Últimas indefectivações
sábado, 13 de dezembro de 2025
Vitória na Suécia...
9-0, 6-1, 10-2, 5-2
Início prometedor nesta aventura Nórdica... Vitória sobre as Polacas.
Amanhã (hoje) dois jogos: com a equipa da casa e com as Inglesas...
Ridículo...
Benfica 81 - 82 Braga
22-21, 21-15, 17-29, 21-17
Apesar do domínio do Benfica nas últimas épocas, com o Norberto ao comando, o Benfica em todas as épocas, tem tido 'brancas' destas, nas Taças! Se não estou enganado, ainda não conseguimos fazer o pleno numa época... algo que deveria ser obrigatório devido à qualidade muito superior do nosso plantel, em relação aos adversários! E não vai ser nesta época...
Melhor em campo com Sporting e Nápoles
"VAI SER PRECISO ENGOLIR MUITA
AVALIAÇÃO PRECIPITADA
1. Tenho um princípio, que é um princípio do mais elementar bom senso: sempre que o Benfica investe na aquisição de um jogador, seja o valor alto ou baixo, defendo que só o tempo - mas tempo mesmo, não uns poucos jogos - nos dirá se foi um jogador caro ou barato. Aplico este princípio de análise às aquisições dos rivais também.
2. O passado já nos ensinou que no futebol as coisas mudam de um momento para o outro, muitas vezes bastam uns míseros 90 minutos. Todos os que saíram a terreiro para criticar Ríos esqueceram muitas lições que o passado nos deu nesta matéria, a última das quais Álvaro Carreras: de um flop do tamanho do mundo a jogador imprescindível foi um pequeno passo.
3. O meu vizinho do lado na Catedral sabe que desde o princípio, quando ele criticava Ríos, basicamente pelos passes falhados, eu lhe chamava a atenção para tudo o resto que ele dava à equipa. Mas como a grande parte das estatísticas só liga aos golos e às assistências, o Ríos sem golos e assistências não valia nada - e ainda falhava passes!
4. Ríos caiu em Lisboa vindo de uma realidade competitiva completamente diferente, de um treinador diferente, e já vai no segundo no Benfica, de métodos de trabalho diferentes, de modelos de jogo diferentes, mas queriam - ou melhor, exigiam - que ele aterrasse e começasse a render tal e qual o fazia no Palmeiras - e era muito.
5. Mourinho atacou, e atacou bem, os que disseram que com ele todos os jogadores do Benfica pioraram - realmente, só um cego pode ter dito uma barbaridade dessas. Convenhamos: há muito quem queira que Mourinho se estique ao comprido no Benfica, muitos que lhe invejam o estatuto, que não lhe perdoam a personalidade forte e a facilidade com que assume e diz as coisas olhos nos olhos - ontem mais uma série delas -, outros, uma multidão, quer ver o Benfica a falhar, a perder, a afundar-se.
6. Mourinho explicou ontem a subida de produção de Ríos, mais dia menos dia explicará a de outros: ele cada vez conhece melhor os jogadores, os jogadores conhecem-no cada vez melhor a ele, os jogadores conhecem-se cada vez melhor uns aos outros, não vale a pena querer limitar os movimentos de Ríos, teve que encontrar o sistema de outros fazerem as compensações aos movimentos "anárquicos" do colombiano. Bem o compreendo: lembro-me de estar com Mourinho em Valdebebas e ele me explicar como tinha que montar a equipa do Real Madrid, toda torcida, por causa do Ronaldo não defender.
7. Os Benfiquistas que se lembrem disto: qualquer jogador que seja alvo de um investimento forte do Benfica vai ser inevitavelmente atacado aos primeiros jogos que não srrase, que não pinte a manta, vai ser desfeito, rasgado de alto a baixo, e o clube por tabela também, porque o alvo é precisamente o clube. Há por aí muita agenda anti-Benfica e há muita gente que é influenciada por essa agenda.
8. Com tudo isto, não quero dizer que Ríos vá agora ser sempre o melhor em campo ou que não volte a falhar passes. E é verdade que o Benfica, fruto de muitos pontos mal perdidos - no campeonato e na Champions - se encontra numa situação dificílima em ambas as competições. Mas a subir de produção - será que vamos a tempo?"
Golo do Mês - Novembro
O Golo do Mês de novembro da #LigaPortugalBetclic! 🤌
— SL Benfica (@SLBenfica) December 12, 2025
⚽️ Sudakov pic.twitter.com/ARuRv4bjnx
"O Benfica manda nisto tudo"
Episódio interessante de "o Benfica manda nisto tudo" pois tenho lido alguns comentários sobre a programação atual da Benfica FM...
— O Fura-Redes (@OFuraRedes) December 12, 2025
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social - ERC não deixa o Benfica mudar o tipo de programação que a da rádio a que o SLB comprou a… pic.twitter.com/EWmQXaehQo
Os dois terços e a metade
"Escrevi há uma semana que para ganhar o dérbi o Benfica teria de juntar a razão de Amesterdão com o coração da Choupana durante os noventa minutos. Não teve a razão durante vinte e sete, quase um terço do jogo, e isso foi quanto baste para que toda a alma demonstrada, sobretudo na segunda parte, não lhe desse a vitória que talvez não justificasse, mas que a reação à adversidade inicial talvez merecesse. Não foi um dérbi elegante e bem jogado, mas foi intenso, competitivo, "rasgadinho" quanto baste e sem ultrapassar os limites do fair play que prevaleceu antes, durante e depois do jogo e onde o tão criticado Ríos foi merecidamente eleito o homem do jogo.
Também escrevi há oito dias que a sua falta se sentira na Madeira, pois é notória a melhor adaptação a um campeonato europeu de um jogador que fez na sexta-feira passada o sexagésimo nono jogo da época, para quem se queixa de os seus jogadores não terem descanso. Infelizmente, também ele consta da lista de erros individuais que custaram pontos esta época, relembre-se Casa Pia, e que na sexta-feira passada cresceu com o "autogolo" a meias entre Enzo e Trubin. Mas, como assinalou Mourinho, a equipa parece estar a crescer, melhor fisicamente e mais confiante, e ainda falta mais de metade a um campeonato onde tem acontecido de tudo ao Benfica.
É na crença que estes dois terços de razão e coração possam aumentar e até transformar-se em cem por cento nos jogos com os adversários diretos e no mais de metade de campeonato que ainda está para vir, que o Benfica se deve focar, agora que, ironicamente, é a única equipa imbatível nas competições nacionais."
Benfica FM no ar
"Já arrancou a Benfica FM, mais um marco inovador do Sport Lisboa e Benfica. Este é o tema em destaque na BNews.
1. Mística para os teus ouvidos
A rádio do Benfica é uma realidade. Desde as 19h04 de ontem que a Benfica FM está no ar.
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta: "Missão cumprida e com grande orgulho, com um entusiasmo tremendo. Era um projeto que o Benfica já tinha na gaveta há muitos e muitos anos. É mais um meio de comunicação do Clube, mais uma vez pioneiros numa matéria tão importante como esta."
José Gandarez, vice-presidente do Clube, sublinha que "a Benfica FM é mais um passo no âmbito da inovação e de entender o Benfica como um grupo de entretenimento e de comunicação".
Luís Miguel Pereira, diretor da Benfica FM, revela: "É uma rádio, sobretudo, que entende o desporto como um espetáculo e, por isso, é uma rádio de entretenimento, de música, de passatempos, de jogos. É uma rádio muito virada para o lifestyle, a boa-disposição. Independentemente de o Benfica estar sempre no ADN da rádio."
Óscar Cordeiro, coordenador de informação da Benfica FM, promete "muita música, muita alegria, boa-disposição, muito Benfica e uma forma diferente de o mostrar, com a rapidez que a rádio exige".
2. Últimos resultados
O Benfica ganhou por 6-1 na receção ao OC Barcelos a contar para a fase de grupos da WSE Champions League de hóquei em patins. Em voleibol, desaire, por 3-1, com o Arcada Galati na 1.ª mão dos 16 avos de final da CEV Challenge Cup.
3. Jogos do dia
Às 19h00, na Luz, o Benfica é anfitrião do SC Braga em basquetebol numa partida da Taça de Portugal. A equipa feminina de polo aquático joga com o Palac Mlodziezy na Suécia (18h30). A equipa feminina de râguebi recebe o CR São Miguel às 21h00.
4. Bastidores
Veja imagens exclusivas do triunfo do Benfica ante o Nápoles na UEFA Youth League.
5. Vice-campeãs do mundo recebidas na Luz
As cinco futsalistas do Benfica que contribuíram para o 2.º lugar de Portugal no Mundial já regressaram ao trabalho e foram recebidas pelo vice-presidente Tomás Barroso.
6. Europeus de corta-mato
São 6 os atletas do Benfica convocados por Portugal.
7. Protagonista
A judoca Rochele Nunes é a entrevistada da semana.
8. Casas Benfica Grândola e Vendas Novas
Representantes destas embaixadas do benfiquismo marcaram presença no desafio com o Nápoles realizado no Estádio da Luz."
Prisão efetiva...
O ex-responsável máximo da W52-FC Porto, Adriano Quintanilha, e o antigo diretor-desportivo da equipa de ciclismo, Nuno Ribeiro, foram hoje condenados a cumprir penas de prisão efetiva de quatro anos e nove meses devido ao esquema de doping. pic.twitter.com/HOV7xzoZy5
— O Fura-Redes (@OFuraRedes) December 12, 2025
Já não se fazem Carlos Godinhos
"É com enorme emoção e alguma comoção, até, que percorro as histórias deliciosas de Carlos Godinho, uma das mais importantes figuras da história do futebol português, hoje publicadas na edição impressa de A BOLA, também espalhadas por diferentes artigos online e, em versão integral no brilhante videocast Toque de Bola, conduzido semanal e brilhantemente pelos meus camaradas Rogério Azevedo, Fernando Urbano e Paulo Cunha.
Aos três, agradeço desde já a lembrança de trazer ao palco um homem, acima de tudo, bom, daqueles que deixou forte e inesquecível marca por onde passou, sem precisar de pisar, maldizer ou atrapalhar.
Um ser humano fantástico, daqueles que já não se fabricam, e um profissional de mão cheia que, durante décadas, cuidou ao pormenor de todos os detalhes para que nada faltasse à Seleção Nacional na hora H.
Conheci-o pouco antes do Euro-2004 e guardo com carinho o homem afável, sempre disponível e respeitado como poucos, da cúpula às bases da FPF, em particular, e do futebol português e internacional, no geral.
Recordo as longas noites no estágio em Óbidos que antecedeu o Europeu que Portugal organizou onde, na companhia do grande José Manuel Freitas, me sentava com o senhor Carlos Godinho em conversas inesquecíveis e marcantes, às quais, aqui e ali, se juntava Luiz Felipe Scolari, então selecionador nacional.
Algumas dessas histórias (e muitas outras) estão hoje publicadas em A BOLA e aconselho vivamente todos a lê-las ou ouvi-las. Rogério, Fernando e Paulo, muito, muito obrigado!"
Patrick Dippel, o novo chief scout alemão do Benfica
"A escolha de Patrick Dippel como novo chief scout do Benfica pode ser um bom indicador sobre momento estratégico do clube da Luz. Desde logo, cria a percepção interna de que as respostas para uma área tão estrutural como o do scouting já não estavam a ser encontradas dentro de portas, nem no mercado nacional. Como tal o Benfica foi procurar fora, e foi procurar a um contexto onde a função evoluiu mais cedo e de forma mais profunda do que em qualquer outro lugar, à Alemanha!
Dippel não é um scout no sentido clássico do termo. O seu percurso profissional começa e desenvolve-se, durante largos anos, em departamentos de análise, com passagens tão significativas quanto o foram a DFB (Federação Alemã), ou o Bayern de Munique.
A observação em estádio não foi o ponto de partida da sua carreira, mas antes a análise de jogo, de desempenho e de dados, num modelo em que o vídeo, a contextualização estatística e a leitura estrutural do jogador antecedem, e muitas vezes se sobrepõem, ao olhar presencial.
Este detalhe não é menor. Pelo contrário: representa uma mudança conceptual relevante num clube historicamente associado a redes extensas de live scouting e a uma cultura muito assente no “ver com os próprios olhos”.
Não será pois arriscar em demasia dizer que a aposta em Dippel sugere que o Benfica pretende recentrar o processo decisório, colocando a análise como eixo estruturante e o live scouting como complemento, e não como ponto de partida.
Há aqui também um sinal claro de modernização, mas não isento de risco, talvez menor e mais calculado num clube como o Benfica que já detinha o mais avançado departamento de analise do futebol português. Mas analisando as oportunidades e riscos que esta escolha poderá acarretar, importar metodologias do futebol alemão (rigorosamente sistematizadas, hierarquizadas e orientadas por processos) exige uma capacidade de adaptação ao contexto cultural e competitivo português, onde a pressão mediática, a urgência do resultado e a valorização do talento criativo impõem outros desafios. Para mais quando falamos de um clube tão "sanguíneo" quanto o é o Benfica, cuja paixão poderá ser difícil de acomodar na matriz de avaliação de cada momento, para um profissional "tipicamente" germânico. Lembremos-nos de Roger Schmidt e do seu divórcio com a massa associativa do Benfica que antecedeu largamente a sua saída. No entanto confesso que não conheço pessoalmente Dippel e para toda a regra há sempre a sua excepção. Na Alemanha não é diferente, é apenas mais incomum.
A contratação de Patrick Dippel é, por isso, uma declaração de intenções sobre como o Benfica quer identificar talentos para construir o seu futuro.
Resta saber se a cultura interna do clube, e a exigência externa dos adeptos e sócios estarão preparada para acompanhar essa mudança, e tão ou mais importante, vão ser capazes de esperar pelos seus resultados.
De uma coisa estou certo, esta aposta vale o risco e poderá fazer a diferença no contexto do futebol português."
Karl, a FIFA podre, o medo nos Arcos e o muro do FC Porto
"O encantamento ao identificar a next big thing, o menino prodígio do aqui e agora, provoca arrepios, é uma viagem à certeza de um futuro com protagonista garantido: Lennart Karl, 17 anos, que jogador!
Há também um certo prazer, este talvez culposo, ao ler a nova e diária sacanice do homem que faz birras por não ser Nobel da Paz, ao mesmo tempo que veste a pele de castigador-mor, fazendo tábua rasa de direitos, humanismo e civismo. Uma das últimas foi-lhe oferecida de bandeja pelo presidente da FIFA. Que podridão.
De Washington para Vila do Conde, a mesma sensação de indecência. Os multimilhões de Atenas soam-me a beijo envenenado. 40 pessoas perderam os empregos na passada semana e ninguém está a salvo neste novo Rio Ave.
No Dragão, o ar de união e companheirismo é evidente. Liderança segura na I Liga, muito à custa de um extraordinário muro de betão polaco. À prova de balas, cruzamentos, remates e ameaças várias: Bednarek e Kiwior, extraordinários.
Numa semana com tanto para contar e analisar, é-me impossível agarrar a um só tema. Vamos ao detalhe das quatro propostas anteriores, uma a uma.
1. A minha pontaria sempre foi alarmante, descuidada, mas aqui é impossível falhar: Karl, herr Karl da Baviera, será o melhor futebolista do planeta num prazo não muito dilatado. Dois, três anos, queiram as lesões manter-se ao largo e o juízo não abandonar o rapazito do Bayern. Mas o que joga este rapazito, senhores! Num futebol que me parece vezes a mais exatamente a mesma coisa, sensaborão e repetitivo, este menino é a receita certa e direta para o prazer. O prazer de apreciar as coisas boas da vida, do futebol. Há quanto tempo não sentia isto a ver um jogo? Rewind, rewind, 2003, Dragão inaugurado e um tal de Lionel Andrés Messi em campo. Por aí, sim.
2. Vergonha alheia. Pela hipocrisia, pela subserviência do presidente Infantino. Lamentável a narrativa folclórica, o troféu criado à força para acalmar o menino birrento da Sala Oval, ainda a derramar lágrimas de jacaré por não ter o Nobel da Paz na estante emoldurada a talha dourada, uma parolice ignorante, bem à moda trumpista. Que o Comité de Ética faça o seu trabalho. Gianni, o amigo de Donald, não é dono de nada, muito menos do planeta-futebol. Que vexame! Promover a malignidade de um biltre empenhado em terraplanar os mais básicos níveis de respeito e decência, em espezinhar tratados e históricos aliados. Que pobreza... de espírito. Nota positiva: desta vez, Cristiano Ronaldo não participou na triste representação.
3. O que se passa no Rio Ave? Departamentos desmantelados, 40 funcionários despedidos, equipas de formação sem as condições mínimas para o treino e competição, a presidente Alexandrina em paradeiro incerto e sem uma palavra para os afetados, o multimilionário Marinakis longe, cada vez mais longe, certamente a saborear uma lagosta do Maine, envolvida em caviar e trufas brancas. O histórico dos Arcos tem alma, tem responsabilidades e, acima de tudo, tem pessoas. As hossanas da revolução grega soam-me a cantiga do bandido. Espero, espero sinceramente, que não estejamos a ver mais uma SAD a aniquilar um emblema fundamental do desporto português.
4. Celso-Lima Pereira, Geraldão-Demol, Fernando Couto-Aloísio, Jorge Costa-Aloísio, Jorge Costa-Ricardo Carvalho, Bruno Alves-Pepe. Parte importante da força do FC Porto nos últimos 40 anos nasceu na sintonia e cumplicidade da sua dupla de centrais. Parceiros inexpugnáveis, almas siamesas, polícia bom e polícia mau, um mais agressivo na marcação e o outro mais suave e inteligente. A dada altura, o Dragão perdeu este ferrolho de aço. Vulgarizou-se no setor que lhe garantia campeonatos: estabilidade, solidez, pertença.
Esta crescente banalização teve o seu apogeu na inenarrável campanha de 24/25, palco de acesso à mediocridade do infeliz Nehuén Pérez e do tolinho Otávio, um dos defesas mais despropositados e erráticos que vi de dragão ao peito. AVB e a sua administração não poderiam ter solucionado o problema de melhor forma: Bednarek e Kiwior permitem aos portistas jogar confortavelmente em bloco baixo, quando a isso são obrigados, e são praticamente imunes ao erro. Um mais autoritário (Jan), o outro com mais classe (Jakub). Nas Polska Files estará uma das explicações para o sucesso anunciado da era-Farioli. Três golos sofridos em 13 jornadas? Não se via nada assim desde 95/96, com mister Bobby Robson."
Obrigado, Rui Patrício!
"Nenhum jogador português segurou um destino coletivo como Rui Patrício o fez em 2016. Agora, o guarda-redes despede-se — e a memória acelera para lhe agradecermos
Os resumos, os highlights, não são conclusivos. E a memória atraiçoa-me com frequência. Até hoje, lembrava aquele punchline que Patrício, apoiado pelo poste direito e num grito imaginário e cavernoso de NÃO PAS-SA-RÁS!, ao jeito de Gandalf, o Cinzento, como resposta a um cabeceamento de, imagine-se, Vida. O gigante croata, com crina impecável, ameaçara tantas vezes pelo ar que talvez na minha mente tenha virado uma espécie de Balrog das Minas de Mória e substituído a realidade. Só que agora que recupero o momento, e sem certezas, por falta de prova, parece-me que a bola saiu sim transviada de outra luta titânica, entre Pepe e Perisic, para o voo picado do guardião de todas as esperanças portuguesas, nesse prolongamento, em Lens.
Mão direita esticada e o poste, o alívio e a bola cair de novo do lado da trincheira croata. Por pouco tempo. Ter-me-ei debruçado sobre o portátil para adiantar umas frases, estava quase a acabar. E precisava de ganhar tempo para os penáltis que já se anunciavam, aos 115 minutos. É então que as bancadas se arrepiam e o suspense chega, acompanhado por sonoplastia de circunstância. Aquela ansiedade sonora que deixa rasto e espera fechar em crescendo, com explosão. Quando levanto os olhos, já o bom do Renato, com os músculos ainda sãos, passara o meio-campo. Não sei como, mas tinha a bola.
Ali, pouco depois da linha que dividia territórios, brotava o espaço, como se tivesse sido descoberto por acidente um veio de petróleo onde não era suposto existir. Seria vez sem exemplo, a única oportunidade? Ainda que não seja da nossa história acertar nos momentos… certos. Após um jogo fechado, amarrado, com ascendência de Modric e companhia e o Portugal de Fernando Santos se ter aguentado à espera de qualquer coisa que viesse em sua salvação, o tempo abrandava. Os gritos arrastavam-se. Os corpos erguiam-se. Talvez o terço se enrolasse já na mão direita de Fernando Santos. Não sei.
Renato serviu Nani um pouco sobre a esquerda. Não a melhor das decisões. Os croatas baixaram, pareciam controlar. Só que o passe que rapidamente se seguiu, meio trivela, meio bico, até algo deselegante, passou no intervalo de tudo. Até dos pensamentos de quem ajustava. E encontrou Cristiano ao segundo poste. Era ali. Ele não falha dali. Mas Subasic já estava em cima, o remate encontrou o seu corpo e milhares de mãos apoiaram nesses microssegundos rostos de espanto. A bola sobrou para onde apareceu Quaresma, o joker do engenheiro quando até ele concluía que não podia ser só defender. A empurrar. Quase em cima da linha. Fazendo explodir o golo recalcado, já inesperado, durante 117 minutos naquelas bancadas.
Minutos depois, a seguir a Portugal ter sido pior em tudo e festejado à conta de um segundo remate enquadrado com a baliza, os dois na mesma jogada calculo, estava frente a frente com aquele que para mim tinha sido decisivo. Disparei! «Rui, o que passa na cabeça de alguém que está na iminência de sofrer um golo e ser eliminado de um Europeu, mas consegue fazer a defesa da noite e vê, segundos depois, um companheiro marcar e apurar a todos para os quartos de final?» Não vou mentir. A resposta não foi brilhante. Tanto que repeti a questão, por outras palavras, duas vezes mais. Só que o bom do Rui tinha decorado a resposta e, na sua cabeça, dizer que tinha feito apenas o seu trabalho continuava a fazer todo o sentido. Quase sem pingo de emoção.
O melhor jogador desse Europeu, talvez com Nani por perto, viveu dois anos depois a invasão de Alcochete, rescindiu e não voltou atrás. Mais do que assinar pelo Wolverhampton — um clube que a dado momento do seu percurso, mais concretamente nos anos 50, após um triunfo diante do Hónved, chegou a reclamar ser o melhor do mundo —, garantiu o seu espaço na maior liga do planeta, conseguindo esconder fragilidades que poderiam aí ser expostas com naturalidade. Há quem diga que foi aqui que Patrício se perdeu, ao não voltar atrás na rescisão, ao não perdoar Alcochete, ao não se perpetuar na baliza do Sporting, desafiando o estatuto lendário de Vítor Damas, todavia, nós somos e seremos sempre as decisões que tomamos. Não faltará orgulho ao guarda-redes, que ainda somou Roma ao lado bom da carreira, antes de não vingar na Atalanta e no Al Ain e agora se reformar, aos 37 anos. Rui Patrício despede-se a merecer muitos agradecimentos. O meu aqui fica.
O BENFICA PARA LÁ DO NÁPOLES
Enquanto um capítulo se fecha, outro continua a escrever-se em Lisboa. À luz da Champions, o Benfica mediu-se com o Nápoles e mostrou a melhor versão da era Mourinho. Não vou aqui tirar mérito ao triunfo, indiscutível, ainda que hoje ser campeão italiano tenha menos peso do que em décadas anteriores e o valor europeu deste novo Nápoles ainda esteja em fase de consolidação — o Inter de Simone Inzaghi foi de longe o melhor projeto continental transalpino, com as águias bem se lembram, e desfez-se diante do PSG.
Ainda mais, desculpando-se com cansaço físico e mental, foi uma squadra pouco transalpina e pouco à imagem de Conte, cometeu erros ingénuos e abriu espaço. E todos sabemos que o problema dos encarnados nunca foi jogar quando este existe. Entretanto, o treinador desvaloriza desde que chegou o que tem, ao mesmo tempo que valoriza sempre os rivais. Basta olhar para o dérbi e para o que disse de um Sporting que «não tem pontos fracos», é «uma excelente equipa», enquanto «o Benfica esconde fragilidades», ideia que repetiu com o Nápoles.
De qualquer forma, os encarnados somam mais um triunfo. O técnico continua dentro das suas próprias contas na Champions e teremos de esperar para ver se serão ou não suficientes. Também os jogadores estão com Mourinho. Beberam do seu espírito e as suas ideias, o que é, pelo menos, um bom sinal. Claro que, por mais golos de calcanhar que marque, Barreiro continua a não fazer sentido na equipa que o Benfica deveria querer ser. Entretanto, Richard Ríos está cada vez mais adaptado e finalmente mais perto do registo cafetero e a equipa continua a precisar de um lateral-esquerdo, que até pode ser José Neto. É preciso acreditar."
Villas-Boas carregou no 'off'
"Passaram 37 dias sobre o anúncio da averiguação interna ao caso dos vídeos no balneário de Fábio Veríssimo mas aparentemente o presidente do FC Porto ainda não sabe o que se passou em casa naquele dia.
1
Passaram 40 dias sobre o jogo entre FC Porto e SC Braga, aquele da 10.ª jornada do campeonato em que ficámos a saber que ao intervalo o árbitro Fábio Veríssimo, que registou o caso no relatório, foi obrigado a ver no balneário, em loop e sem possibilidade de mudar de canal, imagens do lance do golo que anulara a Victor Froholdt, ao minuto 31, entre outros momentos em que os dragões se consideravam prejudicados, e até lance de jogo do infantil Torneio da Pontinha (!) entre dragões e águias apitado pelo juiz da AF Leiria.
Passaram 37 dias sobre a reação de André Villas-Boas à situação. «O FC Porto foi o último a ser informado relativamente a esse relatório, que é simples. Vamos ajudar os órgãos competentes na sua avaliação. O FC Porto fará a sua averiguação interna relativamente aos factos e tomará as devidas consequências», anunciou pomposamente o presidente dos azuis e brancos, aproveitando também para apontar o dedo a Veríssimo sobre alegadas ameaças por ele feitas num anterior jogos dos dragões em Arouca.
Passaram 40 dias sobre o jogo e 37 sobre o anúncio da averiguação interna mas aparentemente o líder dos dragões ainda não sabe o que se passou na sua casa naquele dia. O que não deixa de ser extraordinário, quando se teve rapidez tamanha a editar o vídeo exibido ao intervalo do jogo com um lance aos 31'. Uma conclusão a que se pode chegar é que os editores de vídeo do FC Porto são os Maradonas da edição, já o gabinete a quem foi delegada a averiguação… uma espécie de craques da Liga dos Últimos. Ou então estão todos à espera que nos esqueçamos das palavras de Villas-Boas para se clicar no botão do off e desligar. Tem é de aparecer o comando.
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O sorteio do Campeonato do Mundo foi um espetáculo deprimente. Não propriamente uma surpresa que o tenha sido e não pelo tirar das bolinhas com os papelinhos a que até achamos piada, mas pela bajulação ao presidente dos Estados Unidos, quase merecedor do Prémio Nobel da bajulice. À falta do Nobel da Paz para Trump, Gianni Infantino inventou o FIFA da Paz para lhe oferecer. Um prémio inaugurado agora, destinado a «indivíduos que tomaram medidas excecionais e extraordinárias para a paz e que, ao fazê-lo, uniram pessoas em todo o mundo»… (alguém pode mesmo considerar Trump merecedor de tal desígnio?!)
Têm passado muitos bajuladores a lamber as botas ao líder norte-americano pela Casa Branca, outros a fazer figura de idiotas úteis também, mas o papel a que o presidente da FIFA se prestou no palco do Centro John F. Kennedy para as Artes Performativas, em Washington, é ele mesmo merecedor de um prémio tão grande (em tamanho mesmo) como o que ofereceu a Trump. Talvez o Oscar para maior bajulador."
Não é um texto sobre futebol, mas tem mais a ver consigo do que imagina
"Cabe ao Estado garantir que não há portugueses de primeira, de segunda e de terceira. E sim, os jornais e as revistas fazem parte do pacote
Se a única lógica possível para a Humanidade fosse o lucro, há muito que o teatro, o cinema, a literatura ou a poesia teriam sucumbido. E que dizer da dança, da pintura, da escultura, da música? Claro: poderíamos sempre ter os blockbusters da pipoca, o teatro de variedades ou a música orelhuda de digestão fácil. Mas... será que isso é verdade? Será que sem os verdadeiros pioneiros, visionários e empreendedores de cada uma das artes clássicas haveria sequer lugar às manifestações mais singelas de cada uma? Onde iam buscar a inspiração, para não falar do saber básico?
O que seria de todas estas áreas sem que alguma vez, ao longo da História, se tivesse pensado nelas sem fins estritamente económico-financeiros, virados para o lucro e a prosperidade?
Que seria do teatro, da música, do futebol, sem a criatividade do ser humano e o mecenato que em algum momento teve de existir para permitir que as ideias se transformassem em projetos, os projetos em espetáculos, os espetáculos em cultura e saber, ganhando-se menos ou mais dinheiro com eles?
O futebol tem uma base popular importantíssima, mas também ele dificilmente teria prosperado sem a boa vontade e a disponibilidade da aristocracia decorrente da Revolução Industrial.
Os mecenas e a nobreza da Idade Média e do Renascimento deram lugar, na contemporaneidade, aos Estados. E sim, é aos Estados (sobretudo os de Direito) que cabe garantir a continuidade territorial, assegurar que cada cidadão tem equidade no acesso aos direitos fundamentais e aos secundários (é diferente de igualitarismo, não vale apelar a demagogias).
É fácil explicar e perceber que um habitante dos Açores deve ser tratado como um cidadão residente em Lisboa ou no Porto, embora saibamos que na realidade não o é. Idem para a Madeira.
Mas neste País das brincadeiras, cujo território continental se pode percorrer de lés e lés num só dia e de carro, há agora oito distritos em risco de deixar de ter jornais e revistas nas bancas. Fica claro e explícito algo que sempre fomos negando: há um micro-país no Interior (e no Sul) que não existe para as elites decisoras dos grandes centros — e essas elites não são as intelectuais, como certas pessoas gostam de apregoar, são as financeiras.
Aqui chegados, à falta de mecenas (fundações?) com a visão extra-dinheiro de vários antepassados, deve entrar o Estado, para o qual todos contribuímos, no litoral, no interior, no sul e no norte. Bom, há quem desconte para as economias de outros países ou fuja ao fisco. E não são os imigrantes do Bangladesh, mas isso fica para outra altura."
Em defesa da imprensa, alerta à democracia
"Declaração conjunta de diretores de jornais e revistas nacionais, cuja distribuição em oito distritos do território de Portugal continental se encontra em risco a partir de janeiro
A crescente degradação da indústria de impressão e a progressiva asfixia das cadeias de distribuição são dois fatores que colocam Portugal em sério risco de, muito em breve, ficar sem acesso à imprensa escrita em vastas áreas do seu território.
Para muitas das nossas publicações, a principal forma de assegurar a regularidade do contacto com o público passa, já hoje, por imprimir em empresas espanholas. Isto com todas as dificuldades e constrangimentos inerentes, além do prejuízo para a economia nacional.
Adicionalmente, a crise anunciada pela VASP, único operador de distribuição em Portugal, confronta-nos agora com o perigo emergente de oito distritos do território continental ficarem sem jornais nem revistas a partir do início do ano que vem.
Nós, diretores de todos os jornais de informação generalista diária, de todos os semanários, da única publicação impressa diária na área da economia, das newsmagazines e revistas de informação geral e temática, e de todos os diários desportivos que são atualmente impressos, distribuídos e vendidos no nosso país, não podemos assistir a esta situação em silêncio.
É nossa obrigação e nosso imperativo ético e moral lançar um seríssimo alerta para esta situação a toda a sociedade civil, e a todos os responsáveis políticos, quer ao nível do Estado central, quer nas autarquias locais.
Deixar de ter jornais e revistas em zonas significativas do território nacional cortará o acesso de parte relevante da população às notícias profissionalmente validadas pelas nossas redações.
Provocará também, inevitavelmente, o desgaste da partilha por todo o país dos grandes fluxos da atualidade, das principais notícias e interesses coletivos, em suma, das maiores preocupações e causas comuns.
Para muitos portugueses de todas as idades, ler o jornal, quer seja o jornal do dia ou o semanário, quer seja o desportivo, quer seja uma revista, é o único momento de contacto com a língua portuguesa escrita.
Adicionalmente, o fim da imprensa escrita aumentaria ainda o perigo da desinformação e das fake news que grassa nas redes sociais.
Por fim, cabe-nos alertar para o perigo que esta quebra representa para a comunicação social, uma atividade económica que emprega milhares de pessoas em Portugal, profissionais qualificados que contribuem para a riqueza nacional coletiva, bem como para a saúde e vitalidade da democracia.
Jornalistas, técnicos, fotojornalistas, gráficos, produtores, e tantos outros profissionais terão o seu posto de trabalho em risco, como inevitável consequência da consumação desta quebra na cadeia de distribuição. O mesmo raciocínio se aplica a todas as atividades complementares referidas neste nosso texto.
Acredite o leitor que, para todos nós, diretores, era bem mais cómodo cingirmo-nos a fazer diariamente, como sempre fazemos, o melhor jornal ou revista possível a pensar em si.
Porém, estamos confrontados com um momento histórico que exige a nossa presença e o nosso sinal de alarme.
Em defesa do jornalismo, mas sobretudo da democracia e liberdade, não podemos ser cúmplices silenciosos de um risco que pode e deve ser evitado. É tempo de unir esforços e garantir que a imprensa escrita continue a chegar a todos os portugueses, em todo o território, como esteio de uma democracia saudável, informada e vibrante.
Filipe Alves
Diretor do Diário de Notícias
Rafael Barbosa
Diretor do Jornal de Notícias
Inês Cardoso
Diretora-geral editorial da Notícias Ilimitadas
Pedro Ivo Carvalho
Diretor da Volta ao Mundo
Luís Pedro Ferreira
Diretor de A BOLA
Rui Tavares Guedes
Diretor da Visão
João Vieira Pereira
Diretor do Expresso
David Pontes
Diretor do Público
Mário Ramires
Diretor do Nascer do SOL
Diana Ramos
Diretora do Negócios
Bernardo Ribeiro
Diretor do Record
Carlos Rodrigues
Diretor do Correio da Manhã, da Sábado e e da Sábado Viajante
Nuno Vieira
Diretor de O Jogo"
Últimos seis meses de contrato: direito laboral vs. integridade desportiva
"Janeiro está aí à porta. Janeiro é, para os adeptos do futebol, um mês de ansiedade, mês de decisões em Portugal (Taça da Liga), decisões nas competições europeias - quem vai em frente, quem fica pelo caminho - e, como não seria de descurar, mês de transferências.
Quem fica, quem sai. Onde precisa o clube de se reforçar, onde deve investir para ir «mais além». É um mês de emoções, incertezas... enfim, sonhos!
É um mês de energias renovadas, mas é também um mês de apreensão e dúvida, do lado negro do futebol. Do lado da negociação de bastidores, do olhar por cima do ombro.
O período crítico dos últimos seis meses de contrato (!)
Falo, claro, do mês em que os jogadores que estão a seis meses de acabar o contrato de trabalho com o clube no qual estão empregados e podem comprometer-se... por exemplo, com o maior rival (!). Podem, consequentemente, tornar-se também eles rivais na próxima época desportiva.
O equilíbrio entre a liberdade contratual do jogador, a livre organização do clube (empresa, em bom rigor) e a integridade da competição chocam e confundem-se. Com esta realidade em mente, não só as entidades nacionais como as internacionais tentam «domar» os atores desta dança das cadeiras.
FIFA vs. LPFP: obrigações que se cruzam
Assim, prescreve o Regulamento de Estatuto e Transferências de Jogadores da FIFA que, apesar do jogador ser livre de celebrar um contrato de trabalho com um clube terceiro a partir do momento em que faltem 6 (seis) meses para acabar o seu contrato de trabalho, o clube que tenha a intenção de o contratar tem, antes de o fazer, de informar o clube com o qual o jogador tem um contrato em vigor.
Em corolário, e reforçando a obrigação de respeito entre clubes, a LPFP prescreve no seu Regulamento de Competições que, no caso de registo de jogador que, no período de seis meses anteriores à caducidade do contrato em vigor com um clube, celebre, até 31 de maio da época corrente, contrato de trabalho com outro clube, é conditio sine qua non que seja junto ao processo de inscrição do novo clube o comprovativo da comunicação ao clube de origem, no prazo de cinco dias contados sobre a data de assinatura.
Ou seja, se a FIFA obriga a que a comunicação ocorra antes, a LPFP obriga a que a comunicação seja feita posteriormente. Sendo que a LPFP obriga a essa obrigação apenas até 31 de maio da época corrente, por razões óbvias de calendário desportivo e de integridade da competição (assume que, a partir da data indicada, os jogos oficiais das competições estejam já cumpridos).
O dilema do clube: perde o ativo financeiro, mantém o ativo desportivo
Importa agora centrar a questão na dinâmica do clube que vê o seu ativo financeiro perdido, mas, por outro lado, dispõe ainda do ativo desportivo. O equilíbrio não é fácil de alcançar e o próprio jogador estará mais exposto à crítica e à suspeita em cada uma das suas atuações.
A gestão destes casos será sempre um caso particular e a resposta é impossível de ser dada de um ponto de vista transversal. Todavia, a entidade patronal deverá sempre obedecer ao respeito pelos princípios básicos laborais, nomeadamente proporcionando condições iguais às dos seus companheiros e nunca diminuindo, hostilizando, colocando de parte ou, por hipótese, colocando em horário de treino diferenciado.
Assédio moral: limites legais e consequências
Estas práticas revestem assédio moral para com o trabalhador e poderão, inclusive, motivar o jogador a rescindir o contrato de trabalho.
Da mesma forma, sempre que exista, da parte da administração do clube, qualquer pressão, por via de assédio moral ao jogador - excluindo-o, por exemplo, de participar em competições oficiais - enquanto este não renovar com o clube, o que é obviamente, ilícito e conduz também à legitimidade do jogador proceder à rescisão de contrato de trabalho, invocando justa causa.
A perspetiva do jogador: o único momento de liberdade plena
Resta, por fim, analisar a perspetiva do jogador. Hoje é comum assistirmos a grandes jogadores saírem no final do seu contrato. A perceção hoje é que a valorização do jogador deve originar um retorno imediato e direto.
Nessa perspetiva, quando os jogadores procuram respeitar o vínculo a que se propuseram e, no seu termo, melhorar as suas condições económicas, estão, em bom rigor, somente a lutar pela sua autodeterminação laboral. Não deverá ser lido como aproveitamento de uma situação, mas sim, e apenas e só, o benefício inerente à própria especificidade da profissão que, ao contrário de todas as outras, impede a plena liberdade de decisão de manutenção, ou não, do vínculo profissional.
A saber, salvo melhor opinião:
- Não existe outra profissão na qual o trabalhador, por terminar o seu contrato de trabalho, seja impedido de trabalhar noutra entidade patronal fruto de uma ação disciplinar de um órgão regulador.
- Não existe outra profissão na qual o ónus financeiro colocado a um trabalhador por cessar antecipadamente o seu contrato de trabalho revista a importância que se assiste no mundo do futebol.
- Não existe outra profissão na qual o empregador pode rejeitar que o trabalhador cesse o seu vínculo para mudar de empregador que lhe garante melhores condições laborais.
- Não existe outra profissão que impeça, ou, em bom rigor, limite o trabalhador temporalmente de se inscrever numa outra entidade desportiva.
Assim, quando um jogador escolhe esperar o final do contrato de trabalho para decidir o seu próximo desafio, ele está, tão só, a aproveitar a única altura em que está plenamente habilitado a escolher, sem «constrangimentos», o seu próximo empregador. Algo que, pela especificidade da profissão, lhe está vedado durante praticamente toda a carreira."
Liderança reforçada...
Benfica 6 - 1 Barcelos
O Barcelos no campeonato é neste momento o nosso principal rival, tem sido a equipa mais consistente, logo atrás do Benfica. Acentuando assim, a importância da goleada, desta noite...!!!
A fase menos boa já passou, e o Benfica está a regressar às grandes exibições, com vitórias claras... Hoje, até começamos 'perros' mas no final da 1.ª parte, acertámos os patins, e não demos qualquer hipóteses...
Derrota na Roménia...
23-25, 25-23, 25-21, 25-20
Derrota inesperada, apesar da ausência do Murad, esperava-se a conquista pelo menos de 2 Set's. Assim a 2.ª mão na Luz, será um jogo complicado, sem margem de erro...
Lixívia (25/26) 13
Tabela Anti-Lixívia
Benfica......... 29 (-4) = 33
Corruptos....37 (+5) = 32
Sporting...... 32 (+6) = 26
Braga............22 (-2) = 24
Sem grandes Casos, com influência nos resultados, não posso deixar passar o critério disciplinar do Lagarto Nobre na Luz, no derby:
- Hjmuland, Maxi Araújo e Diomandé passaram quase impunes!
O Uruguaio começou com as provocações, nos primeiros segundos do jogo com empurrões ao Dedic... pelo meio, passou uma rasteira ao Ríos sem bola e já com Amarelo meteu-se novamente em confusões!!!
O Dinamarquês além da falta claramente para Amarelo sobre o Ríos, ainda atingiu o Barreiro com o braço, num lance que passou em branco!
O Diomandé, 'abraçou' o Pavlidis no pescoço e o VAR ficou calado!!!
Maravilha!
Anexos (I):
Benfica
5.ª-Santa Clara(c), E(1-1), Pinheiro(R. Moreira, P. Felisberto), Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), J. Gonçalves(Malheiro Pinto, D. Pereira), Prejudicados, (2-0), Sem influência
Sporting
10.ª-Alverca(c), V(2-0), Nobre(Rui Oliveira, T. Costa), Beneficiados, (0-0), Impossível contabilizar
Corruptos
6.ª-Rio Ave(f), V(0-3), Anzhony(Rui Silva, Á. Mesquita), Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
Braga
Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
6/1
Sporting
3/1
Corruptos
2/0
Braga
6/1
Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade):
Benfica
3/2
Minutos:
101 - 32 = 69 (superioridade)
Sporting
5/1
Minutos:
141 - 9 = 132 (superioridade)
Corruptos
0/1
Minutos:
0 - 45 = 45 (inferioridade)
Braga
1/0
Minutos:
81 - 0 = 81 (superioridade)
B) Amarelos / Faltas assinaladas
Contra (antes dos 60m) / Faltas contra - Faltas a favor / Adversários (antes dos 60m)
Benfica
32(16) / 161 - 186 / 39(18)
Sporting
29(15) / 164 - 179 / 40(20)
Corruptos
31(16) / 173 - 157 / 33(20)
Braga
26(9) / 147 - 167 / 35(18)
Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
Guelho - -2
P. Ferreira - -2
Correia - -2
Bento - -2
Sporting
Nobre - +3
P. Ferreira - +3
Godinho - +3
Rui Silva - +3
L. Ferreira - +2
C. Pereira - +1
Cláudia R. - +1
J. Gonçalves - -1
Rui Costa - -3
Corruptos
J. Gonçalves - +3
Rui Costa - +3
Baixinho - +2
Esteves - +2
Braga
C. Pereira - -2
Cláudia R. - -2
Anexos(V):
Árbitros - Total - (Casa/Fora):
Benfica
H. Carvalho - 2 (1/1)
Pinheiro - 2 (1/1)
Anzhony - 1 (1/0)
Bessa - 1 (0/1)
Guelho - 1 (1/0)
B. Costa - 1 (0(1)
J. Gonçalves - 1 (1/0)
Nogueira - 1 (0/1)
Correia - 1 (1/0)
Vasilica - 1 (0/1)
Nobre - 1 (1/0)
Sporting
Nobre - 3 (1/2)
J. Gonçalves - 2 (1/1)
Correia - 1 (0/1)
Malheiro - 1 (1/0)
B. Costa - 1 (0/1)
H. Carvalho - 1 (1/0)
Godinho - 1 (0/1)
C. Pereira - 1 (1/0)
Bessa - 1 (0/1)
Anzhony - 1 (1/0)
Corruptos
J. Gonçalves - 2 (0/2)
Veríssimo - 2 (1/1)
Godinho - 2 (1/1)
Nobre - 1 (1/0)
Baixinho - 1 (0/1)
Guelho - 1 (1/0)
Anzhony - 1 (0/1)
Nogueira - 1 (1/0)
Bessa - 1 (0/1)
Narciso - 1 (1/0)
Braga
C. Pereira - 3 (1/2)
Veríssimo - 2 (0/2)
Nogueira - 2 (0/2)
J. Gonçalves - 1 (1/0)
Bessa - 1 (1/0)
Nobre - 1 (0/1)
Fonseca - 1 (1/0)
Macedo - 1 (1/0)
Pinheiro - 1 (1/0)
Anexos(VI):
VAR's - Totais - (Casa/Fora):
Benfica
Rui Costa - 3 (2/1)
P. Ferreira - 2 (1/1)
L. Ferreira - 2 (1/1)
Esteves - 2 (0/2)
R. Moreira - 1 (1/0)
M. Oliveira - 1 (0/1)
Malheiro Pinto - 1 (1/0)
Bento - 1 (1/0)
Sporting
Bento - 2 (1/1)
L. Ferreira - 2 (0/2)
Rui Costa - 2 (1/1)
Mota - 1 (1/0)
P. Ferreira - 1 (0/1)
Rui Silva - 1 (0/1)
Cláudia R. - 1 (1/0)
T. Martins - 1 (0/1)
Rui Oliveira - 1 (1/0)
M. Oliveira - 1 (1/0)
Corruptos
Esteves - 3 (2/1)
Rui Costa - 2 (0/2)
Mota - 1 (1/0)
P. Ferreira - 1 (1/0)
Rui Silva - 1 (0/1)
Rui Oliveira - 1 (0/1)
Martins - 1 (1/0)
V. Santos - 1 (0/1)
Malheiro Pinto - 1 (1/0)
L. Ferreira - 1 (0/1)
Braga
Martins - 2 (0/2)
Esteves - 1 (1/0)
R. Moreira - 1 (0/1)
L. Ferreira - 1 (1/0)
Rui Silva - 1 (0/1)
Bento - 1 (1/0)
Rui Costa - 1 (0/1)
Mota - 1 (1/0)
Cláudia R. - 1 (0/1)
Malheiro Pinto - 1 (1/0)
Esteves - 1 (1/0)
Rui Oliveira - 1 (0/1)
Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
Eiras - 3
P. Felisberto - 2
T. Leandro - 2
J. Fernandes - 1
C. Campos - 1
D. Pereira - 1
I. Pereira - 1
Cidade - 1
P. Brás - 1
Sporting
P. Felisberto - 2
Eiras - 2
P. Brás - 2
F. Pereira - 1
J. Pereira - 1
Á. Mesquita - 1
Bessa Silva - 1
Rui Cidade - 1
T. Costa -1
V. Maia - 1
Corruptos
P. Brás - 2
Eiras - 2
P. Felisberto - 2
P. Martins - 1
H. Ribeiro - 1
Vaz Freire - 1
Á. Mesquita - 1
Cláudia R. - 1
P. Ferreira - 1
V. Maia -1
Braga
T. Leandro - 2
Mira - 1
Rui Teixeira - 1
I. Pereira - 1
F. Silva - 1
Eiras - 1
P. Miranda - 1
Bessa Silva - 1
Babo - 1
Cláudia R. - 1
M. Azevedo - 1
V. Marques - 1
Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Esteves - 0 + 2 = 2
H. Carvalho - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Vasilica - 1 + 0 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1
R. Costa - 0 + 1 = 1
Sporting
Nobre - 2 + 0 = 2
Correia - 1 + 0 = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Bento - 0 + 1 = 1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
T. Martins - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Corruptos
J. Gonçalves - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Baixinho - 1 + 0 = 1
Anzhony - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Braga
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Nogueira - 2 + 0 = 2
C. Pereira - 2 + 0 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Nobre - 1 + 0 = 1
Macedo - 1 + 0 = 1
R. Moreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Cláudia R. - 0 + 1 = 1
Malheiro Pinto - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
Anexos(IX):
Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Rui Costa - 0 + 3 = 3
H. Carvalho - 2 + 0 = 2
Pinheiro - 2 + 0 = 2
P. Ferreira - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Anzhony - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
Guelho - 1 + 0 = 1
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Correia - 1 + 0 = 1
Vasilica - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
R. Moreira - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1
Malheiro Pinto - 0 + 1 = 1
Bento - 1 + 0 = 1
Sporting
Nobre - 3 + 0 = 3
J. Gonçalves - 2 + 0 = 2
Bento - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Correia - 1 + 0 = 1
Malheiro - 1 + 0 = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
H. Carvalho - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
C. Pereira - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
Anzhony - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 =1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Cláudia R. - 0 + 1 = 1
T. Martins - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1
Corruptos
Esteves - 0 + 3 = 3
J. Gonçalves - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Godinho - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Nobre - 1 + 0 = 1
Baixinho - 1 + 0 = 1
Guelho - 1 + 0 = 1
Anzhony - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
Narciso - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
Malheiro Pinto - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Braga
C. Pereira - 3 + 0 = 3
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Nogueira - 2 + 0 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Fonseca - 1 + 0 = 1
Macedo - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
R. Moreira - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Bento - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Cláudia R. - 0 + 1 = 1
Malheiro Pinto - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
Anexos(X):
Jornadas anteriores:
Jornada 1 (-1 jogo)
Jornada 2 (-1 jogo)
Jornada 3 (-1 jogo)
Jornada 4 (~1 jogo)
Jornada 5 (+1 jogo)
Anexos(XI):
Épocas anteriores:
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