Últimas indefectivações

sábado, 20 de abril de 2013

Só mais uma !!!


Benfica 3 - 0 Sp. Espinho
25-20, 25-21, 25-16

Excelente jogo, com poucos erros, com intensidade, e sem tremeliques. Hoje, nem as decisões absurdas dos apitadeiros abanaram a equipa, bem pelo contrário: no 2.º Set demos o 'salto' logo a seguir a uma dessas 'alucinações'!!!
Só falta mais uma vitória, e pode ser já para a semana, dispenso a festa na Luz...!!!

Bons ventos da Catalunha !!!


Noia 3 - 3 Benfica

Começamos a ganhar, por pouco tempo... permitimos o empate, e depois fizemos o impossível: o Cacau marcou golo, num Livre Directo (é daquelas graçolas, que preferia não me lembrar!!!)... e assim chegámos ao intervalo.
Na 2.ª parte os Espanhóis deram a volta, mas o Tuco não deixou a equipa mal... Aguentámos os últimos minutos, e trouxemos um bom resultado para Lisboa.
Apesar do resultado positivo, nada está decidido, o Noia tem um plantel mais 'curto' que o Benfica, mas isso não quer dizer nada...

Pela estatistica parece que a arbitragem foi caseira: 2 penalty's para o Noia, e os catalães nem chegaram às 10 faltas... vamos ver a 'prenda' que nos espera na Luz!!!
Em caso de qualificação, para as Meias-finais da Euroliga, vamos jogar com o Barça ou o Liceo da Corunha!!! Venha o diabo e escolha !!! Literalmente...!!!

Bom augúrio...


Benfica 102 - 74 Lusitânia
28-14, 30-11, 32-19, 12-30

Pode parecer gozo, mas o resultado só peca por escasso... já que nos últimos minutos, com as substituições, acabámos por abrandar, e permitimos a 'aproximação' do Lusitânia!!! Gostei da atitude... Mesmo quando o grau de dificuldade aumentar, com esta atitude, não haverá problemas...

Juniores - 10.ª jornada - Fase Final

Valdomiro Lameira a.k.a. Estrela

Benfica 2 - 0 Sporting

A Benfica TV optou pelo Vólei (bem, na minha opinião), e assim só vou ver o jogo dos Juniores daqui bocado... mas parece-me evidente, que o reforço desta equipa com alguns jogadores que estavam a ser utilizados na equipa B, trouxe claras melhoras (esperadas)!!!
Nada está decidido, estamos à frente, mas todos os jogos são complicados, todos... faltam 4 jogos, com a aposta continuada no Varela, no Cardoso, no Cancelo, no Guzzo e no Hélder Costa temos hipóteses...

Benfica..........20
Sporting..........20
Corruptos........19
Rio Ave...........12
Braga.............11
Setúbal...........11
Guimarães.......9
Nacional.........5

Objectivo: recuperar jogadores !!!


Benfica 1 - 3 Sporting

Foi um derby menos intenso que o normal, não decidia nada, ainda por cima no nosso lado, além da ausência do Gonçalo, temos o Joel e o Diece (muito tempo parado) claramente sem ritmo, e mesmo o César não me pareceu a 100% (aquele pontapé que levou logo de início não ajudou)... Fomos lentos com bola... todos esperamos melhoras para o Play-off.

Agora é importante o Benfica pedir um esclarecimento à FPF antes dos Play-off's !!! Os guarda-redes podem jogar a bola com os braços fora-da-área?!!! É que hoje o Lagarto fez isso duas vezes e nada aconteceu!!! Já na 1.º volta tinha acontecido a mesma coisa...!!! Mais: no primeiro ataque do Benfica, o mesmo guarda-redes fez um 'carrinho' frontal sobre as pernas do César Paulo. Será que os 'carrinhos' já são permitidos?!!! É que eu, por acaso recordo-me, de ver o Benedito, a ser expulso pela Selecção, num Europeu, numa jogada igual!!!
Estas perguntas são mais importantes do que se pode pensar... Ou estará a FPF, à espera da Final do Play-off, para suspender metade da equipa do Benfica, por causa da Final do ano passado, depois do comportamento digno dos acéfalos da Juve Leo, por parte dos Directores Lagartos?!!! Se estão mesmo à espera da Final, então nem vale a pena saber se os guarda-redes Lagartos podem jogar com os braços fora da área...!!!

Iniciados - 2.º jornada - Fase final

Sporting 1 - 0 Benfica

Acontece tudo a esta equipa, sofreu um golo no último minuto... e ainda ter um golo anulado, é galo!!!
Antevejo uma fase final muito difícil para esta equipa, que por um lado, até pode ser bom!!! Para o crescimento de alguns jogadores...

A Corrida do Benfica

"Participei pela segunda vez na Corrida do Benfica, cognominada com nome de campeão, em justa homenagem ao nosso António Leitão.
Entre cansaços e dores musculares, fruto de “atletismo de bancada” e preparação física deficitária em nome da fantástica gastronomia, vamos (eu e uns bons milhares que se preparam com o mesmo afinco e dedicação) conseguindo cumprir a légua e a dupla légua que nos separam da meta. Por todo o lado, é notória a boa disposição, por todo o lado se ouve o grito pelo Benfica, espontâneo e sentido. Correm-se umas boas centenas de metros e alguém re-grita “Benfica!”. Assim, o nome do Glorioso é gritado apenas porque apeteceu e estamos entre benfiquistas, em boa vizinhança e com o ninho das águias ali, à vista. É um grito que vai ecoando e passando entre gargantas e entre passadas, entre o fôlego e o esforço, aquele esforço, o tal esforço que nos faz não desistir enquanto não cortarmos a meta. Ouve-se “Benfica” e pensamos que é só mais um esforço, só mais um antes do próximo, até à meta.
Cortada a meta, fica a sensação enganadora de que terminou. Não terminou. Porque a meta não é uma, são muitas, é cada um de nós, na medida em que cada um sabe que compete essencialmente consigo. Cada um sabe que a meta para um benfiquista é dar o melhor de si, o melhor que pode e o melhor que sabe. E ouve-se novamente gritar pelo Benfica. Este nosso Benfica que está tão próximo de cortar três metas e, assim, garantir que cumpre a meta da melhor época da sua História. E nós com ele, nesta corrida, a gritar por ele e a pedir só mais um esforço, só mais um antes do próximo, até à meta. E em cada grito que se ouve vindo da bancada está o benfiquismo, e em cada passada dada está a proximidade da meta, da tal meta que implica que nos superemos todos, em conjunto. Ouve-se gritar pelo Benfica e a corrida continua, está tão perto da meta e nada ainda está ganho, mas, uma das metas, a do Jamor, já ali está, oito anos depois… é só mais um esforço."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Pedido sincero...

Desperdício...


Sporting 28 - 25 Benfica

Tivemos momentos no jogo muito maus - hoje, falhámos mesmo os 2 livres de 7 metros que tivemos, e não aproveitamos as situações de superioridade numérica!!! Tudo isto amplificado em vários momentos pela dupla Caçador/Nicolau - o curriculum destes senhores em derby's é um mimo!!! -, depois de todo o esforço da semana passada, perdemos toda a vantagem que tínhamos, é muito frustrante perder desta maneira, contra uma equipa destas, que em todos os seus ataques planeados faz jogo passivo!!! Todos...!!! E que em todos os jogos com os Corruptos esta temporada, foi goleada, 'à grande'!!!
O Dario fez muita falta, o Pais entrou mal no jogo, e teve que ser o Grilo a tapar o lugar, e até foi dos melhores, o Costa também teve algumas perdas de bola estranhas - no meio das constantes faltas que sofria e não eram assinaladas!!! - e tudo isto não foi pior, porque o Álamo ia ajudando!!! Os Lagartos remataram mais 13 vezes à baliza que o Benfica, isto consequência do tal critério torto nas faltas ofensivas marcadas ao Benfica, e à não marcação de faltas óbvias sobre os nossos jogadores em situação de remate - e também devido aos nossos passes errados -, curiosamente quando a vantagem dos Lagartos chegou aos 7 golos, então já começaram a marcar faltas aos Lagartos!!!
E pronto as Lagartixas lá ganharam o Campeonato deles...!!!

PS: A semana passada, no post da vitória sobre os Corruptos, escrevi, que estes dois jogos fora, iam ser fundamentais - na próxima jornada vamos à Maia -, e disse que com a dupla Caçador/Nicolau ou com os irmãos Metralha Martins, iam ser jogos muitos complicados!!! Acertei no primeiro jogo, agora vamos ver a nomeação para o jogo contra o Águas Santas!!!
Já não é a primeira vez, mas hoje esta maravilhosa dupla inventou uma regra nova!!! Jogador do Benfica, em situação de Pivot, não podia fazer bloqueios,sobre os adversários, com as costas!!! Sempre a aprender...

FC Porto moralizado

"A questão do policiamento dos estádios não é uma questão menor. Os árbitros têm toda a razão, trata-se de uma questão de bom senso, de defesa dos próprios espectadores. Coisa diferente é saber se os preços pagos são equilibrados e proporcionais, mas o policiamento deve ser obrigatório. A maioria dos adeptos não pode ser capturada por uma insignificante minoria de desordeiros. Esta é a posição que defende o futebol, a sua segurança e a urbanidade.
Este fim-de-semana retoma a luta pelo título nacional, com um FC Porto moralizado pela melhor Taça da Liga da sua história. Até ao último sábado o melhor registo portista era perder a final por 3-0 com o Benfica, agora passou para a diferença mínima. FC Porto e Benfica estão em luta pelo título nacional, ambos o podem e querem ganhar, resta ao Benfica frente ao Sporting fazer melhor do que o FC Porto foi capaz no último mês em Alvalade.
Um derby é sempre imprevisível, mas espero casa cheia a apoiar o Benfica num objectivo decisivo para a conquista deste campeonato. Bem conheço as dificuldades financeiras por que passam a generalidade dos portugueses, mas este esforço de apoio ao Benfica não poderá faltar nesta altura.
Só depois vem Istambul e a quimera de uma nova final europeia. Não deixa de ser impressionante que o Benfica tenha, com esta, 13 meias-finais europeias, mais que todos os outros clubes portugueses juntos. Dirão que se trata apenas de um sucesso estatístico, mas eu gosto assim. Jorge Jesus tem mantido o grupo unido e concentrado nos objectivos que pretende. São 8 (ou 9) jogos que podem fazer desta uma época frustrante ou a melhor de toda uma geração de benfiquistas. No Jamor já estamos, o que para quem como eu tanto valor dá à Taça de Portugal é motivo de satisfação. Benfica-V. Guimarães será a bonita festa que, no Jamor, espero encerre uma época inesquecível."

Sílvio Cervan, in A Bola

Milhões de chamas bem acesas



Amor é fogo que arde sem se ver, já dizia o outro... mas este vê-se, e é bem vermelho!!!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Unidos para o Sprint...

O Benfica é uma obra social

"Equipas com salários em atraso - a triste realidade do nosso futebol - já sabem que na semana passada antes de jogarem com o Benfica têm o problema resolvido. Não é isto ser obra social?

NO Sábado houve a final da Taça da Liga. Ganhou o Sporting de Braga com inteiro mérito. Foi o primeiro título oficial para os minhotos depois da conquista da Taça de Portugal de 1966 e, entretanto, passaram-se quase 47 anos sobre essa final no Jamor com o Vitória de Setúbal no tempo da televisão a preto e branco.
Está assim plenamente justificada a alegria vivida noite fora na cidade dos arcebispos ainda que, por portas travessas, as muitas reportagens em directo das nossas televisões tenham surpreendido mais que um adeptos confesso do Benfica no meio dos festejos bracarenses a pretexto do acompanhamento de familiares e de amigos.
Como se familiares ou amigos, numa ocasião destas, precisassem de qualquer tipo de acompanhamento...
O Sporting de Braga de António Salvador já tem uma década e já tem um título oficial português para fazer bordar em bandeiras e cachecóis. Pode somá-lo um título internacional, a Taça Intertoto conquistada em 2008 quando Jorge Jesus era o treinador contratado.
Regressemos à Taça da Liga de 2013 que ainda está morna. Foi um título valorosamente conquistado pelo Sporting de Braga à custa do Benfica, na meia-final, e do FC Porto, na final. Uma coisa destas não é para qualquer um.
Também José Peseiro só pode ter ficado imensamente contente. Ele que é acusado, pelos supersticiosos, de ser pé frio é, afinal, tão pé frio que até se pode ufanar de ter sido o único treinador a vencer nesta temporada o FC Porto, o campeão em título. E não foi uma vez. Foram duas vezes.
Vítor Pereira já nem deve poder ver José Peseiro pela frente e, deste modo, curiosamente, Vítor Pereira sente pelo outro exactamente o mesmo que muitos adeptos do FC Porto sentem por ele.
No que diz respeito ao FC Porto, o finalista vencido, esteve bem com 11 e até esteve bem com 10 embora seja de admitir, em função do observado, que se o Sporting de Braga ainda tivesse Lima, ou mesmo meio Lima, o resultado poderia ter-se saldado numa goleada francamente inesperada.
Veremos o que Lima tem a dizer sobre o assunto a quem tanto nele confia quando, na penúltima jornada do campeonato, o Benfica for visitar o Dragão. Isto se houver jogo, como veremos adiante.
Sobre a arbitragem da final da Taça da Liga, excepção feita ao treinador do FC Porto, não houve grandes relambórios. Terá ficado apenas a dúvida se a expulsão de Abdoulaye deveria ter ocorrido aos 17 ou, como finalmente se verificou, aos 45 minutos. No sábado, em Coimbra, o jovem Abdoulaye não podia ver Mossoró pela frente que logo se ia ele com um ímpeto que lhe acabaria por valer a expulsão.
Em termos estritamente humanos está assim analisada a final da Taça da Liga.
Em termos estatísticos, registe-se que o FC Porto alcançou o Sporting em número de finais pedidas da Taça da Liga: 2.
Há aqui qualquer coisa que não bate certo.
Escrever na agenda a 26 de Maio, Jamor.
Mas, no entanto...
..., no entanto, dizem que não vai haver árbitro para a final da Taça de Portugal.
Chega o Benfica ao Jamor depois de uma tão longa seca e, pronto, não há árbitro, não há jogo, não há taça, não há nada.
Atenção que ninguém de bom senso se pode pôr contra os árbitros quando estes exigem policiamento nos campos de futebol e se unem contra este desgoverno que não recua na liberalização daquele pormenorzinho fundamental da segurança nos estádios.
Ninguém pode aceitar ou ser conivente com uma coisa destas. E, por isso mesmo, numa acção de protesto contra a nova lei do não-policiamento todos os árbitros da primeira categoria nacional solicitaram ao Conselho de Arbitragem da FPF dispensa de apitar entre 9 e 27 de Maio, período que engloba as duas últimas jornadas do campeonato e a final da Taça de Portugal.
Eu estou com eles. A causa é justa e urgente. E não só dos árbitros, é uma causa de todos. Mas nem todos os benfiquistas pensam da mesma maneira.
«Enfim, como se não bastasse não haver Jamor também não vai haver decisão do título», suspiram os benfiquistas do tipo mais angustiado perante o anúncio da greve dos árbitros. «Basta irmos à frente e à final da Taça para desatarem todos a fazer e a ameaçar com abandonos», refilam outros. «E não só os árbitros, conte-se também com as greves dos jogadores adversários e até com as greves dos comentadores», acrescentam mais alguns, especialmente atentos.
Que o Benfica é uma obra social, é. Nisso estaremos todos de acordo.
Equipas em aflição económica, plantéis inteiros com salários em atraso - a triste realidade do nosso futebol - já sabem que na semana antes de jogarem com o Benfica têm o problema resolvido.
Aconteceu assim com o Olhanense graças a um «amigo» do presidente, na jornada anterior do campeonato, e aconteceu o mesmo com o Sporting, que será o adversário da próxima jornada, graças ao empenho da Banca.
Não é isto ser obra social?

O sorteio das meias-finais da Liga dos Campeões promete uma final espanhola entre o Real Madrid e o Barcelona o que, a acontecer, será certamente um dos jogos de futebol mais vistos de sempre.
Triliões de telespectadores por todo esse vasto mundo colados, em dois hemisférios, aos aparelhos de televisão sem perder pitada do duelo Cristiano Ronaldo-Messi no palco de sonho da competição de clubes mais importante do mundo.
Será este também o sonho da UEFA?
A ver se não sai uma final 100% alemã entre o Borussia de Dortmund e o Bayern de Munique. É que também jogam muito à bola, podem crer.
Há sorteios de sonho, claro que há. E há fezadas, como esta minha: se a selecção portuguesa se conseguir apurar para o Mundial de 2014 no Brasil não ficará no grupo do Brasil na fase inicial do torneio.
Se o campeonato do mundo de futebol é um dos maiores espectáculos do mundo então o sorteio da FIFA tem de colocar Portugal no grupo da Argentina para que, uma vez mais, o planeta inteiro possa assistir a um duelo Messi-Cristiano Ronaldo agora em figurinos diferentes, para variar: ambos com as camisolas das respectivas equipas nacionais.
Não será este o sonho da FIFA?
E o de toda a gente?

POR amor à estatística fez muito bem o Benfica em empatar estes seus dois últimos jogos que eram os únicos que, neste momento, podia terminar empatado sem qualquer espécie de dano de ordem prática.
Ninguém de bom senso acreditaria que o Benfica conseguisse fazer um percurso até ao fim só com vitórias nas três competições a que, aparentemente, se candidatou esta temporada.
Portanto estava na altura de empatar uns joguinhos onde as vitórias não fizessem falta. Assim acaonteceu em Newcastle (1-1) assegurando a qualificação para a meia-final da Liga Europa e assim aconteceu na segunda-feira, na Luz, frente ao Paços de Ferreira (outra vez (1-1) garantido a qualificação para a final da Taça de Portugal.
É por causa destas coisas que Jorge Jesus dá aulas na faculdade.
No entanto, não se pode exagerar nestas construções laboratoriais nem se deve abusar da sorte.
Aquela hesitação do Matic que deu o golo ao Newcastle ainda se aceita como um segundo de distracção num homem que há meses e meses não tira os olhos da bola nem dos adversários. Já a oferta do Maxi Pereira que permitiu ao Paços de Ferreira marcar na Luz, francamente, só mesmo por amor à estatística."

Leonor Pinhão, in A Bola

Jorge Jesus

"Já é por demais intrigante a não decisão sobre a continuidade de Jorge Jesus como treinador do Benfica. Ou, pelo menos, é misteriosa a razão de tanto silêncio, não sabendo nós se até a decisão já estará tomada, embora não anunciada. Também não se sabe de quem parte este hipotético nó: se do clube, se do treinador, se de ambos, se de nenhum. Ou se há outros argumentos (ou desejos) que complicam um caso que até pode não o ser.
Escrevo antes de jogos decisivos para o Campeonato e para a Liga Europa. Porque, independentemente do que deles advier, Jorge Jesus é, sem margem para dúvida, o treinador de que o projecto do Benfica continua a precisar.
Nestes quatro anos deu densidade competitiva ao futebol da Luz, foi capaz de manter um elevado nível e qualidade apesar da saída de jogadores fundamentais (Di Maria, Ramires, David Luíz, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Witsel, Saviola) e transformou jogadores de banais em excelentes. Deu estabilidade a um modo de jogar que chama público aos estádios, e até tem sabido emendar erros que naturalmente cometeu, o que demonstra sabedoria e sagacidade. Tem batido sucessivos recordes de que os benfiquistas tinham perdido o rasto em outros tempos de glória.
O certo é que o Benfica precisa de ter um Ferguson que permaneça o tempo suficiente para corporizar e enraizar uma ideia de jogo, um propósito de sucesso e um respeito no palco europeu. E para afastar, de vez, treinadores que fazem do Benfica um ponto de passagem, gerando a estabilidade da instabilidade.
O Benfica tem, pois, a melhor solução em casa. Independentemente do maior ou menor sucesso até ao fim da época."

Bagão Félix, in A Bola

O maior teste de Jorge Jesus

" «Aconteça o que acontecer será uma época brilhante. Se conquistarmos as três provas em que estamos inseridos passará a ser uma época de sonho»
Jorge Jesus, antes do jogo em Newcastle

Esqueçamos a Taça de Portugal - o Benfica estava, na verdade, qualificado para a final desde 30 de Janeiro. E essa final, com o Vitória de Guimarães (soube-se há pouco), será sempre o último jogo da época, aconteça o que acontecer antes, uma oportunidade para partir do zero, venha a águia de passado recente positivo ou negativo.
Está esquecida a Taça? Muito bem. Até porque, se o Benfica ganhar campeonato e Liga Europa, ninguém levará a mal que perca a Taça; como se perder campeonato e Liga Europa a Taça não será consolação. O clube tem então cinco semanas para vencer tudo, alguma coisa ou nada. Jorge Jesus tem cinco semanas para ser André Villas Boas ou José Peseiro. Sim, porque muita gente se lembra do triplete de AVB pelo FC Porto em 2011 mas poucos recordam que Peseiro chegou, em 2004/2005, a esta altura da época com fortes hipóteses de vencer Liga e Taça UEFA. Com uma semelhança extraordinária em relação ao que pode acontecer este ano: jogo do título (na altura deslocação à Luz; agora ida do Benfica ao Dragão) na penúltima jornada do campeonato, imediatamente antes da final europeia. Se o Benfica chegar já campeão, ao jogo com o FC Porto, ou pelo menos a poder perder e mesmo assim continuar na frente.
Jesus tem, este ano, conseguido balançar a participação em todas as provas sem grandes sobressaltos. Em 47 jogos, apenas duas derrotas - no sintético de Moscovo e em casa com um Barcelona na sua fase mais super. Brilhante, por isso. Mas não está tão longe assim do pesadelo. Porque nem tudo o que reluz, ou que brilha, é ouro..."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

PS: Estas comparações são sempre fáceis de manipular: comparar o mérito de vencer um Campeonato pelo Benfica, com os Corruptos, é sempre uma canalhice!!! O AVB foi Campeão em 2011, com o Benfica a perder 9 pontos nas primeiras 4 jornadas, após os 'serviços' de Cosme Machado, Proença, e Benquerença!!! Fizeram toda a época em gestão, e quando o Benfica 'ameaçou' recuperar - estivemos a 8 pontos!!! -, lá mandaram o Xistra para Braga, e o Benfica, no início de Março, desistiu, positivamente, do Campeonato. Permitindo aos Corruptos, atacarem a fase decisiva da Liga Europa, sem outras preocupações... enquanto na Taça de Portugal, outra Xistralhada na Luz, resolveu a questão!!!
Mesmo com o Peseiro, a comparação é canalha: o Sporting nunca teve 4 pontos de vantagem no Campeonato, o Benfica só não foi Campeão mais cedo, porque o Proença em Penafiel não deixou... A final da Liga Europa não é na Luz, e os Lagartos já tinham sido eliminados na Taça...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Afinal é a mesma

"Continua a saga de descrédito da Taça da Liga (TL) na razão directa (mas desproporcionada) dos derrotados. Os mesmos que dão um absoluto crédito à Supertaça na razão directa (mas desproporcionada) das vitórias.
Comparemos a TL com a Supertaça: naquela estão todos os clubes principais que, quase sempre, só atingem a final depois de deixar pelo caminho um forte rival. É certo que não dá acesso a uma competição europeia, tal qual a Supertaça. Esta resolve-se com um jogo na pré-temporada que, às vezes, é entre o campeão e o... derrotado da Taça de Portugal. Apesar da crise de patrocínios, é a TL que ainda dá um razoável retorno relativo, sobretudo para os clubes mais modestos.
Há quem chame à TL os mais despeitados nomes: Taça LB (falando de árbitros, porque não os Campeonatos Martins dos Santos, Calheiros, Manuel Vicente, etc.?), Taça Negra (?), Taça da Cerveja (creio que da mesma marca de alguns Campeonatos...), Taça Intercalar, ou amnesicamente, «aquela-taça-de-que-não-me-lembro-do-nome». Voltando à Supertaça recordo-me de, em 1994, nas Antas, perto do fim, ter sido anulado um golo limpo a Amaral que dava ao titulo ao SLB. Porque não a Supertaça DR (Donato Ramos)?
No sábado, o SC Braga foi um vencedor com merecimento num bom jogo de futebol entre duas equipas que respeitaram a dita Taça. Mas, se em vez do Braga tivesse sido o Benfica, lá teríamos um novo nome - Taça Capela - após a versão do penalty (sem espinhas) protagonizada pelo treinador dos vencidos.
Afinal não havia outra. A TL é a mesma. Tanto que, este ano, os anti-TL lá tentaram almejar tão renegado e marginal título pela via jurídico-administrativa."

Bagão Félix, in A Bola

Soube a pouco !!!


Benfica 1 - 1 Atlético

A equipa esteve 'mais ou menos bem' até ter marcado o golo - já tinha sido mal anulado, um golo, ao Kardec, por fora-de-jogo inexistente -, mas quando quis controlar o jogo, não conseguiu... voltando a demonstrar as habituais falhas de concentração na zona defensiva, com perdas de bola imperdoáveis - apesar disso, o golo do empate do Atlético, até foi um grande golo!!! -, 'cheirava' que o Atlético ia empatar, apesar de em ataques rápidos o Benfica desperdiçou variadíssimas oportunidades...!!!
O regresso do Pimenta ao meio-campo deu estabilidade à equipa. O Cavaleiro, além do golo, nos últimos jogos parece-me em crescendo de forma: recordo que começou muito bem a época, depois assinou um novo contracto, baixou a pique, e agora parece-me melhor!!! O Rosado parece-me estar muito melhor fisicamente, agora só falta ter 'cabeça', é preciso ser mentalmente competitivo, para triunfar, não basta ter talento nos pés...
Creio ser muito importante para os jovens jogadores, jogarem em casa... espero que para a próxima época, os jogos sejam todos no Seixal.

PS: Os Lagartinhos Bês, depois de no início da época terem sido escandalosamente levados ao colo, com penalty's em catadupa... depois da subida ao plantel principal de alguns jogadores, caíram a pique. Com a entrada do Pavão, especialista em pássaros, parece que voltaram a ser perigosos!!! Hoje, em Santa Maria da Feira, beneficiaram de 3 expulsões do Feirense, a primeira aos 4 minutos!!! Com alguns jogadores do Feirense lesionados, o jogo nem sequer chegou ao fim, aos 76 minutos, com o Feirense a jogar somente com 6 jogadores, o jogo terminou. Mesmo assim, o Sporting só estava a ganhar por 3-1...!!!

Jesus está in

"É verdade - Jorge Jesus parece outro. Mais tranquilo, mais consistente. Capaz de rodar jogadores. Hábil a trocar peças sem que o todo perca eficácia. E a equipa do Benfica? Solidária, empenhada, envolvente. Pelos flancos. É desde os flancos que este futebol do Benfica faz mais vítimas.
A época que agora caminha para as decisões parece talhada para um registo histórico de um grupo de homens que perdeu no início da campanha nomes tão relevantes como Javi Garcia e Witsel. Jesus chega à maturidade como técnico aos 58 anos. Um grande feito que prova a sua capacidade para se adaptar a novos desafios.
Apesar de estudar agora intensivamente inglês, Jorge Jesus tem tudo a postos para ficar na Luz. Prescindirá de parte do salário, mas verá os prémios por objectivos subirem de forma significativa.
Para Luís Filipe Vieira, a manutenção de Jesus pode ser um risco. Quem é o presidente do Manchester United? E quem é o treinador?...
Quanto mais anos Vieira mantiver Jesus na Luz, menos se poderá destrinçar o que é fruto da estrutura montada pelo presidente e o que é de facto dedo do técnico.
Mas Vieira não parece um presidente sedento de protagonismo. O estilo deste líder do Benfica aproxima-se mais do de um gestor do que do de um político. Vieira sabe o quanto já ganhou com jogadores valorizados pelo trabalho de Jesus. Como sentenciou há poucos dias na CM TV Octávio Machado, Jesus devia prescindir do ordenado e propor uma percentagem no lucro da venda de jogadores. E Vieira sabe melhor do que ninguém contar milhões.
Por isso Jesus só não continuará na Luz se não quiser."

Crónica de uma qualificação anunciada

"Vitória do Benfica na 1ª mão condicionou reencontro com Paços de Ferreira.
Com a Taça nesta fase a assumir-se ambidestra, a atribuição do passaporte para o Jamor passou a ter um prazo mais dilatado, dependendo agora de 180 minutos de discussão (pelo menos), pelo que só ao 2.º jogo, a tal 2.ª mão, é que o caso pode ser tido por encerrado. Mas, depois do triunfo do Benfica no terreno dos pacenses (2-0), fez agora dois meses (!), poucas dúvidas restavam quanto ao desfecho da eliminatória. Mesmo levando em conta aquela insólita "remontada" levada a cabo pelo FC Porto. Afinal, para aviso já chegava.
Para o encontro da Luz, as duas formações apresentaram-se em força, mas - ficou à vista - sem força nenhuma. Foi um jogo morno, sem grandes rasgos nem correrias, com Benfica e Paços a pensaram sobretudo na Liga e nas posições que ambos nela ocupam e não querem perder. Dir-se-ia que os dois estavam conformados com a sorte que o Destino lhes traçara para esta edição da Taça, pelo que "arriscar" foi palavra desde logo banida dos respectivos prontuários.
Jogando em casa, o Benfica controlou o jogo desde o seu início, por isso se entendendo um maior índice ofensivo, em relação a um adversário concentrado na zona do miolo, com saliência para Josué, mas sem capacidade de explosão lá na frente. Já o Benfica, igualmente com argumentos de peso no meio campo (Salvio, Enzo e Gaitán), não deixou de se revelar mais perigoso no ataque, onde a dupla Cardozo-Rodrigo ganhava facilmente em visibilidade ao isolado e desprotegido Poulson, no lado contrário.
Esta diferença acabaria por se fazer sentir nos lances de maior apuro e se é verdade que Hurtado teve excelente oportunidade para desfeitear Artur, não é menos certo que o Benfica soube "cobrir a parada", ao registar, nas duas partes, uma bola no poste e outra no fundo da baliza, ambas com a assinatura de Cardozo. O resultado podia ter conhecido imediata alteração se de um lado e de outro tivesse havido então maior acerto ou empenho. Mas, com tudo consumado, em matéria de apuramento já se vê, a velocidade de cruzeiro manteve-se, apesar das entradas de Lima e Ola John, nos da casa, e de Caetano, nos que a visitaram.
Seria, porém, Cícero quem acabaria por revolucionar o jogo. Rápido e poderoso, o ponta de lança pacense entrou a 20' do fim e fez um golo, se bem que por gentileza de Maxi, ao oferecer-lhe a bola em zona proibida. Mesmo assim, o recém-entrado pregou uma "catilinária" a Garay para se enquadrar com a baliza e bater Artur. E nisso teve grande mérito. Era o empate, um resultado algo enganador - o Benfica mesmo a meio gás foi superior - mas sempre digno de registo por haver sido conseguido na Luz. A sua eficácia acabou, contudo, por se diluir no tal 0-2 da "première". Segue-se o Jamor."

terça-feira, 16 de abril de 2013

Pesadelo Eusébio e as coisas desaparecidas

"Contra um clube que já não existe, de um país que já não existe, para uma prova que já não existe, o Benfica assinou uma das suas exibições mais fascinantes.

LUBLJANA é uma cidade bonita. O Benfica esteve lá no dia 16 de Setembro de 1970. Lubljana: lê-se lubliana. Em alemão chama-se Laibach. E toda essa Europa foi zona de grande influência alemã.
Em 1970, Lubljana era uma pequena cidade da Jugoslávia; hoje em dia é a maior e mais importante cidade da Eslovénia. Talvez mesmo a única grande cidade da Eslovénia.
Em Setembro de 1970, jogava-se a primeira «mão» da primeira eliminatória da Taça dos Vencedores de Taças. Tal como a Jugoslávia também já extinta.
O Benfica não teve muitas participações na antiga Taça das Taças. Apesar de tudo, somou duas meias-finais.
Nesse ano não iria longe: seria eliminado na segunda ronda pelo Vorwarts da Alemenha Oriental (também desaparecida), no desempate por grandes penalidades. O Vorwarts tem uma história interessantíssima, mas tem de ficar para outro dia. Hoje falo Olimpija - Olimpija Lubljana. Fundado em Maio de 1911, foi extinto em 2004. Nessa história parece que tudo tem tendência a desaparecer, não é?
Esse ano de 1970 foi um grande ano para o Olimpija. Nunca esteve verdadeiramente perto de ser campeão, pois o Estrela Vermelha, o Partizan de Belgrado e o Dinamo de Zagreb impunham a sua força, mas disputou a final da Taça da Jugoslávia contra, precisamente, o Estrela Vermelha. Perdeu. Nos últimos minutos do encontro, por 2-3. Como o Estrela Vermelha foi campeão, o Olimpija Lubljana disputou a Taça das Taças. E saiu-lhe o Benfica. E Eusébio.
Depois do empate a um golo em Lubljana (Eusébio, aos 30 minutos, e Pejovic, aos 55'), os eslovenos, então jugoslavos, não alimentariam grandes esperanças, certamente. Sobretudo frente a um Benfica que tinha na linha avançada gente como Eusébio, Simões, Artur Jorge, Nené e José Torres. Se a esperança é a última a morrer, a esperança dos eslovenos durou 26 minutos, o tempo que Eusébio demorou a marcar o primeiro golo na segunda «mão», no Estádio da Luz. Depois foi um pesadelo!

Um pesadelo chamado Eusébio!
1-0 por Eusébio, aos 26 minutos; 2-0 por Eusébio, aos 30 minutos; 3-0 por Eusébio, aos 32 minutos; 6-1 por Eusébio, aos 71 minutos; 8-1 por Eusébio, aos 80 minutos. A obra-prima foi o dos 7-1: Artur Jorge fez um passe para Eusébio, à saída do meio-campo do Benfica, e Eusébio começou a correr. Surgiram-lhe adversários pela frente e ele foi correndo, passando por eles. Skoric: era este o nome do guarda-redes que sofreu os oito golos na Luz. Pois Skoric também foi ultrapassado até Eusébio depositar a bola dentro da baliza.
O público da Luz estava fascinado. Os adversários do Benfica também.
O mestre Alfredo Farinha escreveria, em «A Bola»: «Que dizer da actuação espantosa de Eusébio? Não dizem o bastante os seus cinco golos, que são, ao que julgamos, um recorde pessoal em jogos internacionais? Não, na verdade esses cinco golos não dizem tudo a respeito do trabalho magnífico do extraordinário jogador. Não sabemos se foi a 'ressurreição' do Benfica que o 'ressuscitou' a ele, ou se foi a 'ressurreição' de Eusébio que 'ressurreição' o Benfica. Talvez as duas hipóteses se completem e interpenetrem, o certo é que Eusébio foi, ontem, inteiramente igual ao dos dias gloriosos dos títulos europeus, da «Bota de Ouro», do «Ballon d'Or», dos grandes títulos nas primeiras páginas dos jornais (desportivos ou não) de toda a Europa. Até no modo como, de quando em quando, arrancava do meio-campo, fulgurante como um raio, em direcção às balizas adversárias para as visar com um remete súbito e brutal, a 'Pantera Negra' foi igual a si própria. E nos golos? Os três primeiros pareceram 'fáceis'. Então, como se quisesse contrariar essa sensação (enganadora) dos golos fáceis, Eusébio caprichou em conceber e marcar um difícil, extraordinariamente difícil, apenas possível ao talento e aos pés de um futebolista de génio. E surgiu aquela obra-prima que os 40.000 espectadores da Luz aplaudiram de pé...».

Eusébio único, como sempre
DECORRIA o dia 30 de Setembro de 1970. O Benfica assinava uma das vitórias mais gordas da sua história europeia.
Eusébio marcou cinco golos, aos 26, 30, 32, 71 e 80 minutos. Os outros três foram da autoria de Zeca, Artur Jorge e Jaime Graça. Amersek marcou o golo do Olimpija.
Já não existe a Taça dos Vencedores de Taças; já não existe o Olimpija Lubljana; já não existe sequer a Jugoslávia.
Ah! Mas a memória nunca morre..."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Jamor de Vermelho, fica sempre mais bonito !!!


Benfica 1 - 1 Paços de Ferreira

Parece que o vírus, que afectou o Matic em Newcastle, passou para o Maxi... e assim voltámos a 'oferecer' um golo!!!
Jogo controlado desde de início, mesmo com um ritmo mais baixo do que o habitual... as oportunidades foram surgindo, mas voltámos a ser muito perdulários. Mesmo assim, o mais importante foi conseguido, mantendo a invencibilidade, e marcando lugar no Jamor... Este regresso ao Jamor era muito desejado por todos os Benfiquistas. Local onde já fomos muitos felizes - mas também já tivemos algumas desilusões:  Belenenses, Boavista, Setúbal... só para falar das últimas!!! -, espero que o cenário no momento da final, seja positivo, que o Benfica já tenha alguns títulos na prateleira, e que o grande problema, seja acabar com o clima de festa, e conseguir voltar a concentrar as atenções dos jogadores, no Jamor!!!
O golo do Tacuara, poderá ser importante para os próximos jogos, já que para além do (duplo) penalty contra o Newcastle, o Cardozo tem estado afastado dos golos.
Pessoalmente, tinha optado por dar descanso ao Matic, ao Garay, e ao Salvio (ou Gaitán), mas o Jesus é que sabe.
E agora vamos lá receber os Lagartos, como eles merecem...!!! Desde do último jogo do Sporting, o Benfica já jogou 3 vezes, como não têm tido nada para fazer, não se têm calado, usando o Rascord como lança de ataque!!! Algo, que eu gosto, sem ironia...!!! Continuem a mandar postas de pescada...!!!

Mais uma final...

"1. Exibição agradável e segura - mais uma! - em Olhão e mais uma 'final' ganha. O resultado só pecou por escasso mas o principal (os três pontos) foi conseguido. Seguem-se mais três finais antes da ida ao Dragão. Vamos todos a isso, equipa e adeptos...

2. O Boavista não merecia regressar à I Divisão, embora reconheça que a despromoção a que foi obrigado deveria - por mais fortes razões ainda - ter chegado também ao FC Porto. Agora, para o Boavista regressar, foi aprovado o aumento da I Liga para 18 clubes. Pergunta-se: assim sendo, para o ano, não deveriam descer mais dois clubes do que aqueles que subirão, para se regressar aos 16? Ou o Boavista foi apenas o argumento para 'engordar' a I Liga?  Futebol português não tem melhoras...

3. Há jogadores que revelam bem o seu carácter. Izmailov é um deles. Agora surgiu Liedson, que quer receber quase um milhão de euros de uma seguradora, afirmando ter sofrido uma incapacidade de 23 por cento devido a uma intervenção cirúrgica ao joelho, em 2009, quando jogava no Sporting. Pelos vistos, não esteve incapacitado para fazer bons contratos de então para cá, o último dos quais com o FC Porto, cujo corpo clínico o aprovou. Ou conseguiu enganar toda a gente?

4. A grande piada do fim-de-semana foi dada pelo novo presidente do Sporting, ao anunciar que o seu clube havia ultrapassado os 100 mil sócios. Há dias, para votarem, só havia pouco mais de 30 mil com as quotas em dia. Pelos vistos, só sócios infantis e aqueles que ainda não têm um ano de associado (os que não podem votar) são quase 70 mil!...

5. Os No Name Boys foram impecáveis no jogo com o Newcastle, não fazendo rebentar qualquer petardo, que poderia custar bem caro ao nosso Clube. Confirma-se: quando querem, nada de grave se passa. Lamentavelmente, nem sempre querem e o Clube continua a ser prejudicado. Os petardos rebentados no jogo com o Rio Ave custaram ao Benfica mais 7650 euros (correspondentes às quotas de 637 sócios). E só em petardos já vão, ao longo das 24 jornadas da Liga, 109.728 euros. Ou seja, as quotas mensais de 9144 sócios. Até quando?"

Arons de Carvalho, in O Benfica

Mundo de fantasia

"Nada tenho contra o Boavista. Pelo contrário, creio que o Benfica teria a ganhar com a existência de um segundo clube na cidade do Porto, de forma a equilibrar os pratos de ma balança que tem em Lisboa um contra-peso a puxar-nos constantemente pelos calcanhares - e cujo fardo se faz sentir, não tanto nos relvados, mas principalmente no espaço mediático em redor dos mesmos.
Jogadores marcantes na história do Benfica, vieram do Boavista. Recordo-me, por exemplo, de João Pinto, Isaías ou Nuno Gomes.
Tive o privilégio de festejar um título (porventura o mais saboroso da minha vivência desportiva) nas bancadas do Bessa, sendo essa uma recordação que jamais irei esquecer.
Pese embora tudo isto, não posso estar de acordo com a recente decisão da Liga de Clubes, que não só aponta para a reintegração do Boavista no principal Campeonato, como, a reboque disso, impõe um alargamento suicida.
Deixo de lado o facto de tal decisão estar sustentada numa prescrição, que, pelo menos aos meus lhos, não inocenta ninguém. Detenho-me nos aspectos económicos.
A situação do País é conhecida. Os patrocinadores desapareceram como areia por entre os dedos. O flagelo dos salários em atraso atinge a maioria dos clubes. E, perante este panorama, eis que corremos o risco de ver um Campeonato inflacionado por equipas medíocres, com muito menos competitividade (e, esta época, à 25.ª jornada, os dois primeiros ainda não perderam um só jogo), muito menos dinheiro para dividir, e, certamente, muito mais problemas, inclusive ao nível da Verdade Desportiva (ou da falta dela).
Defendo, há muito, uma Liga profissional com dez clubes (ou mesmo oito), a quatro voltas, deixando tudo o resto por conta do amadorismo. Nem sei se ma II Divisão fará sentido. Talvez apenas Campeonatos Regionais, com uma Fase Final para apurar uma equipa a promover. Tudo o resto é fantasia, de quem ainda não percebeu que o (nosso) Mundo mudou, e que esta é uma actividade deficitária que poucos clubes têm condições para sustentar."

Luís Fialho, in O Benfica

E agora venham os turcos

"Sorteio "deu" Fenerbahce ao Benfica, mas podia ter sido pior.
Com Chelsea e Basileia também na calha, o sorteio da UEFA destinou como adversário da equipa da Luz o sempre incómodo Fenerbahce da Turquia. Sem se poder dizer com rigor que os suíços do Basileia constituiriam o opositor mais acessível - afinal têm registado uma carreira também ela muito positiva - a verdade é que a formação turca infunde o seu respeito, sobretudo enquanto anfitriã.
Com efeito, quando se fala do futebol turco é o factor-ambiente a credencial que logo se aponta como a mais importante e só depois surgem as considerações àcerca das "performances" ao nível da competição propriamente dita. O entusiasmo delirante do público - quando não uma clara hostilidade para com o visitante (ou as duas coisas) - é, pois, a grande arma das equipas e da própria selecção da Turquia.
Os então futuros "Magriços" que o digam, após a traumatizante experiência vivida em Ankara, em 1965, na fase de qualificação para o Mundial de Inglaterra, e o mesmo se poderia avançar em relação ao jogo que o Benfica levou a cabo em Esmirna, dez anos depois, a contar para a Taça dos Campeões. Valeram aí os 7-0 da 1ª "mão" que contribuiram para o arrefecer de ânimos de uma eliminatória que se adivinhava bem mais escaldante.
O actual Fenerbahce tem como figura de referência, no ataque, o holandês Kuyt (ex-Liverpool) e conta ainda com o "nosso" Raul Meireles, no meio-campo, para lá dos conhecidos Korkmaz e Ziegler, na defesa, e ainda de Recep e Baroni. É a primeira vez que chegou à meia-final de uma competição da UEFA e o entusiasmo aumentou ainda mais com o afastamento do seu rival Galatasaray, na Champions, aos pés do Real Madrid.
Vistas bem as coisas, o Chelsea era capaz de ser o adversário mais indesejável, pelo luxuoso histórico que apresenta, se bem que conseguido apenas nos anos mais recentes. Mas não será isso mais determinante que um qualquer currículo, brilhante que seja, mas estribado apenas num passado remoto?
P.S. (honni soit...): Uma palavra breve para a Champions, onde a hegemonia germano-espanhola arrasou as candidaturas de Itália e Inglaterra. Os dois melhores do país vizinho defrontam a dupla-maravilha da Bundesliga, mas ao Real coube-lhe o adversário mais cómodo (B.Dortmund). Claro que nesta fase tão adiantada da prova, em que já não há equipas fáceis, é caso para dizer que venha o diabo e escolha. Mas que, dos dois clubes alemães, o Bayern Munique parece ser o mais difícil, todos estarão por certo de acordo. Até o próprio mafarrico, que aqui se trouxe à colação."

domingo, 14 de abril de 2013

Empatas !!!


Paço de Arcos 2 - 2 Benfica

Empate muito penalizador, tornando as contas do título muito complicadas - estamos agora em 2.º a um ponto dos Corruptos -, nem que seja no ponto de vista psicológico  Sabia-se que o jogo ia ser difícil, o Paço de Arcos tem um estilo de jogo muito 'irritante', mas eficaz - este ano não perderam um único jogo, com o Benfica e com os Corruptos para o Campeonato!!! -, só um Benfica, num grande dia, poderia aspirar à vitória... e hoje, mais uma vez, falhámos 3 Livres Directo, e 1 penalty!!! Arrisco afirmar, que esta época, arriscamos perder o Campeonato, devido ao fraquíssimo - paupérrimo mesmo... -, aproveitamento nas situações de bola parada - só com o guarda-redes pela frente!!!

Pensar nos Play-off's


Fundão 4 - 4 Benfica

Começamos a perder (2-0), mesmo antes do intervalo empatámos. Conseguimos mesmo fazer a remontada, para 2-4, mas nos minutos finais acabámos por permitir o empate num livre de 10 metros, num jogo onde foi proibido marcar faltas a favor do Benfica!!!
As ausências do Joel e do Gonçalo foram sentidas, as dificuldades eram esperadas. A equipa parece-me mais solta, mas temos que melhorar, até porque este Fundão será provavelmente o nosso adversário nas Meias-finais...!!!

8.ª Corrida do Benfica - António Leitão


Mais um grande e festivo fim-de-semana no Estádio da Luz, com a corrida do Clube, com muitos participantes, em dois belos dias de sol...
Parabéns, mais uma vez à organização, e a todos os participantes.



PS1: Uma palavra de apreço para a Ana Oliveira, que na Quinta-feira, na Bola TV, teve que aturar dois Lagartos aziados - o 3.º manteve-se neutro!!! -, situação que merece ainda mais destaque, devido às responsabilidades que ambos têm, ou tiveram, no Desporto nacional, respectivamente Natação e Ciclismo.
A contaminação das estruturas federativas, por adeptos Lagartos é completamente desproporcional à pequenez da instituição!!! Se em muitos casos, os Benfiquistas preferem manterem-se afastados dos 'cozinhados' federativos, também é verdade que a jactância Lagarta, e a vontade em serem protagonistas, os empurra para elevados cargos, explicando assim muita da incompetência que grassa no Desporto Português...

PS2: Parabéns ao João Ribeiro, a Joana Vasconcelos pela vitórias na Taça de Portugal de Canoagem. Desta vez a Teresa Portela ficou em 2.º, sempre atrás da Joana!!!

Sem borbulhas

"A Schweppes tinha razão. Patrocinadora da Taça da Liga, resolveu tomar uma posição drástica: considerando que o Futebol português não tem qualquer tipo de credibilidade, que é, pelo contrário, um universo de trafulhices e poucas vergonhas, recusou ver o seu nome associado à porcaria, mas continuou a pagar o patrocínio durante a época que ainda estava assinada no contrato mas ordenou que quaisquer referências ao patrocinador fossem mantidas longe da organização dos jogos. Confirmando a razão dos senhores da Schweppes, o Conselho de Justiça da Federação decidiu emporcalhar ainda mais a competição oferecendo o troféu administrativamente ao FC Porto à revelia de todas as decisões tomadas anteriormente sobre a mesma matéria e que envolveram outros clubes.
Sabe-se como o camarote presidencial das Antas costuma polular destas figuras sinistras que arrastam pela lama a seriedade da magistratura, mas até a necessidade de fazer fretes e pagar favores deveria ter limites. Como deveria ter limites a estupidez gravosa de uma Liga que força alargamentos todas as semanas ao mesmo tempo que é incapaz de lutar contra vergonhosas situações de incumprimento e nem um patrocinador para a Taça da dita consegue arranjar.
Mais uma vez o que importa é o frete nem que para a próxima época se encha uma I Liga de clubes devedores e de jogadores sem dinheiro para o pequeno-almoço. A Schweppes é que tem razão: o Futebol português fede e exige distância. Sem borbulhas!

P.S.- Pedro Proença faz o que quer. Não lhe apetece apitar um jogo menor, justifica viagens ao estrangeiro ou testes escritos por completar. Em seguida é nomeado para os jogos maiores, de preferência em que participem os seus amigalhaços do FC Porto."

Afonso de Melo, in O Benfica

Pois é...

"«Campeonato está entregue ao Benfica COM TODO O MÉRITO». Quem disse? Luís Filipe Vieira? Jamais o faria nesta altura. Jorge Jesus? Jamais o faria nesta altura. O capitão, Luisão? Jamais o faria nesta altura. Outro responsável benfiquista? Jamais o faria nesta altura. Quem disse? Quem disse mesmo? Miguel Sousa Tavares, esse que gosta de destilar peçonha contra o Benfica nos seus escritos, nas suas declarações. 
MST ter-se-á rendido a uma evidência, naturalmente que a contragosto. Deve ter concluído, sardonicamente, que o Benfica é a melhor equipa portuguesa da actualidade. E é mesmo? É, sem margem para hesitações. Até MST já percebeu. Até MST já escreveu. Só que MST não é do Benfica, MST é contra o Benfica. Ao dizer que o Benfica é o melhor colectivo da bola indígena, MST quer ganhar em dois tabuleiros. Se o Benfica vencer a Liga, vai ufanar-se da sua previsão; se o Benfica não vencer a Liga, vai ufanar-se de ter expedido triunfalismo desapropriado para o grupo liderado por Jorge Jesus. MST faz o seu papel. Nós fazemos o nosso. Verdade mesmo (e isso dói a MST), há um ano que a turma rubra não perde nas competições domésticas. Já lá vão 39 jogos, 32 vitórias e 7 empates. Notável registo, um dos melhores da história centenária do nosso Clube. Só que ainda falta um pedacinho.
Nada ganhamos, haveremos de ganhar. MST, esse, aconteça o que acontecer, já perdeu, perdeu pesado, perdeu dorido. Mesmo que de pena sofrida ou teclado amargo, obrigar MST a escrever que «o Campeonato está entregue ao Benfica COM TODO O MÉRITO» dá muito gozo. Gozo vermelho."

João Malheiro, in O Benfica

Utopia, sonho e realidade

"À medida que o campeonato avança para o fim e a final da Liga Europa está ali mesmo ao virar da esquina cresce a tensão e a ansiedade de todos os benfiquistas. Confesso-vos que é uma tensão e uma ansiedade que dá, gosto e prazer sentir e respirar. É como se fosse uma dor que nos faz sofrer e que nenhum remédio nos pode tirar. Mas que sabe muito bem sofrer. Nenhum benfiquista quer tirar ou aliviar a dor, porque todos estão dispostos a suportá-la.
Há muito que mereciam este nervoso miudinho, esta sensação que tem estado tão distante da Luz. Até a estátua do grande e único Eusébio está nervosa porque lhe tiraram durante tantos anos essa felicidade. Quem pelos lados da Luz repare na cara de Eusébio, parece que nos quer transmitir a mensagem que a vitória está a um passo tão pequeno de vir a concretizar-se.
Em St. James Park, o Benfica, embora com alguma sorte, que também merece, foi enorme. A vantagem conseguida e a qualidade superior, em relação ao Newcastle, fizeram a diferença. Mesmo com a falha no primeiro golo cometida pelos dois grandes pilares desta equipa, Matic e Garay. Salvio num golo pleno de oportunidade fez o resto, concretizando uma jogada fantástica. Longe vão os tempos em que o Benfica não conseguia virar uma desvantagem no marcador.
E, agora, o Sporting e o Fenerbahçe. Os Deuses do Futebol estão connosco.
O Sporting não vai salvar a época, como disse o seu capitão, convenhamos com um fraco argumento, ganhando ao seu rival. Esta gente não é do Sporting é, antes, anti-benfiquista. Os adeptos que têm sido incansáveis, Jesus e os jogadores não vão deixar que se concretize esta profecia do Diabo. E que tal espalhar pelas paredes do balneário, em letras gordas, esta frase, de Rinaudo, como fazia Mourinho.
O Benfica vai ganhar ao Sporting e prosseguir a caminhada rumo ao título. E quanto à Liga Europa, a sorte mais uma vez esteve do nosso lado. A equipa turca, sendo difícil, tem menos qualidade e é acessível. Mas o futebol não é para brincadeiras e não se pode facilitar. Rigor, concentração, disciplina, muito suor e humildade são os ingredientes do êxito. O Benfica vai viajar para a final em Amesterdão.
Mais duas notas uma positiva e outra negativa nesta jornada da Liga Europa. Foi bonito e honrou todos os benfiquistas a homenagem mais que merecida e justa da direcção a um grande senhor do futebol mundial, Bobby Robson. A mancha negra desta festa bonita foi cometida por alguns adeptos do Benfica que agrediram um repórter de imagem e um polícia. Actos que devem ser condenados. Como dizia Victor Hugo: «Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã."

Olho clínico

"O dia de ontem acabou com um treinador a fazer uma figura triste perante milhões de pessoas que tinham acabado de ver pela televisão o que aconteceu na final de Coimbra. Já não é coisa deste tempo, mas alguns treinadores insistem na dialéctica esfarrapada.
Uma das decisões da semana foi precisamente a adopção do olho de falcão por parte da Liga inglesa, por meio de um investimento obsceno, para ajudar os árbitros a decidir um ou dois lances por ano. Para felicidade de alguns deslumbrados com as chamadas “novas tecnologias”, esta decisão da FIFA e dos clubes ricos não terá qualquer efeito prático sobre a “verdade desportiva”, tal a raridade dos lances para análise, mas seria bem-vinda num campeonato obtuso como o português só para tirar a dúvida se podia servir para erradicar do discurso de treinadores e dirigentes a cobardia de associar a sua incapacidade ao trabalho dos árbitros.
Será possível, mesmo com olhos de falcão, um juiz para cada quatro jogadores, meios de intercomunicação electrónicos  processos sofisticados de preparação e análise, que a arbitragem ainda possa ser responsabilizada pela derrota de uma equipa apenas com base na visão distorcida de um treinador em estado de choque? Não devia ser.
Os treinadores são metódicos e cautelosos com o trabalho de campo, mas mostram-se frágeis e vulneráveis no território demarcado das conferências de imprensa, onde surgem tensos e perturbados, completamente subjugados pela angústia. A imagem ridícula que um treinador dá de si num momento de derrota devia ser assacada aos responsáveis pela comunicação dos clubes, sob pena de se poder pensar que tal discurso lhes foi incutido perversamente para os deixar ainda mais mal vistos perante os próprios adeptos. A estes, aliás, bastam o olho clínico e a sabedoria empírica para perceber claramente quando as arbitragens não fazem parte do problema. O que é o caso do FC Porto actual."

E o encolhimento aqui tão óbvio!

"A necessidade de abrir a porta à reintegração do Boavista na Liga, por força de um acórdão do Conselho de Justiça que alternativa não deixa, voltou a agitar a bandeira do alargamento e a unir na assembleia geral da LPFP os votos que meses antes o tinham ingloriamente aprovado, sem reservas e sem tino.
Hoje, colocados diante da vergonha e do descrédito dos múltiplos incumprimentos, sobretudo de ordem salarial, mas fiéis aos valores da justiça e a outros que mais alto se levantam - como os de natureza indemnizatória... - da readmissão do clube do Bessa parece não haver dúvidas e o mesmo se afigura valer quanto a um entendimento entre FPF e LPFP.
O preocupante, para quem deve pensar o futebol português, não é a justa imposição do retorno da pantera à elite mas a ligeireza com que tão depressa se recuperaram as exclusivas virtudes de um alargamento.
É que a ideia de alargamento é, desde logo, assustadora. Perguntar-se-à: mas como devolver então o Boavista ao lugar que lhe está encaminhado, já que esta é a questão que todos atiram para o ar?!...
Sejamos sérios. Depois do que se tem visto, com a desonra dos caloteiros já na praça pública e a perspectiva de ruína a ensombrar certos competidores da Liga, não seria mais ajuizado, competente e salutar avançar para o encolhimento, sem deixar, naturalmente, de respeitar as consequências da decisão do CJ?...
Com este alargamento, corremos vários riscos: o do Boavista não preencher os requisitos e ser excluído antes do apito inicial, abrindo vaga para um terceiro a sair de um liguilha cuja legalidade outros ora contestam; o de dois ou três outros clubes falharem o acesso por excesso de dívidas e termos de recorrer a nova fórmula de cooptação; o de, no limite, sermos obrigados a ir buscar o 10.º classificado da 2.ª Liga porque todos os demais terão entretanto falido!..."

Paulo Montes, in A Bola

Pagar sem culpa?

"Um dos princípios norteadores da disciplina no desporto é a responsabilidade objectiva  o castigo dos clubes independentemente da sua culpa por condutas dos seus dirigentes, outros seus agentes, representantes e funcionários, e adeptos.
Todavia, chegou a hora de discutir se os clubes devem pagar (só ou também) por infracções cuja autoria não podem ser imputadas à orientação, instrução e tolerância de quem os gere e representa. Ou seja, tem sentido continuar a fazer pagar as “instituições” por todos os “pecados” de quem actua em sem nome ou de quem as apoia sem qualquer ética e juízo? (1) Se um presidente de um clube se encontra com um árbitro e lhe dá um saco com notas antes ou depois de jogos; (2) se um ex-dirigente proeminente de uma SAD, manifestamente actuando no seu interesse, ameaça e pressiona árbitros para a autuação favorável nas partidas dessa SAD; (3) se um treinador alicia o treinador da equipa adversária para esta se apresentar inferiorizada contra o seu clube; compreende-se que o clube “pague”.
Todos estes comportamentos geram consequências gravosas para os clubes e SAD, entre descidas de divisão e outras privações desportivas. Claro que os adeptos e associados dos clubes sempre apreendem os castigos como injustos. Mas foram esses associados que deram, conservaram ou fizeram recuperar o poder de quem dirige os clubes. Se estes são castigados por comportamentos que apresentam um nexo de imputação à vontade e ao comportamento desses dirigentes (ainda que o sejam “de facto”) e dos agentes por eles escolhidos, então só há que responsabilizar com severidade os dirigentes “culpados” pelas sanções aplicadas aos “seus” clubes e mandá-los embora, em vez de os exaltar (ou ressuscitar) e alimentar teorias da conspiração contra os aplicadores das leis e regulamentos.
Outro caso é o desfasamento entre o ato e as pessoas que gerem e representam os clubes. Os recentes castigos (com jogos à porta fechada) ao Guimarães (por violência de uma claque) e à Leixões SAD (por coros xenófobos de um grupo restrito de adeptos contra um jogador adversário) são ilustrações. É razoável que os regulamentos castiguem os clubes por comportamentos que não foram instruídos, orientados ou aceites pelos representantes e agentes máximos desses clubes (muito menos demonstrativos das suas enormes massas simpatizantes), em vez de punir os autores materiais das infracções e, eventualmente por cumplicidade, os agentes “menores” dos clubes? Separar o trigo do joio é fundamental: em suma, traçar uma linha. Sob pena de todas as revoltas serem iguais. E não são!"

Um Benfica europeu

"Tanto desperdício quase dava em moléstia.
Prossegue vitoriosa a saga do Benfica nas competições da UEFA. Os representantes das mais conceituadas ligas europeias têm vindo a soçobrar perante os argumentos da equipa portuguesa e, agora, foi a vez da Premier League, através do Newcastle, conhecer mais uma desfeita na Liga Europa, uma competição onde os encarnados, com um percurso notável, ainda não registaram qualquer derrota.
A deslocação ao St.James Park até poderia constituir excepção neste particular e permitir um desaire, desde que não fosse além do tangencial, tendo em conta o 3-1 da primeira "mão" na Luz. Mas o Benfica fez questão, mais uma vez, de não conceder facilidades e, desta forma, prestigiar o futebol nacional. Passaria, porém, por desnecessários sustos, quando a solução esteve ali mesmo à mão de semear...
Continuando a gerir sabiamente o plantel, Jesus optou, como se previa, pelo plano B, isto é, com o 4.2.3.1, reforçando a linha de trincos (Matic e Enzo Perez) e reduzindo para um (Lima) o número de jogadores mais adiantados. No miolo, Salvio e Ola John, nos flancos, com Gaitán a jogar nas costas do ponta de lança, foram as unidades utilizadas.
O Benfica iniciou o jogo assumindo o controlo das operações e criando várias (e o plural não é exagero) ocasiões para marcar, destacando-se Gaitán e Lima no desperdício, embora, como é norma nestas situações, o guardião (Krul) tivesse tido papel preponderante em toda a trama, numa equipa que não estaria à espera de tamanha desinibição por parte do adversário.
Já na 2ª parte, as coisas foram diferentes. Alan Pardew, o técnico da casa, foi buscar ao banco o possante Ameobi - que já em Lisboa tinha sido suplente e para cumprir apenas 10' - e, com ele, o Newcastle ganhou nova alma, tornando-se uma equipa muito mais perigosa e mais directa no ataque. À tendência ofensiva, contudo, não conseguiam os ingleses juntar o golo, uma vez que a defensiva encarnada continuava a revelar-se atenta, como o comprova a forma inteligente como colocava em fora de jogo os adversários, Cissé sobretudo, autor de dois "golos", que, por essa razão, não valeram.
Mas à terceira foi de vez. Mesmo assim foi preciso um brinde da defesa do Benfica, já que Garay e Matic não se entenderam para o despacho de bola que se aconselhava, permitindo a Ameobi assenhorear-se do lance e servir Cissé, que, então sim, facturou a valer. E como Pardew já tinha esgotado as substituições, com as entradas de Ben Arfa e Marveaux (incrível como também Marveaux - um dos melhores do Newcastle - não foi titular), surgiu então o momento de Jesus dizer de sua justiça quanto às mudanças a efectuar na equipa.
Depois da troca Lima/Cardozo, saiu Ola John para entrar Rodrigo, o que foi elucidativo quanto à forma como o Benfica encarava o resto da partida, sem tentar recorrer a quaisquer expedientes mais defensivos, dada a vantagem global de que ainda usufruía  E o certo é que resultou em pleno. Apesar do sufoco inglês e de alguns sustos nesta fase final do jogo, sobretudo num lance de Ben Arfa que quase deu golo, a verdade é que a equipa da Luz soube comportar-se com a frieza necessária para se opor à cavalgada adversária e, depois, desferir o golpe na altura certa.
Uma jogada bem estruturada, com a bola a ser jogada com precisão entre Cardozo e Rodrigo, e o centro deste para a entrada fulgurante de Salvio. Sobre a hora, o Benfica chegava ao 1-1 e, para lá de garantir a qualificação, assegurava, mais uma vez, a imbatibilidade na prova. Um 2 em 1 notável que lhe abre as portas para a consagração inteiramente merecida."