Últimas indefectivações

sábado, 18 de maio de 2013

Juniores - Campeões - 14.ª jornada - Fase Final


Rio Ave 1 - 2 Benfica

Finalmente, após várias tentativas nas últimas épocas, 9 anos depois, somos Campeões Nacionais de Juniores. Desta vez, ao contrário das tentativas anteriores, ultrapassamos todos os obstáculos, e foram muitos...!!!
Por culpa própria, demorámos a fazer regressar os Juniores que estavam na equipa B, por azar nosso vimos o nosso ponta-de-lança partir a perna - João Gomes -, mas depois foi um fartar de vilanagem, praticamente em todas as jornadas: penalty's, expulsões, violentas acções de intimidação (Braga por exemplo), cobardes ataques racistas, valeu tudo!!!
Hoje, com 1-1 no marcador, expulsaram o Dino, por suposta simulação!!! Depois da roubalheira da semana passada no Seixal, onde só ficaram 3 penalty's por marcar a nosso favor, contra os Corruptos - jogo, onde deveríamos ter sagrado Campeões... -, desta vez nada, nem ninguém, nos conseguiu parar.
Nem as noticias intimidatórias durante a semana, que falavam de um pedido de 100 bilhetes por parte dos Corruptos, que o Rio Ave amigavelmente cedeu!!! Também não sei se foi por isso que o jogo foi jogado num sintético, em vez de ter sido usado o campo principal...!!!
Uma nota para este Rio Ave que fez um excelente Campeonato, tanto na 1.ª fase, como na Fase Final, com excelentes jogadores, um deles vai mesmo para o Hamburgo!!!

Sem querer desvalorizar ninguém, bem pelo contrário, até acho que esta equipa, tem menos potencial individual do que outras gerações mais recentes, mas demonstrou muito mais querer do que as outras. Não me esqueço do jogo com o Setúbal no Seixal, onde a perder por 0-2, com 10 jogadores - outra arbitragem vergonhosa -, fizemos uma 2.ª parte espectacular, conseguimos empatar, e até podíamos ter vencido!!!

O Tralhão merece uma palavra de agradecimento: depois do ano passado ter pegado na equipa, com resultados positivos imediatos, este ano a temporada foi difícil, com alguns resultados menos conseguidos. Não teve os melhores jogadores disponíveis, em grande parte da temporada, e isso notou-se. Mas no sprint final, num clima muito adverso, conseguiu unir todos os jogadores atrás do objectivo... As respostas na cara de alguns dos provocadores porcos, foram na minha opinião muito importantes, perante as ofensas adversárias não podemos ficar em silêncio, alegando que somos um Clube diferente, dentro de um certo limite, é preciso reagir... e esse exemplo tem que ser dado em frente dos jogadores, para eles perceberem o que está em jogo.

Existem muitos jogadores que têm potencial para se fazerem grandes jogadores, mas ainda têm que percorrer um caminho longo... O Cancelo que hoje marcou os dois golos (pontapé de canto directo e livre directo, mandou outro livre ao poste!!!), é o exemplo perfeito, que o talento não chega, é preciso demonstrar atitude profissional em todos os momentos dos jogos e dos treinos. Varela, Cardoso, Alfaiate, Nunes, Cancelo, Rebocho, Estrela, Teixeira, Nascimento, Guzzo, Clésio, Hélder, Bernardo, Dino e outros, podem ter futuro, mas têm que trabalhar muito...
Uma nota especial para o Dino: com a lesão do João Gomes, após algumas hesitações, foi o escolhido para fazer a posição de ponta-de-lança. Direi mesmo que foi a meu pedido !!! Acabou por ser decisivo com vários golos. Continuo a defender que o Dino, como extremo terá muitos problemas, porque não toma as melhores decisões, normalmente complica, tem pouca visão periférica, acaba sempre por encontrar o caminho com mais defesas!!! Por isso tudo - e mais algumas coisas -, e porque tem faro de golo, bom jogo de cabeça, e é rápido, creio que a aposta do Dino - e da formação do Benfica -, tem que ser na posição de ponta-de-lança... Pode ser a diferença entre um extremo normal, e um grande marcador de golos.


Benfica........30
Corruptos......29
Sporting........25
Braga............20
Rio Ave.........17
Setúbal........14
Guimarães.....9
Nacional.......7


PS: Parabéns aos putos dos Benjamins B, que hoje de manhã, derrotaram o Sporting por 2-1 e sagraram-se Campeões Distritais da categoria.

Vitória no último segundo (para variar)!!!


Benfica 69 - 67 Académica
15-15, 21-21, 17-12, 16-19

Já estava à espera de um jogo muito complicado: o Benfica até agora não teve praticamente oposição ns Play-off's, os jogos foram demasiados fáceis, a Académica pelo contrário tem tido jogos repartidos, tendo vencido na Quarta o CAB na Madeira, num jogo muito emotivo... notou-se hoje, um Benfica com pouco ritmo ofensivo. Hoje foi quase sempre, Lace Dunn contra o Mundo!!! O Betinho na 2.ª parte ajudou, e no último segundo foi o Betinho a dar-nos a vitória, num lançamento espectacular...
A partir de agora creio que os jogos podem ser menos 'cardíacos', porque julgo que a qualidade de jogo ofensiva do Benfica vai aumentar, e a Académica pode começar a 'não acreditar', mas amanhã temos que ter mais jogadores a contribuírem na pontuação. Com os lançamentos exteriores, a não caírem - mais uma vez!!! - é muito importante continuar a fazer penetrações, e continuar a carregar no ressalto ofensivo porque a gestão das faltas pela Académica pode ser um dos nossos trunfos, já que eles são muito agressivos a defender, e mesmo com árbitros amigos 'estudantes', eles não podem ignorar todos os contactos!!!
Já não é o primeiro jogo, onde ofensivamente cometemos muitos erros, mas conseguimos vencer, porque defensivamente estamos razoavelmente concentrados, hoje voltou a ser assim...
Recordo que não temos o Doliboa lesionado, o Heshimu está a jogar claramente condicionado, e o Andrade depois de uma longa paragem também não está a 100%... o Benfica continua ser claramente favorito, mas não será tão fácil como alguns esperavam. O Benfica não pode dar 'esperança' aos Estudantes (com 4 ex-Benfica!!!), temos que ser eficientes. O quarteto Fernandes/Balseiro/Hallman/Sousa é muito forte ofensivamente, é verdade que eles não têm muitas opções para rodar, mas se as 'bombas' começam a entrar, não é fácil pará-los.

Bom prenuncio


Académica 3 - 6 Benfica

Depois de uma época, muito abaixo das expectativas, depois de umas últimas jornadas da fase regular com resultados muito maus... nada melhor para ganhar confiança, do que uma vitória convincente, num pavilhão onde à poucas semanas tínhamos empatado.
É óbvio que o regresso de alguns dos lesionados ajudou... creio que a opção de fazer 'descansar' alguns jogadores nestas últimas semanas, para ter a certeza que estão todos recuperados das mazelas, foi uma boa decisão... agora falta mais uma vitória... a caminho das Meias.

Empate na última jornada...


Benfica B 2 - 2 Santa Clara

Terminou com mais um empate a época da nossa equipa B. Desta vez nunca estivemos a vencer, por duas vezes tivemos em desvantagem por duas vezes conseguimos recuperar...
O 7-º lugar na II Liga, é na minha opinião uma boa classificação. Antes da época começar, sempre pensei que as equipas B, iriam lutar para não descer, mas enganei-me...
A qualidade de jogo, na maioria dos jogos, foi fraca, pouco entusiasmante, mas esse é infelizmente o Futebol praticado em Portugal, o famoso jogo do 'pontinho'... também é verdade que os relvados não ajudam, são poucos, muito poucos os relvados em condições aceitáveis...
Mas o mais importante, é fazer evoluir os jogadores, de todos os jogadores creio que o Cavaleiro é aquele com mais potencial (começou a época muito bem, renovou, caiu a pique, nesta ponta final voltou a jogar benzinho!!!). Sim, considero o Miguel Rosa um bom jogador, mas tendo em conta todos os factores: idade, velocidade, força... acho que o Cavaleiro, tem mais hipóteses de jogar na equipa principal, algo que o Miguel Rosa dificilmente fará!!! O Luciano, e o Rosado (só meia-época, está emprestado...) na minha opinião foram os outros destaques. Os jogadores mais jovens como o Lindelof, o Guzzo, o Hélder Costa, o Cancelo (dois golos hoje nos Juniores) vão fazer mais algumas épocas nesta equipa. O Carole desiludiu-me, principalmente a defesa-esquerdo. Este jovem Chinês até tem jogado bem, mas precisa de mais minutos... o Mika teve demasiadas falhas, creio que com a excelente evolução do Varela, o Mika vai ter menos oportunidades, o empréstimo talvez seja a melhor solução. O Deyverson, é o mistério desta equipa: um jogador com tão pouca qualidade técnica,  mas com um faro para o golo fora do normal... mas muito sinceramente não creio que seja opção para a equipa principal. Mas nesta equipa não podemos ter somente jovens, ex-juniores, é necessário ter alguns jogadores mais velhos, com experiência, nesse contexto temos o Pimenta... E precisamos de mais alguns, o Sidnei por exemplo apesar de tudo, foi importante, dando alguma consistência à defesa, se ele sair, ficaremos com uma defesa muito novinha...

Título perdido


Corruptos 7 - 3 Benfica

A tarefa era praticamente impossível, tínhamos que vencer, por 3 golos!!! Não foi neste jogo que perdemos o Campeonato. Cada vez mais me convenço que a vitória do ano passado, foi algo de quase sobrenatural !!! Esta é de longe a mais Corrupta de todas as modalidades Corruptas neste país Corrupto. O ano passado fomos perfeitos, este ano não conseguimos derrotar o Paço de Arcos... é verdade que em Valongo e em Oliveira de Azeméis fomos roubados à força toda, mas isso, no início do Campeonato já nós sabemos que vai acontecer...!!!
Disputar um Campeonato no antro da Corrupção é impossível... hoje, até entrámos bem na partida, o 1.º golo deles é contra a corrente do jogo, mas logo depois o Ladrão do Apito marca um dos mais escandalosos penalty's que eu vi - e já vi muitos!!! -, os jogadores perderam a cabeça, e em 2 minutos sofremos 4 golos!!! O jogo terminou... o resto da partida ficou 3-3, mas tudo foi decidido em 2 minutos!!!
Se nós quisermos ser Campeões, este jogo não pode contar... as regras são diferentes em todo o Campeonato, mas neste local, por e simplesmente não existem...
O comportamento na bancada por trás do banco do Benfica, com a cumplicidade das autoridades, é uma das imagens de marca do antro. Não é novidade, recordo-me de um jogo de Basket em Matosinhos, creio que num jogo das Meias-finais do Play-off, com os Americanos do Benfica a reagirem (!!!), será difícil alguém superar esse momento, mas eles bem tentam...

As perspectivas para o resto da época não são as melhores: na Taça de Portugal temos que ir a Valongo. Local onde é costume a existência de fenómenos sobrenaturais!!! E na Europa, com o anuncio da realização da Final 4, no antro da Corrupção, as nossas probabilidades de vencer diminuíram drasticamente. Já não era fácil passar o Barça nas Meias, mas se isso acontecer... Prevejo mais uma final entre o Barça e os Corruptos, com o Barça a vencer, e mais um festival de porrada, tal como na última vez que a Final da Liga Europeia foi realizada na Faixa de Gaza!!! Só mesmo um Federação totalmente Corrupta, podia dar a organização de uma prova destas, a um Clube cadastrado, como podem recordar nas imagens:



Não tenho informações privilegiadas, mas acredito que vai haver algumas alterações na secção. Defendo a continuação do Sénica, mas a equipa precisa de sangue novo, dito isto, o Carlos López tem que ficar!!! Precisamos de um especialista nos Livres Directos... Se os rumores sobre a vinda do Trabal forem verdadeiros, é uma grande notícia: com muita pena minha, o Ricardo tem falhado demasiadas vezes...

Pagaia de prata

O João Ribeiro, tripulante do K4 1000m nacional, conjuntamente com o Emanuel Silva, o Fernando Pimenta e  David Fernandes, terminou a Final A, no 2.º lugar, na segunda prova da Taça do Mundo desta época, na prova realizada na República Checa.

A desdita não se diz

"As derrotas recentes do Benfica foram associadas a maldições. A velha de Gutmann, a nova do minuto 92. Não acredito em maldições, mas acredito na sorte e no azar. E tenho achado curioso, por estes dias, que quando os adeptos do Benfica se lamentam dos azares alguém lhes diga que o azar não existe no futebol, que tudo é resultado do que se sabe e consegue. Que a sorte dá trabalho, como se diz naquele tom moralistazinho. É claro que não é só assim.
Num jogo há variáveis que podem ser controladas e é a capacidade para esse controlo que separa os bons dos maus, sim; mas, por definição, um jogo implica aleatoriedade, acaso. Partindo do princípio que o futebol vive de falhas - passes e remates falhados ou corridas sem efeito prático são mais comuns do que acertos e golos -, é nos momentos em que se erra que pode detectar-se a sorte de uma equipa. Ou seja, se nos momentos em que ela falha a outra acerta sempre, ou muitas vezes, é justo dizer-se que teve azar. E, por correspondência, a outra sorte. E o oposto, claro. É uma ideia simples e desvalorizada, porque parece contrária à tal defesa de profissionalismo e competência.
Nada disto é o mesmo, no entanto, que dizer que o futebol é um jogo de azar. É, antes, um jogo com sortes e azares. Se fosse, realmente, apenas um jogo de azar já o teriam ilegalizado. Ainda na semana passada um Juiz do Rio de Janeiro, no Brasil, sentenciou o póquer como um jogo de azar e logo proibido, atendendo o pedido de um promotor que contrariava uma comissão de peritos da polícia que garantia, por sua vez, que o póquer dependia mais da capacidade do jogador do que da sorte. O velho argumento do póquer como jogo baseado na habilidade matemática a na capacidade de interpretação do adversário e não tanto na sorte ditada pelo virar de cartas pode, assim, ir caindo por terra.
No futebol, não creio que alguma vez a sorte seja tão influentemente considerada. Mas que está lá está. Ou não."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

A importância do fica Jesus

"Treinador do Benfica pôs-se em causa e saiu reforçado, tanto junto dos adeptos como enquanto pilar do projecto
Jorge Jesus vai ser o treinador do Benfica na próxima temporada, independentemente da validade do contrato que venha a assinar com o emblema da Luz. A época 2013/14 tem-na garantida, e o resto depois vê-se. As promessas "forever" já todos vimos no que dão e o facto de ter acontecido na casa do vizinho não muda nada, pois ninguém garante que não se possa repetir do outro lado da rua, ou em qualquer outro lado, se a bola entrar na baliza adversária menos vezes do que o esperado.
Depois de dois acidentes descomunais no espaço de um punhado de dias, Jorge Jesus optou por se referendar, o que só joga a favor dele. É bem pago, está num clube que ajudou a estabilizar e a tornar competitivo, tinha a garantia prévia de um novo e prolongado contrato, ou seja, condições para aproveitar a boa onda gerada em torno de si e fazer ali mesmo, no rescaldo da derrota, uma comovida jura de amor eterno.
Acreditando naquilo que faz, Jesus precisava de saber claramente se continua a ter apoios fortes dentro e fora, porque não adianta ser garantido por um presidente que manda efectivamente se depois se tem um estádio vazio ou divorciado da equipa. Ao pôr-se em causa, o treinador reforçou não só o estatuto de intocável como a solidez de um projecto de que é um dos pilares.
Depois do discurso de Vieira e das manifestações de apoio popular, já pode tratar de arrepiar caminho. E tem muito a fazer, pois estando a final da próxima edição da Champions marcada para o Estádio da Luz, o sonho benfiquista vai ser muito inflacionado."

A guarda suiça

"As probabilidades de o FCP perder o presente campeonato são ínfimas. Mas, para que as probabilidades matemáticas sejam reduzidas a zero, quem de direito já promoveu a instalação de um clima de terror em Paços de Ferreira.
O relato que transcrevemos em seguida não é ficcional e encontra-se no mural do Facebook de um elemento da Direcção de uma Casa do Benfica de um concelho confinante ao de Paços de Ferreira. Apesar de aparentemente parcial por ter sido escrito por uma pena benfiquista, apresenta silogismos extremamente plausíveis e testemunhados por alguns habitantes pacenses. Eis a transcrição:
«Jogadores do Paços ameaçados!
O "braço-armado" portista sabe onde trabalham esposas e familiares, sabem os nomes e onde estudam os filhos.
Devido a esta situação (pelo menos) dois jogadores normalmente titulares pediram a Paulo Fonseca dispensa do jogo. Foi recusado pelo treinador. Mau estar instalado no clube.
Jogadores do Paços amedrontados, desconcentrados só querem que o jogo passe depressa, que o porto seja campeão e que possam voltar à vida normal com a sua família.»

«Adeptos Pacenses agredidos e roubados.
Para conseguir o máximo dos bilhetes possíveis, elementos das claques portistas têm estado a semana todo em Paços. Agrediram adeptos adversários e roubaram os poucos que já tinham conseguido bilhete. Vários relatos inclusive de idosos mal tratados. Poucos adeptos Pacenses estarão presentes no jogo de Domingo. O medo e o terror dominam a cidade. Um clube pacato, sem grande força popular e mediática "come e cala".
Vários novos sócios do Paços nos últimos dias. Todos da zona do porto. Consta-se que todas estas inscrições foram suportadas pelo fcp e todos estes novos sócios são membros dos grupos de apoio organizado do clube. Algo que seria muito fácil de investigar por quem de direito… Objectivo "silenciar e controlar" as reduzidas áreas de sócios Pacenses.»

«Josué, jogador preponderante na equipa do Paços e membro dos "Superdragões" desde há muitos anos, garantiu no seu circulo de "amigos" que estava tudo controlado. Tem sido constantes os encontros entre neste atleta e alguns dos mais conhecidos membros da claque portista. Segundo palavras do mesmo "não há razão para preocupações, o porto será campeão ou… Campeão".
Josué tem também aconselhado colegas a não se armarem a heróis porque "aquela malta não brinca". Este talentoso médio tem servido como uma espécie de infiltrado daquele grupo de marginais no balneário Pacense. Domina os mais fracos, demove os indecisos e denuncia os íntegros. Estes últimos os principais alvos do terror psicológico em relação às famílias.»

«Ameaças de que o jogo nunca chegará ao fim se algo estiver a correr mal e de que o Paços dentro de anos disputará as divisões amadoras…»

«Ameaças aos habitantes locais de uma enorme invasão portista à cidade! É melhor para todos, para a terra e os seus habitantes que nada "falhe".
Ideia generalizada e desejo de toda a cidade, cidadãos, adeptos do clube, jogadores e dirigentes que toda esta gente ganhe, fique feliz e se vá embora. De vez.»

«Em Paços de Ferreira, e em muitos lugares da cidade do Porto sabe-se tudo isto e muito mais. Poucos aceitam dar a cara e falar com medo de represálias e os outros gabam-se, gozam e… Já festejam! Tudo às claras, tudo sob um silêncio comprometedor de milhares de jornalistas, centenas de rádios, tv's e jornais. Só interessa falar no futuro do Jesus, no Gaitan para o Manchester, no Garay de volta para o Real Madrid...»

Como benfiquista do Norte, já testemunhei muitas vezes este clima de intimidação, legitimado até por pessoas de formação superior...Por isso, entreguem-se as faixas..."

Lágrima de orgulho

"Perder nunca é bom. Perder no Benfica nunca pode ser normal. Perder no último minuto uma final onde se dominou o campeão europeu é amargo e até cruel.
Mas a verdade é que 23 anos depois, neste jogo de Amesterdão, Jorge Jesus e os seus jogadores fizeram mais pelo futebol e prestígio internacional do Benfica que anos sem honra nem glória de afastamentos caricatos. Há quem possa ter saudades de ser eliminado pelo Bastia ou pelo Halmstad, mas não serão os benfiquistas de certeza.
O Benfica fez anteontem um grande jogo: de Johan Cruyff a Van Hooijdonk, de Rafa Benítez ao número 1 do mundo em ténis, Djokovic, todos o reconheceram.
Na última época, a melhor equipa do mundo, o Bayern Munique, perdeu a final da Liga dos Campeões para este Chelsea, o campeonato para o Dortmund e a final da Taça da Alemanha no final da época. Manteve o treinador, segurou no essencial os seus jogadores, não mudou o rumo ao sabor da maré, e este ano poderá ganhar tudo maravilhando quem gosta de bom futebol.
Esperar pela sorte, em vez de trabalhar, é apanágio dos ignorantes. Napoleão gostava de generais com sorte e acabou isolado numa ilha, a imaginar quimeras. Só o trabalho e a honestidade poderão fazer o Benfica continuar no trilho de êxitos maiores e mais frequentes. Para não ficarmos na nossa Ilha de Santa Helena à procura de porquês, temos que manter ou aumentar a qualidade, temos que trabalhar ainda mais, mas devemos a gratidão e o orgulho a treinador e jogadores pelo que fizeram em Amesterdão.
Sem a glória de Eusébio de 62, tiveram a mesma honra e devemos ter o mesmo orgulho neste grupo que esteve na Holanda. Obrigado Benfica. Estou com as centenas de adeptos que vos esperaram até altas horas no aeroporto para vos aplaudir a acompanhar.
Aqui fica uma lágrima de orgulho..."

Sílvio Cervan, in A Bola

Grande teste à convicção

"Há um ano, o Bayern de Munique perdeu tudo o que tinha para ganhar, incluindo a final caseira da Champions contra o Chelsea. O que fizeram os bávaros? Entraram em pânico? Questionaram todas as decisões que tinham sido tomadas? Exigiram que rolassem cabeças? Não, não fizeram nada disso. Acreditaram naquilo que tinham construído e foi sobre esses alicerces que criaram uma das máquinas mais poderosas do futebol mundial. Na vida, dificilmente se encontra uma circunstância que explique tudo, as razões são invariavelmente complexas e múltiplas. E o futebol, onde, paradoxalmente, os factores imponderáveis merecem ponderação, não é excepção. O mais importante, aquilo que realmente interessa, é a convicção com que as coisas são feitas. O Bayern nada alterou apesar dos baldes de água fria porque acreditava nos passos que estava a dar. E foi graças a essa lucidez e a esse pragmatismo que hoje mora no topo do mundo.
A única coisa que o Benfica deve fazer - isso estará para lá de verberar a maldição de Guttmann ou lamentar a malapata do Dragão - não obstante a desilusão de duas derrotas cruéis, é reflectir sobre a estrutura que criou, alheando-se da conjuntura. E, quando o fizer, certamente concluirá que tem havido uma política desportiva sustentada, acompanhada de um aumento significativo da capacidade competitiva, neste momento situada em altos parâmetros europeus.
De qualquer forma, as derrotas do Dragão e da Arena são testes à convicção dos responsáveis encarnados, que têm nos seus homólogos de Munique um bom exemplo a seguir...

PS - Partiu Cruz dos Santos, jornalista de referência e figura do jornal A BOLA. A marca que deixa é uma responsabilidade para todos nós. RIP."

José Manuel Delgado, in A Bola

A maldição e o tabu

"Saída de Garay é um dos momentos do jogo de Amesterdão; palavras de Jesus e de Filipe Vieira é o momento depois.

Bela a final da Liga Europa desta quarta-feira, fantástico, deu para perceber mesmo pela televisão, o ambiente, emotivo e até espectacular do jogo, cruel a derrota, e sobretudo como ela se confirmou, para o Benfica. Veja-se a coisa pelo lado de quem ganha e imagine-se a louca e descontrolada explosão de alegria, agora entre os seguidores do Chelsea, há uma semana entre os adeptos do FC Porto. Há uns anos, ali pelo final da década de 90, a crueldade bateu à porta de um Bayern de Munique que tinha a final da Taça dos Campeões Europeus na mão e, nos últimos instantes, a deixou fugir para um Manchester United que ressuscitou em segundos para um sucesso absolutamente inesperado e surpreendente.
Como diria uma companheira jornalista, o futebol é isto mesmo, tem três resultados possíveis, e tanto se marcam golos nos primeiros segundos de um jogo como nos últimos, e de frase feita em frase feita, impossível ignorar como até ao lavar dos cestos é vindima.
Ponto de ordem à mesa, porém, para deixar o palpite - sim, apenas o palpite - de como o Benfica não teria provavelmente sofrido aquele segundo golo em Amesterdão se Ezaquiel Garay ainda estivesse em campo...
Nesse sentido, o momento da saída de Garay não deixará de ser um dos momentos da final, um dos momentos negativos, claro, para os encarnados, porque Jardel, o substituto do argentino, acabou por ser o infeliz contemplado com o erro de marcação a Ivanovic que permitiu à equipa londrina chegar ao golo da vitória.
Sim, Garay também fica negativamente ligado ao golo de Fernando Torres, o primeiro do Chelsea, ao não conseguir travar o contra-ataque adversário no meio-campo. Garay ainda correu desesperadamente até à baliza de Artur e por pouco não impediu a finalização com êxito do avançado espanhol.
A verdade é que com Garay em campo o Benfica mostrou sempre eficácia no modo como defendeu os lances de bola parada e por isso fica pelo menos a idade de que voltaria a consegui-lo com o argentino em vez de Jardel, empurrando assim naquela altura o jogo para o merecido e justificado prolongamento.
Jardel, esse pagou caro o preço dessa forçada substituição. Cruel. Porque não a mesma coisa entrar em campo para atacar ou para defender. É muito mais ingrato entrar para defender, porque se exige maior concentração a quem defende e porque a quem defende se perdoa menos o erro e porque o erro de quem defende é sempre muito mais fatal. O pobre Jardel ficou colado ao relvado e quando deu por ele já Ivanovic estava no ar; olhou para o adversário e limitou-se a vê-lo, ao sérvio compatriota de Matic, fazer aquilo que faz tão bem e que tantos golos já valeram ao Chelsea.
Agora fala-se de maldição, da crueldade do minutos 90+2 que tanto fez sofrer os benfiquistas no Dragão e em Amesterdão, até se lembra como os números das camisolas dos autores dos golos do Chelsea (Torres com o 9 e Ivanovic com o 2) faz 92...
Tudo serve para recriar o cenário cósmico e até de alguma forma místico que acaba por envolver duas das derrotas mais marcantes e desoladoras da história do futebol encarnado, que levaram Jesus, em pleno relvado portista, a deixar-se humanamente cair de joelhos ao golo do jovem Kelvin, e os jogadores encarnados a não conter as lágrimas em pleno relvado do ArenA de Amesterdão.
Muito mais, porém, do que a misteriosa e inexplicável forma como a equipa da Luz poderá ou não ter sido levada ao abismo em menos de uma semana - sem que o campeonato esteja, ainda, perdido, como se sabe ., misteriosa continua a questão da continuidade Jesus como treinador benfiquista.
Se me é permitida a interpretação (livre, evidentemente), o que Jorge Jesus pode ter querido dizer, no final do jogo em Amesterdão, ao declarar a necessidade de ter de pensar muito bem no alegado acordo como teria já com o presidente, foi, tão-só, que é nas suas mãos que está a decisão.
Quando se ouviu, depois, o presidente Luís Filipe Vieira, de modo tão afirmativo, garantir a continuidade de Jesus, das duas uma: ou essa continuidade estava mesmo já garantida, ou não estando, como se percebeu pela segunda afirmação de Jesus é difícil não considerar inoportuno o momento escolhido pelo presidente encarnado para dizer o que disse, como já tinha parecido inoportuno o momento em que, numa exclusiva entrevista ao canal de televisão do clube, pareceu dizer mais ou menos o mesmo.
Com Jesus, por seu lado, a declarar o desejo de repensar o futuro, o Benfica tornou-se demasiado refém do treinador.
Não quer dizer que Jesus não fique na Luz. Julgo até que o mais provável é que fique. Porque Jesus merece continuar e porque o Benfica continua a oferecer-lhe indiscutivelmente um bom projecto e porque o Benfica continua a precisar de Jesus.
Ninguém precisa é deste misterioso espectáculo! Nem de outro tabu.

A FRASE: «O Benfica foi melhor e merecia ganhar!», Ramires, ex-Benfica, agora no Chelsea

(...)"

João Bonzinho, in A Bola

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Campeonato perdido


Corruptos 26 - 23 Benfica

Não foi hoje que perdemos o Campeonato, as derrotas perfeitamente evitáveis com os Lagartos e com o Águas Santas, foram os momentos decisivos. Hoje, foi mais do mesmo: nas últimas épocas o Benfica vence na Luz, e os Corruptos vence no antro... A diferença, é que no antro, as arbitragens são de bradar aos céus. A nomeação da dupla Nicolau/Caçador foi reveladora, façam uma estatística com estes dois anti's a arbitrar jogos do Benfica e os números não vão mentir (com destaque para os jogos com as equipas que normalmente jogam a 2.ª fase)!!!
Com uma arbitragem normal, ao intervalo a vantagem do Benfica era de 3 a 4 golos (os 7 metros a favor dos Corruptos foram a pedido...), depois na 2.ª parte tivemos umas paragens cerebrais, mas que todas as equipas têm, é impossível manter o mesmo nível durante todo o jogo, mas umas têm 'almofadas' outras não!!! As duas exclusões na entrada dos últimos 5 minutos, o facto de na 2.ª parte o primeiro livre de 7 metros, a favor do Benfica ter sido aos 25 minutos, e o facto de ser permitido quase tudo aos Corruptos na defesa: defender dentro da área, puxar, agarrar, são obstáculos impossíveis de ultrapassar. Basta recordar como esta noite eles ganharam uma vantagem de 3 golos (20-20 para 24-21), com uma falta não assinalada num remate do Benfica (que seria 7 metros), e com uma falta ofensiva inexistente ao Benfica, supostamente, sobre um jogador que estava a defender dentro da área: que também dava 7 metros!!!)!!!

Recordo os mais distraídos, que uma parte significativa da equipa do Benfica é composta por ex-jogadores dos Corruptos (Candeias, Tavares, Andrade, Carmo, Rodrigues, Grilo), portanto quando começam a dizer que os nossos jogadores, não têm 'isto ou aquilo', é bom recordar que eles, alguns à bem pouco tempo estavam no outro lado, e nessa altura já tinham 'isso e aquilo'!!! Tenho a certeza que os jogadores não desaprendem quando vestem a camisola do Benfica, o problema, é que o factor mais decisivo em muitos Campeonatos - nesta, e noutras modalidades -, não são os jogadores, e não são os treinadores... as vitórias são da 'organização'!!! É daqueles casos, onde Portugal é um verdadeiro 'study case'!!!

Já li alguns rumores sobre o plantel para a próxima época: creio que é óbvio, a equipa precisa de reforçar a 1.ª linha, temos poucos rematadores de longa distância, o Pedroso é inconstante e o Cutura é uma adaptação; precisamos de mais um Pivot; espero que o Álamo fique; se o Tavares sair, não sei se o Areia será opção...
Vou-me repetir, num Campeonato sem Play-off (!!!), para ganhar temos que ser perfeitos. Perfeitos quer dizer, perfeitos: ganhar todos os jogos, para que as visitas ao antro da Corrupção não sejam decisivas. Qualquer deslize será fatal...

Red Light Amsterdam

A competência tem valor

"Por vezes, o futebol é feito de injustiças. O Benfica vulgarizou o actual campeão europeu na final da Liga Europa, mas infelizmente a vitória acabou por sorrir ao Chelsea. Nestas alturas, as vitórias morais de pouco servem. No entanto, a excelente temporada benfiquista merece o reconhecimento de todos. Aconteça o que acontecer, o trabalho de Jorge Jesus e dos seus jogadores foi notável.
No início da época, poucos imaginariam que este Benfica, órfão de peças vitais como Javi García e Axel Witsel, seria capaz de se impor e superiorizar perante uma equipa poderosa (desportiva e financeiramente falando) como o Chelsea. A verdade é que a equipa da Luz foi capaz de contrariar todas as probabilidades. Muito por força da capacidade que demonstrou em se reinventar. E aí, Jesus teve o papel principal, na construção de uma equipa competitiva.
O técnico "inventou" um lateral-esquerdo (Melgarejo) capaz de cumprir defensivamente e dar profundidade à equipa, dinamizou a polivalência de André Almeida, potenciou as capacidades de Matic para um nível muito alto e transformou Enzo Pérez, razoável extremo de origem, num médio-centro com tarimba internacional. Pelo meio, ainda conseguiu afirmar Lima e Salvio como peças chave do onze e espevitar Gaitán e Ola John para momentos de magia.
O arquitecto desta equipa conseguiu fazer uma saborosa omeleta com os poucos ovos que tinha à sua disposição em determinados sectores da equipa. Quando muitos apontavam a fragilidade do meio-campo do Benfica, a verdade é que Jesus formou e valorizou uma das melhores duplas de médios, Matic e Enzo Pérez, a jogar na Europa.
Estes dois jogadores deram luta aos cinco médios com que o Chelsea povoou o meio-campo e, mesmo assim, conseguiram fazer com que fosse o Benfica a comandar o jogo, a controlar a bola e a criar várias oportunidades de perigo. Apenas faltou maior esclarecimento e acutilância na hora de rematar à baliza de Cech.
Por todo este trabalho de valorização de activos e do nível competitivo do Benfica, assim como pela qualidade do futebol apresentado, a continuidade de Jorge Jesus parece ser a decisão mais lógica. Porém, os discursos contraditórios de presidente e treinador após a final da Liga Europa indicam que ainda há pormenores a limar para que as duas partes cheguem a um entendimento.
Acredito que a maioria dos benfiquistas, entre direcção  sócios e adeptos, querem a renovação do seu actual treinador para dar continuidade a um projecto que contribuiu, e muito, para o crescimento do clube nos últimos anos. O equilíbrio de forças com o FC Porto já é uma realidade e o "salto" europeu, tão desejado por Luís Filipe Vieira, está em marcha.
Perante as últimas declarações, falta saber se o treinador tem interesse em continuar. Com o futebol apresentando nesta final da Liga Europa, é certo que Jorge Jesus ganhou maior cotação em termos internacionais e não lhe faltarão pretendentes. Para além de questões salariais, sendo ele um dos treinadores mais bem pagos da Europa, a Jesus interessará saber que equipa terá à sua disposição e que tipo de investimento quer fazer o Benfica nos próximos anos.
Numa altura em que os clubes começam a ter maior contenção financeira, focando-se na redução de despesas, conjugar a ambição do clube e do seu treinador fará toda a diferença. É que no próximo ano a final da Liga dos Campeões realiza-se no Estádio da Luz... Estar nessa final é, obviamente, um sonho para toda a nação benfiquista."

Vieira: querer não é poder

"Na ressaca da vitória na final da Liga dos Campeões em 2004, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, assumiu um objectivo desejo: regressar a uma final da mesma competição em menos de 17 anos. Porquê 17 anos e não 15 ou 20? Entre as finais ganhas em 1987 e 2004 distavam precisamente 17 anos, pelo que o desafio passava por encurtar esse período de ausência. Foi um desejo excessivo? Bom, já passaram 9 anos sobre a gloriosa noite de Gelsenkirchen, portanto o FC Porto ainda tem 7 anos para dar essa prenda a Pinto da Costa (a final ganha na Liga Europa em 2011 atenuou o passar dos anos).
Na ressaca da derrota na final da Liga Europa, na quarta-feira, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, também formulou um objectivo desejo: para o ano voltamos cá. Não se referia, creio, à Liga Europa, mas à Liga dos Campeões, que vai ser decidida... no Estádio da Luz. Mas uma final europeia não se calendariza. Pode traçar-se um plano de acção mais ou menos consistente e criar as condições para lutar pelo objectivo num determinado período. Dificilmente a um ano. Porque nem todo o dinheiro do Mundo compra essa certeza, como muito bem sabem o Real Madrid ou o Manchester City (clubes a quem, por exemplo, o Benfica vendeu três dos seus melhores jogadores...). E os sorteios têm, numa prova a eliminar, um papel decisivo. Que não se consegue controlar.
Compreendo a frustração do líder do Benfica ao perder de forma tão inglória a Liga Europa. Assim, atribuo à emoção do momento tal reacção espontânea. Se bastasse querer para se poder, o Benfica não teria passado 23 anos seguidos a ver as finais europeias na televisão.
Também interpreto as palavras de Jesus sobre a (hesitante) renovação à luz da frustração daquele momento. A derrota, diz, vai levá-lo a pensar muita coisa. Provavelmente concluirá o mesmo que Luís Filipe Vieira: com um plantel mais equilibrado, principalmente na defesa, talvez hoje se sentisse no céu e não no inferno. Talvez. Mas a história no futebol não se faz de “talvez” nem de “se”. Faz-se de vitórias. O Benfica já não “cheirava” a possibilidade de acumular tantas numa época há muito tempo. Uma vez que agora voltou a conhecer o “cheiro” do sucesso, o melhor caminho, parece-me, é o de seguir em frente e trabalhar para lhe sentir o sabor.
Vieira terá um desafio enorme pela frente nas próximas semanas: segurar na Luz, pelo menos mais um ano, aqueles que fazem uma grande diferença. Como Jesus, Matic, Enzo, Garay ou Gaitán."

Voltar a ser sócio do Benfica

"Em duas décadas de pântano futebolístico (1994-2009) não sofri metade daquilo que tenho sofrido nos últimos dois anos. Durante aquela época negra , o Benfica só aguentava o verão, aquele espacinho entre a primeira e a quarta jornada, altura em que passávamos pelas Antas para a habitual sessão de sodomia com pitons. O Sporting não chegava ao Natal, não era? O meu Benfica pós-Artur Jorge não durava até ao verão de São Martinho. As castanhas já vinham com um encolher de ombros. Não havia sofrimento, havia resignação. O sofrimento implica falhar num momento de decisão. E nós não tínhamos momentos de decisão, éramos um clube de loseiros, habituados a ver os momentos de decisão dos outros. Agora, as coisas são diferentes. Estas duas épocas estão a doer, porque tivemos o chupa-chupa na mão, porque julgámos que a miúda gira estava mesmo a olhar para nós e, afinal, estava a olhar para o pintas do lado.
"O que fazer? O que dizer?", perguntavam anteontem algumas sms de amigos. Bom, já pensei em entrar em negação, já pensei em ser do Belenenses ou da Académica para ver futebol na anémica posição papai-mamãe, já pensei em desligar-me da bola, já pensei em seguir o conselho da minha mulher, isso é só futebol, ó doente, já pensei em não ir ao estádio, para quê sofrer, porra?, já pensei em não seguir os jogos pela tv, até poupávamos dinheiro, ouviste?, já pensei, no fundo, em cortar o cordão umbilical com o meu relógio biológico . "Para quê sofrer com isto?" parece ser uma pergunta tão lógica, tão certa, tão cartesiana, não é? Pois, mas acho que vou fazer exactamente o contrário, acho que vou voltar a ser sócio do Benfica. A solução é apanhar os pedaços do velho cartão de sócio que rasguei aquando do advento de Vale e Azevedo, a solução é não pensar no número de pacotes de fraldas que posso comprar com 120 euros. Sim, depois de quarta-feira, a única resposta aceitável passa por regressar ao rebanho oficial. O sacaninha do Bélla Guttman não se pode ficar a rir."

Amor

"Foram dois desaires competitivos, dois desaires penosos, traumáticos até. Uma trajectória fulgurante não deixava adivinhar o suplício, mesmo o principal antagonista havia dado as contas por encerradas. A recepção ao Estoril-Praia, mais o consequente desfecho negativo, ainda era revertível. No Dragão, foi quase assim, na última vintena de minutos poucos portistas acreditavam no sucesso. O golo, aquele golo, em período de prorrogação, foi sádico. Foi sádico, mas foi golo. E porque foi golo valeu mais um rude golpe, por mais que imprevisto, nas nossas aspirações à conquista do ceptro nacional.
No momento em que escrevo, preparo a bagagem para Amesterdão, também a bagagem emocional. O que se vai passar? Tenho confiança na equipa, ainda que sem deslumbramento. Vencer a Liga Europa, só por si, dava um colorido especial a uma época que estava a ser das melhores de todo o historial benfiquista. Se assim foi (o leitor já sabe o resultado quando ler esta prosa), 2012/2013 fica, inexoravelmente, no canto bonito da emoção vermelha.
Ainda falta um jogo para o Campeonato, embora se saiba que o Benfica como que endossa, por razões conjunturais, a responsabilidade ao valoroso Paços de Ferreira de inverter aquela que parece ser uma fatalidade. Depois, há Taça de Portugal no Jamor, palco que a nossa equipa não pisa há uns pares de anos. Para vencer, só pode ser para vencer.
Quaisquer que sejam os cenários, inclusive o mais dramático, continuo a sustentar que a minha aptitude benfiquista sai reforçada nos momentos adversos. Quando se ganha, é fácil ser do Benfica, apregoar benfiquismo. Grito ainda mais alto quando o contexto é desfavorável. É aquilo a que chamo um caso de amor. Amor incondicional. Mais na desgraça do que na graça."

João Malheiro, in O Benfica

quinta-feira, 16 de maio de 2013

«...a nossa hora vai chegar!»

"Há momentos em que devemos ter memória e gratidão e este é um deles. Tenho orgulho na equipa do Sport Lisboa e Benfica, mas é impossível não ficar emocionado e orgulhoso depois do que assisti ontem [quinta-feira], no ArenA de Amesterdão, com a forma como os milhares de benfiquistas que estiveram presentes no estádio apoiaram, ao longo de todo o jogo, nos bons e nos maus momentos, a nossa equipa. 
Sei que muitos deles, com sacrifício da sua vida pessoal, procedentes de toda a Europa, mas também de África e da América do Sul e do Norte, não quiseram perder a oportunidade de estar presentes. A eles o meu muito obrigado não apenas pela presença, mas pela forma como mostraram ao Mundo o que é o Sport Lisboa e Benfica.
Os cânticos, a coreografia das bancadas e as lágrimas no final são imagens que marcam e que têm de servir de exemplo a todos nós. O Benfica é único! Este meu obrigado segue também para todos aqueles que por uma ou outra razão não puderam viajar até Amesterdão mas não deixaram de vibrar e apoiar a equipa num jogo, por todos, reconhecido de alto nível. Obrigado a todos pelo vosso exemplo e pela vossa dedicação ao Clube.
Vamos continuar com esta vontade, determinação e humildade, com pensamento positivo e unidos na certeza de que a nossa hora vai chegar!"



Benfica, Benfica, Benfica!

"O maldito número: 92. Igual a 90+2. Tempo para jogar: 1%. Outra vez. Desgraçadamente. A sorte virou costas ao Benfica numa época de grande qualidade futebolística. O Benfica foi a melhor equipa em Amesterdão. O Chelsea foi feliz. Mas as finais são sempre a soma do jogo jogado e da imponderabilidade da sorte ou azar.
Eu que - menino e moço - chorei de alegria, com os meus 13 anos com as duas vitórias na Taça dos Campeões Europeus, que vi nas outras finais a malapata dos 'penalties' e a circunstância de ter disputado duas delas nos países ou cidades dos adversários, sinto a desilusão do que, nas 9 finais europeias disputadas, ainda não tinha experimentado: o anátema do 92.
Gostei da equipa. Alguns jogadores foram notáveis. Enzo Pérez brilhante. Matic contra o seu antigo clube foi o que tem sido toda a época: um jogador que faz o trabalho de dois ou três. Garay, um enorme defesa-central saiu lesionado num momento crítico. Cardozo, Salvio, Luisão, Gaitan, muito bem. Jorge Jesus foi competente e reanimou a equipa para esta final com sabedoria e lucidez.
Depois da lancinante imagem do treinador de joelhos, foi doloroso ver o choro e a frustração de dignos profissionais do maior clube português. Um jogo leal, um final de jogo de grande elegância e correcção no relvado e nas bancadas. Uma partida sem obsessões e recriminações doentias. E sem esses insuportáveis mind games que entretêm o circo. E com uma boa arbitragem, sem a vaidade, e manhosice de Proenças & Cia.
Dividido entre a profunda frustração da derrota e o orgulho de um Benfica que honrou Portugal, digo bem alto: Benfica, Benfica, Benfica!"

Bagão Félix, in A Bola

Que grande lição, a dos adeptos do Benfica!

"Muito se discute se são os adeptos que puxam pela equipa ou se é a equipa que puxa pelos adeptos. A noite de ontem em Amesterdão não vai ajudar a resolver esta dúvida metódica porque os adeptos do Benfica e a sua equipa estiveram em comunhão perfeita. Surpreendente foi a forma como a claque encarnada abafou completamente a do Chelsea. Os ingleses, quiçá envergonhados pelo banho de bola que estavam a levar, foram parcimoniosos nos cânticos e só festejaram a sério quando chegou a hora de Frank Lampard levantar a Taça. Em muitos anos de futebol não tenho memória de uma equipa sair vencida e ao mesmo tempo ser vitoriada de forma tão expressiva e expansiva pelos seus adeptos. Esse é outro dos ensinamentos de Amesterdão, uma cidade onde o Benfica foi muito feliz em 1962 e de onde saiu agora de cabeça bem levantada e com o prestígio internacional em alta. Perdeu o Benfica? Sim. Mas nem tudo se perdeu..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Benfica: o Príncipe Encantado vai chegar um dia!

"Carta a Jorge Jesus
Caro Jorge Jesus, muitos parabéns pelo grande jogo que ontem o Benfica fez. Muitos parabéns pela forma desassombrada, corajosa, intensa e vibrante como ontem o Benfica jogou. Assim, sim, assim o Benfica é grande, mesmo quando perde.
Ontem, talvez pela primeira vez em toda a minha vida, senti que Portugal inteiro se orgulhou do Benfica. Mesmo os nossos adversários, portistas e sportinguistas, admiraram o nosso fantástico jogo, e o nosso maravilhoso público em Amesterdão, e mesmo eles sentiram a crueldade que foi perder assim.
A derrota custa, custa muito, mas caro Jorge Jesus, não deixes que esta derrota ensombre o quanto fizeste este ano e a grande temporada que o Benfica fez. Jamais me vou esquecer de muitos momentos bons deste ano. Das vitórias em Leverkusen e Bordéus, da forma magnífica como jogámos em Nou Camp, Newcastle ou nesta final; das excelentes vitórias nacionais em campos tão difíceis como Alvalade, Braga, Madeira e Paços de Ferreira.
E, sobretudo, jamais me vou esquecer daquele que foi o melhor jogo da época que o Benfica fez, na Luz, contra o Fenerbahçe, na meia-final.
Além disso, também não me vou esquecer do que diziam da equipa no início do ano, quando tínhamos acabado de vender Witsel e Javi Garcia e não havia meio-campo, pois Aimar e Martins estavam fora de combate. Ou quando diziam que não tínhamos defesa, pois Luisão estava castigado para meses e supostamente não havia lateral esquerdo.
Ainda te lembras do que disseram de ti? Pois, meu caro Jesus, a ti se deve a grande construção desta equipa. A invenção de um meio-campo excelente, com Matic e Enzo Pérez; o nascimento de um jovem lateral chamado Melgarejo; a afirmação de um grande avançado chamado Lima; e ainda uma aposta em jovens portugueses, os dois Andrés.
Quem fez tudo isto em apenas um ano, e conseguiu tanta coisa boa e bonita para alegrar os nossos corações, não pode pensar em desistir só porque perdeu dois jogos nos descontos.
Os grandes homens não são os que estão sempre no topo, lá no alto, mas sim aqueles que sabem que vão cair muitas vezes e que se vão tornar a levantar do chão muitas vezes mais, e recomeçar tudo outra vez.
A história não acaba aqui, a vida não acaba hoje nem amanhã, e no Domingo ainda temos de lutar por um milagre.
Sim, um dia vai acontecer um milagre ao Benfica. Ninguém sabe quando, mas um dia a famosa maldição de Bela Gutman também vai acabar. Ontem não foi esse dia, mas ele vai chegar. 
Sabemos todos, desde crianças, que todas as maldições acabam com a chegada de um Príncipe Encantado. Quem sabe se um dia não serás tu?"

Sou do Benfica e isso me envaidece

"O minuto 92 do Dragão e o minuto 92 de Amesterdão, em menos de uma semana, dão uma dimensão sobrenatural a este maio benfiquista.

Sexta-feira, 10 de Maio
LÊ-SE na imprensa que cada jogador do FC Porto receberá 200 mil euros em caso de vitória sobre o Benfica. Se o Benfica ganhar quer isto dizer que já haverá dinheiro no Dragão para a reabertura da secção de basquetebol.
Outra coisa do dia:
«Francamente, o que te dá mais gozo? Ganhar ao Benfica com um golo em posição irregular já nos descontos ou com um golo limpinho?» – eis uma questão que hoje ouvi ser frequentemente colocada entre os nossos adversários de amanhã.
As opiniões dividiram-se, naturalmente. No entanto com nítida vantagem para os desejos de uma vitória com um golo irregular.
Ninguém pode saber a preferência de Vítor Pereira, o do FC Porto (não o dos árbitros), nesta matéria porque ninguém lhe colocou a questão directamente na conferência de imprensa de antecipação do clássico, hoje realizada. Mas a verdade é que, indirectamente, Vítor Pereira acabou por responder dizendo que “os títulos de campeão não se dão nem se compram”. E ninguém o desmentiu.
Aliás, para desmentir neste ponto tão particular Vítor Pereira não há ninguém em Portugal. Só em Inglaterra. E só um cavaleiro da rainha da envergadura de um Sir Alex Ferguson.
Em 2004, em declarações à BBC nas vésperas de defrontar o FC Porto, o treinador do United afirmou taxativamente que «lá no seu país o FC Porto compra os campeonatos no supermercado». E se acham que isto é o Sir Alex Ferguson com a sua ironia do costume, atentem no remate da frase: «Sempre que compram um pacote de leite somam mais 3 pontos.» Chega, Sir Alex! Em 2004 já o Sir Alex estava com muito boa idade para a reforma que, ainda assim, tardou nove anos.
Sobre este assunto dos títulos que se compram ou que não compram em supermercados nada mais há a acrescentar. É uma questão filosófica entre o Vítor Pereira e o Sir Alex. Eles que se entendam.

Sábado, 11 de Maio
À tarde: o Braga espalhou-se em casa com o Nacional e o Paços foi a Coimbra selar a sua mais do que merecida qualificação para a Liga dos Campeões. Não é difícil de imaginar que a malta do Paços passe a semana em festejos pelo sucesso europeu pelo que, se o Benfica precisar do Paços a ganhar ao FC Porto na última jornada, dificilmente acontecerá por razões amplamente justificadas.
À noite: Pronto. Já não vai ser reaberta a secção de basquetebol do FC Porto. Quanto ao golo que decidiu o jogo e poderá ter decidido o campeonato aconteceu no período de descontos mas em posição regular. Sem grandes ocasiões de golo, foi bom o clássico em termos do espectáculo. Correcção exemplar dentro de campo, equilíbrio entre as equipas e golpe de teatro final sorrindo a um FC Porto que já se arrastava penosamente pelo campo no último quarto de hora.
A imagem que vai ficar desta Liga é a de Jorge Jesus ajoelhado no momento em que Kelvin fugiu a Roderick e bateu Artur. Gosto dessa imagem e não é por masoquismo. Gosto de um treinador que sofre com a gente. De resto, nada a apontar.
Agora, resta ganhar ao Moreirense e ter fé no Paços da capital do móvel. Força bicho carpinteiro! 

Domingo, 12 de Maio
POR cá: o Beira-Mar perdeu no Estoril e vê a sua vida complicada. O treinador dos aveirenses, Costinha, não gostou do trabalho do árbitro que terá sido muito permissivo com Steven Vitória, o capitão do Estoril. E o bom do Costinha, que jogou no FC Porto, não se conteve: «O Steven Vitória lembra-me o Jorge Costa, faz tudo em campo, tudo lhe é permitido e nada lhe acontece. Só lhe faltou dar uma chapada ao árbitro.» Ora aqui está uma situação histórica que se não fosse o Costinha a falar teria passado completamente despercebida.
Lá fora: com uma vitória por 2-1 sobre o Swansea fez, esta tarde, a sua festa o Manchester United, o novo campeão inglês. Foi bonito de se ver. E especialmente tocante porque Alex Ferguson sentou-se pela última vez no banco do United em Old Trafford.
Como toda a gente sabe, o treinador que todos os treinadores gostavam de ser anunciou na semana passada que tinha chegado ao fim da sua mitológica caminhada como manager do clube.
No que nos diz respeito, por duas vezes, em 2005 e em 2011, o Benfica eliminou o Manchester United de Sir Alex Ferguson na fase de grupos da Liga dos Campeões, o que só nos ficou bem.
Vai-se embora o Sir Alex e demorará muitos anos até que um qualquer outro treinador lhe possa chegar aos calcanhares. Com o adeus de Sir Alex some-se de cena a maior autoridade mundial do futebol contemporâneo.
Aliás, se o Sir Alex não tivesse metido os papeis para a reforma no princípio da semana duvido muito de que o Vítor Pereira viesse hoje falar em campeonatos comprados. Assim com o velho arrumado, deu-lhe para o desmentir.

Segunda-feira, 13 de Maio
A UEFA anunciou o nome do árbitro para a final de depois de amanhã. Trata-se do holandês Bjorn Kuipers. Medida ajuizada de contenção da UEFA visto que a final se disputa na Holanda e assim não há que pagar viagens nem ajudas de custo à equipa de arbitragem. Sabe-se como estas coisas saem caras.
De Kuipers não se pode dizer que é um velho conhecido do futebol português porque não é especialmente rico de incidentes o seu historial de apito com equipas nossas. Mas pode-se dizer que é um cliente das famosas marisqueiras de Matosinhos. Foi com Kuipers que nasceu aquele conflito entre o FC Porto e a Marca que levaria a SAD portista a mover uma acção contra o diário desportivo madrileno. Por difamação, obviamente.
Passou-se a coisa em Maio de 2011 e porque a Marca noticiou uma jantarada numa marisqueira matosinhense entre o dito árbitro holandês e gente oficial ou oficiosa, como preferirem, do FC Porto antes do jogo (ou depois, de novo como preferirem) com o Villareal no Dragão para a meia-final da Liga Europa. 
Lembram-se?
Tomei conhecimento da nomeação de Kuipers através de um benfiquista alarmado com que me cruzei esta manhã na rua e que, de chofre, me apresentou as suas lamentações por até na Europa termos de levar com árbitros «da órbitra do Porto». Tentei sossega-lo com palavras de bom senso. Não resultou. Fui por outro caminho retórico. Em Amesterdão não há marisqueiras, portanto não há nada a temer em relação ao senhor Kuipers, percebes? Nem assim…
Entretanto, a imprensa do dia dá conta do milionésimo centésimo octagésimo sexto comunicado do Sindicato dos Jornalistas em trinta anos lamentando maus tratos a seus filiados no recinto do FC Porto.
O Sindicato dos Jornalistas podia um dia editar em livro todo o seu acervo de três décadas de comunicados de repúdio. Pensando melhor, é melhor não. Era uma vergonha para as autoridades.

Terça-feira, 14 de Maio
SENDO quatro anos mais velho do que o Sir Alex, vimo-lo dançar na tribuna do estádio quando Proença apitou para o fim do jogo no sábado. E continuou a dançar pelos dias que se seguiram em palavras e em actos para meter nojo ao Benfica.
Aparece pelos jornais a desejar a vitória do Benfica amanhã. Por causa do Jesus de quem se diz admirador. São estas coisas que fazem de Pinto da Costa uma bênção do céu para os portistas e para alguns sportinguistas órfãos de identidade própria. Aos benfiquistas mete nojo. Tudo, afinal, está no sentir.
O presidente da república convocou o Conselho de Estado. Percebe-se bem porquê. Se o Benfica perder amanhã a final da Liga Europa teme-se que a revolução comece mais cedo.

Quarta-feira, 15 de Maio
AMESTERDÃO. Na primeira parte foi melhor a exibição do que o resultado. Na segunda parte aconteceu a mesma coisa. Conclusão: o Benfica perdeu a sua nona final europeia. Tal como acontecera no Porto no sábado, hoje em Amesterdão o minuto fatal voltou a ser o 92 e com requintes de crueldade. O problema não é do treinador, nem dos jogadores, nem do presidente. Temos um problema de bruxo, lamentam-se até os benfiquistas mais virados para a ciência.
O Benfica fez uma excelente e, face ao passado recente, surpreendente exibição face ao campeão europeu em título. O Chelsea esteve quase sempre atado e só foi superior ao Benfica na finalização que é o que conta. Os ingleses ganharam esta Liga Europa com a mesma super-estrelinha com que ganharam no ano passado a Liga dos Campeões. São fases…
Domingo há jogo com o Moreirense. No quer diz respeito ao jogo de Paços de Ferreira, venha de lá então esse bicho-carpinteiro!"

Leonor Pinhão, in A Bola

Benfica não merecia isto

"Derrota (1-2) de novo ao cair do pano.
Impossível não associar o desfecho de Amesterdão ao que aconteceu, sábado, no Dragão. As semelhanças são grandes, se levarmos em conta o "timing" das sentenças, ambas ditadas já nos períodos de desconto, de forma a não permitir quaisquer recursos. Porém, já semelhanças não haverá se quisermos estender a análise ao futebol praticado pelo Benfica nas duas ocasiões. Cauteloso e defensivo, frente ao FC Porto; exuberante e categórico, perante o Chelsea. E se, no primeiro caso, a equipa acabou por pagar a factura de tanto retraimento  desta vez o resultado foi cruel, uma vez que não reflecte o que se passou no terreno.
Nem sequer valerá a pena falar do pragmatismo inglês ou da eficácia que lhe subjaz, argumentos que, face a um qualquer resultado verificado (por mais ilógico que ele seja), sempre se invocam, quando é preciso justificar a ocorrência. Ora, a única verdade é que os ingleses foram claramente dominados pelo Benfica, sobretudo na 1ª parte, e o seu triunfo, embora legítimo, não foi, contudo, o mais justo, se é possível, como penso, fazer a destrinça entre estes dois conceitos.
O Benfica, com o seu trio do miolo mais Matic, entrou mais dominador, fazendo circular mais a bola, com uma maior disponibilidade atacante e, por várias vezes, criou perigo na área contrária. Tudo isso como resultado também de alguma inesperada permeabilidade do Chelsea no seu meio-campo e que se estendia ao seu sector mais recuado, o que determinava a concessão de muitos espaços às iniciativas dos encarnados.
Face a tamanho desequilíbrio territorial, admitia-se que o figurino de jogo pudesse vir a ganhar outros contornos, com a natural reacção do Chelsea, mas o que se assistiu foi, sim, ao prolongamento da situação, apenas interrompida por um remate de Lampard que quase ia traindo Artur. Foi, contudo, um caso isolado, um lance individual protagonizado por um dos mais inconformados e esclarecidos elementos dos "blues", que, a par de Ramires e Mata, procurou sempre contrariar o ascendente do Benfica.
Na 2ª parte, o Benfica voltou à carga e manteve a atitude inicial, mas ficou à vista que, face ao desgaste, seria impossível prolongar essa atitude por muito mais tempo, caso o Chelsea imprimisse maior velocidade ao jogo. E seria numa situação de contra-pé bem explorada pelo Chelsea e a justificar rapidez de reacção por parte do Benfica, que o marcador funcionou. Tudo começou num lançamento manual do guardião Cech (!), que apanhou desprevenida toda a gente. Isolado por Mata, Torres - que até aí fora pouco mais que espectador - fez o seu trabalho de ponta de lança e não falhou. A tal eficácia...
Jorge Jesus respondeu de imediato e bem, fazendo entrar Lima e Ola John para os lugares de Rodrigo (pouco interventivo) e do lateral Melgarejo. O Benfica conseguiu o empate, por Cardozo, na cobrança de um castigo máximo, mas o optimismo que se instalara de novo voltou a ser ensombrado com a lesão de Garay (substituído por Jardel), já depois das queixas musculares de outros jogadores nesta parte final.
Com o jogo a caminho do prolongamento - seria um teste bastante ingrato! - o Chelsea carimbou o 2-1, por Ivanovic, a concluir, sem oposição um canto de Mata. Para trás, ficara mais um grande remate de Lampard, à barra, e uma enorme defesa de Cech a remate de Cardozo. E para que o taco-a-taco neste período fosse um facto, o Benfica ainda teve fôlego para responder ao 2º golo inglês, mas Cardozo - sempre ele, já que Lima não teve oportunidade para se mostrar (talvez pudesse ter entrado mais cedo) - não foi lesto no remate.
Como se adivinhava, o cansaço terá sido o grande inimigo do Benfica, ficando a ideia de que, em melhores condições físicas, tudo poderia ter sido diferente. Mesmo assim, a equipa encarnada exibiu-se em grande plano e deu mostras de grande entrega, chegando em vários períodos de jogo a reduzir à vulgaridade um adversário que está longe de ser vulgar. Mas, como diria Jesus, admirador de Pascal, o futebol tem razões que a razão desconhece."

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Demasiado cruel

Raiva

Benfica 1 - 2 Chelsea

Os jogadores não mereciam, os treinadores não mereciam, os directores não mereciam, e os adeptos não mereciam... não, não merecíamos, muito menos desta maneira.


Europa e Schadenfreude

"Esta noite o Benfica vai jogar a sua 9.º final europeia. Contra o ainda detentor da Liga dos Campeões. Um jogo que, por si só, representa uma dificuldade máxima, ainda acrescentada pelo infortúnio do último minuto do jogo da Liga portuguesa há quatro dias.
O tempo deu razão a Jorge Jesus quando, há tempos, afirmou que quem sair primeiro da Europa tem mais hipóteses de vencer a Liga. E isso viu-se não tanto no Dragão onde poderia ter empatado sem grandes problemas, mas na Luz contra o Estoril depois de, dias antes, ter chegado aos limites físicos e psíquicos contra os turcos do Fenerbahçe. Este é o problema das equipas portuguesas que não têm extensão homogénea do plantel para tantos objectivos, a não ser que no campeonato tudo se decida cedo. Por isso, aqui volta a lamentar a saída em Janeiro de Nolito e de Bruno César. Um disparate.
Hoje é a sétima oportunidade para derrotar a profecia de Guttmann. Dificilíssimo? Sim. Impossível? Claro que não. Uma época brilhante na qualidade do futebol exibido merece um título europeu. Apoio o treinador do Benfica que trouxe ao clube valor, talento, consistência, persistência, entusiasmo, ambição. A vitória hoje seria o corolário de uma carreira e do seu trabalho na Luz.
Abomino a hipocrisia daqueles que sendo antibenfiquistas primários e odiosos proclamam «com sinceridade» o desejo de o Benfica ganhar a Liga Europa. Há uma palavra em alemão de difícil tradução, schadenfreude, que exprime um sentimento de alegria ou satisfação perante o dano ou infortúnio de um terceiro. É isso que lhes alimenta a alma. Por isso, ao menos calem-se e não nos façam passar por parvos."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Só uma rectificação: esta não é a 9.º final europeia do Benfica, esta é a 9.º final 'Uefeira' do Benfica!!! Esta é na realidade a 11.ª final europeia do Benfica. A Taça Latina não merece ser esquecida. Vencemos uma vez, perdemos outra, no Bernabéu, contra o Real Madrid por 0-1. A Taça Latina foi organizada pelas Federações nacionais Espanhola, Portuguesa, Italiana e Francesa, no período pré-UEFA. As primeiras 11 edições da Taça dos Clubes Campeões Europeus, foram vencidas por equipas Latinas: 6 Real Madrid, 2 Benfica, 2 Inter e 1 AC Milan. Só o Celtic em 1967, em Lisboa, conseguiu acabar com o domínio Latino. A Taça Latina, era de facto, representativa do melhor futebol Europeu da sua época... a propaganda anti-Benfiquista exige que os Benfiquistas, façam o seu dever, na reposição da verdade histórica.

Macumba... tem tudo para funcionar!!!

Inveja...!!!

Inveja, sinto muita inveja, eu sei que é pecado, mas não resisto, a carne é fraca... A todos os Benfiquistas, que nos últimos anos, devido à propaganda bélica anti-Benfiquista, que tem sido efectivamente transmitida a grande parte dos acéfalos deste País, aqui fica a minha singela homenagem!!!


terça-feira, 14 de maio de 2013

Any Given Wednesday !!!

Baile, golpes de florete, triangulações geodésicas...

" «Glorious football», gritaram os jornais ingleses nesse mês de Outubro de 1964. O Benfica foi a Londres defrontar o Chelsea em Stanford Bridge. Ganhou, por 4-2, e mereceu todos os elogios.

«Quinte minutos de um futebol glorioso desbarataram o Chelsea», escrevia o 'Daily Star' no dia 8 de Outubro de 1964, depois de o Benfica ter batido, em pleno Stanford Bridge, o líder do campeonato inglês. Os elogios ao jogo dos 'encarnados' foram mais do que muitos. O 'Daily Express' resumia assim a vitória portuguesa: «O Benfica deu à jovem equipa do Chelsea a primeira prova das duras realidades do Futebol europeu». Mas havia mais. Vejamos, se não se importa nem dá cabo da vossa paciência, outros exemplos da admiração britânica. O majestoso 'The Times' foi por este caminho: «A velocidade do Chelsea, o seu entusiasmo e métodos directos podem ser muito bons no Futebol inglês mas não são suficientes para a competição europeia, facto que na noite passada o Benfica demonstrou nitidamente com a sua estruturação inteligente e controlo da bola». E, para José Torres, autor de três golos, palavras de profundo agrado: «Deslocando-se pelo campo qual girafa humana, com um surpreendente domínio do esférico para jogador de tão extraordinária estatura...».
Agora que o Benfica se prepara para defrontar o Chelsea em Amesterdão, na Final da Liga Europa, vem a propósito recordar o primeiro confronto entre ambas as equipas, em Londres, nesse já distante ano de 1964. Jogo particular, é certo, mas de boa memória. E com o sublinhado devido: ao tempo, os particulares, ou amigáveis como também eram chamados, eram bem mais a doer do que são hoje. Havia neles em jogo a honra e o prestígio dos emblemas e não a simples necessidade de testar a equipa ou de dar minutos a este ou aquele jogador. Por isso, não tenham dúvidas: Benfica e Chelsea jogaram para ganhar com todas as forças de que dispunham. E os recortes da Imprensa inglesa que em cima deixei entre aspas ficam aí para  confirmar o facto.

Três golos em catadupa
Se há espaço do campo que os ingleses trataram sempre com requinte, esse é o das alas. A admiração pelos bons extremos esquerdos ou direitos está-lhes no sangue, mesmo antes de o lendário Stanley Matthews, o Feiticeiro do Drible, ser figura enorme do seu Stoke City. Por isso, José Augusto e Simões foram muitas vezes aplaudidos de pé em Stanford Bridge, tal as qualidades das suas arrancadas e dos seus dribles. E, assim sendo, o buliçoso José Augusto tratou de fabricar lá na direita o golo de Torres, aquele primeiro do Benfica.
O Chelsea procurava jogar directo, com bolas aéreas, o Benfica colocava a bola junto à relva e cosia a bordado os seus movimentos de ataque, excepto quando procurava, subitamente, a cabeça do seu Gigante Torres para o movimento decisivo e mortal. O Chelsea era uma equipa ansiosa, de correrias, de choques; o Benfica tinha pelo seu lado a personalidade e um sistema de jogo consistente. Além da classe, como é óbvio: a quem tem Eusébio tem o supra-sumo da classe.
O Chelsea marcou primeiro, mas isso não lhe acalmou o nervosismo. O Benfica manteve-se sereno e empatou pouco depois.
E golo chamou golo e chamou golo. Se o primeiro foi aos 29 minutos, selando o empate, o segundo foi aos 32', também por Torres, e o terceiro à beira do intervalo por José Augusto. O Benfica ia para as cabinas com uma vantagem confortável e provocando ohs! de admiração ao público de Stamford Bridge, rendido a um conjunto de verdadeira dimensão internacional. Duvidam? Leia-se um dos parágrafos do jornalista Edward Kerry: «Houve bailes e houve golpes de florete. Mostrou-se o Benfica, por isso, equipa de múltiplos recursos e múltiplas concepções tácticas. Mas sempre a bola foi de um para o outro como em triangulações geodésicas: matematicamente certos os passes, exactamente no local quem os recebesse».
Uma falha de Raul, na segunda parte, deu o 2-3 a Budges. E então o Chelsea acreditou e lançou-se furioso sobre a defesa 'encarnada'. Mas o Benfica não tremeu; não vacilou sequer. Consciente da sua força, aguentou. Frustrou o adversário, fê-lo cansar-se inutilmente. Nunca a vitória esteve em risco. E como o toureiro que aguarda com frieza o momento de matar o miura, Torres trocou a bola em velocidade com Serafim e deu sem piedade a estocada final.
Os portugueses ficaram-se com a vitória; os ingleses com os elogios..."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Lixívia 29

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........74 (-6 ) = 80
Corruptos......75 (+7 ) = 68
Braga...........49 ( +1 ) = 48
Sporting.......39 (+12 ) = 27


Apesar de tudo não houve casos de arbitragem nesta jornada... o Proença teve sorte quando o James atirou ao poste, em mais um 'duplo' fora-de-jogo não assinalado aos Corruptos!!! Mas ao contrário do que a máquina de propaganda Corrupta quis fazer passar, esta época não fica marcada pelo Capela, esta época ficará para história como a época que os Corruptos depois de fecharem a secção de Basket, continuaram a praticar a modalidade, com grande entusiasmo nos campos de Futebol!!!

As declarações do Jesus são citadas muitas vezes, pelas mais diversas razões, mas por acaso, nas últimas horas não vi ninguém recordar as palavras do JJ, quando este avisou que quem fosse eliminado mais cedo das competições Europeias ficaria em vantagem para o Campeonato. Na altura, foi inclusive acusado pelos Benfiquistas, de não respeitar a história do Clube, houve mesmo quem afirmasse que o Jesus fez tudo para eliminado pelo Bayer (ou o Bordéus...)...!!! Perdi a conta, à quantidade de especialistas que juraram a pés juntos, que o calendário sobrecarregado nunca seria um problema - inclusive muitos ex-jogadores do Benfica -, que as vitórias, eram a cura perfeita para a fadiga...
Pois bem, agora está tudo em silêncio. E são poucos os que têm a coragem de defender que o empate com o Estoril, foi consequência directa dessa fadiga - além do golo irregular do Estoril!!! Em todos os jogos Europeus, o Jesus usou sempre uma 2.ª equipa, fez sempre descansar jogadores na Europa, no Campeonato tirando os castigos e as lesões jogaram sempre os mais 'fortes', a única excepção foi o jogo do Fenerbahçe na Luz. Eliminatória com os Turcos, que por uma enorme ironia do destino, só foi uma eliminatória equilibrada, porque em Istambul foi marcado erradamente um canto, que deu em golo para os Turcos, e em Lisboa o árbitro fez vista grossa a um fora-de-jogo descaradao, que deu num penalty contra o Benfica... sem estes erros, a eliminatória até teria sido fácil, até teria sido possível gerir o plantel no jogo da 2.ª mão na Luz, mas não foi assim. E foi esta sequência de dois jogos na Luz: Fenerbahçe e Estoril, que aparentemente decidiu o Campeonato...  
O Benfica foi menos prejudicado pelas arbitragens, em relação ao ano anterior? É verdade. Os Corruptos foram menos beneficiados, em relação ao tradicional? Não. Como se pode ver na Tabela, o Benfica devia ter neste momento mais 12 pontos do que os Corruptos. Analisando o futebol praticado durante a época, a diferença de 12 pontos, seria uma diferença justa. Mas isso era se vivêssemos num País civilizado, na república das Bananas, que habitámos, esses 12 pontos são facilmente invertidos: com arbitragens, pagando a clubes (ou jogadores, ou treinadores...) para facilitar vitórias dos Corruptos, pagando a clubes (ou jogadores, ou treinadores...) para dificultar a vitória do Benfica, corrompendo funcionários para alterar à conveniência dos Corruptos a data de jogos, etc..., etc..., etc... Esta época, em cima de tudo isto, o Benfica resolveu colocar mais um obstáculo: a Liga Europa. O nosso 3.º lugar na fase de grupos da Champions ficará para a história desta época, como o momento mais decisivo. Este 3.º lugar, na minha opinião deveu-se às saídas do Javi e do Witsel - o Enzo levou algum tempo a adaptar-se -, ao mau jogo em Moscovo, à ridícula exibição do Barça em Glasgow, aos inacreditáveis falhanços dos nossos avançados em Barcelona, e àquele absurdo penalty marcado a favor do Celtic nos últimos minutos, na última jornada!!! Tudo isto, conjugou-se no 3.º lugar!!! Em condições normais, sem a Liga Europa, mesmo com todos os outros obstáculos Corruptos, este ano, tínhamos equipa para sermos Campeões, com os tais 12 pontos...
Se não houver surpresa em Paços, vamos ter que aturar mais uma campanha de propaganda asquerosa, onde os avençados, vendidos intelectualmente, vão procurar intensamente, justificações - parvas e mentirosas na grande maioria das vezes -, para elogiar o trabalho do Sapo Vitinho, e ao mesmo tempo, menosprezar o trabalho e competência do Jesus, do Vieira e dos jogadores do Benfica.
Admitindo este cenário, seria legitimo perguntar: então, e quando os Corruptos têm sucesso na Europa? e quando os Corruptos têm uma curta vantagem no Campeonato? porque é que nós não conseguimos as reviravoltas?!!! Simples, basta recuar um ano: Depois da Xistralhada em Guimarães, depois da Miguelada em Coimbra, e depois da Proençada na Luz, o Benfica ainda ficou perto dos Corruptos? Verdade. Mas depois desse vendaval de roubos, ainda tivemos que levar com o Capela em Olhão e para terminar o serviço levámos com o Soares Dias no Alvalixo. Este ano, quando os Corruptos, estavam pressionados, tentando não perder mais pontos, tiveram a 'fortuna' de levar com o Xistra em casa com o Setúbal, e foram à Choupana 'amiga' com o Cosme!!! Esta é grande diferença: enquanto uns são constantemente empurrados para baixo, os outros são constantemente empurrados para cima... e neste caso o ditado popular tem razão: a merda vem sempre ao de cima!!!

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Manuel Mota, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
22ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Guimarães(f) V(4-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
24ª-Rio Ave(c) V(6-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
25ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Sporting(c) V(2-0), Capela, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
27ª-Marítimo(f) V(1-2), Manuel Mota, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
28ª-Estoril(c) E(1-1), Paulo Baptista, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
29ª-Corruptos(f) D(2-1), Proença, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Corruptos(c) E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Académica(f) E(1-1), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
23ª-Setubal(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
24ª-Braga(f) V(2-3), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
25ª-Moreirense(c) V(3-2), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
26ª-Benfica(f) D(2-0), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
27ª-Nacional(c) V(2-1), Jorge Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
28ª-Paços de Ferreira(f) D(1-0), Proença, Beneficiados, Sem influência no resultado
29ª-Olhanense(c) V(1-0), Benquerença, Nada a assinalar

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicados, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
21ª-Sporting(f) E(0-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Estoril(c) V(2-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
23ª-Marítimo(f) E(1-1), João Capela, Beneficiados, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
24ª-Académica(f), V(0-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Impossível contabilizar
25ª-Braga(c), V(3-1), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
26ª-Moreirense(f), V(3-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
27ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
28ª-Nacional(f), V(1-3), Cosme, Beneficiados, Impossível contabilizar
29ª-Benfica(c), V(2-1), Proença, Nada a assinalar

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicados, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
21ª-Olhanense(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
22ª-Marítimo(c) V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar
24ª-Sporting(c), D(2-3), Jorge Sousa, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
25ª-Corruptos(f), D(3-2), Proença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Académica(c), V(1-0), Hugo Miguel, Nada a assinalar
27ª-Estoril(f), D(2-1), Bruno Paixão, Prejudicados, (2-2), (-2 pontos)
28ª-Moreirense(f), V(2-3), Benquerença, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
29ª-Nacional(c), D(1-3), Xistra, Nada a assinalar

LINK's
Épocas anteriores: