Últimas indefectivações

quinta-feira, 7 de maio de 2015

São estas pequenas coisas que têm vindo a notar-se

"Seja quem foi o árbitro, terá de suportar a campanha australiana da Brigada do Toque de Midas, vulgo Apito Dourado. Mas esse não é o nosso campeonato. O Penafiel é que é.

DIAS agitados estes.
Aconteceu de tudo na semana passada. Só faltou mesmo alguém telefonar da Austrália jurando à imprensa livre e à polícia de costumes que o árbitro nomeado para o jogo do Benfica com o Gil Vicente se ia apresentar em casa do presidente do Benfica para tomar chá, comer bolinhos e receber conselhos matrimoniais na véspera do jogo.
Foi um frenesim a anteceder o jogo de Barcelos. Que inusitado labor e concerto das forças da reacção. 
Mas forças da reacção a quê, se futebol não é política?
Da reacção ao possível – apenas isto, possível – bi-campeonato do Benfica.
E pela crispação mais do que latente perante essa mera hipótese, um eventual e singelo bi-campeonato parece capaz de fazer cair o alegado regime de décadas como um baralho de cartas.
E concorre nesse desmoronar o seu séquito natural de gratos, reconhecidos, penhorados, prestáveis, vigilantes, obsequiosos e, agora, preocupados agentes desportivos e agentes não-desportivos.
Acontece assim com todos os regimes. Um regime, por mais fantasioso que seja, não é uma entidade abstracta. Um regime é feito de gente bem instalada. E de todo um reportório.
De outra maneira como explicar que, na semana passada, do outro lado do mundo não houve dia que não telefonassem ao treinador do Gil Vicente a alertá-lo para a grande desonestidade de que ia ser vítima deste lado do mundo?
Pobre árbitro que saiu de Barcelos inteiro e com a honra salva graças à solidariedade da equipa do Benfica que, correndo o tempo todo, nem lhe deu tempo nem ocasião para ser a figura do jogo, como era pretendido, tão pretendido.
É verdade, no entanto, que o árbitro, que não nasceu para herói, decidiu todos os lances minimamente duvidosos em desfavor do Benfica não vá ser-lhe vetada a entrada na Austrália se, porventura, algum dia quiser ou precisar de lá ir.
Cinco a zero foi o resultado de Barcelos. Uma goleada, um ultraje para quem, à falta de imaginação, sonha recorrentemente em fazer de João Capela o próximo Pedro Proença. É o velho reportório, já bastante estafado, a ver se pega.
Se o Benfica jogasse sempre assim como jogou em Barcelos e ganhasse todos os seus jogos por cinco a zero de bola corrida, punha-se de vez termo às calúnias sobre os amigalhaços dos árbitros sempre disponíveis para nos oferecer campeonatos a troco de conselhos matrimoniais prestados em domicílio como tem sido público e notório nas últimas três décadas.

JORGE JESUS lançou Sulejmani em Barcelos em detrimento de Ola John e o sérvio não lhe deu motivos para arrependimento. Antes pelo contrário. Com Sulejmani há mais futebol. É o que se pretende.

O Sporting de Braga qualificou-se para a final da Taça de Portugal. Terá por adversário o Sporting. O presidente do Braga ficou muito feliz o que se compreende. Chegar ao Jamor é uma festa e no caso do Braga é uma festa merecida.
O Sporting de Braga fez um bonito percurso e com muito mérito. Teve até artes para eliminar o Benfica, no Estádio da Luz, ainda numa fase precoce da bela competição.
A cidade de Braga virá a Lisboa acompanhar e apoiar a sua equipa de futebol no jogo de decisão da Taça de Portugal. António Salvador prevê que 12 mil adeptos bracarenses se desloquem ao Jamor de modo a que o Arsenal do Minho não se sinta desacompanhado num dos desafios mais importantes do seu longo historial. Não se sentirá certamente desacompanhado o Sporting de Braga em Lisboa.
No entanto, o presidente do Braga, por via da compreensível exaltação, excedeu-se: «Se o Sporting diz que tem 3 milhões de adeptos nós vamos ter 6 milhões de adeptos a apoiar-nos», disse Salvador mal terminou o jogo da segunda-mão da meia-final em Vila do Conde.
António Salvador fez mal ao meter o Benfica ao barulho. E fez mal à sua própria equipa. O Sporting de Braga para ganhar a Taça de Portugal só precisa de si próprio.
O Vitória de Guimarães, por exemplo, que é o grande rival do Sporting de Braga, ainda há dois anos ganhou a final da Taça de Portugal ao Benfica dispondo apenas do apoio de 3 milhões de adeptos do Sporting.
Ao contrário do que pensa António Salvador, o Sporting de Braga para ganhar a Taça de Portugal não precisa para nada do apoio de 6 milhões de adeptos do Benfica.
Muitos milhões, num caso destes, só atrapalham.

O Benfica é que não se atrapalhou com a relva em Barcelos. Não era um simples tapete verde. Toda aquela erva, a retalho, dava para replantar dois ou três relvados à vontade.
Contra todas as expectativas, o único inconveniente prestado pela Natureza selvagem ao jogo foi o de se ficar sem saber se Jonas deixou a bola tocar no chão ou se rematou sem a deixar pousar no momento em que fez de forma soberba o segundo golo do Benfica dando o melhor destino a um cruzamento perfeito de Gaitán
E aí, sim. A culpa foi, efectivamente, da relva que não deixou ver.
Estava muito crescida. Mas não atrapalhou porque o Benfica também já está muito crescido. São estas pequenas coisas que se têm vindo a notar.

O próximo jogo do Gil Vicente é com o Porto no Estádio do Dragão. Se o treinador do Gil Vicente passar a semana a falar ao telefone para os antípodas não vai ter tempo para preparar convenientemente a sua equipa para tão alto desafio.
- Alô! Alô Barcelos! Aqui Austrália!
- Alô Austrália! Aqui Barcelos! Aqui Mota! Quem fala?
- Aqui Austrália, Mota! Aqui Australopetegui!
E o tempo todo nisto.

MAXI PEREIRA marcou dois golos em Barcelos. Que pena não ter marcado mais um. Faria um hat-trick para abrilhantar a enormíssima folha de serviços prestados ao Benfica desde que chegou à Luz já lá vão uns bons anos.
Não seria, no entanto, um hat-trick puro. Para ser puro, segundo os cânones, o hat-trick exige que os três golos sejam obtidos de rajada pelo mesmo autor sem haver outros golos com outros autores pelo meio.
Na verdade, pouco importam estes preciosismos quando se trata do uruguaio. Com golos ou sem golos, puro e de rajada são os seus atributos. Já para não falar dos lançamentos da linha lateral.
Dizem-nos que está de partida o nosso inesquecível Maximiliano Pereira. Que pena, que grande pena.

O Boavista de Petit assegurou a permanência na primeira divisão no fim-de-semana passado quando ficaram a faltar três jornadas para o fim da prova. É obra. Com Petit tudo é possível. Aliás, sempre foi. Bem nos lembramos. Obrigada. Parabéns.

NO sábado vem aí o Penafiel, uma equipa séria que luta para não descer. Para vencer o Penafiel o Benfica tem de ser mais uma vez a equipa séria que luta para ser campeã. De outra maneira, tudo se complicará.
O Penafiel, por mais modesta que seja a sua classificação, merece o maior respeito. Seja quem for o árbitro, e já se sabe quem é, vai ter de suportar a campanha australiana da Brigada do Toque de Midas, vulgo Apito Dourado.
Mas esse não é o nosso campeonato. O Penafiel é que é do nosso campeonato.
Carrega, Sport Lisboa e Benfica!"

Leonor Pinhão, in A Bola

As ligas na Europa

"Em vários canais de televisão, temos a oportunidade de ver jogos de outros campeonatos europeus. Transmitidos em jeito de overdose, pelo que importa ser selectivo quando o nosso tempo escasseia.
Continuo a eleger o campeonato inglês como o mais espectacular e aquele que representa, mais puramente, a ideia do football association. Não apenas entre os tradicionais candidatos ao título, como também na larga maioria dos encontros, onde há sempre emoção, todos os minutos contam por igual, e os espectadores enchem os estádios e vibram intensamente. Onde verdadeiramente futebol e festa se juntam mais deliciosamente.
Em segundo lugar, situo o campeonato alemão que, sendo aparentemente menos espectacular, é homogéneo, com estádios cheios, e traduz um futebol compacto, mais físico mas também mais organizado e programado. Se, na Inglaterra, há lugar à emoção da espontaneidade, na Bundesliga, há lugar à disciplina da racionalidade.
Em terceiro lugar, ponho a liga espanhola, verdadeiramente espectacular entre os eternos rivais Barcelona e R. Madrid e bom entre mais duas ou três equipas. Mas, fora estas, muito desnivelado. Por isso, não hesito preferindo, por exemplo, um qualquer Southamptom-Everton ou um Leverkusen-Hamburgo a um Celta-Málaga.
Por fim, o italiano. Cinzentão, chato, quase burocrático, sobretudo agora que a Juventus domina como quer, e Milan e Inter andam quase pelas ruas da amargura.
Quanto a ligas mais modestas, acho interessante o tom leve e descontraído das ligas holandesas e belgas. Já a grega é um pastelão, mais recordado pelos recorrentes incidentes nos estádios helénicos do que pelos jogos."

Bagão Félix, in A Bola

Colo até ao fim !!!

A pressa foi inimiga da pressão

"Os dois primeiros responderam bem às dificuldades que tinham pela frente. O Benfica, elogiado pela solidez defensiva, continua com apetite voraz no ataque.

Primeira jornada do pós-clássico, a 31.ª encerrava a curiosidade de perceber como Benfica e FC Porto iriam reagir ao nulo com que saíram do Estádio da Luz e que tão diferentemente serviu as ambições com que tinham entrado no estádio benfiquista. Comum aos dois rivais havia, nesta última ronda, a pressão a que ambos estavam sujeitos, ainda que com contornos distintos - as águias jogavam um dia antes dos dragões e num campo onde nas últimas cinco deslocações tinham coleccionado mais empates do que vitórias. Além disso, e do polémico triunfo da primeira volta sobre o Gil Vicente e da nomeação do mesmo árbitro, o Benfica deparava-se ainda com o fantasma das deslocações ao norte do país, onde sofreu as três derrotas do campeonato (Braga, Paços de Ferreira e Vila do Conde).
Falando de fantasmas, também o FC Porto tinha um bem grande para exterminar, daqueles que, tal como o do rival, os treinadores se esforçam por fazer crer que só interessam a jornalistas e adeptos, mas que também são comentados entre as quatro paredes dos balneários. É que além de jogarem no dia seguinte ao líder, com a necessidade absoluta de não cederem qualquer palmo de terreno, os dragões contabilizavam dez jogos consecutivos sem triunfos a sul do Mondego!
Os resultados dos dois jogos e o destino dos três pontos dirão que ambos se saíram bem, mantendo o "statu quo" na corrida ao título, ainda que a aproximação à meta favoreça quem pedala na frente. A capacidade de resposta à pressão a que estavam sujeitos, qual escalada de armamento num conflito bélico, permite até fazer um paralelismo com o que sucede na liga do país vizinho, onde Barcelona e Real Madrid se empurram um ao outro e já levam uns incríveis 105 golos marcados cada. Os cardíacos que me desculpem, mas os espectadores saem a ganhar...
Onde se diferencia - e muito - esta dupla que dá mostras de não desarmar na corrida ao título é no caminho percorrido. O FC Porto só chegou ao 2-0 em Setúbal no primeiro minuto dos descontos; o Benfica, pelo contrário, voltou a mostrar uma tendência que se acentuou na segunda volta do campeonato, uma espécie de medicina preventiva contra o nervosismo que se possa instalar na equipa à medida que o objectivo do bicampeonato cresce no horizonte: procurar (e conseguir) o tento da tranquilidade com sofreguidão. As palavras e as estatísticas têm elogiado a consistência defensiva da formação de Jorge Jesus, mas a verdade é que esta foi a sétima vez em oito jogos na segunda volta em que marcou três ou mais golos e que o da tranquilidade surgiu menos de dez minutos após o primeiro. Sucedera com Académica, Nacional, Arouca, Estoril, Moreirense e Boavista, praticamente o dobro das vezes da primeira volta.
Se nos clássicos estiveram mais comedidas, nos restantes jogos as águias apostam cada vez mais nesta espécie de vacina anti-stress, que é uma autêntica subversão do conhecido provérbio chinês."

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Indiscutível

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
(2-2)
25-17, 25-18, 25-18

Depois de assistir a este jogo, não é fácil compreender as derrotas do Benfica nos Açores!!! Independentemente a exibição menos conseguida dos jogadores da Fonte esta noite, o Benfica em condições normais é melhor, como foi provado hoje.
O único factor aceitável que pode ter uma influência negativa no jogo do Benfica, é o forte serviço de alguns jogadores adversários, em todos os outros aspectos do jogo, somos melhores... 
Apesar de não termos vencido, para o Campeonato, a Fonte nos Açores, no jogo da Challenge Cup, não demos hipóteses... portanto não acredito nessa treta dos bloqueios psicológicos!!!

Agora, é esperar que no próximo Sábado - pelas 19h, na Praia da Vitória -, o Benfica consiga o Tri-campeonato merecido...

O ponto que remete tudo para a "negra"
O ponto que remete tudo para a "negra"!#SLBenfica vence a Fonte do Bastardo (3-0) e empata a final! Jogo 5 joga-se nos Açores, sábado. #Voleibol #UmaCamisolaVáriasEmoções
Posted by Sport Lisboa e Benfica on Quarta-feira, 6 de Maio de 2015

Lopetegui à capela, já!

"Lopetegui tinha razão. Capela teve uma influência decisiva em Barcelos. Sem ele, o Benfica não marcaria cinco golos, ao esforçado Gil Vicente.
Lopetegui não sabe falar bem português, mas sabe soletrar sem sotaque CA-PE-LA. Claro que tem dificuldades em dizer Martins, Calheiros, Guímaro e outros incomuns nomes.
Lopetegui é um estudioso da história do Benfica. Pena que não se tenha especializado em algumas partes douradas da história do clube que treina.
Lopetegui lê, de fio a pavio, todos os jornais. Tanto assim é que debitou, com grandiloquência, sobre uma entrevista que J. Jesus deu ao semanário Sol. E, logo aí, inferiu, visionariamente, uma qualquer ligação ao árbitro João Capela. Curioso é que Jesus deu a entrevista na 2.ª-feira, ainda nem sequer se sabia quem seria o árbitro.
Lopetegui dispensa assessores de comunicação, tal a sua competência nesta área. Quem sabe até se não acabará como assessor de um qualquer treinador.
Lopetegui não terá apreciado o desportivismo dos seus jogadores no jogo da Luz. Percebe-se a razão: queria ter o monopólio do fair play evidenciado nos quase-ósculos no aparelho auditivo de Jesus e no forte amplexo com que o envolveu.
Lopetegui deveria ler a objectiva resenha das suas próprias afirmações ao longo deste campeonato que Miguel Cardoso Pereira trouxe à estampa na edição de A BOLA do passado sábado e intitulada 'Diz Lopetegui:'. Ali se constata que o homem é de uma coerência infinita.
Lopetegui deve, por tudo isto e muito mais, ir confessar-se a uma Capela. Se possível, onde o prior assistente diga impecavelmente o seu nome."

Bagão Félix, in A Bola

Péssimo...

Marítimo B 2 - 0 Benfica B

Não é fácil jogar neste campo, o relvado é curto, a bola salta que se farta... mas isso já era sabido antes da partida. Já o ano passado, tivemos muitas dificuldades no Funchal, ainda por cima o Marítimo B está desesperadamente à procura de pontos para não ser despromovido... Sabendo tudo isto, é estranho o Benfica B ter feito uma das piores exibições da temporada... claramente sem atitude!!! Creio que fizemos um remate à baliza... contra uma equipa que vai provavelmente descer de divisão!!!

Varela; Semedo, Nunes, Valente, Rebocho; Dawidowicz, Sanches (Santos), Carvalho; Elbio (Sarkic), Gonçalves (Andrade); Guedes. 

Jardel... e o penteado!!!

Sem tréguas XXV

Mitos: colinho!
Recupero esta crónica, após vários anos (!!!) de interrupção, para destacar a importância, dos Mitos mentirosos, que se fabricam em Portugal, por gente desonesta, e que outros ingenuamente, se deixam levar.
O José António Saraiva, diz que é adepto do Belenenses, e que acompanha o Benfica mais de perto por causa do filho!!! Além disso, é amigo pessoal do Jorge Jesus. Algumas das suas crónicas no Record, têm sido 'destruídas' pelos Benfiquistas, tal o absurdo delas... Pessoalmente acho, que até é um dos poucos cronistas semanais, que não sofre da doença do anti-Benfiquismo primário, apesar de não lhe reconhecer muitos conhecimentos futebolísticos. Não é um jornalista desportivo, portanto também não é obrigado a perceber muito do fenómeno. É um espectador, como qualquer um de nós...
Na crónica desta semana, fala essencialmente da importância do Samaris e do Pizzi, no Benfica deste ano. E até faz um analise bem ponderada sobre o assunto. Mas, no início do texto, não resistiu à tentação, e na onda do 'colinho', afirma que o Benfica no início de época, manteve-se à frente do Campeonato devido aos erros de arbitragem!!! Fê-lo sem justificar a afirmação, como se fosse um dado adquirido por todos!!! São este tipo de referências, que ajudam a criar os Mitos falsos...

Vou fazer um pouco apanhado de como surgiu esta época o Mito:
Os primeiros casos aconteceram logo na 2.ª jornada. O Benfica vai ao sintético do Bessa, e ganha, num jogo feio, onde Marco Ferreira, fez um arbitragem vergonhosa, permitindo jogo violento do Boavista, entre outras xico-espertizes, como por exemplo não assinalar faltas a favor do Benfica perto da área do Boavista... ao intervalo o Jesus acabou mesmo expulso, por protestos... ficou ainda um penalty por marcar sobre o Jara.
Com 0-1 para o Benfica, nos últimos minutos, já com o jogo parado, a bola entra na baliza do Benfica: o fiscal-de-linha marca bem, fora-de-jogo ao ataque do Boavista. O jogador em posição irregular empurra mesmo o Jardel, impedindo o corte do nosso Central. Na transmissão da SportTV, nos programas de rescaldo, e principalmente nos programas com Paineleiros, é repetido milhares de vezes, que foi anulado um golo limpo ao Boavista. O facto das imagens provarem exactamente o contrário, não interessa, os porcos não se calam, repetem, repetem e repetem, que o Benfica foi beneficiado... E em alguns casos, como acontece com o Porco do plagiador do Guedes, durante vários meses, foi repetindo a história do Benfica ter sido beneficiado no Bessa.
Na mesma jornada, em Paços de Ferreira, nos últimos minutos, Martins Indi atropela um adversário dentro da área. Penalty que fica por marcar contra os Corruptos, a poucos minutos do fim, num jogo que acabou com um 0-1 para os Corruptos. A SportTV não mostra qualquer repetição. Nos ditos programas e nos pasquins, o lance é completamente ignorado. Só na blogosfera Benfiquista, o lance é mostrado...
Conclusão: o Benfica foi prejudicado, mas nas televisões e nos pasquins 'fica' com a fama de ter sido beneficiado; os Corruptos são escandalosamente beneficiados, e o assunto é escondido!!!

É assim que funciona a máquina de propaganda Corrupta em Portugal. Isto voltou a acontecer na 5.ª jornada, e em muitas outras... Dando assim origem à expressão do Colinho.
Alguns ingenuamente perguntam: mas estas mentiras, não tem implicação nos resultados?! Falso. Como por exemplo se tentou fazer na última jornada: a história do Colinho, foi usada para pressionar o árbitro do Gil Vicente-Benfica. Só a gigantesca diferença de qualidade entre as duas equipas, e a excelente atitude colectiva de todos os jogadores do Benfica em campo, impediu que o árbitro tivesse influência no resultado (aquela jogada onde o Yazalde jogou a bola com os braços 2 vezes, na sequência de um livre, que não existiu, é um bom exemplo).

E por isso é que me irrita, a passividade da maioria dos Benfiquistas que têm acesso às televisões, rádios e pasquins. Podemos até não gostar do tom, que o Pedro Guerra tinha na CMTV, mas quando o Benfica permite, sem réplica, a difusão destes Mitos, os 'idiotas úteis' como o José António Saraiva (e muitos outros...), semanas e meses mais tarde, acabam por repetir os argumentos falsos dos mentirosos, e as patranhas começam a parecer verdades absolutas... até porque meses depois, já ninguém se lembra dos pormenores.

Não podemos ficar calados... nem nas Tv's, nem nos pasquins, nem na Net, nem nas conversas de café...

Samaris e Pizzi

"O Benfica começou o campeonato a não jogar nada - e só por felicidade (e um ou outro erro de arbitragem) não se atrasou irremediavelmente do FC Porto.
Na altura, escrevi neste espaço que, enquanto Jesus não encontrasse um n.º 6 a sério, a equipa não estabilizaria. E depois da saída de Enzo Pérez, esse problema também se colocou para o n.º 8.
Recordo que na posição 6 foram experimentados vários jogadores (André Almeida, Rúben Amorim, Samaris e até Talisca, enquanto se esperava pela recuperação de Fejsa). E, para a posição 8, Talisca assumiu-se como o mais forte candidato.
Confesso que cheguei a falar deste tema com o próprio Jorge Jesus, que tinha dois casos bicudos para resolver.
Ora bem: com muito esforço de Samaris e do treinador, o grego fixou-se como proprietário da decisiva posição 6, sobretudo depois da exibição que fez no Dragão. Mas o n.º 8 ficou por preencher, pois Talisca não mostrava características para a função (e qual será afinal o seu lugar?).
Até que se deu o milagre: da penumbra saiu o esquecido Pizzi, pelo qual já ninguém dava nada. E, tal como sucedera com Enzo, passou de extremo-direito vulgar a um excelente centro-campista.
Samaris joga à grega: é duro de roer, dá o corpo ao manifesto e procura jogar simples. Pizzi, sendo português, parece influenciado pelo nome com ressonâncias argentinas: tem boa técnica, transposta bem a bola e é senhor de uma óptima visão de jogo, isolando companheiros com alguma facilidade. Nos seus pés o jogo flui.
Com Samaris o Benfica ganhou robustez a defender, com Pizzi ganhou asas a atacar. São duas peças fundamentais nesta equipa quase campeã."

Agarrem-no senão Jesus vai

"Jorge Jesus deve estar muito agradecido a Luís Filipe Vieira por esta nova boa época do Benfica; Luís Filipe Vieira deve estar muito agradecido a Jorge Jesus por esta nova boa época do Benfica; o treinador porque recebeu das mãos do seu presidente um excelente grupo de jogadores que lhe possibilitou construir uma equipa competente e ganhadora, enquanto Luís Filipe Vieira, mais uma vez, viu Jorge Jesus oferecer-lhe um trabalho sério e profissional, embora pago com bom dinheiro. Resultado prático desta identificação bem-sucedida: o Benfica corre imparável para a renovação do título nacional, que, a acontecer, será o primeiro bis de um treinador português na Luz, o que tem contribuído para o reforço da confiança e do orgulho dos seus adeptos.
Não resta, pois, qualquer dúvida de que esta saudável conexão entre os dois homens-fortes do Benfica está a dar os devidos frutos, aliás, como se confirma pelos títulos de campeão nacional já garantidos, afinal o que é importante - dois a caminho de três, o que não deixa de ser um bom indicador. Deste modo, faz todo o sentido que Luís Filipe Vieira convide Jorge Jesus a renovar o contrato - custa a perceber por que ainda não o fez - embora se compreendam bem as hesitações do treinador que, de peito cheio, não quer ver a sua folha salarial drasticamente reduzida ou limitar as suas ambições ao trabalho com uma forte componente da formação, situação para a qual não parece estar vocacionado.
Por esta altura fica a dúvida sobre se Jorge Jesus quer dar o passo no desconhecido, trocando o conforto da Liga portuguesa onde está claramente em vantagem sobre os concorrentes, ou se prefere dar continuidade ao ciclo vitorioso do Benfica, visando o tricampeonato e sucessivas conquistas, mas agora com muito mais atenção à Liga dos Campeões, uma competição que está atravessada na garganta do presidente. Jorge Jesus, que começará a próxima época com 61 anos, saberá conjugar a ambição que tanto apregoa com a coragem de um desafio que será sempre complicado fora de portas, atendendo às suas conhecidas limitações? É esta a chave da equação e só lhe compete, a ele, tomar a melhor decisão. Agarrem-no... porque senão ele vai mesmo!"

Guedes, acelera...!!!

Juniores - 12.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 1 Leiria

Entrada forte, para depois controlar... com uma equipa com bastantes alterações.

Duarte; Santos, Lima, Ferro, Yuri; Rodrigues (Kevin, 62'), Guga, Alfa; Buta, Witi (Berto, 68'); Silva (Sekidika, 88').

terça-feira, 5 de maio de 2015

O rapaz que usava um nome pesado demais

"Em três épocas no Benfica não cumpriu o destino marcado pelo pai: arriscou-se a ser campeão mas nunca o foi. Mário Wilson (filho) tinha pés de veludo e um jeito discreto no Futebol e na vida.

nomes que pesam - e muito. No Benfica são vários e um deles é o de Mário Wilson.
O Mário Wilson original nunca jogou pelo Benfica: ou melhor, jogar jogou e ainda joga, mas noutras funções.
Esse é Mário Wilson, vindo do Desportivo de Lourenço Marques em 1949 para jogar no Sporting e substituir Fernando Peyroteo. Depois foi para Coimbra e deixou de ser avançado-centro para ser defesa-central. Envelheceu de idade e sabedoria. Tornou-se no «Velho Capitão».
Quando chegou à Luz pela primeira vez, disse: «Qualquer um no Benfica arrisca-se a ser campeão».
Arriscou-se e foi campeão. Muito menos vezes do que merecia, mas também nunca ficou muito tempo. Foi e veio. Mas o seu estilo não partirá nunca. Nem o nome. Esse nome que pesa.
Em 1977, outro Mário Wilson chegou ao Benfica - Mário Valdez Wilson. O Mário Wilson filho. O pai tinha partido para o Porto, para o Boavista, regressaria em 1979.
E encontrar-se-iam os dois na Luz: pai e filho. O primeiro, inesquecível: o segundo esquecido.

Mário Wilson filho veio do Atlético mas, tal como o pai, já tinha vestido a camisola da Académica. Nesse Atlético, que desceria para a II Divisão, jogou com Paris e Norton de Matos, que viriam a ser internacionais, e Baltazar e Coelho e Cardoso e com o meu bom amigo Franque, pois claro!
Tinha pés de veludo. E merecia elogios da crítica, mesmo da mais exigente.

Neves de Sousa, por exemplo, impôs-lhe um ferrete logo no dia da sua estreia 'encarnada', no Estádio da Luz, frente ao Belenenses - vitória 2-0: «De qualquer modo, Wilson não é labutador para a frontaria de combate: num Benfica que tem constante sinal de broca perfurante, terá de refugiar-se no castelo central para ser convenientemente aproveitado em todo o potencial já que é dos poucos desta área que mete a bola a 30 metros, calibrada suavemente(...)».


12 minutos: um golo!
Wilson filho era assim: suave. Como foi suave a sua passagem pelo Benfica.

E foram três épocas por inteiro - hoje, quantos se podem gabar de passar por inteiro três épocas no Benfica?
Mas havia aquela coisa do nome: Mário Wilson. Esperava-se muito de Mário Wilson!
Além disso, já havia no Benfica um par de pés de veludo da mais imponente qualidade: Shéu. E outro par de pés de seda fragueira: Vítor Martins.
E era preciso jogar com pés de veludo e pés de ferro, tantas vezes ao mesmo tempo.
Nesse época o Benfica perde o Campeonato para o FC Porto (embora com os mesmos pontos e sem derrotas). Na época seguinte perde por um ponto para o mesmo FC Porto. John Mortimore é treinador em ambas.
Em 1977/78, Mário Wilson faz 12 jogos divididos entre o Campeonato, a Taça de Portugal e a Taça dos Campeões.
Nesta última é chamado para os dois terríveis confrontos com o fantástico Liverpool de Bob Paisley. Na Luz, perdeu-se na tempestade substituindo Shéu: lembro-me do jogo e da chuva, estive lá, ainda houve a alegria do golo inicial de Nené, mas depois havia Ray Kennedy e Emilyn Hughes e Jimmy Case. E Kenny Dalglish, como é evidente! Equipa maravilhosa, essa! 1-2.
Em Liverpool foi pior: 1-4. Mário Wilson esteve em campo apenas na segunda parte, no lugar de Alberto. Não voltaria a jogar na prova gloriosa dos campeões, mas ainda me lembro de o ver em campo contra o Borússia de Moenchengladbach, para a Taça UEFA.
Mas volta atrás: ao dia 1 de Dezembro de 1977.
O Benfica foi ao Lavradio eliminar a CUF da Taça de Portugal. Uma CUF destruída pelos ventos do 25 de Abril, perdidos que estavam os privilégios dos Melos. 8-0 - golos para toda a gente: Vítor Baptista, Toni, Nené, Bastos Lopes, Pietra e mais Pietra, outra vez Nené e... Mário Wilson.
Só 12 minutos em campo, entrando para o lugar de Toni.
12 minutos e um golo: o único oficial pelo Benfica!
«Parecia um gato à beira do aquário: com o estilo repousado da CUF, até o pai podia ter feito uma perninha...».
O pai regressou à Luz na época 1979/80. Arriscou-se a ser campeão, mas não foi: ficou em terceiro. Arriscou-se a ganhar a Taça de Portugal e ganhou-a: 1-0 ao FC Porto na final.
Quanto ao filho, desapareceu...
Se alguém esperava que o facto de ter o pai no cargo de treinador o iria beneficiar, enganou-se redondamente. O «Velho Capitão» nunca contou com o filho para essa época. A dupla do meio-campo tinha Shéu como inamovível. Depois Pietra, Fonseca, Carlos Manuel, Toni cada vez menos e nunca Mário Valdez Wilson.
Nunca? Não, nunca digas nunca...
Aos 63 minutos do jogo da 19.ª jornada entre Benfica e Beira-Mar, no Estádio da Luz, no dia 23 de Fevereiro de 1980, Mário Wilson filho entra em campo. Sai Toni. Ele ainda não o sabe, mas serão os seus últimos minutos com a camisola da 'águia' vestida.
O Benfica ganha por 5-0. Mário Wilson pouco é tido ou achado nesta vitória tranquila. Cumpre o seu papel de rapaz de pés aveludados e nome pesado demais, discreto como sempre esteve, no futebol e na vida.
Voltará a jogar na Académica, clube no qual se destacou, e depois no Farense.
Em três épocas no Benfica não cumpriu o destino marcado pelo pai: arriscou-se a ser campeão mas nunca foi.
De vez em quando é preciso dizer nunca...
Lembro-me dele. O tempo não apaga todas as memórias... Mesmo as de veludo."

Afonso de Melo, in O Benfica

Diário de bordo da viagem a Cádiz, 1963

"A viagem começa hoje. E é de viagens únicas que se faz a história do Benfica, que se desloca a Cádiz para disputar o Troféu Ramón de Carranza.
Cruz, Rita, Ângelo, José Augusto, Raul Machado, Cavém, Coluna, Humberto Fernandes
Santana, Iaúca, Torres, Eusébio, Serafim, Simões

Hoje é dia 29 de Agosto de 1963, são 6h30 de manhã e os bicampeões europeus encontram-se a tomar o pequeno-almoço no restaurante do Hotel Flórida, antes da partida para Cádiz. A boa disposição vivida é notável na comitiva benfiquista, destacando-se Cruz e Ângelo nas gargalhadas. Fora do torneio fica Costa Pereira, a recuperar de uma intervenção cirúrgica. A saída de Lisboa está programada para as 7 horas da manhã.
Em Aracena, território espanhol, pelas 13 horas, o Sport Lisboa e Benfica faz a sua pausa para o almoço. A meio da tarde, com o calor a fazer-se sentir, a comitiva faz uma paragem de desentorpecimento pela bela cidade de Sevilha, onde os jogadores não passaram despercebidos, havendo sempre espaço para alguns autógrafos. Às 20h30, os atletas chegam ao Hotel Atlântico, onde ficam hospedados, juntamente com a equipa da Fiorentina.
No dia 30 de Agosto, pela manhã, a equipa passeia pela cidade. A recepção foi calorosa e a cidade, para surpresa de todos, está vestida de vermelho e branco. São também muitas as vozes que se levantaram para apoiar a equipa portuguesa. O dia termina com uma festa junto da piscina municipal. E é com agrado que os jogadores e restante comitiva ouvem alguns cantares típicos da Andaluzia.
Hoje é dia 31 de Agosto, e está tudo a postos para o grande jogo, com cerca de 30 mil espectadores para assistir à desforra de Berna de 1961. O comércio da cidade fecha as portas para receber os jogos, com uma receita prevista de 11 milhões de pesetas (5400 contos) para o embate da meia-final entre Benfica e Barcelona. Cádiz, a cidade irrequieta, viria a ser palco de um novo capítulo da história do Benfica.
Nesse dia, a história escreveu-se com a conquista do Troféu Ramón de Carranza. Hoje, a história continua, no Museu Benfica - Cosme Damião."

Diogo Santos, in O Benfica

Bloqueio psicológico

"Com o aproximar da recta da meta, é natural que qualidade técnica, consistência defensiva e criatividade ofensiva continuem a contar, mas o que faz mesmo a diferença é a capacidade psicológica. Saber lidar com a tremideira que vem com o momento em que o título se começa a vislumbrar de forma nítida no horizonte é, agora, decisivo.
Em Barcelos, para além de uma exibição vistosa, com o futebol massacrante a que o Benfica nos habituou nos jogos em casa, viu-se uma equipa desbloqueada psicologicamente, a transbordar confiança. A atitude intimida os adversários mas serve também para enviar sinais para o competidor directo.
A sensação com que se fica é que, depois de ultrapassado o teste decisivo do confronto directo com o Porto, a equipa libertou-se de um peso psicológico que, por vezes, e na ausência do colinho oferecido pelos adeptos no Estádio da Luz, parecia retirar confiança e tolhia os movimentos atacantes dos comandados por Jorge Jesus.
E, como se verá no final da temporada, num campeonato disputado até ao fim, a dimensão psicológica acabará por se revelar decisiva. E, até ver, também aí o Benfica, leva vantagem. Nos momentos decisivos, o Benfica falhou em Paços de Ferreira, quando devia ter acabado com o campeonato, mas o Porto falhou na Madeira contra o Nacional, quando podia ter aproveitado o deslize do Benfica em Vila do Conde, e revelou-se incapaz de ultrapassar a teia táctica montada por Jesus na Luz - o que aliás explica o descontrolo emocional que Lopetegui tem revelado desde então.
Nas próximas três jornadas, ao Benfica cabe, por isso, continuar a gerir a vantagem pontual, mas, claro está, fá-lo-á alavancado por uma vantagem psicológica que dá um suplemento de confiança e coloca o 'caneco' a uma distância cada vez mais curta."

Os treinadores e a estabilidade

"José Mourinho atribuiu o mérito da liderança do Benfica, no campeonato português, a Luís Filipe Vieira. A justificação é simples, como todas as justificações esclarecedoras: Vieira é o responsável pela estabilidade da equipa técnica do Benfica que, por sua vez, com essa estabilidade e competência conseguiu o milagre da multiplicação dos pontos e estar, neste momento, em excelente posição para a conquista de um título que estaria pré-anunciado para o FC Porto.
É, aliás, por essa mesma razão que Mourinho entende que o FC Porto faria bem manter Lopetegui.
Para aquele que é consensualmente um dos três melhores treinadores do mundo, a estabilidade de uma equipa técnica pode não ser, em si mesma, um bem absoluto, mas é absolutamente necessária para que um treinador consiga desenvolver o seu trabalho e consiga obter os melhores resultados.
Não deixa de ser, no entanto, curioso que Mourinho não seja, por si próprio, um exemplo de estabilidade. Ele sempre anunciou a sua vontade de enfrentar novos desafios. Por isso foi campeão em Portugal, em Espanha, em Itália e em Inglaterra.
Há, a meu ver, uma razão pessoal para que isso também tenha sucedido: Mourinho não quer estar sujeito à ideia de que é o clube que lhe faz, abnegadamente, a cama dos títulos. É humanamente compreensível, sobretudo num homem talentoso e ambicioso.
No caso de Jesus, pode ser diferente. Trata-se, claramente, de um treinador que não só se adaptou como adoptou o clube. Quando a Lopetegui, não se sabe. Começou agora a sua aventura em clubes. O FC Porto, para ele, ainda é uma necessidade óbvia."

Vítor Serpa, in A Bola

Dos treinadores

"No futebol, há a ideia (do Valdano) de que o treinador é um pobre coitado que em cada jogo que entra tem de pôr o seu cargo (ou melhor: a sua cabeça) nas mãos dos jogadores (ou melhor: nos seus pés) - mas em José Mourinho não. Ande ele por onde andar, de um súbito instante para o outro se percebe que ele não está condenado a viver na dependência (às vezes ingrata, às vezes perversa) desse karma - são os jogadores que vivem dependentes de si (da sua argúcia, do seu destino) para ganhar o que com outro treinador qualquer talvez nunca ganhassem na vida.
Domingo à tarde, fiquei com essa ideia ainda mais inabalável ao ver o Chelsea sair campeão de Stamford Bridge. (E com uma outra ideia ainda mais inabalável fiquei a de que as vitórias do «futebol chato de Mourinho» só chateiam os chatos que se chateiam por José Mourinho ser mais muito esperto do que eles - os adversários dele, todos juntos).
Que no futebol há campeonatos que são ganhos pelos treinadores também vi, sábado à tarde, ao ver o Benfica sair campeão de Barcelos (não, eu não acredito em milagres). E sim, quem ganhou (já) este campeonato não foi o Benfica (nem sequer o «colinho»...) - foi o Jorge Jesus, sobretudo por ter sido o que foi: um alquimista capaz de transformar cassiterites em ouro, compensando, assim, o que em situação normal lhe teria deixado o sonho num destroço: o FC Porto ter um plantel muito melhor, muito mais rico (ou seja: foi esperto como Mourinho é.)
PS: Pois, também há campeonatos que são os treinadores que os perdem - e não digo o nome do último exemplo para não me enganar (acrescentando-lhe um F - e arriscando, também eu, um puñetazo). Mas, sim: digo que me espantou que aquele FC Porto que jogava como uma fera feliz, levava os seus desejos de superioridade para além do limite de todas as forças, não se detinha perante nada, não tinha medo de nada - e por isso é que ganhava como ganhava, fosse quem fosse o treinador - se tenha perdido em combate como se perder..."

António Simões, in A Bola

PS: Ainda ontem falava dos Mitos. Aqui está um exemplo, de como se constrói o Mito dos invenciveis, que antigamente lutavam com todas as suas forças, e que assim ganhavam quase sempre... Até parece que a Fruta, as Agências de Viagem, os Calheiros, os Guimaros... os Donatos, os carecas, os Pintos... até parece que nada disto, 'aconteceu', de facto!!!

Flopetegui

"Sim, eu sei pronunciar e escrever do treinador do FC Porto, mas assenta-lhe muito melhor assim: Flopetegui. É isso que ele é, um flop. Chegou a Portugal como uma lufada de ar fresco e, afinal, é apenas uma brisa bafienta à semelhança de outros Bobis e Tarecos que rastejaram pelo Futebol português nas últimas três décadas.
Em termos técnicos, é um nulo: perdeu em casa com o líder do Campeonato e, na segunda volta, fez um remate à baliza do SL Benfica quando precisava de ganhar por três a zero para sonhar com o título. Já para não falar na eliminação da Taça de Portugal (em casa) com o Sporting CP, uma humilhação pouco habitual. Na Europa, ficou invicto contra 'super-potências' como o Bate Borisov, Basileia ou Atlético de Bilbau e ao primeiro obstáculo sério mostrou de que fibra é feito. A sua equipa marcou três golos ridículos ao Bayern (três falhas de 'Apanhados' da defesa alemã) e andou uma semana a inchar o balão com toques de superioridade. Em Munique levou um correctivo que tão depressa não irá esquecer, mas - ainda não contente - apontou as baterias para o SL Benfica. Disse o espanhol (ou será basco?) que iriam mostrar o que valiam no Estádio da Luz. E mostrou, mas foi preciso esperar pelo final do encontro. No momento em que, à semelhança do que se passa nos mais importantes campeonatos de todo o mundo, os treinadores se devem cumprimentar, Flopetegui dirigiu-se a Jorge Jesus para o insultar e provocar. É disso que ele é feito, veste com todo o mérito a camisola da equipa que dirige. Desejo-lhe muitos anos de azia à frente dessa agremiação, sempre ao lado do presidente que tanto venera e a gastar milhões atrás de milhões para ficar em segundo."

Ricardo Santos, in O Benfica

Todos os nomes

"Chame-se Lotopegui, Lobategui ou Lopatego, o basco que treina o FC Porto tem o condão de não agradar a ninguém - consenso que, diga-se, não é fácil de estabelecer num Futebol português extremamente polarizado e polemizado.
Não agrada aos desportistas em geral, pois trouxe com ele uma postura de antipatia e petulância que o povo português bem dispensava. Não agrada aos adversários, pois a sua retórica provocadora tem sido uma constante. Não agrada aos jornalistas, com os quais é altivo e mal-educado. Não agrada aos árbitros, dos quais se queixa jornada após jornada, sem razões objectivas para tal. Não agradará, sequer, aos adeptos do seu clube, pois com o plantel mais caro da história do país arrisca-se a não vencer um único troféu, tendo sido eliminado da Taça de Portugal, em casa, pelo Sporting; da Taça da Liga pelo Marítimo; humilhado na Liga dos Campeões pelo Bayern de Munique; estando agora dependente de terceiros, a quatro jornadas do fim, na única competição que lhe resta.
Discurso oficial à parte, quem o contratou ter-se-á também já arrependido. Se outros não acertam no seu nome, ele raramente acerta nos nomes dos jogadores que coloca a jogar, e raramente acerta no que diz. Há pessoas assim.
Enquanto Benfiquista, desejo vê-lo no clube rival por mais alguns anos (com ele no banco, não há Jacksons, Danilos, Casemiros, ou Oliveres que lhe valham).
Enquanto português, parece-me que temos por cá dezenas de treinadores mais competentes e sabedores do que ele.
Resta saber se este aparente erro de casting significa, ou não, o canto do cisne de tão incensada 'estrutura' portista.!"

Luís Fialho, in O Benfica

No bom caminho

"Sem euforias, estamos definitivamente no bom caminho!
Jesus já tinha dado a indicação de que o pagamento teria agora de ter alguma ascendência sobre a nota artística a que este plantel habituou os Benfiquistas... e assim foi! Num jogo muito controlado, extremamente táctico, ninguém quis arriscar em demasia. Ambos se controlaram e se anularam.
Claro que poderemos ver a partida em múltiplas perspectivas, mas há uma que deve permanecer e que nos deve questionar: quem tinha de arriscar? Quem, pelo atraso pontual em que se encontrava - e encontra! - teria necessariamente de apostar excessivamente na vitória, arriscando flexibilizar o meio-campo e as linhas defensivas? Quem estava perante a última oportunidade de ficar a depender exclusivamente de si próprio? Naturalmente, o FC Porto! Ora, o que vimos não foi nada disto... nem do que seria expectável numa equipa naquelas circunstâncias! Parecia que Lopetegui queria desesperadamente um empate e que o seu verdadeiro objectivo era controlar o jogo. Qualquer dos cenários, ainda que ocorresse, não favorecia os portistas, como sabemos. Nesse prisma, esteve muito bem Jorge Jesus, que driblou o adversário com a mesma estratégia e o comprou com a mesma moeda, provocando por isso um jogo extremamente cauteloso e equilibrado, com poucas notas espectaculares. Ficou ainda, para memória dos mais atentos, a triste figura de Julien Lopetegui que, a pretexto de uma birra de criança sobre o seu próprio nome, optou por ensombrar o evento, pensando que poderia ocultar o fracasso táctico. Mas Jesus desvalorizou o acontecimento... sabendo bem que quem está no bom caminho somos nós. A caminho do sonho de sermos Bicampeões."

André Ventura, in O Benfica

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Lixívia XXXI

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............... 78 ( 0) = 78
Corruptos........ 75 (+13) = 62
Sporting.......... 69 (+10) = 59
Braga................ 54 (+1) = 53


Tudo normal!!! Em mais uma semana de Coação pública, descarada, ostensiva... praticamente apelando, reiteradamente, aos árbitros do jogo do Benfica, para prejudicar o Campeão, no final, quem voltou descaradamente a ser beneficiado pelo apitador, foram os Corruptos, mais uma vez!!! E mais uma vez, nos rescaldos mediáticos, seja na televisão, nos pasquins, ou nas rádios, o tema preferido, não foi o benefício vergonhoso dos Corruptos (esse foi convenientemente ignorado...), mais uma vez a discussão preferida, é sobre um árbitro, que eles diziam que ia beneficiar o Benfica; mas que acabou por não o fazer; mas mesmo assim, continua a ser a 'figura' da semana!!!
Se fosse só o Lopatego a ladrar, até podíamos discordar, mas compreender o desespero do homem; se fosse o Cerqueira, o Antero, ou o Pintinho seria mais do mesmo; se fosse um dos labregos com colunas de opinião nos pasquins, ou tempo de antena nos microfones, estariam a cumprir a sua 'obrigação'; mas quando assistimos a espectáculos bizarros, com animais exóticos, como o Jorge Baptista, na Sic Notícias (entre outros...), a destilar ódio anti-Benfica, ou anti-Jesus, ou anti-Vieira, ou tudo junto (para o caso, não interessa), então podemos compreender melhor a importância de sermos mesmo Bicampeões!!!
Esta gentalha, autênticos parasitas, que vivem à custa do Futebol em Portugal, e que ficam 'horrorizados' quando uma equipa como o Benfica, ganha por 0-5 fora de casa, pois acham que uma exibição e uma goleada como tivemos em Barcelos, é indicador do declínio do Futebol português; alguns defendem mesmo, que quando o Benfica enche Estádios, está a desvirtuar a verdade desportiva, pois está a fazer pressão indevida sobre os árbitros; todas estas hienas que acham normal, despejarem-se camiões de areia nos relvados; não cortarem a relva (até os cogumelos prosperam nos relvados portugueses!!!); aceitam alegremente prémios de vitória dados a determinadas equipas, quando defrontam outras... e tantas outras atrocidades lesa futebol; todos estes parasitas, deviam definhar até ao osso...
São estes parasitas que ajudam a construir os Mitos. É assim que as mentiras repetidas muitas vezes, passam a verdades absolutas. É assim que os propagandistas trabalham. Como se pode verificar na Tabela, se houve alguém beneficiado com Roubos de arbitragem foram os Corruptos, mas para a memória futura, aquilo que vai ficar, é um suposto 'colinho' do Benfica, e se tentarem, em público, desmontar este Mito, serão sempre acusados de fanatismo...!!!
O Benfica devia ter celebrado a conquista do Bicampeonato em Belém. Neste momento devíamos estar a preparar a Final da Taça da Liga, e a dar minutos aos nossos jovens promissores... Um dos mitos, é que os Corruptos têm uma equipa mais forte que o Benfica. Têm provavelmente um plantel com mais opções, mas no 11 titular, eu, só 'trocaria' 3 jogadores, os restantes 8 seriam os actuais titulares do Benfica. A diferença de competências neste momento é tão grande, a todos os níveis, que só o colinho da imprensa, e principalmente dos árbitros, mantém os Corruptos a 3 pontos... E isto é sem contar, com as variáveis intangíveis, como a atitude nos nossos jogos, dos nossos adversários, em comparação com a submissão nojenta de vários clubes como o Setúbal, o Arouca, a Académica, o Moreirense, o Braga, o Paços, o Rio Ave... Ontem ao assistir aos jogo dos Corruptos, é impossível ninguém ficar chocado, com a forma como a equipa do Sado, praticamente não pressionava o adversário, defendiam com os olhos, à distância... em total contraste, com a atitude do Gil em Barcelos, contra o Benfica: o resultado já estava nos 0-5, e eles continuavam a correr, a pressionar, a dar pau, a simular faltas, a protestar com tudo e todos. E o Benfica a ser obrigado a jogar rápido, praticamente sem tempo, nem espaço, para os nossos Centrais trocarem a bola entre eles, como os Corruptos fartaram-se de fazer, sem ninguém por perto... E ainda recordo, o discurso e a atitude agressiva, que este Setúbal, teve nos dois jogos consecutivos com o Benfica (Taça da Liga e Campeonato), reclamando a ambição de pontuar, reclamando por antecipação dos árbitros... Têm o mesmo nome, não devem ser a mesma equipa!!!

Como eu esperava, o Capela em Barcelos voltou a fazer uma arbitragem anti-Benfica, aliás como tem feito durante toda a sua carreira. Começou nos Juniores (roubou-nos um título de Juniores, quando o Rui Vitória era o nosso treinador...), por acaso não acho que seja corrupto, é simplesmente incompetente. As expulsões do Cardozo com os Lagartos (o seu clube), e do Aimar em Olhão, são exemplos... No famoso jogo, onde a Lagartada ficou traumatizada, pois reclamaram 234929 penalty's (jogo onde o Sporting perdeu por 2-0, com dois grandes golos, e onde não fez um único remate à baliza do Benfica), o Capela no final dos 90 minutos, tinha assinalado 3 faltas a favor do Benfica!!!
Em Barcelos, principalmente na 1.ª parte, inventou faltas contra o Benfica em catadupa. Foi o Capela o responsável directo, pelo Benfica após o 2.º golo ter sofrido alguns calafrios, tantas foram as faltas mal assinaladas contra o Benfica... com vários cartões perdoados pelo meio, sendo o Semedo o principal beneficiário do critério... Na jogada mais perigosa do Gil Vicente, enganou-se 3 vezes: primeiro marcou uma falta do Samaris, em zona perigosa, inexistente, onde o adversário chutou na atmosfera; e na sequência do livre, o Yazaldes jogou a bola com o braço 2 vezes!!! Em nenhum momento marcou falta... e naquelas carambolas, a bola só não entrou por sorte!!!
No 2.º tempo, com o resultado feito, melhorou, mesmo assim, o fiscal-de-linha, ainda roubou um golo certo ao Jonas, com um fora-de-jogo inexistente.
Já agora, uma nota sobre a luta pelo título de melhor marcador do Campeonato: parece que o Jonas tem menos um golo que o Jackson. Eu digo parece, porque um dos golos atribuídos ao Jackson, não foi marcado pelo Colombiano, foi marcado, claramente, por um defesa do Boavista, no jogo do Bessa. Mas duvido que alguém se preocupe com estes 'pormenores'!!!


O árbitro que esta época, é responsável directo por duas derrotas do Benfica (Braga, Vila do Conde), voltou a espalhar a sua magia em Setúbal, para benefício dos Corruptos!!! Deve ter sido coincidência...
O ano passado, na 1.ª mão da Meia-final da Taça de Portugal, quando também permitiu as agressões ao Fejsa (Fernando) e ao Salvio (Herrera), no Dragay, também deve ter sido 'coincidência'!!!
Sim, também houve um fora-de-jogo mal assinalado ao Jackson, em posição de golo, mas o erro não foi do Marco Ferreira, foi do fiscal-de-linha. Por favor não confundir.
O jogo foi repleto de erros, o homem além de Corrupto, é incompetente, e assim durante todo o jogo não acertou praticamente em nada. Mas para quem tem o Elmano Santos como 'padrinho' também não se pode esperar muito!!!
O penalty do Alex Sandro é descarado. Recordo, que em Vila do Conde, não teve duvidas em assinalar o penalty do Samaris. Por acaso, no lance do Samaris, um jogador do Rio Ave, a poucos metros do Grego, desviou a bola de cabeça, mas em Setúbal não, a bola é cruzada a mais de 20 metros e não toca em ninguém... mesmo assim o apitadeiro, nada assinalou...!!!
Ficou ainda uma falta por marcar sobre o Brahimi, e no lance do Casemiro não acho que seja penalty...
Suspeito que este 'animal', está bem colocado para ser nomeado para o Guimarães-Benfica...!!! Portanto, nada de facilitar com o Penafiel...

Não vi os jogos do Sporting e do Braga. Não li nenhuma queixa dos intervenientes.


Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
12.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
13.ª-Corruptos(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Capela, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
15.ª-Penafiel(f), V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
16.ª-Guimarães(c), V(3-0), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), V(0-4), Xistra, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Paixão, Nada a assinalar
19.ª-Boavista(c), V(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Sporting(f), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Setúbal(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Moreirense(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Estoril(c), V(6-0), Capela, Nada a assinalar
24.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
25.ª-Braga(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
26.ª-Rio Ave(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
27.ª-Nacional(c), V(3-1), Xistra, Nada a assinalar
28.ª-Académica(c), V(5-1), Luís Ferreira, Nada a assinalar
29.ª-Belenenses(f), V(0-2), Rui Costa, Nada a assinalar
30.ª-Corruptos(c), E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
31.ª-Gil Vicente(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Xistra, Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar
12.ª-Boavista(f), V(1-3), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Moreirense(c), E(1-1), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
14.ª-Nacional(f), V(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
15.ª-Estoril(c), V(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
16.ª-Braga(f), V(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
18.ª-Académica(c), V(1-0), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
19.ª-Arouca(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
20.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
22.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Jorge Tavares, Nada a assinalar
23.ª-Corruptos(f), D(3-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
24.ª-Penafiel(c), V(3-2), Bruno Esteves, Beneficiados, Impossível contabilizar
25.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Nada a assinalar
26.ª-Guimarães(c), V(4-1), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
27.ª-Paços de Ferreira(f), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
28.ª-Setúbal(f), V(1-2), Benquerença, Prejudicados, Sem influência no resultado
29.ª-Boavista(c), V(2-1), Luís Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
30.ª-Moreirense(f), V(1-4), Vasco Santos, Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
31.ª-Nacional(c), V(2-0), Cosme Machado, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Benquerença, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
12.ª-Académica(f), V(0-3), Manuel Mota, Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), D(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Setúbal(f), V(4-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
15.ª-Gil Vicente(f), V(1-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
16.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
17.ª-Penafiel(f), V(1-3), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
18.ª-Marítimo(f), D(1-0), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Boavista(f), V(0-2), Hugo Miguel, PrejudicadosBeneficiados, Impossível contabilizar
23.ª-Sporting(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
24.ª-Braga(f), V(0-1), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
25.ª-Arouca(c), V(1-0), Jorge Tavares, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
26.ª-Nacional(f), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
27.ª-Estoril(c), V(5-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (3-0), Sem influência no resultado
28.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
29.ª-Académica(c), V(1-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
30.ª-Benfica(f), E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
31.ª-Setúbal(c), V(0-2), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f), V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar
12.ª-Guimarães(c), E(0-0), Xistra, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Nada assinalar
16.ª-Sporting(c), D(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Setúbal(f), V(1-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
18.ª-Boavista(f), D(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Moreirense(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Estoril(f), V(0-2), Manuel Oliveira, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(2-0), Tiago Martins, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
22.ª-Nacional(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar
24.ª-Corruptos(c), D(0-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-1), (-1 pontos)
25.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, (3-0), Sem influência no resultado
26.ª-Académica(c), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
27.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Capela, Nada a assinalar
28.ª-Penafiel(c), V(4-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
29.ª-Guimarães(f), D(1-0), Xistra, Nada a assinalar
30.ª-Belenenses(c), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
31.ª-Paços de Ferreira(f), E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar

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O Futebol é alegria e às vezes tristeza, cabe a nós, preservar na memória todos os momentos, principalmente aqueles onde os Homens tudo fizeram para honrar as suas camisolas...

Benfica, arte de fazer mais com menos

"O Benfica precisou de reagir às saídas de Oblak, Garay, Siqueira, André Gomes, Enzo Pérez, Markovic, Rodrigo e Cardozo.

Depois de Barcelos o Benfica ficou mais perto de se sagrar, 31 anos depois, bicampeão nacional. Quando, no início da temporada, se assistiu a uma debandada em massa na equipa da Luz que tinha feito o triplete a atingido a final da Liga Europa - saíram, dos habituais titulares, Oblak, Garay, Siqueira, André Gomes, Markovic, Rodrigo, Cardozo e depois, em Janeiro, Enzo Pérez, era difícil vaticinar que o Benfica lutaria pelo título, especialmente contra um FC Porto que contratou tudo o que lhe foi pedido por Julen Lopetegui e que possui, de facto, o plantel mais forte do futebol português. O Benfica assinou a custo zero, com três jogadores de mais de 30 anos, Júlio César, Eliseu e Jonas, compôs o meio-campo com uma dupla improvável formada por Samaris e Pizzi e, jogo a jogo, foi somando pontos sobre pontos. Aproveitando uma solidificação de processos, fruto dos quase seis anos passados, fruto dos quase seis anos passados na Luz, Jorge Jesus foi remendando aqui e ali a equipa encarnada e chega à 28.º jornada com francas hipóteses de conquistar a Liga.
Notável, pois, o trajecto encarnado e a arte de Jesus para, sem a mesma qualidade de ovos colocados à disposição de Lopetegui, estar a fazer mais e melhor.
As contas fazem-se no fim, mas este está a ser o ano de Jesus.
(...)

ÁS
Maxi Pereira
Marcou dois golos em Barcelos, o que não é muito normal num defesa lateral. Mas é através de atitude com que encara os jogos e sua a camisola que faz a diferença e se transforma na referência que é hoje em dia para o futebol do Benfica. Um dos trunfos dos encarnados é o carácter e Maxi tem, nisso, grande responsabilidade.
(...)

«Com o nome de Capela não se enganam com o meu sim»
Julen Lopetegui, treinador de FC Porto
Julen Lopetegui, sem resultados, fuga para a frente
Está perto de não ganhar nada em 2014/15, não obstante ter-lhe sido colocado à disposição o plantel mais forte (e caro) do futebol português. Sem resultados, vai procurando, através de manobras de diversão, as fugas para a frente que possam desculpá-lo. Como se viu em Barcelos, não havia razão para falar de João Capela. Que tinha sido excelente, aliás, no Marítimo, 1 - FC Porto,0...
(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

O mais perigoso Benfica de Jesus

"Esta época, parece uma raposa solta na capoeira em quase todos os jogos. Incluindo os clássicos.

Quem viu os dois jogos com o Sporting e a borla dada pelo FC Porto na primeira volta talvez comece por duvidar, mas, na conjuntura actual, esta é a mais perigosa equipa do Benfica desde que Jesus lhe pôs a mão. Jesus nunca foi um anjinho. Sempre recorreu a tudo para ganhar jogos - e o arsenal de manobras dele, com tantos anos de segundas e terceiras divisões, é imenso -, mas no Benfica essa sabedoria acumulada costumava diluir-se na contradição táctica que criou.
Se Jesus nunca teve nada de ingénuo, o modelo de jogo que usou para pôr a equipa a terraplenar 80% dos adversários tinha um lado cândido e difícil de reverter contra oposições menos dóceis. Até que lhe chega, primeiro, Enzo Pérez, o Igor perfeito para o dr. Frankenstein que ele queria ser, e o Benfica ganha um ar espertalhão, mais ao gosto do treinador. Esta época, com as contratações de Eliseu (sobretudo), Júlio César e Jonas, somados aos sabidões Luisão, Maxi Pereira e Lima, essa mudança atingiu o expoente máximo. Em quase todos os jogos, agora incluindo os grandes, o Benfica parece uma raposa solta na capoeira.
Ajuda muito ao grau de ameaça, claro, que tanto FC Porto como Sporting tenham um défice evidente de experiência e manha, tanto nos jogadores como nos treinadores, mas a conjuntura é esta, verificável até na estatística: de ano para ano, o Benfica de Jesus ataca, remata e cruza cada vez menos nos clássicos com o FC Porto jogados na Luz. E já não perde há três épocas."

Foi de Lotopegui

"Em mais de 12 anos de crónicas neste jornal, enganei-me muitas vezes e, sempre que achei que valia a pena, emendei a mão. Tenho, por isso, que voltar ao meu 'Canto directo' de há duas semanas, em que elogiei, acredito que merecidamente, Julen Lotopegui - sim, Lotopegui, agora também me apetece trocar-lhe o nome.
Não quero alterar o sentido desse texto, escrevi, aliás, que o manteria mesmo que as coisas corressem mal em Munique, como infelizmente correram. Mas louvei o 'positivismo do discurso' do treinador, que o próprio tem tornado negativo desde então, de uma forma despropositada, ressabiada e até desrespeitosa, que veio denunciar o verdadeiro carácter de um homem que admiti ter outra categoria.
A minha convicção sofreu ainda o golpe fatal quando Lopetegui interpretou aquela cena macaca com Jorge Jesus, cena que assumiu, aos meus olhos, uma tripla decepção: por o ter julgado incapaz de se 'passar' daquela maneira, por revelar mau perder - empatando de facto, falhou no objectivo que era a vitória - e, o pior de tudo, por ter aproveitado o momento de despedida do adversário para o agedir verbalmente. Por muitas razões que tivesse, foi feio. Terminada a refrega, o que fica à mostra é a grandeza dos contendores: dos que ganham, pela forma como tratam os vencidos; dos derrotados, pelo modo como encaram o insucesso. E aí, Jesus voltou a marcar pontos e Lopetegui perdeu os que lhe restavam.
Creio ter visto em Antero Henrique o rosto da desilusão quando tentava, discretamente, afastar o treinador portista de Jesus. E sabendo embora como Pinto da Costa defende a sua gente, sou capaz de acertar se disser que Lopetegui acabou, na Luz, de cavar a própria sepultura. Fica por um fio."

6.ª Taça de Portugal

Benfica 5 - 2 Fundão

Mais uma aula de Benfiquismo na forma como se deve jogar. Atitude no máximo, raça, garra, muita concentração... Já estávamos a golear, e equipa mantinha a atitude do 0-0!!!
Nos primeiros minutos parecia que estávamos a fazer pontaria aos postes... O Fundão também entrou com qualidade, e numa das poucas falhas do Chaguinha tivemos quase a sofrer, mas o Juanjo safou. Foi novamente de 'bola parada' que desbloqueamos o jogo, desta vez com o Ré a finalizar... Pouco depois, tivemos 'frango' (isto dos guarda-redes contra o Benfica fazerem exibições irrepreensíveis tem que ter excepções!!!) com o Mancuso na jogada... Antes do intervalo, muito parecida, o Ré, novamente de 'bola parada' fez o terceiro... mas desta vez, teve que fazer a recarga depois da bola bater nos dois postes!!!
Ao intervalo, estava descansado, pois sabia que a equipa ia manter a atitude, e o mais normal era o resultado avolumar-se... E foi mesmo isso que aconteceu. Quarto de golo de belo efeito, e no Quinto foi só encostar...
Num mau alívio/ressalto do Jefferson (creio?!), o Fundão finalmente reduziu, e nos últimos minutos, com o 5x4 marcaram o 2.º!
Estamos a jogar muito. Muito fortes nas transições defensivas, e quando a equipa falha, está lá o Juanjo para resolver. Sofremos 3 golos nesta Final-Four todos com alguns atenuantes: 'azar' nos ressaltos com os Lagartos; erro individual no 1.º do Fundão; e 5x4 no 2.º... Além disso, somos provavelmente a equipa mais perigosa no Mundo nas reposições laterais (sem exageros)!!! Quem quiser ganhar títulos, tem que ter uma das melhores defesas (ou mesmo a melhor), isso é verdade em várias modalidades. Este Benfica nem sempre é lúcido no ataque, às vezes somos demasiados perdulários, mas se não sofremos golos, arriscamo-nos seriamente a vencer...!!! O Joel conseguiu 'formatar' a equipa neste estilo de jogo, e todos os jogadores estão completamente imbuídos no espírito. Às vezes em posse de bola, podíamos 'arriscar' um pouquinho mais, fazer uns floreados, mas os jogadores estão programados para vencer...
Esta foi a nossa 6.ª Taça de Portugal, mas já no próximo fim-de-semana começa o play-off do Campeonato. E logo com um jogo em Porto Salvo, contra um adversário complicado. como ficou provado no último jogo para o Campeonato que lá disputámos. Ganhámos, celebrámos, mas agora temos que mudar o chip... O Campeonato é muito, mas mesmo muito importante. Não só pelos efeitos internos, mas também pelo efeitos na Lagartada, e pela participação Europeia...




Parabéns, rapazes!#UmaCamisolaVáriasEmoções
Posted by Sport Lisboa e Benfica - Modalidades on Domingo, 3 de Maio de 2015