Últimas indefectivações

sábado, 17 de maio de 2014

Nenhum árbitro é assim tão mau...

"A arbitragem do alemão Felix Brych na final de Turim deve ser motivo de preocupação para quem acredita que o progresso do futebol só pode ser construído sobre alicerces de credibilidade. Quando assim não é... 
Na memória de quem segue o futebol está, por exemplo, a inapresentável arbitragem do norueguês Tom Honning Overbo em 2009 num tristemente célebre Chelsea- Barcelona em que os blues de Londres foram vítimas daquilo que um dia José Maria Pedroto qualificou como «roubo de igreja». O que aconteceu em Turim na última quarta-feira entra na mesma galeria de crimes de lesa-futebol, Brych mostrou ser do campeonato de Overbo, com prejuízo do Benfica.
Infelizmente, Portugal (ainda) pesa pouco nas instâncias da UEFA, cujo Comité de Arbitragem é presidido por Angel Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol... O que deve fazer, então, o Benfica perante a forma ostensiva como foi prejudicado pelo árbitro alemão Feliz Brych, em Turim?
Não valerá de muito, creio, barafustar na praça pública. Mas será imperioso (até porque, apesar dos jogos de poder, quem está na UEFA sabe ver futebol) assumir uma posição firme que sirva, pelo menos, para que não fiquem dúvidas de que o que levou à lamentável arbitragem de Brych não pode ter a ver com futebol.
Nenhum árbitro (o melhor dos alemães, neste caso!!!) é assim tão mau."

José Manuel Delgado, in A Bola

Dezena...

Benfica 10 (2) - (0)  0 Belenenses

Depois do resultado apertado no 1.º jogo, esperava-se um jogo, um pouco mais difícil, mas o Benfica não quis sofrer, e transformou a partida num festival de golos...
Estamos nas Meias-Finais, o adversário será o Fundão ou o Leões de Porto Salvo... vão jogar a 'negra' amanhã em Porto Salvo. O grau de dificuldade vai aumentar, não podemos ter 'brancas', mas o mais importante e ter todos os jogadores disponíveis mental e fisicamente...
Leio, com alguma surpresa, alguma falta de confiança nesta equipa, por parte dos Benfiquistas. É verdade, que este ano já tivemos uma desilusão (Taça), mas no Campeonato, temos 2-0 nos confrontos directos com os Lagartos... portanto, mantendo os pés no chão, recordando que esta época montámos uma equipa nova, com humildade, temos tudo para recuperar o título...

Primeiro passo. Faltam mais dois !!!

Benfica 88 (1) - (0) 64 Guimarães
27-14, 23-18, 20-21, 18-11

Excelente entrada no jogo, excelente entrada na Final do Campeonato. É assim que o Benfica tem que jogar: 'matar' o jogo cedo, para nem se quer dar esperança ao adversário. Mesmo sem fazer um jogo perfeito (só o Jobey acertou nos Triplos), tivemos concentrados na defesa, dominámos os ressaltos, e até deu para gerir o plantel, já a pensar no jogo de amanhã... Que como é óbvio temos que ganhar.

Acelerar para o triunfo !!!

Parabéns ao Bernardo Sousa, pela vitória do Rally dos Açores. Na magnifica paisagem de São Miguel, a nossa recente 'contratação' geriu muito bem o Rally, no seu novo Ford Fiesta R5, apesar dos adversário agressivos (Abbring principalmente...), e depois de um Rally de Portugal azarado... teve hoje a justa recompensa com a vitória...

Parabéns também à realização televisiva da prova, que com bom tempo (algo raro nesta altura...) conseguiu transmitir na Eurosport, para todo o Mundo, imagens impressionantes de São Miguel.

A roubalheira do costume...

Corruptos 3 - 2 Benfica

Os críticos de sempre, podem dizer que não podíamos sofrer um golo aos 17 segundos, que não podemos continuar a desperdiçar (os poucos) Livres Directos e Penalty's que beneficiamos, mas mais uma vez tivemos uma arbitragem surreal, que na 2.ª parte foi empurrando os Corruptos para a vitória, que a conseguiram... imagine-se: num Livre Directo!!! Hoje a estratégia foi simples: até às 10 faltas, tudo mais ou menos normal, depois, na 2.ª parte, faltas só para um lado... além de um vermelho perdoado, ao do costume... Não tenho a estatística, mas não me recordo de um jogo, onde o Benfica terminou com menos faltas que o adversário... hoje foi 12-20!!!
A imundice nesta modalidade é generalizada, conseguimos ser Campeões Nacionais com uma super-equipa e uma tremenda 'sorte' (com o Tó Neves a treinar os Corruptos fica mais 'fácil', além dos ordenados em atraso...!!!), fomos Campeões Europeus, porque no jogo da Meia-Final fizemos 'barulho' e assim na Final, tivemos uma arbitragem minimamente decente, mas para se repetirem estas condições, vai ser preciso passar muito água debaixo da ponte!!!

Matematicamente ainda é possível, mas não dependemos só de nós... Agora espero vencer para a semana. O Valongo acabou de vencer outro jogo, com mais um penalty absurdo marcado pelo Joaquim Pinto (que hoje teve momentos onde pareceu estar 'dividido', entre qual o resultado que melhor interessava aos Corruptos!!!)...

Mais do mesmo... infelizmente !!!

Benfica 23 - 29 Sporting

Ainda tínhamos algumas hipóteses matemáticas de sermos Campeões, mas hoje, ficámos completamente fora da corrida. Para mim, o surpreendente, foi termos chegado a 2 jogos do fim, ainda com possibilidades...!!!
Agora, na última jornada, vamos ao antro Corrupto passear... com o Sporting a torcer por uma vitória do Benfica!!!
Se o Benfica tivesse deixado fugir a oportunidade de festejar o título, como os Corruptos deixaram hoje, imagino o que seria dito!!!

Antecipando o rescaldo da época, espero que seja feito mesmo uma revolução a sério na secção, porque senão, é dinheiro deitado à rua...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A uma vitória de fazer história

"O Benfica está a 90 minutos de, com uma vitória, fazer a melhor época dos últimos 50 anos. O objectivo é ganhar a Taça de Portugal, sem Béla Guttmann, mas com o onze titular, com aqueles que a UEFA não deixou jogar, e vencer, em Turim.
Domingo o Benfica tenta no Jamor fazer história, ser a primeira equipa portuguesa a vencer as três principais provas nacionais (campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga), numa mesmo época, ficando para Agosto a possibilidade de vencer a quarta (Supertaça) e assim ganhar tudo.
Ainda sobre Turim, onde mesmo sem quatro titulares fomos melhores que um Sevilha limitado, fica um ensinamento: só com bons jogadores, com os melhores, várias soluções, se pode aspirar a tanto como o Benfica aspira.
O Benfica merecia ter ganho e com o onze titular teria ganho facilmente. O problema não foram os penalties defendidos irregularmente não assinalados pelo alemão que arbitrou. O problema não foi o árbitro alemão se ter esquecido de expulsar o espanhol que placou Sulejmani para defender o espectáculo, o problema foram os expulsos pelo inglês em Turim para ofender o espectáculo há 15 dias.
Curiosamente, a vantagem para domingo é o regresso de um meio-campo novo. Vamos ao Estádio Nacional para bater um recorde nacional. Depois do 33.º campeonato, onde nenhum rival chegou, depois da 5.ª Taça da Liga, onde nenhum conseguiu. O Rio Ave foi a segunda melhor equipa portuguesa esta época, mereceu chegar a Leiria, ao Jamor, e à Supertaça de Agosto. Este Rio Ave tem um valor semelhante ao do Sevilha, e melhor que o Vitória de Guimarães da época passada. Só um Benfica forte fará história, e o resto são histórias..."

Sílvio Cervan, in A Bola

O Jamor tem que ser nosso

Há festa no Jamor

"Termina este domingo uma das temporadas futebolísticas mais empolgantes da história centenária do Sport Lisboa e Benfica.
Independentemente do que possa ter sucedido em Turim (escrevo, carregado de ansiedade, antes de o saber), o Benfica entrará em campo, no Jamor, com a possibilidade de alcançar uma inédita 'tripleta' de competições nacionais - Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça da Liga -, à qual juntará, no mínimo, uma honrosa presença em final europeia pelo segundo ano consecutivo; e no máximo, a primeira Liga Europa do seu historial.
Caso, como espero e desejo ardentemente, estas duas conquistas se concretizem, então estaremos a falar da melhor época de todos os tempo. Sim! De todos os tempos!
No momento em que escrevo, as expectativas benfiquistas situam-se, pois, entre o muito bom (dois troféus, entre eles a prioridade número um), o excelente (três troféus), e o esplendoroso (poker de taças, com possibilidades de lhes juntar mais duas já em Agosto, e assim tocar nos céus).
Neste contexto, a Final do Jamor é a ocasião magna para prestarmos tributo a uma fantástica equipa de futebol, que já na temporada anterior nos havia feito sonhar, e agora concretizou (pelo menos em parte, acredito que na totalidade) esses sonhos. A tradição que envolve esta prova, o seu belíssimo palco, e o facto de a mesma encerrar a época (a nível de clubes), são condimentos para um dia de festa, de fervor clubista, e, creio, também de absoluta glória. Nunca, nos meus 44 anos de vida, senti um Benfica tão forte e tão pujante em todas as suas vertentes. Falo de futebol, mas falo também de veículos de comunicação, de infra-estruturas, de formação, de ecletismo, de modernização empresarial e administrativa, de associativismo, de prestígio nacional e internacional, de respeito pela história... enfim, de tudo.
Estamos num plano elevadíssimo, e é nele que gostamos de estar. Mas tenho a certeza que aqueles que nos conduziram até aqui, não vão querer parar. O céu é o limite. Vamos a isso!"

Luís Fialho, in O Benfica

O maior dos desafios!

"É naturalmente muito forte a desilusão dos adeptos pelo desaire europeu. Mas o principal desafio do Benfica é outro.

SIM, o Benfica pode falar de infelicidade. Não tinha Enzo Pérez, nem Salvio nem Markovic, e depois ainda ficou sem Sulejmani, que estava a entrar muito bem na partida, e pelo caminho já tinha perdido a extraordinária forma de Sílvio e até a surpreendente serenidade de Fejsa.
Infelicidade a mais, é impossível negar. Se não é maldição, realmente parece. Imagine-se: um parte a perna (Sílvio) depois de bater na perna do próprio companheiro, outro parte o braço (Salvio), e fica fora da final por proteger o braço partido pouco depois de entrar em campo no infernal jogo com a Juventus.
Para explicar o inexplicável, arranjaram os espanhóis a expressão... yo no creio en las brujas pero que las hay, las hay... e respondem agora os benfiquistas com... a maldição de Guttmann.
Confesso que sobre a alegada maldição do senhor que levou o Benfica a vencer duas Taças dos Campeões Europeus já muito ouvi falar e pouca verdade conheço.
Dizem uns que Guttmann agoirou os encarnados ao ponto de os avisar que nos muito anos seguintes não voltariam a ganhar na Europa; dizem outros que não foi isso que o senhor disse, o que ele teria dito é que nos trinta anos seguintes não voltariam os encarnados a ser campeões europeus ou bicampeões. Enfim...
Se Guttmann amaldiçoou ou não o Benfica, ninguém saberá verdadeiramente o saberá, o que se sabe é que o Benfica chegou a esta final sem paz de espírito... e talvez mesmo amaldiçoado, acreditando no que escreveram a grande maioria dos jornais estrangeiros, lembrando, todos eles, a tal maldição de Guttmann.
E afinal, em que é que ficamos?
Estou dividido entre as brujas espanholas e o agoiro de Béla Guttmann.
Mas dividido ou não, relembro que numa fase de tantas decisões o Benfica foi surpreendido ao perder jogadores como Enzo, Salvio, Markovic, mais Sìlvio e Fejsa, e, em Turim, ainda antes do minutos 20 da final, viu-se ainda privado de Sulejmani, entretanto já reciclado como terceira opção para ala-direito.
Em cima disso ainda encontrou pela frente um árbitro (ou uma equipa de arbitragem) capaz de não ver coisas evidentes como os próprios espanhóis ainda ontem reconheceram nalguns programas televisivos de debate.
Não é normal.
Como tewwtou (acto de escrever no tweeter) o inglês Gary Liniker um velho monstro do futebol britânico, «três árbitros e nenhum foi capaz de ver o que Beto fez na grande penalidade de Cardozo?!», dá realmente uma ideia do que também se passou no relvado relativamente ao trabalho dos juízes.
Junte-se a tudo isso o que também me pareceu evidente no relvado do estádio da Juventus:
- permanente falta de serenidade na equipa do Benfica, bem ao contrário da equipa serena que habituou os adeptos na maior parte da época;
- sofreguidão na definição de alguns lances como se a equipa estivesse, mentalmente, com receio de perder um jogo a que se sentiria obrigada a ganhar;
- jogadores decisivos em insuficiente rendimento e gritante ineficácia como Gaitán, Lima e Rodrigo;
- André Gomes e Rúben Amorim nem sempre capazes de dar resposta ao que o jogo lhes pedia;
- Cardozo a marcar uma grande penalidade como não costuma marcar... e Rodrigo a marcar como se já estivesse a temer falhá-la...
-... e, por último, até Jorge Jesus, desta vez, a dar a ideia de bloquear quando mais a equipa pareceu precisar dele.
Perdidas duas finais europeias consecutivas... diriam então os espanhóis... yo no creo en las brujas pero que las hay, las hay... e agarram-se muitos benfiquistas à maldição de Guttmann.
Podem estar os adeptos divididos mas não pode o Benfica e os seus responsáveis deixarem dividir-se entre bruxarias.
Claro que era importantíssimo para o clube ter voltado, esta quarta-feira, às vitórias europeias, mas importantíssimo (talvez mesmo o mais importante para o futuro imediato do clube) será preparar a próxima época de modo a conseguir mostrar - como conseguiu o FC Porto há duas décadas - capacidade para inverter o paradigma com que ainda hoje os encarnados se vão desafiando.
Aceitando e aprendendo, então, o Benfica a perder às vezes, esperarão os adeptos que deixe, porém, de ganhar apenas de vez em quando.
Maior do que o desafio europeu é esse o grande desafio do Benfica.

PS: Já o tinha escrito e, obviamente, mantenho - aconteça, ainda, o que acontecer, o Benfica fez fantástica temporada, compreendendo o clube (porque tem de compreender) a forte desilusão dos adeptos pelo desaire de Turim, a que se juntará nova forte desilusão se a equipa voltar a deixar escapar, este domingo, a Taça de Portugal.
O futebol é isto mesmo!"

João Bonzinho, in A Bola

O que Guttmann nunca terá dito...

"Muito provavelmente, Béla Guttmann nunca disse o que dizem que disse a propósito do sucesso do Benfica na Europa. A maldição do mago magiar não está registada sob forma de entrevista e o que terá mesmo sucedido não terá passado de um desabafo do treinador bicampeão europeu pelo Benfica com o seu adjunto Fernando Caiado a propósito da profusão de automóveis entre os jogadores encarnados que, à chegada de Guttmann ao Benfica era de apenas três. Referindo-se a um possível aburguesamento dos jogadores, Guttmann terá dito que «assim nem daqui a trinta anos ganham nada». O que se passou a seguir explica-se com a expressão 'quem conta um conto, acrescenta um ponto', a que se juntou, nos seis anos a seguir à conquista do bicampeonato europeu, a derrota em três finais (1963, 1965, 1968). A lenda foi crescendo, alimentou-se dos insucessos de 1983, 1988 e 1990 e explodiu com as derrotas do Benfica em Amesterdão e Turim, até atingir proporções planetárias.
Ontem, a fazer a revista da imprensa internacional era encontrar, em cada nove de dez casos, referências à maldição de Guttmann, transformada na mais desejada das lendas do futebol dos dias de hoje. Para o Benfica, a mediatização deste fait-divers tem um lado positivo porque permite que ninguém se esqueça que o Benfica já esteve em dez finais europeias e é um dos mais importantes e competitivos clubes do Velho Continente.
Chegará o dia em que o emblema da Luz vai ganhar a sua final e enterrar esta lenda. Para já, a maldição de Béla Guttmann vai servindo para explicar castigos, lesões, erros dos árbitros, substituições mal conseguidas e falhanços de baliza aberta. Sempre serve para alguma coisa, afinal..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Assim já vale Assis

"1. A imagem do sr. Assis e do sr. Costa lado a lado na tribuna das Antas foi bonita. Não sei que jogo era - FC Porto-Benfica? Sei que havia em ambos a trombalanazice de um Elói Benevides de Barbuda a duplicar capaz de arrancar ais! de piedade ao mais empredernido dos guerreiros da Bexuanalândia. Ambos enfiados. Ambos contritos.
2. Não há muito tempo, o sr. Costa tonitruava aos quatro ventos que nunca o haviam de ver fotografado ao lado de políticos. Desde que estes não se chamassem Elisa, Gomes, Eanes ou Menezes, calculo eu. Agora, assim, também Assis já vale.
3. A coisa seria apenas ridícula se não fosse pungente. Um, à míngua do voto, faz-se fotografar com o caudilho; outro, à mingua do reconhecimento público de seriedade, expõe-se ao daguerreótipo com quem quer que seja. Adivinhem os leitores quem é o um e quem é o outro. Para mim, valem o mesmo...

P.S. - Falando de coisas boas. A presença do vice-presidente do Benfica, Alcino António, no museu do «Grande Torino» é um daqueles momentos em que a História se reconcilia com os seus grandes personagens. Um abraço para ele. Por isso e por muito mais!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Recordando...

"Ganha a primeira das três finais destes entusiasmantes 11 dias, escrevo na antevéspera da grande final de Turim com a esperança de que possa ter uma alegria igual às que possa ter uma alegria igual às que tive há 53 e 52 anos, quando ganhámos as Taças dos Campeões. Nos tinha televisão em casa e foi na de um amigo que assisti à primeira parte do Benfica-Barcelona (3-2). As equipas portuguesas eram sempre eliminadas à primeira. Até que, nesse ano, o Benfica foi passando até chegar às meias-finais, com o Tottenham. Lembro em especial a primeira meia-hora do jogo da Luz com o Ujpest: 5-0! Depois, ficou 6-2 e o Benfica, sem Béla Guttmann (o treinador não podia entrar na Hungria), foi a Budapeste confirmar a passagem aos quartos-de-final. O Aarhaus, da Dinamarca, já foi recebido em clima de festa e o Benfica ganhou os dois jogos. Bem mais complicado o Tottenham mas, com 3-1 e 1-2, chegámos à final, frente ao poderosíssimo Barcelona, que eliminara o Real Madrid, pentacampeão. Foi a primeira transmissão na RTP. Pouco se viu. A emissão estava sempre a ser interrompida ao intervalo foi mesmo cancelada. A segunda parte foi seguida através do relato de Artur Agostinho, na rádio. Lembro-me dos minutos finais, sozinho, fechado na cozinha. A certa altura, faltavam poucos minutos, não aguentei mais e fechei o rádio.
Quando abri, o Benfica era Campeão Europeu. Inimaginável! Foram as minhas primeiras lágrimas de alegria pelo Benfica...
Um ano depois, já com Eusébio (e Simões) na equipa, foi possível ver o jogo todo na TV. Desilusão inicial (0-2), alegria incontida na segunda parte (5-3). O famoso Real Madrid foi suplantado.
Depois, começaram os azares a as derrotas: Coluna lesionado e o Benfica praticamente com dez frente ao Milão; finais com o Inter em Itália e com o Manchester em Inglaterra. Mais tarde, comigo na bancada, a derrota nas grandes penalidades, frente ao PSV (sem Diamantino), e outra, sem que nos possamos queixar, face ao poderoso Milan. Pelo meio, uma final (da Taça UEFA) mal perdida face ao Anderlecht e, há um ano, uma grande exibição e um derrota injustíssima com o Chelsea, para a Liga Europa. Espero que este ano tenhamos voltado às vitórias e às grandes alegrias europeias. o Clube merece-o pelo grande historial europeu que tem."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Para Glória do Glorioso

"O Benfica tem mais troféus que qualquer outra equipa portuguesa. Mas sem o 'troféu' do Campus do Seixal não haveria título do campeonato nem das taças; como sem o 'prémio' do maior Estádio de Portugal não haveria triunfos ou troféus conquistados; sem o título' da Benfica TV não haveria o sucesso que há nas modalidades e nos escalões da formação; sem os 'louros' do Museu Cosme Damião não haveria, ao altíssimo nível a que há, a identidade, a estirpe, a atitude, o orgulho Benfica a puxar pelos resultados dentro dos terrenos de competição. E sem o 'palmarés' da Fundação, o Benfica não seria aquilo que é: mais que um clube.
É tudo isto que torna possível que o Campeão esteja de volta. Tudo isto constitui uma grande obra. O que o presidente do Benfica tem feito é uma obra para a Glória do Glorioso. Uma obra coerente, planeada, criada de raiz e com raízes para o sucesso sustentado do Benfica.
Sustentado. E isso é muito importante. O presidente Luís Filipe Vieira criou condições únicas na história do Clube para o sucesso desportivo: equipamentos e instalações, tecnologia, meios técnicos e humanos, e, acima de tudo, estabilidade e credibilidade.
A dimensão da festa quando o Benfica ganha deve-se à implantação global do Clube mas também é verdade desportiva das vitórias do Benfica. São vitórias que honram o Benfica e honram igualmente o desporto porque são obtidas com verdade desportiva e fair-play.
O Benfica é uma máquina que funciona e que fornece aos atletas e técnicos das mais diversas modalidades condições únicas no nosso País. Mas a máquina tem coração. E se a máquina está sempre a funcionar, o coração do Benfica - os seus sócios e adeptos - não para de bater."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Dos fantasmas

" “Fantasmas é não chegar à final! Fantasmas!? Deixem-se dessas tretas.” Estas foram as palavras de Jorge Jesus quando, em momento de vitória do Benfica, foi confrontado pela enésima vez com os resultados das finais e momentos decisivos da época transacta. Estas foram as palavras que tantas e tantas vezes me apeteceu que fossem ditas pelos dirigentes / futebolistas / treinadores do Benfica sempre que foram confrontados com o “trauma” e os “fantasmas” da época passada. Se há coisa para a qual já não há paciência é para essa conversa ad nauseam por parte de jornalistas e comentadores do futebol português. Diga-se, aliás, que esta ladainha carpideira permanente de recordar constantemente o momento da derrota passada e acentuá-lo no momento da vitória presente diz muito mais sobre as fraquezas do comentador do que sobre a força do comentado.
Se Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira enfermassem dessa lusitana tendência para a lamentação doentia e mesquinha, estaria ainda hoje o Benfica enterrado nessa espécie de fado do desgraçadinho de que tanto parecem gostar os apocalípticos com espaço e voz na comunicação social. Cheguei a ver num canal televisivo, 48 horas após a conquista do campeonato, um balanço do mesmo em que a primeira meia hora foi passada a dissecar o… pior momento da época. A meia hora seguinte foi para recordar os momentos finais (os tais “fantasmas”) da época passada e sobrou meia hora para perorar sobre as dificuldades que o Benfica terá no futuro em repetir as vitórias do presente.
Amanhã (escrevo esta crónica antes da final da Liga Europa) estarei em Turim, com o Benfica, sabendo que, independentemente do resultado, no final do jogo seremos Benfica, sem traumas, sem fantasmas e sem tretas. Essas ficam para os comentadores."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Contra a maldição


"E afinal o Benfica perdeu, outra vez, ou seja, pela oitava vez, mais uma final europeia. E isto sem ter sofrido qualquer derrota durante toda a competição. É mesmo caso para dizer: yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay. Já aqui escrevi sobre esta célebre sentença espanhola, erradamente atribuída ao Dom Quixote de Miguel Cervantes. Se calhar é mesmo muito posterior. Poderá ser de Béla Guttmann? Não creio que o magiar seja o autor do citado aforismo mas não falta quem lhe atribua a veste de bruxo. Tudo por causa de uma alegada maldição. E qual é ela? Quase toda a gente se lhe refere mas sem noção da sua real história. Em meia dúzia de palavras pode contar-se assim: local - Amesterdão; data 2 de Maio de 1962; factos:
1) o Benfica venceu o Real Madrid por 5-3 na final da então chamada Taça dos Clubes Campeões Europeus;
2) Guttmann tinha exigido que no seu contrato com o clube constasse um expressivo prémio no caso de se consagrar campeão europeu;
3) porventura não acreditando muito nessa hipótese, o clube anuiu:
4) na altura de pagar, a coisa não foi fácil, o que levou o húngaro a sair desgostoso e a soltar uma imprecação. Qual? Não há bem a certeza porque, segundo uns, terá dito que o Benfica não voltaria a vencer uma final europeia. Mas também há quem garanta que ele falou apenas sobre o título europeu (o que deixaria de fora a Liga Europa). Outros ainda juram que ele pôs um prazo na maldição - cem anos.
De modos que ou o clube leva a sério a maldição, ou não. O jornal inglês The Guardian, por exemplo, escreveu que «o Benfica não é senhor do seu destino». Eu creio que é. Mas se não fosse talvez valesse a pena o Benfica prometer que atribuirá a Guttmann um prémio em tudo igual ao do treinador que voltar a vencer uma final europeia."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Nuno...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Depois

"«Benfica, Benfica, Benfica!»: assim intitulei o meu pontapé-de-saída de 15 de Maio do ano passado, escrito logo após a injusta derrota na final da Liga Europa contra o Chelsea.
«Benfica, Benfica, Benfica!»: continuo hoje a dizer, apesar de mais uma inglória final perdida na lotaria dos penalties.
Ainda não foi desta vez (na sua oitava final perdida) que o Benfica ultrapassou os anátemas das lendas, superstições, patéticas profecias húngaras, azares, pénaltis falhados e vitórias morais.
Esta foi uma Liga Europa onde o Benfica nunca foi derrotado. Eliminando equipas como a superfavorita Juventus ou o sempre problemático Tottenham, mas que sucumbe perante um acessível Sevilha que, aliás, ainda estará a pensar como ultrapassou in extremis tantos obstáculos ao longo da competição.
Poderia falar das faltas que jogadores nucleares fizeram (e fizeram mesmo), da lesão prematura de Sulejmani, de cerimónia do Benfica no momento de chutar à baliza, de um árbitro que só marcaria penalties em flagrante delito e que consentiu que nos pontapés decisivos o guarda-redes do Sevilha se adiantasse à vontade. Mas para quê? E perdeu-se pelo mais ingrato expediente de encontrar um vencedor, em que já não há equipa melhor ou favorita, mas duas equipas em total igualdade. Talvez o Benfica devesse ter feito mais no jogo jogado para evitar esta sentença final.
Mesmo assim, continuo a dizer que esta é uma grande temporada do SLB. Por isso, como benfiquista, um reconhecido abraço ao presidente do Benfica e a Jorge Jesus e um forte incitamento aos jogadores para que, no domingo, conquistem a Taça de Portugal."

Bagão Félix, in A Bola


Estive para escrever um post sobre as capas dos jornais desportivos (e não só) portugueses de hoje, mas depois de ler os artigos do Alberto Miguéns e do Gaúchos nos respectivos blog's, acho que está tudo dito!!! Aparentemente, o único jornal que puxou para a 1.ª página os descarados erros da arbitragem foi o Correio da Manhã!!! Quando o Correio da Manhã se torna num exemplo, é porque o nível é realmente muito baixo...!!!
Todas estas rameiras avençadas, deveriam corar de vergonha, ao verificarem que o Benfica é mais respeitado em Espanha, do que em Portugal, após um jogo entre o Benfica e uma equipa Espanhola, mas tenho a certeza, que eles até devem estar orgulhosos!!!
Deixo aqui o cartoon do Henrique Monteiro, simboliza bem a pornografia desportiva que se viveu ontem em Turim... como alguém já escreveu, numa Final Europeia, não me recordo de um roubo tão descarado... e em jogos Europeus, talvez o famoso Chelsea-Barcelona seja o mais parecido!!!

Sacana do homem (e quatro cartas fora do baralho)

"O Sevilha fez os trinta minutos extra a pensar nos 'penalties'; o Benfica a pensar na imensa quantidade de situações de golo de que dispôs e que tão desastradamente foram concluídas.

Sábado, 10 de Maio
O Benfica chegou hoje ao Porto já campeão com 16 pontos de avanço sobre os donos da casa e na adorável perspectiva de terminar a prova com os mesmos 16 pontos de avanço sobre o grande rival, ou com 19 pontos, ou com 13 pontos, que foi precisamente o que acabou por acontecer.
O Benfica jogou no Dragão pelo seguro, sabendo que tem uma final europeia à porta deixou os seus titulares em sossego e apresentou-se com uma mescla de jogadores menos utilizados da equipa A com jogadores mais utilizados da equipa B que, de uma maneira geral, fizeram boa figura.
O FC Porto também jogou pelo seguro, guardando Kelvin no banco até aos minutos finais da partida de modo a causar um frisson de cariz nostálgico quando foi lançado para o jogo.
O árbitro ainda mais jogou pelo seguro. Ao contrário dos seus predecessores em clássicos não se atreveu a expulsar nenhum jogador do Benfica antes da meia hora de jogo (nem depois), não fosse a coisa dar para o torto, e optou por descortinar uma grande penalidade à beira do intervalo que, concretizada por Jackson, permitiu ao FC Porto ganhar o jogo com todo o mérito.
Como nota final deste dia impõe-se dar os parabéns ao Sporting de Braga, conquistador do título nacional de futebol júnior.

Domingo, 11 de Maio
CHEGOU hoje ao fim o campeonato. A última jornada apenas serviu para ditar quem desce (o Olhanense) e quem ainda tem direito a discutir a permanência (o Paços de Ferreira) numa liguilha com o Desportivo das Aves. Foi do céu ao inferno a trajectória do Paços de Ferreira no espaço de um ano. É caso para se dizer que as parcerias abençoadas já não são o que eram.
O segundo classificado do campeonato principal, o Sporting, despediu-se do seu público com uma derrota frente ao Estoril de Marco Silva, apontado como sucessor de Leonardo Jardim dando-se o caso de o treinador madeirense seguir para o estrangeiro como noticia insistentemente a imprensa.
Nada melhor do que esperar para ver. As agências de comunicação andam meias doidas neste final de temporada quase fazendo gala em apostar no cavalo errado de modo sistemático e pouco inocente. O caso de Jorge Mendes tem sido o mais flagrante, o que não deixa de ser muito curioso.
O nome de Mendes tem sido associado festivamente à contratação do novo treinador do FC Porto à laia de carimbo de autenticidade da tão ansiada parceria com a SAD do Dragão com o super-empresário desavindo. Parece que, afinal, as coisas não são bem assim.
À falta de argumentos, Mendes passou a ser a justificação filosófica e prática para o triunfo do Benfica nesta última Liga. Tal como em 2009/2010 o título do Benfica foi por causa do túnel, este título de 2013/2014 foi por causa da ligação do empresário a Vieira. Temos assim Jorge Mendes como novo túnel, o que tem a sua graça.
Já a meio da época, quando as coisas começaram a correr mal para o FC Porto, surgiram notícias dando conta da reaproximação de um outro empresário, José Veiga, ao FC Porto graças à sua relação pessoal com o filho do presidente. Também à falta de argumentos dos adversários, o campeonato conquistado pelo Benfica em 2004/2005 foi baptizado como o campeonato do José Veiga, à época director do futebol benfiquista.
Curiosos sintomas, estes falsos ou verdadeiros, à vontade do freguês, namoros com super-agentes. 
Voltemos a Alvalade e ao jogo de despedida do Sporting que, em termos do resultado, não correu bem porque, perdendo, encerraram-se as contas com 7 pontos de desvantagem em relação ao campeão impedindo, um bocadinho, a celebração do título da verdade desportiva.
Houve benfiquistas que se indignaram, também um bocadinho, com as faixas em Alvalade em apoio do Sevilha. Não é justo que se indignem, nem um bocadinho, porque são coisas que acontecem em todas as cores e em todos os países. Se, por exemplo recente, soubemos apreciar o apoio dos adeptos do Torino na meia-final com a Juventus, que espécie de estatuto moral há para criticar os sportinguistas que ambicionam a vitória andaluza na final da Liga Europa?
Em 2004, quando o Benfica venceu o FC Porto na final da Taça de Portugal houve faixas no Jamor desejando boa sorte ao Mónaco, com quem o FC Porto iria jogar dali a poucos dias a final da Liga dos Campeões.
Em 2009, quando o Sporting foi trucidado pelo Bayern de Munique, houve cartazes na Luz dando graças aos alemães. Lembram-se?
Nada mais natural do que estes desamores. Uma coisa é certa e para todas as cores, incluindo as nossas. É ser triste e pequenino, quando não se tem vida própria, viver a vida dos outros.

Segunda-feira, 12 de Maio
SOUBE-SE hoje o nome de quem vai apitar no domingo a final da Taça de Portugal. É Carlos Xistra que, ao longo de uma profícua carreira, acumula actuações de bradar aos céus com actuações de bradar aos infernos. Isto conforme os gostos e conveniências, naturalmente.

Terça-feira, 13 de Maio
PAULO BENTO tornou pública a sua lista de pré-convocados para o Mundial. Os dois Andrés, Ruben Amorim e Ivan Cavaleiro constam do rol. Ricardo Quaresma também e é da mais elementar justiça. Do lado dos nossos vizinhos da Segunda Circular chora-se as ausências de Cédric e de Adrien. Tudo isto vai dar muita discussão mas hoje a imprensa ocupou-se mais da viagem para Turim de milhares de benfiquistas do que destas menoridade nacionais.
Faltam 24 horas para final e, pensando bem, o Benfica deve esta sua décima final europeia ao seu ex-guarda-redes Roberto. Explicando-me melhor: foi Roberto, ao serviço do Olympiakos, com duas exibições extraordinárias – ele que tão pouco extraordinário se mostrou ao serviço do Benfica – quem colocou a equipa de Jesus na rota da Liga Europa afastando-a da Liga dos Campeões e dos grandes tubarões.
E é de duvidar que o Benfica tivesse chegado à final da Liga dos Campeões, que é outra música, se por lá tivesse permanecido. Enfim, nunca se sabe, mas…

Quarta-feira, 14 de Maio
SACANA do homem. Não, não me refiro ao austro-húngaro Bella Guttman, que não tem culpa nenhuma, mas sim ao alemão que nos calhou em sorte para arbitrar a final com o Sevilha. Fez um trabalho hostil ao Benfica, sobre isso nem haverá dúvidas.
No entanto, tivesse o Benfica podido contar com o seu meio-campo titular e com os seus alas mais rápidos – e foram logo quatro cartas fora do baralho – é de crer que nem o mais inspirado sacana do apito conseguiria levar o jogo para a decisão por grandes penalidades como acabou por suceder.
O Sevilha fez os trinta minutos extra a pensar nos penaltis e o Benfica fez os mesmos trinta minutos a pensar, certamente, na imensa quantidade de situações de golo de que dispôs e que tão desastradamente foram concluídas nos primeiros noventa minutos.
Foi azar? Foi, sem dúvida que foi.
Bateram-se bem? Nada a apontar.
Foi o Guttman? Nem pensem nisso.
Voltaremos em breve? Voltaremos."

Leonor Pinhão, in A Bola

Outra final perdida

"Grande final. Entrega total de todos os jogadores de ambas as equipas. Situações de golo iminente para os dois lados. Muitos portugueses em campo, quatro do lado do Benfica (André Gomes, André Almeida, Rúben Amorim e Ivan Cavaleiro), três em representação do Sevilha (Beto, Daniel Carriço e Diogo Figueiras), mas Kevin Gameiro, de ascendência lusa e que Carlos Queiroz namorou em tempos no sentido de convencê-lo a optar pela Selecção das quinas.
Grande espectáculo. Alta intensidade do primeiro ao último minuto do prolongamento. Emoção em níveis elevados, no relvado e nas bancadas. Dois emblemas que tudo fizeram para ganhar, mas não basta querer, é preciso poder: e... ninguém pôde. Em competição, o campeão de Portugal e o quinto classificado de Espanha, um desnível classificativo que transferiu para o Benfica a maior fatia de favoritismo. Não só por causa dessa diferença, mas por, objectivamente, possuir mais e melhores praticantes e apresentar um plantel de superior qualidade: se não se tivesse dado o caso de, por motivos diversos, ter ficado privado do pilar principal da sua estrutura (Fejsa e Enzo Pérez) e ainda de outras peças fundamentais (Salvio e Markovic), além de se ter visto privado, já no decurso do jogo, de Sulejmani e Siqueira devido a lesões que não constavam do programa.
Depois vieram as grandes penalidades e aí... há os que marcam e os que falham, Cardozo e Rodrigo excederam-se na simpatia e a taça voou para as mãos dos espanhóis.
Outra final perdida, e sem maldições: houve, sim, várias oportunidades desaproveitadas por parte dos benfiquistas, um árbitro alemão que viu o jogo em plano inclinado e um Beto inspirado...
Como nota à margem, o registo da presença na tribuna do herdeiro do trono de Espanha. Não foi por influência dele que o Sevilha ganhou, mas dá que pensar... Os nossos governantes, não se sabe se por medo se por comodismo, preferem ficar em casa..."

Fernando Guerra, in A Bola

O negócio

"Turim - 33.120 espectadores estiveram no Estádio da Juventus para a final da Liga Europa. Num recinto com capacidade para quase 41 mil. Nos topos, reservados a Sevilha e Benfica, não cabia uma mosca. Nas bancadas centrais as cadeiras vazias davam triste imagem. E no momento do anúncio do número de presentes ouviu-se estridente assobio colectivo que mostra bem toda a confusão que rodeou a venda de ingressos para esta final. Respeita-se que, depois do aviso, a UEFA e a organização local tenham decidido fazer cumprir a determinação de não deixar entrar espectadores que tivessem o bilhete em nome de outra pessoa. O problema nasce antes, quando se dá menos de metade da lotação do estádio aos adeptos dos dois clubes - Sevilha e Benfica tiveram direito a apenas 9000 bilhetes cada. Percebe-se, até acho bem, que para além dos ingressos reservados a patrocinadores e à própria UEFA haja ainda um esforço para abrir a final ao público local, com a venda de bilhetes na cidade, e ao público europeu, através da venda na Internet. Mas em Turim sobraram bilhetes; e os que foram vendidos na Net foram alvo de ataque de especuladores para depois serem revendidos. Resultado: quase oito mil cadeiras vazias, milhares de adeptos frustrados em Sevilha e em Lisboa, e muitos, os que arriscaram, à porta. Viva a UEFA, viva o negócio."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

Evidências... menos em Portugal, aqui preferimos elogiar os batoteiros...!!!


"Is there any excuse for this? That the Europa League cup -- one of soccer's major trophies -- has just been won by Sevilla thanks to absolutely blatant cheating by its goalkeeper?
After Sevilla and Benfica had played two hours of soccer they were still where they started, deadlocked at 0-0. At that point, thanks to soccer’s fatuous shoot-out, those two hours -- in other words the entire game - become irrelevant. They no longer matter. In fact, they need not have been played.
The game will now be decided in the space of a few minutes by a synthetic procedure that has nothing to do with the two hours of sweat, skill and toil that have preceded it.
Off we go, and in no time at all Beto, the Sevilla goalkeeper has saved the second and third Benfica shots. The shootout is virtually over. Whether that means the game is over is another matter -- after all, the FIFA rules do state, unequivocally, that “The kicks from the penalty mark [i.e. the shootout] are not part of the match.” Right. But Sevilla will be the team doing all the celebrating. 
I’m not so sure that the refereeing crew have anything to celebrate. Particularly the AR standing on the goal-line. His job is -- isn’t it? -- to make sure that the goalkeepers play by the rules, that they do not cheat by moving forward off the goal line before the ball is kicked. Yet this AR, standing a mere 10 yards away, with an unimpeded view of the goalkeeper, allowed Beto to advance over a yard forward before making the crucial save on Oscar Cardoso’s kick. On the next Benfica kick, Beto was at it again, slightly less flagrantly, in saving Rodrigo’s kick.
Actually, it was worse than that. There was an AR on one side of the goal, and an AAR on the other. Neither indicated anything wrong.
Benfica should surely have been permitted to take both those kicks again. I can add my amendment to the rules now: Sevilla goalkeeper Beto should have been yellow carded after the first offense and told -- though that should not really be necessary -- that he would be ejected if he cheated again. That would mean, as I read the rules, that Sevilla would have to use a substitute goalkeeper from the 11 players already to chosen to take part in the shootout. A non-goalkeeper, in other words. Which should put a stop to the cheating. 
And it should certainly end this unpleasant business of turning a cheating goalkeeper into a hero -- the UEFA website talks of Beto's "penalty heroics." We’ve been here before -- with Sevilla, when it won the same trophy back in 2007, thanks to three shootout saves by its goalkeeper Andres Palop; I wrote at the time that Palop had “cheated on at least two of the kicks, probably on all three.”
One of the worst examples of goalkeeper shootout cheating had come in the UEFA Champions League final in 2005 when Liverpool’s Jerzy Dudek advanced two yards to keep out Andrea Pirlo’s shot -- and to help Liverpool win the title.
But we’ve grown used to seeing ARs and AARs standing immobile as statues, apparently unable to decide whether the ball has entered the net, or whether a goalkeeper has moved.
Not for the first time there is a considerable lack of clarity in the rules. What do they say about the role of the AR? Most of us would surely, and logically, assume his role to be identical for a regular penalty kick and for a shootout kick.
Not so. For a start, positioning. For a regular penalty kick, the AR stands on the goal line at the intersection with the penalty area line. In the shootout (where there is no possibility of action continuing after a kick has been taken) the AR moves in to stand at the intersection of the goal line and the six yard box -- i.e. 12 yards closer to the goalkeeper.
The function of the AR at a penalty kick is defined in these words: “If the goalkeeper blatantly moves off the goal line before the ball is kicked and a goal is not scored, the assistant referee must raise his flag.” That’s it. No mention of his making a decision on whether the ball has crossed the goal line.
But for the shootout, the instructions for the AR read very differently: “His main duty is to check if the ball crosses the goal line.” No mention of goalkeeper movement. (Also no mention of goal line technology which, if in use, presumably over rules any AR decision).
So maybe the AR in the Sevilla-Benfica game is not to blame. And if he is not responsible for reporting goalkeeper movement, then it must be the referee’s job. Though, if the referee is also expected to keep an eye on the legality of the kicker’s run up (and if he isn’t, I don’t know who is), then his positioning as diagramed in the rule book, at the corner of the six-yard box, is anything but ideal.
Whatever, this episode -- in a showcase game -- was badly screwed up. I will add another of my rule amendments: That TV replays be used to decide the matter. This is one of the problem decisions in which -- just as in offside calls -- the AR (or the referee) is asked to be looking in two directions at the same moment. Not easy.
The main objection to replays, the one that delayed the use of technology for so long, was that the game must go on, that it must never be halted to allow for a replay to be studied.
But the shootout, by FIFA’s own definition, is “not part of the match.” There is no action to be interrupted, hence no reason at all why each shootout kick could not be instantly reviewed on a TV replay, with immediate instructions to the referee if a re-take is considered necessary.
The shootout, whatever one might think of it (for the record, I consider it an absurdity), just happens to be the crucial point of any game in which it is employed. It decides who wins. How, then, can it be acceptable that its operation is so carelessly treated in the rule book, and its implementation so haphazardly conducted on the field?"


Existem alguns Benfiquistas, que acham que o Benfica não se pode queixar da arbitragem de ontem: porque cometemos demasiados erros!!! Existem outros que defendem, que protestando, só estamos a criar as condições para que no futuro próximo a vingativa UEFA corrupta, nos prejudique ainda mais...
Depois do que se passou na Meia-final nos dois jogos com a Juventus, da tentativa de castigo ao Enzo, dos absurdos castigos do Salvio e do Markovic (e até o ridículo primeiro amarelo do Enzo em Turim), depois de isto tudo, ainda levámos com uma equipa de arbitragem Alemã, que fez um trabalho que até os Espanhóis se 'indignaram'...!!!
Depois de isto tudo, vamos ficar calados?!!! Depois de tudo isto ainda vamos receber os filhos-da-puta com honras de chefe de estado na Final da Champions?!!!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Sangue, suor... e lágrimas (mais uma vez)!!! No meio da gigantesca frustração, a certeza que algum dia, este calvário vai acabar !!!

Sevilha 0 (4) - (2) 0 Benfica

Não tenho muito para dizer: mais uma Final perdida estupidamente, com uma catrefada de golos falhados, com nítida superioridade na partida, com mais um apitadeiro vergonhoso que não conhece as regras: pois além de não marcar penalty's (só ficaram 3 por marcar!!!), ainda permite que um guarda-redes defenda penalty's praticamente no risco da pequena área...!!! Isto tudo apesar das enormes contrariedades, com 5 ausências: 3 por castigo, sendo que a não despenalização do Markovic entra em mais uma daquelas histórias sinistras dos corredores corruptos da UEFA...; e para piorar as coisas, logo no início da partida, após duas entradas a matar dos adversários, ficamos sem mais um jogador, que ainda por cima obrigou gastar uma substituição...!!!
Com ou sem maldição, estamos todos fartos, destas desilusões. O Benfica não merecia sair derrotado esta noite de Torino: os jogadores não mereciam, os técnicos não mereciam, os dirigentes não mereciam, os adeptos não mereciam...
Não quero individualizar, e espero que tanto o Cardozo como o Rodrigo não sejam apontados por terem falhado os penalty's... Só tenho que elogiar, mais uma vez, a dedicação e o esforço do Maxi, do Luisão, do Garay, do Siqueira, do Rúben, dos Andrés, do Nico, do Lima, do Rodrigo, do Cardozo, do Oblak e até do Ivan, que dentro do campo, foram a extensão de todos os Benfiquistas...
Mas apesar da gigantesca frustração, isto ainda não acabou. No Domingo temos outra Taça da ganhar, que nunca seria fácil de vencer, mas com o resultado de hoje, com o prolongamento em cima das pernas dos jogadores, ainda vai ser mais difícil de conquistar...

Antes

"Hoje o Benfica disputa a sua décima final europeia dos últimos 53 anos: uma média notável de cinco anos por final. Na era Jorge Jesus, o desempenho foi excelente: duas finais, uma meia-final e quartos-de-final da Liga Europa e quartos-de-final da Champions, o que coloca o SLB no 6.º lugar do ranking da UEFA. Claro que os percursos na Liga Europa resultam (à excepção de 2009(2010) de saídas na fase de grupos da principal competição. A Champions é cada vez mais um espaço para as oligarquias do futebol nem sequer as mais recomendáveis. E a Liga Europa é a prova, por agora, ao alcance das melhores equipas portuguesas, salvo um milagre. Neste século, já houve 2 vitórias (FCP), três finalistas (Benfica, Sporting e Braga) e três semifinalistas (Benfica, Sporting e Boavista). Ao todo 9 presenças nas fases derradeiras da competição. Espero que esta noite o Benfica alcance o 3.º título.
Tenho esperança e cautela. Uma final são apenas 90 minutos em que se misturam em doses concentradas de engenho, inspiração, sorte e detalhes. O Benfica, embora desfalcado, é talvez o favorito. Mas este atributo apriorístico vale o que vale: nada.
Quando há uma final, lá vem à baila Guttmann. A lenda - porque creio que é disso que se trata - foi alimentada até agora por uma série estatística de finais ingloriamente perdidas (por lesão do guarda-redes, no prolongamento, nas penalidades, jogando duas vezes em casa do adversário, etc.). Hoje é o dia em que o Benfica tem condições para mandar às malvas o tão invocado presságio. Até para honrar o treinador húngaro. E sobretudo para oferecer o título a Eusébio e Coluna, glórias eternas do Benfica."

Bagão Félix, in A Bola

Então é desta, meus senhores?

"Ganhem de qualquer maneira, porque finais perdidas e vitórias morais já tem o Benfica que chegue para os próximos cem anos - com licença do senhor Guttmann

A História é escrita pelos vencedores, por mais brilhantes que possam ter sido os vencidos. A História, justa ou injustamente, enfatiza e apaparica quem ganha e dispensa pouca atenção a quem perde. Os americanos resumem a vida em duas penadas - isto há os winners e os losers - e ai de quem fica na segunda barricada. No futebol também é um pouco assim. Os vencedores fazem as manchetes da Imprensa e abrem os telejornais; os vencidos ficam no segundo plano mesmo quando não mereciam ter perdido para os vencedores. Tirando casos muito raros (como a Holanda no Mundial de 1974 e o Brasil no Mundial de 1982, dois exemplos marcantes da excepcionalidade não premiada), o vencido está condenado à nota de rodapé no livro da História, nota essa que será mais ou menos simpática consoante a fibra do derrotado e a dimensão da derrota. O passar do tempo e uma memória colectiva programada para reter os triunfantes encarregam-se de nos fazer esquecer os losers. É uma coisa terrível, tantas e tantas vezes de uma injustiça cruel... mas é assim. Passado um certo tempo os únicos que lembram as virtudes e os méritos do vencido (face ao vencedor) são os adeptos do vencido. Os imparciais encolhem os ombros. Muitos até se esquecem do nome dos vencidos (por exemplo: a quem é o o Milan de Gullit e Van Basten deu 4-0 na final dos Campeões de 1989). Isto sem prejuízo das tais excepções, Holanda-1974 e Brasil-1982, que foram unanimemente - ou quase - considerados campeões morais do Mundo depois de terem perdido com a RFA e com a Itália. Ninguém os esqueceu ao fim de tantos anos.
Hoje, em Turim, o Benfica joga a sua décima final europeia. Como é público, o Benfica tem um historial pavoroso em finais europeias: perdeu (as últimas) sete das nove que disputou. Perdeu-as de todas as formas e feitios. Em casa. Em casa dos adversários. Com frangos. No prolongamento. Nos penalties. Nos descontos. Com botas a saltar dos pés. A jogar bem. A jogar mal. A jogar assim assim. A história das finais europeias do Benfica é basicamente um estendal de quases. Os americanos, se prestassem mais atenção ao futebol, não teriam contemplações com o Benfica. Diriam: que looooosers. Os portugueses, mais tolerantes, lembram a qualidade e o peso institucional dos sucessivos vencedores do Benfica (por ordem: AC Milan, 1963; Inter, 1965; Manchester United, 1968; Anderlecht, 1983; PSV Eindhoven, 1988; AC Milan, 1990; Chelsea, 2013...) e fazem a incontornável alusão à maldição de Guttmann. Os benfiquistas, compreensivelmente, não gostam de aprofundar este assunto, mas alguns concedem que há qualquer coisa de estranho, de errado, de profundamente anormal! neste calvário de finais perdidas. Bom. Toda esta conversa preparatória é para dizer o seguinte: era muito mau que dentro de uns anos a História lembrasse a décima final europeia do Benfica em nota de rodapé, como a da época passada com o Chelsea (derrota injusta, azar dos Távoras, sortilégio do futebol, dura realidade, sonhos desfeito, agonia nos descontos, assim dói tanto, blá, blá, blá).
Portanto, senhores jogadores e senhor treinador do Benfica: logo à noite só há uma opção e não é aquela que a gente sabe. Ganhem a final ao Sevilha. Mesmo desfalcados. Mesmo a jogar mal. Mesmo cansados. Mesmo de aflitos. Mesmo com um golo às três tabelas. Ou com um penalty manhoso. Mesmo reduzidos a dez. Ou nove. Com a sorte que já tiveram nesse estádio. Não importa. Ganhem meus senhores. Ganhem de qualquer maneira - de preferência com uma exibição colectiva notável e três golos de autor - porque finais perdidas e vitórias morais já tem o Benfica que chegue para os próximos cem anos - com licença do senhor Guttmann, que tem uma estátua toda catita no estádio da Luz. E depois, caros benfiquistas, a verdade é esta: vocês este ano merecem ser felizes.
No fundo, era só para dizer isto: acarditem que é desta.

(...)"

André Pipa, in A Bola

Benfica favoritíssimo? Seria, seria...

"Cheio de ganas de todos os troféus açambarcar nesta temporada, o Benfica tem hoje tampolim para o êxito europeu que lhe foge já lá vão 7 finais (de 5, nada menos! na Taça dos Campeões Europeus/Champions à da Liga Europa na época passada, passando por Taça das Taças). Muito desperdício depois de ser bicampeão da Europa. Jorge Jesus tem razão: para se vencer uma final, a primeira condição é a de à final ter chegado (essencial mérito em que o Benfica é perito). Mas, já agora, dava imenso jeito ganhá-la.
Em teoria, esta poderia ser a final mais fácil de vencer no historial benfiquista. Bem mais do que, por exemplo, a de há um ano, perante Chelsea campeão da Europa na época anterior (e sabe-se como o Benfica brilhou no ímpeto atacante - traído, ao minuto 90+2, num canto em que terá faltado Garay, recém-subsistido por lesão). O Sevilha não possui colecção de craques sequer próxima da existente no Chelsea; a sua experiência nesta alta-roda é bem inferior à do próprio Benfica; e o campeão de Portugal deve impor-se ao 5.º de Espanha. Aqui começa a prática a derreter a teoria: o FC Porto tricampeão foi afastado desta Liga Europa com goleada de 4-1 em Sevilha... OK, foi FC Porto da época de todos os desastres.
Portanto, Benfica favoritíssimo para a final de Turim? Sem sombra de dúvida, seria, seria... Se tivesse Fejsa-Enzo, a dupla mais titular no meio-campo. André Gomes (ou André Almeida)-Rúben Amorim não é a mesma coisa... Com Sulejmani (tem estado lesionado) ou Ivan Cavaleiro, ainda mais longe fica de idêntico nível. Quatro baixas de jogadores cruciais (sobretudo Enzo e Salvio) tiram ao Benfica enorme fatia do que deveria ser o seu grande favoritismo. Forças assim reequilibradas, bem provável o poder da decisão estar na raça. Ora o Benfica tem exibido tremenda gana de conquista."

Santos Neves, in A Bola

Já tem barbas!

"Não, esta crónica não é sobre Conchita Wurst, polémica artista austríaca de barba, maninhas e um belo vestido que conquistou a Eurovisão. Polémica não por ter barba, que essa é uma batalha que chega com pelo menos 15 anos de atraso ao bafiento festival, mas porque, a meu ver, a voz da artista é banal, tal como a canção, alguns furos abaixo do nível de qualidade , por exemplo, das levadas a concurso por Noruega, Espanha ou Grã-Bretanha...
Mas, como dizia, esta crónica não é sobre Conchita Wurst, nem sobre canções. É mesmo sobre maldições. Ponto prévio: não acredito em maldições (pero que las hay las hay?). Mas como este texto é sobre maldições, vamos a elas. Ou, mais especificamente, vamos à de Béla Guttmann, a tal que incomoda adeptos e comentadores sempre que o Benfica chega a uma final europeia, como a que esta tarde/noite tem de disputar em Turim, a décima da sua história.
Diz-se que o imponente e irascível húngaro terá dito um dia, já depois de ter conquistado a segunda Taça dos Campeões Europeus pelas águias, que «nem daqui a cem anos um clube português volta a ganhar duas vezes seguidas a Taça dos Campeões». Uma história que, diga-se, já tem... barbas e que, inclusive, leva gente à capital da Áustria, onde Guttmann morreu em 1981 e onde está enterrado (e, como ele, também a sua maldição e, portanto, à impossibilidade de desfazê-la), a apelar em plena campa ao fim da praga.
Fizem-nos, então, em dois pontos. Primeiro, a maldição de Guttmann fala em Taça dos Campeões Europeus e não em Taça UEFA ou Liga Europa - portanto, nada disto está em causa hoje. Segundo, as maldições são... uma treta! São mitos ou lendas que apenas ajudam a suavizar as realidades que não entendemos. E, sim, é difícil entender sete finais perdidas. Mas, por favor, deixem-se de tretas, joguem à bola, cubram-se de glória e tragam o raio do caneco! Ou então continuem a deixar-se levar por histórias da carochinha ou por fados ou por vendedores de banha da cobra. Afinal faltam só 48 anos para o fim da maldição..."

João Pimpim, in A Bola

O caminho...

terça-feira, 13 de maio de 2014

Com o orgulho de um Grande de Espanha!

"O primeiro encontro entre Benfica e Sevilha data de Junho de 1918! Isso mesmo! Leram bem. E a verdade é que, daí para cá, foram sempre os sevilhanos a ter mais razões para sorrir...

DIZEM que, certo dia, dois andaluzes chegaram ao Inferno. Um queixou-se:
- Está aqui um calor impossível!
Ao que o outro replicou:
- Pois... Agora imagina em Sevilha...
Vale ao Benfica que não joga em Sevilha, nesse calor de infernos.
Mas há muito boa gente que estará, neste momento, esfregando as mãos (sim, sim, apesar do calorão) de contentamento, convencida de que após ter deixado para trás a Juventus não haverá jeito-maneira, como dizia Jorge Amado pela boca dos coronéis, de o Benfica vir a perder a sua segunda final consecutiva da Liga Europa aos pés do Sevilha. Pois, tenham tento! A história das relações entre Benfica e Sevilha é antiga, muito antiga, e os 'encarnados' não saem dela com grandes motivos para sorrir.
Em primeiro lugar, respeito: não estamos a falar de nenhum clube de papalvos. O Sevilha Fútbol Club é o segundo mais antigo de Espanha, fundado em 14 de Outubro de 1905 pela comunidade inglesa instalada na cidade. Verdade que apenas conseguiu um título de campeão de Espanha, em 1945/46 (foi segundo classificado por quatro vezes), mas venceu a Copa do Rei em 1935, 1939, 1947/48, 2006/07 e 1009/10, sendo necessário recordar que antes da Guerra Civil a Copa do Rei funcionava como Campeonato de Espanha, apurando-se os vencedores dos Campeonatos regionais e jogando em seguida em eliminatórias até à final - ou seja, a única competição nacional à época. Além disso, somem-lhes duas vitórias na Taça UEFA/Liga Europa (2005/06 e 2006/07) e uma Supertaça Europeia (2006), troféus que o Museu Benfica Cosme Damião ainda não tem.

Frente a frente desde 1918!
AS relações entre Benfica e Sevilha são tão antigas que não tarda cumprirão cem anos. Isso mesmo! Em Junho de 1918, o Sevilha deslocou-se a Lisboa para disputar três jogos: um frente ao Sporting, o outro contra um misto de jogadores do Benfica e do Sporting, e o terceiro com o Benfica.
Dia 9 de Junho: Benfica, 1 - Sevilha, 1. No Benfica jogava frente como Cândido de Oliveira, Alberto Augusto ou Ribeiro dos Reis. Uma maior toada atacante dos benfiquistas não serviu para garantir a vitória. Nunca seria fácil para os 'encarnados' defrontar o Sevilha.
Em 1922, no mês de Janeiro, o Benfica faz uma digressão a Espanha e visita a capital da Andaluzia para dois jogos: duas derrotas - 0-7 e 0-3.
Sabem como são os Grandes de Espanha? Os membros mais altos da nobreza espanhola? Pois. Exsudam orgulho. É assim também o Sevilha que ficou marcado a letras de ouro na história do Sport Lisboa e Benfica por ter sido o seu adversário de estreia na Taça dos Campeões Europeus.
O primeiro deles, em Sevilha, seria o da estreia absoluta. Dia 19 de Setembro de 1957. E o Benfica acabara de destroçar, no Estádio da Luz, o Barcelona de Ramallets, Kubala, Gensana, Luisito Suarez e o acabado de chegar Evaristo de Macedo.
O Sevilha era vice-campeão de Espanha, ganhara direito a estar na Taça dos Campeões pelo facto de o Real, campeão espanhol, ser também campeão europeu. Ao intervalo o resultado era de 0-0, animador para o Benfica que tinha a segunda «mão» marcada para dia 28, em Lisboa. Aos 47 minutos, Pauet desfaz a igualdade. Mas Francisco Palmeiro empata, dois minutos depois, a passe de Coluna. Não chega. Antoniet (59) e Pepillo (79) fecham o resultado. Na Luz, apesar do denodo, o Benfica não desmancha a defesa sevilhana: 0-0. É uma saída tristonha da sua primeira experiência na Taça dos Campeões. Regressaria três anos depois. E que regresso foi!
Quanto ao Sevilha, voltaria a encontrá-lo. No Torneio de Sevilha, por exemplo, do qual já aqui falámos, nos Anos 70, com vitória (2-1) e derrota (0-3), mas nunca num jogo com tamanha importância como o de dia 14, em Turim.
Os andaluzes virão de peito estufado de orgulho.
É esse o seu destino."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Lixívia 30

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......74 (-8) = 82
Sporting.......67 ( 0) = 67
Corruptos...61 (+5) = 56
Braga.........37 (+1) = 36

Nada de novo na despedida do Campeonato, mesmo sem contar para nada, novo Roubo no Dragay, com um penalty inventado contra o Benfica, e pelo menos duas expulsões perdoadas aos laterais Corruptos: Danilo e Alex Sandro!!! Repito: nada de novo!!!
A única originalidade, foi mesmo o penalty bem assinalado a favor do Benfica: desde 1997 que isso não acontecia, e tal como agora, o título já estava decidido, e se este fim-de-semana, pouco minutos depois o árbitro inventou um penalty contra o Benfica para compensar, em 97 pouco minutos depois o Tahar foi expulso!!! Portanto: nada de novo!!!
Antes de 97, para descobrir outro penalty para o Campeonato naquele antro temos que recuar 35 anos... Coincidências!!! Entre jogos das Taças e este jogo para o Campeonato jogámos 4 vezes, em pouco tempo com os Corruptos: em 2 desses jogos, ficámos com 10, por volta dos 30 minutos; nenhum jogador Corrupto foi expulso nestes 4 jogos, apesar das agressões repetidas... Coincidências!!! E ainda dizem que o Sistema está adormecido!!!

No Alvalixo, a comédia continuou... Depois de um penalty bem marcado contra o Sporting, o árbitro não resistiu, e marcou penalty, a mais um mergulho do André Martins: existem alguns penalty's onde a duvida se mantém, mesmo após repetições, mas depois existem outros, onde a simulação é tão evidente, que só podemos rir... senão temos que chorar!!! E isso é especialidade dos Lagartos...
Desconheço algum caso no Guimarães-Braga.


Em termos de arbitragem esta época fica marcada, por dois acontecimentos quase únicos: os Corruptos foram prejudicados pontualmente em duas partidas: em Alvalade e na Choupana!!! Mas se alguém antecipar uma mudança de paradigma na arbitragem Portuguesa, está claramente a arriscar um prognóstico, sem qualquer fundamentação... Temo que o início da próxima época, vá novamente, chamar à realidade os mais optimistas, tal como aconteceu em 2011, na época imediatamente a seguir ao Benfica se ter sagrado Campeão: onde fomos espoliados de 9 pontos, nas primeiras 4 jornadas!!!
A novidade nas discussões do apito, foi a candidatura do Presidente dos Lagartos, a sucessor do Pintinho, no comando dos Ladrões!!! A estratégia que está a usar, é exactamente a mesma... aliás o seu braço direito: Inácio. Sabe muito bem como as coisas funcionam... tanto como jogador, ou como treinador.
Infelizmente ainda existem alguns Benfiquistas iludidos com as intenções Lagartas. É preciso acordar... A choradeira com a tal classificação esverdeada da verdade, é bem demonstrativa, das verdadeiras intenções deles: uma equipa que esteve fora das competições europeias, com o calendário levezinho, mesmo assim só conseguiu ganhar 1 jogo contra um dos primeiros 5 classificados do Campeonato (não venceram nem ao Benfica, nem ao Estoril, nem ao Nacional), e essa vitória aos Corruptos, foi obtida num jogo onde o Proençinha foi o melhor Lagarto em campo!!! Mesmo assim, fartaram-se de chorar, quando no Alvalixo foram altamente beneficiados com o Benfica e com os Corruptos, e quando fartaram-se de marcar golos em fora-de-jogo...!!! O descaramento desta gente teve o ponto alto em Setúbal, onde empataram 2-2, num jogo onde o árbitro validou 2 golos ao Sporting, que não deviam ter sido validados (foram prejudicados com um gola mal anulado e um penalty inexistente contra)...  e mesmo assim, até conferências de imprensa de protesto (1 hora antes do jogo do Benfica..) fizeram, tentando fazer coação sobre as arbitragens futuras....

Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenenses(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Paixão, Nada a assinalar
12.ª-Arouca(c), E(2-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
13.ª-Olhanense(f), V(2-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
16.ª-Marítimo(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Gil Vicente(f), E(1-1), Paixão, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
18.ª-Sporting(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
20.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
21.ª-Belenenses(f), V(0-1), Jorge Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
22.ª-Estoril(c), V(2-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
23.ª-Nacional(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
24.ª-Académica(c), V(3-0), Rui Costa, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
25.ª-Braga(f), V(0-1), Proença, Prejudicados, Sem influência no resultado
26.ª-Rio Ave(c), V(4-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
27.ª-Arouca(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
28.ª-Olhanense(c), V(2-0), Xistra, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
29.ª-Setúbal(c), E(1-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
30.ª-Corruptos(f), D(2-1), Rui Costa, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Guimarães(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
11.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
12.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Nacional(c), E(0-0), Miguel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Estoril(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
16.ª-Arouca(f), V(1-2), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Académica(c), E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
18.ª-Benfica(f), D(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Olhanense(c), V(1-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
20.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
21.ª-Braga(c), V(2-1), Soares Dias), Nada a assinalar
22.ª-Setúbal(f), E(2-2), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, (1-1), Impossível contabilizar
23.ª-Corruptos(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
24.ª-Marítimo(f), V(1-3), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
25.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
26.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar
27.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
28.ª-Belenenses(f), V(0-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
29.ª-Nacional(f), E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
30.ª-Estoril(c), D(0-1), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
10.ª-Nacional(c), E(1-1), Xistra, Nada a assinalar
11.ª-Académica(f), D(1-0), Capela, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
12.ª-Braga(c), V(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-Olhanense(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
15.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Setúbal(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), D(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Cosme Machado, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Gil Vicente(f), V(1-2), Paulo Baptista, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
20.ª-Estoril(c), D(0-1), Vasco Santos, Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(f), E(2-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
22.ª-Arouca(c), V(4-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
23.ª-Sporting(f), D(1-0), Proença, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
24.ª-Belenenses(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
25.ª-Nacional(f), D(2-1), Capela, Prejudicados, Beneficiados, (1-1), (-1 ponto)
26.ª-Académica(c), V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
27.ª-Braga(f), V(1-3), Rui Costa, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
28.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
29.ª-Olhanense(f), D(2-1), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
30.ª-Benfica(c), V(2-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(f), D(0-1), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
11.ª-Olhanense(c), V(4-1), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Corruptos(f), D(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
14.ª-Marítimo(f), E(2-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15.ª-Guimarães(c), V(3-0), Benquerença, Nada a assinalar
16.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
17.ª-Belenenses(f), D(2-1), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
18.ª-Gil Vicente(c), V(4-1), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Estoril(f), D(2-1), Xistra, Nada a assinalar
20.ª-Arouca(c) E(2-2), Duarte Gomes, Nada a assinalar
21.ª-Sporting(f), D(2-1), Soares Dias, Nada a assinalar
22.ª-Nacional(c), V(2-1), Nuno Almeida, Nada a assinalar
23.ª-Académca(f), E(1-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
24.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Rui Silva, Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
25.ª-Benfica(c), D(0-1), Proença, Beneficiados, Sem influência no resultado
26.ª-Olhanense(f), V(0-2), Duarte Gomes, Nada a assinalar
27.ª-Corruptos(c), D(1-3), Rui Costa, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado
28.ª-Setúbal(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
29.ª-Marítimo(c), E(1-1), Capela, Nada a assinalar
30.ª-Guimarães(f), D(1-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores: