Últimas indefectivações

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Pedro Pichardo

Creio que quem não acompanha o Atletismo terá dificuldade em compreender o significado desta contratação!!! Pedro Pichardo é um dos maiores fenómenos do Atletismo Mundial... Ultrapassou a mítica marca dos 18 metros no Triplo antes dos 23 anos (algo que o Évora nunca conseguiu)!!! Neste momento só o Americano Cristian Taylor se pode comparar com o Pichardo (em condições normais sem lesões), mais ninguém está ao mesmo nível... são dois autênticos E.T.'s!!!!

Creio que o Benfica 'aproveitou' bem, a opção de 'deserção', dando ao atleta alguma segurança quanto ao seu futuro a curto prazo! Recordo que neste momento existem ex-Cubanos nas Selecções Espanholas, Italianas, Turcas... mesmo em Portugal, noutras modalidades temos ex-Cubanos, portanto no fundo acaba por não ser uma novidade...
Pelo que se sabe, existem outros Cubanos a treinar na secção de Atletismo do Benfica, portanto até podemos ter mais 'novidades' nos próximos tempos... Sendo que a própria Selecção Nacional, a médio prazo poderá beneficiar...

O Triplo Salto é tradicionalmente um 'exercício' que provoca lesões graves com alguma regularidade. Na última época o Pedro teve vários problemas, e competiu pouco...
Devido a esta inscrição tardia, o atleta não poderá competir no Nacional de Pista no próximo Verão, só em 2018... Mas tendo conta as palavras de todos os envolvidos, estamos perante um investimento a longo prazo... e se assim for, é de facto uma grande contratação!

O eterno 'derby'

"Tudo começou mal e a desoras. Grupúsculos digladiaram-se em nome da mais gratuita violência. Desta vez, com uma morte a lamentar.Quando veremos os clubes expulsar do seu seio pessoas que só alimentam e estimulam o ódio?
Mas falemos de futebol. Contra previsões de mais confusão e quezílias, o derby lisboeta decorreu com normalidade. No resultado, no ambiente do estádio cheio e, sobretudo, a atitude exemplar de todos os jogadores, lutadores até ao limite, mas respeitando-se como colegas de profissão. No meio das guerras, os atletas continuam a ser os mais respeitáveis.
Foi, pois, bom. Talvez decepcionante para os arautos - que os há, abundantemente - do desalinho por tudo e por nada. Os treinadores fizeram o seu papel com galhardia, mesmo não se cumprimentado, ou seja, sem serem hipócritas. Não houve ajuntamento nem rebuliço junto dos bancos. Os apoios a cada equipa contiveram-se nos limites mínimos da decência.
Ederson não deixou o Benfica estar mais de 384 dias sem sofrer um penalty, assim  retirando pretexto para mais excitações dos propagandistas oficiais de clubes, especializados em insultos e chalaças. Nas redes sociais das habituais queixinhas e azia só houve indisfarçáveis e frustradas bolas para canto. Nas TV especializadas em acicatar desavenças houve 7 (!) penalties (4 a favor do SCP!) e a bola na falta de Lindelof marcou brilhantemente estava fora do sítio para aí uns 15 cm! Que mais se vai inventar?
Rui Vitória foi, mais uma vez, um senhor. E até tinha motivos, por demais evidentes, para cair na tentação de não o ser. Mas foi, e isso envaidece os benfiquistas. Obrigado, Rui Vitória!"

Bagão Félix, in A Bola

O melhor do futebol

"Nestes dias de chumbo por que estão a fazer passar o futebol português, alguns sinais positivos têm o condão de não deixar a esperança morrer, raios de luz num horizonte carregado, pedaços de humanidade que emergem dos destroços e da miséria moral vigente. Estas palavras duras traduzem o desencanto de quem acredita no poder do desporto como elemento único na aproximação dos povos e é obrigado a revoltar-se ao deparar-se com a subversão dos valores. Mas passemos aos sinais que me alegraram o coração...
O primeiro aconteceu na manhã de sábado, mal acabou o Sporting-Benfica em iniciados. Os jogadores, que tinham mostrado irrepreensível fair-play ao longo dos 70 minutos (parabéns aos treinadores/educadores) saíram do estádio Aurélio Pereira abraçados, vencedores e vencidos lado a lado, aceitando o que decorrer naturalmente do jogo. Horas mais tarde, quando as equipas principais de leões e águias se defrontaram, com um clima de cortar à faca a rodeá-los, temi uma partida pejada de picardias. Abençoado engano, o meu. Durante o jogo a correcção foi grande (e ninguém facilitou...) e quando Artur Soares Dias deu por terminada a função o que se viu foi respeito e solidariedade, numa abordagem exemplar a profissional.
Perante estes exemplos, senti-me reconciliado com um frase sábia, por vezes esquecida: «O melhor do futebol são os jogadores». Pena é que os clubes continuem a amordaça-los, preferindo dar palco a quem nada tem a ver com o que se passa dentro das quatro linhas e, muito provavelmente, nunca deu um pontapé numa bola. Mas dá cada pontapé no futebol..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Qual a parte que não entendem?

"Comunicados, contra-comunicados; tweets de directores de comunicação; publicações nas redes sociais; textos presidenciais no Facebook; comentadores amestrados nas televisões; apelos de presidentes da Liga colocados no caixote do lixo da consciência; claques legais ou ilegais sempre com uma bênção institucional mais ou menos explícita ou velada; queixas directas aos rivais no Conselho de Disciplina; penalties discutidos até à exaustão; foras de jogo debatidos ao milímetro; local de colocação de bola na cobrança de um livre directo a valer horas de conversa; árbitros agredidos fisicamente no esconderijo das distritais; páginas na internet de autores e passar ideias que os clubes oficialmente têm pudor em assumir; erros evidentes de arbitragem branqueados ou sublimados pelos responsáveis oficiais consoante a cor do beneficiado; acusações constantes; ataques pessoais; convites condicionados para as tribunas presidenciais; respostas com comparações a cidadãos detidos; contra-respostas com linguagem a roçar o deplorável; talento de jovens jogadores colocado em causa por não ser da cor do emissor da mensagem; idoneidade dos comentadores/opinadores colocada em causa por não veicular a ideia oficial ou criticar uma determinada atitude; órgãos decisores colocados em causa; dívidas monstruosas de todas as SAD dos grandes comparadas ao euro, como se não devessem todos imenso; responsáveis políticos a assobiar para o ar; quem tem o poder legislativo com acções inócuas; comentários que se auto-avaliam como sarcásticos mas são pedaços de ódio.
Qual foi a parte de Marco Ficini ter morrido por causa de um derby que não entenderam? Os senhores do futebol não perceberam que colocam tudo em causa mas não entendem o essencial: o futebol é só um jogo, mas move paixões.
Poupem-nos a esta pornografia."

Hugo Forte, in A Bola

A cartilha, os insultos, as queixinhas e os irresponsáveis

"Andamos nisto: os insultos, as queixas da arbitragem, os apertos e as agressões aos árbitros, as cartilhas e os comentadores que interpretam papéis como actores do método.
Há três teorias que podem explicar isto: alguém acha que isto funciona ou isto realmente funciona; ou, então, alguém quer fazer-nos acreditar que isto funciona e à falta de uma contraprova científica continua-se o joguinho a que todos convencionámos chamar spinning.
Das três, prefiro esta, porque há aqui um racional bem portuguesinho: a desresponsabilização. Quando a equipa perde, culpa-se o árbitro, alerta-se para a manha do malandro do adversário, esmiúçam-se lances em super-slow-motion no Twitter e no Facebook para troll comentar, escrevem-se notas para os comentadores e estes amplificam a mensagem – e, puff, em menos de um dia estão esquecidos os erros e as falhas, e, afinal, é tudo um grande logro, um embuste, uma vergonha, etcetera, etcetera.
Dito assim e levado à letra, tornar-se-ia irrelevante o trabalho de quem trabalha nisto, porque o jogador escusava de jogar porque está tudo feito para o rival ganhar, e o treinador não precisava de treinar porque, lá está, isto está feito para o rival ganhar.
Só que quem não recebe para estar no futebol, mas que paga para o ver, entra numa encruzilhada: os que gostam de forma desapaixonada tendem a afastar-se do jogo, fartos do ruído, da histeria e do constante passa-culpa; os fanáticos, os irrazoáveis, gostarão cada vez mais, porque o discurso agressivo lhes cai no goto e lhes alimenta a rivalidade, transformando-a em ódio.
E como o ódio é irrazoável e a irrazoabilidade leva à violência, as coisas ruins acontecem - e quando as coisas ruins acontecem, alguém é, normalmente, responsabilizado num mundo civilizado.
Só que ninguém é. E aí voltamos à desculpabilização, como se os insultos e as insinuações e as acusações e as comparações e as metáforas e as alegorias fossem apenas palavras inconsequentes e não ajudassem a montar o circo que é o futebol português."

Benfiquismo (CDL)

Benfica 5 - 1 Real Madrid, 1965

105x68... a 10 pontos do Tetra!

A promessa de Salazar

"A enorme Taça Império foi disputada por Benfica e Sporting no dia da inauguração do Estádio Nacional. Uma multidão de 60 mil pessoas juntou-se em redor do relvado.

António de Oliveira Salazar prometia e cumpria. Em 1932, quando subira ao poder, anunciara a construção de um grande parque desportivo. Em Julho desse ano, o novo Ministro das Obras Públicas e Comunicações, o engenheiro Duarte Pacheco, lança um programa gigantesco de obras públicas com o objectivo imediato de modernização urbanística e económica do país. As verbas do Fundo de Desemprego serão aplicadas nesse programa. A planificação daquele que viria a chamar-se, muito a propósito, Estádio Nacional, iniciou-se em 1939.
A sua concepção visava não apenas as manifestações desportivas, mas igualmente a criação de um espaço no qual tivessem lugar demonstrações públicas da política vigente, tal como sucedia na Alemanha de Hitler, por exemplo. Por isso, não admira que o Estádio de Honra, como começou por ser designado, fosse inspirado no Estádio Olímpico de Berlim e nessa concepção «ultra-neoclássica» que eram as manifestações estéticas monumentalistas e teatrais do III Reich.
Francisco Caldeira Cabral, Jorge Segurado, Konrad Wiesner, foram alguns dos arquitectos consulados. Mas é a Miguel Jacobetty Rosa que a paternidade do estádio é atribuída.
Cinco anos durante as obras. E, no dia 10 de Junho de 1944, «Dia da Raça», como então se designava, perante a presença do Presidente do Conselho, Óscar Carmona, e do Presidente do Conselho, Oliveira Salazar, milhares de jovens filiados na Mocidade Portuguesa ou na Federação Nacional da Alegria no Trabalho desfilam orgulhosos nos seus fatos de ginástica ou nas suas fardas de gala em frente às bancadas monumental estádio que se inaugurava.
Nunca tantos!!!
Nunca tinham sido tantos em redor de um campo de futebol.
60.000 pessoas vitoriavam Salazar que, pouco dado a essas coisas de desporto e muito menos de futebol, saiu ao intervalo, à la française, com o resultado ainda em zero-zero.
Duarte Pacheco, o antigo Ministro das Obras Públicas, o ideólogo do Estádio Nacional, o homem que pensara atirar com os três grandes clubes de Lisboa para fora da cidade, obrigando-os a construir os seus campos de jogos em Monsanto, não esteve presente. Tinha morrido no ano anterior, quando o seu Buick se despistara numa curva chamada a Cova do Lagarto:
O «Século» rejubila na sua primeira página: «A inauguração do Estádio Nacional foi um espectáculo esmagador de emoções». E continua, num estilo grandiloquente que tanto agradava ao regime: «60.000 pessoas delirantes de entusiasmo patriótico aclamaram em apaixonada grita os Chefes de Estado e do Governo e cantaram em coro o Hino Nacional».
António Lopes Ribeiro estava lá: filmaria tudo.
Depois dos desfiles, o jogo.
Em disputa estava a grandiosa Taça Império e frente a frente o campeão nacional, o Sporting, e o vencedor da Taça de Portugal, o Benfica.
Até ao intervalo, não houve golos. Azevedo, o célebre Azevedo, estava seguro como nunca. Espírito Santo e Julinho, Teixeira - o Gasogéneo - e Rogério, dito Pipi, nada podiam contra a simplicidade cientifica do futebol de Octávio Barrosa e Manuel Marques.
Depois, António Oliveira Salazar saiu do Estádio Nacional, e o jogo libertou-se. Adolfo Mourão foge à defesa encarnada e oferece o primeiro golo ao pletórico Peyroteo . Estão decorridos 16 minutos do segundo tempo. O Benfica responde em avalanche. É Espírito Santo quem empata, pouco depois de meia-hora. Até ao fim dos noventa minutos, os espectadores assistem, inquietos, aos golpes e contra-golpes dos dois opositores.
Mas há que recorrer ao prolongamento. E mal dois minutos estão decorridos quando Barrosa lança Peyroteo em direcção à baliza Martins. Nada a fazer. O Sporting ganha vantagem e não mais a perderá. Eliseu, lesionado, encosta-se à esquerda, a fazer figura de corpo presente, como era regra a época.
Convencidos da sua incapacidade, os jogadores do Benfica condenam-no ao abandono. Erro fatal. É sozinho que recebe uma bola vinda da sua defesa e é sozinho que caminha com ela para a baliza encarnada e para o 3-1.
Estamos apenas com 6 minutos deste prolongamento de loucos. Quatro minutos depois, Júlio, a quem os adeptos tratam carinhosamente por Julinho, reduz para 2-3.
É a vez de enorme Azevedo fazer valer a sua imensa categoria. A Taça Império está segura nas suas mãos. E é Adolfo Mourão que, no último minuto do prolongamento, ainda remata à barra de Martins como que a sublinhar a justiça de tão grande vitória."

Afonso de Melo, in O Benfica

terça-feira, 25 de abril de 2017

O brinco de Vítor Baptista e outras singularidades

"Tinha um Jaguar com chofer, usava brinco de diamantes e preferia a roupa justa ao aborrecido fato. Era 'o Maior'.

Falar de Vítor Baptista é falar de um homem rebelde, por vezes insolente e quase sempre controverso. Mas é também falar de um jogador cheio de talento, com grande qualidade técnica e um remate próximo do de Eusébio. Apelidado de excêntrico, compensava dentro das quatro linhas as polémicas em que se envolvia fora delas.
No Benfica esteve sempre envolvido em 'casos' e histórias mais ou menos polémicas. Em 1971, após a transferência do V. Setúbal para o Benfica, a maior do futebol português na altura, comprou um Jaguar com serviço de chofer para o levar aos treinos. E em 1976 auto-intitulou-se o melhor jogador português. 'É a minha opinião. Ninguém pode levar a mal'. Uma opinião controversa que lhe valeu a alcunha de 'o Maior' até ao fim da vida.
Sobressaía pela forma como se expressava e como se vestia. Provavelmente inspirado em Maurice Gibb, o mais alto dos Bee Gees, chegou a aparecer no aeroporto, na véspera de um jogo da Taça dos Campeões Europeus, com sapatos de tacão alto, calças de ganga e camisa justa, quando todos os outros estavam de fato. Mortimore ficou petrificado e disse-lhe que assim vestido não ia a lado nenhum, mas graças a Toni, que pôs água na fervura e um sobretudo nos ombros do colega, lá seguiu viagem.
De todas as polémicas, mais célebre é a do mítico jogo frente ao Sporting, em 1978. Aos 53 minutos dominou a bola com o peito e rematou à baliza. O golo resolveu o encontro. Mas em vez de festejar, levou as mãos à cabeça e ficou de olhos presos no chão. O brinco! Durante longos minutos procurou aquela peça única de ourivesaria que ficaria para sempre perdida no relvado da Luz. Bem vistas as coisas, tinha perdido dinheiro a trabalhar: 'Se custou 12 contos e o prémio do jogo é apenas de 8... foi uma quebra grande para mim'. Dias depois, exigiu ao Benfica 650 contos para renovar o contrato. O Clube ofereceu-lhe 450. Impulsivo, regressou ao V. Setúbal alegando que as condições eram 'muito melhores'. Assinou por apenas 100 contos por mês.
Em 1998, a trabalhar como jardineiro no cemitério de Setúbal, guardava apenas dois troféus da sua carreira de futebolista: o de um torneio em Madrid e o de um jogo com o Bayern. Os dois conquistados ao serviço do Benfica.
Pode saber mais sobre 'o Maior' na área 22 - De águia ao peito, no Museu Benfica - Cosme Damião."

Marisa Furtado, in O Benfica

O insustentável peso de falhar

"Num ano que poderá ficar para sempre na história do Sport Lisboa e Benfica como o da conquista do primeiro tetra, a que se junta ainda a possibilidade de se ganhar mais uma Taça de Portugal, importa sobretudo nesta recta final da época, estar focado nestes dois grandes objectivos.
Temos pela frente cinco finais de enorme grau de dificuldade, com equipas que sem excepção estão em excelente forma e a fazer boas épocas e só com muita humildade e querer o Benfica conseguirá vencer, contando sempre com o apoio incansável dos nossos adeptos.
Mas neste dia carregado de simbolismo que hoje comemoramos 'inicial, inteiro e limpo' como a poeta Sophia de Mello Breuner Andresen imortalizou é talvez o momento adequado para falarmos do sentido de responsabilidade que a liberdade expressão exige de todos e cada um de nós.
Bem sabemos que uma das mais batidas estratégias de desviar as atenções de falhanços sucessivos é criar todo um ambiente artificial, hostil e de factos inventados, de forma a que se passe a falar disso, e não sobre as razões e as causas que justificam mais um ano em que os objectivos não são atingidos.
Mas nas últimas semanas temos assistido a um conjunto de situações que não podem deixar de ser realçados.
Em primeiro lugar, o impensável de ver o assumir de uma aliança em que um clube abdica das suas aspirações de atingir um lugar na 'Champions' só com o objectivo de ver um seu rival perder.
Em segundo lugar, o total desrespeito por parte de um Presidente de um clube pelo castigo que lhe foi aplicado, fazendo gáudio de publicamente desafiar e demonstrar que se considera acima da lei e dos regulamentos que a sua instituição livremente subscreveu, ao contrário de todos, mas todos os diferentes dirigentes e agentes desportivos que sempre souberam respeitar o silêncio a que estavam obrigados quando castigados.
Em terceiro lugar, o permanente discurso incendiário em que em vez de se esperar que as forças policiais façam o seu trabalho e a justiça posteriormente julgue os responsáveis dos repudiantes acontecimentos da madrugada de 22 de Abril, se procure antes, omitir o contexto e apenas condenar os que não são da nossa cor clubista, quando obviamente todos os envolvidos sem excepção deverão merecer publica censura.
Em quarto lugar, 24 horas após um jogo que se distinguiu pela forma exemplar como os profissionais dos dois clubes estiveram em jogo, temos infelizmente que assistir a um chorrilho desesperado de mentiras e acusações de quem está de cabeça perdida e demonstra incapacidade total para estar à altura dos cargos que exerce.
Mas pior que isso, foram os baixos e intoleráveis insultos pessoais, intencionalmente baseados em factos totalmente falsos, demonstrativos de uma leviandade perfeitamente gratuita e indesciulpável que não se pode tolerar e que só desclassifica quem os faz.
Por último, a criação de um ambiente de permanente hostilidade sob tudo e todos, que chegou ao cúmulo da revelação de hipotéticos trocas de emails pessoais de outras instituições, numa espiral sem rumo, estratégia e sentido.
No desporto ganhar e perder é natural e é sobretudo nos momentos menos bons que devemos ter cabeça fria e aprender com os erros que naturalmente todos, mas todos, cometemos.
Termino referindo que ao longo do ano sempre procurei ser muito criterioso nas intervenções e até porque assim entendo que deve ser a postura de um responsável de comunicação de uma grande instituição. Foi isso que aprendi em mais de 20 anos de experiência, mas por entender que existem limites que não devem ser ultrapassados deixo uma constatação final e um apelo.
A constatação é que a pequenez de resultados não pode explicar nem justificar tudo.
O apelo é que deixemos o palco às verdadeiras estrelas: os jogadores, equipas técnicas e antigas glórias.
São eles que verdadeiramente fazem do futebol um espectáculo único que delicia milhões de pessoas em todo o mundo.
E são eles que fazem desde tenra idade cada um de nós a escolher o clube do seu coração. Porque todos diferentes somos todos iguais."

Vira o disco e toca o mesmo

"(...)
6. A morte de mais um adepto, na sequência de um ritual de violência que se julga ter sido combinado entre as claques do Benfica e do Sporting, foi pretexto para mais uma inqualificável diarreia de insultos e ofensas por parte do presidente sportinguista. Insisto no meu ponto: a responsabilidade da imprensa desportiva, tão pressurosa a publicar toda as coisas que ele escreve ou diz, para depois se virem hipocritamente queixar do clima de intimidação e ódio vigente, não pode mais ser escamoteada. A mais urgente tarefa de limpeza ética do futebol português (que muitos, comodamente sentados, reclamam que deva vir do poder político), eu acho que deve começar sim pela imprensa. Ignorando e condenando, com os nomes dos bois, todos os discursos de provocação e ódio - cujos protagonistas todos sabem que são."

Miguel Sousa Tavares, in A Bola


PS: Quando eu concordo com o Miguel Sousa Tavares, isto está mesmo tudo doido!!! Quando o Miguel Sousa Tavares consegue ser uma das vozes mais lúcidas do Tugão, está tudo dito...!!!

Para que serve a liberdade?

"Começou por ser um movimento militar, transformou-se numa revolução democrática, como poucas na História do mundo. Foi no dia 25 de Abril, faz hoje 43 anos e a este dia se chamou, chama e chamará o dia da liberdade.
Para aqueles que, como eu, viveram, num Portugal cinzento e triste, o tempo da ditadura do partido único e da censura, este dia leva-nos sempre a pensar na liberdade como um bem essencial ao desenvolvimento de um país e ao sentimento de honradez e dignidade do seu povoo. Nunca questionaremos, pois, a bondade da democracia,nunca haveremos de duvidar da importância fulcral da liberdade.
Porém, é importante que as sociedades modernas e livres, sobretudo as sociedades de excesso de informação que leva, não raras vezes, ao vazio e à incapacidade de processar em consciência esse turbilhão informativo que nos chega das mais diversas plataformas, formais e informais, de comunicação despertem para os perigos de quem usa a liberdade para agredir, de quem aproveita a liberdade para incentivar ódios, de quem explora a liberdade para arrasar valores e princípios.
Nós, os que gostamos de futebol e amamos o desporto na sua dimensão cultural e social, temos a obrigação de ter cada vez mais consciência desses perigos e de combater mais eficazmente os incendiários compulsivos, que se sentem impunes.
A Bola tem a responsabilidade histórica de não ser, nesta guerra, uma entidade neutra e por isso é com um sentimento de orgulho, de regozijo e até de dever que publica hoje um artigo tão exemplar quanto imperdível de Pedro Proença, o presidente da Liga portuguesa de futebol profissional."

Vítor Serpa, in A Bola

PS: As palavras são bonitas, mas mais uma vez, os actos são 'miseráveis'!!!
Esse tal 'exemplar' artigo do Presidente da Liga, não passa de mais um acto hipócrita e inconsequente, de alguém que se tem calado perante toda a 'gasolina' que o seu antigo colega de Faculdade tem deitado para a fogueira do Tugão com total impunidade!
Se A Bola tem a responsabilidade de não ser neutra, então teria sido fácil neste artigo de chamar os nomes pelos bois... e mais uma vez, são todos metidos no mesmo saco, evitando assim a condenação directa ao principal prevaricador...

Derby... num Vlog !!!

Juvenis - 2.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 1 Corruptos

Bial; Pinheiro, Loureiro, Saldanha, Tavares; Jocu, Dantas, Csoboth, Conceição; Nóbrega, Matos

Nos últimos anos perdemos vários campeonatos de Juvenis, por causa dos compromissos das Selecções. Este ano, apesar de termos uma equipa dizimada pelo cansaço das Selecções, conseguimos vencer os dois primeiros jogos...
Hoje, mesmo fazendo rotação e poupando alguns jogadores. ganhámos, nem sempre fomos melhores, mas a vitória é merecida...

O que mais faltará para haver uma intervenção firme no desporto?

"Pais envolvidos em situações de pancadaria, árbitros agredidos, dirigentes em declarada "guerra psicológica", claques a entoar cânticos associados a um trágico acidente de aviação, desejando a morte aos seus rivais... e, lamentavelmente, um adepto morto numa situação de atropelamento e fuga...
De repente, parece que já ninguém se interessa, genuinamente, pelo jogo... parece que, toda a lógica se inverteu e, lamentavelmente, os protagonistas deixaram de ser os Atletas.
Assistimos, infelizmente, a uma espécie de "treino" de agressividade em escalada onde, não havendo claras repercussões (adeptos, claques, clubes...), todo este tipo de eventos começa a ser aceite como "normal".
Até que ponto tudo isto é aceitável? Até quando as entidades responsáveis aguardarão para intervir? Até que ponto todos nós, maioria silenciosa, não devemos também intervir (deixando de ir aos estádios por exemplo)?
Desde quando, o futebol se terá transformado neste cenário dantesco onde, aparentemente, o "jogo" deixou de ter interesse para passar a ser uma desculpa para descarregar as frustrações do dia-a-dia? 
De facto, a sucessão dos últimos acontecimentos torna este tema preocupante, seja pela escalada em termos de frequência ou de intensidade.
Será que a morte de uma pessoa, nas circunstâncias bizarras de um atropelamento e fuga, não é já motivo suficientemente assustador (em termos de proporções) para que os dirigentes dos clubes (de todos eles!) se sentem a uma mesa, Por respeito a um valor que se chama vida, e discutirem formas de intervirem e educarem as suas claques e adeptos?
De facto, algo está a mudar neste desporto, Outrora contexto de convivência familiar.
Urge, de facto, uma reflexão responsável sobre esta matéria. Urge que se tomem medidas pegagógicas desde os escalões de formação, passando por pais, claques e adeptos em geral.
Urge que alguém, genuinamente, se importe com esta matéria que, sem uma intervenção firme e consistente, responsabilizando duramente todo e qualquer envolvido ou mesmo parcialmente responsável, irá ser, lamentavelmente, cada vez mais o Dna do nosso Desporto... um "desporto" que já nada partilha com os valores fundamentais outrora vigentes.
Não se entende, acima de tudo, desde quando é que tudo isto se tornou "aceitável" e "mundano", desde quando esta espécie de anestesia geral se agigantou e o que faltará para Dirigentes deixarem de lado as cores do seus clubes e demonstrarem que, de facto, esta não é a identidade do desporto que defendem para si e para o contexto em geral.
Já chega, de fato, de discutir os "Porquês" é preciso dar o exemplo e encontrar os "Comos?". 
Precisamos, urgentemente, de uma liderança com elevadas competências emocionais, que se comprometa com esta causa e una Dirigentes, Treinadores, Atletas, Claques, Adeptos e "simples" Fãs do Desporto, numa causa que é, afinal, de todos nós."

A penúltima Lei de Jogo. Lei 16 - O Pontapé de Baliza

"Com a lei 16 entramos na penúltima das Leis de Jogo.
Quem diria? Dezasseis semanas a procurar que os nossos leitores conheçam um pouco melhor, tudo o que há para saber sobre as normas do futebol.
Apenas para quem acha que isso possa ser importante, legitimando a liberdade de opinar e criticar... fundamentadamente.

Lei 16 - O Pontapé de Baliza
Quando é que é assinalado um pontapé de baliza?
Quando a bola ultrapassa por completo (quer por alto quer rente ao solo), a linha de baliza, tocada em último lugar por um jogador da equipa atacante.
Aqui exclui-se, obviamente, a situação em que ela ultrapassa a linha entre os postes e por debaixo da barra (porque aí seria golo).
Pode um golo ser marcado directamente de um pontapé de baliza?
Sim, mas apenas na baliza adversária.
Na própria nunca (mesmo que, em teoria, a bola tivesse saído da área e por acção do vento, voltado para trás e entrado na própria baliza - aí seria apenas pontapé de canto).
Como deve ser executado este pontapé?
A bola deve estar totalmente imóvel e a execução pode ser executada em qualquer ponto da área de baliza (pequena área), por um qualquer jogador defensor.
A bola só entra em jogo quando sai da área de penálti (grande área), para dentro do terreno de jogo. 
Todos os adversários devem, nesse momento, estar no exterior da área.
Se a bola tocar num jogador antes de sair da área, o pontapé de baliza será repetido (porque considera-se que ainda não tinha entrado em jogo).
Se, após a bola entrar em jogo, o executante voltar a toca-la uma segunda vez sem que ninguém o tenha feito antes, será punido com pontapé livre indirecto (no local do segundo toque).
No entanto, se esse contacto for feito com as mãos, será punido com pontapé livre directo ou pontapé de penálti (caso esse toque ocorra no interior da sua área).
Excepção: se esse segundo toque (com as mãos) for feito na área mas pelo GR que executou o pontapé de baliza, a sua equipa será punida com pontapé livre indirecto (não poderia ser com penálti, porque, aí, ele tem a faculdade de jogar a bola com as mãos ou braços).
Se um jogador adversário estiver colocado no interior da área de penálti no momento em que o pontapé de baliza é executado (e tocar / disputar a bola antes de esta ter tocado noutro jogador), o pontapé deve ser repetido.
Se um jogador entrar na área de penálti antes de a bola estar em jogo e cometer ou sofrer uma falta, o pontapé de baliza é repetido e o jogador infractor pode ser advertido ou expulso, dependendo do tipo de infracção que cometa.
Repetido porquê? Porque a bola só entra em jogo quando sai da área. Não se esqueçam!
Punido porquê? Porque o facto de a bola ainda não estar em jogo não invalida qualquer eventual sanção disciplinar que um jogador venha a merecer.
E pronto. Despachada a penúltima regra.
Para a semana, a derradeira lei de jogo.
A décima sétima.
Depois disso, uma crónica especial para falarmos da que não existe nos livros mas que deve estar sempre presente na mente e no coração dos árbitros: a do bom senso.
Boa semana!"

Nem com a morte chegou o silêncio (e continua a falta de respeito)

"Se é para isto que se acabe com as claques.

Morreu uma pessoa.
Antes de ser adepto, antes de carregar um cachecol, uma bandeira, antes de participar num cântico ou vibrar com um golo, foi uma pessoa que morreu.
Perdeu-se uma vida.
Matou-se uma pessoa, e sim não foi a primeira.
De pouco adianta agora, mas o Estado português deve desculpas à sua família. Mais que não seja pelo estado a que isto chegou.
O futebol cá do burgo também. Os dirigentes, da Liga, da Federação, todos os que ainda forem vivos e os de agora, que peçam perdão. Os não-jornalistas que incendeiam com gozo programas de televisão de entretenimento grotesco, os jornalistas e os meios que lhes dão voz. Os adeptos que insultam toda a gente, e as suas famílias. As claques. Todas. Os clubes que lhes abrem as portas sem critério. Os pais que não educaram os seus filhos.
Eu também peço desculpa.
Não basta silêncio num minuto de silêncio nos estádios. Ou aplausos em 60 segundos de aplauso. É necessário o silêncio de todos, de uma ponta a outra do futebol português. Que se calem e ouçam. Que aprendam a respeitar o próximo, e respeitarão o jogo.
Todos os que falaram depois da madrugada de sábado calados seriam uns poetas. Que necessidade há de aproveitar politicamente uma morte? Para um lado ou para o outro. Que se ouçam primeiro antes de abrir a boca. Se não em mais nenhuma altura, que se calem agora. Por respeito.
Se as claques de clubes portugueses servem para isto acabem-se com as claques. Legalizadas ou não, não há inocentes. Se não se registam todos os membros de que vale legalizar? Se não se pune quem deve ser punido de que vale ter uma lista com uns nomes no papel? Se não estão legalizadas porque têm o seu lugar nos estádios e bilhetes mais acessíveis? Há um pouco mais de controlo por parte da polícia, mas estará longe de ser suficiente.
Se é para isto, para combates de madrugada agendados às portas dos estádios, para gerar o pânico um pouco por todo o lado, desmembrem as claques. Descaracterizem os seus elementos. Tornem-nos iguais aos outros. Deixem tarjas, bandeiras, tochas e privilégios do lado de fora dos estádios.
Se não puderem ser claques durante os jogos, a sua razão primária para existir, dificilmente poderão continuar a sê-lo nos outros dias. Se não mantiverem o apoio dos clubes, oficial e oficioso, irão fragilizar-se e perder poder. Não virá nenhum mal ao mundo com isso, bem pelo contrário. Menos poder, menos potencial violento, que é o que se pretende.
Os outros, por sua vez, que os tornem desnecessários! Que façam a festa, que devolvam o jogo aos verdadeiros adeptos e às famílias! Que façam com que os clubes não precisem deles em lado nenhum!
Se apontamos tanto para Inglaterra por que não agora outra vez? Têm os ingleses um problema de ambiente nos estádios?
No dia em que se voltar a gostar do jogo não haverá mais violência. Essa será a cura, mas ainda parece muito distante de chegar, e os últimos sintomas têm sido preocupantes.
O futebol português está doente, e deve ser colocado de quarentena."

Benfica foi encostado à parede e reagiu, mas já não é o FC Porto o seu maior inimigo

"Contas a quatro jornadas do fim: encarnados têm um empate como margem de erro.

Três pontos.
Se o FC Porto ganhar os quatro jogos que faltam – Chaves, Marítimo e Moreirense fora da casa; Paços de Ferreira no Dragão – e o Benfica não recuperar os dois golos de atraso até à última ronda, isso significa que os encarnados podem ainda pelo menos empatar um dos jogos que têm pela frente – Estoril e Vitória de Guimarães na Luz; Rio Ave e Boavista fora – e mesmo assim fazerem a festa do tetra.
O calendário parece, em teoria, mais pesado para os portistas, numa altura em que o moral não estará tão forte como chegou a estar a duas rondas do clássico, com nove triunfos consecutivos. Desde então, a equipa de Nuno Espírito Santo somou uma vitória em cinco partidas, em casa frente ao Belenenses (3-0), e deu vários sinais de alguma fraqueza.
Rui Vitória tem agradecido estas ajudas involuntárias. A pressão não tem sido tão alta em alguns momentos por culpa do seu rival.
Se recuarmos um pouco, lembramo-nos que o FC Porto podia ter chegado ao clássico na frente, depois de o Benfica ter falhado em Paços, mas empatou em casa com o Vitória de Setúbal.
Na Luz, no jogo do título, os visitados mostraram-se mais fortes em muitos momentos do encontro, e pareceram sair melhor do embate – apesar da paupérrima exibição em Moreira de Cónegos logo depois –, mas foram os adversários que, no final, festejaram o ponto conquistado.
Antes do dérbi de Alvalade, Braga apareceu na rota do dragão. Todos se lembram do penálti falhado em cima do intervalo que podia ter valido o 2-0 para os minhotos, mas mesmo com essa benesse os dragões não conseguiram melhor do que empatar. Ou seja, quando o Benfica podia ter de ir a Alvalade obrigado a vencer, o FC Porto não cumpriu e permitiu-lhe que jogasse também com um eventual empate para continuar a depender de si próprio.
No dérbi com o Sporting, os homens de Rui Vitória começaram mal. Melhor, Ederson, figura clara deste campeonato, cometeu um erro grosseiro e penalizou a equipa. O que se seguiu depois foi uma exibição personalizada, premiada com um ponto. Não seria um mau resultado em qualquer outra circunstância, mas os dragões podiam voltar a aproximar-se.
Em casa, frente ao Feirense, falhou. Sem Brahimi e Corona, falhou. Frente a um bom Feirense, organizado e com carácter, falhou. Não podia. Quaisquer que sejam as explicações não podia.
Não quer isto dizer que não haja mérito do Benfica, nada disso. Termina a época sem perder frente aos rivais e, à semelhança do que tinha acontecido na primeira volta perante o Sporting quando a pressão aumentou pela primeira vez, mostrou que quando é encostado à parede consegue reagir, e ir buscar forças onde já não parece ter. Há ali estofo, muito provavelmente acumulado em três temporadas consecutivas a vencer.
Contas feitas, quatro jogos. Mas perigosos. Um bom Estoril. Um bom Vitória. Um Rio Ave que sabe jogar à bola. Um Boavista muito intenso, bem trabalhado, a fechar no Bessa. O perigo continua a espreitar, porque, diz Nuno e bem, «o FC Porto ainda está vivo».
Tem sido uma época de altos e baixos para o líder. Falhou quando menos esperava, recuperou quando ameaçava falhar de vez. É por isso, mantenho, um campeonato nivelado por baixo, porque os outros não estão melhor, bem pelo contrário. A Rui Vitória e ao grupo o passado recente tem de continuar a estar fresco na memória.
A margem de erro continua muito pequena, mas é justo dizer que luta agora contra si próprio. O FC Porto deixou de ser o seu maior inimigo."

Benfiquismo (CDXLIX)

A felicidade de cumprimentar os 'grandes'!!!

Peter War !!!

Lixívia 30

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 72 (-12) = 84
Corruptos..... 69 (+13) = 56
Sporting........ 64 (+12) = 52

Aqui está: mais uma semana onde o somatório de toda a intimidação e coacção, dá 'frutos'!!!!

Não é normal, um árbitro internacional, que faz parte do grupo elite da UEFA e da FIFA, em 4 minutos, não 'veja' 3 penalty's descarados...!!! Por muita corrupto que seja, por muito incompetente que seja, é praticamente impossível num jogo destes, decida não marcar o óbvio...
Não estamos falar de lances confusos, de lances de 'intensidade', de lances, de lances faltas 'cavadas'... Estamos a falar de lances claros. clarinhos como a água... então os dois primeiros: Grimaldo e Lindelof... é impossível, existir dúvidas! Na televisão, ou ao vivo, no campo... Impossível!!
A não ser que o árbitro esteja condicionado... E como todos sabemos, este árbitro e todos os outros estão condicionados... Depois de toda a intimidação feita em privado e em público e depois de toda a coacção feita em público, praticamente todos os dias, tomar uma decisão 'positiva' a favor do Benfica, é quase um 'suicídio' da carreira!!!
Mesmo para o árbitro, supostamente com mais estatuto, actualmente... e portanto, nem aquele que supostamente teria mais 'defesas', num potencial ataque contra a sua 'carreira', teve a coragem de decidir em consciência!!!
Isto é duplamente 'castigador', porque além deste jogo e deste árbitro, a forma cobarde como apitou, deu uma mensagem clara a todos os outros: não corram o risco de apitar a 'favor' do Benfica!!!

Mas não foram só os 3 penalty's que ficaram por marcar... mais uma vez, tivemos um critério disciplinar absurdo, que permitiu ao Sporting travar sucessivas 'saídas' do Benfica, com total impunidade... e mesmo ao nível téncico, ficaram várias faltas por marcar perto da área Lagarta... desde um empurrão descarado ao Salvio (por parte do Jefferson... a um agarrão ao Pizzi onde deu a Lei da Vantagem, sem vantagem nenhuma... em zona frontal... etc... etc... etc...!!!

Sobre o penalty do Ederson, não existem quaisquer dúvidas sobre a falta... Agora, na questão disciplinar foi extraordinário ouvir e ler a quantidade de 'expert's' que afinal não conhecem as regras!!! E nem é preciso recordar as novas indicações, para evitar a tripla-penalização... O Ederson 'atrasou-se' mas tentou claramente chutar na bola, portanto nunca podia levar Vermelho...

Para compor o ramalhete, e com a colaboração activa da CMTV que está cada vez mais esverdeada (acredito, com a direcção de Octávio Babado Lopes), querem transformar este roubo à descarada ao Benfica, num jogo onde no final o Sporting foi mais prejudicado!!!!
Já não existe vergonha...


No Dragay, tivemos mais uma 'choradeira' linda...!!! Era 'penalty' atrás de 'penalty'... a PorkosTV ainda deve estar a investigar se houve mais penalty's!!!!
Curiosamente, a 'não expulsão' do Filipe passou mais uma vez impune...
De todos os penalty's 'pedidos', o único que dou crédito é o do empurrão ao Otávio: é verdade que existe aproveitamento na queda, como é hábito no jogador (tem jeito para o teatro), mas o empurrão existe...
Extraordinário como exista quem defenda que este penalty, e o do Rafa já não é!!!
O puxão ao Marcano também existe, tal como o empurrão do Soares ao Vítor Bruno imediatamente antes...
Agora, muito cuidado, para o futuro vídeo-árbitro: se todos os Cantos e Livres Laterais, vão ter imagens aproximadas dos agarrões e empurrões dentro da área, tudo bem... agora, se só os Cantos e Livres Laterais dos Corruptos vão ter direito a super-slow-motion, então vão ter mesmo 15 penalty's por jogo!!!!

Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
12.ª-Marítimo(f), D(2-1), Vasco Santos, Prejudicados, (1-4), (-3 pontos)
13.ª-Sporting(c), V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Estoril(f), V(0-1), Paixão, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
15.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
16.ª-Guimarães(f), V(0-2), Almeida, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(c), E(3-3), Luís Ferreira, Prejudicados, (3-0), (-2 pontos)
18.ª-Tondela(c), V(4-0), Esteves, Nada a assinalar
19.ª-Setúbal(f), D(1-0), Pinheiro, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
20.ª-Nacional(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(3-0), Mota, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Braga(f), V(0-1), Tiago Martins, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
23.ª-Chaves(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), Sem influência no resultado
24.ª-Feirense(f), V(0-1), Soares Dias, Nada a assinalar
25.ª-Belenenses(c), (4-0), Esteves, Prejudicados, Beneficiados, (4-0), Sem influência no resultado
26.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Pinheiro, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
27.ª-Corruptos(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), (-2 pontos)
28.ª-Moreirense(f), V(0-1), Tiago Martins, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
29.ª-Marítimo(c), V(3-0), Almeida, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
30.ª-Sporting(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, (1-4), (-2 pontos)

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Setúbal(c), V(2-0), Rui Costa, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
13.ª-Benfica(f), D(2-1), Sousa, Beneficiados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), D(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Belenenses(f), D(0-1), Tiago Martins, Nada a assinalar
16.ª-Feirense(c), V(2-1), Esteves, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
17.ª-Chaves(f), E(2-2), Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Marítimo(f), E(2-2), Pinheiro, Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-2), Veríssimo, Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar
20.ª-Corruptos(f), D(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
21.ª-Moreirense(f), V(2-3), Oliveira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
22.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Esteves, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
23.ª-Estoril(f), V(0-2), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
24.ª-Guimarães(c), E(1-1), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
25.ª-Tondela(f), V(1-4), Paixão, Nada a assinalar
26.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
27.ª-Arouca(f), V(1-2), Godinho, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
28.ª-Boavista(c), V(4-0), Mota, Nada a assinalar
29.ª-Setúbal(f), V(0-3), Pinheiro, Beneficiados, Impossível contabilizar
30.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (1-4), (+1 ponto)

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
12.ª-Braga(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
13.ª-Feirense(f), V(0-4), Luís Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Chaves(c), V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Marítimo(c), V(2-1), Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
17.ª-Moreirense(c), V(3-0), Veríssimo, Beneficiados, Sem influência no resultado
18.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Sousa, Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
19.ª-Estoril(f), V(1-2), Oliveira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
20.ª-Sporting(c), V(2-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
21.ª-Guimarães(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
22.ª-Tondela(c), V(4-0), Luís Ferreira, Beneficiados, (0-1), (+ 3 pontos)
23.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, Prejudicados, (1-1), (+2 pontos)
24.ª-Nacional(c), V(7-0), Paixão, Beneficiados, (6-0), Sem influência no resultado
25.ª-Arouca(f), V(0-4), Hugo Miguel, Nada a assinalar
26.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Beneficiados, Impossível contabilizar
27.ª-Benfica(f), E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), (+1 ponto)
28.ª-Belenenses(c), (3-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível de contabilizar
29.ª-Braga(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
30.ª-Feirense(c), (0-0), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), (-2 pontos)

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Desilusão...

Benfica 1 - 2 Salzburgo


Esforço ingrato, num jogo muito disputado, com o Benfica muito tempo em vantagem, mas 4 minutos de desconcentração deitaram tudo a perder...!!!

A arma do Salzburgo é a pressão na recuperação de bola, já o tinha demonstrado com o Barça, e voltou a 'sufocar' hoje o Benfica! A intensidade de jogo foi enorme, estes jovens do Benfica não estão habituados a tanta pressão e isso notou-se... além da superioridade física individual, o modelo colectivo dos Austríacos, acabou por dominar o jogo...
No início do jogo, mesmo assim, o Benfica ainda fresco, conseguiu sair para o conta-ataque com bastante perigo... aliás antes do golo, tivemos as melhores oportunidades... e mesmo depois ainda tivemos algumas oportunidades, por parte do Félix e do Digui...
Mas com a passagem dos minutos, e com o Benfica em vantagem, a equipa foi recuando... e fomos cada vez menos perigosos!
Curiosamente, quando os Austríacos começaram a demonstrar algum cansaço, foi quando sofremos os golos: Canto e contra-ataque...
E depois, já fomos tarde...

Individualmente, temos mais potencial futuro... mas a maturidade táctica e física dos Austríacos (de várias nacionalidades) neste momento é superior. Apesar dos vários talentos que temos nesta equipa, hoje, faltou um Tiago Dantas (o nosso Juvenil que na próxima época, deve jogar esta competição)!!! O Florentino e o Gedson são bons médios e têm bastante futuro, mas não são médios construtores, médios criativos, que sabem proteger a bola e passar... e hoje, com toda aquela pressão do adversário, na zona da bola, era necessário alguém que 'levantasse a cabeça' e fizesse as mudanças de flanco...!!!

Mesmo assim, temos que dar os Parabéns aos miúdos! Foi uma caminhada difícil, jogando sempre fora, na Fase a eliminar, com duas eliminatórias decididas nos penalty's... Tudo isto, com muitos jogadores, Sub-18 e alguns Sub-17, que vão poder regressar no próximo ano, a esta competição, e alguns jogadores como o Félix e o Pedro Álvaro que podem inclusive regressar daqui a 3 anos!!!!!!

Esta 'coisa' das Finais perdidas, como adepto já chateia... é verdade. Mas chegar à Final não pode ser desprezado... e chegar às fases adiantadas consecutivamente, é sinal de trabalho...
Podemos ter opiniões de 'treinador de bancada', eu hoje por exemplo, tinha jogado com o Dju (ou o Vinicius) e o Tavares de início, para tentar igualar a capacidade física do adversário e tinha lançado o Jota e Félix, no final com o jogo mais aberto... Mas isso são as opiniões de um simples 'treinador de bancada'!!!

Os clubes são cúmplices dos 'hooligans'?

"Os clubes não podem tolerar que os seus emblemas sejam usados como causa de marginais que fazem da violência uma razão de ser e estar.

O que é que uma rixa entre hooligns, marcada e concretizada para os arredores do estádio da Luz na madrugada do derby, tem a ver com Benfica e Sporting, tem a ver com futebol? O que terá acontecido em Lisboa nas horas pequenas do último sábado, não passou de uma história de violência gratuita, protagonizada por jovens (e alguns nem tanto) que encontram sentido na vida através de agressão e do confronto, formas peculiares de afirmação que transcendem fronteiras e encontraram até, nas claques, uma forma de Erasmus sob a capa do futebol e sem que nada tenham a ver com ele.
Uma morte e lamentar, perda irreversível e irreparável, até pela ausência de sentido da causa, constitui um dano que transcende toda e qualquer razão invocável. Porém, como as cenas que estiveram na origem da tragédia tiveram como pano de fundo uma alegada rivalidade clubística (creio que estamos em presença de indivíduos desformados que se não usassem os clubes como bandeira encontrariam outra qualquer razão que justificasse a sua propensão para a violência...), urge que, neste caso particular, Benfica e Sporting se demarquem dos prevaricadores, porque, que seja do conhecimento público, não houve qualquer jogo entre os dois emblemas de Lisboa, às duas e quarenta da manhã, no último sábado, nos arrabaldes da Luz.
E é aqui que chego à questão de fundo: Será que - e embora me refira ao caso que enlutou o derby, possa estender o raciocínio à generalidade dos emblemas - Benfica e Sporting estão dispostos a defender e avalizar as acções de grupos de indivíduos que sujam as bandeiras dos seus clubes com acções que não têm lugar em qualquer sociedade civilizada?
Para estes problemas há uma solução, que passa pela congregação de vontades. Da parte do governo, infelizmente, aquilo a que se assiste é a uma irresponsável inacção, maquilhada por palavras ocas e lugares comuns; dos clubes, ainda é pior, porque a falta de perspectiva é tão grande face à questão de fundo que acabam por constituir-se como porto de abrigo para os marginais que não fazem mais do que conspurcar a reputação de emblemas centenários.
PS - Inevitável a recusa de Luís Filipe Vieira ao convite de Bruno de Carvalho. Com aquela formulação não era para ser aceite...

ÁS
Vítor Oliveira
Como se festeja a décima subida de divisão? Só há uma pessoa que pode responder cabalmente a essa questão, Vítor Oliveira, treinador de um Portimonense finalmente regressado ao convívio dos maiores. Portimão, cidade de futebol, merece ter a sua equipa mais representativa na Liga. Parabéns!

ÁS
Rui Vitória
Correu bem o fim-de-semana ao treinador do Benfica. No sábado saiu de Alvalade com um ponto, depois de uma exibição muito personalizada, e no Domingo viu o FC Porto empatar no Dragão com o Feirense. Nada está ganho (aliás o Estoril tem um histórico na Luz de estraga-festas...) mas o Benfica aparece bem lançado...

ÁS
Nuno Manta
Jogou esta época duas vezes no Dragão e de lá saiu com outros tantos empates. Ontem, depois do jogo, foi um exemplo de serenidade e bom-senso, nunca se colocando em bicos de pé como sucede, infelizmente, com alguns dos seus colegas, que açambarcam um sucesso que é sempre colectivo. Vai longe este jovem treinador.

Quatro empates nos últimos cinco jogos da Liga...
«Vamos ser serenos, continuamos na luta. Mas é difícil explicar ao Dragão tantas falhas da equipa de arbitragem».
Nuno Espírito Santo, treinador do FC Porto
O FC Porto tem vacilado na corrida pelo título e perdeu oito pontos nos últimos quinze que disputou, sobressaindo os empates caseiros com V. Setúbal e Feirense. Ontem, Nuno Espírito Santo finalmente afinou pelo diapasão das críticas à arbitragem, ouvido amiúde à entourage azul-e-branca. Sinal de que está no último reduto das explicações, quando tudo ainda é possível...

'El Clásico'
Em noite de grande inspiração de Lionel Messi, o Barcelona disse presente nas contas da Liga espanhola e, com requintes de malvadez, calou o Bernabéu com um golo nos derradeiros segundos. Quando se pensa no Real Madrid, não se associa ao clube campeão europeu a noção de inexperiência. Pois foi isso que matou os 'merengues' na noite de ontem, surpreendidos em contra-ataque, quando jogavam com dez e tinham um empate, precioso para guardar. A equipa foi para a frente, desequilibrou-se e acabou derrotada, como um qualquer grupo de juvenis.

Dortmund: a ganância foi a causa do terror
Afinal não foi o Daesh o responsável pelo atentado de Dortmund. Um investidor na bolsa - um jovem psicopata que foi comer um bife depois da explosões - que queria ver as acções do Dortmund em baixa, engendrou um plano maquiavélico que acabou descoberto. O Mundo está louco."

José Manuel Delgado, in A Bola

Mais uma recordação do Baú...!!!


Depois de tudo o que tem sido dito e redito, ultimamente, sobre cânticos, crimonosos a afins... fez bem o Boloposte recordar mais esta pérola!!!

É uma vergonha!

"É uma vergonha o estado a que chegou o futebol português. Há que dizê-lo (gritá-lo até) com todas as letras e sem medo das palavras. Este fim-de-semana ultrapassaram-se todos os limites, chegou-se muito para lá do chamado ponto sem retorno. Há que dizê-lo (gritá.lo até) com todas as letras e sem medo das palavras: é uma vergonha que a morte de um cidadão italiano na madrugada que antecedeu o derby, em circunstâncias ainda por esclarecer mas na sequência de confrontos entre claques de Benfica e Sporting, seja vista não como um sinal de alerta, mas como mais uma arma de arremesso, gasolina para a fogueira de rivalidades que há muito deixaram de ser saudáveis.
Ninguém se deu ao trabalho de parar para pensar. Ninguém foi capaz de perceber que em causa está muito mais do que saber se as claques são legais ou ilegais - ou até se, legais ou ilegais, merecem ter o apoio dos clubes com enorme responsabilidade social. Não. O que os presidentes dos três grandes fizeram foi aproveitar-se de um momento que devia ser de profunda tristeza e necessária reflexão para continuarem ao ataque. Sem se preocuparem (porque, tratando-se de pessoas inteligentes, há muito o perceberam) com o facto de alimentarem, através de frases repletas de um ódio irracional, um clima que faz temer uma tragédia de proporções ainda mais graves do que aquela com que fomos esbofeteados na manhã de sábado.
Podem, todos, dizer que estão a defender o seu clube até à morte. E rasgar as vestes na evocação da defesa dos seus adeptos. É mentira. Porque são os adeptos - mais ou menos santos - que um destes dias sofrerão as consequências. Há que dizê-lo (gritá-lo) com todas as letras e sem medo das palavras: é uma vergonha, também, que haja tanta gente a aplaudir frases carregadas de um ódio irracional só porque saem da boca de alguém que vêem, de forma absurda, como líderes supremos."

Ricardo Quaresma, in A Bola

PS: Publiquei esta coluna de opinião, unicamente, para exemplificar, como a cobardia, a cumplicidade destes jornaleiros de meia-tigela... colabora activamente com o terrorismo inimputável do Presidente do Sporting!!!
Comparar os discursos e as posições, do Presidente do Benfica e até do Presidente dos Corruptos, com os actos e as palavras do Babalu, só pode ser brincadeira de mau gosto...!!!
A 'falta de vergonha' só existe, porque estes jornaleiros, estão à mais de 4 anos,  a proteger o Babalu... aquilo que o Presidente do Benfica, apelou no final do jogo, é que os jornalistas devem cumprir a sua obrigação, e devem desmascarar todas as mentiras e contradições do Presidente do Sporting... algo que não têm feito, bem pelo contrário! Uns por pura ignorância, outros por incapacidade de despir a camisola, outros ainda por conveniência, porque o 'animal' dá audiências e vende jornais...
Num país decente, com uma comunicação social, que cumprisse a sua obrigação, não seria necessário o Presidente do Benfica, falar no final do jogo. As perguntas que ele deixou no ar, a comparação que ele fez, são óbvias... qualquer um chega lá, sem grande ajuda... Só em Portugal, é que aquelas palavras podem ser lidas como uma 'provocação'!!!
O suposto 'objectivo' desta coluna de opinião, é exactamente igual ao 'objectivo' do Presidente do Benfica... mas ao meter todas as declarações no mesmo 'saco', o jornalista está a branquear o comportamento mentalmente desequilibrado do Presidente reeleito do Sporting...!!!