Últimas indefectivações

sábado, 30 de janeiro de 2016

Oito em Braga !!!

Braga 3 - 8 Benfica

Mais um jogo sempre controlado, mas com o Benfica a facilitar na defesa... Será muito importante, não dar abébias, para não dar motivação de graça aos nossos adversários. Se chegarmos às últimas jornadas com a vantagem actual, tudo será mais fácil...

Vitória em Benavente

Benavente 23 - 40 Benfica
(11-17)

Festa da Taça em Benavente, com o nosso júnior Miguel Xavier, ex-Benavente, a ser o melhor marcador!!!
Estamos nos Quartos-de-final... Agora temos os decisivos jogos do Campeonato com o ABC e o Sporting.

Fácil

Benfica 83 - 65 Lusitânia
22-14, 20-12, 21-21, 20-18

Vitória fácil, com a diferença a fazer-se logo no início, principalmente no jogo interior.. e depois foi só gerir.
Espero que o Radic e o Andrade não tenham nenhum problema grave...

Ressaca agradável...

Guimarães 0 - 3 Benfica
17-25, 16-25, 22-25

Rotação, com a entrada do Ché, do André e do Oliveira, mas a equipa manteve a eficácia, e acabou por ganhar fácil... O último Set só durou um pouco mais, porque aparentemente o árbitro, não quis, acabar com o jogo mais cedo!!!!!!!!
Amanhã temos novo jogo... nas Caldas da Rainha.

Finalmente...

Oliveirense 1 - 2 Benfica B


Após quase dois meses, uma vitória... e tinha que ser desta forma: num batatal, a jogar com 10 durante mais de 40 minutos!!!
Entrámos bem no jogo, com um golo, na sequência de uma boa arrancada do Teixeira. Depois entrámos em modo de gestão, o que foi um erro, pois recuámos e fomos caindo nas armadilhas das picardias, dos discussões, das provocações... e dos Amarelos!
Ao intervalo era evidente que o Benfica não ia terminar com 11. E não foi preciso esperar muito para aparecer o Vermelho: em mais uma 'branca' do Lystcov! Expulsão e penalty. 1-1...
Mas curiosamente foi a partir daqui que jogámos melhor, voltámos a tomar conta do jogo, e fomos criando oportunidades... até que o Gilson, marcou um daqueles golos, num tiro de longe, mesmo na gaveta!!!
Nos últimos minutos foi aguentar... e desta vez, tudo correu bem!!!

O Gilson é um dos maus-amados da Formação do Benfica. Muitos julgam que as equipas de Futebol só precisam de 'brincas-na-areia'. Mas uma equipa equilibrada e vencedora, precisa de talento, mas também de capacidade física, poder de choque, recuperar bolas, rigor táctico... o Gilson tem tudo para se tornar num médio ao jeito do Danilo ou do William, só precisa de continuar a evoluir e na altura certa ter a oportunidade. Um dos melhores jogos do Teixeira esta época!!!
Gostei do 442, com os rapazes dos Balcãs lá na frente... o Saponic não marcou, mas mostrou bons pormenores... e não perdeu a cabeça, no meio daquelas constantes provocações irritantes!!!

O mais alto possível


"O Benfica cumpriu e vai agora discutir com o Sp. Braga a presença na final da Taça CTT. Se, eventualmente, o Benfica afastar este excelente Braga terá, no entanto, de recusar as pretensões do presidente da Liga, que quer a final em Macau. É conspiração! Agora que o Benfica - depois de muito penar - até parece recuperado das viagens da sua pré-temporada, querem-no mandar de ida e volta à China. Pois Pedro Proença que vá andando. Mas o Benfica fica.
Nesta sociedade do entretenimento em que a baixaria dos 'reality shows' já desgosta o público e pouco rende às estações de TV, resume-se a um belíssimo pico de audiência a palestra sobre idoneidade e ética que o presidente do Sporting proferiu em directo na TVI, tendo por inspiração o 'kit Eusébio e por lema' "do Benfica espera-se sempre o mais baixo possível".
Dispersa a poeirada em comunicado oficial da autoridade competente, ficaram os benfiquistas a saber que o seu clube faz aos árbitros ofertas de cortesia num valor abaixo do permitido pela UEFA, pela FIFA e pela ONU. Entre nós, uns condenarão Luís Filipe Vieira por ser um anfitrião forreta, outros o condenarão por ser um mãos-largas.
No nosso clube são sempre díspares e bem-vindas as opiniões. Para mim, por exemplo, os árbitros receberiam à guisa de boas-vindas um exemplar (não ilustrado) de bolso das 'Viagens na Minha Terra' do Garrett e já era um pau.
O assunto vai agora prosseguir na justiça civil onde o Benfica, assim o esperam os seus adeptos, exigirá ao presidente do Sporting provas das suas acusações e também da sua aritmética onde avultam "um quarto de milhão de euros em prendas" mais "140 mil euros em jantares" já para não falar das "refeições entre 500 e 600 euros porque são à la carte".
Contra "o mais baixo possível", o mais alto possível. É isto que os benfiquistas pedem ao seu clube que defenda na barra do tribunal.
Lopetegui diz que o presidente do Porto "está mal aconselhado". Já Vítor Baía sugerira que "está mal rodeado". Será moda falar de Pinto da Costa como se alguma vez precisasse de conselhos ou de estar bem rodeado?
O Benfica volta amanhã a Moreira de Cónegos. Esperamos que não tenha gasto os golos todos e que não lhe passe pela cabeça que vai ter um passeio como o de terça-feira. E, sim, foi um exagero, senhor Gaitán, um grande exagero."

De olhos em bico

"Se eu fosse leitor do jornal do Incrível estaria agora, muito provavelmente, a imputar-lhe a autoria de mais uma avassaladora revelação, mas como nunca li esse periódico presumo que tenha sido através dos diários desportivos que para tal fui alertado. Porém, devo confessar que, infelizmente, já não tenho bem presentes os respectivos contornos. Retenho apenas que era algo de muito, mas mesmo muito inteligente, e ainda mais original. Mas era realmente o quê, em termos concretos? Seria a obrigatoriedade de todas as equipas de futebol terem uma quota para atletas femininas? Não, não me parece. Devia ser qualquer coisa desse género - ou espécie? - mas sei que não era bem isso. Resolvo então tentar averiguar. Logo à primeira tentativa, truz! Bingo! Encontro isto: 'O acordo de patrocínio entre a Liga de Clubes e a multinacional chinesa Ledman foi apresentado esta segunda-feira em Pequim. Em comunicado, a Liga de Clubes refere que «os pormenores da parceria a celebrar entre Ledman e a Liga Portugal serão divulgados em tempo oportuno»'. Não sei quando será esse tempo oportuno. Sei que no dia seguinte se soube algo mais desta epifania: passaria a ser obrigatória a inclusão de jogadores chineses nos 10 melhores classificados da Liga 2. Perdão, da Liga Ledman. Ledman essa que acabou, num segundo momento, por corrigir o primeiro anúncio, falando apenas da intenção de «enviar 10 jogadores e 3 treinadores assistentes para os 10 clubes de topo da Liga 2.» Mas sendo a Ledman uma empresa especialista em optoelectrónica pergunto-me se não seria melhor fazer antes um protocolo com os nossos árbitros? É que se passassem a ver melhor também melhoraria a chamada verdade desportiva. Ainda por cima sendo Proença um antigo árbitro..."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Redirectas XV - A Luta Interna dos Иo Иame III


Esta é a terceira Redirecta de uma série dedicada aos Иo Иame. Poderão ler as anteriores em: A Luta Interna dos Иo Иame II e A Luta Interna dos Иo Иame I.
Tomei a decisão de publicar esta série de Redirectas, sobre o tema da 'Luta Interna dos Иo Иame', pois acho que é importante para o Benfica, o tipo de perfil reinante dentro dos grupos organizados a si associados. E derivado aos acontecimentos recorrentes que se têm passado entre elementos dos Иo Иame durante os jogos, urge, na minha opinião, meditar sobre o assunto de uma forma global, de modo a despertar consciências.
Acho importante promover a discussão entre os benfiquistas, pois tenho o firme pensamento que o clube se constrói diariamente, alicerçado na ideia de Benfica que governa o pensamento individual e colectivo de cada um de nós em particular e de todos em conjunto. Ou seja, o Benfica do hoje, é e será sempre, o resultado da soma das vontades individuais de cada um de nós.
A participação de indefectíveis na discussão tem sido positiva. Julgo estar agora claro, para quem leu as anteriores Redirectas da série, o que hoje em dia se passa no seio dos Иo Иame. Que luta é essa que está a ser travada.
Cada grupo organizado tem a sua própria dinâmica interna. De momento existem divergências profundas entre duas facções existentes, designadas por: legais e ilegais.
A facção dos ilegais pretende manter a identidade do grupo, enquanto a facção dos legais, pretende legalizar o grupo para, a partir daí, poder usufruir de outro tipo de regalias para proveito próprio. As posições estão extremadas e, por esse motivo, as repercussões são visíveis a olho nu e reflectem-se nas bancadas do estádio da luz, manchando, desse modo, a imagem do nosso Glorioso, trazendo consigo também onerosos custos para a instituição que tanto amamos.
Como pode o indefectível cidadão dedicado à causa benfiquista ficar indiferente? Eu respondo: Não pode. Contudo, e apesar de tudo, a luta é algo interno dos Иo Иame. Tornou-se um problema do Benfica em minha opinião, mas é, em primeiro lugar, um problema dos Иo Иame. É por isso, no seio dos Иo Иame, que eu julgo que o assunto deve ser resolvido.
Várias têm sido as contribuições para o debate mas eu gostaria de destacar a opinião expressa pelo indefectível 'Hooligan' que é membro dos Иo Иame há quase 10 anos. E passo a citar:
"Quem quiser junte-se a nós".
Com esta frase, Hooligan vem de encontro a uma ideia bem clara que eu tenho: Os Иo Иame são importantes para o Benfica e se nós benfiquistas pretendemos ajudar, de algum modo, a resolver o problema, então, o primeiro passo é juntarmo-nos aos Иo Иame e lutarmos lá dentro pela preservação da identidade que está em risco.
E porque é que eu defendo esta ideia? Porque é isso mesmo que está a suceder do outro lado da barricada. Muita malta jovem está a entrar nos Иo Иame, manietada por quem quer legalizar a claque, numa tática de assalto ao poder muito conhecida dos meios políticos. Para mim é claro que se não existir uma entrada de mais elementos nos Иo Иame para reforçar o contingente dos ilegais, mais tarde ou mais cedo, o poder vai pender para o lado do mais forte. E o mais forte quase sempre é quem tem maior número de apoiantes, principalmente quando esses apoiantes têm pouca maturidade.

Fica pois aqui, o apelo do Indefectível, para que a chamada seja propagada aos sete ventos, e as fileiras do benfiquismo puro dentro dos Иo Иame, possam assim, ser inundadas de fiéis depositários dos valores nobres e intemporais, que estão na gênese da nossa nação e que alavancam tudo aquilo que é Benfica!

Viva o Glorioso!


Redirecta prévia: Redirectas XIV - A Luta Interna dos Иo Иame II

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Fevereiro infernal

"Acabámos bem a primeira volta do campeonato, iniciámos melhor a segunda e vencemos os três jogos da Taça da Liga com uma tranquila classificação para as meias-finais da prova. Ganhar domingo em Moreira de Cónegos e preparar um Fevereiro infernal são os desafios que se seguem. A nossa época será em muito decidida no mês de Fevereiro.
A magia de Gaitán está de volta e isso é sempre uma boa notícia, mas será diferente e difícil o jogo do próximo Domingo. Nos 6-1 de terça-feira, gostei ainda mais da vontade de querer ganhar que dos golos de categoria e classe.
O calendário aperta na mesma proporção da ambição de uma época bem conseguida.
Ainda esta semana os nossos rivais vagaram agenda para tristeza dos seus adeptos.
Já é certo que no fim da época permanecerá o Benfica como único clube vencedor de todos os títulos nacionais de futebol. É bom assim, únicos pelas melhores razões.
Depois de uma série de jogos na sua maioria fora de portas, o Benfica terá mais duas deslocações na condição de visitante. O Benfica tem que se manter concentrado e sereno rumo ao 35 e não responder aqueles que se especializaram em ser o faits divers, do enxovalho público. A médio e longo prazo só a qualidade e o trabalho compensam.
Uma palavra para o voleibol do Benfica que se qualificou para os quartos-de-final da Challenge Cup, ao vencer uma categorizada equipa turca, num jogo de elevada qualidade. O Benfica mantém-se, hoje, a disputar provas internacionais, em cinco das principais modalidades (três na Liga dos campeões), facto que na Europa só o Barcelona consegue. É bom ser único pelas melhores razões e não pelo panfleto do ridículo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Benfica à Benfica!

"A entrada de rompante na partida frente ao Arouca, coroada com um magnífico golo de Pizzi, veio no seguimento dos bons desempenhos no Funchal e no Estoril. Mais que o excelente começo de jogo, ficou na retina uma excelente exibição, não dando quaisquer hipóteses a um bom adversário que, numa noite de maior inspiração "encarnada" na finalização, teria regressado a casa com uma goleada pesada na bagagem. A veia goleadora do Benfica, sem Salvio e com um Gaitán intermitente, e sem apresentar, disseram alguns comentadores, uma "ideia de jogo", resulta em 50 golos marcados ao fim de 19 jornadas, sendo necessário recuar a 1989/90, ao Benfica de Eriksson que chegou à final da Taça dos Campeões Europeus, para encontrar uma equipa tão concretizadora. Agora avizinham-se deslocações a Moreira de Cónegos e Restelo, das quais, se sairmos vitoriosos de ambas, estaremos em excelente posição para tentar afastar definitivamente o FC Porto da luta pelo título e continuar a pressionar um Sporting que, não obstante o bom plano que se tem apresentado em alguns jogos, beneficiou de arbitragens "amigas" noutros em que poderia ter perdido pontos e, assim, ocupar, neste momento, o lugar na classificação que efectiva e historicamente merece: atrás do Benfica.
Dos relvados para a estrada e pista, nota para o excelente começo de temporada no Atletismo, com a conquista dos Campeonatos Nacionais de Estrada (Masculino e Feminino) e da Taça FPA de Saltos, Velocidade e Barreiras. O sucesso nesta modalidade, de resto extensível a quase todas entre as mais relevantes, são a prova de que o Benfica, nos últimos anos, não só ganha frequentemente como domina o desporto português."

João Tomaz, in O Benfica

Então e agora?

"Dia após dia vão ficando cada vez mais fracos os focos de incêndio em torno do Futebol do SL Benfica. Começámos a época com uma tempestade de críticas, tudo estava errado, diziam. A tempestade passou a tufão com a primeira derrota oficial, na Supertaça. Instalou-se o nível de calamidade pública. Os ventos continuaram a soprar fortes e todas as semanas houve trovoada sobre a Luz. Alguns adeptos do Clube e quase todos os apoiantes do FC Porto e do Sporting CP deram o Glorioso como morto e enterrado, afastado da possibilidade de conquistar o Tri e sem futuro nas competições europeias. Os dedos estavam apontados a Luís Filipe Vieira e a Rui Vitória. O tufão passou apenas a mau tempo quando se viu o SL Benfica a fazer uma carreira positiva na Liga dos Campeões, aquela competição a que não chegou o rival de Alvalade e onde falhou com estrondo o adversário do Norte. Houve dias em que até o sol pareceu querer voltar a raiar na zona do Alto dos Moinhos.
Mas as nuvens cinzentas voltaram com a derrota caseira com Jorge Jesus e a eliminação da Taça de Portugal. Voltou a chuva e com ela os profetas da desgraça que sempre aparecem quando o Bicampeão tem noites menos positivas. Já estava entregue o título e pedia-se a cabeça do treinador e do presidente. Só que foram ficando sem argumentos à medida que a equipa começou a jogar e a ganhar. Até os golos voltaram a aparecer e, neste momento, registo igual (50 golos em 19 jornadas do Campeonato) só com Eriksson ou com Jesus na sua primeira época num clube de topo. Estamos a dois pontos do líder. Só dependemos de nós para chegar ao objectivo principal e calar de vez quem nos ataca, de dentro e de fora. É altura de enterrar os machados, apoiar e seguir em frente. O Benfica é maior que a soma de todos nós."

Ricardo Santos, in O Benfica

Chega!

"Não alinho em preconceitos quando se fala de claques. Se por um lado lhes imputo um histórico recheado de problemas de mau comportamento, e não ignoro que por elas circula hoje muito dinheiro, tornando-as num centro abusivo de poder, à margem da lei, dos clubes e até do Futebol, por outro reconheço que os jogos sem banda sonora não seriam iguais. E os cânticos das nossas claques são particularmente arrebatadores. Acresce que, nos maus momentos, perante assobios ou silêncio generalizado, só eles apoiam a equipa. E fazem-no sempre. Em casa e fora. Ao sol ou à chuva. Dito isto, e com o devido cuidado de não tomar o todo pela parte, acho que é chegada a hora de identificar e pôr na ordem o bando de imbecis que, reiteradamente, no nosso estádio e fora dele, inclusive no estrangeiro, nos envergonha enquanto Benfiquistas.
Aquilo a que assistimos, no passado sábado, no seio de uma das claques, e que já sucedera noutras ocasiões, é inqualificável. imperdoável, e só pode ser resolvido com mão muito dura. Terá de ser o próprio Clube a fazê-lo, antes que alguém o faça por nós, com consequências bem piores.
Não me interessa se as claques são legais ou ilegais. De uma forma ou de outra, não deixarão de ter as mesmas virtudes e defeitos. Mas a minoria que, em nome delas, se comporta daquela forma selvagem, não tem lugar no estádio, nem no Clube, nem no Futebol.
Não adianta apelar-lhes. Não lêem jornais, e se lessem, não percebiam. O meu apelo é aos nossos dirigentes, e aos responsáveis pela segurança do Estádio. É altura de acabar com isto de vez. Se não puder ser a bem, terá de ser a mal."

Luís Fialho, in O Benfica

Redirectas XIV - A Luta Interna dos Иo Иame II


Feliz que a redirecta de ontem tenha suscitado o debate, de uma forma tão construtiva. Os meus agradecimentos a todos os que participaram na discussão sem excepção. Continuo a achar actual o tema e sobretudo pertinente chamar mais vozes para este debate. Todos somos poucos. Do debate de ontem ficaram alguns pontos que penso ser importantíssimo e relevante sublinhar, projectando desse modo o aprofundar da discussão com base no seu substancial conteúdo:
1. "A luta trava-se dentro dos Иo Иame". (Existe um problema dentro dos Иo Иame e é dentro dos Иo Иame que o problem tem de ser revolvido)
2. "Ilegais ou Morte". (Existe gente disposta a tudo para preservar a identidade dos Иo Иame)
3. "Quem quiser junte-se a nós". (Um veterano dos Иo Иame tomando a palavra e convidando os benfiquistas a juntarem-se à luta)
4. "Gonçalo Dias". (O fundador dos Иo Иame é hoje um dos rostos da discórdia. Gonçalo Dias já fez correr muita tinta pelos jornais nacionais. Quem tem memória não esquece.)
5. "quem prefere o 1904 ao 1992 tá a mais no topo sul". (A facção que quer tomar o poder coloca o Benfica em segundo plano.)
6. "são milhares nas coisas boas e uma dúzia nas coisas más". (Não somos ingénuos. O ambiente ultra é para homens e mulheres de barba rija mas nem todos são iguais. Será possível fazer a separação das águas?)
7. ""Connosco quem quiser... contra nós quem puder". (Um Иo Иame citando os Diabos Vermelhos como exemplo. Bonito de ver e de sublinhar)

Sete pontos que penso serem a radiografia da discussão ontem iniciada. Que ideias vos suscitam estes sete pontos? O que poderemos acrescentar de construtivo? Estou expectante perante o que poderá advir desta discussão... A vós a palavra e viva o Benfica!

Tudo pelo Benfica, nada contra o Benfica.

Redirecta prévia: Redirectas XIII - A Luta Interna dos Иo Иame

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

2.º lugar

Benfica 38 - 27 Sp. Horta
(18-15)

Péssimo início, estivamos quase sempre a perder (1-4; 7-11), só na parte final da 1.ª parte melhorámos, e chegámos ao intervalo em vantagem...
A partir daí fomos sempre superiores, mas só nos últimos minutos a vantagem aumentou!
Ofensivamente estivemos bem... mas não podemos sofrer 27 golos do Sporting da Horta (com todo o respeito pelos Açorianos, que até têm alguns jogadores estrangeiros interessantes no ataque...). Tal como a comentadora da BTV analisou, os nossos Centrais têm que defender melhor... e este ano até temos 'corpos' grandes: Uelington, Ales, Vrgoc, Borrágan, Moreno, Cavalcanti... tudo gente com centímetros e algum peso.

Estamos em 2.º lugar com a vitória do ABC sobre os Lagartos. Vamos a Braga na próxima jornada (na última recebemos o Sporting), e uma vitória poderia ser um passo de gigante para atingir o 2.º lugar... mas neste momento todos os cenários são possíveis entre o 2.º e o 4 .º! Seria interessante fugir ao 4.º, que muito provavelmente dará uma Meia-final com os Corruptos!!!

A estabilidade competitiva de uma equipa e os reforços de inverno

"O fervor aquisitivo nas sucessivas aberturas do mercado só muito excepcionalmente corresponde a verdadeira melhoria dos plantéis.

Tenho, para mim, que o excesso de fervor aquisitivo, nas sucessivas aberturas dos mercados de compra e venda de jogadores, só muito excepcionalmente corresponde a uma verdadeira melhoria dos plantéis, das equipas e do jogo dos clubes que optam por esse caminho.
Sabemos da pressão exercida pelos empresários - tantas vezes os mesmos dos treinadores que querem muito o jogador A ou B - como sabemos da criação da necessidade do jogador C ou D, para o lugar E ou F, por força das primeiras páginas dos jornais, que sempre fazem dessas necessidades e concretizações, como de cada negócio gorado, a delícia de quem, todas as manhãs, na net, na televisão ou nas bancas para, olha, vê e lê cada notícia dessas.
Passando a imaginar o tal jogador - que até ali (quase) ninguém conhecia, mas sem o qual a partir de agora não podem passar - como o único capaz de dar o campeonato,... ou fazer com que se atinja a Europa, ou não descer de divisão.
Nada mais enganador.
Tal como as chicotadas psicológicas, ao nível do treinador, são muito poucos os reforços de inverno que são... verdadeiros reforços.
Contam-se pelos dedos de uma mão os jogadores que, adquiridos no Inverno, se vieram a revelar decisivos. Quer - o leitor - fazer um esforço para se lembrar dos que, adquiridos agora, pegaram de estaca e se transformaram em verdadeiros ícones dos adeptos e muito úteis para a equipa?
E o problema, quanto a mim, coloca-se a vários níveis.

O abalar do espírito de grupo
1. Desde logo, nos efeitos que tem na estrutura do grupo.
Pressupondo que o agora tão vulgar e regularmente chamado grupo de trabalho, independentemente das dificuldades que atravessa ou do momento de euforia, que vive, por bons ou maus resultados, respectivamente, é um grupo unido, como elemento reflexo determinado por uma liderança motivadora, a chegada de um novo elemento, ou de alguns novos elementos - senão forem mais valias reconhecidas ou não vierem colmatar uma falha em termos de quantidade só pode perturbar quem já cá está. Qual será a atitude, no treino ou no jogo, de cada jogador, que, empenhado desde o início do campeonato, no objectivo definido, não sente por se ver preterido por quem chega de novo... só porque chega de novo?
E, na maior parte das vezes, com razão, porque a ausência de identificação com algumas variáveis próprias da equipa, levam o jogador recém-chegado a falhar no essencial, no que realmente interessa, quando, pela experiência ou pela vontade, parece acertar... em tudo o resto.

A «vulgaridade» que tem de jogar
2. O constrangimento de quem vê o mundo rodar à volta de quem chega de novo é de uma violência inaudita para os que já lá estavam, especialmente se não forem jogadores de excepção.
Esses, os bons ou os muito bons, têm sempre lugar garantido, entrem no fim ou no meio da época. O problema é com os menos bons ou sofríveis, pedidos encarecidamente pela equipa técnica, ou trazidos pela estrutura directiva do clube, sem ouvir a estrutura técnica, com o que acarretam de mal para o espírito de grupo.
Esses, meninos queridos do técnico ou escolhidos por um presidente que tem capacidade de condicionar esse mesmo treinador, tendo de jogar sempre, só estragam o que estava a ser feito. Estragam tanto, quanto raramente beneficiam o grupo!

A utilidade táctica
3. E nem se diga que tantas vezes esses jogadores trazem benefícios ao modo de jogar da equipa. Desde logo porque, salvo raríssimas excepções, são necessidades ditadas pelo empenho, pela pressão e pelo envolvimento mediático com que o jogador A ou B é tratado na imprensa...
Quase sempre com a ideia de... se o negócio não for fechado em 2 ou 3 dias, o reforço seguirá o caminho do clube rival...
Chega de tanta coincidência, de tanta similitude, de tanto paralelismo. Essas notícias só interessam a quem tem ou quer... ganhar com a venda!
Porque, em clubes estruturados, com equipas altamente profissionais a acompanharem a evolução de centenas de jogadores por todo o mundo, podemos coincidir algumas vezes, mas ninguém me convence que cada jogador é sempre procurado por... 2 grandes clubes de cada País.
Pode haver coincidências, pode haver similitude na análise, igualdade nas necessidades mas essas coincidências, essa similitude, essas necessidades... não podem ser sempre as mesmas, em todas as épocas, em relação a todos os jogadores...
Ou será que não percebemos que somos (dirigentes, jornalistas, adeptos) interessados úteis, sempre ávidos de um bom reforço, de preferência tirado ao rival quando já todos o davam... no outro lado!
Serão raríssimos os casos que, comprados, assentam como uma luva no que se quer.
Ridicularizando - se tal fosse verdade - o trabalho de grupo, o treino de rotinas, o aprender a jogar de olhos fechados, os dias perdidos com treinos de posicionamentos defensivos ou ofensivos, etc., etc., etc...
Porque bastaria comprar, mesmo mal, para tudo melhorar.
E, como sabemos, os clubes, a cada compra, ficam mais pobres, mas os outros todos (jogadores e empresários) ficam mais ricos.

A excepção que confirma a regra
4. Claro que há sempre a excepção ou as excepções que confirmam a regra.
Mas esses são os casos dos jogadores de eleição, ou de elevado potencial, que potenciam tanto mais a equipa quanto mais cedo entrarem nela.
Existem, mas são raros os casos em que um ou outro jogador se adaptou a forma de jogar da equipa, transformou, com a sua cultura táctica ou com o seu posicionamento, a sua nova equipa, valorizou a forma de jogar de companheiros até aí perdidos no campo, que trouxeram pontos e, até,... campeonatos. Claro que todos nos lembramos de um ou de outro caso... porque só existe um ou outro caso. Comparativamente aos outros que são os casos de todos os dias.

Os exemplos
5. Também aqui o... diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és... se aplica na perfeição.
Ou como a personalidade de cada líder é capaz de antecipar a respectiva atitude face à abertura do mercado de transferências. A calma de uns e a certeza de outros, fazem com que vão reforçando de forma eficaz os seus plantéis, para o futuro com jogadores de futuro (passe a tautologia) ou com margem de progressão que pode ser prevista, face à sua integração e conhecimento do futebol português.
Outros há que, desde que os conhecemos, atiram a tudo o que mexe, anunciam comprar tudo o que está no mercado, especialmente jogadores feitos que se preveja possam dar, com pouco trabalho, algum resultado visível.
E se, logo na contratação, ficar previsto um elogio ao treinador em causa como o que tirou melhor aproveitamento das suas características... tanto melhor.
E se, a um treinador assim, se juntar um dirigente que só quer ouvir... com aquele é que era e se, aos dois, juntarmos um director desportivo que mais parece um porta voz, tantas e tantas entrevistas dá com um único tema... teremos o mercado de transferências perfeito.
Conhecem algum caso como este último?
Pois é..."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Vêm aí os chineses!

"Há uma já velha anedota que me veio à cabeça a propósito da anunciada (ou abortada?) inclusão de jogadores e técnicos chineses na nossa 2.ª Divisão, por força de um contrato entre uma empresa chinesa e a Liga de futebol. Diz assim: um ministro chinês visitou Portugal e perguntou ao seu homólogo português quantas pessoas residiam cá. O nosso governante lá o informou «cerca de 10 milhões» ao que o ministro chinês, incrédulo, perguntou «ah, sim! Então, em que hotel estão?»
Neste caso, admito que o CEO da Ledman - assim se chama a empresa que vai dar o nome à 2.ª Liga - tenha perguntado a Pedro Proença quantos clubes há por cá. E, perante a resposta, informando da exígua quantidade quando comparada com aquele país asiático, o responsável chinês talvez tenha achado que, devagarinho ou mais rapidamente, poderiam vir «muitos charters da China», assim se concretizando a profecia de Paulo Futre de há anos.
Será que vamos trocar um sistema de quotas de chineses por patrocínios monetários? Tudo em sistema LED, que é o negócio principal do patrocinador, especializado no fabrico de painéis publicitários de alta resolução, utilizados em estádios de futebol?
A reduzida soberania portuguesa a que vamos assistindo em vários domínios fundamentais, até parece começar agora a alargar-se, ainda que muito iniciaticamente, ao mundo do futebol com um patrocinador externo com vontade de impor jogadores, tempo de utilização e técnicos em equipas dos nossos campeonatos. Entretanto, o velhinho Torreense já é chinês.
Pena não haver quotas para jovens jogadores portugueses. Mas isso é outra estória...
Bom dia!"

Bagão Félix, in A Bola

Ninguém está melhor do que o Benfica

"As contas fazem-se sempre no fim. Essas são as que interessam e qualquer balanço parcial serve apenas como indicador. Mas é, ainda assim, um exercício que vale a pena fazer. Há dois ou três meses a questão nem se colocava: o Sporting estava claramente adiantado em relação aos rivais, numa situação global largamente favorável. Já tinha ganho a Supertaça (ao Benfica), estava na frente do campeonato e, ainda por cima, a jogar um futebol que convencia. O FC Porto, por seu lado, perdia-se nas dúvidas de Lopetegui e o Benfica tentava encontrar-se nas ideias de Rui Vitória. Entretanto, os dragões pioraram e as águias melhoraram. Hoje, com a temporada a meio, o quadro está alterado: o Sporting mantém a liderança no campeonato mas a qualidade do seu jogo tem perdido exuberância, com a agravante de, pelo caminho, ter sido eliminado da Taça de Portugal e também da Taça da Liga. E já antes tinha deixado escapar a Liga dos Campeões.
A surpresa maior acaba por ser o Benfica. Perdeu a Supertaça e foi afastado da Taça, mas tudo o resto navega em clima favorável. Recuperou uma desvantagem que parecia irrecuperável e está a 2 pontos da liderança que poderá valer o tri, continua na Champions e está nas meias-finais da Taça da Liga. Jogando futebol de um nível que, nos últimos tempos, mais ninguém atinge em Portugal. A pergunta tem cabimento: quem está a fazer melhor temporada? Ninguém.
Um dia com más notícias para o Sporting: o caso dos vouchers foi arquivado, o Conselho de Disciplina da FPF anunciou a instauração de um processo a Slimam e, como se não bastasse, Luís Filipe Vieira e Carrillo cruzaram-se numa rua de Lisboa... Bruno de Carvalho é capaz de ter recordado ontem a velha canção de Rui Veloso: «Parece que o mundo inteiro se uniu p' a me tramar!»"

Cotovelada

"A semana está a correr mal ao Sporting. Perdeu dois jogadores para o FC Porto, foi afastado pelo Portimonense da Taça da Liga, viu o caso dos vouchers ser arquivado e vê o seu jogador em melhor forma ser processado por agressão. Destes casos, não se falará muito mais da ida de Marega e José Sá para o Porto (que já desviara Suk de Alvalade} e a Taça da Liga é tão importante como verniz nos pneus de um automóvel - vai falar-se, sim, é de Slimani.
Slimani está imparável. Marcou em todos os jogos desde o início deste ano. É capaz de marcar, golear, virar o jogo. Está tão imparável a jogar que só pode ser parado fora do jogo. A abertura de um processo disciplinar pela agressão a Samaris pode resultar numa suspensão.
O Sporting está a espernear, mas a cacetada de Slimani é descomunal, é sem bola e merecia vermelho directo. Que seja aberto um processo disciplinar, por mais inoportuno que seja para o seu clube, não espanta. Só espanta que noutras agressões semelhantes o mesmo não tenha acontecido. Merece Slimani ser suspenso dez jogos? Provavelmente não, seria excessivo. E ser suspenso dois? Provavelmente sim.
Por mais explosivo que este caso seja, a agressão de Slimani não é inventada e o jogador merece punição, que não teve durante o jogo. O Sporting quererá agora amenizar a decisão, alimentando a onda de indignação para que se creia que é o Benfica quem está a manobrar tudo. Mas o erro original deste processo esteve no cotovelo do seu jogador. Slimani pode ensinar desporto, mas tem de aprender desportivismo."

Lamentável caso dos 'vouchers'

"Foi arquivado o processo dos vouchers que tanta tinta fez correr e colocou o Benfica numa posição ingrata. Afinal, a montanha pariu um rato, o acórdão da Liga mostra como as ofertas dos encarnados se enquadram naquilo que a UEFA postula como actos de cortesia e, ainda mais, enfatiza que nem o próprio Bruno de Carvalho acreditava que estivéssemos perante um ato de corrupção. Recordados como o presidente do Sporting revelou o caso - durante um combate de luta livre à moda do parque Mayer contra Pedro Guerra no Prolongamento da TVI - é de espantar, de facto que nem ele acreditasse na teoria da corrupção. Daí a pergunta, que traduz uma preocupação legítima que transcende o arco do sectarismo e advoga uma política saudável que potencie, a indústria do futebol: se nem ele acreditava na tese da corrupção, porque carga de água decidiu carregar de forma tão desabrida contra o Benfica, arrastando o nome do rival pela lama?
A rivalidade entre Benfica e Sporting tem sido, ao longo dos últimos 110 anos, a principal força motriz do desporto em Portugal. Cresceu entre Damião e Stromp, desenvolveu-se nas lutas de Trindade e Nicolau, viu o esplendor dos Violinos e a glória europeia encarnada dos anos sessenta, assistiu a equipas fantásticas dos dois clubes no hóquei em patins, no basquetebol, no andebol, testemunhou o ouro olímpico de Carlos Lopes e Nélson Évora.
Não merecia, esta gesta centenária, o que Bruno de carvalho protagonizou neste lamentável caso dos vouchers. Não merecia a história do Benfica, nem merecia a história do Sporting. Se o presidente do Sporting acreditasse que o Benfica estava a ter comportamentos corruptores, tinha todo o direito de acusá-lo. Mas, porque o fez, se nem ele mesmo acreditava nisso? Uma história lamentável..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Sem Tréguas XXVI: Ponto 13 !!!

O rebanho da nova IURD Lagarta, está em alvoroço, desde ontem, após o anuncio do arquivamento do caso dos Voucher's, não se têm calado. As ovelhas e os cabrões parecem suínos a relinchar em tudo que é que televisão, jornal, net ou rádio...!!!

Durante 12 pontos a Comissão de Instrução e Inquéritos das Competições Profissionais de Futebol da Liga, enquadra o processo e explica as razões do arquivamento. Os argumentos são ponderados e óbvios. Os tais Voucher's, que oferecem a possibilidade de visitar um de dois Museus (Museus mesmo...), entregues no final das partidas, independentemente dos resultados e das exibições dos árbitros... em todas as competições, mesmo naquelas onde o Benfica já estava eliminado ou em competições onde o interesse competitivo é relativo, como é o caso da II liga com a equipa B, são claramente ofertas de cortesia... E mesmo se as tais refeições, tivessem incluídas, os valores envolvidos, estão dentro da janela habitual neste tipo de cortesias, que todos os Clubes fazem...
(Por acaso a Lagartada, costuma oferecer camisolas oficiais personalizadas, mais a mascote, mais catering... tudo com um valor superior à oferta do Benfica, sendo que a oferta não é para todos, pois se a arbitragem não for do agrado, ou se o árbitro estiver 'vetado', no final da partida, não existe cortesia para ninguém... E isto sim, já pode ser considerado como coação!!!)
Agora, o último ponto do comunicado é totalmente surreal!!!
Então depois de todas as entrevistas, depois de todos os comunicados, depois de todas as insinuações, depois de todas as calúnias, depois de toda a difamação, a CII da Liga não considera as palavras do Presidente do SCP e da SAD do SCP, suficientemente graves para abrir um procedimento disciplinar!!!
Extraordinário!!!
Vivemos mesmo numa República das Bananas... Estes senhores da CII, não tiveram coragem de ir até ao fim, tentaram dar uma no cravo e outra na ferradura... Mas como podem observar pelas reacções Lagartas, os efeitos apaziguadores não resultaram... A propaganda do líder da IURD Lagarta, obriga que o CII seja arrasado...
Isto apesar do CII da Liga ter sido uma 'escolha' Lagarta... Não foi com os votos do Benfica que os actuais órgãos da Liga foram eleitos ou escolhidos!!! Mas isso não impede o rebanho acusar com todas as letras, que o Benfica é o 'dono de tudo isto'!!!! Acefalia pura...

Espero que o Benfica não deixe morrer o caso aqui. Exigo como sócio do Benfica, que o Benfica leve o caso até ao fim nos Tribunais comuns... Até ao fim!

PS: Sobre o inquérito ao Silimani, ainda vamos ter o cotoveleiro castigado após ser vendido para o estrangeiro!

Vamos tentar pôr os clubes de lado. Slimani a continuar a fazer disto não vai chegar longe. Em Inglaterra não se safava. Temos o exemplo de Diego Costa... Que dois!

Publicado por Lugar Cativo em Quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Redirectas XIII - A Luta Interna dos Иo Иame



No Indefectível luta-se por um Benfica maior e melhor. Sempre! No Benfica cada dia é um mar de novidades. O que ontem sucedeu já hoje ficou para trás e aquilo de que se fala é já o projectar do amanhã. As notícias surgem a cada instante. Ora é o ciclismo, ora o voleibol, ora o presidente que entrou para um carro, o Rui Vitória que tem o Benfica à Benfica, enfim. E nós? O que pensamos nós? Somos levados por essa maré de notícias. Por isso, a comunicação social é tão influente no pensar das pessoas. Mas para quem pensa o Benfica, a notícia de hoje não é o mais importante. Importante são as questões essenciais, que nos permitem analisar o momento da nação benfiquista no sentido de tentar contribuir ao nosso modo para a melhoria permanente do clube em si.
Vem isto a propósito da intolerável situação que hoje em dia se verifica no seio dos Иo Иame. Uma luta interna com contornos de guerra civil. Já abordei o tema numa anterior redirecta mas acho importante voltar ao assunto visto que várias têm sido as informações transmitidas por elementos dos Иo Иame sobre o que realmente se passa. E em resumo hoje sabemos que existe uma tentativa de tomada de poder dentro dos Иo Иame. Gente vinda do nada liderada por rostos conhecidos estão ganhando cada vez mais peso dentro do grupo. Pretendem a legalização do grupo para que com isso possam fazer fortunas através do controlo da imagem de marca do grupo. Fortunas essas que são actualmente ganhas pelos lideres dos grupos organizados dos nossos rivais. Escusado será dizer que os petardos e as cenas de pancadaria advêm disso mesmo. A luta pelo poder antes de qualquer outra coisa. Para esses indivíduos não importa o Benfica. Importam sim os seus interesses pessoais. E que interesses pessoais serão esses quando se sabe o quão apetecível é um grupo como os Иo Иame para gente ligada ao sub-mundo do crime? 
Ora do meu ponto de vista isto é grave. Grave porque quer queiramos quer não, a imagem dos Иo Иame reflecte-se na imagem do Benfica em si. É certo que o clube jamais pode ser confundido com a sua claque. Mas também é verdade que o comportamento dos adeptos marca e muito o modo como a sociedade em geral olha para um clube.
Eu não quero ver o Benfica a ser falado porque um grupo de adeptos anda a assaltar bombas de gasolina e a ser preso por vender droga.
Esta é mais uma contribuição do Indefectível para suscitar o debate sobre este tema, e olhar de que modo poderá a nação benfiquista contribuir para estabelecer uma situação saudável dentro dos grupos organizados afectos ao Benfica.
Está também nas nossas mãos fazer levantar a nossa voz porque todos juntos poderemos fazer algo. E daqui convidaria os elementos dos Иo Иame a contribuírem também para o debate.
O Indefectível está pois aberto para dar voz a quem deseje discutir o assunto de forma construtiva e determinada no sentido de levar até à direcção propostas claras sobre esta matéria. 
A todos vós a palavra...

Viva o Benfica!

Redirecta prévia: Redirectas XII - A Taça Revolucionária

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Ouro

Benfica 3 (1) - (0) 0 Istambul BBSK
25-18, 25-21, 25-19; (15-13)


Exibição praticamente perfeita, depois do mau resultado em Istambul (1-3), dominámos toda a partida, e só no Golden Set, os Turcos acabaram por nos criar problemas... E diga-se, seria extremamente injusto uma não-vitória do Benfica nesta eliminatória!!!
Não é fácil destacar individualidades, mas uma nota para o regresso do Gaspar às grandes exibições (esta época, o Ché tem sido quase sempre o nosso melhor Oposto); o regresso do Roberto ao seu nível (depois de um início de época muito complicado, com uma lesão...), o sempre decisivo Zelão no Bloco, o Ivo que nos momentos decisivos do Golden Set foi fundamental, e o Kolev que nos primeiros Set's de hoje, esteve impecável!!!
Vamos reencontrar nos Quartos-de-final, os Gregos do Ethnikos Alexandroupolis. Já o ano passado jogámos, nas mesma fase, com estes Gregos. Após um 3-0 na Luz, ganhámos os 2 primeiros Set's na Grécia, decidimos a eliminatória, entrámos em gestão e acabámos por perder a 2.ª mão por 2-3. Mas a nossa superioridade na eliminatória foi clara... A ordem dos jogos este ano, será igual. Comparando os adversários: pareceu-me que este Istambul foi mais forte; e os Belgas da eliminatória anterior são consideravelmente melhores que o Ethnikos... Portanto está nas nossas mãos, a passagem para as Meias-finais... Vamos a eles!!!
PS: No último jogo do Campeonato, passou despercebido à maioria do público, mas o Maart não reagiu bem a uma substituição, e acabou por cometer uma falta disciplinar grave. Hoje, não foi convocado. Independentemente da decisão da Secção, não podemos adiar o problema, seja multa, castigo, ou substituir o jogador, é importante que a decisão seja rápida...

Salvio e Gaitán

"Finalmente uma jornada sem gritantes casos de arbitragem, reais ou potenciados artificialmente! Já era tempo de dar primazia aos jogadores nas suas virtuosidades e, claro está, nos seus erros que, regra geral, são sempre amnistiados face à arbitrite crónica que entre nós se instalou.
Depois deste intróito, escrevo sobre dois jogadores fundamentais do Benfica: Eduardo Salvio e Nico Gaitán. Dois argentinos que têm feito muita falta ao Benfica e ao campeonato português, ainda que Rui Vitória tenha, ao fim de algum tempo, encontrado a excelente alternativa no portuguesíssimo Pizzi e do marroquino-belga Carcela.
Salvio é daqueles jogadores que me faz gostar do futebol. Virtuoso, jogando na vertical, não receando o risco da finta, oportuno, lutador sem tréguas, jogando à boa moda antiga e, ao que parece, bom rapaz, sem aquelas manias contagiosas de vedeta.
Gaitán é um príncipe do futebol. Consegue, como muito poucos são capazes de o fazer, a perfeita simbiose entre o virtuosismo artístico e o uso da inteligência sobre a relva, com ou sem bola. Às vezes, aparenta ser tímido no campo, como julgo seja fora do ofício. A bola por ele acariciada deve sentir o afecto de um tratamento tão elegante, quanto prodigioso.
Eis, pois, os dois grandes reforços do Benfica para almejar o tricampeonato, sem esquecer, obviamente a importância do grande capitão Luisão.
Aproximam-se 3 jogos decisivos, depois de, nas últimas 11 jornadas, ter obtido 11 vitórias: Moreirense e Belenenses, nos seus estádios e Porto na Luz. Se o Benfica deles sair incólume, estão robustecidas as probabilidades de voltar a ser campeão. Tri."

Bagão Félix, in A Bola

Uma vénia a Rui Vitória

"Mais uma e mais seis. O Benfica soma e segue, seja para o campeonato ou para a Taça da Liga. Sucedem-se as vitórias e os golos. O ciclo triunfal já vai em nove vitórias consecutivas e o seu ataque é o mais realizador das principais ligas europeias em 2016.
Louve-se a qualidade dos jogadores, como é óbvio, mas não se minimizem os méritos de Rui Vitória. O treinador deu a volta por cima depois de muitos terem duvidado de que seria homem para fazer face a tão grande desafio. A conjuntura que encontrou não o ajudou a ter um arranque convincente, mas à medida que o tempo passa e a equipa estabiliza, os resultados (e as exibições) mostram que ainda se pode esperar muito deste Benfica.
E a verdade é que há Benfica na Champions (e a sua percentagem de favoritismo aumenta a cada jogo que vence, equilibrando o duelo com o Zenit), há Benfica na Taça da Liga (onde já não há rivais) e ainda há Benfica no campeonato. Face a este cenário, Rui Vitória bem merece uma vénia.
O Portimonense é o grande herói da jornada de ontem da Taça da Liga. Na primeira edição da prova, em 2007/08, duas equipas do segundo escalão atingiram a fase que antecedeu a final: Beira-Mar e Penafiel (no final dessa época, os durienses até desceram). Desde então, nenhum clube da 2.ª Liga chegou às meias-finais da competição. Os algarvios comandados por José Augusto fizeram-no de forma notável: 3 jogos, 3 vitórias, sendo que ontem, em Paços de Ferreira, viraram um resultado desfavorável de 0-2. Brilhante! Na década de 80, o Portimonense disputou por três vezes as meias-finais da Taça de Portugal - em duas foi eliminado pelo Benfica na Luz e na outra saiu derrotado no prolongamento em Portimão pelo V. Guimarães. Pode ser que seja desta que tenha direito à 'sua' final."

Vitória não só de nome

"O crescimento do Benfica deve-se muito a Rui Vitória, um nome que, agora sim, faz jus ao seu simbolismo. Só os mais ingénuos e menos atentos é que poderiam esperar um início de época isento de qualquer complicação, como aquele que se verificou, e para quem tinha uma responsabilidade acrescida de substituir um nome forte no universo encarnado, como era o de Jorge Jesus. Um treinador que moldou, quer para o bem quer para o mal, o clube à sua imagem e semelhança. Ultrapassada a tempestade, o bicampeão nacional entrou finalmente nos eixos, depois de Rui Vitória ter superado com paciência e alguma sabedoria aquela sua fase inicial, compreensível no seu percurso de adaptação, e saindo dela, aliás, mais forte.
Quando chega a meio da época, o Benfica é não só o único clube português presente na Liga dos Campeões, o que é muito significativo não só pelo prestígio que proporciona mas também pelo encaixe financeiro - duas situações que poderão ser reforçadas em caso de ultrapassarem o Zenit de São Petersburgo -, como a colagem já evidente ao Sporting e a ultrapassagem ao FC Porto. O que era impensável há pouco mais de um mês. O bom momento do Benfica tem sido exponenciado pelo ressurgimento de talentos, como são os casos de Renato Sanches e Pizzi, muito bem secundados pelos veteranos Júlio César e Jonas, e resistindo até às ausências de Gaitán, Luisão e Salvio.
A confiança que o Benfica tem demonstrado nesta sequência impressionante de vitórias - já vai em oito, o que é a prova dos noves do bom trabalho que tem sido desenvolvido nas últimas semanas - gera expectativas para um período muito exigente que se aproxima e que irá certificar ou não a verdadeira dimensão deste Benfica que não tem parado de crescer. Embrulhados por entre os jogos com o Zenit de André Villas-Boas, haverá dois clássicos com FC Porto e Sporting, onde Rui Vitória terá de provar que os seus méritos não se esgotam no lançamento de jogadores e nas suas boas ideias de jogo, mas que também é capaz de deixar a sua marca nos grandes jogos. o que não se verificou até agora, reconheça-se."

Desperdício

"«Se sentíssemos que (a Taça da Liga) era muito importante, teríamos apostado noutra equipa em Portimão e teríamos ganho.» As palavras são de Jorge Jesus, foram proferidas anteontem, na conferência de imprensa de antevisão do jogo de Arouca e deixam transparecer que os objetivos do Sporting para a época em curso estiveram envoltos numa série de equívocos.
A mudança de discurso de ontem, depois de consumada a eliminação, conta agora muito pouco. Tem, aliás, o efeito contrário. Numa primeira fase, o treinador dos leões parecia dar corpo ao adágio "quem desdenha quer comprar", não assumindo o elevado risco corrido em Portimão. Após esta atabalhoada alteração retórica e as contradições das últimas horas, percebe-se que apostou num tabuleiro, descartando, precipitadamente os outros.
Consumada a eliminação da Taça de Portugal, o calendário dos leões não ficou assim tão sobrecarregado. A conquista do campeonato sempre foi a meta prioritária mas não devia tornar-se objetivo único, até porque o plantel do Sporting é suficiente em quantidade e qualidade para que os adeptos leoninos sonhem com vitórias em todas as frentes, tal como acontece com os de Benfica e FC Porto. Conquistar todas as provas é quase impossível mas descartar à partida a esmagadora maioria delas parece um desperdício e um contrassenso.
O sucesso da época leonina não está, obviamente, comprometido, mas há agora muito menos margem de erro. Neste contexto, não ganhar o campeonato será uma frustração, ao mesmo tempo que a responsabilidade de uma boa carreira na Liga Europa passou a ser muito maior."

Mais clareza, isso é que era!

"Um dos maiores defeitos do futebol nacional é bem capaz de ser também um dos principais traços da personalidade cultural do português: tendência para a falta de clareza e frontalidade na abordagem de temas incómodos, a atracção pelo jeitinho, pelo secretismo. Varre-se para debaixo do tapete, faz-se orelhas moucas e quem vier atrás que feche a porta. No futebol, como noutros sectores, é muitas vezes assim e o resultado é, quase sempre, uma má comunicação. E o povo desconfia, claro. Desconfia dos bancos, dos políticos, da Justiça, dos dirigentes desportivos, da arbitragem, desconfia do futebol.
Em relação aos árbitros, criticar as suas decisões, ou os próprios dos árbitros e tudo o que lhes diz respeito, faz parte do jogo. O árbitro é o patinho feio do futebol, sempre o foi. Mas acho que facilmente todos chegamos à conclusão que a situação ultrapassou o limite do razoável. Como se resolve a questão? Provavelmente não se resolve. Mas há decisões que poderiam torná-la mais saudável. Por exemplo: castigar a sério quem tem responsabilidades e critica sem medida, profissionalizar e responsabilizar mais os árbitros, publicar os relatórios que fazem depois dos jogos, divulgar as notas que recebem; usar as novas tecnologias para minimizar o erro. São algumas ideias, que poderiam trazer transparência. Por falar em transparência, ou clareza de processos, ou má comunicação, como preferirmos, veja-se este caso dos dois jogadores do Marítimo que iam jogar para Alvalade e acabaram no Porto. Nada contra, pois há mérito de quem fez o negócio, que foi mais rápido e eficaz do que a concorrência; mas era mesmo necessário acordar a transferência no dia em que FC Porto e Marítimo se defrontaram? E, se foi assim, não teria sido melhor que Marega nem tivesse entrado em campo? Uma questão de clareza, apenas."

Nélson Feiteirona, in A Bola

O que se viu...

"Três coisas me mostrou o fim de semana, no futebol.
A primeira? Que não se podendo dizer que, contra o Marítimo, o FC Porto tenha já sido um FC Porto deslopeteguizado, não deixou de ser já FC Porto em sinais de deslopeteguização. Não foi o que fora: grupelho de jogadores de coração desarrumado a jogar com a cabeça em cinza e os pés em carvão, mas já foi equipa a tentar ser isso mesmo: uma equipa - a deslateralizar-se, a verticalizar-se, a procurar chegar mais depressa à baliza do outro lado. (Ainda o não fez bem, ao menos tentou fazê-lo.) Ou seja, não deu para que jogasse um futebol em forma de Sara Sampaio, mas não: já não jogou um futebol em forma de Miss Piggy - um futebol a boicotar-se a si próprio, a prender-se dentro das fragilidades que as obsessões e as pataretiquices de Lopetegui abriam nos seus jogadores, fazendo da posse da bola uma extravagância inútil - ou coisa pior.
A segunda coisa que me mostrou? Que se com Lopetegui, o FC Porto jogava esse futebol estéril que às vezes parecia râguebi: com a bola sempre para o lado e para trás - o Sporting não. Sim, o Sporting joga cada vez melhor no contrário disso - no seu futebol à Jesus. Um futebol que, nele, tem o seu traço bíblico: Jesus quer que o craque da sua equipa seja a equipa e consegue fazer da equipa o seu craque - sem que ela, a equipa, deixe de exaltar os craques que ela tem. E, assim, nessa aparente quadratura do círculo que Jesus vai criando, arguto e engenhoso, vê-se o que se viu de novo, no sábado: o encanto da canção do bandido nos pés de Bryan Ruiz, o Iniesta a soltar-se dos pés de João Mário, o melhor de João Moutinho no que vai sendo o Adrien Silva, o Drogba no corpo do Slimani.
A terceira coisa que me mostrou? O que me mostrou o meu amigo Hugo Leal num dizer que eu gostaria de ter dito: - O Jesus fez um Benfica à Jesus. O Vitória está a fazer um Benfica à Benfica. Mesmo quando perder, vai ser à Benfica, e não se pode pedir mais do que isso. (E é por isso que o Rui vai sendo cada vez mais vitória - e não só no nome...)."

António Simões, in A Bola

Redirectas XII - A Taça Revolucionária


A taça da liga mostra à saciedade o poderio do Benfica actual. O poderio do Benfica dos últimos anos. Por isso eu digo que a taça da liga é a taça que revolucionou o futebol português. O Benfica foi-se reconstruindo. Ganhando forças. E foi na taça da liga que se alavancou.
Por isso, para mim a taça da liga tem um sabor especial. Mostra claramente quem é o melhor. Quem é o mais forte. Quem é o mais completo.
É verdade que ganhar a taça da liga por si só não contenta nenhum benfiquista. Mas ganhá-la significa também que se tem a equipa preparada para chegar mais longe. Pois na taça da liga a força das segundas linhas é que define. E as nossas segundas linhas têm mostrado ao longo dos anos serem as mais capazes.
Este ano a superioridade é tal que os nossos eternos rivais se vêm humilhados às mãos de equipas de segunda liga. O que não se diria se o nosso Benfica fosse eliminado por algum Portimonense desta vida? E o que dizer do Famalicão?
Eles bem tentam demonstrar desprezo, mas já não conseguem esconder é a vergonha que sentem. Impotentes que são de vencer uma competição destinada a dar rodagem aos jogadores.
Ninguém como o Benfica consegue fazer um aproveitamento do plantel de forma tão efectiva.
A taça da liga foi a competição chave que foi fazendo mossa na organização azulada. De algum modo não conseguiram controlar os imponderáveis que a taça da liga trouxe. Viram o Benfica a festejar mais títulos. Os jogos de bastidores não surtiram efeito. E os plantéis não suportaram a pressão. Lembram-se dos jogos com as reservas antes das competições europeias? Pois é. Com a taça da liga isso acabou. Calendário preenchido não dá para descansar todos.
O Benfica bateu-se pela manutenção da taça da liga de forma determinada enquanto muitos faziam pressão para ela ser extinta. Foi jogada de mestre. É uma taça que veio para ficar. Jamais o Benfica poderá permitir que ela seja extinta.
Hoje ficou clara a diferença entre o Benfica e o resto. Não existe equipa em Portugal que consiga fazer-nos frente!
E eu quero ver o museu Cosme Damião a abarrotar de taças da liga.
Tenham orgulho minha gente!

Redirecta prévia: Redirectas XI - Orgulho Em Ser Benfica

Encomenda bem entregue...

Moreirense 1 - 6 Benfica


Equipas com muitas alterações, já a pensar no jogo do próximo Domingo para a Liga, com os mesmo intervenientes. Nestas condições, com os golos a aparecerem cedo, o Benfica não deu hipóteses... e voltar a marcar meia-dúzia, parece que as goleadas esta época chegam todas aos 6 !!!
Apesar da importância relativa desta partida - a Taça CTT (Taça da Liga) tem sido quase sempre nossa... - temos que destacar obviamente os golos do Talisca (o terceiro, foi mesmo para levantar as bancadas...); o regresso a 'sério' do Nico (também com um grande golo); a forma como marcámos vários golos, consequência da pressão alta de toda a equipa...; a estreia promissora do Grimaldo; Lindelof a aproveitar para se mostrar...; Samaris a subir de forma...; Nelsinho a ganhar ritmo...; e já agora, um grande elogio ao responsável pelo relvado do Moreirense, são tão poucas as vezes que jogamos fora, em relvados em condições, que quando isso acontece deve ser elogiado!!! A minha única 'desconfiança' vai para a sobrecarga de minutos que o Renato tem sido vitima, hoje acabou substituído cedo... mas a este ritmo, o puto, não vai aguentar até ao fim da época!!!
Numa noite onde tudo correu tudo bem, só fiquei com uma preocupação. Espero que o resultado dilatado, não sirva para descomprimir para o jogo da Liga. No Domingo, o jogo começa 0-0, e os 11's vão ser diferentes, portanto nada de facilitismos...

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Nada mais sem ser Eusébio: «Eu era o Pelé!»

"Sempre gostaram de comprar Eusébio a Pelé. Todos menos Eusébio. A auto estima não o deixava. Com razão. À sua maneira ele era único! Mais único que nem um outro.

Peço desculpa se vos maço, se nos aborreço. Mas Eusébio é Eusébio e eu vou voltar a falar de Eusébio.
Eusébio nunca gostou que o comparassem com Pelé.
Dizia:
- Mas porquê?, perguntava.
- Por que insistem em querer comparar-nos? Eusébio é Eusébio; Pelé é Pelé. Somos duas pessoas distintas. Por que hei-de ser eu o Pelé da Europa e não há-de ser ele o Eusébio das Américas?
E ia por aí fora, como se tivesse a bola colada aos pés e adversários para ir tirando da frente da baliza:
- Não é que eu fique inferiorizado pelo facto de me comparem com o Pelé. Claro que não! Ele é «O Rei», «O Maior», o mais categorizado jogador de todo o mundo. Para ser como Pelé, ainda tenho de aprender muito, muitíssimo. E talvez nem chegue nunca a ser como ele. Mas eu tenho um nome! Eu sou Eusébio! Não me chamo Pelé, nem quero que me chamem de Pelé. Bem sei que a comparação só me deve orgulhar, sinto-me honrado, mas prefiro que me tratem pelo nome e não passem a vida a chamar-me Pelé da Europa como ainda agora fizeram os jornais brasileiros e venezuelanos. Bem sei que querem dizer com isso que sou o melhor jogador da Europa mas, sinceramente, não me considero o melhor jogador da Europa nem sequer o melhor jogador do Benfica. O melhor de todos é o Coluna.
- Atrás do tempo, tempo vem...
- No dia 29 de Junho de 1958, o Brasil venceu a Suécia, no Estádio Raasunda, em Estocolmo por 5-2. Pela primeira vez uma selecção vencia um Campeonato do Mundo num continente que não o seu; pela primeira vez uma selecção vencia uma final de um Campeonato do Mundo de goleada. Pelé tinha somente dezassete anos. «Pelé é um menor total, irremediável», gritava Nelson Rodrigues nas páginas da 'Manchete Desportiva'. «Não pode nem assistir a um filme da Brigitte Bardot. Ao receber o ordenado, o bicho, é o pai que tem de representá-lo. Pois bem: - Pelé assombrou o mundo! Não se limitou a fazer os gols. Tratava de enfeitá-los, de lustrá-los. (...) Ninguém é melhor do que ele. Tivesse jogado contra  Inglaterra e creiam: - havia de driblar até a rainha Vitória».
- Eusébio é apenas um pouco mais novo do que Pelé. Pelé nasceu no dia 23 de Outubro de 1940, em Três Corações. Nasceu Edson Arantes do Nascimento e só mais tarde foi Pelé. Chegou ao mundo antes de Eusébio e chegou ao Futebol também antes de Eusébio. Eusébio foi sempre Eusébio. Mas precisou de esperar para ser o Eusébio do povo, o esplendor de Portugal. Em Portugal a burocracia não se compadece nem com Eusébios.
- Afirma Eusébio: «Não se falava noutra coisa. Brasil, campeão do Mundo, o Futebol fantástico, os dribles, os golos. Além disso, tinham sido equipas brasileiras a deixar mais cartel em Lourenço Marques, nas poucas vezes que éramos visitados por clubes estrangeiros. Por isso baptizámos o nosso clube de FC Os Brasileiros. E cada um de nós tinha o seu nome de guerra correspondendo aos grandes craques. Um era o Didi, outro o Garrincha, outro o Zagalo, e por aí fora. E eu? Tenho de contar tudo, não é? Então não faz mal dizer que eu era o Pelé...».
- Eusébio, Pelé; Pelé, Eusébio: os dois nomes parecem ligados por um hífen. Às vezes, Eusébio levava a mal a comparação, irritava-se, desabafa: «Chamam-me o Pelé da Europa? Porquê? Por que não chamam ao Pelé o Eusébio da América do Sul?» Mas uma saudável amizade os uniu desde que se encontraram pela primeira vez, em Paris, no Parque dos Príncipes, num extraordinário Benfica-Santos que marcou a estreia internacional do menino de Mafalala.
Benfica-Santos! O Parque dos Príncipes entra em delírio. De dentes cerrados, absorto na bola, no jogo, nos movimentos próprios e alheios, Eusébio é maior do que Pelé, rouba-lhe o protagonismo, força-o a um papel secundário, subalterno. Milhares de pessoas, encantadas, enfeitiçadas, gritam o seu nome. Ele não as ouve. A sua obra está ainda incompleta. O seu esforço é monstruoso: por si só, reconstrói um conjunto em seu redor, carrega-o consigo no trilho de uma recuperação espectacular. A luta pode ser desigual, mas ele ignora-o. É um vendaval de músculos, tendões, ossos e cartilagens que desaba sobre um opositor entontecido. O seu entusiasmo desperta a rebeldia dos companheiros. O Benfica domina, agora, os acontecimentos. Eusébio marca mais um golo, faltam dez minutos para o final do jogo, há quem acredite ainda no impossível. Dez minutos não chegam. Pelé é Pelé e teima em recordá-lo àqueles que, por momentos, o esqueceram: faz o 6-3 final.
- Dia 15 de Junho de 1961: o Benfica-Santos ficará riscado a giz na lousa dos acontecimentos inesquecíveis.
- «Eu respeitava-os, mas não lhes tinha medo», disse Eusébio, mais tarde. «Eram bons, eram fantásticos, mas também era homens como nós. Além disso, entrei com a equipa a perder por 0-4. Deu-me uma certa tranquilidade: vendo bem, não poderia fazer muito pior nem estragar o conjunto. E estava alegre por ir defrontar o Pelé, o mestre do Futebol. Contaram-me que o público gritava o meu nome. Não dei por nada. Estava entretido com a bola. Acho que Paris me deu sorte».
- Sorte? Para Eusébio não existia. Era Eusébio e mais nada.
- Nada mais sem ser Eusébio..."

Afonso de Melo, in O Benfica 

O ketchup do Benfica

"Recordar-se-ão da metáfora de Cristiano Ronaldo, usada há uns anos, perante uma breve e incomum crise de golos na Selecção. Dizia o jogador do Real que "os golos são como o ketchup. Quando aparece, aparece tudo de uma vez". A metáfora pode bem servir para o Benfica deste ano, não em relação aos golos (que não têm faltado desde o inicio da temporada), mas quanto às exibições.
As boas exibições do Benfica são como o ketchup: demoraram a aparecer, mas quando apareceram foi em catadupa. Claro está que não se começa a jogar bom futebol por obra do acaso. Há sempre razões para isso. Podemos pensar que o Benfica melhorou e muito - porque se foi adaptando, finalmente, às ideias de Rui Vitória. Em parte é verdade. Mas as explicações talvez sejam mais simples.
O Benfica começou a jogar um futebol convincente a partir do momento em que estabilizou o onze titular e, no essencial, quando ganhou um novo equilíbrio no meio-campo. A entrada de rompante de Renato Sanches ofereceu intensidade e metros de profundidade ao corredor central, enquanto Fejsa contribuiu para compensar defensivamente a equipa. Mas a grande surpresa é, talvez, a forma como Pizzi, partindo do corredor, consegue criar movimentos pendulares para o centro, colocando o Benfica em superioridade numérica a atacar.
Assim se explica o bom momento do Benfica. Mas para que o ketchup atacante continue a aparecer, faltam laterais que garantam profundidade nos corredores e, acima de tudo, o regresso do talento superlativo de Gaitán."