Últimas indefectivações

sábado, 16 de dezembro de 2017

2.ª Taça Intercontinental

Reus 3 - 5 Benfica

Custou mas foi! Vitória justíssima da melhor equipa do 'quadrangular'! Esta conquista, ainda sai reforçada, pelo facto de jogarmos a Final, contra o Reus, na 'casa' do adversário! Normalmente, jogaríamos a Final contra o Campeão Sul-Americano, e para ser sincero, vencer equipas Argentinas (ou Brasileiras) repletas de jogadores veteranos, não é a mesma coisa... Com esta versão, com duas épocas juntas, a vitória ainda é mais saborosa!!!

Hoje fizemos um grande jogo, dominámos o jogo praticamente todo, só vacilámos um pouco entre o 2-3 para nós, e o 3-4, foi o nosso pior momento, de resto, fomos sempre muito superiores, assumimos o jogo, mesmo no ambiente hostil... e só não ganhámos com uma margem superior, porque fomos desperdiçando golos em quantidade industrial: tivemos vários jogadores isolados frente ao guarda-redes adversário que não conseguiram marcar... tivemos mesmo uma situação de dois jogadores isolados perante o guarda-redes adversário, que não marcámos!!!!!!

Tudo isto, num jogo onde o Diogo jogou pouco tempo (o Tiago nem se equipou), condicionado com a 'cornada' de ontem... foi pena o Vieirinha ter desperdiçado alguns golos, pois fez um grande jogo! Adroher em modo matador implacável...!!! O Pedrão voltou a ser fundamental, a defesa ao LD quedaria o 3-1 para o Reus acabou por ser decisiva!

A arbitragem foi muito melhor do que eu estava à espera!!! Houve alguns erros, mas nada de especial... só fiquei 'irritado' com a dificuldade em 'sacar' a 10.ª falta ao Reus, durante vários minutos, valeu tudo...!!!

As paredes de uns e outros

"Todas as quedas do Benfica são estrondosas. O que não admira. Tendo em conta que se trata do maior clube português é sempre estrondoso o impacto provocado pelos sucessos e insucessos do popular Benfica. Para chegar a esta conclusão nem sequer é necessário que a FPF emposse uma comissão de investigadores independentes. E sempre se poupa uma comissão ao país, o que só pode ser estimado como uma boa notícia.
Inspirado pela quadra festiva e, principalmente, inspirado pela dupla queda estrondosa do Benfica na Europa e na Taça de Portugal, o presidente do Sporting – para quem desconheça o facto, o Sporting é desde 1906 o rival histórico do Benfica – aproveitou a ocasião de um jantar de Natal da família verde para responder ao presidente do Benfica que, há coisa de um mês, tinha afirmado no decorrer de uma entrevista que o presidente e o treinador do Sporting se davam tão bem que nem se falavam.
Esta insólita afirmação do presidente do Benfica, para muito boa gente desnecessária porque nem no futebol nem na vida real é de bom-tom falar-se em público do que se passa na casa dos outros, foi diplomaticamente ignorada em todas as plataformas da imprensa e até nos fóruns amadores. O que até se compreende que tenha acontecido e mais pelo respeito devido ao trabalho calado de Jorge Jesus, que é o treinador do Sporting, do que pelo estapafúrdio modo de operar de Bruno Carvalho, que é o presidente do Sporting.
Aproveitou, assim, o presidente do Sporting a ocasião do convívio natalício desta semana para, com recurso a uma analogia, desmentir o presidente do Benfica afirmando que, se antes "havia já o tijolo" (ele próprio) mas "faltava o cimento" (o treinador) agora, como "o tijolo mais o cimento juntos dá uma parede de betão", a relação entre ambos só pode ser inquestionável. E será, porque não? 
Questionável é, no entanto, a sua fórmula de betão que resulta da adição de cimento ao tijolo. E vinda espantosamente de alguém como ele que terá ganho a vida nesse exigente ramo profissional antes de se ver eleito dirigente de um clube de futebol, o que, realidade, é ramo profissional bem menos exigente. Alguém que, ainda recentemente, num momento de fastio com as agruras da sua actual vida presidencial afirmou haver "dias" em que até "tem saudades da construção civil". Pode ter, porque não? Mas a construção civil é que não deve ter saudades nenhumas das paredes do presidente do Sporting.
Emparedado por mais de metade dos jogadores do Benfica em campo – Luisão ainda não tinha metido baixa – bastou 1 jogador do Rio Ave, o excelente Rúben Ribeiro, para se aproveitar do mau ordenamento de 6 tijolos dispostos em seu redor e fazer, sem a ajuda de ninguém, com que o murete viesse abaixo. Há edifícios inteiros que ruem por menos."

A caminho dos Oitavos, na Taça de Portugal

Arsenal 25 - 39 Benfica
(16-17)

2.ª parte de bom nível... mas arranque comprometedor!

Mais um roubo em Espinho!

Sp. Espinho 3 - 2 Benfica
25-23, 17-25, 25-18, 23-25, 15-13

O Benfica cometeu alguns erros, para não variar este jogo foi decidido pela equipa de arbitragem... 'tudo normal' em Espinho!!! E mesmo a terminar, ainda 'ameaçou' mais uma decisão disparatada, mas arrependeu-se!!! Uma equipa que regularmente vai perdendo pontos com equipas do fundo da tabela, quando jogo contra o Benfica, com os apitadeiros a favor transforma-se na melhor equipa do mundo!!! A arbitragem do Volei caminha a passos largos para o nível do Hóquei!!!

Vamos provavelmente perder a liderança, mas temos uma 2.ª volta mais 'descansada', só o jogo fora com o Castêlo tem alguma dificuldades, vamos receber na Luz os Lagartos e a Fonte...

Outra derrota em Guimarães!!

Guimarães B 1 - 0 Benfica B


Não fiquei surpreendido, simplesmente porque não me recordo de uma vitória da equipa B em Guimarães! E nem este ano com os vitorianos claramente em último lugar isso aconteceu...!!!

Derrota em Guimarães

Guimarães 100 - 98 Benfica
15-19, 26-18, 29-15, 14-32, 5-5, 11-9

Primeira derrota interna da época, num jogo com dois prolongamentos, onde se notou a falta do Sanders!
Não se pode ganhar todos os dias, mas a verdade é que ultimamente temos ganho alguns jogos, mesmo a jogar mal... e às vezes isso acaba por dar em demasiada 'descompressão'!!!

A Oliveirense só tem 2 derrotas, nós agora temos 1...

Escândalo e castigo

"Não é por acaso que o célebre romance de Dostoievski se chama ‘crime e castigo’.

O director de comunicação do Porto disse que o ‘caso dos e-mails’ é "o maior escândalo de sempre do futebol português". Mas se fossemos a votos quanto a essa matéria e se andasse perto da verdade o que afirmou o antigo guarda-redes do Benfica e do Brasil sobre as preferências clubísticas dos portugueses, logo teríamos que o caso do ‘Apito Dourado’ seria o avassalador triunfador da eleição para "o maior escândalo de sempre do futebol português". Ainda bem que estas desonras não vingam em sufrágios populares.
É às autoridades judiciais que cabe decidir se é escândalo ou se é crime e são coisas diferentes. Aliás, não é por acaso que o célebre romance de Dostoievski se chama ‘Crime e Castigo’ e não ‘Escândalo e Castigo’.
O facto de um conjunto de e-mails privados ter sido divulgado pelo Porto Canal e depois disponibilizado através do correio electrónico de um serviço de dados na Nova Zelândia configurará um crime de ataque informático para uma facção, enquanto para a facção adversária o crime não será propriamente o da devassa mas o do conteúdo dos emails. Já houve no futebol português, e bem recentemente, situações parecidas e que não conseguiram ver-se promovidas do estatuto de escândalo com que foram apresentadas à sociedade ao estatuto de crime que por certo mereceriam.
Em Fevereiro de 2013, um industrioso assaltante levou da sede da FPF os computadores pessoais dos presidentes da direcção e da comissão de arbitragem daquele organismo e, entre Setembro e dezembro de 2015, uma organização anónima a que se deu o nome de Football Leaks disponibilizou através de um site russo documentação dos três grandes.
Do Sporting sairia o contrato de Bruno Paulista intermediado pelos angolanos do Recreativo de Caála, do Porto ficou-se a conhecer a existência de uma joint venture com terceiros para a aquisição ao Marselha do passe de Imbula, que o clube não teria comunicado à CMVM, e do Benfica veio a lume a garantia de receitas dadas na aquisição total do passe de Ola John.
O Sporting apresentou queixa na PJ por "devassa" e o seu presidente considerou ser aquele "um problema de confidencialidade" afirmando que "alguns dos documentos são verdade", outros "manipulados" e outros "uma mentira".
Não muito diferente, na realidade, do actual discurso oficial e oficioso do Benfica sobre a matéria corrente. As pessoas gostariam de ver este caso da pirataria-2017 escrutinado rapidamente pelas autoridades, na forma e nos conteúdos, mas sabem que vão ter de esperar porque os casos originais da pirataria-2013 e da pirataria-2015 ainda estão sabe-se lá onde. É pena.

Um "momento de tristeza" aqui e outro "momento de tristeza" ali
O treinador do Benfica esclareceu a multidão benfiquista sobre a importância dos "momentos de tristeza" no caminho dos campeões. Disse até que "os campeões são assim". Mas não são. Os campeões não se podem dar ao luxo de acumular "momentos de tristeza" como se fossem passos obrigatórios. Não são.
Na Europa, o Benfica somou seis momentos de tristeza que lhe valeram uma humilhação, na Taça de Portugal bastou a tristeza de quarta-feira para os campeões da prova se despedirem e no campeonato, com um momento de tristeza aqui e outro momento de tristeza ali, segue o Benfica a 3 pontos de distância dos líderes.
Não é muito ponto, tendo em conta o que falta jogar até maio, mas é muito ponto se constatarmos a ineficácia do jogo dos actuais campeões nacionais e o misterioso comportamento-padrão de um Benfica que frequentemente marca, recua e acaba por tropeçar. Aconteceu assim no Bessa, no Funchal, na Luz com o CSKA e quarta-feira em Vila do Conde. É padrão a mais."

Como voltar aos dias de alegria

"A tolerância é sempre mínima em momentos de crise

O hábito de ganhar torna-se rapidamente num vício que transporta os vencedores para uma dependência que, por isso mesmo, tem os seus contras. É muito bom estar na mó de cima, viver na abundância dos triunfos, conhecer apenas ‘the bright side of the life’, como cantavam os Monty Python, mas todos os ciclos, mesmo os mais virtuosos, têm um fim.
E se no caso do Benfica é precipitado falar com essa certeza definitiva – nem pouco mais ou menos-, a verdade é que é legítimo identificar um cenário de crise que pode levar à interrupção do ciclo virtuoso. Como já assumiu Rui Vitória, "há momentos de glória e de tristeza".
Recorrendo de novo à música, bem poderíamos dizer que o treinador dos encarnados pode invocar Vinicius de Moraes e juntar a sua voz ao apelo do grande poeta brasileiro: "tristeza, por favor vá embora". Só que o momento do Benfica inspira um sentimento maior do que tristeza.
Causa apreensão geral e provoca até revolta entre os adeptos, como se verificou no final do jogo com o Rio Ave. Para gerir o sucesso também é preciso arte e saber, sendo que a tolerância e paciência, aparentemente maiores nestes contextos, esgotam-se quase à mesma velocidade com que desaparecem nas longas conjunturas desfavoráveis.
Rui Vitória tem a capacidade de encaixar bem as desilusões, mantendo uma postura calma e sem alarmismos. Mas em certos momentos até este comportamento sereno e quase distante da realidade motiva a crítica e o desagrado. Vitória está, pois, também ele, a precisar de inspiração para, como Vinicius, "voltar àquela vida de alegria".

Por favor não me aperte o pescoço
O exercício do cargo em relação à malta da bola faz-se com alguma soberba, mas não é a conduta nem a honra da palavra que o justifica. Afinal, episódios como aquele que ocorreu entre o presidente da ADOP (Rogério Jóia) e do COP (J. M. Constantino) não dignificam a classe dirigente. Antes pelo contrário."

Benfiquismo (DCLXXXIX)

Estamos a precisar...!!!

Jogo Limpo... e a culpa é...?!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Aselhices e infelicidades

"Afastamento da Taça foi o mais duro revés desta época. E, ao contrário da prestação europeia, esta derrota pode ter impacto no que falta da época.

«Erros meus, má fortuna, amor ardente». Foi muito mais que uma derrota o que aconteceu em Vila do Conde. No futebol a definição do justo e do injusto é muito ténue. O Benfica fez o suficiente para vencer o Rio Ave e não venceu.
Saí do Bessa irritado com a exibição, com o resultado e com a prestação da equipa, mas, na quarta-feira, saí de Vila do Conde com a tristeza de uma tremenda injustiça. Ser eliminado da Taça foi o mais duro revés desta época e, ao contrário da prestação europeia, esta derrota pode ter impacto no que falta da época. Desde logo porque se tratava de um dos principais objectivos e vencer a Taça de Portugal passou a estar fora da agenda. Já venci jogos esta época em que não gostei nada da exibição (Portimonense), mas desta vez não se poderá apontar nada a Rui Vitória, nem aos seus jogadores. Estou inteiramente com o treinador, em primeiro lugar porque meteu a melhor equipa a jogar (eu apenas colocava Zivkovic) desde início. Notou-se que queria ganhar e tentou tudo para o conseguir. Podíamos, e devíamos, estar a vencer por três ou quatro ainda na primeira parte e acabámos vítimas de algumas aselhices e muita infelicidade. Rui Vitória arrisca, empata e perde Luisão, ficando a jogar com dez... Parabéns ao Rio Ave, e siga para Tondela.
Domingo é o presente e o futuro. A época está a ficar mais curta, Campeonato e Taça da Liga... e não há alternativa. Escrevo assim porque não aceito que se facilite na Taça da Liga, quero o mesmo empenho e investimento desportivo que o da passada quarta-feira, no jogo da Luz, contra o Portimonense, onde vencer pode não chegar, é preciso o foco na vitória e no resultado. Nada melhor nos poderia acontecer para este campeonato do que vencer em Janeiro a Taça da Liga.
Nas modalidades o Benfica está em pleno - basquetebol, andebol, hóquei em patins, futsal e voleibol correm para os objectivos. Em todas as modalidades, o Benfica ocupa um dos dois primeiros lugares e luta para títulos, com destaque para o voleibol, onde tivemos uma saborosa vitória sobre o rival recém-chegado e uma boa prestação europeia.
E assim reconhecendo os «erros» e sabendo da «má forma», declaro intacto o «amor ardente» ao Benfica. Espero que, ao contrário do poema, possa ter «fundada esperança» no «Génio da vingança».
Viva o Benfica!"

Sílvio Cervan, in A Bola

Vamos ao 'caneco'!!!

Talleres 4 - 7 Benfica
Rocha, Nicolia(3), Rodrigues, Diogo

Como não foi possível realizar a Taça Intercontinental o ano passado, resolveu-se este ano criar uma competição com 4 equipas: os quatro vencedores continentais das duas últimas épocas! O Benfica e o Talleres (Arg) em 2015/16; e o Reus (Esp) e o Concepcion (Arg) em 2016/17.

O jogo correu bem ao Benfica, ganhámos vantagem cedo, e mesmo quando o Carlitos reduziu para 4-5, rapidamente voltámos a aumentar a vantagem... e até deu para 'gerir' o plantel nos últimos minutos!
A única nota negativa, foi mesmo a lesão arrepiante do 'Chiquinho' que deu uma valente 'cornada' no poste... 'rasteirado' pelo Trabal!!!! Mas parece que estará apto para amanhã...

Amanhã, vamos disputar uma Final internacional com o Reus a jogar em casa. E depois do que se viu na outra meia-final estou com muito receio: Peixoto/Rainha (a famosa dupla que roubou o último título nacional ao Benfica!), ofereceu de bandeja a Final à equipa da casa: Reus! Uma vergonha... gente totalmente corrupta!

Uma Semana do Melhor... e o Campeão Indonésio!!!

A qualidade do Benfica

"O estado de espírito da nação benfiquista está abalado como há muito não se via. As palavras ofensivas dirigidas a Rui Vitória após a eliminação da Taça de Portugal ficaram por conta de meia dúzia de insatisfeitos, mas é um sinal que se segue aos assobios e aos lenços brancos com que os adeptos se despediram da equipa no final do jogo com o Basileia, que fechou a lamentável participação do Benfica na Liga dos Campeões.
Esse desastre europeu, o afastamento precoce da Taça, o atraso pontual no campeonato, as dúvidas que persistem relativamente à qualidade de jogo da equipa e os erros (cada vez mais evidentes) que foram cometidos no mercado de verão conduziram a esta falta de paciência que vai alastrando perigosamente pelas bancadas. Vieira já decidiu, por isso, que não vai esperar pelo final de temporada para ‘abanar’ o Seixal.
Há notícias, em abundância, que apontam para uma pequena revolução. O objectivo é rejuvenescer a equipa e recuperar a ambição que foi desaparecendo à medida que os títulos iam sendo conquistados. De qualquer forma, será sempre um exagero afirmar que há um défice de qualidade para lutar pelo penta. Se fosse o caso, o Benfica – mesmo este Benfica – nunca chegaria ao Natal com apenas 3 pontos de atraso para um FC Porto tão pujante e para o melhor Sporting dos últimos anos."

Frederico Morais x Vasco Ribeiro

"“Resta-me agradecer-te toda a motivação e fica aqui uma promessa: não vou descansar enquanto não estiver ao teu lado”.

Estas palavras foram proferidas por Vasco Ribeiro a 9 de Dezembro de 2016, 4 dias dias após Frederico Morais se ter qualificado para a elite do surf mundial. Estes 4 dias foram longos para alguns participantes desta história que acompanharam estes momentos emocionalmente. Foram longos para aqueles que festejavam bem de perto com Frederico. Foram também longos para os fãs e jornalistas que esperavam por uma reacção de Vasco. Mas foram com certeza mais longos para este último que via o seu parceiro de geração atingir o objectivo que ambos comungam. Mas a palavras proferidas têm tanto de hombridade desportiva como de ambição de campeão.
Frederico Morais e Vasco Ribeiro têm sido uma das duplas mais interessantes não só do surf português como também do desporto nacional. Desde muito cedo que disputam entre si uma série de objectivos nas suas carreiras sem perder o foco mútuo de se tornarem maiores e melhores amanhã. Vasco foi campeão nacional da Liga MEO Surf pela primeira vez em 2011. Frederico seguiu-lhe os passos em 2013. Entre eles disputaram os títulos máximos do surf português de 2011 a 2015. No plano internacional, Morais foi o 5º melhor júnior do mundo em 2012 e Ribeiro foi campeão mundial júnior em 2014.
Sobre a qualificação de Frederico, Vasco foi perentório: “não estou surpreendido e sei que vais destruir tudo”. Estas palavras foram também o mote que Ribeiro assumiu para ele próprio no seu projecto desportivo. Reunido com quem fez o percurso de qualificação no passado, designadamente Tiago Pires e o seu parceiro José Seabra, Vasco ditou para ele próprio que, no topo das suas prioridades, tinha um e um só objectivo: qualificar-se para o World Championship Tour (WCT). Para o efeito, primeiro voltou às vitórias que lhe fugiam deste 2014 ao vencer as 2ª e 4ª etapas da Liga MEO Surf (vindo a sagrar-se campeão nacional de 2017 mais tarde) e segundo, teve o pico de forma da performance desportiva exactamente no primeiro campeonato mais importante do ano em termos de pontos, o Ballito Pro, etapa sul-africana do circuito de qualificação com graduação máxima. Juntou-lhe mais um resultado expressivo numa das etapas havaianas. Mas os objectivos mundiais não foram cumpridos. Não recebeu a licença de graduação para o WCT2018.
Por sua vez, Frederico fez uma brilhante época no WCT. Assumindo as suas fraquezas com respeito, encarando as oportunidades de melhoria com determinação e agarrando os seus pontos fortes com ambição. Morais fecha, nestes dias e no Hawaii, a sua época de estreante na elite do surf mundial. A melhor de sempre de um português. E, ao lado dele e com ele, esperamos que consiga vencer o prestigiante título de ‘rookie of the year’ (melhor estreante a nível mundial). Em termos gerais, com forte segurança, poderá inferir-se que os seus sonhos e objectivos foram acedidos.
Enquanto apoiante de primeira linha do sucesso dos surfistas portugueses, acompanhei e faço questão de continuar a seguir estes dois portugueses de excelência com máxima atenção. Frederico, hoje em dia, é a grandeza personificada de um país solidamente afirmado nas mais variantes do desporto mundial. Vasco, é conhecido pelos momentos espontâneos de genialidade como os que levou a erguer a taça do único título mundial que Portugal escreveu nos livros da história do surf.
Voltando às palavras trocadas no ano passado (e mantendo-as válidas também no final desta época desportiva que agora termina), Frederico respondeu ao Vasco com um “És o maior! Estou à tua espera.” Genial! Vamos em frente Campeões. Até para o ano!"

Desafios de Rui Vitória

"Com 8 derrotas (e 4 empates) em 25 jogos oficiais, o Benfica chega a esta fase apenas com o campeonato e a Taça da Liga para disputar. Em termos desportivos, não seria certamente o esperado pelos responsáveis encarnados, mas por seu lado este calendário mais desafogado pode vir a ser uma vantagem, face aos rivais, na luta pelo título. Em paralelo, as águias encontram-se numa fase de algumas indefinições que a abertura do mercado pode ajudar a clarificar.
Este cenário é comum a todas as equipas. Sempre que surge um ciclo vitorioso, com muitas conquistas consecutivas, os clubes tendem a fazer um desinvestimento no plantel. Confiantes de que a base existente é suficiente para voltar a ganhar, e perante os constrangimentos financeiros das SAD’s, a tentação de "fazer o mesmo com menos" leva a essa tomada de decisão. Pode correr bem, mas também pode correr mal, porque os adversários também tentam tornar-se mais competitivos. 
Face à saída de 3 jogadores nucleares da defesa (Ederson, Nélson Semedo e Lindelöf) e de um ponta-de-lança com características únicas no plantel (Mitroglou), o Benfica optou por não colmatar essas saídas com a vinda de jogadores capazes de ter rendimento imediato, ao nível do que era garantido pelos antecessores.
A legítima aposta em jovens valores é um trajecto que leva mais tempo, pelo que a entrada de nomes como Bruno Varela, Svilar ou Rúben Dias, obriga a um período de evolução que nem sempre se coaduna com as necessidades da equipa, caso os resultados não sejam positivos. É mais fácil valorizar activos em momentos vitoriosos, veja-se os casos no passado de Renato Sanches ou Gonçalo Guedes, entre outros, do que em fases em que se está menos bem.
Tendo este plantel nas mãos, e depois de 2 anos de sucesso em que aplicou, com mérito, a fórmula que Jorge Jesus tinha implementado anteriormente no Benfica, Rui Vitória chegou à conclusão de que não tem jogadores para continuar a jogar no mesmo sistema táctico. Assumiu um risco, ao mudar as ideias de jogo que foram trabalhadas ao longo de vários meses, passando a ter o 4-3-3 como estrutura preferencial, opção que trouxe melhorias à qualidade de jogo dos encarnados e que potencia as qualidades de Krovinovic, que dá mais imaginação e criatividade ao meio campo. Mas esta não é uma transição fácil e não surge de um dia para o outro.
A grande questão é perceber se este 4-3-3 tem pernas para continuar a crescer, ou se as movimentações das águias no mercado em Janeiro serão feitas a pensar no regresso à fórmula inicial. Entretanto, a falta de um lateral direito capaz de dar mais profundidade ao jogo ofensivo parece ter sido detectada (de acordo com o que vamos vendo nas notícias). De resto, poderá fazer sentido a chegada de um médio centro (para cobrir as oscilações de forma de Pizzi) e de um avançado mais fixo para jogar na área.
Com um atraso de apenas 3 pontos para os rivais FC Porto e Sporting na liga, o Benfica está na luta (e numa situação bem melhor do que aquela em que estava há um mês) e aproxima-se de uma fase de decisões importante no que respeita a ajustamentos na sua equipa, ao mesmo tempo que vem aí o duelo com o Sporting, logo a abrir o ano, que pode muito bem determinar o caminho que a equipa irá trilhar na segunda volta, em termos de confiança e motivação. Uma coisa parece-me desde já certa: do ponto técnico e táctico, Rui Vitória está a ter a temporada mais exigente e desafiante desde a sua chegada à Luz.

O Craque – Peça importante
Cristiano Piccini chegou esta época ao Sporting e rapidamente conquistou um lugar na lateral direita, posição em que os leões sentiram problemas no ano passado. O italiano tem sido uma das opções mais regulares (só falhou um jogo da liga portuguesa) e garantia de consistência defensiva, conseguindo também subir pelo corredor para apoiar na frente. Jogador alto, é também importante no jogo aéreo e, como se viu em Barcelona, pode ainda dar uma ajuda no centro da defesa. Tem sido uma peça importante no Sporting.

A Jogada – Lenda viva
Depois do prémio The Best, atribuído pela FIFA, Cristiano Ronaldo completou o seu "penta" com a entrega da sua 5.ª Bola de Ouro. Trata-se do reconhecimento de um jogador que já é uma lenda viva da história do futebol, que ano após ano se tem mantido a um nível competitivo muito alto e que, além dos prémios individuais também tem contribuído para conquistas colectivas. E a vontade de ganhar mais troféus e ser ainda melhor continua intacta, como se estivesse no início da carreira. E os recordes continuam a ser batidos. Com o golo apontado esta semana, tornou-se o melhor marcador de sempre em Mundiais de Clubes. Notável.

A Dúvida – Alargamento a caminho?
A reintegração do Gil Vicente na 1.ª Liga, após as decisões dos tribunais relativas ao "Caso Mateus" parecia estar definida para a época 2019/20, em função do memorando de entendimento subscrito por Liga, Gil Vicente e Belenenses. No entanto, a FPF pareceu dar a entender que pretende que esta situação seja resolvida de forma mais célere. A confirmar-se, falta saber que solução poderá ser encontrada para que isso aconteça. Teremos um alargamento do campeonato a 20 equipas na próxima temporada?"

Agressões de adeptos a jogadores

"1. Agressões de adeptos a jogadores: sanção ao clube promotor do espectáculo?
Tendo-se recentemente assistido, em Portugal, a uma invasão da área de competição por parte de um adepto e à agressão (na forma simples) de um jogador (agente desportivo), coloca-se a questão do tipo de sanção a aplicar ao clube organizador do espectáculo desportivo. Ora, os clubes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional aprovaram, no âmbito e para os efeitos do Regulamento Disciplinar que lhes é aplicável, o artigo 181.º, n.º 2 que reflecte sobre a agressão física a jogadores por parte de sócios ou simpatizantes e que faz com que o árbitro atrase o reinício do jogo por período de duração igual ou inferior a 10 minutos. No caso em concreto, o clube sujeita-se a ser punido com a sanção de realização de jogos à porta fechada entre o mínimo de um e o máximo de dois e vendo-lhe, acessoriamente, ser aplicada uma multa entre 50 Unidades de Conta (5.000 €) e 150 UC (valor legal de referência para pagamentos).

2. O porquê de se sancionar os clubes por atos praticados por terceiros.
O artigo 172.º, n.º 1 do Regulamento Disciplinar da LPFP contém o princípio geral que confere a resposta a esta pergunta: os clubes são responsáveis pelas alterações da ordem e da disciplina provocadas pelos seus sócios ou simpatizantes nos complexos, recintos desportivos e áreas de competição, por ocasião de qualquer jogo oficial. Há quem entenda que tal princípio é inconstitucional, mas a verdade é que tal norma se encontra estabelecida no regulamento que os próprios clubes aprovaram e que a ele se sujeitam. Contraditório? Talvez. Mas a verdade é que a tanto a justiça desportiva como a própria lei (39/2009 actualizada pela 52/2013) conferem aos clubes e SAD o estatuto de promotor de espectáculo desportivo, pelo que estes se encontram sujeitos às contraordenações previstas para as falhas de segurança nos estádios."

O bom, o mau e o vilão

"E se de um momento para o outro se souber que alguns desportistas portugueses poderão estar em risco de incorrer numa penalização por terem faltado a controlos antidoping? Esta é uma situação que pode ocorrer em 2018 e qualquer leitura que se faça neste momento pode estar ligada às desavenças entre José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal, e Rogério Jóia, líder da Autoridade Antidopagem de Portugal.
É por isso que os próximos capítulos serão decisivos para se ficar a conhecer os movimentos de cada entidade. É um assunto que seguramente vai merecer a devida atenção dos tribunais, mas ao mesmo tempo é intrigante no sentido do balanço de forças. Quem vai perder? É a grande questão. Normalmente não há empates nesta situação e a corda vai esticar. Cada um tem os seus argumentos e sabe as linhas com que se cose. Há um lado ético que deve ser respeitado e neste prisma a verdade está acima de qualquer suspeita.
Por outro lado, não deixa de ser menos importante qualquer declaração ou omissão da parte do Governo sobre esta matéria. Prudência acima de tudo é o primeiro passo. Mas o silêncio também pode ser o prenúncio de algo. O que se adivinha é algo muito grave.
O COP suspendeu a presença no CNAD e o Governo sabe disto há muito tempo. Admito que nesta contagem decrescente para os Jogos Olímpicos de Tóquio será muito difícil assistir a um debate ou plenário sobre doping tendo na mesma mesa Constantino e Jóia. Vamos estar particularmente atentos aos próximos capítulos para se saber quem é, afinal, o bom, o mau ou o vilão."

Alvorada... do Pragal

Benfiquismo (DCLXXXVIII)

Simões

Aquecimento... rescaldo

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Ave de mau agoiro

"Quatro meses depois, o Benfica regressou a Vila do Conde e voltou a não ser feliz. Ao empate da Liga (que à 4.ª jornada significou os primeiros pontos perdidos), seguiu-se ontem a derrota na Taça de Portugal e consequentemente a eliminação de mais uma prova. Ave de mau agoiro, definitivamente. Chegado ao Natal, o Benfica está reduzido à luta pelo campeonato e Taça CTT. Anormal.
Não foi por falta de seriedade que o Benfica saiu da Taça. Rui Vitória escalou o melhor onze e a equipa entrou a todo o gás. O que mostrou em campo até justificava uma vantagem superior ao intervalo, mas na 2.ª parte o Rio Ave operou a reviravolta com indiscutível mérito e notórios erros alheios. E quando se vive num contexto de intermitência e desconfiança, parece que se estende uma passadeira vermelha quando o azar bate à porta… O penálti falhado por Jonas obrigou Vitória a arriscar tudo e, ainda antes do prolongamento, Luisão deixou o Benfica reduzido a dez. O que mais poderia acontecer? O terceiro golo do Rio Ave, claro.
Independentemente dos azares, a verdade é que o Benfica está fora da Taça e o clima está francamente desagradável para treinador e equipa. E, convenhamos, só muda com resultados positivos. A águia tem de se fixar no penta, sendo que o início de ano mete dérbi e Braga. Ai, ai..."

Urgentes reforços na Luz

"Continua a somar decepções este Benfica, que tem mesmo de mexer no plantel em Janeiro. Se Vieira quer dar a Rui Vitória a possibilidade de atingir um inédito penta, terá de encontrar reforços para várias posições. Desde logo necessita de um lateral direito, que Douglas nunca mostrou ser. Precisa de um trinco que seja alternativa a Fejsa. De um avançado posicional, referência na área, pois Mitroglou não deixou herdeiro. Também nas alas, só Salvio tem classe para jogar a titular de um grande.
Algo se passa na condição física dos encarnados, quando se verifica, jogo após jogo, uma total incapacidade de explosão. Os adversários parecem correr mais. Nenhum jogador do Benfica (à excepção de Salvio, a espaços) é capaz de arrancar e deixar adversários para trás. Foram vários os momentos gritantes de falta de velocidade, nesta derrota de ontem com o Rio Ave.
As más escolhas de reforços para esta época são órfãs de pai. Dá a sensação que Rui Vitória não terá escolhido jogadores como Gabriel ou Douglas, mas também Vieira não assume estas polémicas escolhas.
Seja como for, na Luz, agora, já só vale a pena olhar para o futuro. Não adianta chorar sobre as derrotas derramadas. São necessários reforços e essa necessidade deve unir treinador e presidente pelo interesse comum – conquistar o Penta.
Ontem, do lado do Rio Ave, um jogador brilhou pela técnica e visão de jogo. Rúben Ribeiro, aos 30 anos, parece finalmente maduro para pisar palcos de primeira grandeza. Se ganhar maior concentração no jogo e fizer menos fita em cada lance de choque, merece uma oportunidade num grande. Vieira gosta do futebol deste malabarista dinâmico. Por que não um teste de meia época na Luz?
O vídeo-árbitro continua na ordem do dia, de polémica em polémica. Fala-se agora na possibilidade de especializar árbitros na tarefa de visionamento. Parece uma boa solução no médio prazo. Para já, mas mesmo já, será isso sim necessário afinar a complementaridade entre o árbitro de campo e o seu colega dos ecrãs. Também no médio prazo, seria útil que as inteligências que gerem a arbitragem internacional entendessem que o vídeo-árbitro é uma instituição de apelo. Deveria funcionar como uma segunda instância, e mais elevada, de decisão. A última palavra numa decisão duvidosa deve caber ao vídeo-árbitro, sempre que as imagens resolvam as dúvidas, o que nem sempre acontecerá. Como nem sempre acontece, por exemplo, no râguebi ou no futebol americano. Nos casos, e apenas nesses casos, em que os vários ângulos da imagem não resolvem cabalmente as dúvidas suscitadas pelo lance, então sim, deve prevalecer o juízo do árbitro de campo."

Universo paralelo

"Futebol português está longe de ser um extraterrestre no planeta da bola

Ainda que isto soe a heresia, mais ainda nos tempos de crispação que correm, o futebol português não está sozinho no Universo. Nem sequer neste universo tão seu, em que o futebol jogado parece cada vez mais um mero pretexto para a existência de "prolongamentos" televisivos ou do género facebookiano, que claramente captam a atenção de mais adeptos do que as bancadas da maioria dos estádios... De vários lados surgem sinais de que a polémica e as discussões não são exclusivo deste país e respetivo futebol, pequenos em dimensão mas enormes em coração: em Inglaterra, outrora paradigma do fair play, dois dias depois, os ecos da discussão/confrontos-no-túnel/lançamento-de-pacotes-de-leite-a-Mourinho ganharam novo fôlego, com o técnico português e o seu némesis Guardiola a voltarem a expor pontos de vista opostos sobre se os festejos do Manchester City em Old Trafford terão sido exagerados. Até Klopp e Wenger, técnicos de Liverpool e Arsenal, foram chamados ao debate, bem como os habituais comentadores de serviço. Estes, para quem não acompanha, apesar de ex-praticantes - de Lineker a Souness, passando por Carragher, Ian Wright, entre outros -, também fazem pensar se a maledicência será critério obrigatório... De Espanha chegam ventos (com origem nos Emirados!) dando conta do desacordo de Zidane com "detalhes" do VAR que só funcionará em "La Liga" na próxima época; de Itália, o pedido dos adeptos do Nápoles para que a equipa abandone a Serie A caso persistam os erros que dizem prejudicá-los domingo após domingo e que os dirigentes atribuem às pessoas por trás do VAR.
O futebol português não é, definitivamente, um extraterrestre neste universo. Valha-nos que hoje e amanhã há Taça, onde apesar de tudo ainda há espaço para sonhar com quimeras, com ou sem autocarros ou, como diria Jorge Jesus, conteúdos técnico-táticos. Este sim, sem outro à sua imagem e semelhança em todo o Universo!"

O Benfica caiu da excelência para a vulgaridade

"O erro de Cervi que originou o 1-1 justifica a quebra a pique do Benfica?
Não deveria justificar, mas a chave da eliminação esteve mesmo aí. Porque o Benfica fez uma excelente 1.ª parte (os melhores 45 minutos da época) e nada fazia prever o que se viu após o golo do empate do Rio Ave. Passou-se de uma nota muito alta para a vulgaridade do jogo direto e de soluções mais básicas. E tudo começou, de facto, nessa infantilidade de Cervi.

O penálti desperdiçado por Jonas e a lesão de Luisão, que obrigou o Benfica a jogar com 10 no prolongamento, influenciaram o estado de espírito da equipa?
O penálti, não. Porque a equipa até conseguiu fazer o 2-2 logo a seguir. A lesão de Luisão, sim, foi um golpe demasiado forte. E irrecuperável.

O comportamento táctico da equipa no prolongamento foi o mais adequado?
Não, mas já não havia nada a fazer. Após as substituições (e também após a lesão de Luisão), o Benfica ficou a jogar com Salvio e Zivkovic como laterais (!) e André Almeida como central (!). Um médio para construir (Krovinovic) e ainda Seferovic e Jiménez como alas (!). Alguma vez a equipa terá treinado isto?

O Rio Ave, mesmo vencendo, teve menos bola do que é habitual. Por quê?
Por que o 4x3x3 do Benfica também tem um excelente comportamento com bola. Nada disso belisca, no entanto, a qualidade do trabalho de Miguel Cardoso. Fantástico!"

O dia de todas as faltas

"A passada segunda-feira, dia 11, teve uma particularidade que, aparentemente, passou despercebida à maioria dos adeptos do futebol. Nesse dia, os dois jogos que encerraram a jornada 14, somaram 95 faltas. Com efeito, os duelos Marítimo-Sp. Braga (50 infracções) e V. Guimarães-Feirense (45) tornaram-se os mais faltosos da temporada, contribuindo decisivamente para que a ronda também saltasse para o primeiro lugar no ranking das sanções. As 316 agora contabilizadas superaram as 313 registadas na 2.ª jornada.
Antes desta 14.ª ronda, as partidas com maior número de faltas (Feirense-Tondela e Belenenses-Chaves) somavam 44, sendo que o top ten, agora, começa nas 42.
Feitas as contas, seis equipas (Sp. Braga, V. Guimarães, Feirense, Estoril, Moreirense e Rio Ave) surgem duas vezes nesta lista dos jogos mais faltosos, enquanto Marítimo , Tondela, Belenenses, Chaves, Sporting, Benfica, P. Ferreira e V. Setúbal aparecem apenas uma vez. Curiosamente, somente quatro clubes (FC Porto, Boavista, Portimonense e Aves) ficam fora destes embates repletos de apitadelas.
Por falar em apito, só um árbitro (João Capela) aparece mais que uma vez (duas) entre as 10 partidas mais faltosas. Significa isso que, ao invés do que se poderia pensar, não se nota assim tanto a predisposição de certos juízes para mais facilmente fazer soar o apito. A questão é mais abrangente: os jogadores abusam de facto dos contactos para além das regras e os juízes – de uma forma geral – são pouco dados a deixar jogar de uma forma mais física.
Acrescente-se que o Tondela é a equipa mais faltosa da prova, somando já 266, à média de 19 por encontro. Os beirões nunca fizeram menos de 14, mas também jamais ultrapassaram as 23. Os recordes pertencem a Marítimo (30) e a Rio Ave (6).
Refira-se ainda que o Chaves é a equipa menos faltosa da competição. Soma apenas 196 faltas, à média de 14 por jogo.

Sabia que...
- O Feirense só não perdeu um dos últimos 10 jogos? Paradoxalmente, nas primeiras quatro jornadas a equipa não sofreu um só desaire (dois empates e outras tantas vitórias).
- O Estoril marcou mais golos nas três primeiras jornadas do que nas últimas 11? Na Luz, através de Kléber, os canarinhos interromperam uma longa seca sem golos, Porém, só festejaram 3 nos derradeiros 11 encontros. Nos primeiros três somaram... seis!
- As vitórias caseiras na prova são tantas quanto os empates e os triunfos dos visitantes juntos? Após 14 rondas, há a registar 63 êxitos caseiros, contra 26 igualdades e 37 vitórias fora. Em relação aos golos, a vantagem dos visitados também é evidente: 188-136.
- O Portimonense é a única que provoca menos faltas que o Benfica? Os algarvios só ainda beneficiaram de 190 livres e as águias de 193. Esta tabela é liderada pelo V. Setúbal (284)."

Para onde vai o desporto em Portugal?

"O desporto é um sector de actividade social, cultural e económico. Por esta mesma ordem. Primeiro, é um fenómeno de natureza social que ajuda a organizar e vivificar a comunidade nacional, estreitando relações entre pessoas e grupos, originando instituições que estruturam as práticas e se envolvem em treino e competições, locais, regionais, nacionais ou, até no limite, internacionais. Depois, é também um fautor de cultura, por implicar o respeito por normas de organização e competição, originar eventos com rituais e cerimoniais próprios e originais, por estreitar formas e modelos de inter-relacionamento entre indivíduos, grupos e organizações públicas, privadas e sociais, e ainda por impor aos seus praticantes regras gerais de conduta e imaginários próprios e únicos. Finalmente, o desporto é também um catalisador de actividades económicas, dele directamente originadas ou existentes em seu redor, sejam de ímpeto apenas local, as de menor impacto, até ao mais abrangente de carácter multinacional com impactos multidimensionais e persistentes durante prazos mais ou menos longos, que lhe dão um destaque e um reconhecimento valiosos no contexto da vida económica de qualquer país.
O desporto em Portugal há muitos anos que carece de estratégia concertada de desenvolvimento. O estado/governo tem responsabilidades constitucionais que têm vindo a ser progressivamente abandonadas e que foram reconhecidas por no desporto existir uma incapacidade de o mercado prover todas as suas práticas e necessidades reais. O estado tem, assim, deixado de se responsabilizar, como é seu dever inerente, pelo contínuo fomento da prática desportiva, definindo planos de acção para concretizar a disseminação do desporto pelas várias faixas etárias da população, mas com especial destaque para os jovens em contexto escolar, sem excluir os que frequentem o ensino superior.
Nestas quase duas décadas do século XXI nunca o estado/governo do país teve a nítida preocupação e o engenho de estabelecer um quadro de fomento e programação do desenvolvimento do desporto nacional. Nunca se conheceu sequer um documento que pensasse o desporto português com essa matriz directora e visasse dar ao desporto muito mais do que ele tivesse conseguido até então. O desporto nacional tem vogado, deste modo, praticamente sem um quadro referencial de evolução e melhoria progressiva dos seus níveis de prática e sucesso social, cultural e económico.
Acresceu a esta falha de estado uma outra a partir de 2004/2005. Trata-se da atribuição ao Comité Olímpico de Portugal (COP) das funções de governação do sistema desportivo do alto rendimento. O estado/governo mais uma vez passou a alhear-se das suas responsabilidades e funções de orientação, planeamento e estratégia no domínio do segmento mais competitivo do desporto nacional, para o entregar a uma organização que não tinha mandato ou natureza adequada para o fazer.
Aquilo que devia caber a uma agência especializada do estado/governo, ou seja, conceber o plano e a estratégia, bem como atribuir o financiamento, a um conjunto de modalidades desportivas seleccionadas como as mais aptas a obter bons resultados em competições europeias, mundiais e nos Jogos Olímpicos, ficou entregue a uma organização externa ao próprio estado/governo, o qual devia ser o seu estratega, regulador e financiador.
No meio deste insensato e ineficaz modelo de governação, sem coerência doutrinária, orgânica e funcional, e até financeira, os resultados destes anos ao nível das grandes competições mundiais em que o desporto português de alta competição tem estado envolvido, com destaque para campeonatos do mundo e Jogos Olímpicos, não poderia ser outro do que os muito modestos que têm vindo a ser sucessivamente obtidos. Foi isso que aconteceu, nomeadamente, nas três últimas edições dos Jogos Olímpicos, respectivamente, Pequim (2008), Londres (2012) e Rio (2016). A análise do desempenho do sistema vigente permite dizer que os resultados desportivos obtidos, fracos, são altamente dispendiosos, o que dá um alto nível de ineficiência para o uso dos meios financeiros atribuídos e até dos recursos humanos, treinadores, dirigentes e atletas, que têm estado envolvidos ao longo dos anos nas sucessivas renovações do mesmo modelo de governação.
Existe, por conseguinte, uma contradição insanável no modelo de governação do sistema desportivo de alto desempenho. O vértice estratégico que devia ser confiado ao estado/governo e a uma sua agência especializada, com autonomia organizativa, de gestão e meios financeiros próprios, não existe. E pior, é inadequadamente substituído pelo COP, que não tem funções de concepção e planeamento estratégico, nem poderia ter face à sua inerente natureza originária de representante do Comité Olímpico Internacional e de mero organizador da representação olímpica portuguesa em cada edição dos Jogos Olímpicos. O COP está, assim, a cumprir apenas ou quase o papel de tesoureiro da preparação olímpica perante cada uma das federações e seus respectivos atletas, escritura os gastos anuais e disso dá conta ao Instituto Português do Desporto e Juventude, sem que haja um plano efectivo que integre essas funções contabilísticas e defina que objectivos e metas que há para cumprir, em que desportos, e com afectação às respectivas federações de um determinado envelope financeiro que possibilite a concretização ao longo de cada ciclo desportivo (olímpico, por exemplo) dos objectivos e metas previamente traçados. O COP não esteve nunca e não estará no futuro capacitado para desempenhar o papel que só o estado/governo e uma sua agência dedicada ao desporto de alto rendimento, com orgânica especial e atribuições claras e estratégicas, poderia cumprir. Esse é aliás o modelo do Reino Unido, que tantos e tão bons resultados surtiu nas grandes competições internacionais, com destaque para os obtidos sucessivamente em cada uma das últimas três edições dos Jogos Olímpicos, tendo atingido o segundo lugar na edição do Rio (2016) só atrás dos EUA e tendo ultrapassado mesmo a China e a Rússia.
O desporto em Portugal sofre de grande incapacidade de planeamento e orientação estratégica, com o estado/governo a eximir-se às suas atribuições e responsabilidades constitucionais há imensos anos, tendo deixado o fomento da prática desportiva dos jovens e outros segmentos etários entregue ao improviso e à indefinição, com poucos recursos organizacionais e financeiros, e o sistema de alta competição atribuído a uma entidade incapaz de lhe dar um rumo estruturalmente estratégico e planeado. Aliás, o actual governo prometeu no seu programa uma “Nova Agenda para o Desporto” que ainda hoje, passados mais de dois anos de mandato, não viu uma única linha programática à luz do dia. O que demonstra o quase completo abandono do desporto e do seu desenvolvimento pelo estado/governo neste novo ciclo governativo, o que já não é novidade e vem tão só perpetuar a alienação doutrinária/ideológica do estado/governo na produção de conhecimento sobre desenvolvimento do desporto e até sobre desporto e desenvolvimento.
Até posso acrescentar que entre nós a pessoa que há várias décadas tem produzido sistematicamente doutrina e concepções relativas ao desenvolvimento do desporto, o Professor Gustavo Pires, catedrático da área da gestão do desporto da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, tem sido completamente esquecido das instituições do estado e do sistema desportivo pela razão de na sua labuta em defesa do desporto e do seu valor indiscutível ter tomado frequentemente posições críticas sobre o modo como o desporto e o seu desenvolvimento e afirmação nacional tem sido mal liderado, mal orientado, mal gerido e mal concebido.
Tem assim faltado em Portugal uma intervenção estruturante do estado/governo nos caminhos do desporto, muita ausência de campo doutrinário com produção sistematizada de ideias sobre o seu planeamento, estratégia, domínios e instrumentos de desenvolvimento, e projecção para o terreno das organizações desportivas, desde as escolares de todos os níveis, aos clubes e federações das modalidades, das acções e dos meios financeiros consequentes aos seus percursos e patamares de incremento e melhoria organizacional e de prática desportiva. E também tem falhado a implementação de um novo modelo de organização e financiamento do desporto de alto rendimento baseado numa agência específica, com autonomia organizacional, de governação e de gestão, dotada dos correspondentes recursos técnicos, administrativos e financeiros, determinados por um planeamento de médio e longo prazo para o desenvolvimento daquele tipo de desporto competitivo, com uma estratégia bem concebida, dotada de objectivos e metas específicas para os diferentes desportos, fruto de uma cooperação directa entre a agência estatal e as respectivas federações desportivas das modalidades mais representativas e devidamente seleccionadas.
Sabemos que está prevista proximamente uma reunião do Conselho Nacional do Desporto, essa seria uma boa ocasião para se abrir uma discussão ampla sobre os temas da organização e orientação do desporto português durante os próximos doze anos, de modo a que a sua insuficiência detectada ao longo destas últimas duas décadas possa ser invertida e o estado/governo passe a ter o papel que constitucionalmente lhe cabe, de orientador, regulador e estratega, e daí advenham novos modelos organizativos mais consequentes com a afirmação do valor ímpar do desporto, um muito mais elevado nível de prática pelos diversos estratos etários, com primazia para os dos jovens em frequência dos diversos níveis de ensino, e o alcance de melhores resultados nas principais competições internacionais para o nível superior do alto rendimento.
Portugal precisa sem mais demoras de definir um rumo consequente para o fomento e melhoria do seu nível desportivo, aumentando as bases da sua prática regular, a sua organização, estratégia e governação, de modo a que no seu topo, isto é, no desporto de alta competição possa vir a ter correspondentemente uma melhor elite capacitada para dar ao país mais sucessos competitivos, fazendo com que o uso dos seus recursos escassos tenha muito maiores níveis de eficiência e eficácia."

Um modelo Olimpicamente falhado

"Os jornais, eufemisticamente chamam-lhe Movimento da Federações, contudo, aos olhos do comum dos cidadãos, do que se trata é de um movimento ao estilo de um “salve-se quem puder” que, com um discurso pomposo, tem como único objectivo no curto prazo tapar o buraco Financeiro do Programa de Preparação Olímpica (2016) num Sistema Desportivos olimpicamente à deriva e a ser arrastado para o naufrágio que, a menos que aconteça uma intervenção de Nossa Senhora de Fátima, vai, certamente, acontecer em Tóquio no ano de 2020.
Infelizmente, são raríssimas as semanas em que não surgem notícia a provar que o actual modelo que organiza o Sistema Desportivo nacional está profundamente errado desde logo porque é muito caro e produz resultados absolutamente miserabilistas para além de estar a gerar violência como se verifica pelas dramáticas notícias recentemente surgidas no Jornal A Bola relativas ao conflito entre a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) e o Comité Olímpico de Portugal (COP).
Desta vez, a prova de que o modelo de desenvolvimento está profundamente errado tem a ver com a notícia de que o Estado vai assumir uma verba suplementar de 650 mil euros de aditamento ao Projecto Olímpico Rio (2016)!!! Se bem conseguimos perceber o que se está a passar é que o Estado, perante o lamento olimpicamente conduzido de um conjunto reduzido de Federações Desportivas, em 2017, vai tapar um buraco de 2016, com verbas de 2018. Não sei se esta figura contabilística tem algum nome especial, mas, se não tem, devia passar a ter. Talvez “empurrar financeiramente com a barriga” na medida em que qualquer pessoa, por mais desatenta que esteja, percebe que a solução não passa de mais um problema adiado.
Também ficámos a saber que, segundo declarações do Sr. Secretário de Estado, a tutela cumpriu escrupulosamente o acordado com o COP. Perante esta declaração que não deixa margem para dúvidas há qualquer coisa que não bate certo. Por isso, é necessário perguntar:
Porque é que o Programa de Preparação Olímpica Rio (2016) originou um buraco de 650 mil euros? Quem é o responsável por esta situação?
Responder a estas duas questões é de fundamental importância porque, no fundo, vão ser os contribuintes a ter de pagar o buraco de 650 mil euros relativos ao Ciclo Olímpico mais desastroso desde 1992.
Infelizmente, suspeitamos que, à boa portuguesa, como diria Aníbal Styliano, a responsabilidade vai ser atribuída ao Sr. Ninguém. Ora, um sistema em que, por via de regra, as responsabilidades sobre os projectos falhados, são atribuídos ao Sr. Ninguém é um sistema que está profundamente errado. Quer dizer que, o atual modelo de desenvolvimento do desporto que atribui responsabilidades exorbitantes ao COP, quer dizer, muito para além da sua vocação, competências e capacidades, está profundamente errado.
Hoje, o desporto vive num sistema que funciona num antro de paradoxos, de contradições e de mal entendidos. Há quem goste mas não são certamente aqueles que ainda acreditam nas virtualidades do desporto enquanto instrumento de educação, de cultura e de desenvolvimento económico e social.
O Sistema Desportivo está numa situação de profundo desequilíbrio:
(1º) Do ponto de vista funcional entre a base da prática desportiva e o alto rendimento do topo da pirâmide de desenvolvimento;
(2º) Do ponto de vista orgânico entre os vários organismos da superestrutura de liderança do vértice estratégico e o desporto que devia acontecer no País e não acontece;
(3º) Do ponto de vista ideológico entre as obrigações inalienáveis do Estado e a livre iniciativa democrática da sociedade civil.
Hoje, quando vemos um grupo de 13 federações das 76 existentes encimadas fotograficamente pelo COP reivindicarem um tratamento especial de 650 mil euros que o Governo se apressa a cumprir é o imperativo homeostático que deve caracterizar o Sistema Desportivo que está posto em jogo. Imperativo estabelecido na Lei 1 de 90 que tem vindo a ser sucessivamente destruído em benefício de uma visão darwinista do desenvolvimento do desporto que, como se verifica no futebol, o está a destruir.
Os resultados dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016), tal como os de Londres (2012), e os de Pequim (2008) foram a consequência dos desequilíbrios, completamente desatinados, estabelecidos em nome não do desenvolvimento mas de uma visão distorcida do ponto de vista pedagógico, social e económico do fenómeno desportivo. Agora, para além do olímpico miserabilismo em que o desporto está envolvido, somos informados que existe um buraco de 650 mil euros que acabarão, necessariamente, por ser subtraídos a todas as federações. E é já para o ano. Será que elas ainda não deram por isso? Vão tomar posição?
O que é que é necessário acontecer mais para que os responsáveis políticos tomem consciência de que se está perante uma situação insustentável?
É que, entretanto, devido à quebra homeostática que, em nome da conquista de medalhas olímpicas, foi estabelecida em 2004-2005, o Sistema Desportivo, para além de não potenciar as suas reais possibilidades, está a definhar. Numa análise ao que se passa na generalidade das modalidades desportivas constatamos que, para além do número de praticantes estar a diminuir as modalidades que não pertencem ao Programa Olímpico ou que, por ausência de resultados, não conseguem lá chegar, estão numa situação de subdesenvolvimento. Para além do futebol que está num processo acelerado de autodestruição, o que se passa com os Cinco Grandes desportos coletivos é um escândalo. Só se percebe que, por exemplo, o voleibol e o andebol não estejam, desde sempre, presentes nos Jogos Olímpicos por incompetência em matéria de Políticas Públicas no domínio do desporto. Isto significa, sobretudo, que as grandes opções políticas têm de estar nas mãos do Estado que, depois, deve deixar funcionar a sociedade. Ora, o que está a acontecer é precisamente o contrário. As grandes decisões estão no sistema privado (COP) e, depois, o Estado, armado em bombeiro, em banqueiro ou em polícia, anda a apagar fogos de situações desnecessárias, a passar cheques adiantados e a elaborar mais leis que não servem para coisa nenhuma.
O que se verifica, desde 2004-2005, é o desvio de verbas que já são escassas para projectos sem qualquer viabilidade em termos de desenvolvimento na medida em que o Estado não tem coragem e ou vontade para determinar as grandes opções que, em matéria de Políticas Publicas, devem presidir ao desporto. Há participações nos Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno à custa do dinheiro dos contribuintes absolutamente incompreensíveis.
Ora bem, os portugueses não votaram nas eleições para que fosse o COP a determinar as Políticas Públicas. Antes pelo contrário, os portugueses estão há mais de dois anos à espera de uma nova agenda para o desporto prometida no Programa do XXI Governo. Quer dizer, os portugueses não conferiram ao COP legitimidade democrática para determinar as Políticas Públicas nacionais. Uma Missão Olímpica, à custa de um discurso mais ou menos chauvinista, não deve ser arvorada num “desígnio nacional” cuja factura depois o COP, através do Governo, apresenta aos contribuintes para eles pagarem.
Há opções a decidir a montante determinadas pelo princípio da igualdade determinada pela lei dos rendimentos crescente,) que só podem competir ao Estado sob pena de, se assim não for, se transformar o desenvolvimento do desporto num processo darwinista da mais pura anarquia em prejuízo da generalidade dos portugueses. Em conformidade, em termos de Políticas Públicas de longo prazo, deve ser o próprio Estado a determinar quais as modalidades e os atletas (princípio da equidade determinada pela lei dos rendimentos decrescentes) que pretende apoiar em termos de alto rendimento.
As outras modalidades e atletas que ficam fora do padrão possível de desenvolvimento (estabelecido de acordo com o quadro condicionante do País) devem ser apoiados pelo próprio COP através dos milhares de euros que recebe anualmente de patrocínios. É para isso que os patrocínios deve prioritariamente servir e é, certamente isso, que as empresas patrocinadoras esperam. A última coisa que podemos aceitar é ver um Comité Olímpico com uma dupla lógica contabilística: De um lado o dinheiro do Estado a funcionar no vermelho na medida em que o Estado há-de pagar; e outro lado o dinheiro dos patrocínios, geridos em “roda livre” utilizado para pagar outras despesas.
Por isso, a pergunta que se coloca ao Sr. Secretário de Estado é a seguinte: Porque é que o COP não cobre o buraco financeiro com as verbas provenientes dos patrocínios e até do programa de Solidariedade Olímpica do Comité Olímpico Internacional?
Há que pôr ordem e dar direcção ao desporto nacional. Até porque, quando os portugueses olham para os resultados nos Jogos Olímpicos são levados a concluir que, perante o dinheiro que se gasta na educação física e no desporto não é admissível que modalidades, para além do Voleibol e do Andebol, como a Luta, o Halterofilismo, a Esgrima ou, entre outros, os Boxe não estejam sistematicamente presentes nos Jogos Olímpicos. E, se fizerem uma análise mais atenta até concluem que Portugal só não está nos JO em Voleibol e Basquetebol devido à miserável falta de organização e coordenação do desporto nacional que está nas mãos de pequenos napolesinhos com um umbigo maior do que a batalha de Waterloo.
E, assim, o desporto, desde 2004-2005, vive numa terrível contradição que só subsiste pela confrangedora ignorância dos políticos que têm tutelado o desporto:
(1ª) Por um lado, os Governos tem toda competência sistémica para determinar as Políticas Públicas (do ensino ao alto rendimento) em matéria de desporto mas, desde 2004/2005 não as têm exercido tendo, contudo, todos os maios materiais, técnicos, financeiros e, entre outros, humanos, para o fazer. Meios que estão, escandalosamente, subaproveitados;
(2º) Por outro lado, o Comité Olímpico de Portugal não tem qualquer competência sistémica para determinar as Políticas Públicas (do ensino ao alto rendimento) em matéria de desporto mas, desde 2005/2005, foram-lhe conferidas competências para as quais não tem vocação, meios materiais, técnicos, financeiros e, entre outros, humanos para o fazer. Entretanto, à conta dos contribuintes, tem vindo a montar entre portas uma estrutura burocrática de tipo napoleónico que mais dia menos dias se desmoronará sobre si própria tal como o exercito de Napoleão na batalha de Waterloo.
No próximo dia 20 de Dezembro realiza-se uma sessão do Conselho Nacional do Desporto. É tempo dos Conselheiros começarem a tratar verdadeiramente dos problemas que interessam ao desporto nacional até porque, já nada falta acontecer para que os políticos, finalmente, compreendam que estão perante modelo olimpicamente falhado."

Alvorada... com o Zé Nuno...

Lanças... pré-Taça...

Benfiquismo (DCLXXXVII)

Força...

Cadomblé do Vata

"1. Golos sofridos às 3 tabelas, penalty falhado, Luisão lesiona-se com 3 substituições feitas... se o Asterix fosse do Benfica, hoje era o dia em que o céu lhe caia sobre a cabeça.
2. Depois da Champions, agora a Taça de Portugal também foi pelo ralo... alguém está a levar muito a sério a treta de "estar fresquinho para o campeonato".
3. Dava-me jeito estar agora com o LFV na China... é que lá agora são 08h00 e eu só daqui a umas 8h00 é que vou conseguir adormecer.
4. Há por aí muita gente a pedir a demissão do Rui Vitória e por vezes sinto-me tentado a acreditar que eles têm razão... mas depois eles dizem-me que o Jonas não sabe jogar em 4-3-3 e eu fico a pensar se eles perceberão alguma coisa de bola.
5. Foi de facto pena termos perdido este jogo... logo hoje que o Zivkovic conseguiu aguentar 30 minutos sem ver o segundo amarelo."

Vermelhão: Adeus Jamor!

Rio Ave 3 - 2 Benfica


Jogo muito ingrato: talvez a melhor 1.ª parte fora de casa este ano, muitas oportunidades desperdiçadas... e um grandíssimo golo! Oferecemos o golo do empate no início do 2.º tempo... Em desvantagem voltámos a criar perigo, o adversário acaba o jogo com quase 100% de aproveitamento nas oportunidades!!!
O Jonas falha um penalty!!! Mesmo assim, empatamos perto do final... para logo depois o Luisão (no jogo onde o capitão passou a ser o 2.º jogador com mais partidas pelo Benfica!) 'rasgar', e deixar o Benfica a jogar com 10 todo o prolongamento!!!
Voltamos a ficar em desvantagem estupidamente (mais um carambola, tal como no jogo do Campeonato!)... e mesmo em inferioridade numérica, fomos criando e falhando golos... com os fiscais-de-linha a serem os melhores defesas do Rio Ave!!!

Resumindo: muito injusto... Eficácia baixa, e depois quando o adversário está numa de cada tiro cada melro, é quase impossível vencer...
Independentemente das opiniões e criticas decorrentes da forma como a actual está a decorrer, este jogo foi totalmente atípico...

A Taça de Portugal não 'salvaria' a época (sem penta), mas seria sempre uma 'aspirina'! O sorteio não foi 'agradável'; a noite de chuva foi horrível; o esforço extra do prolongamento poderá ser fatal para a próxima jornada do Campeonato (um jogo a terminar quase à meia-noite, praticamente em cima do solstício do Inverno!!!); ainda perdemos um jogador com uma lesão (vamos ver se não haverá mais problemas físicos)... Era difícil, um cenário pior...

A lesão do Luisão, poderá ser uma oportunidade para o Rúben... e será seguramente, a prova dos nove, para perceber o impacto da 'lentidão' do Luisão na actual forma do Benfica defender! Só espero que não sirva para 'queimar' jogadores!!!

Mais uma inacreditável arbitragem do Veríssimo, permitiu tudo: pisadelas, cotoveladas, anti-jogo nojento, mergulhos para a piscina... é verdade que não foi na conversa dos vilacondenses, mas é obrigado por Lei a mostrar amarelos por simulação! Mesmo no penalty a favor do Benfica, a regra de não mostrar Vermelho, é válida, quando o defesa tenta jogar a bola, o que não foi claramente o caso... Enfim!!!

Prevejo, mais uns dias muito complicados, com o jogo em Tondela (após os Lagartos jogarem) com um ambiente de muita pressão! Se a Taça de Portugal não salvaria a época, a Taça da Liga muito menos, e assim a pressão nos resultados da Liga, vai aumentar ainda mais...
Tudo isto após uma eliminação tremendamente injusta, numa noite onde não merecíamos outro resultado senão a vitória!

Vitória na Linha...

Paço de Arcos 4 - 7 Benfica

Jogo complicadíssimo... contra uma equipa que praticamente não ganha a ninguém, mas que contra o Benfica já se sabe... Desta vez, foi o Pedro Henriques para a baliza, mas voltámos a sofrer demasiados golos...! Só 'decidimos' o jogo nos últimos 10 minutos...

Apesar destes 'sustos', a jornada acaba por ser positiva, com a derrota dos Corruptos em Barcelos, e o empate da Oliveirense em Viana!

Vitória na Ria...

Illiabum 67 - 80 Benfica
15-25, 22-16, 12-22, 18-17

Vitória contra uma das sensações do Campeonato...
Destaque para o regresso do Carlos Morais.