Últimas indefectivações

sábado, 17 de junho de 2017

João Pereira, Campeão Europeu... e o Vasco Vilaça também !!!

Algumas das estrelas do circuito Mundial até podem ter faltado, mas um título Europeu é sempre saboroso!!! Assim em Kitzbuhel, na Áustria os nossos foram mais rápidos!!!
João Pereira, merecia um título, depois de ter estado muito perto do pódio nas grandes competições Mundiais dos últimos anos (incluindo os jogos Olímpicos)!
Foi um autêntico 'mergulho' para a vitória...!!!
Destaque também para o João Silva que ficou em 3.º...


Nos Juniores, o nosso Vasco Vilaça, também ao sprint, conseguiu o título máximo continental da categoria...

A Vanessa regressou às grandes competições, mas não foi feliz... desistindo no primeiro segmento.

PS1: Não tenho dado muito relevo às várias contratações, já anunciadas para as diferentes modalidades, mas não hoje, não posso deixar de falar do Futsal e do Robinho...
Um dos jogadores mais talentosos dos últimos tempos! Já não é novo, mas acredito que nos vai dar muitas alegrias...

PS2: No Futsal feminino, empatamos fora (2-2) com o Sporting, adiando assim para a última jornada, o título. Se vencermos na Luz a Golpilheira, somos Campeões...

2.º SL Benfica Athletics Meeting

Decorreu neste final dia tórrido, no Estádio 1.º de Maio em Lisboa (a melhor pista para obter resultados, já que normalmente tem pouco vento, mas a FPA ainda não percebeu isso...), o 2.º Meeting de Atletismo do nosso Clube... com muitos dos nossos melhores atletas e vários jovens promissores...
O destaque vai para a 'estreia' com a nossa camisola do Pedro Pichardo, que venceu o Triplo, com 17, 04m... nada mau após paragem! Mas além do Luso-Cubano, tivemos recordes nacionais e mínimos para os Mundiais!!! Diogo Ferreira na Vara com um grande resultado... a Marisa continua a evoluir (a irmã parece que estagnou!!!), o David Lima nas Meias-finais 10,21 (PB) nos 100m (especialista dos 200m).

Masculinos
100m - David Lima, 1.º, 10,30s
400m - Ricardo dos Santos, 3.º, 47,36s
800m - Hugo Ganchas, 2.º, 1.53,78m
5000m - Eduardo Mbengani, 3.º, 14.14,08m
Comprimento - Marcos Chuva, 1.º, 7,92m
Triplo - Pedro Pichardo, 1.º, 17,94m
Altura - Paulo Conceição, 6.º, 2,01m
Vara - Diogo Ferreira, 1.º, 6,71m (RN)
Peso - Tsanko Arnaudov, 1.º, 20,72m

Femininos
100m bar - Marisa Vaz Carvalho, 1, 13,41s (RN Junior)
200m - Marisa Vaz Carvalho, 2.º, 23,97s
800m - Marta Pen, 2.º, 2.04,06m
Comprimento - Yariadmis Arfuelles, 1.º, 6.20m

Absolutamente criminoso...

Sporting 5 - 5 Benfica

O Benfica voltou a não fazer um 'grande' jogo, num pavilhão impróprio (autêntico forno), com um piso horrível... Mas mesmo assim, só não é neste momento TriCampeão, porque os árbitros foram corruptos. Com todas as letras... Não é uma questão de interpretação, e também não foi incompetência... Não foi só no golo anulado a poucos segundos do final do jogo... Foi em tudo... Foi nas várias agressões, foi nos vários penalty's... Foi na rábula do 1.º golo dos Lagartos: LD falhado, transformado em Penalty, que também foi falhado e assim 'mereceu' repetição... Tudo isto tão claro, quem nem o facto da realização da TVI ter censurado várias repetições, escondeu o roubo... Repito, isto, é caso de polícia... Dos dois apitadeiros, e de quem os nomeou...

Até porque o roubo não foi só hoje... tem sido todo o Campeonato... basta perguntar como é que o golo dos Lagartos nos últimos segundos no antro Corrupto não foi validado!!!

Já defendo à muito tempo no Hóquei: o Benfica deve fazer tudo ao seu alcance para inscrever-se na Liga Espanhola, tudo... Mas além disso, devemos boicotar todas as relações com a Federação Portuguesa... todas... a começar por impedir os jogadores do Benfica de representarem a Selecção...


O Benfica para ser Campeão (em qualquer modalidade) tem que ser muitíssimo melhor... este ano o plantel foi mal construído, jogámos esta 'final' com 2 suplentes 'utilizados', com o Nicolia condicionado... Com o regresso do Pedro e a entrada do Vieirinha ficamos mais fortes, mas vamos ter que ser muito melhores...

Neste momento, a minha vontade era de nem aparecer para a Final Four da Taça, mas o Benfica não pode desistir...

Benfiquismo (DII)

Hooligans !!!

Uma Semana do Melhor... Murros, Futebol e Modalidades...

Jogo Limpo... Medicina, Crimes e muita hipocrisia...

Esclarecimentos: Oficial e Oficioso...!!!

Investigue-se!

"O Benfica contratou o avançado da selecção suíça Haris Seferovic e a jovem promessa croata Krovinovic para atacar a próxima época. O Sporting tenta conseguir o internacional Fábio Coentrão. Já o FC Porto ataca a próxima época com F. J. Marques na posição de ponta de lança, para substituir André Silva. Veremos as ideias de Sérgio Conceição no seu aproveitamento e utilidade. Certo de que o novo protagonista me parece ter mais segura a sua posição que Maxi Pereira e Casillas, mas também já conseguiu mais capas de jornais que estes nos últimos anos. São tácticas, estratégias, todas respeitáveis, face aos recursos existentes, aguardo com curiosidade os resultados. Por mim preocupa-me é o reforço da equipa dentro do campo, essa é que ganha jogos e títulos. A barulheira da rua serve para fazer dores de cabeça, mas é irrelevante. Deve, no entanto, o Benfica exigir que se investigue tudo e analise tudo. Não defendo - porque a origem das fontes pode ser criminosa - que não se deva pedir também a investigação ao conteúdo. Investigue-se tudo, nunca se deixe a suspeita sem investigação. Quem conseguiu, como conseguiu e o que conseguiu. Sempre que se descobre a verdade toda vence o Benfica.
Festejámos o título de basquetebol, quinto em seis anos, não me parece mal. Grande vitória dos comandados de Carlos Lisboa, numa época em que jogou oito vezes com o principal rival e ganhou seis jogos, venceu a final do play off por 3-0, e no último jogo afundou a concorrência com 30 pontos de vantagem. Atitude de grande desportivismo dos comandados por Moncho Lopez na pavilhão da Luz. O excelente treinador azul e branco, mesmo na hora do amargo da pesada derrota, mostrou também ser um excelente desportista. No basquetebol, como no futebol, foi Campeonato, Taça de Portugal e... triplete. São títulos que não chegam por email, e ficam a pergaminho para a história. São os únicos que festejamos e nos interessam."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O lixo fica à porta

"A comunicação social está em crise. Jornais que não vendem e canais televisivos que se digladiam por uma migalha de audiências são terreno fértil para o sensacionalismo e para a mistificação. Qualquer artista cospe para o ar, e logo temos uma bolha que enche primeiras páginas manhã após manhã, e ocupa os ecrãs serão após serão. Exalta-se o embuste, despreza-se a verdade. O que interessa é fazer barulho. Muito barulho.
O director de comunicação do FC Porto tem, neste contexto, revelado as suas habilidades. Põe lixo na ventoinha, e fica a observar o espectáculo. Reconheça-se que, em parte, consegue aquilo que quer. Por um lado, evita que se fale da profunda crise financeira, desportiva e institucional em que está mergulhado o clube que lhe paga. Por outro, ganha protagonismo pessoal que o deixa bem visto pelo chefe, como o cãozinho que, após levantar a pata, olha orgulhoso para o dono, abanando a cauda à espera do biscoito.
Perante isto só temos um caminho a seguir: mantermo-nos unidos, andar coma caravana, e continuar a ganhar, sabendo que, enquanto tal acontecer, os ataques serão reiterados e cada vez mais veementes, numa proporcionalidade correspondente ao aumento do desespero e da azia.
É importante percebemos que qualquer sinal de fragmentação dará força ao combate que nos movem. Não temos nada a temer, nem fantasmas para caçar. Em 2015 sofremos um ataque semelhante, também por via de um número de circo mediático, então protagonizado por um presidente rival. Respondemos com total união. Dois campeonatos depois sabemos que é essa a resposta que teremos de voltar a dar."

Luís Fialho, in O Benfica

Somos Povo

"Deviam ser umas três da manhã, no olho do furacão que é o Largo de São Miguel, em Alfama, quando Quim Barreiros, Rosinha e Xutos & Pontapés tiveram uma pausa e se começou a ouvir um tema a sobrepor-se aos demais: 'E o Benfica é campeão, e o Benfica é campeão, ô ô ô...'. O coro foi aumentado, os estrangeiros iam sorrindo, os não-benfiquistas olhavam para o chão desconsolados. Sim, fujam para onde fugirem, não têm escapatória. Podem andar pelas redes sociais a destilar ódios, pelas televisões regionais a criar fantasmas, mas é na vida real que sempre perdem.
Começam a perder quando desvalorizam o carácter popular do Sport Lisboa e Benfica, quando vêem nisso um defeito e se esquecem de somos nós - quem faz o mundo avançar. Como já perceberam, na segunda à noite andei pelos bairros lisboetas a festejar o Santo António. Comecei na Mouraria, fui a Alfama, passei pela Graça e pela Penha de França. Milhares de pessoas na rua, muita cerveja e muita sardinha assada, cheiro que não sai da roupa ou do corpo nem depois da primeira lavagem. É assim a noite de Santos, festa popular de que muita gente tem medo.
Dizem-me que é 'demasiada confusão' ou que 'isto está bom é para os estrangeiros'. É mentira. Essas são desculpas de quem sai pouco, de quem não está habituado a estar na rua com os seus compatriotas em manifestações de alegria. Se estivessem, perceberiam que a Noite de Santos é festa. Sim, há filas, encontrões, poucas casas de banho, excessos alcoólicos e anda-se muito a pé, mas esse é o preço a pagar para estar entre a nossa gente.
Vão pouco ao Marquês, digo eu."

Ricardo Santos, in O Benfica

Mais um triplete

"Gloriosa, a temporada da nossa equipa de basquetebol. Apesar de derrotas inesperadas, de inúmeras lesões de vários jogadores, de desconfiança sentida aqui e ali e do percalço da Supertaça, foi uma época brilhante. Depois das conquistas da Taça da Liga e da Taça de Portugal e da passagem à segunda fase de grupos da competição europeia, eis o Campeonato Nacional, o sétimo em nove temporadas, o que constitui um sinal inequívoco da hegemonia benfiquista na modalidade.
O mérito deverá ser reconhecido, desde logo, à direcção, pela aposta no ecletismo e pela disponibilização dos meios indispensáveis ao sucesso. Desde que Luís Filipe Vieira foi eleito pela primeira vez, a ideia abjecta de reduzir o clube a futebol deixou sequer de ser tema de discussão. O ecletismo faz parte da matriz fundacional do clube, esta direcção honra esse legado.
Também à equipa técnica e à estrutura, em particular a Carlos Lisboa, indelevelmente ligado a 17 dos nossos 27 títulos nacionais (10 como jogador, 2 como director e 5 como treinador) e aos seus adjuntos, Nuno Ferreira e Carlos Seixas, que formaram uma verdadeira equipa no banco. E aos jogadores, por terem sabido, nos momentos decisivos de uma época difícil, unir-se em torno dos objectivos do clube. Todos merecem respeito e agradecimento, mas permitam-me que destaque Tomás Barroso, Nuno Oliveira, João Soares e Nicolas dos Santos, por terem sabido conquistar um espaço na equipa que poucos previam.

P.S.1 A vitória ante a Oliveirense em hóquei foi absolutamente épica e deixa-nos a um triunfo do título. O 25.º na minha opinião.

P.S.2 Mais um título nacional: Futsal, Sub-20. Amargo e inesperado o afastamento da final da nossa equipa sénior."

João Tomaz, in O Benfica

95 por cento

"Na passada sexta-feira à noite assistimos a mais um grande momento da vida do Sport Lisboa e Benfica. O Orçamento do Clube para a época desportiva 2017/18 foi aprovado por esmagadora maioria dos Sócios - 95% dos votos. Com um resultado líquido positivo muito relevante (10,1 milhões de euros), o que significa um aumento do lucro orçamentado em 1,7 milhões de euros, tudo isto foi resultado da dinâmica e crescimento da actividade de merchandising e quotização e ainda na contínua aposta no reequilíbrio dos capitais próprias. Em relação ao Departamento de Sócios, está previsto um crescimento das receitas de 13,7%, crescimento esse suportado no contínuo investimento em comunicações e criação de incentivos à inscrição e manutenção de novos Sócios.
Quanto ao Departamento de Marketing, o crescimento das receitas de exploração previsto será de 51,5%, resultante da aposta na segunda linha de equipamentos, na distribuição internacional e na abertura de duas novas lojas.
Em relação às Modalidades Desportivas, haverá um reforço do investimento na competitividade das mesmas e no ecletismo do Clube, com um crescimento das receitas de 6,2%.
Quanto ao Futebol Juvenil, o crescimento será na ordem dos 39%. Após mais uma clara e transparente apresentação do vice-presidente, Nuno Gaioso, só temos de estar confiantes em relação ao futuro. Conforme o próprio vice-presidente disse, 'no Benfica a bola tem entrado e não tem entrado por acaso'. O Orçamento 2017/18 representa o compromisso encontrado entre a sustentabilidade financeira do Clube, a manutenção da sua competitividade desportiva e eficiência operacional nas várias áreas de actividade."

Pedro Guerra, in O Benfica

Estupidez humana

"Sinceramente, acho - e diria mesmo: tenho a certeza - que estamos todos malucos em Portugal. Portugal foi considerado o país mais seguro do mundo, e a verdade é que culturalmente regredimos imenso.
Hoje, qualquer coisa que se especule cria logo certezas de que é verdadeira, desconfiamos de tudo e de todos, acreditamos que estão sempre a passar-nos a 'perna', a ter interesse por outra coisa que não nós mesmos, aprenderam todos a pedinchar e a insinuar, e a 'carrada' de comentadores da política e mais umas botas ajudam a vender este produto, porque sabem que esse mesmo produto é que vende e pode ser com ele que esses comentadores podem continuar a ganhar 'rios de dinheiro'.
Se todos soubessem o que verdadeiramente se encontra por detrás do que vamos assistindo, cada vez com mais comentários - isto só em Portugal, está tudo doido, de certeza que ficaríamos envergonhados.
Atingimos o limiar da estupidez humana e ninguém se apercebeu disso. Afinal de contas, tudo isto não é mais do que sempre aconteceu - as relações humanas sempre foram beligerantes, ou a História não é feita de 'pêro, molho e batadada', de invejas, ou já se esqueceram do que aprenderam na escola?
(...)"

Pragal Colaço, in O Benfica

Batalha mediática aquece o País

"O FC Porto escolheu com mestria o momento para dar início à operação e-mail. Acabado o campeonato, jogada a final da Taça, sem futebol (de clube) dentro das quatro linhas que suscitasse opiniões apaixonadas, o tempo a que comummente se chama silly season afigurou-se esplêndido para fazer medrar um tema que é sempre sucesso garantido, situado algures entre o tráfico de influências e a corrupção. Independentemente da força das cartas que os dragões têm em mãos, o timing não podia ser melhor; e o só futuro nos dirá se estamos perante um poker de ases ou um bluff.
Para já, o assunto está entregue às autoridades e cada um vai adaptando o que vai sendo divulgado à medida dos seus desejos. Porém, esta é uma batalha de comunicação - que coincidiu, e não terá sido por obra do acaso - com o anúncio das sanções da UEFA ao FC Porto e é no plano mediático que as hostilidades vão continuar a desenrolar-se.
E neste particular a abordagem do Benfica ao tema tem pecado por escassa; perante a ofensiva a que está a assistir-se, ao clube da Luz não chega uma defesa clássica, remetendo para os tribunais a última palavra. Há uma dimensão pública nesta matéria, que, importante ou não, está já na rua, que o Benfica não deve descurar, sob pena de vir a sofrer danos de imagem relevantes.
E há também, associada à questão material constante dos e-mails, um outro problema, que tem a ver com a proveniência dos mesmos. Por certo que a Polícia Judiciária, que tem uma secção dedicada ao crime informático, deslindará o caso. Porque em 2017, a segurança das comunicações electrónicas é um dos pilares da nossa sociedade."

José Manuel Delgado, in A Bola

Até quando?

"Até quando? Até quando vamos ficar de braços cruzados? Até quando quem tem poder para resolver as coisas vai ficar a olhar, a assobiar para o lado enquanto matam, lentamente, o futebol? O que se passou nos últimos dias foi deprimente. Uma vergonha. Foi a prova de que por cá as coisas não mudaram tanto como se pensava que tinham mudado. E não se pense que quem está agora a denunciar e-mails e afins é menos culpado do que os outros. Nada disso, porque também não eram inocentes os que denunciaram casos semelhantes no passado. Porque não o fazem nem fizeram por quererem acabar com o jogo viciado. O que todos querem mesmo é ficar na cadeira do poder quando o vento mudar. Por isso sim, investigue-se. E puna-se for caso disso. Mas é hora de ir, de uma vez por todos, ao fundo da questão.
É hora de perceber que estamos perante um jogo de poder. Que só faz sentido enquanto os clubes puderem decidir matérias que não deviam estar nas suas mãos. Repare-se o que aconteceu na última AG da Liga, para discutir o Regulamento Disciplinar. Devia ser importante, certo? Mas em vez de se debaterem temas sérios, assistiu-se a uma luta entre os grandes para ver quem atingia melhor os outros: o valor limite das prendas aos árbitros (porque não se acaba de vez com elas e ponto final?), o saber se é lícito cuspir fumo ou outras substâncias na zona técnica ou se deve ser punido jogos à porta fechada quem apoia claques ilegais. Usam-se como soldados para chegar a vitórias que só festejam os clubes mais fracos, pagos por empréstimos de jogadores ou transferências que só servem para isso.
Conclusão: se tirarem aos clubes o poder de decidir sobre arbitragem e disciplina, deixando-lhes apenas margem para definirem os modelos organizativos da competição, o jogo de influências (que é de há muitos anos) deixará de fazer sentido. E assim começaremos a salvar o futebol. Que é, no fundo, o que nos devia interessar a todos."

Ricardo Quaresma, in A Bola

Alvorada... com o Pragal

O futebol não são futebóis

"Houve uma noite, 18 de Abril de 1990, em que celebrei um engano abraçado a um polícia, ambos aos saltos e eufóricos. E nem o digo porque o engano já deve ter prescrito, e daí ser fácil confessar, mas porque a actualidade fute-jurídica me tem atazanado com uma ameaça: será que um dia destes aparece um e-mail incriminando-me? Ou, pior, há imagens da celebração indecente? É que não posso esquecer que tudo se passou em público e num estádio.
Naquele pedaço de bancada em frente à bandeirola do canto esquerdo do nosso ataque estava todo o mundo de pé. De pé, pela emoção, faltavam sete minutos para sermos eliminados de mais uma final europeia, e também porque as sardinhas não se enlatam sentadas. O engano foi do género sincero, expôs-se a uma multidão de testemunhas - a lenda conta que, naquela noite, o Estádio da Luz abriu-se para 130 mil pessoas.
Ainda hoje, quando rememoro os acontecimentos, a mais de um quarto de século, se sou obrigado a aceitar a minha culpa, sei que ainda há dúvidas. Pontapé de canto a nosso favor, a bola tabelou na cabeça de Magnusson, o nosso sueco, e foi para o meio de um trio dos do Marselha, de onde surgiu um patrício meu do Uíge, Vata de seu nome, negro de pele e vermelho de alma e camisola, que, em queda, falhou o toque de cabeça, falhou o ombro (embora ele tenha passado o resto da vida, até hoje, a insistir que não: "Foi ombro, mesmo!") e deslizou para o braço direito. E, daí, para o 1-0.
Tudo aconteceu numa fração de segundo. O que não deixa de ser notável, porque nesse flash (que hoje, com as invenções posteriores da internet e do YouTube, só com repetições constantes podemos ficar com a leve ideia do que aconteceu), nesse instantinho mínimo, pois, dois cidadãos comuns, um jornalista e um polícia, sem combinação prévia, puseram-se a estudar, nos regulamentos da Taça dos Campeões Europeus, o articulado que regula as diferenças de golo. E ainda há quem se admire dos impulsos neurocerebrais que colam uma bola ao pé canhoto de Messi, quando dois tipos, repito, comuns, já que jornalista e polícia, conseguiram num ápice juntar as peças do mistério e resolvê-lo: "Lá, Marselha, foi 2-1; cá, Luz, é 1-0, vamos passar, é a glória!"
E, desenlace enunciado, se atiraram logo aos braços um do outro, sem se conhecerem, para além do não sei o quê que é o golo dramático de um dos nossos. Num contentamento igual ao de Arquimedes, que apesar de sábio saltou da banheira e passeou nu pela cidade. Ele gritando "Eureka!" ("encontrei!", em grego), e nós, goelando o golo, "Benfica!", que quer dizer "todo o corpo mergulhado no fluído da aflição, se sofre a acção de uma força de fora para dentro das redes, cuja intensidade é igual a ganhar, dá-lhe ganas para saltar."
O ponto a que eu quero chegar é que, apesar de aparentemente coniventes com um crime, eu e o meu cúmplice fardado temos atenuantes. Sei que é difícil acreditarem quando, como eu próprio o disse, nenhum dos dois era peco, até sabíamos fazer rápidas contas de cabeça. Sim, sei que fomos infractores dos códigos de cidadania geral e os das respectivas corporações em especial, celebrando um ato que devia ser punido - o que eu confesso (ele, não sei, abandonei-o logo a seguir à nossa fugaz, apesar de intensa, união de facto). Porém, apesar de tantas provas incriminatórias, sinto - hoje e depois dos escândalos fute-jurídicos referidos acima - que o meu ato não pode ser confundido com essas práticas.
Desde logo, é importante ter em conta que é próprio do homem misturar a realidade que testemunhou. O acontecimento que aqui me traz passou a ser conhecido como a "mão de Vata." Mas é só mania, igual à das metáforas clássicas de recorrer à morfologia humana, tipo "calcanhar de Aquiles", etc. Desde aquela noite de 1990 - minto, desde que tive oportunidade, graças às tais invenções da internet e do YouTube, de passar noites a expiar a minha culpa com repetições e repetições daquele minuto 83 - comecei a pôr em causa Homero e Eurípedes, naquele pormenor de o "calcanhar" ser a única parte vulnerável de Aquiles. Porque não o menisco, que era também a única parte vulnerável de Eusébio?
O facto é que a "mão de Vata" - que passa por ser a metáfora da felicidade conseguida por um crime - é uma inverdade histórica! Isso eu vi e revi. A bola saída do cocuruto de Magnusson foi bater no braço, no cotovelo ou no antebraço de Vata, um deles (é o que sugerem as imagens), e daí partiu para o golo que celebrei. Não que seja menos crime: bater no músculo coracobraquial, junto à omoplata, ou bater na ponta do dedo médio é igual - invalida o golo. Mas o facto é este: na "mão de Vata" não foi. Quero eu dizer: não posso em consciência acusar-me de cumplicidade porque o futebol são também acasos que nos ofuscam.
Partindo desse pressuposto, o meu gesto não é o mesmo de mancomunar, combinar, conluiar resultados, a frio e com e-mails. Os meus gritos, os meus abraços, a minha alegria autêntica foi por um golo. No momento, celebrei a magia de um herói meu, como celebrei outras magias que o futebol me tem dado. A elegância de José Águas, a potência de Eusébio, o mandar de Coluna, a energia organizada de Cristiano Ronaldo, o maravilhosamente atrapalhado e legítimo golo do Eder, a atrapalhação que deu em golo, afinal faltoso, de Vata, o ver o outro, o adversário, George Best, quando ninguém ainda o conhecia, a encher a minha casa de beleza e de choros convulsivos à minha volta (levámos 5-1, na Luz), o futebol, dizia eu, prega-nos partidas, sortes e azares - e é tão bom. E, sim, é fácil de confessar quando nos abraçamos e gritamos por um engano, porque isso não traz vergonha.
Outra coisa é outra coisa. Isso de que agora se fala precisa de ser investigado. E, a ser provado, não se reclamem dos meus gritos de alegria como cúmplices - são exactamente o oposto."

Mais uma vez... doping (no desporto profissional)

"A preocupação com o doping no desporto profissional é pura hipocrisia. E, certos casos, com acompanhamento médico, até pode ser bom para a saúde do atleta

Polícias científicas de todo o mundo, “civilizado”, analisam “canos de esgoto” de prédios de bairros e têm encontrado substâncias psicotrópicas, cocaína, etc... etc..., e, quando querem, através do “A.D.N.”, até chegam a identificar pessoas.
A questão aqui a tratar é muito simples: trata-se de hipocrisia, cinismo e protecção de interesses vários.
Um atleta profissional, é hoje, o que era, na antiguidade, um gladiador.
As “marcas”, os tempos, as distâncias, as “cargas”, são hoje de tal teor, que a prática de qualquer modalidade profissional, de alta competição, não é recomendável, e a curto prazo, conduz à incapacidade e à morte.
Qualquer médico, sério, de medicina desportiva, sabe isto, mas, a sociedade continua a ser enganada com esta questão do “doping”.
Correr 100 metros em “10 segundos” não tonifica o coração, dá é cabo dele. Levantar 4 vezes o peso da própria pessoa (70kgx4=280kg) não dá “saúde” à coluna vertebral de um ser humano, etc... etc... 
Que as autoridades de Saúde Pública se preocupem com o uso de drogas, e não de doping, nas escolas, (Liceus e Faculdades), estamos inteiramente de acordo, e é uma despesa que representa um investimento na juventude e, de certo modo, a preservação de um futuro, sem drogas!
Mas a preocupação com doping, no Desporto Profissional, é pura hipocrisia. Então por que não controlam os trabalhadores da Auto-Europa, quando fumam 4 maços de tabaco, por dia, e tomam 6 cafés???
É que isso é doping, e então? E nas Escolas controlam a “urina” dos alunos, todos os meses?As Federações Desportivas têm que destrinçar entre desporto amador e desporto profissional, e têm que separar as águas.
E não venham falar na pureza do “Espírito Olímpico” e em outras “tretas”, pois até o Barão de Coubertin dizia que “os jogos não eram para dar saúde a ninguém” ... .
E hoje são só para profissionais, pagos ao preço do “ouro”, e são iguais a qualquer artista de circo, que também ninguém controla.
Impediram a Rússia de participar nos Jogos Olímpicos, em atletismo, sob pretexto que o Estado consente no ”doping” dos seus atletas, é pois a altura própria para propor , mais uma vez, que se acabe com a farsa do controlo do “doping” para o Desporto Profissional.
É que, em certos casos, e com acompanhamento médico, até pode ser bom para a saúde do atleta, certas substâncias que evitem atingir a exaustão, no quadro do “Síndrome Geral de Adaptação”, com as suas cinco fases.
Sejamos sérios e tratemos, com seriedade o que é sério e não destorçam a realidade; quem precisa de ser controlado contra a droga, são todos os alunos das Escolas Secundárias e Faculdades, isso é investir no futuro do País, controlar o “Doping” dos profissionais é só proteger um “negócio” instiuido, mas sem sentido.
É que quem tem poder para decidir tem que ter conhecimento, coragem e colocar os interesses da Grei acima dos interesses de grupos instalados com negócios que tentam sobreviver apelando a uma falsa moral e invocando a protecção da saúde que a própria actividade destrói sem que com isso ninguém se preocupe!
É aqui que o Ministério da Educação tem uma palavra a dizer!!!"

Benfiquismo (DI)

Casamento !!!

Alvorada... com Afonso de Melo

Aquecimento... Futebol, e o resto...!!!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

'Mails', videoárbitro e o artigo 140.º A (ou só como o Benfica os preocupa)

"Com toda esta guerra o Benfica vai ter um enorme aliado no... videoárbitro

, no mundo da comunicação (e, por força dos muitos anos passados por lá, ... na política) uma expressão inglesa, a silly season – e aqui recorro, de forma simplista, às definições da net – que ... designa o período do ano de menor intensidade informativa nos media, geralmente o período de verão (que pode ser traduzida por estação ridícula) período durante o qual os critérios de selecção jornalísticos tornam-se mais flexíveis, passando a considerar como relevantes assuntos que, geralmente, não constituiriam objecto de notícia.
Isto explicará muita coisa, não acham …. 
Silly Season … estação nossa, ridículos os outros …

Palavras de outros ... para explicar o que já todos percebemos
Não sei a quem a José Marinho se referia, numa das suas últimas publicações, sobre o caso que - ao que parece - pôs o País do Futebol a discutir privacidade e pedidos!
Repetindo o que aqui fiz há uns dias, volto a citar quem cita, porque a citação é perfeita:
«Continuo a preferir não me dar ao trabalho de escrever algo que tão bem está a ser explicado por outros:
Esta primeira página [confesso que os jornais "da corda" fazem tantas com a mesma notícia que já não sei a qual se refere, embora o conteúdo seja sempre o mesmo] tem um mérito.
É reveladora para todos aqueles que conhecem o assalto que se anda a preparar por detrás da cortina. 
Um assalto que envolve um clube, vários meios de comunicação social que lhe são afectos, alguns antigos árbitros a que esses meios dão guarida e mais alguns personagens de baixo relevo.
Uma estratégia que tende a obrigar o presidente da Comissão de Arbitragem a tomar medidas.
E que medidas são essas?
Afastar árbitros que esse clube considera que não são influenciáveis pela sua habitual teia de controladores e principalmente levar Fontelas Gomes a corrigir a sua primeira decisão de não aceitar a curiosa insistência de Pedro Proença de colocar antigos senhores do apito ao serviço do videoárbitro.
Apesar da insistência de Pedro Proença, a decisão da FPF é a de colocar árbitros de segunda categoria a regular a nova tecnologia.
Mas a estratégia está montada e nem é preciso recorrer à pirataria informática para a denunciar.
Basta falar com Fortunato Azevedo, um dos especialistas que o jornal O Jogo usa para chegar à curiosa conclusão de favorecimento do Benfica pelo grupo dos oito que, pelas ruas e cafés de Braga, há várias semanas assegura que estavam identificados os árbitros benfiquistas, que eles já tremiam e que a estratégia seria correr com todos eles e tomar de assalto a arbitragem.
De novo.
Porque, a bem dizer, todo este esforço não corre no sentido de punir o Benfica com algo que não existe mas sim o de assaltar um poder que consideram, como sempre consideraram, decisivo para a recuperação da hegemonia do futebol português.
E para isso acontecer, montaram uma estratégia que começa a estar à vista de todos.
Usando um presidente da Liga, recorrendo a alianças com outros clubes, pirateando e-mails para criar um efeito de diversão e finalmente tomar de assalto a arbitragem, recorrendo a velhas amizades de antigos árbitros cirurgicamente colocados em meios de comunicação editorialmente controlados.
No fundo...é isto.
(By José Marinho, in Facebook
Até pode ser uma posição que, embora esteja assinada por José Marinho, não seja de ... José Marinho ... tantas e tão frequentes são as hipóteses de falsificação e de usurpação de identidades de perfis, neste mundo em que tudo é volátil ...
Mas presumindo ser dele (o artigo que não o texto inicial) nada melhor, como ele diz, ... "continuo a preferir não me dar ao trabalho de escrever algo que tão bem está a ser explicado por outros"!!!

O videoárbitro contra a Santa Aliança
Ora, com toda esta guerra, o Benfica vai ter um aliado enorme no … vídeo árbitro! Não que tire uma palavra ao que aqui escrevi há duas semanas.
Nem uma palavra, mantendo, ipsis verbis, o que acho do vídeo árbitro, num artigo em que segui, de muito perto, a opinião de Paulo Garcia.
Mas, com toda esta pressão, com toda esta guerra dos mails e dos seus hipotéticos sinais, o que pretendia o Porto?
Nada mais nada menos que condicionar as arbitragens, já que, por imposição da UEFA, equipa é coisa que … não irão ter.
Pois esse é o objectivo de quem anda com estas coisas.
Ora, o vídeo árbitro, afinal, vai impedir que a pressão junto dos árbitros resulte, porque, querendo parecer mais papistas que o Papa, ao não apitar casos flagrantes, de forma a prejudicar, directa ou indirectamente, o Benfica, e a beneficiar, directa ou indirectamente, o Porto (e, por arrastamento, o Sporting), os árbitros serão confrontados com as imagens de quem, cá de cima, não pode deixar de ver o óbvio.
Ou seja, tudo isto teria alguma utilidade, não fosse o vídeo árbitro …
Até porque – depois dir-me-ão – que nunca por nunca um árbitro de campo irá contrariar a indicação de quem está a ver o jogo … na televisão!
O que prova que nem sempre ter razão é o que melhor serve os nossos interesses!
A não ser que passemos a ter a classificação da Liga, da Liga da Verdade e … da Liga da Verdade do Vídeo Árbitro!!!

Palavras minhas ... Para explicar o que não precisa de explicação
1 ano, o mundo do futebol foi moralizado com a introdução de uma norma … para me afastar da televisão. A mim, passe a imodéstia! O famoso artigo 140.º A do Regulamento Disciplinar da Liga. E, para que não restem dúvidas, … sem culpa de Pedro Proença! Que foi o autor material – como lhe pediram – mas não foi o autor moral dessa norma! Nem ele nem Luís Filipe Vieira que, internamente, na estrutura do Benfica, sempre se bateu para que a norma não fosse respeitada, tão absurda era a sua génese, a sua formulação e a sua legitimidade! Mas, para já, o que interessa é que não conseguiram o que queriam. Mas – tão grande era o ridículo – que acabaram por a revogar! Um obrigado à SIC, pelo que se bateu contra esse abuso – em nome de princípios e da liberdade de imprensa – e de todos os que consideraram – muito especialmente aqui em A Bola – essa norma, no mínimo, … imoral! Um dia contarei a história desse artigo! Um dia …

E do Canelas, Futebol Clube ... do Porto ... Ninguém diz nada???
para que nada nem ninguém lá daquelas bandas julgue que o barulho faz com que esqueçam os nossos podres … na Federação ninguém quer saber do Canelas, Futebol Clube … do Porto? Com investidor chinês interessado e tudo … pois então!!! Da Associação já sabíamos que ninguém quereria saber! Agora da FPF, … também não???"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Juvenis - 9.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 0 Braga


Campeonato mal perdido, a 'roubalheira' no Benfica-Sporting, acabou por ser decisivo... Mesmo assim, foi notório um abaixamento de forma de alguns jogadores, neste final de época, principalmente após os compromissos das Selecções...
Agora, ainda falta uma jornada... em Alcochete e é para ganhar!



PS: Gostei de ver esta tarde na BTV na Gimnáguia...!!!

Fake News IV

"Sabem o que é mais engraçado dos emails..? É que nota do árbitro Manuel Mota não foi modificada - e ainda bem - o filho do Adão Mendes não foi promovido e o Nuno Cabral deixou de ser delegado da Liga. Este polvo é muito fraquinho.
E Luís Filipe Vieira foi mais vezes castigado no mandato de Mário Figueiredo do que no mandato de qualquer outro presidente da Liga."


"De 2013 a 2017:
Sporting 40 penaltys, 15 com o jogo empatado.
Porto 35 penaltys, 18 com o jogo empatado.
Benfica 27 penaltys, 7 com o jogo empatado."


"Os últimos 4 campeonatos (Minutos em superioridade numérica) :
Sporting - 628'
Porto - 456'
Benfica - 368' "

Profeta do Benfica, in Twitter

"O jornal O Jogo foi escutar o senhor Carlos Coutada para traçar um perfil de Adão Mendes.Disse o ex-dirigente da FPF que afastou o ex-árbitro da Associação de Futebol de Braga porque queria mais transparência. Assim tipo Fortunato Azevedo que agora, por sinal, é um dos árbitros do fantástico tribunal do jornal O Jogo. O curioso é que o jornal O Jogo podia ter poupado nos custos e se queria falar com alguém que pudesse ter uma opinião bem fundamentada sobre Adão Mendes podia ter ouvido o líder dos Super Dragões ou repescado aquela singela parte de um comunicado da claque onde se elogia a competência de Adão Mendes. Sobre Carlos Coutada...um antigo presidente da Associação de Futebol de Braga, no tempo em que as Associações punham e dispunham e principalmente controlavam a arbitragem na Federação. O tempo dos chitos, dos quinhentinhos, das jarras e outras manifestações da mais pura transparência."






Basicamente é isto!!! A manipulação descarada continua, o aproveitamento nojento por causa das audiências continua... Tudo, porque os Corruptos estão à beira de 'rebentarem', os Lagartos são sempre Lagartos... e assim, o grupinho da Global Notícias implementou a política de terra queimada, tentando denegrir tudo e todos... tentando afastar patrocinadores, e adeptos...!!!
Tudo em cima de um não facto!!!

Só três notas:
- a semana passada depois da divulgação manipulada na TV, publicaram na integra os tais e-mails! Como foram facilmente desmontados, este semana, mudaram de estratégia: só publicaram 'partes' dos ditos e-mails, envolvendo o Paulo Gonçalves... porque sabiam que com o mínimo de contexto, tudo seria absolutamente normal...!!!

- aliás o desespero é tanto, que Mário Figueiredo (ex-Presidente da Liga), respondeu, explicou que a comunicação com Paulo Gonçalves foi 'normal', que as frases foram descontextualizadas... e ainda acrescentou que os Corruptos estavam habituados a beneficiar de favores criminosos, e quando começaram a ser tratados, como todos os outros, não gostaram...!!! Mesmo assim, o Nojo ainda conseguiu manipular a resposta de Mário Figueiredo e publicou em 1.ª página, com um título, mentiroso, insinuando que o ex-presidente da Liga, corroborava as acusações pifías !!!

- já agora, será que o CD abriu um processo de inquérito às palavras do Presidente dos Lagartos, que acreditando nas suas palavras, na famosa gravação da 'Puta da Gala', afirma que basta um telefonema da África da Sul e muda tudo???!!!!!

A VAR vamos

"Nas suas inteligentes e humoradas asserções, Dalai-Lima (não confundir com Dalai-Lama) escreveu, há dias: «Vídeo-árbitro em todos os jogos já para o ano pode lançar 3000 comentadores televisivos no desemprego».
Será mesmo assim? Não que não haja quase 3000 comentadores desportivos (melhor, futebolísticos), nos quais me incluo através da Bola TV, considerando que alguns se reproduzem à velocidade dos girinos. Mas, quanto ao despedimento por causa do vídeo-árbitro (em apalermado acrónimo é o VAR, lido em certas partes do país como BAR), permito-me, com a devida vénia, discordar.
Acho até que o tempo de alguns programas dedicados ao futebol, perdão à arbitragem, vai ficar mais enriquecido com este novo protagonista arbitral. Passamos a ter, o árbitro de campo, os dois árbitros assistentes, o 4.º árbitro, as múmias paralíticas da linha de fundo nas provas europeias e agora o tal de VAR. Vai ser um fartote.
Haverá menos casos para esmiuçar até ao tutano? Tirando aspectos de pura geografia campal e de cartolina, não sei, confesso. De uma coisa, porém, estou certo. A confusão vai continuar e a subjectividade imperará entre os mais acérrimos defensores de causas perdidas. É que sempre haverá casos onde a dúvida não se esvanece, por exemplo, quanto a dois factores não mensuráveis: a intencionalidade e a intensidade. A não ser que os canais televisivos se minuciem com aparelhagem sofisticada e polígrafos ultra-sensíveis. Lá teremos que gramar as suspeitas sobre os vários VAR e juízos infalíveis de contumazes CAR (comentador-árbitro). Já dizia Lampedusa: é preciso que algo mude para que tudo fique (quase) na mesma...
A VAR vamos!"

Bagão Félix, in A Bola

Um crime secular de lesa-futebol

"Em doses cuidadosamente medicinais, o director de comunicação do FC Porto tem vindo a público revelar o teor exacto de alguns supostos e-mails que teriam sido trocados entre figuras ligadas ao Benfica e ao seu presidente. Segundo a tese portista, essa correspondência prova a capacidade de influenciar árbitros, classificações dos mesmos e até nomeações, por parte do Benfica.
De factos:
1 - o director de comunicação do FC Porto tornou pública suposta correspondência privada;
2 - dessa acção resultaram indícios de que o Benfica estaria a influenciar a arbitragem com intuito de conseguir favorecimentos ilícitos;
3 - O Benfica reagiu dizendo que foram cometidos vários crimes no Porto Canal, por parte do director de comunicação do FC Porto, no âmbito informático e da falsificação;
4 - o referido director de comunicação anunciou que continuará a divulgar e-mails comprometedoras.
Análise:
1 - Caso fosse reconhecidamente um assunto com peso jurídico, o FC Porto nunca o deveria ter tornado conhecido, antes de o denunciar ao Ministério Público para completa investigação em condições de secretismo;
2 - É verdade que pelo actual código penal incorre em crime quem viola, devassa e divulga correspondência particular, mesmo que electrónica;
3 - Mesmo assim, o assunto deve ser séria e competentemente investigado pelas entidades competentes;
4 - A luta pela influência dos grandes clubes portugueses na arbitragem existe mesmo. É, aliás, um crime secular de lesa-futebol português."

Vítor Serpa, in A Bola

PS: Extraordinário, como é que o director da Bola considera 'um facto', que os e-mails contêm 'indícios... de favorecimentos ilícitos'!!!!
Onde?!!
Como é que uma conversa de preparação para o debate televisivo... e uma série de pedidos, não correspondidos, por parte de pessoas 'insignificantes', podem ser considerados 'indícios' de alguma coisa?!!!

Benfiquismo (D)

Minuto de silêncio,
em memória do grande
Jorge Perestrelo...

Já agora, o jogo:
Penafiel - Benfica, 2004/05,
foi uma das maiores roubalheiras
dos últimos tempos...
'patrocinada' pelo Proença!!!

Lanças... Pior é mesmo (im)possível !!!

Krovinovic

É oficial, Krovinovic é jogador do Benfica.
Aquele que terá sido o jogador revelação da Liga 2016/17, provavelmente o melhor jogador da competição, 'fora os grandes'!!!
É jovem, é Croata e é talentoso...
Talvez devido à sua nacionalidade, poderemos comparar com o Modric!!! Joga mais ou menos na mesma posição... tem um 'controlo de bola' muito bom... Agora, a minha dúvida é se será capaz de se adaptar ao 'modelo' do Benfica! (sim, espero, desejo... desesperadamente, que o Mister decida, manter o 442!!!).
Se me tivessem dito que o Modric, do Tottenham, jogaria no Real Madrid na posição que joga hoje, eu chamaria-os 'malucos'!!! Mas acabou por se adaptar...
Pelas palavras do próprio jogador, elogiando o Pizzi, e pelas declarações de alguns 'amigos', parece-me mesmo, que o objectivo será apostar na posição '8' (tal como o Pizzi fez...), vamos ver como é que o Krovi vai adaptar-se às funções defensivas da posição '8'!
Sendo que também poderá jogar como falso extremo direito, tal como o Pizzi já o fez!!! Já como 'segundo avançado' não me parece que tenha as características necessárias!
Uma última nota: é jogador que ocupa espaços idênticos aos do João Carvalho...!!! Mas se no caso do Krovi, acredito numa adaptação a '8', no caso do Joãozinho acho muito mais complicado...!!!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Obrigado, Liverpool!

"Vivemos num tempo manietado pelo efémero, fugaz, repentino, vulgar, acessório. As notícias, em geral, e as redes sociais reflectem esse lado dito mais mediático, mas também mais descartável das pessoas, instituições e sociedades. Talvez pelo cansaço a que me leva este modo de se dar mais relevo ao que não tem importância face ao que transporta mais significado, gosto de parar e pensar em notícias, ainda que escassas, assinalando que ainda há princípios e atitudes a reter.
Vem isto a propósito do que li em A Bola de quinta-feira, 8 de Junho. Com o título Liverpool pode desculpa, conta-se a situação gerada à volta de um central holandês do Southampton Virgil Van Dijk. É que o Liverpool assediou o referido jogador sem, previamente, ter feito qualquer contacto com o seu actual clube, ao qual está contratualmente vinculado até 2022. «Pedimos desculpa ao dono, direcção e adeptos do Southamptom por qualquer mal-entendido acerca de Van Dijk. Respeitamos a posição deste clube e podemos confirmar que terminou qualquer interesse ao jogador», assim a Liverpool emendou em comunicado a sua anterior atitude, ética e contratualmente incorrecta. Isto foi em Inglaterra. Como lá foi, por exemplo, há anos, o pedido do Arsenal para repetir um jogo que havia ganho com um golo ilegal.
E por cá? É o que se vê e prevê. Com jogos e jogadores e treinadores. Sem se perceber que, a prazo, todos perdem. Para lá da competição dura e sem tréguas dentro das quatro linhas, há linhas vermelhas que não se devem ultrapassar. Não só as que estão previstas na lei e nos regulamentos, mas sobretudo no plano ético e negocial."

Bagão Félix, in A Bola

Fake News III

Vamos ter que encontrar um substituto !!!

"A Associação Chapecoense de Futebol, entidade desportiva, pela presente, comunica, infelizmente, o cancelamento da partida amistosa entre as equipes de futebol da Associação Chapecoense de Futebol e o Sport Lisboa e Benfica, que seria realizada na data de 22 de Julho de 2017, na cidade de Lisboa, Portugal, “Taça Eusébio Cup”, pois, atendendo o estabelecido na Cláusula Terceira, 3.2, letra “h”, do contrato firmado, solicitou autorização a CBF, contudo, conforme documento em anexo, esta expressou que devido à existência de jogos oficiais do Campeonato Brasileiro e Copa Sulamericana, não ser possível a transferência de datas, por isso indeferiu a autorização, o que impossibilita a realização da partida amistosa.
Chapecó, 13 de Junho de 2017"

A Dama de Caxias

"1. A previsão para o clima do futebol português aponta para um claro desanuviamento a partir de domingo, por força de uma frente vinda da Rússia. Pode parecer estranho que país por norma gélido traga bom tempo aqui a este cantinho. Mas não é. Entre em acção a Dama de Caxias - localidade que nos últimos tempos acolheu a sede da FPF - a Excelentíssima Senhora Selecção Nacional na Taça das Confederações. A Dama está casada há muito com D. Cristiano, o Vitorioso, um rei quase incontestável que apenas encontra resistência em quem teima fazer uso constante da última palavra dos Lusíadas. Não se lembra qual é? Inveja.
Às vezes ainda tentam pisar os calos à Dama de Caxias quando esta não chama para a ajudar um ou outro elemento de uma determinada facção, mas passa depressa. No entanto, pelo menos por uns tempos vai deixar de se ouvir falar de cigarros eletrónicos, e-mails, padres, Salazar - que infelicidade -, vouchers, árbitros, demissões; amores e desamores e acólitos acéfalos.
Porém, a avaliação final o bom ou o mau - por parte dos talibãs dos diversos regimes estará sempre dependente do resultado final na prova. Valha-nos o facto de a Dama continuar a dançar independentemente de haver ruído de bombo ou música clássica a tocar.

2. Há muitos anos alguém me disse que o melhor do futebol era a bola. Perguntei porquê. A resposta: é a única que não fala. O excesso de conversa talvez seja mesmo dos maiores problemas do futebol português. Acredito que na Assembleia Geral da Liga se tenha falado imenso. Mas não havia nada mais interessante para propor do que a proibição de cigarros electrónicos nas zonas técnicas ou a autorização para que os dirigentes possam participar em programas televisivas? E que tal discutir fórmulas para aumentar a competitividade do futebol nacional? Talvez não fosse mal pensado, digo eu..."

Hugo Forte, in A Bola

PS: Duas notas:
- continua o discurso politicamente correcto, de meter todos no mesmo saco... onde estão os 'talibãs' do Benfica, que inventam as teorias de conspiração difamatórias sobre os outros?!
- curioso toda esta 'inquietação' com os cigarros electrónicos, o ano passado aprovou-se a regra contra os comentadores televisivos (inconstitucional...) e ninguém ficou escandalizado... Este ano, foram dezenas as medidas propostas 'contra' o Benfica, tanto pelo Sporting, como pelos Corruptos, umas aprovadas outras desaprovadas... o Benfica responde com UMA medida 'anti-Lagartada', e é o fim do mundo...!!!

O outro lado do planeta do futebol

"A justiça espanhola decidiu acusar Cristiano Ronaldo num processo de alegada fuga ao fisco, semelhante àqueles em que outros jogadores, nomeadamente Messi e Neymar, já estiveram envolvidos. O veredicto final, esgotadas todas as instâncias, será, um dia destes conhecido, dando razão ou sentenciado CR7. Porém, há danos de imagem que são indeléveis e que, em casos futuros, com outros jogadores de nomeada, devem receber uma ponderação diversa. A páginas tantas não valerá a pena correr qualquer risco, mesmo que exista uma presunção razoável de legalidade na via escolhida para lidar com a fiscalidade.
Mas, ainda no futebol fora das quatro linhas, valerá a pena assinalar a intervenção importante de Pep Guardiola, enquanto porta-voz do movimento independentista da Catalunha. A visibilidade interna e o reconhecimento internacional de um dos melhores treinadores do mundo juntam-se a uma campanha que pode redefinir o mapa da Península Ibérica; e um dos grandes apoiantes dessa demanda por uma Catalunha independente é o Barcelona, que abandonou a neutralidade política habitual nos clubes desportivos e aceitou ser ponta-da-lança na luta que está na rua.
Mas há mais: os Golden Stade Warriors, vencedores da NBA em 2017 e uma das melhores equipas da história do basquetebol, fizeram saber que não se deslocariam à Casa Branca para a habitual recepção do Presidente dos Estados Unidos aos campeões. Uma declaração política fortíssima!

PS - Por falar em declarações políticas: o fait-divers dos cigarros electrónicos, na última AG da Liga só pode ser visto como um aviso à navegação..."

José Manuel Delgado, in A Bola

‘Super-Humans’

" "Trabalhamos até ao osso. Suamos até não conseguirmos sequer abrir os olhos. Puxamos por nós até à exaustão, mesmo quando o nosso corpo nos diz para parar. Arranhamo-nos, cortamo-nos, queimamo-nos, lesionamo-nos e... sob a total exaustão, o que fazemos? Limpamos as nossas feridas, colocamos gelo, colocamos ligaduras, tomamos um analgésico e... voltamos a treinar. Todos os dias nos inspiramos a sermos ainda melhores... nas competências que possuímos e nas que queremos aprender. Todos os dias puxamos por nós próprios, e pelos nossos colegas, não para ser "bons" mas, para sermos extraordinários. Para sermos incríveis."
Hannah Brady, performer
Nos últimos dias, a imprensa tem sido inundada com mais um "feito português". Desta feita, o nome de Hugo Soares Martins, que lançou as qualidades dos performers portugueses no panorama mundial, na área da Direção Artística, ao tornar-se o primeiro Diretor Artístico português, da renomada companhia Cirque do Soleil, mais precisamente no espetáculo "Toruk" (entrevista AQUI).
Uma vez mais, e à semelhança do que se escreve acerca das pessoas que realizam feitos extraordinários, fica a faltar, de facto, o "outro lado" da entrevista ou, por outras palavras, a identificação clara de todos os sacrifícios diários (pessoais e profissionais) que este tipo de performers (no caso, da área artística mas, de igual forma, em tantas outras áreas, como tenho vindo a referir ao longo de diferentes artigos) fazem e que, todos nós (aqueles que gosto de chamar carinhosamente de "normalecos") somos incapazes sequer de considerar.
Por esta razão, gosto tanto do texto que transcrevi inicialmente que, de alguma forma, nos permite vislumbrar o quotidiano destas pessoas.
De facto, este tipo de performers agarra o seu percurso profissional, com uma espécie de inevitibilidade, numa lógica de missão - se falarmos com eles, um dos aspectos mais diferenciadores é que, na realidade, na sua cabeça não há sequer "outra opção" do que "ser aquilo"/"escolher aquilo" e, por essa razão, Todas as escolhas diárias, bem ou mal decididas, são sempre na direcção do sonho que se pretende vir um dia a vivenciar.
Não porque se quer ser "o melhor", ou ser "visto por milhares" mas porque, inevitavelmente, se quer participar "daquele show" (seja ele um campeonato do mundo, uns Jogos Olímpicos, uma companhia de teatro, ou qualquer outro...).
Entenda-se: "daquele" quer dizer que é "aquele" e não qualquer um outro.
Por esta razão, Existe propósito e direcção nas suas acções.
Por esta razão, e quando esta espécie de paixão (para muitos quase "obsessão") se cruza com capacidade de resistência à frustração e de sacrifício, muitas vezes, o propósito alcança-se.
A entrevista agora lançada, sob o formato vídeo (que aconselho a ver no link supra citado) e escrito, evidencia uma história quase "hollywoodesca" de alguém que, perseguindo um sonho, alcançado aos 41 anos de idade, chega até a abdicar de uma carreira com um "conforto de sonho" (de piloto de aviação comercial) para se dedicar a um propósito e deixa-nos, a todos, com a vontade de, quem sabe, seguir os próprios sonhos.
Contudo, este mesmo material biográfico, não evidencia ao grande público, as dores "físicas" sofridas numa carreira de atleta, escolhida numa modalidade tão pouco apoiada em Portugal (Ginástica Artística) e que foi abraçada anos a fio, 6h por dia, em treinos bi-diários para representar Portugal. 
Não evidencia, de igual forma, a angústia diária transportada numa escolha, muitas vezes caracterizada pelo meio por ser quase irracional, de trocar o conforto de uma carreira segura pela dedicação em exclusivo às Artes - uma angústia de quem teme pela sua própria subsistência e pela subsistência das pessoas que escolheu dirigir - como aconteceu, por exemplo, com a companhia Lisboa Ballet Contemporâneo, a qual foi totalmente financiada por si, por acreditar que, em Portugal e com Portugueses, seria possível criar uma companhia de Excelência (que viria, na realidade, a encher as salas de espectáculo, com projectos de Dança novamente).
De facto, longe do olhar de todos, fica o verdadeiro lado humano desta história:
o lado onde se instala o medo, a insegurança, onde se falha e, ainda assim, se prossegue.
E, sim, esta é a verdadeira mensagem que estes performers passam a todos nós nas "entrelinhas":
O medo existe, a insegurança faz parte, o erro também e, acima de tudo, o que nos diferencia é a nossa capacidade em prosseguir.
"(...) Todos os dias puxamos por nós próprios, e pelos nossos colegas, não para ser "bons" mas, para sermos extraordinários. Para sermos incríveis."
Exemplos vivos como este, existem nas mais diferentes áreas, às vezes, mesmo ao nosso lado... e, que seria de nós (políticos, empresas e sociedade em geral) se agarrássemos, com igual "obstinação", este propósito de vida?
Seríamos enormes, sem dúvida."

Alvorada... com o Rola

Benfiquismo (CDXCIX)

Luz para a Luz !!!

105x68... fumaça !!!

Dos pecados e dos árbitros

"De uma forma ou de outra, o que os clubes procuram é seduzir os homens do apito, por vezes empurrando-os para o pecado, não o fazem é da mesma forma.

Os árbitros são humanos, erram e talvez até errem menos do que os avançados na cara do golo. Mas a humidade dos árbitros não se esgota na propensão ao erro: são um grupo corporativo, que reage às críticas com mecanismos típicos de auto-defesa de classe. Talvez seja por isso que os clubes perceberam que, para vencer, não serve de muito criticar as arbitragens. Esta ambição tem tido consequências: de uma forma ou outra, o que os clubes procuram é seduzir os homens do apito, por vezes empurrando-se para o pecado. Não o fazem é da mesma forma.
O Porto tem um histórico sólido de estimular a gula entre os árbitros. Bem sei que, na hierarquia pecaminosa, não se trata de um dos pecados mais graves, mas o desejo insaciável de comida e bebida encontra reminiscências na tradição de agraciar árbitros com 'café com leite' e esta era, de facto, proibida. Mas são práticas que estão distantes da virtude da temperança. Desde Dante que é sabido que quem cede à gula está condenado a perceber atolado em lama espessa. Pior mesmo, talvez seja a luxúria. Esse desejo passional pelo prazer corporal, que nem com 'conselhos matrimoniais' de um Papa pode ser redimido e que sentencia a turbilhões eternos, no vale dos ventos.
O Sporting vive amarrado à inveja. Um desejo exagerado por tudo o que os outros têm. Consumido por este pecado, o clube secundariza o trabalho que deve ser feito para garantir vitórias e procura encontrar justificações para os seus insucessos, também, nos árbitros. Mas desde o início, do livro de 'Génesis', quando Caim matou Abel, que ficou claro que Deus não protege os que se movem a inveja. A asserção é controversa, mas o destino de Caim foi o Leste do Paraíso, um lugar de derrotas.
O Benfica não está livre de pecados. Bem pelo contrário, incorre na soberba, uma propensão para se julgar superior aos outros. os elogios aos árbitros, promovendo o orgulho da classe, podem ser vistos como uma forma inteligente, mas também, por vezes, ostensiva de arrogância. Escolhe-se aqueles que devem ser elogiados e espera-se que a vaidade humana faça o resto. São caminhos que se podem revelar sinuosos.
Como benfiquista confesso, arrisco um conselho: apenas a humildade é capaz de contrariar a soberba. Para continuarmos nesta senda vitoriosa, devemos abandonar a ostentação (as vitórias passadas), agir com simplicidade e cultivar as virtudes. Temos de resistir à propensão ao pecado arbitral no meio de nós.

Nota: o Benfica conquistou o seu 27.ª campeonato de basquetebol. Carlos Lisboa esteve envolvido em 17 destes títulos: como jogador, director e agora treinador. Neste ano de tripleta, acompanhado por um coro de críticas, é caso para dizer que o campeonato foi mesmo do Carlos Lisboa, com muito mérito."

Acabar em grande

"O ruído vai sobrevivendo à custa de pequenas novelas que vão alimentando o quotidiano

Estamos quase no Verão. Estão 30.º C e a maioria dos jogadores, técnicos, árbitros e dirigentes goza de um merecido período de férias. Supostamente este é tempo para recarregar baterias e para preparar o futuro.
No entanto, ainda que em meados de Junho, o ruído não acabou. Pelo contrário. Ele vai sobrevivendo há custa de pequenas novelas que vão alimentando o nosso quotidiano, agora numa fase mais carente de notícias bombásticas.
Nessa matéria, pode-se dizer que estas últimas semanas foram produtivas.
O que não falta por aí é gasolina para a fogueira. Alguns litros lançados de forma mais estratégica e ponderada, outros por manifesta incapacidade de controlar emoções e raivas acumuladas e ainda so quantos atirados sem maldade. De forma quase infantil. Como se fosse possível alguém esquecer-se que, neste mundo de potenciais pirómanos, qualquer palito não fosse confundido com um fósforo.
Em resumo: o «diz que disse, diz que fez, diz que não disse e diz que não fez» anda por aí. De novo.
Digam-me uma coisa: já não estão fartos destes filmes? Que gente é esta que se orgulha patrioticamente dos nossos grandes méritos desportivos e, ao mesmo tempo, consegue lançar a confusão interna, com rumores, intrigas e especulações permanentes?
É que isto acontece recorrentemente. De todos os lados e quase todos os dias. E com o elevado patrocínio das redes sociais que são pródigas em fazer de uma não notícia o assunto mais falado da actualidade.
Será que há alguém com dois dedos de testa que ainda não percebeu que a maioria das pessoas está cansada de teorias de conspiração, de processos de vitimização, de manias de perseguição? Não estamos todos fartos deste ambiente negativo, destrutivo, que alimenta ódios e gera revoltas? É suposto ser assim, o futebol que todos gostamos?
O que vale é que a quantidade dilui a credibilidade. E às tantas já ninguém liga. Ninguém se importa se o que diz é verdade ou meia verdade, se é mentira ou meia mentira.
O que as pessoas normais querem e precisam é de paz, elevação e respeito. Se, de facto, há provas que indiciem a mais ínfima ilegalidade, por favor avancem! Apresentem-nas em sede própria e deixem que a justiça actue a direito, com rigor, transparência e celeridade!
Todos nós queremos e desejamos um mundo mais limpo e um desporto mais são!
Mas se é apenas mais fumo, se não evidências de crime, se nada existe de palpável, então tenham paciência mas não estraguem o jogo que paga o salário a tanta gente.
Repensem a vossa ética profissional, a vossa qualidade enquanto homens, enquanto chefes de família e pessoas sérias que são. Será que era mesmo isto que queriam fazer quando fossem grandes? Será que vale tudo para vencer?
Ainda não perceberam o efeito medonho que estão a criar nos adeptos mais susceptíveis? Os ódios, as ondas de violência verbal, o aumento exponencial da intolerância, da ameaça e do insulto gratuito? Sabem o poder que têm, por força do mediatismo que vos concedem? Sabem o impacto que têm numa franja significativa da opinião pública? Porque não usam de forma construtiva, positiva, diferenciadora? Com classe e brilhantismo?
Honestamente não entendo. Não entendo o que vos move fora do campo quando é lá dentro que se ganham os jogos.
Alimentar, quase diariamente, picardias não repõe o passado, não melhora o presente e não altera o futuro.
Sejam éticos. Sejam profissionais. Sejam superiores a pequenas vendettas.
Chega de darmos tiros nos pés. Chega de vomitar ressabiamentos sem sentido, de levantar suspeitas pouco concretas, de jogar ao gato e ao rato.
O futebol português precisa do vosso lado melhor. Do vosso carácter e da vossa competência. Não dessa sombra de coisa que não vos define.
«When the game is over, the game is over».
Podemos seguir em frente, por favor?"

Duarte Gomes, in A Bola