Últimas indefectivações

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Invencíveis...

Benfica 3 - 1 Sp. Espinho
25-21, 29-31, 25-16, 25-18

15 jogos, 15 vitórias, nada mau... Mas com o play-off no final, nada está ganho!!! E como ficou provado hoje, uma Final com o Espinho, vai ser complicada. Não só pela qualidade dos adversários, mas principalmente, pela 'pressão', intimidação, controlo da Federação, e impunidade do Maia... tudo isto junto, transforma o Espinho num adversário perigoso!!

Apesar do Set perdido, o Benfica esteve quase sempre bem... Tivemos uma 'distracção' após o 2.º tempo técnico no 2º Set... e deixámos o Espinho ganhar uma vantagem... Mesmo assim ainda conseguimos ir às vantagens!!!
No resto do jogo, fomos sempre muito melhores, em todos os aspectos do jogo... e as diferenças nos parciais só não foram maiores, porque a Sra. árbitra não teve coragem de resistir à refilice constante do Espinho, principalmente do Maia... e ainda 'inventou' alguns pontos para os nossos adversários!!!

O Ché está em grande forma, o Violas neste momento já é o nosso melhor Passador, e o Rapha é um grande reforço (o Roberto tem que 'aguentar' o banco...).
Se na Europa, o nosso Serviço não faz a diferença, hoje tivemos muito fortes no Serviço, até o 'andorinha' do Zelão 'marcou' muitos pontos!!!

Sem Europa, com o 1.º lugar na fase regular praticamente assegurado, o mais complicado nas próxima semanas será manter o grau de intensidade na equipa...

Vitória tranquila...

Benfica 27 - 19 Águas Santas
(13-8)

Foi de facto uma vitória tranquila... com esta equipa do Benfica, às vezes temos surpresas, e o Águas Santas, é uma daquelas equipas, que às vezes surpreende...!!!

Gostei do Papez, vai ser útil... e também gostei de ver o 'regressado' Mitrevski após longa ausência (lesão, selecção)... agora vamos ter eliminatória Europeia...

Empate na Catalunha...

Vic 4 - 4 Benfica

Não foi uma 'remontanda' total, mas a perder por 4-0, antes do intervalo, ainda conseguimos empatar...!!! Garantindo assim, matematicamente, o 1.º lugar do Grupo...


Temos Final, amanhã...!!!

Benfica 62 - 54 Galitos
16-7, 8-15, 13-19, 25-13

Vitória, num 4.º período de 'remontada'... num jogo com poucos pontos, e com notas preocupantes para a Final de amanhã: sem Raivio, sem Lonkovic, e agora provavelmente sem Morais!!!
Os Corruptos, vão fazer 3 jogos em 3 dias, mas com tanta gente de fora, vai ser complicado...

A caminho dos Quartos-de-final...

Boavista 0 - 10 Benfica

Finalmente um jogo com muitos golos...

Uma Semana do Melhor... ou do pior!

Benfiquismo (CCCLXIX)

A caminho da 1.ª Taça dos Clubes Campeões Europeus...

Jogo Limpo... Direito!

Merecer ganhar

"A derrota com o Vitória de Setúbal custa a digerir. Os erros de arbitragem contra o Benfica são frequentes. O que não é tão normal é não jogar o suficiente para vencer em Setúbal. Como dizia o saudoso Manuel Seabra, o Benfica tem que merecer ganhar o Campeonato por dez pontos para poder vencer por um. Por isso temos que trabalhar para poder vencer por 12 ou 13. Não há alternativa!
Devíamos ter jogado mais nos últimos jogos, e temos que melhorar muito nos próximos se queremos ser campeões. É em nós que se devem concentrar 99 por cento das nossas atenções. Das arbitragens, disciplina e afins, só vêm truques e prejuízos, teremos que nos centrar naquilo que podemos fazer, ou seja, jogar bem melhor.
O mercado de transferências fechou tendo os clubes feito os ajustes que puderam, nalguns casos, e que conseguiram, noutros. Quando se vê Lazar Markovic chegar ao Hull City e jogar mais em quatro dias, do que aquilo que havia jogado nos últimos quatro meses, percebe-se que nem tudo é linear no futebol.
Em semana de FC Porto - Sporting, interessa ao Benfica ganhar ao Nacional e sobretudo jogar muito e bem para dissipar do horizonte as longas metragens em curso. Com uma vitória clara sobre o Nacional e outra sobre o Arouca, a telenovela muda de foco qualquer que seja o resultado do Dragão.
Roger Federer ganhou uma final mítica contra Rafa Nadal. No entanto mais impressionante que ver um grande jogo de ténis, é ver como o melhor do mundo de todos os tempos, com 35 anos, depois de fazer o impensável em court, de ganhar o que ninguém ganhou e provavelmente ninguém jamais ganhará, consegue brindar o mundo com uma demonstração arrepiante de classe fora dele. A cerimónia de entrega de prémios, as declarações de Federer e Nadal na presença de Rod Laver, deviam ser ensinadas nas aulas de ética ou de desporto. Do que é saber ganhar e saber perder. Que maravilha, depois de assistir ao panorama desportivo português."

Sílvio Cervan, in A Bola

Positivo...

Benfica B 2 - 1 Vizela


Boa vitória, num jogo onde podíamos ter marcado mais golos... Com a vantagem mínima a manter-se até ao fim, acabámos por passar por alguns sustos desnecessários!
O Zé Gomes estar a melhorar... e o Florentino também está a chegar ao 'ponto' nesta equipa: recordo que são dois miúdos de 17 anos, e por isso, em alguns momentos ainda falta a 'maturidade' física, mas estão quase a lá chegar...!!!
Depois de uma série negativa, a equipa parece estar de volta aos bons resultados, e às boas exibições, apesar da saída do melhor jogador (Joãozinho)... Creio que não vai haver um 'substituto' directo, e se calhar será mesmo o Florentino a ganhar mais minutos, dando mais consistência ao nosso meio-campo!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Na liderança!

"Nestas alturas, a famigerada lei de Murphy é sempre evocada. Parece bruxedo. No único lance de perigo do Vitória de Setúbal, só existente porque um dos nossos jogadores escorregou, a bola entrou na nossa baliza. Teria sido um excelente golo, não fosse ter sido contra o Benfica. De golo em golo falhado, até que nem oportunidades do mesmo fossem criadas, lá surgiu o árbitro a dar prova de vida nesta sucessão de machadadas na vantagem adquirida e entretanto perdida.
De há uns jogos para cá, parece ter-se instalado na nossa equipa um certo fatalismo que a inibe de ultrapassar as contrariedades. A ineficácia da equipa mais concretizadora do campeonato veio ao de cima, o que não deixa de ser paradoxal. Tanto quanto, agora que o Benfica, pela qualidade do seu jogo, não tem sido capaz de minimizar os estragos dos homens do apito, a incompetência generalizada na arbitragem portuguesa ter-se tornado aceitável. Já agora, assim como a vista de elementos da claque portista ao centro de treinos dos árbitros... Por pura coincidência, claro está, parece ter resultado em favor dos prevaricadores, e ninguém, na comunicação social, parece interessado em analisar a situação... E o videoárbitro - lembram-se? - voltou à sua insignificância até que um dia ressurja a necessidade de a ele recorrer... Estranho equipamento... Não apoia a decisão no momento, mas condiciona-a no futuro.
Bom, caso não tenham reparado, continuamos na liderança do campeonato. Já tivemos crises piores. Aliás, já tivemos verdadeiras crises. Não é o caso presente.
PS - Desde que a outra encomenda foi de patins, os erros técnicos transitaram de lado na Segunda Circular... Boa vitória frente ao Sporting!"

João Tomaz, in O Benfica

Qual crise?

"Sim, no SL Benfica não estamos - nem nunca iremos estar - habituados a perder duas vezes seguidas. Neste Clube entra-se em todos os jogos, de todos as modalidades, de todos os escalões e géneros, sempre para ganhar. Às vezes, por um alinhamento errado dos planetas, por um pontapé falhado, por uma má decisão de quem treina, por uma defesa impossível do adversário ou por uma desprezível cobardia de um árbitro, tal não acontece. É nesses momentos que não pode haver a mínima dúvida: há que continuar a apoiar.
O mais fácil é apontar os erros, realçar as falhas, encontrar um bode expiatório e sentar-se no trono das redes sociais a ditar sentenças. O mais visceral é ir buscar avisos feitos no passado, teorias da conspiração saídas de mentes perversas e disparar insultos básicos em todas as direcções. Isso é o mais fácil, não necessariamente aquilo de que o SL Benfica precisa.
Aquilo de que o tricampeão nacional de futebol precisa é de mais de 60 mil nas bancadas nesse fim de semana, a apoiar de forma incondicional a equipa que lidera o campeonato, que tem o melhor ataque e que está a poucos dias de mais um jogo decisivo da montra da Champions.
Sim, as duas derrotas preocupam-me, mas estar a pôr em causa o trabalho deste grupo e duvidar da sua qualidade por duas noites mal conseguidas não faz parte da minha forma de ser benfiquista. Além do mais, continuamos na posição que todos os outros invejam. E ninguém disse que o Tetra ia ser fácil. No SL Benfica, ninguém nos oferece nada: nem aconselhamento matrimonial, nem férias pagas no Brasil, nem boleia para o centro de treinos dos árbitros. Aqui trabalha-se e aprende-se com os erros."

Ricardo Santos, in O Benfica

Olhar para a frente

"1. Neste Campeonato, o Benfica perdeu pontos em cinco jogos. Em quatro deles foi claramente prejudicado pela arbitragem. Deixemos de parte a ainda precoce segunda jornada. Todas as outras, Marítimo, Boavista e V.Setúbal – podíamos acrescentar também a eliminação da Taça da Liga -, ocorreram na sequência de uma inusitada gritaria lançada pelos rivais, à qual respondemos com silêncio. Silêncio facilmente confundido com cumplicidade. Em linguagem popular: deixámos enfiar a carapuça. Pode entender-se, e até louvar-se, a bondade da estratégia, mas está claro, neste momento, que se tratou de um erro. Que nos sirva de lição.
Jamais nos poderemos deixar colar aos árbitros (ou às instâncias de arbitragem), pela simples razão de que eles também não podem, nem querem, colar-se a nós. Nem nós queremos que o façam. O que temos é de garantir que a pressão de outros quadrantes não surta efeitos, e não condicione comportamentos. Não podemos permitir que o embuste e a mentira vinguem.
Grande parte das decisões dos árbitros são tomadas instintivamente. Ouvindo barulho só de um lado, é humano que se defendam. Daí, na dúvida, não irão marcar penáltis aos 95 minutos, sabendo que contam com o silêncio dos eventuais lesados.
2. Pode argumentar-se que as últimas exibições não estiveram ao nível a que nos temos habituado. Mas quem, em Portugal, tem jogado melhor futebol do que o Benfica? Estamos na frente. As horas difíceis são para os verdadeiros Adeptos. Aqueles que choram. Aqueles que sentem cada derrota como uma facada na alma. É desses que a equipa precisa agora. É esse o nosso desafio."

Luis Fialho, in O Benfica

Vai Benfica!

Para ganhar, o Benfica tem de matar a alegria e sentir-se miserável

" “For alarmingly large chunks of an average day, I am a moron.” - Nick Hornby, Fever Pitch

Tenho vergonha de confessar isso, mas adormeço sempre bem, excepto quando o Benfica perde. A minha mulher goza-me, fica espantada com a minha capacidade de demorar dez segundos do beijo de boa noite ao ressonar, mas sou assim. Excepto quando o Benfica não ganha. Aí, deito-me irritado, fico a olhar para o tecto a rever jogadas mentalmente, a imaginar outras combinações, a sonhar acordado com jogadas que dariam golo.
Para irritação da pessoa que dorme comigo, adormeço bem mesmo se o meu filho não tem a roupa pronta para amanhã ou se não há fruta para a sobremesa dele. Mas quando o Benfica não ganha, fico a analisar os erros, os movimentos, as saídas de bola que não correm bem, a péssima forma física do Pizzi, o desastre que é o Lindelöf com cabelo e a central esquerdo, o ridículo de não termos comprado um número 8 desde a saída do Renato.
Depois, adormeço e acordo a meio da noite, com a vã esperança de que tudo foi um sonho e que hoje é madrugada de domingo para segunda e o Benfica só joga à noite – até perceber que são mesmo 4 da manhã de segunda-feira, o meu filho está a chorar e eu estou irritado porque o Benfica não ganhou. 
Peço desculpa, não me apresentei. O meu nome é Manuel Neves e sou adepto do Benfica. Não tenho nenhuma função no clube, para além do meu lugar anual, e vivo obcecado com que o Benfica ganhe. Todo o tempo em que a minha cabeça não tem que estar a pensar nos mínimos olímpicos para a manutenção da minha vida profissional e familiar, estou a pensar no meu clube. Sem parar. E em dias como o de segunda-feira, depois do Benfica perder contra o Setúbal, toma conta de mim um vazio, porque percebo que o mundo e a vida não fazem sentido quando o Benfica não ganha, e porque tenho a vaga impressão que no meu clube nem toda a gente pensa e vive obcecada em ganhar como eu. E isso é uma coisa que me transtorna mais do que a eleição de Trump. E não há nada pior para um paranóico como eu do que ser efectivamente perseguido.

"Tristeza não tem fim, felicidade sim" - Tom Jobim
O meu problema com o Benfica, confesso, é a sua felicidade. O meu clube é o clube da alegria. O nosso cântico mais famoso é um grito acelerado das nossas sílabas, sem espaços, até ficarmos sem fôlego: “SLB! SLB! SLB! SLB! SLB!” seguido de um “GLORIOSO!”, que é uma exclamação sem mais, porque não há necessidade de explicar de quem é a glória, de tão óbvio que é.
O Benfica é uma alucinação contínua de vermelho, de pessoas que viveram convencidas que Nuno Gomes era sequer comparável a Jardel, de adeptos que só agora percebeu que Akwa não foi o novo Eusébio, e que é provável que Makukula também já lá não chegue.
Ser do Benfica é ter acreditado que íamos ganhar ao Porto com Ronaldo, Paulo Madeira ou com Rojas e Sérgio Nunes (eu era um deles). Quando entramos na Luz, há pessoas que sem nos conhecerem de lado nenhum gritam: "É O BENFICA!". Mas é o Benfica o quê? E é este o clube que eu, um adepto com alma de treinador, que vive pessimista e a achar que tudo vai correr tão mal como no outro dia, amo profundamente e para sempre.
É esta a minha cruz: acho sempre que vai correr tudo mal a um clube cuja idiossincrasia é acreditar piamente que vai ganhar sempre, não importando se temos Bossio na baliza ou Celis no meio-campo. Somos o Benfica, portanto é suposto que no fim corra bem, vá-se lá saber porquê.
Apesar do meu ateísmo, a matriz judaico-cristã inculcou em mim este complexo de culpa: eu atribuo as culpas de todos os nossos desaires a esta felicidade. Há algo dentro de mim que acredita que se todos os benfiquistas fossem duros e meticulosos nas análises como eu, este clube seria mais exigente e iria mais longe. Mesmo com sete pontos de avanço para o Porto (na altura menos para o Sporting), era fácil intuir que nos faltava um número 8 (comprámos Rafa, Cervi e Zivkovic – todos excelentes – para colmatar a saída de Gaitan e para o centro nada), dado que em 2014/2015 Pizzi chegou para as encomendas por muito pouco.
Mesmo com a equipa em primeiro e a ganhar duas vezes em Guimarães, os métodos defensivos que Rui Vitória herdou de Jesus pareciam-me cada vez piores - e não me deixei convencer pelos elogios de Pep Guardiola, comparando-nos a Sacchi. Aliás, acho uma heresia comparar o mestre Arrigo a um treinador que tem de beber água antes de cada canto contra nós porque acredita que isso é que vai tirar dali a bola.
É como comparar um doutorado em meteorologia com um gajo que leva sempre guarda-chuva porque a Tia Amélia lhe disse que tinha dores nas artroses.
Rui Vitória é um tipo simpático a quem, de facto, foi dado um Ferrari e que pode ser campeão ainda este ano porque está a correr contra Fiats em terceira mão. Mas isso não lhe dá particular mérito. E se nós, Benfiquistas, não estivéssemos sempre felizes, talvez víssemos que falta uma peça ao Ferrari (um número 8 à Enzo ou Renato) e que o condutor até pode chegar ao fim em primeiro, mas com um a sério estávamos a dar voltas de avanço.
Ainda por cima, este ano não podemos contar com os discursos motivacionais de Jorge Jesus (que está ocupado a culpar Adrien e William pelos resultados da equipa) para colmatar as óbvias deficiências tácticas que já tínhamos e que as vitórias esconderam.
Mas se num clube normal ir em primeiro ilude, no Benfica cega. Achou-se que tudo estava controlado e que o tetra ia ser um passeio. Cachecóis ao vento e bazófia do tamanho do terceiro anel. De repente, temos só um ponto de avanço, Pizzi e Jonas estão com a forma física de Cavaco Silva, Grimaldo lesionou-se há tanto tempo que não me lembro se era o nosso defesa-esquerdo titular ou se era suplente do Veloso e finalmente acenderam-se os alarmes. Hate to say "I told you so", but... I told you so.

"In "Confessions of a Winning Poker Player," Jack King said, "Few players recall big pots they have won, strange as it seems, but every player can remember with remarkable accuracy the outstanding tough beats of his career."
Matt Damon, em Rounders
No mundo em que eu quero viver, o Benfica era campeão todos os anos. Às vezes ponho-me a sonhar e penso: “Fazíamos o tetra, ficávamos com 36 depois o Porto ganhava um, ficava com 28 e nós logo um tri e íamos para 39 e...” e uma voz grita-me: “Porra, um título do Porto? Que é que correu mal?!” e imagino os Aliados cheios e o Carlos Abreu Amorim a falar e reformulo. “Fazemos o penta, ficamos com 37 depois o Sporting ganha um e fica com 19, mas nas cabeças deles até pode ser mais, e nós fazemos um tetra e...” - e vem a voz. “Um dos lagartos? Mas assim só faziam 16 anos sem ganhar! Queremos as bodas de prata sem campeonatos!”.
Até que a minha cabeça lá cede e pensa: “Yaaa, ganhávamos TODOS os anos. TODOS.” E sorrio.
O mundo seria, finalmente, perfeito.
É possível que eu exagere no meu grau de loucura e exigência, mas era isto que eu queria. E para isso acontecer, acredito piamente que tínhamos que matar esta alegria intrínseca de ser Benfiquista.
O Benfica tem que ser a máquina de guerra que foi no 3-1 para a Taça em 2013/2014 contra o Porto e durante toda a segunda volta da época passada contra o Sporting.
Ganhar tem que ser uma urgência, uma necessidade tão importante como respirar. Ganhar devia ser, para as pessoas que trabalham no Benfica, uma obsessão que os deixasse sem dormir. Sonho com um clube hiperprofissional, preocupado com a minha felicidade e bem estar mental (porque é isso que está em jogo) e que não me enfiasse o Filipe Augusto Mendes pela goela abaixo dia 31 de Janeiro. 
Preciso de um treinador que acredite que o melhor método defensivo para um canto não é beber uma garrafa - quero Sarri, o treinador do Nápoles, com aqueles olhos de quem só vê futebol e com aquela ponta de cigarrilha no casaco, de quem fuma sempre que um avançado falha um golo fácil.
Quero um clube em que, volta e meia, toda a gente seja obrigada a ver o golo do Kelvin para nos lembrarmos do que é estar na lama para não querer lá voltar.
Imaginar que alguém no Benfica baixa a guarda durante um dia que seja é, para mim, como imaginar um cirurgião a operar sem luvas só uma vez porque “o que é que pode correr mal?”.
“Creo que está claro que hemos ganado un punto”
Luis Enrique, treinador do Barcelona, após empatar com o Betis, tendo tido um golo escandalosamente não invalidado e depois de uma exibição horrível.
“Forçámos de todas as maneiras e feitios”
Arnaldo Teixeira, treinador adjunto do Benfica, referindo-se a qualquer coisa que não o processo ofensivo do meu clube, suponho.
"Só a verdade é revolucionária"
António Gramsci
É deprimente para mim fazer este papel, o de tipo que só aparece nas derrotas, como se as desejasse, mas não é esse o objectivo.
Não tenho amarguras contra ninguém e devo a Rui Vitória, um treinador que não consigo respeitar e que me parece uma pessoa que à noite vê novelas da TVI em vez de estar a estudar futebol, o título mais saboroso de sempre.
O meu problema é que vejo no Benfica uma daquelas crianças que come demasiados doces e está sempre feliz e a brincar sem cuidado nenhum, aos pulos entre sofás, a fazer equilibrismo numa cadeira só com um pé (“Olha só pai, agora só com um pé! Agora sem médios centro! Agora a ter como plano B mandar um central para a área nos dois últimos minutos de desconto e passando o Jonas para o meio-campo!”) e eu sou aquele pai que passa a vida a dizer “tem cuidado”, “está quieto”, “olha que partes a cabeça”.
Quando se ganha um campeonato com uma sorte impressionante (revejam o lance do nosso golo ao Boavista o ano passado, a carambola que nos dá a vitória em Vila do Conde, lembrem-se de Arnold a falhar o 2-2 na Luz pelo Setúbal e - pausa, pausa - uma ronda de aplausos para o eterno Bryan Ruiz e o seu lance espectacular e admitam-no nem que seja para vocês), ninguém nos ouve.
É como se a criança tivesse nascido para ginasta e está tudo na sala a bater palmas e ninguém ouve o pai (“Está calado, pá! Que chato! Dá-lhe, puto! CARREGA BENFICA!”). Mas quando a criança bate com a cabeça no canto da mesa, ninguém nos olha na cara porque não nos querem dar razão.
O Benfica tinha problemas mesmo quando foi campeão (sobretudo nas duas últimas épocas), e falar disso não nos faz menos Benfiquistas e é essa a cultura que eu quero.
Para chegarmos ao tetra e não vermos o Mal vencer, importa, de uma vez por todas, matar a bazófia, escrutinar cada erro e tomar conta do Benfica como se fosse um filho que já esteve nas drogas ou, pior, em Maio de 2013, e não como um mimado que acha que tem direito a tudo, quanto mais a fazer equilibrismo com um só pé na cadeira.
Há que exigir, exigir e exigir. Uma oportunidade histórica para o tetra não pode morrer aos braços da bazófia, do acreditar que um treinador que só diz banalidades e repete várias vezes “a família benfiquista” é suficiente.
O diagnóstico, para mim, é esse: temos que matar a alegria.
A alegria, as festas e os gritos devem vir lá para Abril ou maio e aí sim, devem ser completos, com loucura, gente a abraçar-se na rua, a cantar e a dançar, celebrando esta magia que é ser do Benfica. E aí sim, eu dormirei bem."

Não lavemos daí as nossas mãos

"O Estado não pode olhar para a corrupção desportiva como matéria cíclica.

"Em Maio de 2016, fomos surpreendidos com uma operação da Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária que levou à detenção de jogadores de futebol, dirigentes e outros agentes desportivos pela prática de crimes relacionados com a manipulação de competições desportivas.
A Operação Jogo Duplo teve o mérito de despertar muitas consciências para a existência real de manipulações de competições desportivas, comportamento criminoso que afecta a verdade, a lealdade e a correcção da actividade desportiva.
O papel crescente que o desporto assume na sociedade portuguesa levou, desde os anos 90 do século passado, o legislador a reprimir os comportamentos e os agentes lesivos da verdade desportiva.
Na últimas décadas temos assistido a uma evolução da legislação existente sobre esta matéria, encontrando-se actualmente em discussão na Assembleia da República três projectos de lei de alteração à legislação em vigor, apresentados por três partidos diferentes e todos aprovados por unanimidade, no seguimento de uma proposta oportunamente formulada pela Federação Portuguesa de Futebol.
Pela minha qualidade actual de Deputado à Assembleia da República, mas também em virtude de ter ocupado a pasta de Secretário de Estado do Desporto e Juventude na última legislatura, acho importante dar nota da perspectiva política do tema.
A violação dos princípios ético-jurídicos do desporto exige um combate firme e uno por parte de todos mas, de forma incontornável, por parte dos agentes políticos com responsabilidade na matéria.
Na passada semana fui confrontado com declarações do actual Secretário de Estado da Juventude e do Desporto afirmando, a propósito da operação policial referida e do papel que deve ser desempenhado pelo Estado neste combate, que «o Governo não se imiscui nas matérias de uma determinada modalidade a quem o Estado atribuiu a gestão dessa própria modalidade», e que «é assim que acho que devemos estar, sobretudo quando estamos a falar de matérias que, sem qualquer hipocrisia, é preciso afirmá-lo, são mais ou menos cíclicas».
Ouvindo estas palavras, recordei o episódio bíblico onde Pôncio Pilatos, fugindo às suas responsabilidades, lavou as mãos...
O actual Governo acha que pode demitir-se das suas responsabilidades políticas e, pasme-se, assumir nada fazer!
Devia e pelos vistos não o fez:
A) Chamar as autoridades de investigação, não para indagar sobre os factos que à justiça compete, mas para aferir da dimensão do problema e como pode ajudar com os meios necessários para a eficácia deste combate;
B) Reunir com os responsáveis federativos para mobilizá-los à agilização da justiça desportiva para a punição exemplar, também a esse nível, dos infractores;
C) Promover uma campanha pública pedagógica e preventiva da defesa dos valores éticos e de repúdio sem reservas de qualquer tipo de corrupção das competições e dos resultados desportivos.
A verdade desportiva é uma questão de todos. Ninguém pode ficar alheio a esta questão, muito menos quem tem responsabilidades legalmente previstas neste âmbito.
Não pode, nem deve, ser assacada toda a responsabilidade pelo combate e este fenómeno às federações desportivas que em muitos casos, aliás, têm feito um trabalho muito meritório a este respeito e, porventura até, acima do que são as suas obrigações.
O Estado pode, e deve, imiscuir-se em questões que, além de serem da sua responsabilidade, assumem interesse público. O Estado não pode, nem deve, olhar para a corrupção desportiva como uma matéria cíclica, a cargo em exclusivo das federações desportivas e sem repercussões de outra natureza.
Não lavamos daí as nossas mãos."

Emídio Guerreiro, in A Bola

Benfiquismo (CCCLXVIII)

Para encher...!!!

Aquecimento... para ganhar !!!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Olho por olho, dente por dente, ... vamos a isto, Benfica?

"Para a derrota do Bonfim contribuiu novo escândalo provocado pela arbitragem do futebol português.

Sonhos... ou pesadelos?
1. Na madrugada de terça-feira passada tive vários sonhos que seriam - a concretizaram-se - verdadeiros pesadelos. Sonhei que o Benfica tinha perdido com o Vitória de Setúbal para o campeonato.
Sonhei que o Gonçalo Guedes tinha sido vendido.
Sonhei que as saídas de Raul Jiménez, Lindelof, Nélson Semedo, Ederson, Samaris, Mitrolgou e Jonas estavam a ser negociados.
Felizmente acordei e percebi que todos esses sonhos não passavam de meros sonhos, sem consequências...
A não ser o que virou mesmo pesadelo... a da derrota em Setúbal.
E - claro - o de Gonçalo Guedes.
Ainda bem que o mercado encerrou...

Naufrágio no Sado
2. Ainda assim, afastados quase todos os possíveis pesadelos... houve um verdadeiro desastre no Sado. Logo após a derrota com o Moreirense, na meia-final da Taça da Liga - jogo revelador da necessidade de alguém precisar de ter saído de um determinado clube para poder ganhar alguma coisa - voltámos a perder.
Confirmou-se uma tendência: perdemos, por 1-0, com um golo que resultou do único remate enquadrado do Vitória de Setúbal.
Ou a de não ganharmos quando o Benfica começa a perder (a sétima vez esta época).
Esta derrota, frente ao Vitória, foi o culminar de uma das mais fracas exibições da temporada (ou a pior!).
Seria, sempre, um jogo difícil, até porque tinha sido no Bonfim que Porto e Sporting (também) perderam, embora em competições diferentes.
Mas, para esta derrota, também contribuiu um novo escândalo provocado pela arbitragem do futebol português: uma grande penalidade clara por assinalar (a mais que revista 'queda' de Carrillo), imediatamente antes do fim do jogo (e já nem falo do resto).
Não obstante esse facto, a verdade é que já começam a ser muitos pontos perdidos.
Ultimamente, para o campeonato, além da derrota frente ao Marítimo, nos Barreiros, empatámos com o Boavista, em casa.
Uma quebra de rendimento e de resultados que encontra a sua razão no abaixamento de forma da equipa.
Eu sei que fomos atingidos, desde o início da época, por uma gigantesca onde de lesões - o que, inevitavelmente, tem consequências na disponibilidade física e mental do plantel.
E essa quebra física foi, naturalmente, visível no jogo com o Vitória de Setúbal.
Só espero que esta perda de pontos não nos venha a fazer falta, no fim na tão ansiada e pretendida conquista do Tetra.
Porque, para a história, além desse registo, fica a lição.
Essencialmente pela falta de garra, de intensidade e de eficácia - a tal condição necessária e suficiente à concretização da vitória.
E como, na segunda feira passada, quem costumava fazer a diferença não a fez...

Dos outros lados
3. ,,, nem bons ventos, nem bons casamentos. Na verdade, nenhum dos outros, dos ditos grandes, tem jogado bem.
Do que se vai vendo, fazem jogos fracos contra equipas menores.
À 19.ª jornada, ainda que com apenas mais um ponto, continuamos líderes.
E, ainda que com 'apenas' um ponto, prefiro estar na frente.
Porque, acabando com um ponto de diferença, conquistarei o Tetra!
O resto é treta...
Há muito campeonato pela frente e os principais candidatos ao título - os dois expectáveis e o outro por cortesia - ainda vão perder muitos pontos.
Há deslocações importantes e decisivas, para um, como a ida a Guimarães.
E a Braga, onde os 3 ainda têm de ir.
Por isso, nada melhor que continuarmos - todos nós - a acreditar no Tetra.

Olho por olho, dente por dente, ... vamos a isto, Benfica?
4. Mas, perante tanta adversidade, de nada nos servirá termos, neste momento, uma postura permissiva. Vão por mim: com essa postura não seremos tetracampeões!
Desengane-se, também, quem acha que o caminho é protestar contra a equipa.
Como aconteceu, recentemente, na chegada ao Seixal.
Todos estamos insatisfeitos.
Todos, sem excepção.
Mesmo aqueles que estão sempre presentes, os que, perante a adversidade de um jogo, aplaudem e incentivam a equipa em cada desaire.
Os tais que, mesmo perante qualquer perda de pontos, no fim, aplaudem e incentivam a equipa para o próximo desafio, pedindo - como já aconteceu - o «36.º».
Isto é o Benfica.
Mas não me canso de repetir (e de lembrar a quem tem, hoje, responsabilidade nisso): a estratégia que deveríamos adoptar perante a tentativa de desestabilização e de 'chicoespertice' alheia... tem de ser a de 'olho por olho, dente por dente'.
Porque ela é a única linguagem que os nossos adversários entendem.
Criou-se a imagem que o Benfica era beneficiado e todos os outros clubes prejudicados.
E há quem esteja a deixar-se embalar pelos cantos da sereia.
Por isso, a nossa revolta e protesto terão de ser a da expressão desse nosso inconformismo e dessa nossa disposição para combater a mentira dos outros, para que, por tantas vezes repetida sem oposição nem desmentido, passe a ser verdade.
Porque não concordo com a ideia da nossa superioridade assentar no silêncio.
Qual é a estratégia do Benfica perante a teoria do nosso benefício?
Qual é a estratégia do Benfica perante quem, embora jogando com as mesmas regras, recorre à batota?
Perante quem quer - com essa estratégia de invocação do benefício do Benfica - corromper quem decide?
Perante quem, achando que ainda vive nos tempos de impunidade, nos provoca em cada declaração, em cada entrevista, em cada 'graçola'?
Será que a nossa estratégia é não ter estratégia?
E, por isso, ignorar pacificamente a violência verbal, fazendo de conta que nada de passa, quando nos provocam e nos prejudicam?
Será este nosso silêncio a nossa melhor arma?
Pois, para mim - volta a repeti-lo - nada mais errado!
No jogo com o Boavista, por exemplo, na Luz (3-3), estivemos a perder 3-0, com 3 golos irregulares!!!
Alguém falou sobre essas irregularidades?
Situações como essas precisam de ser denunciadas, sobretudo por quem tem responsabilidade, que coincide, essencialmente, com quem tem legitimidade institucional.
Bem sei que há quem não fale por elevação!
Mas alguém com legitimidade tem que falar!
Porque, como diz o povo - e o Benfica é o povo - ... «quem cala consente»!
Para que não nos confundam com quem prefere, nas palavras de Cìcero, «a paz mais injusta à mais justa das guerras».
Porque, com outra postura, contrária a essa, que não a da conflitualidade em resposta à conflitualidade dos outros, seremos - como diria (e bem) Rui Vitória na época passada - «comidos de cebolada».
«Olho por olho, dente por dente», ... lembrem-se!
E quem avisa..."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Vitória...

Benfica 92 - 59 Sampaense
27-12, 23-23, 22-16, 20-8

Obrigação cumprida... vamos defrontar o vencedor do Galitos-Ovarense nas Meias-finais da Taça Hugo dos Santos, no Sábado.

A nota de preocupação, são as lesões do Raivio e do Lonkovic. Neste tipo de competições, a profundidade do plantel é importante, e neste caso temos menos dois...!!!

Grandes, médios e pequenos

"O futebol alimenta-se muito da imprevisibilidade. Ou para nosso gáudio, ou para nos amachucar. Esta é uma característica que mais o distancia de outros desportos colectivos, onde a surpresa é nem menos frequente. E é, também, um dos factores que distinguem as competições inglesas, onde a anormalidade de um resultado viria normalidade em cada fim-de-semana.
Em Portugal, sempre houve uma muito vincada e excessiva hierarquização dos comentadores. Daí a divisão entre 'grandes' e 'pequenos', aqui a acolá sacudida por um intruso,que alguns rotulam de 'médio' ou 'aspirante a grande'. Na história do futebol português, o Belenenses foi o único clube que já passou pelas três situações. Já o Benfica, uma vez campeão, nunca garantiu o estatuto de 'grande'. Nos 'médios', o Braga está à frente, seguido do Vitória de Guimarães. Restam o outro Vitória (de Setúbal) e a Académica, uma vezes médios, outras, pequenos.
Este ano, não nos faltam resultados de todo improváveis. Nenhum 'grande' na final da Taça da Liga, vergados pelo Moreirense (duas vezes) e Vitória. Na Taça de Portugal só o Benfica resiste depois do Desp. Chaves ter mandado pela borda fora FCP e SCP. No campeonato, basta lembrarmo-nos da primeira parte do Rio Ave contra os leões (3-0), da primeira meia hora do Boavista na Luz (0-3) ou do Tondela que resistiu ao Porto.
Excesso de confiança, falta de estimulo, emulação dos oponentes, aproximação dos treinos, aperfeiçoamento das tácticas, sorte, tudo tem o seu contributo para isto. Algo parece estar a mudar.
P.S. «Adeptos do Benfica atacaram autocarro». Adeptos? Do Benfica? Nem pensar..."

Bagão Félix, in A Bola

A Lei 5 é a lei do árbitro. E é um presente envenenado

"Eis então a Lei 5, a que que se dedica, em exclusivo, ao juiz de campo, ao dono da autoridade no terreno de jogo, ao homem do apito: o árbitro.
Uma das afirmações mais importantes desta regra refere-se às decisões que os árbitros tomam em campo:
Segundo a lei, elas devem ser tomadas o melhor possível, de acordo não só com as Leis mas também com o “espírito do jogo”, sendo que o árbitro dispõe de poderes discricionários para tomar as medidas adequadas, dentro do quadro das leis.
No fundo, é um presente envenenado, que entrega ao árbitro a liberdade para decidir a forma como interpreta e aplica a lei.
É precisamente essa subjectividade que, tantas vezes, está na base de muitas das críticas a que estão sujeitos. É que, sendo as leis tantas vezes vagas, é quem as aplica em campo que tem a responsabilidade de dar, no caso concreto, a melhor solução. E isso é tantas vezes falível como, no mínimo, questionável.
Agora vamos ao sumo daquilo que há de mais importante nesta regra:
O árbitro não pode revogar uma decisão incorrecta se só reparar nela após o jogo ter recomeçado. Ou seja, se um árbitro só recebeu indicação que um golo foi ilegal (ex: fora de jogo do marcador) depois da partida já ter reatado no meio campo, não pode fazer nada (apenas mencionar os fatos no relatório). Isto aplica-se também a decisões erradas detectadas após terminada a 1.ª parte ou o jogo.
Agora vamos ver olhar para alguns dos poderes / deveres mais genéricos que a lei concede ao árbitro. Ele deve:
a) Velar pela aplicação das leis;
b) Controlar o jogo, com a sua equipa;
c) Assegurar a função de cronometrista, anotar incidentes e fazer relatório pós-jogo para as entidades competentes;
d) Supervisionar / indicar recomeços de jogo (tais como pontapés de saída, livres, de canto, de baliza, etc).
É também na Lei 5 que o árbitro encontra suporte legal para a aplicação da lei da vantagem: ele deve deixar seguir o jogo quando a equipa que sofreu a infracção beneficie da não interrupção do jogo, tal como o deve interromper de imediato (ou nos segundos seguintes) se a vantagem prevista não se concretizar.
Depois, há a questão dos poderes disciplinares. Ele deve, entre outros:
Punir a falta mais grave caso ocorra mais do que uma ao mesmo tempo;
Agir disciplinarmente contra o jogador que tenha cometido falta passível de advertência (amarelo) ou expulsão (vermelho);
Expulsar os elementos técnicos que tenham comportamentos irresponsáveis;
Intervir sempre que alertado por colegas de equipa para incidentes que não tenha visto.
Quanto à gestão de jogadores lesionados, a lei autoriza o árbitro a deixar o jogo prosseguir (mas apenas até à interrupção seguinte) se entender que a lesão é leve, mas por outro lado impõe que o interrompa de imediato se achar que a lesão é grave.
Mais. Qualquer jogador a sangrar deve abandonar o terreno e só pode regressar com autorização do árbitro, depois de devidamente tratado.
Caso entre a maca em campo (saibam que há situações de excepção em que isso não é obrigatório), o jogador magoado pode sair deitado nela ou optar por caminhar pelo seu próprio pé. Caso se recuse a abandonar o terreno nessas condições, será advertido por comportamento anti-desportivo.
Se, porventura, o lesionado tinha que ver o cartão amarelo ou vermelho, este deve ser exibido antes dele sair do terreno de jogo (mesmo que deitado na maca).
E quando há interferências do exterior?
Aí o árbitro tem poderes para suspender o jogo temporária ou definitivamente (se entender que há razão externa plausível).
Exemplos: falha na iluminação artificial, agressão a um elemento da equipa de arbitragem que seja impeditiva, duas bolas em campo, entrada de um animal no terreno, etc.

Equipamento
Tal como os jogadores, o árbitro tem bem definido na lei o equipamento a utilizar. E não nos referimos especificamente à sua indumentária habitual.
Para além dessa, ele tem que levar consigo outros acessórios: pelo menos, um apito e um relógio, além de cartões (amarelo e vermelho) e bloco de notas.
Pode ainda utilizar equipamentos de comunicação (para falar com a restante equipa) e qualquer sistema de monitorização de desempenho (relógio tipo "polar", etc).

Sinais
Mas o apito não é a única forma de comunicação que os árbitros dispõem. A linguagem corporal é igualmente fundamental para transmitir para o exterior muitas das suas decisões.
Aliás, ela é igualmente poderosa na forma como pode credibilizar (ou não) a autoridade do árbitro em campo. Para isso, é importante que ela seja exercida a preceito, com sensatez e discrição.
Os braços, por exemplo, servem para passar um conjunto de sinais pré-definidos, que indicam às equipas / ao público qual a decisão que o árbitro tomou, em dado momento.
Por exemplo, o árbitro estende um ou dois braços para a frente quando pretende aplicar a lei da vantagem ou levanta um braço na vertical para indicar que um pontapé livre é indirecto.
Entre estes, muitos outros (os que apontam para a marca de pontapé de penálti, os que indicam o pontapé de canto, o de reinício da partida, etc).
Os árbitros são responsáveis por eventuais consequências da suas decisões?
A Lei 5, numa decisão que pode levantar outras dúvidas num contexto extra-desportivo, refere que nenhum árbitro é responsável por qualquer lesão ou prejuízos causados a pessoas ou instituições que resultem de muitas das decisões que tome (por acção ou omissão) em campo.
Exemplos dessa premissa: permitir que um jogo continue em condições climatéricas desfavoráveis, parar (ou não) uma partida, permitir ou não o transporte de jogadores lesionados para fora do terreno de jogo ou até qualquer outra decisão tomada em conformidade com as Leis de Jogo e com os regulamentos da competição em causa.
Mais havia por dizer, mas estas foram - grosso modo - as linhas principais desta lei. A ideia é que se perceba a legitimidade de quem toma as decisões em campo. As mais fáceis, as mais controversas e as assim, assim.
Voltaremos para a semana com a Lei 6.
Porque os Árbitros Assistentes também desempenham papel fundamental num jogo de futebol."

Benfiquismo (CCCLXVII)

Benfiquismo...

Lanças... tugão !!!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Ainda líder...

"O Benfica está a atravessar uma notória má fase. Não há, aliás, equipas que sejam imunes a períodos mais negativos. Aqui ao lado, o Real Madrid, depois de dezenas a ganhar, foi eliminado da Taça do Rei pelo Celta e perdeu na Liga.
No Benfica, a situação é tão mais estranha quanto, agora, tem mais jogadores à disposição, ainda que as lesões continuem a surgir a um ritmo pouco compreensível. O jogo no Bonfim, foi cinzento, de uma lentidão exasperante, sem a chama de que o golo era a natural consequência. Há jogadores que aparentam estar fisicamente nos limites. Nem serve de desculpa o jogo na passada quinta-feira, pois sete dos que jogaram em Setúbal não o fizeram contra o Moreirense. Visto de fora, dá a sensação que a equipa perde concentração, sem que nada o justifique. Por outro lado, é visível que as equipas menos fortes têm encontrado o antídoto para o modo de jogar do Benfica. O futebol da equipa tem sido demasiado previsível, ainda mais agora quando o único jogador, selvagem do plantel, Gonçalo Guedes, foi transferido. E tem havido também alguma falta de fortuna em momentos-chave dos últimos encontros.
Até há razões de crítica sobre o aparente concerto de más arbitragens que vêm acontecendo, mas não vale a pena pensar que foi só por isso que não se venceu ou houve dificuldades.
Há pela frente um necessário trabalho de recuperação física, mental e psicológica, quando faltam 15 jornadas, cada vez mais decisivas.
O Benfica continua líder. E a ter todas as condições para vencer este campeonato. Haja competência e capacidade para ultrapassar o que foi o frio mês de Janeiro."

Bagão Félix, in A Bola

Eliminação em França...

Chaumont 2 - 3 Benfica
25-23, 25-23, 20-25, 14-25, 13-15


Após a derrota na Luz, a esperança era curta... mas diga-se que perdemos os dois primeiros Set's em França  de forma inacreditável: no 1.º Set estivemos a vencer 10-16, e não aguentámos; no 2.º Set estivemos quase sempre a perder por 1/2 pontos, e não conseguimos dar a volta no sprint final...!!! Dois Set's super equilibrados, mas que caíram sempre para o lado do Chaumont... e a eliminatória ficou 'fechada'!!!


Depois com o Chaumont qualificado, a ganhar por 2-0, entraram os suplentes, a acabou por ser a vontade do Benfica, em deixar uma marca positiva nesta ronda a decidir os restantes Set's... Algo que já aconteceu no passado, noutras eliminatórias, ao 'contrário'!!! Pessoalmente, esta regra do 'desempate' não me agrada!!!

Algum desacerto na 1.ª mão foi fatal... numa eliminatória, onde o bom percurso do Benfica na Europa nas últimas épocas, acabou por ser prejudicial, já que o 'efeito surpresa' que usámos no passado com as equipas Italianas, desta vez não tivemos essa possibilidade...
Mas além disso, temos que ser críticos em relação ao nosso desempenho, e o plantel do Benfica, começa a ser 'demasiado' veterano para estas 'rondas' Europeias!!!

Vamos falar de arbitragem...

"Em Portugal, a arbitragem do futebol profissional carece de ser melhorada em alguns aspectos - nomeadamente na magna questão das notas dos árbitros - mas é incomparavelmente melhor do que aquela que vigorou durante os anos tenebrosos do Penafielgate, dos quinhentinhos, do Apito Dourado e do Apito Final. Durante muitos anos - e houve árbitros que não devem ser metidos no mesmo saco! - era perfeitamente razoável desconfiar da natureza dos erros do apito, que, como ficou demonstrado, eram mais do foro da criminalidade organizada do que da incompetência.
Hoje, os tempos são outros e é preciso fazer essa justiça aos árbitros e aos seus dirigentes. O erro, que acontece, é fruto em muitos casos de alguma inexperiência (há árbitros lançados demasiado cedo às feras), noutros das limitações próprias da forma como se arbitra. Mas há um terceiro elemento que deve ser aqui denunciado, porque tem passado impune e prejudica a serenidade que os juízes de campo deveriam ter para dirigir os jogos. Os árbitros, o elo mais fraco de todo o processo, têm sido vítimas de pressões exacerbadas (que chegaram ao cúmulo de ameaças físicas a Artur Soares Dias), servindo muitas vezes de bodes espiatórios de culpas alheias, sem que lhes seja dado o devido respaldo. Pressionar e coagir os árbitros tornou-se uma espécie de desporto nacional, de impunidade garantida. Se queremos uma arbitragem melhor, então defendam-se, em todas as vertentes, os árbitros, dando-lhes condições para um desempenho cabal da sua missão. E isso, por falta de coragem das entidades de supervisão, não tem, de todo acontecido..."

José Manuel Delgado, in a Bola

Jesus só pode ter um poder: treinar

"Jorge Jesus é, para mim, um excelente treinador de futebol, mas apenas isso. Discordo em absoluto que, ao contrário do que muitos defendem, deve ser um treinador com poderes alargados. Muito pelo contrário. É um treinador que tem de ter obrigatoriamente poderes limitados, com a sua esfera de influência a resumir-se única e exclusivamente ao treino. E isso começa por ter de trabalhar, de valorizar e de fazer crescer (como já provou saber fazer) os jogadores que o clube decide dar-lhe e não os jogadores que pede ou exige, até porque o único mercado que verdadeiramente parece dominar é o brasileiro, e muitos dos reforços daí provenientes são, no mínimo, de qualidade duvidosa para clubes como Benfica ou Sporting: Airton, Alan Kardec, Éder Luís, Filipe Menezes, Bruno Paulista, André... Durante o reinado de seis anos na Luz, os jogadores que mais valorizou (alguns já estavam valorizados, só os envernizou, noutros deixou o cunho pessoal) já estavam no clube ou foram escolhas do clube: Coentrão, David Luiz, Javi Garcia, Di Maria, Ramires, Gaitán, Garay, Witsel, Enzo Pérez, Matic, Rodrigo, Oblak, Markovic, André Gomes (este proveniente da formação)...
Veja-se agora o exemplo do Sporting. As duas grandes vendas do verão já estavam no clube antes de Jesus chegar: João Mário e Slimani. E Adrien, William Carvalho e Gelson Martins, que também já moravam em Alvalade, são dos activos mais valiosos.
Neste contexto, faz todo o sentido que Bruno de Carvalho retire poderes a Jesus na construção dos plantéis e o obrigue a trabalhar, por exemplo, com jovens que há seis meses o técnico tinha dispensado para empréstimos ou colocando na prateleira (Matheus Pereira..), e que são seguramente melhores que muitos dos que Jesus preferiu.
Tivesse Luís Filipe Vieira feito o mesmo e não precisaria de andar a queixar-se que JJ não apostava na formação nem olhava para o futuro. Afinal, quem manda mais?"

Gonçalo Guimarães, in A Bola

PS: Oh Gonçalo, então o Vieira tentou mesmo fazer isso... e como consequência, o Judas 'foi-se' embora, pelo seu próprio pé, recusando trabalhar nessas condições...!!!
Algo que o Babalu, está a rezar, volte a acontecer... mas o Judas é mau carácter, mas não é burro!!!

Petardos para o Benfica? Poupem-me. E os outros que vão atrás?

"O futebol português continua de pernas para o ar. Coisa que não é de admirar se olharmos para um mundo em que os acontecimentos parecem todos eles virados de pernas para o ar. Mas, ainda assim, o futebol nacional é uma bolha dentro da bolha. Adoramos a euforia, mas não sabemos escapar à depressão.
Repare-se: o Benfica vai em primeiro lugar na liga de futebol. Perde um jogo e os seus jogadores são recebidos com petardos.
Quem está atrás tem, objectivamente, menos condições de poder vir a ser campeão nacional. Mas os que vão à frente é que são ameaçados e recebidos com petardos.
Estou a exagerar ou isto não faz mesmo sentido nenhum?
Olhemos com mais detalhe para o que se passa.
Porque é que digo que o Benfica é a equipa com melhores condições para ganhar o título?
Não é só por ir à frente. É pelo que tem apresentado ao longo do ano, aliando uma considerável solidez defensiva a uma velocidade no ataque capaz de minar as defesas mais sólidas. Tem Jonas, Mitroglou e Jimènez no centro do ataque. Tem Sálvio, Cervi, Zivkovic e Carrillo nas alas. Tem Pizzi e Fejsa no meio. Na defesa tem no banco Jardel e Lisandro como opções mais que válidas.
Percebo que o recente abaixamento de forma de alguns jogadores-chave assuste, mas as coisas devem ser vistas com um pouco de frieza.
O Porto está mais ameaçador, mas não resolveu ainda problemas básicos de concepção do seu jogo. Jota e André no centro do ataque? Ou Brahimi e Corona nas Alas? As mudanças, testes, ensaios e hesitações sucedem-se. E Oliver e Herrera no meio continuam sem convencer plenamente.
Já o Sporting está totalmente assente em Bas Dost no centro do ataque, em Gelson nas alas e na capacidade de Adrien e William se manterem em boa forma física e de correrem que nem uns galgos em todos os jogos. Alguém acredita que Jesus tenha uma alternativa de jeito? Não tem. E é preciso acreditar em milagres para pensar que Palhinha ou Geraldes já estão em condição de fazerem a diferença decisiva que decide campeonatos.
Por isso é que digo que é preciso um pouco de calma.
Basta vermos os títulos de jornais. Em duas semanas, Espírito Santo passa de ser uma besta da família dos espíritos santos que deram cabo de um banco a ser considerado como um dos vértices da santíssima trindade.
Jesus e Bruno de Carvalho num dia estão incompatibizados e já não se podem ver e o Sporting é um caso perdido. Mas, logo a seguiram já se acredita outra vez e a esperança volta a ser verde.
Os três resultados negativos das últimas semanas (empate com o Boavista, derrota com o Moreirense e derrota com o Setúbal) são seguramente um sinal de alerta para o Benfica e é óbvio que relançam a emoção para o campeonato. Mas é só isso mesmo que aconteceu: o campeonato foi relançado. Já o favorito continua a ser exactamente o mesmo."

O Benfica, o Ficanov e Putin

"Uma das capas possíveis da próxima edição do Courrier Internacional poderá vir a ser algo como “Putin, o Tigre de Papel”. Ou seja o velho aforismo maoísta sobre os EUA talvez se aplique ao líder russo: aparenta um poder que na realidade não tem.
Procurei aferir a correcção desta ideia com o meu amigo Miguel Monjardino que, além de ser um distinto professor de Relações Internacionais, é um benfiquista incondicional e que, tal como eu, estava em processo de digestão de um salmonete de Setúbal manifestamente azedo. Sobre Putin disse-me que, se é verdade que faz bluff, por outro, é dos raros líderes internacionais que arrisca numa altura em que ninguém quer correr riscos. Isso é uma das explicações para alguns sucessos que tem obtido, da Crimeia à Síria.
Que tem isto a ver com o jogo de ontem entre Setúbal e Benfica? Tudo! Depois de sofrer um golo fortuito esperava-se que o Glorioso fosse para cima do adversário e invertesse o rumo dos acontecimentos. Nada disso aconteceu. E quanto mais se caminhava para o fim do jogo, mais se insistia no futebol rendilhado, no toque de calcanhar, na finta espúria em vez do óbvio: chutar à baliza, muito e com força.
Podemos discutir se há razões específicas para o empate com o Boavista, a derrota com o Moreirense (parabéns aos heróis de Moreira de Cónegos!) ou a de ontem, com o Setúbal. Haver, há. E aquele lance sobre Carrilho, mesmo no fim, é penalti em qualquer lado, do Burkina Faso, ao Afeganistão ou à Antárctida.
Mas isso não desculpa o resto. Quando as coisas se complicam, esqueçam-se os rodriguinhos e centre-se repetidamente para a área. Chute-se constantemente à baliza e nada de trivelas: biqueiros na bola e com força. Alguma há-de entrar. Arrisque-se, como Putin! Jogue-se à Otto Glória: que importa sofrer três golos se marcarmos cinco ou seis?
Deste ponto de vista e como um clube não é uma empresa de Wall Street, tenho as maiores dúvidas de que a decisão de vender Gonçalo Guedes em Janeiro tenha sido prudente. Nunca saberemos se no jogo de ontem teria marcado mas era uma carta fora do baralho, capaz de trazer genica e imprevisibilidade a um futebol frouxo e sem chama.
Quero crer que este foi o ponto mais baixo do ciclo de Inverno e que vêm aí coisas boas. Porque, meus caros, a jogar assim o Benfica não conseguirá ser campeão e não mereceria sê-lo se porventura lá chegasse neste registo.
Duas últimas palavras para os sportinguistas.
A primeira um abraço para o moço anónimo que ontem estava a ver o jogo no mesmo tasco que eu e me dizia: “Sou sportinguista e dá-me um gozo do caraças ver o Benfica perder. Mas da maneira que está o meu clube, nem que vocês perdessem os jogos todos a gente lá ia…”
A segunda para aqueles que dizem que gostam mais de ver o Benfica perder do que o Sporting ganhar. Nós talvez precisemos do Putin mas vocês estão à beira de contratar aquele búlgaro famoso que tem sido presença assídua em Alvalade: o Ficanov(e), topam?"

O Benfica tem de aprender a ser responsável

"Quem gosta de teorizar sobre o riso costuma falar numa tese que diz que o humor é tragédia mais tempo. O que até é capaz de fazer algum sentido, dada a quantidade absurda de tiradas sobre o 11 de Setembro, anedotas sobre a relação de Hitler com os judeus, ou a própria passagem de Del Neri pelo FC Porto que também é, por si só, uma piada.
É uma adaptação desta fórmula que uso para defender que confiança é irresponsabilidade mais tempo. Ok, vá, e sucesso. Se não houver sucesso, admito, é apenas irresponsabilidade.
José Mourinho, por exemplo, poderia ter feito como todos os outros treinadores e prometer apenas lutar pelo título quando se apresentou no FC Porto, mas foi irresponsável e garantiu que o iria ganhar. Como, efectivamente, ganhou, foi confiante e não maluco.
Fernando Santos, já agora, teria sido bem mais ponderado se dissesse apenas que, depois de empatar com Islândia e Áustria, Portugal ia tentar passar a fase de grupos. Foi irresponsável e garantiu que só vinha no dia 11. E veio, o que deu jeito até a quem estava à procura de um nome para um espaço de opinião. E a um país que procurava ganhar, finalmente, alguma coisa, numa segunda ordem de importância.
Ora, vem isto a propósito do Benfica de Rui Vitória, que vive o momento mais duro da época, depois de ter andado muito tempo de mãos dadas com a irresponsabilidade. Quase sempre, mas não só, por necessidade - leia-se lesões - mas sempre com uma ousadia extrema que encantava porque resultava. 
Ricardo Araújo Pereira, insuspeito benfiquista, chegou mesmo a dizer o óbvio, tantas vezes difícil de sair: «Se me dissessem que íamos à Rússia [Zenit] ganhar, tendo como centrais Samaris, que nem sequer é central, e Lindelof, eu não acreditava.»
Quem o condena? Basta olhar para algumas das figuras recentes do Benfica e perceber onde estavam no início da época passada. Ederson chegava do Rio Ave, Nelson Semedo da equipa B, Lindelof ainda por lá andava, tal como os, entretanto, transferidos Gonçalo Guedes e Renato Sanches. Aliás, a forma como o, agora, jogador do Bayern Munique se afirmou, colou a equipa ao meio e ajudou a levá-la ao título, assentou, disse a generalidade da crítica, numa certa irresponsabilidade, própria da juventude, que, acrescento agora eu, se veio a traduzir em confiança.
A parte mais curiosa é que, esquecendo Clésio (e aposto que consigo seguidores para esta causa), todas as apostas de Rui Vitória resultavam. O Benfica perdia jogadores, substituía-os por outros e, incrivelmente, ficava mais forte. Um qualquer fenómeno que tem uma parte de mérito inequívoco do treinador, outra do talento natural do intérprete e outra ainda de um lado transcendental que só é possível em quem está com confiança.
E isto da confiança pega-se. Contagia. Convence-nos que o mundo tem dono e somos nós. Durante todo aquele tempo, a confiança vestiu de encarnado. Havia teorias para tudo. Guardiola destacava, por exemplo, a eficácia defensiva, mas era na frente que mais impressionava. Acima de tudo, de qualquer ideia ou plano, havia qualidade. Muita. Ora, quando à confiança se junta qualidade, o resultado só pode ser óptimo. Foi na época passada. Parecia encaminhado para isso na actual. E, de repente, um abanão e tudo muda.
Chegam as dúvidas. Desde a dupla investida de sucesso em Guimarães, o Benfica só ganhou ao Leixões e Tondela, viu a vantagem de sete pontos passar a apenas um, permitiu que um rival que já empatou este ano cinco jogos seguidos voltasse a depender de si para chegar ao título e, de caminho, perdeu a Taça da Liga, uma conquista crónica, para o menos candidato dos finalistas.
Está tudo perdido? Longe disso, como é óbvio. Continuo a defender o mesmo que aqui escrevi há umas semanas: mesmo tendo achando que o Sporting estava melhor apetrechado no início da época, o falhanço de vários dos reforços leoninos faz do Benfica, inequivocamente, o grupo com mais soluções. Terá, insisto, de ser bastante incompetente para não ser campeão, mesmo tendo perdido quase toda a vantagem que tinha.
Durante o tempo em que a confiança vestiu de vermelho havia solução para tudo. O que nunca houve, parece-me, foi uma alternativa clara à qualidade individual em que sempre assentou o futebol encarnado. Ter os melhores ajuda. Ter os melhores confiantes é vitória quase certa. Ter os melhores com dúvidas exige resposta de grupo. Que ainda não se viu.
É esse o passo que o Benfica vai ter de dar nos próximos tempos, sobretudo se o FC Porto, o rival mais próximo, continuar ali tão perto.
O Benfica já não é a equipa confiante que trocava meia dúzia de jogadores e não se notava. Que lançava miúdos e ficava mais forte. Talvez porque, ao contrário da época passada, não teve margem para irresponsabilidade. Pelo contrário: ficou cedo na frente e com o peso cinzento de carregar às contas o rótulo de favorito claro. A palavra irresponsabilidade perdeu o ‘ir’.
E responsabilidade assusta bem mais. Sobretudo porque, quando se lhe junta o tempo, não costuma traduzir-se em confiança. Quanto muito, vira lógica. Que, já se sabe, quase nunca tem piada.
A não ser, talvez, se lhe derem tempo."

Open de Austrália. E o vencedor é... a felicidade (Federer)

"Roger Federer acabou, na semana transacta, de concretizar 2 "feitos": ser vencedor do Open de Austrália e ser o 2º tenista mais veterano a alcançar este tipo de resultados, aos 35 anos de idade. 
Quando questionado, apontou, como um dos factores desencadeadores do seu sucesso, a "felicidade" ou, por outras palavras, desfrutar da sua actividade enquanto tenista em pleno.
A utilização de termos latos e abstractos como a palavra "felicidade" (que se traduz, iminentemente, numa experiência subjectiva), associados a uma performance de excelência é algo que, desde sempre, levanta alguma preocupação.
De facto, sempre que um atleta "a" associa ao seu desempenho de excelência, abre, sem querer, uma "via verde" a toda e qualquer "teoria da nova era" e/ou ao "nascimento" de mais uma série de "motivadores" (uma vez mais, e tal como referi num artigo passado, não me refiro a profissionais que se dedicam a um exercício ético e responsável da sua actividade mas, a todos os outros que aproveitam este tipo de "modas", sem qualquer especialização científica), que desencadeiam mais uma vaga de "propaganda" nesta matéria.
Na realidade, ainda que se tratando de uma experiência subjectiva e idiossincrática, a felicidade é, há algumas décadas, alvo de investigação (e intervenção) rigorosa na área da Psicologia, seja em contexto desportivo, empresarial ou de bem-estar.
Em contexto desportivo, encontra-se fortemente documentada como uma forma de suprir a preocupação e os sentimentos negativos, aumentando os níveis de activação fisiológica dos atletas tornando-os, por esta razão, mais aptos a lidar com os desafios da competição.
Fisiologicamente, é como se existisse uma tal harmonia e fluidez no movimento, que se potenciam de igual forma, a execução técnica, táctica e a própria coordenação motora, entre outro tipo de funcionalidades.
E qual o segredo para a alcançar?
De certo que, em primeira instância, será estarmos dispostos a investir nesta dimensão, aumentando o conhecimento que possuímos acerca do nosso funcionamento (ou disfuncionamento!), em profundidade.
Assumindo que este construto deriva de uma conjugação entre factores situacionais e pessoais, podendo desmultipicar-se num infinito conjunto de possibilidades que resultam de poder tratar-se de um traço mais estável da nossa personalidade ou de um estado vivenciado momentaneamente... bom, há efectivamente que investir uma generosa quantidade de horas (que se vão traduzir em meses e anos) neste processo de auto-descoberta.
E é isto que os atletas de excepção fazem, muito frequentemente, assessorados por especialistas na área da Psicologia da Performance, no sentido de acelerar todo este processo de auto-conhecimento. Tradicionalmente, no ténis, os jogadores de top mundial integram este tipo de especialistas na sua equipa técnica ou, recebem este mesmo tipo de influencia/conhecimento, através de treinadores que tenham, eles próprios, efectuado este tipo de aprofundamento.
Será, por certo, isto que, voluntariamente ou não, sistematizadamente ou não, Roger Federer tem feito ao longo dos últimos anos.
O conhecimento aprofundado que este atleta revela acerca de si próprio só pode ser alcançado com maturidade... a maturidade que se espera de um atleta de 35 anos e/ou a maturidade de alguém que tomou este desafio para si próprio e buscou a melhor forma de optimizar a sua relação com o desporto que pratica - no caso deste atleta, acredito serem as duas.
De notar que estamos a falar de um trabalho de aprofundamento "gigante" que nem todos os atletas da mesma geração revelam (por exemplo, 15 anos de experiência, podem traduzir-se em 15 anos de aprendizagem ou um ano de aprendizagem e 14 de repetição!), que implica associar afecto positivo a todas as componentes associadas à performance no ténis... o que, como se pode imaginar, e iniciando-se por toda e qualquer tarefa associada ao treino desportivo, é um enorme desafio.
A Felicidade, na realidade, podendo estar (ou não) alavancada em traços de personalidade, é algo que, efectivamente, Se constrói e que, já agora, necessita da nossa atenção especificamente direccionada para se manter.
Este é um processo de aprendizagem (entenda-se, de treino) que pode e deve ser optimizado ao longo de toda a nossa Vida e que, só pode ser realmente conduzido se nos decidirmos, como estes atletas decidem, Focar nos aspectos que controlamos.
Once you find that peace, that place of peace and quiet, harmony and confidence, that's when you start playing your best. (Roger Federer) Este local, a que Federer se refere, é onde nascem as melhores performances e se vivencia, aquilo que é, comunmente, chamado "estado de flow" - por outras palavras, o "local interno" onde se "fabrica" uma performance de excelência."

105x68... reagir !!!

Benfiquismo (CCCLXVI)

Não esquecer que o caminho para o 36,
faz-se, Juntos !!!

Lixívia 19

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 45 (-8) = 53
Corruptos..... 44 (+7) = 37
Sporting........ 38 (+5) = 33

O festival continua... mas com a política de silêncio do Benfica, não temos horas e horas de repetições a provar os prejuízos do Benfica... e em relação aos benefícios de Corruptos e Lagartos, ninguém os viu...!!!

A semana começou com um sócio dos Corruptos, amigo intimo de jogadores e dirigentes dos Corruptos (o seu comportamento público prova tudo isto...), a apitar um jogo tradicionalmente difícil dos Corruptos, logo na véspera de um Clássico...!!!
O treinador espanhol do Estoril até pode ser fraco, e inexperiente, mas sentiu na pele, como se inclina um campo: foram 30 faltas contra o Estoril... muitos perto da área do Estoril... e quando o Estoril tentava aproximar-se da área dos Corruptos, havia sempre um incidente... Nem o atropelo do Brahimi ao Mano (que partiu o braço) foi falta!!!!!!
Mantendo a tradição recente (e não só), com o jogo completamente bloqueado, foi um apito a desbloquear... mais um mergulho descarado, sempre do mesmo jogador: André Piscineiro!!! A critica fala de um penalty claro, mas aquilo que as imagens mostram é um jogador a ajoelhar-se, antecipando um contacto, que nem parece ter ocorrido... o normal num lance destes, é o jogador alargar a passada, e passar por cima, ajoelhar-se, com as duas pernas é uma simulação descarada...
Antes já tinha havido duas: outro do Piscineiro, onde até houve um puxão na camisola, mas a queda é totalmente teatralizada... num lance onde foi marcado um fora-de-jogo; o outro lance foi outra simulação do outro miúdo, que seguindo o exemplo dos mais velhos já se vai 'treinando' na arte da Piscina!!!
Quem quiser ver os lances recomendo o post d'A Minha Chama.

Poucas horas depois, tivemos mais uma decisão épica: Fábio Veríssimo, Lagarto confesso, que nos jogos do Benfica, é incapaz de tomar uma decisão favorável ao Benfica... que ainda o ano passado expulsa o Renato num jogo decisivo, após sofrer um penalty óbvio... não teve dúvidas, ao marcar um penalty ridículo a favor do Sporting (o seu clube do coração), desbloqueando o jogo, logo nos primeiros minutos...!!!

Após as famosas ameaças públicas aos árbitros, tem sido um festival de roubalheira. Sendo assim, estava à espera de tudo em Setúbal... e infelizmente confirmou-se!!! E não foi só  o penalty no último minuto, nem a expulsão triplamente perdoada ao Nuno Pinto...!!! Foi todo o critério do árbitro e dos auxiliares em todos os contactos, durante os 90 minutos!!!
Qualquer 'sopro', repito 'sopro', sobre um jogador do Setúbal, era imediatamente assinalado falta... simulações mal feitas, mas era sempre falta, qualquer tentativa de pressionar alto pelo Benfica, era sabotado pelo apito... constantemente!!!
Ao contrário, valia tudo... faltas constantes, agarrões constantes, e o cartão nada... Aliás só o Cervi levou cartão por sucessão de faltas, logo aos 15 minutos, o mesmo critério nunca foi utilizado contra o Setúbal...
E depois as tais decisões gritantes: Nuno Pinto tinha que levar um Vermelho directo, na entrada sobre o Luisão; mas mais elucidativo foi quando o mesmo Nuno Pinto, faz falta sobre o Carrillo, 2.º amarelo descarado, e o árbitro marca falta contra o Benfica...; e depois o mesmo jogador, ainda foi fazer o penalty anedótico sobre o mesmo Carrillo na última jogada da partida!!!

O Benfica não está a jogar bem, as lesões não largam a equipa (Salvio, Jiménez... Grimaldo), alguns jogadores estão cansados (Pizzi, Semedo...), outros que regressaram das lesões ainda não estão em forma (Jonas, Jardel...), tudo isto misturado com 5 golos irregulares sofridos em 2 jogos no mês de Janeiro (Boavista (3), Moreirense (2)), a Taça da Liga foi-se, a confiança baixou, a ansiedade voltou, e a eficácia desapareceu... 
Os Benfiquistas preferem criticar a equipa, do que recordar os erros. Muitos Benfiquistas acham que o Benfica deve golear em todos os jogos. Mas os Campeões são feitos, de muitos jogos ganhos por 1-0, jogando mal...
E nas últimas 4 jornadas, os Corruptos a jogar igual ou pior que o Benfica, receberam 6 pontos oferecidos pelos árbitros, enquanto o Benfica jogando no pior cenário, tão mal como os Corruptos, viu roubados 3 pontos!!! Em 4 jornadas, uma diferença que deveria ter alargado em 9 pontos, acabou por diminuir e agora só temos 1 ponto de vantagem...!!!
O Campeonato está longe de acabar, os nossos inimigos ganharam novo fôlego (já estavam completamente desmoralizados), mas ainda vamos a tempo de rectificar... Agora, o tratamento 'tântrico' dado aos árbitros e às movimentações de bastidores, é uma estratégia suicida!
Vir falar somente quando já tivermos em desvantagem, já será tarde demais!!!

ADENDA: A UEFA pronunciou-se sobre os supostos casos do Benfica-Sporting e como era esperado deu razão ao árbitro e ao CA da FPF! Como é óbvio os Lagartos não vão mudar a lenga-lenga mentirosa que assimilaram... Lagartices!!!

Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
12.ª-Marítimo(f), D(2-1), Vasco Santos, Prejudicados, (1-4), (-3 pontos)
13.ª-Sporting(c), V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Estoril(f), V(0-1), Paixão, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
15.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
16.ª-Guimarães(f), V(0-2), Almeida, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(c), E(3-3), Luís Ferreira, Prejudicados, (3-0), (-2 pontos)
18.ª-Tondela(c), V(4-0), Esteves, Nada a assinalar
19.ª-Setúbal(f), D(1-0), Pinheiro, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Setúbal(c), V(2-0), Rui Costa, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
13.ª-Benfica(f), D(2-1), Sousa, Beneficiados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), D(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Belenenses(f), D(0-1), Tiago Martins, Nada a assinalar
16.ª-Feirense(c), V(2-1), Esteves, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
17.ª-Chaves(f), E(2-2), Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Marítimo(f), E(2-2), Pinheiro, Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-2), Veríssimo, Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
12.ª-Braga(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
13.ª-Feirense(f), V(0-4), Luís Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Chaves(c), V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Marítimo(c), V(2-1), Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
17.ª-Moreirense(c), V(3-0), Veríssimo, Beneficiados, Sem influência no resultado
18.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Sousa, Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
19.ª-Estoril(f), (1-2), Oliveira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
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13.ª jornada
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18.ª jornada

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2015-2016