Últimas indefectivações

sábado, 4 de março de 2017

Eliminatória ultrapassada...

Benfica 4 - 1 Pinheirense

Este jogo fica marcado, por uma situação completamente absurda, quando o Formiga, de propósito, deu uma cotovelada no Joel!!!!!! Nunca tinha visto, a bola está a sair pela linha lateral, o Joel recua, para dar espaço à corrida do jogador adversário, mas este, de propósito (é perfeitamente visível) agride o nosso treinador...!!!

Em relação ao jogo, foi mais do mesmo: Benfica a atacar, a rematar, e a falhar...!!! E desta vez, nem houve espaço para os contra-ataques adversários, o Cristian teve um jogo tranquilo... o golo do Unidos, nos últimos segundos da 1.ª parte, foi um 'chouriço' numa bola que desvia no Gonçalo e enganou o nosso guardião...

Já agora, no penalty, existiram várias faltas, se os jogadores do Unidos protestaram, se calhar foi porque não perceberam qual foi a irregularidade assinalada!!!

Estamos nos Quartos-de-final da Taça de Portugal...

Apertadinho...!!!

Benfica 76 - 74 Galitos
16-15, 23-24, 20-18, 17-17

Vitória apertada, no arranque da 2.ª fase... com o Raivio de volta, mas sem o Mário Fernandes!

Nenhum jogo será fácil nesta fase, no próximo fim-de-semana, jogamos, Sábado, fora, com os Corruptos e no Domingo em Guimarães...!!!

Vergonha anunciada...

Benfica 7 - 7 Juventude de Viana

São 4 pontos perdidos, em duas jornadas, que ficam directamente ligados a arbitragens, encomendadas!!!

Hoje, além dos árbitros, voltámos a falhar LD's em catadupa, e com 3-0 no marcador não podíamos ter 'adormecido'... mas só penalty's, contei 4 que ficaram por marcar...!!!

Em relação ao Diogo Almeida, é óbvio que é diferente do Trabal... A equipa do Benfica, até pelas características dos jogadores que tem, é uma equipa muito ofensiva, que não precisa, na maior parte dos jogos de 'cuidados' defensivos, até porque na baliza, normalmente, está um dos melhores do Mundo - senão mesmo o melhor do Mundo!!! - e por isso temos rotinas defensivas 'fracas', essencialmente, porque o Trabal está lá...!!!

Não perdemos o Campeonato, mas está muito mais difícil... Não são só as faltas de LD's e penalty's, hoje mais de metade das faltas marcadas contra o Benfica não existiram...!!! Rasteiras descaradas sobre os nossos jogadores não foram marcadas... É um autêntico vale tudo...

E se o Trabal não jogar em Turquel para a Taça, será muito complicado vencer!

Invencibilidade é para manter...

Castêlo da Maia 1 - 3 Benfica
25-22, 22-25, 15-25, 21-25
Ché(19), Gaspar(17), Rapha(12), Zelão(9), Mart(8), Violas(2), Casas

Com o 1.º lugar garantido começamos demasiado relaxados... e assim perdemos o 1.º Set, mas como a invencibilidade é para manter, demos a volta nos três Set's seguintes...!!!
Destaque para o 'regresso' do Gaspar à Zona 4 !!!

A meio da semana, também ficámos a saber que vamos defrontar o Castêlo nas Meias-finais da Taça de Portugal.

Juniores - 3.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 2 Sporting
Félix, Gedson


Resultado provavelmente justo, contra uma equipa com uma maturidade física muito superior... mas com muito mais talento individual do nosso lado, mesmo sem vários jogadores que jogaram pela B (Kalaica, Florentino, Jota, Zé Gomes)!!!
Sofremos o 1.º golo num penalty inexistente, demos a volta ao marcador, e depois sofremos o golo do empate num livre lateral desnecessário...!!!

Na Terça-feira temos Quartos-de-final da Youth League em Moscovo. Com os reforços da B (Dias, Buta, Digui...), temos hipóteses de regressar à Final Four da Suíça!!!

Chamem a polícia... mas para quê?

"Estranho País este que consente a perseguição aos árbitros em nome dum Estado que se acha no direito de fingir não ver e não saber.

O século XXI não trouxe ao futebol português qualquer tipo de modernidade civilizacional. Perseguidos como, há séculos, os católicos jesuítas no Japão, tão bem retratados pelo filme Silêncio, os árbitros portugueses continuam a ser pressionados, ameaçados, humilhados e ofendidos em pleno século XXI, porque o Portugal democrático, livre e moderno, suspende a lei, suspende a honra, suspende o direito de cidadania quando se trata de futebol.
O futebol, em Portugal, permite a excepção e a subversão dos poderes. Há gente que age criminosamente e que sente o conforto da impunidade. Dizem que são coisas da bola e com essa displicência e desresponsabilização permitem um clima de intimidação e de ameaças sérias a árbitros e suas famílias.
Não queremos ser exaustivos, mas lembremos apenas alguns casos conhecidos e publicados de intimidação e de ameaças sérias a árbitros e suas famílias.
Jorge Coroado, que já deixou a arbitragem foi, neste início de século, dos primeiros a queixar-se de ameaças de morte. Seguiu-se uma agressão registada e anunciada a Bruno Paixão. Em 2009 e 2010 o árbitro internacional Jorge Sousa foi ameaçado e as paredes de sua cada alvo de vandalismo. Poucas épocas depois, o árbitro Duarte Gomes, a conselho policial, viria a ser obrigado a mudar de rotinas e, neste última quinta feira, no programa da BolaTV, 'Quinta da Bola' trouxe-nos a informação de que, durante um largo período de tempo, a polícia acompanhou, como medida de protecção, a sua filha menor quando estava no colégio, porque as ameaças recebidas foram consideradas muito credíveis. Entretanto, aquele que foi considerado o melhor árbitro do mundo, Pedro Proença, fora insultado e agredido no Centro Comercial Colombo, em Lisboa Seguiram-se as acções de vandalização do talho pertencente ao árbitro Manuel Mota e as graves ameaças ao árbitro João Capela. No dia 5 de Janeiro deste ano de 2017, o árbitro Artur Soares Dias foi ameaçado dos árbitros, na Maia. Agora, e pela segunda vez num curto espaço de tempo, o restaurante do pai do árbitro Jorge Ferreira foi vandalizado. O árbitro confessa-se assustado e especialmente preocupado com a integridade dos seus familiares mais próximos.
Em todos estes casos, foi feita queixa na polícia. De resultados dessas queixas, apenas de conhece uma acção da Policia Judiciária que deu conta de nove adeptos benfiquistas que em Maio de 2010 (há sete anos) foram acusados de ameaças a árbitros.
Os casos são recorrentes, têm um padrão definido e comum, inserem-se num reiterado comportamento criminosos e conhecem-se factos que os tornam aparentemente fáceis de serem resolvidos, levarem à imediata descoberta dos seus autores, ao apuramento de quem foram os seus mandantes e de serem levados a tribunal. Porém, parece haver um intransponível bloqueio na acção policial, uma ausência de comprometimento do Ministério Público, um manifesto desinteresse do Ministério da Administração Interna. Ninguém parece preocupado em apurar responsabilidades ou, pelo menos, apurar as razões da inquietante ineficácia da investigação.
Haverá uma assumida preocupação em não envolver o Estado nas questões do futebol, mesmo quando se tratam de actos criminosos. O critério, é o de tolerar a existência de um pequeno país do futebol, dentro do país Portugal, onde os sistemas de poder político, legislativo e judicial são outros e dominados por interesses privados.
E, de tudo isto, o que mais me impressiona é a dócil, submissa e resignada reacção dos árbitros.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

PS: Pois é, numa sociedade moderna, livre, não é só a Polícia e o MP que tem responsabilidades na denuncia de actos criminosos... os jornalistas, também têm essa responsabilidade! Ou não o fazerem, seja por acção cúmplice, seja por inacção... vai dar ao mesmo!!!

Benfiquismo (CCCXCVI)

Este 'festejo' foi confirmado no Bessa!!!

Uma Semana do Melhor... São Benfica!

Jogo Limpo... com Janela !!!

Arbitragem contra arbitragem

"Vencemos o Desp. Chaves e, com isso, demos um passo rumo ao principal objectivo. Mas falta muito. Que bem joga a equipa flaviense, no campo todo, com ideia positiva de jogo e sempre com coragem de grande equipa. O Desp. Chaves levou à Luz milhares de adeptos, numa noite de inverno, numa sexta feira à noite. A subida dos transmontanos à I Liga foi das coisas boas que aconteceram ao nosso futebol.
No nosso futebol, como no Mito da Caverna, nada é o que parece, as sombras tomaram conta do espaço mediático. No António Coimbra da Mota, a eliminatória ficou encaminhada com o golo marcado fora e nem o penalty que se aceita (é pena que não se assinale ao contrário) traria perigo, com o segundo jogo na Luz. Mas o mesmo árbitro auxiliar que não assinalou o penalty no Bonfim validou um golo em fora de jogo, com eliminatória decidida. Este auxiliar conseguiu três coisas do agrado do seu clube do coração: tirar pontos ao Benfica com erro directo no Bonfim; criar a ideia errada de que havia benefício numa altura em que estava encaminhada a eliminatória; e, por fim, penalizar uma boa arbitragem de um árbitro que não agrada ao seu clube. A única consequência possível é evitar que quem tanto se engana deixe de ser escolhido e, em vez da bandeirola de árbitro auxiliar, vá, com todo o direito que tem, com a bandeira do seu clube ver os jogos. É arbitragem contra arbitragem, que vença os competentes.
O FC Porto apresentou contas dramáticas mas como está a um ponto da liderança tem adeptos animados com a justa pretensão de serem campeões. O Sporting apresentou contas positivas mas como está arredado dos títulos tem adeptos angustiados e zangados com o momento. Temos que admitir que as únicas contas que animam os adeptos são as da tabela classificativa. Pedir racionalidade a um negócio puramente emocional é uma impossibilidade."

Sìlvio Cervan, in A Bola

Monumento a Cosme Damião

"Considerações estéticas à parte, gosto do monumento por se tratar de uma iniciativa popular, via orçamento participativo da CML, e por ser justa. Cosme teve a capacidade de liderar, pelo exemplo, a construção da utopia Benfiquista. Sem Cosme, não haveria o Benfica que tanto amamos.
No entanto, reconheço existir conflituosidade na forma como encaro a homenagem a um dos nossos fundadores. A nossa divisa, 'E pluribus unum', que, em 'benfiquês', significa 'Um por todos e todos por um', traduz o ideal Benfiquista de e para todos. O próprio Cosme sempre se mostrou discordante da personificação dos feitos Benfiquistas, sobretudo em causa própria. Todos contribuem (ou deveriam) na medida das suas possibilidades para o engrandecimento do SLB e ninguém é dispensável desse desiderato.
E Cosme tinha razão: A rejeição do providencialismo acaba por ser um mecanismo de defesa do Clube, não o deixando refém daqueles que, em determinada altura, se evidenciam pela sua capacidade de servir a causa. Porém, não nos deveremos deixar enredar num tradicionalismo exacerbado. Levar Cosme à letra seria um erro. Muito do que defendeu, se aplicado hoje, seria anacrónico e prejudicial. Considero inteiramente justo homenagear Cosme, só me incomodando a tendência recente para o transformar numa espécie de messias do Benfiquismo. Assim como Cosme (e Eusébio e Guttmann), outros há merecedores de destaque: Goularde, Bermudes, Ribeiro dos Reis, Conceição Afonso, Bogalho, Maurício Vieira de Brito, Borges Coutinho e tantos, tantos outros... Enaltecê-los será enaltecer o Benfica. É redutor centrar em Cosme o Benfiquismo.
P.S. Obrigado a Vasco Sá Fernandes, o autor da iniciativa."

João Tomaz, in O Benfica

Irmãos Metralha

"Tenho assistido aos últimos jogos do SL Benfica do outro lado do mundo. São sete horas de diferença, o que faz com que uma partida à hora de jantar signifique programar o despertador para a alta madrugada. Foi assim com a vitória em Braga e contra o Chaves, com a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal com o Estoril, mas também com os campeonatos de atletismo, a eliminação na Taça da Liga de futsal ou  a vergonhosa arbitragem em Barcelos no campeonato de hóquei em patins.
O facto de estar longe dos canais de televisão e jornais desportivos portugueses tem-me feito bem. Muito bem, devo dizer. Sabem quais são as grandes vantagens? Uma é não ter de acompanhar a deplorável campanha eleitoral que está a acontecer ali para os lados do Campo Grande. 
E outra é que não tenho de estar constantemente a ouvir lamentos de arbitragem por parte do segundo classificado do campeonato.
É uma coisa que me irrita e que não consigo entender.
O clube que tem jogado mais vezes contra adversários em inferioridade numérica, a equipa que tem beneficiado de mais grandes penalidades por contactos-fantasma, a agremiação conhecida pelas suas ligações ao mundo da noite, da coacção, das fugas para Espanha e das viagens a árbitros está a queixar-se do quê mesmo? Não há vergonha na cara. Nunca houve para aqueles lados. Inventam polémicas, vitimizam-se, mas todos sabem quem eles são.
Nem em tempo de Carnaval conseguiram esconder-se atrás da máscara da seriedade. Nem hoje, nem nunca."

Ricardo Santos, in O Benfica

sexta-feira, 3 de março de 2017

113 anos

"113 anos de alma, 113 anos de chama imensa, 113 anos de luz intensa, 113 anos de orgulho, 113 anos de camisolas berrantes, 113 anos nos campos a vibrar, 113 anos de genica, 113 anos de luta, 113 anos de fervor, 113 anos sem rival, 113 de magia, 113 de honestidade, 113 anos de dedicação, 113 anos de respeito pelo adversário, 113 anos de entrega, 113 anos de resiliência, 113 anos de amor, 113 anos de audácia, 113 anos de aplicação extrema, 113 anos de abnegação contínua, 113 anos de dor, 113 anos de responsabilidade, 113 anos de motivação,113 anos de categoria, 113 anos de trabalho árduo, 113 anos de lágrimas, 113 anos de suor, 113 anos de vitórias, 113 anos de iniciativa, 113 anos de empreendedorismo, 113 anos de espírito ganhador, 113 anos de determinação, 113 anos de verdade, 113 anos de verticalidade, 113 anos de recusa de intrigas, 113 anos de liberdade, 113 anos de independência, 113 anos de modéstia, 113 anos de comportamentos discretos, 113 anos de franqueza, 113 anos de amabilidade, 113 anos de tolerância, 113 anos de confiança, 113 anos de correcção, 113 anos de solidariedade, 113 anos de espírito de equipa, 113 anos de amizade, 113 anos de cooperação, 113 anos de boa-fé, 113 anos de justiça, 113 anos de entreajuda, 113 anos de valores e princípios, 113 anos de competitividade extrema, 113 anos de compromisso, 113 anos de educação, 113 anos de excelência, 113 de humanismo, 113 anos de educação, 113 anos de equidade, 113 anos de urbanidade, 113 anos de ética, 113 anos de papoilas saltitantes, 113 anos de glória e 113 anos de Mística!"

Pedro Guerra, in O Benfica

Dois pesos

"Não me interessa nada a vida interna de outros clubes, e muito menos as figuras, figurinhas ou figurões que escolhem para os dirigir. Nós cá estaremos para continuar a ganhar-lhes, seja com A, seja com B.
O que incomoda é o tratamento diferenciado dado aos vários emblemas, quer quando se trata de arbitragem, quer em casos de disciplina, quer nos perdões bancários, quer na comunicação social. 
Neste último aspecto, o que se tem visto relativamente ao nosso vizinho e rival é espantoso. Um clube que investiu milhões no mais caro treinador de sempre do futebol português (e um dos mais caros da Europa), que fez inúmeras contratações milionárias, que se candidatava a ganhar provas internacionais, que ameaçava conquistar este mundo e o outro, e que em Janeiro já estava sumariamente afastado de todos os objectivos a que se propôs, tem sido obsequiado com uma espécie de tratamento VIP (ou tratamento médico, sendo mais preciso), que nada discute, nada coloca em causa, e nada questiona. Ao que parece, por lá está tudo bem, e a preparação da nova época corre lindamente, dentro do que era previsto.
Estivessem numa qualquer pré-época, e tivessem sido campeões (façamos o difícil esforço de imaginação), as notícias e comentários na imprensa desportiva não seriam muito diferentes. “Trabalho”, “pequenos ajustamentos”, “integração de atletas”, tudo na paz dos anjos, como se uma borracha tivesse apagado toda a temporada de 2016-17.
Se um dia tivermos a infelicidade de viver tempos assim, duvido que tenhamos direito aos mesmos cuidados paliativos prestados por este jornalismo decrépito e reverente."

Luís Fialho, in O Benfica

O 'hábito' da vitória !!!

Benfica B 2 - 1 Olhanense


O Olhanense está praticamente condenado, mas a vitória não foi fácil...
Começamos com falta de eficácia, sofremos um penalty que o Zlobin defendeu... e logo a seguir, sofremos um golo, novamente de Canto!!! Fomos 'atrás' da desvantagem, às vezes com pouca cabeça, mas empatámos antes do intervalo... e até podiamos ter ido para o descanso em vantagem...!!!
No início do 2.º tempo, beneficiámos de um penalty claro... e fazemos o 2-1. Nos minutos que se seguiram o Olhanense reagiu, o Benfica não conseguiu 'controlar' o jogo, e o Zlobin foi 'salvando' a equipa... com o aproximar do fim, melhorámos...

Além da boa exibição do nosso guarda-redes russo, destaque para a estreia a titular do chileno Ramirez, que tem muito a aprender no posicionamento defensivo, mas tem qualidade ofensiva...
Cada vez estou mais convencido que o Dias, o Digui o Pêpê e o Florentino vão pelo menos fazer a pré-época no plantel principal... o Zé Gomes tem que 'acordar' para a vida!!!

Com esta vitória, chegámos aos 50 pontos, que em teoria devem garantir a manutenção... depois do susto do ano passado, é sempre bom atingir os objectivos tranquilamente, sem percalços!!!

Europeu de Belgrado

Começou hoje o Campeonato da Europa de Atletismo de Pista Coberta, em Belgrado. Com vários Benfiquistas em pista...
O meu destaque vai mesmo para a Lacabela Quaresma, no Pentatlo, que terminou num excelente 7.º lugar com 4444 pontos, na sua estreia nas grandes competições internacionais. Com um recorde pessoal no Salto em Altura e nos 800m... e a melhor marca do ano nos 60m barreiras!
A Susana Costa qualificou-se para a Final do Triplo-Salto, com o ser recorde pessoal de pista coberta: 13,97m.
O Emanuel Rolim apesar do 3.º lugar na série, não conseguiu a qualificação nos 1500m, com um 3m46s96. O Rolim, foi o primeiro 'não qualificado' e houve inclusivamente dois qualificados, com pior tempo...!!!
O Marcos Chuva depois de ter conseguido os mínimos para estes Campeonatos não tem tido 'sorte'!!! Hoje, na qualificação do Salto em Comprimento, fez 3 nulos...

A discussão

"Rafa será hoje o mais discutido jogador da Liga também porque custou o que custou. Já com Soares, a discussão é outra!

Rafa é hoje um dos jogadores mais discutidos da Liga portuguesa. Pelo que faz, pelo que ainda não faz e pelo dinheiro que custou. Primeiro ponto: Rafa não tem culpa de ter levado o Benfica a pagar por ele ao SC Braga qualquer coisa como 16 milhões de euros, uma soma absolutamente inédita em negócios entre clubes portugueses. Rafa também não tem culpa de estar muito mais vezes a jogar onde, na minha opinião, não deve (no apoio a Mitroglou) do que a jogar onde, na minha opinião deve (numa das alas). Por último, Rafa também não tem culpa de ter chegado ao Benfica sob a inevitável pressão do custo e do stress próprio de uma transferência muito mediatizada e que o fez andar de coração na mão quase até à última hora do fecho do mercado de verão de 2016... e pouco tempo depois se ter lesionado, logo na estreia, e atrasado, em dois meses, a adaptação a um clube de dimensão gigantesca como é o Benfica.
Posto isto, Rafa vai precisar de tempo e provavelmente de outro tipo de oportunidades para mostrar se é ou não capaz de se tornar o jogador desequilibrador que o Benfica espera dele. Mas também vai precisar que sejam pacientes com ele.
Precisa Rafa e precisam todos os jogadores que chegam de novo a uma equipa. Há os que precisam mais e os que precisam menos. Há até os que acabam por não precisar. Mas Rafa, está visto, precisa!

Tem Rafa uma característica, pelo menos uma, totalmente diferenciadora, sobretudo no futebol actual, que é a velocidade com bola. Assim de repente, não estou a ver na Liga portuguesa um jogador que seja mais rápido com bola do que Rafa. Essa característica faz de Rafa um jogador precioso porque depois de se recuperar a bola o fundamental é levá-la mais depressa possível até à baliza adversária.
O que Rafa quase nunca conseguiu ainda compatibilizar com a rapidez com que transporta a bola é um bom critério na definição dos lances - o último passe ou a finalização mesmo já muito próximo da baliza, como sucedeu, ainda agora, no Estoril, para a Taça de Portugal, onde Rafa somou o desperdício incrível de duas magnificas ocasiões para marcar, que lhe podem muito bem custar o lugar no onze em Dortmund, por exemplo, onde o Benfica joga a qualificação para os quartos de final da Liga dos Campeões... talvez sem Rafa, repito, pelo menos de início.

Acontece que na minha opinião Rafa tem, num determinado sentido, a atenuante de ter andado vezes de mais a jogar por dentro, no apoio à referência atacante do Benfica. É a minha opinião e vale o que vale, naturalmente, mas parece-me mais uma daquelas teimosias próprias dos treinadores insistir em Rafa no meio em vez de lhe estimular e promover a capacidade de explosão numa das alas, onde Rafa se tem mostrado sempre muito mais forte e onde normalmente desfruta de muito mais possibilidades de desequilibrar o jogo do adversário, de ser muito mais eficaz e servir companheiros ou a aparecer a finalizar como finalizou no jogo com o Chaves, em diagonal, da ala para o interior é diminuir-lhe as aptidões, torna-o muito mais vulnerável e coloca-o muito mais à mercê do perseguidor.
Seja como for, o que se percebe é que Rafa não está ainda confortável. Vê-se que acusa o peso de não estar a corresponder como desejaria e como os benfiquistas esperariam em contraponto com a expectativa que a sua transferência gerou.
Sou dos que não está convencido da dimensão de Rafa para o chamado jogo de uma equipa grande. Ao contrário do que sucede, por exemplo, com Soares, o avançado que o FC Porto foi buscar a Guimarães.
Rafa vai, como disse, precisar, porventura, de tempo para sentir mais leve a camisola encarnada, e que sejam todos pacientes, porque sou levado a admitir que no caso particular de Rafa só na próxima época perceberemos melhor se encontrará ou não o espaço dele na equipa e um cenário suficientemente confortável para dar à equipa o que de melhor pode ter o seu futebol.
(...)

João Bonzinho, in A Bola

A insegurança dos árbitros

"Dizem os entendidos que a vitela assada que se come na Taberna da Esquiça é das melhores do norte de Portugal. Por isso, qualquer visita, desde que tenha propósitos gastronómicos, à derradeira casa de pasto de Fafe, estará sempre mais do que justificada.
Porém, desgraçadamente, não tem sido pela boa mesa que a Taberna da Esquiça salta, volta e meia, para o primeiro plano da actualidade nacional. O facto do proprietário ser pai de um árbitro de futebol tornou a casa de restauração de Fafe num alvo prioritário de hooligans, que procuram coagir não só o árbitro-filho-do-dono mas toda a classe, perante a indiferença das autoridades policiais e desportivas.
Nos últimos anos, ao contrário do que seria natural, as condições de segurança dos árbitros de futebol em Portugal degradaram-se muito: moradas e telefones devassados, familiares ameaçados, estabelecimentos (sejam talhos ou casas de pasto) vandalizados, num crescendo a que ninguém, na esfera desportiva, parece muito empenhado em pôr fim.
Numa altura em que a Liga dos Clubes é presidida por um ex-árbitro, o Conselho de Arbitragem é liderado por um ex-árbitro e a APAF recolhe o apoio da classe, custa a crer que ninguém faça nada, que não haja quem se indigne para além do politicamente correcto, que não sejam pedidas responsabilidades, que não se exija a intervenção das forças policiais.
O futebol português, tão forte na formação é tão competente na forma como se sagrou campeão europeu, está forçado, parece, a conviver com este pântano, onde alguns se sentem bem. Porque será?"

José Manuel Delgado, in A Bola

(...) o “outro jogo” do futebol: vale tudo contra os árbitros

"Acompanhem-me neste raciocínio. Asseguro-vos que é o mais o racional, distante e pragmático possível.
O futebol é apenas e só um jogo. Um jogo que os ingleses um dia inventaram com o objectivo de se divertirem e de entreter as pessoas. Certo?
Um jogo que, com o passar dos tempos, evoluiu. Adaptou-se. Modernizou-se. E porque cresceu, industrializou-se.
Por força disso, hoje é um dos mais excitantes espectáculos a que se pode assistir: tem competições regulares, talento, competitividade e muita emoção. Isso chega e sobra para fidelizar bilhões de adeptos em todo o mundo.
O jogo em si é disputado por duas equipas e arbitrado por uma terceira. No relvado. No terreno de jogo.
É depois orientado, de fora, por um conjunto de técnicos competentes.
Cada clube é dirigido pelos dirigentes que são eleitos pelos sócios. E a estrutura, a sua organização, é liderada por uma equipa de pessoas qualificadas, também elas eleitas e que são responsáveis por tudo o que se relaciona com as competições.
Depois há a imprensa, que é a voz de tudo o que acontece. E que transmite - através dos seus múltiplos canais - as emoções reais do antes, do durante e do pós-jogo.
Está por isso claro que cada um tem o seu papel bem definido à partida: os jogadores jogam, os árbitros arbitram, os treinadores treinam, os dirigentes dirigem, a imprensa informa e os adeptos deliciam-se.
Em tese, penso que estamos todos de acordo.
No entanto e como todos sabemos, o que se passa na realidade é diferente. Bem diferente.
Hoje não se joga um mas sim dois jogos em simultâneo.
O original, de que vos falava. O tal que se disputa no relvado.
E o outro, que se joga em várias frentes, longe, bem longe das quatro linhas.
No primeiro, treinadores, jogadores e árbitros fazem o que mais gostam, o melhor que sabem e podem. Uns acertam mais outros menos, uns têm mais talento outros menos, uns são mais competentes outros menos. Certo, certo é que no fim das contas, entre mérito e demérito, sorte e azar, benefício e prejuízo... o mais regular, o mais forte, o melhor, ganha. Ganha sempre.
Agora falemos do "outro jogo".
O outro jogo foi inventado quando o futebol começou a ser bem mais do que um mero desporto.
Aí não há estádios. Não há penáltis, não há golos nem há classificações. Há arenas. Há combate puro e duro. Há mentira, há má educação e há leviandade.
É um jogo pequenino, jogado por estrategas, por derrotados. É feio e mau. Muito mau.
Neste jogo, vale quase tudo: usar a imprensa para confundir as pessoas, manobrar a opinião pública, levantar suspeitas, inventar calúnias.
Com isso, alimentam-se ódios e instiga-se, ainda que indirectamente, à violência.
O resultado final é perfeito: cidadãos são atacados e famílias são ameaçadas, incomodadas e ofendidas.
Partem-se vidros, rasgam-se pneus, vandalizam-se paredes, amedrontam-se idosos.
Cometem-se crimes.
Objectivo: pressionar de tal forma os árbitros para que eles cedam no momento próprio. Não conscientemente, mas no subconsciente. Porque a raiva e o medo toldam a lucidez e afectam o discernimento.
A resposta a todo este cenário dantesco tem sido discreta e curta. Demasiado discreta e demasiado curta.
Sabemos que os homens que são árbitros não estão sós e que a sua estrutura está com eles, mas fica a sensação que estão desprotegidos. Porque se não estivessem isto não acontecia.
Foi criada uma linha telefónica de emergência, sim, mas essa é apenas uma solução à posteriori. Para casos pontuais.
Mas e medidas de fundo?
Medidas preventivas, estruturais, que evitem que tudo isto aconteça, de uma vez por todas?
Será que não está na altura de dar um murro na mesa e dizer, de uma vez por todas: "Chega!"?
Será que não chegou o momento de todas as partes com responsabilidade no futebol - todas sem excepção - sentarem-se à mesa e discutirem este problema com a seriedade que ele merece?
Será que é preciso que um árbitro seja agredido ou esfaqueado por um tresloucado qualquer, para que finalmente se páre tudo?
Já vi e vivi muitos momentos difíceis no futebol.
Sei que as coisas aquecem quando a incerteza pontual aumenta. Sei que manobras de distracção e pressão são consideras aceitáveis num contexto meramente desportivo.
Mas quando a situação derrapa, de forma reiterada e tão clara, para a vida pessoal e privada de agentes directos do jogo, afectando o seu bem estar e das suas famílias... algo está mal. Muito mal.
O futebol português tem que se demarcar desta imagem de criminalidade gratuita.
Tem agora a sua oportunidade."

Benfiquismo (CCCXCV)

Contra tudo e contra todos!!!

O que se está a passar,
no Campeonato de Hóquei em Patins,
é vergonhoso...

Aquecimento... tugão, mais uma vez!!!

Galardões Cosme Damião 2017

Atleta Revelação:
Sérgio Silva (basquetebol)
Gustavo de Capedeville (andebol)
Gonçalo Pinto (hóquei em patins)
Lindelöf (futebol)

Formação:
Andebol (campeões nacionais de Juniores)
Atletismo
Futebol (campeões nacionais de Iniciados)
Jogadores Campeões Europeus Sub-17 (José Gomes, João Filipe, Mesaque Dju, Gedson Fernandes e Florentino)

Modalidade:
Hóquei em patins
Andebol
Voleibol

Atleta de Alta Competição:
Diogo Rafael (hóquei em patins)
João Rodrigues (hóquei em patins)
Telma Monteiro (judo)
João Pereira (triatlo)

Treinador do Ano:
Pedro Nunes (hóquei em patins)
Mariano Ortega (andebol)
Pedro Pinheiro (andebol – Formação)
Rui Vitória (futebol)

Futebolista do Ano:
Jonas
Pizzi
Fejsa

Podem votar no Site do Clube.

Algumas notas:
- faz pouco sentido a presença do Lindelof na categoria relevação!!! O Ederson devia ter sido o nomeado do futebol...
- o Nicolia tinha que estar nomeado...
- faz pouco sentido a nomeação do Voleibol...
- o Semedo podia fazer companhia aos três magníficos na categoria de Futebolista do Ano!!!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Não «inventem» benefícios para, depois, nos roubarem

"Não tenho outro pensamento que não seja o de, clima de união, irmos ao Marquês, em Maio, comemorar o 'tetra a 6'...

24 Fevereiro de 04
Na passada terça feira, dia 28... fizemos 113 anos... de paixão, de glória e de mística. Benfica, maior muito mais que Portugal!!!

Orgulho em Rui Vitória
Com este artigo escrito, não fiquei insensível à conferência de imprensa de Rui Vitória, após o jogo no Estoril, com o 2.º golo a ser obtido por Mitroglou, em hipotética posição irregular. Ao contrário de outros que se poderiam refugir no «ainda não vi as imagens», «parece-me no limite», ou qualquer coisa do género, como noutros lados, Rui Vitória afirmou o que... podia afirmar: que não o chocaria se o golo fosse anulado.
Apesar da dificuldade e do ângulo de visão poder induzir o árbitro assistente em erro. Mas - e isso Rui Vitória não pode dizer, mas eu posso - não nos façam passar por anjinhos! Não nos ofereçam golos como o 2.º golo, no Estoril, validado pelo assistente Inácio Pereira - sim, o mesmo que não viu, ou não quis ver, o penálti flagrantíssimo sobre Carrillo em Setúbal - , porque não era importante para o desfecho da eliminatória. Eu não quero pensar nem admito que a validação daquele golo seria muito conveniente para qualquer máquina de branqueamento, para que fossemos beneficiados num momento do jogo em que a eliminatória poderia parecer resolvida, para dar argumentos a quem se tem esforçado para criar a ideia de que o Benfica é o beneficiado!
Poderemos sempre perguntar-nos sobre qual seria a decisão de Inácio Pereira sobre este mesmo lance do 2.º golo do Benfica, no Estoril, se ele tivesse ocorrido em Setúbal, há uns dias apenas. Porque, ao contrário do momento em que decidiu mal este (irrelevante) a nosso favor, no Estoril, decidiu muito mal o tal lance (esse sim, relevantíssimo), aí contra nós, em Setúbal. Eu sei, como demonstrou Rui Vitória, que somos diferentes, mas... ser bom não é ser parvo!
Nem aceitar que voltem às espertezas saloias do tempo do Apito Dourado!!! Atenção redobrada, pois então, para Vila da Feira!!!


A reunião que pode mudar tudo (ou não)
Segunda-feira (e não terça, como por brincadeira foi anunciado) o Presidente do Benfica - e só o Presidente do Benfica - reuniu, como antes solicitara, com os membros do Conselho de Arbitragem da FPF (Secção Profissional). Nesse encontro, como se pode depreender do comunicado a que, entretanto, foi dada publicidade (excelente comunicado, excelente mesmo, refira-se), o Benfica deu voz ao que todos pensamos, mas que custou a obter vencimento como posição oficial.
É que, no faroeste dos futebóis lusitanos desta época - passada a aventura quixotesca verde e branca (como o Presidente deles gosta de se auto designar) do ano passado - contra malta da corda, com uma folha de serviços carregadinha de entradas na Wikipédia quando digitamos «Apito Dourado», não basta pregar a boa nova e oferecer a outra face! Não, não basta, antes pelo contrário!
E o Presidente do Benfica percebeu o que pensamos, viu o que vimos, entendeu o que queremos!
O que vêem, o que pensam e o que querem os sócios, os adeptos, os simpatizantes do Benfica! Percebeu (há muito, digo eu) que se impunha um murro na mesa!
Um murro contra a possibilidade de se poder repetir, nesta época, o modelo de isenção de arbitragens que... tantos títulos nos tiraram, há uns anos!
Nesse comunicado, o Benfica denunciou e muito bem - passamos a citar... «o ambiente de coacção e condicionamento que tem sido gerado sobre a arbitragem por parte de outros clubes e que se agravou a partir do momento em que se assistiu à invasão do Centro de Treinos do Polo Profissional dos Árbitros na cidade da Maia por parte de elementos afectos à claque do FCP». Pois, na verdade (já aqui o referi), esse foi o momento de viragem no actual campeonato!
E nem sequer precisamos de aqui invocar um texto que circula nas redes sociais sobre as verdadeiras ameaças à integridade física e à liberdade, não dos árbitros, mas dos seus familiares! Da mulher que é avisada no trabalho, dos filhos que recebem ameaças, dos irmãos, dos pais nos locais de trabalho, onde se encontram com amigos... em todo o lado onde possam ser encontrados por quem - publicamente, para que saibam quem foi - os ameaça!!! Pois o Benfica questionou o Conselho de Arbitragem (e passo a citar, de novo, o referido comunicado) «sobre as medidas que este adoptou face às ameaças expressas à integridade física de árbitros e seus familiares e declarações públicas de principais responsáveis desses clubes, que punham em causa directamente a honorabilidade e segurança dos responsáveis do sector e equipas de arbitragens».
Mas como garantir a não existência de ameaças se elas são públicas e nada acontece? O que aconselharia o bom senso? Nomear árbitros de Conselho de Arbitragem mais distantes dos locais onde é mais fácil concretizar tais ameaças ou demonstrar a possível violência sobre quem se sente fragilizado por ver nessa situação a mulher, os filhos, os pais, os irmãos! O que fez o Conselho de Arbitragem?
Nomeou árbitros ali da zona!
O que aconteceu? Beneficiados sempre os mesmos! Desde que (e volto a repetir essa parte do comunicado do Benfica)... «se assistiu à invasão do Centro de Treinos do Polo Profissional dos Árbitros na cidade da Maia por parte de elementos afectos à claque do FCP».
Porque tememos e lamentamos (e volto, a citar) «que a ausência de sanções no âmbito disciplinar verdadeiramente punitivas daquelas situações crie um clima de impunidade que acentua a necessidade de serem tomadas medidas urgentes em nome da credibilidade das competições e devida protecção das equipas de arbitragem».
O problema é que essa impunidade, essa sensação do que tudo pode ser feito... desde que seja para evitar o nosso treta... está lançada aos quatro ventos! O que eles querem é evitar o nosso 36!
Ora, os beneficiados do costume (ou, como se costuma dizer, em conversa de rua, os «suspeitos do costume») têm como padrão de imparcialidade as arbitragens dos tempos do Apito Dourado!
Por isso, tudo, para eles, que não seja ganhar assim... sabe-lhes a pouco (como diria Sérgio Godinho). E, neste particular, o clube anti Benfica do Porto tem o apoio quase generalizado do clube anti Benfica de Lisboa! Porque eles, todos eles, só não querem o que nós queremos: que o Benfica ganhe!
A partir de agora, como o ano passado, teremos 11 finais, que teremos que ganhar aos nossos adversários! Mas também ao medo. Com arbitragens distantes do tempo do Apito Dourado onde valia tudo, porque o tempo de nos terem roubado no campo e darem entrevistas a explicar o inexplicável já lá vai! Mas com medo! Medo que, na hora de cada dúvida, transformará cada decisão nessas circunstâncias, connosco, a favor dos outros, e cada decisão, também com essas mesmas dúvidas, sempre favorável aos nossos perseguidores directos! Medo de todos sobre o que lhes poderá acontecer se nós ganharmos!
Mas, ainda assim, vamos ganhar! Talvez jogando duas vezes mais, como alguém prometeu para sempre, quando cá chegou, e, dos 6 anos que por cá andou, só cumpriu no primeiro!
Mas, ainda assim, vamos ganhar! Porque a inveja deles não ganha jogos. Só com ajudas do tipo Apito Dourada!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Animais com clubes ou vice-versa

"Muitos clubes estão associados a animais. Como símbolo ou alcunha. Não me refiro às pessoas, que também são animais. Mas a outros mamíferos e a aves. O Benfica optou pelo vôo da imperial águia, o Sporting pelo rugido do leão, à cautela enjaulado, o Porto reabilitou a figura mitológica do dragão, com mais ou menos fogo. Já o Boavista tem a pantera no xadrez e o Paços de Ferreira escolheu a mascote do simpático castor. Há o galo do Gil Vicente. E ainda os leõezinhos da Madeira (Marítimo). Pouca mais bicharada há por cá. Desta, evidentemente.
Em Espanha há os leões de San Mamés (Atl. Bilbau) e os periquitos do Espanhol. Por falar em aves temos, na Inglaterra, os canários do Norwich (e, como alcunha, por cá, os canarinhos do Estoril), bem como o urubu do Flamengo e o gavião do Norte no UT Cajamarca do Peru. Em Sunderland há um relativo paradoxo: o Estádio é da Luz (light) e o bicho é o gato-preto! Conhecidos são também os lobos do Wolfsburg, as raposas do Leicester e o touro do Torino. Peixe é que rareia. Mas assim é conhecido o Santos do Brasil. Aliás, no Brasil, a associação com animais é bem mais pródiga. Há o gavião (da chapada), elefante, camaleão, papagaio, zebra, morcego, tartaruga, raposa, coelho, tubarão, urso, coruja, crocodilo, arara, cascavel, rato, pica-pau, esquilo, tigre, cobra, camaleão, tucano, serpente, lagarto, cavalo. E ainda, estrela-do-mar, unicórnio, formiga, caranguejo e muitos mais: Um verdadeiro zoo!
Quanto a ciclóstomos, não conheço qualquer ligação a lampreias. E sobre batráquios, há silêncio: ninguém confessa engolir sapos."

Bagão Félix, in A Bola

SOS pelo título!

"Também no Benfica, mas, gritantemente, no FC Porto: 4 épocas a fio em jejum seria dantesco! Agora, ou... tendo de vender anéis (urgentes €120 milhões!), como será campeão?

, no renhidíssimo sprint que Benfica e FC Porto travam apenas entre eles, condimentos entre eles, condimentos muitíssimo especiais. Sim, não se limitam à sempre tão ambicionada conquista do próximo título nacional de futebol. Esta é uma temporada potencialmente crucial na definição dos caminhos para o futuro imediato!
SOS por este título! Nenhum deles o diz, mas trata-se de gritante SOS!
Para o FC Porto, a possibilidade de quatro épocas consecutivas em absoluto/terrível jejum de troféus torna-se dantesca! E com tenebrosa consequência financeira, antecedendo a desportiva! A SAD portista partiu para esta temporada já encostada à parede pela UEFA, que lhe deu mais um ano de prazo para cumprir o dito fair-play exigido nas contas. A SAD portista acaba de reconhecer novo prejuízo: €29,5 milhões do último semestre contabilizado. Porque, mau grado a pressão da UEFA, não quis - em boa parte também não conseguiu... - trespassar direitos desportivos de jogadores importantes (aí plenamente assumiu tudo por tudo por reconquistar êxitos que lhe escaparam nos anteriores 3 anos). Pelo contrário, investimento de €43 milhões...: 20 por 85% dos direitos sobre Óliver, 6 por Depoitre (90%), 13 repartidos por Alex Telles e Boly, 2,25 por mais 20% dos direitos sobre Otávio (passaram a 52,5%) e ainda 2 por Omar Govea. Aquisição de Soares, acima de 4 milhões, entrará no próximo semestre.
Acontece que a SAD portista não tem mais escapatória: no final desta temporada, terá de perder futebolistas que lhe rendam cerca de €120 milhões! Ou seja, terão de ir-se os mais valiosos anéis. Vide André Silva, Brahimi, Danilo, Alex Telles, quiça Felipe ou Marcano, ou curta passagem de Soares pelo Dragão.
O título nacional agora em efervescente disputa também vale pela valorização de jogadores. E mais, bem mais: se o FC Porto não for campeão nesta época, como poderá sê-lo na próxima com tamanha razia de firmes valores no plantel?!
Em SOS pelo título (embora menos premente) também está o Benfica. Porque conquistar o tetra, inédito no seu brilhante historial, sedimentando-lhe hegemonia, será duríssimo golpe nos grandes rivais. E também - não pouco!... - porque, já tendo partido Gonçalo Guedes, na próxima temporada deverão seguir-se as actuais mais brilhantes estrelas (até pela juventude e consequente alta margem de progressão): Ederson, Nélson Semedo, Lindelof... - enorme rombo à vista.
Evidente: este campeonato, ao rubro no topo, vale bem mais do que o seu título; vale futuro próximo mais risonho ou mais negro.

Sporting teve de trocar época de máxima ambição no futebol, transfigurada em catadupa de rotundos fiascos, por discussão eleitoral, quiça pouco proveitosa. Dois candidatos e, entre eles, José Maria Ricciardi, o omnipresente... - a quem, digo eu, há muito falta... candidatar-se.
Clara ideia de que Bruno de Carvalho continuará presidente. Por os seus méritos (evitou bancarrota, soube escolher líderes técnicos no futebol - de Leonardo Jardim a Jorge Jesus, passando por Marco Silva, a quem tanto destratou! -, vai inaugurar o pavilhão desportivo que o Sporting, direi que vergonhosamente, há largos anos não tinha) se sobreporem aos seus erros: irritação permanente, guerras espoletadas contra todo o mundo - e, naturalmente, perdidas (não sei se irá aprender...). Bruno de Carvalho favorito também porque Pedro Madeira Rodrigues terá acordado tarde em matéria de convincente firmeza - e os últimos trunfos que lançou, Boloni e Juande Ramos, não são decisivamente estimulantes.
O grande, enorme!, problema de Bruno de Carvalho, eventual vencedor, estará na próxima temporada de futebol. Após 4 anos a exigir títulos - o melhor que conseguiu, Taça de Portugal, teve batuta de Marco Silva, o injustadíssimo -, ou vai... ou rachará. É dos livros..."

Santos Neves, in A Bola

A brutal guerra contra os árbitros

"Há uma pergunta tão essencial quanto urgente a fazer: quando vai parar esta brutal guerra contra os árbitros?
A resposta é mais fácil do que a maioria possa pensar: se nos reportarmos a esta época, só vai parar depois de estar definido o próximo campeão nacional de futebol.
Não receamos falhar. Toda esta guerra louca contra os árbitros só vai mesmo parar quando não houver mais nada a decidir. E não me venham, por favor, com a treta da mudança de mentalidades. Há coisas que no futebol português nunca mudam, porque os clubes não querem que mudem.
Haverá quem lembre que a Liga tem responsabilidades. Tem, sim, mas a Liga não é um organismo que tutela os clubes; os clubes é que tutelam a Liga. Os clubes é que mandam no futebol português e nada muda, especialmente em matéria de arbitragem, porque, pura e simplesmente, os clubes, não querem.
Por isso, esta estúpida guerra contra os árbitros não é mais do que a extensão da guerra de poder entre os clubes. E qual é, neste momento, a batalha maior? Um título de campeão que está a ser discutido por dois clubes, separados, apenas, por um ponto.
A estratégia de ataque aos árbitros para tentar benefícios ilegítimos começou há muito tempo. Passa por uma pressão intolerável e por acções de condicionamento óbvias, mas que passam nas malhas disciplinares de pessoas e instituições sem poder nem autonomia; passa, também, por uma política de comunicação que desgraçadamente se alastrou a comentadores; e passa por esta gritaria que leva a um caos conveniente. E nada mudará."

Vítor Serpa, in A Bola

PS: Aqui está um excelente exemplo da cobardia cúmplice do descomunicação social desportiva portuguesa! Excelente diagnóstico, mas sem nunca chamar os bois pelos nomes!!! Medo, muito medo... O que esta gente não percebe, é que ao esquecerem-se das suas responsabilidades deontológicas, passam de facto, a fazer parte da Máfia que tudo contamina!!! Ao omitirem os responsáveis, estão a meter todos no mesmo saco: os criminosos e as vitimas...
Aliás, ainda esta semana, o propagandista da Máfia, acusou o Benfica de coagir os árbitros, por ter simplesmente, denunciado a coacção...!!!!

Lanças... frases!

105x68... Carnaval!

O triunfo dos Porcos, versão 33766 !!!


O objectivo destas acções criminosas não se restringe somente ao árbitro em causa e à sua família!
O facto dos mafiosos deixarem a assinatura nas paredes (ou aos microfones...) tem como objectivo intimidar, amedrontar, coagir todos os árbitros e as suas respectivas famílias... a forma como tudo isto é feito sem consequências, transmite a ideia de impunidade, dá-lhes inclusive um manto de omnipresença, é uma forma de 'insinuar' poder total, mais até daquele que verdadeiramente têm...
O facto da autoridades policiais, judiciais e políticas (até eclesiásticas... como o Padre que foi ao Prolongamento a semana passada...!!!) normalmente desvalorizarem este tipo de acções, dá-lhes força e inclusive 'respeitabilidade' social nos seus meios...
E como os avençados nos pasquins têm a lição bem estudada, em vez de condenarem sem reservas, em vez de identificar os autores e separar as águas, metem todos no mesmo saco... comparando o incomparável, dando-lhe o incentivo final para continuarem...
E se no futuro próximo, existir mesmo uma investigação, a 'sério', da Judiciária e do MP (como a entrevista do Vieira deu a entender...), quando a acusação for anunciada, já o Campeonato terminou!!!

Benfiquismo (CCCXCIV)

Benfica no feminino...!!!

Em maiúsculas e por extenso!!! E pontos de exclamação!!!

"Dez anos de passaram sobre a morte de Bento, o homem da coragem lendária. Figura quixotesca de bigode descaído, de cabelo longo e mãos enormes que não pareciam ser dele.

Bento já morreu há dez anos. Manuel Galrinho Bento. Parece que, quando a mulher de Nelson Rodrigues o avisou da morte súbita do romancista Guimarães Rosa, o cronista exclamou confuso: 'Mas morreu como, se estava vivo?'
É a única coisa requerida para quem tem de morrer. E somos todos.
Bento estava vivo. Vivissimo. Dificilmente alguém poderia estar tão vivo em campo, tão atento, tão seguro de si próprio. Era o exemplo acabado da coragem. Não se incomodava com a sua estatura meã, um metro e setenta e quatro centímetros, assim por extenso, toda a sua carreira foi por extenso. Barreirense, Benfica, Selecção Nacional. Lembrei-me, de repente, de um jogo de Portugal na Escócia. Os minutos passavam devagar, tão devagar. Para os portugueses, esclareça-se. Para os escoceses, os minutos pareciam que voavam. Duas concepções antagónicas do tempo. Os minutos de Bento, nesse jogo, foram infinitos. Não tinha mãos a medir. As bolas vinham e iam e continuavam a vir. E ele às vezes querendo-as, recebendo-as nos braços, afagando-as, acarinhando-as com as mãos, ás vezes desprezando-as, socando-as para longe como se fosse movido pelo ódio, empurrando-as para fora das linhas, e logo esperando por elas outra e outra vez. Lembro-me de Estugarda. O meu amigo, irmão, José Vidal estava lá como fotógrafo, atrás da baliza portuguesa. Gritava: 'Aguenta, Manel!' E o Bento cansado, aflito, sujeito às cargas de infantaria dos alemães, que digo eu?, cargas de cavalaria, cargas de tanques com lagartas, uma onda germânica invadindo tudo, camisolas brancas multiplicadas até ao infinito. 'Aguenta, Manuel!' O Bento respondia, por cima do ombro, impedido de estar desatento por um micronésimo de segundo que fosse: 'Já não posso mais...' Mas podia. Podia tudo. Portugal ganhou, Carlos Manuel fez um golo irrepetível, e o Bento desmanchava em defesas sublimes o seu corpo pequeno de homem da Golegã, terra ribatejana onde mandam os cavalos.
Bento devia escrever-se com maiúsculas: BENTO! E levar um ponto de exclamação no fim.
Não houve outro igual a ele e, no entanto, tantos foram enormes na baliza do Benfica.
Havia nele a figura quixotesca do bigode descaído, do cabelo longo, das mãos enormes que não pareciam ser dele, talvez algum deus do futebol lhas emprestasse no início de cada jogo.
Um golo único!
Lembro-me de Bento tantas vezes, que me lembro de o ver marcar um golo, e não foi o do penalty em Moscovo, contra o Torpedo, quando se tornou o capitão da neve, o homem que repelia os frios que vinham das estepes e o frio que fica por dentro sempre que um guarda-redes se estaca no momento do penalty. Bento sem angústia, esse. Bola certeira, Benfica apurado.
Mas eu falo de outro golo, era miúdo no Campo Dom Manuel de Melo, no Barreiro - sempre achei graça ao facto de um clube operário como o Barreirense ter um campo com Dom no nome. Foi contra a Académica, e ao Melo, salvo todos os erros de uma memória antiga. Bento chutou de lá da sua baliza, lá da sua grande área, a bola veio voando, voando, levada pelo vento ou por alguma ave matreira, brincalhona, depois caindo, caindo, caindo, dentro da baliza dos estudantes vestidos de negro como corvos. Até aí, Benfica foi único. Único golo. Golo único!
Lembro-me de Bento entre a alegria e a tristeza. Chovendo na Luz em noite de trovões, relâmpagos vermelhos de um Liverpool impressionante. E, mais tarde, contra o Liverpool ainda: a bola passando-lhe por debaixo das pernas, Rush e Dalglish de braços no ar, ele incrédulo de braços ao longo do corpo, a água caía do céu e tornava-lhe a figura ainda mais inconfundível, os bigodes molhados, o cabelo escorrendo água, as mãos enormes que pareciam não saber o que fazer no prolongamento do fracasso.
E a coragem? A lendária coragem de Bento!
Ele que vinha lá do Barreiro na camioneta de vender o peixe, passando aqui e ali para dar boleia aos colegas, logo mal o sol deitava para fora da noite as antenas de luz.
Uma vez, em Famalicão, voou para os pés de Reinaldo, que depois seria seu colega no Benfica. Reinaldo era grande, negro e luzidio, a cabeça de Bento não fugiu da sua bota, dos pitons que arrastaram pela testa, abrindo um sulco enorme de sangue e pele. Nessa semana, Bento levou tantos pontos, que, sozinho, liderava o campeonato. Seria campeão. Foi sempre um campeão, até nas derrotas, até no maldito dia em que partiu uma perna nos buracos de um relvado infame no interior do México em 1986.
Um metro de setenta e quatro centímetros de tamanho. Isso por fora. Por dentro, o Benfica era enorme. Quase infinito. Do tamanho do coração que o atraiçoou aos 58 anos, 1 de Março, decorrem agora dez anos certos.
Bento não agarrou a morte de frente como um pegador de touros lá da sua Golegã. Recebeu-a de peito aberto. O peito onde o coração deixou de bater."

Afonso de Melo, in O Benfica

Sportswomem num mundo de sportsmen

"Nos anos 20, a capital portuguesa ficou rendida a duas jovens atletas benfiquistas.

Félix Bermudes aproximou-se das suas duas filhas, Cesina e Clara Bermudes, as únicas participantes femininas em 93 concorrentes da primeira edição da Volta a Lisboa em bicicleta, prova organizada pelo periódico O Sport Lisboa, do qual era director. Estava quase a soar a partida, e era necessário colocar-lhes os números respectivos.
Nessa manhã de 12 de Outubro de 1924, ainda muito antes do início da prova, o Largo de Xabregas 'estava repleto de corredores e de povo que vinha curiosamente assistir à largada dos concorrentes'. A primeira categoria a partir foi a de 'Senhoras', às 10h05m, e as duas meninas iniciaram o percurso 'sob uma estrondosa salva de palmas do público entusiasmado pela sua gentilesa e decisão'.  Cesina Bermudes avança, mas Clara, a sua irmã mais nova, sofre uma aparatosa queda ao cabo de 400 metros, em consequência do mau estado do terreno. Apesar de magoada e prejudicada pelo atraso da recuperação da sua bicicleta, voltou a subir corajosamente e suscitou a 'admiração de todos, a energia com que venceu montada as enormes ladeiras do percurso, que muitos outros concorrentes se viram forçados a fazer a pé'.
Por seu lado, Cesina Bermudes teve uma acesa luta com um concorrente da categoria de 'Crianças', ao longo do percurso, apesar de não competirem no mesmo escalão. Nas descidas, o rapaz lançava-se em frente sem receio, distanciando-se da sua adversária, mas nas subidas Cesina 'ganhava o tempo perdido e passava-lhe à frente em virtude das suas excepcionais faculdades de fôlego e resistência'. Cesina Bermudes cumpriu os 30 200 metros sem nunca descer da sua bicicleta e conquistou a admiração do público e a vitória na sua categoria, com o magnífico tempo de 1 hora e 39 minutos.
Numa época em que havia a necessidade de alertar ao 'bom povo de Lisboa que defenda as senhoras que tomam parte da prova', estas jovens provaram serem duas 'distintas sportswomen, já notáveis em vários ramos do desporto' e que o desporto não era exclusivo da esfera masculina.
Pode conhecer mais sobre outras atletas benfiquistas que deixaram a sua marca na história do desporto na área 2 - Jóias do ecletismo do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

F(r)acções

"Pode-se fraccionar um todo. Há quem se divirta com isso. É como ter uma vaca e dizer que só tem lombo e que, desde cachaço a rabo mais nada há.
Diz a aritmética que uma fracção de 1 é inferior a 1 e que, estatisticamente, uma série longa pode dividir-se em percentis, decis ou quartis, assim se podendo escolher a amostra mais sedutora e conveniente 'ao momento' e 'à medida'.
No futebol, é habitual 'salamizar' o todo, em função de critérios clubísticos sobretudo o de ser 'primeiro'.
Acontece que a vida (de uma clube) é isso mesmo: uma vida. Qualquer partição do todo é discricionária, subjectiva e parcelar. De ora em vez, surge a do fraccionamento político: o Benfica, melhor no tempo do Estado Novo e o Porto, melhor no tempo da democracia. E, já agora, nos anos do PREC?
É como dizer dizer que o Real Madrid, em Espanha, e a Juventus (e Bolonha!), em Itália, eram os clubes do regime fascista. Valha-nos Deus!
Foi o Estado Novo que gerou Eusébio, Coluna, Simões, José Augusto e tantos outros jogadores? Foi o Estado Novo que permitiu ao Benfica ganhar 2 títulos europeus e chegar a mais 3 finais (e 5 em democracia)? E será que os últimos 3 campeonatos ganhos pelo Benfica valem menos para análise (democrática) por causa da 'troika'?
Não, o Benfica não é, nem foi o clube de qualquer regime. É afrontoso insinuar-se tal. Simplesmente é o maior clube, o mais popular, o mais vencedor (35 campeonatos e 25 Taças).
O Porto teve fases de hegemonia, mas não deixa de ser o segundo clube, ainda que à frente em títulos internacionais. Tudo o resto é fantasia fraccionada e mais ou menos dourada, mesmo com uma data virtual do parto do clube."

Bagão Félix, in A Bola

Vieira na CMTV

quarta-feira, 1 de março de 2017

Derrota nos últimos minutos...

Benfica 27 - 30 Sporting
(13-16)

Jogo equilibrado, que não espelha a brutal diferença de orçamentos (o orçamento do Sporting é 5 vezes - ou mais - maior do que o Benfica!!!). Sendo que ausência do Tiago Pereira continua a deixar marcas no rendimento do Benfica...
Após o 26-26 não conseguimos parar o ataque do adversário...

A nossa luta na 2.ª fase será com o ABC pelo 3.º lugar...

As prendas de Mitroglou

"Vitória geriu o plantel e teve no grego um avançado inspirado em dia de aniversário do Benfica.

Sistemas
1. O Estoril apresentou-se num 4x5x1, com a profundidade ofensiva a recair mais na direita, através de Licá. Em relação ao último jogo, destacam-se as entradas de Matheus Oliveira e Diogo Amado (capitão) para o meio-campo, reforçando a qualidade técnica e, o regresso de Kléber ao centro de ataque.
O Benfica, por sua vez, apresentou algumas alterações face aos seus últimos onzes: entraram Júlio César, Jardel, Filipe Augusto e Carrillo para os lugares de Ederson, Luisão, Pizzi e Salvio. Desta forma, o treinador do Benfica geriu psicologicamente o plantel - dar oportunidade a todos - e fisicamente - geriu o cansaço acumulado e a condição física de jogadores que tem sido fundamentais, como são os casos de Luisão e Pizzi. No meio-campo, nem Samaris, nem Filipe Augusto assumiram uma posição mais recuada, jogando lado a lado. Na frente, Zivkovic jogou mais pelo meio e Rafa apareceu na esquerda, o que já tinha acontecido na segunda parte do jogo com o Chaves, e com bons resultados.

Equilíbrio
2. O Estoril entrou forte e agressivo, tentando limitar a zona de construção do Benfica. Contudo, ainda a frio, o Benfica podia ter-se adiantado no marcador quando, aos 4 minutos, Rafa apareceu solto na pequena área (passe de Nélson Semedo) mas permitiu grande intervenção de Luís Ribeiro. O equilíbrio foi a nota dominante no primeiro tempo, com alguns remates sem grande perigo das duas equipas; e com maior controlo de bola por parte do Benfica, mas sem conseguir criar grandes situações de golo.
Aos 35 minutos surgiu o primeiro golo, num grande cruzamento de Zivkovic para Mitroglou, que empurrou para a baliza. A reacção do Estoril foi imediata, com Licá a aparecer solto na direita e a tentar servir Kléber, tendo valido o (grande corte) de Jardel. No seguimento desta ameaça surgiu o golo, num lance que penalizou duplamente o Benfica: lesão de Filipe Augusto (que originou a primeira substituição, com a entrada de Pizzi) e mão na bola de Eliseu dentro da área. Kléber finalizou e colocou novamente o jogo empatado.

Domínio
3. Na segunda parte o Benfica tomou conta dos acontecimentos, a jogar da forma habitual, com Pizzi e Samaris no meio e com os papeis bem definidos. O Estoril, baixou as linhas para o seu meio-campo, tentando aproveitar o espaço que existia nas costas da defesa do Benfica, tendo apenas criado uma ocasião de golo, num cruzamento de Licá para desvio de Kléber.
O Benfica foi crescendo, na segunda parte, tendo conseguido criar situações de golo. Numa primeira fase, Rafa perde nova batalha com Luís Ribeiro. Após a entrada de Cervi, o Benfica foi mais perigoso e criou três ocasiões de golo, finalizado uma delas: Eliseu a passar de calcanhar para Cervi, este a servir Mitrolgou, que, com calma (a tal calma que faltou a Rafa), finalizou. Curiosamente, o golo do Benfica, e a ocasião de golo de Zivkovic (90+1), surgiram após a entrada de Diakhité no Estoril, que tinha como objectivo jogar com três centrais, de forma a encaixar em Mitroglou e Jiménez.

Gestão
4. O facto de ser uma meia-final disputada a duas mãos permitiu a Rui Vitória uma abordagem diferente ao jogo, com uma boa rotatividade e gestão do plantel. A entrada de Cervi, na segunda parte, foi essencial para que o Benfica conseguisse dar um passo de gigante rumo ao Jamor, em dia de aniversário."

Diogo Luís, in A Bola

Sinais da bola

"Capitão silencioso
É apenas o 23.º jogador mais utilizado do plantel, mas não dá mostras de revolta. Jardel foi titular, envergou a braçadeira de capitão, porém nunca precisou de levantar a voz para impor o respeito. No primeiro tempo jogou mesmo de pantufas nas saídas com bola.

€56 milhões no banco
Rui Vitória fez poupanças e deixou 56 milhões de euros no banco de suplentes (Jiménez, €22 M, Pizzi, €14 M; Salvio, €13,5 M; Cervi, €5,9 M; Ederson, €500 mil; André Almeida, €200 mil). Um luxo ao alcance de poucos treinadores, mesmo fora de Portugal.

Pés de barro
Júlio César é um grande guarda-redes mas faz parte de uma geração que não trabalhou, na formação, o jogo de pés como, por exemplo, o jovem Ederson. Uma fífia comprometedora na primeira parte expôs essa fragilidade e deixou os benfiquistas com os cabelos em pé.

Ao centro, de amarelo
É avançado, joga de amarelo e marca as grandes penalidades para o centro da baliza. A resposta é Auba... perdão, Kléber. A única diferença é que ontem Júlio César atirou-se para o lado direito; na Champions, frente ao Dortmund, Ederson não se mexeu, de propósito.

Forrest tem limites
É o mais utilizado do plantel, corre como o Forrest Gump,tem 23 anos mas, afinal, Nélson Semedo tem limites. Após mais um sprint pela linha, na 2.ª parte, o lateral deu sinais de cansaço, recuando bem devagarinho para recuperar posição. E um rio de suor a escorrer pela cara."

Fernando Urbano, in A Bola

A propósito de Luís Filipe Vieira

"O respeito pelo passado é um pilar essencial na construção do futuro. O sentimento de pertença, a noção do todo e a ideia de ser parte de algo maior crescem ao longo de anos e forjam-se na força do exemplo e dos feitos de antanho.
A memória colectiva precisa de ser alimentada, seja por tradição oral, por relatos escritos ou, nos temos que correm, por variadíssimos meios audiovisuais. Ou ainda através da homenagem aos que, por feitos, da lei da morte se libertaram...
Foi isso que o Benfica fez ontem, dia do 113.º aniversário do clube, à memória de Cosme Damião, figura ímpar nos anos dos pioneiros, que passa a contar com o reconhecimento público através de um momento colocado a dois passos do Estádio da Luz.
Luís Filipe Vieira, por altura do centenário do Benfica, encetou um trabalho que prestigiou e aproximou os antigos jogadores ao clube, mostrando sempre um grande respeito pelo passado. Essa prática manteve-se, sendo normal ver as glórias de sempre dos encarnados ou no camarote presidencial da Luz ou, até, a marcarem presença nos grandes momentos do clube no estrangeiro. Mas a preocupação do presidente do Benfica com quem serviu o clube no passado tem ainda uma vertente invisível, que aqui não trarei, e uma outra mais pública, que terá tradução prática em breve, com a criação de mais condições de assistência médica para quem, entre os que vestiram de águia ao peito, dela carecer.
Quando for feita a história de Vieira no Benfica, esta vertente, entre títulos e betão, receberá, quando muito, uma nota de rodapé. Mas para a coesão do clube tem sido determinante."

José Manuel Delgado, in A Bola