até ao Aeroporto onde a equipa embarcou rumo a Lisboa.
Talvez por não ter havido organização e se ter deixado a criatividade do momento entregue às massas tudo correu maravilhosamente, sem um incidente, com os adeptos sempre perto dos jogadores e os jogadores sempre perto dos adeptos ao logo e no fim de um percurso exaltante. Em Lisboa, pelo contrário, houve organização a mais com tanta montagem, tanto corredor de segurança, tanto andaime circular, tanta passadeira vermelha, tanto protocolo, tanta distância entre jogadores e adeptos em nome da segurança que, nem de longe, se comparou o acontecimento deste último domingo à fabulosa comunhão com a equipa e à genuinidade popular dos festejos de 2010 e de 2014 no mesmo local e sem tendas VIP.

NÃO façamos confusões. O ajoelhar de Lopetegui no domingo passado não é comparável ao operático colapso de Jesus há dois anos.
Isto da dignidade trágica não é para qualquer um.
Ficou-se pelo patético o ajoelhar de Lopetegui no Restelo. E o que mais ressalta da imagem, que logo correu o mundo, não é de todo a dor de um homem injustiçado pelo destino. O que mais ressalta é o facto indiscutível de que Lopetegui tem um belíssimo par de sapatos de camurça de cor castanha que não devem ter sido nada baratos.
No entanto, e a propósito de Lopetegui de joelhos, já ouvi muitos benfiquistas entregarem-se deleitados - pudera! - à conclusão errada de que a famosa organização do Porto já não é nada daquilo que em tempos chegou a ser.
E dizem, excessivamente optimistas:
- Então o homem sabia falar latim, sabia todos os cargos ministeriais do Rui Gomes da Silva, sabia quem era o Capela e o Barbas, sabia a data da fundação do Orfeão do Benfica e não sabia que nunca jamais em tempo algum se podia ajoelhar!?
Outros interrogam-se pasmados:
- Mas ninguém levou o homem a visitar o acervo audiovisual do Museu do Dragão?
E dizem estas coisas como se uma falha dessas fosse finalmente possível naquela velha e sólida organização de meter inveja. Julgo, francamente, que se estão a precipitar embora a natural euforia da revalidação do título possa servir como atenuante para estes erros de avaliação.
É claro que Julen Lopetegui teve consciência do que estava a fazer quando levou um joelho ao chão no Restelo.
Lopetegui sabe que o presidente do Benfica não hesitou em renovar contrato com Jesus depois de o nosso treinador se ter ajoelhado. Entendeu Lopetegui, naquele minuto fatal do Restelo, que se fizesse o mesmo, se ajoelhasse, o presidente do Porto não hesitaria, contra tudo e contra todos, em mantê-lo ao serviço seguindo o exemplo vitorioso do presidente do Benfica.
Lopetegui não se ajoelhou no domingo nem por ignorância, nem para exibir o bonito calçado, nem para dar motivos gáudio aos benfiquistas. Ajoelhou-se muito simplesmente porque quer continuar a ser o treinador do Porto e também porque agora desconfia de que nunca foi o favorito do seu presidente.

CALMA! O Tiago Caeiro não é o nosso Kelvin.
E, no entanto, o Benfica deve-lhe muito mais do que a efémera alegria de um golo que selou o título.
O Benfica deve a Tiago Caeiro ter-nos poupado o constrangimento de uma semana com o Marquês de Pombal com andaimes à vista de todos e à espera da festa que não era certa porque dependeria sempre de uma vitória no jogo com o Marítimo.
Tiago Caeiro, qual manto protector, poupou-nos, no mínimo, a uma semana de angústias e de anedotas. E isso não tem preço.

O jogo do título, em Guimarães, não tendo golos não teve heróis. Excepção feita, naturalmente, ao jogador do Belenenses que marcou um golo a 350 quilómetros de distância, não houve nenhum outro nome de jogador que justificasse as aclamações benfiquistas pela importância da sua contribuição na penúltima e decisiva jornada.
À falta de heróis do dia souberam-nos ainda melhor, à noite, os vídeos caseiros de parabéns que alguns jogadores, que já não são nossos, enviaram para a nossa festa com as suas declarações de amor ao clube e aos adeptos.
Aimar, Matic, David Luiz, Saviola, André Gomes, Rodrigo, Javi Garcia, Fábio Coentrão, Witsel, Siqueira, Oblak, Dí Maria... foram tantos que responderam ao desafio. E sem que nada nem ninguém os obrigasse a tal gesto de imensa simpatia.
Ainda não há muitos anos era sina nossa ouvir antigos jogadores a falar mal do Benfica assim que se viam da Luz para fora. Agora não. Uma pessoa fica sempre contente quando vê as coisas a mudar para melhor. Para muito melhor.

BOA notícia para o Benfica é a assinatura do contrato com a Emirates. É de altíssimo gabarito a marca do nosso patrocinador até 2018.
Boa notícia também para o Sporting de Braga é a certeza de que na final do Jamor não levará com Carlos Xistra a apitar visto que Xistra foi o árbitro do Sporting-Sporting de Braga do último fim de semana com grande prejuízo para a verdade desportiva.

PS - Sobre o notório diferendo entre os Superdragões e o Dragão Diário gostaria de dizer que a minha simpatia vai toda para os Superdragões porque, tal como William Faulkner rematou o seu romance Palmeiras Bravas, também eu «entre a dor e o nada, escolho a dor.»"

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: Em 1981, no Benfica-Setúbal, jogo do título, que terminou com cenas de violência, completamente desnecessárias, devido à actuação policial, eu, estive presente. Tinha 6 anos. E vi com os meus olhos tudo, em directo. Estava sentado na 3.ª fila, junto à relva, na linha Central, local 'reclamado' pelos Diabos Vermelhos na época seguinte. Vi putos da minha idade a levarem bastonadas, vi um velhote, que tinha dificuldades de locomoção, a decidir ficar sentado na bancada, aquando da carga do CI: levou com os bastões até já não conseguir sequer ter reacções defensivas!!! Ainda antes da 'varridela' nas bancadas, vi o PSP no relvado apontar uma arma para a bancada... só quando um superior chegou ao pé dele, é que a recolheu...!!! Levei com garrafas (Coca-cola, vidro grosso!!!) nas pernas, lançadas do 3.º anel contra a Polícia, que 'falharam' o alvo!!! E quando pensei que já estava safo, em plena 2.ª circular, já dentro do carro, levámos com gás lacrimogéneo... Foi um dia com muito calor, as janelas do carro estavam todas abertas, o gás entrou dentro do carro, ficámos todos praticamente 'cegos' com a irritação do gás!!! Chorei durante mais de 1 hora, tal a inflamação com que fiquei nos olhos!!!
Portanto, nada disto é novo. Na altura, talvez porque a liberdade ainda era uma novidade, houve uma onda de indignação contra a actuação da PSP, mas hoje cada vez mais se houve: "se levaram no lombo, é porque fizeram alguma coisa para o merecer"!!!

Vermelhândia

Operação Marquês 34 (II)

"1. O Benfica ficou sem Garay, Rodrigo, Markovic, Siqueira, Oblak e Enzo, para além de Cardozo e A. Gomes. Houve lesões prolongadas de Fejsa, Rúben Amorim e dos superdotados Salvio e Gaitán. Jogadores decisivos como J. César e Jonas já entraram no decorrer da Liga. Outros tiveram que ser adaptados a lugares inabituais: Samaris, Pizzi, Talisca e o sempre disponível André Almeida. Jardel fez esquecer Garay. A idade não conta para Luisão, Maxi e Lima. A continuidade de Jorge Jesus foi decisiva para reconstruir uma equipa vitoriosa. L. Filipe Vieira assegurou a estabilidade e a capacidade estratégica indispensáveis.
2. Espero que J. Jesus continue. E que haja fortes incentivos a atletas dos escalões jovens. Custa-me ver sair um talento benfiquista como Bernardo Silva, ainda que perceba a lógica financeira.
3. No meio da alegria, sinto a amargura de ter havido energúmenos a provocar distúrbios, destruição e vandalismo. Senti-me revoltado com a desproporcionada reacção da polícia no caso da família atingida em Guimarães. A medida de autoridade não se aprende pelos livros. Adquire-se pela inteligência e sensatez. Como alguém disse: «A violência é o último refúgio do incompetente». Aquela criança indefesa viu ruir, num instante, o direito a ser criança.
4. No domingo, lembrei-me dos grandes Eusébio e Coluna. E de Miki Fehér, que jogou os seus últimos instantes no relvado onde o SLB festejou o seu bicampeonato.
5. Desde que nasci, o Benfica conquistou 28 campeonatos (dos 34). Cada novo título é ainda mais saboroso. O amor ao meu clube não esmorece com a idade. Pelo contrário."

Bagão Félix, in A Bola

Festejo 'precoce' !!!

O Médio Oriente mesmo ali à mão

"Discurso do presidente do Benfica apontou às conquistas europeias, mas a componente de negócio desta ligação à Emirates é, provavelmente, bem maior.

Luís Filipe Vieira disse ontem, na apresentação do novo patrocinador, que o Benfica tinha passado a fazer parte de "um restrito grupo na elite mundial". Referia-se aos clubes patrocinados pela Emirates e que incluem o pioneiro Arsenal, então campeão inglês e que até o nome do estádio vendeu à companhia aérea, PSG, Milan, Hamburgo, Olympiacos e Real Madrid.
Embora nascida no ano passado e tendo começado pelo futebol de formação, esta parceria entre os encarnados e a empresa do Golfo Pérsico foi anunciada num timing altamente oportuno - na "ressaca" do bicampeonato, qual cereja no topo do bolo, uma prova de que nem as recentes campanhas europeias, incluindo as finais perdidas, beliscaram o reconhecimento internacional do clube...
Numa altura em que a transportadora aérea portuguesa vive momentos de grande incerteza, não deixa de parecer um sinal o facto de Benfica ter escolhido 'voar' com uma companhia estrangeira. No mínimo, é uma visão mutualista que vai muito além-fronteiras. Na perspectiva da Emirates, foi a vasta base de apoio popular dos encarnados que aguçou o apetite; na destes, além do previsível reforço do plantel - e voltando às palavras do seu presidente -, trata-se igualmente de um projecto expansionista do futebol-negócio, com a mira posta no rico mercado do Médio Oriente."

Paz e amor, Vieira

"O que se passou no estádio em Guimarães e no Marquês em Lisboa estragou quase tudo. Como diz Luisão, "o Benfica não é isso, não", mas aquela vergonha aconteceu. O caso do pai espancado por um polícia à frente dos filhos é, no entanto, diferente. Fez muito bem o presidente do Benfica ao convidar aquela família para o jogo de sábado. Pode fazer ainda melhor.
Não há lugar na força policial para agentes que abusam da força, espancando quem não põe em causa a ordem pública nem oferece ameaça. Não pode haver clemência. Mas da mesma maneira que os benfiquistas não são representados por gente que pilha, destrói e atira garrafas, os polícias também não são representados por aqueles que açoitam pais de família em frente aos seus filhos.
Vieira teve um gesto de humanidade ao convidar aquela família, propondo uma exaltação inesquecível em campo a quem dias antes pode ter ficado traumatizado para sempre. Vieira pode fazer mais: falar ao estádio sobre respeito das autoridades mas também pelas autoridades como demonstrações de benfiquismo. E, depois de explicar que uma árvore não faz a floresta, fazer entrar a família... ao lado de agentes policiais.
É um movimento arriscado, porque muitos estão furiosos. Mas é apaziguador. E é uma lição até àqueles miúdos, que depois de conhecerem a maldade conhecem a bondade; que depois da fúria há pacificação; e que justiça é punir culpados mas também absolver inocentes - e a maioria dos agentes da polícia é do lado do bem.
Levar a família é um gesto de amor; juntar os polícias é um gesto de paz. Vieira sairia como Gandhi desta história. E mostraria a grandeza do Benfica."

A renovação

"Conquistado o bicampeonato, indiscutivelmente o grande objectivo da época, a SAD prepara o futuro que se prevê de grande renovação. E fá-lo com tempo, evitando atropelos. Luís Filipe Vieira será, por estes dias, um presidente a desdobrar-se entre compras e vendas, e os milhões que consegue tirar a uns negócios para compensar outros. As saídas são inevitáveis. Sempre, mas ainda mais num ano em que o financiamento é escasso. O crescimento passa muito por alargar horizontes e continuar a expandir a marca Benfica para mercados que não sejam apenas os europeus, pelo sucesso desportivo na Champions, pelo rigor orçamental e, muito, pela venda de activos. São milhões de euros em causa e Vieira tem seguido, sem hesitações, o rumo que traçou para o clube. Tem contado com vários aliados, um dos quais o treinador, que tem mostrado que no futebol quase tudo se reinventa."

Vanda Cipriano, in Record

De Jardel a Jorge Jesus

"Para além de ter sido em Alvalade, o Kelvin do Benfica, Jardel fez esquecer Garay! Jesus: o seu salário... ou o próximo plantel?

Jardel foi, neste campeonato, o Kelvin de há dois anos... Quanto a golo inesperado, e decisivo!, nos derradeiros segundos de jogos que marcaram a história na conquista do título.
Aquele remate de Kelvin, tão surpreendentemente inspirado, ao minuto 90+2 de FC Porto-Benfica na penúltima jornada, virando tudo do avesso, fica na memória do país futebolístico e será eterno na memória portista; ainda mais crucial do que o lendário golo de Madjer que embalou o FC Porto para o seu primeiro título de campeão da Europa.
Aquele pontapé de Jardel, explodindo raiva a fechar Sporting-Benfica, terá sido mais decisivo do que possa parecer ainda na terceira jornada da segunda volta. Sem empate assim arrancado (num dia importantíssimo também para o Sporting, cuja candidatura a campeão ali de vez se evaporou...), o Benfica veria reduzida a metade a vantagem de 6 pontos sobre o FC Porto com que concluíra a primeira volta, e, sobretudo, sofrendo segunda derrota em três jogos (quase na passada de Vila do Conde), muito poderia abanar psicologicamente. Não existe qualquer vislumbre de outra sintonia entre Kelvin e Jardel...
O extremo portista acabara de ser posto em campo num tudo por tudo roçando desespero do treinador Vítor Pereira. Somava temporadas sem sequer ser primeiro suplente...; e aquela tamanha proeza não o lançou para superior nível; praticamente não voltaria a jogar, apesar da mudança de líder técnico, um ano depois confirmou-se ser dispensável (sempre flagrante défice de firmeza em estrutura competitiva) e, mais um ano decorrido, dele não há boas notícias vindas do Brasil... Fogo fátuo naquele inspiradíssimo pontapé...
O defesa central Jardel define-se pelo oposto de Kelvin: muito forte estrutura competitiva. Foi suplente da magnífica dupla Luisão-Garay, mas um suplente com muito boa resposta sempre que chamado, nomeadamente por castigos e lesões de Luisão. Para esta temporada, pesadíssima responsabilidade: preencher a vaga aberta pela transferência de senhor titular na selecção da Argentina. Poucas vezes alguém se lembrou de que Luisão já não tinha ao seu lado a classe com nível mundial, de Garay... Apetece dizer que só numa noite: primeiro jogo da Champions, na Luz, perante Zenit com Garay, Javi, Witsel...; derrota por 2-0, duas fífias de Jardel (o jogo que terá levado Jorge Jesus a 'desistir' da Champions; mas essa minha ideia será explicada noutro dia).
A forte estrutura competitiva de Jardel muito mais veio ao de cimo no rescaldo dessa noite desastrada que poderia tê-lo afundado. Não se ganha campeonatos sem jogadores (e, óbvio, treinadores) mentalmente pujantes na reacção a graves erros. Que campeonato, que temporada, Jardel veio a fazer! Concentradíssimo, eficaz. E com notório progresso na qualidade técnica, progresso que já expressara enquanto primeiro suplente. O seu mais poderoso trunfo já era conhecido: não há em Portugal defesa central mais rápido do que ele. Crucial na recuperação face a adversários que se escapam nas costas de cobertura defensiva, inclusive nas dobras a laterais ultrapassados. E essa velocidade de Jardel torna-se ainda mais importante ao lado de Luisão, o grande líder não especialista em rapidez a recuperar terreno. Jardel; decisivo no precioso empate, para o Benfica, em Alvalade, foi fulcral na consistência defensiva do campeão.  
Jesus continuará no Benfica? Muito se tem falado da questão financeira: aceitar, ou não, menor salário em novo contrato (insólita redução para quem é bicampeão e soma 6 temporadas a valorizar jogadores à escala de larguíssimo milhões em mais-valias).
Sim, esse poderá ser obstáculo a 4.º contrato no Benfica. Mas será mesmo o maior? Talvez outro... Decerto com muita razão, Luís Filipe Vieira faz questão fechada em orçamento substancialmente ainda mais baixo (já diminuído para esta época, vide perda de mais de meia equipa), mais, quase de certeza, continuidade de forte receita em transferência (s). Jorge Jesus, que pode sair em grande, com 3 títulos e mais 6 troféus (veremos se 7) em 6 anos, perguntará: que plantel para a próxima temporada? Exigência de novo milagre? Talvez aqui resida a questão chave."

Santos Neves, in A Bola

Cota... no Maracanã, a rebentar o nalgueiro, com burritos Bascos!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Custou mas foi !!!

Benfica 100 - 67 Ovarense
(3-2)
29-14, 16-14, 23-13, 32-26

Finalmente, um jogo normal!!! Sim, esta eliminatória era para ter sido decidida com três jogos parecidos com este!!! Mas não foi isso que aconteceu...
Tivemos uma entrada demolidora no jogo, foi um daqueles jogos, onde o adversário nunca teve a mínima hipótese. Defendemos bem, e atacámos melhor... Com o Slay a fazer provavelmente o melhor jogo no Benfica!!!
Agora, é preparar a Final com o Guimarães. E é melhor começar a jogar com esta atitude desde do jogo 1, porque o Vitória é melhor equipa que a Ovarense, e o(s) jogo(s) em Guimarães vão ter seguramente ambientes muito complicados, e se nós lhes dermos esperança, será ainda pior...
Estamos a 3 vitórias do Tetracampeonato, talvez por isso as bancadas tiveram bem compostas com um bom ambiente, empurrando a equipa para a vitória. Ainda tivemos o Jean-Jaques e o Heshimu nas bancadas a dar apoio, espero que se inspirem nestes múltiplos campeões pelo Benfica, e não facilitem... O Vitória é uma equipa diferente da Ovarense, têm mais peso, mais centímetros, têm jogadores 'ratos', e vão apostar tudo na agressividade defensiva, se igualarmos a intensidade a defender, seremos Tetracampeões, de certeza.
Parabéns à Ovarense (que não tiveram culpa do Benfica ter jogado abaixo do habitual nos primeiros jogos), que fez uma Meia-final muito boa, com alguns jovens a demonstrar bom potencial...

É importante não esquecer: o Benfica é Bicampeão!!!

Três boas leituras...

Ainda sobre os incidentes, que têm sido usados para tentar esquecer o facto do Benfica ser um actual Bicampeão, hoje, tivemos 3 post's exemplares:
Três textos, que informam mais e melhor, do que as horas e horas de televisão rasca, e jornalismo incompetente, que temos tido estes últimos dias.

Repito aquilo que já escrevi anteriormente: independentemente das supostas provocações, a reacção da PSP no Marquês, foi a principal responsável pela dimensão da batalha campal que tivemos no final dos festejos do Bicampeonato... Ainda agora na CMTV ouvi um deputado, elogiar a acção da PSP no Marquês, e depois elogiar uma acção do Corpo de Intervenção numa das manifestações junto da Assembleia da República, onde tiveram horas a levarem com uma chuva de objectos, incluindo garrafas em cima, e não reagiram!!! Só depois de terem avisado através de megafone, que iriam carregar, pedindo às pessoas para desmobilizar é que o fizeram...!!! Assim é fácil opinar, quando se consegue contradizer em pouco minutos...!!!
A segurança no Futebol, é hoje um negócio, para as empresas privadas, mas também para as próprias forças de segurança públicas. Além da incompetência evidente em alguns casos, desconfio que alguns dos casos mais mediáticos, só servem para gastar mais dinheiro, sem nunca atacar os verdadeiros focos de violência...

Com a conivência da comunicação social, sequiosa de espectáculo televisivo, e de informações privilegiadas junto das forças de segurança, temos os jornalistas a fazer analises totalmente parciais sobre os acontecimentos, é assim há muito tempo. As imagens da SIC, que mostram um polícia de cabeça totalmente perdida a provocar os cidadãos, e outro policia a pontapear outro cidadão pelas costas, aparentemente sem justificação para isso, inicialmente foram narradas, como uma excelente e profissional acção do Corpo de Intervenção!!! Só depois da denúncia das redes sociais, é que mudaram a cassete... Hoje, tivemos a foto do Polícia lançador de garrafas...!!! O João Guilherme diz bem, a grande diferença da agressão ao Pai em Guimarães, foi o facto fortuito da cena ter sido filmada, porque coisas daquelas acontecem todos os dias... e depois escrevem o querem nos relatórios, e no final é a palavra da autoridade contra a do cidadão. Isto não acontece por uma falta de regulamentação, leis, ou falha das instituições, isto acontece essencialmente devido a uma cultura geral podre...

E assim se diz algumas verdades...

Operação Marquês 34 (I)

"TRINTA E QUATRO. O número que mais ecoou no domingo depois das 20 horas, em Lisboa, como no Porto, Guimarães, Portugal de lés a lés, e na nossa diáspora. Num dia em que, estranhamente, o Benfica não marcou golos. Bastou que o meu segundo clube, Os Belenenses, tivesse marcado um. Depois de empolgantes 20 minutos iniciais em Guimarães em que o Benfica poderia ter selado o 34.º título, acabou por ser saboroso ter pressentido o «cheira a Lisboa» no belo Estádio do Restelo.
Um título indiscutível. 26 vitórias em 33 jogos, líder quase desde o início, mais golos marcados, nenhum golo sofrido de bola parada (excepto penalties), invencível na Luz, uma defesa coriácea (15 golos), uma dupla atacante (Lima e Jonas) com 35 golos, um colectivo acima das individualidades, algumas exibições de gala. 
Dois momentos decisivos: a vitória no Dragão e o golo de Jardel em Alvalade, quase a redimir o de Kelvin, de há dois anos. Uma conquista que revela quão importante é juntar a liderança de Luís Filipe Vieira, à notável competência de Jorge Jesus para reinventar jogadores e colectivos e à entrega dos atletas feita de capacidade, profissionalismo e união.
Neste seis anos de Jorge Jesus, três campeonatos e três segundos lugares (um dos quais terrivelmente inglório). O seu mais directo opositor venceu os outros três, mas teve apenas um 2.º lugar e ficou duas vezes na 3.ª posição. Essa coisa de que agora tanto se fala - ciclos - evidencia que muito está a mudar. Ainda que o único e objectivo ciclo seja o de toda a vida dos clubes. E aí, não há dúvidas. Um domingo à noite bem saboroso, perturbado por gente que não sabe ou não merece ganhar."

Bagão Félix, in A Bola

O golo que podia ter sido !!!

O açambarcador de títulos

"Jorge Jesus aponta ao sexto título (!) no espaço de um ano e à inédita dezena de troféus. Só falta passar no exame da Champions.

Jorge Jesus penou muito mas desde que começou a ganhar... tomou-lhe o gosto e não quer outra coisa. Tornou-se um açambarcador. Na época passada ganhou tudo. No último domingo assegurou o bicampeonato e igualou Artur Jorge e Jesualdo Ferreira na gotha dos tricampeões nacionais. Vai com uma safra de nove títulos em seis épocas no Benfica (3 campeonatos; 1 Taça de Portugal; 4 Taças da Liga; 1 Supertaça) e pode chegar ao dez - dez! - se vencer a final da Taça da Liga com o Marítimo, que está marcada para o dia 29 de Maio (sexta-feira) no estádio Cidade de Coimbra. Não sei se o Benfica vai vencer mais uma vez a sua competição fétiche (cinco triunfos em sete edições), mas que é favorito, isso é. Fique o leitor a saber que não há nenhum treinador na história do Benfica com uma dezena de títulos no palmarés. Nem na história do FC Porto - o recordista é Artur Jorge, com 8 títulos; nem na história do Sporting - o recordista é o húngaro Joseph Szabo, com 6 títulos (só estamos a contabilizar as competições nacionais; se incluirmos as regionais, Szabo ganhou 12 troféus para os leões).
Seja como for, o momento é de Jesus. Goste-se ou não dele, um facto é incontestável: este homem não só devolveu ao Benfica o hábito de ganhar como parece ter travado a histórica hegemonia do FC Porto - não quer dizer que o FCP não venha a reagir e não volte a dominar, mas neste momento a potência dominante é o Benfica - o Benfica de Jesus. Os sinais são evidentes. Na época passada, Jesus tornou-se o primeiro treinador benfiquista a ganhar três títulos numa época desde o cavalheiro húngaro Lajos Baroti em 1980-81 - o homem que dizia em cada frase: faz favor, senhor. Em Coimbra, no dia 29, Jesus pode erguer o sexto troféu em menos de um ano (!) e tornar-se o primeiro treinador na história do Benfica a ganhar três títulos em duas épocas seguidas... ele que no ano de 2014 cometeu a proeza inédita - sim, nem o FCP conseguiu uma coisa assim!... - de ganhar todas as provas nacionais de enfiada: Campeonato (assegurado a 20 de Abril), Taça da Liga (7 de Maio), Taça de Portugal (18 de Maio), e Supertaça Cândido de Oliveira (10 de Agosto), as três últimas à custa do Rio Ave...
Dirão alguns críticos que Jorge Jesus é uma espécie de campeão de trazer por casa, incapaz de mostrar serviço na Liga dos Campeões. Há verdade no remoque. Só um cego não repara que Jesus tem chumbado consecutivamente no exame da Champions. E, convenhamos, é difícil considerar mestre da táctica um treinador que, por norma, não consegue ultrapassar a fase inicial da competição mais importante, onde se forjam as grandes equipas, os grandes treinadores e os grandes jogadores. Essa é a grande pecha da carreira de Jesus. O ponto de interrogação não esclarecido, a dúvida que lhe ensombra a imagem - até internacional - a cadeira que lhe falta para terminar o curso. Acredito que Jorge Jesus só ainda não conseguiu a unanimidade entre os adeptos benfiquistas devido aos fracassos constantes (a ponto de se tornarem embaraçosos...) no exame que o FC Porto costuma passar com uma perna às costas.
Talvez para o ano?
(...)"

André Pipa, in A Bola

Momentos decisivos

"No fim do jogo do Dragão em que o Benfica ganhou 2-0, Lopetegui disse qualquer coisa como: 'Agora ainda tenho mais certeza de que seremos campeões'. Esta declaração fez-me lembrar Paulo Fonseca, que um ano antes, após uma derrota, dissera: 'Tenho a certeza absoluta de que em maio estaremos em 1.°'. Assim, ao ouvir Lopetegui, pensei: será que a história se vai repetir?
Até ao fim, o treinador do Porto foi fiel a si próprio: arrogante, desmerecendo os adversários, atribuindo as culpas dos desaires a terceiros. E no domingo aconteceu o pior que lhe poderia acontecer. Se o Benfica e o Porto ganhassem, o Benfica seria na mesma campeão mas Lopetegui teria a possibilidade de dizer: 'A equipa fez a sua obrigação, mas infelizmente não chegou'. Só que, mais uma vez, o Porto não conseguiu aproveitar a escorregadela do Benfica. Mais uma vez, Lopetegui falhou. E, não se sabendo se ficará ou não, uma coisa é certa: se ficar, será por vontade do presidente contra a vontade dos adeptos. Entretanto, a meu ver, o momento decisivo do campeonato não foi aquele clássico no Dragão - mas sim o golo de Jardel ao minuto 90+3 que evitou a derrota em Alvalade. Esse golo não valeu pelo ponto que proporcionou: foi o tónico que salvou o Benfica num momento crítico.
Se esse golo não tivesse entrado, o Benfica soçobrava. Carregando a memória cruel de golos fatais no fim dos jogos - o de Maicon na Luz, o de Kelvin no Dragão, o de Ivanovic na final da Liga Europa -, os benfiquistas viram nesse golo tardio de Jardel em Alvalade o sinal de que a sorte tinha mudado. E essa crença foi determinante para o ataque ao último terço do campeonato."

Maus exemplos

"O que se passou em Guimarães e no Marquês de Pombal confunde. Há coisas do futebol, mas há outras que não têm nada a ver com o fenómeno desportivo. Insultos, uns quantos socos e pontapés entre adeptos rivais é futebol, sempre existiu e sempre existirá quando se mexe com as paixões das pessoas. Umas dezenas de idiotas a provocar e a agredir polícias, escudados em milhares de inocentes, é um ato criminoso e também um sinal de que a sociedade portuguesa é nesta altura pouco menos do que um barril de pólvora. Os polícias usaram de violência excessiva? Em alguns casos seguramente que sim. Mas ninguém estará à espera que vistam um manto de santidade juntamente com o uniforme e, depois, o Marquês foi palco de uma guerra e era preciso firmeza, ou a coisa seguramente teria sido ainda mais grave. Mas isto não foi futebol. Aconteceu agora na festa do Benfica, mas, por exemplo, aconteceu também há pouco tempo em Cascais, num concerto do Anselmo Ralph, lembram-se?
O que se passou em Guimarães também não foi futebol, nem é a imagem da nossa polícia. A provar-se tudo o que mostram as imagens, o que vimos foi um abuso de autoridade bárbaro e injustificável. Tem de ser punido.
Ao futebol, infelizmente, não podemos deixar de associar a carta aberta escrita por um vice-presidente do Benfica, depois de ganho o campeonato, a gozar com o treinador do FC Porto. Nem as publicações quase diárias de textos insultuosos para o Benfica numa revista digital oficializada pelo FC Porto. Ou ainda os constantes discursos de vitimização e ataques do presidente do Sporting aos jornalistas. São exemplos. De má sociedade e de mau futebol."

Nélson Feiteirona, in A Bola

PS: Devo esclarecer, que pessoalmente até compreendo o conteúdo do post do Rui Gomes da Silva, a forma como tem sido atacado constantemente, tanto no programa, como nas redes sociais, não deve ser fácil de encaixar... Mas como vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica (clube), acho que não devia ter aquele tipo de discurso em público. Mesmo que tenha toda a razão do Mundo...

A semiótica no nosso futebol

"A semiótica é a ciência que estuda os signos. Cem anos que viva, cem anos me recordarei das palavras do professor Henrique Levy, numa das primeiras aulas do segundo ano de universidade. Lembro-me de estranharmos (quase todos) o conceito e de como ao longo da vida o mesmo se foi tornando cada vez mais claro, sobretudo pela observação.
Se os semiologistas se dedicarem a estudar as imagens fortes do último fim de semana desportivo em Portugal, não lhes faltará matéria.
Comecemos pelo mais chocante, o caso do polícia que agrediu um pai de família que assistia o filho de 9 anos. As fotografias que o JN nos trouxe de um outro agente a abraçar a criança devolvem a esperança: afinal, ser chefe não deu mais autoridade ao oficial que se descontrolou emocionalmente. Melhor: os seus subordinados ficaram chocados, como todos nós.
No FC Porto: Lopetegui ajoelhou-se, repetindo o gesto de Jesus há dois anos (aos pés de Vítor Pereira) e assim assumiu a derrota. Mais: enquanto destruía o banco de suplentes no Restelo, os elementos da estrutura mostravam estado de espírito muito diferente, dando a entender que o espanhol não é propriamente o homem mais acompanhado do planeta azul.
No Benfica: a serenidade de Jorge Jesus e de Luis Filipe Vieira na celebração do título é contrastante com a euforia das outras conquistas na era Jesus. E na ciência (mesmo que seja a semiótica) como na vida, julgamentos precipitados são sempre perigosos.
Jesus não estava eufórico porque o seu ciclo na Luz chegou ao fim, terá ocorrido a muitos. Sobretudo quando assistiam à subida do treinador ao palanque, no Marquês de Pombal. Ia sereno ou desinteressado? Afinal, ia só devagar, para fazer o caminho ao lado do presidente, por quem esperou. Afinal, o segredo do sucesso..."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Foi assim...

Por dentro...


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De Trás-dos-Montes, às Beiras, às Lezíria e às Ilhas!!!

Norte

Benfiquilândia !!!

Marquês

Sul

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