Últimas indefectivações

sábado, 17 de outubro de 2015

Normalidade...

Benfica 2 - 1 Sporting

Mais uma, é para não perder o hábito!!!
Começamos o jogo sem 3 dos nossos jogadores mais criativos: Jefferson (lesão de longa duração), Chaguinha (o nosso jogador mais importante) e Hemni (castigado). Terminámos, sem mais um: Patias (o nosso finalizador)... e mesmo assim, voltámos a vencer.
Estes jogos são sempre muito nervosos, e raramente são bem jogados. O Sporting acabou por rematar mais, o Juanjo foi provavelmente o melhor em campo, mas não podemos esquecer que os Lagartos deviam ter tido pelo menos 2 jogadores expulsos ainda na 1.ª parte (o Marcão nem devia ter jogado, porque na semana passada no Fundão, também defendeu fora da área... hábitos!!!), e o Benfica sem 3 'titulares', acabou por lutar, com cabeça, e com muito coração... A consistência desta equipa treinada pelo Joel até faz impressão!!!
Esta é provavelmente a secção Lagarta com seres humanos mais desprezíveis: treinador e director... A azia é épica a cada encavadela, hoje foi só mais uma... e até teve requintes de malvadez: com 1-1; o Benfica fica 2 minutos em inferioridade numérica; com Juanjo, os postes e a azelhice Lagarta a ajudar à festa; mal o Benfica fica com o 5.º jogador, contra-ataque e 2-1 !!! E depois no final, com os Lagartos a arriscar 5x4, novamente o Juanjo, os postes e até um Livre Directo falhado...!!!



Benfica 2 - 1 Sporting
Benfica 2 - 1 Sporting #FullHighlights#LigaSportZone #Classico #Derby #SCP #SLB Sport Lisboa e Benfica Sporting Clube de PortugalSport Lisboa e Benfica - Modalidades Futsal Sporting www.sporting.pt/futsal#miofutsal
Posted by mio futsal on Sábado, 17 de Outubro de 2015

Remontada

Benfica 72 - 61 Corruptos
20-21, 11-22, 22-10, 19-8

Este jogo fica marcado pelo nosso horrível 2.º período; pela entrada do Nuno Oliveira; e pela nossa defesa (zona) na 2.ª parte: 20 minutos, 18 pontos para os Corruptos!!!

Os reforços mostraram-se, mesmo assim a percentagem de 3 pontos (18%) foi demasiada baixa. Com a ausência do Gentry, o nosso problema Interior é evidente. O Cláudio nos jogos mais fáceis disfarça, como fez a semana passada, mas nestes jogos mais equilibrados, vamos sentir dificuldades...

PS: Mais uma grande vitória da nossa Telma. A Taça do Mundo de Paris é a prova mais importante do Mundo, logo a seguir aos grandes Campeonatos. Depois da 'desilusão' nos Mundiais, vitória pela 2.ª vez em Paris.

Vitória depois da tempestade!!!

Benfica 29 - 22 Madeira SAD
(14-13)

Devido ao mau tempo, o avião do Madeira SAD acabou por chegar atrasado, e o jogo que devia ter sido jogado a meio da tarde, começou às 20h30!!!
Não começamos muito bem, a primeira vantagem foi no 11-10... mas no 2.º tempo jogámos bem, com o Figueira nos últimos minutos a 'fechar' a baliza!!!
Com a lesão do Tiago Pereira, o Lima vai ter trabalho a dobrar... não vai ser fácil. A equipa continua a crescer, os jovens jogadores continuam a ter minutos, e as contratações estão a melhorar... ainda não perdi a esperança pelo Vrgoc!!! Parece-me um bocadinho mais móvel!!!
Arbitragem horrível... nada de novo!!!

3 pontos em Espinho...

Sp. Espinho 1 - 3 Benfica
25-18, 21-25, 21-25, 18-25

Vitória difícil em Espinho... Tal como na Supertaça, o reforçado Sp. Espinho entrou forte, mas com o passar do tempo foi perdendo gás!!! Muito importante não ter cedido pontos...
Entrámos de facto muito mal, e com algum azar, mas conseguimos dar a volta... Boa entrada do Ché...
O Duff ainda não foi utilizado, provavelmente amanhã jogará...

Alguns episódios históricos

"Belo golo de Carcela a fazer o 1-0 para o Benfica no jogo de ontem e linda defesa de Júlio César a evitar-nos a vergonha de uma eliminação escandalosa e prematura na Taça. Mas foi à cabeçada (na bola) que Jardel evitou o prolongamento e, resolveu o jogo. Jardel, o impecável, outra vez.
Será antipedagógico se os correntes comportamentos dos presidentes do Benfica e do Sporting vierem a ser julgados em função do resultado do próximo dérbi. Luís Filipe Vieira, no entanto, continuará a subir na consideração dos adeptos do Benfica se persistir no seu mutismo e no silêncio mais eloquente de que reza a história. "É impressionante a altura a que um homem pode subir apenas não descendo de nível" dizia o grande Millôr Fernandes. E dizia bem.
O presidente da Liga, um antigo árbitro, disse aos jornalistas que tem em casa "mais de quinhentas camisolas" oferecidas. Classificou ainda de 'fait-divers' o barulho que se vai ouvindo. Se o presidente da Liga persistir nestas barbaridades, o Ministério Público tem de entrar em acção e lá teremos novas eleições não tarda nada.
Se é verdade que o presidente do Sporting decidiu não ir à Luz, deve o Benfica responder baixando o preço dos bilhetes por rombo no elenco. Trata-se, também, de uma ausência historicamente injustificável. Imagine-se só como teria sido diferente o rumo do império romano se o imbecil do Nero se tivesse enfiado numa catacumba, com receio que uma labareda lhe pegasse à toga, em vez de se pôr a cantar e a tocar lira à varanda enquanto assistia ao incêndio que ele próprio mandara atear e de que culpou, obviamente, os cristãos.
Os árbitros, e não o Benfica, são os ofendidos do momento. A única consolação que o sector da arbitragem recebeu por estes dias chegou pela via de uma "fonte anónima da direcção do Sporting". Os árbitros descansaram quando souberam que o Benfica tem "uma lista de Schindler" onde constam "nomes de árbitros, delegados e observadores" para "os ameaçar, denunciar ou tramar". Ao contrário da "fonte anónima" que por estar sempre ligada à torneira não sai do sítio, os árbitros foram ao cinema ver o filme e sabem que a lista de Schindler não era para ameaçar, denunciar ou tramar ninguém, antes era, resumidamente, uma lista onde figuravam milhares de judeus salvos do Holocausto. Agora, por favor, não venham dizer que o Holocausto nunca existiu."

O Panteão já está a arder?

"No seu mundo ideal aquele mundo platónico onde se imagina diariamente triunfal e em que também é presidente das Nações Unidas, por obra sua acabou-se finalmente com o Benfica. E por unanimidade e aclamação, como não podia deixar de acontecer. Perante esta grossa novidade, é feliz. O Benfica deixou de existir.
De um momento para o outro, o maléfico rival evaporou-se, desintegrou-se, explodiu, tossiu três vezes e morreu. Bruno Miguel já pode abrir as portas do seu estádio para vender bifanas a 20 euros a unidade que ninguém fará pouco dele. E, melhor ainda, sobre as ruínas do Estádio da Luz ergue-se agora, com majestade, um parque temático celebrando a vida do grande líder, que não só conseguiu apagar o Benfica da face da Terra como também, pelos ares, se mostrou de uma eficácia tremenda. Exterminou com um piscar de olhos a transportadora Fly Emirates, acusada de associação criminosa num processo que levou de vencida no Tribunal de Haia e lhe granjeou admiração mundial.
É, portanto, um homem satisfeito num mundo perfeito. E foi magnânimo na vitória. Do ex-Benfica, praticamente, só reclamou para si o património imaterial do defunto rival, alegando que, não sendo o parente mais próximo, era, sem dúvida, o vizinho mais próximo o que lhe conferia direitos de que não pretendia abdicar. Com naturalidade e justiça, viu-se a sair em ombros da reunião em que anunciou à banca e aos patrocinadores o legítimo e súbito enriquecimento do seu currículo pessoal em mais 34 campeonatos nacionais, mais 25 Taças de Portugal, mais cinco Supertaças e ainda duas Taças dos Campeões Europeus. Isto sem esquecer as cinco infames Taças da Liga que também pertenciam ao falecido. Abichou tudo. Foi de arromba.
A única contrariedade neste mundo ideal é que, por incrível que pareça, tendo conseguido num passe de mágica fazer evaporar o Estádio da Luz e todos os que estavam lá dentro, não conseguiu fazer o mesmo ao Panteão nem ao homem negro que continua lá dentro. Equaciona neste momento um bombardeamento cirúrgico ao mono de Santa Engrácia desde que seja ele, Bruno Miguel, a pilotar a avioneta. E não lhe deve ser difícil arranjar a autorização, visto que também é presidente das Nações Unidas, ponto.

Essa é que foi uma refeição completa
Com o regresso de Octávio Machado a Alvalade, ficou Augusto Inácio liberto para se debater num estúdio de televisão contra tudo o que mexa com a dignidade do Sporting. Ou do Porto? Ou vice-versa? No último domingo, por exemplo defendeu os arguidos do Apito Dourado com alma. "O Benfica andou a falar da fruta e agora oferece refeições completas aos árbitros" disse. Esqueceu-se, porém, de que a "fruta" de que o Benfica falava não era, na verdade, apanhada das árvores e deixada numa cabaça na cabina dos árbitros por gentileza. Era, imagine-se, a cifra que permitiu à polícia identificar um serviço de prostituição prestado aos árbitros em hotéis de cinco estrelas. Por gentileza e não por "pornografia futebolística".
O problema do sportinguismo de Inácio é o portismo de Inácio, como lhe recordou recentemente o presidente do Marítimo citando de cor os seus propalados méritos de operacional no desvio do grande Paulo Futre do Sporting para o Porto. Essa é que foi uma refeição opípara. E completa."

Leonor Pinhão, in Correio da Manhã

Nu fora de moda

"Distraídos com a libertinagem democrática em que se tornou a política portuguesa depois das eleições e com a devassidão clubista da rivalidade Sporting-Benfica, nem reparamos na ruína de pilares estruturais na nossa sociedade: a Playboy anunciou esta semana que vai deixar de mostrar mulheres nuas.
Parece que o facilitismo de determinados acessos a mulheres nuas na Net - coisa da qual ouvi falar vagamente... - fez com que a revista norte-americana concluísse que a quebra nas vendas poderia indiciar, digamos, que mulheres nuas em páginas duma revista era assunto fora de moda. Naturalmente que esta opção pode ser questionada mas parece-me sensato que reflictamos sobre a revolucionária mudança editorial. Explica a Playboy que continuará a ter mulheres despidas, sim, mas sem nudez explícita, apenas poses provocantes.
Não acreditando eu que a referida libertinagem democrática da política portuguesa - de vergonhas despida - possa mudar em breve, confio que pelo menos no que toca à igualmente referida devassidão clubista haja melhoras. Aqui deixo o meu humilde conselho:
Caro adepto do Benfica ou do Sporting, nem tudo o que os dirigentes ou comentadores do seu clube despejam deve ser por si absorvido como se viesse do Santo Graal. Quando chegar - e não tarda - o dia em que alguém influente lhe peça para deixar de falar com os seus amigos ou familiares que sejam do outro clube, você perceberá, então, que realmente você é mais do que apenas o futebol que tem em si, que a sua razão de existência não é o seu clube. Compreenderá o limite do cúmulo. Quando o quiserem despir de ideias próprias, julgá-lo tábua rasa para fanatismos, considerá-lo ideologicamente nu, fácil, estúpido, selvagem, ganhe você juízo e vista-se. Vista-se com a camisola do seu clube, evidentemente. Mas vista-se. 
Parece que o nu está fora de moda."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

Ainda assustou...!!!

Vianense 1 - 2 Benfica


Jogo típico de Taça, o Benfica acabou por ser muito perdulário, um grande remate do Vianense acabou por assustar, mas no último minuto evitámos o prolongamento... O Vianense ainda não venceu no CNS, mas estas partidas são totalmente diferentes... O nível do Tugão entre o CNS, e o fundo da tabela da I Liga, não é muito grande.
As alterações foram menos do que se esperava, os jogadores não-internacionais, precisavam de jogar, o último jogo em Madrid já foi à bastante tempo...
Estas partidas criam sempre grandes expectativas, para ver os jogadores menos utilizados, mas muitas vezes a falta de ritmo, ou a falta de rotinas do 11 inicial, acaba por 'encravar' a exibição... E por muita motivação que se transmitida nas palestras, é impossível os jogadores não pensarem no jogo de Istambul e no Derby...
Tendo em conta a exibição dos jogadores das posições 8 e 10 fica a pergunta: Cristante, Djuricic e Taarbat não serão melhores soluções?!!!
A minha única preocupação deste jogo, foi a substituição do Eliseu! Foi por precaução, pura gestão, ou ressentiu-se de algum problema fisíco?! Seria um tremendo azar, ficar sem os dois laterais por lesão...!!!

Inácios !!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

London calling !!!

Chelsea B 0 - 3 Benfica B
Gonçalves, Carvalho, Dias


Boa vitória em Londres, com uma equipa repleta de jovens, alguns Juniores (os 3 marcadores são Juniores!!!)... Em mais um festival do Renato.
Duas vitórias em dois jogos, a caminho da próxima fase...

Agora, com estas competições pelo meio (Premier League International Cup e UEFA Youth League), os jogos da II Liga ficam mais difíceis. Na Segunda, no Seixal, às 18h temos o Benfica B - Feirense.

Os senhores e os garotos

"Hoje a bola volta a saltar em Barcelos. É Taça de Portugal, mas ainda bem que voltamos a ter futebol dentro das quatro linhas. Fora do terreno de jogo, o nível não podia descer mais e, por isso, nada melhor que ver futebol a sério para relativizar a selvajaria fora dos relvados. Pode dar share televisivo, vender jornais, animar as hostes menos dotadas intelectualmente, mas, sinceramente, quando se fizer o balanço, são menos os que gostam do jogo. Ignorar segue sendo a forma mais sublime de mostrar a diferença.
Esta segunda-feira, almocei no Wish com vários amigos, portistas na maioria, um dos quais é dos maiores portistas que conheço (impossível gostar mais do FC Porto), meu amigo há 20 anos. No final deu-me uma camisola do Benfica, porque o filho é benfiquista e queria umas assinaturas dos jogadores encarnados na camisola. Quando o amor ao clube não subverte as regras do civismo, quando os patamares não se misturam nem confundem nota-se a diferença. É por isso que há senhores e há garotos.
É por isso que rapidamente o futebol deve excluir os garotos.
A Selecção Nacional conseguiu o apuramento, prosseguindo as goleadas por um golo de diferença, mas o Benfica ficou sem um lateral-direito que nos faz muita falta. Nélson Semedo e o Benfica são os grandes derrotados da deslocação à Sérvia. Numa altura em que André Almeida e Samaris juntos no meio-campo ajudavam, e muito, a subida de qualidade e equilíbrio do jogo do Benfica, esta lesão constituiu mais uma dor de cabeça para Rui Vitória.
Na ambição de voltar a ganhar a Taça de Portugal não há margem para erro logo frente ao Vianense. A deslocação a Istambul, em altura de convulsão política e social na Turquia, será mais um teste às nossas capacidades europeias mas logo, em Barcelos, o jogo é mais decisivo e importante para quem quer vencer a Taça."

Sílvio Cervan, in A Bola

Nunca se viu nada assim...

"O silêncio com que o Benfica tem respondido às declarações de Bruno de Carvalho não significa nem aceitação, muito menos conformismo, relativamente ao que está diariamente a acontecer. Luís Filipe Vieira disse, há uma semana, que o clube da Luz saberia defender o seu bom nome e as cenas que se seguem nesta novela vão ter os tribunais por palco. Os encarnados estão a coligir matéria que sustente um processo judicial contra o Sporting - já que Bruno de Carvalho tem falado sempre na qualidade de presidente da agremiação de Alvalade - e durante o mês de Novembro deve dar entrada no tribunal uma acção contra os leões, que visa o ressarcimento por danos reputacionais de que o Benfica se diz vítima. Não tenho memória de uma tão acentuada degradação de relações entre os eternos rivais como a que se vive hoje. Nem consigo recordar uma situação em que se torne tão difícil o regresso à normalidade. As feridas são profundas, têm um cariz pessoal, e não irão sarar sem deixar cicatrizes irreversíveis. Bruno de Carvalho, há dois anos e meio na presidência dos leões, trouxe consigo uma estratégia de confrontação permanente, visando inimigos internos e externos. A reputação dos ex-presidentes do Sporting dos últimos 25 anos foi colocada em xeque e não é crível para ninguém que Bruno de Carvalho venha a fazer as pazes com essa parte da vida do clube. Para fora, o líder dos leões já foi protagonista de uma guerra como FC Porto e está agora embrenhado numa luta sem quartel com o Benfica. Poder-se-á dizer que foi a forma que escolheu para se afirmar internamente e transportar o Sporting, externamente, para um patamar de relevância mais elevado. Com que rostos? O futuro encarregar-se-á de responder. Com uma certeza, desde já: nada será como dantes..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Primeiro, os grandes

"Hoje vamos a Barcelos jogar com o Vianense. E seria uma falta de respeito estar a perder tempo a falar do próximo jogo do Campeonato, já que ainda faltam nove dias e, pela frente, ainda temos mais um encontro para a Liga dos Campeões. É assim com as equipas grandes, há sempre muitos motivos de distracção, tal a quantidade de provas em que participam. Bem sei que há mais de duas semanas (há quase 110 anos, para ser mais preciso) que os adeptos da segunda maior equipa de Lisboa acordam, vivem e adormecem a pensar no SL Benfica, mas tenham calma. Escusa o seu presidente de andar carregado com fotocópias, fazer conferências de imprensa, comunicados, inventar histórias, lançar pedras para obras que não avançam ou processar adeptos que não pensam como ele. Não vale a pena, não leva troco. A resposta é dada sempre em campo. Desde 1904 que é assim.
Concentremo-nos pois nas equipas importantes, como o Vianense, fundado em 1898 e que disputa o Campeonato Nacional de Seniores. É muito positivo que o Bicampeão Nacional vá ao Norte. O estádio vai estar cheio, os Benfiquistas da região não vão faltar à chamada e a festa fora do campo parece estar garantida. Para que aconteça também no relvado é preciso seriedade e respeito pelo adversário de um escalão inferior. E se o SL Benfica quer voltar ao Jamor tem que ganhar todos os jogos. Conto com isso. Só depois virá a terceira jornada da Liga dos Campeões, com a difícil viagem à Turquia. Uma vitória em Istambul é um passo decisivo para conquistar um lugar na próxima fase, mas só se pode pensar nisso depois de passar o exame da Taça.
Quanto ao que vem depois, não perdem pela demora."

Ricardo Santos, in O Benfica

O farol

"Bem fez Luís Filipe Vieira, nos discursos proferidos na semana passada, em recomendar que não liguemos ao ruído e que nos concentremos no Benfica. Tem toda a razão!
Afinal de contas, que credibilidade se poderá dar a alguém que faz do anti-benfiquismo um dos seus grandes trunfos na tentativa de arregimentar os seus e, possivelmente, de desviar a atenção de temas nebulosos relacionados com a gestão do seu clube?
Mas o Benfica, mais que a Némesis, acaba por ser, também, o farol daquela gente. Só assim se compreendem afirmações como "Só estamos a 28 mil Sócios do Benfica" ou "Só temos menos um milhão de adeptos que o Benfica". Além de que são inverdades, desmentidas por diversos estudos e pelo registo dos associados de ambos os clubes (32 mil de diferença e o SLB não ofereceu a possibilidade a antigos Sócios com quotas em atraso de retomarem o pagamento das mesmas, congelando aquelas que ficaram por pagar, só perdendo antiguidade).
O problema deles é que o SLB, enquanto farol, não os ilumina, pelo contrário ofusca-os de tão brilhante e poderosa que é a sua luz, emanada pela quantidade e qualidade ímpares de adeptos, palmarés invejável, prestígio granjeado mundialmente, credibilidade por todos reconhecida e capacidade de inovação, investimento e captação de parceiros comerciais. Enfim, por tudo o que lutamos dia-a-dia, sem qualquer necessidade de ter os rivais no centro do nosso discurso, e pela verdade dos números, infinitamente mais forte que qualquer demagogia barata, populismo bacoco ou ódio de estimação, próprios de quem, à falta de melhores argumentos, com isso revela somente o seu complexo de inferioridade."

João Tomaz, in O Benfica

Futebol fantasma

"O adiamento do União-Benfica levanta questões subjacentes que, mais tarde ou mais cedo, terão de ser objecto de reflexão profunda.
Na origem do caso está a inexistência de um estádio com condições para um clube disputar os seus jogos, problema que já se colocou esta temporada em Tondela e em Arouca.
Diga-se que estes e outros clubes da primeira liga, além de não terem estruturas, também não têm... adeptos. Ou seja, são realidades mais ou menos fantasma, que, suponho, apenas servem para satisfazer caciquismos locais sem qualquer expressão popular. São inexistências desportivas, cujo lugar jamais poderia ser num Campeonato altamente profissionalizado. Conheço razoavelmente a realidade de pequenos clubes e de pequenas cidades, e intriga-me como se financiam os Moreirenses, os Aroucas, os Uniões e os Tondelas. Não sei como pequenos municípios, ou mesmo freguesias, com pompa, mas sem circunstância, alimentam clubes de primeira divisão, recheados de jogadores estrangeiros, sem bancadas, sem sócios, nem adeptos. Também é estranho que a região autónoma da Madeira (cuja beleza tanto admiro, e cujas gentes muito prezo) mantenha três clubes (!!!) no principal Campeonato. Recordo, por exemplo, que o Algarve está à margem do Futebol maior, para não falar em todo o interior do país, ou até nos Açores.
Se queremos um Campeonato equilibrado, competitivo, espectacular, e com estádios cheios, este não é o caminho. Com metade dos clubes, estruturas à altura, e paixão nas bancadas (e já agora, também com ordenados em dia), o Futebol português poderia atingir o nível que merece. Haja bom senso para tal."

Luís Fialho, in O Benfica

Bruno o ilusionista de Alvalade

"Mais cedo ou mais tarde as crianças apercebem-se do modo de agir dos ilusionistas. Ou seja, estes fazem com que se olhe para uma mão enquanto tudo se passa na outra. Posto isto, olho para Bruno de Carvalho (um homem claramente obcecado pelo Benfica e com um claro complexo de inferioridade) como um ilusionista que começou agora a actuar em festas para crianças de três anos que topam imediatamente que os seus truques são mal feitos e que começam a apupar o ilusionista. Claro está que existem sempre meia dúzia de crianças (neste caso adeptos do Sporting) que ficam com os olhos presos na mão que o ilusionista tanto abana acreditando nos seus poderes mágicos.
Transpondo o mundo da ilusão para o mundo do futebol e fazendo de Bruno de Carvalho o ilusionista de Alvalade só o vejo a abanar a mão direita para que todas as pessoas não tirem os olhos dela. E faz isto sempre na esperança de que as pessoas não se apercebam daquilo que está a acontecer na sua mão esquerda. Vamos por partes...
"Olhem aqui na minha mão direita a camisola e os almoços que o Benfica oferece aos árbitros, assistentes e observadores. Olhem, olhem, olhem", diz o ilusionista de Alvalade. Enquanto na mão esquerda está um processo em que um vice presidente do Sporting (em funções) mandatou outra pessoa para depositar dois mil euros na conta de um árbitro assistente.
"Olhem aqui na minha mão direita o pedido para que o Benfica desça de divisão. Olhem, olhem, olhem", diz o ilusionista de Alvalade. Enquanto na mão esquerda está a eventualidade de o Sporting ser despromovido para outra divisão.
"Olhem aqui na minha mão direita o processo ridículo do Benfica ao Jorge Jesus", diz o ilusionista de Alvalade. Enquanto na mão esquerda está o processo a Marco Silva com base na roupa e numa reunião que ele próprio desmarcou (sem que o assuma) acusando o treinador de faltar à mesma. Nesta mão está ainda a justificação do homem que depositou os dois mil euros na conta do assistente Cardinal. "Pensava que estava a depositar o dinheiro na conta do circo Cardinali para pagar um leão numa jaula".
"Olhem aqui na minha mão direita eu a dizer que o Benfica deve dinheiro. Olhem, olhem, olhem", diz o ilusionista de Alvalade. Enquanto na mão esquerda estão empresários - por exemplo de Carrillo e de Capel – a dizer que existem dívidas em Alvalade e valores por liquidar.
"Olhem aqui na minha mão direita a azia do Benfica por ter perdido a Supertaça. Olhem, olhem, olhem", diz o ilusionista de Alvalade. Enquanto na mão esquerda está a ausência da Champions, que significa um adeus a pelo menos 14 milhões de euros e a eventualidade de pagar muitos milhões à Doyen. Nesta mão está também o facto de o seu ordenado passar para o dobro.
"Olhem aqui na minha mão direita eu a gabar-me de inflacionar o preço de Mitroglou. Olhem, olhem, olhem", diz o ilusionista de Alvalade. Enquanto na mão esquerda está um contrato milionário com um treinador que foi para o clube do seu coração e que passou a ganhar prémios que não ganhava no Benfica passando ainda para o dobro a maioria dos prémios que auferia no Benfica. Já para não falar no aumento salarial.
Estes são apenas alguns exemplos da magia que Bruno de Carvalho tenta fazer. Olhar para a mão direita é uma opção. Olhar para as duas e saber fazer uma leitura é igualmente uma opção. E cada qual faz o que quer. E quando se acusa o Benfica de querer atirar areia para os olhos dos benfiquistas era capaz de não ser mal pensado analisar as manobras de Bruno de Carvalho e dos pedregulhos que arremessa para cima dos adeptos não só para que não vejam a realidade mas para que fiquem atordoados e sem reagir à dureza da mesma.
PS - Só mais uma coisa que isto já vai muito longo. Já chega desta coisa do Bruno de Carvalho dizer o que bem entende e depois afirmar que tem de ser o Benfica a defender-se. Quem acusa é que tem de provar a acusação que faz. Assim é que funcionam as coisas."

Bruno Seruca, in Facebook
PS: O Bruno Seruca chama-lhe ilusionista, eu sou um bocadinho mais realista: psicopata, bipolar, mentiroso... Muito sinceramente, acho que a minha visão, está mais perto da realidade...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O grande inimigo que recusa existir

"Entende-se, agora de forma muito mais clara, a estratégia de Bruno de Carvalho. Diabolizar o Benfica, tirar o seu presidente da comodidade de um silêncio que, em si mesmo, desvaloriza o discurso do presidente do Sporting e o remete, com algum desprezo, para a categoria de ruído e obrigar o inimigo, já não se pode falar de adversário, para uma guerra total, onde o Sporting poderia ter mais a ganhar do que a perder.
A evidente dificuldade de Bruno de Carvalho é que o Benfica leve o seu discurso excessivo e pretensamente demolidor suficientemente a sério para contrapor, para contra-argumentar, para discutir. O presidente do Sporting entende, e com razoabilidade, que uma coisa é discutir com um representante incendiário que quanto mais se repete menos é escutado; outra coisa seria chamar para o teatro de guerra o comandante do inimigo. Porque, aí, sim. Aí teria, de facto, uma guerra a sério para travar e ganhar.
Ora é, precisamente, a inexistência física de um inimigo que descredibiliza o discurso. Bruno sabe disso e é essa a razão que o leva a ultrapassar tudo o que se possa esperar de bom senso e caricaturar o ataque e as suas razões. O desafio é total, passa todos os limites da urbanidade e até da tradição leonina. Bruno acha que é o mal menor. O fim justifica todos os meios. Nem esconde o jogo. Ele próprio já reconheceu que representa um papel e que, em sua opinião, tem sido eficaz. Mais eficaz será se o Benfica desesperar e aparecer em palco. Enquanto Vieira ficar em silêncio e achar o inimigo desprezível, só resta a Bruno radicalizar-se. Corre um risco: deixar de ser credível aos olhos do seu exército."

Vítor Serpa, in A Bola

5 elogios... 3 a sócios do Benfica, 1 do Sporting e 1 do Porto

"Nélson Semedo: quem o vê julgará que está ali há algumas épocas. Porque joga, e faz jogar, como se já tivesse sido campeão do Mundo...

Neste tempo de interlúdio de futebol a sério, daquele que nos põe a discutir, a torcer por uma das equipas (que sensaboria isto da Seleção Nacional, onde todos puxamos para o mesmo lado, onde tudo é penalty a nosso favor - mesmo os que não são - e onde o que nos beneficia não é escrutinado por ninguém), tentarei homenagear quem, por força de decisões ou de exemplos, me impressionou nestes últimos dias.

Fernando Santos
1. A primeira homenagem não poderia deixar de ir para Fernando Santos. Chegou à Selecção Nacional, com o ferrete de um castigo de oito jogos e com alguns arautos da desgraça a preverem o pior. Foi capaz de nos cativar a todos. Com uma tranquilidade impressionante, com a disponibilidade de assumir todos os compromissos em benefício de uma ideia de «equipa de todos nós», tomando decisões de puro bom senso e de equilíbrio.
Não deixou, mesmo assim, Fernando Santos de ser fiel às suas convicções, ao seu modelo de jogo (tantas vezes criticado), à capacidade ímpar de juntar experiência (ou veterania, mesmo, nalguns casos) com a irreverência da juventude.
Não precisou de disfarçar ou de armar em líder intransigente, nunca o tendo ouvido a levantar a voz. Assumiu-se, verdadeiramente, como o pacificador que Portugal precisava, depois de tantos anos de gestão pelo conflito.
Muitas vezes, no futebol, temos a leitura de que quem assim age tem (quase) tudo para perder. Fernando Santos teve tudo a ganhar.
E venceu.
Como tinha vencido na Grécia, onde - ouvi de um dirigente de uma equipa grega que jogou com o Benfica, há uns anos - deixou mais saudades do que Otto Rehhagel, o treinador do Europeu de 2004... o do nosso descontentamento. Com uma pontinha de sorte (quem não precisa dela???) mas venceu... em Portugal. E, para além de ter vencido em Portugal, venceu com Portugal, o que é ainda mais difícil!

Fernando Gomes
2. Uma segunda palavra para Fernando Gomes, que foi audaz suficientemente para apostar em Fernando Santos. Talvez porque o conhecesse, mas, ainda assim, uma aposta de risco.
O treinador que tinha escolhido para ser o seu Seleccionador Nacional encontrava-se a braços com um castigo pesadíssimo. Pesado e que, no limite, a não ter nenhuma diminuição, levaria a que Fernando Santos ainda hoje estivesse à espera do último jogo para poder voltar ao banco de Portugal.
Com um castigo para cumprir, Fernando Gomes desenhou uma estratégia. Escolheu gente competente para defender as suas escolhas e... ganhou. Ganhou na FIFA, ganhou em Portugal.
Apostou num homem, apostou numa estratégia! - coisa rara neste País, onde quase todos tentam não assumir riscos ou convicções, para poderem continuar a desempenhar os cargos onde se encontram. Numa maneira muito portuguesa de quase todos serem defensores de... convicções alheias.
Fernando Gomes arriscou e ganhou, a que consolidou a sua posição à frente da FPF e, com isso, o aumento das críticas de uns quantos lá para... os lados de onde ele veio!

Cristiano Ronaldo
3. Não sou - como se sabe - um fã incondicional de Cristiano Ronaldo. Muito especialmente por causa dos que, não ganhando nada em Portugal, há muitos anos, se socorrem da sua imagem para venderem... o que não são. Com o desespero tão grande como o de alguém que, em dificuldades na água, se agarra a uma boia. Pobres diabos...
Mas, arranjemos a distância que não nos leve a confundir a apropriação do actual criador pela criatura e sejamos capazes de reconhecer a fantástica impressão que, na semana passada, me causou a imagem de CR7. Uma imagem que vale por milhões de palavras.
Ao ser homenageado, pelo Real Madrid, por se ter tornado o maior marcador do clube (em pouco mais de metade dos jogos de que Raúl precisou para marcar os mesmo golos), como pudemos constatar pelas capas dos jornais da capital espanhola do dia em causa, Cristiano Ronaldo aparece rodeado dos seus colegas de equipa.
Só que... Só que, nessa fotografia, está espelhada a diferença entre ele e os outros.
Bem sei que era ele o homenageado. Mas Cristiano Ronaldo apareceu, ali, de fato e gravata, ao lado dos outros... vestidos como sempre.
Sem quaisquer preconceitos, Cristiano Ronaldo tem noção do que representa e do que vale a sua imagem. Como tem noção do que representa a sua opção por não ter qualquer tatuagem. Repito, sem preconceitos, mas com a ideia de ter percebido a importância de ser mesmo ele. Sem ceder ao mais fácil, aos maus exemplos, ao que de vulgar se vai percebendo coexistir num balneário de uma equipa de futebol.
Pelas origens, talvez CR7 tivesse tudo para ser... como a maioria! De quem tinha tudo para se perder e soube como se ganhar e ser um exemplo.
Nunca o cumprimentei sequer. Por isso, o meu à vontade para dizer o que digo. Aqui fica o registo.
Rendido.

Bernardo Silva
4. Bernardo Silva podia ter passado ao lado de uma grande carreira, como tantos que, na hora deles, se perderam porque alguém, com responsabilidades, se preocupou em os deixar - mesmo - cair. Bernardo Silva teve alguém que tudo fez para que não fosse agarrado, na hora em que, formando-se a personalidade e o caráter, se dá corpo ao jogador.
Soube, todavia, ter a força que só aos predestinados está reservada para acreditar que, longe do clube onde adoraria vencer, seria capaz de esbofetear - com luvas vermelhas - quem se tinha preocupado, não só em o não reconhecer, mas, também, em o achincalhar.
Reencontrado o tempo e o espaço, há coisas que são inelutáveis. Como os rios que não podem ser detidos, no seu curso para o mar, também a qualidade futebolística de Bernardo Silva não foi parada pela indiferença - fundada numa zona de conforto bem menos exigente - de nada nem de ninguém.
Chegou, agora, para ficar, à Selecção Nacional. Comum a vontade de ganhar imensa, para que um dia, possa voltar ao clube do seu coração. O único onde poderá voltar, com toda a ânsia de ganhar, a que acrescerá a de ganhar... à Benfica.
Porque ele é um dos nossos. E terá de voltar para corrigir tanta injustiça cometida sobre quem, sendo um dos nossos, foi prejudicado por quem só pensava nele.

Nélson Semedo
5. O que ficou acima dito, poderá ser dito, também, para Nélson Semedo (a quem desejo uma rápida recuperação). Eu sei que há uns meses ia ouvindo - de quem de direito - que o Nélson seria o futuro defesa direito do Benfica... já no próximo ano.
Não chegou, para ele, sê-lo do Benfica. A ambição, a vontade, a raça, o querer, a disponibilidade... tudo isso fez dele uma aposta ganha. Quem o vê a jogar, poderá julgar que está ali há já algumas épocas. Embora nós saibamos que está ali há... dias.
Porque joga, e faz jogar, como se já tivesse sido Campeão do Mundo e da Europa, como se tivesse vencido tudo o que haveria para vencer. Assim, por certo - espero - que ficará muitos anos no Benfica. E agora vamos a Taça, com respeito e com tudo, porque, amanhã, o Vianense merece. Para que... não haja Taça, pela nossa parte, até ao Jamor."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Entre Cucujães e Mérida

"Recordo Cucujães dos meus tempos de jovem quando a sua equipa de basquetebol (do Clube Desportivo de Cucujães) ia jogar a Ílhavo com o meu clube, o Illiabum.
Por causa de Carrillo - e segundo ouvi - parece que vai haver uma guerra, por enquanto ainda surda, entre o simpático Atlético Clube de Cucujães que milita na 1ª Divisão distrital de Aveiro e o estremenho Mérida que, de falência em falência, se vai metamorfoseando e lá vai fazendo pela vida na 2ª Divisão B espanhola. É que ambos querem ficar com o peruano, livre como um passarinho a partir do Ano Novo. Ao que consegui apurar, o seu coração balança descompassadamente entre a freguesia de Oliveira de Azeméis e Mérida da Extremadura espanhola. Nem o Clube Recreativo da Caála do Huambo, nem o Sporting Clube de Portugal foram capazes de seduzir o sul-americano. Entre amigos meus, sócios ou simpatizantes do clube leonino, uns desabafam que «quem caála consente», e outros mais direccionados replicam perante a quase inevitável perda do jogador («doyen a quem doer») «por que não te caálas?». Sinceramente, espero que o Cucujães, caso venha a ficar com os direitos económicos e desportivos do jogador (esta coisa de um jogador se poder partir em fatias, sempre me fez muita confusão...), não os transfira do cuco para a águia, nem que seja - como sói dizer-se - a custo zero.
Primeiro, porque no SLB há muito melhor do que Carrillo. Segundo, porque já se sabe o que são comissionistas a dar cabo da cabeça de atletas. Terceiro, porque não queremos prejudicar o Cucujães. 
Enfim, mas o melhor mesmo é que Carrillo vá para a (linda) Mérida."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

(In)tolerância zero: vale tudo

"Confesso que não vi o tal programa Prolongamento, mesmo que inacreditavelmente repetido no dia seguinte, como obra-prima a merecer o mais importante Prémio IgNobel (nas categorias de «efeitos especiais», «montagem» e «argumento»), mas pude, depois, ver alguns excertos que foram exaustivamente transmitidos.
Creio que um dos momentos mais luminosos da noite terá sido o do kit que o Benfica oferece aos árbitros nos jogos em casa. Mas, revelada a sua composição, fiquei, enquanto benfiquista, mais descansado. Não tem fruteiras de cristal, nem camisolas do Sporting, nem ingressos em museus com poucos troféus.
Aliás, entra pelos olhos dentro que oferecer um kit de cortesia em todos os jogos e com quaisquer árbitros, é um inaceitável acto de condicionamento com carácter universal (nenhum juiz é excluído) e retroactivo (pois creio que é recebido depois das partidas acabadas). Nunca pensei que o meu clube fosse tão sofisticado e transparente na pressão, bem melhor do que antigos e dourados meios que foram conhecidos ou de anátemas constantemente lançados sobre arbitragens antes e, sobretudo, depois dos jogos não ganhos.
Sobre o que vi do resto do tal programa, e de uma maneira o mais elegante e sucinta possível, o que poderei dizer? Acompanhando a exortação de Luís Filipe Vieira aos benfiquistas «ignorem o ruído», apenas um alvo comentário. Ei-lo:
"
Bagão Félix, in A Bola

Psicopata !!!



Peço desculpa pelo Inglês, mas não encontrei um video tão completo, em Português.
Os últimos dias têm confirmado aquilo que eu tenho defendido desde do momento que determinada personagem se tornou figura pública...
A minha única dificuldade, é encaixar o dito cujo, numa determinada categoria, já que as características dele abrangem várias!!!
E repito: não estou a gozar! O homem é mesmo demente, e nos últimos dias deve ter mesmo deixado de tomar a medicação...!!! Até podia recomendar uma visita a um profissional da área, mas muito sinceramente, o grau da doença é tão elevado, que não acredito numa cura!
E como pode ser visto no video, o facto de ter muitos seguidores, não admira... na história da Humanidade, houve outros com problemas semelhantes, que tiveram milhões de fanáticos aos seus pés, com consequências dantescas...!!!

Ronda de Elite

Decorreu hoje o sorteio da Ronda de Elite da UEFA Futsal Cup. E desta vez, podemos admitir alguma felicidade!!! Não sendo o Benfica cabeça-de-série, acabámos por ficar no Grupo D, com o Ekonomac (Sérvia), claramente o mais fraco dos cabeças de série...
Ekonomac (Ser)
Slov-Matic (Esv)
Recordo que só o primeiro classificado do Grupo passa à Final 4. A Ronda de Elite vai ser disputada em Brastilava (Esv), com o Slov-Matic a beneficiar do factor casa. Sendo que os Ucranianos até podem ser a equipa mais complicada... Mas somos claramente favoritos.

Nico Gamedayplus !!!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O voo do pássaro, a força do rei e a desgraça do príncipe

"25 de Abril - um dia bonito para Portugal. Nove anos antes da liberdade, a Selecção Nacional dava, graças a um golo formidável de Eusébio, um passo gigante em direcção à fase final do Mundial de 1966. Mas perdia um dos grandes cavalheiros do Futebol - Fernando Mendes. Que sofre agora um momento triste da sua vida...

Brastilava teve nomes de mais. Presporok, Pressburgo, Pozsony, Posonium...
Nomes em excesso para uma cidade simples, embora bonita.
No dia 30 de Março de 2005, estive orgulhosamente no Estádio do Slovan, trabalhando para a Selecção Nacional que lutava pelo apuramento para o Campeonato do Mundo de 2006. Alguns dos elementos da equipa federativa foram destacados para um banco do outro lado relvado onde se encontrava o banco dos treinadores e suplentes.
Ao sair do túnel, acompanhei o meu bom amigo Eusébio em direcção a esse lugar a que nos destinaram. Foi arrepiante. As lágrimas vinham-se aos olhos. À medida que Eusébio ia contornando o relvado, os adeptos eslovacos de todas as idades, levantavam-se dos seus lugares e aplaudiam-no gritando o seu nome.
Estávamos em Março de 2005. Quarenta anos antes, Eusébio calara todas as gargantas que agora se histerizavam.
E é aí que me cabe falar de Fernando Mendes. Um senhor, um adversário digno e respeitador, um homem de que me orgulho chamar amigo. Beirão de Seia, durante tantas e tantas épocas jogador do Sporting, vencedor da Taça das Taças, depois treinador e campeão como treinador.
Em 1965 era titular da grande Selecção Nacional que lutava por um lugar na fase final do Campeonato do Mundo de Inglaterra.
Era um dos indiscutíveis!
Nessa tarde em Brastilava, 25 de Abril, Portugal entrou em campo com José Pereira; Festa, Germano «cap», José Carlos e Hilário; Coluna e Fernando Mendes; José Augusto, Eusébio, Torres e Simões.
Caiu uma tempestade sobre o Slovan Stadium. Chuva copiosa, vento incessante.
Os checos são fortes. Fortíssimos! Ainda vice-campeões do Mundo, com gente como Schroiff, Popluhar, Pluskal, Masny e, claro!, Josef Masopust.
Aos três minutos, logo aos três minutos, Kvasnak choca brutalmente com Fernando Mendes. Os pitons do adversário cravam-se no joelho direito do valente português. Os ligamentos ficam irremediavelmente comprometidos. Não há substituições: Portugal terá de enfrentar com dez todas as contrariedades.
O jogador do Sporting ainda não o adivinhava sequer: está traçado o fim da sua carreira!

A valentia de Portugal!
Contra a intempérie e contra a infelicidade, os dez homens que ficaram em campo seriam os protagonistas de um dos momentos mais refulgentes e sensacionais da história do Futebol português. José Augusto recuou para o lado de Coluna, e o ataque ficou entregue ao esforço de Torres, ao azougue de Simões e à grandeza de Eusébio.
Aos 21 minutos, Eusébio limita-se a ser Eusébio; recolheu a bola junto à linha de meio-campo e começou a correr em direcção à área checa; Pluskal e Popluhar foram em sua perseguição, mas não conseguiram deter a sua força extraordinária; descaído sobre a direita, Eusébio dispara um remate fortíssimo e colocado: a bola entra rasteira, junto ao poste, impossível de defender por Schroiff.
O próprio descreveria o golo assim: «Bati um checo, avancei para a linha de cabeceira e vi o guarda-redes a saltitar olhando de lado. Mas eu também olhei e quando ele estava ligeiramente distraído atirei um grande remate e a bola entrou. Foi o melhor golo da minha vida».
À avalanche adversária que se seguiu, responderam os portugueses com uma serenidade extraordinária na defesa. António Simões desdobra-se incansavelmente em funções defensivas e ofensivas e é um perigo constante para a defesa contrária graças aos seus dribles e simulações.
José Carlos e Hilário tornam-se imponentes. Mas há ainda um minuto fundamental: o minuto 43. Kvasnak entra na área portuguesa, leva Festa a seu lado; o jogador do FC Porto estica a perna, talvez tenha tocado primeiro na bola, mas derruba o seu opositor. «Penalty», diz o árbitro Atanas Stavrev, que veio de Sófia, na Bulgária.
Os portugueses reclamam, mas não há nada a fazer. A vitória está agora nas mãos de José Pereira, a quem chamam o «Pássaro Azul», apenas «internacional» pela primeira vez na semana anterior, em Istambul. E é ele quem a segura. O remate de Masny destina a bola junto ao poste, mas o «Pássaro» voa em dua direcção e sacode-a. A luta irá continuar por toda a segunda parte, mas a vontade lusitana é cada vez mais inquebrantável.
- Inesquecível!, grita Manuel da Luz Afonso, o seleccionador nacional, no fim do encontro.
- Este jogo ficará gravado a letras de ouro na história do nosso Futebol. Lutámos contra os checos, contra o campo e contra o árbitro. Pareciam vinte, e não fez os nossos jogadores. Admiráveis, simplesmente admiráveis, no querer, na coragem e no sacrifício.
Pela primeira vez, Portugal apurava-se para a fase final de um Mundial. Em Julho de 1966, viveríamos o Verão do nosso contentamento.
Por entre a alegria dos companheiros, Fernando Mendes não calava a amargura: «Houve má intenção por parte do adversário. Antes já tentara dar no Eusébio e no Simões. Mas vibrei na mesma com a vitória dos meus companheiros. Foram formidáveis! Estou emocionado com o seu brio».
Um senhor, sempre um senhor!
Iria a Inglaterra, como um «Magriço» supranumerário, na função de ecónomo, junto da equipa que era a sua.
Voltou a vibrar e a emocionar-se. Viu Eusébio ser mais Eusébio do que nunca.
Hoje tem aqui o meu abraço. Voltará a erguer-se tranquilo numa manhã de sol..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Na cidade das Mil e Uma Noites

"Como convidado de honra para a inauguração do maior estádio do Médio Oriente, o Benfica faz a primeira viagem ao Iraque
'Eusébio-Benfica-Portugal: a «senha mágica» que abriu o «mundo árabe»', escreveu-se na imprensa da época. Após o Mundial de 1966 a fama de Portugal e de Eusébio tornara-se num verdadeiro 'abre-te Sésamo!', abrindo as portas ao mundo.
Coube ao Benfica a honra de inaugurar o Estádio Al-Shaab (Estádio do Povo) em Bagdade, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e projectado por dois arquitectos portugueses, Keil do Amaral e Carlos Manuel Ramos. Foram, também, vários os técnicos e operários portugueses que fizeram parte desta extraordinária obra, que custou cerca de oitenta mil contos.
Depois de uma viagem com bastante turbulência, devido a uma tempestade que assolou a Europa, a comitiva Benfiquista chegou exausta a Bagdade, às 4h da madrugada de 6 de Novembro de 1966, o próprio dia do encontro. Apesar do tardio da hora, tiveram uma acolhedora recepção.
Mais uma vez provou-se que a popularidade de Eusébio ultrapassava todas as fronteiras, pois foram vários os admiradores iraquianos que o abordavam. Foi-lhe inclusivamente recomendado que não saísse à noite sozinho, uma vez que poderia ser raptado. Estando na cidade de Ali Babá e os 40 Ladrões, Eusébio decidiu não arriscar!
Estava um magnífico dia de domingo, e desde manhã cedo o novo Estádio de Bagdade começou a receber uma autêntica multidão. Com capacidade oficial para 30 mil pessoas, suportou cerca de 50 mil! Foi um acontecimento extraordinário em ambiente de grande festa. Até as mulheres de várias individualidades da sociedade iraquiana, que por costume árabe ficavam recolhidas em casa, estiveram presentes e assistiram entusiasmadas ao desafio.
Apesar da actuação discreta dos jogadores Benfiquistas, resultado do cansaço da viagem, os esforços dos jogadores da selecção de Bagdade não foram suficientes para travar o ataque mais famoso da Europa, que venceu por 2-1, com golos de Torres e Cavém.
Após o desafio, houve uma cerimónia de recepção ao Benfica, na qual lhe foi oferecido um valioso serviço de café pela Federação Iraquiana de Futebol, que se encontra exposto na área 26. Benfica universal do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ana Filipa Simões, in O Benfica

Diácono Remédios (adaptação)

"O Porto não lhe deu troco e o Benfica só tem de seguir o mesmo caminho: deixar BdC a falar sozinho, até se cansar

O presidente do Benfica tomou a posição mais sensata ao não apadrinhar o clima de confrontação verbal com o vizinho. Com a sua atitude não só respeitou a grandeza da instituição a que preside como teve a preocupação de convidar os adeptos encarnados a não atribuírem importância ao que classificou de insinuações avulsas que, como sublinhou, não alcançam nem a reputação nem o bom nome do emblema da águia.
Do ponto de vista do relacionamento institucional, Luís Filipe Vieira, com virtudes e pecados, mas com importante obra feita, também não deve alimentar o capricho truculento de quem está a chegar e que, à parte queixas e denúncias que faz, ou diz que faz, ainda pouco apresentou de visível, além de ter questionado as gestões anteriores, desde Pedro Santana Lopes e José Roquette a Dias da Cunha, Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, reclamando o papel de justiceiro que defende o bem e combate o mal. Quer descobrir todas as malfeitorias passadas e expor na praça pública quem as permitiu.
O primeiro alvo foi o FC Porto, com principal incidência na pessoa do seu presidente, sobre a qual se referiu com oratória violenta e deselegante, como acredito que todos quantos acompanham o fenómeno futebolístico devem estar recordados, embora se saiba que há memórias frágeis que, de repente, perdem a capacidade de retenção de situações menos simpáticas em nome de interesses pouco dignos de se recomendarem. Bom, adiante, Bruno de Carvalho referiu-se a Pinto da Costa como lhe deu na gana, aliviou as suas tensões, mas, em troca, recebeu nada. Ou seja, como se diz em linguagem comum, ficou a pregar no deserto. E sem resposta que lhe aguce a criatividade no verbo a força da sua mensagem dilui-se, perde a eficácia que preza, como confessou na entrevista ao Expresso. É como um caçador em coutada despida de caça. A pontaria de pouco lhe serve se não tiver alvos (aves, coelhos e afins) para neles acertar os seus disparos, pois de outro modo perde tempo, gasta dinheiro e faz barulho. Tudo somado corresponde a inutilidade absoluta, nos antípodas do que persegue BdC.

É a única via que o bom senso e a inteligência aconselham a LFV; sem se desgastar: deixar o homólogo do outro lado da Segunda Circular entretido na sua cruzada de purificar o futebol português, porque, como já deu para verificar, precisa de opositor que o motive e de tema que o inspire nas suas longas intervenções em nome da razão suprema, que julga pertencer-lhe, e da prática de bons costumes subordinada, igualmente, à sua linha de pensamento. Espécie de Diácono Remédios em versão adaptada, porque a original, interpretada por Herman José, além de soberba, é inimitável. O Porto não lhe deu troco e o Benfica só tem de seguir o mesmo caminho: deixar BdC a falar sozinho, até se cansar, no pressuposto de não voltarem a ser violados os limites do razoável.
Estou de acordo com o fundamental de algumas ideias de BdC, sobretudo no que se refere ao sector da arbitragem, desde sempre nebuloso, tipo sociedade secreta com poderes para destituir treinadores, influenciar classificações e despromover clubes, embora considere que devem ser protegidos os melhores em vez de os misturar todos no saco do sorteio, como chegou a ser alvitrado. O recurso às tecnologias também me parece acertado, é uma questão de tempo... No entanto, impõe-se que a clareza seja presença constante em todas as circunstâncias, não devendo BdC cair na tentação do 'ouve o que te digo mas não repares no que faço'. Da mesma maneira que lhe contam coisas, também há descrições de comportamentos seus em circuito fechado que só não tiveram consequências por haver árbitros a quem, de facto lhes pesa a consciência e delegados que veem mal e ouvem pior. Mas é como digo, contaram-me, e por isso fico-me por aqui, sendo certo que não havia necessidade de BdC provocar grossa tempestade para se anunciar como intransigente partidário da verdade. De aí que me permita duvidar da eficácia da empreitada, ele que ainda não percebeu, ou não quis perceber que a história e a dimensão do Sporting exigem outra estratégia política. Os presidentes dos grandes clubes não costumam sentar-se nos bancos de suplentes. Vemo-los nas tribunas presidenciais, o lugar que lhes pertence. O resto... é foguetório para as claques baterem palmas, sendo certo que o universo de apoiantes leoninos representa imensamente mais. O Sporting é enorme, BdC (ainda) não... Eis o problema."

Fernando Guerra, in A Bola

Lançar tochas

"Estive entre os milhares de benfiquistas que celebraram a vitória do Glorioso no Vicente Calderón. Sei bem que aquela alegria imensa só foi interrompida pelo ato bárbaro de meia dúzia de delinquentes que lançaram tochas em direcção aos adeptos do Atlético Madrid. Foi por isso, com satisfação que assisti à reacção imediata da direcção do Benfica, pedindo desculpas e repudiando o comportamento 'vergonhoso' de alguns adeptos.
O futebol assenta numa cultura adversativa e por vezes parece a continuação da guerra por outros meios. Mas a chave é mesmo os 'outros meios'. É possível conciliar celebração pelo clube que seguimos e aversão aos rivais, sem que isso se traduza numa violência intolerável. Há, a este propósito, um muro que precisa de ser erguido e defendido entre quem faz do futebol uma paixão animada a rivalidades e aqueles que aproveitam para transformar os estádios em espaços de delinquência.
Deixem-me recuar ainda uma semana ao lastimável programa da TVI24, em que participou o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho. É triste que um presidente de um clube se preste a um papel daqueles. Degrada a imagem da instituição que dirige. Contudo, como não sou sportinguista, deixo essa questão para os adeptos do clube de Alvalade.
Mas, como benfiquista, posso assegurar-vos que a maioria dos adeptos do Glorioso não se revê no estilo truculento e de insulto permanente de Pedro Guerra. O que me leva a questionar: pode um clube repudiar a acção de adeptos que lançam tochas nos estádios e tolerar quem 'lança tochas' em permanência na comunicação social, ajudando a incendiar o clima nos estádios de futebol?"


PS: Esta necessidade de dar uma no ferro e outra na ferradura, era dispensável. O Pedro Guerra tem muitos defeitos, mas ao contrário dos outros paineleiros, não tem por hábito insultar os oponentes. Pode manipular a informação, pode ser demasiado Vieirista, fala pelos cotovelos, mas não recorre ao insulto facilmente... Aliás, no programa com o Atrasado Mental, muita contenção teve o Pedro Guerra, outra pessoa qualquer naquela posição, teria respondido de outra forma...

Ao pé-coxinho

"A Liga de basquetebol começou coxa. A má imagem deixada no último sábado, com dois jogos adiados no campeonato. pode prolongar-se e ganhar outros contornos, caso não haja acordo e garantias da parte da Associação Nacional de Juízes de Basquetebol (ANJB) em relação aos prémios em atraso e outras questões que precisam de ser definidas. Numa leitura muito rápida, a primeira ilação a retirar é que se a situação continuar, no fim de semana a federação volta a organizar uma jornada com o credo na boca. Daí a solução avançada por Domingos Almeida Lima, vice-presidente do Benfica. que defendeu a interrupção do campeonato enquanto não houver acordo. E no sábado haverá um Benfica-FC Porto, que promete. Qualquer falha na arbitragem significa o rastilho para agravar a polémica.
A federação tardou a resolver o problema e os juízes não cederam a pressões, mesmo que a entidade federativa tenha garantido o pagamento das verbas em atraso. Quem saiu prejudicado foram os clubes e, de facto, não faz nenhum sentido um treinador ter de programar a semana de treinos em função de um adversário, com a observação de vídeos e de jogadas específicas, e depois não haver jogo, com a agravante de as equipas terem gasto dinheiro nas suas deslocações.
Decididamente, o basquetebol entrou numa nova era. E nesta fase era importante pensar nas repercussões causadas, seja em termos de patrocinadores, seja na valorização da modalidade. Os juízes devem ter a sua independência, mas, ao mesmo tempo, acautelar os prejuízos e as consequências. Caso contrário teriam tanto poder como nos tribunais: o juiz decide, está decidido..."

Ajuste de contas

"Fazia eu zapping fugindo de telenovelas e programas de futebol que alguns designam de desportivos, quando me aparece o presidente de um importante clube. A curiosidade matou o gato e fiquei a assistir durante um bocado. Um pouco mais de uma hora que é, para mim, extraordinário recorde. Santo Deus, como era possível?! Vi o que me pareceu um verdadeiro ajuste de contas em que se envolveram um dos participantes que julgo pertencer ao painel de residentes, mas que eu desconhecia por completo dado não ser seguidor destes debates (?) e o presidente. O primeiro vinha bem munido de documentos que serviriam de artilharia para o combate e o segundo, que antecipara o cenário da batalha, a dado momento contra-atacou com outros documentos. Não se pode ter expectativas de que aqui sejam tratadas as questões verdadeiramente relevantes do ponto de vista desportivo, mas a certa altura já nem dos fait-divers do futebol se falava. Eram aspectos das vidas pessoais que se arremessavam.
Sem qualquer simpatia clubista neste contexto, é-me, à partida, totalmente indiferente qual o clube que ganha o campeonato, ainda que no seu desenrolar possa ir simpatizando mais com uma equipa, quer por razões desportivas, quer porque algum amigo ou ex-aluno lhe esteja associado. Orgulho-me de pertencer a uma família de desportistas prestigiados que serviram verdadeiramente Portugal e que, em mais de cem anos, fundaram dois clubes agora clássicos em Lisboa e no País. Transmitiram-me valores que tento honrar. Ensinaram-me a distinguir desporto de fanatismo.
Em vez de derramar lágrimas de crocodilo por vítimas de incidentes violentos em espectáculos desportivos, seria bom reflectir no modo como o tipo de confrontos facciosos em programas de adeptos nas televisões influenciam as atitudes do adepto comum, vulgarmente com menor nível cultural. Discussões baseadas em visões enviesadas pela paixão irracional exacerbam sentimentos no contexto desportivo e do país que são socialmente incendiários."

Sidónio Serpa, in A Bola

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Escândalo na Damaia !!!


Praticamente uma semana após a palhaçada, praticamente todos os programas desportivos de debate televisivo, continuam a remoer o mesmo tema!!! Nada de novo... Chegaram mesmo a repetir programas gravados!!! 
Aquilo que eu acho estranho (ou não), é que ninguém tenha tido a paciência, ou profissionalismo, para ir comprar o Pack Premium Eusébio, e ler o que está lá escrito: aquilo que foi 'mostrado' no programa pelo Atrasado Mental, refere-se a UM convite, válido para QUATRO pessoas, que só pode ser usado UMA vez, onde o detentor do convite pode optar entre dois espaços: Museu Cosme Damião OU Museu da Cerveja!!!
Não existe nenhuma referência a refeições. ZERO.
Talvez por ignorância, não sabem que o Museu da Cerveja, além de restaurante, tem, como o nome indica, UM Museu, e que para lá entrar, paga-se €3,50 sendo que no final da visita se tem direito a UMA cerveja. É este o espaço, que está incluído no Pack, que custa cerca de €60 aos não sócios.
Aliás nem fazia sentido, o detentor do Pack ter que optar entre um Museu e um Restaurante. Faz todo o sentido as duas opções, serem espaços museológicos.
Se o Benfica oferece extra-Pack, voucher's de refeição, não sei, mas até agora ninguém os mostrou... e se realmente aquela história da entrega anónima fosse verdade, então os voucher's refeição, também deveriam estar incluídos!!!
Sendo que, no Restaurante Museu da Cerveja, existe uma modalidade de Buffet, que não ultrapassa os preços 'normais' de refeição (no máximo €35), portanto dentro do tal limite, recomendado pela UEFA. Aliás, o pormaior do Badocha ter-se 'enganado' nas contas (insinuou que o Benfica gastaria €250.000 por ano em prendas, quando de facto o valor é inferior a €10.000 e isto inclui a equipa B) e o facto de ter falado em 1/4 de Milhão de Euros, em vez de €250.000, prova que houve uma clara intenção de exagerar, mentir, difamar, enfim manipular a informação...
Além de tudo isto, ainda existe o facto, de nenhum árbitro se ter sentido aliciado (aliás nem usaram os tais voucher's... Se de facto os árbitros pensaram mesmo que o Convite era para uma refeição, então se chegassem ao Museu da Cerveja riam ter uma valente desilusão, afinal só tinham direito a uma cerveja... Isso até podia levar o Benfica, a ser ainda mais roubado!!!), pois para existir corrupção, tem que existir a solicitação de qualquer favor, algo que manifestamente nunca existiu... Se tivesse existido, teriam sido os próprios árbitros ou delegados a denunciar, algo que não se passou...
Para cumulo, depois de espremer toda a conversa da treta, ficamos a saber que o Benfica faz uma oferta de €60, e é um escândalo; e o Sporting e outros Clubes, oferecem camisolas oficiais, da actual época, de valor igual ou superior a €75, e é tudo normal...!!! A isto chama-se má-fé na analise...

Também considero ridículo, aqueles que discordando da forma e do conteúdo, compreendem a 'estratégia' do mitómano. Além da questão da segurança nos Estádios, e afins... estamos a falar de uma estratégia asquerosa, para desviar as atenções de todos os casos internos dos Lagartos (Carrilo, Doyen, Auditorias, Queixas contra ex-Presidentes e sócios por comentários nas redes sociais, Leaks, Mentiras nos discursos internos...).
Independentemente das cores clubisticas, este tipo de gentalha, devia ser irradiada do Futebol...

Concordo com o silêncio do Benfica, desde que a Direcção esteja a preparar, uma acção por difamação e calúnia contra o Presidente do Pátio das Cantigas (parece que a queixa até já entrou no MP!!!). Num cenário destes, quanto mais Internacional se tornar este caso, maior será a factura que o Mitómano irá pagar... se pagar, porque o homem não paga a ninguém... talvez tenha mesmo que emigrar para a Sibéria!!!

Um indesejado retrocesso civilizacional

"Enquanto a indústria do futebol em Portugal for um espaço de agressão e confronto, não haverá condições para o crescimento

O aumento da escalada bélica no futebol português representa um indesejado retrocesso civilizacional, que atrasará o crescimento da indústria e não deixará de penalizar todos os seus agentes. O que está a acontecer no nosso país seria impensável em sociedades em que o negócio do desporto é acarinhado - e por isso frutifica - subordinado a parâmetros bem definidos e que passam pelo primado do respeito. Os melhores sistemas europeus - Inglaterra e Alemanha - ou o exemplar funcionamento de todas as modalidades profissionais nos Estados Unidos, deviam ser suficientemente fortes para inspirar os dirigentes dos clubes no sentido de não matarem a galinha dos ovos de ouro, transformando uma actividade lúdica e de lazer na III Guerra Mundial. Esta falta de perspectiva não deixará de provocar danos graves na indústria, acabando por, inapelavelmente, virar-se contra os prevaricadores. É lamentável que se sinta que, depois de alguns tempos de acalmia, a crispação tenha regressado com uma inusitada força, arregimentando, com argumentos básicos, as franjas mais vulneráveis das massas adeptas. Lamentavelmente, ao contrário do que acontece noutras paragens, a Liga não mexe um dedo para proteger a indústria, paralisada pela teia de interesses de que faz parte. Não há sequer a vontade de fazer prova de vida, avançando com uma qualquer intervenção pedagógica...
A indústria do futebol não prosperará com debates incendiários, acusações soezes, peixeiradas públicas ou tochas voadoras das claques. O sucesso deste negócio terá de ser construído com base no bom senso, na educação e no bom exemplo, de forma a transformar os estádios em espaços de alegria, emoção e segurança. Não perceber isto, promovendo o contrário, é um crime que não deve ficar sem castigo. Porque - e isso está à vista de todos especialmente nos jogos da Selecção Nacional - há no nosso País um público familiar que quer ir ao futebol para apoiar a sua equipa e divertir-se, sem que, para isso, tenha de correr riscos de agressão física ou verbal. É com esses que é possível construir um futuro melhor. O futebol português será aquilo que os dirigentes dele quiserem fazer. E, por isso, devem ter a possibilidade de exigir comportamentos individuais que não provoquem danos colectivos.

Muita água vai correr debaixo das pontes...
«Apelo aos benfiquistas que ignorem o ruído, que não beneficia ninguém»
Luís Filipe Vieira, Presidente do Benfica
O ataque de Bruno de Carvalho ao Benfica vai deixar marcas no desporto português. Depois do que foi dito pelo presidente do Sporting, nada será como dantes nas relações institucionais entre os dois clubes rivais, pelo menos enquanto as atuais gerências estiverem em funções. O Benfica prefere, para já, não alimentar a polémica mas promete não esquecer. Uma rotura irreversível.

ÁS
Fernando Santos
Pegou numa Selecção Nacional deprimida (além da derrota caseira com a Albânia, os problemas do Mundial do Brasil estavam por resolver), recuperou activos que estavam ostracizados e soube criar uma equipa que carimbou, sem recurso a calculadora, um lugar na fase final do Europeu de 2016. Uma questão de competência.

ÁS
Fernando Gomes
Ao sucesso desportivo, tanto na Selecção A como nas equipas mais jovens, os consulados de Fernando Gomes têm sabido juntar projecção nos aeropagos internacionais e uma segurança financeira só superada pela requalificação de património, de que a Cidade do Futebol é o expoente máximo. Nota máxima.

ÁS
João Moutinho
Foi a chave para o recorde nacional de Fernando Santos (sete jogos oficiais consecutivos a ganhar) ao apontar dois golos (Dinamarca e Sérvia), ambos com cortes de pé direito, de execução perfeita. Uma peça essencial para a turma das quinas, assim consiga manter, na sua etapa monegasca, a regularidade física.

Brasileiros não perdoam Messi
As dificuldades de Messi com a justiça espanhola não passaram ao lado da imprensa brasileira e o jornal 'Meia Hora' levantou a hipótese de Leo Messi se juntar, como presidiário, a Bruno, ex-'goleiro' do Flamengo, que cumpre pena pelo assassínio da noiva. A rivalidade entre Brasil e Argentina não conhece limites ou... tréguas.

Festa é festa
À medida que vão sendo conhecidas as selecções finalistas do Campeonato da Europa de 2016, sucedem-se as celebrações, umas com sabor a 'déjà vu', outras com o esplendor das coisas raras. Nas principais páginas dos jornais de Espanha ('ÁS') ou Itália ('Gazzetta') a normalidade é a regra, ao invés do que sucede na Irlanda do Norte ('Belfast Telegraph'), em Gales ('Wales on Sunday') ou na Noruega ('VG'), onde a festa não conhece limites. E há ainda a Turquia ('Fanatik') que celebrou a vitória em Praga com pompa e circunstância, para desgosto da Holanda, quase fora..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Brunoleaks

"1. No dia desta infeliz República, que nem o Presidente da dita faz questão em assinalar, encontravam-se Cavaco Silva e o povo em profunda reflexão sobre os resultados eleitorais da véspera quando, num dos conhecidos programas trauliteiros de “comentário” de futebol (?), um presidente de um conselho de administração de uma sociedade comercial desportiva lançou uma bomba de fragmentação. Entre as inúmeras irradiações da mesma, ficou bem firmada uma insinuação: uma outra sociedade desportiva anda a “comprar” a actuação dos agentes de arbitragem. Toda esta informação chegou-lhe – qual recém-nascido repelido pela maternidade – de forma anónima. As considerações que se seguem não têm por base o visionamento directo desse espaço de salutar convívio televisivo, mas antes aquilo que foi o reflexo noticioso e ainda o que vários alunos me foram transmitindo. Analisemos o sucedido por momentos.
2. 1.º momento: em Julho passado escrevemos aqui um texto intitulado “Que futebol em Setembro?”. Ideia geral: “há uma vontade férrea de três clubes serem campeões nacionais de futebol. Este panorama vai gerar, estou quase certo do que afirmo, uma época desportiva muito conflituosa. Esta época não só o Verão vai ser especialmente quente no futebol. As temperaturas permanecerão bem elevadas até Maio de 2016. Caro leitor, cuidado redobrado com o sol”.
3. 2.º momento: discordo totalmente das ofertas de cortesia, simbólicas, ou lá o que queiram chamar, a que os clubes procedem junto dos agentes de arbitragem. É como se o leitor, em vias de ser “policiado”, começasse por endereçar ao agente de autoridade uma pastilha elástica, um cigarro ou um café e uma aguinha. O mesmo se diga com refeições pagas, “tipo” almoços grátis.
4. 3.º momento: certo é que, e já não interessa a minha opinião – se é que alguma vez interessa –, os usos do futebol a nível universal, europeu e nacional, vivem bem com isso e a questão resume-se apenas ao valor que está em causa. Há limites para essas ofertas de cortesia e de “bem receber”.
5. 4.º momento: como deve proceder um agente desportivo que tem em seu poder elementos que levam a perspectivar o cometimento de uma infracção disciplinar muito grave? Como Julian Assange – depois pedindo asilo numa embaixada – ou, ao invés, remeter esses dados para as entidades competentes (LPFP e Ministério Público?) para que estas procedam às devidas averiguações?
6. 5.º momento: a verdade é que, actuando serenamente, esse agente desportivo, ele próprio sujeito, como todos, à disciplina da organização onde participa, não vai receber nem um décimo do impacto comunicacional que recebeu e continuará a receber.
7. 6.º momento: em comunicado oficial da LPFP do dia 21 de Setembro, conheceu-se o destino final de um processo de inquérito que teve por origem declarações do mesmo agente desportivo (publicadas no facebook). Tais declarações apontavam para uma proposta de aliança feita por um dirigente de outro clube para alternar as vitórias no campeonato. Ora, isto poderia significar o conhecimento, por parte do declarante, de quaisquer procedimentos ilícitos de condicionamento ou viciação de resultados. Ouvido o declarante, este afirmou: "Não quis dizer que o Presidente do Benfica lhe estava a propor participar em práticas de corrupção, porque não sabe, não está na cabeça dele (...) " (sic). O declarante disse ainda que "no dia em que tiver mais provas, será o primeiro a entregá-las" (sic).
8. 7.º momento: o processo foi arquivado e o Comunicado Oficial nº 88-15/16 encontra-se disponível, na íntegra, na página da LPFP. Não é, pois, qualquer coisa leaks."


PS: Dentro do mesmo género de polémicas anti-Benfica, aconselho vivamente a resposta do Alberto Miguéns, a mais um daqueles post's cheios de mentiras, meias-mentiras, inverdades... típicas dos que gostam de marrar no vermelho!

domingo, 11 de outubro de 2015

Vitória, depois da folga forçada !!!

Maia 50 - 64 Benfica
10-16, 12-14, 17-17, 11-17

Sem o Gentry, mas com o regresso do Ferreirinho ao banco, vencemos na Maia, com o Cláudio em grande!!!

Temos que melhorar...

Juventude de Viana 3 - 6 Benfica

Os jogos em Viana do Castelo são sempre difíceis, este não foi excepção. A Juventude tem vários jogadores, que já passaram pelos principais plantéis, e em casa criam sempre dificuldades. Ainda a semana passada venderam cara a derrota em Oliveira de Azemeis, contra a nova-super-equipa!!!

O jogo começou muito disputado a meio-campo com poucas oportunidades, ao intervalo estávamos a vencer por 0-1, mas o jogo estava perigoso... o 0-2 do Torra deixou-se mais descansado, é verdade que a Juventude reduziu mais pouco depois, os golos começaram a 'cair'!!!
Continuamos falhar as 'bolas paradas'; interessante a forma como os apitadeiros apressaram a 10.ª falta do Benfica!!!

Ainda estamos longe do nosso potencial, a adaptação do Torra e do Ardoher ainda não está finalizada, apesar do Torra parecer mais à vontade. A opção pelo Tiago Rafael no cinco inicial, compreende-se tendo em consideração a saída do Tuco...

O percurso vai ser longo, temos que melhorar... mas não podemos demorar muito, o próximo na Luz, será a oportunidade para rectificar a derrota da Supertaça.

Uma nota final, para mais uma vez, os funcionários da BolaTV terem demonstrado um anti-Benfiquismo militante. E tenho a certeza de uma coisa: não eram adeptos do Juventude de Viana...