Últimas indefectivações

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Benfica TV maior que a Luz

"Numa altura de crise económica profunda, numa época que não é particularmente de euforia benfiquista, em que os adeptos ainda estão na ressaca do fim da época passada, ter 80.000 assinantes na Benfica TV em 18 dias é um facto notável. Por um lado mostra a generosidade e alma dos adeptos do Benfica, por outro premeia a audácia da estratégia seguida mas seguramente que atesta a grandeza de uma instituição que é muito mais que apenas um clube desportivo. Sabemos que há caminhos que não estão isentos de riscos, mas estes primeiros números devem ser factor de orgulho para os milhões de adeptos do Benfica. Estes números são tão mais impressionantes quanto apenas se disputaram três encontros particulares de reduzido cartaz e o início das provas oficiais ainda vem a um mês de distância. A Benfica TV já é um estádio maior que o da Luz. 80.000 subscritores são os primeiros de muitos mais que acredito também vão subscrever.
Esta pré-época começou com muitas caras novas. É cedo para euforias ou depressões com o valor das contratações até porque aqueles que jogaram melhor nuns jogos pioraram noutros e vice-versa. Estão a adaptar-se às ideias de Jesus, espero ver mais para exercer os meus direitos de adeptos mordaz. Se me perguntarem de que contratação gostei mais? Talvez Lisandro López. Não esperava muito e temos candidato a titular. Rápido e sereno, ataca e defende, na melhor tradição dos bons centrais que durante 40 anos me habituei a ver no Benfica. Esta pré-época o Benfica marca imenso, falha bastante e sofre mais. Está no nosso ADN, Jorge Jesus afinará o plantel. Pior era se não se criasse e marcasse, pior era se não houvesse soluções. Nas alas as escolhas são tantas e tão boas, e na frente parece haver muita escolha. Reforçado o eixo da defesa, resta ver as laterais defensivas. Estamos bem e vamos estar muito melhor."

Sílvio Cervan, in A Bola

Mais um recorde nacional júnior...

Mais um recorde nacional júnior, nos Europeus de Atletismo Júnior que estão a decorrer em Rieti, Itália. Desta vez foi a Rafaela Vitorino, no Heptatlo. A atleta Benfiquista bateu um recorde com 23 anos, com 5278 pontos (10.ª), mais 7 pontos, do que a Sandra Turpin (1995), outra ex-atleta do Benfica!!! Ontem, no 1.º dia, já tinha batido dois recordes pessoais, hoje começou bem com outra melhor marca pessoal, no Salto em Comprimento, com 5,66m (12.ª); a seguir veio a prova mais complicada, o Dardo, 27,70m (16.ª), os lançamentos são claramente o calcanhar de Aquiles da jovem Benfiquista, normal nas provas combinadas em Portugal... Para terminar a Rafaela teve correr os 800m, provavelmente a sua melhor prova, que com 2.16.89 (2.ª), a poucos centésimos da sua melhor marca, conseguiu finalmente bater o recorde nacional júnior... Parabéns.

A Vera Fernandes, de manhã nas qualificações dos 100 barreiras, bateu o seu recorde pessoal, com 13,83s. Mas não conseguiu repetir o bom tempo nas Meias-finais à tarde, fazendo 14,08s (15.ª), ficando assim fora da Final... 

Nos 200m o Luís Neves conseguiu a qualificação para as Meias-finais com 21,73s. A sua melhor marca é 21,47s, amanhã nas Meias será muito complicado - dos 24 qualificados, fez o 21.º tempo -, para ir à Final terá mesmo que bater o seu recorde...

Vítor Pereira revela que classificações não foram feitas pelo Conselho de Arbitragem

"Depois de tanta polémica, de tanta crítica, de tanta acusação sobre a Secção de Classificações do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), surpresa das surpresas, na primeira sessão do curso de árbitros que decorre na Covilhã, Vítor Pereira veio a terreiro dizer aos árbitros que, afinal, não foi a Comissão de Classificações quem promoveu as classificações dos árbitros.
Era a última coisa que os árbitros esperavam ouvir. Se não foi a Comissão de Classificações a classificar, quem ocupou o papel dela? Pergunta natural dos presentes. A resposta veio de quem antes deixara os árbitros sem fala, Vítor Pereira, e terá tido a confirmação de Luís Guilherme, vogal do CA presente na sala. Quem classificou os árbitros foi alguém institucionalmente acima do Conselho de Arbitragem e da sua Comissão de Classificações.
Ao que apurámos os árbitros entenderam o que tinham acabado de ouvir como uma revelação de extrema gravidade para o sector da arbitragem. E a plateia reagiu. Como era possível, conforme tinham acabado de ouvir de viva voz, que a Secção de Classificações do CA apenas tenha tido acesso à tabela de classificações na manhã de 31 de maio último e estas terem saído na tarde do mesmo dia?
Foi então que, podemos afirmá-lo, um dos mais cotados árbitros portugueses a nível nacional e mundial, não esteve com meias medidas e questionou Vítor Pereira, perguntando-lhe porque não se demitira de imediato. E disse mais esse árbitro, disse que se fosse ele o presidente do CA, no mínimo, nesse mesmo dia teria ido embora.
Bem, agora percebe-se mais e melhor o véu que tem revestido as classificações dos árbitros. Estranho que o CA - e em particular a sua Secção de Classificações...- tenha sido desvalorizado de forma tão clara? Estranhíssimo, atrevemo-nos a dizer. Estranho que Vítor Pereira, que agora denuncia essa anómala conduta federativa, não tenha batido de imediato com a porta e denunciado tão bizarro processo? Estranhíssimo, com certeza. Mas fica o fundo da questão: o que terá levado elementos da FPF a ultrapassar o CA sem mais esta ou aquela? Mais grave, ao que ficou a saber-se na reunião da Covilhã no dia de ontem, o do início atribulado do curso de árbitros de futebol, é que a Secção Profissional do CA da FPF nomeava os árbitros, a Secção de Classificações dava o grau de dificuldade de cada jogo e tudo acabava aí, o CA e as suas secções nada mais tinham a ver com todo o processo. Estranho, caricato, imprevisto, tanto adjectivo que pode aplicar-se perante cenário tão imprevisível!
O clima entre os árbitros que estão no curso da Covilhã é excelente, o mesmo não se pode dizer do clima entre árbitros e os elementos do CA presentes. Vítor Pereira está acompanhado de Luís Guilherme, Domingos Gomes, Lucílio Baptista, Carlos Manuel Carvalho e não só, mas o líder do Conselho de Arbitragem parece continuar fragilizado e, com os factos agora revelados, mais terá cavado a distância entre si e a classe que representa. Ou seja, Vítor Pereira terá de fazer-se valer de todos os seus conhecimentos para voltar a liderar com firmeza. Para tal, a ele e aos dirigentes da FPF, particularmente ao seu presidente Fernando Gomes e ao secretário-geral Tiago Craveiro, o que se espera é que de uma vez por todas digam a verdade sobre a classificação dos árbitros. Custe ela a quem custar. Agora não é o CA que está em causa, é a própria FPF."


PS: Surreal !!!

Rola a bola

"Parece que foi ontem. Mas já vai para dois meses que perdemos a Taça de Portugal no Jamor, e, com ela, a possibilidade de colorir com um troféu aquela que foi uma das temporadas mais entusiasmantes da história recente do Benfica.
Talvez devido a esse entusiasmo - que foi elevando a fasquia das expectativas ao longo de vários meses -, quando voltei a ver os nossos jogadores entrar em campo para os primeiros compromissos de pré-época, senti-me perante um grupo de Campeões, mesmo sem que os livros de registos os tenham inscrito como tal. Reencontrei Artur, Luisão, Matic, Enzo, Lima, Sálvio, Gaitán, e outros, não como aqueles que perderam tudo, mas sim como aqueles que quase ganharam tudo. Não como os que me fizeram chorar, mas como os que me fizeram sonhar.
Épocas houve em que a frustração da derrota trazia com ela uma indómita vontade de mudança. Neste caso, mesmo sem títulos, não é esse o sentimento generalizado. Pelo contrário, a grande preocupação dos benfiquistas prende-se justamente com os profissionais que iremos ter de perder em função dos ditames do impiedoso mercado, e das necessidades de equilíbrio que os cofres exigem. Isto porque existe a noção muito clara que em dez hipotéticas temporadas semelhantes à última, só numa delas terminaríamos de mãos vazias - logo por infelicidade aquela que, entre pontapés inesperados, e golos aos 92 minutos, nos calhou em sorte...
É pois com confiança e optimismo que partimos para a nova época. Sabemos que jogando o mesmo futebol, a glória voltará a andar por perto. E o azar - tanto azar... - dificilmente se repetirá.
Já percebemos também que há por ali bons reforços. Falta então saber que sai, esperando que venham a partir apenas aquelas cujo encaixe financeiro se torne absolutamente impossível de negligenciar. Parece-me não ser o caso de Óscar Cardozo, de quem espero apenas um pedido de desculpas público aos sócios, aos colegas, ao treinador e ao presidente, para podermos voltar a festejar os seus golos durante mais alguns anos."

Luís Fialho, in O Benfica

As certezas da ‘silly season’

"Começaram os jogos de pré-época, recomeçaram as sentenças definitivas acerca da mais-valia ou não dos reforços. Garantidamente, a julgar pela regularidade anual com que são debitadas, as referidas sentenças ajudam a fazer jus ao adjectivo ‘silly’ que costuma acompanhar a ‘season’.
Com a ausência de quase meia-dúzia de futebolistas (internacionais que perlongaram as férias por terem estado ao serviço das suas selecções); com alguns jogadores que fizeram pouco mais do que uma semana de treinos em conjunto; com um futebolista que fora contratado na antevéspera do primeiro jogo e outro que tinha apenas mais um dia de Benfica do que o anterior; com dois jogos de treino feitos no espaço de 24 horas e com um terceiro apenas 48 horas depois; com o plantel longe de estar definido no que respeita a dispensas, vendas e contratações… Com tudo isto e muito mais, foi possível a muitos especialistas de bancada, televisão, rádio, jornais, tascas, redes sociais e casas de alterne debitarem certezas acerca do valor dos futebolistas, da táctica, da estratégia, da cor das camisolas, da “estrutura” (ah! a famosa “estrutura”…), da distância entre Portugal e a Suíça, e até da quantidade de mosquitos em torno do campo onde se jogou o primeiro jogo se ouviu uma teoria. O denominador comum foi o tiro ao alvo a um ou outro ódio de estimação que se transformará em amor eterno logo que surja a próxima entrevista exclusiva ao jornal do escriba. No meio de tudo isto, alguns dos reforços foram endeusados sem qualquer motivo especial e outros crucificados apenas porque sim. Sendo que, em alguns casos, do Olimpo ao Gólgota e vice-versa bastaram apenas 24 horas e uma mudança de vento na redacção ou de humor dos opinadeiros."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Bi - Rui Costa !!!

Igualar Joaquim Agostinho, não é para todos... mais uma grande vitória para o Rui Costa, na Volta a França.
Compreendo as ambições do Rui em querer vencer as grandes provas por etapas, mas muito sinceramente, neste momento da sua carreira, não me parece que o Rui consiga na alta montanha, pedalar ao lado dos mais fortes (Froome, Contador, Quintana, Rodriguez...), falta-lhe só um bocadinho... portanto tendo em conta as características do Rui (neste momento), são estas vitórias que encaixam melhor no seu perfil... em Voltas mais pequenas, com menos chegadas em alto, o Rui pode competir com os melhores na geral, mas nas três grandes voltas, espero que o Rui continue a dar-nos alegrias, como a de hoje... Pode mesmo ser o melhor Português de sempre, neste aspecto...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A crescer...

Antes do canal Benfica passar a per pago, em conversa com alguns consócios, apontei para os 200 000 assinantes. A notícia de hoje - 80 000 assinantes em 18 dias -, faz-me acreditar que vai ser possível chegar a esse numero. Tenho a certeza que quando o Liga Inglesa começar, e quando os jogos oficiais do Benfica se iniciarem, muitos mais vão assinar o canal... Até aqueles que agora, dizem que não o vão fazer... Aqui pode estar a total  independência financeira do Benfica.

PS: Só tenho uma dúvida: com os jogos Ingleses, Brasileiros, Gregos, Norte-Americanos, com os jogos do Farense (e se calhar de mais alguns clubes...!!!), haverá espaço para Directos da Formação e das Modalidades do Benfica?!!! Não haverá conteúdos para um segundo canal, nem que seja só ao fim-de-semana?!!!

Para a série dos mal-amados

"Ou Jorge Jesus opera rapidamente um milagre (como o fez com Coentrão), ou é de temer que Bruno Cortez, para mais não muito jovem, se transforme tristemente no novo Emerson da Luz.

FAZ agora 20 anos que o Sporting, de Sousa Contra, foi à Luz buscar sem pagar dois jovens internacionais portugueses - Paulo Sousa e Pacheco -, aproveitando-se de um momento de fragilidade económica do velho rival.
Sousa e Pacheco rescindiram os seus contratos com o Benfica e poucos dias depois eram apresentados em Alvalade em cerimónia festiva que, como não podia deixar de ser, destroçou o ânimo dos vizinhos falidos do outro lado da rua.
Vem esta efeméride a propósito de Bruma que rescindiu o seu contrato com o Sporting e cujo futuro próximo se apresenta ainda como uma incógnita. Há quem diga que o jovem jogador vai acabar no FC Porto mas também há alguma gente a garantir que Bruma será jogador do Benfica.
Espero muito que tal não aconteça, na parte que toca ao Benfica. É muito feio aproveitar momentos de debilidade alheia embora se diga, por todo o lado, que é nos momentos de crise que quem tem dinheiro faz bons negócios. Quero acreditar que estas notícias, pequeninas, sobre um alegado interesse do Benfica em Bruma mais não sejam do que uma poeirada com intuito bem definido.
Se Bruno Carvalho não conseguir dar a volta ao jogador, ao advogado, ao empresário guineense e mais ao empresário israelita - tanta gente! -, o clube que levar Bruma poderá sempre ufanar-se de ter desviado Bruma não só do Sporting como também do Benfica. É um dois-em-um com todos os matadores.
Bruma não é só um caso desportivo. É um caso político. Tem sido curiosa de observar a preocupação com que muitos portistas têm analisado o afastamento entre o FC Porto e o Sporting desde que o presidente dos leões se atreveu a proferir a palavra fruta na sequência da venda de Moutinho ao Mónaco o que levou directamente ao incidente com Adelino Caldeira de que os jornais deram conta.
Muitas têm sido as vozes dragonas a avisar, paternalmente, o Sporting de que só poderá sair prejudicado deste afastamento em relação ao FC Porto. prejudicado desportivamente, claro está. E logo são dados exemplos de emblemas que por se terem distanciado do FC Porto não demoraram a cair em desgraça, na mais completa das desgraças.
Em primeiro lugar impressiona este descaramento de um nepotismo assumido como Estado de Direito que assegura, em troco do bom comportamento, benesses aos seus protectorados. Como se uma coisa dessas fosse possível...
Em segundo lugar, no caso do Sporting dificilmente se consegue imaginar uma desgraça maior do que esta que lhe vem acontecendo há anos, desde que se aproximou desportiva e politicamente do Grande Manitu. Ou não é?

SIM senhor, que lindo golo o de Markovic, perfeito chapeleiro, marcado na terça-feira aos suíços do Sion. Foi o segundo golo do sérvio na partida. Quem também marcou foi Lima, de bola corrida depois de ter falhado um pontapé de grande penalidade.
Golos portugueses no Benfica-Sion só os do Sion, apontados por Max Veloso e André Marques, ambos em lances de bola parada chamando a atenção para o desconcerto do modo de defender do Benfica quando não conta, por exemplo, com a presença de Garay no eixo das operações.
E como é mais do que certa a saída do extraordinário defesa-central argentino, bom seria que o Benfica aprenda rapidamente a organizar-se lá atrás onde residem os problemas maiores de uma equipa que, uma vez mais, parece poder vir a ser sólida e acutilante do meio-campo para a frente embora, lamentavelmente, não se possa dizer o mesmo do meio-campo para trás.
Em três jogos particulares na Suíça, o Benfica sofreu uma barrigada de golos, o que não pode deixar de preocupar os seus adeptos e, certamente, o seu treinador. De qualquer forma, será preferível uma pré-temporada com falhas e lacunas por preencher do que uma pré-temporada do tipo cavalgada heróica, como tantas vezes já aconteceu, que acaba por resultar em muito pouco ou em mesmo nada quando o futebol começar a ser a sério e a contar.
Bruno Cortez, o lateral-esquerdo de 26 anos que o Benfica pediu emprestado ao São Paulo, foi uma aposta firma de Jorge jesus nesta mini-digressão suíça. Ou Jorge jesus opera rapidamente um milagre - como o fez com Coentrão há quatro anos - ou é de temer que o brasileiro, para mais não muito jovem, se transforme tristemente no novo Emerson da Luz.
Há uma tendência entre os adeptos, e não só os do Benfica, para cada temporada elegerem um jogador dos seus com quem embirrar ostensivamente. O Benfica de Jesus já teve a sua série de mal-amados: César Peixoto, o guarda-redes Roberto e o lateral-esquerdo Emerson souberam bem o que é sentir a desconfiança, quando não a animosidade do público supostamente afecto, sempre que tocavam, bem ou mal, na bola.
Cortez reúne todas as condições - e abstenho-me de as nomear - para ser o novo eleito desse desamor que se expressa desapiedadamente. Mais um grande aborrecimento em perspectiva?

SALVIO é o primeiro jogador do Benfica a encantar. Veio de férias em grande forma, por mais absurda que esta consideração possa parecer. Joga e faz jogar os companheiros, uns mais do que os outros, naturalmente, conforme as respectivas capacidades e estados físicos depois da paragem.
O modo trágico-épico como o Benfica terminou a última época deixou de tal forma marcas nos adeptos que até o bom momento de Salvio no arranque da temporada deixa toda a gente desconfiada e a temer o pior.
Vi o jogo com o Sion num espaço público, casa cheia de benfiquistas, e a cada boa jogada de Salvio surgiam indignados comentários como estes:
- A jogar assim agora está-se mesmo a ver que não vai jogar nada quando for mesmo preciso...
Ou pior ainda:
- Eu quero é vê-lo jogar assim no Dragão na última jornada...
O Benfica terminou 2012/2013 em depressão e arranca para 2013/2014 em estado de incredulidade total. Nem parece coisa nossa.

NA escolha dos novos equipamentos avultam os tons de azul do trajar dos guarda-redes. Eu gosto. É um bonito azul à Benfica.

TEM vindo a ser provado e comprovado que o FC Barcelona é uma casa onde há pão. Nos últimos anos não faltaram em Nou Camp sonoros títulos nacionais e internacionais e na compita com o Real Madrid levam os catalães desta última geração grande vantagem anímica e estatística, apesar dos esforços de José Mourinho para contrariar a tendência.
O Barcelona é uma casa onde há pão e onde até há brioches. Neste Verão já asseguraram o concurso de Neymar para jogar ao lado de Messi - que ostentação! - embora tenham perdido para o Bayern de Munique de Pep Guardiola o mais do que promissor Thiago Alcântara. Nascido em Itália, filho de brasileiros, Alcântara optou por ser espanhol para poder jogar por La Roja, que é como chamam à selecção deles os nossos vizinhos do lado.
Guardiola quis Alcântara em Munique e tem-no já à disposição. Se a Europa não tivesse uma moeda única seria caso para se dizer que o marco alemão falou mais forte do que a peseta espanhola. Tendo a Europa uma moeda única é caso para se dizer que o novo marco alemão, travestido de euro, cumpriu com os seus pergaminhos.
O Barcelona deve a Pep Guardiola, ninguém duvida, o seu fabuloso ressurgimento como potência europeia e mundial do futebol. Mas agora estão zangados, o que desmente o velho ditado português casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Pão é o que mais há em Nou Camp mas, mesmo assim, não chega para disfarçar o ambiente espesso entre Guardiola e o presidente do clube, Sandro Rosell, e entre Guardiola e o actual treinador do clube, o seu ex-adjunto Tito Vilanova.
Trocam acusações graves no que concerne ao carácter de uns e de outros e às respectivas competências. Em Madrid rejubila-se com o mal-estar na casa do rival, o que é perfeitamente compreensível porque com o mal dos outros...
É, no entanto, o Barcelona um emblema muito invejável visto de Madrid, da Conchinchina e até de Lisboa porque se dá ao supremo luxo de ter as saus crises durante o defeso e a pré-temporada, quando não há nada para ganhar a não ser forma física.
Mais cedo ou mais tarde no calendário da próxima edição da Liga dos Campeões há dois embates que toda a gente quererá ver: o Chelsea de Mourinho a jogar contra o Real Madrid de Ancelotti e o Bayern de Munique de Pep Guardiola a jogar contra o Barcelona do ex-amigo Tito Vilanova.
Que os senhores dos sorteios da UEFA, por artes mágicas, arranjem lá estes embates para a próxima Primavera, se fazem favor."

Leonor Pinhão, in A Bola

Europeu Junior

Começou hoje, o Europeu Júnior de Atletismo, em Rieti, Itália. O Benfica conseguiu qualificar 10 atletas, mas à última hora o José Lopes (lesão) e a Neuza Silva (segundo a FPA  por: não reunir todas as condições técnicas para participar na prova!!!) ficaram de fora...
Hoje tivemos 4 Benfiquistas em competição, e o grande resultado foi sem dúvida o recorde nacional júnior da Diana Almeida nos 3000m obstáculos, que tirou 9 segundos à sua melhor marca pessoal: com 10:28.64 min. Mesmo assim não conseguiu qualificar-se para a Final da prova por 0.64 seg. !!! Na mesma prova, a Jessica Matos, tentou também fazer uma grande marca, mas acabou por não conseguir... saiu demasiado rápido.
Na Vara o Ícaro Miranda, esteve ao seu melhor nível, igualando a sua melhor marca com 5,05 m, qualificando-se assim para a Final. Note-e que na Vara, tem sido habitual os nossos melhores Varistas nacionais chegarem às grandes competições e ficarem bem abaixo das suas melhores marcas, ainda recentemente o mesmo aconteceu ao irmão mais velho do Ícaro, o Ruben... Portanto, para variar, é bom ver um Varistas Português a fazer uma boa marca...
No Heptatlo, a Rafaela Vitorino, a meio da prova está em 8.º lugar, com 3232 pontos. Começou muito bem batendo a sua melhor marca nos 100m barreiras com 14.36s (10.ª); a seguir no Salto em Altura voltou a fazer a sua melhor marca, com 1,77m (4.ª); depois no Peso já se sabia que ia sentir dificuldades, fez 10,64m (11.ª) no segundo ensaio; mas para o final do dia veio o pior resultado, na última prova do dia, nos 200m, não foi além de 26,06s (16ª) em dezassete atletas. Amanhã ainda vai ter que competir no Salto em Comprimento, no Dardo e nos 800m.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Rescaldo...

Fruta tropical

"Enquanto por cá se alarga administrativamente o número de clubes nas Ligas, surgiu a notícia de uma nova modalidade de play-off no acesso ao terceiro escalão de futebol na Nigéria. Duas equipas teriam que vencer folgadamente para subir: Uma - chamada tão ilustrativamente Police Machine - por uns modestos 67 golos, a outra - o Plateau United Feeders - mais esforçadamente por 79 golos.
Ao intervalo já ambas venciam: uma por 6-0; a outra por 7-0. Na segunda metade, o Police Machine foi mesmo uma máquina, a que certamente não é alheia a origem dos seus jogadores: marcou mais 61 golos. Mas, o Plateau United bateu o recorde e fez jus ao nome de Feeders ao facturar mais 72 vezes (uma média de um golo em cada 38 segundos, praticamente o tempo que leva a tirar a bola da rede, levá-la ao meio-campo e voltar a marcar).
Os árbitros terão terminado exaustos de apito (para assinalar golos e reposição do jogo), apesar de provavelmente terem realizado uma arbitragem sem mácula. É de admitir que os adversários (Babayaro e Akurba, para que conste) tenham sido fulminados pela mosca tsé-tsé. Consta até que os olheiros que assistiram ao jogo terão tido alucinações.
Mas, segundo investigações ainda não reveladas, parece que o que houve foi excesso de fruta. Tropical, entenda-se.
Carambolas, suculentas, coco exótico ao momento, jabuticaba e jenipapo quando necessários, manga recheada com cacau ou mandioca, papaia à discrição, fruta-pão com um bom mamão. E por fim, mas não menos importante, terá havido pitaias, uma fruta escamosa também conhecida por fruta-dragão, cuja planta só floresce de noite e, por isso, é conhecida por dama-da-noite."

Bagão Félix, in A Bola

Sinais positivos


Sion 2 - 3 Benfica

O 4.º jogo em 3 dias, deu vitória, e provavelmente o melhor desempenho colectivo dos 3 jogos. É verdade que a vencer por 3-0 o Benfica, abrandou, mas as muitas substituições, o cansaço normal neste início de época, a falta de entrosamento entre muitos dos novos jogadores, e o grande golo de livre directo - sofrido -, podem explicar os dois golos sofridos no final da partida (mas isto de sofrer golos em bolas paradas - cantos e livres laterais -, é bom que seja só na pré-época!!!)... É bom lembrar também que o Sion, no sábado passado, jogou a 1.ª jornada do Campeonato Suíço, portanto está numa fase muito mais adiantada na preparação. Mesmo assim, principalmente na 1.ª parte, apesar da bola ao poste do Artur, foi o Benfica a atacar constantemente, se não fosse as falhas na concretização, podíamos estar a vencer por muitos ao intervalo... fazendo o guarda-redes contrário brilhar. Até um penalty defendeu...
Hoje, ficou provado que o Mika (Sulejmani) tem que jogar nas alas, que o Markovic rende mais no meio, que o Salvio está cada vez melhor, o Cortez está a melhorar, o Enzo actualmente é fundamental no jogo de posse de bola do Benfica - em comparação directa com o jogo do Bordéus -, que o André Gomes parece que está mesmo com vontade de ganhar um lugar na equipa - o que infelizmente nem sempre demonstra!!! -, e que o Lima está muito 'sozinho', além do Rodrigo, é obrigatório ter outra opção... espero que seja o Cardozo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Mais uma... grande vitória !!!

O nosso ex-ciclista Rui Costa, venceu hoje, pela segunda vez, uma etapa na Volta à França. Mais uma vez, numa fuga, mais uma vez em confronto directo com ciclistas de grande categoria, mais uma vez de forma convincente...!!!
O engraçado, é que raramente é relembrado nestes momentos que o Rui é um ex-atleta do Benfica. Se fosse com outros Clubes, sempre que o Rui se fizesse notar, não faltaria referências a esse facto... neste caso, até os próprios Benfiquistas parece que esqueceram...
O Rui até pode ter outra cor clubista de berço (eu sei que tem), mas sempre respeitou o Clube que representou, nunca faltando o respeito... Parabéns...

Stephane...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O príncipe no palácio de Cádiz

"O Benfica foi uma das equipas mais brilhantes que passou pelo Troféu Ramon Carranza, o mais prestigiado de todos os 'veraniegos'. Duas taças gigantescas vieram para a Luz...

CONTINUEMOS no Verão. Continuemos em Espanha. Já trouxemos aqui a história das presenças do Benfica em três dos mais famosos 'veraniegos' espanhóis - o Teresa Herrera, na Corunha, o Columbino, em Huelva, e o Troféu Ibérico, em Badajoz. Em todos eles o Benfica fez furou com um futebol vistoso e objectivo, ou seja, o sonho de qualquer organizador de provas deste género.
Hoje falamos do Ramon Carranza, 'Lo Trofeo de los Trofeos', como lhe chamam os espanhóis.
Disputado em Cádiz, desde 1955, nas primeiras duas edições apenas entre dois clubes (o Atlético foi o clube português convidado para a primeira edição), depois entre quatro, no sistema de meias-finais e Final.
A primeira presença do Benfica data de 1963. Uma equipa extraordinária, com Eusébio no seu auge, acompanhado por José Augusto, Torres, Coluna e todos aqueles que sabemos e conhecemos.
Assim sendo, a vitória 'encarnada' nessa edição (a 9.ª) do Troféu Ramon Carranza foi quase natural. No primeiro jogo, os golos de Serafim(2) e Yaúca serviram para impor uma derrota ao Barcelona, por 3-2. No outro encontro, a Fiorentina eliminava o Valência pelo mesmo resultado e perfilava-se como adversário na Final. Mal sabiam os italianos o que estava para lhes acontecer...
Durante 90 minutos o encontro foi escaldante. Golos em sequência lógica do equilíbrio: 0-1 por Hamrin (31m); 1-1 por Torres (46m); 2-1 por Serafim (72m); 2-2 por Lojacono (75m); 2-3 por Hamrin (76m); 3-3 por Torres (82m).
O público de Cádiz estava encantado. E mais encantado ficou com a meia-hora extra do Benfica que marcou quatro golos sem resposta, esmagando por completo o seu adversário. Torres(2), Yaúca e Eusébio remataram a faena. O gigantesco troféu Ramon Carranza vinha para a Luz e ocuparia um lugar especial no meio das milhares de taças conquistadas pelo Benfica.

Eusébio destruiu o Peñarol
NO ano seguinte, os ecos das exibições do Benfica ainda eram bem audíveis em Cádiz. E o Benfica voltou.
E voltou para nova sensação, uma vitória brilhante sobre o Real Madrid nas meias-finais, por 2-1, com golos de Eusébio (17m) e Torres (90m) a responderem ao golo de Puskas (62m).
Com o Bétis também apurado à custa do Boca Juniores, da Argentina (2-1), esperava-se que o Benfica confirmasse na Final o seu favoritismo. Puro engano. O jogo arrastou-se durante 90 minutos sem golos e sem grande entusiasmo. Tão distante da Final do ano anterior que valera dez golos... Mas uma coisa teve de idêntico: o recurso ao prolongamento. E aí, o Benfica baqueou. Rogélio e Frasco marcaram para o Bétis e tiraram das prateleiras da Luz um dos mais bonitos troféus ganhos pelo Benfica ao longo da sua história gloriosa. Seria preciso esperar...
Mas o Benfica tornara-se um cliente de luxo do Ramon Carranza. E, na época seguinte voltou a ser convidado. Tendo a oportunidade irónica de se vingar do Bétis de Sevilha, defrontando-o nas meias-finais e vencendo, por 2-1, com dois golos de Eusébio. Por seu lado, o Zaragoza batia os brasileiros do Flamengo. por concludentes 3-0 e ganhava lugar na Final. Ganhava lugar na Final e viria a ganhar a mesma Final ao Benfica num jogo excitante. Violeta fez 1-0, aos 4 minutos, Torres empatou, aos 11'; Santos faz 2-1, de penálti, e Villa o 3-1, aos 77 minutos. O 3-2 de Eusébio, a três minutos do fim, não serviu mais do que para assustar. O Benfica registava a sua terceira Final consecutiva do Ramon Carranza e somava duas derrotas. Voltava a ser preciso esperar...

Regresso em 1971
O Benfica só regressou a Cádiz em 1971. E desta vez para ganhar. Primeiro um empate frente ao Atlético de Madrid, 1-1 (golos de Eusébio no primeiro minuto e de Luis, de penálti, aos 4'), resolvido só à custa das grandes penalidades. A Final, contra os uruguaios do Peñarol, que haviam eliminado o Valência, deu aos espectadores do Estádio Ramon Carranza a possibilidade de ver um inesquecível Eusébio. Três golos (aos 30, 48 e 78 minutos) selaram a vitória claríssima. O Benfica voltava a ser o rei do Carranza e de forma espectacular como era seu hábito. No ano seguinte subiria de novo ao palco.
Não para levar para Lisboa mais uma das fantásticas taças que coroam o vencedor mas deixando, apesar de tudo, a sua marca, principalmente graças à retumbante vitória nas meias-finais frente aos brasileiros de Botafogo, por 3-0, com golos de Jordão, Nené e Wendell na própria baliza. Não se pode dizer que os portugueses não se apresentassem como favoritos frente ao Atlético de Bilbao (que eliminara o bayern de Munique). Mas o Futebol não se compadece com favoritismo com favoritismos. Apesar do golo inaugural de Nené (21m), os bascos empataram à beira do fim (Carlos, 82m), e resolveram a partida com um novo golo de Carlos (87) já no prolongamento.
O tempo passou. O Benfica não voltaria a Cádiz. Talvez não volte tão breve. O torneio perdeu chama, nos últimos anos tem até sido quase exclusivamente disputado por equipas espanholas, o prestígio voou como uma pétala empurrada pelo vento.
Mas a história regista e não esquece. O Benfica foi uma das equipas mais brilhantes que jamais disputou o 'Trofro de los Trofeos'. Uma príncipe no palácio de Cádiz."

Afonso de Melo, in O Benfica

Inovações

"1. O mês começou bem e, espera-se, acabará melhor. Começou com a segunda fase da nossa Benfica TV, a preparar-se para se tornar a primeira TV mundial a dar jogos do clube do qual depende (para além dos sempre apetecíveis jogos da Liga Inglesa). Começou o mês, também, com o anúncio do próximo desenvolvimento do nosso Centro de Estágio do Seixal - o Caixa Futebol Campus. E terminará o mês com a tão ansiada inauguração do nosso Museu Cosme Damião, que promete ser espectacular e... verdadeiro. O que, logo à partida, não acontecerá com o Museu do FC Porto, cuja inauguração está prevista para 28 de Setembro, dia em que o clube passou a fazer anos (dizem que 120). Estou curioso em saber que actividades este museu reportará dos primeiros 13 anos da vida (inexistente) do clube. Para além disso, e logo à partida, outra diferença: o Museu do Benfica terá o nome de Cosme Damião, um dos fundadores; o o do FC Porto chamar-se-á 'Museu do FC Porto by BMG', um banco brasileiro.

2. Vale e Azevedo foi, mais uma vez, condenado, desta feita por ter ficado com dinheiro do Benfica. Nada de novo. É passado bem triste e que espero sirva de 'vacina' para futuros aventureiros que se queiram apresentar. Não querendo reabrir guerras, não posso, no entanto, deixar de referir que se o antigo presidente roubou o Clube, muito mal na fotografia ficam muitos daqueles que o acompanhavam, desde os elementos do conselho fiscal que nada fiscalizaram (outros, antes deles, se demitiram - e bem - porque o presidente escondia as contas) aos restantes elementos da Direcção que deveriam, pelo menos, ter desconfiado. Que fique a lição.

3. A época de Atletismo terminou a nível de competições colectivas e o Benfica fez o 'plano' das camadas jovens, ganhando os seus títulos masculinos e femininos de Sub-23, Juniores e Juvenis. Esta época apenas falhámos o título Sub-23 feminino de Pista Coberta, pelo que foram nove em dez títulos conquistados ao Ar Livre e Pista Coberta. Neste aspecto, foi o terceiro ano consecutivo em que tal aconteceu, apenas variando o campeonato não ganho. Três anos em que, além disso, conquistámos o título nacional absoluto no sector masculino e em que nos fomos aproximando no feminino. Em 2013, fomos ainda Campeões Nacionais masculinos de Pista Coberta, Estrada, Corta-Mato (curto e longo) e Marcha (para além do de Ar Livre, o mais importante). Notável!"

Arons de Carvalho, in O Benfica

Objectivamente (reforços)

"Estou a seguir com agrado a preocupação dos responsáveis do SLB na procura dos melhores jogadores portugueses disponíveis para integrarem o grupo de trabalho nesta época que agora se inicia. Sempre defendi a entrada dos melhores jogadores da Formação no plantel principal, pelo menos no início de cada época, dando assim hipótese de se mostrarem aos responsáveis técnicos e aos adeptos nos treinos e em jogos particulares criando aquela empatia que é sempre importante para um jovem jogador se poder afirmar. Temos muitos exemplos de «formandos» que agarraram essa oportunidade (que é diferente das outras competições) e que se deram a conhecer através dos primeiros treinos e dos jogos particulares sem grandes responsabilidade que marcam o arranque de cada época.
É certo que ainda não há confirmação de que vão entrar os Sancidino, os Lucianos, os Ivans Cavaleiros, Cancelos, etc, etc, mas tenho sempre essa esperança de ver esses meninos tornarem-se homens de 'águia ao peito' dando seguimento ao trabalho de base que ao longo de vários anos foi feito com tantos sonhos e sacrifícios.
Recordei também esta semana aquela história do «regressado» Sílvio que teve a sua formação no Benfica e como ele conseguiu «sobreviver» depois de várias experiências entre o Atlético do Cacém e o Atlético de Madrid. É desta raça que os grandes jogadores se fazem. Nunca se deve desistir do sonho. E esse comanda a vida, como dizia o poeta.
É com esta esperança que o Benfica arranca para a nova época. A vontade de fazer melhor, de ganhar títulos e de envolver os adeptos na mesma paixão de sempre.
Uma última nota para os reforços que chegaram do estrangeiro e que vão ser recebidos de braços abertos como sempre.
Todos nós desejamos que tenham sucesso porque o sucesso deles será o do Sport Lisboa e Benfica!"

João Diogo, in O Benfica

domingo, 14 de julho de 2013

Novamente, meia-dúzia... a dividir pelos dois !!!


Benfica 3 - 3 Bordéus

Segundo jogo, em dois dias, desta vez mais puxado... nota-se que os jogadores ainda estão 'perros', este Afro-Bordéus, fisicamente, dominou os duelos, sofremos dois golos nos últimos minutos de cada uma das partes, com alguma displicência (principalmente o 3.º golo dos Franceses)... Bordéus, que começou com vários titulares no banco, que entraram durante o jogo, beneficiando assim no final da partida, quando no Benfica tínhamos o Djaló e o Michel em campo...
Também notei na 1.ª parte, que sem o Enzo (que voltou a Lisboa, pois vai ser Pai...), e sem o Djuricic, tivemos muitas dificuldades em segurar a bola, não me parece que o Miki (ou o Salvio) sejam as melhores opções para jogar nas costas do Lima, o Gaitán ou mesmo o Markovic parecem-me melhores opções...
O Matic é dos jogadores onde se nota mais a falta de ritmo, talvez por isso a dupla com o Amorim não resultou, já que nenhum deles conseguiu substituir o Enzo... na 2.ª parte entrou o André Gomes e entrou bem. O Cortez confirmou as credenciais ofensivas, defensivamente, hoje, esteve melhor (apesar de fisicamente ter rebentado... normal para quem jogou os 90 minutos), mas ainda tem muito que apreender... Com o Lisandro e o Mitrovic, deixem-se de mariquices nos cantos e livres laterais, porque eles ganham quase todos os lances no ar !!!
Não é agradável sofrer golos nestes jogos, mas pelo menos que sirvam para melhorar procedimentos. O árbitro foi permissivo com a agressividade do Bordéus, mas não podemos continuar a sofrer perigosos contra-ataques após cantos a nosso favor... e não podemos continuar a perder a bola em locais proibidos: por exemplo quando recuperamos a bola junto da nossa área, existe sempre a tentativa de sair a jogar bonito, às vezes o pontapé para a frente, é o mais eficaz...
Ainda falta o jogo de Terça com o Sion, nesta digressão pela Suiça... Na próxima Quarta-feira com o regresso (ou não!!!) dos vários jogadores ainda de férias, tudo ficará mais claro, recordo que ainda faltam o Maxi, o Melga, o Ola, o Rodrigo e o Cardozo (além do Rojas e o Gianni que provavelmente vão para a equipa B...).

PS: Parabéns para o Bruno Pereira, que hoje se sagrou Campeão Nacional do Triatlo Longo, o verdadeiro Iron Man Luso (1,9 Km a nadar, 90 Km de bicicleta e 21,1 Km a correr)!!!