Últimas indefectivações

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O novo «D'Artagnan Negro» e memórias de Lagardère

"Há que agradecer a Jorge Jesus ter devolvido ao futebol português os velhos romances de capa e espada. Há muitos, muitos anos, outra figura do Benfica, José Torres, então no V. Setúbal, tinha traçado esse caminho.

Jorge Jesus confessou, ao seu estilo, não conhecer bem o D'Artagnan. Já José Mourinho, pelos vistos, conhece-o bem. Ao D'Artagnan e à gramática portuguesa, garante o próprio. Tenho dúvidas. A gramática inglesa, por exemplo, desconhece por completo.
Então aproveito a deixa e vou falar do D'Artagnan. Afinal foi uma figura da minha infância. Ele e Athos, Portos e Aramis. E o Conde de Monte Cristo. E Lagardère. Não, não porei o futebol de lado. Uma coisa não impede a outra.
Muita gente não sabe, mas o D'Artagnan não se limitou a ser uma personagem de Alexandre Dumas (pai) escritor francês que viveu entre 1802 e 1870 (já explicarei o preciosismo da data), autor também de «O Conde de Monte Cristo». É verdade que surgiu na trilogia - «Os Três Mosqueteiros»; «Dez Anos Depois»; «O Visconde de Bagelonne: Vinte Anos Depois» ou «Homem da Máscara de Ferro» - mas existiu de facto: chamava-se Charles Ogier de Batz de Castelmore, Conde de D'Artagnan, e era capitão dos mosqueteiros da guarda ao serviço do rei Luís XIV. Ora, este D'Artagnan autêntico, de carne e osso e espada à cinta, encarnou a história do outro, do de Dumas (pai), caindo na protecção do cardeal Mazarin e mantendo-se ao serviço da companhia dos mosqueteiros até à sua dissolução. Da sua arte no manejo das armas, não tenho notícias. Suponho-o excelente, embora não tanto como o invencível D'Artagnan das páginas da velha «Livraria Lello», onde o conheci.
Parece que, por via do desaguisado entre Mourinho e Jesus, se prepara para existir hoje na equipa do Benfica, entre o meio-campo e o ataque, magro e escuro, um «D'Artagnan Negro» chamado Talisca. Maneja os pés e o encanto de uma bola. Talvez não escrevam livros sobre ele, mas andará por muitos anos nas páginas dos jornais. Pelo seu talento, espera-se, e não por razão de bate-bocas espúrios se bem que curiosos.
O futebol não tem sido rico em alcunhas de capa e espada. D'Artagnan lembro-me de um, Robert Pires, por sinal com sangue português, que ganhou o «petir-nom» ainda no seu tempo de Metz. E de Ruud Gullit, «A Tulipa Negra», outra obra de truz de Alexandre Dumas (o pai). Se falho, culpo a minha amaldiçoada memória, cada vez mais insuficiente para os anos que vai acumulando.
Mas, no Brasil, há outro D'Artagnan, sem apóstrofe: Dartagnan Jatubá torcedor profissional. Isso mesmo. Só os brasileiros para nomes assim e profissões quejandas. Dartagnan Jatubá acompanha a selecção brasileira nos Campeonatos do Mundo, mas não se resume ao futebol, apoia as equipas de basquete, de vólei, de ténis... O ordenado é-lhe pago pelos patrocinadores. Ele só tem de usar a sua espada: a garganta. Ele e os mosqueteiros que o acompanham...

A estocada final do «Bom Gigante»
Falei de Alexandre Dumas (pai) e vou falar igualmente de Paul Féval (também pai). Ambos tiveram filhos, o que não é de estranhar, e ambos tiveram filhos escritores, o que foi uma espécie de herança. Alexandre Dumas (filho) dedicou-se a uma escrita mais romântica e foi autor, por exemplo, do famoso «A Dama das Camélias». Paul Féval (filho) seguiu as pisadas do progenitor e até de Alexandre Dumas (pai). Foram dele «O Filho de Lagardère» e «O Filho de D'Artagnan».
Bem, mas vamos ao Paul Féval pai. Foi praticamente contemporâneo de Alexandre Dumas (o pai, não o filho), vivendo de 1816 a 1887 (e aqui justifico o tal preciosismo), e criador de um herói tão famoso com D'Artagnan - Lagardère, Chevalier Lagardère, ou Henri Lagardère, surgiu numa série de novelas tituladas. «O Corcunda». No cinema vi-o com a cara de Jean Marais. Dizia: «Si tu ne viens pas a Lagardère, Lagardère ira a toi!». Terrível ameaça.
Se Talisca é agora o D'Artagnan, ou «D'Artagnan Negro», já houve um Lagardère no futebol português.  E jogou no Benfica, embora a alcunha lhe tenha sido posta depois. Foi ele o grande José Torres, mais famoso pelo epíteto de «O Bom Gigante». A história é simples, foi o próprio José Torres que ma contou, em sua casa, por entre o arrulhar dos pombos, já a doença o minava com crueldade: «Foi o José Maria Pedroto, em Setúbal, que começou a chamar-me de Lagardére. Como estava a caminho do final da carreira e jogava menos tempo, passei a ser o homem que ele fazia saltar do banco para dar a estocada final.»
Digamos que foi «à Lagardère» (expressão que também teve a sua época em Portugal) que José Mourinho resolveu responder a Jorge Jesus, de gramática numa mão e duas pedras na outra, mal ouviu falar de D'Artagnan. Se bem que tanto D'Artagnan como Lagardère fossem baluartes do cavalheirismo, algo que Mourinho ignora tanto como a gramática inglesa. O Conde de Monte de Cristo, também de Alexandre Dumas (pai) tinha um lema: «Nem esquecimento nem perdão!» Aqui vou tentando combater os esquecimentos. Com a pena, não com a espada."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Lixívia VII

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............. 19 ( 0) = 19
Braga............... 11 (-3) = 14
Sporting........... 13 (+1) = 12
Corruptos........ 15 (+4) = 11

A 'competência' do Desdentado é realmente extraordinária... Com uma carreira repleta de Roubos, consegue manter a 'fama' de Melhor do Mundo !!! Até o treinador 'enrabado' esta semana, mesmo após o 'acto', continua a defender que o 'querido' é o Melhor do Mundo...!!! Eu sei que a máquina de propaganda Corrupta é gigantesca, mas mesmo assim temos que reconhecer que não é fácil, mostrar incompetência semanalmente, roubar sistematicamente, e mesmo assim manter a 'fama' de impoluto, entre as Virgens do Tugão...!!!
No actual contexto (Benfica líder... com +4 pontos) seria impossível imaginar um cenário onde os Corruptos perdessem pontos, com o Proença a apitar... aliás, para ser mais exacto: em qualquer contexto, é preciso ser realmente muito optimista (ou ingénuo), para se duvidar da vitória Corrupta, sempre que o Proença seja o apitador... o jogo do último Domingo, foi só mais um, onde esta teoria foi testada com sucesso!!!
O lance mais polémico deu-se no último minuto, onde ficou mais um penalty por marcar contra os Corruptos... O lance parece-me óbvio. Os do costume vão alegar problemas de intensidade, mas neste tipo de situações, o penalty é sempre marcado.
No resto do jogo houve mais alguns lances duvidosos nas áreas, onde o Desdentado até decidiu bem: mergulho do Alex Sandro, o Micaela até lhe toca, mas o exagero da queda, retirou ao Corrupto qualquer razão para pedir penalty; corte com a barriga do Santos; lance normal entre Alex Sandro e Pardo; e até o agarrão do Indi ao Éder ao minuto 88, é 'aceitável', visto que nas 'bolas paradas' existem sempre contactos ilegais...!!!
Não vi o jogo em directo, estava na Luz. Hoje procurei os lances polémicos referidos na imprensa, através de uma gravação, numa Meo Box... curiosamente só no Fórum Ser Benfiquista, no tópico Arbitragens, li uma referência a uma jogada entre o Indi e o Pardo ao minuto 34... na imprensa, nada!!! Foi procurar as imagens, e não pude de sentir nojo, mais uma vez... Explico:
O lance começa com uma cotovelada do Indi ao Pardo, sem bola, numa desmarcarção nas costas do caceteiro do Barreiro. Até posso aceitar que o Proença não tenha visto, já que a bola está a ser jogada noutro lado, mas o Fiscal-de-linha tem a obrigação de ter visto. Mas o minuto 34 não 'acabou' neste lance!!! A bola sobra para o Zé Luís, que se embrulha com os defesas Corruptos, e onde o Maicon lhe enfia um valente pontapé, mesmo à frente dos olhos do Desdentado, e este nada marca...!!! Mais uma vez, o ressalto é favorável ao Braga, a Micaela tenta chegar à bola, mas o Marcano enfia-lhe um golpe de Karaté... E agora sim, o Proença marca a falta!!! Foram no máximo 15 segundos: 3 faltas, 1 vermelho, e 1 amarelo por mostrar... mas o Proença só viu a última falta, e não mostrou nenhum cartão aos jogadores Corruptos!!! Assim é fácil não sofrer golos... E este tipo de tratamento de excepção é regra, naqueles lados!!!
Uma última nota para uma jogada que aconteceu já com o jogo finalizado: por alguma razão ninguém percebeu que o Proença tinha apitado, para o fim do jogo!!! Os jogadores do Braga continuaram a jogar!!! O Indi que estava a pedir assistência médica (no lance onde fez penalty), estava na área Corrupta, ao verificar que o Braga estava a atacar, fez um sprint enorme, e deu um daqueles 'encostos' meiguinhos ao adversário!!! Tudo isto com o jogo parado!!! Desconheço o que dizem as regras num caso destes, mas houve uma clara agressão de Indi, o facto do jogo já ter terminado, não parece que seja álibi... mas isto só seria um Caso, caso o agressor vestisse de Vermelho!!!

Em Penafiel o Montero voltou a marcar um golo, quase 1 ano depois, novamente em Fora-de-jogo... deve ser Karma, mas o rapaz só marca em Fora-de-jogo!!!
Curiosamente, a agressão para Vermelho directo do André Martins, aos 39 minutos da 1.ª parte, quando o jogo estava 0-0, passou despercebido a muitos analistas!!!

Já falei bastante da arbitragem na crónica do jogo da Luz. Mantenho tudo o que disse. Acrescento, os lances que o Arouca protestou: o 'abraço' do Maxi, ao André Claro é um daqueles lances na fronteira da falta. Se fosse uma 'bola parada' nem sequer seria um Caso, mas neste caso até aceito que fosse marcado penalty. Em relação aos Amarelos para o Samaris, até aceito que o Grego pudesse ter levado um Amarelo na 1.ª parte... duvido que ele tivesse feito aquela falta sobre o David Simão, já com um Amarelo, mas até legitimo 'pedir' a expulsão para o Samaris, mas agora aquilo que não se pode fazer, é identificar os Amarelos 'esquecidos' ao Samaris, e não dar o mesmo destaque aos Amarelos e Vermelhos que ficaram por mostrar aos jogadores do Arouca. Destaco só dois: Nelsinho, e Bruno Amaro. O trinco foi óbvio, além das várias faltas, já com o Amarelo decidiu dar um murro na bola, e nada aconteceu...; mas o Nelsinho até devia ter sido expulso na 1.ª parte: aos 8 minutos travou o Maxi à entrada da área (o árbitro marcou ao contrário); aos 31 minutos, deu mais uma porrada ao Salvio, numa jogada perigosa, onde o Toto já tinha ganho a linha de fundo... e só aos 44 minutos, levou um Amarelo, devido a mais um carrinho sobre o Samaris (livre directo, que o Gaitán atirou por cima).
Mas como eu afirmei, a estratégia defensiva do Arouca passou pelo sistemático recurso à Falta... e isso só foi possível, devido à colaboração do árbitro. Que foi complacente, colaborante mesmo, com a atitude dos jogadores do Arouca. Protegendo nos Amarelos, mas também no local onde marcava as faltas. Por exemplo, as duas faltas sofridas pelos Benfiquistas mais perto da área do Arouca, foram incrivelmente transformadas em faltas contra o Benfica!!! Sobre o Maxi aos 8 minutos; e na consequência da bola ao poste enviada pelo Lisandro, o mesmo Lisandro disputou a bola na Meia-Lua, levantou o pé, bastante alto, tal como o jogador do Arouca... o Lisandro toca na bola, e o jogador do Arouca dá um pontapé na perna do Lisandro... O que é que Hugo Miguel faz?! Marca falta contra o Benfica!!!
É preciso não esquecer que este jogo foi jogado na Luz, é preciso não esquecer que as arbitragens por definição têm tendência para serem 'caseiras', é preciso não esquecer que teoricamente os 'grandes' são beneficiados... portanto quando se faz a avaliação ao trabalho do árbitro, não se pode ignorar aquilo que seria a tendência natural. E quando se analisa o curriculum deste Ladrão nos jogos com o Benfica (até amigáveis), não podemos ignorar os Roubos sistemáticos... Ontem na Luz, o objectivo provavelmente não era fazer o Benfica perder, mas pelo menos um empate...!!! Dá menos nas vistas !!! Sim, os Ladrões também têm este tipo de preocupações, aliás o Querido Desdentado é disso o melhor exemplo...
Uma nota final sobre a BTV: hoje, quando revi o jogo na BTV, fiquei mais uma vez desagradado, da forma como alguns lances foram mostrados!!! Por exemplo, no remate do Pintassilgo, que o Artur defende, com a bola a passar por cima da barra, não foi mostrada a Linha do Fora-de-jogo!!! Não percebo. Mesmo que não houvesse tempo durante o jogo para mostrar as repetições, ao intervalo, ou no final da partida, há espaço para tirar duvidas... Esta tendência, para querer passar a ideia que a BTV é uma televisão 'independente' irrita-me profundamente... Pode-se mostrar todos os lances, mesmo aqueles onde o Benfica é supostamente beneficiado (não são muitos, seguramente...), e ao mesmo tempo, não perder a identidade Benfiquista.

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)

Final feliz...

Benfica 4 - 0 Arouca

Começo por dar os parabéns ao desbloqueador do jogo: Pedro Emanuel !!! Sim, foi o treinador do Arouca que acabou por fazer aquilo que o Hugo Miguel não quis fazer: tirou o Bruno Amaro !!! Como o Huguinho, resolver ter um critério largo (larguíssimo), deu tempo ao Pedro Emanuel  para substituir o Bruno Amaro antes de este ser expulso (algo que seria difícil !!!). Normalmente estas decisões, até são elogiadas, mas desta vez, o Benfica só conseguiu marcar um golo, após o Careca sair. E aposto com quem quiser, se o Bruno Amaro estivesse em campo, o Talisca nunca tinha marcado aquele 1.º golo, pois tinha seguramente levado uma cacetada antes de rematar...!!!
Aliás o Bruno Amaro, e o Huguinho só fizeram aquilo que os Corruptos, os Lagartos e respectivos avençados, andaram a pedir durante a semana toda, após o Estoril-Benfica: se algum jogador do Benfica se aproximar da baliza, dêem-lhe porrada (pedido expresso em directo, na PorkosTV pelo avençado de serviço...); se os jogadores do Benfica levarem porrada, e mais porrada, sejam meiguinhos e aguentem os cartões ao máximo (este pedido, até foi feito na BTV, pelo Fernandes Peres - adepto fundamentalista Corrupto, mascarado de adepto do Arouca -, num programa produzido em parceria com a Antena 1)!!!
Este foi um típico jogo do Tugão. Toda a estratégia do Arouca, passou por um recurso sistemático à falta...!!! Sempre que o Benfica fazia mais do que dois passes: façam falta!!! Sempre que um jogador do Benfica acelere: façam falta !!! Estas devem ter sido as indicações do treinador...!!! O posicionamento dos jogadores do Arouca, e a atitude dos jogadores do Arouca, neste caso, tornou-se irrelevante !!! O 'segredo' desta estratégia é não fazer nenhuma daquelas faltas muito espalhafatosas, que obriguem o árbitro a mostrar o Vermelho... de resto é só esperar pela colaboração do apitador !!! Evitando marcar faltas em zonas perigosas (como aquela sobre o Maxi, mesmo à entrada da área), retardando os amarelos ao máximo (e se for possível amarelar a equipa que leva porrada, com merdinhas de nada... por exemplo o amarelo ao Salvio...), marcar faltas ofensivas quando a equipa que leva porrada, tenta recuperar a bola em zonas adiantadas, e muito importante, travar a velocidade do jogo, dando tempo para a defesa recuperar fisicamente, para isso recomenda-se levar uma eternidade, sempre que uma falta é marcada, de preferência entrar em conversa com todos os jogadores quando o jogo está parado... e foram muitas as oportunidades para a conversa!!!
É verdade que no 1.º tempo o Arouca criou várias situações de perigo, mas foi sempre mais por demérito do Benfica, do que por mérito do Arouca. Com maus passes, e falhas de posicionamento. Após o intervalo, com o posicionamento rectificado nos processos defensivos do Benfica, o Arouca acabou por ser inofensivo, a excepção foi um remate ao lado do poste direito do Artur. Mas o nosso guarda-redes que na 1.ª parte foi obrigado a várias intervenções, na 2.ª parte foi praticamente um espectador...
E com um Benfica remendado, esta estratégia quase resultou. Quando o jogo começou tínhamos 9 jogadores indisponíveis por lesão, quando o jogo acabou temos 11 jogadores lesionados. Repito 11: Amorim, Fejsa, Sulejmani, Sílvio, Jara, Júlio César, Paulo Lopes, Jardel, Enzo, Lima, Gaitán !!!
É unânime que o plantel do Benfica desta época, em termos de qualidade é mais curto - eu concordo -, mas parece que ninguém quer valorizar as ausências. O facto do Benfica estar neste momento isolado na liderança, com 4 pontos de vantagem, é um daqueles milagres, que só a muita competência explica...
Esta paragem do Campeonato acaba por aparecer, no momento certo. 3 semanas de intervalo, com Selecções e Taça de Portugal pelo meio, podem ser fundamentais para recuperar alguns jogadores. Agora espero que os lesionados convocados para as Selecções fiquem no Seixal a recuperar: Enzo e Gaitán.
Onde se nota mais as ausências é no meio-campo. Hoje, sem o Enzo, contra a teia adversária tivemos muitos problemas em criar jogo ofensivo, além de todos os problemas de cobertura defensiva que o Samaris e o Talisca ainda têm. O Nico, condicionado, também não fazia a diferença, e o Toto estava trapalhão. Só o Derley, com muita luta, e muita qualidade na protecção da bola, conseguia criar problemas... além do remate de longe do Talisca.
Na defesa, o Lisandro teve uma 1.ª parte, desastrosa. Notava-se que o Argentino queria 'segurar' o lugar, ganhar a confiança do treinador... mas falhou passes, perdeu bolas, e tomou algumas decisões erradas na cobertura. É verdade que o Eliseu ajuda pouco, e algumas perdas de bola no meio-campo foram quase suicidas, mas exige-se mais leitura de jogo, a um Central do Benfica. No 2.º tempo, tudo foi diferente, talvez com a 'palestra' ao intervalo, o posicionamento foi rectificado, e a ansiedade doseada... o resultado foi muito melhor. O Arouca inclusive deixou de atacar por aquele lado, e passou a tentar aproveitar as costas do Maxi.
Além do Lisandro, tivemos mais duas estreias: Jonas e Pizzi. Gostei dois dois. O Jonas tem toque de bola, joga de cabeça levantada, procura tabelinhas, e remata fácil. Mas não é um ponta-de-lança de área, físico, rápido... Parece-me claramente a melhor opção para a posição de 2.º ponta-de-lança do plantel. Pode ser uma avaliação precipitada, só com 45 minutos, mas...; o Pizzi ainda jogou menos, e entrou já com o jogo decidido, mas também gostei de ver, a atitude, com a bola nos pés, e a forma como recuperou defensivamente. Estava curioso, para saber qual seria a posição onde o Jesus ia colocar o Pizzi a jogar, hoje foi a '8', e parece-me que será aí que o Pizzi vai ter minutos... se calhar já na Taça de Portugal na Covilhã.
O jogo estava encravado, e tal como já afirmei o golo do Talisca desbloqueou (com o pé direito!!!)... Foi uma verdadeira arrancada à Enzo, com uma excelente assistência do Derley. No 2.º tempo o Samaris tentou ser mais agressivo, e pareceu o mais inconformado, mas toda a equipa estava bloqueada. Mesmo o Ola John, que acabou por fazer duas assistências, antes do 1.º golo, não tinha conseguido 'entrar' no jogo.
Os destaques individuais, vão direitinhos para o Artur e para o Derley. O 'goleiro' fez várias defesas complicadas na 1.ª parte, não permitindo o golo ao Arouca, que poderia ter sido fatal... demonstrando confiança; o Derley pela assistência, pelo golo, por todas as jogadas onde lutou, pelas faltas que 'sacou', pelos cartões que 'sacou', até pelos dribles que conseguiu... pessoalmente, só acho que lhe falta um pouquinho mais de espontaneidade no remate. Algo que com mais confiança, será mais fácil... Hoje, na 1.º tempo, efectuou um remate, de ângulo apertado, quando tinha linhas de passe no meio... Foi uma decisão duvidosa, mas a um ponta-de-lança espera-se sempre que remata à baliza... e o Derley nos primeiros jogos, parecia que tinha vergonha em rematar, optava sempre pela assistência... hoje parece que começou a perder a vergonha...!!!

domingo, 5 de outubro de 2014

Vitória... esperada

Benfica 38 - 19 Passos Manuel

Vitória expressiva... mais dilatada do que nos jogos de pré-época, o que pode indicar evolução... Nota especial para os mais novos, que estão a ganhar muitos minutos...

Na final...


Galitos 83 - 85 Benfica

Vitória muito difícil, inesperadamente difícil... mas o mais importante foi a qualificação para a Fase Final do Troféu António Pratas, que se vai realizar no próximo fim-de-semana em São Pedro do Sul.
Vamos defrontar a Ovarense nas Meias-finais, e em caso de vitória, vamos encontrar na Final o vencedor do jogo Barcelos-Lusitânia.

Empate... mais um empate !!!

Feirense 2 - 2 Benfica B

Mais 2 pontos perdidos nos últimos minutos... Foi um jogo complicado, o Feirense tem muitos jogadores experientes - apesar dos maus resultados -, e o Benfica não conseguiu assumir o domínio da partida, mas do mal ou menos, o Miguel Santos também não teve muito trabalho...
Como é 'normal' o apitador acabou por ser o desbloqueador da partida, marcando um penalty contra o Benfica!!! Reagimos, e conseguimos dar a volta ao marcador... mas a 7 minutos do fim, voltámos a permitir o empate.
A grande novidade da partida, foi a estreia do Renato Sanches a titular. O Junior de 1.º ano, a pedido de muitas 'famílias' estreou-se nos seniores!!! A exibição do miúdo até foi fraca, mas é exactamente isto que ele precisa neste momento... se ficar somente a jogar no nacional de Juniores, vai pensar que é tudo fácil.

Santos; Semedo, Cardoso, Valente, Rebocho (Andrade, 60'); Lindelof, Amorim; Sanches (Menga, 45'). Guedes (Dawidowicz, 70'), Costa; Fonte

sábado, 4 de outubro de 2014

Vitória emotiva...

Benfica 3 - 2 Sporting

Sou obrigado a começar a crónica pela arbitragem. Cometeram demasiados erros. É verdade que foram democráticos, houve erros para todos os gostos, mas assim é complicado... Se a atitude das duas equipas fosse correcta, talvez a incompetência dos árbitros não fosse tão notória, mas como é habitual a equipa do Sporting, passa os jogos todos, a simular faltas, e a protestarem tudo... literalmente tudo. É inacreditável como é que alguns jogadores, passam o jogo todo a 'escorregarem' a cada corrente de ar!!! É verdade que depois  do Benfica chegar às 9 faltas (metade delas inexistentes!!!), a 10.ª devia ter saído mais cedo... mas quando finalmente, resolveram marcar a 10.ª falta ao Benfica, escolheram logo uma jogada, onde a falta foi feita pelo jogador do Sporting!!! Absurdo...

O jogo até não foi muito bem jogado, mas foi emotivo, e com um excelente ambiente. O Benfica esteve sempre em vantagem, e esteve sempre por cima do jogo... O Sporting usou e abusou do jogo 'passivo', com a passividade dos árbitros... Só nos últimos os Lagartos, tentarem entrar no jogo de parada e resposta. O nosso treinador não se pode queixar muito desta táctica, porque nos jogos do Paço de Arcos contra o Benfica, fazia o mesmo...!!! Mas muito sinceramente, depois do surpreendentemente 'grande investimento' do Sporting, estava à espera de mais audácia... Num plantel com tantos ex-Corruptos e aspirantes a Corruptos, limitaram-se a jogar no erro.
Tal como no Futsal, falhámos demasiados golos, alguns ridículos, e aqui até nem acho que o Girão tenha sido o factor mais importante... o stick é que esteve torto!!!
O factor decisivo na vitória acabou por ser o Pedro Henriques, que nos últimos minutos defendeu 2 Livres Directos (esta estratégia deveria ter sido usada na Supertaça), e assim, mesmo com o Nicolia a falhar as nossas 'bolas paradas', vencemos. Seria bom a equipa não esquecer que o Tiago Rafael é especialista a marcar 'bolas paradas'...!!!
O Nicolia é um jogador especial, tem uma forma de jogar própria, e a equipa ainda não se adaptou... vai ser preciso algum tempo para a coordenação ser total. Independentemente da qualidade do Argentino, continuo a achar que falta a este plantel um finalizador a 'substituir' o Viana!!!

Início da maratona que é este Campeonato Nacional, este ano com 5 equipas com aspirações altas: Benfica, Corruptos e Valongo... e depois a Oliveirense e o Sporting. Com o nível das arbitragens que estamos habituados (miserável), tudo pode acontecer...

Muito injusto...

Benfica 1 - 1 Modicus

Jogo de sentido único, um massacre em vários momentos, com o guarda-redes do Modicus defendeu praticamente tudo... excepto um remate 'estranho' do Alan!!! Os problemas da finalização não são novos, mas hoje a maior parte dos remates até iam bem encaminhados, mas nada entrava...
Com 5 lesionados (Paulinho, Ré, Bruno Pinto, Pablito, Vítor Hugo) também não foi possível fazer a rotação normal...
Em momentos raros, muito raros, quando o Modicus teve alguma posse de bola, notou-se algum 'desconforto' do Benfica em defender, espero que tenha sido só uma questão de 'chip' !!! Não é fácil, uma equipa estar 95% do tempo a atacar, e depois ter discernimento para saber defender posicionalmente, quando a recuperação alta, falhou...
Nos últimos 2.30m arriscámos o 5x4 e fomos completamente inofensivos!!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Boa estreia no Troféu António Pratas

Benfica 91 - 65 Algés
18-17, 26-18, 14-18, 33-12

O Torneio Internacional realizado a semana passada nas nossas instalações foi importante no crescimento desta equipa, basta recordar o 1.º jogo com os Galegos e o último com o Sevilha... Ainda temos muito onde melhorar, mas para nível interno, neste momento, é mais do que suficiente.
A lesão do Slay foi a má notícia do dia, parece que vai estar fora pelo menos 1 mês... Curiosamente, foi o Cláudio Fonseca, jogador da mesma posição, a aproveitar a ausência do Americano, tornando-se no melhor marcador da partida...!!!
O jogo foi mais equilibrado do que o resultado deixa transparecer... só no 4.º período, conseguimos abrir uma vantagem confortável. Não é muito compreensível uma percentagem de Lances Livres tão baixa!!!
Domingo, temos novo jogo... Recordo que o ano passado fomos surpreendidos neste primeiro troféu oficial da temporada...

Arouca é equipa da nossa Europa

"Foi importante ganhar na Amoreira, depois do deslize do Porto em Alvalade. No domingo contra o Arouca será o jogo que ficará na memória durante três semanas. Outubro terá o travo deste resultado, e a paragem do campeonato terá outro sabor com a liderança isolada que temos neste momento.
Domingo dará o mote de discussão no futuro próximo, ou os méritos da liderança, ou deméritos dos tropeços.
Jogámos mal na Alemanha, o jogo correu mal, mas o resultado é justo, e mesmo a invenção de um penalty naquele momento do jogo não retira os méritos de uns alemães que foram melhores.
O Bayer foi quase sempre melhor, quase sempre mais rápido, quase sempre mais forte tacticamente. Resta dar os parabéns a quem os merece, não porque se quisesse perder, mas porque não se mereceu ganhar.
Jogaremos as últimas fichas da prestação da UEFA no Casino de Monte Carlo. Mas quem joga no casino sabe que são baixas as probabilidades de êxito. O ritmo dos alemães do Bayer Leverkusen deve servir de mote para o nosso jogo contra o Arouca. Quem joga com aquela intensidade fica sempre muito mais perto de ganhar. Quem fica à espera que chova um golo, porque é teoricamente melhor, arrisca-se a ser surpreendido. Na aritmética final, é a diferença entre ser campeão ou não. Os nossos adversários já tiveram surpresas (várias), nós estamos avisados.
Ser profissional, para o Benfica, é perceber a importância do Arouca na geografia europeia do nosso campeonato. Sim porque Portugal é a minha parte preferida da Europa.
O sorteio da Taça quis um clássico cedo e pôs o Benfica a subir à serra desde o início da prova para tentar manter o troféu. Da serra da Estrela até ao Jamor é sempre a descer."

Sílvio Cervan, in A Bola

Maxi 300

Encarnado é o Vermelho-amor (época...)

"Bem podia esta crónica começar com a análise das palavras do desesperadíssimo Pinto da Costa; porventura, iniciar-se com o Caso da Fruta e a falta de vergonha dos seus protagonistas, mormente se vierem a falar de arbitragem; ou reflectir sobre a falta de memória de Bruno de Carvalho e cotejá-la com a de Luís Filipe Vieira, que tem acarinhado os antigos atletas de forma edificante.
Todavia, o acontecimento mais relevante da semana é a liderança reforçada do nosso clube no Campeonato. Merecidíssima, diria, mesmo que dotado de um olhar neutro! Quem joga com esta alma e vontade, logra este percurso. É um regalo ver a atitude da equipa e repercussão desta nos adeptos. Ou a atitude dos adeptos e a repercussão desta na equipa? Tanto faz, por serem ambas autênticas.
Bem sabemos que estamos no início da contenda e, pelas razões que se conhecem, este ano o Campeonato é mais longo quatro jornadas. Não se ganham campeonatos à sexta jornada, mas esta felicidade, de vermos como caminha a equipa, ninguém no-la pode tirar.
Hoje, já ninguém questiona a qualidade da equipa, ao invés, rasgam-se elogios ao grupo de trabalho de Jorge Jesus. Vejam bem! Agora, é reconhecido o trabalho que a Direcção efectuou até ao derradeiro minuto do último dia de mercado (e para além dele, como no caso Jonas!) e o acerto dessas escolhas. Creio que o alto profissionalismo e grandeza do Benfica depressa passaram aos novos atletas, tornando a integração mais fácil e estimulante.
Porém, e apesar da supramencionada qualidade dos nossos jogadores, é certo que a equipa vai ter reforços por altura do Natal. Há pelo menos quatro atletas que darão uma força suplementar ao grupo: Fejsa, Sulejmani, Rúben Amorim e Sílvio, são quatro jogadores, sem excepção, que disputarão a titularidade.
Ah, é verdade, Júlio César e Jonas serão reforços para breve.
Não se distraiam rapazes!"

Carlos Campaniço, in O Benfica

Diz-se por aí (época...)

"Diz-se por aí que assistimos, no jogo com o Zenit, a uma manifestação de benfiquismo de que nem os sócios mais velhos têm memória. Não me recordo, de facto, de nada assim, pelo menos nas últimas duas décadas. Porém, o que me parece importante é destacar a forma notável como os jogadores canalizaram essa sensibilidade e esse carinho dos Sócios e dos adeptos, produzindo um fantástico jogo frente a um Estoril com um dedo muito significativo do Futebol Clube do Porto. E, para que conste, manteria estas palavras mesmo que o resultado tivesse sido de empate... ou de derrota.
Mais uma vez, a chave do sucesso de jogo do Benfica está na persistência, na fé do seu modelo de jogo e, claro, no grande catedrático de futebol que é Jorge Jesus. Os jogadores e o treinador acreditam até ao último minuto, mantêm um jogo de passes rápidos e posse de bola em vantagem ou em igualdade, correm para o esférico e ganhar por dois ou a perder por um. Uma equipa notável em técnica e persistência que tenho a certeza que a História saberá honrar.
O Benfica está a tornar-se, verdadeiramente, um modelo de credibilidade, força e consistência no futebol português. Enquanto Lopetegui insiste em fazer de bebé sofrido e criticar cada decisão dos árbitros em campo, Marco Silva não consegue ter mão num Bruno de Carvalho cada vez mais fora de si e do controlo razoável que seria exigível a um dirigente desportivo. Esta semana que passou foi exemplo disso mesmo. E, enquanto isso, o Benfica preparava serenamente no Seixal o próximo jogo da Liga dos Campeões.
É por isso que volto a insistir: esta época 2014/2015 vai ser marcante e decisiva. A vitória final do SLB representará a superioridade do trabalho sobre a lamúria; da credibilidade sobre o espalhafato mediático e da solidez financeiro sobre as derivas financeiras irresponsáveis. Por agora, os nossos adversários contentam-se em falar da arbitragem ou de um Benfica delapidado de alguns grandes jogadores. Veremos, no final, para onde pende a balança. Não se esqueçam: Deus dá sono, mas não dorme."

André Ventura, in O Benfica

As andanças do demónio

"O escritor Jorge de Sena, na obra 'Antigas e Novas Andanças do Demónio', tem um excelente conto titulado como 'Defesa e Justificação de um Ex-Criminoso de Guerra'. O interesse desse conto começa na amarga ironia do título. Há crimes que não prescrevem, não se é um ex-criminoso de guerra. Um crime de guerra é um crime que não permite atirar o passado do criminoso para as calendas do esquecimento.
Pode o criminoso relativizar o crime, pode o criminoso evocar o contexto do crime como atenuante ou gritar 'ad mauseam' que o crime prescreveu ou enviar os diligentes cães de fila silenciar a realidade.
Ainda assim, não deixará de ser um criminoso. Pode o dito criminoso puxar o brilho às vitórias, pode justificar o crime com o superior interesse da causa que defendia e, mesmo assim, não deixa de ser um criminoso. Pode o criminoso, com o passar dos anos, encontrar um qualquer Tribunal que, em nome da Norma e do Direito, finja fazer Justiça e não o condenar que, mesmo assim, não deixa de ser um criminoso. Não se é criminoso em função da consequência, do castigo, do acto. É-se criminoso porque praticou o crime. Pode o criminoso exibir a absolvição ou a anulação de uma sentença que lhe seja desfavorável que isso não o iliba de ser um criminoso. O criminoso que cumpre uma pena passa a ter a sua dívida saldada para com a sociedade, a não ser que seja um daqueles criminosos de que nos fala Jorge de Sena. Um criminoso que nunca paga pelo seu crime nunca deixa de ser um criminoso em dívida para com a sociedade - é como se fosse duplamente criminoso.
Podem vir as comendas, as ameaças, os encómios na imprensa, os títulos vistosos e as lavagens públicas de imagem. Pode vir, inclusivamente, a ordem suprema de silenciar as vozes que lhe recordam o crime. Pode vir tudo isso e o mais que se inventar que, ainda assim, um criminoso continua a ser um criminoso. As andanças do demónio não deixam de ser andanças do demónio, independentemente de serem novas ou antigas."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Impunidade

"Não confio na justiça.
Não necessariamente nos profissionais que a compõem, mas no sistema em si, que parece feito de encomenda para garantir impunidade à alta corrupção, e ao crime mais requintado.
Manobras dilatórias, incidentes processuais, recursos, contra-recursos, aclarações, nulidades, adiamentos, prescrições, e afins, constituem o labiríntico dicionário jurídico com que a verdade se confronta, ficando esta quase sempre a perder.
Não esperava, pois, que dos tribunais comuns resultasse nada de substantivo relativamente ao processo Apito Dourado, assim como não o espero de outros processos de grande dimensão e mediatismo - com as excepções que a regra normalmente concede.
Mas uma coisa é perceber, com maior ou menos resignação que o ultra-garantismo do sistema judicial português promove a impunidade, outra, bem diferente, é dele inferir inocências que só por má fé, ou insulto, poderão ser alegadas. E é isso que tem sido feito, quer por agentes desportivos (nomeadamente os órgãos de justiça desportiva), quer por alguns comentadores, a propósito da absolvição de Pinto da Costa.
Todos sabem que só um mero artefacto, que considerou nulo o principal meio de prova, permitiu que o processo Apito Dourado tivesse um desfecho à revelia da verdade dos factos. Mas a justiça desportiva ignorou essa evidência, enveredando por um caminho de desresponsabilização e facilitismo, que, infelizmente, também não surpreende. Daí a lermos e ouvirmos comentários alarves, defendendo a candura do presidente do FC Porto, e pretendendo tomar-nos por idiotas, foi um pequeno passo.
Porém, as escutas existem. E tal como o Galileu, ninguém nos demoverá de as evocar, pelo menos enquanto muitos dos seus protagonistas continuarem por aí, a poluir o nosso futebol.
Já sofremos o suficiente com décadas de corrupção e falseamento de resultados desportivos pelas mais diversas vias. Não temos também de ficar condenados ao silêncio, perante uma verdade que foi ouvida, de viva voz, por quem a quis ouvir."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

É preciso saber jogar com as arestas

"De qualquer maneira, e em termos práticos, é menos angustiante dispor de um defesa-central de cabeça poliédrica do que de um defesa-central de pés poliédricos.

EM Portugal vai correndo bem. Na Europa o Benfica é órfão de Garay e não há volta a dar-lhe. Os óbices a uma época triunfal não têm beliscado o Benfica interno mas o Benfica externo, com duas jornadas disputadas da Liga dos Campeões está à beira de deixar fugir até a Liga Europa se não se puser rapidamente em sentido.
A questão da baliza, as mazelas de Fejsa, Sílvio e de Rúben Amorim, a timidez de Samaris, a puberdade de Crisante, a ausência física de um goleador e a ausência física de um Garay qualquer para substituir o verdadeiro Garay são pedregulhos no caminho deste Benfica quando se defronta com os seus pares europeus.
Não custa admitir que o resultado de ontem foi melhor do que a exibição. O Benfica marcou um golo na única jogada que soube construir até à baliza alemã. Mas foi uma vez sem exemplo.

por casa a história é outra. Ninguém quer ser o campeão das Vindimas, nem o campeão de Inverno nem o campeão de data alguma que não aconteça em Maio, o mês das flores.
Por isso mesmo o discurso de Jorge Jesus está acertado com as expectativas e com a realidade nacional. 
Surpreendentemente para muita gente depois de uma pré-temporada difícil, o Benfica segue na liderança do campeonato quando, na verdade, ainda nada lhe correu particularmente de feição.
Enquanto Júlio César não estiver totalmente apto o Benfica continua com um problema por resolver na sua baliza, enquanto Feijsa não recuperar o Benfica continua com um problema por resolver no seu meio campo, enquanto Samaris não resolver o seu problema de timidez e Crisante não resolver o seu problema de puberdade as opções deixam de existir.
E enquanto Lima e Derley não desatarem a marcar golos à cadência desejável o Benfica continua com um problema no seu ataque que tem vindo a ser debelado, cá por casa, graças ao admirável Talisca do campeonato nacional e às bombas de Eliseu. Domingo o jogo é com o Arouca que veio empatar à Luz na época passada. É só para avisar.

GRASSA a cobiça estrangeira por Talisca. Que não se vá embora já neste próximo Janeiro são os meus votos. A sua exibição ontem em Leverkusen dá asas ao desejo de o ver ficar mais uns tempos no Benfica. 

O presidente do FC Porto diz que se está a repetir o filme da época anterior ainda que, nesta época, o filme tenha começado mais cedo. Lá saberá Pinto da Costa de que filmes fala.
Se fala para dentro do FC Porto, supostamente falará do filme da força interior que transborda de Julen Lopetegui neste ora findo Setembro de 2014 por comparação com o filme da falta de força interior que não transbordava de Paulo Fonseca no já longínquo Setembro de 2013.
E será esse, então, o mesmo filme com direito a sequela: Força Interior 1 e Força Interior 2.
Se, no entanto, a dita «repetição do filme da época anterior» foi um falar para fora e particularmente dirigido ao Benfica, que lidera o campeonato com mérito e sem favores, ficamos todos, os que somos do Benfica, a fazer votos para que se cumpre na íntegra a profecia do presidente do FC Porto.
Que se repita, assim, o filme da época passada no que aos duelos particulares entre os dois emblemas diz respeito. E que o Benfica volte a afastar brilhantemente o FC Porto da Taça de Portugal e da Taça da Liga jogando com 10 contra 11 durante mais de uma hora em cada partida.
Chama-se a isto ser levado ao colo.
E sem chorar.

A publicidade feita à absolvição dos casos da fruta e do café com leite foi uma manifesta manobra contra os interesses dos seus inocentados protagonistas que não tinham interesse algum em rever o assunto reerguido em praça pública e no Youtube?
Mania da perseguição? Não. Mania da absolvição, isso sim.

NO fim-de-semana houve um clássico. Ainda o Sporting vencia o FC Porto por 1-0 quando o jovem Naby Sarr, com a bola nos pés, querendo presumivelmente lançar a sua equipa para o ataque acabou por desacertar de tal monta no seu propósito que o lance terminou com uma reposição de linha lateral favorável aos visitantes.
A bola, que era para seguir direitinha em frente, saiu-lhe tortíssima para o lado. Corria o minuto 32 do jogo. A transmissão televisiva pontuou o momento com um grande plano de Marco Silva sorrindo condescendente à oblíqua trajetória da bola saída dos pés poliédricos de Naby Sarr.
O que, certamente, não o impedirá de vir a fazer uma longa e profícua carreira se for aperfeiçoando o uso dos ângulos e arestas dos seus pés poliédricos de modo a imprimir à bola o efeito mais conveniente em prol do benefício do colectivo a que pertence.
Nesta fase ainda tão precoce da sua carreira tudo se resume a uma questão de humildade porque saber jogar com o que se tem, quer no futebol ou na vida, é definitivamente a atitude a tomar.
Tome-se o exemplo do capitão do Benfica, Luisão, também ele um defesa-central que leva uma bela carreira e longa internacional ao mais alto nível e que até foi titular da selecção do Brasil há uns anos.
Luisão, ao contrário de Naby Sarr, não tem pés poliédricos. Mas tem cabeça poliédrica, o que tem sido uma enorme bênção para as nossas cores.
A cabeça poliédrica do estimado Luisão tem valido ao Benfica uma excelente safra de golos nas balizas adversárias, golos que surgem sempre inesperadamente quando a bola bate no ângulo certo, na aresta exata daquele crânio impecavelmente rapado que confere ares de faraó ao nosso capitão.
É preciso saber jogar com as arestas. E Luisão sabe. De qualquer maneira, e em termos práticos, é menos angustiante dispor de um defesa central de cabeça poliédrica do que de um defesa central de pés poliédricos.
Não se queixe muito o Sporting destas irregularidades geométricas dos objectos sólidos porque, neste campeonato, já beneficiou de um golo e de um consequente empate oferecidos pelos pés poliédricos do nosso guarda-redes Artur que de uma devolução de bola conseguiu fazer um centro milimétrico para a cabeça de Slimani.
Sem este momento poliédrico do último derby, facciosismos à parte, quase acredito que o Benfica poderia ser líder do campeonato com mais uns quantos pontos à maior sobre os seus perseguidores. Mas não se pode ter tudo.

NAQUELA simpática competição de sub-19 paralela à Liga dos Campeões dos crescidos, o Benfica venceu por 3-2 o Bayer de Leverkusen na casa do adversário e, imagine-se, jogando contra 10 desde os minutos finais da primeira parte.
Está montada uma conspiração internacional.

VÍTIMA de guerrinhas e de lesões, o brasileiro Kléber esteve dez meses sem jogar à bola e dois anos sem marcar um golo. Regressou em grande no sábado na qualidade de titular do Estoril marcando um golo ao Benfica. E repito: o Benfica é muito mais do que um clube, é uma obra social.

O filho do Zahovic e o Matic, ele próprio, são para já os autores dos golos sofridos pelo Sporting nos dois jogos que leva disputados a contar para a Liga dos Campeões. Ambos jogaram no Benfica. Ora aqui está outra conspiração internacional."

Leonor Pinhão, in A Bola

Sp. Covilhã

O sorteio ditou uma viagem ao sopé da Serra da Estrela, na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, a primeira com equipas da 1.ª divisão.
Preferia jogar na Luz, já que este jogo está enfiado, entre compromissos das Selecções, e uma deslocação decisiva ao Mónaco para a Champions, e assim tinha-se poupado em viagens...
Só tenho um receio: o Sp. Covilhã decidiu esta época mudar de Estádio, deixou o moderno complexo da cidade, para regressar ao antigo Estádio Santos Pinho... mais pequeno, com um relvado em pior condições...e numa cota de 1200 metros de altitude!!!
Já vi um jogo esta época, transmitido na televisão, com muita lama...!!!

Campeões europeus (II)

"Um aplauso muito grande para a Federação Portuguesa de Ténis de Mesa e seu presidente Pedro Moura, para o seleccionador Pedro Rufino e para os novos campeões tenistas Marco Freitas, Tiago Apolónia e João Monteiro, Diogo Chen e João Geraldo. Na decisiva final, os números 4, 7 e 19 do ranking europeu derrotaram os números 1, 2 e 13! Uma palavra, ainda para a equipa feminina que se mantém na principal divisão das selecções europeias.
Aliás, é bom recordar que já em Julho duas tenistas (Rita Fins e Patrícia Maciel) se sagraram campeãs europeias de pares femininos juniores. Antes, Portugal já tinha sido ouro com Diogo Chen em 2011 (pares mistos cadetes), com Marco Freitas em 2002 (singulares, cadetes), 2003 (pares cadetes), em 2004 e 2005 pares juniores (também com Tiago Apolónia) e em 2006 (singulares juniores).
Muito cedo, Marco Freitas, Tiago Apolónia e João Monteiro foram jogar para a Alemanha e, no caso do primeiro, mais recentemente para França. Assim tiveram as melhores condições técnicas, competitivas, logísticas profissionais para se alcandorarem a um tão elevado nível.
Não deixa de ser curiosa a circunstância de termos sido já campeões europeus (ou mundiais) em várias modalidades como, por exemplo, hóquei em patins, atletismo, judo, ciclismo e agora ténis de mesa e nunca o termos sido em futebol (sénior). Neste desporto qualquer competição é objecto de entediantes horas sem conteúdo e infinitas reportagens sobre fait divers, com os 'artistas' sempre em plano de distanciamento endeusado.
Na rarefacção de boas notícias que nos orgulhem, esta conquista desportiva foi saborosa. Obrigado!"

Bagão Félix, in A Bola

Campeões europeus (I)

"Esta semana tenho todos os motivos para que os meus pontapé-de-saída ponham de lado o imperial e dominador futebol. Mesmo em semana de Champions. Hoje e amanhã não escrevo sobre a hegemónica bola de futebol, mas sobre a minúscula bola de celulóide e 40mm de diâmetro com que se joga a modalidade (palavra já de si redutora) de ténis de mesa.
Portugal sagrou-se campeão europeu por equipas de ténis de mesa, derrotando na final a poderosa hexa-campeã Alemanha. Um feito que nem um optimista sonho previra, mesmo realizando-se o torneio em Lisboa.
Este notável título faz-me também recordar os meus tempos de jovem em que nos divertíamos alternando matraquilhos (então chamados apenas matrecos) com ténis de mesa (então apelidado, em jeito de onomatopeia, pingue-pongue). Até por isso a minha relação com este desporto faz parte da minha vida e memória. Num tempo em que a mesa do jogo era apenas verde e o nosso ídolo era Alberto Ló.
Este feito não foi objecto de abertura de telejornais ou de entusiásticas parangonas nos jornais. O costume quando se sai da órbita do futebol. Na segunda-feira, ao ler as primeiras páginas dos diários, constatei: dos cinco generalistas, só dois incluíram uma pequena notícia sobre os novos campeões. O jornal de maior circulação ignorou o assunto na primeira página (em que havia 11 manchetes!). Dos económicos, zero. E dos três desportivos, a inserção foi feita mas sempre em segundo plano, porque o salário de William Carvalho, mas balelas de José Mourinho e Olivier e Tello no próximo jogo eram assuntos inadiáveis e prioritários... (continua amanhã).

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Próxima Final: Arouca no Domingo...

Bayer Leverkusen 3 - 1 Benfica

O nosso Campeonato é o Arouca no Domingo. Não sou só eu que o digo, alguns colunistas indefectíveis como o Cervan e a Leonor têm repetido isso mesmo, sempre que temos jogos da Champions... obviamente que isso não desculpa más exibições, ou más decisões, mas esta época foi claro desde de início, que o Benfica tinha obrigatoriamente de se concentrar, especialmente, no Campeonato, por diversos motivos, inclusive alguma incapacidade própria... E não será esta derrota, que vai alterar o cenário, aliás após o Sorteio, os jogos em Leverkusen e em São Petersburgo, seriam sempre, em qualquer circunstância muito complicados... 

Na crónica do jogo do Estoril, pedi a titularidade do André Almeida a '6'. O Jesus optou pelo Cristante, jogador que devido à sua condição de 'não utilizado', já estava a ganhar entre os Anti's internos, o estatuto de injustiçado; ou grande jogador que o Jesus está a desperdiçar...!!! É fácil afirmá-lo no fim do jogo, mas como foi óbvio, a opção do Jesus correu mal... O Cristante tem boa posse de bola, capacidade de passe, mas falta-lhe intensidade física na marcação e na recuperação, exactamente aquilo que precisamos urgentemente...
Aquilo que está a faltar ao Benfica neste momento, é um Fejsa. É tão simples quanto isso. Este ano ao contrário de outras épocas, o Jesus ainda não encontrou uma opção às ausências do Fejsa e do Rúben Amorim... Todas as considerações tácticas ou técnicas que se possam fazer nos jogos mais competitivos do Benfica deste ano, estão condicionadas pelo desequilibro do meio-campo do Benfica, provocado pelo défice físico na recuperação da bola... Com adversários mais acessíveis a nível interno, este problema nota-se menos, mas ele está lá...

Hoje, a pressão do Bayer, impediu o Benfica de ter bola, fomos incapazes de contornar a estratégia Alemã, que conseguiu manter um ritmo elevado durante muito tempo... algo que na Liga Alemã eles fazem regularmente. A bola praticamente não chegou lá à frente... E quando parecia que íamos entrar no jogo, após o golo do Salvio (2-1), sofremos outro golo na jogada imediatamente a seguir...
A presença do Maxi no banco também não é novidade, nas últimas época Europeias, tem sido habitual o Jesus apostar no André Almeida na UEFA, mas neste jogo, com tantas dificuldades em criar jogo pelo meio, na 1.ª parte, ficámos também sem as cavalgadas ofensivas do Maxi, que em muitos jogos acabam por desequilibrar os nossos adversários...
Apesar de não ser prioritário, deixo o aviso: apesar dos 0 pontos após 2 jogos, temos todas as hipóteses de qualificação para os Oitavos, basta vencer ao Mónaco, algo que está perfeitamente ao nosso alcance... apesar do Mónaco Europeu, ser diferente do Mónaco interno, até o Jardim, mandou essa 'boca' aos jogadores no final do jogo da Rússia... a entrega é completamente diferente!!! Mas também recordo aquilo que disse no início da época: prefiro o 4.º lugar, do que o 3.º... e ir novamente disputar a Liga Europa.

Individualmente, não existe muitas notas... mas este até pode ter sido o jogo ideal para o Júlio César ganhar ritmo, pois dificilmente fará outro jogo pelo Benfica, com tantas intervenções...!!!

Não posso concluir a crónica sem falar da arbitragem: depois das Meias-finais com a Juventus (onde o Cakir que até marca penalty's a favor dos Corruptos na Ucrânia, mas na Luz parece que tinha a 'visão' tapada!!!) na Liga Europa; depois da inenarrável exibição do Bitch na Final com o Sevilha; depois do penalty sobre o Salvio contra o Zenit; depois de tudo isto, ver um árbitro Inglês marcar um penalty destes contra o Benfica, logo a seguir ao golo do Benfica... e ainda ter tido tempo para não ter visto, um corte com o braço dentro da área do Bayer nos últimos minutos, que faria o 3-2 (além de um agarrão descarado ao Luisão na última jogada da partida...) ; só posso concluir, que não vale a pena apostar muito na Europa...

No Domingo vamos ter mais uma Final !!! Basta recordar as últimas visitas do Pedro Emanuel à Luz, para perceber que o jogo vai ser muitíssimo complicado... ainda por cima com um jogo Europeu pelo meio. Mais uma vez exige-se apoio, muito apoio... a caminho do Bicampeonato.

UEFA Youth League - 2.ª jornada

Bayer Leverkusen 2 - 3 Benfica

Se eu mandasse alguma coisa na Formação do Benfica, depois de jogos destes, obrigava os 'putos' a fazerem remates à baliza... até caírem para o lado!!! O problema é generalizado em Portugal, mas é irritante ver uma equipa desperdiçar tantas oportunidades de golo, algumas de forma displicente... hoje até um penalty falhámos!!! E se não fosse a expulsão do jogador do Bayer, duvido que conseguíssemos vencer!!! Jogadores como o João Gomes, ou o Caramelo, que recentemente passaram pela Formação do Benfica, são o exemplo de como se desperdiça talento em Portugal. Actualmente temos o Hugo Neto, que é um verdadeiro ponta-de-lança, oportunista e que faz aquilo que quase ninguém sabe fazer: marca golos!!! O Romário é mais rápido, tem força, sabe driblar (às vezes), mas no momento da decisão, parece o Ballotelli!!! Enquanto se continuar a ignorar, que ser ponta-de-lança não é ser driblador, elegante, ou espectacular, mas sim ser eficaz, vamos continuar a ter jogos irritantes, como o desta tarde...

Depois da expulsão do jogador do Bayer, ainda na 1.ª parte, o jogo só ficou decidido, ao intervalo. As palavras do Tralhão tiveram algum efeito, porque a entrada no 2.º tempo foi decisiva... 

Uma palavra para o João Carvalho, que não sendo ponta-de-lança, marcou dois golos muito importantes, e outra nota para o Renato Sanches que fez 3 assistências... O Renato precisa de jogos destes, contra adversários fisicamente fortes, mas deve evitar algumas atitudes, tipo 'birras' só porque perdeu as bolas...

Como desperdiçar 2 pontos !!!

Benfica B 1 - 1 Santa Clara

Este foi daqueles jogos, onde o Benfica foi superior, marcou (bom golo), podia ter marcado mais... mas depois resolveu baixar a intensidade do jogo , supostamente gerindo o resultado, mas onde se 'cheirava' à distância, que a qualquer momento podia surgir o golo do empate.. e foi mesmo isso que aconteceu!!!
O objectivo desta equipa B, é a evolução dos jogadores, mas depois de um início de Campeonato tão bom, é frustrante perder pontos desta maneira, quando é perceptível a todos, que esta equipa tem potencial para ser Campeã da II Liga. Além disso, além da componente táctica e técnica, a componente psicológica da ambição (do 'mau perder') também deve fazer parte da aprendizagem...
Foi bom ver o Rochinha de volta à equipa...

Thierry; Semedo, Lindelof, Valente (Menga, 90'), Rebocho; Amorim (Rochinha, 78'), Pinto; Costa, Santos (Dawidowicz, 60'), Guedes; Fonte.