Últimas indefectivações

sábado, 18 de junho de 2016

Triunvirato maravilha...!!!

Amanhã, mais uma Final para ganhar...!!!

Sporting 3 - 7 Benfica

Obrigação cumprida contra um adversário muito desfalcado! Recordo que 4 dos principais jogadores dos Lagartos, foram 'encostados' com um suposto processo disciplinar - uma estratégia para não lhes pagar os ordenados... -, já que não faziam parte dos planos para a próxima época!!! Maneiras de ser...!!!

Amanhã temos a Final com os Corruptos que estão a preparar este jogo, desde da eliminação da 'Champions'!!! Como já escrevi anteriormente, o Benfica após os títulos, descomprimiu completamente, demasiado na minha opinião... vamos ver se amanhã vamos ter capacidade para terminar a época em beleza!!!
A época com o título Europeu e o título máximo Nacional será sempre muito boa, mas terá outra sabor se a Taça também for nossa...!!!

Os jogos com os Corruptos este ano foram sempre complicados, apesar dos contextos diferentes! Eles já estão a jogar à 'Espanhola' com muita posse de bola, como o treinador quer... vai ser preciso alguma paciência, e muita concentração defensiva.

Kalaica


Depois de muitos rumores, Branimir Kalaica assinou, até 2022, vindo do Dinamo Zagreb em fim de contrato.
Jovem, Central, Croata, com alguma experiência... e fisicamente grande!
Parece-me que o Kalaica vai ser aposta no plantel principal, provavelmente o nosso 4.º Central... vamos ver quem sairá!!!

'Silly season' o ano inteiro

"Se Renato Sanches for hoje titular contra os austríacos haverá gente imediatamente disposta a rasgar em mil bocadinhos o Cartão de Cidadão numa manifestação de protesto contra sabe-se lá o quê embora se adivinhe. E é caso grave. A questão actual é que há muito tempo que a Selecção Nacional, a suposta 'equipa de todos nós', não se via tão tristemente rebaixada ao patamar doentio da clubite. A verdade é que nesse bafiento rés-do-chão das discussões entre Agosto e Maio - o período estipulado da época oficial - toda a parvoeira é consentida em prol da verdade desportiva de cada um e das necessidades comerciais de todos, o que também tem o seu peso.
Por isso mesmo, convencionou-se que a 'silly season' dura enquanto durar cada temporada e, na realidade. não houve 'season' mais espectacularmente 'silly' do que a de 2015/2016, como estarão certamente recordados - ao que, depois, se segue o chamado 'defeso' que é o tempo das merecidas férias do país futebolístico extenuado por 9 meses de gritaria. Mas este ano, não. Estamos para lá do meio de Junho, em pleno defeso. mas a 'silly season' não mete férias. E é esta a anunciada mudança do paradigma do futebol português: agora temos 'silly season' o ano inteiro.
Quanto a Renato Sanches, respondeu com categoria e em poucas palavras aos seus assanhados detractores. Reconheceu humildemente a sua "falta de experiência", lembrou que quem manda é o seleccionador e dispôs-se a aceitar com naturalidade qualquer decisão de Fernando Santos. Melhor só se tivesse dito o que disse já num alemão fluente. Mas nem dessa habilidade precisou para vincar a diferença."

Juvenis - 4.ª jornada - Fase Final

Braga 1 - 1 Benfica

T. Silva; Pinheiro (Santos), Álvaro, J. Silva, Frimpong (Félix); Florentino, Soares, Pinto; Umaro, Dju; Zé Gomes

Dois pontos perdidos, num jogo com bolas nos postes, golos anulados, golos mal sofridos a 3 minutos do fim e um penalty marcado e outro desperdiçado no último minuto!!!
Na próxima Quarta-feira recebemos o Sporting: vencendo somos Campeões; empatando temos que vencer a última partida no Olival; perdendo ficamos praticamente sem hipóteses...!!!

Benfica ....... 8
Sporting ...... 7
Corruptos .... 4
Braga ......... 2

Benfiquismo (CXXXVIII)

Aqui está um Rio Ave - Benfica, no início dos anos 80... num pelado com 3.º anel !!!

Para onde vais Portugal?

"Um empate tristonho frente a uma Islândia que já havia ameaçado pelo mesmo sítio e pelo mesmo jogador (Bjarnason) deixa a Selecção Nacional embaraçada. Renato Sanches entrou aos 70 minutos e foi a primeira aposta de Fernando Santos.

Saint-Étienne - Se alguém contava com uma vitória fácil de Portugal neste seu terceiro confronto contra a Islândia, equivalente ao que acontecera nos dois anteriores, apesar de ter sempre sofrido golos, não tardou a desenganar-se. Apostando numa união muito grande e num conjunto remetido por inteiro ao seu meio-campo na fase defensiva, Lars Lagerback, o experiente seleccionador sueco desta equipa que veio da ilha lá dos mares do norte, coube conter muita da criatividade dos portugueses que, com três homens (João Mário, Moutinho e André Gomes) na frente de Danilo, dava a corda toda ao duo de avançados composto por Cristiano Ronaldo e Nani.
Curiosamente, seria sobretudo em lances aéreos que Portugal criou complicações iniciais ao seu adversário pese embora o golo descongelador de Nani tenha surgido num movimento todo ele à superfície da relva e muito bem aproveitado pela excelente desmarcação de André Gomes.
Portugal entrou em campo conhecedor da vitória da Hungria sobre a Áustria no imperial confronto de Bordéus e consciente de que um triunfo sobre a Islândia iria esclarecer, desde já, muito as contas do apuramento. O entusiasmo lusitano foi bem expresso por Cristiano Ronaldo que entrou para o aquecimento em velocidade supersónica para se dirigir aos adeptos aplaudindo-os e incitando-os ao apoio. É preciso dizer que eles também não precisaram de muito incitamento já que se mostraram barulhentos como nunca. O estádio Geoffroy Guichard estava dividido a meio uma metade vermelha e outra azul (talvez a metade vermelha fosse um pouquinho maior). Os islandeses, que durante a tarde invadiram a cidade, espalhando-se pelas praças de Jean Jaurés e do Hotel de Ville, gritando a plenos pulmões «Áfram Island!» (Força Islândia!), não mostraram rouquidão de garganta o que fez que houvesse um equilíbrio notório no «Noisimeter», uma invenção diabólica que podemos rebaptizar de «Barulhómetro» e que servia para medir os decibéis debitados por cada uma das claques. Enfim, coisas de quem teima em não deixar que o Futebol seja algo de espontâneo e natural como devia sempre ser.
Deixemos o barulho. Passemos ao jogo que é, na verdade, o que provoca barulho.
Ninguém pode dizer que os avisos não foram dados. Foram e muito cedo, precisamente por Bjarnason que caiu nem ginjas no espaço que lhe era dado no lado direito da defesa lusitana. Não se impressionaram os nossos compatriotas, viriam a pagá-lo caro.
Renato Sanches - primeira aposta!
Portugal demorou a soltar-se. Lentidão excessiva nos lances ao centro do terreno só compensada pela movimentação contínua de João Mário e André Gomes, em trocas de flancos e em desmarcações para as costas dos laterais islandeses, com Ronaldo a descair também com naturalidade para as pontas, deixando Nani no centro da defesa contrária (o inverso também foi acontecendo), estiveram na base do desfazer de um bloco muito denso e na explicação do golo de Nani que parecia atirar Portugal para os braços abertos dos oitavos-de-final.
Com a vantagem garantida ao fim de meia-hora, penso que ninguém pôs em dúvida o sucesso lusitano. Até porque defensivamente, a Selecção Nacional mostrou-se sempre muito coesa perante alguns atrevimentos adversários, sobretudo saídos dos pés de Bjarnason, esse mesmo que criou a primeira grande chance do encontro, obrigando Rui Patrício a duas defesas consecutivas, claudicando nesse pecado do lado direito. Erro grave de cálculo.
Era preciso mostrar em campo a superioridade escrita em papel azul e que tanto tem sido apregoada por uma equipa que veio para este Campeonato da Europa com declaradas e largas ambições. E se isso parecia ir acontecer, os primeiros minutos do segundo tempo lançaram dúvidas na cabeça de toda a gente. O golo de Bjarnason foi demasiado consentido e o jogo como que recomeçava.
Respondeu bem a Selecção e tornaram-se menos irritantemente defensivos os islandeses. Os movimentos ganharam interesse e o entusiasmo azul recrudesceu. Eis que finalmente se torna difícil tirar os olhos do relvado.
O tempo ia passando, depressa para os portugueses e lentamente para os rapazes da Islândia. Duas concepções diametralmente opostas de tempo, como diria Mário Filho, o homem que deu nome ao Maracanã.
Sublinhe-se que também os nórdicos passaram a movimentar-se no meio do terreno português. Não frequentemente, é verdade, mas aqui e ali em contra-ataques de veneno.
A dúvida pairava sobre o Estádio Geoffroy Guichard... Seria possível contrariar a força dos ilhéus? A pressão aumentava. A pressão do ataque nacional e a pressão de um resultado com muito de desanimador. Havia que mudar algo na teimosia de lances repetitivos e na insistência individual de Ronaldo.
A primeira aposta de Fernando Santos foi Renato Sanches a vinte minutos do final. Tempo suficiente para se cavar uma vitória e tirar do congelador aquilo em que o jogo se tornara. Mas à medida que o tempo passava, os nervos iam tomando conta dos portugueses. Excesso de quezílias só beneficiava os homens do Norte da Europa para os quais o resultado parecia agradar. Além de que, fisicamente se impunham - até o avançado-centro Sigthórsson dava água pela barba aos centrais portugueses, obrigando-os a uma atenção continua para que não servisse de cabeça os homens que o acompanhavam de quando em vez.
Entrou Quaresma, o ficou-se à espera de um truque do chapéu. Os minutos escoavam-se pela abertura da ampulheta como grãos de areia por entre os dedos. A alegre vitória que se esperava morria de encontro ao voluma gigante de um colosso branco e inamovível.

Portugal: Rui Patrício; Vieirinha, Pepe, R. Carvalho, R. Guerreiro; Danilo, João Mário (Quaresma, 76'), J. Moutinho (R. Sanches, 71'), André Gomes (Éder, 84'); Nani, Ronaldo"

Afonso de Melo, in O Benfica

Sporting com títulos... de jornal

"Por alguma razão a pré-época é denominada de silly season. Na falta de melhor, são as bizarrias a tomar conta do espaço mediático. O presidente leonino brindou os seus adeptos com a declaração de que em Janeiro do corrente ano tinha tido uma proposta de 80 milhões, a pronto, por um jogador e não vendeu. Na cabeça dos adeptos leoninos, depois de não ganharem absolutamente nada (Campeonato, Taça, Taça da Liga, Liga Europa), com a opção presidencial só pode estar uma de duas: ou o presidente mente ou faz gestão danosa do clube. Sem querer meter a foice em seara alheia, eu atrevo-me a dizer que Bruno Carvalho está a gerir bem. Assim os sportinguistas têm garantidos títulos... de jornal. O FC Porto mais discreto vai retocando a equipa na dimensão e capacidades possíveis. Este FC Porto, menos panfletário e mais tranquilo, pode ser um adversário bem mais perigoso.
No Benfica a pré-época ainda não tem escaldantes novelas, tirando uns supostos arrufos sobre as participações olímpicas, que aliás se resolvem de forma olímpica. Os jogadores estão tranquilos, os dirigentes a trabalhar e os adeptos a festejar. No Benfica está tudo no seu habitat natural. A nossa Selecção empatou com a Islândia para desgraça dos 897 programas que em todo o lado nos massacram ou com a hora em que os jogadores vão à casa de banho, ou com o corte de cabelo dos adeptos que não assistem ao treino. Não há paciência para a densidade da inutilidade informativa. Até o adepto mais dedicado vê a sua fé abalar com o massacre de que é alvo. Como em Portugal só há a euforia e a depressão, vivemos alguns dias deste último sentimento. Se golearmos a Áustria por 1-0 voltará a insuportável euforia, caso contrário haverá programas a estudar a substituição de Fernando Santos por Marcelo Rebelo de Sousa. Dentro das quatro linhas, nessa nota de roda pé ,que é o futebol, gostei muito da Croácia."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 17 de junho de 2016

"Fábrica" CFC

"Na semana passada, ocorreu a cerimónia simbólica de encerramento da temporada no Caixa Futebol Campus. Longe vão os tempos em que a decisão de suspender as várias equipas B revelou-se um sério óbice ao aproveitamento de jogadores. Esta medida, no final dos anos 90, inexplicável e criminosa do ponto de vista desportivo, teve consequências gravosas, agudizadas pela construção do novo Estádio da Luz, resultando num hiato geracional na capacidade benfiquista em formar atletas.
A construção do CFC, bem como a implementação de metodologias vanguardistas neste domínio, possibilitaram a recuperação do atraso do nosso Clube, reflectindo-se no regresso à luta sistemática por títulos, na presença massiva de jovens benfiquistas nas diversas Selecções Nacionais e no surgimento de vários atletas com potencial para integrarem a equipa sénior e/ou serem cedidos a outros clubes por montantes elevados.
O excelente trabalho feito nos últimos anos carecia da mudança de paradigma referida por Luís Filipe Vieira no início da temporada. Abrir as portas da equipa principal, significa igualdade de oportunidades. No fundo, o critério de escolha é a qualidade, independentemente da proveniência. Basta acompanhar regularmente as nossas camadas jovens para se perceber que esta é a política correcta. Este fim-de-semana, Úmaro Embaló, Sub-15, marcou dois golos ao FC Porto na fase final do CN de juvenis. Ele, como outros, necessitarão, sobretudo, de oportunidades para confirmar o seu potencial.

P.S. Faleceram Amílcar Miranda e Jorge Vacas, dois Benfiquistas que prestaram bons serviços ao clube e que tive o prazer de conhecer. As minhas condolências às famílias enlutadas."

João Tomaz, in O Benfica

O Tetra!

"O Benfica existe para ganhar. Apenas para ganhar.
Foi a ganhar que cresceu. Foi a ganhar que se tornou popular e gigantesco, que nos cativou e envolveu. Diz-se frequentemente que perder e ganhar é desporto. Mas não é só de desporto (muito menos de indústria ou de comércio) que se fala quando se fala de Benfica. É de amor. É de paixão. De uma paixão sem limites, que não admite outra coisa que não a vitória, que somente aceita a glória absoluta. Somos Tricampeões nacionais. Mas se em Maio de 2017 não festejarmos o Tetra, ninguém então se lembrará dos Maios anteriores. Todas as conquistas passadas serão pouco mais do que meras peças de museu. Dignas de orgulho, mas carentes de sentimento.
Serão outros a festejar, ou a verde, ou a azul. Já não estamos habituados. Custa-nos, só de imaginar o cenário.
A estes axiomas, que nos moldam a alma, e que nos exigem superação constante, acresce um contexto estratégico muito peculiar. Temos um dos rivais desportivamente moribundo, à procura de uma oportunidade para se reerguer. Temos outro em bicos de pés, a tentar afirmar-se por todos os meios - mesmo os mais estapafúrdios e indecorosos. Depende de nós deixá-los, ou não, renascer das cinzas. Depende de nós estabelecermos, ou não, um ciclo de manifesta hegemonia no Futebol português, que pode levar décadas a ser quebrado, mas que, no sopro de uma temporada menos conseguida, rapidamente se esfumará como areia que se escapa pelos dedos das mãos.
O Benfica não irá certamente ganhar todos os campeonatos até ao fim das nossas vidas. Mas há alguns que não pode perder. O próximo é um deles."

Luís Fialho, in O Benfica

O triunfo dos Porcos !

Benfica 1 - 2 Sporting

"Bruno Coelho, jogador do SL Benfica é agredido no final do último jogo de futsal com o Sporting. A agressão consta do relatório. Quando faltam 2 horas para o terceiro jogo da final, o Conselho de Disciplina (secção não profissional) da FPF suspende preventivamente o dirigente do SCP e, pasme-se, o jogador do SLB. Uma decisão incompreensível e não apenas no timing.
Uma decisão que beneficia quem transgrediu, uma decisão que mancha a justiça federativa. A equipa de futsal do Benfica vai lutar contra mais esta adversidade imposta por uma das decisões mais injustas e mais incompreensíveis do CD da FPF."


Basicamente é isto, muito sinceramente não vi o jogo todo, tenho a certeza que o Benfica lutou até à última gota de suor, tenho a certeza que no Domingo o Benfica vai novamente lutar até ao último segundo... sem o Patias, sem o Jefferson e agora inacreditavelmente sem o Bruno Coelho!!!

O Futsal em Portugal não merece o Benfica, depois do que se passou na Meia-final com o Braga, depois do que se passou na Final do ano passado, depois de tantas outra situações provocadas sempre pelas mesmas pessoas... o vencedor deste Campeonato já foi declarado há bastante tempo (o ano passado também tinha sido, mas depois enganaram-se....)!
Num País decente esta gente era toda irradiada do desporto, mas vivemos em Portugal!

O Acordo Quadro do Grupo Sporting

"No dia que escrevo este artigo, lamentavelmente, as acções do Millennium BCP valem 2 cêntimos. Acredito sinceramente, que as acções irão subir de valor, o que também não é difícil e não julgo não ser apenas a saída do índice MSCI Global e um "research" negativo do Goldman Sachs, que provocaram mais esta hecatombe.
Aliás, este grande banco norte-americano, basta espirrar sobre um banco português, para controlar o que os bancos portugueses valem.
É inquestionável que vem aí outra crise bancária, simplesmente porque foi criada uma instituição designada por Autoridade Europeia de Bancos, que em nome do controlo bancário - aceite pacificamente por todos os súbditos europeus, tem como último objectivo controlar e serem "donos", dos Bancos que pretendem.
É pena que ninguém consiga perceber isto, a não ser aquela criança que se apercebeu que o Rei caminhava nu!
Seja como for, a tudo isto acresce a grande crise da Caixa Geral de Depósitos e logo temos um quadro económico-financeiro, muito desagradável.
A questão aqui, é então, como se repercutem estas condições no mundo económico-financeiro do Desporto, especialmente no do Futebol?
Estas as condições macroeconómicas.
Mais quais são as microeconómicas?

Impacto Financeiro
Conforme já havíamos reproduzido no artigo anterior, o acordo foi celebrado entre estas entidades, conforme (...).
Do acordo, fizeram parte muitas contas bancárias que foram todas alocadas ao acordo que foi celebrado. Também fizeram parte do acordo todo o manancial de dívida bancária que o grupo Sporting devia aos bancos, Millennium BCP e Novo Banco.
Vejamos em sinopse alguns:
Conta SAD/Doyen: a conta número IBAN PT .................. aberta pela Sporting SAD junto da Caixa Geral de Depósitos, SA.;
Contrato de Abertura de Crédito SCP: o contrato a celebrar até ao dia 14 de Novembro de 2014, entre os bancos, o SCP e o Sporting SAD, nos termos do qual os bancos abrem um crédito a favor do SCP no montante total indicativo de até Eur. 64.466.736,28 acrescido do montante que for apurado para a Tranche D dividido em quatro tranches (Tranche A, Tranche B, Tranche C e Tranche D), sendo os montantes de cada uma de tais tranches determinado na data de celebração do contrato com base no Anexo 6;
Contrato de Abertura de Crédito Sporting SAD: o contrato a celebrar até ao dia 14 de Novembro de 2014, entre os bancos, e o Sporting SAD, nos termos do qual os bancos abrem um crédito a favor do Sporting SAD no montante total indicativo de até Eur. 66.826.900,41 dividido em duas tranches, (Tranche A e Tranche B), sendo os montantes de cada uma de tais tranches determinado na data de celebração do contrato com base no Anexo 6;
Contrato de Constituição e Promessa de Garantias: o contrato a celebrar até ao dia 14 de Novembro de 2014, entre as partes e suas eventuais alterações;
Contratos de Empréstimo Intercalar Academia:
Os empréstimos
(i) concedidos pelo Novo Banco celebrados em 21.08.2012 no montante de Eur 1.000.000 a que foi atribuído o número interno de .................. titulado por contrato de 07.02.2014 e o empréstimo celebrado em 20.07.2012 no montante de Eur 7.000.000 e a que foi atribuído o número interno................ titulado por contrato de 02.12.2013 e os empréstimos intercalares
(ii) concedidos pelo Millenium BCP em 10 de Julho de 2012 no montante de Eur 3.065.000,00 e em 20 de Julho de 2012 no montante de Eur 2.000.000,00, ambos sob a forma de descoberto em conta de depósitos à ordem número............... aberta em nome do Sporting SAD;
Contratos Financeiros: o
(i) Acordo Quadro, o
(ii) Contrato de Abertura de Crédito SCP, o
(iii) Contrato de Abertura de Crédito Sporting SAD, o
(iv) Contrato de Constituição e Promessa de Garantias, os
(v) Contratos de Hedging, o
(vi) Plafond para Desconto de Receitas, o
(vii) Contrato de Empréstimo Intercalar Academia,
(viii) Empréstimo Aumento de Capital 18 M, os
(ix) Empréstimos Intercalares de Dezembro de 2012, o 
(x) Empréstimo Intercalar Carrilho, o
(xi) Empréstimo Intercalar Fundo ESAF e qualquer outro documento que assim venha a ser designado pelo Agente do Empréstimo e o SCP;
Convenhamos que são muitos empréstimos!
Percebem agora a questão da importância do Carrillo para o Sporting?
E até a locação financeira da Academia voltou ao princípio:
Contrato de Relocação Leasing Academia: o contrato a celebrar até ao dia 14 de Novembro de 2014, entre o Millennium BCP, e o Sporting SAD que será antecedido da resolução do actual contrato de locação financeira, com relação ao prédio sito em Barroca D'Alva, freguesia e concelho de Alcochete, descrito na Conservatória do Registo Comercial de Alcochete sob o número 2407/19991130 e inscrito na matriz sob o artigo 6066;
E até um empréstimo obtido de um Banco de Cabo Verde - daí a viagem a Cabo Verde da comitiva leonina!
Contrato de Mútuo: o contrato de mútuo celebrado entre o Banco Privado Internacional e a Sporting SAD, em 12 de Maio de 2012 e alterado por aditamento de 12 de Fevereiro de 2013, nos termos do qual foi concedido o Mútuo US 4 M;
Para a semana há mais!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Chalana que deixou saudades e uma ardósia no Café du Marché

"A marca do pequeno genial permanece viva na memória de quem viu o seu futebol de sonho.

Marcoussis - Há jogadores que deixam uma marca indelével e não precisam de uma longa exposição para fazê-lo. Alguns jogos, onde fazem o que mais ninguém consegue, chegam para que entrem no rol dos inesquecíveis, um clube restrito onde cabem muito poucos. Há um português que pertence a essa  categoria de predestinados, indivíduos assinalados por Deus com um toque de génio que os diferencia: estou a referir-me a Fernando Chalana, o pequeno genial, o Chalanix como era tratado em França, que apesar de só ter disputado um Campeonato da Europa, em 1984, nunca mais foi esquecido.
É normal que haja muitas referências a Chalana entre a comunidade portuguesa mais velha, que seguiu, apaixonada, o Euro-84 e se enamorou do extremo do Benfica. Mas é notável como se encontram tantos franceses a perguntar por ele na região de Paris. Se fosse em Bordéus, onde jogou, seria menos estranho...
Ainda ontem, depois do almoço em Massy, no Café du Marché, o dono, ao saber que eu e o Vítor Serpa éramos jornalistas portugueses, perguntou de imediato o que se passava com Cristiano Ronaldo, que não tinha jogado nada com a Islândia. «É verdade», respondi-lhe, «o Cristiano passou ao lado do jogo, mas na Selecção garantem que está bem fisicamente por isso é só uma questão de tempo até que comece a meter a bola dentro da baliza». Simpático e malandro, o dono do restaurante insistiu: «Mas ele não jogou nada, pois não?» Lá lhe disse que CR7 tinha estado desinspirado mas que provavelmente mas que provavelmente melhores dias viriam quando ele me fulminou com uma pergunta: «E o Chalana, que é feito do Chalana, esse é que era um fora de série!?» Não me restava senão concordar. Tive a sorte de ter o Chalana como meu companheiro de equipa nas selecções jovens a partir de 1974 e depois, durante algumas épocas no Benfica e, não fora uma condição física que se degradou demasiado depressa e teríamos estado perante um fenómeno de dimensão planetária.
Mas a marca do pequeno genial, a quem envio daqui um abraço fraterno, permanece viva na memória de quem teve a sorte de ver o seu futebol de sonho.

PS1 - Não resisto a partilhar com os estimados leitores um quadro escrito a giz que está pregado numa parede do Café du Marché, em Massy. Diz assim: «Preço do café ao balcão: Um café - 7 euros; Um café, se faz favor - 4,25 euros; Bom dia, um café, se faz favor - 1,30 euros». Bendita educação.
PS2 - Leio que Cristiano Ronaldo está na equipa ideal da 1.ª jornada do Euro-2016. Deve ter sido escolhido pelos mesmos sábios que consideraram Messi o melhor jogador do Mundial de 2014..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Deixem jogar o Renato

"Não há motivo para que Fernando Santos não faça, agora, o mesmo que, em 2004, Scolari fez com um jovem de 18 anos, de seu nome Cristiano Ronaldo
Depois da desilusão com o empate contra a Islândia, uma das grandes discussões em torno do próximo jogo da selecção nacional no Euro2016 é o de saber se Renato Sanches deve, ou não, ser titular contra a Áustria. É verdade que se dispute também se deve Fernando Santos fazer uma "revolução" na equipa ou apenas "refrescar" o onze. Se tem de ser Quaresma ou Nani (ou os dois) a acompanhar Cristiano Ronaldo na frente. Se Moutinho ainda tem andamento para estas andanças. Ou se o melhor trinco é Danilo ou William. Mas o que realmente parece atormentar mais as hostes é a possível titularidade de um miúdo de 18 anos que apareceu esta época no Benfica. Sobretudo quando isso pode implicar que o trio do meio-campo do Sporting (Adrian, João Mário e William) continue a não ser opção (em simultâneo) para Fernando Santos.
Apesar de, como qualquer adepto que se preze, também eu ter alma de treinador, não faço a mínima ideia se a melhor opção para a selecção ter sucesso no Euro2016 passa pela entrada de Renato ou pela aposta no trio-maravilha de Jorge Jesus. O que me incomoda é que a discussão se faça apenas do ponto de vista clubista. É verdade que este é apenas mais um exemplo do que é o pão nosso de cada dia no futebol português, mas já devíamos ter percebido que, assim, não se vai longe.
Jorge Jesus já veio defender que Renato será um jogador com futuro mas que ainda é cedo para o lançar na equipa principal de Portugal. Ora, além de, nesta matéria, a opinião do treinador do Sporting ser tudo menos isenta, o interessa perceber é se, Fernando Santos, ao convocar aquele jogador, o fez apenas para ele se ambientar ao convívio com os mais velhos ou se o fez por acreditar que é realmente uma opção. Quero acreditar que tenha sido esta ultima a razão. Pelo que não há motivo para que o seleccionador nacional não faça, agora, o mesmo que, em 2004, Scolari fez com um jovem de 18 anos, de seu nome Cristiano Ronaldo.
Renato Sanches tem tudo para explodir neste Euro2016 como aconteceu com o agora Melhor do Mundo há 12 anos. É uma força da natureza. Tem, como tinha o CR7, o desplante de jogar um futebol atrevido. Não se amedronta por jogar ao lado ou contra os consagrados. Pelo contrário, faz-lhes frente. Demonstrou, esta época, ter estofo e talento para ser a peça que revolucionou uma equipa amorfa e desinspirada. Porque razão não pode fazer o mesmo agora numa selecção que, no primeiro jogo, demonstrou exactamente estes problemas? Nunca o saberemos se não se experimentar. Deixem jogar o Renato!"

Despertar o bom futebol

"A entrada no Euro'2016 não foi a esperada, mas há que dar uma resposta à altura, com maior qualidade de jogo na partida de amanhã com a Áustria. Numa semana, o país futebolístico passou da euforia à depressão. A goleada à Estónia serviu para mobilizar as hostes, mas o empate com a Islândia acabou por colocar um travão nas expectativas. É caso para dizer que nem 8 nem 80. A prestação dos nórdicos não pode ser considerada uma surpresa. Deixaram a Holanda fora deste Europeu e apuraram-se à frente da Turquia, apenas a 2 pontos da República Checa. Tínhamos de estar avisados.
É uma equipa de jogadores altos e robustos, que apesar do pouco talento e técnica limitada, tem uma enorme entrega e solidariedade dentro de campo e apresentou-se motivadíssima com a estreia numa grande competição de selecções. Praticam um futebol simples e directo, com muitas bolas aéreas, mas que tem dado frutos. A nossa Selecção não soube lidar com esse estilo de jogo, já que foi precisamente uma bola bombeada para a área que resultou no golo adversário. Com um futebol muito lateralizado e sem gente na frente a dar apoio aos avançados, faltou maior discernimento na circulação de bola, assim como mais movimentações e objectividade no último terço do terreno, como também frisou o seleccionador.
Segue-se agora a Áustria. Possivelmente o adversário do grupo que apresenta melhor qualidade de jogo. A derrota dos austríacos com a Hungria foi relativamente enganadora, já que apesar do bom desempenho defensivo dos húngaros, a selecção da Áustria exibiu mais argumentos e acabou por não ser feliz. Ambas as equipas chegam a este jogo pressionadas para vencer. Teoricamente, Portugal é superior, mas terá de o provar dentro de campo, sendo capaz de criar mais perigo e não se deixando surpreender na defesa, sobretudo no jogo aéreo, onde iremos encontrar pela frente um 'gigante' bem conhecido: o ex-portista Marc Janko. Sempre que arrancámos com um empate numa grande competição, passámos à fase seguinte. No Euro'2004 iniciámos com uma derrota e chegámos à final. Que este percalço sirva para despertar o bom futebol da equipa portuguesa.

Positivo
Ao que tudo indica, Fernando Santos terá todos os jogadores à sua disposição para o próximo jogo. Sem lesões, o seleccionador ganha margem para escolher a melhor equipa possível.

Negativo
O futebol praticado pela Selecção acabou por ser demasiado previsível face a um oponente muito fechado. Há que acrescentar intensidade, rapidez e desmarcações ao jogo português."

Renato e Iniesta

"É uma regra que nunca falha em Europeus e Mundiais: há sempre um jogador por quem se faz campanha para estar na lista final dos convocados ou até na equipa inicial. Não é um fenómeno que aconteça apenas em Portugal. Em Espanha ou no Brasil, por exemplo, estes movimentos também são habituais e nascem quase sempre de geração espontânea. Nalguns casos estas campanhas têm sucesso, noutras nem por isso. O que nunca se tinha visto é a patetice que agora existe em torno de Renato Sanches. Uma campanha, sim, mas esta ao contrário. Até agora o normal eram apelos para que alguém jogasse. Agora pede-se que alguém... não jogue. Haja paciência e um pouco mais de respeito.
Creio ter visto nos últimos 10 anos cerca de 300 jogos de Iniesta. Mais de 20 ao vivo. A exibição que o espanhol fez no primeiro jogo deste Euro foi uma das melhores da carreira. Camacho, antigo treinador do Benfica, perguntava após o Espanha-Rep. Checa: "Como é que este jogador não tem uma Bola de Ouro?" A UEFA estranhamente, não arranjou um lugar para Iniesta no onze da 1.ª jornada. A FIFA deve-lhe uma Bola de Ouro. A UEFA um pedido de desculpas."

Costumava ser uma festa

"A organização de um Europeu ou de um Mundial costumava ser motivo de festa para o país que o recebia. E qualquer adepto de futebol tinha como objectivo de vida passar um mês de férias a acompanhar a sua selecção numa competição destas, com amigos e diversão. Vendo as extremas medidas de segurança, a roçar uma paranóia justificada, e as constantes batalhas entre hooligans em diversas cidades, a verdade é que nos sentimos melhor aqui."

Pândega nacional

"Como triste costume, a participação da Selecção Nacional de futebol petrifica o País, conquistando todas as atenções e quase suspendendo toda a actividade. As televisões entendem que é fundamental sabermos se os jogadores estão bem-dispostos, se riram na hora certa e o que pensa a D. Miquinhas sobre a Selecção. Como se fosse pouco, os mais altos responsáveis dão bitaites sobre o estado de forma dos atletas. O ridículo chega quando é admitido que o estado físico de um jogador pode afectar o espírito dos portugueses.
Infelizmente (ou não), o estado de forma dos jogadores em nada afecta a produtividade do País, a taxa de desemprego, a dívida pública ou os índices de prática desportiva. Surfando esta onda, a comunicação social entretém-se a encher chouriços de manhã à noite com repetições - à náusea - de imagens de autocarros a estacionar e jogadores a treinar. Inacreditável...
Após o imprevisto empate contra os islandeses, logo passa tudo de bestial a besta! Dentro desta pobreza de espírito generalizada, a dúvida era apenas quanto aos números da goleada. Ora, o alto rendimento não é nada disso e nas modalidades, como o futebol, onde a densidade competitiva é profunda, não há vencedores antecipados.
Felizmente, temos uma EQUIPA de futebol competitiva, capaz de ganhar. No entanto, há muitas formas de encarar a competição e a romaria e soberba já nos custaram muitos dissabores. Sirva isso de exemplo para os nossos atletas que vão competir em Agosto, nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, pois, para a maioria, não há fases de grupos e se corre mal a primeira competição... acabou!
Depois da competição, não faltarão oportunidades para entrevistas e recepções. Até lá, concentração e determinação, pois, a perder, que seja pelo valor dos adversários e não por demérito nosso."

Mário Santos, in A Bola

Déjà vu

"Na 3ª feira assistiu-se à reprise de um filme déjà vu: grande euforia, grandes esperanças, e depois um balde de água fria que arrefeceu instantaneamente o entusiasmo. Um entusiasmo que fora empolado por um resultado que enganou muita gente: os 7-0 contra a Estónia.
A verdade é que uma equipa de Fernando Santos nunca pode ser assim: alegre, rápida, goleadora. As equipas de Santos são tradicionalmente o oposto: tristonhas, mastigando o jogo, mas competentes. Lembremo-nos que os jogos da fase de apuramento foram ganhos pela diferença mínima. Depois dos 7-0, embandeirámos em arco. Já éramos favoritos: tínhamos um seleccionador corajoso que não receava dizer que queria ganhar, tínhamos o melhor jogador do Mundo, tínhamos adeptos fantásticos que iam encher os estádios. Nada disso se viu. Não jogámos como favoritos, pois não demonstrámos força mental para nos impormos. O seleccionador não foi corajoso e tardou 15 minutos a fazer as substituições depois do golo islandês. O melhor jogador do Mundo não se viu, falhou as poucas oportunidades que teve e nos livres não conseguiu ultrapassar a barreira. Os portugueses não se fizeram ouvir, e foram completamente abafados pelos islandeses, embora em muito menor número.
Quanto aos jogadores, da defesa para a frente, quase tudo claudicou: Danilo esteve demasiado irregular, João Moutinho sem gás, João Mário desinspirado, Ronaldo uma nulidade. Salvaram-se do naufrágio Raphael Guerreiro, André Gomes e Nani. É pouco. Esperemos que, contra a Áustria, regresse a equipa a que Santos nos habituou: tristonha, sem chama, mas competente."

Benfiquismo (CXXXVII)

Apesar do discurso dos 'calimeros', os apitos não mudaram muito...!!!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Salvio

Sinceramente, depois de todas as notícias, não esperava a renovação do Toto. Mas não sendo vendido, com mais 1 ano de contrato, tinha que renovar... nem que seja somente por mais 2 anos. E provavelmente com um corte salarial (recordo que o Salvio veio do Atlético de Madrid com um ordenado bastante alto...)!

O regresso após lesão prolongada o ano passado foi doloroso. Fiquei sempre com a impressão que o Salvio regressou 1 mês 'tarde demais', já que em Janeiro tivemos os jogos da fase de grupos da Taça da Liga que tinham sido ideais para ganhar rodagem... A partir de Fevereiro, praticamente todos os jogos que tivemos foram autênticas Finais, com muita intensidade e muita responsabilidade!!! Para um jogador sem pré-época, seria sempre muito complicado entrar no ritmo...

Só no jogo com o Tondela na Luz (creio...) vimos um Salvio, a fazer algumas fintas típicas, em todos os outros minutos, jogou muito abaixo do normal...

O Toto ainda é jovem, mas duas lesões graves no mesmo joelho, não são fáceis de resolver! Creio que a pré-época em Julho vai ser muito importante para avaliar o actual valor do Salvio... e muito provavelmente, apesar da renovação, a venda na actual janela de transferências ainda é possível!!!

PS: O Benfica também oficializou hoje, a transferência do Nico para o Atlético. A despedidas já tinham sido feitas... O Nico será sempre um Imortal do Benfica...

A grande entrevista de Luís Filipe Vieira

"Frente à Áustria, mudança para 4-3-3 (Nani e Quaresma vincadamente extremos)? Ou 4-4-2 alterado para versão losango (Nani no vértice dianteiro)? Sai 1 médio e... abram gás!

Luís Filipe Vieira deu uma grande entrevista... à concorrência! Tão grande que se dividiu em duas grandes entrevistas, publicadas em dois dias, nas quais o Presidente reafirma a sua estratégia, para um Benfica ainda maior.
Não posso deixar de elogiar a sua capacidade de pensar o futuro do Benfica, de forma inteligente, coerente e ambiciosa, sem nunca esquecer o sentido de responsabilidade, enquanto Presidente. Não foi, por isso, surpreendente que, após o tricampeonato, tenha feito referência à sua aposta no treinador.
Rui Vitória foi - já aqui o escrevi - uma escolha ponderada, pois serve os interesses do Benfica, sendo, como agora reafirmou Luís Filipe Vieira, um excelente gestor de recursos humanos, característica fundamental para o projecto global do Benfica, que passa, obviamente, pela formação. Em oposição clara ao que tivemos durante alguns anos (mais do que suficientes, aliás, para perceber que o caminho não era aquele).
Luís Filipe Vieira antecipou isso, acumulando legitimidade para, agora, poder relembrar a protecção que, nalguns maus momentos, conferiu a um treinador que queria ir noutro sentido, quando o normal teria sido despedi-lo, face aos títulos perdidos em série, num determinado período.
Sublinhe-se, também, a lucidez de Luís Filipe Vieira, ao afirmar que, no Benfica - pese embora o acidente de percurso no passado recente - não existe o «eu ganhei». Aqui «quem ganha é sempre o clube», porque ninguém está acima do Benfica.
Por outro lado, a entrevista ajudou a esclarecer os mais distraídos - ou, apenas e só, os mal-intencionados - sobre a forma como se pôs fim à relação profissional com o antigo treinador, ou melhor, sobre quem efectivamente entendeu sair. Com isso, Luís Filipe Vieira conseguiu esclarecer sobre o que pensa de quem acha que, sozinho, consegue ser campeão, porque, no futebol como na vida, ninguém ganha sem o apoio de muitos.
Outro ponto abordado foi o da transferência de jogadores.
E Luís Filipe Vieira sabe o que o espera: uma cobiça permanente de grandes clubes e a consequente tentação de muitos jogadores do plantel.
Por isso, julgo não ser exagero do Presidente quando diz que poderá, a qualquer momento, durante este verão quente de transferências, ou no do ano seguinte, sem já falar no período de inverno, existir um recorde de venda de jogadores e, com isso, atingir-se o valor que chocou tanta gente - os tais 200 milhões.
Pelas ofertas dos clubes que têm existido, oriundas dos mais variados campeonatos, inclusivamente das novas paragens do futebol mundial, com três ou quatro jogadores do plantel actual, esse valor não é irreal, embora essa não seja a realidade dos restantes clubes... portugueses.
Luís Filipe Vieira saberá conduzir a situação de forma a defender os interesses do Benfica, não vendendo tudo e não se dando ao luxo - ainda - de nada vender.
O Benfica precisa de continuar a prosseguir o caminho das vitórias, embora se saiba que vender alguns jogadores é, essencialmente, uma questão de necessidade e não uma opção estratégica.
Para que um dos objectivos do seu próximo mandato seja a concretização da grande ambição de extinguir o passivo - algo impensável até há pouco tempo, mas cada vez mais possível com a celebração de grandes contratos.
Luís Filipe Vieira sabe melhor do que ninguém que terá de rentabilizar o plantel com algumas vendas, para que as possa conjugar com a mais-valia da formação.
Tudo isso, também, para que, daqui a uns anos, se possa não vender nada, mantendo o clube equilibrado financeiramente.
E pensando - seriamente - em ganhar, de novo, títulos na Europa.

Um obrigado especial com um sonho. Apesar do 1-1 com a Islândia
Independentemente de começarmos como quase sempre começamos, agora com a Islândia (e de já quase andarmos de calculadora na mão), ninguém ficou indiferente à recepção que Portugal teve em França.
À semelhança do que sempre defendi em relação ao Benfica, também o digo relativamente à Selecção: o apoio dos adeptos será fundamental ao longo de todo o Europeu.
Para que todos os jogadores sintam essa energia que vem das bancadas, que faz com que joguemos em casa.
A recepção da equipa na sua chegada a França foi bem a prova disso.
Sendo esse apoio fundamental para o desempenho das equipas, não se percebe porque se impede que os jogadores confraternizem com os adeptos, tanto ao nível dos clubes, como da própria Selecção.
De facto, não é por alguns minutos de convívio - e de demonstração de apoio e carinho - que os jogadores deixarão de estar concentrados.
Percebeu-se, também, nessa calorosa recepção, que cada jogador será responsável quer pela esperança que reside em cada português, quer pela afirmação de um País, de pertença a um Povo, a uma Nação, enquanto demonstração pública do reconhecimento de uma identidade.
Terá, por isso, de existir uma entrega total por parte dos jogadores.
Acreditando que a História terá de se reencontrar connosco, que chegará o dia em vamos ganhar até à própria França.
Está na hora de ganharmos um título, tendo essa (longa) caminhada começado - esperemos, apesar do 1-1 - na terça feira passada, frente à Islândia.
Ultrapassando todas as dificuldades com base na nossa superioridade em relação a grande parte das equipas em competição.
Porque temos excelentes jogadores, porque temos uma estrutura sólida e porque temos um grande seleccionador, exemplo ímpar de carácter.
Deixemo-nos de modéstias!
Assumamos, de uma vez por todas, algum favoritismo e, com isso, a natural candidatura ao título no Campeonato da Europa.
Para que finalmente possamos acabar com o facto de sermos uma das grandes selecções que nunca conquistou nada.
Está na altura de Portugal se assumir e declarar, aos quatro ventos: «Sim, queremos sair daqui como Campeões da Europa».
Será pedir muito ou exigir muito a quem tem Cristiano Ronaldo e que vai ter - vão por mim - Renato Sanches, apesar dos invejosos detractores, por ele ser do Benfica. Penso que não (apesar, não me esqueço, do 1-1 a começar).
Eu acredito e quero!
Como português!

A fechar: Três 'recados' a Fernando Santos
Fernando Santos, um grande seleccionador nacional, com um grande carácter como eu sei bem que ele tem: 
a) não pode levar as mãos à cabeça, depois de um golo do adversário;
b) tem de ter coragem de não contar mais com Ricardo Quaresma, depois deste o ter desmentido após o jogo com a Islândia;
c) não pode deixar de colocar Renato Sanches a jogar de início, apesar da feroz oposição do lobby anti Benfica.
Por si e por nós, por Portugal!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Futebol (o jogo) entre parêntesis

"Tal e qual os dias que precederam o jogo com a debutante Islândia (que não soubemos vencer, mas nada compromete), lá vem mais uma carga pesada de nadas ou quase nadas para preencher doentiamente todos os interstícios entre os jogos. Se esta apoplexia (não) noticiosa até se pode entender nos meios de comunicação social escritos ou televisivos focados no desporto, é de todo incompreensível nos restantes.
Um grande humorista brasileiro, Millôr Fernandes, chegou a caricaturar este exagero: «o futebol é o ópio do povo e o narcotráfico dos media». Bem sei que o que escrevo agora é, por demais, politicamente incorrecto, sobretudo para quem confunde patriotismo e amor por Portugal com patriotice idiota e alienante. Tenho falado com muita e diversificada gente que gosta de futebol como eu, mas que suspira por um canalzinho televisivo que não esteja horas sobre horas a falar dos treinos, dos penteados, dos autocarros, das brincadeiras, das coxas e joelhos, das horas de sono, das comidas e muito mais.
Dizem-me que é a guerra das audiências. Mas este tudo-à-volta-do-futebol-vertente-pimba será assim tão do agrado da generalidade das pessoas? Não creio. O que acontece é que não há alternativa para quem tem o televisor como companhia quase única e aditiva. Há mesmo canais que, aparentemente distorcendo a licença de emissão concedida, se transformaram em ofertantes de jogos e joguinhos estimulantes, como, por exemplo, um Venezuela-Jamaica ou um Equador-Haiti, não faltando a repetição para quem mão pôde trocar horas de sono pelo espectáculo em directo e de madrugada. Valha-nos Deus!"

Bagão Félix, in A Bola

Faltou improvisação

"Após a primeira rodada da Eurocopa, as sete principais selecções (França, Alemanha, Espanha, Portugal, Itália, Inglaterra e Bélgica) tiveram grandes dificuldades para vencer e meter 'gols', por causa do bom posicionamento defensivo dos adversários e da falta de mais excepcionais atacantes.
A Espanha possui o melhor trio de armadores do Mundo (Busquets, Iniesta e Fàbregas ou Thiago Alcântara), mas não tem um excecional atacante. A Alemanha improvisou Goetze na função de centroavante, por não ter melhor opção. A Bélgica tem três bons meias ofensivos, mas também carece de um excelente centroavante. A Inglaterra insiste em jogar com Rooney no meio-campo, em vez de mais próximo da área e próximo a Keane. Apesar do 'gol' de Portugal sobre a Islândia ter sido de Nani, falta outro atacante mais agressivo e mais artilheiro próximo a Ronaldo. A Itália, a que atacantes mais modestos tem, foi a que actuou melhor nos contra-ataques.
Com excepção da Itália, que actua com três zagueiros e prioriza os contra-ataques, as outras selecções jogam de uma maneira ofensiva. A diferença entre elas está na organização do meio-campo. Portugal e França jogam com apenas um volante e dois meias, que atacam e defendem. As outras principais selecções jogam com dois volantes em linha, três meias e um centroavante.
Payet foi o grande destaque. Ofuscou Pogba e Griezmann. Payet é excepcional nas finalizações de fora da área, nas cobranças de falta e de 'escanteios', além de habilidoso e criativo. Não é uma surpresa, pois fez parte da selecção do ano da liga inglesa, actuando pelo West Ham.
Portugal dominou a partida contra a Islândia, mas não venceu. Apesar da intensa movimentação dos jogadores do meio para frente, com troca de posições, houve pouca aproximação e troca de passes em direcção ao 'gol', dificultado pela retranca da Islândia, com quase todo o time recuado atrás da linha da bola.
A primeira rodada foi de bom nível técnico, com jogos emocionantes e muita organização e disciplina táctica. No entanto, faltou mais improvisação, mais surpresa. Ainda é cedo para se fazer previsões e definir o comportamento das equipes.

Positivo
Velocidade, intensidade, troca de passes, equilíbrio, emoção, disciplina táctica e excelente qualidade individual. É o futebol moderno.

Negativo
As arruaças dos hooligans russos e de outros países é um retrocesso, já que isso não acontece com tanta intensidade nos campeonatos nacionais. Faltaram mais excepcionais atacantes."

Mau negócio

" «Se o Sporting não tivesse os objectivos bem traçados em Janeiro podia ter vendido um jogador por 80 milhões de euros a pronto, mas não estamos obcecados com vendas.»
Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, ontem
O Sporting insiste que não está vendedor e que tem saúde financeira para manter os seus principais jogadores, mas há oportunidades que não devem, nunca!, ser rejeitadas. Bruno de Carvalho disse ontem aos jornalistas que recusou em Janeiro uma proposta de 80 milhões de euros a pronto por um jogador - por causa dos «objectivos bem traçados». Mas não se diz não a 80 milhões a pronto por quase ninguém, certamente por ninguém que jogue em Portugal. À entrada para esta janela de transferências de verão, apenas quatro jogadores foram alguma vez vendidos por verba mais elevada: Cristiano Ronaldo, Bale, Neymar e Luis Suárez.
Olhando para o plantel do Sporting, diria que os jogadores com maior valor de mercado serão João Mário, Slimani, William Carvalho e Adrien - Rui Patrício e Bryan Ruiz seriam as outras pedras fundamentais da equipa, mas o facto de o primeiro ser guarda-redes e de o segundo ter 30 anos levariam, seguramente, a que ninguém oferecesse tal verba.
Daqueles quatro, o mais difícil de substituir, condicionando eventual luta pelo título, seria Slimani - mas com 80 milhões seguramente que se encontraria outro avançado à altura. E é preciso lembrar que o argelino tem cláusula de rescisão de 30 milhões (válida apenas num curto espaço no verão), pelo que recusar uma proposta em Janeiro correndo o risco de meses depois perder 50 milhões faz pouco sentido. Já para qualquer um dos três médios, uma venda por 80 milhões a pronto seria recorde mundial.
Fosse quem fosse o jogador, Bruno de Carvalho tomou uma péssima decisão ao recusar tal proposta."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

PS: Toda esta prosa, se as declarações do Babalu fossem verdadeiras... o que ninguém no seu perfeito juízo acredita...!!!

Fernando Santos em modo Marcelo

"Seleccionador cortou pela raiz a habitual paranóia da Selecção quando se sentou com os jornalistas
Por esta altura, o normal seria que já ouvíssemos o ranger de dentes em Marcoussis. Às derrapagens da Selecção seguem-se as críticas, sem falha e sem misericórdia, nos jornais, nas rádios e nas televisões. Às vezes também, admito, com mais sentimento do que objectividade. Crescem rancores, de um lado e do outro: seleccionador e seleccionados não aceitam a infidelidade dos jornalistas; e os jornalistas ficam com um muro de silêncio para descodificarem à vontade deles. A escalada é inevitável. Ou seria, desta vez, se os anos não tivessem dado a Fernando Santos uma certa sabedoria à professor Marcelo, que até antecedeu a do Presidente da República, porque já acontecia muito antes das eleições. Santos é um seleccionador em serviço permanente e em quaisquer circunstâncias. Dias depois de um bombardeamento do FC Porto por alegada sobreutilização dos internacionais portistas, ele esteve no Dragão a ver a bola, disponível para os esclarecimentos que fossem precisos. Ontem fez o mesmo. Antes que o azedume da leitura dos jornais assentasse na equipa, chamou os jornalistas e sentou-se à mesa com eles. No mesmo cenário, com Scolari, Queiroz e Bento, houve imediatas declarações de guerra, se não para todos, pelo menos para os críticos mais atiçados. Pode ser que a harmonia não dure se os resultados não a acompanharem, mas sem as paranoias e fantasmas do costume, também é capaz de ser mais fácil ganhar."

É assim que deve ser

"O "DAY AFTER"
É assim que deve ser
1 - No meio da vozearia em torno do empate de Portugal, retenho essa ideia recorrente que nos repreende a todos: voltamos a reagir de modo esquizofrénico - anteontem éramos bestiais, hoje somos bestas, no sábado seremos deuses do Olimpo. Percebo o afã de suplantar a assertividade comum, mas vou tentar suplantá-lo a ele também. Gosto dessa esquizofrenia, passe a metáfora. Gosto da alucinação e do delírio, da incoerência e da desagregação de personalidade. Também eu estou decepcionado e no sábado, depois da vitória sobre a Áustria, cantarei a "Portuguesa" como se as caravelas voltassem a largar. O futebol serve para nos despentear. A Selecção, mais ainda.
2 - Vale a pena ponderar os erros cometidos, porém. Os erros individuais, como a descoordenação entre Pepe e Vieirinha ou o falhanço inusitado daquela cabeçada de Ronaldo; e os erros colectivos, incluindo a convicção demasiado evidente de que a vitória acabaria por chegar e todas as más opções do selecionador. Fernando Santos apostou nos jogadores errados, demorou a corrigir e ainda corrigiu mal. As fragilidades do meio-campo ficaram claras cedo de mais, e o excesso de confiança veio do banco. Contra a Áustria, devia jogar o meio-campo do Sporting (mais talvez André Gomes, a melhor surpresa da estreia). Quase todas as grandes selecções assentaram em modelos rotinados nos clubes.
3 - O resto é menor. Começámos mal a qualificação e acabámos líderes incontestados. Em 2004, a nossa melhor participação de sempre, até abrimos a fase final a perder. Só temos de esquecer aquilo em que nunca devíamos ter acreditado: que os jogos de preparação diziam alguma coisa sobre nós. E não repetir a condescendência que, ontem, as palavras do CR7 denunciaram."

Benfiquismo (CXXXVI)

Catedral repleta...!!!

EuroCota !!!

"Atendismos"

"Carta Aberta ao Senhor Presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, Juiz Conselheiro Manuel Santos Serra,
Senhor Presidente,
Escrevo na qualidade de Vogal do Conselho de Disciplina, Secção Não Profissional, da Federação Portuguesa de Futebol, qualidade que perderei hoje, ao final do dia, quando tomar posse o novo Conselho de Disciplina da FPF.

Faço questão de escrever na qualidade de dirigente desportivo, justamente para que, na eventualidade de alguém ligado ao movimento federativo se sentir atingido pelas minhas palavras, poder accionar-me, querendo, na Justiça Desportiva.

Esta minha carta, tem a ver com deliberação proferida e tornada pública, em 02/06/2016, pelo Conselho de Justiça da FPF, no âmbito do Processo n.º 14 - CJ - 2015/2016, em que é Recorrente Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD e Contra-Interessados a Sporting Clube de Portugal, Futebol, SAD e o seu jogador Islam Slimani.

Quanto ao teor da deliberação propriamente dita, proferida no Processo 14 - CJ- 2015/2016, nada direi, a não ser que me surpreende o facto de o Conselho de Justiça concluir, um lado, pela inexistência de agredir por parte de Islam Slimani, não obstante considerar 'O embate do braço direito do jogador arguido Islam Slimani na nuca do jogador Andrea Samaris, com violência, põe em risco a integridade física deste jogador, já que é facto notório que embates violentos nessa parte do corpo têm potencialidades para provocar lesões cervicais', e, por outro, pela existência de intenção de obstruir, por parte de Andrea Samaris, ao considerar ' (...) o jogador Andrea Samaris ter alargado os braços com o intuito de obstruir o acesso do jogador arguido Islam Slimani à bola que estava em poder do jogador Luís Fernandes (Pizzi)'.

Porém, a questão de fundo desta minha carta prende-se com o facto de constar daquela deliberação, que o Acórdão proferida pelo Conselho de Disciplina, em 08/04/2016, no âmbito do Processo Disciplinar n.º 53/2015/2016, que absolveu Islam Slimani, havia colhido unanimidade.

Ora, como é sabido, e resulta dos autos, dos sete membros que compõem o Conselho de Disciplina, um houve que votou vencido: EU !

Voto de vencido, aliás, que, em meu entender, viria a funcionar como causa próxima para a minha não inclusão na lista de 20/04/2016, encabeçada pelo Dr. Fernando Gomes e candidata aos órgãos sociais da FPF, 2016/2020.

Senhor Presidente,

Não fosse o caso de estar perante um processo com contornos nunca por mim antes vistos, - e a minha carreira de Dirigente já vai longa: 1994/2006, como Presidente de Direcção da Associação de Futebol de Évora e 20062016 como Vogal do Conselho de Disciplina da FPF, e esta carta nunca seria escrita.

Acontece que a deliberação do Conselho de Disciplina, de 08/04/2016 é, para mimm e penso que para a esmagadora maioria dos Portugueses - mesmo daqueles que de futebol nada percebem ou querem perceber - um verdadeiro escândalo, e neste medida, a referência à unanimidade, constante do acórdão do Justiça, é insuportável.

Calar este facto seria, uma autoflagelação, a juntar a vários desapontamentos sofridos longo do procedimento disciplinar de que me ocupo.

Procedimento disciplinar que me permite afirmar, para além do mais, o seguinte:
- Na reunião do Conselho de Disciplina, de 27/11/2015, o procedimento disciplinar iniciou-se por um Processo de Averiguações quando era manifesto que nada havia para averiguar, no respeitante à participação apresentada pelo Sport Lisboa e Benfica, Futebol, SAD, em 24/11/2015.
- Na reunião do Conselho de Disciplina de 27/11/2015, o procedimento disciplinar só não se iniciou por um Processo Sumário - o que, teria permitido ter uma decisão em 15 dias -, porque não foi essa a orientação defendida, quer pela Direcção Jurídica da FPF (impulsiona o procedimento disciplinar, conduz a instrução, Acusa e elabora Relatório Final), quer pela maioria do Conselho de Disciplina (decide sobre o expediente que lhe é trazido pela Direcção Jurídica) -, (composto por 4 elementos oriundos da lista Dr. Fernando Gomes e 3 oriundos da lista do Dr. Carlos Marta, entre os quais me encontro), tendo o meu argumento merecido o apoio de um Conselheiro, tal como eu, oriundo da lista do Dr. Carlos Marta.
- À luz das leis e regulamentos que regem a Justiça Desportiva na FPF, é por demais evidente que a solução proposta pelo Relator do Acórdão de 08/04/2016, (Magistrado Jubilado que transitou da Liga para a Federação, em 10/12/2011, pela não do Dr. Fernando Gomes), é tudo menos uma decisão baseada na Lei e nos Regulamentos. É, antes uma deliberação de política desportiva, determinada por 'atendismos'; É uma deliberação, com cuja proposta o Conselho de Disciplina foi confrontado, de supetão, em violação das normas constantes do Regimento do Conselho;
- A forma como o procedimento disciplinar evoluiu, desde 27/11/2016 até 02/06/2016 (data do seu términus) não salvaguardou, entre outros princípios, o da integridade da competição e da transparência de procedimentos.
- O Conselho de Disciplina e o Conselho de Justiça foram, e continuam a ser, achincalhados por alguns dirigentes - felizmente poucos -, com interesse no processo, sem que a mais alta figura do Futebol Português (Presidente da FPF) diga o que quer que seja, sendo caso para dizer, que falta liderança onde sobra gestão!
- A FPF é detentora do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva estando, por via disso, sujeita a imperativos de natureza pública e à tutela inspectiva da Administração Pública Desportiva;
- O que se passou no processo disciplinar n.º 53 - 2015/2016 (mas não só neste) é demasiado grave para que, no espaço público, nos fiquemos pela ideia de que o que aconteceu neste processo disciplinar foi, apenas e tão só, aquilo que há dias ouvia a um comentador desportivo: 'temos que dar o desconto, porque são decisões de senhores que nada percebem de futebol, porque a maioria deles são juízes'.

Aceite os meus cumprimentos e votos de um bom mandato 2016/2020.

Évora, 07 de Junho de 2016"

Mensagem: Orçamento SL Benfica 2016/17

"Apesar dos 112 anos já celebrados, o Sport Lisboa e Benfica mantém-se um clube jovem, com uma vitalidade invulgar, pioneiro nos desafios que enfrenta e vanguardista nos projectos que abraça.
O Clube consolida-se nas referências, memórias, histórias de todos quantos nos ajudaram a chegar aqui, mas os principais alicerces são sem dúvida os seus sócios e as suas ambições. Sem eles e sem os seus sonhos, a nossa história seria diferente, para bem pior.
A força do SL Benfica, a sua vitalidade, vem directamente da capacidade que o Clube sempre teve em conquistar o maior número de sócios. Eles fazem parte da história e ajudam a fazer a história do Clube, desenhada e moldada pelo talento de Eusébio, Coluna e tantos outros jogadores que, com o seu futebol, honraram os valores e a memória dos nossos fundadores.
Juntos, soubemos superar os momentos mais difíceis e festejar alguns dos feitos mais notáveis do Clube. Os sócios são o principal activo do Sport Lisboa e Benfica, testemunhas e responsáveis pelo nosso destino. Sem eles, não teríamos conseguido afirmar-nos como um dos clubes mais modernos da actualidade.
O maior perigo que os tempos actuais nos fazem correr é o do conformismo, o de achar que o passado nos garante o futuro, o pensar que o sucesso está garantido pelo que já fizemos. Nada mais errado, o conformismo destrói a autoexigência que tivemos até aqui e que nos fez transformar um clube debilitado, sem credibilidade e amorfo, num dos maiores clubes do mundo, admirado pela sua inovação e pela sua permanente capacidade de se reinventar.
Este orçamento traduz essa vontade de continuar a fazer diferente, de continuar a fazer primeiro. Este orçamento traduz o nosso inconformismo e marca novos objectivos na vida do Clube.
Vamos continuar a apostar nas modalidades porque elas fazem parte do nosso ADN. Vamos seguir nas modalidades o exemplo do que fizemos no futebol: apostar na formação. Só desta forma podemos continuar a ser competitivos sem fazer disparar o valor do investimento.
Queremos ser competitivos do ponto de vista desportivo, mas realistas do ponto de vista financeiro. Queremos continuar a ganhar, mas com custos controlados e dando oportunidade a jovens que sentem a nossa camisola de uma forma totalmente diferente daqueles que chegam apenas para a vestir durante um ou dois anos. Todos são importantes, mas que os jovens formados no clube sejam cada vez “mais importantes”.
Contamos hoje com mais de 8 mil atletas em todas as modalidades e escalões etários, um número impressionante que nos orgulha enquanto clube e nos dá a real dimensão do trabalho produzido ao longo dos últimos anos.
Uma palavra devida ao nosso projecto olímpico num ano em que vamos ter atletas no Rio de Janeiro. Este projecto nasceu antes dos Jogos de Pequim, ultrapassou Londres e chega agora ao Rio de Janeiro. É um projecto que nos orgulha, porque, sem ele, muitos atletas não teriam condições de representar Portugal. O nosso projecto olímpico é um dos exemplos mais relevantes de serviço público que o Clube presta anualmente ao país. E, se reclamo este exemplo, não é para colher louros de um projeto que me orgulha ter no Clube, mas apenas para lamentar a falta de reconhecimento com que na maior parte das vezes o poder político trata os clubes nacionais.
Uma das apostas deste ano passa pela valorização da “marca”. Vamos abrir novas lojas, uma delas já este mês, na baixa de Lisboa. Uma loja moderna, no coração da cidade, em ligação com o estádio e a promover a marca Benfica junto dos milhares de turistas que diariamente visitam a capital portuguesa.
Mas a expansão da nossa distribuição não vai parar aí. Vamos investir no merchandising, na diversificação da oferta, na expansão da rede de vendas à disposição dos nossos adeptos, na valorização do SL Benfica enquanto marca global. E neste último capítulo as nossas Casas, quer a nível nacional quer internacional, vão ajudar-nos.
O processo de uniformização de imagem prossegue, a sua ligação em rede é um projeto que começa a ganhar corpo. Em breve as Casas do Benfica vão poder oferecer a todos os benfiquistas, independentemente da área geográfica que servem, os mesmos serviços que estes podem encontrar no Estádio da Luz. É uma nova revolução, dentro das várias revoluções que o Clube tem feito nos últimos anos.
Na próxima época, as Casas do Benfica terão implementado a ligação em rede, que, além de ser um projecto pioneiro no mundo do futebol, representará uma melhoria significativa na proximidade com todos os sócios e adeptos, estejam eles onde estiverem.
Com esta estratégia de crescimento, as Casas do Benfica assumem particular relevo, uma vez que terão as ferramentas necessárias para assegurar a bilhética, o serviço de apoio aos sócios, a venda de todos os produtos e distintos serviços oferecidos no estádio.
O sucesso nos testes já realizados dentro e fora de Portugal permitirá assim que na próxima época o Clube esteja ainda mais próximo dos seus sócios e adeptos através das nossas Casas do Benfica.
O próximo ano será igualmente um ano de novas definições em relação ao que serão as Casas do Benfica em 2020, com uma forte reestruturação de conceitos, serviços, apostando fortemente na formação dos colaboradores que temos nas Casas. Mais serviços de parceiros SLB, novas fontes de receitas e reforço da marca através de campanhas de marketing e fidelização vão ser apresentados nesta época.
Serão abertas mais 5 Casas do Benfica e reformuladas mais 20 dentro e fora de Portugal.
Uma palavra final para o nosso futebol de formação. Neste ano conseguimos mudar o paradigma no topo da pirâmide. Foi o reconhecimento de anos de trabalho a nível da formação, o reconhecimento da qualidade que temos no Caixa Futebol Campus (CFC), da competência humana e das condições materiais que todos os anos conseguimos melhorar.
Esta mudança de paradigma não foi imposta, foi feita por convicção. Ao contrário de outros, não fomos forçados a seguir esse caminho. Chegamos a esta fase de forma planeada e desejada. Foi para chegar aqui que investimos e desenvolvemos o CFC ao longo dos últimos 10 anos. O Seixal é hoje um centro de excelência na formação de jovens, e isso é reconhecido a nível internacional.
Os benfiquistas têm de ver o CFC como um projecto de geração de valor para o Clube. E quando falo em geração de valor, não significa apenas o que vier a resultar da venda de atletas. Quando somos o principal clube a fornecer jogadores às selecções nacionais jovens (este ano foram 32 atletas) ou quando se disputam de forma continuada títulos nacionais e internacionais, isso significa gerar valor e reputação para o SL Benfica. A aposta vai continuar.
Continuarei, como sempre, a procurar garantir o equilíbrio entre a razão que nos garante o presente, mas principalmente o futuro, e a emoção, sem a qual nada do que construímos faria sentido."

quarta-feira, 15 de junho de 2016

1966, 1984 e 2004

"No dealbar do Euro (escrevo antes do jogo com os islandeses), recordo as três competições da nossa selecção que, em mim, mais estão presentes por boas razões, ainda que, paradoxalmente, a elas também associe o abatimento que me suscitaram.
Refiro-me à lembrança de jovem no Mundial 1966 e à de adulto nos Euro 1984 e 2004.
No Inglaterra 66, ainda a preto-e-branco, gravado na minha memória a sépia. Um Portugal sem vedetismos, ainda que com o inultrapassável Eusébio, um Portugal superiormente orientado, um Portugal quase ingénuo. Um Portugal que foi traído pelas batotas administrativas do poder instalado e que, assim, foi eliminado nas meias-finais pelos anfitriões. Poderíamos ter sido campeões do Mundo. Fiquei triste, mas sobretudo orgulhoso num tempo de isolacionismo.
No Euro 1984, com quatro (!) treinadores, Portugal com Bento, Jordão e Chalana, entre outros, merecia mais. Platini destroçou o nosso sonho no fim de um prolongamento épico. Vi o jogo pela TV, em Estocolmo e - talvez por, naquele dia, estar fora de Portugal - foi a competição em que a ressaca da derrota mais permaneceu em mim.
Por fim, o nosso Euro 2004 e a final perdida ingloriamente para uns gregos sofríveis. Aqui, confesso, mais do que tristeza, senti irritação pela casmurrice do então seleccionador, que nem sequer aprendeu com a derrota com os mesmos helénicos na jornada inaugural. Tínhamos uma equipa invulgar.
Tempos diferentes no percurso do futebol e tempos diferentes no percurso da minha vida. Com o privilégio de ter vivido tempos de futebol simples, directo, sem excessos. Afinal, do que, verdadeiramente, gosto."

Bagão Félix, in A Bola