Últimas indefectivações

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Galo !!!

Gil Vicente 2 - 2 Benfica


O 'galo' continua, voltámos a não ganhar na primeira jornada, frustrante após uma vantagem de dois golos... podíamos ter 'matado' o jogo em várias ocasiões, principalmente no início da segunda parte. Um erro individual na defesa e um remate fortuito de um jogador que só marca golos ao Benfica (numa altura em que o Gil nada fazia para marcar...) carimbou o resultado. É verdade que com o Jesus empatámos o primeiro jogo no ano do título, mas em Portugal, com os campos inclinados, qualquer perda de pontos por parte do Benfica é quase irrecuperável (não vi o jogo com muita atenção, mas aparentemente a única diferença para épocas anteriores, foi a 'não influência' do árbitro no resultado!!!)...

Curiosamente depois do empate, foi o pior momento do Benfica, onde faltou claramente um jogador tipo 'Cardozo' (além do Aimar)... sem o Luisão, o Maxi no banco acabado de chegar das mini-férias, com o Aimar a sair lesionado (e o Gaitán), o Witsel condicionado depois de ter jogado 60 minutos pela Selecção na Quarta-feira, somando todas estas situações, é óbvio que a equipa se ressentiu...



Mas pior que os dois pontos perdidos, é a 'onda'!!! A destabilização é um projecto declarado, desde do final da época passada, tendo como último objectivo a Direcção do Benfica (e os contratos televisivos), sendo o elo mais fraco, Jorge Jesus, vai ser a arma de preferência!!! Por isto tudo, e muito mais, é muito importante (fundamental mesmo) que os Benfiquistas, não entrem na 'onda'!! Eu sei que estou a pedir o impossível, mas fica aqui a referência... basta ler os primeiros (e habituais) post's irados na Glorisoesfera, com os famosos 'hiper-técnicos de teclado' a falar em tácticas, infalíveis como sempre, destilar piropos, sem sequer se preocuparem em analisar todas as condicionantes das lesões durante o jogo, a ausência de jogadores por castigo ou simplesmente por não estarem em Portugal, e a utilização de um jogador com menos de 48 horas de descanso em relação ao seu último jogo...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ainda Roberto e a CMVM

"A Comissão de Valores Mobiliários (CMVM) foi lesta e acutilante em pedir explicações mais detalhadas à SAD do Benfica pela venda dos direitos de Roberto e, em suspender por breve tempo, a transacção das acções em Bolsa. Nada tenho a apontar à decisão da autoridade, embora a brevíssima suspensão das operações em bolsa me tenha parecido - para utilizar uma linguagem futebolística - uma forma de se querer mostrar peituda e raçuda. Se tal critério pega, fecha a Bolsa...

Tenho de admitir que a CMVM tomou boa nota dos frangos do espanhol. E que, por isso, tenha desconfiado dos valores anunciados no primeiro comunicado da SAD. Além disso, esteve certamente atenta às reacções dos incrédulos, dos invejosos e das habituais conversas de treta que, estranha e curiosamente, são imunes ao zelo da Comissão.

Mas - repito - fez bem. Como bem fez o Benfica ao esclarecer os contornos da transacção com o Real Saragoça e uma sociedade de direito espanhol. De uma operação que teve tanto de surpreendente, como de excepcional, a fazer fé no que é conhecido publicamente.

Esclarecida que foi a douta Comissão, fico, a partir de agora, atento a todos as movimentações das SAD futebolísticas. Sobretudo das que envolvem outros valores igualmente surpreendentes à luz dos critérios da CMVM ou em que intervenham sociedades sediadas em paraísos fiscais, bancos de marca branca, intermediários de ocasião, ou haja eventuais registos laterais.

Esta é mais uma das razões porque aplaudo a decisão da CMVM. Venha a coerência sistémica, como sói dizer-se agora. Não um (clube) por todos, mas uma (CMVM) para todos."



Bagão Félix, in A Bola

Fortius

Mais um recorde nacional, nas vésperas dos Mundiais da Coreia, as boas marcas sucedem-se, desta vez foi o nosso Marco Fortes, a bater o seu próprio recorde (+20cm) no Lançamento do Peso, com a marca de 20,89m, a poucos 11cm dos marcantes 21m... Seria engraçado passar os 21 nos Mundiais...!!!

Do momento histórico à questão política

"ONTEM jogou a selecção portuguesa e todas as oportunidades são boas para ver jogar Fábio Coentrão. Era um jogo particular e Portugal venceu por 5-0 o Luxemburgo produzindo uma exibição quanto baste mas empenhada, alegre e com golos, como os adeptos gostam.

O momento histórico do jogo não foi, no entanto, o inusitado golo de cabeça de Fábio Coentrão, nem o incrível pontapé com que Hugo Almeida marcou pela primeira vez contra os luxemburgueses, nem o livre soberbamente apontado por Cristiano Ronaldo que resultou no segundo golo de Portugal.

O momento histórico do jogo também não foi a entrada de Nuno Gomes em campo, porque, na verdade, não chegou a entrar.

O avançado do Braga passou o jogo todo sentado no banco a dar autógrafos à criançada tal como relataram os comentadores da RTP. Paulo Bento terá preferido dar mais tempo a Hugo Almeida para tentar o hat-trick do que interromper a sessão de autógrafos de Nuno Gomes.

São opções, há que respeitar.

O momento histórico do jogo aconteceu aos 84 minutos, já bem perto do final, quando Bruno Alves depois de ter entrado a pés juntos sobre um pacato luxemburguês viu, pela primeira vez na sua longuíssima lista de internacionalizações, um cartão amarelo mostrado pelo árbitro.

Alguma vez tinha de acontecer, não é?




A selecção de sub-20 está na Colômbia a jogar o Mundial do escalão. À partida de Portugal ninguém deu muita atenção aos rapazes porque longe vão os tempos em que as selecções ganhavam títulos e impressionavam toda a gente. Mas agora, como os sub-20 fizeram um bom arranque na prova, parece ter renascido entre os adeptos essa curiosidade e apego patriótico que nos leva a querer ver os jogos e a vaticinar o melhor.

Pelo menos foi o que me pareceu na noite desta ´

ultima terça-feira, quando já muito depois da hora de jantar se reuniu em frente ao meu televisor uma assembleia variada de pessoas de idades diversas e de filiações clubistas plurais porque a RTP transmitia em directo o Portugal-Guatemala dos oitavos-de-final da competição mundial.

Antes do o árbitro apitar, as opiniões eram unânimes. Que era uma vergonha para o futebol português não haver lugar para os nossos jovens talentos nas equipas de top que disputam a Liga principal, que era lamentável não haver um único jogador português entre as três dezenas de reforços com que o Benfica, o FC Porto e o Sporting se apetrecharam para esta época e, para terminar, que era impossível acreditar não haver lugar nos três grandes para nenhuma das extraordinárias promessas que iríamos ver em acção na TV.

O jogo começou. Aos 7 minutos todos estes pareceres pró-futebolista jovem português foram reforçados com o golo de Nelson Oliveira na transformação de uma grande penalidade. O entusiasmo foi ao ponto de se ouvirem benfiquistas reclamar a venda imediata de Cardozo porque Nelson Oliveira, que é da casa, fazia muito bem o lugar e de se ouvirem portistas manifestar a sua tranquilidade com a hipótese de saída de João Moutinho porque Caetano, sendo praticamente da mesma altura que Moutinho, é dez vezes melhor jogador.

O jogo continuou e não foi nada do que se estava à espera. Os guatemaltecos, estreantes nestas andanças, cheios de vontade de fazer o melhor possível não deixaram os portugueses jogar à bola como sabem e como gostam e a exibição dos nossos sub-20 descambou para uma sensaboria total apimentada com alguns momentos de inusitado perigo vindo da medíocre equipa adversária.

E, naturalmente, os pareceres da minha plateia caseira foram mudando. Nenhum dos jovens jogadores em campo passou a merecer o lugar em nenhuma equipa de top, por exemplo. E o Benfica, o FC Porto e o Sporting fizeram muitíssimo bem em ir buscar jovens estrangeiros porque já vêm com outro andamento e não jogam para o lado nem para trás, por exemplo.

São e serão sempre assim, voláteis, as opiniões dos adeptos. São convicções sedimentadas em 90 minutos de jogo e duram, inabaláveis, até ao próximo jogo que nunca é igual ao anterior.

Não querendo alinhar no campo das sentenças vãs sobre o futuro imediato de jogadores com menos de 20 anos, não posso, no entanto, deixar aqui expressa a minha convicção inabalável de que Mika, o guarda-redes, tem tudo para vir a ser um profissional conceituado na sua especialidade. E é um guarda-redes com sorte. Ao longo da carreira de Mika, o tempo se encarregará, ou não, de explicar isto de haver guarda-redes com sorte.




MANUEL NEUER, por exemplo, já foi um guarda-redes com sorte e agora, ao que tudo indica, é um guarda-redes sem sorte que é a sina de todos os guarda-redes cujo valor do passe atinge cifras de muito, muitos milhões de euros. Neuer era um guarda-redes com sorte no Schalke 04 e na selecção alemã e neste defeso foi transferido para o Bayern Munique por 21 milhões de euros.

Fez a sua estreia oficial pelos bávaros no domingo, no jogo de abertura do campeonato alemão, em casa, contra a modesta equipa do Borussia de Moenchengladbach, que esteve em risco de despromoção na época passada. Manuel Neuer contribui com uma saída em falso e muito atrapalhada para o golo da vitória dos visitantes. Os adeptos do Bayern de Munique não gostaram nada e criticaram À gerência do clube os valores astronómicos da contratação.

Já vimos isto em qualquer sítio...




UM benfiquista prontamente identificado agrediu o árbitro Pedro Proença à cabeçada no Centro Comercial Colombo que, para quem não sabe, fica mesmo à frente do Estádio da Luz. De acordo com as notícias dos jornais, o delinquente foi detido no local e quando chegou à esquadra da polícia apresentou às autoridades o seguinte cartão-de-visita: «Sou sócio cativo do Benfica.»

Dentro das mais do que lamentáveis circunstâncias, o Benfica teve muita sorte porque, assim, para além do tão desejável quanto básico comunicado de repúdio que rapidamente redigiu e fez circular manifestando a sua solidariedade para com Pedro Proença, poderá também agir disciplinarmente sobre o agressor que é «sócio cativo» do clube.

O Benfica teve sorte em o agressor não ser um simples adepto sem qualquer vínculo institucional com o emblema. Se assim fosse, o Benfica poderia censurar - como o fez - o acto em si, mas não teria qualquer tipo de autoridade sobre o energúmeno que nos envergonhou a todos. Tratando-se de um sócio cativo, o Benfica, se não quiser ficar manchado e cativo desta anormalidade de má e violenta índole, só terá de aplicar a sua lei interna, consagrada nos Estatutos do clube, e libertar-se rapidamente deste associado, banindo-o da qualidade de sócio.

Outra coisa não será de esperar que aconteça.

Certamente que no Benfica já estarão a tratar deste assunto que requer urgência e pragmatismo. No seu comunicado, a SAD do Benfica fez votos para que a «justiça aja de forma célere», referindo-se à justiça dos tribunais civis. Eu faço votos para que o Benfica aja de forma célere na medida justa da aplicação da sua lei interna.

É uma questão política, percebem?"


Leonor Pinhão, in A Bola

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Luxo em burgo

"Hoje, três dias antes do início da Liga, a selecção nacional vai jogar. Num confronto previsivelmente excitante, perante o Luxemburgo. O encontro ideal para treinar as dificuldades, perante um avassalador ataque e uma defesa coreácea do seleccionado luxemburguês. Enfim, um luxo em burgo algarvio.

De tal modo se trata de um teste crucial para enfrentar os jogos que se seguem de apuramento para o Europeu de 2012, que o seleccionador não hesitou em convocar um jogador que, no seu clube, ficou fora dos convocados no primeiro jogo oficial (Castro) e voltou a chamar a dupla de 35 anos, Quim e Nuno Gomes.

Quanto ao primeiro, tenho lido as suas declarações sobre o seu anterior clube, mas não vi as suas exibições nos jogos de preparação pelo Braga, depois de um ano de paragem por lesão. Mas devem ter sido de tal maneira convincentes que não devem deixar margem para dúvidas, depois de ter sido afastado (injustamente, diga-se de passagem) em... 2008.

Quanto a Nuno Gomes - um profissional exemplar, digo-o sem ironia - foi preciso sair do Benfica para voltar a ser convocado. Na última época jogou pouco e marcou muito para os escassos minutos que esteve em campo. Nesta pré-temporada gostaria de saber o que aconteceu para se ter alterado, como de dia para a noite, a posição do seleccionador. Talvez... ter saído do SLB!

Se é para os homenagear - o que, sinceramente, aplaudo - arranja-se melhor que o Grão-Ducado do Luxemburgo!

Enfim, para além de tudo isto, este será mais um encontro ideal para a estatística e para uma estrela. E mais um joguito para adicionar na escassa utilização desse elefante branco desportivo que é o estádio do Algarve."


Bagão Félix, in A Bola

Caído do céu !!!

Portugal 1 - 0 Guatemala
Nelson Oliveira


Isto pode parecer estranho, estamos nos Quartos-de-final do Mundial de sub-20, mas não jogamos NADA, mas mesmo NADA, mais uma exibição vergonhosa...

O Nelson é o único jogador que consegue fazer alguma coisa, mas quando chega à área é acometido da mesma doença dos colegas... ontem com um penalty caído do céu, que na minha opinião não existiu, lá vencemos à Guatemala por 1-0, à rasca, provavelmente a equipa mais fraca de todo o torneio, que chegou aos Oitavos sem saber ler nem escrever, após duas goleadas sofridas nos dois primeiros jogos com a Nigéria e a Arábia Saudita!!!

Cheira-me a goleada!!! Posso estar enganado, mas parece-me que esta equipa Portuguesa não vai ter uma despedida agradável deste Mundial... A Argentina também não está a jogar nada de especial, mas é uma tortura assistir a um jogo de Portugal, onde a equipa é incapaz de fazer uma jogada com pés e cabeça, a quantidade de passes falhados, e a falta de ambição ofensiva levam qualquer um ao desespero...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Chuva voa !!!

Extraordinária marca, Marcos Chuva salta 8,34m... a segunda melhor marca nacional de sempre no Salto em Comprimento, somente a dois centimentros do recorde nacional do Carlos Calado.
Além da idade precoce, o profissionalismo do Marcos faz acreditar que dentro de 'pouco' tempo teremos aqui o próximo recordista nacional, para já o nosso atleta carimbou o passaporte para o Mundial da Coreia, que se disputará nas próximas semanas...

Parabéns Marcos.

O meu comunicado...

O Benfica, muito bem, publicou um comunicado, condenando a agressão a Pedro Proença, não falou em palhaçadas, nem atiçou fogueiras, tomou a posição institucional que se exigia perante as circunstâncias, sendo fiel aos princípios do Clube, isto numa altura em que as circunstâncias da ocorrência ainda não são totalmente conhecidas pela maioria do público... bastaria todas as instituições terem este comportamento civilizado, anti-incendiário e as coisas correriam melhor, mesmo com todas as trafulhices de bastidores...


Pessoalmente, sendo um simples adepto e sócio do Benfica, que vive num suposto estado de direito, mas onde os criminosos passeiam impunes e onde os ladrões agem como pavões, sem qualquer vergonha na cara, chegando ao cumulo de alguns, com canudo na mão, se passearem como virgens ofendidas nas televisões e jornais... Apesar de uma educação onde me foi dito que a violência nada resolve, apesar de como Benfiquista consciente da herança dos nossos fundadores, tolerante, pacifica, almejando sempre a elevação dos princípios, neste momento, a minha única surpresa, é o facto de isto não acontecer mais vezes, e com mais violência... e diga-se sem pejo, esta personagem já o merecia... e não vale a pena contratar as carpideiras do costume: está-se a matar o futebol; assim ninguém quer ir para a arbitragem; cada vez há menos gente nos estádios...!!!

Quem está a 'matar' o futebol são os Corruptos em Portugal, na Itália, na Espanha, na Grécia, na Polónia, na Turquia, na Bulgária, na China... na UEFA, na FIFA... quem está a 'matar' o futebol são os Políticos cúmplices das organizações criminosas, são os Juízes cúmplices das organizações criminosas, são os empresários agentes directos dos criminosos, são os jornalistas cúmplices lavando com lixívia toda a sujidade deixada para trás pelas organizações criminosas, quem está a 'matar' o futebol são os adeptos dos clubes beneficiados pelas organizações criminosas que vendem despudoradamente a alma dos seus clubes (e as suas) em nome de só mais uma vitória...

Isto que aconteceu ao Proença, não é 'nada', já venho a avisar à bastante tempo, um dia, que cada vez está mais perto, a 'tampa' vai saltar, e não vão ser só os dentes que se vão perder... até lá continuem a roubar descaradamente como o Proença (e muitos outros) faz, e depois queixem-se...

Continuem a promover e a idolatrar aldrabões profissionais, continuem a tapar os ouvidos quando é conveniente, continuem a promover a cultura da aldrabice, continuem em nome de uma suposta imparcialidade a ignorar a adulteração de resultados desportivos, continuem em nome de uma suposta preservação do bom nome do desporto a não condenar inequivocamente todas as trapaças, continuem a acusar de clubite, ou mau perder aqueles que denunciam os roubos, mesmo quando as provas são contundentes, continuem a olhar para o lado como tudo fosse normal, continuem a patrocinar um revisionismo histórico criminoso, continuem a tentar meter todos no mesmo 'saco' confundido roubos organizados, premeditados, planeados, repetidos, executados por jagunços, com reacções individuais a 'quente', continuem a participar activamente em todas as trapalhadas, ou simplesmente, a aceitar em silêncio as actividades corruptas passivamente, continuem a condenar vigorosamente as reacções indevidas, exageradas, impróprias daqueles que se sentem roubados e a calarem-se estrondosamente quando lhes é exigido garantirem a verdade desportiva... continuem... continuem... e talvez para a próxima em vez de se partirem dois dentes, vão usar os dentes, simplesmente, para identificação do... continuem...


PS: Logo hoje, no jornal A Bola, Cruz dos Santos, afirma que além dos 3 penalty's que ficaram por marcar a favor dos Corruptos na Supertaça, o primeiro golo do Benfica, contra o Arsenal, devia ter sido anulado, pois Aimar, terá feito falta sobre o central do Arsenal!!!!!!! E depois querem ficar com os dentes todos...!!! Por favor, já não enganam ninguém...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Maxi "à Benfica"

"1. O primeiro jogo do Benfica na Liga dos Campeões deste ano trouxe mais motivos de alegria para além da vitória, por 2-0, que espero tenha sido suficiente (escrevo antes do jogo da 2.ª mão). Entre eles, destaco o regresso de Ruben Amorim, ainda sem fôlego para os 90 minutos mas a exceder as expectativas depois de tantos meses de ausência, e a presença de Maxi Pereira, igual a si próprio, poucas horas depois de uma viagem transatlântica. A homenagem que o nosso presidente lhe fez expressa, sem dúvida, o sentimento de todos os benfiquistas para com um jogador verdadeiramente 'à Benfica'. E não é de agora. Faz dois anos, escrevi nesta coluna, aquando dos primeiros jogos da época 2009/10 da equipa conduzida por Jorge Jesus: "Que bem está a jogar a nossa equipa. No ano passado havia um que se distinguia pelo seu espírito de lutador, por nunca virar a cara à luta, por aguentar 'prego a fundo' os 90 minutos. Infelizmente, Maxi Pereira (é dele que falamos, claro...) foi o primeiro 'azarado' da época. Mas, ao menos, temos a satisfação de sentir que, agora, há vinte e tal 'Maxi's' na equipa. A lutar e a jogar." Isto foi escrito há dois anos. Felizmente, Maxi Pereira continua igual a si próprio. Um profissional a cem por cento.


2. A derrota do Sporting (0-3) no seu jogo de apresentação conta tanto como os nossos resultados, positivos ou negativos, da pré-época. Mas terá tido o mérito de acalmar alguns entusiasmos prematuros. Ao ponto de se ler e ouvir que, enquanto as aquisições do Benfica eram 'ainda mais um, comprado sem nexo e planeamento', as do Sporting eram fruto do 'excelente labor da dupla Duque-Freitas'. Vamos a ver...


3. Título de 1.ª página mais ridículo dos últimos (largos) meses na Imprensa desportiva nacional: "Recusada proposta de 80 milhões por Hulk". Lá dentro, o 'Record' acrescenta: "Dragões nem sequer deram margem para negociar". No texto, finalmente, atribui-se a origem da 'notícia' ao empresário do jogador. Até dá vontade de rir...


4. Vanessa Fernandes regressou às competições, sem pressão, mas com vitória. Nelson Évora regressou às boas marcas, a caminho de Londres 2012. Os nossos medalhados olímpicos de há (já) três anos estão no bom caminho, depois de graves problemas e lesões. Força!"


Arons de Carvalho, in O Benfica

Objectivamente (Lagartos...)

"Está praticamente montado o circo para o início da competição portuguesa a sério. Da Liga, à Supertaça, Taça de Portugal e Taça da Liga, as provas que vão ter de ser prestadas pelos grandes do Futebol nacional, sem preconceitos e sem reservas, que este ano o investimento foi muito forte. Principalmente o Sporting que, apesar da penúria, conseguiu arranjar 30 milhões para comprar jogadores e... um leão enjaulado!

É engraçado que este ano não reclamem os dirigentes sportinguistas sobre as desigualdades na capacidade de investimento, como o fizeram a época passada, alegando que o Benfica estava a ser beneficiado pelos empréstimos da Banca e que assim não era justo! Mas 'Deus escreve direito por linhas tortas' pois aí está pujante o leão com mil e uma aquisições, nova estratégia de marketing e uma sobranceria que os chegou a fazer gritar no Estádio em dia de apresentação da equipa:

«Campeões, Campeões!». Com um único senão. Ao fim de 25 minutos do jogo com a Valência já estavam a assobiar e a chamar nomes aos jogadores!

Os novos dirigentes do Sporting chegaram a dizer que este ano os seus adversários são apenas os do nível de um Barcelona ou de um Real Madrid! Qual 'Valências'!... Do circo montado, apenas restou o leãozinho... Coitado!

Uma palavra ainda para o «invencível» FC Porto, que diante do Lyon perdeu o primeiro jogo nesta fase de preparação da nova época. Não apenas pelo resultado em si, que revela uma forma bem diferente da época passada, mas pelas já habituais reacções do «inconcebível Hulk» que protesta por tudo e por nada! Pensa que está a falar com o Olegário Benquerença ou com o Artur Soares Dias... Claro que leva cartões!"


João Diogo, in O Benfica

Considerações (notas...)

"Maxi Pereira foi elogiado por tudo e por todos. Mas o que importa sublinhar é que partiu do próprio atleta a sua apresentação imediata, para ajudar o Clube que lhe paga a resolver tarefas difíceis. Se isto se passasse em outro local, teríamos jagunços à perna, e sabe-se lá até onde eles chegariam para resolver o que o chefe ordenasse.

Por falar nisso, lembrei-me agora que o 'cebola', além de sacar 200.000,00 euros mês livres de impostos, acaba o contrato na próxima época. Vou estar atento ao desenrolar deste pequeno caso para ver como ele vai acabar.

Os jornais desportivos, e não só, preocupam-se com o enorme plantel do nosso Clube e esqueceram-se de falar dos outros.

O Sporting contratou mais jogadores do que nós, mas estreou-se mal. Deviam era ter jogado com o Pinhalnovense e teriam ido para casa todos contentes. Se este resultado acontecesse connosco teria caído o 'Carmo e a Trindade'. E lá teríamos o Santos Neves, como de costume, a fazer profecias diluvianas quando se trata de falar do 'Glorioso'.

Este naipe de jogadores que o Benfica tem à sua disposição fazem deste um dos melhores planteis de sempre. Temos jogadores para várias posições e para jogar em sistemas de jogo variados. Ainda não há um grande conjunto, mas estou convencido que com o tempo tudo irá melhorar. Até meados de Setembro há muita coisa para ganhar ou perder. É neste período que nos temos de concentrar, arregaçar as mangas e mostrar aquilo que valemos. Se assim acontecer a época vai ser risonha.

A proposta de 80 milhões recusada por Hulk, e a fortuna, para Portugal, que Falcão aufere 300.000€ mês limpos, são dois casos distintos. O primeiro é de gargalhada nacional. O segundo é para enganar meninos. Aguardemos e, para já, fico-me por aqui. Mas ainda há muito, muito para dizer..."


José Alberto Pinheiro, in O Benfica

O fim de Amy num Mundo em crise

"Estou seguro de que também entre os jogadores de Futebol nacionais e estrangeiros muitos gostam da música de Amy Winehouse, desaparecida de forma trágica, aos 27 anos, na sua casa de Londres. Amy partiu com a mesma idade com que morreram Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix ou Brian Jones, entre outros. Até já se fala, com uma ponta de humor negro, do Clube dos 27, como se essa idade fosse uma espécie de Cabo das Tormentas, para muitos intransponível.

Mas, perguntarão os leitores, o que tem esta morte prematura a ver com o Mundo do Desporto? Na realidade, tem tudo e não tem nada. Tem tudo porque este tipo de situação-limite resulta da incapacidade que gente com grande talento evidencia em relação à permanente pressão mediática, que só pretende valorizar aspectos negativos e autodestrutivos do seu comportamento. Não tem nada porque os jogadores de alta competição estão sujeitos a uma vigilância e a um escrutínio constantes que os impedem de resvalarem para práticas de dependência que lhes destruam as carreiras.

Mas também no Futebol, em tempos diferentes dos actuais, se assistiu à autodestruição de jogadores de grande talento, como George Best ou Vítor Baptista. Hoje, um jogador que escolha o caminho errado, por mais talento que possa dar como garantia, tem, pela certa, um contrato rescindido e uma carreira sem horizontes.

No mundo do espectáculo musical as coisas são diferentes. Há o peso da noite e a necessidade de se encontrar inspiração.

Quem se quer destruir, facilmente encontra o caminho para o abismo. Foi esse que trilhou Amy Winehouse, cantora e compositora de características invulgares e com uma carreira fulgurante. A verdade é que não resistiu à pressão mediática, à dependência, à solidão e à luz ofuscante dos 'flashes', neste mundo que, transformado em verdadeira arena de circo romano, todos os dias precisa de novas vítimas para manter o público entretido. Enfim, sinais de uma profunda crise de civilização."


José Jorge Letria, in O Benfica

domingo, 7 de agosto de 2011

As grandes esperanças do merceeiro analfabeto

"Esfregando as mãos sebentas, o merceeiro analfabeto confessou, despudoradamente, que deposita grandes esperanças em Vítor Pereira. Pudera! Ano após ano, grandes esperanças são depositadas nos senhores de cócoras. Sempre disponíveis para um jantar de marisco em Matosinhos, nunca recusando um convite para uma deslocação nocturna a um arrabalde manhoso para uma muito católica apostólica romana conversa sobre pecadilhos parentais com o Professor Bambo da Madalena, fiéis utilizadores dos serviços íntimos das senhoras do calor da noite, é nos sequazes de Vítor Pereira que, muito correctamente, o merceeiro analfabeto aposta para mais uma época de vergonhosas fraudes semanais e de títulos de fancaria.

É nesta (in)cultura que tais vermes rastejam e se multiplicam. Sem surpresas. Ou talvez com a surpresa grotesca de ver um parolo tomar de assalto o castelo das Antas. Diz ele, fotografado orgulhosamente em tronco nú, para que todos possamos aquilatar das suas insuficiências e admirar o seu peito de tísico, que viveu os melhores momentos da sua estúpida existência. Parece que o estaminé estava ao abandono. Nem um único steward (provavelmente de cara esmurrada pelo incrível Shrek) lhe surgiu num corredor esconso. Dormiu serenamente, como qualquer habitual flausina, no gabinete onde, pelos vistos, repousam os troféus - eles sabem bem que quem ganha não são técnicos nem jogadores...

Depois, num reflexo de súbita criatividade, desceu ao relvado com duas taças e passeou-se com elas, fingindo ter em seu redor um estádio cheio a aplaudi-lo. O homenzinho pode ser um tonto, mas não é completamente insano. No fundo, limitou-se a fazer aquilo que habitualmente fazem os jogadores do seu clube: passeiam-se pateticamente exibindo taças que não são deles."


Afonso de Melo, in O Benfica

A treta

"Depois do discurso contra o Sul, do discurso sobre a penhora da retrete, do discurso em torno da fruta para dormir, do discurso em que imitava um aparelho de gps e indicava orientações sobre a localização da sua casa a um árbitro na antevéspera de apitar um jogo do seu clube e de tantos outros discursos a que a parvónia denomina “fina ironia”, o sr. Costa surgiu agora com o discurso da treta, referindo-se à venda dos direitos desportivos do guarda-redes Roberto.
Considero que o actual discurso da treta do sr. Costa constitui-se como uma evolução e, finalmente, está adequado à figura que o enuncia. Isto é de louvar. Aliás, foi também interessante ver como a comunicação social alinhada com o senhor do tal discurso da treta tentou, por todos os meios, desvalorizar o adversário do Benfica nesta fase da Liga dos Campeões. Numa atitude bacoca e a roçar um estranho e infundado complexo de superioridade, muitos foram os meios de comunicação social portugueses que não se cansaram de tentar desvalorizar o Trabzonspor. Houve mesmo alguns ‘opinadeiros’ que queriam demonstrar a fraqueza do nosso adversário referindo-se a uma suposta fraca qualidade e desorganização do futebol turco. Isto, meus caros, é uma treta. O futebol turco, no que respeita à tentativa de zelar pela verdade desportiva, dá lições a toda a organização do futebol português. No futebol turco, como se comprova com a actual situação criminal de alguns dirigentes (entre os quais os do Trabzonspor), não se considera uma treta a tentativa de adulterar resultados. Da mesma forma que não é um qualquer cacique de aldeia que, com duas tretas e um par de balelas, escarra na Justiça e leva um conjunto de lorpas a fazerem das tretas letra de lei e código deontológico.
Chegará o dia em que ainda nos vão querer obrigar a acreditar que há dirigentes de clubes que recebem árbitros em casa apenas para terem inocentes conversas da treta. Enfim, isto, como diria um tal de Calheiros, já são outros quinhentinhos…"


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Grande Torino


"Em 1949, o Benfica recebeu e venceu o Torino por 4-3 num encontro ensombrado pela tragédia que se seguiu.

O dia 4 de Maio de 1949 ficou marcado por uma tragédia que ensombrou a história do futebol mundial e a que o Benfica ficou indelevelmente associado. No regresso a Itália, depois de participar no encontro da festa de homenagem ao jogador benfiquista Francisco Ferreira, a equipa do Torino desapareceu tragicamente num acidente aéreo, a dez quilómetros de Turim.

MELHOR QUE A SELECÇÃO
No dia 3 de Maio de 1949, o Estádio Nacional veste-se de encarnado para ver actuar o mais popular jogador português frente aos melhores da Europa. À chegada a Lisboa, o clube grená é o detentor do 'Scudetto' há quatro temporadas e a equipa europeia do momento. Verdadeira constelação de estrelas. Com 52 pontos e 4 de vantagem sobre o Milão, segundo classificado, o Torino caminha confiante para o penta, quando faltam apenas quatro jornadas para o termo da prova.
O desafio está marcado para as 18 horas, com bilhetes entre os 15 e os 80 escudos. Apesar de o jogo ser a uma terça-feira, o público acorre com entusiasmo às bilheteiras.
O encontro termina em festa. O Benfica sai vitorioso por 4-3, superiorizando-se à melhor equipa europeia. O resultado, apesar de, naturalmente , secundarizado pela hecatombe, é, na altura, reconhecido como prestigiante para o futebol nacional, constituindo, então, a segunda derrota do Torino contra clubes estrangeiros nos últimos nove anos.

ATÉ TURIM
Após o encontro, realiza-se no restaurante Alvalade, ao Campo Grande, um banquete, em que tomam parte os atletas e dirigentes dos dois clubes e ainda jornalistas de ambos os países e algumas individualidades.
Durante o evento o presidente do Benfica, Mário Madeira, efectua um discurso em que enaltece Francisco Ferreira, agradecendo a presença do Torino. Ao vice-presidente dos transalpinos Mário Madeira oferece, como recordação da visita, uma salva de prata. Rinauto Agnisetta agradece o acolhimento e demonstra interesse em receber em Itália, para um tira-teimas, a equipa encarnada, repto que acolhe de Mário Madeira aceitação imediata.
Ao presidente ao Benfica Agnisetta oferece uma reprodução em prata da Mole Antonelliana de Turin e distribui lembranças aos jogadores benfiquistas e à equipa de arbitragem.
Depois do encontro de confraternização, a comitiva 'granata' regressa ao Estoril, onde se encontrava alojada no Hotel do Parque desde da sua chegada a Lisboa.
O dia seguinte amanhece cinzento. Pelas 8 horas, o grupo ruma ao Aeroporto da Portela. Sobre a pista, aguarda já o trimotor Savoia, da Avio Linee Italiane. Na despedida, o capitão Benfiquista, Francisco Ferreira, abraça, um a um, os convidados, oferecendo-lhes latas de atum, que sabia apreciarem muito. O ambiente é de alegria e satisfação. A derrota, essa, está já amenizada com a promessa de o Benfica se deslocar em Junho a Itália para um match-return. Após os cumprimentos finais, o capitão Mazzola, já na escada do avião, volta-se para os anfitriões e profere, crente num futuro certo, estas curtas palavras: 'Adeus, até Turim!'.
Já em território Italiano, o avião enfrenta um temporal violento. O altímetro avaria-se, marcando dois mil metros de altitude quando o aparelho se encontra, afinal, a 600 metros do solo... Turim está apenas a escassos dez quilómetros quando o avião embate na torre da Basílica de Superga, erigida sobre uma colina. O aparelho incendia-se de imediato e despenha-se em chamas, ao que se segue uma explosão, provocando a morte a todos os 31 ocupantes.


ECOS DA TRAGÉDIA
A notícia espalha-se. Milhares de pessoas acorrem ao local para testemunhar o desastre. No dia seguinte, os jornais Italianos fazem circular edições especiais dando conta do drama que acaba de enlutar o país e de propagar no mundo uma verdadeira onda de choque. Uma procissão de gente presta homenagem aos malogrados no Palácio Madama e meio milhão de pessoas toma parte no funeral de 6 de Maio de 1949. Os corpos seguem, aos pares à Catedral de S. João, atravessando as ruas de Turim apinhadas de gente e de lenços brancos.
No meio do infortúnio, cinco figuras emergem por terem escapado a tão negro destino: o guarda-redes suplente Renato Gandolfi, que cedera o lugar a Dino Ballarin; Sauro Tomá, que fica em Turim por se encontrar lesionado, e Lugi Gandolfi, um jovem que acabara de ascender à primeira equipa, proveniente dos juniores. Para além destes, também o presidente, Ferruccio Novo, acometido de uma broncopneumonia, e o telecronista Nicoló Carosio não haviam seguido para Lisboa.
À capital portuguesa a notícia chega dura e fria, atingindo profundamente o Benfica e os portugueses em geral. Nos primeiros instantes, o sentimento de camaradagem e de gratidão que resultara da vinda dos Italianos a Lisboa leva todos, no clube,a desejar que se trate de um erro. Mas o pior confirma-se. Na sede, a bandeira é hasteada a meia-adriça e a porta semifechada. A direcção do clube, contando com a presença de Francisco Ferreira, reúne-se estraordinariamente e decreta um luto de oito dias, adiando, de pronto, as festas comemorativas do 45.º aniversário.
A imprensa Italiana dá eco das manifestações de pesar em Portugal, particularmente em Lisboa e na Embaixada de Itália, e reproduz fotografias de Francisco Ferreira em estado de prostração, o que muito impressiona os Italianos.
O presidente do Benfica recebe do encarregado de negócios de Itália, Luigi Sabetta, uma carta marcante, em que este expressa a sua incredulidade e pesar sobre o sucedido. No documento, Sabetta salienta o facto de o Torino ter deixado o seu testamento desportivo, de juventude e de camaradagem no jogo com o Benfica, cuja 'bela equipa' designa de depositária desse testamento.
Privado de prosseguir o campeonato com a 'squadra' magnífica, o Torino faz avançar, em seu lugar, a equipa de juniores. Numa resposta solidária e desportiva, os clubes que a equipa grená defronta nas quatro jornadas restantes apresentam também as suas formações do mesmo escalão. O Torino vence todas as partidas e consegue o título, com 60 pontos, 5 de vantagem sobre o Inter, segundo classificado.

No dia 19 de Junho de 1949, o Estádio Municipal de Turim deveria encontrar-se cheio de público para assistir à partida de desforra entre o 'touro' e a 'águia'. Mas nas bancadas de fria pedra o vazio apenas. Um penoso e descomunal silêncio. Do Grande Torino, somente o vulto incontornável da memória."

Luís Lapão, in Mística

Os Reis da noite !!!

Benfica 2 - 1 Arsenal


A máquina parece estar afinada, segunda parte muito boa, num jogo demasiado durinho para amigável. O jogo ficou marcado pela estratégia inversa dos treinadores, enquanto o Benfica deixou os supostos titulares (do Javi para a frente!!!) no banco, o Arsenal ao intervalo deu descanso a alguns dos seus titulares.

O Arsenal na primeira parte teve demasiado espaço para jogar, eu sei que nestes jogos o 'estudo' do adversário é relativo, mas foi a defender, com quase todos os titulares desse sector a jogar, que o Benfica denotou maiores dificuldades...





Agora, é preparar o jogo da próxima Sexta-feira em Barcelos, sabendo que os particulares das Selecções vão atrapalhar bastante toda a semana de trabalho. O Eduardo não é 'problema', o Cardozo neste momento parece não ser primeira opção, mas a convocatória do Witsel 'incomoda' bastante...!!!