Últimas indefectivações

domingo, 21 de janeiro de 2018

Vermelhão: Alegria amarga...!!!

Benfica 3 - 0 Chaves


Tenho que começar pelo fim: acabou a época para o Krovinovic!!! Numa jogada literalmente de merda, fútil, sem qualquer 'interesse' para o jogo: ruptura de ligamentos!!! Isto após uma sequência pouco lógica de substituições, tardias e estranhas, com uma mudança de sistema pelo meio... e com o Krovi a aparecer a extremo esquerdo!!!
E agora? No melhor momento da época, quando a equipa estava finalmente 'estável' e consolidada, vamos ter que'inventar' novas soluções!!!
Não acredito que o treinador volte para o 442, mesmo com jogos aparentemente mais 'fáceis' no horizonte próximo, acho que vamos continuar a jogar em 433... agora, alguém terá que fazer de Krovi! O Joãozinho... parece ser a nova 'aposta'; o Samaris será a opção defensiva; e ainda temos o Parks... não acredito no 'regresso' do Filipe Augusto!!!
Em relação ao jogo, um dos mais 'descansados' na Luz desta época! Marcámos cedo, não falhámos muitas oportunidades... E apesar da vontade positiva do adversário em querer jogar futebol, o Varela acabou por ter uma noite tranquila, com o Benfica a dominar o meio-campo...
O Pizzi fez um dos melhores jogos da época (espero que seja um bom pronúncio... sem o Krovi será ainda mais importante), na 2.ª parte teve um mau momento, com dois passes errados quase de seguida, mas no geral esteve bem... e não se escondeu, bem pelo contrário!
Rúben e Jardel muito seguros... Grimaldo está em excelente forma... O Douglas fez um jogo cauteloso, deve ter 'levado' muito nas orelhas durante a semana, e tentou nunca 'dar as costas', mas nota-se as limitações defensivas, agora no passe e no drible tem qualidade...
Fejsa avassalador na recuperação... mas nem sempre bem no passe! Cervi mais um jogo enorme... Salvio, uma assistência, mas voltou às exibições menos conseguidas... Jonas: golos, simples...!!!
Exactamente no momento onde parece que estamos a 'arrancar' rumo ao Penta, uma lesão gravíssima, num jogador fundamental!!! Vamos ter que esperar para ver, como é que a equipa vai reagir e adaptar-se... E temos  9 dias para preparar o jogo de Belém, que será somente na Segunda, 29, às 21h!!!

Vitória em Aveiro...

São Bernardo 18 - 28 Benfica

Vitória no regresso do Campeonato, após a longa paragem para as Selecções, com a estreia do brasileiro Patrianova...

Vitória, amanhã temos outro jogo...

Benfica 91 - 66 Galitos
19-14, 28-15, 21-23, 23-14

Vitória relativamente fácil... sem forçar muito - ainda sem o Morais -, até porque amanha temos novo jogo: com o Barreirense, na Luz, para a Taça...

Vitória no Alentejo...

Grândola 2 - 7 Benfica

Mais uma vitória confortável... com golos sofridos!!! Liderança assegurada no fim da 1.ª volta... não temos margem de manobra, temos que vencer todos os jogos!!!

PS: Excelente vitória das nossas meninas na Europa, garantindo praticamente a passagem às Meias-finais, com um 15-2 sobre as Italianas do Estrelas Malfetta, no jogo da 1.ª mão.

Derrota na Choupana...

Nacional 2 - 0 Benfica B


Precisamos de pontos...

Por favor, ganham lá na secretária

"Foi o país abençoado por mais um milagre de cultura geral. Bastava ligar a televisão ou apanhar o autocarro em hora de ponta para se dar conta pelo ouvido de que tivemos desde 2.ª feira um oportuno exército de milhões de especialistas instantâneos em estruturas de betão. Ontem, quando o Laboratório Nacional de Engenharia Civil se pronunciou sobre a matéria ninguém ligou aos pareceres dos técnicos. Na consciência colectiva da nação já está estava entranhado o parecer dos leigos sobre o episódio do Estoril. Leigos e acicatados. Trata-se de futebol, entenda-se.
E, assim sendo, o que continua a interessar ao Porto é ganhar o jogo seja onde for. Ao Sporting interessará que o Porto não ganhe o jogo na secretaria porque daria mau aspecto à Aliança. Ao Estoril interessará ganhar o jogo na secretaria porque lhe invadiram o campo ao intervalo. Já ao Benfica interessa que o Porto ganhe o jogo na secretaria. Porquê? Porque é essa a única jóia que falta na internacionalmente famosa coroa do dragão. E porque, se acontecesse, seria tema de glória para meio século, pelo menos.
Só uma cambada simpática de ingénuos – os ingénuos são sempre simpáticos – poderá levar a sério as supostas infidelidades e trocas de acusações exibidas na praça pelos directores de comunicação do Porto e do Sporting meio ano depois do consórcio estabelecido entre as partes num hotel. É certo que a fase tórrida do "aluguem um quarto" já lá vai – era inevitável – mas daí até olhar-se para o Altis como o paraíso perdido da mais bela história de amor ainda falta tempo. Não falta muito, é certo.

No princípio da semana foi notícia breve em alguns jornais a morte de Maria Margarida Ribeiro dos Reis, que durante meio século exerceu mais do que capazmente a profissão de directora-adjunta de ‘A Bola’, jornal fundado, entre outros, pelo seu pai. O legado de Margarida Ribeiro dos Reis não se cinge a um nome, o seu, impresso durante 48 anos três vezes por semana e, por fim, diariamente no cabeçalho do jornal. Tratou-se, mais do que isso, de uma mulher que se iniciou no exercício de um alto cargo de administração numa sociedade proprietária de um título numa época em que às mulheres, genericamente, não se confiavam responsabilidades nem tamanhas nem nenhumas. O jornal, como se não bastasse, era um ‘desportivo’ considerado então, como todos os demais, exclusivo como ofício para homens. Margarida Ribeiro dos Reis foi uma pioneira respeitada por gerações que com ela trabalharam. Num filme de 1998 sobre os supostos amores de Shakespeare existe uma cena, muito breve, em que a actriz Judi Dench, representando o papel da rainha inglesa Isabel I, profere o seguinte desabafo sobre as tábuas de um palco vedado, à época, ao sexo feminino: "Eu sei o que é ser uma mulher numa profissão de homens. Sim, eu sei o que isso é." O cinema, por vezes e por estranhos caminhos, conta-nos verdades."

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Benfica está na luta

"Foi uma semana muito dura para quem nos 'encomendava' a alma e vivem-se tempos difíceis para 'gatos-pingados'.

Na semana em que muitos vaticinavam que o tetracampeão ficava a oito pontos da liderança e morria para o campeonato, ditou a arreliadora realidade que o Benfica entra na 19.ª jornada a três pontos do primeiro lugar. Semana muito dura para quem nos encomendava a alma, tempos difíceis para gatos-pingados.
No António Coimbra da Mota viu-se uma grande fissura na liderança, na Pedreira vou-se um sólido candidato ao título.
As condições atmosféricas estão muito melhores para o Benfica, mas tal só terá algum significado com uma vitória no sábado, sobre o difícil Chaves, caso contrário vem o dilúvio.
No jogo da primeira volta, marcamos já depois dos 90 minutos, num jogo em que houve o esquecimento de um penalty sobre o Jonas e onde o Chaves jogou muito bem.
Amanhã temos que ser muito competentes, porque haverá um Chaves ainda melhor, em ascensão e com ambição.
Este Benfica tem enviado, dentro de campo, uma mensagem aos adeptos: esta equipa está viva, de boa saúde, a jogar muito bem, e na luta pelo principal, o 37.º titulo de campeão nacional.
Por isso, fez todo o sentido quando os incansáveis adeptos se despediram dos jogadores, no fim do jogo em Braga, gritando «dá-me o 37».
Aqueles adeptos, quando cantavam, representavam o sentimento de vários milhões.
Com pouco aconselháveis situações financeiras, os clubes portugueses tentam, cada um de sua forma, ludibriar a realidade.
No Sporting promete-se reforços e contratam-se refrescos.
No FC Porto precisava-se de muito, e tenta-se alguma coisa, embora haja mais preocupação em aliviar a carga com saídas do que em contratar quem quer que seja. Seria para mim uma surpresa o FC Porto não contratar dois ou três jogadores até ao fim de Janeiro.
No Benfica, cujos adeptos na sua generalidade entendem que necessitava de reforço urgente de duas posições, embala-se os media com a fantástica venda e os milhões de Embaló.
Chegou o realismo? Ou não há mesmo Pilim?
Se é responsabilidade e realismo parabéns às administrações das SAD's, mas parece-me mais necessidade; o que se quer não se consegue, e o que se consegue não é o que se quer.
Vamos ter um campeonato muito disputado, mas com o Benfica na luta."

Sílvio Cervan, in A Bola

Rumo ao Penta

"Muito honestamente não acredito que os futsalistas do Sporting tenham facilitado intencionalmente a vitória do Benfica na final da Taça da Liga. A nossa equipa apresentou-se notavelmente sólida do ponto de vista defensivo e foi competente no capítulo ofensivo, conseguindo aproveitar cinco das inúmeras oportunidades de golo criadas. O mérito do triunfo pertenceu inteiramente à equipa do Benfica, que não haja qualquer dúvida. Assim como na excelente vitória alcançada em Braga pela nossa equipa de futebol.
O Benfica, com Rui Vitória, saiu vitorioso do Minho mais uma vez. E sublinhe-se que a equipa roçou o brilhantismo do ponto de vista táctico, exibindo-se a alto nível e demonstrando que está comprometida com o desígnio do penta. Se em tempos poderá ter dado a sensação a alguns benfiquistas (e a todos os analistas sequiosos por um desaire do Benfica) de se ter instalado uma certa descrença no balneário benfiquista, hoje, no seguimento das últimas jornadas, já não há quem duvide da sintonia entre as palavras e os actos, em que as manifestações de candidatura ao título são mesmo para serem levadas a sério. Faltam 16 jornadas, 16 finais, e eu, à semelhança da esmagadora maioria dos benfiquistas, acredito que temos condições para lutar pelos três pontos em cada uma delas.
Entretanto, no jogo em Braga ocorreu mais um caso - o penálti sobre Jonas - que permitiu identificar os 'especialistas' da arbitragem que parecem tudo menos imparciais. Segundo as regras, que são claras neste caso, é irrelevante avaliar a posição de Jonas, uma vez  que a falta  foi cometida antes de o nosso avançado disputar o lance. A incompetência é demasiada para ser credível, sobra a antibenfiquismo..."

João Tomaz, in O Benfica

Já tremem

"O sismo de 4,9 na escala de Richter teve epicentro em Arraiolos, mas o abanão sentiu-se mais no Estoril. A equipa idolatrada e protegida por uma fatia alinhada de comunicação social foi para o intervalo a perder por um a zero com o Grupo Desportivo Estoril Praia e lá encontraram uma fissura na bancada para que o jogo não continuasse. Há noites assim, em que nada sai bem a uma equipa, em que os falhanços se sobrepõem à eficácia, em que um livro junto à bandeirola de canto se transforma num golaço - e todos tentam esconder as responsabilidades do guarda-redes que o sofreu.
Chegou o intervalo e a invasão de campo pacífica. E ainda bem que assim foi.
Evitou-se uma possível tragédia e isso é o que mais importa. Não houve respeito pelos adeptos, já que ninguém informou os presentes sobre o que se estava a passar, mas fica, no entanto, a questão: mas por que raio o jogo não continuou? O estádio não estava lotado, dava perfeitamente para encaminhar os adeptos da bancada defeituosa para outras áreas do recinto desportivo. A vistoria até foi efectuada, mas parece que alguém não estava com vontade de continuar o jogo que caminhava para a derrota.
Ficaram para 21 de Fevereiro - mais de um mês depois - os 45 minutos que faltam a esta partida. E está tudo normal.
Até já falam de possibilidade de o Estoril perder o jogo na secretaria por falhas na estrutura do Estádio.
A terra tremeu na segunda-feira e ainda bem que não houve vítimas. Os habitantes do Sul e do Centro de Portugal sentiram o abalo, mas é na ruinosa Torre das Antas que as réplicas se estão a fazer sentir. Faltam 45 minutos para a possível derrocada."

Ricardo Santos, in O Benfica

Chocolate para todos

"A imaginação dos supermegaespecialistas é fértil e rebuscada. As vitórias do Benfica ocorrem por mil e um motivos - nunca, claro está, por mérito. A responsabilidade é imputada à arbitragem, à sorte, por estar a chover ou estar demasiado sol, por estar um frio de rachar ou um calor abrasador. No fundo, tudo aquilo que seja alheio à inteligência do treinador ou habilidade dos jogadores. Para dizer a verdade, até concordo com uma das habituais justificações: ter Jonas, Salvio, Cervi, Pizzi e Krovinovic e distribuírem Kit Kat's, Twix's e Kinder's lá na frente é mesmo uma sorte - inclusive para os adversários, que enchem o bandulho de chocolate.
Desta vez, a escusa foi outra: facilitismo. Ao que parece, o Benfica ganhou na Pedreira porque os Guerreiros do Minho abaixaram os escudos e embainharam as espadas.
Como vem sucedendo, dizem os supermegaespecialistas, ao longo dos anos e com o consentimento de António Salvador. No meu entender, e de modo a esclarecer esta ideia, o treinador do Sporting deveria ser consultado. De certeza que ele se lembra, por exemplo, da vergonhosa eliminação do Benfica nas meias-finais da Liga Europa aos pés dos minhotos.
Temos assistido a diversas picardias entre Sporting e SC Braga. Se o palco fosse a Poesia Violenta, os leões levariam vantagem - qualquer adolescente com o Ensino Secundário é capaz de elaborar um discurso ao nível do de Bruno de Carvalho. Como o palco é o mundo real, a resposta dos minhotos através de um vídeo de apresentação dos reforços de inverno, alusivo ao Tinder, onde Bruno de Carvalho surge meio desajeitado a pontapear uma bola e é rejeitado por 'não ter qualidade', é aquilo a que se chama de Knock-Out."

Pedro Soares, in O Benfica

O caminho do Penta

"Depois de vencer categoricamente em Braga, de entre os dez primeiros classificados da Liga, ao Benfica falta apenas visitar Alvalade. Em dezasseis jogos por disputar, nove são na Luz, e mais quatro na região de Lisboa (sobram deslocações a Portimão, Paços de Ferreira e Santa Maria da Feira). Desde  o dia 1 de Outubro, nos dez jogos do campeonato entretanto realizados, alcançamos oito triunfos, e empates com FC Porto e Sporting - partidas em que mostrámos notória superioridade face aos rivais. Temos, neste momento, a mesma pontuação que em igual jornada das épocas 2009/10, 2013/14 e 2015/16, três dos últimos cinco campeonatos nacionais conquistados.
Estes dados valem o que valem, e não nos tornam o caminho mais facilitado. Mas são factos que dão consistência à nossa candidatura ao 'Penta', numa temporada em que, a dada altura, todos nos davam como mortos.
No dia 15 de Abril recebemos no nosso estádio o FC Porto. Seria importante, nesse dia, estarmos em condições de, ganhando, passar para a frente da tabela. Para tal, pedem-se onze vitórias nas próximas onze partidas. A começar por este sábado, diante do Desportivo de Chaves. As finais que faltam jogar carecem de empenho a 200% de todos os profissionais do Clube, bem como do incondicional apoio dos benfiquistas.
Sim, nós podemos!

PS: A nossa equipa de Futsal conquistou a Taça da Liga, com uma vitória retumbante sobre o Sporting. Os números ainda poderiam ter sido mais expressivos, ou mesmo históricos. Fica o essencial: a conquista do troféu, e a certeza de que estaremos com tudo na luta pelo título."

Luís Fialho, in O Benfica

O Futsal

"O feito da nossa principal equipa masculina de Futsal merece reflexão. A verdade é que a estrutura do Sport Lisboa e Benfica deu uma lição de gestão desportiva. Apesar de não sermos considerados favoritos na Taça da Liga, preparámos muito bem a participação nesta competição. Na hora de fazer o balanço, é imperioso destacar o trabalho diário e dedicado de todos.
Além dos nossos fantásticos jogadores e da equipa técnica, superiormente comandada pelo competente Joel Rocha, não posso deixar de enaltecer o papel de todos aqueles que trabalham dia e noite para que nada falte. A face mais visível, neste momento, da estrutura do Futsal são dois nomes consagrados - Alípio Matos e Gonçalo Alves. Os nossos antigos treinador e capitão, respectivamente, deram uma prova da sua competência. Alípio Matos e Gonçalo Alves, agora o Team Manager dos seniores, foram uma dupla fortíssima.
O facto de conhecerem a modalidade como ninguém constitui um poderoso trunfo numa competição contra um clube que gasta o dobro do que nós gastamos. Vamos a números para se perceber melhor este acto de gestão desportiva. O nosso eterno rival gasta cerca de um milhão e meio de euros. O SL Benfica tem um orçamento bem mais modesto, cerca de metade do Sporting.
O que vimos em Sines? Vimos um SL Benfica avassalador, que não deu hipóteses aos adversários. Belenenses, SC Braga e Sporting foram derrotados sem apelo nem agravo. E se levarmos em linha de conta que jogámos sem o nosso melhor jogador - Chaguinha recupera de grave lesão -, o feito foi ainda mais extraordinário. E Fenandinho provou que é mesmo reforço!"

Pedro Guerra, in O Benfica

Unidos, todos juntos, como só nós próprios

"Bem sabemos que é assim, mas nos momentos difíceis é que os outros veem melhor, e nos invejam tanto, a grandeza e a força do Benfica. Ficam pasmados. Não entendem, nem como nós somos tantos, em toda a parte, e nem, ainda menos, compreendem como somos, afinal, tão fortes e sempre tão presentes, como só nós próprios, no apoio às Equipas do Benfica.
Ainda há uns meses, Rui Vitória se referia à importância de 'jogarmos juntos' - o Público com a Equipa - cada parte à sua maneira e como dessa identificação, desse ' jogo colectivo', resultam tão frequentemente as nossas vitórias.
Esta verdade inquestionável sintetizada com simplicidade pelo nosso Treinador, tão decisiva para consolidar em crescendo um súbito momento do jogador que tantas vezes se dissemina aos restantes companheiros de equipa, como para reverter uma situação negativa ou de inferioridade no jogo, tem sido cientificamente estudada em muitos centros de investigação das Ciências do Desporto.
Mas nada como três jogos recentes de Equipas nossas, em três modalidades diferentes, para comprovar quanto o impulso colectivo do público nas bancadas pode imprimir índices de produtividade, tão especiais e tão mágicos, aos jogadores em campo: no Futebol, o desafio em Braga; no Futsal, a final em Sines; e no Hóquei, apesar do desfecho desfavorável, talvez a mais impressionante demonstração de todas, com os bravos Benfiquistas em acção na bancada do Palau Blaugrana.
No Minho e no Alentejo, os resultados foram vitórias expressivas. Já na Catalunha, a consequência do esforço dos admiráveis Benfiquistas que apoiaram incessantemente os hoquistas de Pedro Nunes representou outro significado importantíssimo: eles provaram a impressionante força mística do Benfica, onde quer que os nossos vão disputar um jogo, por mais fácil ou mais difícil que ele seja e por mais forte ou mais fraco que se apresente o nosso adversário."

José Nuno Martins, in O Benfica

O desporto visto por outro prisma

"A transferência de Umaro Embaló, de 16 anos, por 20 milhões de euros, do Benfica para o RB Leipzig suscita uma discussão quase tão velha como saber quem apareceu primeiro, a galinha ou o ovo. Qual o momento certo para negociar um jogador de grande potencial, ainda em fase de projecto? não haverá uma resposta certa para esta questão, todos os argumentos são aceitáveis e há um, o da necessidade, que se afigura imbatível. O Benfica continua com uma pedra no sapato, neste âmbito, que dá pelo nome de Bernardo Silva, transferido para o Mónaco por 15 milhões de euros e que dois anos volvidos permitiu aos monegascos uma mais valia de 35 milhões; e perfila-se já outro caso, com Gonçalo Guedes, um ano depois de ter saído da Luz para o PSG por 30 milhões, a ser avaliado agora em 50 milhões mais. A estratégia encarnada continua subordinada ao lema mais vale um pássaro na mão (neste caso 20 milhões de euros) do que dois a voar, e traduz bem a diferença entre os nossos clubes, obrigados a fazer contas à vida, e outros, bem mais ricos, que podem ir paulatinamente construindo equipas sem a pressão do dinheiro.
Umaro Embaló vai para um clube especial, que aposta em jovens de grande potencial, propriedade da Red Bull, que fez a sua expansão pelo mundo essencialmente através do desporto, primeiro nas versões motorizadas, depois nos radicais e agora com o hóquei no gelo e o futebol. Estamos perante mestres do sponsorship, verdadeiros alquimistas na indústria do desporto através do marketing, que dominam na perfeição, e cujo toque de Midas se deve à enorme competência específica que têm demonstrado."

José Manuel Delgado, in A Bola

Números ou pessoas?

"A estatística é uma questão antiga que tem ganho destaque nos últimos anos, e que a imprensa tem vindo a explorar. É informação fácil de obter, sem muito trabalho, e em teoria a análise é correcta.
Com as ferramentas informáticas de hoje, todos são capazes de analisar jogos de futebol com base em dados estatísticos. Fazem-se rankings, com  os parâmetros que cada deseja, analisam-se jogos e equipas de forma rápida, e tantas vezes leviana, trabalham-se os números como se mais nada existisse. No desporto, e em particular no futebol, estamos no campo das ciências humanas; com tudo, muitos analistas ignoram este dado essencial, como se o desporto fosse uma ciência exacta. O futebol não é economia, apesar das ferramentas de gestão serem fundamentais para gerir um clube de futebol. Mas a gestão dos recursos humanos é bem mais importante. Quem o ignora falha na gestão do desporto. E vai continuar a falhar.
Há uns anos, numa reunião com a administração do clube onde trabalhava, fui confrontado com um dado estatístico concreto. A equipa jogava muito para trás, pois o nosso ponta de lança tinha uma percentagem superior de passes para trás e para o lado do que para a frente. Tentei explicar que era o nosso pivô ofensivo, o tabelador, e que normalmente não tinha jogadores numa linha mais avançada do que a sua. Nada feito. Os dados eram concretos, o nosso 9 jogava demasiado para trás. Já estava a ficar aborrecido, mas os dados, acredito eu, estavam correctos. Não conseguia sair dali. Lembrei-me de perguntar aos administradores quantos passes para a frente, para o lado e para trás fazia o nosso guarda-redes. Claro que tinha uma percentagem próxima dos 100% de passes para a frente. Aí estava a resposta, a equipa jogava para a frente. Acabou a reunião. Nunca mais me incomodaram com o ponta-de-lança. Os números são importantes mas não são o mais importante!"

José Couceiro, in A Bola

Os nossos campeões

"A Gala da Confederação do Desporto deu um sinal da vitalidade e de afirmação do desporto português a nível internacional e a eleição da marchadora Inês Henriques e do piloto Miguel Oliveira vai ao encontro do que fizeram ao longo da época passada. Nada de novo neste aspecto particular. 
Esta edição, porém, foi realizada mais tarde e faz todo o sentido. Em anos anteriores, a Gala da Confederação era em Novembro, numa altura em que havia alguns eventos por disputar. A mudança foi positiva, e assim deve continuar, para conferir uma imagem de igualdade a todas as modalidades, sejam elas olímpicas ou não. Inês Henriques, que interrompeu por algumas horas o estágio em Sierra Nevada, Espanha, tem vindo a receber a devida retribuição pelos seus feitos. E aos 37 anos deixa uma forte mensagem para quem se está a iniciar na modalidade. Dificilmente poderíamos encontrar melhor exemplo de dedicação numa altura em que a juventude, como é normal, tem mil solicitações para ocupar os seus tempos livres.
Em relação a Miguel Oliveira, a carreira do piloto almadense está em alta em Moto 2. Espera-se que em 2018 ganhe a confiança para depois encarar com franco optimismo a estreia em MotoGP. A eleição de Miguel Oliveira (que já o tinha sido em 2015) tem um outro significado. Como o motociclismo não faz parte dos Jogos Olímpicos, este movimento de adeptos em redor de Miguel Oliveira quer dizer com toda a clareza que a modalidade não é nenhum nicho de mercado, tendo um peso significativo. É a grande figura em desportos de duas rodas. E será que alguns troféus de Miguel terão cabimento no futuro museu olímpico?"

Pressupostos financeiros

"1. Pressupostos financeiros: o que significam?
A temática relativa aos pressupostos de natureza financeira assume, anualmente, uma importância para os clubes portugueses, que querem renovar ou iniciar a sua participação numa determinada competição profissional, ‘in casu’, na modalidade do futebol profissional. Os pressupostos de natureza financeira são, no fundo, um conjunto de requisitos de índole essencialmente financeira, que devem ser cumpridos por parte desses clubes. Chamamos desde logo à atenção dos leitores para o plasmado no art.º 10.º do Regulamento das Competições (‘RC’), disponível no sítio da Liga Portugal, que faz uma referência à instrução/procedimento que os clubes devem seguir. Desde logo, estipula o referido artigo, que os requisitos a que supra aludimos, devem ser determinados pela Liga até 20 de maio de cada ano, e que estes respeitam à época seguinte (ou seja, até 20 de maio de 2018 serão divulgados os requisitos de participação para a época desportiva de 2018/19).

2. Clubes com dívidas podem participar na competição?
Depende. Se a dívida for à Administração Fiscal e/ou à Segurança Social (isto é, uma dívida que obste a que o clube possa obter uma certidão que comprove que tem a sua situação financeira regularizada para com aquela instituição) e ainda se existirem dívidas salariais relativas à remuneração-base dos praticantes desportivos regularmente inscritos nessa competição profissional (remunerações-base vencidas e não pagas a um determinado praticante desportivo), então o respectivo clube pode estar, em princípio, vedado de participar na respectiva competição profissional (por força da aplicação do disposto no n.º 2, do art.º 10 do RC, em conjugação com o disposto no art.º 12.º, alíneas c) e d) da Portaria n.º 50/2013). A decisão de indeferimento é definitiva? Pode não ser, dado que os clubes podem, no prazo de três dias úteis, apresentar recurso, para o Conselho de Justiça, da decisão proferida pela Liga."

Alvorada... do Élio

Privacidade para roubar?

"Defender a nossa privacidade é essencial mas nem sempre evidente, como o prova este caso.

Todos estamos de acordo que a privacidade é, cada vez mais, um direito à sobrevivência, até porque bem sabemos que, cada dia que passa, somos mais vigiados, seguidos e controlados. Muitos destes registos somos nós mesmos que, muitas vezes, vamos permitindo e onde são guardados esses registos, quem tem acesso aos mesmos, hoje ou daqui a 20 anos, ninguém sabe ao certo. Defender a nossa privacidade é, assim, essencial mas nem sempre evidente.
Veja-se o caso López Ribalda e outros contra Espanha, que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) decidiu no passado dia 9: num dos supermercados de uma pequena cadeia familiar, os roubos iam crescendo ao longo dos meses e o gerente decidiu recorrer à videovigilância. Colocou umas câmaras à entrada e saída da loja para vigiar os clientes e colocou outras no interior do estabelecimento, viradas paras as caixas registadoras que permitiam vigiar os empregados. Avisou os funcionários da colocação das câmaras destinadas a captar imagens dos clientes, mas nada disse quanto à existência das câmaras ocultas apontadas para os locais dos caixas. E a iniciativa foi rentável: em 15 dias, tinha captado imagens que comprovavam que cinco empregados eram os responsáveis pelo desaparecimento da mercadoria.
Chamados os trabalhadores ao escritório, na presença do advogado da empresa e do representante sindical, face às imagens, todos admitiram o seu envolvimento nos roubos. Três deles assinaram mesmo um acordo de rescisão do contrato de trabalho a troco de a entidade patronal não apresentar queixa criminal. Os outros dois não assinaram e foram despedidos.
Recorreram todos aos tribunais, desde a primeira instância ao Constitucional, os dois últimos alegando que tinham sido despedidos sem justa causa, já que as imagens tinham sido captadas sem o seu conhecimento em violação da sua privacidade e do seu direito à imagem, e os outros três que tinham assinado o acordo alegando que o mesmo não era válido porque tinha sido assinado sob coacção.
Mas não tiveram nenhuma sorte: para os tribunais, embora reconhecendo que a empresa devia, nos termos da lei, ter-lhes comunicado a colocação das câmaras ocultas, nem por isso o despedimento deixava de estar justificado. Para além de haver outros elementos de prova como o depoimento de um outro trabalhador, consideraram os tribunais espanhóis que o volume dos roubos ao longo dos meses justificava a colocação das câmaras em causa, devendo a privacidade dos trabalhadores recuar face ao direito de propriedade da entidade patronal.
Queixaram-se então os cinco trabalhadores espanhóis ao TEDH, alegando que com a captação das imagens em causa tinha sido violado o seu direito ao respeito da vida privada e que, com o uso das mesmas nos processos judiciais que tinham considerado justificados os seus despedimentos, tinha sido violado o seu direito a um julgamento equitativo.
No que respeita à violação do direito a um julgamento equitativo, o TEDH analisou se a utilização de tais imagens impedira que o julgamento fosse equitativo: tendo em conta que os trabalhadores puderam impugnar o teor e fidelidade das imagens e que havia mais elementos de prova, tais como o depoimento de um outro trabalhador, do gerente da loja e do representante sindical igualmente relevantes para a decisão final, concluiu o TEDH, por unanimidade, que não tinha sido violado o direito em causa.
Já quanto ao direito ao respeito da vida privada, por oito votos contra um, o TEDH entendeu que o Estado espanhol o tinha violado e condenou-o a indemnizar cada um dos trabalhadores em 4000 euros a título de danos morais. A necessidade de combater os roubos, cuja importância o TEDH aceitava, não justificava, no entanto, a introdução de câmaras apontadas para o local de trabalho onde os empregados tinham de permanecer, com a captação das respectivas imagens e posterior visionamento por terceiros, sem comunicação prévia da sua existência. É certo que não fora o Estado espanhol a colocar as câmaras ocultas, mas ao consentir, na prática, a sua colocação e utilização, violara a sua obrigação de garantir, de forma efectiva, o respeito da vida privada dos seus cidadãos. Para o TEDH, estando em causa direitos fundamentais, os fins não justificam os meios."

Francisco Teixeira da Mota, in Público

PS: Sendo que no caso especifico dos e-mails do Benfica, o Benfica não 'roubou' - foi roubado -, nem cometeu qualquer crime...

5.ª da Bola... Dinheiros!

O presidente do Sporting ultrapassou tudo

"A propósito de uns polémicos cânticos entoados por uma claque do Sporting, Bruno de Carvalho escreveu no seu Facebook: “Os adeptos do Sporting CP […] sabem que devem ter sempre um comportamento que pugne pela dignificação do Clube e do desporto”.

Custa a acreditar que a pessoa responsável por estas palavras sábias tenha sido a mesma que escreveu, também no Facebook, um texto impensável sobre um comentador de um clube rival. 
Limitar-me-ei a reproduzir o início, pois o resto é demasiado hardcore: “Mas quem és tu meu labrego...”. Vamos por partes. Para começar, ao tratar o comentador por tu, BdC colocou-se ao mesmo nível que este, quando o presidente de um grande clube devia estar num patamar bem superior.
Não é muito difícil perceber que os comentadores formam uma espécie de guarda avançada das direcções dos clubes. Enquanto uns dão o peito às balas na TV, os outros ficam na segurança da retaguarda, evitando envolver-se em trocas de palavras desagradáveis e desgastantes.
Só que o presidente do Sporting parece sentir uma atracção irresistível para se colocar no centro do furacão. Com a agravante de às vezes usar uma linguagem carroceira que deve fazer corar de vergonha os seus familiares.
Curiosamente, depois de uma frase que prefiro censurar, Bruno de Carvalho continuava: “São este tipo de pessoas baixas que andam pela TV a poluir tudo”. Esta passagem levou-me a recordar uma época da minha vida em que costumava assistir a jogos do Belenenses no Estádio do Restelo.
Na nossa bancada, algumas filas acima, havia uma sócia mais intempestiva. Sempre que o árbitro tomava uma decisão com que não concordava, chamava-lhe todos os nomes: “Boi preto! Cornudo! A tua mulher está em casa com outro! Palhaço!”, além de outros palavrões que acho melhor não reproduzir. Mas nunca terminava esse rol de insultos sem rematar com um adjectivo que nos provocava um sorriso: “Ordinário!”."

Avance a bola​

"Os últimos dias foram sobretudo preenchidos com discussões estéreis e debates inócuos, substituindo-se ao jogo que, no fundo, é a razão da grande paixão que invade os adeptos semanas a fio.

Começa a haver pouca paciência para aturar tanto jogo súcio que se vai repetindo por aí com indesejável frequência.
Os últimos dias foram sobretudo preenchidos com discussões estéreis e debates inócuos, substituindo-se ao jogo que, no fundo, é a razão da grande paixão que invade os adeptos semanas a fio.
Deixemos então que algumas questões pendentes sejam resolvidas pelos regulamentos, sem nos adiantarmos com previsões poucas vezes coincidentes com a realidade, e olhemos para o que vai seguir-se e que é deveras bem mais importante.
Hoje à noite, a partir das 19 horas, regressa o campeonato para o começo do cumprimento da jornada 19, a segunda da segunda volta, preenchida por alguns jogos susceptíveis de criar alguma expectativa, sobretudo tendo em conta aquilo que sobrou da ronda anterior, e da qual há muita matéria para reflexão.
Desde logo, o que aconteceu ao Futebol Clube do Porto, amputado de um desafio em relação à concorrência mais directa, e pela herança, no plano físico, que os últimos dias deixaram.
Manter dúvidas sobre a possibilidade de poder utilizar Brahimi e Marega (só estes?) não deixa de constituir uma enorme dor de cabeça para Sérgio Conceição.
Jogar no Dragão com o Tondela pode parecer um acto simples, mas por vezes é nas coisas simples que os grandes objectivos se complicam. Veremos…
O Sporting vai até ao estádio do Bonfim, donde tem saído muitas vezes sem motivos para lamentações. E agora que o grupo está ainda mais reforçado, é caso para Jorge Jesus poder dormir sem grandes sobressaltos. Mas, e convém aos leões terem isso em conta, é em momentos como este que por vezes equipas em situação débil são capazes de se transcender.
Finalmente o Benfica, que após duas vitórias consecutivas em terrenos alheios, Moreirense e Braga, tem um teste difícil pela frente, com os transmontanos de Chaves a tentarem confirmar que o bom momento que atravessam não acontece por acaso.
É verdade que o grupo de Rui Vitória produziu em Braga uma exibição de qualidade, como se lhe não via há algum tempo, e a prenunciar uma acentuada subida de forma mas, perante este adversário de amanhã, as dificuldades irão estar certamente à vista de todos.
E seria de todo injusto não referir os demais seis jogos que faltam para completar o quadro da jornada: a deslocação do Braga a Portimão, a recepção do Rio Ave ao Boavista, o Marítimo a receber no Funchal o Belenenses, Feirense-Moreirense e D. Aves-Paços de Ferreira ambos a deixar antever um certo equilíbrio, e o Vitória de Guimarães-Estoril Praia, este numa altura em que os minhotos não vencem desde o dia 10 de Dezembro, e os ânimos poderão não estar ainda totalmente serenados na cidade do Fundador.
Enfim, esperemos e desejamos que o futebol dentro das quatro linhas consiga “chutar para canto” o outro, um arremedo que tem tirado tanto a paciência aos adeptos que gostam verdadeiramente da modalidade."

Benfiquismo (DCCXXII)

Riachense !!!

Aquecimento... Chaves, Onda e gente mal intencionada...!!!

Conversas à Benfica 30

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Vitória em Bucareste

Steaua Bucareste 2 - 3 Benfica
25-21, 16-25, 17-25, 25-20, 11-15

Excelente vitória na Roménia, que dá boas perspectivas para a 2.ª mão... sendo que temos de ganhar o 2.º jogo para chegar aos Quartos-de-final, onde muito provavelmente vamos reencontrar o Ravenna...

Benfica: equipa face às finanças

"Percebia-se... Agora ficou claríssimo: SOS contra o passivo. Nova táctica: 4x3x3. Fácil perceber porquê demorou a chegar...

Afinal, a equipa do Benfica dá súbitos, mas claros, indícios, de ter conseguido ressuscitar para discussão do título. Veremos se ainda a tempo... após tremendo naufrágio em metade da temporada (calamitoso percurso na Europa e nas Taças nacionais!). De repente, qual Fénix a renascer de cinzas, 2.ª parte encostando Sporting à parede, convicção em Moreira de Cónegos, ainda superior firmeza no puro sim ou sopas em casa do SC Braga. Indícios... Tal como os de as próximas jornadas parecerem favoráveis a consolidar ideia de equipa afinal não moribunda.

Percebia-se... Mas claríssimo acaba de fica o motivo da impreparação benfiquista para esta época, transferindo, num jacto, 3 pilares da defesa e o único puro ponta de lança (sem aquisições capazes de, sequer minimamente, compensarem tão graves percas): o Benfica é o 2.º clube europeu com maior passivo, na casa de €300 milhões. Só o Manchester United o derrota nesta matéria - FC Porto e Sporting estão bem atrás.
Não entro na complexa análise de passivo versus activos; para mim, passivo é passivo - e este, pelos vistos, é duro de resolver. Daí lógica/inevitável urgência de prioridade às finanças. Quiça atrasada, evidentemente saudável. Dúvida que fica: aflitíssimo/inadiável/drástico SOS para fuga a abismo? Ou poderia ter havido ponto de equilíbrio preservando capacidade competitiva superior à que espatifou meia temporada e poderá ter graves sequelas - também financeiras... - se falhar entrada na próxima Champions e minguada for a cotação de futebolistas?
Sim, no fundo é simples: a equipa (o seu poder competitivo= face à situação financeira.

Táctica mudada, de 4x4x2 para 4x3x3;ou seja: de 2 pontas de lança para 3 médios centrais. Li e ouvi múltiplas críticas ao treinador por atraso nesta alteração (curioso: 4x3x3 sempre foi o sistema preferido por Rui Vitória antes de entrar no Benfica). A minha análise:
- Foi em 4x4x2, com Jorge Jesus e com Rui Vitória, que o Benfica se sagrou tetracampeão. Porquê iniciar a época noutro esquema, se o Benfica até adquirira ponta de lança Seferovic para substituir Mitroglou? E que meios houve para mais depressa mudar?
- Benfica campeão e conquistador de quase tudo em Portugal tinha consistência defensiva e poder atacante com tónica no corredor central: Fejsa-Pizzi-Jonas-Mitroglou (mais poderoso apoio de Nélson Semedo...). Adeus a 3 pilares na rectaguarda; saga a encontrar o guarda-redes - de Bruno de Carvalho para Júlio César, deste para Svilar e de novo Varela -; lesões de Fejsa, o equilibrador; Pizzi a léguas do seu rendimento anterior (decisivo!); Seferovic com fogo fátuo, num ápice retornando ao que eu lhe vira em jogos da selecção suíça e do Frankfurt... Fracasso num ponta de lança parceiro de Jonas e, sem Fejsa-Pizzi, buracões no meio-campo. Durante meses, quem para ser 3.º médio? Samaris começou a época cumprindo 4 jogos de suspensão, depressa voltou a ser expulso - e cada vez menos é n.º 8... Filipe Augusto esbanjando ror de oportunidades. Recém-chegado Chrien nem pensar...
- Até que veio a solução: Krovinovic. Não em Agosto e Setembro (operado), naturalmente sem bom ritmo em Outubro. Só com ele a sério - já era Novembro... - Rui Vitória pôde preparar e implantar o 4x3x3 que, repito, preferiu em quase toda a sua carreira. Neste caso, implicando, qual mal menor, sacrifício de Jonas como ponta de lança único... Ai se ele se constipa! O mesmo para Krovinovic e Pizzi... E para André Almeida, revelação da época!
Não me parece assaz difícil de perceber!

Dr.ª Margarida R. dos Reis
Acabou a vida de protagonista da História em A Bola durante quase meio século! Com D.ª Maria Hermínia Arga e Lima formou pioneira dupla de Senhoras liderando administração de jornal que não perdeu o tino e, combinando bom senso com forte leme, soube ultrapassar tempos de turbulência como os de 1974/75 em pleno PREC. Nelas, praticamente todos nesta casa vimos patroas também Amigas.
Aprendi na vida - e, muito vincadamente, no interior de A Bola - o profundo significado de dois sentimentos: Gratidão e Memória. Muito obrigado, dr.ª Maria Margarida."

Santos Neves, in A Bola

PS: Continua-se a falar de Passivo, sem perceber o significado do conceito contabilístico do termo!!!
E continua-se a aceitar como 'verdade' as trapalhadas contabilísticas que têm permitido aos Lagartos, esconderem as dividas, em empresas ligadas ao Clube e à SAD...
O André Almeida, a revelação?! A sério?!!!

O direito, a moral e bom senso

"O FC Porto tem o direito de explorar todas as modalidades legais para tentar ganhar administrativamente o jogo recentemente interrompido no Estoril por dúvidas quanto às condições de segurança da bancada de topo do estádio.
Não tem o direito moral, evidentemente, nem tão-pouco o direito que podemos muito simplesmente traduzir por dignidade desportiva.
Mas é verdade que os regulamentos fazem a previsão de ausências de condições dos estádios que sejam imputáveis ao clube visitado, considerando que, verificada essa responsabilidade objectiva, o clube deva ser punido com derrota e multa.
O Direito escreve-se, não raras vezes, por linhas tortas, mas não creio que seja possível interpretá-lo sem um minuto de sensibilidade e de bom senso. E o bom senso dificilmente admitiria como decisiva e merecedora de castigo uma responsabilidade apenas subjectiva de um clube que, perante a imposição da UEFA, mandou construir uma nova bancada, entregando a obra e entidades responsáveis que a executaram e a verificaram.
Há muitos casos, antigos e recentes, em que, durante os jogos, se perderam as condições de os continuar. Por razões naturais, que não foi o caso, a não ser por eventual, embora pouco provável, influência do tremor de terra que se fez sentir nesse dia, e por razões humanas, sendo a mais frequente a deficiência na iluminação. Mas tem havido sempre uma solução com base na tolerância das partes envolvidas e no primado da razão desportiva. Espera-se, evidentemente, que este caso não fuja à regra e que estes jogo possa ser ganho em campo."

Vìtor Serpa, in A Bola

PS: Inacreditável, parece que o director d'A Bola, chegou a Portugal ontem!!! Moral?! Ética?! Dignidade?!... Mas alguém acha que os Corruptos se preocupam com estas 'minudências'!!!

Monstruosidades

"O fosso entre ricos e remediados continua a crescer de forma alarmante na Europa

1 - A dependência dos clubes portugueses em relação a receitas extraordinárias, especialmente as que resultam de transferências, é apenas um dos dados preocupantes que fazem parte do estudo "The European Club Footballing Landscape", publicado pela UEFA. Há outras. A relevância das receitas oriundas da UEFA, que representam 18% do total dos proveitos dos clubes portugueses, por exemplo. Se considerarmos que esse dinheiro é canalizado em larga medida para os três grandes, percebe-se melhor não apenas o fosso que se tem cavado entre aqueles e os restantes clubes portugueses, mas sobretudo a tensão que a redução do número de vagas na Liga dos Campeões a partir da próxima temporada provoca na luta pelo título. Ainda assim, mais preocupante do que a visão local que o estudo oferece é aquilo que nos diz sobre o enorme fosso que se continua a cavar entre os clubes europeus mais ricos e os restantes. De acordo com a UEFA, as receitas de TV das seis principais ligas europeias são 11 vezes superiores ao somatório do conseguido pelas restantes 48. Mais do que isso, entre 2010 e 2016 os 12 clubes mais ricos da Europa geraram 1580 milhões de euros de receitas de sponsorização; todos os outros juntos não foram além dos 700 milhões. Recentemente, a UEFA teve de fazer cedências para abafar o projecto de criação de uma Superliga Europeia. Pelo que se vê, não resolveu o problema: limitou-se a adiá-lo, enquanto continua a alimentar o monstro.

2 - Entre invasões de treinos que acabam com agressões aos jogadores e cânticos polémicos desejando coisas inomináveis, é difícil manter a lucidez para perceber que esses episódios são obra de uma minoria dos adeptos de futebol em Portugal. Infelizmente é uma minoria que aproveita o silêncio da maioria para os manchar a todos."

Afinal, havia lugar para mais um no grupo reservado à falta de bom senso

"Ainda a incrível espera na Amoreira, e os adeptos que acham que a violência ganha jogos.

A última coisa que o futebol português precisava era de mais um interlocutor para o ruído e a polémica.
Não bastavam as poluentes trocas de galhardetes entre os três grandes, num ano em que se estão a ultrapassar todos os limites do bom senso e bom gosto, e até da mediocridade, agora o Sp. Braga também entrou na conversa.
De que o futebol português estava horrível já não havia dúvidas, e também era certo que não precisava de mais gente a juntar-se à festa. É estranho que ninguém tenha percebido ainda que nestas guerrinhas não há como ganhar, todos perdem.
Violência no futebol em 2018: resquício de um futebol tribal que se acha moderno. Aconteceu em Guimarães, desta vez. Reforço o desta vez. Aconteceu já, e poderia voltar a acontecer em qualquer outro local.
Se há coisa que não consigo entender neste ano de dois-mil-e-dezoito é o que leva um adepto a achar que um apertão a um jogador ou a um grupo determinado de jogadores muda alguma coisa de forma positiva.
Cenas que se repetem, ano após ano, e em clubes diferentes. Já aconteceu em qualquer um dos três grandes, por inúmeras vezes, e em tantos outros emblemas, dependendo do momento desportivo que atravessam.
Numa altura em que o jogo reclama modernidade, aceita um VAR perturbador no seu ritmo, absorve ainda mais profundidade táctica, especificidade do treino e até qualidade individual, há quem ainda não entenda que os outros possam ser simplesmente melhores e que não basta correr e suar a camisola para ganhar jogos.
Ameaçar, insultar e agredir nunca poderão ser sinónimos de exigência nem de defesa do próprio clube. Pior, aumentam a pressão e a ansiedade, e não são mais do que tiros nos próprios pés, ao passar todos os limites do concebível. Pior é ter de, em pleno 2018, explicar isto.
Um futebol que se quer moderno não pode ter estes adeptos, e os clubes têm de percebê-lo. Devem proteger os atletas, os treinadores e os outros que realmente gostam do clube e do jogo. Não há, nem pode haver, meias-medidas.
Cenas inacreditáveis as passadas na Amoreira, e sobre as quais muitos já falaram e escreveram. Não me parece que tenham existido em nenhum momento razões para dúvidas.
Em caso de risco de segurança não pode haver hesitações, nem nunca em nenhum momento aquela bancada, mesmo que parcialmente, deveria ter sido novamente reaberta e preenchida.
Uma hora de espera para anunciar o óbvio é impensável. Felizmente, ainda foram a tempo de evitar colocarem-se a jeito de uma tragédia.
Os técnicos saberão agora tomar uma decisão técnica sobre a responsabilidade do ocorrido, e os órgãos competentes descortinar, a partir da mesma, se deve haver ou não consequências. De forma simples, estruturada, sem politiquices à mistura."

Alvorada... do Zé Nuno

Benfiquismo (DCCXXI)

Mais uma faixa...!!!

Lanças... Onda e Rachas !!!

Liderança...

Benfica 9 - 5 Infante Sagres

Demasiados golos sofridos, num jogo que só ficou 'tranquilo' a cerca de 11 minutos do fim!!!

Com a derrota dos Lagartos no antro da Corrupção, voltámos à liderança isolada... Temos uma 2.ª volta, somente com um jogo fora com os candidatos (Corruptos) - os Corruptos também 'só' vão a Alvalade -, mas as deslocações a Barcelos e a Valongo podem ser perigosas...!!!

Jonas não fala para o boneco

"Ao contrário do que se dizia por aí, o Benfica está bem vivo e as desconsiderações e aleivosias de que tem sido lavo até o reforçam.

Teatro de robertos
Grande jogo de campeonato em Braga! Vitória indiscutível do Benfica que, assim, vem evidenciando um desempenho mais conforme com as naturais expectativas de continuar a ser campeão nacional. Um onze finalmente estabilizado, jogadores em melhor forma, uma dinâmica mais sustentada e estável, têm contribuído para que continue a haver uma boa probabilidade de chegar ao fim em primeiro lugar. Difícil? Claro que sim, até porque os rivais vão à frente e cedem poucos pontos. Mas, ao contrário do que se dizia por aí, o Benfica está bem vivo e as desconsiderações e aleivosias de ue tem sido alvo até o reforçam. Aliás, eu, como benfiquista, até os agradeço. Foi assim com Jorge Jesus há dois anos, quem sabe se não será assim com os 'bonecos' do filho de Sérgio Conceição e outros considerandos de outras personagens pagas em redor do futebol. O que o treinador do Porto disse, está dito. Acho até bem que não se deixe envolver em falsas hipocrisias de se desculpar do que no seu íntimo continua a valer (parece, aliás, que o boneco do filho não tem modo e cara de arrependido). E, depois, há esse assomo indiscutível de personalidades. O homem é coerente, como se tem visto. Orgulha-se de ser frontal, dizer tudo o que pensa, logo de tudo está desculpado, tal qual um boneco insuflável. O problema está nos que têm cuidado em pensar antes de falar, isso é que é indesculpável.
Já agora, permito-me tecer algumas considerações sobre as estafadas e inúteis 'conferências de imprensa' que os treinadores têm de fazer antes dos jogos, com honras de tudo interromper nos canais televisivos que quase parecem canais desportivos. E o que lá ouvimos? Três tipos de considerações: as primeiras são as tão inúteis, quanto banais e lapalissianas frases sobre o jogo que se vai efectuar com frases do tipo «vamos procurar ganhar», «sabemos do valor do adversário», «procuraremos entrar fortes», «jogamos sempre para os três pontos», «vamos ver se A joga, logo verão amanhã», etc., etc. As segundas, invariavelmente para assinalar as dificuldades que o adversário vai colocar numa lógica bastante defensiva e quase cautelar, seja o oponente o Barcelona, o último classificado da Liga ou um depenado clube da 3.ª divisão que calhou num sorteio qualquer. Então, logo se diz «conhecemos bem o adversário», «sabemos do seu valor», «temos consciência da dificuldade de jogar naquele ambiente», «temos de correr muito para o levar de vencida», «esta equipa supera-se em jogos como este», etc., etc. Finalmente, o terceiro prato destas conferências, por certo, o mais excitante e guloso. Responder a perguntas (algumas não só expectáveis, como julgo combinadas previamente) sobre tudo menos sobre a jogo que se vai efectuar. Aí se vertem ditames, se expelem ódios indisfarçados, se mandam recados cabalísticos, se amesquinham colegas de profissão, se dá azo a devaneios personalísticos, se insinuam caminhos e atalhos. É o momento zen dos encontros com os jornalistas. É a compita para ver quem produz o melhor sound bite da semana, que depois é reproduzido ad nauseam por tudo o que é informação e redes sociais. E, assim, o jogo é esquecido e os protagonistas são outros. Neste terceiro capítulo - e deixando de lado a arbitragem (essa é o ponto forte das conferências de imprensa depois dos jogos) - há uma secção totalmente dedicada ao Benfica. Isto é, os treinadores do Sporting e do Porto, mesmo sentados para antever um qualquer jogo com outro clube, o Carcavelinhos ou o Alcobaça, não resistem a falar de um terceiro que para ali não é chamado, o Sport Lisboa e Benfica. Já pude constatar que há conferências onde se fala muito mais do Benfica do que do clube que o treinador representa! Eis a prova real do incómodo que o meu clube suscita e da patologia que provoca na atitude dos outros. As conferências de imprensa até poderiam passar a chamar-se simplesmente 'Benfica e outros assuntos menores'.
Em suma, venham mais cinco bonecos em modos distintos, que os jogadores do Benfica agradecem e estão disponíveis para, em modo ricochete, os devolver.

Jonas
Todas as palavras serão insuficientes para caracterizar a qualidade deste jogador. Eficaz, fazendo do futebol uma coisa simples nos movimentos, passes e posições. Tem uma leitura integral do que deve ser um jogador moderno a atacar, a desmarcar, a rematar e até a defender, combinando a individualidade com a totalidade. Além disso, jogo sem futilidades, sem adereços parvos ou penteados folclóricos.
Jonas é um jogador inteligente. Sabe criar espaços onde parece não os haver. Sabe dosear o esforço na exacta medida da procura da eficácia que se pede a um atacante. Sabe conciliar, como poucos, o jogo colectivo com as virtualidades da magia individual. É rapidíssimo, a pensar e mais ainda a executar. Pratica sistematicamente a cultura do jogo simples, o que é o mais difícil.
Jonas é um atleta solidário e bastante laborioso. Percorre quase todo o campo em movimentos de elegância e em esquadria de precisão. Tem 33 anos, algumas cãs precoces, mas possui a energia mental e psicológica de um jovem no início da carreira e no dealbar dos sonhos.
Agora num esquema de jogo diferente, continua a ser letal, quer nos golos, quer nas desmarcações, quer nas assistências. Fisicamente parece este ano muito melhor, apesar de um ano mais velho. Assim se mantenha, sem lesões, porque é o jogador mais decisivo para o almejado penta.
Gosto de o ver festejar os golos, sobretudo por duas razões: a primeira, pela alegria e jovialidade que nos contagia, como se fosse o seu primeiro golo; a segunda, porque sempre chama quem lhe proporcionou o passe ou o momento para marcar, assim sinalizando, solidariamente, que não há grandes momentos individuais se não houver capacidade colectiva.
Nesta passagem da primeira para a segunda volta dos campeonatos europeus, Jonas é o melhor marcador da Europa, com 21 golos apontados (em 18 jornadas, só não marcou 2 vezes e só não marcou uma vez - em Chaves - sempre que o Benfica fez golos). Infelizmente, sem hipótese de vencer a 'Bota de Ouro' porque Portugal desceu no ranking e os golos por cá têm agora uma ponderação de 1,5 em vez de 2, como acontecia até à época passada.
Notável jogador e atleta!

Disparidades
Bem sei quão é a subjectividade (não confundir com parcialidade) na apreciação de um jogo ou no desempenho de jogadores. Mas, que diabo, custa crer que, nesta última jornada, os jogadores titulares do Sporting tenham somado 72 pontos para A Bola e os do Benfica se tenham quedado com 63 pontos! No Sporting, que, em Alvalade, até teve dificuldades notórias na primeira parte contra o 16.º classificado, só um jogador (Acuña) teve menos do que 6 pontos e 6 jogadores tiveram mais 7 ou 8 pontos. Pois no Benfica, em Braga, e apesar do título de capa ser elucidativo ('Categoria'), houve 5 jogadores abaixo de 6 pontos (por exemplo, Fejsa!) e 3 com 7 pontos. Será que vimos os mesmos jogos?

Contraluz
- O título que faltava: O Benfica venceu a Taça da Liga em futsal
Bateu, sem apelo nem agravo, o Sporting que, ultimamente, tem dominado a modalidade. A partir de agora, o Benfica tem, no seu historial, o título europeu, o nacional, a taça, a supertaça e a taça da liga. Parabéns a Joel Rocha e a sua equipa!
- O tomba-gigantes: Caldas Sport Clube...
... que chegou às meias-finais da Taça de Portugal. Não sei se é caso único, mas é um feito um clube do 3.º escalão ter chegado tão longe e poder almejar ir ao Jamor defrontar o FC Porto ou o Sporting. Lembro-me de, no final dos anos 50, ver o Caldas na 1.ª Divisão e, até por isso, fiquei contente por este feliz momento do clube.
- Decepção: Real Madrid
Ainda que com um jogo por disputar está a 19 pontos do Barcelona, a 11 do Atlético de Madrid, a 9 do Valência e luta com o Villareal e Sevilha pelo acesso ao play-off da Champions (4.º lugar)! Inexplicável, mesmo tendo em atenção a má forma dos principais jogadores. E, agora, tem pela frente um jogo a eliminar com o endinheirado PSG..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Alvorada... do Manteigas

Ou vai ou racha

"1. Olhando para a qualidade e personalidade de Rúben Dias, o Benfica não deve pensar no melhor preço para vender, antes na melhor forma de o segurar e fazer dele o novo Luisão. O primeiro passo é deixar de gastar dinheiro mal gasto em jogadores de qualidade duvidosa (no mínimo). É que tudo somado... Risco por risco, mais vale apostar nos miúdos da casa, mas o que o plantel precisa agora é de uns reforços a sério. Ou será que a exibição com o Sporting e a vitória em Braga voltaram a sedar Vieira perante a necessidade de ir ao mercado, tal como aconteceu no verão?
2. Desta vez foi o director de comunicação do FC Porto a baixar o nível para lá do aceitável. Uma coisa são acusações com base documental (e-mails), outra é escrever que «há gente que fica estranha durante os jogos com o Benfica». Um tweet de fazer inveja a Donald Trump.
3. Claro que Rúben Ribeiro te qualidade, é inegável, mas insisto: qual seria o rendimento de um Iuri Medeiros, por exemplo, se em dois anos e meio da era Jorge Jesus tivesse um pingo de confiança que foi dada a RR7 em poucos dias? Talvez os jovens da academia do Sporting (cada vez com menos espaço no plantel principal) tenham de nascer dez vezes. Isto, claro, se não houver qualquer problema de acasalamento.
4. Sou a favor da tecnologia no futebol e não sou contra o VAR (apenas céptico, cada vez mais...) mas concordo com Jorge Valdano: as injustiças parecem agora científicas. Como tal, são mais perversas, mais difíceis de entender, provocam mais ruído. Não podemos olhar só para os lances em que o VAR resultou, temos de olhar também para aqueles em que devia ter resultado e falhou. Ao contrário do que muitos querem passar, com o VAR a verdade desportivo está nos dois lados, não apenas no primeiro.
5. A presença do Caldas (o Leicester do Oeste) nas meias-finais da Taça de Portugal é uma lufada de ar fresco. Precisamos de mais histórias assim. No futebol e na vida."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

O tempo ajudará a perceber melhor

"Bruno de Carvalho, fazendo uso do seu estilo tão peculiar, saiu em defesa de Manuel Fernandes, na sequência de uma troca de argumentos entre o ex-capitão leonino e Rodolfo Reis, antiga lenda portista, no Play-off da SIC Notícias. Passando ao lado da terminologia usada pelo presidente do Sporting, será interessante, contudo, analisar dois argumentos utilizados como arma de arremesso contra Rodolfo Reis, por visarem, simultaneamente, o FC Porto. Bruno de Carvalho fez questão de escrever «já tu nunca te livrarás de ser um vendedor de fruta! Tu não precisas de cartilha, basta-te uns quinhentinhos».
A poucos dias de uma série de quatro enfrentamentos entre Sporting e FC Porto para a Taça da Liga, a Taça de Portugal e a I Liga, fica no ar a dúvida de se saber se estamos perante o fim da aliança (pelo menos tácita) entre leões e dragões, que tem  mantido os dois emblemas em ordem unida contra o rival da Luz, ou se tudo não passou de um pontual excesso facebookiano de Bruno de Carvalho.
Atendendo ao que está em jogo na presente temporada, em que apenas o campeão tem acesso directo à Champions, o segundo segue para a terceira pré-eliminatória e o terceiro tem por certa a presença na Liga Europa, não será de estranhar que os antagonismos se refinem à medida que vá ficando mais definida a classificação. Por isso, valerá a pena esperar, para já, pela meia-final da Taça da Liga entre leões e dragões para se perceber melhor o peso real do ataque de Bruno de Carvalho a Rodolfo Reis e se valerá a pena enquadrá-lo no contexto mais vasto da luta em curso pela supremacia no futebol português."

José Manuel Delgado, in A Bola

Cervi com olhos postos no Mundial

"Durante muitos anos, os treinadores entenderam que uma equipa de futebol devia ser composta por jogadores com perfil de raguebistas: altos, fortes, aptos para a luta e choques sucessivos. O tempo encarregou-se de recuperar para a causa os baixos e talentosos que dominam, com inteligência, critério e sentido prático, uma arma sempre fundamental: a velocidade de reacção. O carácter vigoroso é um dos traços mais relevantes desse tipo de futebolistas. Os entendidos veem no impulso um fenómeno reactivo que compensa a aparente desvantagem funcional pela falta de centímetros. Valdano definiu assim os jogadores de baixa estatura: "São personagens de Walt Disney metidos em coisas sérias."
Cervi tem aparência frágil (1,66 m) e fisionomia de adolescente. O perfil de imaturo esbarra na criatividade, no instinto e na imaginação, pelo que nunca poderá ser desprezado. Como todos os artistas, é insolente no modo como acredita nas suas qualidades, mais agora que agregou continuidade ao talento e conhece os benefícios provocados pelo amparo de uma equipa e de um clube nos quais impera qualidade técnica e organização estrutural.
Era um grande jogador mas estrito nas soluções que apresentava; tinha a matéria-prima dos predestinados mas faltava-lhe a evolução inerente à aprendizagem. Deslumbrava por ser eléctrico, talentoso e de decisões instantâneas; desestabilizava pelo frenesim da atitude e pela coragem com que seguia o instinto; limpava adversários do caminho com tremenda facilidade, revelava articulação notável para executar a 200 km/h e era muito eficaz nos lances de aproximação à baliza. Um ano e meio depois do primeiro impacto como futebolista em permanente estado de exaltação, que não pegou de estaca no Benfica, o argentino deu passos seguros para se completar e corresponder em pleno aos genes criativos que lhe correm nas veias. Era um jogador imprevisível e muitas vezes imparável em espaços curtos, evoluiu para um entendimento mais completo e abrangente do futebol. 
Com o tempo, fez evoluir a eficácia de intervenções avulsas (muitas delas decisivas) para o sentido mais amplo do que são os interesses da equipa; não perdeu o estilo frenético de quem assenta em ganas e ama a velocidade mas acrescentou-lhe o entendimento das vantagens de travagem e pausa para poder tomar decisões ainda mais contundentes. As mais recentes exibições confirmam-no como jovem (23 anos) que se empenhou no crescimento pela via da aprendizagem táctica; da necessidade de dominar o futebol através das suas chaves colectivas; de pensar um pouco para lá do óbvio e estimular a capacidade para entender que há vida (e jogo) para lá do talento individual – num fenómeno tão complexo, feito de estratégia e de vasta cadeia de cumplicidades, ninguém atinge o máximo testando apenas a magia de truques exclusivos e de milagres que, quando resultam, conquistam plateias. Até porque a procura da glória também pode ser uma roleta russa de resultado incerto, capaz de deixar os treinadores à beira de um ataque de nervos.
Cervi tornou-se um jogador muito mais completo, que subiu um patamar na hierarquia e consolidou lugar entre os melhores argentinos da actualidade. Superou os efeitos da dúvida, seguiu os conselhos de Rui Vitória e adaptou-se a um tipo de futebol mais exigente, que desconhecia e para o qual não chegam as aptidões naturais. Cervi aprendeu porque não teve pressa e não se deixou abater pelas dificuldades; recolhe agora os frutos de ter investido no estudo e ter acreditado na competência de quem o rodeia. A expressão total da sua grandeza futebolística está bem encaminhada, agora que logrou uma das conquistas mais relevantes: a total confiança dos companheiros. Se mantiver o nível até ao fim da temporada, tem fortes probabilidades de estar no Mundial da Rússia.

Rúben Ribeiro matou as teorias
Rúben Ribeiro fez explodir todas as teorias e lugares comuns em situações análogas: uma coisa é ser bom em equipas mais modestas, outra numa grande potência (e ele foi bom nas duas); precisa de tempo para adaptar-se a uma nova realidade (e ele, com quatro dias de trabalho, jogou como se ali estivesse há quatro meses); que aos 30 anos já pouco pode oferecer (e ele mostrou que tem ainda muito para dar).

A qualidade de João Amaral
João Amaral é um avançado talentoso, irrequieto e com boa chegada. Tem 7 golos na Liga e é, a par do vila-condense João Novais, o melhor marcador português do campeonato. A sua afirmação numa equipa em dificuldades prova que, mais importante para um jogador se expressar, acima dos resultados, é a proposta que apresenta. O V. Setúbal joga o suficiente para valorizar jogadores. É uma esperança.

Uma nova etapa no Belenenses
Silas é o novo treinador e regressa a casa com José Pedro – salvo melhor opinião, os dois melhores jogadores que o clube teve neste século. Sim, o saber está acima de tudo mas, numa altura em que faltam vínculos à história, a SAD faz bem em recorrer a genes do Clube de Futebol "Os Belenenses". Porque a mudança era necessária e Silas tem crédito, talvez os adeptos voltem a sentir-se parte da solução."