Últimas indefectivações

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A Evolução Estratégica no Modelo de Lage

"No “Futebol Total”, programa do Canal 11 de segunda feira, referi-me à confirmação de uma evolução estratégica do Modelo de Lage.
Depois de na temporada passada ter experimentado dificuldades várias no jogo de Alvalade da Taça de Portugal e na recepção ao Belenenses, jogos em que enfrentou a primeira fase de construção adversária em inferioridade (2 avançados contra 3 defesas), e com isso não foi capaz de trazer para si a toada do jogo – Mais até do que estancar as entradas adversárias em criação, perdeu tempo com bola e não foi capaz de assumir o jogo da forma pretendida, o SL Benfica voltou a enfrentar os mesmos adversários logo no primeiro mês de competição da nova época, com uma nuance estratégica diferente.
Estratégica porque a identidade do Benfica não foi alterada. Apenas o comportamento numa fase específica de um momento do jogo. Bruno Lage preparou um encaixe táctico diferente contra o 3+2 da construção adversária (que se repetiu na presente época, depois do sucesso contra o Benfica na época passada), e foi bem sucedido.
Na nova época e perante o 3+2 adversário, na pressão sai com Seferovic ao central do meio e com os extremos Rafa e Pizzi aos centrais mais abertos, enquanto o outro avançado (Raul) fica entre médios, com o apoio proveniente da chegada de um dos outros médios encarnados – Todas as saídas adversárias tapadas através de um encaixe diferente do que o modelo de Lage contempla habitualmente na primeira fase defensiva.
A maior coragem de um treinador é aquela que Bruno Lage evidencia. O mais fácil é não mudar e na derrota gritar por identidade e relembrar que cai de pé. O mais difícil nos dias de hoje em que o parecer conta mais que o ser, é alterar, ser estratégico e ir à procura da vitória. Sabendo que no dia em que corre mal tal será tido como uma causa – efeito. “Perdeu porque defende com os avançados lado a lado e agora foi com um nas costas do outro”.
O impacto Bruno Lage em Portugal tem tudo a ver com um treinador verdadeiramente inteligente em tudo o que importa na sua profissão – Modelo – Estratégia – Liderança – Processo de Treino. 
Sporting X SL Benfica – Meia Final da Taça de Portugal 2018/2019 – Benfica a sair com 2 contra 3 na construção adversária – Felix e Seferovic lado a lado
SL Benfica x Sporting – Supertaça 2019 Alteração Estratégica para melhor encaixe na saída em 3+2 – São os extremos que saem nos centrais (Pizzi e Rafa com centrais mais abertos) e Raul controla os 2 Médios com ajuda da chegada de Florentino ou Gabriel
SL Benfica x Belenenses – Jogo do Estádio da Luz em que Benfica teve menos Posse Jonas + Felix contra 3 que trocaram a bola e congelaram a posse
Belenenses x SL Benfica, 2019/2020 – Encaixe táctico diferente – Extremos saem aos centrais – Raul com ajuda de um dos médios fica com médios – Benfica Sem Inferioridade na construção"

Benfica Podcast #333 - Over/Under

Benfiquismo (MCCLXVIII)

Golo!

Defesa!!!

105x68... 2.ª a caminho da 3.ª jornada!

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Nojo patrocinado pela FPF...

A história da rivalidade entre SL Benfica e FC Porto

"SL Benfica e FC Porto protagonizam uma rivalidade centenária que contagia as duas principais cidades do país: Lisboa e Porto.
A primeira vez que Benfica e FC Porto se defrontaram foi no longínquo ano de 1912. Na altura, o clube azul e branco convidou os encarnados para disputar dois jogos de futebol no campo da Rua da Rainha. O jogo entre as segundas categorias terminou com uma vitória do Benfica por 1-2. Já o jogo entre as equipas principais terminou com uma vitória esmagadora da equipa convidada por 2-8.
Esta rivalidade voltaria a atingir um dos seus pontos altos na primeira metade da década de 50, período no qual ambos os clubes inauguraram novos estádios. No dia 28 de Maio de 1952, seria inaugurado o Estádio das Antas, com o SL Benfica a ser o convidado de honra para o jogo de inauguração, vencendo por 2-8, com destaque para o hat-trick apontado pelo avançado Arsénio. 
Cerca de dois anos e meio depois, no dia 1 de Dezembro de 1954, dar-se-ia o ponto alto das comemorações do cinquentenário: a inauguração do Estádio da Luz. O FC Porto seria o clube convidado para a inauguração do mesmo e, desta vez, levaria a melhor no confronto dentro das quatro linhas, com o clube azul e branco a vencer por 3-1.
Ao longo das primeiras décadas de história, a rivalidade entre Benfica e FC Porto sempre foi saudável. Apesar de sempre existir um ou outro momento de maior tensão – com destaque para o Caso Calabote – sempre predominou o clima de cordialidade e respeito entre ambos os clubes. Esse cenário começou a mudar quando Jorge Nuno Pinto da Costa chegou ao FC Porto, primeiro como Director Desportivo (entre 1976 e 1980) e mais tarde como presidente do clube a partir de 1982. Daí para a frente, a rivalidade ficaria marcada por um constante clima de guerrilha e tensão.
Juntamente com José Maria Pedroto, Pinto da Costa criou uma teia de argumentos que lhes permitiram declarar uma guerra contra aquilo a que chamavam de “Hegemonia de Lisboa”. Esta guerra regionalista encabeçada pela dupla azul e branca contagiou toda a região e deu força a um FC Porto que atravessava uma seca de títulos, tendo quebrado um jejum de 19 anos sem ganhar um campeonato.
Seria neste período em que o FC Porto voltaria a emergir como uma das maiores forças do futebol português, que a rivalidade com o SL Benfica atingiria um dos momentos de maior tensão. Na temporada 1979/1980, com a guerra regionalista entre Porto e Lisboa a atingir um dos seus pontos mais altos, adeptos de Benfica e Sporting CP uniram-se na final da Taça de Portugal de 1979/1980, na qual o clube encarnado venceria por 1-0.
Esta final deu-se num período em que o FC Porto atravessava uma crise directiva, no qual Pinto da Costa e Pedroto se insurgiram contra o presidente Américo de Sá, que se mostrava cansado do clima de guerrilha implementado pelos dois homens fortes do futebol azul e branco. A derrota nessa final da Taça de Portugal acabaria por ditar a saída de Pinto da Costa e Pedroto, bem como de 15 jogadores do plantel, dando assim início àquele que seria o Verão Quente do FC Porto.
Seria dois anos mais tarde, em Abril de 1982, que Pinto da Costa viria a suceder Américo de Sá, tornando-se no 33º presidente da história do FC Porto. E seria ainda nos seus primeiros tempos enquanto presidente, que se daria mais um episódio de maior tensão entre os clubes rivais.
Decorria a época 1982/1983, quando Benfica e FC Porto marcaram presença na final da Taça de Portugal. No entanto, Pinto da Costa e José Maria Pedroto (regressado ao clube após a eleição de Pinto da Costa a presidente), recusaram-se deslocar a Lisboa para disputar a competição, tendo-se realizado uma Assembleia Geral que aprovou a comparência na final da Taça de Portugal, apenas se esta fosse realizada no Estádio das Antas.
Todas estas confusões levaram a que a final da Taça fosse adiada para o início da época seguinte, no dia 21 de Agosto de 1983, onde Benfica e FC Porto disputariam então a final da competição nas Antas, que o Benfica acabaria por ganhar com um golo solitário de Carlos Manuel.
Seria a partir dos anos 80 que o FC Porto começaria a assumir-se como a segunda maior força do futebol português e, nos anos 90, tornar-se-ia no principal dominador do futebol português, fruto das sucessivas más gestões de que o Benfica foi alvo.
SL Benfica e FC Porto também já disputaram confrontos acesos nas Taças. Na Taça de Portugal, o Benfica leva uma vantagem esmagadora, ao vencer oito das nove finais contra o clube azul e branco, perdendo apenas na temporada de 1957/1958. Na única final da Taça da Liga em que se defrontaram, o Benfica também levou a melhor com uma vitória por 3-0 em 2009/2010.
Por outro lado, na Supertaça Cândido de Oliveira, tem sido o FC Porto a levar um domínio absoluto, perdendo apenas uma das Supertaças defrontadas contra o rival lisboeta, na temporada de 1985/1986."

Chama Imensa... Jamor e afins...

Futuro com estabilidade

"Só nos últimos dois meses, a SAD do Sport Lisboa e Benfica concretizou 18 renovações de contratos, quase todas até 2024, numa forte demonstração de como o planeamento estratégico a médio e longo prazo é uma das prioridades definidas pela liderança de Luís Filipe Vieira.
Contratos de longa duração com cláusulas de rescisão elevadas, que são a melhor forma de defender os interesses do clube e dos atletas, criando toda uma estabilidade estrutural que, ano após ano, se tem vindo a cimentar com os excelentes resultados que se conhecem.
Sim, no Benfica temos resultados, factos, provas dadas para apresentar, seja ao nível desportivo, financeiro ou patrimonial, assentes numa profissionalização rigorosa dos mais variados sectores do clube. Mas se este crescimento cada vez menos depende de um mero resultado de um jogo, qualquer que ele seja, também cria responsabilidades e ambição acrescidas quanto ao futuro.
Este início de época não poderia ter corrido melhor, com vitórias desportivas nas duas primeiras jornadas do Campeonato Nacional, na Supertaça e na International Champions Cup, o torneio internacional de pré-época mais prestigiado (numa digressão pelos Estados Unidos da América que se distinguiu pelo vasto programa institucional e promocional), e elevadas receitas no mercado de transferências que ajudaram a consolidar ainda mais a solidez financeira da SAD e, consequentemente, do clube também, o que nos permitiu, desde logo, ter acesso a um novo patamar de qualidade no quadro de aquisições, não deixando de continuar a provar que a nossa maior fonte de reforços continua a ser o Seixal.
Mas hoje uma nota também para o importante jogo do próximo sábado, para o qual se perspectiva mais uma casa cheia. No entanto, refira-se que existem ainda bilhetes disponíveis, exclusivo para os Sócios do SLB, nos canais habituais através do mercado secundário (o qual poderá estar aberto no dia do jogo inclusive, dependendo da disponibilização, ou não, de lugares detidos por sócios com Red Pass).
Assim, importa relembrar que todos os Sócios detentores de Red Pass, que não possam estar presentes no Estádio para apoiar o Glorioso no próximo sábado, poderão usar o mercado secundário para vender o seu bilhete, com ganhos para si e para o próprio clube (podendo fazê-lo para cada jogo em que não possa estar presente), garantindo a assiduidade e acumulando valor em cartão.
É muito simples, poderá vender o seu lugar através do site ou da App oficial, bastando para tal que aceda à sua área pessoal (é necessário o registo no site) e seleccione “carteira”. Na carteira virtual, deve escolher a opção “vender”. De seguida deverá introduzir o código recebido através de SMS para confirmar que pretende colocar o seu lugar à venda. Com o produto da venda (no caso do Benfica – FC Porto será metade do valor do bilhete no mercado secundário) acumulará saldo que poderá utilizar para pagamento de quotas, bilhetes ou produtos SLB.
A terminar o desejo que seja uma grande festa e um excelente espectáculo de futebol com fair play e desportivismo.

P.S.: Em nome de todos os Benfiquistas, desejamos as rápidas melhoras a Ricardo, capitão do GD Chaves, e que regresse o mais depressa possível aos relvados. Estamos juntos!"

Cruz escondeu o Feiticeiro no bolso do colete

"Novembro de 1963. O Benfica vai a Stoke-on-Trent defrontar a equipa local, onde joga uma figura formidável chamada Stanley Matthews. Venceu por 0-1, golo de José Augusto, e mereceu aplausos e elogios

Stanley Matthews: o Feiticeiro do Drible. Nunca é cedo nem tarde para falar de Matthews: poucos ou nenhum foram como ele.
Nasceu em 1915. Em Fevereiro, dia 1. Também morreu em Fevereiro, 23 mas só no ano 2000.
Em Novembro de 1963, estava confortavelmente instalado nos seus 48 anos. Um senhor. Jogava no Stoke-on-Trent, o clube da cidade do mesmo nome, ali no Staffordshire, ligeiramente para norte do condado. A avançada do Stoke era ameaçadora: Stanley Matthews, Dobing, Ritchie, Muddie e Bebbington.
Que dizer da do Benfica? José Augusto, Santana, Eusébio, Serafim e Simões.
Noite de gelo, em Stoke.
Costa Pereira, o guarda-redes vindo de Moçambique, fazia figura de exótica personagem: calças de fato de treino, vermelho bem vivo. Não era nenhum tonto.
O Cruz fazia a marcação ao Feiticeiro do Drible. O Cruz era duro até à protérvia. Caiu sobre Matthews e engasgou todo o lado direito do Stoke. Sem Stanley, o ataque do Stoke tornou-se espasmódico. Às vezes em verdadeiro estado de estupor.
Eusébio também teve direito a um tratamento especial: Kinnel, que acabara de chegar ao Aberdeen, da Escócia, pela ninharia de 27 mil libras, perseguiu o rapaz da Mafalala a pauladas como se fosse uma simples ratazana.
Na primeira parte, o jogo apastelou-se.
Irritados pelo vento que soprava do mar do Norte, os adeptos assobiavam como se, também eles, fossem vento.
Sem motivo. De um lado e de outro, Benfica e Stoke batiam-se sem restrições. Não era jogo, talvez, mas era luta na lama, a de melhor.

Os elogios de Matthews!
Serafim estava endemoinhado. Rematava como se fosse Eusébio.
Aliás, rematava mais do que Eusébio.
Tranquilo, de mãos desnudas, Leslie, o keeper do Stoke, voava por todos os lados. Era um pássaro sem saudades de gaiola.
O tempo arrastava-se. Tempestuoso. A tempestade era de assustar rinocerontes.
Cães ganiam ao longe com medo. Os morcegos procuravam abrigo.
Houve a hipótese de cancelar a disputa, mas iria servir como recolha de fundos para crianças com deficiências.
Czeizler, o húngaro que treinava o Benfica, deu a ordem: 'Joga-se e joga-se mesmo. Foi para isso que cá viemos. E respeitaremos o compromisso'.
Stanley Matthews agradeceu: 'O Benfica é um clube de cavalheiros'. Depois foi resolver os seus problemas com a Cruz. Ou, melhor, não resolveu nenhum. O Cruz enfiou o Feiticeiro no bolso. Grande Cruz!
Aos 52 minutos, Serafim desgraçou o defesa que lhe saiu ao caminho e deixou-o pregado ao relvado, com as pernas cada uma para seu lado, centrou com a certeza de um medidor de ângulos, assim a régua, esquadro e transferidor e tudo e tudo, e José Augusto meteu a bola na baliza de Leslie com a precisão própria de um especialista.
Eusébio, com as orelhas a arder com a chato do Kinnel a persegui-lo até ao intervalo e mesmo a ficar à porta do balneário do Benfica para não deixar o benfiquista sozinho nem um milésimo de segundo, não saiu das suas tamanquinhas e deixou jogar os outros.
Pelo contrário, o resto da equipa foi para cima do adversário com um apetite de Pantagruel e Gargântua juntos. Devoraram os pobres defesas do Stoke como se fossem um molho de brócolos. O público, entusiasmado, aplaudia os portugueses até que as mãos lhe doessem. O Benfica saiu do Britannia Stadium envolto no carinho que fizera tudo para merecer.
'Estes portugueses são do melhor que já vi', esbaforia Matthwes no fim. 'Belíssima equipa. Não admira que tenham sido vencedores da Taça dos Campeões nestes dois anos. Ainda bem que cá vieram. O nosso público merece ver as equipas do topo...'
Em seguida, tomou o caminho de casa, logo ali ao lado.
O Benfica seguiu para Sunderland, onde as coisas não correram tão bem.
A águia voava para todos os destinos. Sobretudo para o destino de ser universal."

Afonso de Melo, in O Benfica

"Parece um sonho!!"

"De uma quinta cheia de oliveiras fez-se um estádio e para ajudar a financiar a obra até se leiloaram galinhas.

Durante os primeiros 50 anos de vida, o Benfica andou de balizas às costas. Os primeiros treinos foram em Belém, nas Terras do Desembargador, um terreno público e sem balneários. Os banhos eram feitos com recurso a baldes de água fria e as balizas improvisadas com redes que sobravam da pesca da corvina. Seguiu-se a Feiteira, em Benfica, o Campo de Sete Rios, que foi a casa dos 'encarnados' durante 4 anos; o Campo de Benfica, que pouco tempo depois foi vendido para ali se construir uma escola; o Campo das Amoreiras, modesto, mas satisfatório para a altura; o Campo do Campo do Grande, também conhecido como 'estância de madeira', que obrigava a elevadas despesas de manutenção.
Em 1946, surgiu uma luz ao fundo do túnel: por trás do portão 203 da Estrada da Luz estendia-se uma quinta com 12 hectares, cheia de oliveiras. Era ali que nasceria o tão desejado Estádio da Luz. A concretização do sonho foi uma odisseia. Sob a presidência de Joaquim Ferreira Bogalho, que ficaria conhecido como o 'Homem do Estádio', foram levadas a cabo diversas acções para angariação de fundos: um festival de canto e teatro, o Dia do Benfica no Estádio Nacional, havia também um mealheiro gigante onde qualquer pessoa poderia depositar as suas notas, sorteios, doações, até uma galinha foi oferecida para os leilões do Clube! Os sócios estavam ávidos de ter um campo e correspondiam generosamente.
Em 1952 foi feita a escritura e a 14 de Junho do ano seguinte arrancaram as obras com as enxadas simbólicas dadas pelos presidentes e outras figuras ilustres do Clube. Dias depois, mais de 30 mil pessoas as tinham visitado. A 1 de Dezembro de 1954, os adeptos do Clube entravam, por fim, na sua nova casa. A honra de abrir os portões pela primeira vez coube ao presidente. 'Abri a chorar. Entrei, sentei-me na primeira cadeira que encontrei e ali fiquei a chorar até me chamarem (...) para ir ao campo. Tive de ir amparado pelos meus colegas de Direcção porque estava atrasado'. Neste estádio havia ginásios, balneários, um posto médico, casas de banho públicas e bares. Foi longo o caminho percorrido desde os banhos de água fria e das balizas feitas de redes de pesca. 'Parece um sonho!!', disse Bogalho de voz embargada no discurso de inauguração: 'Não é sonho, é realidade'.
Pode saber mais sobre esta grande obra na área 17 - Chão Sagrado, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Marisa Furtado, in O Benfica

Benfiquismo (MCCLXVII)

Quase...

Segunda Bola - 2.ª jornada

Benfica FM - rescaldo do Jamor...

Lixívia 2

Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 6 (0) = 6
Corruptos. 3 (0) = 3
Sporting.. 4 (+3) = 1

Mais um 'festival' macabro de nomeações e mais um 'espectáculo' medonho da dupla Veríssimo/Xistra... com a Lagartada, como vem sendo habitual, a ser levada ao 'colo' pelos seus Lagartões do Apito, à descarada!!!

No Jamor, um jogo que devia ter terminado com um 0-4, descansado, terminou num 0-2, apertado, com um segundo golo a aparecer já nos descontos!!!
Vamos por partes:
- O jogo foi todo mal apitado, repito, todo: sempre que o Benfica era um bocadinho mais agressivo na pressão, lá aparecia a falta que impedia o contra-ataque!!! É verdade que desta vez, os Amarelos até apareceram cedo, nos casos mais evidentes, mas a falta 'constante' não foi penalizada!!!
- O penalty que ficou por marcar com 0-0 no marcador, é absolutamente absurdo!!! Até os estarolas do Nojo, confirmam o óbvio!!! Como é que é possível, nem o Veríssimo, nem o Xista no VAR terem visto o derrube ao Rafa?!!!
- Primeiro golo do Benfica, completamente legal: a Porkos TV nem tentou encontrar um ângulo que levantasse suspeitas sobre a recuperação de bola do Benfica, mas nada 'encontrou'!!! Ao contrário do que fez na 1.ª parte, quando o Pizzi caiu na área da B SAD, o jogo esteve parado vários minutos devido a lesão de um jogador da casa, e não houve uma única repetição da queda do Pizzi...!!!
- Em relação ao golo anulado ao Seferovic, a 'conversa' é mais longa:
A actual interpretação da Lei do Fora-de-Jogo Posicional, diz que nenhuma irregularidade foi cometida! A palavra decisiva na Lei é: 'participar'! O Seferovic não participa na jogada, não toca na bola, nem impede o defesa de jogar a bola, nem 'tapa' a visibilidade ao guarda-redes... Portanto, a decisão é completamente errada.
Pessoalmente, admito que discordo desta interpretação, pois quando um defesa efectua um 'corte' com um avançado nas 'costas' acaba sempre por condicionar a jogada... Imagine-se que o 'corte' é em esforço, com o defesa 'esticado' a 'cortar' a bola, mas 'involuntariamente' a assistir outro avançado que estava em 'jogo'?!!! Agora, a minha opinião não faz Lei...
Depois ainda temos a questão da ida ao Monitor do Veríssimo! Nos foras-de-jogo, o protocolo diz que a decisão é do VAR... Esta é a segunda vez em Portugal que um árbitro vai ao Monitor devido a um fora-de-jogo, a primeira foi o ano passado no Corruptos-Feirense, em ambas as ocasiões as decisões foram completamente erradas!!!
Ainda podíamos alegar que o defesa do B SAD, teve a oportunidade de ter a bola controlada, e só não aconteceu devido ao mau gesto técnico... e portanto, após o toque na bola do nosso adversário, deu-se inicio a uma nova jogada de ataque! Por acaso, não concordo com esta interpretação, mas se esta situação acontecer com os nossos adversários directos, este será um argumento válido!!!
Recordo ainda para os mais esquecidos, do golo que sofremos em pleno Dragay o ano passado, com o Pepe em fora-de-jogo posicional descarado... e com o VAR a 'deixar' passar!!!
Finalmente, a questão dos 30 centímetros:
O Software utilizado pelo VAR tem seguramente uma 'margem de erro', basta analisar a questão do 'frame' onde a imagem é parada... a determinação do momento exacto do passe, é sempre subjectiva! Depois ainda temos 'agora', a determinação do 'tronco' dos jogadores (já que os braços não contam...), como é possível observar, no 'frame' do Jamor, determinar ao milímetro o local exacto do 'ombro' do Seferovic e do defesa é 'complicado'... Como consequência destas várias variáveis, a margem de erro é seguramente de vários centímetros, provavelmente maior do que 30 centímetros.
Já em Inglaterra na primeira jornada, houve um golo anulado ao Manchester City devido a um fora-de-jogo de poucos centímetros! Creio que o Software usado é o mesmo, parece-me evidente que a FIFA tem que tornar público qual é a margem de erro... e 'avisar' que os VAR não podem 'anular' golos, por foras-de-jogo por margens inferiores à margem de erro da tecnologia usada...
Acho mesmo que o Benfica devia tomar uma posição pública, sobre esta questão da 'margem de erro', porque a forma zelosa como todos os golos do Benfica são analisados, é incomparável com o 'falta' de zelo com que os golos dos 'outros' são analisados, portanto não me admirava nada, que tivéssemos mais alguns destes foras-de-jogo milimétricos 'contra'!!!


No Dragay, além da expulsão injusta do Semedo na jornada anterior que o impediu de jogar (somando-se a venda do Vasco Fernandes durante a semana, que desfalcou o Setúbal dos dois jogadores mais importantes no sistema defensivo do Setúbal!!!), nada de especial se passou...
Logo no 1.º minuto, existiu um lance 'discutível', mas vistas as repetições, parece-me claramente que houve 'carga de ombro': ombro no ombro, sendo que o jogador dos Corruptos estava com os apoios 'trocados' e por isso caiu facilmente... e nem protestou muito (talvez ainda não foi vacinado)!!!


No Alvalixo, mais um triste espectáculo de assobios, protestos, e mais uma vez penalty's perdoados aos Lagartos, dando a vitória à equipa que menos mereceu os três pontos!!!
Inacreditável como o Sporting nas duas primeiras jornadas, após a goleada na Supertaça, leva com Tiago Martins e depois Luís Godinho, dois Lagartões, candidatos aos prémios Stromp todos os anos!!!
- Não expulsão do Bruno Fernandes! Desta vez até aos mais 'distraídos' viram que o bebé chorão deveria ter visto Vermelho: são faltas perigosas, são protestos constantes... e isto repete-se jogo após jogo!!!
Já devia ter sido expulso na Supertaça, não jogaria na 1.ª jornada... mesmo no Funchal, se tiveste visto Vermelho não seria escandaloso... e na 2.ª jornada, novamente, a escapar ao Vermelho!!!
- Agora, o penalty do Mathieu sobre o Ricardo Horta, é mais um daqueles mistérios que só a Lagartice aguda do Godinho e do Nobre pode explicar... Escandaloso!!!



Anexos (I):
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), M. Oliveira (L. Ferreira), Prejudicados, (6-0), Sem influência
2.ª-B SAD(f), V(0-2), Veríssimo (Xistra), Prejudicados, (0-4), Sem influência

Sporting
1.ª-Marítimo(f), E(1-1), Martins (Hugo), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
2.ª-Braga(c), V(2-1), Godinho (Nobre), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Corruptos
1.ª-Gil Vicente(f), D(2-1), Almeida (Xistra), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(4-0), Mota (V. Santos), Nada a assinalar

Anexos (II):
Árbitros:
Benfica
M. Oliveira - 1
Veríssimo - 1

Sporting
Martins - 1
Godinho - 1

Corruptos
Almeida - 1
Mota - 1

VAR's:
Benfica
L. Ferreira - 1
Xistra - 1

Sporting
Hugo - 1
Nobre - 1

Corruptos
Xistra - 1
V. Santos - 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Xistra - 0 + 1 = 1

Sporting
Martins - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Xistra - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1

Jornadas Anteriores:
Jornada 1

Épocas anteriores:
2018-2019

Os 5 jogadores mais determinantes em clássicos

"Já se sente o friozinho na barriga, o coração já bate mais forte, já se roem as unhas! O dia do clássico aproxima-se… Um jogo SL Benfica x FC Porto é como um feriado nacional. O país para por 90 minutos para ver uma rivalidade histórica, seja na TV ou no estádio.
Ao longo da história, alguns jogadores marcaram este jogo em particular, que sempre será mais que um só jogo. Relembra alguns deles.
1. Eusébio Para além de marcar um clube, um país e uma geração, Eusébio da Silva Ferreira marcou (e muito) em clássicos. O Pantera Negra disputou 33 clássicos ao serviço dos encarnados e fez balançar as redes portistas por 25 ocasiões. É, de resto, o melhor marcador de sempre em clássicos. Foi dos jogadores mais importantes de sempre da equipa das águias, ao marcar 596 golos em 557 jogos, conquistando por 11 vezes o título de campeão nacional. Um verdadeiro craque, do melhor que o clube já viu! O único português a vencer a Bola de Ouro ao serviço de uma equipa portuguesa.
2. Julinho Júlio Correia da Silva ou Julinho, como era carinhosamente tratado pela massa adepta encarnada, foi a figura do jogo com o resultado mais pesado num clássico. O jogo viria a terminar por 12×2, a favor do SL Benfica, tendo Julinho apontado quatro tentos. Foi um festival de golos com o portuense a liderar aquela que foi a maior discrepância, em termos de golos, de um SL Benfica x FC Porto.
Foram 11 anos de águia ao peito, tendo marcado 202 golos em 200 jogos, em que conquistou três campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal e uma Taça Latina, na qual foi o herói.
3. LimaO luso-brasileiro tinha um dom: marcar ao FC Porto. Não só ao serviço dos encarnados, mas também quando representou o Belenenses e o SC Braga. No clássico no decorrer da temporada 2014/2015, à 13ª jornada, Lima apontou um bis. Dois golos que foram fundamentais para que a equipa encarnada viesse a conquistar o troféu de campeão nacional pela segunda vez consecutiva. Nesse ano, o SL Benfica terminou o campeonato com 85 pontos, mais três que o eterno rival.
Com um faro de golo incrível, Lima foi uma das peças-chave do Benfica de Jorge Jesus para conseguir o bicampeonato e, posteriormente, aquele que viria a ser o primeiro tetra da história do clube a Luz.
4. Matic Mas quem não se lembra das exibições monstruosas do sérvio ao serviço das águias? Pois, Matic tinha que estar neste lote, muito pelo golo apontado no clássico da 14ª jornada do campeonato de 2012/2013. Um golo de outro mundo, sem deixar a bola cair, de primeira, colocada no ângulo superior… Um golo de nota artística elevada, que correu o mundo! Nessa altura o SL Benfica perdia por 1-0 e Matic igualou o marcador. Nesse ano o FC Porto viria a ser campeão, com mais um ponto que o glorioso. Para a história ficam as exibições fenomenais de Matic com o Manto Sagrado!
5. Saviola Num campeonato em que a luta não foi directamente com o FC Porto, foi contra este que Saviola marcou o tento vitorioso na 14ª jornada. Triunfo por 1-0 no reduto dos encarnados. Numa altura da temporada fulcral para ganhar distância ao eterno rival, Javier Saviola foi o herói da Luz. A verdade é que nesse ano o SL Benfica quebrou a sequência de quatro campeonatos ganhos pelo FC Porto. Saviola tornou-se, então, preponderante ao garantir os três pontos para a formação encarnada. Isto, a juntar às exibições do pequeno argentino, tornam-no num dos jogadores mais determinantes em clássicos."

Clássico da Luz para além dos 3 pontos

"Os danos desportivos da eliminação do FC Porto da Champions são reversíveis; já os danos financeiros são irreversíveis...

Sérgio Conceição iniciou o processo de regeneração da equipa do FC Porto com um triunfo tranquilo sobre o Vitória de Setúbal. Segue-se o Benfica, na Luz, num jogo em que os dragões, depois do desaire de Barcelos, precisam pelo menos de pontuar para não deixarem fugir os rivais. Apesar de não possuir tantas e tão boas soluções como na temporada passada, está à vista que Sérgio Conceição tem meios para construir novamente uma equipa competitiva, capaz de lutar pelo título nacional. Ou seja, um mau começo desportivo é sempre passível de correcção, e quem disto tiver dúvidas basta puxar o filme atrás e lembrar o que foi a época do Benfica em 2018/2019, uma aventura de menos a mais que culminou com uma grande festa no Marquês.
Porém, se a época de 2019/2020 do FC Porto, no que ao rendimento da equipa respeita, pode considerar-se em aberto, já o mesmo não deve dizer-se dos danos financeiros, absolutamente irreversíveis, provocados pelo desastre frente ao Krasnodar.
Os dragões, a viver sob a tutela da UEFA por incumprimento do fair play financeiro, conheceram um alívio substancial, há um ano, através de um encaixe que quase chegou aos 80 milhões de euros, feito na Liga dos Campeões. Afastados desse maná europeu, que soluções poderão ser encontradas pela SAD portista para manter o barco equilibrado? Há uns anos, imbróglios destes resolviam-se, ou antecipando receitas televisivas ou recorrendo ao crédito bancário. Em resumo, empurrava-se o problema com a barriga e quem viesse atrás que fechasse a porta...
Hoje, por razões várias, esses caminhos estão vedados aos clubes, o que torna mais difícil encontrar meios para pagar as contas que têm de ser saldadas. Restará, como solução óbvia, vender os activos com maior valor de mercado, o que concorrerá para a diminuição da capacidade competitiva, ao mesmo tempo que será visto como um gesto de fraqueza. É nesta camisa de onze varas que o FC Porto se encontra, por força da eliminação da Champions, acrescendo a isto uma efervescência social que aumenta ou diminui ao sabor dos resultados. Como se depreende facilmente do que ficou acima exposto, o FC Porto joga, na Luz, mais do que os três pontos.
(...)

Ás
Rafa
Bruno Lage deu conta a tecla certa para tirar o melhor rendimento de Rafa, tornando-o uma arma mortífera para as defesas contrárias, a partir de uma posição de entrelinhas. Neste arranque de época, a meias com Pizzi, Rafa é referência do Benfica e deverá ser carta no baralho de ases de Fernando Santos.

Duque
Veríssimo / Xistra
Depois de uma primeira jornada francamente boa em termos de arbitragem, a dupla Veríssimo/Xistra borrou a pintura no Jamor, sem que seja fácil descortinar as razões. Os dois lances em apreço, claros como água (mesmo sem VAR) foram julgados de forma incompetente, o que deverá merecer nova reflexão ao presidente do CA.

Duque
Leonardo Jardim
Não está fácil a vida dos treinadores portugueses na Liga francesa: dois empates e quatro derrotas, em seis jogos realizados. Mas, Paulo Sousa e André Villas Boas, com um ponta cada, estão melhores que Leonardo Jardim, que ainda não foi capaz de devolver o Mónaco aos lugares a que nos tinha habituado. Grande desafio!

Parte quem marcou 93 golos em três épocas
«(...) chegou a um princípio de acordo com o E. Frankfurt para a venda a título definitivo dos direitos desportivos do jogador Bas Dost»
Comunicado, Sporting, Futebol SAD
A estrela de Bas Dost empalideceu com a chegada do holandês Keizer, que nunca aproveitou as características goleadoras ao compatriota. É pena que saia pela porta pequena o Bola de Prata de 2016/2017. E só se o Sporting não foi ao mercado vingará a tese da redução da folha salarial. Já agora, Vietto, incompatível com Bruno Fernandes (diz Keizer), quando custa?

Aritz Aduriz, 38 anos
Imagine-se um guionista de Hollywood à procura de um final perfeito para um filme sobre futebol. O protagonista, de 38 anos, pensava em pendurar as chuteiras mas acedeu a jogar mais um ano no clube do coração. Na primeira jornada, ao receber o bicampeão, o herói desta história ficou no banco, sendo chamado a jogo apenas a cinco minutos do fim, com o marcador ainda em branco. E não é que, já no tempo de compensação, o veterano goleador aplicou um pontapé moinho saído dos desenhos animados do Oliver e Benji, que deu o triunfo à sua equipa? Em Hollywood, terra dos sonhos, tudo é possível, poderia dizer-se. Mas em Bilbau também e o golo de Aduriz ao Barcelona fica como exemplo do poder único do futebol, onde não tem cabimento a palavra «impossível».

Japão à vista e All Blacks humilham Wallabies
A um mês do Mundial de râguebi, que terá lugar no Japão, os All Blacks não quiseram deixar os seus créditos por mãos alheias e, depois de há uma semana terem perdido na Austrália por 47-26, trucidaram os Wallabies por tremendo 36-0, conquistando a Bledisloe Cup. Quem pára estes Blacks? Será que Gales consegue?"

José Manuel Delgado, in A Bola

Vitória...

Benfica 1 - 0 B SAD


Jogo feio, com muita pressão sobre o portador da bola, muitas faltas  - a estratégia dos nossos adversários passava essencialmente por fazer faltas constantemente, apesar de pressionarem alto! Raramente conseguimos criar jogo ofensivo 'pensado', os guarda-redes tiveram pouco trabalho, excluindo as 'bolas paradas'... e nas poucas vezes que conseguimos sair em ataque rápido (escapando à falta cínica...!!!), marcámos!!!

Destaque para as lesões dos nossos dois Laterais, no início da partida, que condicionaram bastante a 1.ª parte...
O Ronaldo é claramente um jogador 'à parte', mesmo sendo o mais 'novo'; tenho gostado do Fabinho...; Loureiro a crescer; Serginho a dar bons indicadores...; o Gouveia ainda está longe da forma que atingiu o ano passado; o Araújo na minha opinião, poderá 'dar' num grande Lateral Esquerdo, como Extremo, tem velocidade e garra, mas falta alguma coisa...!!!
Em relação ao Jair, apesar de bom golo, acho que a evolução nas últimas duas épocas não foi nada de especial, tem que dar ao 'pedal' se quiser apanhar o 'comboio'!!!

5 Minutos à Benfica - B SAD 0 - 2 Benfica

Jamor ao Vivo !!!

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

MVP Chorão!!!

"A impunidade de Bruno Fernandes é uma coisa chocante. Está bem que hoje era o Lagarto Godinho de Borba mas porra...é demais!
O Senhor 70M€ (na cabeça dos lunáticos de Alvalade) passa os jogos inteiros a distribuir fruta e a insultar de toda as formas e feitios os árbitros. É o verdadeiro Bruno Vale Tudo! 
Impunidade total.
Não há um único cartilheiro do Benfica que fale disto todas as semanas nas TV´s nacionais? Cartilha fraquinha!"

Ao milímetro...!!!

"Sábado, 17 de Agosto de 2019, o mesmo dia e poucas horas de distância, em Portugal assistimos a isto. No jogo do Benfica, um fora de jogo “posicional”, de 30 cm (!), sem interferência na jogada, que resultou num golo anulado. No jogo de juniores do Porto, assistimos a um golo anulado ao Famalicão por fora-de-jogo, estando o jogador em jogo por uns bons 3 metros. Assim vai o futebol português."

O Boomerang das Emoções

"The people have the power
The people have the power
The people have the power
The people have the power.
Vivemos nos 30 segundos do Instagram ou do Twitter. Paredes de Coura ou Estádio da Luz, tudo é um vídeo, uma foto, uma frase, um meme, uma partilha. Tudo é um momento. A emoção é curta mas intensa. Vivem-se rapidinhas emocionais e ninguém quer os altos e baixos de um concerto ou de um jogo. Golo, falta, amarelo, é tudo um orgasmo preso. Com ou sem VAR.
Não sei se o concerto da Patti foi o que teve mais público em Coura, mas pareceu. Ouviu-se. A idade (ainda) é um posto. No palco, no público, no campo, nas bancadas. Houve rock. E é bom ter rock e uma t-shirt preta num mundo de glam e patrocínios berrantes. Os clubes apresentam fanzones bem ao gosto das marcas e dos clientes, os festivais oferecem experiências ao ritmo do brinde fácil. Todos ganham. Todos menos os adeptos e os melómanos porque este país não é para velhos.
O público actual é fraco! Todos são mais exigentes com a banda e com a sua equipa do que nos seus próprios trabalhos. Ou então não é exigência mas apenas apatia. Todos querem filmar o momento e a magia que se vive em volta mas arriscam fazer pouco. Ou nada. Os outros que façam, cantem, votem, enquanto actualizamos o status e fazemos umas stories-caça-likes. Críamos e alimentámos o Inferno da Luz e o «melhor público do mundo», e agora assistimos impávidos ao triunfo dos porcos, dos singles, dos ídolos de pés de barro. Todos têm o futuro-pântano que merecem. Discordam? Provem-me o contrário. Conseguem cantar um pouco mais no próximo concerto, gritar um pouco mais no próximo jogo? O poder é nosso, o Benfica é nosso. Queremos ser o Union ou o Leipzig?"

Angola e Brasil (Comunidade Lusófona) no Mundial de Basquetebol China - 2019

"Pela primeira vez na história do “FIBA Basketball World Cup” que decorrerá entre 31 de Agosto e 15 de Setembro próximo, em oito das mais importantes cidades da China (Beijing, Wuhan, Guangzhou, Fosham, Shanghai, Nanjing, Shenzhen e Dongguan) vão estar presentes 32 selecções nacionais. Por esse facto, foram construídos novos pavilhões e os que já existiam sofreram melhoramentos para se tornarem mais funcionais. Por outro lado, a descentralização programada dos jogos das 32 melhores selecções mundiais, oriundas dos cinco continentes, vai proporcionar espectáculos memoráveis aos jovens chineses funcionando como o mais relevante meio de promoção do basquetebol no país com mais habitantes do nosso planeta. Vejamos, então, a população de cada cidade e a cuidada distribuição por grupos, com cabeças de série complementado por sorteio, das respectivas selecções pelos diferentes locais de competição:
A – Beijing (16.704 milhões) (Costa do Marfim, Polónia, Venezuela e China);
B – Wuhan (7.541 milhões) (Rússia, Argentina, Coreia e Nigéria);
C – Guangzhou (10.641 milhões) (Espanha, Irão, Porto Rico e Tunísia);
D – Foshan (6.771 milhões) (Angola, Filipinas, Itália e Sérvia);
E – Shanghai (20.217 milhões) (Turquia, República Checa, USA e Japão);
F – Nanjing (5.827 milhões) (Grécia, Nova Zelandia, Brasil e Montenegro);
G – Shenzhen (10.358 m.)(Rep. Dominicana,França,Alemanha e Jordania);
H – Dongguan (7.271 milhões) (Canadá, Senegal, Lituania e Austrália).
A presença no Mundial China 2019 das selecções de Angola e Brasil, membros activos da Comunidade Lusófona, são uma enorme satisfação para todas as nações e comunidades de língua portuguesa e, simultâneamente, a confirmação de que, em matéria de basquetebol, estas duas grandes nações são duas referencias à escala mundial atendendo a que, ao longo da história da modalidade, têm alcançado grandes êxitos de âmbito regional e internacional em representação dos respectivos continentes, África e América.

Historial
Esta competição, designada até 2006 (quase seis décadas) por “World Championship for Men”, teve o seu início na Argentina, em 1950, com a participação de 10 selecções nacionais tendo a equipa da casa conquistado o título mundial, ao vencer na final a formação dos USA. A equipa do Chile ficou na 3ª posição. Desde esse arranque inicial, já se efectuaram 17 eventos deste quilate, sendo os cinco primeiros na América do Sul (1950, 1954, 1959, 1963, 1967), ou seja, no continente que menos danos sofreu durante a 2ª guerra mundial. Duas décadas após o seu início, os campeonatos mundiais de basquetebol entraram numa fase fundamental do desenvolvimento da modalidade à escala global, na qual a descentralização da competição se tornava necessária e decisiva. Assim, a federação internacional (FIBA) decidiu realizar a prova mundial de 1970 na Europa, concedendo a organização à ex-Jugoslávia, então a maior potência basquetebolística do continente europeu. Contudo, na competição mundial seguinte (1974) a gestão do evento foi entregue, novamente, a um país do continente americano, Porto Rico, localizado na zona central das Américas.
Entretanto, quatro anos mais tarde (1978) assistiu-se a uma segunda tentativa de descentralização através de um salto para outro continente, o asiático, com uma nova estreia organizacional a das Filipinas. Posteriormente, esta sequência processual não foi bem gerida pelos responsáveis da federação internacional, pois teria sido oportuno evitar a repetição, a curto prazo, do evento na América do Sul. No entanto, a FIBA face às candidaturas apresentadas optou por efectuar a competição raínha do basquetebol internacional, em 1982, na Colômbia. Resumindo, dos nove campeonatos mundiais realizados, até aquela data, seis foram na América do sul, um na Europa, outro na Ásia e, ainda, outro na América central o que, de certa maneira, era desanimador para quem pretendia desenvolver a modalidade de forma equilibrada em todos os continentes.
A partir de 1982 o processo de candidaturas começou a funcionar de uma forma mais ajustada ao desenvolvimento global pretendido para a modalidade e mais consentânea com a necessidade de descentralizar a competição de uma forma equilibrada pelos vários continentes. Assim, os eventos seguintes foram efectuados em Espanha (1986), Argentina (1990), Canadá (1994), Grécia (1998), USA (2002), Japão (2006), Turquia (2010), Espanha (2014) e, este ano, na China. Esperamos que as condições económicas de âmbito regional não condicionem a atribuição ao continente Africano e à Oceania os futuros “FIBA Basketball World Cups”

Campeonatos/Classificações
1950/Argentina - Classificação: 1º Argentina, 2º USA, 3º Chile;
1954/Brasil – Classificação: 1º USA, 2º Brasil, 3º Filipinas;
1959/Chile – Classificação: 1º Brasil, 2º USA, 3º Chile;
1963/Brasil – Classificação: 1º Brasil, 2º Jugoslávia, 3º União Soviética;
1967/Uruguai – Classificação: 1º União Soviética, 2º Jugoslávia, 3º Brasil;
1970/Jugoslávia - Classificação: 1º Jugoslávia, 2º Brasil, 3º União Soviética;
1974/Porto Rico – Classificação: 1º União Soviética, 2º Jugoslávia, 3º USA;
1978/Filipinas – Classificação: 1º Jugoslávia, 2º União Soviética, 3º Brasil;
1982/Colombia – Classificação: 1º União Soviética, 2º USA, 3º Jugoslávia;
1986/Espanha – Classificação: 1º USA, 2º União Soviética, 3º Jugoslávia;
1990/Argentina – Classificação: 1º Jugoslávia, 2º União Soviética, 3º USA;
1994/Canadá – Classificação: 1º USA, 2º Rússia, 3º Croácia;
1998/Grécia – Classificação: 1º Jugoslávia, 2º Rússia, 3º USA;
2002/USA – Classificação: 1º Jugoslávia, 2º Argentina, 3º Alemanha;
2006/Japão – Classificação: 1º Espanha, 2º Grécia, 3º USA;
2010/Turquia) – Classificação: 1º USA, 2º Turquia, 3º Lituânia;
2014/Espanha – Classificação: 1º USA, 2º Sérvia, 3º França.

Medalhados
USA (12 medalhas) 5 títulos (1954, 1986, 1994, 2010, 2014) 2º lugar (1950, 1959, 1982) 3º (1974, 1990, 1998, 2006); Jugoslávia (10 medalhas) 5 títulos (1970, 1978, 1990, 1998, 2002) 2º lugar (1963, 1967, 1974) e 3º (1982,1986);
URSS (8 medalhas) 3 títulos (1967, 1974, 1982) 2º lugar (1978, 1986, 1990) 3º (1963, 1970);
Brasil (6 medalhas) 2 títulos (1959, 1963) 2º lugar (1954, 1970) 3º (1967, 1978);
Argentina (2 medalhas) 1 título (1950) 2º lugar (2002);
Espanha (1 medalha) 1 título (2006);
Rússia (2 medalhas) 2º lugar (1994,1998);
Chile (2 medalhas) 3º lugar (1950, 1959);
Filipinas (1 medalha) 3º lugar (1954);
Croácia (1 medalha) 3º lugar (1994);
Alemanha (1 medalha) 3º lugar (2002);
Grécia (1 medalha) 2º lugar (2006);
Turquia (1 medalha) 2º lugar (2010);
Sérvia (1 medalha) 2º lugar (2014);
França (1 medalha) 3º lugar (2014).
Os maiores opositores, em termos desportivos, aos norte americanos e outras selecções dos países ocidentais, foram sempre as formações da ex-Jugoslávia e da ex-União Soviética que através do seu sistema político/desportivo conseguiram apresentar super/selecções que incluíam atletas oriundos das nações sob a sua tutela. Depois das alterações políticas verificadas naquelas duas super potencias do basquetebol, surgiram novas nações independentes que já começaram a mostrar resultados surpreendentes a nível internacional. A Eslovénia é o actual campeão europeu e a Sérvia, República Checa, Lituânia e Montenegro conseguiram o apuramento para este mundial. No actual ranking internacional a Sérvia ocupa o 4º lugar, o 6º a Lituânia, o 7º a Eslovénia, o 9º a Croácia, o 15º a Letónia, o 19º a Ucrânia, o 24º a R. Checa e o 26º a Georgia, o que é surpreendente em termos de desenvolvimento da modalidade ao mais alto nível.

Melhores jogadores (MVPs)
1950 – Oscar Furlong (ARG),
1954 – James Kirby (USA),
1959 – Passos Amaury (BRA),
1963 – Vlamir Marques (BRA),
1967 – Ivo Daneu (JUG),
1970 – Sergei Belov (URS),
1974 – Dragan Kicanovic (JUG),
1978 – Dragen Dalipagic (JUG),
1982 – Rolando Fraser (PAN),
1986 – Drazen Petrovic (JUG),
1990 – Toni Kukoc (JUG),
1994 – Shaquille O´Neal (USA),
1998 – Dejan Bodiroga (JUG),
2002 – Dirk Nowitzki (ALE),
2006 – Pau Gasol (ESP),
2010 – Kevin Durant (USA),
2014 – Kyrie Irving (USA).
Os melhores jogadores em cada evento, foram sempre atletas de enorme qualidade, com percursos notáveis quer nas suas selecções quer na NBA. Figuras incontornáveis na história do basquetebol, em diferentes épocas, que maravilharam todos aqueles que tiveram a oportunidade de os ver jogar. Do continente americano tiveram essa distinção James Kirby, Shaquille O´Neal, Kevin Durant e Kyrie Irving (USA), Passos Amaury e Vlamir Marques (Brasil), Oscar Furlong (Argentina) e Rolando Fraser (Panamá). Da Europa foram galardoados como MVP os jugoslavos: Ivo Daneu, Dragan Kicanovic, Dragen Dalipagic, Drazen Petrovic, Toni Kukoc e Dejan Bodiroga, assim como Sergei Belov (Rússia), Dirk Nowitzki (Alemanha) e Pau Gasol (Espanha). Quer dizer, mais europeus (9) do que americanos (8) com uma acentuada presença dos atletas oriundos da antiga Jugoslávia (6). 

Modelo de competição
Face ao considerável aumento do número de selecções dos diversos países participantes no “FIBA World Basketball Cup” o sistema competitivo teve que ser reformulado. Assim, apresentamos o novo modelo de competição exclusivamente adoptado para esta competição:
1ª Fase (31 Agosto a 5 de Setembro)
Na 1ª fase as selecções dos 32 países encontram-se distribuídas por 8 grupos de 4 equipas cada, tal como foi indicado anteriormente disputando, entre si, o apuramento dos dois primeiros classificados de cada grupo para a 2ª fase (1º ao 16º classificado).
2ª Fase (6 a 9 de Setembro)
Nesta fase as 16 selecções apuradas da fase anterior são novamente agrupadas de acordo com a seguinte distribuição:
Grupo I - Foshan (1º e 2º do grupo A e 1º e 2º do grupo B);
Grupo J - Wuhan (1º e 2º do grupo C e 1º e 2º do grupo D);
Grupo K - Shenzhen (1º e 2º do grupo E e 1º e 2º do grupo F);
Grupo L - Nanjing (1º e 2º do grupo G e 1º e 2º do grupo H).
Em cada grupo as equipas jogam entre si para apuramento dos dois primeiros classificados para a fase final.

Fase final
Quartos de final (10 e 11 de Setembro)
As oito selecções apuradas da fase anterior disputam entre si a passagem às meias finais de acordo com a seguinte fórmula: 
Dongguan - (1º do grupo I – 2º do grupo J) (1º do grupo K – 2º do grupo L)
Shanghai – (1º do grupo J – 2º do grupo I) (1º do grupo L – 2º do grupo K)

Jogos de Classificação do 5º ao 8º lugar (12 a 14 de Setembro)
Os jogos de classificação do 5º ao 8º lugar são disputados entre as equipas eliminadas nos quartos de final e são necessários porque o ranking final do “FIBA Basketball World Cup 2019” será utilizado para qualificar directamente 7 selecções para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e, ainda, seleccionar 16 equipas para os Torneios FIBA de qualificação para os Jogos Olímpicos.

Meias finais (13 de Setembro)
As meias finais serão efectuadas na cidade de Beijing entre os vencedores dos quatro encontros dos quartos de final da seguinte maneira: 
Beijing – (vencedores dos jogos realizados em Dongguan)
Beijing – (vencedores dos jogos realizados em Shanghai)

Apuramento do 3º lugar (15 de Setembro)
Beijing - Jogo entre as selecções eliminadas nas meias finais para atribuição da medalha de bronze. 

Final (15 de Setembro)
Beijing - Jogo entre as selecções vencedoras das meias finais para atribuição do título de Campeão Mundial e das respectivas medalhas de ouro e prata.

Favoritos
Se analisarmos os resultados dos dois últimos mundiais e, também, os Rankings da FIBA à escala internacional, tudo apontaria como grande favorita para a conquista do terceiro título consecutivo a equipa representativa dos USA. Contudo, a onda de lesões dos seus principais jogadores, a necessidade de recuperação da exigente competição profissional norte americana e o facto da época da NBA ter início uma semana após o final do campeonato mundial, são factores que condicionam a disponibilidade dos atletas, na casa dos trinta anos, com contratos milionários. Não se pode obrigar atletas profissionais a participar numa competição desta envergadura, nesta altura do defeso, pondo em risco a sua integridade física que, eventualmente, os impeça de cumprir o contrato de trabalho que assinaram com uma equipa da NBA ou de qualquer outra liga profissional de outro continente. No entanto, apesar da ausência da maioria dos jogadores que conquistaram o Mundial de 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio- 2016, a FIBA continua a indicar a selecção dos Estados Unidos como a principal favorita, logo seguida das formações da Sérvia, Grécia e Espanha."

A nostalgia é um campo de estrelas

"Recordar Archie Hunter à beira de uma pateira sem patos. A morte repetia-se nos campos de Inglaterra. Para todos os gostos

Por mais que estique a vista, por entre o lusco-fusco, não vejo patos vogarem nas águas da pateira. A noite foi caindo, plácida, sobre as mesas de madeira que ficam à beira dos juncos e das canas, narcisos à superfície. A gente vai fumando «biris» indianos, aquele cheiro forte a tabaco queimado, só folha, sem papel. Uma pateira sem patos. Águeda e o ponto mais alto das memórias. O Major discute com o David, o chef, os pratos e as guarnições e nada como um Major para discutir guarnições, quem pode perceber mais de guarnições do que um Major?, mesmo que Major só de nome, Joaquim e tudo.
Regressar a casa é regressar aos amigos e às conversas que Lisboa interrompe, por vezes meses a fio. Eira do Pato Ougado, eis um novo nome, com chiste, palavras atrás de palavras atrás de palavras com silêncios abruptos pelo meio que o Xauleta não deixa que se imponham porque o Xau não gosta de silêncios e tem a necessidade de os estilhaçar com gargalhadas incontroláveis e epidémicas.
Passam espanholas:
«Espérame en el cielo corazón
Si es que te vas primero
Espérame que pronto yo me iré
Allí donde tú estés».
Por que é que até no riso, me lembro da morte? Eu vinha para aqui, para estas letras, escrever sobre a morte, e ela não demorou a chegar. Talvez porque a cada regresso a casa, há sempre alguém que falta, algum de nós que se ficou pelo caminho, que não respeitou a chamada de uma reunião de amigos num sereno pacífico sobre o qual mandam as estrelas. Alguma delas será algum deles?
Hunter é nome de caçador. Os caçadores vinham por aí, pelas margens do Cértima e do Águeda, disparando sobre os patos e sobre as narcejas. Outros vinham para a caça à cana e à sediela, quero dizer, a pesca do achigã. «O futebol também é uma caça», dizia Hunter. Ou melhor, escreveu Hunter no seu livro Triumphs of The Football Field, Narrated by Archie Hunter, The Famous Villa Captain. «Quantos morreram nessa caçada? Queremos ganhar, batemo-nos para ganhar, mas muitos de nós caiem no campo. Jogamos nas situações mais duras. Sob o frio mais extremo, por vezes. O meu camarada Yates apanhou uma terrível constipação por jogar num terreno repleto de neve. Depois veio a pneumonia. E a morte». O próprio Hunter veio a saber do que falava. Durante um jogo sofreu um ataque cardíaco e teve de ser levado de urgência para o hospital. Morreu com 35 anos, não muito após esse episódio. Claro que isto foi há muito, muito tempo. Em 1890.
A morte rondava os campos de futebol. A sombra sinistra da senhora da gadanha entornava-se sobre os rectângulos de Inglaterra e Hunter dedicou parte da sua curta existência a alertar para um fenómeno preocupante. Jovens, praticamente crianças. James Dunlop, do St. Mirren, chocou cabeça com cabeça com um adversário. Do golpe adveio o tétano. E a morte. Joseph Powell, do Arsenal, levantou a perna para disputar uma bola e acertou no ombro de um adversário. Caiu e fez uma fractura exposta no úmero direito. O outro agarrou-se ao ombro e desmaiou. A imagem do osso de Powell perfurando a pele foi demais para a sua sensibilidade. Joseph foi amputado pela zona no omoplata. De pouco lhe serviu. Morreu dois dias depois. Tinha 26 anos.
Num artigo publicado numa revista de medicina, The Lancet, no dia 22 de Abril de 1899, surgiu uma estatística: nos oito anos anteriores, as vítimas mortais do futebol e do râguebi atingiram o número brutal de 96. Alguns especialistas insistiram que os principais motivos de tal razia assentavam na frequência dos choques cranianos. Mas havia mortes para todos os gostos. Di Jones, do Manchester City, rasgou um joelho, a rótula saltou-lhe como se impulsionada por uma mola. Septicemia. Condenado! Thomas_Blackstock, do Manchester United: simplesmente colapsou em campo. Relatório da autópsia: «Causas naturais». A naturalidade da morte.
Archie Hunter viveu depressa, morreu cedo e foi um cadáver bonito, como era prática dizer-se. Com seu bigodinho meio trocista tinha tocado num ponto doloroso. E fornecera aos detractores do futebol uma arma potente para combaterem a imparável popularização do jogo.
Mas nem a maldita morte tinha força para acabar com uma das expressões mais entusiásticas da vida. Archie, na verdade, não morreu. Tanto assim que aqui está, como se conversasse, alegremente, entre nós. «Archie Hunter was a prince of dribblers. It was not an unusual performance of his to start at the half way mark, and dribble through the whole of the opposing team! He would not lose the ball until he had literally dribbled it between the posts», escreveram no seu epitáfio. O príncipe dos dribles. Olho para o alto. A nostalgia é um campo cintilante de estrelas pendurado no céu de Fermentelos."

Quebrando o enguiço

"Foi uma extraordinária festa do futebol o jogo deste sábado no Jamor. Da nossa parte, missão cumprida com enorme qualidade frente a um adversário mais uma vez muito difícil e que na época passada nos tinha ganho cinco pontos.
Num relvado longe da qualidade que se exige, começámos da melhor forma este ciclo muito difícil de três jornadas em que defrontaremos de seguida dois dos candidatos ao título.
A equipa voltou a demonstrar elevada segurança na defesa e forte resiliência e criatividade no ataque, sobressaindo a abnegação com que todos os jogadores lutaram em prol da equipa.
Parabéns também ao incansável apoio e mobilização dos benfiquistas que transformaram o Jamor numa imensa mancha vermelha e branca. Conforme Rúben Dias afirmou, foi um “ambiente incrível”, atestando, uma vez mais, a comunhão perfeita vivida, no presente, entre todos.
Com esta vitória e sob o comando de Bruno Lage, o Benfica passa a contar com vitórias sobre todos os seus adversários da primeira liga (dos actuais primodivisionários, Lage só não defrontou Famalicão e Gil Vicente na Liga NOS), numa impressionante média de 95,2% de vitórias e 3,76 golos marcados por jogo, claramente acima dos 68,2% de vitórias ou dos 2,41 golos marcados por jogo conseguidos ao longo da história até Lage ter assumido o comando técnico da nossa equipa A. 
Agora toda a concentração e foco passa para o próximo desafio, um dos clássicos do futebol nacional, um Benfica-FC Porto que esperamos que seja um grande espectáculo com desportivismo dentro e fora do campo e que prestigie o futebol português.
Usando o lema que Rafa usou com confiança, ambição e humildade, “vamos por muito mais” procurar, jornada a jornada, superar cada jogo e cada obstáculo, certos do rumo que tem sido seguido.
Uma nota final para a necessidade de se proteger o talento. Qualquer que seja a cor do clube e jogadores – existindo esta referência porque Rafa começa a ser alvo e vítima de sucessivas faltas e entradas muito duras como única forma de o parar – apela-se somente por uma criteriosa e rigorosa aplicação das leis do jogo que termine com esta espécie de “caça ao Rafa”."

Bernardo...

João, tu brincas!

"Continua a ser um jogador ainda com mais potencial do que rendimento. E isto quando já está no topo do mundo só em rendimento!
A forma como tecnicamente “limpa” bolas que chegam com “picos” é uma verdadeira delícia.
A sua estreia na Liga Espanhola no Atletico x Getafe foi de um nível pornográfico – Porque jogar bem não é apenas ter notoriedade – Também a teve – é criar condições a cada acção para que a sua equipa e os seus colegas tenham sucesso. Cada domínio e toque na bola, mantendo a posse mesmo em condições impossíveis para praticamente qualquer outro jogador de futebol, é um hino e uma delícia para quem é apaixonado pela beleza deste jogo."

Entrelinhas do Desporto: Match Fixing na Turquia

"O referido caso é sobre viciação de resultados e, portanto, corrupção no mundo do futebol e envolve a FIFA, a UEFA, a Federação Turca de Futebol (“TFF”) e dois clubes da Superliga da Turquia.
As esperanças do Trabzonspor de anular o resultado da Superliga Turca de 2010/2011 parecem ter terminado após o recurso ter sido rejeitado pelo Tribunal de Arbitragem do Desporto.
Na época 2010/2011 da Super Liga turca, o clube turco Fernerbahçe conquistou o primeiro lugar, enquanto o Trabzonspor ficou em segundo.
No entanto, mais tarde, em 2011, várias pessoas são presas na Turquia por manipulação de resultados e, em Agosto de 2011, a Federação Turca retira o Fernerbahçe da Liga dos Campeões da UEFA 2011/2012 e substitui-o pelo Trabzonspor.
Em Dezembro de 2011, a Federação Turca publica um relatório que contém vários actos de manipulação de resultados envolvendo funcionários (incluindo o Presidente e o Vice-Presidente) de Fernerbahçe, e, subsequentemente, sancionou os 3 oficiais, em 2012, mas não puniu o Clube. 
Entretanto, o Trabzonspor apresentou um recurso à Federação Turca para ser assim declarado campeão da época 2010/2011. A resposta da Federação Turca: uma vez que apenas alguns funcionários da Fernerbahçe (incluindo o presidente e vice-presidente!) estavam envolvidos na manipulação de resultados, não ficou provado que os outros membros da direcção estavam cientes dessas actividades e, portanto, não poderiam ser responsabilizados. Em 2012, a Federação Turca decidiu que o Trabzonspor não tinha o direito de recorrer contra uma decisão de sancionar outro clube.
Enquanto isso, o tribunal penal turco descobriu que uma organização criminosa havia sido formada sob a liderança de Aziz Yildirim, o presidente da Fernerbahçe e que a actividade de manipulação de resultados e incentivos por parte do clube havia ocorrido com relação a 13 jogos durante o ano de 2010/2011. O presidente do Cube foi condenado a 6 anos de prisão, mas foi, após passar 1 ano na cadeia, por recurso às instâncias superiores, em 2015, absolvido junto com outros 35 arguidos por falta de provas.
Após a recusa do recurso pela Federação Turca de Futebol, o Trabzonspor solicitou em 2012 à UEFA que sancionasse Fernerbahçe pela manipulação de resultados. A UEFA abriu processos disciplinares contra o Fernerbahçe, mas não contra a Federação Turca.
Em 10 de Julho de 2012, o organismo de recursos da UEFA excluiu Fernerbahçe de duas competições consecutivas da UEFA por violação do princípio de lealdade, integridade e desportivismo (art. 5, Regulamentos disciplinares da UEFA) que o CAS confirmou em 2013 (processos CAS 2013 / A / 3256). No entanto, a UEFA recusou-se a intervir a nível nacional na Turquia para declarar o Trabzonspor campeão da época 2010/2011, alegando falta de competência. O CAS confirmou sua decisão. (Proceedings CAS 2015 / A / 4343). Em 2015, o Trabzonspor fez uma petição à UEFA para sancionar a Federação Turca, uma vez que não sancionou Fernerbahçe a nível nacional.
Por carta de Junho de 2011, o Trabzonspor informou o presidente da FIFA, Blatter, da história da manipulação de resultados e, em 2013, o Trabzonspor apresentou uma queixa oficial à FIFA solicitando que intervenha de acordo com o Código Disciplinar da FIFA e retire o título do Fenerbahçe na época 2010/11 e declarando que a Federação Turca de Futebol havia violado os estatutos da FIFA. A FIFA respondeu mais de um ano depois afirmando que, desde que a UEFA esteve envolvida, a intervenção do Comité Disciplinar da FIFA foi “inoportuna”. Em Julho de 2017, o Trabzonspor apresentou uma queixa formal ao Comité de Ética da FIFA e ao Comité Disciplinar da FIFA (“FIFA DC”) contra a Fernerbahçe e a TFF.
Em 2018, o Secretário da FIFA DC enviou uma carta ao Trabzonspor a informar que não estava em posição de intervir, uma vez que “parece que o caso foi processado em conformidade com os princípios fundamentais da lei” depois de ter analisado cuidadosamente os documentos relevantes, em particular, as decisões do Comité Disciplinar do TFF prestadas em maio de 2012 e a decisão da Câmara de Apelações do TFF proferida em 4 de Junho de 2012. (Desde quando o “não sancionamento-match-fixing” é o cumprimento dos princípios fundamentais de direito, realmente FIFA?).
Em Abril de 2018, o Trabzonspor interpôs recurso junto do Comité de Apelação da FIFA. No entanto, por carta, datada de 27 de abril de 2018, o vice-secretário da FIFA AC escreveu ao Trabzonspor, dizendo que “de acordo com o artigo 118.º do Código Disciplinar da FIFA, uma vez que o Trabzonspor não era parte no processo, Trabzonspor não podia recorrer da decisão.
Em Maio de 2018, o Trabzonspor apresentou recurso no CAS contra a recusa da FIFA DC em intervir na viciação de resultados, tendo sido ouvido em Março deste ano. Por comunicado o Tribunal Arbitral do Desporto disse: “Tendo considerado as provas conclui-se que o Trabzonspor não tinha legitimidade para processar a FIFA e, consequentemente, não tinha legitimidade para recorrer contra ela.”
Depois desta decisão do tribunal Arbitral do Desporto, só podemos concluir que a tolerância zero contra a corrupção da UEFA, da FIFA e do Tribunal Arbitral do Desporto é uma falácia."

Benfiquismo (MCCLXVI)

Braços ao ar...!!!

Jamor... aquilo que 'escapou' à PorkosTV!!!

Quanto vale um clássico?

"Não, não é um texto sobre carros antigos. Trata-se de uma tentativa de analisar e antever a importância de um clássico entre SL Benfica e FC Porto jogado num momento precoce da temporada. É mais do que um jogo? Vale mais do que os pontos em disputa? Pode revelar-se um ponto marcante ou até de viragem no campeonato?
A expectativa que o precede, a romaria ao estádio que gera, o impacto mediático que causa, a qualidade das equipas que o disputam e a dimensão dos clubes em questão impedem qualquer pessoa de menosprezar um clássico com chavões do género “É só um jogo”. É mais que isso. É uma festa – muitas vezes arruinada por quem utiliza o futebol como um subterfúgio para expor as suas competências violentas e as suas incompetências civilizacionais (par inseparável) –, é um hino ao futebol quando bem jogado, é a reunião de 159 títulos nacionais e internacionais (incluindo 65 ligas portuguesas e quatro Taças dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões), é o confronto de duas histórias e dois historiais por poucos clubes igualados e por menos suplantados no panorama futebolístico mundial.
Sendo tudo isto – e mais –, reveste-se inevitavelmente de uma importância muito grande para todos os envolvidos. O resultado e a performance, por esta ordem, podem ditar o futuro próximo de treinadores, jogadores, dirigentes. Nesse sentido, pode ser decisivo. No entanto, como temos visto nos últimos anos, vencer ambos os clássicos não é sinónimo de conquista do campeonato. Assim, dificilmente um clássico – ou mesmo os dois – é decisivo para a conquista do campeonato. Importante, claro, mas não decisivo numa maratona de 34 jogos.
Olhando para o clássico da próxima jornada percebemos isso. Uma vitória do FC Porto deixa os rivais igualados a 31 jornadas do fim. Um empate deixa uma brecha de três pontos entre ambos e uma vitória do SL Benfica abre uma vantagem de seis pontos favorável ao clube da Luz, mas que não é irrecuperável, como vimos em anos anteriores. Todavia, olhando para o contexto em que surge percebemos também a importância do jogo para o futuro dos envolvidos, como referi acima.
A má entrada na época por parte do FC Porto torna uma vitória azul e branca na Luz quase uma obrigação, podendo uma derrota portista ter repercussões que se poderão fazer sentir em toda a estrutura do vice-campeão. Por outro lado, uma derrota encarnada pode ter o condão de arrefecer os ânimos benfiquistas e tirar a graça ao estado em que se encontram os encarnados. Um mau resultado, por se tratar de um jogo que é mais do que isso, terá que ser compensado na jornada seguinte. Assim, não é despiciendo o facto de nessa jornada o FC Porto receber o Vitória SC e o SL Benfica visitar o SC Braga. Vencer o clássico ganha ainda maior carácter de urgência.
No meio de tudo isto, importa não descurar os “direitos de gabação” que estão em jogo, na perspectiva dos adeptos e associados dos dois clubes. Vencer um campeão europeu por duas vezes aumenta o ego e orgulha qualquer adepto. Vencer um rival tem o mesmo efeito. Vencer um rival campeão europeu por duas vezes tem um efeito que é mais do que a soma dos efeitos em separado – é um dos raros casos em que 1+1 não é igual a 2.
Posto isto, o clássico vale mais do que os pontos em disputa e é mais do que um jogo, podendo ser um ponto marcante ou de viragem no campeonato e na época. No entanto, não sendo o único, não poderá ser considerado o momento decisivo. No dia 24 de Agosto, a partir das 19 horas, disputa-se no Estádio do SL Benfica um jogo que é e vale mais do que um dito normal, um jogo a que vale a pena assistir, um jogo com potencial para ser um dos jogos do ano, mas que não decide o campeonato. Após o jogo, o foco, de um lado e do outro, terá que estar no que faltará jogar. Mas até lá, as atenções estarão centradas num jogo que é… um clássico!"