Últimas indefectivações
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Treino...
⌛ Em contagem decrescente para o Clássico. pic.twitter.com/y9c0Chi8hY
— SL Benfica (@SLBenfica) January 13, 2026
Vitória em Newcastle...
Newcastle 0 - 5 Benfica
Olívio, L. Martins, Moreira(2), Kiko Silva
Mais uma goleada em Inglaterra, mas a qualificação, vai depender do Nottinghan-PSG, que só será jogado na próxima segunda-feira...
Neste momento, com 4 jogos realizados pelo Benfica, ainda com algumas equipas com somente 3, somos o melhor ataque, com alguma vantagem!!!
Derrota na Lourinhã...
Torrense 3 - 1 Benfica
Gomes
Muitas ausências, alguns titulares no banco, relvado horrível, e um início mau da Fase de Campeão nos sub-23...
Depois duma 1.ª fase bastante boa, parece que corremos o risco de voltar a fazer um má fase decisiva!
Derrota na Polónia...
28-26, 25-13, 25-15
Demos luta no 1.º Set (chegámos a ter 1 Set Point!), mas não deu para mais...
FC Porto e Benfica: joguem à bola, por favor...
"Francesco Farioli e José Mourinho têm agora uma segunda oportunidade de dar um bom espetáculo no Dragão. Desta vez um deles terá mesmo de ganhar, seja como for...
Quarta-feira é dia de clássico no Estádio do Dragão, o segundo da época entre FC Porto e Benfica, no mesmo palco mas para outra competição. Do primeiro, jogado no início de outubro, ficaram poucas ou nenhumas recordações, já que ambas as equipas preferiram garantir que não perdiam em vez de tentarem ganhar.
Francesco Farioli e José Mourinho tiveram as suas razões para isso. O treinador italiano, nessa altura, já tinha constatado que o fulgor ofensivo do início da época estava a esbater-se, pelo que preferiu exibir a sua solidez defensiva. Não ia adivinhar que o pragmatismo lhe ia valer apenas dois pontos perdidos na primeira volta da Liga, curiosamente nessa única vez que prescindiu de tentar mais. E do outro lado estava Mourinho, cujo nome ainda assusta muita gente. Acabadinho de chegar à Luz, o técnico português queria apenas sobreviver aos primeiros desafios, tendo noção que dificilmente não sairia derrotado do que tinha antes e depois do Dragão (Chelsea e Newcastle fora). Assim foi, pelo que mais valeu segurar o empate a 0, há momentos em que até para um clube grande isso sabe a vitória.
Desta vez, porém, os cálculos só podem fazer-se durante 90 minutos (mais só se houver prolongamento). O segundo clássico é para os quartos de final da Taça de Portugal, a uma mão, e só um seguirá em frente.
O FC Porto de Farioli é hoje um conjunto mais confiante, ainda que o italiano, mestre nos dramas de finais de época, nunca possa nem deixe ninguém descansar à sombra do que já foi feito. E, tendo em conta o que já se viu até agora do Benfica de Mourinho, há poucas razões para ter medo. Do outro lado, no entanto, há uma equipa e um treinador feridos no seu orgulho - a eliminação da Taça da Liga trouxe dúvidas e assobios que pareciam ter-se dissipado nas últimas semanas... - e há pouca gente no mundo do futebol que queira mais ganhar o clássico que se segue a tamanha desilusão do que José Mourinho.
Por esta altura, as estratégias de ambos já estarão definidas e saberemos pouco mais sobre elas nas conferências de imprensa de antevisão de hoje. Peço apenas que se lembrem, desta vez, que FC Porto e Benfica têm obrigação de querer ganhar a Taça de Portugal e que os adeptos esperam mais do que contenção, espera, passes entre os centrais, um ritmo lento e pouca vontade de arriscar. Que se inspirem no Vitória-SC Braga do passado sábado, em que os rivais do Minho nos deram um jogo grande. E, se não for pedir muito, que nem se note a presença do árbitro..."
Um desportista com Ligamento Cruzado Anterior (LCA) operado volta a jogar ou arrisca o fim da carreira?
"A rotura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) continua a ser uma das lesões mais temidas no futebol porque envolve instabilidade articular, défice de controlo neuromuscular e uma recuperação longa, que exige paciência, método e confiança. Durante anos, foi encarada como o fim de uma etapa. Hoje, graças à evolução das técnicas cirúrgicas e à melhoria dos programas de reabilitação, representa um desafio exigente, mas totalmente superável.
A evidência científica confirma esta mudança. Os atletas regressam à competição com grande probabilidade, após reconstrução do LCA e, muitos, conseguem recuperar o nível de desempenho pré-lesão. Estes resultados, descritos em publicações recentes no Sports Medicine – Open e no British Journal of Sports Medicine, refletem o impacto de uma abordagem mais precisa, baseada em critérios objetivos e no trabalho coordenado de equipas médicas multidisciplinares. Contudo, necessitam de um apoio competente e altamente especializado que, sobretudo nos atletas amadores, nem sempre acontece.
O diagnóstico correto é crucial e o Porto Knee Testing Device (PKTD), inventado na Clínica Espregueira — Dragão, é o único aparelho do mundo que permite medir a instabilidade na ressonância magnética e ajudar numa indicação cirúrgica correta.
O sucesso começa no bloco operatório e estende-se até ao último exercício de reabilitação. As técnicas atuais privilegiam o uso de autoenxertos — como o tendão patelar, os isquiotibiais ou o tendão quadricipital — pela sua melhor integração biológica e resistência mecânica. Nos casos de instabilidade rotacional significativa, a novidade e associação frequente da tenodese extra-articular lateral (LET), que reforçam o controlo rotacional do joelho e diminuem o risco de nova rotura. Outra inovação relevante é a avaliação pré-operatória da forma do osso como fator de risco. Estas técnicas permitem uma reabilitação progressiva mais estável e um retorno gradual à carga sem comprometer a cicatrização biológica do ligamento.
Na fase de reabilitação, o foco já não está apenas no fortalecimento muscular, mas na restauração completa da função articular e do controlo motor. O treino proprioceptivo, o trabalho de desaceleração e de mudança de direção e os exercícios específicos de gesto desportivo são fundamentais para restabelecer padrões de movimento seguros e eficientes. A componente psicológica, por sua vez, é cada vez mais reconhecida como determinante. A confiança no joelho e a superação do medo de nova lesão são fatores críticos para o regresso bem-sucedido à competição.
Muito são os exemplos de atletas que voltaram ao topo após esta cirurgia e que são inspiradores. Philipp Lahm, Zlatan Ibrahimović e Alexia Putellas recuperaram plenamente e prolongaram carreiras de excelência. Estes casos mostram que o êxito depende tanto da técnica cirúrgica e do rigor da reabilitação como da dedicação e resiliência do próprio atleta.
Romper o LCA já não significa o fim de uma carreira.
Com cirurgia precisa, reabilitação personalizada e uma equipa médica experiente, o praticante de exercício físico pode regressar com segurança, estabilidade e confiança.
A ciência e o progresso transformaram a rotura do LCA: de um pesadelo, esta etapa difícil e trabalhosa, enche-se de esperança.
Hoje, voltar ao topo não só é possível, como é cada vez mais provável!"
Entretenimento non-stop
"1. O presidente do Conselho de Arbitragem da FPF
falou a A Bola e disse que “temos dos melhores
árbitros que existem a nível internacional”. A sério?
É que, frequentemente, a nível nacional não é isso
que parece.
2. Luciano Gonçalves lamentou ainda a impreparação
do povo português para interpretar os áudios dos
videoárbitros que vinham sendo divulgados em
programas televisivos. “Vamos suspender os programas de arbitragem na TV. O nosso futebol não
está preparado”, disse o presidente do Conselho de
Arbitragem. Não estamos preparados, bem me
parecia.
3. Somos, então, todos burros. E burros malévolos
recusando-se a interpretar imparcialmente o sentido da troca de palavras entre árbitros e videoárbitros, os imparciais por excelência. “O nosso futebol não está preparado” para uma coisa destas?
Que pena.
4. Com este veto presidencial à divulgação dos áudios
do VAR por impreparação do país, não ficará a perder a tão celebrada verdade desportiva, mas, não
duvidem nem um bocadinho, fica a perder a indústria do entretenimento non-stop.
5. Se a aplicação do veto aos programas de televisão
com áudios do VAR for, como se teme, imediata, já
nem vamos escutar a conversa entre o árbitro e o
VAR do jogo Santa Clara-Sporting para a Taça de
Portugal. E isto, sim, mete dó. Aqueles 12 ou 14
minutos que levaram a descortinar uma falta
sobre o capitão do Sporting na área adversária
– com recurso a zoom como novidade tecnológica
– ficarão para sempre sem a respetiva banda
sonora da conversa entre o árbitro e o videoárbitro
instalado no vale do Jamor. Oh!
6. Por falar em vale do Jamor… O árbitro assistente
da última final da Taça de Portugal que cometeu a
proeza de, a meio metro de distância, não ver a
agressão de Matheus Reis a Belotti – o que custou
um troféu oficial ao Benfica – foi o mesmo árbitro
assistente que, na terça-feira, em Leiria, ia cometendo a proeza de invalidar o golo legal – 1 metro e
6 centímetros de legalidade – com que o Vitória SC
afastou o Sporting da final da Taça da Liga. O árbitro principal da final do Jamor também foi o
mesmo árbitro da meia-final de Leiria. Já o VAR de
serviço de Leiria não foi o mesmo VAR de serviço
no Jamor. São dados…
7. O Benfica perdeu a sua meia-final da Taça da Liga
frente ao SC Braga e perdeu o seu capitão para o
jogo da próxima quarta-feira, para a Taça de Portugal, frente ao FC Porto no Estádio do Dragão. A derrota do Benfica em Leiria deve-se mais a erros próprios do que a erros alheios, e só isto dá muito que
pensar."
Leonor Pinhão, in O Benfica
O desafio inspirador
"FRENTE AO VARZIM,
TORRES CONCILIOU
DUAS PAIXÕES: OS GOLOS
E OS POMBOS.
A um treinador pede-se
visão para antecipar problemas e engenho para
os resolver. As épocas
são longas, e só quem mantém a
motivação em alta chega mais
perto das conquistas.
Na temporada 1964/65, o Benfica vivia um momento brilhante,
dominando dentro e fora de portas. Terminou a 1.ª volta do Campeonato Nacional isolado na
liderança, com um ataque demolidor. A imprensa já o dava como
tricampeão anunciado.
Nas jornadas seguintes,
mesmo com alguns tropeços
– 2 empates, 1 vitória e 1 derrota
–, os encarnados rapidamente
regressaram ao trilho do sucesso. Pelo meio, brindaram o Real
Madrid com um inesquecível 5-1
no Estádio da Luz, na 1.ª mão dos
quartos de final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Mas o futebol é rico em surpresas. Seguiram-se dois resultados amargos: derrota por 2-1
em Madrid e novo desaire frente
ao FC Porto por 1-0. O jogo foi
duro. Costa Pereira perdeu quatro
dentes num lance em que saiu
aos pés de Carlos Manuel, impedindo um remate. Ainda assim,
manteve-se em campo para o
resto do 1.º tempo e toda a 2.ª
parte. Na etapa complementar,
os benfiquistas revelaram cansaço, e os azuis e brancos aproveitaram para marcar o único
golo do encontro.
A imprensa ficou surpresa
com o desfecho: “Como é possível
a derrota, às mãos dos jovens de
Otto Glória, dum Benfica que eliminou do maior torneio um Real
Madrid? Fadiga do jogo de quarta-feira?” O técnico do Benfica,
Elek Schwartz, manteve a calma
e elogiou o adversário: “O FC
Porto atuou com muita energia, e
não há dúvida de que tem futebol
que justifica amplamente o lugar
que ocupa na classificação e que
por certo manterá, pois merece-o
absolutamente.”
Internamente, porém, sabia
que era urgente reagir logo na
jornada seguinte, diante do Varzim. Sem poder contar
com Eusébio, lançou
um desafio ao segundo melhor marcador da
competição, Torres: “Se
marcasse três golos
frente aos poveiros oferecia-lhe dois pombos e
se marcasse dois tentos,
a oferta ficaria reduzida
a um.”
Apaixonado por columbofilia, aceitou de
imediato. O Benfica
entrou de rompante e
dominou o encontro.
Coluna inaugurou o marcador, e Torres apontou
os três golos seguintes.
O Monstro Sagrado bisou
e selou o triunfo em 5-0.
No final do jogo, Elek
Schwartz estava satisfeito: “O Benfica venceu por
5-0, mas se Torres não tem
estado infeliz, poderia ter
obtido mais alguns golos.
Mesmo assim, perdi dois
pombos que lhe tinha prometido como prémio.” A uma
vitória do título, os benfiquistas
celebraram o tricampeonato na
jornada seguinte, ao vencerem o
V. Setúbal por 2-1. E Torres, com
mais dois pombos, sagrou-se o
segundo melhor marcador da
prova, com 23 golos em 23 jogos.
Saiba mais sobre esta conquista na área 6 – Campeões
Sempre, do Museu Benfica –
Cosme Damião."
António Pinto, in O Benfica
Relato de um náufrago
"Depois de um ano miserável da
arbitragem portuguesa, seguramente o pior das últimas décadas (encontrando paralelo só
nos tenebrosos tempos do Apito
Dourado), o presidente do CA
decidiu – ou decidiram mandá-lo
– falar ao país.
No meio da habitual conversa
fiada, o que disse de substancial
situa-se entre o burlesco e o
indecoroso.
Que não há mais erros do que
no passado. Qual passado? Os
anos noventa? Então, pelo
menos, não havia VAR. Agora,
sr. Gonçalves, não há desculpa.
Como esta coluna de opinião
não é suficiente para elencar
todos os “erros” escandalosos
que ocorreram no último ano,
com este CA, basta lembrarmos
as imagens da final da Taça de
Portugal para ficarmos elucidados. A arbitragem, esta arbitragem, subverteu o palmarés do
futebol português como há
décadas não se via. Repito: com
VAR, o que agrava consideravelmente a sua avaliação global.
Problemas? Os árbitros inexperientes. Tais como, digo eu, Luís
Godinho, que apitou a final do
Jamor, Tiago Martins, que foi
(ou devia ter sido) VAR dessa
partida, João Pinheiro, que
esperou 14 minutos para assinalar um penálti inexistente nos
Açores, António Nobre, que,
contrariando o seu VAR, viu um
penálti cometido com a cabeça
no Estádio da Luz. Enfim, só se
estivermos a falar do fiscal-de-
-linha que transformou um
remate por cima da barra num
pontapé de canto. Desse, confesso que não recordo o nome.
Soluções? Deixar de comunicar.
Espantoso! Pretendem “errar”,
continuar a “errar” e não dar
cavaco a ninguém. E, para concluir, nem sequer faltou prescrever a receita do dr. Varandas:
punir violentamente quem
tenha a ousadia que formular a
mais leve crítica. Ou seja, há que
comer e calar.
Espero que não tenhamos de
comer este prato durante quatro penosos anos. Mas pode o
senhor Gonçalves ter a certeza
de que, a nós, não nos irá calar."
Luís Fialho, in O Benfica
De volta ao Regedor!
"Batiam as quatro nesta tarde
soalheira de inverno quando se
deu o ajuntamento frente à
porta do Bristol e se descerrou
a placa inaugural recoberta
pela bandeira do nosso querido
Benfica.
Aquela bandeira, de emblema
finamente lavrado, águia triunfante e estrelas cintilantes, ocupava de novo e por direito próprio o lugar que lhe pertence no
histórico edifício do Jardim do
Regedor e na Baixa da cidade
onde os lisboetas se habituaram
a ver o emblema vermelho os -
tentado na esquina das velhas
paredes. Agora a placa lá fica,
reluzente sobre pedra fresca,
contrastando com os anos de
degradação que o edifício sofreu
e lembrando, aos que passam,
que o Benfica se orgulha e está
sempre à altura da sua memória
e dos seus valores.
Ali foi durante muitos anos a
secretaria e até a sede do Clube,
e, portanto, foi ali que, por décadas, os benfiquistas se encontraram nos bons e nos maus
momentos de uma história
incrível onde a glória nacional e
europeia elevou o Benfica, também pela sua dimensão, à escala universal e ao patamar dos
maiores. E o Benfica merece
essa posição em Portugal e no
mundo porque sabe e sempre
soube ser grande. Sabe e sempre soube ir além de si próprio,
superar-se, inovar e nunca se
deixar ofuscar pelo sucesso,
mas olhar sempre para os mais
fracos e atuar sempre solidariamente ao seu lado.
Neste dia, superou-se uma vez
mais, e inovou, sendo o primeiro
em Portugal a instituir uma Fundação e pioneiro a nível internacional ao criar um hotel histórico no centro de uma capital a
reverter totalmente para a obra
social da sua Fundação. No
mundo que corre, parece incrível que se possa pensar nas
pessoas depois do negócio e que
se possa pensar nos mais fracos quando se compete entre os
mais fortes e o lema é a excelência.
Mas não é de um qualquer que
falamos, é do Benfica, por isso o
sonho pode uma vez mais tornar-se realidade!
Viva o Benfica!"
Jorge Miranda, in A Bola
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