Últimas indefectivações

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cá por casa não há nada destas coisas

"A Liga dos Campeões produziu fenómenos: Roberto no papel de superguarda-redes e Hulh a marcar 'penalties' em jeito terão sido os expoentes máximos da originalidade.

DO ponto de vista do mercantilismo puro, a derrota do Benfica em Atenas terá sido de grande utilidade porque permitiu valorizar exponencialmente um activo do clube, o guarda-redes Roberto Jiménez que, com uma exibição sensacional, segurou o resultado tangencial de 1-0 a favor dos gregos.
Com este resultado, o Olimpiakos ficou bem lançado para a fase seguinte da Liga dos Campeões e o Benfica, por sua vez, ficou também muito bem lançado para a fase seguinte da Liga Europa, competição mais calhada para a sua valia actual. Desde que a UEFA inventou a Liga Europa, o Benfica já foi uma vez semi-finalista e uma vez finalista vencido.
Com espírito de missão, cabe-nos a todos, benfiquistas, elogiar até mais não a exibição de Roberto e a sua meia-dúzia de defesas incríveis, só não tão incríveis quanto a fulgurante aselhice dos nossos avançados na cara do espanhol. Há noites assim. Esperamos agora que, no próximo sábado, os avançados do Benfica, sejam eles quem forem, acertem com a bola na baliza do adversário em vez de acertarem em cheio no bom do Rui Patrício.

PRIMEIRO em Coimbra e depois em Atenas, o Benfica deu um arzinho da sua graça no que respeita à produção do jogo. Em Coimbra juntou-se o bom resultado à mais do que aceitável exibição. Em Atenas, foi bem melhor a exibição do que o resultado. Fraco consolo, é verdade.
Rúben Amorim brilhou em Coimbra porque foi dele o bonito passe para o ainda mais bonito golo de Markovic. Na Grécia, Amorim fez os noventa minutos num nível muito acima da média a que nos vinha habituando. Ruben Amorim é português, é nosso, temos de lhe dar moral.

DESDE que está no Benfica que Cardozo tem sido a besta negra do Sporting. No entanto, o paraguaio lesionou-se anteontem no jogo da Liga dos Campeões e deverá falhar o jogo de depois de amanhã com o Sporting para a Taça de Portugal.
Cardozo sempre dividiu opiniões entre os benfiquistas. Depois do incidente com Jorge Jesus no Jamor ainda mais ficaram divididas as opiniões.
Portanto, é assim: quem exigiu a saída de Cardozo depois da final do Jamor, abstenha-se de lastimar a ausência do nosso goleador no clássico de sábado; quem embirra com o Cardozo desde o primeiro minuto, abstenha-se também.
Os demais podem ficar chateados à vontade por o paraguaio ficar de fora contra o Sporting.

MÁS notícias chegaram no princípio da semana para a selecção portuguesa. Nem Fábio Coentrão nem João Pereira vão estar em condições de ser utilizados por Paulo Bento nos dois jogos com a Suécia. Normalmente, são eles os laterais cativos na equipa nacional. Agora, nem um nem outro.
Também não é caso para nos deitarmos todos a chorar por causa disso. Até porque, sem que ninguém o esperasse, recebemos recentemente um grande reforço, enorme, poderoso.
Joseph Blatter. Claro está. Saiba Paulo Bento, em benefício do seu grupo, capitalizar em ânimo e em adrenalina suplementares a manifestação do presidente da FIFA quando lhe foi sugerido escolher entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
Queremos eliminar a Suécia, ou não queremos? Queremos, pois! Vá então de fazer do episódio Blatter um concentrado anímico. Para que a equipa portuguesa entre em campo cheia de vontade de vingar o seu capitão da ofensa de que terá sido vítima.
Se queremos ir ao Mundial do Brasil não podemos deixar morrer o caso Blatter. Se, por acaso, não formos ao Brasil concluiremos todos de que o futebol é um mundo de vigaristas e de corruptos.
Mas só o mundo do futebol lá de fora, obviamente. Os estrangeiros, os aldrabões dos estrangeiros. Cá por casa não há nada destas coisas.

A imprensa vem apontando o nome de Rui Pedro Soares, presidente da SAD do Belenenses, como o eleito pelos clubes que recentemente se insurgiram contra Mário Figueiredo para lhe suceder na presidência da Liga.
Não é meu propósito fazer-lhe a biografia em meia dúzia de linhas numa coluna semanal de opinião. É-me totalmente indiferente que o «menino de ouro de Sócrates», como recentemente lhe chamou Octávio Ribeiro, seja dragão de ouro ou de prata, ou mesmo de bronze. Muito menos me interessa a forma, cem por cento legítima como decidiram os tribunais, que terá arranjado para, a troco de um pequeno-almoço totalmente grátis, garantir o apoio de Luís Figo numa qualquer campanha eleitoral.
Também o facto de Rui Pedro Soares ter o apoio da maioria dos clubes da I Liga não me diz nada. Não obstante, a ser verdade, trata-se de uma situação que até diz muito.
Diz muito sobre o país, de uma maneira geral, e sobre o futebol, de uma maneira particular.
Mas a mim, não me diz nada.
Em todo este cenário politiqueiro em torno da presidência da Liga de Clubes, o que verdadeiramente desperta a minha curiosidade, e gera até alguma apreensão, é a posição que o meu clube, o SLB, irá tomar sobre este assunto.
Aguardemos com a maior serenidade.

O Ministério Público determinou que se arquivasse o caso do incêndio de uma bancada do Estádio da Luz por insuficiência de provas para a identificação dos autores. Que pena.
Continuam, portanto, à solta e habilitados a entrar em estádios de futebol os meliantes incendiários de 2011, tal como continuam usufruindo de iguais benesses os meliantes que, há semana e meia, irromperam pela área circundante ao Estádio do Dragão distribuindo fruta aos transeuntes – fruta, aqui, é mesmo uma figura de estilo – como se não houvesse Estado de Direito em Portugal.
Pelo andar da carruagem – outra figura de estilo -, é de temer que as gaiolas de protecção, como a que existe no Estádio da Luz, sirvam um dia destes para proteger uma minoria de público pacífico contra a maioria dos meliantes que tomarão conta da quase totalidade das bancadas.
Chamem-lhe ficção científica, chamem…

TAMBÉM Pelé prestou esta semana um valioso serviço à nossa selecção. Instado a pronunciar-se sobre o despique luso-argentino para a Bola de Ouro, saiu-se com um lapso de todo o tamanho chamando Cristiano «Leonardo» ao nosso compatriota.
Mais um suplemento anímico para os jogos com a Suécia, ouviste Cristiano Leonardo? Mostra lá ao xexé ex-melhor jogador do mundo quem és tu.

A Roma empatou com o Torino. Ora aqui está uma boa notícia. Já ia a Roma numa série de 10 jogos seguidos a vencer no campeonato italiano e o velho recorde do Benfica de Jimmy Hagan – 29 vitórias consecutivas no campeonato português – parecia estar a ser desafiado.
Em Turim, os romanos marcaram primeiro mas, aos 63 minutos, Cerci fez o golo dos donos da casa e acabou-se logo ali a brincadeira.
Jimmy Hagan foi um treinador inglês contratado pelo presidente Borges Coutinho no início da década de 70. Ganhou três campeonatos. A história da sua chegada à Luz é bastante curiosa. Borges Coutinho entendeu que era altura de o Benfica ter um treinador inglês e contactou a Federação Inglesa pedindo-lhes uma sugestão para o cargo. Os ingleses avançaram com o nome de Hagan e Hagan avançou para Lisboa. Em boa hora. 

ESTA jornada da Liga dos Campeões produziu os seus fenómenos. Roberto no papel de super-guarda-redes e Hulk a marcar penaltis em jeito terão sido, provavelmente, os expoentes máximos da originalidade na terça e na quarta-feira, respectivamente."

Leonor Pinhão, in A Bola

Roberto (-5) - Olympiakos 1

"O Benfica fez, no Pireu, o melhor jogo até agora. Mas perdeu. É assim o futebol com a magia da (in)justiça e com a (i)lógica da imprevisibilidade.
O jogo foi um cachalote de paradoxos. A melhor exibição e o pior resultado (ou o mais difícil de reverter). Pela primeira vez, o Benfica libertou-se dos fantasmas de Maio passado para, no fim, sair agrilhoado pela ditadura do resultado. O que se esperava exibicionalmente da equipa no Estádio da Luz aconteceu na deprimida Grécia, ao invés da equipa grega que fez na Luz o que foi incapaz de repetir perante os seus frenético adeptos. Cá o Benfica empata quando merecia perder e lá, mesmo que tivesse empatado, seria ainda assim uma derrota perante o que fez. E, por fim, a suprema ironia de Roberto ter salvado a sua equipa de uma goleada à moda antiga. Tal como, a seguir ao jogo, um amigo me escreveu num sms: «É sina nossa perder por causa do Roberto.» Pois é, ele garante sempre pontos. O problema é que são algébricos. Pontos positivos (pelas notáveis defesas ou frangos) ou negativos (pelos fantásticos frangos e defesas). Ou vice-versa.
Não sei de tudo isto é apenas azar recorrente ou se traduz algo mais. Na alta-roda do futebol não pode haver distracções fulminantes ou desperdícios em overdose.
Agora há que tirar proveito do lado positivo. O Benfica parece ter sido resgatado da penumbra exibicional e da letargia anímica e a Liga Europa (ainda não assegurada) será desportivamente mais uma boa oportunidade. Sem Roberto e robertos.
P.S. Um esloveno apitou como deve ser. Sem mariquices que por cá se vêem ao menos encosto ou batota consentida."

Bagão Félix, in A Bola

Tragédia grega?

"Foi ou não foi? Uma fatalidade em Atenas pode ter hipotecado a prossecução dos objectivos do Benfica na Liga dos Campeões. Ainda faltam duas partidas, torna-se imperativo vencer, qualquer outro resultado é funestamente irrevogável.
Que Benfica foi este? O melhor da temporada, por paradoxal que pareça. Bem a defender (com a única excepção do imprevisto golo sofrido), superior na intermediária, desequilibrante nas alas, criativo na ofensiva. Ainda carácter, atitude, vontade. Quantas oportunidades foram esbanjadas? Mais de uma mão cheia com a suprema ironia do controverso Roberto ter assinado portentosa exibição.
A Champions está mais longe, a Liga Europa mais perto, ainda que as contas permaneçam em aberto. Outras conclusões? A crise emocional também está mais longe, o verdadeiro Benfica está mais perto. Depois de uma derrota, ademais num jogo quase decisório. Sem tirar nem pôr.
Não há vitórias morais? Há, pelo menos, derrotas prenunciadoras de triunfos, de bons desempenhos, de argumentos superlativos. Com que importância? Desde logo, na antecâmara do embate frente ao Sporting, decisivo para a caminhada na Taça de Portugal, também na iminente recepção ao Braga, importante para alimentar expectativas na Liga nacional.
Atenas confirmou essa assombrosa apetência lusa para o desastre. Vale Benfica, vale Selecção, valem outros emblemas. Felizmente, valeu também um Benfica com saúde. Saúde bastante para transformar uma derrota injusta em próximos triunfos justos. Para conferir saúde anímica (e justiça) a uma massa adepta sedenta de alacridades."

João Malheiro, in O Benfica

Resultado falso como Judas

"Roberto (quem diria!) garantiu o triunfo dos gregos.
Um Benfica endiabrado fez, ontem, no Pireu (Grécia), a melhor exibição da época, metendo no bolso o seu adversário. Contudo, os deuses estiveram do lado do Olympiakos, melhor dizendo, de Roberto, o bem conhecido guardião espanhol, que, na Luz, onde também jogou, não deixou grandes saudades. Pois agora, o rapaz redimiu-se e foi só o homem do jogo. Uma amarga ironia que pode ter determinado o afastamento dos encarnados da fase seguinte da Champions League.
Para o confronto, Jorge Jesus fez alterações nos três sectores em relação ao último jogo de Coimbra, onde o Benfica subscreveu enredo oposto: vitória e actuação morna. Na defesa, Sílvio surgiu na tão discutida lateral-esquerda, com Amorim e Markovic também titulares. As mudanças resultaram em pleno. A equipa da Luz começou bem e, desta vez, não alterou o ritmo e disposição, mantendo alta nota até final.
Quando Manolas (13'), na sequência de um canto, marcou aquele que viria a ser o golo solitário - aproveitando-se de um erro de marcação no eixo da defensiva encarnada - já o Benfica tinha desperdiçado duas grandes ocasiões para se adiantar no marcador. Cardozo e Markovic viram as suas tentativas anuladas pela determinação e acerto de Roberto, tão brilhante na função quanto passiva foi a atitude da restante retaguarda grega.
Mas o Benfica estava irresistível e, para lá dessas oportunidades mais flagrantes, o jogo ofensivo era quase exclusivo da formação encarnada, com Gaitán e Enzo no apoio constante às acções ofensivas e Rúben Amorim a salientar-se nas assistências para os homens mais adiantados. Estivesse Markovic mais decidido e certeiro e o assunto poderia ter tido outro encaminhamento.
Na 2ª parte, o Olympiakos tratou de defender a vantagem e quase não se viu lá na frente, tendo o herói da Luz, Mitroglou, passado praticamente despercebido. Não só por culpa da dupla Luisão-Garay, mas também porque o jogo, por especial interferência de Matic, raramente "esticou" até aí. A acção apenas se desenvolveu no meio-campo da equipa da casa, que viu Roberto negar o golo por mais quatro vezes aos dianteiros contrários.
Denunciando também uma capacidade física notável, o Benfica revelava uma superioridade manifesta, com Maxi e Sílvio bem adiantados nos corredores, dando força a um miolo, também ele dinâmico e muito forte na circulação e recuperação de bola, daí partindo para os lances de ataque, que, como já se disse, causaram sempre grande aflição à defesa do Olympiakos.
Jorge Jesus, que talvez tivesse em mente colocar Lima ao lado de Cardozo para o assalto final, viu-se obrigado a rever os planos, face à lesão do paraguaio. Lima passou de provável "co-equipier" a homem mais avançado, entrando, depois, Djuricic - outra excelente aposta - e, a seguir, Ivan Cavaleiro, já que a ordem era atacar.
E foi o que o Benfica fez, encostando às cordas o seu opositor. Mas a sorte não esteve com a equipa. Roberto fez questão de realizar o jogo da sua vida, de dentes bem cerrados, como que a vingar a infeliz época da Luz, que, por acaso, até teve breve reedição no jogo de há quinze dias, com aquele brinde que ditou o 1-1 final. Agora, porém, o "portero" ressarciu-se e, pode dizer-se, sozinho garantiu o triunfo. Que peca por exagerado. Ou, se quisermos pôr as coisas noutros termos, uma derrota que um Benfica inconformado não merecia mesmo nada."

A "final" de Roberto

"Já estamos habituados a que um jogador, num determinado contexto, resolva uma partida de futebol. Porque marca golos só possíveis pela sua capacidade técnica, porque constrói lances magistrais que outros concluem, porque teve um momento de génio que destruiu a oposição do adversário. O que já não é muito comum é um guarda-redes garantir uma vitória porque ele - e só ele - impediu que o antagonista marcasse. Numa daquelas ironias que apenas o destino reserva, foi isto que Roberto fez ao Benfica. Na melhor exibição da época, a equipa da Luz foi "traída" pelo seu ex-jogador.
Aos cinco minutos, Cardozo faz um óptimo remate e Roberto assina uma grande defesa. Aos oito, Markovic isola-se e Roberto assina outra grande defesa. Poder-se-ia interpretar este arranque dos encarnados como o indicador de que a equipa portuguesa estava decidida a atacar o Olympiacos em força e a tentar, tão cedo quanto possível, chegar à vantagem. Verdade inquestionável. Aquilo que não se imaginava é que estávamos igualmente no início de uma actuação magistral do guarda-redes espanhol, numa daquelas noites em que nada, absolutamente nada, passava por ele.
Jesus, desta vez, montou a equipa com Matic, Enzo e Rúben Amorim no meio campo, algo que tinha veladamente testado no recente jogo de Coimbra (e até antes, com o Nacional), mas que agora assumiu como prioridade. Com Gaitan e Markovic como "braços" de Cardozo, o Benfica surgiu muito mais equilibrado. Aliás, o papel de Amorim foi crucial a recuperar bolas e a distribuir jogo, o que ajudou a potenciar muita coisa, como a inegável capacidade técnica de Markovic. Além de que o corredor Silvio/Gaitan esteve particularmente activo.
A nódoa - neste caso, fatal - surgiu à passagem do minuto 13. No único remate digno desse nome que o Olympiacos fez à baliza de Artur, marcou. Um erro incompreensível numa Liga dos Campeões, numa deficiente marcação zonal num canto. Não faltará quem argumente que tal não seria preocupante se o Benfica tivesse aproveitado alguma das sete (!) flagrantes hipóteses que teve para concretizar. O problema é que a alta competição não vive de "ses" e o grau de eficácia dos gregos foi devastador : cem por cento. Já o das águias, pese embora a superior actuação de Roberto, dá que pensar.
Mas nem assim os encarnados abalaram. Em plena segunda parte, Jesus deparou-se com a lesão de Cardozo e foi obrigado a lançar Lima, trocou o esgotado Markovic por Djurucic e, à entrada do último quarto de hora, abdica de Amorim para tentar agitar as alas com Ivan Cavaleiro. Honra lhe seja feita, o Benfica apostou tudo o que podia - e devia - e manteve a cadência ofensiva. O Olympiacos estava unicamente interessado em "agarrar" a magra vantagem, e assim se manteve até final confiando nas suas linhas e...em Roberto.
No entanto, a maior interrogação que fica do jogo de Atenas é o que fará Jorge Jesus a partir de agora. Definiu uma estratégia específica para uma partida concreta ou mudou mesmo a "cara" da equipa? Por exemplo, já no próximo desafio com o Sporting, é esta a estrutura que prevalece (falta saber se há Cardozo)?
O facto é que o Benfica jogou futebol como ainda não tinha conseguido esta época, dominou - e controlou - os pontos nevrálgicos e criou oportunidades de golo numa quantidade como há muito não se via. Além de que, frise-se, o meio campo apresentou uma consistência muito superior à média vigente desde o início da temporada. Certo que tudo esbarrou em Roberto, mas uma exibição destas de um guarda-redes será sempre a excepção, nunca a regra.
Deixei propositadamente para o fim o efeito prático do resultado no Pireu. O destino na Champions, salvo algum milagre, está traçado. O Benfica precisaria de uma conjugação de factores quase inverosímeis para evitar o desvio para a Liga Europa, sendo que não controla boa parte deles.
E é aqui que nos vem à memória o discurso sinuoso do treinador. Tão depressa os jogos com os gregos iam decidir o segundo classificado, como as partidas já não eram decisivas. Até o desafio de Atenas não podia ser encarado como uma final. Pois, mas somente se o Benfica não perdesse."

As "ofensas" a Ronaldo

"Ouvi ou li que, quando Ronaldo e Quaresma alinhavam na equipa de juniores, o treinador achava que não deviam jogar os dois – e, em geral, o escolhido era Quaresma. Este facto, visto à luz de hoje, é extraordinário sobre o caminho que os jogadores fazem entre o aparecimento nos seus clubes e a afirmação no mundo do futebol. Hoje Ronaldo está nos píncaros e Quaresma quase desapareceu.
A explicação para isto é que Ronaldo teve uma evolução sempre no sentido da objectividade, enquanto Quaresma fez a evolução contrária. Ronaldo ganhou corpo, cresceu no jogo aéreo, aperfeiçoou-se na desmarcação, melhorou no remate com os dois pés – e transformou-se numa “máquina de fazer golos”. Sendo teoricamente extremo, está sempre a aparecer na área. Também já quase não faz fintas, e concentra o máximo de energia na finalização. Toda a sua acção em campo é orientada para o objectivo do golo.
Ora Quaresma, desgraçadamente, caminhou no sentido oposto. Pouco evoluiu fisicamente, complicou o seu futebol, enreda-se em fintas e quezílias que lhe retiram o fôlego para outras acções, perdeu a objectividade. 
Por falar em Ronaldo, não posso deixar passar em claro o ridículo coro de protestos em torno das declarações do Sr. Blatter. Este disse coisas banais – que Messi era o filho que os pais gostariam de ter (e fez o gesto de aninhar uma criança no colo) e Ronaldo um comandante em campo (e levantou-se e marchou). Não vi nestas declarações (mesmo nas referências ao cabeleireiro) qualquer ofensa. Pelo contrário, considerei as caricaturas ajustadas às personagens e apreciei o sentido de humor do homem. Além disso, as pessoas devem perceber que Ronaldo não precisa que o defendam. Atingiu uma notoriedade planetária. Não somos nós que vamos vingar o seu “orgulho ferido”.
Uma palavra final para o Benfica (que jogou ontem) e o FC Porto (que joga hoje). Todos sabemos as nuvens que pairavam sobre a equipa encarnada, e que a exibição de luxo em Atenas veio de algum modo desanuviar, apesar da derrota. Vimos uma equipa ao nível do melhor Benfica da era Jesus. Quanto ao Porto, recorde-se que a saída de Vítor Pereira ficou decidida após a derrota em Málaga, no ano passado."

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Boa ressaca !!!

Benfica 9 - 1 Carvalhos

Começamos a perder, e por momentos até parecia que a equipa estava ainda de ressaca, da vitória Europeia do último sábado!!! O Carvalhos teve inclusive a oportunidade de marcar o 2.º, de penalty, mas o Trabal defendeu... a partir daí, o Benfica acordou, e começou a marcar... Marcou 9, e podia ter marcado mais... Mais uma vez falhámos dois penalty's e um Livre Directo!!! 0% de aproveitamento, nas bolas 'paradas'!!! Hoje, não foram necessárias, mas haverá jogos onde falhar estas oportunidades, poderá ser fatal...
Na 1.ª época do Coy no Benfica, as expectativas eram altas... o rendimento foi no geral fraco, sendo que na Final 4 da Liga Europeia, esteve muito bem... pessoalmente acho mesmo que foi decisivo na Final histórica. Neste início de época, temos visto um Coy muito activo, e concretizador... espero que seja mesmo a época de afirmação do Coy no Benfica. Afinal o melhor marcador da Liga Espanhola em 2011/2012 tem que ser uma mais valia no Benfica...

4.ª jornada - UEFA Youth League

Olympiakos 0 - 1 Benfica

Não serve de vingança... mas não deixa ser agradável, saber que os nossos miúdos, no mesmo relvado de ontem à noite, venceram os Gregos, com um golo do Guedes... No Seixal tinha ficado 0-0, após muitas oportunidades falhadas do nosso lado, mas hoje aos 70 minutos, finalmente a bola entrou...
A qualificação está praticamente garantida, - o 1.º lugar está mesmo muito bem encaminhado -, mas recordo que é essencial ficar em 1.º, já que nos Oitavos-de-final (o sorteio será os 1.ºs contra os 2.ºs), a eliminatória terá só um jogo, e será jogado no campo do 1.º classificado... Portanto na próxima jornada, em Bruxelas, temos que ganhar, e não deixar a disputa do 1.º lugar para a última jornada no Seixal, contra o PSG... que será sempre perigoso!!!
Recordo que vários jogadores desta equipa, são Juniores de 1.º ano, começando pelo Guedes - Romário, André Ferreira, João Lima, Hildeberto, Gilson... -, e portanto vão poder jogar esta competição na próxima época...

PS: No Qatar, as nossas equipas de Iniciados B, Infantis A e Infantis B, tiveram em competição em torneios particulares. Sendo que os Iniciados A e Infantis A venceram a competição e os Infantis B ficaram em 2.º.

Mais 2 pontos perdidos !!!

Benfica B 4 - 4 União da Madeira

O povo gosta de golos, mas não vale a pena exagerar !!! Quem não viu o jogo até pode pensar que foi um grande jogo, mas muito sinceramente, os golos apareceram mais por demérito das defesas, do que mérito dos ataques, principalmente os golos do União. Não se pode sofrer 4 golos, em casa, perante uma equipa muito desfalcada... com alguns veteranos de qualidade, mas muito aquém da qualidade dos nossos jogadores.
Eu compreendo a necessidade de dar minutos a todos os jogadores do plantel. Não faz sentido ter jogadores na equipa B, e depois não jogarem. O principal objectivo deverá ser a evolução individual de cada jogador... principalmente aqueles que têm verdadeiras chances de chegar ao plantel principal.
Mas a rotatividade que o Hélder deu à equipa nos últimos jogos peca por excessiva. Ficar de um momento para o outro sem o Cavaleiro - o melhor marcador da equipa -, já seria mau... agora mudar meia-equipa, jogar sempre com duplas de centrais diferentes, dificilmente dará bons resultados...
Hoje, ainda por cima, ficámos a jogar com 10, nos últimos minutos, após a lesão do Cancelo, já com as substituições esgotadas!!!

O museu

"O Benfica venceu a única prova que, nas últimas épocas de hóquei em patins, ainda não havia conquistado. A seguir a um Campeonato (que interrompeu a longa série de vitórias do FCP), Taça de Portugal, Supertaça, Taça CERS e Liga dos Campeões, é agora detentor brilhante da Taça Continental que é como quem diz a Supertaça Europeia (é a segunda, mas a primeira foi uma vitória administrativa por desistência do opositor espanhol). Valha o Benfica para substituir a enorme desilusão da nossa selecção na última década.
Mais uma Taça (por sinal, elegante) para o novel Museu do Benfica. Um projecto inovador, didáctico, rigoroso e de uma intensidade interactiva notável com pleno aproveitamento das novas tecnologias. Além disso, importa registar que:
a) não se trata de um museu com um qualquer efeito retroactivo, seja na sua data do seu berçario, seja no dealbar do clube;
b) se trata de um museu não revisionista, onde não se reescreve qualquer estória da sua história por mais insignificante que seja;
c) se trata de um museu onde o acervo desportivo é rigorosamente e apenas isso mesmo: desportivo.
Curiosa é a génese etimológica da palavra museu. De origem helénica, mouseion que significava o 'templo das musas' e cujo acervo era constituído por oferendas, mais ou menos exóticas, de valor real ou simbólico. Nos tempos de Alexandria e da Grécia Clássica ainda não havia nem o conservador, nem o curador do museu. Hoje, há até conservadores que não conservam e curadores que viram curandeiros. E em certos acervos museológicos, há figuras reais que passam a virtuais e virtuais que surgem como reais. Como nos museus de Madame Tussauds..."

Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Festival do desperdício

Olympiakos 1 - 0 Benfica

Já tivemos jogos parecidos na nossa história, mas na Europa, especialmente fora de casa, não me recordo... Aquele jogo com o Boavista na Luz, no tempo do Fernando Santos, ou a recepção ao Espanhol de Barcelona para a UEFA, nas últimas épocas, talvez sejam os mais parecidos... Costuma-se dizer que no Futebol não há justiça, o que interessa são as bolas que entram, mas se existe cumulo da injustiça no Futebol, este jogo pode ser um bom exemplo disso... Os falhanços foram muitos, mas o Markovic teve em evidência, e nestes momentos ainda a quente, até o primeiro nome do jovem Sérvio serve de bode expiatório: Lazar !!!
Concordo com aquilo que o Jesus disse no final do jogo: '... sair daqui com um empate já seria uma derrota'!!!
Eu sempre fui daqueles - muito poucos - que defendi o Roberto, enquanto jogador do Benfica, portanto não fiquei nada surpreendido com a exibição do Espanhol... ainda por cima, depois da canalhice que os jornaleiros lhe fizeram, duas semanas atrás, no jogo da Luz...!!! No Benfica fez um má pré-época, esteve mal num jogo em Guimarães, mas depois de regressar naquele jogo com o Setúbal, em que o Júlio César foi expulso, fez uma excelente época, que ninguém reconheceu... só em Março, na Xistralhada de Braga, voltou a falhar. O Benfica ficou fora da corrida do título, e o futuro do Roberto traçado... 

Hoje, a estratégia do Jesus foi a adequada, só fiquei surpreendido com o Sílvio, mas acabou por não comprometer e ofensivamente até esteve activo... Só tenho pena, que o nosso treinador não opte mais vezes, pelos três médios, nos jogos de grau de dificuldade mais elevado.
O que falhou?! Os golos... Se na Sexta em Coimbra fomos eficazes, hoje, podíamos estar lá a noite toda e a bola não entrava...
O único erro defensivo que cometemos nesta partida, acabou por ser fatal. E é um erro já velho!!! Já perdi a conta as golos sofridos em pontapés de canto, com a bola a cair na mesma zona... com os jogadores, que devem fazer marcação individual a ficarem a olhar... Todos os nossos adversários sabem como defendemos estas situações, não podemos continuar a cair no mesmo erro..

Estava à espera de uma arbitragem muito pior, admito. Mesmo assim esta não ficou isenta de erros, bem pelo contrário. Começou a perdoar amarelos aos jogadores da casa, e depois foram 3 de seguida para o Benfica, sendo o do Maxi um absurdo. Depois também foi evidente, que a menos de 15 metros da área Grega não havia faltas, principalmente na zona central... E agora mesmo a terminar, depois de toda aquela fita do Dominguez, ameaçou que ia compensar tempo, e não o fez...

A apontar o dedo, temos que apontar à forma como entrámos no jogo da Luz, foi em Lisboa que colocámos a qualificação em risco... e se não fosse a chuva, se calhar nem sequer tínhamos empatado. Estamos novamente próximos de ir parar à Liga Europa - a Champions, matematicamente ainda é possível, mas não acredito... -, algo que nos tem prejudicado financeiramente, e desportivamente com a sobrecarga do calendário em Fevereiro e Março...
Mas mesmo assim, talvez por já estar com pouca fé antes deste jogo - apesar da enorme frustração, que agora sinto, devido à maneira como o jogo decorreu -, o maior temor que tenho neste momento, é a condição física do Cardozo. Porque neste momento, o Cardozo não se pode lesionar!!!

Sabendo do que a casa gasta, não é difícil de adivinhar que tanto internamente como exteriormente, a pressão que vai ser colocada em cima do Benfica, principalmente o seu treinador, nos próximos dias, nas vésperas do jogo da Taça com os Lagartos, vai ser gigantesca. Os Benfiquistas deveriam saber como reagir, mas duvido que isso aconteça...

Em redor de um velho retrato de família

"A propósito de um livro sobre Acácio de Paiva, reencontrei Félix Bermudes. Uma figura grada do Benfica mas também das Letras e da Cultura portuguesa.

O meu bisavô materno era uma figura interessantíssima. Nascido em 1863, foi poeta, prosador, jornalista, autor de peças de teatro e letras de canções e fados, grande boémio de Lisboa no início do século passado, Acácio de Paiva trabalhou nas Alfândegas ao mesmo tempo que foi redactor de jornais como «O Século», o «Diário de Notícias» ou «O Mundo». Foi director do «Suplemento Ilustrado» de »O Século», colaborou intensamente noutros jornais, revistas e publicações, destacando-se entre elas e «Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro», a revista «Ilustração Portuguesa» e o «Suplemento Humorístico» de «O Século» e ainda o jornal portuense «Actualidades» e «O Mensageiro», de Leiria, terra de onde era natural.
Escrito por António Almeida Santos Nunes, o livro «Falando de Acácio de Paiva», recentemente publicado pela comemoração dos 150 anos do seu nascimento, define bem a imagem de alguém que escreveu milhares de versos, fundos, pagelas, folhetins, artigos, ecos, crónicas, revistas e peças de teatro.
Cabe aqui dizer, que com base em tudo o que sei sobre o meu ilustra e encantador bisavô, nunca me constou que se tenha interessado minimamente por Futebol, actividade que, aliás, tinha sido recentemente implantada em Portugal e começava aos poucos a conquistar o gosto popular. Mas isso não evita que o tenha trazido a estas suas páginas e por um motivo bem claro que já vai perceber qual é.
O livro de António Almeida Santos Nunes é profusamente ilustrado com recortes de peças literárias e jornalísticas desse meu antepassado, bem como por fotografias baças que o tempo foi comendo mas que as tornam ainda mais interessantes.
Na página 116, uma delas chamou-me particular atenção. Um grupo de rapazes bem vestidos, de bigodes recurvados para cima, estão em pose imponente. Há quatro que se distinguem: Acácio de Paiva, João Bastos, Ernesto Rodrigues e... Félix Bermudes.

Profundidade de Félix Bermudes
NÃO há que estranhar. A legenda fala de um distinto grupo de autores teatrais. E bem. João Bastos, Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes formavam um trio que ficou para a história com o nome de «A Parceria», de um óbvio pendor republicano, com deslumbrantes e alegóricas produções revisteiras. A esta «Parceria» dedicaria Acácio de Paiva um soneto aludindo às ligações gastronómicas do grupo, e que começava assim: «Apanham amanhã um bom almoço
E eu não somente aprovo a bela ideia
Mas se alguém propuser jantar a ceia
O alvitre aceitarei com alvoroço».
Ora, ao contrário do meu bisavô, seu amigo, Félix Bermudes era um desportista emérito. Praticou Futebol Atletismo, Ténis, Ciclismo, Natação, Esgrima e o mais que se está para saber. Esteve presente nos Jogos Olímpicos de Antuérpia (1920) e de Paris (1924), disputando medalhas em tiro à pistola. Ah! E, claro está!, foi presidente do Benfica por três vezes: 1916/17, 1930/31 e 1945.
Mas, na vertigem do Futebol e do Desporto, muitas vezes cai no esquecimento a grandeza de Félix Bermudes no campo da Cultura em Portugal. Dramaturgo de excelência, foi autor de grande número de peças teatrais, de comédias e de revistas e de guiões de cinema, o mais famoso dos quais certamente «O Leão da Estrela», realizado por Arthur Duarte, que meteu Sporting e FC Porto mas não meteu Benfica. Tiveram igualmente a sua assinatura obras que os palcos tornaram sucessos: «O Conde Barão», «Sol e Sombra», «Capote e Lenço», «Novo Mundo», «Torre de Babel», «Lua Nova», «O Amigo de Peniche». bem como a obra de estofo «O Homem Condenado a Ser Deus», de uma profundidade filosófica impressionante. Foi autor do hino do Benfica, «Avante, Avante p'lo Benfica», que foi censurado ao tempo do Estado Novo, e da célebre opereta «O Timpanas», grande sucesso à época. Foi igualmente fundador da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, que viria dar lugar à Sociedade Portuguesa de Escritores.
E assim, em redor de um velho retrato de família do tempo boémio de um bisavô estimado, reencontrei Félix Bermudes, um dos pais do Benfica, figura ímpar das Letras portuguesas. Para o qual o Futebol não resumia a vida. Longe disso...

Avante, Avante P'lo Benfica
'Todos por um' eis a divisa
Do velho Clube Campeão,
Que um nobre esforço imortaliza
Em gloriosa tradição

Olhando altivo o seu passado
Pode ter fé no seu futuro.
Pois conservou imaculado
Um ideal sincero e puro.

(Refrão)
Avante, avante p'lo Benfica,
Que uma aura triunfante Glorifica!
E vós, ó rapazes, com fogo sagrado,
Honrai agora os ases
Que nos honraram o passado!

Olhemos fitos essa Águia altiva,
Essa Águia heráldica e suprema,
Padrão da raça ardente e vida,
Erguendo ao alto o nosso emblema!

Com sacrifício e devoção
Com decisão serena e calma,
Dêmo-lhe o nosso coração!
Dêmo-lhe a fé, a alma!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Lixívia 9

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......20 (-5) = 25
Sporting.....20 (-1) = 21
Corruptos...23 (+5) = 18
Braga.........12 (+2) = 10

Esta semana vou-me concentrar em dois fenómenos Tugas:
1.º- As omissões da SportTV. Não é novidade, mas é sempre bom verificar que continuam a sonegar repetições, nos lances que não convém, esta jornada temos três situações:
- Em Belém, nos descontos, não mostraram repetições numa lance onde foi marcado fora-de-jogo inexistente a um avançado do Belenenses. E ainda foram a tempo, de 'apagar' da memória colectiva uma cotovelada no último minutos dos descontos do Alex Sandro a jogador do Belenenses.
- Em Alvalade, também no último minuto, não mostraram repetições de uma clara Mão (braço) na Bola do Cedric.
É engraçado, ver e ouvir sempre os mesmos, semanalmente, colocar em dúvida a isenção dos jogos transmitidos pela BenficaTV e depois, ver estes tristes espectáculos da SportTV de pura manipulação da opinião pública... Se os restantes jornaleiros fossem profissionais e isentos, as consequências destas jogadas, eram limitadas, mas como a grande parte é incompetente, preguiçosa e corrupta, quando as imagens não são mostradas nos directos, os 'casos' não existem!!!
2.ª - O segundo fenómeno, são os lances exactamente iguais, com conclusões opostas!!!
- Por exemplo, enquanto a cotovelada ao Capel foi uma agressão clara, ficando um Vermelho por mostrar, no lance do Alex Sandro, os poucos que ousaram discutir o lance, afirmam que não foi deliberada!!!
- Enquanto para alguns, o penalty sobre o Montero, é claro... o lance do Cavaleiro em Coimbra, onde o Djavan desequilibra o Ivan - ainda fora da área - agarrando-lhe os ombros, nem sequer merece uma discussão...!!!


Em Coimbra vencemos tranquilamente... não houve muita emoção, o jogo foi realmente calmo, portanto nem deveria falar da arbitragem... Errado. Este é um dos problemas das criticas às arbitragens, na maior parte das vezes, quando se vence, prefere-se não discutir, mesmo quando temos razões de queixa.
Disciplinarmente, foi uma vergonha. Os jogadores da Académica passaram o jogo todo a arrear porrada... com a permissividade constante do árbitro. E para quem foi o 1.º amarelo?! Para o Enzo já na parte final da partida!!!
O lance do Cavaleiro, para mim é penalty. Como já afirmei, o Djavan desequilibra com os braços, fora da área, o Ivan, que ainda consegue o passe, mas depois, o João Real, chega atrasado à bola, e comete grande penalidade.
Para mim, o 2.º golo do Benfica, deveria ter sido anulado, porque o Cardozo sofre falta, e como dentro da área não existe lei da vantagem, penalty!!! Tanto o Goiano, como o Capela, não têm qualquer intenção de jogar a bola de cabeça, a única intenção foi de empurrar o Óscar. Por acaso, num golpe de muita sorte, aconteceu o auto-golo... mas isso, não apaga a penalidade que ficou por marcar...

Em Belém, num relvado areado (vergonhoso, não interessa que neste caso o prejudicado tenha sido os Corruptos...), o Manuel Mota, condicionado com a fama que ganhou (parece impossível mas este é daqueles árbitros que os Corruptos, juram a pés juntos, beneficiar o Benfica!!! Principalmente após o Marítimo-Benfica da época passada!!! Onde por acaso fomos prejudicados!!!), não foi capaz de tomar nenhuma decisão 'contra' os Corruptos.
Pelos jogos que vi deste árbitro, é daqueles onde se nota uma intenção para deixar jogar, e não marcar faltas a todos os contactos, só por isso, deixo o benefício da dúvida ao árbitro no suposto penalty do Otamendi... existe contacto é verdade, mas... em Inglaterra nunca seria penalty, por exemplo!!1
Agora, no fora de jogo ao Sturgeon a culpa é toda do auxiliar, o jogador está atrás da linha de meio-campo... e logo a seguir, o Alex Sandro agride o adversário. Os movimentos do Brasileiro são ostensivos, são dois ou três movimentos bruscos com o braço, e no último acertou na cara do adversário... aqui tanto o árbitro, como o fiscal tinham que ver...

No Alvalixo, os Lagartos, mesmo com vários lances em seu beneficio saíram de lá a chorar baba e ranho por causa do árbitro.
Não vi o jogo, só vi os resumos, portanto não posso analisar a tendência geral do Bruno Esteves, mas nos lances capitais, os Lagartos só se podem queixar da não expulsão do Rúben Ferreira, porque de resto deviam estar caladinhos.
- Penalty do Marcelo, sobre o Sami. Bem marcado, não existe intenção do Marcelo em derrubar o adversário, mas a lei nestes casos não existe um acto deliberado.
- Expulsão perdoada, ao Rúben Ferreira. O Capel tem a mania de andar sempre com a cabeça em baixo, e muitas vezes põem-se a jeito, mas desta vez foi mesmo de propósito. Até porque os dois jogadores tinham-se desentendido segundos antes... e o Madeirense quis mandar um recado!!!
- Gegé fez penalty. O jogador vai ao lance com os braços atrás das costas, a rotação de corpo é normal, mas a bola bate-lhe no cotovelo, dando a ideia que o jogador do Marítimo aumentou a volumetria do seu corpo com o movimento... Existiram outros lances parecidos com este, durante a partida - para os dois lados -, o 1.º golo do Marítimo nasce de uma falta idêntica marcada, são todos lances discutíveis, mas mantendo o critério, o árbitro tinha que marcar este...
- Penalty sobre o Montero inexistente. Não existe empurrão, no máximo existe um agarrar do braço, mas não é suficiente para a marcação do penalty. Que só foi marcado devido à pressão vinda das bancadas, acumulada com as decisões anteriores...
- Cedric faz penalty. No início fiquei com dúvidas, só no Dia Seguinte, é que vi uma repetição por trás da baliza, onde é evidente o toque no braço, sendo evidente também, os olhos do Cedric na bola, durante toda a jogada. O Luso-germânico ficou mais preocupado em afastar o avançado do Marítimo da jogada, do que numa atitude preventiva afastar o braço... tinha todo o tempo do Mundo para tirar o braço. É uma jogada desnecessária?! Sim, mas não deixa de ser falta por isso.

Em Braga o Juju continua a lavar os dentes, com derrota atrás de derrota !!! Não vi o jogo, mas ninguém se queixou da arbitragem, nem os Vila-condenses, que em amarelos perderam por 7-0 !!! E todos na 2.ª parte...!!!


PS: Nos últimos dias tive uma discussão com um adepto Corrupto na caixa de comentários da anterior Lixívia (8). Quando defendi que a influência Corrupta das arbitragens chegava aos jogos da UEFA, foi-me dito que estava a sonhar. Nem de propósito, a UEFA do Platini, do Colina e do Angel Vilar, resolveu nomear para o jogo desta noite em Atenas, um dos maiores ladrões Europeus, de seu nome Skomina. Dos três jogos que apitou do Benfica, só o jogo da Luz com o Man United teve uma arbitragem menos má... os outros dois em Marselha e Stamford Bridge, foi dos serviçinhos mais descarados que alguma vez vi fazer... E tal como o amigo Coluna, também me recordo da defesa intransigente feita pelo Alguidar do Dia Seguinte, logo a seguir ao jogo do Chelsea, profetizando um grande futuro ao seu afilhado!!!

ADENDA: Esqueci-me de referir mais um episódio de agresões envolvendo jornalistas, Rui Cerqueira, e os Corruptos... como sabem não é a primeira vez, é a enésima, e como também é natural, passou praticamente despercebido da (des)comunicação social desportiva Lusa!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenense(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Ele estava lá

"Na noite da última quarta-feira europeia abateu-se sobre Lisboa um dilúvio: uma precipitação de 85 mm por metro quadrado fez com que na cidade chovesse mais, naquele dia e naquela hora, que em todo o mês de Outubro até aquele dia.
Na Luz, jogava-se uma partida dramática, com os visitantes gregos a vencerem, por 1-0, e a bola a deixar de correr no relvado depois do intervalo. Foi então que uma equipa despertou e se ergueu contra a adversidade do resultado, do temporal e de si própria. E, no momento certo, quando a bola sobrevoou e passou a muralha da baliza grega, lá estava o pé de Óscar Cardozo para meter o pé e fazer o golo.
Naquela noite, Óscar Cardozo, o Tacuara, confirmou-se não apenas como o goleador de excepção - apesar de toda a impaciência dos benfiquistas quando ele falha -, mas também como um atleta de superiores características de velocidade e resistência. Naquela noite de temporal sobre a Luz, Cardozo subiu ao quinto lugar dos futebolistas que mais quilómetros percorreram nos três jogos já disputados da Liga dos Campeões: 35,291 Km em três jogos, 11,7 Km por jogo. Esta marca é extraordinária para um jogador da sua idade (30 anos), peso (90 Kg), altura (1m 92cm) e posição atacante: todos os outros atletas dos 10 mais em Km percorridos na Champions jogam no meio-campo.
Quer isto dizer que o Tacuara acrescentou a mobilidade e a endurance às suas características físicas e técnicas de potência do remate, finalização, desmarcação e sentido da oportunidade que fazem dele o goleador que marca, arrasta os defesas, abre e procura os espaços e está nas oportunidades como só os excepcionais conseguem fazer.
Na noite do dilúvio, a verdade do Tacuara veio uma vez mais ao cimo da água. Ele estava lá.
Ainda bem que o temos no Benfica."

João Paulo Guerra, in O Benfica

A união Benfica-Sporting

"O voluntarismo programático do presidente da Liga de promover um levantamento contra o poder de Joaquim Oliveira e suas empresas conduz o futebol nacional para uma crise perigosa. Talvez a mais importante e profunda das últimas décadas, mas, seguramente, uma grande oportunidade para mudar toda a filosofia da organização. Ninguém pode dizer que este extremar de posições seja surpreendente, depois de tantos meses com Mário Figueiredo a provocar e a prevaricar em territórios tidos como sagrados.
Eleito, sufragado e escrutinado em sucessivas assembleias, o presidente da Liga foi conseguindo manter o seu rumo em busca de soluções meio utópicas, com realce para a centralização de direitos de televisão - ou seja, retirar os direitos à central de Oliveira. Ao longo de mais de dois anos, enquanto se afastava ideologicamente de uma maioria de clubes dependentes do dinheiro adiantado pelo empresário, o presidente da Liga não conseguiu finalizar os seus propósitos, mas nunca deixou de lutar. Neste momento, sabemos quem são os opositores declarados, sempre com o FC Porto à cabeça, numa assunção comovente da defesa dos interesses de Joaquim Oliveira, pois os amigos são para as ocasiões.
Sabemos de que lado está o FC Porto, mas ainda se aguarda que Benfica e Sporting saiam da sua posição envergonhada. Os grandes foram derrotados na eleição de Figueiredo, mas agora preferem ficar longe das polémicas e do desgaste que o tema sensível vai provocar nos próximos tempos. E os leões, depois de terem renegado uma coexistência pacífica de décadas com o FC Porto, também se colocaram numa posição incómoda, de equilíbrio impossível, dada a sua dependência económica de Oliveira. A união Benfica-Sporting, ainda virtual, mal assumida e mal percebida pelos adeptos respectivos, é toda uma nova perspectiva para os próximos tempos. Como no conceito proverbial de Voltaire, mais uma vez os bons espíritos encontram-se na esquina da vida e estão condenados a entenderem-se.
Involuntariamente, Mário Figueiredo contribui para separar águas entre os clubes de Lisboa e do Porto, os renovadores e os conservadores. Os interesses são antagónicos no negócio da televisão, mas têm o denominador comum da oposição directa ao FC Porto e ao seu sistema de controlo obsessivo da indústria nacional do futebol. Mais importante do que o futuro de Mário Figueiredo é saber se Benfica e Sporting conseguirão unir esforços em prol do objectivo comum de instalar uma nova ordem pelo primado da verdade desportiva."

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A Arbitragem e o subsídio de refeição

"1. Confesso que o que mais espécie me faz nesta pantominice da profissionalização dos árbitros que lhes serão atribuídos subsídios de refeição.
A questão pode ser de somenos, mas não é. Se pensarmos que na sua grande maioria os árbitros portugueses (e não só,) têm direito a refeições pagas nas marisqueiras de Matosinhos, e cafézinho oferecido numa tal casa da Madalena sempre em frente, há que dizer que não se justifica de forma alguma a atribuição de tal subsídio.
Sob o risco de mais uma vez a classe da arbitragem ser considerada uma classe de privilégio.
2. Certa vez, Paulo Bento disse que profissionalizar estes árbitros que temos era profissionalizar a incompetência.
Estaria quase de acordo, mas tenho dificuldade em qualificar malfeitorias de incompetência. Ou melhor: estes árbitros demonstram em determinados jogos uma notável competência, beneficiando sempre o clube do Sistema (ou do regime corrupto) e nunca cometendo erros que possam prejudicar o clube do Sistema. Sabendo todos nós que o clube do Sistema é o Porto, parece-me de elementar justiça que seja o Madaleno a pagar do seu bolso os futuros profissionais. Afinal, eles já trabalham para ele."

Afonso de Melo, in O Benfica

Temos craque

 " "Cavaleiro da Esperança'. É o título de um livro. Um livro de Jorge Amado. Verdade que o grande escritor brasileiro o escreveu com o fito de homenagear um conhecido e reputado activista político. Verdade também que "Cavaleiro da Esperança' diz na perfeição (e na lícita presunção) do jovem benfiquista Ivan Cavaleiro, que acaba de fazer o primeiro jogo na principal turma vermelha. Ivan Cavaleiro não é só esperança. Até tem nome de Campeão. Enquanto Ivan remete para a ideia de combatente, Cavaleiro sugere ascensão galopante. Será assim, não será? Os indícios são promissores, são promitentes. A exigente plateia da Luz acolheu o menino com a pendência do aperto extremoso.
O actual plantel está recheado de grandes executantes, muitos dos quais experimentados nas mais rigorosas andanças. E que tal este recente toque juvenil de entusiasmo? Uma equipa que ainda não atingiu, reconheça-se, o melhor plano exibicional, só tem a ganhar com o empréstimo dessa graciosidade moça dum jogador com as características de Ivan Cavaleiro.
O Benfica ganha a dobrar. Confirma um valor seguro e com ampla margem de crescimento, acrescenta matéria substantiva à sua faculdade na área da Formação. A plena afirmativa de Ivan Cavaleiro é um desafio que vai ser acompanhado por sensibilidade apurada. Mais Benfica, melhor Benfica, Benfica rejuvenescido, Benfica de maior portugalidade passa muito, no imediato, por Ivan Cavaleiro. O jogador, sem deslumbramento traiçoeiro, com apoio genuíno, pode virar coqueluche, até porque tem a pinta inconfundível de craque."

João Malheiro, in O Benfica

Triste, um...

1. Depois das selecções, novo ciclo complicado. Frente ao Olympiakos, para a Liga dos Campeões, apenas um motivo para satisfação: a surpreendente resposta que o relvado deu à monumental chuvada que caiu - em poucos minutos, logo que a chuva amainou, a água desapareceu. Nunca havia visto algo semelhante. Por sinal, foi nessa adaptação ao charco em que o relvado se transformou a dada altura que a nossa equipa esteve melhor. De resto...
Domingo, frente ao Nacional, começámos bem, marcámos um belo golo. Abrimos a 2.ª com novo golo e fizemos um jogo seguro até final, 'esperando' pelo adversário mais atrás e chegando mesmo a desperdiçar oportunidades. Foi uma vitória segura. Outros motivos para satisfação: a estreia do jovem Ivan Cavaleiro e o facto de termos jogado com três jogadores portugueses. É pouco mas, nos tempos que correm... Preocupante foi a lesão muscular de mais um jogador. Embora quase todas elas tenham vitimado jogadores que este ano ingressaram no Clube. Este tipo de lesões não se previnem de um momento para o outro...

2. Na última Assembleia Geral do Clube, um associado criticou a Direcção por não ter reduzido o valor das quotas como, afirmou havia prometido. Acontece que a Direcção prometera - e cumpriu - diminuir o custo dos Red Pass, nunca falou das quotas.
Nem podia falar. É que estas mantêm o valor actual (12 euros) desde Janeiro de 2002, há quase 12 anos! Se o preço das quotas acompanhasse a inflação do país, estaria agora nos 15,60 euros! Na prática, elas estão 30 por cento mais baratas! E ainda permitem bons descontos nos combustíveis e em mais uma enorme quantidade de produtos e lojas. Todos os benfiquistas deveriam ser sócios.

3. Após a derrota do FC Porto com o Zenit e a propósito da expulsão de Herrera, com dois amarelos, no início do jogo, dizia-me uma vizinha: 'no nosso Campeonato nenhum árbitro teria a coragem de o expulsar'. Concordei e, no dia seguinte, tinha a confirmação no DN. Nas últimas cinco épocas, o Porto teve 12 jogadores expulsos nas competições europeias e 10 na Liga. os jogos nacionais (147) foram mais do triplo dos europeus (45). Ou seja: o FC Porto tem, em média, um jogador com cartão vermelho em cada quatro jogos europeus, ou quase (3,75) mas só tem um jogador expulso em cada 15 jogos do Campeonato português (14,7). Porque será?"

Arons de Carvalho, in O Benfica

domingo, 3 de novembro de 2013

Centena, e mais alguma coisa!!!

Benfica 109 - 75 Lusitânia
31-23, 26-8, 22-21, 30-23

Vitória esperada, com mais um excelente jogo do Jobey Thomas, com destaque para a longa distância... a entrada dos miúdos da formação é um bom sinal... Mesmo assim, acho que sofremos demasiados pontos!!!

Difícil

Benfica 4 - 1 Belenenses

Resultado enganador, vitória complicada. O Benfica voltou a jogar abaixo do esperado, mas após a derrota em Braga, e nas vésperas do jogo com os Lagartos, a vitória era o mais importante.
Na soma das oportunidades claras, provavelmente tivemos mais do que o Belenenses, mas mesmo assim, permitimos demasiados ataques perigosos aos de Belém... muitos deles após perdas de bola infantis, na nossa zona recuada.
O jogo entrou nos últimos minutos com uma magra vantagem de 2-1 para nós, o resolveu não apostar no 5x4, e numa boa jogada colectiva o Coelho marcou o terceiro, matando a partida... com o Benfica tapado por faltas desde muito cedo na 2.ª parte, arriscámos em demasia, ao deixar levar a decisão da partida para os últimos minutos...

Vamos ter que jogar melhor para a semana, se quisermos vencer. A equipa nas últimas jornadas baixou de rendimento, o que é estranho. Esta semana muitos jogadores tiveram ao serviço da Selecção - o que não é bom... -, e nota-se que o Gonçalo e o Ricardo Fernandes, ainda não têm o ritmo normal de competição após as lesões... Hoje, detectei outro possível problema: a rotação exagerada dos jogadores. Pessoalmente creio que jogadores como o Brandi, e o Henmi têm que jogar mais minutos. Na preparação dos jogos, pode-se efectuar uma escala para as substituições, mas durante o jogo tem que se fazer a leitura, na hora, e decidir a favor de quem está mais inspirado.

Uma nota para o ambiente. Depois de ontem à noite com o Hóquei o Pavilhão ter praticamente enchido, hoje, num simples jogo do Campeonato, tivemos uma excelente casa, muito bem composta... acho mesmo que hoje, o público merecia uma melhor exibição da equipa.

Derrota na Serra

Sp. Covilhã 2 - 0 Benfica B

Não segui o jogo atentamente, mas deu para ver que sentimos bastantes dificuldades. O Hélder fez várias alterações, alguns jogadores pouco utilizados foram titulares, como: o Rudi, o Bruno Gaspar, o João Teixeira, o F. Markovic... ainda tivemos no banco o Clésio, e o Semedo (que depois de um excelente início de época tem andado desaparecido!!!), e talvez por isso, a equipa não conseguiu impor-se no jogo, como tem sido habitual... mesmo assim, sofrer dois golos nos últimos 10 minutos, deixa sempre um sabor a frustração. A ausência do Linfelof foi por castigo, as outras não sei: Cancelo, Rúben Pinto, Gianni...!!!
Uma curiosidade: 80% das vezes que olhei para a televisão, e o Benfica tinha a posse de bola, poucos segundos depois, lá estava o Bernardo a levar porrada... constantemente, não tenho as estatística, mas o número de faltas sobre o Bernardo deve ter sido absurdo, e a estatística só reflecte as que foram marcadas!!!

"Apito Oculto"

"Se Rui Pedro Soares, actual homem-forte do Belenenses, antigo menino de ouro de José Sócrates na PT, fosse eleito presidente da Liga de Clubes, teríamos todas as condições para se desencadear uma tempestade perfeita. Na mesma pessoa cruzam-se fortes laços ao "Apito Dourado" e à "Face Oculta", dois processos que deixam corado de vergonha qualquer sentido de justiça que ainda exista em Portugal.
Se a Liga de Clubes não está de boa saúde com um desmedido presidente, sempre em luta contra moinhos de vento ou televisões por cabo, pior ainda ficaria com um regresso à ética do major Valentim Loureiro, mas servida por muito menos habilidade e nenhum sentido de medida. De autor desconhecido, aqui fica uma imagem bem apropriada para o que escrevo: "Se por acaso vir um cágado em cima de uma árvore, não pense que foi ele que subiu - alguém o lá pôs". Rui Pedro Soares é um destes cágados que chega do nada e, sem qualquer currículo relevante, aparece no cimo das árvores pela mão de alguém. Assim foi durante o pesadelo do socratismo. Assim parece voltar a ser neste mundo do futebol indígena que sempre parece negar um futuro melhor.
Rui Pedro Soares sempre foi próximo de Joaquim Oliveira. Quem visse a sua postura face à figura de Joaquim Oliveira, facilmente o passaria por um seu empregado devoto. Se Rui Pedro Soares chegasse a presidente da Liga, seria o longo braço de Oliveira regressado ao centro das decisões do futebol profissional. Fortaleceria o poder de Oliveira contra o Benfica ou contra qualquer clube que se pretenda libertar do actual abraço de jibóia que estrangula as finanças dos clubes por via de uma péssima redistribuição das receitas televisivas.
Rui Pedro Soares não é um homem de projectos ou convicções. O menino de ouro de Sócrates limita-se a ter ambições. E a escolher a mão certa para chegar ao cimo da árvore. De qualquer árvore. Das patacas. Que nos líderes dos clubes, mesmo os mais próximos do FC Porto, ainda haja uma ponta de bom senso e que os homens de bem, que os há no futebol, encontrem uma solução que não empurre a Liga para uma terrífica era de "Apito Oculto". "

sábado, 2 de novembro de 2013

Título Europeu

Benfica 5 (5) - (3) 0 Vendrell

Foi o regresso às grandes noites Europeias do Hóquei, aos Pavilhões da Luz. De todas as modalidades de Pavilhão, o Hóquei é claramente aquela que está mais perto do coração dos Benfiquistas - sem desvalorizar nenhuma das outras -, é um facto histórico. Os últimos anos, de total gatunagem no Hóquei nacional têm afastado os Benfiquistas da modalidade, mas hoje, provou-se a força que o Hóquei tem no universo Benfica.
Não sou lírico, não peço que os Pavilhões estejam sempre assim, mas pelo menos 'metade' da amostra de esta noite, e o ambiente nas nossas modalidades seria outro... e ficaríamos mais perto de vencer todas as competições, porque os jogadores, sentem estes ambientes.

O Benfica era favorito a este título, a vitória em Espanha (3-5) confirmou a nossa superioridade, só um acidente, nos roubaria o Caneco... O Venderell sabia disso, e portanto veio defender em quadrado, tentou perder por poucos... Mas quando se tem jogadores da qualidade do Carlitos (não está muito longe do nível artístico do Panchito) inspirados, tudo fica mais fácil... Uma nota para o Coy que hoje voltou a desbloquear o 0-0... E tal como em Barcelos voltámos a não sofrer golos, espero que seja a imagem de marca da temporada, com o Pedro Nunes a treinar é isso que espero.

Mais uma Taça para o Museu, a 2.ª Taça Continental (Supertaça Europeia), esta mais saborosa já que foi conquistada dentro do ringue, e não por falta de comparência do adversário... Só falta a Taça Intercontinental, que vamos poder vencer em Torres Novas, no próximo dia 16, com o Sport Recife como adversário, onde se espera mais uma festa Gloriosa.

Invencíveis

Vilacondense 0 - 3 Benfica
20-25, 14-25, 13-15

Vitória tranquila... no próximo jogo - Sábado -, vamos testar a nossa invencibilidade na Terceira, onde vamos defrontar a Fonte Bastardo, o nosso adversário mais complicado do Campeonato, e o mais que provável adversário na Final (só um acidente muito grave nos afastará desse objectivo)... esta época, na Supertaça, vencemos, apesar de não ter um carácter decisivo, é muito importante marcar 'território'!!!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Evolução...

Académica 0 - 3 Benfica

Quem estava à espera que o Benfica iria sair de uma fase de más exibições, e alguns maus resultados, com exibições deslumbrantes, se calhar continua desiludido... mas quem estava à espera que o Benfica, mesmo continuando a jogar com uma nota artística baixa, conseguisse no mínimo, salvar o resultado e os respectivos pontos, deve estar neste momento, satisfeito.

O jogo em geral foi fraco, sem grande interesse. Diga-se que a Académica pouco fez - principalmente na 1.ª parte -, para que o resultado fosse outro, a vitória do Benfica é justa... mas como é óbvio, nós Benfiquistas, queremos sempre mais. E não nos podemos esquecer das desilusões que temos tido em Coimbra recentemente. A diferença, além da arbitragem - Xistra e Hugo Miguel -, esteve no aproveitamento à frente da baliza, hoje ao contrário de tantos outros jogos, fomos eficazes suficientes... E, muito importante, voltámos a não sofrer golos, pela segunda vez consecutiva, creio ser a primeira vez que isso acontece esta época...

A história vai recordar, essencialmente o golo do Markovic - o do Tacuara também deveria merecer elogios -, mas pessoalmente este jogo confirmou duas situações: o Enzo é nosso melhor jogador, e motor da equipa - aquela mudança para a direita nos primeiros jogos foi mesmo suicida!!!; e o Cardozo continua a facturar - o Jesus avisou que quando o Óscar marcasse o primeiro, os outros viriam atrás!!!

Espero que o regresso de lesão do Markovic seja duradouro!!!

Hoje, voltámos a ver no final a tripla Matic/Enzo/Amorim. Será a aposta para Atenas?!!!

Mais uma terapia antidepressiva

"O Benfica venceu com naturalidade o Nacional da Madeira num jogo que sem ser brilhante, foi de facto suficiente para cumprir os objectivos essenciais.
Sempre à volta do Benfica, ou há euforia ou há depressão. Agora a nova razão da euforia é Ivan Cavaleiro. O miúdo tem talento, mas vive num clima de exagero que o prejudica. Mesmo quando faz uma asneira tem o público a bater palmas, estão reunidos os ingredientes para mais exemplos de fogo de artifício pouco duradouro. Havia que deixar crescer com calma, esperar que ganhe a maturidade, e depois teremos um jogador de primeira na equipa do Benfica. Jorge Jesus saberá dar-lhe as oportunidades, na conta e razão certas, em vez de querermos fazer um astro à pressa. Os mesmos adeptos que lhe batem palmas hoje, estarão para o insultar amanhã.
Elogio para aquele que tem sido um dos nossos melhores jogadores do Benfica, muito esquecido pela crítica, André Almeida. Melhor em campo com o Olympiakos, e excelente na hora que jogou contra o Nacional. Brilhante à direita e muito bom na esquerda.
Hoje em  Coimbra teremos uma etapa da nossa terapia antidepressiva. Vou repetir argumentos, o jogo de Coimbra é mais importante que o de Atenas. Temos que ganhar em Coimbra. O segundo lugar que ocupamos é péssimo. A tabela classificativa, para o Benfica, só tem um lugar que não é péssimo.
Este episódio Blatter/Ronaldo mostra muito de quem e como se dirige o futebol. O protagonismo tonto e senil não tem noção do ridículo,  proporções e dos modos. Cristiano Ronaldo respondeu com um hat trick nos 7-3 ao Sevilha.
Gostei duma resposta com bom futebol, à ébria dança do dirigente exótico que escolhe países/desertos com mais de 40.º de temperatura para realizar Campeonatos do Mundo. Messi não merecia isto, porque é um jogador fantástico."

Sílvio Cervan, in A Bola