Últimas indefectivações

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Náufragos à deriva num mar branco e furioso

"Dias antes de se estrear na Taça dos Campeões Europeus, o Benfica recebeu o Barcelona no Restelo e realizou uma das mais brilhantes exibições da sua história destruindo por completo o adversário, marcando quatro golos e chutando por duas vezes aos postes.

As conversas são como as cerejas, diz-se. Talvez as crónicas sejam como as ginjas: recordação arrasta recordação e cada história traz consigo, presa pelo mesmo espigão, outras histórias.
Hoje recordo um episódio curioso dos primórdios do grande Benfica europeu. E, para isso, recuo até 1957. Setembro de 1957. Estavam os 'encarnados' à beirinha de se deslocar a Sevilha para o seu primeiro jogo da Taça dos Campeões que, como todos sabemos correu mal, com uma derrota por 1-3 que os deixou logo de fora na primeira eliminatória.
Não esqueçamos no entanto que já havia taças da Europa há muitos e muitos anos, que esta coisa de reduzir tudo ao que a UEFA regula e manda só serve para enganar pacóvios, o Futebol já existia organizado muito antes de surgirem os mostrengos que hoje em dia o lideram com mão de ferro e nem sempre muito limpa.
Um dia falaremos aqui da Challenge Cup (que punha em confronto desde 1987/88 os campeões dos países que compunham o Império Austro-Húngaro) ou da Copa Mitropa (iniciada em 1927 e que englobava os grandes clubes das federações centro-europeias), tal como por várias vezes já falámos da Taça Latina.
Pois em 1957, já o Benfica conquistara a Taça Latina (1950) e perdera no mês de Junho uma final da mesma prova em Chamartín, face ao Real Madrid.
Agora, no dia 5 de Setembro, defrontava o Barcelona, no Restelo.
O Barcelona já vencera a Taça Latina por duas vezes (1947, batendo o Sporting na final, e 1952), sonhando com a Taça dos Campeões Europeus conquistada até aí duas vezes pelos rivais do Real.
Ah! havia gente fantástica nessa equipa catalã: Ramallets, Gensana, Segarra, Seguer, Bosch, Luisito Suarez, Vergés, Basora, Sampedro, Tejada, Ramon Villverde, Ladislao Kubala.
Kubala, o grande húngaro, não veio a Lisboa...
Sorte dele.

Rezando à Nossa Senhora dos Afogados
Entre o público que se deslocou ao Restelo, estava Guilherme Espírito Santo que uns anos antes, precisamente em Barcelona, tinha levantado as bancadas do Les Corts graças à sua técnica maravilhosa.
Ele viu. E todos os outros foram testemunhos.
O Benfica destruiu o Barcelona! Não há forma de o descrever sem ser assim. Foi uma destruição pura e dura de uma equipa que toda a imprensa considerava muito superior.
Por falar em imprensa: Tavares da Silva esteve presente.
Ainda bem para nós, que gostamos da prosa escorreita e clara.
Tavares da Silva: já o tenho trazido aqui por diversas vezes.
João Joaquim Tavares da Silva: formado em Direito, jornalista de «A Bola» (não esta, uma que existiu entre 1932 e 1934), da «Standium», do «Diário de Lisboa», do «Norte Desportivo»; treinador da Académica, do Belenenses, do Lusitano de Évora, do Sporting; seleccionador nacional; o homem que inventou a expressão «Cinco Violinos».
Tavares da Silva nunca escondeu que o seu clube do coração era o Sporting. Por que haveria de fazê-lo? Faria dele mais sério, mais profissional?
Julgue o leitor por si próprio: «Arrasam-se-nos de lágrimas os olhos ainda hoje ao relembrar-mos aquele deslocação a Barcelona (N. do A. - 1940, derrota do Benfica por 2-4) que tão intensamente vivemos, nós, sportinguistas de gema, e por isso mesmo nos sentimos ontem à noite irmanados com Guilherme Espírito Santo no mesma luz, uma alegria superior à média dos benfiquenses».
Isso mesmo, benfiquenses como era uso à época.
Isso mesmo, é ao relato de Tavares da Silva que vamos recorrer para falar da impressionante vitória do Benfica sobre o Barcelona: 4-0!
«Ao começo, ainda os barceloneses deram uma imagem ou um apontamento de mérito, mas à medida que o tempo se gastava as operações do Barcelona diminuíam e as do Benfica cresciam de forma assustadora. Quando os lisboetas, que na época passada se cobriram de glória não só em território nacional mas também em terras de Espanha (N. do A. - Taça Latina), chegaram aos 4-0 (havia somente 49 minutos de jogo), o encontro findou... O adversário estava por terra, já não tinha velocidade, sentia-se diminuido e acabrunhado, estava completamente desfeito o seu poder de reacção e o Benfica tinha perdido, logicamente, a raiva do jogo. (...) O Barcelona era, verdadeiramente, uma imagem de Futebol esfrangalhado, impotente, com vários sectores desligados, e as suas unidades mantinham-se em campo só para cumprir a obrigação. Apenas aos 90 minutos do jogo acabou a tortura dos espanhóis. Uma única equipa vivia em campo; a outra estava morta».
Dificilmente haverá maior eloquência de uma superioridade. O Benfica havia transformado o seu adversário numa equipa banal e sem fogo.
Aos 35 minutos, Palmeiro tenta um remate distante: a bola sai alta, atrapalhando Ramallets que soca para a frente; Coluna vem na passada e é fulminante como um raio - o pontapé é tremendo, o golo magnífico.
Como estupenda foi a cabeçada de José Águas para o 2-0 em cima do intervalo.
O Benfica atacava com seis, às vezes sete e oito jogadores. Fernando Caiado e Coluna dominavam por completo as respostas do meio-campo do Barcelona. Cavém faz o 3-0 e Águas o 4-0 sobre o minuto 50, novamente de cabeça.
Os catalães podem agradecer à sorte. Vêem Coluna e Salvador estarem à beira do quinto golo; assistem à forma como Águas desperdiça um «penalty» chutando ao poste e como Calado faz a recarga à trave.
Envoltos num mar branco e encapelado (o Benfica jogava todo de branco) são náufragos à deriva, rezando à Nossa Senhora dos Afogados para que o tempo passe depressa e possam regressar a casa.
Só voltarão a defrontar o Benfica dentro de quase quatro anos: em Berna. Para conhecerem de novo o amargo da derrota."

Afonso de Melo, in O Benfica

Sobre Gaitán

"Escritor notável, Nobel da Literatura, referência ética de uma Europa a colapsar e guarda-redes de futebol no Racing de Argel, Albert Camus foi tudo isto e, certamente por isso, disse um dia que "depois de muitos anos, nos quais vi muitas coisas, o que sei de mais seguro sobre moralidade e os deveres do homem, devo-o ao desporto e aprendi-o no Racing de Argel". A citação surge amiúde e vive de forma autónoma, contudo só recentemente apreendi o seu verdadeiro sentido.
Recorro a Eduardo Galeano, que cita ainda Camus, que nos revela ensinamentos dos anos de guarda-redes: "Aprendi que a bola nunca vem ter connosco por onde esperamos que venha. Isso ajudou-me muito na vida, sobretudo nas grandes cidades, onde as pessoas não são, como se usa dizer, rectas."
Moralidades à parte, o que Camus também identificou com precisão foi a magia singular do futebol. Uma coreografia assente em regras, disciplina táctica, movimentos previsíveis, mas que acaba por ruir porque, por mais que procuremos antecipar o que vai acontecer, "a bola nunca vem ter connosco por onde esperamos"
Hoje o futebol pode parecer uma exibição de organizações quase espartanas, com pouco espaço para a afirmação individual. Nada de mais errado. O futebol persiste grandioso porque no meio da organização burocrática, do modelo de jogo ensaiado, há sempre uma nesga de criatividade que leva a bola por caminhos inesperados. Sem o rasgo irresponsável de um par de mágicos que resistem às amarras, o futebol poderia existir, mas não nos ensinaria nada sobre moralidade."

União está a mais na Liga

"Não se chama Sebastião, nem sequer é rei, mas mostra habilidade na oratória este presidente do União que, num fim de tarde de nevoeiro, se aproveitou do espaço de antena que lhe foi dispensado para verberar o adiamento do jogo com o Benfica que minutos antes havia sido decidido por quem detinha poderes para tal, como se tivesse sido praticado pecado sem perdão. Em primeiro lugar, o referido presidente, porventura deslumbrado por tamanha deferência mediática, entendeu espalhar críticas em várias direcções, começando, é bom que se assinale, por rotular de parvos quantos naquele instante seguiam a transmissão da Sport TV, os quais, com o mínimo de atenção, puderam verificar que em termos de condições climatéricas as imagens foram mais fortes do que as palavras, contrariando o que o dirigente ousou afirmar sobre a matéria. É claro que o jogo poderia ter-se iniciado naquele intervalo que jornalista e comentador da estação assinalaram com oportuno sentido de reportagem mas apenas isso. Tratou-se apenas de uma aberta que depressa se diluiu na espessa neblina que, por informações recolhidas, assentou arraiais desde manhã e não mais de lá saiu.
À parte o farrapo de argumentação utilizada com o suposto objectivo de, no essencial, dar uma bicada na posição assumida pelo Benfica, o presidente unionista endereçou bizarros reparos aos que contribuíram para dar uma «má imagem da região, de um clima que não é o seu»... Além de um rol de queixas, ao considerar o União «altamente prejudicado» e, entre outros arremessos, sugerir ao actual Governo Regional que fiscalize o contrato de cedência ao Marítimo do Estádio dos Barreiros.
O presidente unionista falou muito, mas esqueceu-se, ou talvez não, de abordar a questão que verdadeiramente interessa e que se prende com o facto de três clubes da mesma cidade (Funchal) competirem na principal Liga profissional (Marítimo, Nacional e União), o que só encontra paralelo na capital do país (Benfica, Sporting e Belenenses), aconselhando o bom senso, no entanto, que não se estabeleçam comparações entre as duas realidades por serem incomparáveis... A introdução do União na Primeira Liga é, pois, a expressão de mais uma exuberância futebolística made in Madeira. Exuberância essa que vai gerar custos elevados que terão de ser pagos.
Já que se mostrou tão empenhado na proclamação de alguns valores, podia o presidente da SAD unionista ter aproveitado a ocasião de estar em rede de grande audiência para informar quanto recebe o seu clube do Governo da Região. Não se lembrou ou tal manifestação de transparência não coube no alinhamento da sua demorada intervenção. Não é segredo, mas, mesmo assim, ter-lhe-ia ficado bem essa declaração, em nome da verdade. Pois é... talvez não interesse despertar esse sentimento de concorrência desleal em relação aos clubes continentais, principalmente aos de menor dimensão, porque se todos pudessem beneficiar dos mesmos apoios financeiros, provavelmente, esta situação nem se colocaria...
Com todo o respeito pela história de um emblema centenário, carece de sentido a presença do União na Liga portuguesa. Pode não gostar-se dos estilos dos respectivos presidentes (Carlos Pereira e Rui Alves), mas é inquestionável que, cada qual com a sua linha de orientação, Marítimo e Nacional são notáveis representantes da Região, além de apresentarem obra.
O União depara-se-nos, pois, sobre a onda de um capricho político-social que os contribuintes não têm obrigação de continuar a suportar..."

Fernando Guerra, in A Bola

Pecados mortais

"A propósito de alguns fenómenos desportivos anómalos, reveladores da condição humana, relembro os 'pecados mortais' e aproveito para renovar as críticas pela forma como alguns clubes têm vindo a coagir os seus jogadores para que aceitem a cessação ou renovação do contrato de trabalho.
Orgulho. Quer na pré-época quer no decurso das competições desportivas têm sido recorrentes as práticas abusivas infligidas a jogadores, colocados a treinar à margem do 'grupo normal de trabalho', ou na 'equipa B', para que abandonem o clube ou renovem o vínculo.
Avareza. Embora os clubes estejam mais conscientes do papel que devem desempenhar as equipas B, nalguns casos estas continuam a funcionar como espaços de punição e desvalorização de jogadores. 
Luxúria. Prosseguem também os casos de jogadores com indicação por parte dos clubes para aguardar pela sua chamada, sendo depois confrontados com processos de despedimento por abandono do trabalho. 
Inveja. Para além de violarem as garantias laborais essenciais, as práticas descritas têm fomentado a celebração de acordos de revogação desfavoráveis aos interesses dos jogadores, comprometendo o progresso da sua carreira desportiva.
Gula. Reitero que os jogadores devem poder treinar com o seu 'grupo normal de trabalho'. Qualquer diferenciação de tratamento que não seja justificada por razões disciplinares e aplicada proporcionalmente constitui uma forma de discriminação ilegal violadora das obrigações a que os clubes, enquanto entidades empregadoras, estão sujeitos.
Preguiça. As sanções disciplinares aplicadas pelos clubes devem resultar de um processo devidamente instruído que permita a apresentação de meios de defesa.
Defeitos e virtudes. Os jogadores envolvidos nas práticas enunciadas devem estar conscientes de que não estão sozinhos e procurar ajuda junto do Sindicato. Dando o primeiro passo terão um parceiro de diálogo com os clubes que pautará a sua actuação pelo respeito, integridade e facilitação das vias de comunicação. O nosso compromisso é claro, o de apoiar os jogadores, com o máximo respeito pelos clubes que representam, em prol da dignidade do futebol!"

"Um pombo à cabeça e um cão ao ombro..."

"A história do jogador de futebol que era columbófilo e que vivia numa casa que mais parecia a Arca de Noé.

José Torres (1938-2010) teve uma longa carreira como jogador, somando 23 anos de carreira no futebol profissional. Nunca é demais relembrar que o avançado esteve ao serviço do Sport Lisboa e Benfica durante 12 épocas, ao longo das quais auxiliou o Clube na conquista de 16 títulos.
Os seus feitos desportivos, tal como a sua inconfundível figura - alta, esguia, de rosto estreito e sobrolho carregado  - são já bem conhecidos. O que muitos desconhecem é que José Torres tinha uma paixão para além do relvado: a columbofilia. Em sua casa tinha cerca de uma centena de pombos que ele próprio treinava mas, de todas aquelas aves, uma era especial: o Menino.
O Menino, ao contrário dos restantes, não era um pombo-correio e não vivia no pombal. O Menino circulava livremente entre a casa e o quintal, onde brincava com José Augusto, Francisco José, Maria da Nazaré e Ana Maria, os filhos do jogador, mas sobretudo com o Pitó, o cão.
Quem nos dá a conhecer a curiosa histórica do Menino e do Pitó é o jornalista Carlos Pinhão que, ao serviço do jornal A Bola, se deslocou juntamente com o fotógrafo Nuno Ferrari a casa do jogador. O objectivo inicial era, como seria de supor, fazer uma reportagem sobre futebol mas, sendo recebidos entusiasticamente pelos dois bichos, logo a temática foi alterada.
Sentaram-se para dar início à entrevista e, de repente, o jornalista tinha 'um pombo à cabeça e um cão ao ombro...', um momento que descreve como 'verdadeiramente inesperado'.
'-São amigos' - começou Torres a explicar.
'-Quem?
-O cão chama-se «Pitó» e o borracho é o «Menino». São muito amigos um do outro, andam sempre na brincadeira.'
E assim, o pombo e o cão ganhavam o papel de protagonistas na entrevista. Na página d'A Bola, Pinhão continuava:
'É giro ver o cão a correr e o pombo a acompanhá-lo, voando. (...) diz-nos Torres que brincadeiras assim se estendem às galinhas, aos patos, aos gatos...'. 'Mas isto é uma casa ou a Arca de Noé?', perguntou  o jornalista.
O fotógrafo, 'a rir-se às escâncaras', disparava continuamente. Torres limitou-se a responder:
'-Ainda bem que vocês vieram cá a casa (...) é que ninguém acredita, (...) agora é diferente, vendo as fotografias do Nuno...'.
No Museu Benfica - Cosme Damião, são vários os locais onde Torres é recordado, entre eles a área 23. Inesquecíveis."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Lixívia 7 (Benfica -1 jogo)

Tabela Anti-Lixívia:
Sporting.............17 (0) = 17
Benfica............ 12 (-4) = 16
Corruptos....... 17 (+2) = 15

Os dois jogos disputados, não tiveram casos graves, alguns foras-de-jogo mal decididos em Alvalixo, mas sem influência no jogo... A expulsão do jogador do Guimarães foi justa.

O 'caso' da jornada foi mesmo o adiamento do União-Benfica. Construir um Estádio de futebol, num local propício a Nevoeiro dá nisto...
Agora, a questão mais importante parece ser o regulamento!!! É engraçado, já que em Portugal, os regulamentos foram feitos para não serem respeitados...!!! Então no Tugão, é prática corrente, abrir-se excepções... mas aparentemente, existe uma vontade justiceira, em fazer respeitar do regulamento deste vez, principalmente na parte onde é dito, que a partida adiada, seja disputada nas 4 semanas seguintes...!!!
Noutra parte do regulamento de competições, também diz que todas as equipas têm direito a 72 horas de descanso entre jogos, mas esse pormenor, parece que não é muito importante...!!!
Vejamos: nas próximas 4 semanas o Benfica, não tem nenhum 'buraco' de 72 horas, para encaixar o jogo do União. O Tondela-Benfica, já está marcado para Sexta-feira (já que na Terça-feira seguinte, jogamos com o Galatasaray na Luz), portanto na Quarta-feira anterior não dá... E após o jogo no Cazaquistão, vamos jogar a Braga numa Segunda-feira, logo nessa Quarta-feira também não dá...
Sendo assim, o mais fácil e lógico seria adiar o jogo para Dezembro, após o fim dos jogos da fase de grupos da Champions...
A única solução, para evitar o adiamento tão prolongado, seria marcar o União-Benfica para um fim-de-semana de Taça de Portugal. A 3.ª eliminatória da Taça de Portugal já foi sorteada, e já tem os jogos marcados, além disso disputa-se dentro de pouco tempo... e além do Vianense-Benfica, tinha-se que adiar o União-Rio Ave.
Agora, seria possível marcar o União-Benfica para o fim-de-semana da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, como ainda não foi sorteada (nem se sabe se as duas equipas se vão qualificar) seria mais fácil, 'encaixar' o jogo... mas como as competições são organizadas por instituições diferentes, duvido que isso aconteça...
Qualquer outra solução, que implique o Benfica, por em causa o nosso futuro na Champions, e no Campeonato, é inaceitável...

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
Épocas anteriores:

O que vai mudar com o 'Football Leaks'?

"Além do 'voyeurismo' associado ao 'Football Leaks', há duas dimensões mais: a do caminho do dinheiro e a de eventuais ilegalidades.

O fenómeno do Football Leaks está a marcar o futebol português e a suscitar a atenção da Europa. Em Espanha, por exemplo, aquilo que mais interessaria, segundo a comunicação social, era conhecer os termos exactos do contrato de Iker Casillas...
Há três vertentes, neste caso, que devem ser identificadas e separadas: uma dimensão voyeurista, que resulta da curiosidade em saber os detalhes de operações normalmente vedadas aos olhos da opinião pública; uma outra que pode resultar da eventual ilegalidade de alguns passos dados nas operações contratuais; e uma terceira, que dotará os comuns mortais de instrumentos capazes de tornar perceptíveis os caminhos do dinheiro nos negócios do futebol. Seja como for, estamos perante matéria de interesse, capaz de fazer luz sobre matérias sensíveis e normalmente reservadas. Quando o fenómeno Wikileaks incendiou as relações internacionais, os principais jornais do mundo decidiram que os factos trazidos à luz eram mais importantes do que a forma como tinham sido obtidos. E, segundo esse princípio, e contrariando a vontade especialmente do Governo dos Estados Unidos, foram publicados muitos segredos embaraçosos. Com que consequências? Houve debate alargado em relação a algumas práticas erradas e vários comportamentos acabaram por ser alterados. Esse foi o mérito da Wikileaks e, mutatis mutandis, esse poderá ser, também (excluindo o voyeurismo, de que o contrato de Jorge Jesus é outro exemplo) o benefício a colher do Football Leaks.
Futebol e eleições
Em dia de eleições, ao contrário do que vinha sendo norma, houve jogos de futebol dos principais clubes portugueses, a contar para o Campeonato Nacional. A resposta à contestação a esta decisão, feita em muitos casos através de uma indignação histérica e plena de demagogia, foi dada pela redução da abstenção. Afinal, o futebol não foi uma força contra a participação democrática, ninguém terá deixado de votar pelo facto de haver jogos. Já o tinha escrito, perante a calendarização das competições europeias e das datas FIFA, não haveria alternativa a esta solução de se jogar a 4 de outubro. E, como ficou à vista de todos, os jogos não foram nem intrusivos da consciência democrática nem dissuasores do voto.

Crónica de um prejuízo anunciado
«A Sporting SAD está agora convencida de que o projecto com o qual o jogador (Carrillo) se encontra comprometido não é o nosso.»
Comunicado Sporting Clube de Portugal
Acabou mal a novela André Carrillo. Acabou mal para o jogador, que não deverá jogar mais no Sporting e acabou ainda pior para o clube, que perdeu a mais-valia desportiva que o peruano representa e não terá nenhum benefício financeiro quando este partir. Os leões optaram por seguir uma linha dura, de antes quebrar que torcer. Resta saber o que ganharam com isso. Se calhar, nada.

(...)
Problema sério
A irresponsabilidade criminosa, em Madrid, de um punhado de idiotas da claque do Benfica vai custar caro ao clube da Luz. E não valerá a pena dizerem, os encarnados, que não reconhecem as claques. O mal está feito (como tem sido feito, em forma de petardos e tochas, ao longo dos últimos anos) e há que encontrar, com carácter de urgência, uma solução que inviabilize a entrada nos estádios destes marginais que nada acrescentam ao espectáculo. A situação não é fácil, mas carece de uma resposta enérgica e corajosa. Mais de Madrid é que não!"

Maldade galesa na hora da humilhação
Inglaterra fora do (seu) Mundial de râguebi, País de Gales e Austrália a caminho dos quartos-de-final e a rivalidade a tornar-se evidente no gozo com que o 'Wales on Sunday' carregou na humilhação da selecção da rosa. 'You Beauties!' foi a formula encontrada pelo jornal de Cardiff para elogiar os australianos...

José Manuel Delgado, in A Bola

Os arruaceiros

"Não há bela sem senão. Ao derrotar o A. Madrid, que perdeu a segunda partida europeia, no Calderón, nos últimos 28 jogos, o Benfica não pôde regressar a Lisboa sem uma mágoa: a causada pelo comportamento daqueles energúmenos que sempre se juntam às claques de futebol não para assistirem aos jogos mas para promoverem as arruaças que sentem dificuldade em concretizar noutras circunstâncias.
Uma criança ferida, atingida por material pirotécnico, é o balanço mais negro da postura dos anormais, que o Benfica vai ter de pagar com língua de palmo. E muito por dois motivos que ultrapassam a responsabilidade dos criminosos. O primeiro tem a ver com a Liga, com a Federação e com todos os agentes com poder para minimizar o mal incluindo as forças policiais, que não identificam e não punem os baderneiros. Nos estádios portugueses, basta atentar na benignidade com que se revistam os espectadores 'problemáticos' e no 'nevoeiro' que se instala sobre os relvados no início de alguns desafios, para se confirmar que brincamos com o fogo. Felizmente, a UEFA não.
O segundo motivo é o da tolerância do próprio Benfica à acção dos crónicos autores dos desacatos. Ao clube, seria fácil identificá-los e barrar-lhes o acesso aos recintos, o que só não faz porque se acha absurdamente, que um emblema que reclama ter 6 milhões de adeptos não pode perder duas ou três dezenas de doentes mentais. Foi bom ouvir Luís Filipe Vieira aplicar a "essa gente" a designação que bem lhes assenta: a de "arruaceiros". Mas melhor será que, perante o peso das consequências, o Benfica acorde de vez para o flagelo e o destrua."

Alexandre Pais, in Record

domingo, 4 de outubro de 2015

O Sebastião ainda não apareceu!!!

E do nevoeiro não apareceu o D. Sebastião, apareceu mais um Palhaço, já tínhamos que aturar vários, mas aparentemente o Presidente do União também tem jeito para a graçola... Aliás começo a pensar, que para ser Presidente de um Clube da I Liga, ser Palhaço, faz parte dos requisitos!!!

Pois bem, o União, para ganhar mais dinheiro à custa dos Benfiquistas, muda o jogo para a Choupana, local recorrentemente afectado pelo Nevoeiro, que já obrigou ao adiamento de vários jogos, isto porque o outro Estádio de jeito, nas redondezas, apesar de ser construído e remodelado com dinheiros públicos, é propriedade privada, e o Marítimo está de relações 'cortadas' com o União...!!!
Como já era previsível, à hora do jogo, a visibilidade era nula, esperou-se uma hora, e nada, jogo adiado... As estradas de acesso ao Estádio, tiveram encerradas durante grande parte do dia, tais eram as condições de visibilidade...
Em condições normais, o jogo seria disputado no dia seguinte, mas o Benfica tem 10 jogadores convocados para as suas respectivas Selecções, sendo que 6 são titulares, e outros 2 são os primeiros a saltar do banco, e as regras internacionais não permitem que os jogadores disputem jogos na Segunda-feira... E qual é a conclusão do Palhaço do União?!
 "Não percebo porque o Benfica não quis o jogo na segunda-feira."!!!
Não sei se as declarações foram feitas como Presidente do União, sócio dos Corruptos, ou membro do Sindicato dos Palhaços, mas teve graça...!!!

Não vai ser fácil encontrar uma data, entre a Liga, a Champions, a Taça de Portugal e as Selecções, as datas disponíveis são poucas ou nenhumas...Vamos aguardar...

Nélson Semedo

"Acredito que o Nelsinho, com a sua humildade e a sua dedicação ao trabalho, vai ser um dos grande defesas-direitos da Europa

1. O dia de hoje é um dia singular. É dia de eleições legislativas e todos os grandes do futebol português realizam os seus jogos. Pela primeira vez, desde a entrada em vigor da actual Constituição da República, e, logo, da democracia representativa em Portugal, os principais clubes do nosso país jogam no dia das eleições. Sabemos que a combinação entre o calendário interno e o internacional assim o possibilita. Mas, em rigor, nem determina, nem exige. Parece que também o futebol está sujeito a 'vinculações externas'. Mas importa votar. Já que, de verdade, o voto é a 'arma do povo'. A minha geração ganhou a maioridade cívica antes da maioridade jurídica. Votei em 1975 para a Assembleia Constituinte sendo menor em termos de lei civil. E nunca deixei de exercer este direito conquistado. Em todas as eleições. Todas mesmo. É o que farei hoje. Adaptando o horário do voto com o horário dos jogos. E sabendo que a noite eleitoral apagará totalmente o respaldo dos jogos da Liga. E que o voto é mesmo a 'arma do povo'. Hoje como há quarenta anos.
2. Na quarta-feira passada, vivi um dia bem especial em Madrid. Foi, de verdade, um dia com imenso prazer. Mas, sou sincero, com instantes de dor. Aqueles incidentes com as tochas não são nem toleráveis, nem admissíveis. A palavra tristeza tomou conta de nós como bem expressou, ainda no estádio, o Presidente do Benfica. Vamos ao prazer. Na realidade, ao duplo prazer. Ao princípio da tarde, vibrei com a vitória dos nossos jovens no jogo da segunda jornada da Youth League. Foi uma vitória sofrida e merecida. E alguns deles mostraram a qualidade para, a curto prazo, serem uma opção séria para a equipa principal. Renato Sanches, Diogo Gonçalves ou João Carvalho, entre outros - como o Hildeberto Pereira ou o João Lima -, são a 'prova provada' que a formação 'vale a pena' e merece efectivas oportunidades. A equipa técnica liderada por João Tralhão sabe bem que esta liga jovem já é uma montra europeia. Bem o percebi na cidade desportiva de Madrid ao ver - e aí ser questionado! - por alguns olheiros de clubes de referência do futebol europeu. Este foi o prazer do princípio da tarde. Uma vitória por 2-1! E como sonho que à noite, no Vicente Calderón, se repetisse o resultado!
3. E o sonho concretizou-se. Um Benfica personalizado venceu o forte Atlético de Madrid. Foi uma noite de prazer e de orgulho benfiquista. Foi uma noite em que houve instantes de dificuldades e momentos de inspiração. Foi uma noite em que os mais 'velhos' mostraram aos 'mais novos' que, com personalidade e fé, se ultrapassam todos os obstáculos. Foi uma noite em que Júlio César guardou e Gaitán brilhou. Foi uma noite em que Jonas saudou, uma vez mais, o talento de Gonçalo Guedes. Foi uma noite em que o 'eu' e o 'tu' suscitaram o 'nós'. Foi uma noite de parceria perfeita entre Rui Vitória e a equipa. Foi uma noite bem preparada e, a partir dela, queremos acreditar que é possível conquistar os três pontos em cada jogo. Interno e externo. Ou seja, em todas as competições. Como já hoje, no emprestado Estádio da Choupana, frente ao União da Madeira. Seria uma semana de sonho e de muito, mas muito, prazer!
4. Para Nélson Semedo foi uma semana de sonho. Para recordar na sua história pessoal. Há cerca de quatro anos, o Meu Bom Amigo, Victor Coelho, então Presidente do Sintrense, um grande ortopedista, desafiou-me para ir ver um jogo do clube e para analisar, em pormenor, dois jovens jogadores que estavam a ser observados por clubes europeus e, em particular, o Benfica. Gostei de um deles. E voltei a ver jogos do Sintrense que era, na altura, bem comandado por Luís Loureiro. E voltei a gostar do Nélson, do Nélsinho! O Benfica antecipou-se e contratou-o. Em boa hora. Acaba de ser convocado para a nossa principal selecção. E acredito que, com a sua humildade e a sua dedicação ao trabalho, vai ser um dos grandes defesas direitos da Europa. Rui Vitória acreditou nele e deu-lhe a oportunidade na Supertaça. Agarrou-a. O talento já se sentia em Sintra. O que mostra que há talento que a observação técnica nacional não detecta. Nélson Semedo chega à selecção principal sem qualquer convocatória em selecções jovens. Rui Vitória e Fernando Santos são dois treinadores marcantes para aquele jovem que fez toda a sua formação no Sintrense. E, agora, já tem muita gente do futebol europeu a olhar para ele. De Sintra ao Mundo é um instante. Sorte e trabalho. Talento e humildade. Parabéns, Nélson Semedo!
5. O Football Leaks está a provocar um abalo 'sísmico' no futebol português. E a suscitar as atenções do mundo desportivo. Basta olharmos para os principais jornais europeus, generalistas e desportivos, para percebermos que os documentos confidenciais revelados vão determinar alterações a alguns relatórios e contas de alguns clubes. Acredito que algumas Ligas, com mais poderes de controlo que a nossa, vão ler os documentos com muita atenção. E acredito que a nossa Comissão de Mercados de Valores Mobiliários vai confrontar informações prestadas com as informações agora 'chegadas'. Que a divulgação embaraça é indiscutível. A sorte, neste momento, é que agenda mediática está concentrada, e bem, nas eleições legislativas de hoje! É a política a 'defender' o futebol!
6. Há quarenta anos, o primeiro jogo, após as importantes eleições para a Assembleia Constituinte, foi no velho Estádio José Alvalade. Um Sporting-Benfica. Terminou com um empate, com os golos de Fraguito e Diamantino! É, tão só, uma recordação. De uma época desportiva em que ambos os clubes tinham reatado relações! Mas bem sabemos que o mundo é feito de mudanças."

Fernando Seara, in A Bola

Em nome do jogo

"Uma semana rica, a desfiar em interrogações. Que são nada mais nada menos do que reflexões.
1. Até quando permanecerá esta vontade de os 'adeptos' (??!!)se fazerem notar pelas piores razões num estádio de futebol e prejudicarem a reputação (e o interesse e, eventualmente, o percurso desportivos) dos clubes que 'apoiam'? Até quando se conservará o laxismo na regulamentação desportiva, que tornou cada vez mais difícil (tornando ilícitos de perigo em ilícitos de resultado) a censura jusdisciplinar para as hipóteses mais graves? Até quando é possível adiar um 'plano de erradicação' da violência (à inglesa), ao invés de se gastar tanto dinheiro em missões de 'acompanhamento' de claques absolutamente alheias à ordem pública e à preservação da integridade física? Esta semana Benfica e Belenenses já sofreram, nas competições europeias, com este alastrar que não pára. Veremos o que ainda vão sofrer.
2. Até quando se conservará esta descoberta diária de informação sobre contratos, transferências, cláusulas, arquitecturas financeiras, negociações, intervenção de 'empresários', incumprimentos e auditorias (e o mais que haverá) através do Football Leaks (alojado na Rússia)? Até quando será esta intolerável revelação de matérias reservadas para que se obriguem as (várias) autoridades a, para além de averiguar até ao limite a autoria, sindicar a veracidade e a legalidade das operações jurídicas e das comunicações oficiais feitas no mundo do futebol? Até quando é possível postergar o ajustamento dos procedimentos de regulação e supervisão da actuação dos administradores/colaboradores dos clubes/sociedades, dos 'agentes' e dos 'comissionistas' ?
3. Até quando se manterá a ignorância sobre a necessidade de regular na lei estatal e nos instrumentos desportivos o processo negocial de contratação (e renovação contratual) dos atletas e treinadores, nomeadamente para adequar as exigências de actuação leal e conforme à boa-fé às especificidades desse processo negocial?
4. Até quando se preserva esta espécie de paz podre e guerra encapotada entre os clubes nacionais e os dirigentes de topo da Federação Portuguesa de Futebol, mesmo quando há mecanismos para sanar, corrigir e sancionar os comportamentos ocorridos nos corredores e nos estádios? Talvez até ao momento em que todo este edifício caia como um castelo de cartas, em prejuízo daquilo que é a base de tudo o resto: a paixão pelo jogo. Demasiado tarde."

As receitas das apostas desportivas on line

"1. A Portaria n.º 314/2015 de 30 de Setembro, fixou o modo de repartição do montante de 37,5 % do imposto especial de jogo online, ou seja, a parte que é receita do desporto.
2. Os destinatários dessa receita são determinados a partir do tipo de competição desportiva objecto das apostas. Em todas as competições ou provas desportivas que não tenham a resposta específica, a regra é: 85 % para os clubes ou sociedades desportivas ou, quando aplicável, para os praticantes que não pertençam a qualquer destes, e 15% para a correspondente federação desportiva, para promoção da modalidade.
3. Quando as apostas incidirem sobre as competições e provas desportivas da liga profissional ou sobre as competições e provas às quais as sociedades desportivas e os praticantes possam ter acesso por via daquelas, a repartição é a seguinte: 85 % para as sociedades ou, quando não existam, para os praticantes, participantes em competições e provas organizadas pela Liga e 15% para a Liga, para promoção da modalidade.
4. Por outro lado, se forem sobre todas as competições ou provas em que participem as selecções, a receita é atribuída, na íntegra, à correspondente federação para promoção da modalidade.
5. Se as apostas forem efectuadas sobre as competições multidesportivas em que possam participar missões portuguesas da responsabilidade do Comité Olímpico de Portugal, do Comité Paralímpico de Portugal ou da Confederação do Desporto, o montante é atribuído na íntegra à respectiva entidade responsável, para a organização, despesas das missões e programas de preparação."

José Manuel Meirim, in A Bola

sábado, 3 de outubro de 2015

13.ª Supertaça

Benfica 79 - 42 Barcelos
30-7, 15-12, 19-11, 15-12

Já era esperado um jogo fácil, o Barcelos sem o Nuno Oliveira e o Lonkovic será sempre muito mais fraco.
O Benfica entrou concentrado, e sem relaxar, assim se explica a diferença brutal logo de entrada... Deu até para gerir os minutos de todos os jogadores.
Duas notas: os 0 pontos do Mário Fernandes em 20 minutos, com 2 lançamentos tentados. O Mário às vezes exagera no 'passe'...; e as faltas 'sacadas' pelo Nuno Oliveira nas penetrações... era bom que o Cook, perceba que também deve fazer movimentos parecidos.

13.ª Supertaça, 4.ª consecutiva, 11.º título consecutivo!!! É esta a história recente do Basket do Benfica... e que seja para continuar.


6.ª Supertaça

Sp. Espinho 0 - 3 Benfica
23-25, 17-25, 14-25

Sexta Supertaça, quinta consecutiva. Esta estatística ilustra bem o domínio do Benfica da modalidade nas últimas épocas. Mesmo com muitas alterações no plantel em relação à época anterior, o Benfica voltou a vencer...
Isto apesar da boa replica do Espinho no 1.º Set. Parece-me mais forte o plantel do Sp. Espinho desta época, em relação ao último ano.

O Dr. Gaspar voltou a fazer um grande jogo, o Renan está melhor jogador (em relação à primeira passagem pela Luz), e o João Oliveira está a evoluir...

Pleno

Benfica 6 - 1 Dobovec

A qualificação já estava garantida para as duas equipas, estávamos a jogar em casa do adversário, mas éramos favoritos, e provámos isso dentro das quatro linhas...

Não somos cabeças-de-série no sorteio da Ronda de Elite, se sair novamente o Ekonomac (Sérvia) fico descansado, mas com o Inter (Esp), o Kairat (Caz) ou o Karagandy (Caz) temos que organizar a Ronda de Elite na Luz, e mesmo assim não será fácil... Sorteio dia 14 de Outubro, jogos em Novembro, 10 e 15.

Evolução nítida...

Benfica 33 - 27 Águas Santas
(17-14)

Mais um teste ultrapassado com distinção. Recordo que este Águas Santas, já venceu em Braga, e ainda a semana passada perdeu somente por 2 golos com o Sporting...
Jogámos quase sempre bem, a excepção foi o final da 1.ª parte, mas mesmo assim senti sempre o jogo controlado... Cinco jogos, cinco vitórias.
Destaco a evolução do Uelington, que neste momento fisicamente está muito melhor, mais móvel, é de facto uma contratação que vai fazer a diferença. Ofensivamente, envolvemos pouco o Pivot, é verdade que os critérios dos árbitros com os Pivot's do Benfica são sempre muito 'estranhos', mas temos que usar mais o Pivot, até para libertar os nossos rematadores de longa distância...!!! Defensivamente, estamos a defender melhor, principalmente a defesa na zona central, ao Pivot adversário, algo que nos primeiros jogos da época, praticamente não existia!!!
Na Quarta, jogamos no antro da Corrupção. Será teoricamente o recinto mais difícil da época, portanto será mais um excelente teste, para perceber o que esta equipa nos pode oferecer...

Alguém tinha que pagar as favas !!!

Benfica 10 - 0 Braga

Parece que o Braga teve que pagar as favas, pelo desaire da semana passada... o problema é que a Supertaça já foi!!!


PS1: Parabéns às meninas do Hóquei em Patins, que esta tarde conquistaram a Supertaça, vencendo a Académica por 5-0 (Inês Vieira, Macarena(2), Marlene(2)). Mesmo com algumas saídas, a equipa parece querer manter o nível... e a Macarena já marca!!!
PS2: As nossas meninas do Polo Aquático não conseguiram repetir a surpresa da Taça de Portugal, e acabaram por perder a Supertaça (13-7) para o Fluvial Portuense que era o favorito.

Mau

Benfica B 1 - 2 Mafra
Andrade


Jogámos mal, os jogadores pareciam cansados, o jogo a meio da semana em Chaves, onde jogámos 45 minutos com 10, e jogo da UEFA Youth League, deixaram marcas... O Benfica tem estado pouco atento a estes pormenores, mas este jogo podia ter sido adiado para Segunda-feira...

Jogámos contra uma equipa manhosa, que usou e abusou do anti-jogo, com a habitual complacência do apitador... Mas temos que jogar melhor. Não percebi como é que o Dino não foi substituído!!!

O 6.º Violino

"Na última assembleia do Sporting, o seu presidente varreu definitivamente os "obstáculos da educação e do decoro", linda expressão de Jane Austen que vem aqui a calhar por se tratar de uma romancista inglesa do século XIX, morta e enterrada e, por isso mesmo, imune a qualquer tipo de ameaça como as que já pendem sobre cidadãos que se atrevam a 'meter-se' com este Sporting. A Bruno de Carvalho, no seu afã de reinterpretações, só lhe falta mesmo atribuir a si próprio, por unanimidade e aclamação, o título de o 6.° Violino da história do clube. Ele dispensará até a unanimidade. A aclamação é que não.
Como os outros presidentes dos grandes não passam cartão a nada do que o presidente do Sporting diga, a sua próxima actuação, à falta de troco, está marcada para um programa de televisão onde se debaterá, taco a taco, com alegados facínoras do 'comentadorismo' nacional. Vai de vento em popa, vai.
Na justificada euforia que se seguiu à vitória sobre o Benfica, o presidente do Porto disse que a equipa de Lopetegui "dificilmente" voltaria a perder pontos. Nem uma semana se teve de esperar para vermos o Moreirense tirar dois pontos à mesma equipa que "dificilmente" voltaria a perder pontos segundo o juízo do seu presidente. Pinto da Costa também disse que Maxi Pereira não trocou o Benfica pelo Porto "por dinheiro". Claro que não, toda a gente sabe que foi por amor. Aliás, é por causa destas coisas que o futebol arrasta multidões.
Da exposição do contrato de Jorge Jesus ressalta a atribuição de um prémio monetário para o treinador dando-se o caso de o Sporting ganhar a Taça da Liga que, afinal, será mais importante para o Sporting, que se recusava a ganhá-la, do que para o Benfica, que já ganhou uma mão-cheia mas não lhe atribui valor que justifique qualquer prémio para o treinador. Sabem-se estas coisas todas agora graças à Football Leaks, organização moderna que se tem encarregue da nobre tarefa de desmascarar intrujices a uma velocidade bem superior do que aquela que servia, noutros tempos, para se apanharem mais depressa mentirosos do que coxos.
O Benfica jogou muito bem em Madrid e ganhou o seu primeiro jogo fora da temporada. Amanhã joga com o União da Madeira e convém-lhe muito voltar a ganhar. Cometer proezas na Liga dos Campeões é uma delícia. Ah, mas o campeonato... o campeonato é que é."

Crédito recuperado

"A última semana foi, sem dúvida, a melhor de Rui Vitória no comando do Benfica. Os encarnados conseguiram o primeiro triunfo da época num jogo de grau de dificuldade elevado - e logo em Madrid, para a Liga dos Campeões -, depois de ganharem, de forma eloquente, a partida com o Paços de Ferreira, o que permitiu, desde logo, que o treinador começasse a recuperar a confiança dos adeptos. Vitória superou obstáculos, contornou os primeiros focos de tensão e até passou a adoptar um discurso mais ambicioso, como aconteceu na véspera do duelo ibérico.
Contas feitas, o Benfica aproximou-se dos rivais intramuros e deu um passo quase decisivo para a qualificação na Liga dos Campeões. Mas, nesta semana de sonho, Rui Vitória conseguiu ainda mais, muito mais, face ao protagonismo atingido pelos dois jovens da ala direita recrutados à equipa B. Nélson Semedo confirmou todo o seu valor, e até foi chamado à Selecção Nacional, enquanto Gonçalo Guedes 'explodiu' e assumiu-se como uma opção credível para substituir o lesionado Salvio."

A garganta funda do futebol português

"Marcou a história do jornalismo e a história da América. O caso, ocorrido nos anos 70, do século passado, ficou conhecido pelo nome de Watergate e teve na origem a investigação de dois jornalistas do Washington Post, Bob Woodward e Carl Bernstein, que levou à demissão do presidente Nixon. Para a época, tornou-se num caso emblemático, para todos os jornalistas que estavam a começar a profissão, como era o meu caso. Recordo-me de que, na altura, surgiram muitas discussões entre os jornalistas sobre a ética de receber informações de uma fonte que se protegia sob o nome de garganta funda, em inglês, deep throat. Havia quem considerasse que por detrás da informação e do informador poderiam haver interesses particulares e que tais interesses poderiam distorcer as provas, os factos, a realidade.
A história veio a dar razão aos jornalistas do Washington Post, que sempre procuraram cruzar as informações que recebiam e tratá-las com um critério profissional de interesse público. Muitos anos se passaram. Os jornais mudaram muito e os jornalistas também. Porém, há questões que não mudam. 
Recentemente, surgiu uma versão moderna do Watergate, no chamado Wikileaks, uma organização sediada na Suécia, liderada por um ciberativista, Julian Assange e que publica informações e documentos confidenciais particularmente sensíveis para empresas e governos. E, agora, surge-nos, do mais fundo da escuridão do mundo informático, um novo garganta funda que nos traz um conjunto de informações reservadas e até confidenciais sobre o mundo dos nossos principais clubes de futebol.
Como a maior parte das notícias, não diria comprometedoras, mas, no mínimo, desconfortantes, recaem sobre um clube, em especial, o Sporting, surgiu de fonte leonina a apreciável suspeita de que o Football Leaks é, apenas, e só, um instrumento de ataque ao Sporting e ao seu presidente, através de uma acção ilegal de espionagem informática.
E de novo se coloca a questão: neste caso, que posição devem ter os jornais e os jornalistas? Fazer eco dessa acção ilícita, sem saber quem oferece a informação; dar força de divulgação pública de massas ao conhecimento que apenas poderia ficar num círculo restrito; divulgar essa informação, tomando-a, toda ela, por boa; e, por fim, não querer saber se essa informação tem, ou não, um objectivo determinado de ataque a uma entidade ou a uma pessoa? Como o leitor certamente compreenderá, trata-se, de facto, de matéria muito sensível e que não é fácil de tratar numa versão de anos setenta, num mundo e num tempo em que a internet toma conta de toda a informação no momento em que a recebe e logo a coloca em todo o mundo. 
Por outro lado, quem pretender cruzar toda essa informação terá de contar com um muro impenetrável de silêncios. Investigar profunda e minuciosamente cada caso, torna-o, assim, obsoleto e no momento em que se transmite essa informação, já muitas outras estarão na discussão pública, onde corre, sempre muito favorável, o vento do voyeurismo.
Pesadas todas as situações, A BOLA entendeu divulgar e continuar a divulgar os casos que são suscitados pela informação do chamado Football Leaks, procurando, na medida do possível, cruzar a informação que recebe e tratá-la com o necessário enquadramento e numa perspectiva meramente jornalística de interesse público. Tanto mais que as informações que têm vindo a público são peças importantes e esclarecedoras na parte mais opaca mundo do futebol.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Da tacanhez como vocação

"No cume das instâncias que regem o futebol europeu residem a FIFA e a UEFA. Ambas comandadas por gente que podemos designar como uma Torpe Trupe de Tristes Trastes. A primeira é liderada por um tal Blatter, carreirista de profissão; a segunda por Platini, antigo futebolista. Aliás, muito bom. Pena é que, arrumadas as chuteiras, nem uma pequena parte de tanta sabedoria acumulada pelos pés lhe tenha subido à cabeça. Por isso teve arte suficiente para se juntar a quem agora pede a cabeça do outro, mas como não se pode escapar da estupidez própria logo adiantou que desejava colocar a sua no lugar daquela. Esquecendo-se, porém, que também ele havia provado do mesmo mal. Alegou depois que fora para pagamento de um suposto trabalho feito a título pessoal. Espero que ainda se venha a saber que tipo de trabalhos poderá um presidente da UEFA fazer, a título pessoal, para a FIFA. Uma coisa, porém, é certa: não foi por propor medidas que promovam a verdade desportiva e a transparência, tal é a sua fobia a qualquer inovação nesse sentido. Ao invés de modalidades como o vólei ou o ténis, que já recorrem ao vídeo challenge, o qual permite a imediata correcção de decisão arbitral em conformidade com a realidade, assim prevenindo a viciação, mesmo que involuntária, dos resultados. Ao mesmo tempo subsistem aberrações como estas: (i)permissão para que os terrenos de jogo tenham dimensões diferentes, conforme o gosto do freguês, e (ii) proibição de os ecrãs dos estádios mostrarem a repetição de jogadas polémicas. Não falando já na interdição de transmissão de incidentes verificados nas bancadas. E nós a pensar que nada tínhamos em comum com a Coreia do Norte..."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Como União é uma final da Champions

"O campeonato animou. Dois pontos separam uma mão-cheia de equipas. O cenário ficou bem melhor, com o FC Porto a perder pontos em casa do penúltimo classificado e o Sporting a ver quadradinhos no Bessa. 
Nem por sonhos poderia imaginar que os rivais perdessem pontos contra estes adversários. O Benfica também já teve o seu Arouca mas esta semana foi surpreendente.
Domingo na Madeira será um jogo difícil, porque segue-se a um jogo de Liga dos Campeões, porque há viagens sucessivas a aumentar o cansaço, porque Cosme Machado é o árbitro, e porque há um União motivado.
São vários perigos.
Mas se queremos lutar pelo título, não pode haver desculpas e ganhar é a única solução.
Desvalorizar a vitória do FC Porto na passada terça-feira contra o Chelsea, apenas por ser contra o 15.º do campeonato inglês, não é uma atitude inteligente.
O FC Porto jogou como ainda não tinha feita este ano e mereceu uma vitória difícil e importante.
O Benfica foi a Madrid fazer uma demonstração de classe. Ganhar em Espanha não acontecia há 33 anos e ao Atlético Madrid de Simeoni perder em casa nunca tinha acontecido na Europa do futebol.
Embora o objectivo sejam os títulos, é bom fazer o caminho com brilho e categoria.
Enquanto a imprensa anunciava um recorde negativo de derrotas a cair em Madrid, teve de engolir vários recordes positivos. É assim no Benfica!
Agora é contra o União da Madeira a nossa final da Liga dos Campeões."

Sílvio Cevan, in A Bola

Notas...

- Nelson Semedo foi naturalmente convocado para a Selecção Nacional. As exibições do Nelsinho, e as lesões de vários jogadores selecionáveis para aquela posição, obrigavam o Seleccionador a convocar o nosso jovem jogador... só será pena, se for suplente do Cedric!!! Até os rumores de uma possível chamada à Selecção de Cabo Verde, ajudaram a esta rápida promoção...
Como já opinei noutras ocasiões, não sou um grande fã de chamadas às Selecções, só espero que tudo corra bem, e regresse ao Benfica em condições de jogar...
Além do Nelsinho o Eliseu também foi convocado.

- Jiménez, Samaris, Mitrogolou, Ederson, Gaitán, e ainda o Gonçalo Guedes e o Pedro Rebocho - sub-21 -, também foram convocados às respectivas Selecções.

- O nosso jovem Judoca Nuno Saraiva, ficou em 2.º lugar na etapa da Taça do Mundo, em Tashkent, no Uzebequistão, na categoria de 73Kg. Foi um excelente percurso até à final, pena a forma ingénua como perdeu a Final para o Judoca da casa...

- Este fim-de-semana vamos disputar 4 Supertaças: Basquetebol, Voleibol, Hóquei em Patins feminino, e Polo Aquático feminino.

- Uma nota ainda, para a renovação do contrato com a Vanessa Fernandes, que faz parte da nossa equipa de Atletismo de fundo...

Chumbar tudo

"Que grande confusão vai na cabecinha do líder quase norte-coreano que falhou a aterragem na Portela e teve que saltar em andamento no Campo Grande. O actual e ainda presidente da instituição desportiva criada em 1906 com o objectivo de um dia ser tão grande como os maiores clubes da Europa (já passaram mais de cem anos e nada...), dedicou boa parte da sua intervenção na reunião magna com os associados da sua agremiação a falar do Sport Lisboa e Benfica. Alguma coisa vai mal para aqueles lados. E estou apenas a ser simpático com a expressão "alguma". Depois de já se ter referido ao Bicampeão Nacional como uma equipa de Carnide - ai essa Geografia, senhor doutor: estamos localizados em São Domingos de Benfica, com muito orgulho -, o homem que não deixa que se façam piadas sobre equipas de Futebol russas (Moscovo é na Rússia?), tentou a sua sorte na Demografia e Estatística. E eis que chumbou em mais uma cadeira. No momento em que devia apresentar contas e projectos aos seus consócios, o homem do pavilhão invisível esteve a fazer contas de cabeça sobre os números de associados da equipa detentora de 34 campeonatos nacionais. Diz ele que não temos mais de 4,5 milhões de adeptos. Entendo que não seja preciso muito tempo para contar os seus seguidores, mas olhe que nem a vida toda lhe chegava para quantificar a dimensão nacional e internacional da maior potência desportiva portuguesa. Não, não me enganei, caro senhor: somos nós, o SL Benfica. É só olhar para os números e para a História, não perca o seu tempo.
Para o chumbo ser completo só faltava a cadeira de Economia e Finança. Vai daí, o presidente de todos os sportinguistas, arriscou nos 200 M€ para o valor de Cervi, brevemente a brilhar na Luz. Ele lá saberá. Se avaliou o Tanaka em 60 milhões, tudo é possível..."

Ricardo Costa, in O Benfica

O Benfiquismo, a nossa força!

"Bastou uma jornada em que o Benfica recuperou dois pontos aos seus adversários na luta pelo título para logo sermos bombardeados por demagogia senil e populismo bacoco. A estes, com a serenidade Bicampeã e a grandeza de quem, em tempo útil, soube tornar-se independente das teias de influência que, sob a forma de patrocínios salomónicos e de "distribuição" equitativa e adiantada de receitas à custa de consumidores fustigados por um monopólio, insistiam em desvirtuar o contexto desportivo nacional, ao esbater artificialmente as diferenças, a nosso desfavor, da popularidade e força das marcas dos principais clubes portugueses.
Sejamos claros: O Benfica até poderá não ganhar, mas nunca deixará de ser o campeão, pois vive, ao contrário dos outros, em função de si próprio, de e para os Benfiquistas. Benfiquistas esses que, dizem os estudos de mercado, as audiências televisivas, as médias de espectadores e a dimensão do investimento dos seus parceiros, são incomparavelmente superiores em quantidade e dedicação. Esta sim é a nossa grande força, incompreendida por quem não a sente, com sede na freguesia de São Domingos de Benfica e ramificações profundas em todo o país, na África lusófona, nos destinos predilectos da diáspora portuguesa e um pouco por todo o mundo.
P.S.: Conquistámos o Troféu António Pratas de Basquetebol, o décimo título e troféu nacional consecutivo, um recorde, superando a marca obtida nos anos 90, também pelo Benfica. Uma palavra final para a nossa equipa de Hóquei em Patins: Na época passada, perdida a Supertaça, veio a dobradinha. Com o vosso empenho e qualidade, acredito que poderão repetir o feito."

João Tomaz, in O Benfica

Jornada de eleição

"1. Recuperados dois pontos a ambos os rivais, antecedendo paragem para selecção e Taça de Portugal, e na antecâmara de um Benfica-Sporting, o jogo de domingo, frente ao União, é muito mais importante do que parece. Ganhar significa, pelo menos, manter as distâncias, e encarar o dérbi com a força de quem pode chegar-se à frente, Atrasar-nos neste momento acrescentaria pressão à nossa equipa, e - muito importante - retirá-la-ia aos rivais. Creio ser mais provável vencer o dérbi se a ele chegarmos a apenas dois pontos, do que no caso de o resultado do Funchal nos atirar para longe da liderança. Ao contrário do que tem acontecido na Luz - onde o Benfica é rei e senhor -, fora de casa ainda não encontrámos o caminho das vitórias. Esta é uma bela ocasião para afastar também esse estigma. Eu voto numa vitória clara do Benfica. 
2. Numa altura em que o nosso vizinho procura, em várias frentes, retomar a competitividade de que há muito andava arredado, todos os dérbis lisboetas (do Futebol ao matraquilho) terão de ser encarados com crescente importância estratégica. Infelizmente, Supertaças de Futebol e (agora) Hóquei em Patins, e Taça de Honra de Futsal, voaram para o lado de lá da rua, servindo apenas para os galvanizar. Não podemos voltar a dar-lhes a mão de forma tão generosa. Espera-se um rápido ponto final nesta triste sequência, e a retoma da ordem natural das coisas.
3. De Basquetebol e Voleibol esperam-se dois troféus para este sábado. A equipa de Carlos Lisboa já alcançou uma conquista. A de José Jardim estreia-se oficialmente. Há que manter a senda triunfante da última temporada."

Luís Fialho, in O Benfica

Importam-se de repetir s. f. f. ?

"Afinal, afinal, talvez as coisas não estejam tão mal como pareciam. É bem verdade que os pessimistas gostam de se considerar a si mesmos como optimistas bem informados. O seu momento de fama é o do rescaldo dos desastres, quando são os primeiros a distribuir culpas e a denunciar culpados. Soltam então aos berros o seu lema predilecto: 'eu bem avisei!'. Mas quando as coisas correm bem, ou mesmo de modo excelente, não se pense que desaparecem tais emplastros. Não. Reaparecem, embora acompanhados de uma vozinha melosa a lembrar 'eu sempre acreditei...'. São os mesmos que entram no estádio embrulhados numa bandeira ou num cachecol do clube mas que levam também, pelo sim pelo não, o lencinho branco bem dobradinho dentro das calcinhas.
Indo directo aos factos: quem se atreveria a apostar que o FC Porto e o SL Benfica seriam capazes de vencer Chelsea e Atl. Madrid, pelo mesmo resultado, com equivalente brilho e similar merecimento? Ainda por cima com vectores outros que estavam também em equação, desde o estatuto de invicto em casa na vigência do principado de Simeone até à circunstância de nunca Mourinho ter alguma vez logrado vencer no Dragão enquanto visitante. Porto e Benfica foram dignos da nossa admiração e também credores da dádiva de alegria que é maior do que o mero resultado. Por razões várias, das quais a menor não será com toda a certeza a peremptória afirmação ao mais alto nível de dois magníficos rapazes: Rúben Neves, melhor em campo, e Gonçalo Guedes, autor do golo da vitória da águia. Para ajudar à festa, Marco Silva derrota o Arsenal em Londres e CR7 torna-se o melhor marcador de sempre do Real. Melhor seria possível?"

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

PS: Tudo isto é verdade, mas o facto do actual Chelsea estar a fazer uma época deplorável, ir em 15.º na Liga... e mesmo assim ter ficado com um penalty claríssimo por marcar, mesmo a fechar a partida, não foi destacado por ninguém...

Quem tem medo do "Football Leaks"?

"Confesso que não deve ser agradável acordar e perceber que, desta ou daquela forma, informações que julgávamos confidenciais (e por isso mesmo só ao alcance de meia dúzia de pessoas… quanto muito) circulam, sem qualquer controlo, nas redes sociais. Isso não é simpático se estivermos a falar de documentação sensível respeitante a um clube (ou SAD), da mesma forma que seria desconfortável se em causa estivesse o nosso extracto bancário, a declaração de IRS de um familiar próximo ou o ficheiro clínico de um amigo.
Feita a introdução – onde, ainda que genericamente, posso dizer que me solidarizo com todos os que, em nome individual ou colectivo, viram informação que pensavam privada tornar-se totalmente pública – devo acrescentar que, como tantas outras pessoas, também não resisti à tentação de ir visitar o blog do momento, o “Football Leaks”. E ressalvando o que atrás afirmei…gostei do que vi. Dito de outra maneira: gostei do que me proporcionaram ver. Há ali muita matéria interessante. Para quem é jornalista, é certo, mas igualmente para qualquer adepto. E se assim é, tal como sucedeu com a “Wikileaks” em relação a outras áreas, ainda bem que alguém a disponibilizou. O interesse público é evidente. E não diminui por, quase de certeza, o material ter sido obtido de forma ilegal. Isso é outra questão.
Não é segredo para ninguém que o futebol esconde (cada vez menos) um mundo de práticas, no mínimo, discutíveis. E por muito que nos tentem dizer que a lei protege determinados comportamentos ou ligações, a verdade é ninguém com dois dedos de testa precisava do aparecimento do “Football Leaks” para saber que, numa milionária indústria, que movimenta milhões e milhões de euros por ano, existe muita coisa com cheiro nauseabundo. E pouco me importa se, neste ou em qualquer outro caso, os holofotes incidem mais sobre o clube A, B ou C. Para mim, ao mais alto nível, em Portugal, na Europa ou onde quer que seja, poucos (para não dizer ninguém) devem aproveitar este ou aquele momento ou facto para atirar pedras ao telhado do vizinho. É que rapidamente o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro. Será, apenas e só, uma mera questão de tempo.
É normal que clubes, dirigentes, treinadores, jogadores ou empresários fiquem aborrecidos por verem escarrapachados na net dados que, em teoria, não deviam ser públicos. No entanto, se o futebol se regesse por regras diferentes, talvez todo este alvoroço não existisse. Seria assim tão ilógico, por exemplo, que no futebol, tal como sucede na NBA (e nas restantes ligas profissionais do desporto norte-americano), os salários dos protagonistas fossem públicos? Viria grande mal ao mundo se existissem tectos salariais, de modo a procurar o maior nivelamento possível entre todos os participantes numa competição, apesar de uns serem mais ricos que outros? Não me parece. E, naturalmente, poderíamos enumerar outras situações. Não vale a pena.
Nunca ouvi um profissional do desporto norte-americano lamentar-se por o seu salário ser do conhecimento público. E faz sentido que assim seja. Eles ganham todos muito, mas apenas e só porque lhes reconhecem talento e, claro, existe alguém disposto a pagar. De resto, se há um ror de dólares em torno da sua modalidade isso deve-se à popularidade do desporto, ao seu impacto. E isso está directamente ligado aos milhões de adeptos que fazem circular esse dinheiro das mais diversas formas. Logo, se é o povo quem paga a festa… é normal que qualquer cidadão saiba quanto recebe o jogador A ou B. Isto é completamente pacífico. Ou melhor: lá é…
Assim sendo, quero destacar a forma tranquila como Jorge Jesus reagiu ao facto de terem sido tornados públicos os termos do seu actual contrato com o Sporting. Pura e simplesmente borrifou-se para a questão. E fez bem. Ele recebe o que o clube lhe ofereceu (ou o que ele pediu, o que para este caso dá no mesmo) e ponto final. Se é muito ou pouco, todos podemos ter a nossa opinião, mas isso é irrelevante para o processo. De resto, todas as cláusulas existentes, por muito que nos pareçam adequadas ou desajustadas, são apenas o resultado do entendimento entre duas partes. Tudo normal.
Posto isto, importa salientar que, com excepção da questão abordada logo de entrada, só vejo uma razão para existirem muitos nervos de Norte a Sul com o aparecimento do “Football Leaks”: medo de que as desconfianças de todos nós acabem, perante a observação de determinados documentos, por se tornar realidades incómodas. Aliás, mesmo que tudo o que venha a lume possa ser legal, em alguns casos, pelo menos, vamos poder perceber que houve gente a mentir (ou a tentar iludir). Aos jornalistas, aos accionistas, aos adeptos, a toda a gente.
Destaco também a forma enérgica como, num ápice, apareceu uma legião de contestatários a criticar o “modus operandi” do “Football Leaks”. Aceito quem seja contra a publicação deste tipo de informação confidencial, mas estranho que entre esses apareçam muitos que, ao longo dos tempos, se têm entretido a dizer cobras e lagartos da Comunicação Social, alegando que não investiga, que tem medo, que sabe de determinadas coisas e se acobarda, etc, etc. Ora, se assim é, então não deviam aplaudir que a imprensa, quase que unanimemente, tenha dado eco às revelações do blog em causa? Ainda por cima, parece não haver a mais pequena dúvida de que os documentos são verdadeiros. E se o são, qual é o problema de divulgá-los? Aliás, muitos até ajudam (e acredito que continuarão a ajudar no futuro…) a provar que, afinal, algumas coisas que os adeptos pensavam ser mentiras dos jornais… eram verdade."

Desagradável mosquito

"O site Football Leaks transpirou informação que é, no mínimo, desagradável para o meu clube. Não vou aqui desenvolver as minhas opiniões sobre os complicados processos de compra de Bruno Paulista, o processo de Cervi e a tentativa de compra de Mitroglou. Falta-me informação e a pouca que tenho não me oferece suficiente segurança. O Football Leaks não é um órgão de comunicação social, não está sujeito ao mesmo escrutínio e não pode ser citado como se de fonte jornalística se tratasse. Mas há um facto inelutável: as relações do Sporting com o Recreativo Caála de Angola e sobretudo com o empresário António Mosquito são e continuarão a ser um problema. Se não por outra razão, por gestão de imagem.
Escusam as virgens de ocasião de se arrepiar com as companhias leoninas. Conversas puritanas sobre relações empresariais, no futebol é como rezar o pai-nosso num congresso de banqueiros. Acontece que esta direcção do Sporting foi eleita num espírito de renovação e moralização de um clube há muito dominado por negociantes de gestores bancários. Deste ponto de vista, a posição de Bruno de Carvalho em relação aos fundos sempre foi exemplarmente correta: tudo o que torna os negócios do futebol ainda menos transparentes e permite que se criem bolhas especulativas, pondo em perigo a sustentabilidade desta actividade económica, deve ser combatido. Por isso, mais do que conhecer os pormenores de cada um destes negócios, esta relação, que mesmo que declarada e pública tem contornos pouco claros, preocupa-me. Porque ela me parece incoerente e ainda pode vir a rebentar na cara de um presidente em quem confio. Bem sei que o Sporting tem necessidades e que a procura de novos parceiros e investidores é fundamental. Mas nem por isso este parceiro e este investidor me deixa descansado."

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A caminho do tricampeonato???

"Recuso-me a ver nos outros máquinas vencedores perfeitas... nos fins de semana em que não empatam ou perdem...

«No futebol não há tempo, não há futuro»
Pepe Guardiola
No desporto de alta competição, como é o caso do futebol, «não há tempo, não há futuro». Disse-o Pepe Guardiola. Vem isto a propósito da mudança, na classificação do campeonato nacional, que aconteceu este fim-de-semana.
Para alguns, há uma semana, o Benfica estava completamente afastado do título.
Para os mesmos, esta semana, o Benfica passou a ser um campeão com elevado potencial para conquistar o Tri.
Não entro em euforias... como me recuso, também, a entrar em depressões!
Não alinho na máquina de alguma comunicação social, que tem como grande preocupação vender à custa dessas alterações de estado de alma dos sócios, adeptos e simpatizantes do Benfica.
Como me recuso a ver nos outros - só porque mantiveram um treinador ou só porque passaram a ter como treinador alguém que no Benfica ganhou alguma coisa - máquinas vencedoras perfeitas... nos fins-de-semana em que não empatam ou perdem!
Por isso - sem qualquer entusiasmo excessivo, mas com todo o realismo - eu acredito na conquista do Tricampeonato pelo Benfica!
Mas, para se perceber porque acho muito realista a possibilidade do Benfica ser novamente campeão,... porque não perder algum tempo a analisar cada uma dessas três equipas?

O que vale esta equipa do Porto?
O Porto contratou um guarda-redes mediático. A julgar pelo que leio, ainda não percebi o que vale Casillas (com quem, reconheço, simpatizo muito... como jogador e como personalidade).
Ele é, efectivamente, a tal mais-valia, capaz de ser determinante num plantel mediano, como vejo, agora, na comunicação social, ou é o guarda-redes velho e ultrapassado que a mesma comunicação social reconhecia em Casillas, com todos os defeitos do mundo,... quando Mourinho o colocava no banco de suplentes, no Real Madrid, e essa mesma comunicação se atropelava para bajular o special one em versão meseta castelhana?
Não acredito que os jornais portugueses sejam chauvinistas.
Portanto, tenho que reconhecer que os jornais portugueses tinham, na altura, razão: Casillas já não é o guarda-redes que era!
Quanto à defesa do Porto, Danilo foi para o Real Madrid, o que significa que é muito superior a Maxi Pereira (senão, teria sido este a rumar ao Santiago de Barnabéu).
Qualquer defesa-esquerdo que encontrem será, sempre, muito pior que Alex Sandro.
Como, diga-se em abono da verdade, Quaresma é muito melhor que Varela ou Jesus Corona.
Óliver Torres é manifestamente superior a André André, pois, se assim não fosse - até pelo preço - este estaria no Atlético de Madrid e não no Porto.
Jackson Martínez é muito melhor que Pablo Osvaldo e Aboubakar juntos - não é, comunicação social? Ora, com estas comparações, será fácil concluir que o Porto este ano é bem inferior ao Porto do ano passado. Este plantel, bem mais fraquinho, não pode, por isso, ser comparado com o melhor plantel desse clube desde há 30 anos - que perdeu tudo na época para um plantel jeitoso do Benfica - e que até queria ser Campeão Europeu (até aos 6-1 de Munique).
Melhor, apenas, no meu critério de análise, Imbula, apesar de ter de jogar onde joga Danilo Pereira (não confundir com o Danilo que foi para o Real Madrid) mas cuja presença na equipa agrava as dificuldades na construção de jogo...
Como se isso não bastasse, o Porto tem, entre si, aquele que é a grande esperança das equipas e dos adeptos adversários (e que faz desesperar os seus próprios adeptos): Julen Lopetegui, ou como li, este fim-de-semana (para nós),... o homem errado no lugar certo.
Ainda assim, acham que este Porto é o principal candidato ao título?
Olhem que não...

E este Sporting?
E o Sporting? Está melhor que o ano passado? Sim, claro! Embora não fosse difícil. Mas, vejamos... Rui Patrício... perdoem-me a minha fixação, será o melhor guarda-redes português!
Mas, para além de não ter pés - como, aliás, se viu no jogo do Bessa -, defende o que é difícil e falha o que é muito fácil...
Continuo a achar que não é o guarda-redes que dizem ser... por quem tem a obrigação de analisar objectivamente a realidade.
Os mesmos que já fizeram do Sporting o campeão nacional desta época que ainda há pouco começou.
E que nem a recente eliminação da Liga dos Campeões, com o CSKA, e a derrota com Lokomotiv esmoreceu (talvez o problema seja, efectivamente, da Gazprom).
Relativamente à defesa, é melhor que a do ano passado, mas não existe uma diferença abissal entre elas.
Já no que diz respeito ao meio campo leonino, são jogadores feitos, sem grande pulmão, para aguentar a época em Portugal...
Aquilani e Bryan Ruiz são jogadores de uma qualidade espantosa, mas lentos, o que não joga com o tipo de jogo do novo treinador leonino.
Teófilo Gutiérrez dará mais soluções à equipa mas não será capaz de desequilibrar em todos os jogos. 
Jogador com velocidade, como ele gosta, só Gelson, no pressuposto que Carrillo não vai jogar mais até ao fim da época - o que, sinceramente, duvido!
Apenas para memória futura,... estou perfeitamente convencido de que chegará a acordo nos próximos dias com o Sporting para jogar até ao fim do ano, sendo vendido em Janeiro. Essa é a minha convicção!
Uma vantagem para não ser tudo mau: o Sporting manteve a dupla atacante.
E se, cada vez mais, gosto de Slimani (um Óscar Cardozo em projecto), já quanto a Fredy Montero, embora goste de o ver, continuo sem perceber como, como tantos bons jogadores por aqueles lados, naquela posição, pôde ser considerado, há dois anos, como o exemplo de avançado que o Sporting gostaria de formar e de ter...
Por fim, mas não menos importante, o treinador foi três vezes campeão nacional no seu antigo clube, o Benfica,... sempre com algumas dificuldades, com três equipas diferentes, embora bastante superiores às do Sporting de hoje.
Jorge Jesus, no seu primeiro campeonato conquistado pelo BENFICA, em 2009/10, jogava, então, com Quim, Maxi, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Aimar, Dí Maria, Saviola e Cardozo.
Bem melhor que o Sporting actual.
Sabem como acabou?
Com 5 pontos de vantagem, para o segundo classificado, o Braga, porque na última jornada este perdeu no Nacional e o Benfica ganhou, em casa, ao Rio Ave,... 2-l.
No segundo campeonato que conquistou, em 2013/14, o Benfica terminou com uma distância de 7 pontos para o segundo classificado, o Sporting, mas jogavam então, Oblak, Maxi, Luisão, Garay, Siqueira, Fejsa, Enzo, Gaitán, Salvio, Lima e Rodrigo e ainda tivemos Artur, Jardel, Matic, Markovic, André Gomes e Cardozo.
Bem melhor que o Sporting actual.
No terceiro e último campeonato conquistado, na época passada, o BENFICA terminou com mais 3 pontos que o segundo classificado, o Porto.
Nessa equipa, jogaram Júlio César, Maxi, Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, Gaitán, Salvio, Talisca, Lima e Jonas, para além de Enzo, Fejsa e Pizzi.
Bem melhor que o Sporting actual.
Ou seja, o treinador do Sporting só ganhou quando tinha grandes equipas... algo que actualmente, reconheçamos, não tem!
Tudo isto para não falar das equipas do Benfica dos campeonatos perdidos contra as super equipas do Porto lideradas por, então, treinadores de grande nível mundial como Villas Boas ou Vítor Pereira, que... nunca tinham ganho nada até então e que pouco ou nada ganharam desde então!!!
Face a esse cenário, amigos do Sporting, estão a ver o que vos espera???

Quanto ao Benfica...
sabem que do Benfica... nada ou muito pouco sei... Mas, como se sabe, a equipa está a adaptar-se a uma nova realidade.
De facto, a grande mudança é a do treinador e tudo o que isso implica: novas ideias e novos métodos de treino. Finalmente, temos um treinador que sabe o que é ser do Benfica, que prometeu dar a vida pelo clube e que sabe que o símbolo é mais importante que qualquer jogador.
Isso não o fará vencer, nem o tornará imune a qualquer crítica construtiva, mas que ajuda,... lá isso ajuda. E muito!!!
Essa será a grande diferença do Benfica deste ano.
Por isso, penso que será, apenas e só, uma questão de tempo.
Vamos a isso, Benfica?"

Rui Gomes da Silva, in A Bola