Últimas indefectivações

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Campeões Nacionais: Cross Curto; Marcha... Disco e Martelo!!!

Em dia de vários Campeonatos Nacionais, apesar da intempérie, o Benfica sagrou-se colectivamente Campeão Nacional de Cross Curto (Tetracampeões) e na Marcha ambos em Masculinos...
No Cross com uma equipa 'sub-23' dominámos (1.º André Pereira, 4.º Paulo Pinheiro, 5.º Samuel Barata, 7.º Ruben Pessoa, 8.º Miguel Borges), na Marcha com os melhores nacionais a vitória era inevitável (1.º Pedro Isidro, 2.º Sérgio Vieira...).
Realce ainda na Marcha para as vitórias da Maria Ribeiro (Campeã Nacional de sub-23, Mariana Mota ficou em 2.º), e do Vítor Ramos (Campeão Nacional Júnior). Miguel Carvalho ficou em 2.º nos sub-23 masculinos.
O Campeonato de Cross Curto, acabou por ter muitas ausências, já que os principais atletas estão concentrados no Cross Longo... o Benfica acabou mesmo por não apresentar equipa no sector feminino.
Individualmente, nos Campeonatos Nacionais de Lançamentos Longos, o Jorge Grave venceu o Disco, e o Vital da Silva o Martelo...

Objectivo cumprido... agora é lutar!

Benfica 40 - 30 Madeira SAD
(17-16)

Boa vitória, e qualificação para as Meias-finais carimbadas, num jogo complicado, o marcador não reflecte as dificuldades. O marcador esteve sempre apertado, só nos últimos 10 minutos com a quebra física dos Madeirenses, e com finalmente o Benfica a jogar em superioridade numérica, o jogo ficou resolvido...

Objectivo mínimo cumprido, numa Meia-final com os Corruptos, não temos obrigação de ganhar... mas temos obrigação de dar tudo...

Os 11 golos do Ronny, não são surpresa, mas eu recordo que o nosso Lateral esteve lesionado várias vezes durante a época, e em alguns dos momentos mais importantes, não esteve presente! É claramente a nossa maior arma ofensiva... mas a sua condição física é sempre muito frágil, aquele agarrar da coxa deixa-me muito preocupado!!!

PS: O Benfica anunciou, com bastante antecedência, uma contratação para a próxima época: Stefen Terzic! É um nome surpresa, um jovem Sérvio, Lateral-direito, internacional pelo seu País, que aos 18 anos jogava no Hamburgo (talvez a Liga mais forte na Europa), que à primeira vista parece bom demais para Portugal!
Estava a jogar em Espanha, mas teve uma lesão grave no joelho. Veio para a Luz, fazer a recuperação da lesão, e acabou por assinar... Vamos esperar para ver!!!
Uma nota ainda: o nosso departamento médico já é procurado para fazer recuperações de lesões em atletas profissionais de outras modalidades, além do Futebol! Muito bom... pode trazer benefícios no futuro, e como se viu neste caso, até permitiu a 'aproximação' com um reforço!!!

Líderes...

Barcelos 70 - 88 Benfica
13-28, 12-16, 21-16, 24-28

Entrada demolidora, grande vantagem ao intervalo... no 3.º período permitimos a recuperação do Barcelos, mas o jogo esteve sempre controlado.
É impossível não destacar os 31 pontos do Cook, que nos últimos jogos tem marcado muito... parece que acordou!!!

Excelente início desta nova 2.ª fase (com as melhores 6 equipas), onde temos como objectivo manter o 1.º lugar, para garantir vantagem nos Play-off's.

O autocarro da nossa equipa foi apedrejado no final do jogo. Eu até suspeito que o acto de vandalismo foi cometido por energumes ligados ao jogo de Hóquei... mas, pronto...

Estamos de volta !!!

Burinhosa 2 - 5 Benfica
Patias(2), Brandi, Nino(a.g.), Coelho

Este jogo confirmou, que o Benfica (Futsal) está de volta! Depois de uma fase má, com a paragem para as Selecções, a equipa parece que voltou ao 'normal'!!!
A história do jogo foi os ataques do Benfica, muita intensidade, as cacetadas dos jogadores do Burinhosa, e as defesas do guarda-redes da Burinhosa!!!
Os árbitros bem tentaram retardar, mas as expulsões eram inevitáveis... na 2.ª parte dois vermelhos para os jogadores da casa, e o jogo resolvido...
Recordo que o Burinhosa é o 4.º classificado do Campeonato, e luta com o Braga. pelo 'título honorifico' de 3.º melhor equipa portuguesa!!!
Espero que as lesões do Hemni e do Patias não sejam graves, vitimas de duas entradas a 'matar'.



PS: O senhor funcionário da RTP, desta vez até esteve um  pouco mais discreto no seu anti-Benfiquista primário... mas mesmo assim conseguiu-me surpreender pelo tom condescendente que se referiu à 'província' de Alcobaça!!! Não sabia, mas aparentemente vivo no fim-do-mundo, pois para o funcionário da RTP, é extraordinário existir equipas de Futsal, Pavilhões cheios no Oeste de Portugal!!!

Assalto... de 2 pontos!!!

Barcelos 3 - 3 Benfica

Segunda 'não vitória' do Campeonato (dois empates), num jogo que já se esperava difícil... Tivemos a ganhar 0-2, mas da forma como o jogo decorreu, a conquista de 1 ponto até não é mau resultado...
Como é habitual, o jogo foi mais uma vez decidido pelos apitadeiros, que são incapazes de resistir a ambientes de pressão mais pesados nos pavilhões... quando as faltas sobre jogadores do Benfica, são assinaladas ao contrário, praticamente durante todo o jogo (principalmente a seguir ao segundo golo do Benfica) é difícil vencer o jogo... Sendo que os golos do Barcelos, nasceram quase todos de 'bolas paradas', sendo aquele que não foi de 'bola parada', o Benfica tinha o guarda-redes, e dois jogadores de campo!!!

Muitos Benfiquistas na bancada e parece que houve 'molho' antes do jogo ('vingança' depois da vergonha do ano passado). O Basket também jogou hoje em Barcelos, e não me admirava nada que os 'meninos' do HóKuei tivessem sido os autores dos actos de vandalismo (partiram o vidro da frente do autocarro) no Vermelhão do Basket... Esta gente, devia ser proibida de entrar em qualquer recinto desportivo. E os dirigentes que os apoiam, também...
Eu até não sou contra as Tochadas no Estádio, mas dentro dos pavilhões, acho que não deviam acontecer... ao cuidado dos nossos.

Continuamos a liderar, agora com 8 pontos de diferença, e muito sinceramente, além do jogo no Dragay Caixa, temos tudo para ganhar todos os jogos. Em Valongo, num ambiente parecido, prevejo mais um 'roubo' épico, mas temos tudo para vencer... além desse jogo, só o jogo na Luz com a Oliveirense será perigoso!

Agora, temos Liga Europeia e o Vendrell...

Muito injusto

Benfica B 0 - 1 Chaves


Já critiquei aqui a nossa equipa B, várias vezes. Já fizemos jogos muito maus... Mas hoje nada disso se passou! Cometemos um erro grave (Guzzo), que deu o golo ao Chaves... e de resto foi o Benfica a atacar, o Benfica a desperdiçar, e o Manuel Mota a fazer tudo para o Benfica não marcar...!!!
Tivemos um golo limpo mal anulado (com 0-0), e perto do final ficou por marcar um penalty claríssimo sobre o Bilal... pouco depois, o Benfica até meteu a bola dentro da baliza, mas o árbitro resolveu marcar falta antes... curiosamente, só marcou a falta (que parece ter existido) depois de ter sido golo!!! Foi um fartar de vilanagem, nos cartões, com os cantos e lançamentos, nas faltas a meio-campo... muito, muito mau! Manuel Mota acabou por fazer tudo para afastar o estigma de ser Benfiquista!!!!
É engraçado, ver este Chaves que o ano passado não subiu, com algumas arbitragens duvidosas pelo meio... e este ano, com outro treinador, tudo mudou...! É a experiência!!!

Passando por cima do resultado e da arbitragem, destaco provavelmente o melhor jogo do Bilal no Benfica!!! Está mais móvel, melhor fisicamente... agora só falta passar a bola!!!
Mas a grande surpresa, foi o Alan Benitez, lateral-direito Paraguaio, contratado em Janeiro. Creio que fez os primeiros minutos oficiais, não o conhecia, e gostei bastante. Muito rápido, bom com a bola no pé, de cabeça levantada... é agressivo (como os defesas Paraguaios costumam ser) e mesmo fisicamente, parece ser forte... Ainda falta analisar outros pormenores (posicionamento defensivo por exemplo...), mas as primeiras impressões são importantes, e estas coisas de ser ou não ser bom, às vezes não é preciso muitas analises... e este, pareceu-me de facto, er muito bom jogador...!

O que é um lagarto?

"A propósito das tácticas ultradefensivas de algumas equipas, o treinador do Sporting disse um dia destes que o único 'autocarro' que conhece é «o que vai para Carnide». E fez sucesso. Também o presidente do Sporting, querendo em tempos explicar a deserção de uma mão cheia de anunciados reforços, disse que Mitroglou «foi para o Carnide» porque «aquilo fica em Carnide». Outro sucesso, não 'aquilo' mas Carnide. Nem sequer é uma originalidade portuguesa a arte do desprimor para com o adversário. Acontece por todo o mundo civilizado os adeptos gostarem de tratar os rivais por epítetos que supostamente os menorizam.
Ora não há razão alguma que os benfiquistas se arrepelem com o uso do Carnide. Nem o seu estádio, nem a sua fundação, nem a sua sede alguma vez foram em Carnide, uma freguesia de Lisboa igual em dignidade às demais e que até tem viscondes desde o século XIX. É que em 1805, por decisão do nosso rei D. Luís, foi outorgado o título do 1.º visconde de Carnide a José Street de Arriaga e Cunha que, de certeza, nem sabia o que era uma bola de futebol.
Falando nestes aspectos da nossa nobreza, é justo relembrar que também o estádio do Sporting, na verdade, não fica em Alvalade mas no Lumiar. Entre estes dois bairros vizinhos ainda há a Torre do Tombo e o Hospital Júlio de Matos, lugares sem qualquer espécie de dúvida com as suas tradições. Mas, com toda a franqueza, desde quando é que uma pequeníssima imprecisão geográfica pode ofender alguém? Se, por exemplo. na opinião do treinador do Sporting, a Sibéria fica mais longe do que a China, trata-se apenas de uma questão de perspectiva e não se fala mais disso.
Também os sportinguistas não se deveriam ofender quando os rivais os chamam de lagartos. Na história e na cultura do nosso futebol, o que é um lagarto? É o nome que o próprio Sporting atribuiu aos títulos de subscrição- «nunca inferiores a 10 escudos» - na campanha de recolha de fundos para a construção do velho Estádio José de Alvalade no início da década de 50.
«Já se começa a designar por toda a parte os títulos de subscrição por LAGARTOS» - lia-se no jornal oficial do clube em Fevereiro de 1951. «Congratulamo-nos com o sucedido» - seguia a notícia - «e felicitamos todos os lagartos por preferirem os LAGARTOS, o que significa que o nosso alvitre foi bem acolhido». E não foi mesmo?"

A justiça e a arbitragem no futebol

"Critico o sistema, com reuniões em dia certo da semana, como se fosse um cozido à portuguesa num restaurante de bairro.

O futebol português está nos primeiros lugares do ranking mundial. Nenhum outro setor da vida nacional tem tanta expressão e é tão considerado e admirado no Mundo. Isso deve-se, muito em especial, a um povo que ama profundamente o futebol, aos clubes, que ao longo dos anos, com alguns vícios, mas com muita criatividade, souberam crescer, desenvolver-se, modernizar-se nas suas velhas estruturas de rapazes generosos, mas amadores, deve-se (muito) à elogiável capacidade e competência dos treinadores portugueses, que muito evoluíram nas plurais áreas do conhecimento aplicáveis ao jogo, e deve-se, também, a pessoas diversas e dispersas, pessoas qualificadas e muito profissionais que integraram áreas de responsabilidade de gestão e de liderança em associações e na Federação Portuguesa de Futebol.
Temos, portanto, de assinalar, em primeiro lugar, que o futebol português, em razão de todos os padrões em que o país se pode comparar com outros países, nomeadamente os europeus, está muitos furos acima do que seria expectável e do que lhe poderia proporcionar os escassos meios financeiros de que dispõe. Há, no entanto, setores que não souberam ou não puderam acompanhar este crescimento. Setores onde, por ironia, nem sequer faltam bons técnicos, gente competente e qualificada para a função, mas que acabam submersos, nas ideias e na acção, por organizações decrépitas, ultrapassadas, isoladas e sustentadas numa ideologia amadora.
A pior de todas as organizações do futebol profissional português é a da justiça desportiva. Não quero, obviamente, colocar em causa a capacidade técnica dos seus elementos e gostaria de também poder não pôr em causa o virtuosismo da independência dos jurídicos que têm por obrigação julgar de camisola despida. O que coloco em causa é o sistema. Esse sistema bacoco e desatualizado, esse sistema de reuniões, discussões e decisões em dia certo, como se fosse o cozido à portuguesa na ementa de um restaurante de bairro. Esse sistema que se alimenta de todos os piores dos vícios e apenas de algumas virtudes do sistema judicial comum, que já não é, como se sabe, compatível com o constitucional direito à justiça do cidadão e se torna totalmente desacreditado na justiça desportiva. 
Os exemplos sucedem-se e os mais recentes, com os casos Slimani e, agora, também de Jardel e Eliseu, são tão ridículos que, por si só, matam qualquer laivo de decência na justiça desportiva.
A arbitragem, como se reconhece, também não está bem. Apesar de tudo, não me cansarei de o dizer, nada está a necessitar de maior urgência na reforma, profunda e drástica, do que justiça no futebol profissional.
O problema da arbitragem é outro. É o da insustentável convicção de que o mundo da arbitragem deve continuar a viver assente numa ideia de organização secreta, onde só a família tem assento, quer para agir, quer para influenciar.
Toda a organização que se esconde, procura o escuro das azinhagas do futebol, se torna vulnerável à especulação e à suspeição. Quem não percebe isto, em particular nos dias de hoje, não pode ter lugares de responsabilidade no futebol profissional.
As emoções e as paixões que o futebol desperta, em especial em Portugal, obrigam a uma ainda maior clareza de processos, a uma indiscutível transparência de acções. O risco de perturbação, de falsas acusações, de indícios fabricados, quer seja por maldade, quer seja por interesses inconfessáveis, é enorme, num sistema de quarto fechado e de sociedade secreta. E os árbitros, importará dizê-lo, são os que ficam mais expostos e os que mais sofrem com isso."

Vítor Serpa, in A Bola

Benfiquismo (XXVII)

Platina, Ouro e Prata...

"Caros benfiquistas,
A vossa presença aqui, hoje, projecta o Sport Lisboa e Benfica na sua verdadeira e mais importante dimensão: os sócios. Homens e mulheres que ao longo destes 112 anos construíram a História do Clube.
A vossa presença neste pavilhão representa exactamente aquilo que somos: um Clube que é dos seus sócios. Um Clube que se mantém fiel às suas origens e à vontade dos seus fundadores.
E essa realidade nunca mudará, pelo menos enquanto eu for presidente do Sport Lisboa e Benfica. Os sócios asseguram a transmissão desta herança gigantesca que vem desde 1904 e asseguram a sua permanente renovação.
Vocês são testemunho de uma História centenária, mas são, ao mesmo tempo, os responsáveis pelo crescimento, pela transformação, pela mudança que o Clube sofreu ao longo dos últimos 15 anos. 
Não há segredos ou fórmulas mágicas, sem os sócios, sem o vosso entusiasmo e apoio, não teríamos chegado aqui. É isso que hoje celebramos, a vontade, a determinação, a liderança, e a fidelidade dos sócios a um projecto que cada ano se renova.
Os anéis de platina e os emblemas de ouro e prata, que vão ser entregues dentro de alguns minutos, representam a melhor homenagem do Clube a todos aqueles que foram responsáveis por parte da sua História.
Por que cada um de nós neste pavilhão, de diferentes maneiras, participou na construção de uma parte da História do Benfica.
Vivemos um tempo de muitas exigências e de muitos desafios, mas tenho a certeza que com o vosso apoio, com a capacidade de todos quantos formam parte desta realidade, vamos conseguir ultrapassar todos os obstáculos, por maiores que possam parecer.
A História do Benfica é – e vai continuar a ser - uma história de superação, de inconformismo.
A vossa ambição é a minha ambição: construir um Benfica cada vez maior e cada vez melhor!
Esta cerimónia tem para mim – como facilmente vão perceber – um significado especial, porque também vou receber o meu emblema de ouro. Será o emblema correspondente aos meus 50 anos de filiação.
Mas gostava de evocar aqui a memória do presidente Jorge Brito, que há muitos anos, me entregou e colocou na lapela, como seu fiel depositário, o seu emblema do Benfica, dizendo-me que eu estaria a altura do desafio e da História do Clube.
Onde quer que ele esteja, espero que sinta orgulho do seu Benfica e do homem a quem entregou o seu emblema.
Viva o Benfica!"

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Domingo será a próxima final

"Faltam onze jornadas para concluir um Campeonato onde, até agora, o Benfica foi o clube dos três primeiros mais prejudicado e no entanto só se ouve a berraria alheia. O mais grave é que enquanto a berraria injustificada não for penalizada, fica a sensação imoral que compensa.
O Benfica passou em Paços com alguma tranquilidade, num jogo que sem ser espectacular pareceu sempre controlado por parte do Benfica.
Esta semana recebemos o adversário que nos causou maior dissabor na primeira volta. Para relativizar esse passado só ganhando de forma clara este jogo contra o União da Madeira se apaga o nevoeiro deixado na primeira volta. Rui Vitória sabe que domingo é a nossa próxima final da Liga dos Campeões, e relaxar é entregar o direito já conquistado até aqui de lutar pelo Tri.
No topo da Europa o Benfica fez o melhor resultado de todos os clubes do Pote 2 na Liga dos Campeões, e é talvez aquele que vindo de não cabeça de série no último sorteio disputa com mais possibilidades a passagem (penso que o Chelsea também está em aberto).
No escalão europeu abaixo, SC Braga passa com dificuldades, mas mantém o sonho europeu. FC Porto e Sporting estão livres do stress do sorteio de amanhã. O Sporting só queria não ser atropelado pelos alemães e conseguiu sair, a falar do Campeonato.
Este FC Porto nada podia fazer contra este Dortmund e nada fez.
Mesmo quando não há glória tem que haver honra. Em São Petersburgo poderemos ganhar ou perder, mas nunca deixar de lutar e prestigiar o Benfica. Não podemos passar um ano a lutar por provas europeias e depois desistir de as disputar, é um contra-senso.
Uma palavra de elogio aos nossos jovens nos quartos de final da Youth League. Nos 16 melhores em seniores e nos oito melhores da Europa em juniores mas sempre no topo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Virgolino Faneca enaltece o super gastrónomo Madureira

"Madureira, o líder da claque dos Super Dragões, é um incompreendido. Dizem que intimida árbitros mas é tudo mentira. Na realidade o homem é um apaixonado pela gastronomia de palato exigente.

Prezado senhor Madureira
Lamentavelmente, só o conheço de ouvir falar, pelo apelido Madureira, ou pela alcunha o Macaco, que presumo derivar do facto de na sua infância ter feito muitas cabriolices, mas a realidade é que o senhor  se tornou numa personalidade incontornável da vida portuguesa. O seu estatuto de líder da claque do FC Porto, o seu desempenho como jogador de futebol de uma equipa apropriadamente chamada Canelas 2010, patrocinada por um clube de strip, e a sua paixão pela gastronomia transformaram-no, ouso dizer, numa figura pública.
Eu de futebol não percebo nada, pelo que a razão desta carta tem a ver exclusivamente com assuntos gastronómicos. Neste contexto entendo perfeitamente que se tenha deslocado do Porto a Fafe, propositadamente para jantar no restaurante Taberna da Esquiça, que por acaso é propriedade de um senhor que é pai de um árbitro de futebol, de quem vocês não gostam e dizem que beneficiou o Benfica. Ó ignomínia! Nunca, em tempo algum, se viu o FC Porto ser ajudado, voluntária ou involuntariamente por árbitros, pelo que até percebo o azedume, mas sei que você é superior a tudo isso a encara o futebol com um fair-play capaz de fazer os ingleses corar de inveja.
Dizem que foi à Taberna da Esquiça com intuitos intimidatórios, interpretação da qual discordo veementemente. Basta olhar para a sua cara para concluir que é daquelas pessoas capazes de ir até Caminha só para comer uma lampreia à bordalesa no afamado restaurante Amândio ou rumar a Sul, a Cabanas de Tavira, ao incomparável restaurante Noélia & Jerónimo, para degustar umas pataniscas de polvo.
Acredito piamente em si quando afirma que entrou no dito cujo restaurante por sugestão de um amigo, que não sabia que o mesmo era propriedade do senhor pai do árbitro Jorge Ferreira, e que ficou agastadíssimo por não o servirem, a tal ponto que pediu o livro de reclamações e solicitou a presença da GNR no local.
Conta você que percebeu que algo não estava bem na Taberna da Esquiça quando viu as pessoas 'ficarem um pouco em pânico' com a sua presença. Claro que ficaram! Saber que os seus pratos iam ser avaliados por um gastrónomo emérito deixa qualquer nervoso e eles, medrosos, não se quiserem submeter ao seu exigente crivo crítico e vieram com a desculpa do futebol.
Repare que estou a escrever isto sem me rir - e mesmo que estivesse com essa expressão facial decorrente da contracção dos músculos das extremidades da boca isso não seria visível nesta missiva. Aliás, segundo amigos seus me confidenciaram você, Madureira, é fã do Mastercard Austrália, espectador assíduo do 24 Kitchen e o filme da sua vida é o Ratatui. Quando precisa de carne, da boa e de confiança, para confeccionar fondue, vai dereitinho a Vila Vrde, ao Talho do Mota, propriedade do senhor Manuel Mota, que por acaso é árbitro de futebol. E gosta tanto de 'chefs' que já comprou uns óculos igualzinhos aos de Heston Blumenthal, que, como é do conhecimento geral, é um mago da cozinha molecular. É também em função do seu desvelo pela arte da culinária que, enquanto líder da claque dos Super Dragões, utiliza para os seus adversários frases como 'até os comemos' ou 'vamos fazê-los em picadinho'.
Depois do jogo do Porto deste domingo contra o Belenenses, no Restelo, independentemente do resultado, já estou a vê-lo convidar o árbitro João Capela para irem ao Salsa & Coentros degustar uma empada do cozido do porco preto e um arroz de pombo bravo, brindando ao futuro do futebol e fazendo votos de amor eterno pela excelência da culinária.
Você, Madureira, é um incompreendido e eu compreendo que se sinta agastado com isso. Não ligue e dê-lhes com força (ler como uma metáfora.

Com os melhores cumprimentos,
Virgolino Faneca"

Joseph Goebbels não faria melhor !!!

Aquilo que escrevi na última Lixívia, e no post onde denunciei o tratamento diferenciado entre o Jonas e Mini na última jornada, foi mais uma vez confirmado hoje!!! E logo nas capas dos dois principais jornais desportivos nacionais! É vergonhoso a forma como se tenta branquear uma eliminatória da Liga Europa, onde Lagartos e Andrades, em 4 jogos, obtiveram 4 derrotas, com 1 golo marcado e 7 sofridos... e com os adversários a fazerem exibições q.b.!!!
Alguns Benfiquistas ingenuamente defendem que o Benfica só tem que estar preocupado com o que passa nas quatro linhas, mas eu recordo que com este barulho todo, já conseguiu inverter a ónus dos benefícios da arbitragem: o Benfica ao longo da época foi claramente a equipa mais prejudicada, não só no Campeonato, mas também na Supertaça e na Taça de Portugal...; sendo os mais beneficiados, têm conseguido passar a imagem inversa...!!!
Sendo que tudo isto, está a ser usado da forma mais descarada como Coação, sobre todos os agentes desportivos... E tudo isto só acontece, porque os pasquins, não só coniventes, são colaborantes e alguns casos são eles mesmo quem produz o 'material' propagandista!!!
Hoje foram vários os Benfiquistas a denunciar esta vergonha: Gauchos, Red Pass, Antitripa, Universo... não tenho muita paciência para escrever sobre a total falta de ética profissional dos responsáveis pelos pasquins... Só tenho pena do Benfica, continuar a ter relações 'normais' com esta gentalha e até lhes conceda entrevistas exclusivas regularmente!!!

Ao trabalho!

"O Sport Lisboa e Benfica saúda a eleição do novo presidente da FIFA e espera que Gianni Infantino, eleito esta sexta-feira, consiga recuperar o respeito para o órgão que superintende o Futebol mundial. O Futebol é um dos desportos mais praticados no planeta e, como ponto de encontro de culturas transversal a todos os estratos sociais, precisa de uma instituição com imagem renovada e credível.
Ao trabalho, Gianni Infantino!"


PS: Se calhar sou eu que sou desconfiado por natureza, mas muito sinceramente não acredito nas melhoras da FIFA... e não tenho nada contra o Infantino, mas os 'vícíos' das organizações são tantos, que parece impossível 'matar' o monstro!!!
E ao contrário do que se pode pensar, seria muito importante para a regeneração do Futebol português, existir lá fora, na UEFA e na FIFA, lideres respeitados... a bandalheira dos últimos tempos só dá força aos bandidos que nos rodeiam...!!!

Circo de feras

"As pressões sobre a arbitragem não são, infelizmente, novidade. Desde os tempos de Pedroto, recordo inúmeras situações em que os agentes desportivos tentaram, usando e abusando da comunicação social, condicionar o consciente e o subconsciente dos árbitros para os jogos seguintes. Outrora ou hoje, a receita é sempre a mesma, e bastante simples. Acusação, vitimização e queixume, tudo devidamente emoldurado numa sonora e persistente gritaria, capaz de transformar verdades em mentiras, e mentiras em verdades. Naqueles tempos, a coisa até tinha piada. Em 2016, confesso que já não lhe acho graça nenhuma. Com o avançar da idade, parece-me tudo demasiado óbvio, demasiado básico. E aquilo que os responsáveis do Sporting têm feito ao longo deste campeonato, de tão ridículo, chega a ser penoso. O ponto mais absurdo desta estratégia - e por si só capaz de descredibilizar todos os outros - terá sido a algazarra em torno da partida com o Tondela, onde uma boa arbitragem foi devastada pelos muitos apaniguados que o Sporting tem na comunicação social. 
Esta semana, mais do mesmo: um penálti assinalado a favor do Benfica, num lance difícil de analisar, e eis que se reabriu a torneira da desfaçatez, com o objectivo único de condicionar as arbitragens seguintes, nomeadamente a do próximo dérbi.
Quero acreditar que, em 2016, os árbitros não sejam tão maleáveis como há vinte anos. Isso deixa-me esperança de que todo este ruído não passe de folclore. Mas também é verdade que água mole em pedra dura tanto bate até que fura, sendo que neste caso, nem a pedra é muito dura, nem a água é muito mole."

Luís Fialho, in O Benfica

Vozes de burro

"Nas últimas semanas temos assistido a um acompanhamento mediático da carreira de Ricardinho, o melhor jogador de Futsal do mundo. Falou-se dos seus belos golos no Europeu da modalidade e da modesta prestação da seleção nacional, mas aquilo que realmente teve destaque nos jornais e sites desportivos foi o Benfica, o seu antigo Clube. Primeiro com a declaração de Ricardinho sobre o ordenado de Taarabt e, mais recentemente, a novidade dada pelo astro português de que o Sporting estaria interessado em contratá-lo. Ou seja, tudo o que possa surgir como um ataque ao SL Benfica tem honras de lugar nobre nas páginas virtuais e em papel. É assim com o maior Clube do mundo.
Não se questiona o facto de um clube que não tem sequer um pavilhão onde se possa jogar Futsal - e que está na situação financeira que tanta gente quer ocultar - poder ter 50 mil euros por mês para pagar a Ricardinho. Não se põe em causa que Ricardinho possa querer ir para uma agremiação que, nos últimos anos, o tem hostilizado e perseguido judicialmente. Não se pergunta como é possível o Futsal gerar, em Portugal, receitas para permitir que um praticante possa ultrapassar um milhão de euros (brutos) por ano em ordenados. Aceita-se que antigos dirigentes falem do que não sabem e apontem Daequan Cook, norte-americano do basquetebol do SLB, como exemplo de ordenados milionários, quando este valor equivale a uma décima parte daquilo que Ricardinho anuncia. Tudo é possível desde que o nome do Benfica venha à baila.
Pode ser que haja igual destaque na comunicação social e na net quando o Glorioso conquistar a final a quatro da UEFA Futsal Cup com uma equipa sem loucuras orçamentais."

Ricardo Santos, in O Benfica

Galardões Cosme Damião

"É com grande entusiasmo que participo anualmente na votação dos galardões Cosme Damião. Esta iniciativa, que rápida e meritoriamente se tornou imprescindível no âmbito da comemoração do aniversário do nosso querido Sport Lisboa e Benfica, é um veículo promotor por excelência da incomparável grandeza e inigualável glória do mais ecléctico e vencedor Clube português. Tanto que se torna injusto preterir da lista de candidatos modalidades e treinadores campeões, como é o caso do Atletismo, na categoria modalidades, e de Carlos Lisboa e José Jardim, nos treinadores, cujo trabalho desenvolvido ao longo da temporada passada se traduziu em plenos de conquistas nacionais e, no caso do Voleibol, houve inclusive a presença inédita numa final europeia. No futuro, se as temporadas, como todos desejamos, sejam de enorme e generalizado sucesso, sugiro que se alargue o leque de opções à escolha dos Sócios.
Passo a revelar a minha votação. Revelação: Renato Sanches; Formação: Basquetebol sub-16 e Sub-20; Modalidade: Voleibol; Atleta de alta competição: Nicolia; Treinador: Pedro Nunes; Futebolista: Jonas; Inovação: "Activação Emirates". Sobre esta última, considero de extrema importância fazer sentir aos nossos parceiros que o seu investimento no Clube é bem-vindo e estimado. No caso particular da Emirates, que se trata de uma marca global de reconhecida importância, importa relembrar, além do avultado montante envolvido, que a sua ligação ao Benfica ocorreu num período em que os nossos rivais se deparavam com dificuldades na angariação de um patrocinador principal. Aqui está um claro sinal do prestígio e notoriedade além fronteiras do SLB."

João Tomaz, in O Benfica

Justiça no futebol, uma tragicomédia

"O Sporting-Benfica da Taça de Portugal jogou-se no Estádio de Alvalade, a 21 de novembro de 2015. Ontem, 25 de Fevereiro de 2016, estando já pendente uma decisão sobre uma alegada agressão de Slimani a Samaris nessa partida, ficou a saber-se que vão ser enviados ao CD da FPF outras quatro situações do mesmo jogo com jogadores do Benfica a vestir a pele dos réus.
É evidente que, estando um Sporting-Benfica, que pode ser o jogo do título, marcado para o próximo dia 5 de Março, toda esta envolvência produz o efeito da gasolina sobre uma fogueira. Não irei usar este espaço nobre do jornal A BOLA para quaisquer considerando específicos sobre cada um dos lances. Porém, creio que a situação é por demais grave para que, no Editorial de A BOLA, se exija uma justiça desportiva que esteja de acordo com as necessidades da competição profissional. É literalmente impossível credibilizar o futebol ao mais alto nível em Portugal quando não existe a mínima preocupação em tornar célere e produtiva uma área fundamental como a justiça. Podemos ir à procura de culpas individuais que expliquem o estado das coisas e que nos acalmem as preocupações. Se o fizermos estaremos a fugir ao cerne da questão. A justiça do futebol, que só funciona se, entre outros atributos, for rápida e certeira, está entregue ao mais coubertiniano dos amadorismos; vive como se estivesse na primeira metade do século XX, quando não havia televisão nem computadores; e funciona segundo a vontade de umas quantas boas almas que se reúnem de vez em quando para deliberar sobre tão candentes matérias.
É hora de dizer basta!"

José Manuel Delgado, in A Bola

Vídeo-árbitro é bom sinal

"Era expectável que, à medida que se fosse aproximando o último terço do campeonato, aumentasse o tom de contestação em relação às arbitragens. Uma situação que, infelizmente, tem sido, habitual no futebol português, e que ganha maior ruído este ano; por termos três candidatos ainda com possibilidades de conquistar o título. A provável chegada do vídeo-árbitro às nossas competições talvez possa trazer alguma tranquilidade ao sector da arbitragem. Mas será isso suficiente?
Em primeiro lugar, no que respeita às críticas aos árbitros, é importante constatar 'o óbvio'. Quem mais chora, ou seja, os três grandes, são por norma os clubes mais beneficiados pelas arbitragens. Estão envolvidos nos jogos de maior mediatismo, onde se concentram as atenções de todos os adeptos, e acaba-se por omitir que os clubes mais pequenos são, na maioria das vezes, aqueles que tem maior razão de queixa.
Por outro lado, há a questão do erro humano. E isso vai sempre acontecer, fazendo parte da essência do jogo. Ainda esta semana no jogo entre Chelsea e Valencia para a UEFA Youth League, que foi decidido por grandes penalidades, vimos um golo dos espanhóis a ser invalidado, porque nenhum dos juízes (nem mesmo o de baliza) se apercebeu que a bola, depois de passar a linha de golo, embateu num ferro e voltou para trás.
O exemplo acima é precisamente um tipo de situação que poderá ser resolvido com o recurso ao vídeo-árbitro, cenário que parece estar em vias de ser testado em breve nas competições de nove federações internacionais, Portugal incluído. Cabe agora ao International Board decidir na próxima semana quando é que os testes poderão arrancar.
Aproveitar as novas tecnologias para auxiliar o difícil trabalho dos árbitros parece uma ideia muito positiva e vai ajudar a diminuir o número de decisões incorrectas, contribuindo para a verdade desportiva. E se esta situação for uma realidade ainda durante a presente época, bem que ajudaria a diminuir os níveis de contestação existentes. Em boa hora a FPF assumiu este desígnio de ser uma das federações pioneiras.
É importante também perceber que o vídeo-árbitro não vem eliminar os erros todos de arbitragem e erradicar todos os males, mas é um passo em frente, essencial para o futuro da modalidade e de uma indústria que movimenta imensos milhões. Certamente existirão lances de fora-de-jogo ou de grande penalidade, que nem com recurso a imagens permitirão decisões consensuais, pela sua complexidade. Basta ver o tão falado penálti cometido sobre Jonas no Paços de Ferreira-Benfica, que levantou opiniões diferentes entre especialistas, com a maioria a dizer que foi mal assinalado, mas com o observador do jogo a dar o lance como bem decidido.
É também por aqui que há por fazer algo pela arbitragem nacional. Tornar mais explícitas as avaliações que são feitas pelos observadores ao desempenho dos árbitros, para que não voltem a acontecer casos como os de Marco Ferreira, despromovido num ano em que foi nomeado para a final da Taça de Portugal. Além disso, um sistema de nomeações mais coerente parece ser necessário.

PS: Vítor Pereira vai deixar o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) no final do mandato. Face ao rol de críticas que se vem acentuando onde para além dos clubes, segundo notícias recentes, parece haver também uma contestação interna no CA, a decisão não surpreende. O desgaste da liderança de Vítor Pereira era evidente."


PS: Têm sido vários os colunistas a escrever sobre o video-árbitro, após ter sido anunciado que Portugal vai ser cobaia numa experiência patrocinada pelo International Board.
Pessoalmente sempre defendi o vídeo-árbitro, muito antes da grande maioria dos actuais paladinos!

Agora, parece que se estão a esquecer daquilo que diariamente se passa nas televisões, rádios e jornais desportivos deste País, em alguns casos com ex-árbitros, supostamente especialistas independentes a passarem atestados de estupidez a todos os espectadores!
Com vídeo-árbitro o penalty do Naldo em Arouca será marcado?! O penalty e expulsão do Patrício com o Tondela serão assinalados?! O Jonas mesmo sofrendo um toque em Paços (como por exemplo o Pedro Henriques admitiu), será assinalado penalty?! (ou como o Pedro Henriques defendeu: houve toque, mas não o suficiente para ser falta)!!! O Slimani teria sido expulso no jogo da Taça com o Benfica?! A falta do Renato em Belém, no penúltimo ataque do Benfica, será suficiente para anular o golo do Jonas?! E o Almeida em Paços, anula-se o golo do Jota?!
Desconfio que com os 'expert's' nacionais à frente da TV o Benfica vai marcar talvez 10 golos por época (os outros 90 vão ser anulados!); e vamos uma média de 3 a 4 penalty's por jogo, contra...!!!

Falta ou simulação?

"Há muito que está instalado o conflito entre os diversos agentes sobre a arbitragem dos jogos de futebol. A maioria pensa que os erros de arbitragem prejudicam mais a sua equipa do que a modalidade em si mesmo. A proporção deve ser sensivelmente a mesma que existe entre os que se preocupam em melhorar a arbitragem e os que apenas criticam as decisões dos árbitros.
A confiança e credibilidade do sistema passa pela qualidade do trabalho da equipa de arbitragem. Este é o ponto chave, saber como se minimizam os erros. Nunca vi um bom jogo de futebol com uma péssima arbitragem. Para assistirmos a um bom jogo são necessárias 3 boas equipas.
A arbitragem é decisiva para o sucesso de uma competição. Não é com campos inclinados que valorizamos a Liga, mas também não é com um ataque cerrado aos árbitros que se credibiliza o futebol. Temos todos de pensar em corrigir os erros que se têm cometido nestes últimos tempos. Claro que também existem decisões acertadas, que importa reforçar, mas os lapsos têm sido qualitativamente importantes, e por isso abafam as boas decisões.
Os árbitros erram em todas as jornadas. Como erram todos os outros intervenientes. Contudo, em relação aos árbitros não existe um clima de confiança. Entende-se logo que o erro foi premeditado. Não há margem para dúvidas. Mas o árbitro é culpado quando é enganado por uma simulação? Quantas vezes os treinadores são enganados nos treinos com situações idênticas...
A credibilização passa também por punir todos os outros agentes, sejam jogadores, treinadores ou dirigentes, pelos seus comportamentos. Uma simulação vale um erro do árbitro e um prémio para o seu autor. Temos de corrigir esta postura. As regras, como o acesso ao vídeo, só são alteradas pela FIFA e pelo International Board, mas podemos internamente melhorar comportamentos."

José Couceiro, in A Bola

Bandidos (à solta)

"«Estamos cá para cortar a direito. Sei de pessoas que são responsáveis de organizações estatais ligadas à justiça que furtam informações dessas organizações para fornecer a terceiras pessoas do desporto que, com base nas mesmas, vão à tutela ou a altos responsáveis para tentar condicionar/coagir decisões ou nomeações. Estamos a falar de bandidos.» As chocantes revelações foram feitas pelo presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADOP).
Tendo em consideração a responsabilidade e experiência do autor, devem estar fundamentadas em factos, pessoas e situações concretas. Entretanto, na sequência destas declarações, oito deputados do Partido Socialista já requereram a audição do presidente da ADOP na Assembleia da República, com o óbvio «caráter de urgência».
Sem prejuízo de esclarecimento em sede política, seria temerário se esses alegados factos não estejam já em averiguação judicial. Dúvidas não existem que, a serem provados, estamos perante a prática de ilícitos criminais. Não esclarecê-los de forma cabal seria também um crime. Igualmente inadmissível. Muito mal andará o desporto e Portugal se, perante esta acusação de que responsáveis de instituições estatais ligadas à Justiça furtam informações para as entregarem a pessoas ligadas ao desporto, nada acontecesse!
Esta luta não pode ser apenas pela repressão: a punição dos prevaricadores é importante, mas não resolve o problema. A prevenção, a integridade das competições, os valores de um desporto limpo e os malefícios do consumo dessas substâncias devem ser reforçados, bem como a clara protecção e valorização dos atletas e dirigentes limpos.
Mas essa luta é feita pelos responsáveis máximos e se estes andam condicionados por «bandidos»... não vai ser fácil. E porque andam distraídos os Media?"

Mário Santos, in A Bola

Benfiquismo (XXVI)

Alegria... com Murganheira...!!!
Benfica 5 - 0 Sporting, resultado feito na 1.ª parte!!!
1.º golo: Reinaldo
19 de Novembro de 1978

Redirectas XL - Foram Com Os Cães

E os dragartos foram com os cães. Podem dizer o que quiserem mas mais uma vez se demonstra que chegar a uma final da liga Europa não é tarefa fácil. E o Benfica teve muito mérito em lá ter estado durante dois anos consecutivos. Os dragartos saíram mancos desta eliminatória. Com discursos da treta para justificar coisas que são evidentes. Plantéis demasiado fracos para ombrear com equipas de topo. 
Eu desde que me lembro nunca fiquei triste por qualquer um deles ter alguma vez sido eliminado. Podem dizer o que quiserem. Os dragartos não merecem que benfiquistas indefectíveis fiquem tristes só porque os mesmos são escurraçados dos seus supostos objectivos europeus. Se passassem também não ficava triste uma vez que seriam mais jogos que teriam de fazer e isso iria pesar nas pernas para os objectivos internos do campeonato onde a luta está intensa. Mas se são colocados no seu devido lugar por duas equipas alemãs, que seja. E eu sou emigrante. Essa treta de dizerem que os emigrantes preferem que as equipas portuguesas ganhem a equipas estrangeiras não faz sentido nenhum quando quem é emigrante sente o Benfica como eu o sinto. É uma luta sem tréguas entre nós e eles e nessa luta não existem contemplações. Quem é que pode ficar contente com uma vitória deles se somos em todos os jogos apelidados de filhos da puta por essa gentalha? E depois ainda se vêm vangloriar que têm mais troféus e que são maiores do que nós? Não companheiros! Grandes somos nós. Nem 35 anos de fruta e chocolate com leite apagam a chama do nosso Glorioso Benfica. E o Benfica é respeitado por todos. Eu estou cá e sei bem o que digo. 
Uma vitória do Benfica seja onde for é sinal de regozijo. Cada derrota dos dragartos seja onde for é um ponto a favor do nosso Glorioso. Quem não entende isto?  Quando eles ganham ficam mais fortes. Quando perdem é uma ferida que se abre que importa explorar. Daqui a uns dias vamos jogar no wc. É importante ter presente que esta derrota de hoje é mais um sinal de que eles também perdem. E se o Leverkusen foi a alvalade ganhar nós também o podemos fazer. Ainda que o senhor do apito seja português o que não raras vezes faz toda a diferença. Agora que eles foram escorraçados, vão colocar toda a carne no assador do campeonato. Eu acredito que nós temos equipa para estar nas duas frentes. Há que ir a São Petersburgo e dar tudo para passar. Isso sim é prestígio para o Glorioso. Muito mais do que ganhar o campeonato. Aqui no Reino Unido ninguém quer saber quem é o campeão português. O que eles sabem é quem está nos quartos de final da liga dos campeões. Campeonatos portugueses até se compram nos supermercados segundo se ouve dizer. O Benfica ganhou ao Zenit e os meus colegas vieram dar-me os parabéns. Isso sim é que vale a pena. Eu mais do que português sou Benfica. Um indefectível é assim!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Serão só trolls?! Não, existe uma clara estratégia, premeditada, de coação sobre todos os agentes relevantes...



Ou fazes já um comunicado e processas tudo e todos ou então temos que concluir que temos um hooligan na presidência. Como é que ficamos?
Publicado por Sporting de Verdade em Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016


Juro, não sabia de nada... nem acredito, as pessoas acusadas neste video, são todas de boas famílias, parecer ser tão gentis e caridosos... Mais uma cabala montada pelos Benfiquistas, que até já escolhem Lagartos anti-Benfiquistas, como o Octávio Lopes, para transmitir a mensagem!!!
(para não ficar dúvidas, este último paragrafo foi feito com um elevado sentido de ironia!!!)

Já agora, um dos tais trauliteiros é vogal do Conselho Directivo Leonino: Bruno Mascarenhas Garcia!

Vamos lá falar claro!!!

"Depois dos talhos, das ameaças à família, das vandalizações de viaturas, passamos à fase seguinte da 'escalada de terror'.

As ameaças a quem supostamente beneficia o Benfica
1. Nos últimos dias, voltámos ao tempo da coação física e da ameaça... que bem sabemos ter estado (pelo menos) latente no período em que vigorou o Sistema que haveria de ser muito abalado (mas ainda não erradicado) com o processo Apito Dourado.
As mesmas pessoas que intimidaram João Capela, na Madeira, terão sido as mesmas que visitaram o café do pai de Jorge Ferreira, e as mesmas que escoltavam o presidente do FC Porto nas deslocações a Tribunal durante o processo Apito Dourado?
As visitas a cafés e restaurantes de familiares, neste caso o pai de um árbitro que na cabeça de alguns, terá favorecido o Benfica, começa a ser a fruta da época! Depois dos talhos, das ameaças à família, das vandalizações de viaturas, passamos à fase seguinte da escalada de terror: visitas a estabelecimentos de familiares, com publicação de fotografias a atestarem o feito para... memória futura. Níveis de intimidação nunca atingidos, nem de perto nem de longe, durante as cerca de 20 épocas do Apito Dourado, em que tudo servia para prejudicar o Benfica.
A par desta tradicional queda para resolver as coisas fisicamente, surgiu um novo sportinguismo, assente numa interpretação radical, fundamentalista e revisionista da história do Sporting, que tem vindo a incitar ao uso de métodos extremistas, com a lamentável cumplicidade de alguma comunicação social. Apenas para se perceber a diferença, compare-se as supostas razões desta visita a Fafe, com os 2 penalties que Jorge de Sousa não apitou, há umas semanas, na Choupana, em que um dos penalties teve o tamanho dos Clérigos, dos Aliados, da Praça dos Leões e da Boavista (incluído o eléctrico para a Foz passando pelo Castelo do Queijo até ao passeio Alegre com uma selfie com o Homem do Leme).
E o que vai fazer o Governo, muito especialmente o MAI, para acabar com isto? Porque este é um problema político, como sempre o defendi, e não, como acham os pobres de espírito... um problema do futebol!
Até porque - convém não esquecer - um desses últimos actos foi conduzido e assumido por membros de uma claque legalizada... e até agora nem uma palavra de condenação por parte do Clube da Claque... que os deve considerar como práticas normais!

Reaparecimento do anátema da premeditação nas nomeações e arbitragens
2. Quem esteja atento ao fenómeno futebolístico nacional perceberá que os intervenientes afectos ao Sporting têm vindo a reintroduzir um discurso com referências a realidades que - sejamos honestos - a geração de Pedro Proença, Duarte Gomes, Jorge Sousa, Artur Soares Dias, Olegário Benquerença, Pedro Henriques, etc, tinha afastado do futebol português.
Voltou a ser usual, na boca desses senhores (que, individualmente e em relação a alguns dos quais, como cidadãos, muito prezo) a crítica a cada nomeação de árbitros, no sentido de condicionar as atuações nos jogos onde participam. E, em alguns casos, têm-no conseguido.
Como têm conseguido voltar a introduzir no léxico da análise, em cada dia seguinte, a defunta ideia da premeditação, quando o seu clube... perde ou empata.
Os mesmos que se apresentam com um silêncio ruidoso, de cada vez que o seu clube é beneficiado... e são tantas essas vezes...
Em jogo, com essa estratégia, seguida de forma pouco original por alguns deles (porque os tijolos não têm ideias, mas apenas se limitam a repetir o eco), a tentativa de gerar a ideia de nova percepção de poder, tão convencidos estão que o único problema que têm é a superioridade do Benfica... só destrutível por esses meios da intriga e da falsidade.

Ataque final ao CA e ao CD da FPF
3. Nestas preocupações - a dois, pois então, que, na verdade, nunca deixaram de estar unidos contra o Benfica, tão grande é a inveja - têm uma data em que perceberão, de forma clara, onde poderão atacar. Só depois das eleições da FIFA, a 26 de Fevereiro, com as necessárias implicações na UEFA, poderão saber quem e onde pode ser alvo de destruição maciça.
Só depois da decisão de Fernando Gomes é que elegerão os instrumentos e os executores dessa política de ocupação de espaço vital (não vos faz lembrar nada?), para conseguirem eleger quem querem para o Conselho de Arbitragem e para o Conselho de Disciplina da FPF.
O Porto e Sporting não convivem - bem com a estrutura existente escolhida por Fernando Gomes. Desde sempre, ambos os clubes, dão-se mal com a verdade, com a isenção e com a competência. Sempre preferiram os Paus Mandados!
E são Paus Mandados que ambos clubes desejam introduzir nos vários órgãos do futebol português, numa espécie de Oh tempo volta para trás...
Essa é a única razão porque atacam os actuais presidentes da FPF, Conselho de Arbitragem e Conselho de Disciplina.
Apesar de nenhum destes presidentes ser do... Benfica!
Eles não suportam tanta imparcialidade e tanta independência...
Querem uma "Arbitragem dominada" e uma "Disciplina" colaboracionista!

Vítor Pereira... o homem a abater!
4. É isso o que vai estar em jogo até ao dia das eleições na FPF. Vão ser usados todos os argumentos e expedientes para colocar a cereja em cima do bolo de toda esta estratégia: afastar Vítor Pereira do Conselho de Arbitragem!
Porque, para eles, sabemos hoje, tudo o que de mal acontece no futebol português é culpa de Vítor Pereira. Como antes - lembram-se??? - era de Ricardo Costa, ao tempo presidente da Comissão de Disciplina da Liga.
O tal que condenou indevidamente Hulk, no caso do túnel... o Hulk, que, mesmo inocente, acabaria condenado na justiça cível pelos mesmos factos que o Porto não o queria ver condenado na justiça desportiva.
Todas as manobras e críticas visam afastar Vítor Pereira. Tenho a perceção que mesmo dentro da própria arbitragem há gente capaz de marcar golos na própria baliza para chegar ao poder. Desde José Gomes da APAF, Marco Ferreira ex-árbitro e grande amigo dos jornais espanhóis, Luís Guilherme ex-presidente do CA, Paulo Costa, ex-árbitro, actual vice da secção Não Profissional (que não vai tentar ser presidente enquanto seu irmão estiver no activo), Carlos Carvalho ex-presidente do CA da AF Porto, etc, etc, etc... 
Uniram-se para tentar tramar Vítor Pereira... e neste jogo valem golos marcados com a mão ou penalties inventados! Todos sabemos o que esta gente tem em comum! Por isso, eu não acredito que Homens como Duarte Gomes, Olegário Benquerença ou Pedro Henriques se juntem a eles, mas tentar seduzi-los, lá isso vão. Eles precisam de gente que lhes dê credibilidade e lhes traga competência! Ou porque será que não aparecem como alternativas a Vítor Pereira, nomes como Pedro Henriques, Olegário Benquerença ou Duarte Gomes?
Pensem... porque dá que pensar.

O que fará Fernando Gomes?
5. Não será estranho, a título de declaração de interesses, que considero excelente a prestação de Fernando Gomes como Presidente da FPF. Mas o que fará o líder do futebol português com tanta pressão mediática? Cederá? Resistirá aos interesses particulares?
Vítor Pereira, numa entrevista recente, declarou - numa afirmação de valores que são os que perfilho, mas que não são muito comuns no futebol- que só se candidataria na lista de Fernando Gomes. Será por isso importante saber o que pensa Fernando Gomes sobre o nome que quer para a Arbitragem e para a Disciplina. Por conhecer a verdade e por saber os valores que defende Fernando Gomes, estou certo que nunca deixará cair um dos seus homens de confiança desde a Liga e agora na FPF. Aliás, Fernando Gomes sabe bem que o valor da imparcialidade, lhe custou alguns ataques ferozes vindos donde menos se esperava (ou talvez não!), que entretanto abrandaram, provavelmente porque os seus autores, apesar de não pensarem de forma diferente, apenas mudaram intencionalmente de estratégia. Ou, melhor, as estratégias concertadas... com, pelo menos, o mesmo objectivo de quem também pensa os Dragões diário. Exemplo dessa gigantesca orquestração é a acusação de que Jorge Ferreira, árbitro do Paços de Ferreira-Benfica, do último sábado, era sócio da Casa do Benfica de Fafe. Acusação completamente falsa como se percebia desde o início, e agora recusada liminarmente pelo árbitro em causa - lançada em uníssono pelos representantes do Porto nos programas televisivos de análise semanal do estado do futebol.
Todos... sem excepção...

Apoiar projectos e competências (e não pessoas)
6. Ao contrário do que maldosamente tentam passar, o Benfica nunca apoiou a pessoa A ou B. No Benfica, desde há muito, apoiam-se projectos e luta-se por ideias.
Somos apoiantes incondicionais da seriedade - mesmo sabendo que os homens erram, já agora, como se tem visto, a esmagadora maioria das vezes, contra nós - mas sem premeditação ou em função de actos de corrupção.
Há gente que ainda não percebeu que o tempo dos quinhentinhos, dos chitos ou dos campeonatos decididos à mesa da União Nacional, já passou, há muito.
Tenham juízo...
Haja bom senso!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Bonitos

"Foi uma semana horrível. Ou quase. Por causa de erros de arbitragem, claro. Mas sobretudo pelos erros nas reacções aos erros de arbitragem. Porque reagir desta forma desembestada, pressionando, intimidando e apontando à corrupção serve mais para meter pressão na panela do que para libertá-la. Mas todos os anos. por esta altura. é assim.
As arbitragens em causa - o penálti em Paços de Ferreira, no Dragão, no dérbi do Minho - produziram decisões polémicas que tiveram influência nos resultados finais e, portanto,. na tabela da pontuação. É para isso que existem avaliações e punições. Em espaço próprio. Mas se o exercício de crítica colectivo degenera em ameaça e intimidação, então já não é de futebol que estamos a falar, mas da forma como se pode ganhar e perder pela pressão externa.
Esta fealdade recomenda que, ao invés, se olhe para o que é bom no futebol. Que se exaltem as coisas bonitas do futebol numa semana de coisas feias. Como o golo incrível do Cristiano Ronaldo à Roma. Como o espectáculo e calor do próprio dérbi do Minho, que apesar do caso do jogo cavalgou um emotivo e raro 3-3. Como a prestação de Iuri Medeiros e o que Moreirense faz em trinta minutos. Como o incrível Barcelona da Champions e um incrível golo de Messi em contra-ataque (numa equipa que teve 70% de posse de bola). Como a força da Juventus contra o Bayern, que lhe permitiu empatar um jogo que perdia por dois golos.
Hoje, é dia de Liga Europa. Que FC Porto e Sporting acabem a noite melhor que começaram o dia. E que se juntem com vitórias às coisas boas da semana - as coisas boas do futebol."


PS: Eu sei que o Pedro Guerreiro meteu o penalty do Jonas (que existiu) no mesmo saco que os penalty's do Mini e do Josué (que não existiram), mas a mensagem principal da crónica, é justa...

Ele conferencia, nós conferenciamos

"As conferências de imprensa no futebol são definitivamente uma maçada. Para quem as faz, creio, mas sobremaneira para quem faz o zapping pelos canais televisivos por cabo. Já nem me refiro às que são efectuadas após os jogos, pois que estas ainda podem ter algum conteúdo. Refiro-me às agora compulsivas conversas antes dos encontros.
Ali, nada se diz, mas tudo se pergunta. De um lado, o treinador ou jogador com o cacharolete de lugares-comuns perante a desnecessidade do momento. 'Vamos pensar jogo a jogo', 'estamos preparados para ganhar', 'estamos concentrados nesta partida', 'temos um adversário pela frente', 'não tememos o ambiente', 'só vale três pontos', 'as estatísticas não jogam', 'já esquecemos o desaire de há dias', 'se o jogador A joga? Logo verão na convocatória', etc, etc.
Há, todavia, um ponto que é recorrente. Qualquer treinador fala quase sempre mais do 'adversário temível'(mesmo que seja um clube pelintra...) do que da sua equipa, como que, receosamente, antecipando um resultado indesejado. Mas claro tudo se pergunta. Aproveita-se o tema da convocação mediática para questionar sobre um não tema. Transferências, arbitragens de outros jogos, declarações de terceiros, fait-divers, rumores, etc. Responde-se com o óbvio silêncio ou cai-se na armadilha de retorquir para gáudio especulativo dos media.
No fim de tudo, fica o nada. O vazio, o entretenimento oco. As televisões por cabo generalistas competem no igual, não no diferente. E acham que ganham com isso. Eu, que gosto de futebol, anseio por um canalzinho que não transmita durante longos minutos as tais conversas de treta."

Bagão Félix, in A Bola

Benfiquismo (XXV)

Último jogo na antiga Catedral: Cai um Templo, mas a Fé continua...!!!

Redirectas XXXIX - Parabéns Miúdos

Mais uma vez os míudos estão apurados para os quartos de final da Youth League. Segue-se o Real Madrid. Os nossos parabéns a todos quantos estão na base de mais esta vitória. É importante para a afirmação internacional do Glorioso enquanto escola de talentos. Não é fácil chegar tantas vezes seguidas aos quartos de final da competição mais importante de clubes no escalão sub-19 e isso deve ser sublinhado e valorizado.
O Benfica mais uma vez está entre os maiores emblemas europeus. De registar e de nunca nos cansarmos de repetir. É o reflexo do trabalho. E sinal de que o mesmo está a ser bem feito. Que venha o Real Madrid. Jogar fora é sempre complicado. Vamos acreditar. Já os eliminámos uma vez. Quem sabe não o fazemos de novo?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Mi-Mi-Miccoli !!!

"«Diverti-me e diverti os outros»
(...)
- A decisão de terminar a carreira é sempre um momento muito duro para qualquer jogador. Como foi consigo?
- Foi um bocado difícil. Depois de vinte anos a jogar como profissional, nunca poderia ser fácil. Mas foi uma decisão vinda do coração. Terminei estes cinco meses em Malta, diverti-me muito, as pessoas gostaram muito de mim, fizemos história ao passar a primeira pré-eliminatória da Liga Europa e ao vencer o West Ham na segunda pré-eliminatória, tendo sido eliminados apenas no desempate por grandes penalidades. Além disso, marquei golos (n.d.r. nove em 14 jogos). Tomei a decisão de forma consciente, até porque em Junho faço 37 anos e, por isso, agora estava na hora de me dedicar à minha família.

- Teve a ver mais com o desejo de estar com a família ou com limitações físicas?
- Não, fisicamente estava muito bem, estava a jogar e não tive problemas este ano. Eu tinha regressado a Lecce (n.d.r. em 2013), à minha casa, à minha cidade, porque queria jogar ali. Depois aconteceram muitas coisas que me levaram a ter uma experiência noutro país, mas agora entendi que era a altura certa de terminar. Quero dedicar-me à minha família, quero passar mais tempo com eles. Depois, mais à frente, vamos ver o que vai acontecer. Posso fazer mais coisas ligadas ao futebol, mas agora quero estar tranquilo com a minha família.

 - Com o grande talento que sempre lhe foi apontado, acha que podia ter tido uma carreira melhor? Chegou a ser comparado a Romário e Maradona...
- Penso que podia ter feito algo mais, sem dúvida, mas o meu carácter... Bom, cada pessoa tem o seu carácter. O meu levou-me a ser assim. Mas aos meus filhos posso dizer com orgulho que sempre disse o que pensei a toda a gente, nunca me escondi atrás de ninguém. Podia ter feito algo mais, mas estou contente e honrado com aquilo que alcancei, sem dúvida alguma. Fiz aquilo que sempre desejei. Tive outras propostas, podia ter ganho mais dinheiro, mas tive objectivos em cada equipa que estive. No Benfica, na Juventus, no Palermo... Muitos deles consegui alcança-los, outros nem por isso. A coisa que mais prazer me dá é o facto de, em qualquer dessas equipas, ninguém poder dizer que não dei cem por cento de mim.

- As lesões foram um problema?
- Eu praticamente nunca tive lesões graves na minha carreira. Só uma operação ao joelho. Nos últimos anos tive alguns problemas numa coxa, mas nunca lesões graves. Desse aspecto não me posso queixar.

- Está, portanto, feliz e orgulhoso com o trajecto que teve.
- Sim, estou feliz e orgulhoso por tudo o que alcancei. E isso é demonstrado pelas pessoas dos clubes em que joguei e que ainda gostam de mim. As pessoas do Benfica ainda me demonstram isso. O simples facto de uma instituição com essa grandeza me ter agradecido no seu site oficial, quando deixei de jogar, é algo que me enche de orgulho. Vou agradecer para sempre ao Benfica e a todos no clube. Desde o presidente e a Direcção aos adeptos e aos amigos que lá tenho, como  o Nuno Gomes e o Rui Costa. Foi uma grande honra ali, acredite. e depois estou orgulhoso por tudo o que alcancei no geral, ao longo da carreira. Tornei-me numa lenda de uma cidade como Palermo, por isso para mim está bom assim. Estou satisfeito.

- Tem a consciência de que era considerado um jogador especial, um fora-de-série?
- Eu? (risos) Essas sempre foram as minhas características... Que posso dizer.. Muitas vezes fazia jogadas para o público, para os adeptos, porque eu divertia-me tanto a jogar no meio de uma estrada como num estádio cheio. Porque para mim o futebol era um divertimento. Por isso, tentava também divertir as pessoas que me iam ver, além de me divertir a mim próprio. Com certeza que nesse sentido era um jogador diferente em relação aos outros.

- O que faz agora no tempo livre e quais os planos para o futuro?
- Neste momento estou completamente fora dela. Levo os meus filhos à escola, passeio com a minha mulher, levo a meu filho Diego ao futebol e fico a vê-lo jogar, porque ele está na minha academia. A minha filha vai fazer patinagem. Estou completamente dedicado à família, portanto, agora preciso de estar com eles. Tenho muitos planos para o futuro, entre os quais continuar, sem dúvida, com a minha academia de futebol, que é filial da Roma (n.d.r. Scuola Calcio ASD Fabrizio Miccoli, criada em 2010 em San Donato di Lecce). Temos muitos rapazes bons e capazes de fazer aquilo que eu fiz.

- Pensa que pode ser treinador no futuro?
- Penso que não. Gostaria de ser director desportivo. Tenho também uma excelente relação com o meu agente, por isso, no futuro até pode existir a possibilidade de trabalharmos em conjunto e de me tornar agente também. Tenho diversas coisas em mente, vários programas. Vamos ver. Tenho tempo para fazer um pouco de tudo. Mais à frente vamos ver o que vai acontecer.

- Qual foi o melhor jogador com quem jogou?
- Joguei com tantos jogadores de qualidade... Na Juventus, no Benfica, no Palermo... O Rui Costa, para mim, era um fenómeno. Tal como eram o Thuram, o Montero. Qualquer um deles me deu alguma coisa. Não posso escolher um porque joguei com muitos, mas todos os campeões me fizeram aprender muitas coisas. E também tive sorte de jogar com jogadores jovens, aos quais penso tive o privilégio de ensinar algo, como o Dybala, o Cavani, o Pastore... Por isso, repito, tive a sorte de jogar com muitos campeões, não posso escolher um porque todos estes que eu disse, entre outros, são importantes.

- Se pudesse, mudaria alguma coisa na sua carreira?
- Se calhar sim. Quando estava na Juventus, provavelmente as coisas poderiam ter acontecido de forma diferente. Mas eu tenho um carácter muito especial, não consigo fingir, não consigo guardar aquilo que penso. Todos as coisas que para mim não estavam bem, disse-as. Se tivesse tido um pouco mais de paciência na Juventus, podia ter lá ficado mais alguns anos. É a única coisa que se calhar mudaria.

- Qual foi o ponto mais alto da sua carreira?
- O ponto mais alto foi, como para qualquer jogador, quando cheguei à selecção nacional. Foi seguramente esse. E depois tive vários marcos importantes: quando cheguei aos 100 golos na série A, quando me tornei no melhor marcador de sempre do Palermo e no mais importante jogador da história do clube. Entre outros episódios especiais, mas a chegada à selecção foi o ponto mais alto.

- Algum sonho ficou por realizar?
- Sim, vencer o campeonato italiano com alguma equipa e vencer o campeonato português pelo Benfica. Essa é uma espécie de espinha que fica encravada. Acabei por nunca ser campeão, mas também tive muitas coisas bonitas.

«O Benfica foi a experiência mais bonita da minha carreira»
(...)
- Foram só dois anos em Portugal, é verdade, entre 2005 e 2007, mas pareceram mais. O Benfica foi o grande amor da sua carreira?
- Sim, o Benfica, para mim, significa muito. Fui muito feliz e aprendi muitas coisas lá, foi uma fase muito importante da minha carreira. Foi, se calhar, a experiência mais bonita que tive. Sem retirar importância aos outros clubes, claro, porque repito, o Palermo e o Lecce estão no meu coração. Lecce porque foi onde nasci. Lecce é tudo para mim. E Palermo foi onde me tornei jogador. Mas o Benfica foi a experiência mais bonita, sim.

- Sempre elogiou o Benfica, mesmo em Itália. Ou seja, nunca o disse apenas para parecer bem na Imprensa portuguesa. Sempre foi uma relação genuína...
- Sim, eu não preciso de dizer coisas para ser simpático para as pessoas. Não sei se está recordado, quando houve o Juventus-Benfica na meia-final da Liga Europa, eu estava em Itália e disse que ia torcer pelo Benfica. Não tenho problemas com isso. Quando falámos do meu carácter, a questão é mesmo esta. Eu sou italiano, estava a jogar em Itália e já tinha jogado na Juventus, portanto podia dizer que ia torcer pela equipa italiano, pela Juventus, para parecer bem às pessoas. Mas eu não sou assim, não preciso dessas coisas. Digo a verdade, digo aquilo que penso. Não preciso dessas coisas. Se digo que o Benfica foi a experiência mais bonita da minha vida, é porque é mesmo assim. Não preciso da Imprensa portuguesa para nada.

- Ter jogado no Benfica foi mais importante do que conquistar títulos?
- Quer dizer, vencer é sempre bom para todos, seja em que clube for. Por isso, claro, ainda mais bonito do que ter jogado no Benfica teria sido ganhar algum título pelo Benfica.

- Os adeptos do Benfica nunca o esqueceram de si. Como se explica uma relação assim tão forte, tendo em conta que não ficou muito tempo no clube?
- Não sei explicar. Se calhar eles viram em mim um jogador que sempre honrou a camisola, que sempre a vestiu com muito respeito, tal como o Benfica escreveu no site, quando abandonei. Fui sempre assim em toda a minha carreira, e se calhar é por isso que ainda hoje sou tão acarinhado.

- O golo contra o Liverpool foi o ponto alto com a camisola do Benfica?
- Esse é um golo histórico. E foi um jogo inesquecível. Vencer (2-1) nos oitavos de final da Liga dos Campeões, em Liverpool, contra aquela grande equipa que o nosso rival tinha na altura, foi sem dúvida um dos pontos mais altos da minha passagem pelo Benfica.

- Fernando Santos foi entrevistado pelo nosso jornal no início do ano e disse que você tinha um talento fora do normal, que foi dos melhores com quem trabalhou e que podia ter tido uma carreira fantástica mas que levava tudo na desportiva e gostava muito de comer...
- (Risos) Isso é verdade, sempre foi uma coisa que gostei... Em relação ao Fernando Santos, gosto muito dele também. Como treinador e, sobretudo, como pessoa. É adorável, excepcional. Recordo-o com muito carinho e lembro-me muitas vezes dele também. Espero, um dia, ir a Portugal e poder encontrar-me com ele, estarmos um pouco juntos, darmos um passeio. Tenho grande estima por ele, deu-me muito.

- Voltando ao garfo e faca, sempre teve essa fama de gostar de comer...
- Não! (risos)

- É um mito?
- (Risos) Havia espaço para tudo. As pessoas sabiam que eu era assim. É a verdade. Não é que comesse de manhã à noite, mas também nunca fui uma pessoa como o Cristiano Ronaldo, que controla tudo. Eu era assim, ou gostavas de mim assim ou não tinhas hipótese.

- Sendo adepto do Benfica, ainda vê os jogos?
- Sim, continuo a seguir sempre o Benfica.

- E o que tem achado? Alguém o impressiona em particular?
- É uma equipa muito compacta e com bons jogadores. O Jonas está muito bem, marca muitos golos, e o Mitroglou também está muito bem. O Benfica pode ter sucesso, vamos ver como será até ao fim do campeonato. Vai ser equilibrado entre Benfica, FC Porto e Sporting.

- O Bryan Cristante foi emprestado pelo seu Benfica ao seu Palermo.
- É um jogador que conhece bem o campeonato italiano, e espero que, por ele e pelo Palermo, possa ter sucesso.

- Quando pensa vir a Lisboa?
- Agora que parei de jogar, de certeza que irei em breve porque tenho mais tempo. E também tenho muita vontade de voltar a ver o Benfica. Ainda não sei quando vou, mas vou, isso é certo. Até porque tenho aí muitos amigos,como o Nuno Gomes e o Rui Costa. Quero muito voltar a vê-los.

- Ainda mantém contacto com os seus ex-colegas de equipa?
- Tenho falado só com o Nuno Gomes.

- Já entregou a Maradona o brinco que comprou para lhe devolver? (n.d.r. o artigo foi comprado por €25 mil euros num leilão público, depois de o fisco italiano o ter confiscado, devido a dividas fiscais de Maradona, o grande ídolo de infância de Miccoli)
- Ainda não lho dei, mas só porque ainda não tive hipóteses de o encontrar. Assim que isso acontecer, vou devolver-lhe. Para mim o Maradona é tudo e ele sabe.

- Quer comentar as acusações de ligações à mafia?
- Não, agora não. Falarei quando chegar o momento certo.

Fabrizio Miccoli
Data nascimento: 27/06/1979 (36 anos)
Naturalidade: Nardó (Itália)
Peso: 73 quilos
Altura: 1,68 metros
Posição: Avançado
Jogos por clubes: 589 (215 golos)
Internacionalizações: 10 (2 golos)
Percurso: AS San Sonato e Milan (camadas jovens); Casarano (1996-1998); Ternana (1998-2002); Perugia (2002/04); Fiorentina (2004/05, empréstimo da Juventus); Benfica (2005-2007, empréstimo da Juventus), Palermo (2007-2013); Lecce (2013-2015); Birkirkara (2015)
Títulos: Supertaça Itália (2003, Juventus)

Nuno Gomes
Miccoli era jogador fora de série
«O Miccoli era um fora de série tecnicamente e tinha pormenores só ao alcance de jogadores de grande nível. Entendia-me muito bem com ele dentro e fora do campo e continuamos a ser amigos hoje em dia. É daqueles jogadores que deixam saudades.»

Rui Costa
Miccoli podia ter sido dos melhores do Mundo
«O Miccoli foi dos jogadores mais geniais com quem joguei futebol e tenho o maior apreço por ele, pela relação que criámos. É um rapaz extraordinário, muito divertido, com uma alegria impressionante e contagiante que também levava para dentro do campo. Era importante para as equipas onde jogava e ao mesmo tempo divertia os adeptos. O futebol perdeu mais um génio. Foi pena alguns contratempos que teve, mas estou à vontade para dizer isto porque lhe disse várias vezes: o Miccoli podia ter sido dos melhores jogadores do Mundo, pela genialidade e talento que tinha. Recordo-me do primeiro jogo que fiz contra ele em Itália, um Perugia-Milan, em que marcou um golo fora do normal. Estava a começar a destacar-se e depois desse momento eu percebi, e toda a Itália percebeu, que estava ali um jogador espectacular. Mais tarde fomos colegas no Benfica e tive o prazer de o conhecer pessoalmente. Criámos uma óptima relação, é um óptimo amigo e uma pessoa fantástica. A grande pecha da carreira dele é, de facto, praticamente não ter ganho títulos, mas atenção que isso não diminui em nada o grande talento e qualidade que tinha, apenas acabou por não o valorizar como ele merecia. Acontece com alguns jogadores e aconteceu com Miccoli.»

Facebook Oficial do Benfica, 16 de Dezembro de 2016
«Adeus aos relvados aos 36 anos. Obrigado, Fabrízio Miccoli, pelos golos e pela dignidade com que representaste o Sport Lisboa e Benfica. Serás sempre um de nós!»

Quem jogou com Miccoli em 2005/06
Treinador: Ronald Koeman
Quim, Moreira, Moretto, Rui Nereu, Ricardo Rocha, Anderson, Alcides, Luisão, Dos Santos, Nélson, Léo, Beto, Petit, Manuel Fernandes, Karyaka, João Coimbra, Karagounis, Nuno Assis, Geovanni, Simão, Laurent Robert, João Pereira, Manduca, Marco Ferreira, Hélio Roque, Carlitos, Nuno Gomes, Marcel e Mantorras.

'Padrinho' Portugal
Estreou-se pela selecção frente a Portugal, 12 de Fevereiro de 2003, era Trapattoni o seleccionador, e nesse particular assistiu Corradi para o único golo. A 30 de Março de 2004, noutro particular com os lusos, marcou o primeiro golo pela squadra azzurra, um canto directo que deu a vitória (2-1).

Coleccionador
Miccoli gosta de tatuagens (a de Che Guevara é uma das que tem) e colecciona camisolas. Tem, entre muitas, as de Rui Costa e do ídolo italiano Roberto Baggio, mas as mais valiosas são de Romário (Fluminense) e Maradona (Nápoles). Já lhe ofereceram 10 mil euros pela do astro argentino.

Família é o pilar
Conheceu a mulher, Flaviana, quando ele tinha 14 anos e ela 17. Para meter conversa chutou a bola contra as pernas dela. Têm dois filhos, Swami (nascida em 2003 e cujo nome significa amor em indiano) e Diego (nascido em 2008 e baptizado assim em homenagem a Maradona).

O ídolo Maradona
Em miúdo chamavam-lhe Fabrízio Maradona, mas Fabri (como lhe chamam os amigos de infância), também chegou a ser apelidado de El Pibe de Nardó, Romário de Salento, ou novo Del Piero. Estreou-se nos seniores aos 16 anos, pelo Casarano."

Entrevista de Gonçalo Guimarães, a Fabrízio Miccoli, in A Bola