Últimas indefectivações

sábado, 5 de novembro de 2016

Arranque com 3 pontos...

Benfica 3 - 2 Vic

Hoje, ganhámos com alguma sorte!!! Marcámos com alguns ressaltos, não fizemos uma grande jogo... mas conquistámos os 3 pontos!!!

O Vic defendeu com os 4 jogadores, muito próximo da baliza, e nós quando parecia que íamos fugir no marcador, os Catalães reduziam no minuto seguinte!!!

Destaco o Tiago Rafael. É um dos jogadores mal amados por alguns, mas para mim devia jogar mais minutos. Numa equipa muito ofensiva, o Tiago 'equilibra' e além disso farta-se de fazer assistências... ainda no último jogo em Viana do Castelo foi decisivo na reviravolta... E como o Valter não vai durar para sempre...!!!

Iniciámos a defesa do título com uma vitória, mas o caminho vai ser duro...




Liderança...

Benfica 93 - 74 Illiabum
33-12, 15-20, 18-23, 27-19

Boa vitória, contra um adversário que está a fazer um excelente campeonato... Só acho, que alguns jogadores podiam ter tido menos minutos...!!!
Na Quarta-feira temos jogo muito importante na Hungria, em caso de vitória, damos um passo gigante...
O Barroso não tem jogado, o Mário Fernandes, hoje, não fez parte da ficha do jogo... felizmente, temos profundidade na posição de Base!

Vitória em Espinho

AA Espinho 0 - 3 Benfica
17-25, 11-25, 18-25

Curiosamente até entrámos mal no 1.º Set, estivemos a perder por 8-3!!! Mas depois, o jogo seguiu o caminho da normalidade...!!! Mantendo o professor Jardim, a rotatividade no plantel...

Podia ter sido pior...!!!

Benfica B 2 - 2 Covilhã



O resultado acaba por ser lisonjeiro, num jogo onde até entrámos bem, marcámos (dois), disputámos o jogo... mas depois fomos perdendo gás! Contra uma equipa a jogar bom futebol. E o golo sofrido antes do intervalo, não ajudou nada...
O Hélder disse no fim, que a equipa está cansada!!! Isso parece-me evidente, agora as razões para isso acontecer, acho estranho...!!!
No 2.º tempo, tentámos defender a vantagem mínima, e estava-se mesmo a ver, que íamos sofrer o golo do empate...!!!
Estamos a 'desperdiçar' um bom início de Campeonato!!! Temos alguns jogadores lesionados, e como praticamente todos estes jogadores são Internacionais, nos diferentes escalões etários - além da Premier League International Cup -, o tempo de recuperação, é curto... mas temos que fazer os 3 pontos no Seixal, senão ainda vamos cair na mesma situação complicada que tivemos na época anterior...!!!

Benfiquismo (CCLXXII)

Bem fica...

Os melhores do campeonato

"O Benfica lidera com cinco pontos de vantagem no campeonato. Esta semana ouviu-se o mais engraçado clamor, era importante que o Benfica perdesse no Dragão para valorizar a liga portuguesa. Com este raciocínio também o Bayern desvaloriza a liga alemã e a Juventus desvaloriza a italiana. Agora são os melhores que desvalorizam as ligas. Os benfiquistas têm de ouvir cada argumento mais esdrúxulo, o antibenfiquismo primário tolda o raciocínio de alguns protagonistas da nossa comunidade mediática.
Ao que lermos, o FC Porto vai animado para o clássico com a nomeação de Soares Dias e com a vitória sobre o Brugge. Já o Benfica, também ao lemos, estará desanimado pela lesão de Fejsa e por não ter goleado o Dínamo Kiev. Mesmo aqueles que falam de penalties, esquecem ser o Benfica um dos clubes com menos penalties assinalados a seu favor na liga, e relativamente a erros arbitrais só não referem que o único empate do Benfica é obtido com um golo fora de jogo do V. Setúbal (para não falar dos prejuízos em jogos que vencemos). Sem erros de arbitragem tínhamos 27 pontos, ou seja, o máximo possível.
Neste momento, só a realidade desmente o comentário fantasioso a distorcido. Não ganhámos nada, e nalguns comentários vemos a vontade que o Benfica não chegue aos objectivos, mas por agora, repito uma ideia minha, não está fácil a vida de quem só diz mal do Benfica. Não há nas minhas linhas nenhuma euforia, nem sequer optimismo, mas não desminto um profundo orgulho e satisfação com o caminho já percorrido.
Ganhámos bem ao Paços de Ferreira, ganhámos com solidez ao Dínamo Kiev e só poderemos entrar com determinação e confiança no Dragão, na certeza que saímos em primeiro. FC Porto, SC Braga e Sporting são adversários de respeito, mas até agora fomos bem melhores, mais consistentes e mais sólidos. Vitória garantida em futebol só a do nome do nosso treinador."

Sílvio Cervan, in A Bola

Empate

Benfica 2 - 2 Braga

Depois de estarmos a perder por 0-2 o empate até é um mal menor, mas além de todo o desperdício durante a partida, os últimos minutos foram muito mal jogados...
O Braga jogou com um bloco muito baixo, dando pouco espaço, e apostando nas saídas rápidas... e com o 'vale-tudo' sobre o Elisandro (a forma como tudo é permitido para defender o nosso Pivot é mais um déjà vu do César Paulo!!!), não conseguimos arranjar espaço... Apesar do melhor jogador da partida, ter sido por larga margem o Vítor Hugo (o guarda-redes adversário).
A meio da segunda parte, alguns segundos de desconcentração e ficámos a perder por dois... Uma bomba do Fernando e outra bomba desviada do Hemni ainda deu para remediar...!!!
A velocidade do Ré e do Chaguinha fizeram falta...
O Mário Freitas terá feito um dos melhores jogos oficiais ao serviço do Benfica... hoje, até merecia mais minutos.

Mais uma arbitragem surreal... perdi a conta às faltas não assinaladas sobre os nossos jogadores; o Amarelo ao Gonçalo foi uma anedota...; os vários Amarelos perdoados aos outros foram outra anedota...; mas a forma como aparentemente é 'legal' defender os nossos Pivot's é realmente assustadora... até porque não foi só neste jogo!!!
E o 1.º golo do Braga é antecedido de falta sobre o Bruno. O jogador do Braga até podia-se queixar de também ser empurrado... mas ou era marcada falta a favor do Benfica, ou contra... não marcar nada, é que não podia ter acontecido.

Uma nota: o Bebé é actualmente o nosso melhor guarda-redes. Não 'nascem' Juanjo's aos magotes. Se querem 'testar' ou dar confiança ao Cristian, existem outro tipo de jogos...!!!

PS: Apesar de ser outra modalidade, destaco a contratação do Andebolista Croata Luka Rakovic, um ponta direita, que vem tentar 'tapar' talvez a nossa posição mais deficitária! O Davide Carvalho tem demonstrado pouca pouca pontaria... e o Aranda ainda é muito jovem.
O empréstimo do Aranda ao Madeira SAD foi uma excelente decisão.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

De Rui Vitória ao circo Benfica-Sporting

"A contabilidade passa por Fernando Santos, o ReporTV e a comunicação dos clubes

POSITIVO
5 pontos: Rui Vitória
Figura sem fantasmas, de discurso por vezes enfadonho mas dono de um percurso notável. São 14 anos como treinador e nem um dia no desemprego, num percurso iniciado poucos dias após a perda dos pais, em trágico acidente de viação. Chega a esta fase com cinco e sete pontos de vantagem sobre FC Porto e Sporting, por mérito seu e demérito dos adversários. 15 jogos, apenas 2 empates e 1 derrota. Sem Gaitán nem Renato Sanches. Por agora sem Jonas nem Rafa. E no clássico, como será sem Fejsa?

4 pontos: Fernando Santos
Nunca escondi o cepticismo em relação às possibilidades de Portugal no Euro 2016. O tempo e Fernando Santos provaram-me que estava errada. Assinou uma página histórica, daquelas que nenhuma circunstância rasgará, e acaba de entrar no top ten de treinadores do ano. Pelo meio surgiram três nomeados para a Bola de Ouro, com Ronaldo como principal favorito, e Renato Sanches como Golden Boy. «Não podemos ficar por aí», reage o seleccionador. Assim seja.

3 pontos: ReporTV
Passei a reservar este patamar para o bom jornalismo que se vai fazendo por cá. Sim, ele ainda se faz. Por entre a chuva de críticas, as nuvens cinzentas que pairam graças ao imediatismo, às redes sociais, ao efeito castrador dos departamentos de comunicação, surgem raios de sol como o ReporTV. É de longe o melhor produto televisivo sobre desporto em Portugal. Tem assinatura do incomparável Jaime Cravo e toca-nos. Toca-nos pela beleza, pela profundidade, pela genialidade. Obrigado, Jaime. 


NEGATIVO
2 pontos: Comunicação dos clubes
Começa nos grandes, que trocam conteúdos de qualidade por estratagemas obscuros nas redes sociais. Ficam os dirigentes na sombra, imunes a castigo, aparecem os prodígios do Facebook, dos comunicados e dos boletins. Mas a crítica não se cinge aos grandes. Os outros querem tomá-los como exemplo. Negam entrevistas ou querem condicioná-las, criticam jornalistas pela falta de exposição, atacam-nos publicamente como aconteceu de forma vergonhosa com o Sr. Director de Comunicação do Arouca. Se Arouca, Tondela, Moreirense, etc. não têm mais espaço, de quem é a culpa? É a história do ovo e da galinha.

1 ponto: Circo Benfica-Sporting
É Nélson Évora para um lado, Rui Silva para o outro. Pelo meio sai mais um para atravessar a Segunda Circular. Mais dois, três, cinco até! É um circo, um triste espetáculo onde me interrogo se está apenas em causa o valor dos atletas ou se torna essencial a sua proveniência. Deixo a sugestão: troquem as secções de atletismo de uma assentada, em bloco. Fica resolvido e poupam-nos o sorriso amarelo. Eis a nova moda após a contabilidade oca de modalidades, onde basta pagar um pequeno subsídio ao craque do berlinde para vestir as cores e ampliar o reportório do clube. Mau, demasiado mau."


 PS: Dos jornalistas desportivos profissionais exige-se no mínimo conhecimento sobre os assuntos... e já agora, alguma clareza sobre as situações que às vezes passam ao lado das primeiras páginas.
Sobre o tal Circo Benfica-Sporting, não fazia mal nenhum esclarecer que nem tudo é igual... Uma coisa, é um Clube contratar um atleta livre, sem contrato, que o seu ex-Clube demonstrou não querer renovar... Outra coisa, completamente diferente, é contratar um atleta, que tem um contrato com outro Clube, e que deseja cumprir e/ou até renovar...
Até pode parecer que estamos a falar da mesma coisa, mas são patamares éticos completamente diferentes... Mas como é habitual em Portugal, misturam-se alhos com bugalhos e fica tudo na mesma...!!!

Estranho

"(...)
Primeiro a jogar esta semana, também o Benfica conseguiu chegar ao objectivo de vencer pela segunda vez o Dínamo de Kiev, impressionando mais pela maturidade com que geriu os vários momentos do jogo do que pelo brilho com que ligou apenas meia dúzia de jogadas.
Com média de idades igualmente baixa (23,8 anos) em fez dos jogadores da equipa (porque neste caso é Luisão, com os seus 35, que altera tudo...), onde o Benfica está a surpreender a Europa é no talento e na capacidade que mostra na defesa, onde, ao contrário de Sporting e FC Porto, apresenta um guarda-redes muito jovem (Ederson tem 23 anos) e nada mais nada menos do que mais três jogadores abaixo dessa idade: Nélson Semedo e Lindelof têm 22, e Grimaldo tem 21.
Acredito que não haja na Liga dos Campeões muitas equipas com três jogadores tão jovens nos quatro da defesa, a juntar a um guarda-redes invulgarmente tão novo também, capazes de estranhamente, dar já tanta qualidade à equipa. É espantoso!

Se acrescentarmos a esse quatro os nomes de Gonçalo Guedes e Cervi (já agora, com 19 e 22 anos...) e ainda o de Mitrolgou, sobem então para sete os jogadores que nasceram para a titularidade no Benfica já no reinado de Rui Vitória, o que torna impossível não atribuir ao treinador campeão no mínimo o mérito de os conseguir ligar emocional e tacticamente ao tal fortíssimo compromisso de equipa que o Benfica vai exibindo praticamente desde o início da época e que o tem levado a ultrapassar dificuldades competitivas e a maior onda de lesões simultâneas de que há memória na Luz...
E por falar nisso, duas notas finais: o surpreendente regresso em grande de Luisão - como não o ver como verdadeiro líder quando em seis jogos oficiais com ele a equipa sofreu apenas um golo, e de penalty, do 1.º Dezembro? E a surpreendente longa ausência de Jonas, na minha opinião ainda muito mal explicada (ou nada explicada) por quem permitiu que ele regressasse no jogo com o Nacional (89 minutos em campo, a 27 de Agosto) para imediatamente a seguir voltar... a hibernar.
É, no mínimo, estranho.
No mínimo."

João Bonzinho, in A Bola

Os idiotas

"Nas ruas mais escuras do futebol português, longe das câmaras de televisão e dos debates a três que nos enchem os ouvidos, há uma realidade que assusta e que continua bem presente. Árbitros agredidos em jogos de amadores e de miúdos, insultos racistas e tudo o mais que achamos impossível de acontecer numa sociedade moderna em 2016.
No fim de semana passado, houve árbitros agredidos por jogadores nos distritais de Bragança e Vila Real e um futebolista alvo de insultos racistas num jogo do Paredes pelos próprios adeptos (grande atitude do presidente do clube, Manuel Cardoso) . No fundo, foi como se tivéssemos recuado mais de 2.500 anos na civilização e estivéssemos a ver espectáculos de violência gratuita e humilhação como havia no tempo da Roma Antiga.
Voltemos ao início. Tudo isto passa ao lado das câmaras de TV e dos debates a três, mas tem tudo a ver com isso. Chegámos ao ponto em que tanta gente com espaço mediático (e hoje em dia, toda a gente tem espaço mediático) acha que pode insultar e faltar ao respeito e passar impune. Logo, todos os idiotas de cada canto deste país acham que podem fazer o mesmo. Neste caso, os maus exemplos vêm de cima."

No caminho certo

"Sempre defendi que não se deve apostar na formação por decreto, muito menos por necessidade, no sentido em que as dificuldades financeiras se constituam enquanto força motriz. No entanto, são várias as suas vantagens e, agora que temos um treinador que encontra nela oportunidades ao invés de eventuais ameaças, estas tornam-se evidentes.
Na vertente financeira, pela diminuição da massa salarial, redução dos custos de aquisição de atletas, incluindo amortizações, e incremento das mais-valias, decido aos baixos valores líquidos contabilísticos dos passes, nas vendas. Consequentemente, também na vertente económica:
O decréscimo dos custos operacionais e a desaceleração das necessidades de tesouraria permitem canalizar os meios disponíveis para outros tipos de investimento, o que potencia a melhoria de qualidade do trabalho desenvolvido no clube. Há ainda uma questão de 'marketing':
A aposta na formação eleva a capacidade de recrutamento de novos talentos, uma vez que estes percebem que terão mais oportunidades para singrarem a nível profissional. Ademais, há a questão identitária, em que se pressupõe, com elevado grau de acerto, que os atletas formados no clube o sentem e têm bem assimilados os valores clubísticos. E a emocional, esta reservada aos adeptos, que acompanhavam a evolução dos atletas desde cedo e sentem por isso, maior proximidade com quem os representa no relvado. Mas ganhar é fundamental. Como tal, Luisão, Jonas, Júlio César, Jardel e outros jogadores experientes e indiscutivelmente competentes são imprescindíveis pois garantem qualidade imediata e sustentam o crescimento dos jovens valores. O Benfica está no caminho certo!"

João Tomaz, in O Benfica

Um Presidente único

"Luís Filipe Vieira foi eleito Presidente pela quinta vez sucessiva com uma votação inequívoca.
Atendendo à condição de candidato único (já verificada no sufrágio de 2006), a eleição para o quadriénio de 2016/2020 atingiu uma expressão quantitativa muito superior ao que se previa e viria a ser considerada impressionante, mesmo por observadores independentes, exteriores ao Sport Lisboa e Benfica, nas diversas tribunas da Rádio, da imprensa e da TV.
Tendo sido votada pelos milhares de Sócios que honrosamente podemos caracterizar com maior dedicação ao Glorioso Clube, esta reeleição de Luís Vieira após os seus primeiros quatro mandatos parece ter representado bastante mais do que a tradicional manifestação periódica dos valores democráticos profundamente enraizados no Clube desde a sua fundação, sempre que os associados são chamados a pronunciar-se pelo voto.
A espectacular afluência às eleições de 2016 constitui a inequívoca ratificação do universo Benfiquista relativamente ao caminho percorrido pelo candidato que permanecera no mais elevado vértice da imensa estrutura do Benfica durante os últimos 13 anos, em todos os planos da sua acção - conceptual e funcional; da obra construída; das realizações e dos títulos em todas as modalidades e disciplinas; e da seriedade e generosidade pessoal com que desde sempre assumiu as suas funções. Mas esta prova de absoluta confiança que acaba de ser prestada a Luís Filipe Vieira pela consciência colectiva do Sport Lisboa e Benfica aponta sobretudo para o grande Futuro do Clube.
No nosso já longínquo 1.º Congresso, realizado em Maio de 1988 sob o tema da 'Mística Benfiquista', o professor de História José Hermano Saraiva afirmava que 'o Benfica tinha nascido pobre, popular e português'.
O que ele não teve, então, ensejo de antecipar foi a dimensão que, trinta anos mais tarde, já hoje podemos configurar para o Benfica do primeiro quartel do séc. XXI, sob direcção de um Presidente único como Luís Filipe Vieira: o Benfica unido é poderoso, português e universal."

José Nuno Martins, in O Benfica

Unidos

"O elevado número de sócios que acorreu ao acto eleitoral da semana passada demonstra que estamos firmes e unidos rumo às metas que temos por diante.
A democracia no Benfica antecedeu, em largas décadas, a do próprio país. E essa tradição democrática ficou uma vez mais vincada na forma organizada e livre como decorreram as eleições. É verdade que só houve uma lista, mas o facto de a mesma ser apoiada de modo tão veemente – inclusive por sócios que num passado recente se apresentaram a sufrágio com outros projectos – reforça o nosso clube, relegitima os órgãos sociais, e cria condições para que nos próximos anos continuemos a caminhada que nos trouxe até aqui, e que nos vai certamente levar ainda mais longe. 
Vivemos um grande momento. Temos um Benfica ao nível dos melhores de sempre. Temos um líder inequívoco e incontestado, que já é o presidente mais realizador e ganhador em 112 anos de história. Dispomos de um excelente treinador, de um plantel de luxo, e seguimos destacados na frente do campeonato. Respiramos saúde, estabilidade, competência e confiança. Somos fortíssimos em todas as modalidades. Sabemos, porém, que não podemos parar, e que o triunfalismo é, neste momento, um perigoso adversário.
Sabemos igualmente o quanto tudo isto incomoda os nossos rivais, pelo que, daqui em diante, as tentativas de desestabilização vão recrudescer. É sempre assim. Estamos habituados. Noutras temporadas arranjaram estoris, túneis, colinhos e vouchers. Alguma coisa inventarão desta vez para nos tentar perturbar, e desviar da rota das vitórias. Se nos mantivermos unidos, não vão conseguir."

Luís Fialho, in O Benfica

Benfiquismo (CCLXXI)

Beijo...

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Não podemos ter medo de quem nos ameaça, mesmo fisicamente

"Benfica nada tem a temer no Dragão, porque confia nos jogadores e no treinador - outros não podem dizer o mesmo.

Noite europeia
Depois do tango argentino em Kiev, em Lisboa Salvio voltou a fazer a diferença! Um agarrão a Luisão, uma grande penalidade e mais uma vitória sobre o Dínamo de Kiev. Outra grande penalidade (agora contra nós) e uma enorme defesa de Ederson, a confirmar a nossa vitória. Eis o resumo de mais uma noite europeia, na qual voltámos ao nosso lugar, o primeiro, em igualdade pontual com o Nápoles, num dos grupos mais competitivos da Liga dos Campeões. Falta irmos à Turquia vingar o amargo empate com o Besiktas na Luz e ganhar em casa, na última jornada.
Regressando à noite europeia de terça-feira passada, um verdadeiro jogo de paciência, com o Benfica a dar continuidade ao bom momento que atravessa, embora, desta vez, com o realismo apropriado a um jogo europeu. Do jogo de terça, o (novo) azar de Fejsa (a sofrer uma entrada para vermelho directo). Tão útil que me fez lembrar a de Bruno Alves, contra Rodrigo, em São Petersburgo, a 15 de Fevereiro de 2012. Parece, não parece?

O choradinho dos apitos dourados
Estão abertas as hostilidades para o clássico. Sejamos realistas e não fujamos ao que nos querem oferecer.
Desde o recente empate do Porto no Bonfim que chovem recados, vindos de todos os lados (ou será do mesmo?). Inevitavelmente, com a crise instaurada para os lados do dragão, insurgem-se os santos, os anjos, os arcanjos, os querubins e os serafins lá da paróquia. Com essa crise não faltam lamentações (sem muro, por enquanto), incluindo o, até aqui, tema tabu, da política de comissões da SAD.
Bem sei que a possibilidade de existência de comissões, tanto nas renovações como na celebração dos primeiros contratos profissionais por jogadores vindos da formação - bem como o alegado envolvimento de familiares em negócios do clube e da SAD - são temas especialmente sensíveis (como bem o provam as recentes declarações de Angelino Ferreira, em entrevista ao jornal Expresso).
Mas, o que hoje aqui importa é outro tipo de declarações, as que mandam recados de atemorização para os adeptos de quem vai à frente no campeonato. Tão à frente que as palavras do representante de uma das suas claques, a propósito dos «roubos» a que dizem assistir não intimidam.
Defendem, estes, aliás que não podem ser «bons rapazes» e que devem ter uma conduta de «olho por olho, dente por dente». A mesma tese que eu defendo, e que foi título de um artigo que escrevi, quando partilhei aquela que deveria ser a postura do Benfica, em determinadas situações, e numa outra dimensão. Só que - embora agradeça a gentileza da pessoa em causa - não defendo, como alguns, a «guerra pela guerra», nem, tão-pouco, o «ódio eterno» aos adversários (embora fosse perder tempo qualquer tentativa de explicação às pessoas em causa, como, aliás, todos reconhecem).
Seria, como diz o povo, num velho ditado: gastar cera com maus defuntos!
Mas não podemos ter medo de quem nos ameaça, mesmo fisicamente.
De facto, além de nos odiarem - sim, os dirigentes, e os que lhes são mais próximos - precisam que não ganhemos.
Eu não odeio. Odeio, apenas, a batota... que cimenta a união contra o Benfica.
O mais engraçado, porém, é que falam em ódio, como se, no caso, fôssemos nós os culpados desses «roubos» que agora tanto os preocupam (e não a sua própria incompetência).
Eu sei que lhes dói muito a vantagem (confortável, sobretudo numa ida ao Estádio do Dragão) de cinco pontos, mas é preciso ter lata ou falta de memória para falar em alegados prejuízos das equipas de arbitragem ao clube deles, quando estarão para sempre associados ao maior escândalo de corrupção do futebol português.
Ao que tudo indica, estão a voltar ao tempo dos discursos agressivos, para atemorizar (os árbitros?), legitimando a violência. Já só falta a tese do colinho, que eles tanto gostam, mas lá chegarão!
Porque, sem argumentos no campo, querem atacar o Benfica, quanto mais não seja pela pressão, que já começa a ser criada, sobre as arbitragens!
Porque terão sempre queda para resolver as cosias à moda deles, que é como quem diz... voltando aos métodos do Apito Dourado (pois se deram tão bem com isso...).
Por nós, e sem qualquer preocupação com o que se vai dizendo e escrevendo por aí, por muito que isso lhes custe, queremos e vamos continuar a ganhar! Continuaremos a lutar jogo a jogo, pela verdade desportiva!
Sem chorar, sem intimidar e, muito menos, sem pressionar as nomeações.
Nada temos a temer e - já agora - confiamos em nós, nos nossos jogadores e no nosso treinador (eu sei que os outros não podem dizer o mesmo...).

No Dragão, para ganhar
Ainda que com toda esta atribulação, com as tentativas de intimidação conhecidas (onde anda a Liga?) vamos ao Dragão para ganhar! Não por ser contra o Porto, mas antes por ser o próximo e mais um jogo; e todos os jogos são para ganhar! Porque somos os melhores e os mais consistentes.
Jogando, por estes dias, um futebol que nos põe a implorar para o que o tempo não passe, para que o jogo não acabe, para que os descontos se prolonguem indefinidamente (sem ser para empatar, como acontece a outros).
De memória, recordo períodos de épocas de Jorge Jesus (muito especialmente nas primeiras jornadas da sua primeira época no Benfica), alguns jogos com Fernando Santos e muitos jogos com Sven-Goran Eriksson (especialmente na primeira época da sua primeira passagem pelo Benfica.
E, agora, com Rui Vitória, uma aposta ganha de Luís Filipe Vieira! Um treinador que, além de perceber muito de futebol (e não só de futebol, não é, prof. Manuel Sérgio?), assume as responsabilidades que tem de assumir e resolve todos os problemas - e não têm sido poucos esta época - com o carácter dos grandes líderes. Porque é para isso que lá está (e, já agora, recebendo muito menos, muito menos do que outros que têm desculpas para tudo, até para o que não tem desculpa).
Mas não nos iludamos: para ganharmos este campeonato vamos ter que jogar o dobro dos outros dois... juntos. Por isso, vamos ao Dragão com os pés bem assentes na terra e a humildade (de tricampeão).
Apresentaremos uma equipa unida, em torno de um espírito extraordinário, capaz de ultrapassar as muitas dificuldades com que nos fomos deparando. Especialmente lá, vamos entrar em campo e jogar à Benfica. Sem constrangimentos, sem receios e sem qualquer tipo de complexo, mas, acima de tudo, com muita competência e coragem. E muito menos, sem o deslumbramento ou as ostentações (de outrora) de outros. Para que todos possamos vencer, honrando quem muito venceu por nós. Por eles, mas, sobretudo, pelo Benfica!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Para nunca esquecer...

Já me perguntaram porque eu continuo aqui no blog a chamar a esta instituição de Corruptos!!! Pois bem, este resumo de 13 minutos, é o espelho de mais de 20 anos de Tugão... e o principal responsável por tudo continua no poleiro...!!!

De varrer o chão

"Acabei de ler livro fantástico, um livro em que, sem que este Benfica lá esteja, lá está em várias circunstâncias: Legado, de James Kerr - o livro em que os All Blacks ensinam como vencer-se na vida (e não só...).
O primeiro capítulo trata do carácter - e fala do espanto por que Kerr passou ao ver o que viu no segredo do balneário da selecção de râguebi da Nova Zelândia, depois de festejada uma vitória que fora mais do que uma vitória: os seus melhores jogadores pegaram em vassouras de cabo longo e desataram a varrer o chão, juntado lama e gaze em montículos, aparecendo, depois, outros a atirarem-nos para o lixo. Em pasmo, perguntou a Andrew Mehrtens, um dos seus ícones, a razão - e ele explicou-lha:
- Tem a ver com não estar à espera que outra pessoa faça o nosso trabalho. Ensinar-nos a não esperarmos que as coisas nos sejam dadas de bandeja. Se tivermos disciplina pessoal na nossa vida, vamos ter mais disciplina no campo. Isso é preciso se queremos que os rapazes puxem para o mesmo lado como uma equipa. Não queremos uma equipa de indivíduos. Aquele varrer do chão não garante que se ganhe sempre, mas vai, certamente, tornar-nos uma equipa melhor...
Ou seja: nesse mais do que simbólico varrer do chão há a força do exemplo (onde também entra o treinador...) e essa é a forma de se dar carácter especial à equipa - e, no râguebi ou no futebol (e na vida...), o carácter acaba sempre por triunfar sobre o talento. Ou dito melhor, como o disse um famoso treinador americano de basquetebol, o John Wooden:
- Vencer exige talento, voltar a vencer exige carácter...
E o que o ritual dos All Blacks lhes dá é o melhor espírito, na sua mensagem:
- Nunca sejas demasiado grande para fazer as coisas pequenas que têm de ser feitas para nos tornar maiores.
Por isso é que este Benfica é o que é - porque tem Rui Vitória, o Rui Vitória que entra em cada dia a varrer o chão do dia anterior - e leva os jogadores com ele."

António Simões, in A Bola

Individualidades e individualismos

"O futebol (na sua pátria expressão inglesa, association football) é um desporto colectivo, em que as individualidades têm um contributo decisivo para o resultado do conjunto, seja pela positiva, seja pela negativa. Mas, enquanto as partes fazem parte do todo, o todo não é subsumível numa ou mais das partes.
Certo é que abundam e medram as honrarias individuais. Tantas, que confesso, por vezes já as confundo. É a bola de ouro, a bota de ouro, o melhor da UEFA, o melhor da FIFA, os melhores onze a actuar na Europa, etc. Não há mês em que não haja uma festarola de um galardão, rodeado por generosos patrocínios.
Mesmo a nível nacional, há de tudo. O melhor em campo, mais vezes melhor. O jogador com mais pontuação, com mais golos, com mais assistências, com menos cartões, o melhor árbitro e assim em diante.
Em suma, no futebol colectivo, os prémios são individuais. E, como no ciclismo, há os chefes-de-fila e os aguadeiros. Os chefes-de-fila são noventa e tal por cento do meio-campo para a frente e os aguadeiros são os guardiões, defesas e a maioria dos médios. Jogadores todos iguais, mas uns mais iguais do que outros...
Aproxima-se a atribuição da Bola de Ouro. Aquece a doentia e insuportável obsessão Ronaldo /Messi como se fossem os únicos a disputá-la. Os egos tomam assento na praça e o resto assiste. Com esta tendência, com estes ou outros jogadores, as individualidades produzem individualismos. Não sei se o futebol ganha com isso. Para mim, não. É, por estas e outras razões, que as equipas alemãs, privilegiando o conjunto e menos dependentes de superegos, são sempre fortes."

Bagão Félix, in A Bola

Champions e... FC Porto-Benfica

"Sporting: frustrantes 2 derrotas com este dizimado Dortmund! FC Porto venceu, mas não se galvanizou. Benfica perdeu Fejsa, nada menos que a sua trave mestra!

A 2.ª volta da Champions começou bem para Benfica e FC Porto e com novo mau resultado sportinguista (saldo lusitano: apenas 5 vitórias ao cabo de 12 jogos...). O Sporting tinha de ganhar em Dortmund, jogou bem, mas perdeu... Jorge Jesus inovou com 3 defesas centrais, golo à parte até funcionaram a preceito - Paulo Oliveira era, até época e meia atrás, a minha maior esperança de novos portugueses nesta função; mas Jesus aposta em defesas mais altos -, e, na 2.ª parte, viu-se avalanche em busca de empate. Sporting quase fora da Champions. Sorteio logo apontou a isso, mas fica agora forte frustração: duas derrotas com sub-Dortmund, tão dizimado por onda de lesões, apenas 6.ª na Bundesliga, com uma vitória nos últimos 7 jogos... O Sporting tinha obrigação de ultrapassá-los!

FC Porto-Benfica já de seguida! Sob tal prisma que disse esta jornada da Champions? FC Porto venceu Brugge, subiu ao 2.º lugar - jogo chave em Copenhaga -, perdendo, porém, grande oportunidade de se galvanizar para o próximo domingo. Timidez ofensiva em mais uma exibição oscilante. Na Luz, noite doce/amarga para o Benfica. Doce porque este êxito era imprescindível rumo a qualificação para a fase seguinte. Ficou bem mais possível, mas nada terá de fácil ir a casa do Besiktas e receber Nápoles. Outro triunfo é imperioso. Sim, dois empates não deverão bastar... - altíssima probabilidade de italianos e turcos vencerem um Dínamo de Kiev que, tendo falhado na Luz a derradeira hipótese de continuidade na Europa, decerto se concentrará em pleno na defesa do seu título ucraniano.
Noite também amarga para o Benfica: lesão de Fejsa é tremenda baixa na semana de confronto com o FC Porto. Fejsa, tão-só, o jogador mais difícil de substituir para despique de tamanha importância! É ele a trave-mestra do rigoroso equilíbrio da equipa a partir do meio-campo na solidez de bem defender com rápida e eficaz recuperação da bola. Nenhuma outra ausência tanto preocuparia Rui Vitória nesta altura. Sem Ederson, Júlio César. Sem Nélson ou Grimaldo, André Almeida ou Eliseu (embora nada igual...). Sem Luisão ou Lindelof (que defesa-central está este menino!), e mantendo-se Jardel inoperacional, Lisandro. Sem Salvio ou Cervi, Gonçalo Guedes num flanco. Mesmo sem Pizzi (ui, tratando-se do actual maestro!...), regresso de André Horta, ou, noutro esquema, Samaris devolvido ao seu lugar de origem: n.º 8. Sem Fejsa... problemão! Samaris adaptou-se a n.º 6 porque teve de ser, quando Jorge Jesus perdeu Matic; mas tem insuficiente ritmo, sobretudo agora ao vir de lesão. Celis parece ser dali; só que ainda mais insuficientes foram os seus testes no Benfica. Polivalente André Almeida como n.º 6 no Dragão? (ritmo também afectado por recente baixa clínica). Danilo seria a melhor alternativa...; mas apresenta dois senões; muito tempo lesionado, quase não jogou; e, ao que se sabe, Rui Vitória tem andado a prepará-lo para se tornar... n.º 8.
Quiça ausência de Fejsa implique mexer na equipa também com alteração táctica... Se Rui Vitória, há uma semana, tivesse dúvidas sobre que Benfica no Dragão (mais ou menos defensivo), ela terá desaparecido com empate portista em Setúbal. Vantagem de 5 pontos, Benfica descontraído, táctica e 'onze' inalteráveis. Porém, sem o pilar Fejsa, eventual tentação de reforçar o meio campo poderá passar a... necessidade. Do habitual 4-1-3-2 para 4-2-3-1? Samaris, André Almeida, Danilo... dois deles imediatamente à frente do centro defensivo, avançado Pizzi para n.º 10, com saída de Cervi e mudando-se Gonçalo Gudes para a esquerda atacante?
E que FC Porto no seu inadiável tudo por tudo do próximo domingo? Provável decisão de Nuno Espírito Santo por puros extremos, Corona e Brahimi (pelo menos um deles), em vez de quatro puros médios, como tem sido corrente, tendo se ser os excelentes defesas laterais Layun e Telles a imprimir profundidade defensiva pelos flancos.Óbvio: é do FC Porto a muito maior obrigação de arriscar, atacando a fundo e logo de início.
Também no confronto táctico - aliás, desde logo aí - se espera jogão!"

Santos Neves, in A Bola

Benfiquismo (CCLXX)

O melhor...

Vitória em Bruxelas !!!


Bruxelas 74 - 79 Benfica
12-15, 21-17, 20-22, 21-25

Excelente vitória... não têm sido muitas as vitórias na Europa, muito menos fora de casa... contra uma boa equipa, dum Campeonato mais competitivo do que o nosso.
Excelente jogo do Carlos Morais, que apesar de ter feito os 40 minutos, foi decisivo nos segundos finais...!!!
Se internamente os jogos têm sido 'sem sal', na Europa nota-se melhorias na equipa, principalmente na construção ofensiva!!!

Começamos mal (10-2), mas fechamos o 1.º período na frente. Só passámos com 'convicção' para a frente do marcador no final do 3.º período... A 5 minutos do fim, tivemos uma boa vantagem, que desperdiçamos e permitimos o empate a 67... Mas ainda tivemos cabecinha e talento, para voltar a ganhar vantagem...

Tudo em aberto no grupo, com a vitória do Alba sobre o Chalon... Três equipas na frente com 5 pontos, e depois o Bruxelas com 3. Além dos 2 primeiros de cada grupo, também passam os melhores 3.ºs, portanto estamos no bom caminho... E na 2.ª volta, vamos ter dois jogos na Luz! Vencendo na Luz, teremos seguramente na próxima fase... Creio que a chave será o jogo com o Chalon... Mas na próxima jornada, vamos jogar novamente fora, na Hungria...

Vermelho e verde

"Tenho um amigo, tão sportinguista como eu sou benfiquista. Brincamos com as graças e desgraças dos nossos clubes, há longos anos. Mas, tal não me impediu de usar camisolas e gravatas verdes e até de já ter tido um carro verdoengo. Ele, por sua vez, mais ousado do que eu, usa, amiúde, roupa em tons de vermelho, tem uma linda canela purpúrea (que bem ficaria na minha colecção) e um belo Alfa encarnado.
Depois das orientações leoninas para que, entre os seus jogadores e não só, nada haja de encarnado pelas bandas de Alvalade e Alcochete, tive reunião de emergência com este meu amigo e decidimos, sem polémica, que:
1. Deixarei de comer feijão verde e ele não voltará à sopa de feijão encarnado;
2. Ainda que raramente o faça, se beber vinho só tinto e nunca verde, ao invés precisamente dele;
3. Vou deixar de usar a Via Verde nas auto-estradas, ao passo que o meu amigo me jurou que não voltará a passar com semáforo vermelho, ainda que esteja com pressa;
4. Felizmente acabaram os recibos verdes em papel, o que o meu amigo lamenta, dizendo que o mesmo deveria acontecer aos cartões vermelhos (do Sporting, claro);
5. Jurei nunca mais pronunciar a frase «há, mas são verdes» e ele logo retorquiu prometendo que nunca mais ficaria «vermelho que nem um tomate», mesmo com o Tondela e o Nacional;
6. Só verei os jogos da selecção com equipamento da cor mais representada na nossa bandeira (vermelho), ao contrário dele que só a verá trajada de verde, ainda que esquálido;
7. Quanto a melancias, estamos de acordo: são falsas e manhosas. prefiro oferecer-lhe um bom melão.
E pronto. Amigos como dantes..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A redenção de Ederson

"Benfica foi justo vencedor num jogo em que fez o que tinha de fazer, com grande pragmatismo.

Jogo de paciência
1. O Benfica ganhou bem um jogo que era muito importante para as duas equipas. A primeira parte, sobretudo, acabou por reflectir precisamente a grande responsabilidade da partida, assistindo-se a um jogo de muita paciência. Por um lado o Benfica a não querer arriscar muito, a não querer expor-se, por outro o Dínamo Kiev a condicionar com mérito o jogo interior, daí resultando muito congelamento no corredor central.
Era grandes, portanto, as cautelas tácticas de parte a parte, com poucas oportunidades de golo. Acabou por ser o Benfica a marcar à beira do intervalo, de penalty (bem assinalado).

Ficar sem guarda-costas
2. O golo foi um injecção de confiança e moral para o Benfica, que entrou na segunda parte muito mais forte e a desperdiçar duas ou três situações para matar o jogo - Mitroglou em particular movimentou-se bem mas não teve uma noite feliz na finalização. Surgiu depois a lesão do Fejsa, que teve de sair aos 59 minutos, e isso condicionou o controlo de jogo da equipa encarnada, que começou a ter algumas dificuldades no meio-campo, deixou de ser tão compacta, ficou mais partida. Porque Samaris não é Fejsa, o sérvio é omnipresente no Benfica, pela forma como pressiona alto e preenche os espaços. É o grande guarda-costas de toda a estrutura, é dali que parte tudo. Será, nesta altura, o jogador mais importante do Benfica. Apesar de tudo, o Dínamo não incomodava muito, apostando sobretudo em diagonais longas nas costas dos laterais e caindo muitas vezes me fora-de-jogo. E surge então o momento da redenção de Ederson, que comete uma grande penalidade escusada mas acaba por responder com grande defesa.

A dúvida de Rui Vitória
3. Surge depois um momento de reflexão e hesitação para Rui Vitória. O Benfica devia apostar em chegar ao 2-0 ou defender sobretudo o 1-0? Um dilema tremendo. O fantasma do jogo com o Besiktas pairava. A equipa ainda teve algumas transições, mas começou a não ser tão perigosa, acabando Rui Vitória por, nos últimos minutos, trocar Guedes por André Almeida. Opções com grande pragmatismo e realismo táctico. O Benfica não foi exuberante mas fez o jogo que tinha de fazer. Foi justo vencedor numa partida de grande desgaste físico e mental. Foi equipa tacticamente inteligente, concentrada e com capacidade de sofrimento. Notas finais para sublinhar que Cervi já apresenta mais compromisso táctico e resistência, Salvio foi fundamental nos equilíbrios a jogar por dentro, Gonçalo Guedes merecia ter marcado naquele remate à barra, pois trabalhou muito e foi fundamental na pressão alta e na ligação entre meio-campo e ataque."

Vítor Manuel, in A Bola

Na Champions nada é fácil...

"Quem pensou que o Benfica, depois de ter vencido com clareza em Kiev, ia ter uma noite descansada na Luz frente aos campeões da Ucrânia não andará muito atento ao que é a Liga dos Campeões, onde o equilíbrio competitivo é cada vez maior. O Dínamo, que tem feito um campeonato ucraniano discreto, apresentou-se em Lisboa, contudo, com uma credencial temível: esta época ainda não tinha perdido fora de casa. E quem quisesse fazer um pequeno esforço de memória, recordaria, por certo, que foi esta mesma equipa de Kiev que, há um ano por esta altura, dinamitou, no Dragão, a época do FC Porto e esteve na base do despedimento de Julen Lopetegui. Dito isto, dever-se-á referir que a equipa de Rui Vitória xibiu-se alguns furos abaixo do que vinha a fazer e pode ter perdido Fejsa para o clássico do Dragão. Com duas jornadas da Liga Milionária por disputar, o Benfica está na corrida, depende do que fizer frente a Besiktas e Nápoles e, no pior cenário, já garantiu a Liga Europa. Mas que ninguém pense que a qualificação dos encarnados para os oitavos de final está certa e segura.
Hoje, o FC Porto tem a missão clara de vencer o Brugge e, diga-se, tem todas as condições para fazê-lo; se assim for, a qualificação para a fase seguinte passará sobretudo por uma inesperada final em Copenhaga vai ter de mostrar de que massa é feito. A equipa leonina tem andado muito abaixo do que seria de esperar e Dortmund é um bom palco para se reencontrar com o êxito.
PS - O Benfica chegou ontem à centésima vitória na principal prova de clubes da UEFA (excluindo pré-eliminatórias). É o sétimo clube a atingir essa marca. Honra ao mérito."

José Manuel Delgado, in A Bola

Sinais da bola

" 'Wrestlemania'
Recentemente, o jornal inglês Daily Mail dedicou uma página ao que apelida de wrestlemania, ou seja, os constantes agarrões nas áreas (por vezes tipo wrestling), nas bolas paradas, muitos dos quais passam impunes na confusão. Ontem, o croata Vida foi apanhado.

Talisca, Derlis...
Depois de Talisca, cedido ao Besiktas, ter gelado a Luz com um golo de livre directo no final, ontem foi Derlis Gonzales, que passou sem sucesso pelo Benfica, a quase dar desgosto aos benfiquistas. Primeiro esteve perto de marcar, depois sofreu penalty. amigos mas pouco.

Dá cá um beijo!
Um beijo é um «toque de lábios, pressionando ou fazendo leve sucção, em demonstração de amor, gratidão, carinho, amizade etc». Mas também pode ser um toque com os lábios na cabeça, quando um jogador (Pizzi) dá a bola a outro (Salvio) para marcar um penalty. E até dá sorte.

Kevin Costner
Fejsa é o guarda-costas do Benfica, e ontem, ao tentar proteger a equipa foi atingido por Rybalka, da mesma forma que Kevin Costner ficou ferido para proteger Whtney Houston no filme The Bodyguard (O guarda-costas), de 1992. E como foi romântico o tributo dos adeptos...

Irmãos Moraes
Bruno Moraes, avançado de 32 anos, deu a vitória ao FC Porto sobre o Benfica, em 2006, no Dragão (3-2). Júnior Moraes, avançado de 29 anos, falhou ontem penalty contra o Benfica. Ederson Moraes defendeu. Bruno e Júnior são irmãos, Ederson não tem nada a ver."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Amigos coloridos

"Alan Ruiz não pode estacionar o seu Ferrari vermelho no parque destinado aos futebolistas profissionais do Sporting.
Em causa, claro, o facto de vermelho ser a cor do equipamento do Benfica; e de o Benfica ser o principal rival do clube que representa.
Há anos, na Turquia, foi notícia o facto de a cadeira de restaurantes McDonald's ter abdicado de junção das cores vermelho e amarelo, que compõe o seu logotipo, para abrir lojas numa zona frequentada por adeptos do Besiktas. Porquê? Porque vermelho e amarelo são as cores do Galatasaray e, está bom de ver, os besiktenses jamais entrariam num restaurante com as cores do rival. Isto na melhor das hipóteses, pois com uma azar até entravam, mas para partir tudo.
Este fenómeno de rivalidade levada ao extremo sempre me intrigou. Antes de mais porque, parecendo-me manifesto exagero, numa compreendi que se argumentasse que a repulsa é aceitável porque «faz parte» - defendem-se muitos - do que é um tribalismo natural do desporto.
Podemos até encontrar explicações para os comportamentos extremos - é isso que tantas vezes psicólogos e sociólogos fazem - mas é impossível a quem de bom senso negar que na verdade tudo o que é fanatismo deve ser erradicado, mesmo quando validado pelos dirigentes.
Um inquérito em www.bola.pt concluiu que 81 por cento dos participantes condenava o apartheid dos carros no Sporting. O problema é, no entanto, que 19 por cento o apoie. E que o presidente o permita e fomente.
Vale e Azevedo não foi um dirigente brilhante, mas encontro-lhe pelo menos uma virtude: teve a abertura do espírito para fazer no Benfica um equipamento alternativo azul. Caiu-lhe meio clube em cima e ele, com humor, respondeu sempre que aquele era um azul à Benfica. Era o único que não via o mundo a preto e branco."

Nuno Perestrelo, in A Bola

A favor da maré

"Mesmo quando correm mal, as coisas acabam por sair bem ao Benfica

1. As coisas continuam a correr bem ao Benfica, mesmo quando correm mal. Por um lado, os encarnados estiveram longe de fazer uma boa primeira parte no jogo de ontem, acusando o esforço para lidar com a falta de espaço que o Dínamo concedeu pelo meio, mas por outro marcaram na sequência de uma grande penalidade tão desnecessária como clara instantes antes de recolherem ao balneário. Por um lado, Ederson deixou-se cair na armadilha lançada por Derlis González cometendo uma grande penalidade ingénua, mas por outro percebeu a intenção de Júnior Moraes logo a seguir e defendeu o penálti, transformando uma decisão comprometedora num momento de redenção. Por um lado, o Benfica esteve longe de confirmar o crescimento que a exibição frente ao Paços de Ferreira fazia adivinhar, mas por outro aproveitou o empate entre Besiktas e Nápoles para apanhar os italianos na liderança do Grupo B sem ser forçado a um investimento físico que pudesse comprometer a deslocação ao Dragão. O Benfica de Rui Vitória é assim, uma espécie de Lei de Murphy virada do avesso, em que tudo o que pode correr mal, corre lindamente. De tal maneira que ainda vamos todos acabar a concluir que a até a assustadora lesão de Fejsa, que ameaça a presença do sérvio no clássico, foi apenas mais um desses grandes males que vêm por bem.

2. O Benfica fez a parte que lhe competia ao vencer o Dínamo de Kiev e até o Atlético de Madrid deu uma ajuda ao bater o Rostov. Os russos já estão fora da próxima fase da Champions e vão discutir a Liga Europa com o PSV enquanto o CSKA de Moscovo também está numa posição complicada no Grupo E. Duas vitórias, de FC Porto e Sporting, hoje seriam um passo importante para alimentar a hipótese de ultrapassagem."


PS: A azia/inveja nesta opinião é deliciosa... resumindo, o Benfica ganha, porque tem sorte!!!!

Um pedaço de Portugal à venda nos classificados

"Chamaram-lhe ilha da Madeira. Por afinidade e pelos paus que se ergueram em bancadas. Dentro de uma semana, cumprem-se exatamente 60 anos do jogo inaugural.
Nesses primeiros tempos, viu brilhar o bicampeão do mundo Djalma Santos, mais tarde, nos seus bancos sentava-se o ex-selecionador Otto Glória e só não jogou lá Paulo Futre porque na hora de assinar contrato com a Portuguesa de Desportos «fez muita lambança» – contou-me um dia Manuel da Lupa, pombalense de nascimento e antigo presidente.
Quando 16 anos depois de edificado teve direito finalmente à devida inauguração, em janeiro de 1972, já tinha bancadas em betão e o nome de Independência. O Benfica, sem Eusébio, mas com Toni, Simões, Vítor Baptista, Nené e Jordão estragou a festa com uma vitória por 1-3.
Ali, junto à marginal do Tietê, não muito longe do Museu da Língua Portuguesa, que lhe ganha em beleza mais do que em simbologia, está a segunda «embaixada» lusa, bem no centro da maior metrópole do Hemisfério Sul: o Canindé – oficialmente, Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte: 21 mil lugares sentados.
São Paulo são dois Portugais de gente. Faz sentido ter dois digníssimos representantes – um cultural e outro sócio-desportivo – bem no coração da cidade.
Não é exagero elevar a Portuguesa e a sua casa a esse estatuto. Tal como a camisola listada da equipa, as cadeiras do Canindé têm o vermelho e verde da bandeira nacional. Ali joga um clube tão português que em 1920 escolheu para data de fundação o 14 de agosto em que se comemora a Batalha de Aljubarrota. Ali é o último reduto da «Lusa». Tão portuguesa que tem como escudo a cruz da ordem de Avis. Tão da Mouraria que na década de 1930 adotou como mascote a fadista Severa. Tão do Minho que ainda hoje tem um extenso grupo folclórico, que mais parece saído de uma qualquer freguesia vianense. Tão de Trás-os-Montes cujo hino é cantado por Roberto Leal, nascido em Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros, mas «portuga-brasileiro» como a esmagadora maioria da massa adepta, lusodescendentes quem mantém uma ligação umbilical ao clube.
A Portuguesa não vive, porém, tempos fáceis, sobretudo desde que em 2013 foi administrativamente despromovida da Série A – por o Fluminense jogar demasiado bem na secretaria. Caiu a pique. Três descidas de divisão em quatro anos. E há cerca de um mês e meio baixou para a Série D (quarto escalão do futebol brasileiro).
Ainda mais graves são problemas financeiros, que agora põem em risco o futuro do Canindé.
Na edição de domingo do «Estadão», entre lotes de terreno, apartamentos e carros, saltava à vista o anúncio da Fidalgo Leilões a um imóvel gigantesco, com o preço de saída a rondar os 21 milhões de euros, cuja licitação ocorre dentro de duas semanas.
Ofertas em destaque:
Área do Canindé: 42 350 metros quadrados.
Base de licitação: 74,1 milhões de reais.
Se a Portuguesa não conseguir travar o processo, perderá a sua casa e o Canindé irá mesmo ser leiloado. Independentemente do destino de um estádio onde nunca estive, a constatação não deixa de causar-me sobressalto: há um pedaço de Portugal à venda numa página de classificados."

Benfiquismo (CCLXIX)

Lendas eternas...

A prestigiada revista FourFourTwo,
elegeu o Benfica anos 60 (1959-1968),
como a 11.ª melhor equipa de futebol.
de todos os tempos...!!!

A selfie do Ederson, a Bíblia do Samaris e um pedido especial do Azar do Kralj: "Fala connosco, Kostas. Tu fechas-te imenso"

"Um Azar do Kralj escreveu e escreveu sobre o jogo do Benfica e foi ao futuro ver uma agressão ao agressor de Fejsa. É ler

Ederson Moraes
Não lhe reconhecíamos esta atracção pelo abismo. Aos 67 minutos juntou o inútil ao desagradável num lance em que escusava de sair, mas principalmente de fazer falta. Pouco depois redimiu-se com uma excelente defesa ao penalty de Junior Moraes. O lance fez lembrar um daqueles miúdos que sobem ao topo de um edifício com 100 andares no Dubai para tirar uma selfie. Felizmente ninguém morreu esborrachado.

Nélson Semedo
Voa como uma borboleta, pica como o Nélson Semedo. Os puristas dirão que não soa tão bem, mas os benfiquistas concordam. Isso ou digamos apenas que Nélson Sem Medo – desportivos, se quiserem podem usar isto – continua a jogar com a sexta metida e até já humilha adversários (tudo bem, Derlis?). Tanto ímpeto deixa por vezes o seu flanco descompensado, mas só se vive uma vez. 

Luisão
Mais uma exibição segura, apesar de ter dado um arzinho da sua desgraça quando perdeu os rins. Aos 45 minutos participou no lance mais importante do jogo quando sofreu falta de um adversário chamado Vida. Nunca uma partida de futebol esteve tão perto de aparecer num romance de Pedro Chagas Freitas.

Lindelof
Aos 34 minutos, uma patetice sua isola um adversário que cavalga na direcção de um Luisão apreensivo perante a ausência de camisolas encarnadas em seu redor. O capitão resolve repreender o jovem sueco de forma exemplar. Deixa-se cair propositadamente no relvado perante o avanço do adversário e obriga Lindelöf, que entretanto recuperar as funções motoras, a desviar um remate destinado ao fundo das redes. No final demos por nós a gostar ainda mais dele.

Grimaldo
Grimaldo foi hoje encontrado pelos adeptos no meio do relvado, bem de saúde, com a roupa encharcada pelo suor, um pouco choroso por não percorrer um relvado em alta velocidade há mais de 3 dias. Ainda assim, não revelou quaisquer sinais de hipotermia. Qualquer semelhança entre esta história e a do pequeno Martim é pura coincidência.

Fejsa
Tribuna de Kiev, 3 de Novembro de 2016: "Serhiy Rybalka foi hoje encontrado com ambas as pernas partidas junto à embaixada sérvia na capital ucraniana. O jovem de 26 anos, futebolista do FC Dinamo Kiev, jogou há 2 dias uma partida da Liga dos Campeões que, segundo as autoridades, poderá estar na origem da agressão. A investigação centra-se num cachecol do Benfica encontrado no pescoço do agredido”.

Pizzi
Pizzi é hoje um homem que sabe perfeitamente como conduzir a sua vida, no campo e fora dele. Ainda há pouco, por exemplo, o repórter da Sport TV lhe perguntou durante a flash interview se estava satisfeito por o Benfica ter garantido uma presença a Liga Europa e ele, ao invés de mandar o repórter à m#$%&, respondeu a outra pergunta que não fora feita, mas que lhe permitia partilhar com os benfiquistas a felicidade de mais um passo rumo à fase seguinte da Champions. Esta capacidade de, com bom senso e civismo, encontrar soluções em situações complicadas é algo que rareia na nossa sociedade.

Salvio
Are you not entertained? Continua absolutamente LOCO e hoje foi o melhor na primeira parte, investindo no flanco e em algumas aparições como segundo avançado. Por isso mesmo, mereceu ser ele a marcar o primeiro e único golo do jogo. Por outro lado, se tivesse falhado o penálti, estaria agora a ser crucificado. Benfiquistas. Por falar em golos, é o quinto em seis jogos. Põe-te fino, Marega.

Mitroglou
Fala connosco, Kostas. Tu fechas-te imenso. O que é que se passa?

Gonçalo Guedes
Viveram-se momentos dramáticos, mas felizmente os receios de uma lesão bem mais grave parecem afastados. A baliza foi ainda assim transportada até ao Santa Maria, onde permanecerá em observação nas próximas horas.

Cervi
Estão a ver quando aparece um tipo novo na proverbial futebolada com os amigos e vai-se a ver é craque? Mas não é um craque qualquer. Defende bem, ataca ainda melhor, e, se tentam fazer farinha com ele, acaba a dar nós cegos a meia-equipa. Em suma: é um tipo insuportável, a menos que jogue na nossa equipa.

Samaris
Estava a ler a nova edição da Bíblia traduzida por Frederico Lourenço quando foi chamado a entrar em campo para substituir Fejsa. Ajudou a segurar as pontas no meio-campo e, caso Fejsa não recupere, é um dos pouquíssimos seres humanos que nos separa de uma ida ao Dragão com Celis a titular. Rezemos pela sua saúde.

Jiménez
merecia começar um joguinho a titular.

André Almeida
Também pode jogar ele no Dragão. Tudo menos o Celis."

Vermelhão: na luta...

Benfica 1 - 0 Dínamo Kiev


Não foi um jogo de encantar, mas somámos 3 pontos essenciais para o futuro próximo na Champions! Tal como eu temia, o Dínamo provou ser mais 'chato' jogando fora de casa, do que em Kiev... obrigando o Benfica, a um jogo pragmático, até porque lá na frente, fomos perdulários...
Não houve surpresas nas estratégias, com o Benfica a ser 'empurrado' pelo povoamento do miolo, a procurar as Alas... Este tinha sido um jogo ideal para o Jonas, já que nunca conseguimos as triangulações entre-linhas tão típicas do nosso goleador...
Com a vantagem em cima do intervalo, o 2.º tempo prometia nervos... com a continuação do desperdício... e com a lesão do Fejsa a equipa retraiu-se um pouco... Mas nos minutos finais, conseguimos ter a bola nos pés... apesar do fantasma Besiktas ter pairado nas mentes mais pessimistas!!!
A única nota negativa da noite, foi mesmo para a lesão do Fejsa!!! Depois de tantas lesões, com quase todos os ex-lesionados de regresso, a última coisa que o Benfica precisava era mais uma lesão grave do Fejsa!!! É o momento ideal para recorrer a todas as mezinhas, rezas, e afins... o Fejsa é claramente o jogador mais influente no nossos modelo de jogo!!!
Dito isto o Samaris, até entrou bem (mas não é a mesma coisa)... nos jogos de dificuldade média, creio que não haverá problema, o problema são os outros, a começar pelo jogo de domingo no Dragay...
O Ederson passou rapidamente do Inferno ao Paraíso... é verdade que o Derlis 'arrastou' a perna, mas o Ederson foi muito ingénuo... Felizmente, rectificou, defendendo o penalty!
Luisão e Lindelof estiveram quase sempre muito bem, e tiveram muito trabalho... o Sueco ainda foi a tempo de rectificar a escorregadela na 1.ª parte...
O Semedo, foi menos ofensivo do que é normal, mas fez um excelente jogo... O Grimaldo regressou, e notou-se logo outra profundidade no flanco, mas falhou demasiados passes...
Fejsa estava a fazer outro jogo perfeito até à sua substituição... O Pizzi esteve novamente muito bem, e nota-se uma grande vontade de demonstrar que defensivamente é de 'confiança'!!! Se o Fejsa ficar de fora durante muito tempo, o Pizzi até poderá ser um dos mais 'prejudicados'!!!
Tal como em Kiev, jogo de muito sacrifício para os nossos Alas... Cervi defensivamente esteve impecável, infelizmente no ataque decidiu mal várias vezes... O Salvio também corre muito... e enquanto teve forças, tentou...
O Guedes mandou uma bomba à barra... e quando acelera faz mossa!!! Já consegue proteger melhor a bola, nas arrancadas... Em relação ao Jonas, desloca-se demasiado para os flancos, devia fixar-se mais no 'meio'... Mas temos jogador. O Mitro anda a desperdiçar golos em quantidades industriais, espero que os esteja a guardar para o próximo Domingo...
Boa entrada do Samaris, inclusive quando levou um Amarelo em prol da equipa! O Raúl está com fome de golo, depois da lesão ainda não marcou... mas não se pode esquecer de passar a bola!!! O Almeida entrou para segurar o meio-campo...
Estava com medo da arbitragem (Franceses não são de confiança!!!), mas foi das melhores que tivemos na Luz... Mesmo assim creio que ficou um penalty por marcar sobre o Cervi...!!! Só não marcou, porque era o 3.º penalty do jogo!!!
ADENDA: Depois de rever na televisão duas notas: o Derlis estava fora-de-jogo no penalty cometido pelo Ederson; apesar da ingenuidade do Ederson ter sido evidente, a queda do Derlis é totalmente simulado...
Com empate em Istambul, repartimos a liderança com o Nápoles. O Besiktas continua a somar pontos, sem saber como!!! E apesar da vitórias de hoje, não podemos perder, na próxima jornada em Istambul... Corremos mesmo o risco de fazer 10 pontos, e sermos eliminados (como já nos aconteceu...!!!). Uma vitória em Istambul garante a qualificação; o empate é positivo...; a derrota será muito complicado...!!!
Com a vitória de hoje, estamos seguros na pior da hipóteses na Liga Europa, mas nós queremos mais...!!!

A diferença entre líder e seus rivais

"Andrew Lang, conhecido escritor escocês do século XIX, disse um dia: «Alguns usam a estatística como os bêbados usam os postes: mais para apoio do que para iluminação». Tentarei, pois, um pequeno apoio estatístico que, ao menos, nos possa iluminar as razões pelas quais FC Porto e Sporting se debatem com tão pobre início de campeonato.
Dois pontos comuns e essenciais: a preocupante falta de afirmação nos jogos fora de casa. É aí, aliás, que reside a grande e marcante diferença para com o actual líder, Benfica.
O Benfica fez cinco jogos fora da Luz e ganhou-os, conquistando os 15 pontos em discussão, com um resultado total de 11 golos marcados e apenas dois sofridos.
Olhemos para o FC Porto e vejamos a decisiva diferença. Tal como o Benfica, o FC Porto também realizou cinco jogos fora de casa. Porém, dos 15 pontos em discussão conseguiu apenas oito. Desperdiçou sete!
Muito pior, porém, está o Sporting. É quase incompreensível que, com o plantel de que dispõe, possa ter conseguido unicamente uma vitória (e por 1-0, com o Paços de Ferreira). Nos outros três jogos, dois empates e uma derrota. No total, um score negativo de 5 golos marcados e 6 sofridos, que o colocam (como visitante) atrás de equipas como o Chaves (recém-chegado à Primeira Liga) ou o Rio Ave, que tem o mesmo registo em pontos, mas consegue empatar em golos (4-4).
A diferença entre o líder e os seus mais directos rivais está, pois, e de forma clara, na atitude competitiva nos jogos fora de casa. O que pressupõe, para FC Porto e Sporting, um défice de personalidade e de confiança."

Vítor Serpa, in A Bola