Últimas indefectivações

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Benfiquismo (DCCCVIII)

Denúncia sobre a estrutura e estratégia do FCP (e SCP) que envolve Magistrados e quadros da PJ, para difamar e caluniar o SL Benfica



"Exmo senhores,
O que vimos denunciar é de enorme gravidade.
E fazemo-la de forma anónima, em defesa da nossa integridade física e por receio de represálias, tendo em conta o nível de ligações, inclusive ao setor da Justiça e da própria Policia Judiciária na estrutura informal criada.

A Estrutura
Desde de Abril de 2017 que um grupo restrito de responsáveis do Futebol Clube do Porto se reúne semanalmente numa sala do Hotel AC Hotel Porto Marriot, em prol da concretização de um plano que visava destruir a hegemonia do SLB e criar uma rede que desse corpo a essa estratégia na justiça, nas forças policiais e nos media.
O surgimento desse projecto surgiu quando foi concretizada a possível compra da correspondência privada do SLB, os famosos emails, que foram entregues em três momentos distintos.
Denunciamos que dessa estrutura base fazem parte Adelino Caldeira (Administrador do FCP), Luís Gonçalves (Director Geral do FCP), Manuel Tavares (Director Geral do FCP Media), Francisco José Marques (Director de Comunicação do FCP), contando para a concretização da sua estratégia com os contributos do Juiz Conselheiro do STJ, José Manuel Matos Fernandes (Presidente da mesa da assembleia Geral do FCP) e os agentes da Polícia Judiciária do Porto, Monteiro Ferreira, Barba Rocha, Duarte Vaz e Faustino com um longo passado de colaboração com o clube.
Mais tarde para as redes digitais e montando os blogues que clandestinamente divulgavam os emails roubados ao SLB, a coordenação foi feita por um Grupo que integra o deputado Tiago Barbosa Ribeiro, Pedro Bragança (Baluarte dos Dragões) e Diogo Faria que utilizaram a sua rede de colaboradores para massificar essa informação. Quem também colaborou nessa estratégia digital foi a equipa liderada por Ricardo Pereira da empresa eComOn, curiosamente a empresa que gere plataformas do FCP e que está sediada em Lisboa.
Consolidada a estratégia, para reforço da sua promoção, comunicação e divulgação foi feita também a famosa reunião do Altis em Lisboa que juntou da parte da comunicação do FCP, Manuel Tavares e Francisco José Marques e da parte do SCP, o seu director de comunicação, Nuno Saraiva.
Nessa reunião foi partilhada a existência da vasta informação da correspondência privada do SLB e definiram-se timings, tendo ficado também definido que através das estruturas informais do SCP, existiria partilha de informação para criação de blogues, que também difundissem essa informação e que existisse cooperação de esforços para a concretização da estratégia de comunicação.
Da parte do SCP, toda a equipa das redes digitais seria liderada por João Duarte da empresa Youngnetwork, que gere diversos blogues associados à direcção de Bruno de Carvalho e presta serviços para as diferentes plataformas de comunicação do SCP. Aliás é nesta empresa que trabalham os bloguers que têm criado os diversos domínios que têm difundido os emails roubados do SLB. 

Estratégia de Comunicação
A estratégia de comunicação definida passou por diferentes fases e foi-se adaptando conforme as circunstâncias.
Mas ficou decidido que seria Francisco José Marques no Porto Canal a ser o ponta de lança e porta voz das denúncias, de forma a que passa-se nos media, existindo sempre pronto acompanhamento de reacções por parte do director de comunicação do SCP. Analisados os dados e tendo em conta a colaboração da própria equipa da PJ, através dos nomes atrás identificados, foi decidido que:
a) Manuel Tavares pelo elevado conhecimento e alguma predominância sobre a direcção e os jornalistas de alguns órgãos de comunicação social ficaria com a ligação e articulação com o Jornal de Notícias, Jogo, RTP Porto e rede de comentadores do clube nas Televisões.
b) Que Nuno Saraiva, pelo nível de envolvimento com o sub director do expresso, Nicolau Santos, mas sobretudo pelo controlo e ligação entre Bruno de Carvalho e o jornalista Pedro Candeias, procuraria alimentar aquele jornal de enorme importância para quebrar a ideia de que só com o JN e Jogo seria mais uma história do Porto.
Posteriormente e com o desenvolvimento de todo o processo, esta estratégia reforçou-se, ainda mais quando responsáveis do FCP se gabavam que na equipa que na PJ de Lisboa coordenavam as investigações aos diversos casos sobre o SLB, estava um fervoroso adepto do FCP, que lhes garantia que tudo seria feito para se criar a ideia de que existia uma estratégia de domínio do SLB do futebol português e que estaria disponível para passar informação a um ou dois jornalistas de confiança.
Foi neste quadro que surgiu a ligação ao jornalista, também ele adepto assumido do FCP, da Revista Sábado, Carlos Rodrigues Lima, aparentemente insuspeito por ser um jornalista especializado e reconhecido pela sua ligação à área da justiça e que se tornou no eixo central de toda a informação que era passada para o grupo Cofina.
Ao mesmo tempo, reforçou-se a informação transmitida ao jornalista Pedro Candeias do Expresso, que passou a receber informação de uma pretensa fonte da Polícia Judiciária que se assumiu desde o primeiro momento como fazendo parte da equipa central de investigação em Lisboa — o tal elemento com ligações ao FCP, atrás referido - e que deu origem às sucessivas notícias que o Expresso tem publicado (sempre citando fontes da PJ) que fala de toupeiras do SLB no Ministério Público e que dá, pela primeira vez, voz à tese de que existia uma estratégia do SLB para dominar o futebol português. 
Apesar de ter inicialmente suscitado duvidas ao FCP, porque tinham informação de que Pedro Candeias seria simpatizante do SLB, rapidamente o director de comunicação do SCP tranquilizou garantindo que tinha absoluto domínio sobre o seu trabalho e que ele tinha um ódio de estimação ao presidente do Benfica e uma forte ligação pessoal a Bruno de Carvalho.

As mais Recentes Evidências
Mas a enorme gravidade de tudo o que até agora relatámos aumenta, quando se prova a forte influência que o FCP tem tido sobre diversas decisões difíceis de compreender por parte de responsáveis da Justiça no território do Porto e do Norte, como se demonstra nas seguintes recentes decisões:
a) Decisão do Tribunal de Guimarães e do representante do Ministério Público no processo que envolve e liga Pinto da Costa e Antero Henriques à empresa de segurança SPDE no processo Fénix, inclusive objecto de recurso por parte do DCIAP e que vai custar um processo disciplinar ao próprio representante do Ministério Público;
b) Decisão do juiz de primeira instância, Fernando Cabanelas sobre a Providência Cautelar apresentada pelo SLB, assumindo o juiz neste caso ser adepto do FCP. Decisão posteriormente revogada por unanimidade por parte do colectivo de juízes desembargadores do Tribunal da Relação do Porto;
c) A forma como quando 4 dos 5 jogadores do Rio Ave foram chamados pela PJ do Porto para serem ouvidos no âmbito do caso da eventual combinação de resultados, à frente de todos, um dos agentes deu ordem para o quinto elemento, o jogador RAFA se retirar comentando "Epá este gajo é nosso. É emprestado pelo Porto. Podes ir embora." Tendo sido afastado do processo, sugerindo que questionem qualquer dos outros jogadores que confirmam este episódio.
d) As constantes fugas de informação sofre o caso dos emails ( só no processo em que o SLB é acusado), vouchers e a forma como surgiu na comunicação social as suspeitas sobre o pretensos jogos comprados com envolvimento do SLB;
e) As constantes fugas de informação para o jornalista da Sábado que sabia dos timings em que os emails iam ser divulgados nas redes digitais e produzia de imediato notícias deles, gabando-se inclusive junto dos seus amigos portistas no seu facebook pessoal, antes mesmo de fazer as notícias; 
f) O mesmo jornalista que em plena redacção disse alto e bom som que a PJ estava a chegar à luz e a casa do presidente do SLB, quando das últimas buscas em torno do caso que envolve o juiz Rui Rangel, regozijando-se que "é desta que o apanhamos";
g) As fugas de informação passadas para o Jornal de Notícias e jornal Record sobre os hipotéticos jogos comprados e que foram dadas de forma tão leviana que quiseram fazer ligação com o jogo Rio Ave-Benfica da época de 2014/2015 , não reparando que um desses jogadores estava numa equipa francesa nessa altura e um segundo não tinha jogado por estar castigado;
h) As fugas passadas ao jornal Expresso de quem se não se eximia de se assumir como fonte da Polícia Judiciária e sempre de teor negativo para o SLB;

A Decisão sobre o Processo de Investigação ao SLB
Para piorar todo este conjunto de factos e situações que merecem ser investigados com todo o rigor, denunciamos que, desde há duas semanas, que o núcleo restrito do FCP atrás referenciado, garante e gaba-se em reuniões internas da administração do FCP e em contactos com jornalistas que têm a garantia de que o processo da PJ que concentrou vouchers, emails e jogos comprados que envolve o SLB, concluirá por uma acusação conforme os seus desejos, apesar de reconhecerem que era difícil provar algum crime de corrupção ou tráfico de influência em concreto.
Afirmam, de acordo até com aquilo que foi passado ao Expresso, de que tinham a garantia do tal elemento da equipa da PJ que seria adoptado no relatório final a tese de que existia uma estratégia por parte do SLB para controlar diversos e fundamentais sectores do futebol português, e que tal seria provado, não por evidencias concretas, mas através da montagem de uma espécie de puzzle com base em diferentes emails, interpretando que tudo obedecia a essa orientação e que seria suficiente para defender junto do Ministério Público, que existiam indícios de corrupção e tráfico de influência desportiva.
Como prova desta tese surge a fonte da Polícia Judiciária que transmitiu ao jornal Expresso esta tese. 
A mais recente noticia comentada nesse grupo, foi que o tal elemento da equipa de Lisboa da PJ teria sossegado os seus colegas atrás citados do Porto, que iriam desvalorizar a solicitação do empresário César Boaventura para ser ouvido, e também sobre as acusações que ele directamente começou a fazer sobre jogos da mala e nomes da rede de influência que o FCP tem activa neste momento.
E que também as eventuais suspeitas sobre o recente jogo Estoril - FCP seriam desvalorizadas.
Tendo inclusive realçado que, para desviar as atenções, teria sido dada aquela história de que a PJ não descartava a hipótese de uma toupeira interna do SLB no caso dos emails roubados, ao Pedro Candeias do Expresso, apesar de quem está com esse processo ser daqueles que não gosta de falar sobre os processos que tem em mão.

Conclusão
Todos os factos aqui denunciados podem ser facilmente confirmados. O nível de relações promiscuas e de controle de alguns sectores e quadros da justiça por parte do FCP a Norte, comprova-se pelo escândalo como o representante do Ministério Público e o Tribunal de Guimarães omitindo factos provados, arquivaram aquele processo, numa decisão sobre a qual o próprio DCIAP quer recorrer, quer pela decisão do Juiz que chumbou a providencia cautelar do SLB sobre a divulgação dos emails.
Toda a gente no Porto sabe quem são os representantes da justiça que costumam frequentar os camarotes do estádio do dragão, pertencem aos seus órgãos sociais e têm um longo historial de decisões que ultrapassam qualquer lógica sempre que está em causa os interesses de Pinto da Costa e dos dirigentes do FCP.
No que se refere à Polícia Judiciária, basta ver a quem, de que forma e qual o sentido de todas as fugas de informação sobre o processo dos emails e quem que são as fontes das notícias assumidas como exclusivas sobretudo para o Expresso, Jornal de Notícias e revista Sábado.
Finalmente, a necessidade de se analisar com rigor, o despudor com que responsáveis do FCP comentam e se gabam de viva voz de controlarem o processo de queixas que está a ser investigado sobre o SLB e informam com antecedência das fugas de informação os seus canais nos media e articulam até essas fugas.
Todos estes factos pela sua gravidade merecem uma investigação independente e rigorosa porque é a imagem de credibilidade e rigor das instâncias judiciais que está em causa, sendo preocupante que elementos da administração do FCP com total despudor inclusive passem para dirigentes do SCP que têm tudo sob controle.
Desta denuncia daremos conhecimento a diversas instâncias, em nome do bom nome e defesa do Estado de Direito e da credibilidade das instituições, a saber Ministra da Justiça, Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Procuradora Geral da República, Director do DCIAP, Director Nacional da Polícia Judiciária, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol e Presidente da Liga Portugal. 
Porto, 23 de Fevereiro de 2018"

A diferença que faz um treinador

"O melhor futebol praticado em Portugal não é de nenhum dos três grandes. Está em Chaves e tem um responsável: Luís Castro. Claro está que o Chaves é uma equipa bem mais fraca do que Benfica, Porto, Sporting, Braga e até Rio Ave. Com um orçamento mais reduzido (3 milhões, abaixo de Rio Ave – com 6 – e de Braga – com 12) e com um valor de mercado, de acordo com o Transfer Markt, que é, apenas, o nono da Liga NOS, o diferencial na qualidade individual dos jogadores e, não menos importante, uma estrutura bem mais recente na Iª Liga e menos profissional, ajudam a explicar o lugar ocupado na tabela classificativa.
Mas uma coisa é olharmos para os resultados do Chaves, outra, bem distinta, é reconhecermos uma ideia de jogo consistente, baseada na posse de bola, num futebol posicional, que não pode deixar de entusiasmar quem goste, de verdade, do desporto rei. Sintomaticamente, pelas redes sociais pululam vídeos virais do Chaves de Castro, à imagem dos do Nápoles de Sarri, do City de Guardiola ou do Bétis de Setién. Em todos os casos, um futebol envolvente, com as equipas a chegarem juntas à baliza, muita circulação de bola e uma elegância plástica que, se depreende, é tradução de uma ideia de jogo desafiante.
Por isso mesmo, é de inteira justiça o espaço dedicado a Luís Castro no último número da The Tactical Room. Numa interessante entrevista na revista dirigida por Martí Perarnau, Castro elabora sobre a sua ideia para o futebol. Não é um discurso sobre gestão de emoções ou sobre o papel da vontade de vencer. Bem pelo contrário, é uma conversa onde se prova que, também, no futebol os aspectos emocionais decorrem de uma abordagem racional.
Recupero duas ideias de Luís Castro: "uma equipa, em posse, tem de jogar sempre pensando no colectivo, e para que isso aconteça, todos se têm de posicionar de modo adequado. (...) é muito difícil uma jogada em que se integre a totalidade dos onze jogadores terminar numa situação de golo"; mas o treinador não esconde o seu "orgulho com o modo como a equipa trabalha para o alcançar. É o que procuramos nos treinos diários (...), um reflexo da nossa ideia de jogo". Uma ideia de jogo e treino orientado para a traduzir em campo.
Parece evidente, mas é uma abordagem que merecia ser mais partilhada. Até porque, após ter-se sagrado campeão da exigente IIª Liga com o Porto B (facto notável, considerando a realidade das equipas B e a maturidade competitiva de muitos dos clubes que disputam a competição), depois de, já no ano passado, ter sido autor do futebol mais interessante da Iª Liga, quando conduzia o Rio Ave, agora, quando se vê o Chaves a jogar, é impossível deixar de pensar o que faria este treinador noutro contexto, com mais recursos, uma estrutura de topo, estabilidade e jogadores com outra qualidade individual. Luís Castro merece-o, mas, acima de tudo, merecem todos aqueles que gostam do futebol jogado em campo."

Em África - O futebol e a política dos afectos

"É no jornal diário O Público, de 21 de Fevereiro do corrente ano, que deparamos com a fotografia de Miguel A. Lopes, da Agência Lusa, publicada na página de política. Enquanto o texto da jornalista Leonete Botelho descreve os sucessivos passos da visita de Marcelo Rebelo de Sousa e o seu encontro com Patrice Trovoada, ocorrido em São Tomé e Príncipe, a imagem regista de forma eloquente o clima vivido.
No centro da foto, em segundo plano, o olhar recai sobre os representantes políticos das duas nações. Estes encontram-se no espaço exterior, uma rua, um largo, uma praça, não interessa, no meio da população. O facto é que os respectivos representantes dos dois Estados reunidos seguem a pé, lado a lado, ambos envergam traje europeu tal como outros elementos do grupo oficial, rodeados por um banho de gente são tomense. Enquanto no passado, ou ainda hoje em alguns dos outros países africanos e não só, a separação entre os governantes, os visitantes e a população seria bem demarcada por áreas separadas, uma situação justificada por razões de segurança, protocolo, ou disposição definida entre planos distintos.
A distinção entre governantes e governados, entre os representantes mais elevados das duas nações e a população era marcada, em geral no passado, por um palanque, mais elevado e afastado do plano térreo, terreno, comum. Estrados materiais, estratos e níveis sociais diferenciados, adiante, em segunda e outras filas subsequentes, aspectos formais, uniformes e trajes, a vincarem a diferença de funções e de posições dentro da hierarquia do Estado. Ausente, o distanciamento formal entre o Estado e a população e, ainda, o respeito devido nestas ocasiões em que, muitas vezes, os formalismos contribuem até para facilitar as actuações convencionais devidas perante as instituições e os estatutos – aqui essa separação não existe. O peso e a seriedade de cerimónias oficiais não fazem parte deste encontro. Nessa imagem, há abraços, mãos dadas, palavras de amigos trocadas, sorrisos e confiança.
No apinhado de gente, sob a mira do foto-jornalista, o separador metálico colocado à cautela entre uns e outros, é coberto pelos corpos que se misturam, as mãos de Marcelo descontraídas apoiadas nesse ponto tal como, no lado oposto, as da pequena criança negra, de olhos grandes, atenta a esse homem, apoia as mãos, enquanto se concentra na observação do que não entende. Descansados, uns e outros, interesse, entusiasmo, alegria. As expressões entre todos exibem um sorriso, ausente apenas no rosto da criança surpreendida com tanta animação, demasiado pequena para compreender o que se passa à sua volta – demasiado pequena para saber da história. Algo se passa, no entanto, e isso atrai os seus olhos grandes que tudo registam, tudo. Nesse mar de gente, nada é sentido como uma ameaça. Pelo contrário, o ambiente é de verdadeira festa, incontida, espontânea.
A foto reforça o texto. Em primeiro plano, no centro da imagem, de costas, segurando uma bola de futebol nas duas mãos erguidas acima da cabeça, envergando o equipamento do Benfica, um são tomense adulto festeja a presença do Presidente português com vivo entusiasmo e, nesses braços erguidos, enquadra Marcelo num largo abraço. O registo suspende uma imagem fortissima: nesse são tomense não há hesitação e o equipamento é explícito. Percebe-se o sorriso, retribuído por Patrice Trovoada, bom entendedor, o equipamento bem visível: T-shirt, boné de pala e bola de futebol vincam, acima de tudo, deliberadamente, o campo do futebol e, através dele, a profunda identificação com Portugal, a cultura popular portuguesa, esse lugar onde se sobrepõe o inconsciente e o consciente, o presente e o passado, interpenetrados numa identidade comum, uma vida, muitas vidas em comum. Ao vestir, literalmente, a camisola, esse são tomense manifesta através do futebol - o vosso clube é o meu clube, a vossa equipa é a minha equipa, os vossos jogadores são os meus jogadores – traços extraordinários que o futebol em particular vinca, marca a unidade, a pertença, a partilha, o grupo, o nós – a identidade. Nessa perspectiva, a bola de futebol, o equipamento, são elementos que afirmam uma identidade comum, lusa, na qual presente e passado se misturam, se unem, estão unidos, se confundem, foram passado, são presente. E, de cada lado, querem ser e construir um futuro comum.
O desporto, que o futebol representa para grande parte dos portugueses – e representa os portugueses, reúne um tempo delimitado e um espaço circunscrito que jamais se confundem no campo do jogo, no jogo. Desse modo, na disposição de todos os jogadores em oposição, propicia-se a relação inicial definida pelos noventa minutos. Esse é um tempo organizado e racional, o tempo do jogo suspenso numa moldura espaço-temporal que, no entanto, está longe de ficar por aí e, assim, persiste para além do jogo. O que é vivido aí, em conjunto, estende-se a um tempo sem limite, a um espaço infindável, pois as relações estabelecidas entre os jogadores duram para além do jogo em si, como se a tensão vivida nesse tempo partilhado fundisse uns e outros num único corpo, num sentir comum.
E no campo, nesse espaço delimitado onde o confronto decorre sobre o relvado, o jogo atrai o olhar, os adeptos, os espectadores, reúne, regula o encontro, a aproximação, constitui o meio, o processo privilegiado, a amálgama da qual se obtém um conhecimento, um re-conhecimento, uma forma de comunicação imediata e simples, um veículo poderoso de integração. De práticas, de valores, de princípios, de estruturas mais profundas do olhar o mundo, do sentir. Na identificação, afirmada pelo trajar do equipamento de uma equipa portuguesa, manifesta-se uma vida em comum, uma memória, um capital cultural, bem como desportivo, social, económico e humano e, também, um tempo e um passado comum, a preservar, um capital de experiência, o cruzamento de culturas a potenciar.
Nesse equipamento onde não deixa de se exibir a bola sublinha-se, sem recorrer a qualquer palavra, a existência de um jogo que perdura entre uns e outros, a cumplicidade e a unidade de uma equipa de futebol, uma equipa que é transnacional, transcontinental, um corpo físico, emocional e afectivo de onde se mantém apagada a diferença, onde todos os elementos presentes representam, de forma bem visível, aquilo que é comum entre São Tomé e Princípe e Lisboa, entre essa África e essa Europa, uma visão do mundo sustentada em interesses e apoios comuns que o desporto anima, aproxima, proporciona. Para além da língua comum, o que já não é pouco, o encontro registado num disparo de câmara fotográfica de Miguel A. Lopes, é possível hoje por um querer comum, um desejo de construir um caminho a não trilhar isolado e onde também o futebol participa, aproxima e identifica. 
Sobre esse campo de encontros e de possíveis, sobressai o esboço de um futuro que se procura, que se quer construir em comum. Nessa relação – lugar onde o jogo, o futebol, o desporto, vincam a participação e a partilha, manifesta-se a luta por algo, em movimento perpétuo, uma ideia, assente na troca. Sendo assim, através do desporto, futebol e outros, afirma-se a possibilidade de um caminho a consolidar, a entrelaçar, a ligar, a fundar pontes, elementos de permanente valorização mútua, de enriquecimento recíproco. O futuro comum, a fortalecer, a fortalecer-nos, constitui um comércio a preservar, possui um conhecimento de extremo valor, edifica um projecto, a reciprocidade inerente a qualquer equipa onde juntos seremos sempre mais fortes. Nesse campo feito de sofrimento e de esperança, de persistência, jamais de abandono ou de desistência, a política dos afectos não foi deixada em casa.
Pelo contrário, parece ter sido alimento essencial constante num território onde os homens valem pelo seu nome, pela sua idade, pelo seu exemplo – por uma vontade comum, soberana. Um terreno de jogo propiciatório a um devir comum que se procura e se constrói no campo dos afectos, do respeito mútuo em que (numa outra foto) o beijo dado e recebido – trocado – entre a senhora são tomense de trança coberta pelo lenço, outrora portuguesa, e o Presidente português, ainda e para sempre meio moçambicano, enfim gente de cabelo branco, esse beijo afirma e confirma a igualdade entre pares.
As duas fotografias publicadas, no referido jornal diário, a documentar a viagem de Marcelo Rebelo de Sousa a São Tomé e Príncipe, são extraordinárias. A escolha do editor foi excepcionalmente eloquente – um tratado de história."

Caminho para o saneamento financeiro

"A Liga, oportunamente, impôs aos clubes/SAD´s um programa de saneamento financeiro, que se aplaude, com término em 2022.
Paralelamente a profissionalização do futebol exige o cumprimento pontual do direito ao salário, conferindo a tranquilidade e a estabilidade aos praticantes e às suas famílias e uma verdadeira igualdade entre competidores. Embora basilar, este princípio continua a sofrer violações.
Com forte intervenção do Sindicato, perante um incumprimento salarial massificado, camuflado pela apresentação de declarações de quitação subscritas pelos jogadores e remetidas às entidades fiscalizadoras, esta realidade é hoje, felizmente, a excepção.
A introdução de procedimentos regulamentares que atribuíram, definitivamente, o ónus da prova ao clube, como não podia deixar de ser, permite-nos dizer que hoje existem mecanismos para identificar os infractores e aplicar sanções. A comissão de auditoria assume especialmente relevância.
Reitero o que já disse noutro contextos, actualmente o revisor oficial de contas certifica o cumprimento das obrigações salariais pelo clube, não basta que o cumprimento seja declarado pela entidade empregadora, ou subscrito pelo trabalhador.
O último controlo financeiro, que decorreu até 15 de Abril e no qual os clubes tiveram de fazer prova do pagamento das retribuições até 30 de Março deste ano, foi realizado no âmbito deste procedimento.
Num ambiente de maior transparência devemos exigir maior responsabilidade, denunciando a persistência de vícios habituais no final de época desportiva.
Quero, por isso, deixar um apelo aos jogadores, para não adiarem o problema. E aos clubes, para que não fragilizem os jogadores e a integridade da competição. Os riscos são demasiado perigosos."

Meditando sobre Atletismo (I)

"Um rápido bosquejo sobre o desporto que, muito provavelmente, mais evoluiu nos últimos 50 anos. Longe vão os tempos das pistas de cinza, das caixas de areia, das fasquias de madeira, das varas de bambu, dos sapatos de bicos, dos cronómetros manuais…
Após algumas tímidas tentativas – como o dardo lançado à maneira basca e o sapato Stepanov, para o salto em altura –, as alterações introduzidas permitiram logo superar os records até então conseguidos e, ao longo dos anos, também com a profissionalização e os novos métodos de treino, atingir máximos nunca antes sonhados.
A introdução das pistas de tartan terá sido, certamente, a novidade que teve maior influência na evolução do Atletismo, dado o efeito directo nas corridas, nos saltos (quer em extensão, quer em elevação) e também, de alguma forma, no lançamento do dardo.
Mas foram determinantes, não só nas marcas conseguidas mas também na espectacularidade dos saltos e dos ensaios, os colchões amortecedores, as fasquias flexíveis, as varas de fibra de vidro (e outras) e toda a electrónica que permite, além do rigor na medição dos tempos, o controlo das partidas e a mais correcta definição das chegadas (o foto finish).
Por tudo isto – e, porventura, outras alterações que não foi possível elencar –, torna-se cada vez mais estranha a manutenção da antiquada tábua de chamada nos saltos em extensão (comprimento e triplo), que obriga os atletas a preocuparem-se com a validação do salto e se reflecte na performance (e, consequentemente, na classificação e até nas medalhas), muito dependentes da distância até à malfadada tábua.
Com ajuda de tecnologia básica é possível definir o ponto exacto em que o bico do sapato inicia o salto, numa área de chamada de tamanho a definir (da ordem dos 60 a 80 cm de comprimento, por exemplo); assim, os saltadores ficam libertos de grande parte das preocupações com a corrida, reduziam-se ao mínimo os saltos nulos e as classificações deixavam de depender de factores aleatórios.
Esta tecnologia poderá também ser adoptada no lançamento do dardo, ficando a contar a distância marcada desde o último contacto do corpo com o solo; hipótese que não será possível aplicar aos restantes lançamentos (peso, disco e martelo), porque feitos dentro de um círculo."

terça-feira, 24 de abril de 2018

O Três Pés não cabia em si de contente!

"Alfredo Abrantes veio lá da zona oriental de Lisboa. Começou por ser ponta direita, mas fixar-se-ia como central. Tavares da Silva, o jornalista que inventou a expressão Cinco Violinos, também lhe arranjou uma alcunha.

Hoje falo de Alfredo. Dizia que se iniciou no futebol jogando na praia Xabregas (chamávamos-lhe o Estádio de Xabregas), ele que depois foi para o Oriental, como não podia deixar de ser, o grande clube da sua zona da cidade.
Andou na Afonso Domingues, mas a bola era demasiado atraente para um rapazinho como ele. Aos 14 anos trabalhava na União das Estamparias, nos Olivais, com uma máquina cardadeira, e dois anos depois passou para a Auto Carbox como aprendiz de mecânico de automóveis antes de se fixar na Fábrica dos Fósforos, essa mesmo que esteve no origem do velhinho Cê-Ó-Eli, Clube Oriental de Lisboa, pois então.
Antes do Oriental havia o Fósforos e o Marvilense e o Chelas. Depois juntaram-se os três à esquina da Rua Zófimo Pedroso à maneira de quem vai cantar o solidó.
No Fósforos, o treinador era Abrantes Mendes, que chegou à selecção nacional e foi figura proeminente no Sporting durante quase toda a sua vida.
Ele percebeu que Alfredo cabia nos juniores do Sporting. E Alfredo foi ao Lumiar prestar provas. Só não ficou porque não quis: 'Francamente, a minha propensão não era o Sporting. O que eu queria era jogar no Benfica. Por mais de uma vez meti pernas a caminho para ir treinar ao Campo Grande... mas chegando ao portão perdia a coragem e voltava para trás'.
A coragem
O futuro de Alfredo passaria pelo seu sonho.
Pelo meio, o Oriental, como já vimos.
Entretanto, sai da direita para o centro: isto é, passa a jogar a defesa central. Contrariado, ainda assim: 'Gostava de correr e de marcar golos. Mas, depois, fui percebendo que estava sempre em jogo e que tinha certa queda para a posição'.
Num encontro de preparação enfrenta o enorme Ben David, do Atlético. A sua exibição foi tão eficiente, que ganhou a alcunha: Três Pés.
'Não sei quem descobriu essa. O certo é que começou a divulgar-se essa alcunha. E em certo jogo contra o Benfica, o dr. Tavares da Silva na crónica do Diário de Lisboa falou pela primeira vez no Três Pés'.
Tavares da Silva: o jornalista da expressão Cinco Violinos. Tinha jeito para nomes.
Três Pés ficou.
O Oriental sobe à I Divisão, o FC Porto convida Alfredo e Eleutério, seu colega no clube.
Eleutério viaja para o Norte, Alfredo não.
No ano seguinte, alguém o procurou no café que frequentava, no Poço do Bispo. Emissário do Benfica.
Alfredo não estava. O ardina da zona ficou com um bilhete que lhe era dirigido: que fosse ao pavilhão do Benfica, na Feira Popular, que se apresentasse para discutir a possibilidade de um contrato.
O Três Pés não cabia em si de contente!
'Confesso que houve uma altura em que receei que o Oriental não concordasse com a transferência. Felizmente, em belo dia recebi um recado para comparecer com urgência na secretaria do Benfica, onde fui informado de que os dois clubes tinham chegado a um acordo. Estreei-me contra o Belenenses'.
Entre 1954 e 1959, Alfredo-Três-Pés, de apelido meio cacofónico Abrantes Abreu, viveu momentos felizes no Benfica. Depois apagou-se.
Com o prémio da transferência abriu uma casa de vinhos e petiscos a meias com o sogro. Quando lhe pediam para escolher o melhor jogo da sua carreira, falava de uma tarde em Caracas, na Venezuela, na disputa da Pequena Copa do Mundo. Defrontara o holandês Wilkes, do Valência, e metera-o no bolsinho do colete, como se costuma dizer.
Tanto lhe fazia jogar com o pé direito ou com o esquerdo.
'Tinha dois pés que valiam por três', escreveu Tavares da Silva.
Três-Pés ficou."

Afonso de Melo, in O Benfica

Alvorada... do Vicente

À conquista de Herne-Bay

" 'Porque nós somos do tamanho que vemos e não do nosso real tamanho físico'.

Estamos a 4 de Maio de 1930. Por volta das 8h da manhã, aqui, no Rossio, faz-se fervorosamente a despedida dos representantes nacionais do hóquei em patins. A honrosa embaixada campeã do Sport Lisboa e Benfica é a escolhida para levar a equipa de Portugal além-fronteiras, pela primeira vez neste desporto. O Campeonato da Europa, que se realizará em Herne-Bay, Inglaterra, contará com algumas das melhores selecções do stick: Inglaterra, Portugal, Suíça, França, Alemanha e Bélgica.
Alguns jornais relatam-nos a chegada dos jogadores, que ocorreu ontem, dia 5 de Maio. Dizem ainda que, depois da viagem cansativa, a equipa se deparou com algumas dificuldades. O hóquei em patins que conheciam tinha ficado em Portugal. Em Inglaterra, este desporto é praticado de forma diferente. O piso é de madeira e não de cimento e, para dificultar ainda mais os estreantes portugueses, os sticks são mais leves e lisos, contrastando com a ligeira curva e a maior peso, que lhes é tão familiar cá. Tudo isto se junta à falta de preparação, visto que já tinham recebido tarde o convite de Inglaterra para disputar a competição.
Ontem, dia 7, Portugal enfrentou a Inglaterra. Ao rinque subiram o guarda-redes Fernando Adrião, o defesa António Adão, o extremo-direito e capitão José Prazeres, o extremo-esquerdo Leonel Costa e o avançando-centro Germano Magalhães. A multidão vibrou intensamente com o primeiro golo luso, marcado por Leonel Costa. Apesar da derrota, o espírito de equipa nunca se desvaneceu, porque eles carregavam o sonho de todos os portugueses.
Nos dias 8 e 9, foram disputados dois confrontos em cada dia. Depois de um jogo difícil, conseguimos um honroso empate a um golo com a Suíça e, embora tivéssemos perdido por cinco contra a Alemanha e sofrido um golo de penálti na recta final contra a França, que ditou a vitória francesa por 2-1, saímos gloriosos no jogo contra a Bélgica, em que vencemos por 3-1.
Hoje, dia 15 de Maio, chegam os jogadores e 'se não fosse (esta) carinhosa recepção do Benfica e por dois ou três «mártires» do stick, nada havia perturbado o silêncio sepulcral, e quase criminoso, que envolveu a nossa embaixada do stick'. Ficámos em 4.º lugar, a par da Suíça, e isso enche-nos de orgulho, pois 'o homem é do tamanho do seu sonho' e nós fomos grandes, em Inglaterra.
Quer saber mais histórias sobre o hóquei em patins? Passe pela área 3 - Orgulho Ecléctico do Museu Benfica - Cosme Damião e venha conhecê-las."

André Santos, in O Benfica

Benfiquismo (DCCCVII)

London Calling...!!!

Benfica FM - pós-Estoril

Uma certeza em Barcelona: Iniesta voltará?

"Saber gerir a carreira é a terceira condição para o sucesso, depois do trabalho –muito trabalho – e do talento natural para um desempenho profissional. Andrés Iniesta confirma agora ter reunido as três qualidades ao escolher o final da época para dizer adeus a 22 anos de Barcelona. Deixará o clube num momento magnífico: após a conquista de mais uma liga, com um avanço merecido e arrasador, e de outra Taça de Espanha, esta ganha no sábado, após uma actuação de sonho a juntar ao livro de ouro exibicional do enorme "capitão".
Tapado, no reconhecimento internacional, pelo nível estelar de Cristiano e Messi, sem a aura mediática de um Neymar, de um Buffon ou de um Ibrahimovic, e sendo ainda um grande jogador, Andrés foi, no pico mais alto de rendimento, tão bom como os dois melhores e, indiscutivelmente, um dos maiores futebolistas de todos os tempos. Podia seguir no Barça? Podia, como lá poderíamos ver Xavi, que mesmo jogando apenas meia parte continuaria hoje a deslumbrar nos culés. Mas os anos não passam em vão, a profissão é exigente e a glória é mais curta que a memória. Daí que a sabedoria seja um dom que manda que se olhe mais além. E atribui-se até, ao imbatível ego de Ibra, numa das suas múltiplas partidas e chegadas de "globetrotter" da bola, uma frase que vale por si: "Cheguei como um rei, parto como uma lenda".
É esse o destino de Iniesta, partir como uma lenda para voltar ao seu reino catalão, um dia ou sempre que queira. Não temamos o julgamento da história do futebol deste maravilhoso protagonista – campeão da Europa e do Mundo, e 170 vezes internacional pela Espanha em todas as selecções – que, aos 34 anos, irá aumentar na China uma igualmente bem resolvida "carreira bancária": mais cedo que tarde, Andrés regressará ao Barça. Palavra de madridista.
Se os jogadores do Sporting, a acreditar em Jorge Jesus, se encontram no limite da resistência física, os do Benfica, vimo-lo na Amoreira, estão também presos por arames no capítulo psicológico. A derrota na Luz com o FC Porto, numa altura em que pareciam ter o campeonato no bolso, teve efeitos demolidores. O golo salvador de Salvio evitou para já o pior mas não bastou para disfarçar as actuais dificuldades dos encarnados. Jupp Heynckes, a propósito do Bayern-Real Madrid de quarta-feira, explicou que no seu trabalho com os jogadores bávaros "o mais importante é a psicologia". Nesta fase da temporada, afinal, todos estão nos limites da sua capacidade e dependentes da energia que lhes restar nas cabecinhas.
O último parágrafo vai desta vez para Rafael Nadal, de novo "ressuscitado" para o grande ténis e apostado em travar, ao mais alto nível, um repetido, inesperado e apaixonante duelo com Roger Federer pelo número 1 do ranking ATP. Quem diria, há dois anos, quando Murray e Djokovic acumulavam torneios e os dois veteranos se debatiam com os primeiros sinais de "reumático", que o tempo voltaria atrás, a história se reescreveria e Roger e Rafa tornariam a liderar o circuito mundial? Ansioso por Roland Garros, louco por Wimbledon – eis como eu estou."


PS: O Benfica pode ter problemas, mas a questão psicológica não é um deles... marcar golos nos últimos minutos é indicador de um conjunto que não desiste... Isto é o problema de escrever sobre futebol e nem sequer se dá ao trabalho de ver os jogos!!! Não basta saber os resultados...!!!

O Nápoles já é campeão

"Cito muitas vezes Santiago Segurola, jornalista espanhol de vários saberes desportivos, por nos ter avisado de que "só os miseráveis se atrevem a dizer que o Brasil de 82 não foi campeão do mundo". Apliquem o mesmo ao SSC Nápoles deste ano, sff. Quero lá saber se ficam com o troféu no fim ou se é a Juventus a festejar de novo, no seu conjunto de individualidades fantásticas que talvez valham o dobro e tenham custado o quádruplo. Fazer história no futebol é muito mais que ganhar, é deixar marca, é emocionar. O que o Nápoles tem feito só não emociona quem não gosta do jogo, que nenhuma outra equipa na Europa é colectivamente mais competente que os italianos do sul e nenhuma outra equipa com aquele orçamento - bem abaixo de Juve, Inter e Milan, próximo do que gasta a Roma - estaria a disputar palmo a palmo este título em Itália, a 4 rondas do fim.
O jogo deste domingo em Turim é para colocar numa moldura e olhar como um quadro de autor. Assinatura: Maurizio Sarri, o maior génio da história do futebol napolitano depois de Maradona. Os 90 minutos foram (todos!) de condicionamento perfeito da construção contrária, de qualidade e confiança em posse, de procura do golo seguindo o caminho treinado sem precipitações. A impressão digital de Sarri é a coisa mais bonita que o futebol europeu tem hoje para reconhecer. Aurelio de Laurentis, o presidente do Nápoles que é produtor de cinema, explicou que escolheu Sarri para realizar este ciclo do clube por ser "um grande estudioso do jogo". Aí está uma bela razão para contratar um treinador, seguramente rara em Portugal e não apenas.
O Nápoles é uma lição com e sem bola. Se ela, é uma equipa que merece ser observada com drone - o que Sarri promoveu nos treinos - para se perceber a harmonia de movimentos e aquela ciência de saber mover-se sem correr atrás de cada rival que passa. Quem quiser estudar uma zona verdadeira só pode começar por aqui. Controlar os espaços é o segredo, tanto aqueles que o adversário busca para receber bola como aqueles por onde ela circula. Em nenhum momento se viu Jorginho ou Alan a perseguir Dybala e em todos os momentos (até ao intervalo, quando foi substituído) o genial argentino esteve transformado num elemento supérfluo, simplesmente porque a bola não lhe chegava. Claro que, em boa parte, não lhe chega porque o Nápoles a tem mais tempo. Recuperar a posse está longe de ser um fim para os napolitanos, que gostam de cuidar da bola, estimam-na mesmo, todos eles, defesas, médios, avançados, até o guarda-redes. Reina é, aliás, sempre o primeiro que sabe o que fazer para construir, que a ideia é criar a partir de trás, de preferência por baixo, com critério e paciência, sempre em busca de superioridade além de cada linha de pressão do rival, nos melhores princípios do jogo posicional. É uma equipa que explora o jogo interior e as combinações no corredor central como ninguém, muitas vezes em admiráveis passes de primeira e beneficiando da largura obrigatória dada por laterais que sabem porque razão sobem no campo (e não, nunca é para cruzar a três quartos do campo, com a baliza ao longe). A relação com os extremos é trabalhada ao pormenor e as variações de corredor mais longas só ocorrem quando encontram alguém solto no espaço e virado para o ataque, que para sair da pressão lhes basta uns palmos de relva. São uma máquina. 
Claro que os jogadores contam, e que o Nápoles os tem de qualidade, mesmo se a Juve lhes levou a mais decisiva individualidade, Higuaín, no início da época anterior. O substituto adquirido, Milik, assombrado por lesões várias, só neste final de época está a dar alguma ajuda, sempre saído do banco. Além dele, Sarri só tem para lançar durante as partidas, gente jovem como Zielinski e Rog, polaco e croata descobertos com arte garimpeira. Não é pela fartura de soluções individuais que se pode explicar com seriedade o sucesso desta equipa, antes pela facilidade com que o génio táctico de Sarri - que andou perdido a trabalhar na banca até depois dos 40 - encontra novos caminhos e desenvolve competências. Farto de saber que o futebol não é um jogo de artes físicas fez de Mertens e Insigne, meias lecas de corpo mas talentos inteiros, as armas certas para atacar sem ter o tradicional homem de área. Só que ninguém como eles desenvolveu a qualidade de receber entrelinhas, rodar, passar, ir buscar, além de que vivem igualmente felizes em espaço curto como em terreno aberto. Como perdido Ghoulam por lesão, fez de Mário Rui um lateral de selecção, a exibir o que tem de melhor - qualidade técnica, inteligência a decidir, critério no passe e no cruzamento. E também fez de Jorginho, metrónomo invisível, um médio sem falhas que equilibra a equipa em todos os momentos, e fez crescer Alan, pequeno dínamo também pescado em equipas medianas, como resgatou Albiol e Callejón que hoje em Madrid talvez nem no banco tivessem lugar. Até cansa. Ah, e transformou Koulibaly, sem favor, num dos melhores centrais do mundo. Montanha intratável pelo ar e nos duelos, o senegalês é muito mais do que isso, também um construtor de qualidade rara, que sabe tirar adversários da frente e passar com risco. A competência dos centrais com bola (até Albiol) é uma das grandes marcas deste Nápoles para a história. Por isso, pelo que cresceu como futebolista e significa na ideia de jogo, talvez ninguém como o gigante da camisola 26 mereceria tanto aquele golo que reabriu a luta pelo título. Como Angel Cappa explicou "podes ganhar ou perder com qualquer ideia mas sem ter uma ideia nunca vais saber jogar bem". O Nápoles tem a melhor ideia. Já ganhou."

Chama Imensa... Batalhas!

Lixívia 31

Tabela Anti-Lixívia
Benfica ........ 77 (-5) = 82
Corruptos.... 79 (+13) = 66
Sporting .... 74 (+17) = 57

Semana relativamente 'calma', sem erros com influência no resultado... mas mesmo assim com lances que merecem destaque, nem que seja para provar a falta de imparcialidade dos árbitros e dos avençados comentadores!!!

No Estoril, assistimos a uma 1.ª parte absolutamente vergonhosa!!! Inacreditável como o Ailton não foi expulso... fez faltas atrás de faltas, quase todas duras... até o Hugo Macron que tinha a intenção de não mostrar um Amarelo antes dos 60 minutos (como vem no manual da manhosice!!!), foi obrigado a mostrar aos 24 minutos!!! Mas o Gonçalo Santos e o Ewandro também escaparam inacreditavelmente aos cartões...
Para completar, não viu um penalty (com expulsão) sobre o Jiménez claro... e se o Macron em teoria até se pode desculpar com o 'ângulo', o VAR, Gonçalo Martins, não tem qualquer desculpa... é uma vergonha, um jogador a sangrar, após uma cotovelada, e o VAR fica calado...
No 2.º tempo, parece que tiraram um curso rápido, e saíram dos balneários em modo 'competente'!!! No golo 'anulado' ao Estoril, ao contrário do que alguns insinuaram, não existem dúvidas... as imagens que o VAR tem acesso são claras...
Ainda houve um lance com o Fejsa na área do Benfica que merece algumas palavras: o lance é realmente parecido com o penalty que ficou por marcar sobre o Zivkovic na Luz a semana passada... é parecido, mas não é igual!!! Existem duas diferenças: o Fejsa não dá nenhum passo 'lateral', roda e fica enquadrado com a bola; e não 'mete' o braço no peito do adversário, o contacto é claramente ombro com ombro...

Ontem, em Alvalade, o VAR já percebeu de Mão na Bola!!!
O penalty a favor do Sporting é claro, ninguém tem dúvidas... o problema é que em muitos outros jogos da Liga, em lances iguais ou parecidos, os VAR's ficam 'calados'!!! Ainda ontem à tarde no Moreirense - Rio Ave, num Canto, houve uma Bola na Mão, e nada foi marcado... mas a 'favor' do Sporting, o VAR não falha!!!
Apesar não ter havido erros graves, a forma como o Verdíssimo conduziu o jogo, principalmente no 2.º tempo, foi vergonhosa... praticamente não se jogou, então os últimos minutos foram um escândalo... A impunidade disciplinar dos Lagartos foi total, o Boavista foi carregado de Amarelos... e quando se chegou aos descontos no final, tivemos mais uma vez a rábula de se jogar 1 minuto em 4 supostos minutos, mas mais uma vez não houve nenhum Capela para somar minutos aos minutos de desconto!!!

Não vi o jogo de hoje dos Corruptos, mas 3-0 aos 16 minutos, contra o Setúbal do Couceiro, que tem ganho muitos pontos nos confrontos com os 'grandes' nas últimas épocas, é significativo...
Talvez se esta semana, se houver rumores de Malas Pretas a caminho da Madeira, as coisas sejam diferentes...!!!
Mas suspeito num Xistra a caminho dos Barreiros... as últimas vitórias dos Corruptos na Madeira têm sido quase todas com o Xistra, provavelmente o árbitro mais nomeado para jogos dos Corruptos na Madeira!!!

Anexo(I):
Benfica
1.ª-Braga(c), V(3-1), Xistra (Verissímo), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
2.ª-Chaves(f), V(0-1), Sousa (Tiago Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
3.ª-Belenenses(c), V(5-0), Rui Costa (Vasco Santos), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Hugo Miguel (Veríssimo), Prejudicados, Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(c), V(2-1), Gonçalo Martins (Veríssimo), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
6.ª-Boavista(f), D(2-1), Soares Dias (Esteves), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
8.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Godinho), Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
9.ª-Aves(f), V(1-3), Almeida (Vítor Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Feirense(c), V(1-0), Godinho (Xistra), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
11.ª-Guimarães(f), V(1-3), Soares Dias (Malheiro), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(c), V(6-0), Godinho (Pinheiro), Prejudicados, Beneficiados, (8-0), Sem influência no resultado
13.ª-Corruptos(f), E(0-0), Sousa (Hugo Miguel), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Estoril(c), V(3-1), Pinheiro (Manuel Oliveira), Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Tondela(f), V(1-5), Tiago Martins (Malheiro), Nada a assinalar
16.ª-Sporting(c) E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Prejudicados, (5-0), (-2 pontos)
17.ª-Moreirense(f), V(0-2), Mota (Godinho), Nada a assinalar
18.ª-Braga(f), V(1-3), Soares Dias (Godinho), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
19.ª-Chaves(c), V(3-0), Esteves (Vasco Santos), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
20.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paixão (Rui Oliveira), Nada a assinalar
21.ª-Rio Ave(c), V(5-1), Manuel Oliveira (Vítor Ferreira), Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Portimonense(f), V(1-3), Xistra (Rui Oliveira), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Boavista(c), V(4-0), Tiago Martins (Malheiro), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
24.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Veríssimo (Esteves), Prejudicados, (1-7), Sem influência no resultado
25.ª-Marítimo(c), V(5-0), Malheiro (António Nobre), Nada a assinalar
26.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa (Rui Oliveira), Nada a assinalar
27.ª-Feirense(f), V(0-2), Mota (Malheiro), Nada a assinalar
28.ª-Guimarães(c), V(2-0), Xistra (Veríssimo), Nada a assinalar
29.ª-Setúbal(f), V(1-2), Godinho (Hugo Miguel), Nada a assinalar
30.ª-Corruptos(c), D(0-1), Soares Dias (Tiago Martins), Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
31.ª-Estoril(f), V(1-2), Hugo Miguel (G. Martins), Prejudicados, (1-3), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Aves(f), V(0-2), Tiago Martins (Pinheiro), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(1-0), Paixão (Hugo Miguel), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(f), V(0-5), Hugo Miguel (Sousa), Nada a assinalar
4.ª-Estoril(c), V(2-1), Godinho (Tiago Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Feirense(f), V(2-3), Soares Dias (Tiago Martins), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Nada a assinalar
7.ª-Moreirense(f), E(1-1), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
8.ª-Corruptos(c), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Chaves(c), V(5-1), Rui Costa (Esteves), Beneficiados, Prejudicados (5-2), Sem influência no resultado
10.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Sousa (Capela), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Braga(c), E(2-2), Xistra (Rui Costa), Beneficiados, (1-4), (+1 ponto)
12.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-2), Tiago Martins (Xistra), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Belenenses(c), V(1-0), Almeida (Godinho), Nada a assinalar
14.ª-Boavista(f), V(1-3), Godinho (Vasco Santos), Nada a assinalar
15.ª-Portimonense(c), V(2-0), Capela (Xistra), Nada a assinalar
16.ª-Benfica(f), E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Beneficiados, (5-0), (+ 1 ponto)
17ª-Marítimo(c), V(5-0), Xistra (Esteves), Nada a assinalar
18.ª-Aves(c), V(3-0), Pinheiro (Sousa), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
19.ª-Setúbal(f), E(1-1), Veríssimo (António Nobre), Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Guimarães(c), V(1-0), Godinho (Hugo Miguel), Nada a assinalar
21.ª-Estoril(f), D(2-0), Mota (Luís Ferreira), Nada a assinalar
22.ª-Feirense(c) V(2-0), Luís Ferreira (Manuel Oliveira), (1-0), Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Tondela(f), V(1-2), Capela (Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
24.ª-Moreirense(c), V(1-0) , Tiago Martins (Xistra), PrejudicadosBeneficiados, (0-0), (+2 pontos)
25.ª-Corruptos(f), D(2-1), Soares Dias (Pinheiro), Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
26.ª-Chaves(f), V(1-2), Hugo Miguel (Veríssimo), Beneficiados, (2-2), (+ 2 pontos)
27.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa (António Nobre), Nada a assinalar
28.ª-Braga(f), D(1-0), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, Sem influência no resultado
29.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Esteves (Malheiro), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
30.ª-Belenenses(f), V(3-4), Paixão (Capela), Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
31.ª-Boavista(c), V(1-0), Veríssimo (Vasco Santos), Nada assinalar

Corruptos
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Hugo Miguel (Luís Ferreira), Nada a assinalar
2.ª-Tondela(f), V(0-1), Veríssimo (Malheiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Braga(f), V(0-1), Xistra (Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Chaves(c), V(3-0), Rui Oliveira (Hugo Miguel), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Sousa (Godinho), Nada a assinalar
7.ª-Portimonense(c), V(5-2), Luís Ferreira (Sousa), Nada a assinalar
8.ª-Sporting(f), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(6-1), Manuel Oliveira (Veríssimo), Beneficiados, (5-1), Sem influencia no resultado
10.ª-Boavista(f), V(0-3), Hugo Miguel (Tiago Martins), Nada a assinalar
11.ª-Belenenses(c), V(2-0), Veríssimo (Luís Ferreira), Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
12.ª-Aves(f), E(1-1), Rui Costa (Esteves), Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa (Hugo Miguel), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-5), Tiago Martins (Rui Oliveira), Beneficiados, (0-3), Impossível contabilizar
15.ª-Marítimo(c), V(3-1), Mota (António Nobre), Nada a assinalar
16.ª-Feirense(f), V(1-2), Veríssimo (Paixão), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
17.ª-Guimarães(c), V(4-2), Soares Dias (António Nobre), Prejudicados, Beneficiados, (4-2), Impossível contabilizar
19.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho (Soares Dias), BeneficiadosPrejudicados, (2-0), Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), E(0-0), Luís Ferreira (Manuel Oliveira), Nada a assinalar
21.ª-Braga(c), V(3-1), Hugo Miguel (Almeida), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
22.ª-Chaves(f), V(0-4), Soares Dias (Mota), Beneficiados, Prejudicados, (3-0), (+3 pontos)
23.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Xistra (Rui Oliveira), Nada a assinalar
18.ª-Estoril(f), V(1-3), Vasco Santos (Luís Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
24.ª-Portimonense(f), V(1-5), Sousa (Hugo Miguel), Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
25.ª-Sporting(c), V(2-1), Soares Dias (Pinheiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
26.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Paixão, (Xistra), Nada a assinalar 
27.ª-Boavista(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Esteves), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
28.ª-Belenenses(f), D(2-0), Hugo Miguel (Soares Dias), Nada a assinalar
29.ª-Aves(c), V(2-0), Almeida (Vasco Santos), Nada a assinalar
30.ª-Benfica(f), V(0-1), Soares Dias (Tiago Martins), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
31.ª-Setúbal(c), V(5-1), Pinheiro (Rui Costa), Nada a assinalar

Anexo (II):
Nomeações
Benfica:
Godinho...........: 3 (arb) + 3 (var) = 6
Hugo Miguel......: 3 + 3 = 6
Xistra..............: 4 + 1 = 5
T. Martins.........: 2 + 3 = 5
Veríssimo.........: 1 + 4 = 5
Malheiro..........: 1 + 4 = 5
Soares Dias.......: 4 + 0 = 4
Sousa..............: 3 + 0 = 3
Esteves............: 1 + 2 = 3
R. Oliveira........: 0 + 3 = 3
Rui Costa..........: 2 + 0 = 2
Mota...............: 2 + 0 = 2
Pinheiro...........: 1 + 1 = 2
M. Oliveira.......: 1 + 1 = 2
G. Martins.......: 1 + 1 = 2
V. Santos.........: 0 + 2 = 2
V. Ferreira.......: 0 + 2 = 2
Almeida..........: 1 + 0 = 1
Paixão............: 1 + 0 = 1
Nobre............: 0 + 1 = 1

Nomeações do Fontelas (do Babalu)
Sporting:
T. Martins.......: 3 (arb) + 4 (var) = 7
Godinho.........: 5 + 1 = 6
Xistra............: 3 + 3 = 6
Hugo Miguel....: 3 + 3 = 6
Pinheiro.........: 1 + 4 = 5
Esteves..........: 1 + 4 = 5
Capela...........: 2 + 2 = 4
Rui Costa........: 2 + 1 = 3
Veríssimo........: 2 + 1 = 3
Soares Dias......: 2 + 0 = 2
Paixão............: 2 + 0 = 2
Sousa.............: 1 + 1 = 2
M. Oliveira......: 1 + 1 = 2
L. Ferreira.......: 1 + 1 = 2
Nobre............: 0 + 2  = 2
V. Santos.........: 0 + 2 = 2
Mota..............: 1 + 0 = 1
Almeida..........: 1 + 0 = 1
Malheiro.........: 0 + 1 = 1

Nomeações
Corruptos:
Hugo Miguel....: 4 (arb) + 4 (var) = 8
Soares Dias......: 4 + 2 = 6
L. Ferreira.......: 2 + 3 = 5
Veríssimo........: 3 + 1 = 4
M. Oliveira......: 3 + 1 = 4
Xistra............: 3 + 1 = 4
Sousa............: 3 + 1 = 4
T. Martins.......: 1 + 3 = 4
R. Oliveira......: 1 + 2 = 3
Esteves..........: 0 + 3 = 3
Godinho.........: 1 + 1 = 2
Mota.............: 1 + 1 = 2
Paixão...........: 1 + 1 = 2
Almeida.........: 1 + 1 = 2
V. Santos........: 1 + 1 = 2
Pinheiro.........: 1 + 1 = 2
Rui Costa........: 1 + 1 = 2
Nobre............: 0 + 2 = 2
Malheiro.........: 0 + 1 = 1

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