Últimas indefectivações

sábado, 16 de junho de 2012

Campeões... é nosso destino... contra tudo e contra todos, pelo Benfica sempre!!!



Tigres de Almeirim 1 - 4 Benfica

Triunfo histórico, épico, digno de 'gigantes'... só quem ignora a estrutura que domina o Hóquei Português pode pensar que estou a exagerar.
Já na última época o título tinha sido merecido, quando terminámos o campeonato em igualdade pontual com os Corruptos. Este ano quando empatámos em Braga na 1ª jornada temi o pior, mas após esse desaire, tivemos uma época quase perfeita, perdendo pontos somente nos jogos com os Corruptos, em situações muito especiais...!!!
Na casa de alterne lá de cima, ainda não desistiram de roubar este campeonato na secretária, e se calhar ainda vão conseguir repetir o jogo - não me admirava nada -, mas independentemente da decisão da Corrupta Federação, o Benfica é Campeão, ponto final.

O jogo de hoje, nunca seria fácil, o adversário tinha valor, e a ansiedade era muita, com o golo madrugador do Cacau ainda pensei que se calhar seria mais 'fácil' do que tinha pensado, mas enganei-me... com o Benfica a vencer por 1-0 o jogo entrou numa toada estranha, com o Benfica a temer 'atacar' o 2-0, com medo de sofrer o 1-1 num contra-ataque!!! Até que os Tigres empataram mesmo, num lance que seria penalty a favor do Benfica, e foi transformado em livre directo contra!!! Mas o empate acordou a equipa, esta reagiu, perdeu os temores, e pouco depois o López e o Sérgio 'mataram' o jogo e o Campeonato!!!

Num ambiente de saudável Benfiquismo, com muito fervor, e sem terroristas nas bancadas, o Benfica conquistou 14 anos depois, o título nacional de Hóquei em Patins, o nosso 22º título... contra tudo e contra todos, ultrapassamos os apitadores em Valongo, no antro Corrupto, e em Paço de Arcos por exemplo, ultrapassamos os apitos que beneficiaram os Corruptos em Viana por exemplo...

Mesmo sem dinheiro para pagar os ordenados deste ano os Corruptos já anunciaram vários reforços, o Benfica tem uma equipa veterana, portanto a próxima época não será fácil, bem pelo contrário, é preciso consolidar o trabalho...
Esta vitória tem dois rostos, primeiro o Luís Sénica, e depois o José Trindade... as suas decisões foram muito criticadas, começando pelas contratações de jogadores veteranos como o Sérgio e o López, e que por acaso, acabaram por ser decisivas no triunfo do Benfica... O trabalho na formação também tem sido assinalável, mas ainda vai levar alguns anos para podermos beneficiar desse trabalho...

O Benfica foi criado para conquistar títulos, o Benfica vive de títulos, infelizmente, ultimamente, nas diversas modalidades, as dificuldades ultrapassam em muito aquilo que se passa dentro das quatro linhas, por isso mesmo, temos que valorizar todas as nossas vitórias, obtidas com muito suor, sem favores de ninguém...
Já na próxima quarta-feira vamos ter um jogo para os Quartos-de-final da Taça de Portugal em Paços de Arcos, temos tudo para conquistar esta competição. Só a Oliveirense nos poderá complicar a vida teoricamente, e mesmo assim somos claramente favoritos, mas para que isso aconteça, temos que ultrapassar a equipa da 'Linha', que como ficou provado no jogo para o Campeonato, não será nada fácil...

Obrigado a todos, jogadores, treinadores (uma especial referência para o Paulo Almeida que tinha sido campeão como jogador à 14 anos!!!), seccionistas, e dirigentes, por esta grande alegria...












Visita ao Zoo !!!

Sporting 2 - 1 Benfica

Mais uma vez, fomos obrigados a jogar um jogo, num ambiente terrorista, num local repleto de animais, começando pelos que se sentaram na bancada presidencial...!!!
Quando o nosso actual treinador, estava no outro lado, a única maneira de vencer o Benfica era criando estes 'ambientes' terroristas, quando o ex-seleccionador nacional foi treinar os Lagartos ainda pensei que a 'coisa' podia melhorar!!! Mas enganei-me, ficou muito pior... chegando ao ponto, onde o Benfica deve ponderar muito seriamente continuar a disputar jogos em barracas sem quaisquer condições de segurança, com os acéfalos em cima do campo a insultar, e inclusive, a agarrar jogadores do Benfica, sempre que estes se aproximam da linha lateral... Hoje, os jogadores do Benfica foram ainda, durante todo o jogo, o alvo de milhares de objectos atirados para dentro campo, com uma extraordinária passividade da Polícia... Ainda a semana passada foram realizados 3 jogos nos pavilhões da Luz, contra adversários desprezáveis, e nada parecido aconteceu... Os comportamentos, atitudes e decisões dos membros da FPF e dos Lagartos (dirigentes e treinador...), no mínimo dos mínimos deviam interditar a entrada das bestas nas instalações do Benfica (eu pago as multas)...
Não vi o jogo todo, mas o Benfica voltou a mostrar-se perdulário, e os Lagartos mais uma vez jogaram no erro do adversário em rápidos contra-ataques... Sendo que no final a diferença foi a expulsão do Ricardinho com o jogo empatado, quando este respondeu a uma agressão (impune) de um adversário... também aqui, nada de anormal!!! Terminámos o jogo com duas expulsões, continuamos a não beneficiar de livres de 10 metros, resumindo continua a palhaçada do apito... com a colaboração activa, premeditada, dos responsáveis da FPF...
Nada está decidido, o Benfica tem tudo para vencer amanha, e se isso acontecer na Luz, temos tudo para ser Campeões, mas muito sinceramente já não acredito no 'pai natal', amanha os apitadores e o ambiente ainda vão ser piores só um Benfica sem medo, e sem cometer erros defensivos e ofensivos pode triunfar...



"Futsal: Sem paz, nem verdade desportiva
Há clubes que dizem que não pactuam com determinado tipo de comportamento, mas são, precisamente, os primeiros a não fazerem o que dizem.
É que, se alguém quer condicionar a arbitragem, é o treinador da equipa de Futsal do Sporting e os seus dirigentes, algo que, aliás, é uma estratégia utilizada de forma contínua. É bom não esquecer as declarações proferidas pelo treinador Orlando Duarte sobre a arbitragem ao longo de toda a temporada.
A lamentar deste terceiro jogo há o comportamento completamente antidesportivo dos adeptos da equipa da casa, que provocaram e agarraram sistematicamente os jogadores do Benfica devido à proximidade entre a bancada e a linha lateral.
Os mesmos adeptos arremessaram objectos para dentro de campo, o que fez com que houvesse constantes paragens de jogo. Houve também vários lançamentos de petardos.
O pavilhão Paz e Amizade não registou quaisquer condições de segurança, tudo com a conivência da Federação Portuguesa de Futebol e da Polícia.
A isto juntam-se constantes insultos provenientes da Tribuna, onde estavam vários elementos dos órgãos sociais do Sporting.
Perante estas situações, é mais um caso que vai ficar impune?
É ainda de salientar que não houve qualquer agressão por parte de elementos do Benfica a quem quer fosse do adversário."

Preocupante...

"Futsal: Às vezes existem surpresas
O Sport Lisboa e Benfica tomou conhecimento, esta sexta-feira, da decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol em punir com um jogo de suspensão o jogador do Sporting Alex Martins. Algumas considerações sobre esta estranha deliberação:
- surpreende a decisão do Conselho de Disciplina, face ao critério que se percebeu após o jogo 2 da meia-final - Ricardinho foi suspenso com dois jogos, quando no lance em causa ainda tinha o guarda-redes entre o local da alegada falta e a baliza;
- no jogo 1 da final, no Pavilhão Império Bonança, o jogador Alex rasteirou em falta, sem qualquer margem para dúvidas, César Paulo, quando o atleta do Benfica tinha tudo para fazer o golo, sem qualquer outro adversário entre ele e a baliza do Sporting;
- bem tinha avisado Miguel Albuquerque, responsável do Sporting, sobre eventuais surpresas nas decisões do Conselho de Disciplina da FPF, referindo-se ao caso de Ricardinho: "O ser punido com dois jogos é uma situação normal, mas às vezes existem surpresas";
- Orlando Duarte deixou o receio, após o jogo 2, em conferência de imprensa, de ter menos jogadores disponíveis para os compromissos seguintes da final e o Conselho de Disciplina respondeu com simpatia, libertando mais um reforço para o treinador;
- por este andar, quando uma equipa de Futsal quiser ter uma atitude mais agressiva, beneficiando da bondade disciplinar federativa bastará lançar em campo um atleta com a camisola protectora de guarda-redes;
Apesar desta decisão, que certamente não surpreendeu Miguel Albuquerque, o Benfica tudo fará dentro das quatro linhas para conquistar o campeonato nacional da modalidade. De forma limpa, como se quer."


PS: Depois das declarações da Besta, no final do 2º jogo, queixando-se da arbitragem (quando foi claramente beneficiado), depois dos videos colocados no youtube juntando imagens de dois jogos, mas insinuando que tinha sido um, escondendo que o critério dos árbitros foi não marcar qualquer falta nos minutos iniciais de cada parte, e que o Benfica foi o principal prejudicado... a tudo isto junta-se mais esta decisão absurda... Temo que que o jogo de amanhã em Loures não vai acabar bem... E deixo o aviso ao nosso Capitão: Gonçalo és capitão do Benfica, já não és jogador do Sporting, portanto controla-te!!!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O árbitro arbitrário

"LVIV - O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto ainda não entrou em acção e ainda bem, ninguém parece sentir muito a sua falta, a menos que haja por cá jogadores e treinadores que tenham o mau hábito de gostar que lhe lambam os pescoços. Mas essa figurinha deprimente anda por aí e só isso já é arrepiante. A qualquer momento, como uma bala perdida disparada por entre a multidão, abaterá uma infeliz e distraída selecção. Vale que estamos na Ucrânia e ninguém terá contemplações por mais umas das suas trampolinices. Em Portugal, um grupelho de colunistas imbecis tratou de estabelecer que a regra é elogiar o mamífero. Não por ele, pobre e insignificante, mas porque ao elogiá-lo julgam ficar nas graças de D. Palhaço, rei do Norte e arredores.
Teimaram tais escribas que o Azeiteiro-de-cabeça-d'unto foi um mestre de apito na Grande Festa da Cerveja de Munique. Não foi. Vimos em Poznan um seu colega bem mais competente validar um golo de um avançado em fora-de-jogo por a bola vir de um adversário. Não voluntariamente, que ninguém passa voluntariamente a bola ao adversário a menos que esteja corrompido; mas voluntariamente, ainda que por erro ou precipitação. Ou seja, tal e qual como aconteceu em Munique. Mas aí o Azeiteiro decidiu diferentemente porque para ele as regras são suas e não as do jogo. Anulou o golo: decidiu o jogo e o vencedor. Como faz sempre. Deram-lhe um apito e ele assume literalmente a sua profissão: é um arbitrário. Do alto das suas colunas, os serventuários do poder podre batem palmas e desfazem-se em encómios. O Madaleno ri um riso de dentes cariados e sente-se recompensado por tanta malfeitoria. Os outros, gente séria, fazem figura de parvos. Quanto ao Azeiteiro-de-cabeça-d'unto anda por aí à espera do momento certo para apitar errado."

Afonso de Melo, in O Benfica

Atletismo já, Hóquei a seguir...

"1. Foi um fim-de-semana de emoções, que se espera prolongado pelo próximo. Um título já foi conquistado... e bem conquistador: o do Atletismo. Na época passada, dera-se a surpresa: ao fim de 15 anos de 'jejum', triunfo com dois pontos de vantagem e 11-10 em vitórias nos confrontos directos com o eterno rival, Sporting. Este ano, o Sporting teve grande azar logo de início com a lesão de Obikwelu nos 100m, mas isso viria a ser 'compensado' com a desclassificação do nosso jovem, Rui Pinto, nos 5000m. No final, o Benfica ganhou por 10 pontos e, mais sintomático, com uma vantagem de 15-6 nos confrontos directos com o Sporting. Atrevo-me a prever que, nos próximos anos, dificilmente deixaremos de dominar: dos 21 elementos que integraram a equipa este fim-de-semana, praticamente metade (10) são do escalão Sub-23 e dois-terços (14) têm até 24 anos. O mais velho é Marco Fortes (29 anos), seguido de Jorge Paula (27)! O agora ausente, Nelson Évora, está com 28. Resta acrescentar que, tal como aconteceu em Pista Coberta, o Benfica deverá dominar amplamente os Campeonatos Nacionais de Sub-23, Juniores e Juvenis (masculinas e femininos). Repetindo a proeza do Basquetebol, que no fim-de-semana juntou o título nacional de Sub-16 aos de seniores, Sub-21 e Sub-18 que já havia conquistado!
Mas o fim-de-semana teve mais. Teve um emotivo 5-5 com o FC Porto em Hóquei em patins e uma vitória benfiquista nas bancadas, apoiando a equipa e não insultando e agredindo o adversário!... Falta 'apenas' o triunfo em Almeirim, na última jornada. Está quase, quase... mas falta esse quase!
O Futsal correu muito bem no sábado, mas falhámos o 2-0 no domingo. Nada está perdido... nem ganho, tudo em aberto.

2. A SAD do FC Porto apresentou alguns milhões de euros de prejuízo nos últimos 9 meses, mas, no relatório, apressou-se a explicar que este prejuízo resulta de uma dívida de quase 29 milhões do Atlético de Madrid, por conta da transferência de Falcao. Mas, afinal, segundo os espanhóis explicaram ao jornal 'As', o acordo estabelece que o pagamento é faseado (9 milhões por ano) e só terminará em 2014. E ainda não chegou a altura de ser liquidada a 'tranche' deste ano. Enfim, o habitual..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Títulos

"No Dia de Portugal em que a judoca, Telma Monteiro, foi distinguida com a Ordem de Mérito Civil, motivo de orgulho para a atleta e, por isso mesmo, motivo de alegria para todos os benfiquistas, o Benfica somou mais dois títulos nacionais: a equipa masculina de Atletismo sagrou-se Bicampeã de Clubes, na modalidade ao Ar Livre, juntando o galardão ao de Pista Coberta conquistado em Fevereiro e ao segundo lugar da equipa feminina, e os Cadetes do Basquetebol conquistaram o Campeonato de Sub-16.
Com a conquista do título nacional pelos Cadetes, o Benfica fez o pleno dos Campeonatos masculinos de Basquetebol: Seniores, Sub-20, Sub-18 e Sub-16. Os títulos não acontecem por acaso, antes estão a florescer porque a Formação na modalidade lançou sementes e criou raízes.
No Futsal, a Final do play-off até começou muito bem, com uma goleada, mas o segundo jogo correu mal e a disputa do título segue empatada. Mas no Hóquei em Patins o Benfica vai para a última jornada do Campeonato a depender de si próprio: precisa de ganhar em Almeirim para ser Campeão Nacional e interromper a longa série negra de vitórias do Sistema. De maneira que a palavra de ordem para os benfiquistas só pode ser, todos a Almeirim para contribuir para a glória do Glorioso.
O Benfica readquiriu uma mentalidade, uma atitude e uma prática e dotou-se de meios para sair vitorioso. Mas a verdade é que a luta é desigual, seja qual for a modalidade e o escalão. O título da trapaça está atribuído em definitivo aos patrões do Sistema. E quando, apesar da batota, o Sistema não ganhar, viu-se no que dá o mau perder. No basquetebol deu em violência. No Hóquei em Patins, o Sistema quer ganhar na secretaria. Todos a Almeirim."

João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Não-perder é o que está a dar

"A Espanha jogou sem ponta de lança e a opção chocou. A verdade é que a Espanha não tem um Cristiano Ronaldo... Nós temos. Também não joga a ponta de lança

O Europeu começou com a Grécia a conseguir não-perder o jogo inaugural com a Polónia, co-anfitriã do torneio. Os treinadores, os jogadores e os adeptos, todos sem excepção, reconhecem a importância do chamado não-perder no primeiro jogo da fase de grupos.
No entanto, como é da praxe, a História regista as suas excepções ao preceito fundamental da tal entrada com o pé direito. No Europeu de 1988, a Holanda perdeu o seu primeiro jogo e viria a conquistar o título e no Mundial de 2012 a Espanha começou por perder com a Suíça e acabou a ganhar na final à Holanda.
Deixemos as excepções em paz e regressemos à regra, ou seja, à importância do não-perder no primeiro jogo de competições desta envergadura.
O nosso compatriota Fernando Santos é o treinador da Grécia e como é um profissional experiente sabe destas coisas todas. Por isso mesmo, apresentou a sua equipa no jogo inaugural com uma filosofia de retranca, sempre à espera do erro do adversário, à partida favorito porque jogava em casa.
Acabou por ser uma grande felicidade para os espectadores neutrais o facto o facto de a Polónia ter marcado aos 17 minutos, obrigando a Grécia a entrar a sério no jogo e a correr para salvar o resultado.
Obrigado a mexer na equipa, reduzida a 10 jogadores ainda antes do intervalo, foi feliz Fernando Santos ao lançar Salpingidis, que não é propriamente nenhuma vedeta do areópago mundial, mas que deu a volta ao jogo, marcou o golo do empate e ainda fez um segundo golo que o árbitro invalidaria por fora de jogo, deixando os polacos aliviados e felizes porque, também para eles, era crucial a tal coisa de não-perder o primeiro jogo.
Quanto ao árbitro, não haja dúvida de que foi um grande  malandro...

UMA das graças destes torneios entre selecções - e com a nossa Selecção também envolvida - é constatar que os nossos comentadores arrumam criteriosamente a sua estrutural isenção profissional e passam a gozar a liberdade de poderem ser adeptos à vontade.
Certamente porque Fernando Santos é português e também porque, devido à conjuntura política e económica actual, somos todos gregos, os nossos analistas puderam revelar os esplendores da sua não-imparcialidade e do seu desapego ao bom senso.
O árbitro do Polónia-Grécia até ficou com as orelhas a arder com a rapidez de julgamento e o desassombro nos qualificativos com que a sua actuação foi observada em Portugal. Malta que em jogos do campeonato português precisa de, no mínimo, meia dúzia de repetições em slow motion para conseguir dizer que, por exemplo, houve infração para grande penalidade em lances como o de Pablo Aimar na área da Académica, em Coimbra, ou o de Gaitán na área do Sporting, em Alvalade, quando chega o Europeu manda logo às malvas o temor devido nos árbitros como se, afinal, eles não fossem humanamente propensos ao erro.
«Calamitosamente» foi o advérbio de modo ouvido no decorrer da transmissão televisiva para qualificar o trabalho do árbitro espanhol Velasco Carballo. Pelo contrário, cá no burgo, não há arbitragens calamitosas nem desvarios de linguagem.

NÃO conseguimos não-perder o nosso jogo de estreia neste Europeu. Não tivemos a sorte da Grécia de Fernando Santos, que sofreu um golo aos 17 minutos de jogo e viu-se obrigado a acordar cedo e a abandonar aquele futebol anti-espectáculo do não-jogam-vocês-não-jogamos-nós-não-joga-ninguém, na fé de um 0-0 que nunca é mau presságio no arranque deste género de torneios.
Exactamente ao contrário da Grécia, sofremos um golo dos alemães a 17 minutos do fim e, acordando tarde, já não fomos a tempo de impedir a derrota que, de um modo geral, foi considerada bastante injusta entre nós.
E até do adversário soubemos merecer a comiseração. O próprio Ozil disse a Pepe, no final do jogo, que o empate seria o resultado mais certo para o que se passou em campo.
É um bocadinho parecido como quando a senhora Merkl diz que está satisfeita com o esforço e o sacrifício dos portugueses ou como quando o New York Times escreve que os portugueses são tão boa gente que até aceitam sem protestar os ditames da Banca internacional.
Estes cumprimentos estrangeiros no infortúnio sabem sempre bem e consolam a depauperada alma nacional.
Infelizmente para Paulo Bento não houve no banco de Portugal nenhum Salpingidis que entrasse em campo para, pelo menos, empatar o jogo. E o árbitro, que era francês, voltou a ser um malandro do pior como só são os árbitros estrangeiros.
Felizmente que a Liga portuguesa, numa decisão histórica, decidiu acabar de vez com as avaliações dos nossos árbitros nas provas nacionais. Avaliações para quê? Os nossos árbitros são os melhores do mundo, não precisam de ser avaliados.

QUEM precisa de ser avaliado é o realizador ucraniano que assinou a transmissão televisiva deste Alemanha-Portugal porque induziu, repetidamente, em erro milhões de telespectadores.
Á força de mostrar tantas vezes José Mourinho, bem sentado, a vibrar com as ocorrências na Arena de Lviv e ignorando a presença de Paulo Bento, sentado à flor da relva, no lugar do verdadeiro treinador, deve haver muita gente por esse mundo fora que está convencido de que o treinador do Real Madrid é, na verdade, o seleccionador de Portugal.

GRANDE jogo e grande espectáculo houve em New Jersey. O mano-a-mano Messi-Neymar terminou em glória para o argentino, que fez três golos, sendo que o último foi fabuloso e os outros dois também não foram nada maus.
Ou a Argentina tem um novo seleccionador, muito sagaz, que pôs a equipa a jogar à Barcelona, ou seja, em exercícios de geometria no espaço, ou Leonel Messi está mesmo a viver o momento mais fabuloso da sua não menos fabulosa carreira e, assim sendo, vai tudo à frente...
Depois de o verem marcar três golos ao Brasil é de duvidar que os argentinos continuem a embirrar com Messi, acusando-o de não produzir na selecção o que produz ao serviço do Barcelona.
E que bem jogou o nosso Garay, que não deu um palmo de terra ao Neymar. Nada de surpreendente. E muita falta fez Garay ao Benfica este ano quando se lesionou antes do jogo com o Zenit.

ESPANHÓIS e italianos ficaram todos contentes porque ambos conseguiram não-perder o seu jogo. A Itália, no entanto, já não é o que era. Onde é que já se viu uma squadra azurra a adiantar-se no marcador e, três minutos mais tarde, a consentir o empate?
A Espanha jogou sem ponta de lança e a opção de Del Bosque chocou o público e a crítica. A verdade é que a Espanha não tem nenhum Cristiano Ronaldo...
Nós temos. Mas também não joga a ponta de lança.

A Inglaterra também conseguiu não-perder com a França. Por seu lado, a Grécia já não conseguiu não-perder com a República Checa.

E agora um bocadinho de hóquei em patins: o FC Porto conseguiu não-perder com o Benfica na Luz mas o empate não era de todo o resultado pretendido. Agora o FC Porto quer repetir o jogo por erros do árbitro. Excelente ideia.
Penso que o Benfica, pelas mesmas razões, pode pedir ao senhor Fernando Gomes e ao senhor Tiago Carveiro, da Federação Portuguesa de Futebol, para mandarem repetir, pelos mesmos motivos, os jogos com a Académica, em Coimbra, e com o FC Porto, na Luz.
Até podem pedir por SMS.

ONTEM, não sei se viram, mas quase, quase que íamos não-ganhar à Dinamarca. Era obra."

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: Esta noite, no Europeu, assistimos a mais uma deslumbrante exibição... dos Irlandeses!!! (resultado final: Espanha 4 - 0 Irlanda)!!!
A malta mais nova, pode não se recordar, mas eu lembro-me bem do Euro 88, em Itália no Mundial 90, na América no Mundial 94 e no Mundial na Ásia em 2002, além do famoso jogo na Luz - com muita chuva e com o majestoso golo, do nosso Maestro -, os adeptos Irlandeses são de facto os Melhores Adeptos do Mundo, e o resto é treta...!!!

Palavras leva-os o Euro

"A catadupa de jogos do Euro é, também, um teste à capacidade de resistência para escutar frases que constituem um quase dialecto de lugares-comuns, eufemismos, pleonasmos e paradoxos.
Não me refiro aqui ao modo como o capitão da nossa Selecção se dirigiu ao mais alto magistrado da Nação: «Em nome da Selecção entrego-lhe esta camisola e convidamos você para ir assistir a um jogo, tá?». Frase no mínimo inapropriada, mas que não admira quando por toda a parte e em programas e galas televisivas se ouve a feia expressão «com vocês» em vez de «convosco».
Antes registo aqui algumas deliciosas frases que venho ouvindo: «a bola morreu nas redes» (pergunto-me se depois de tão súbito fenecimento do esférico, ainda há jogo?), «o jogador x tem que interagir com os colegas» (ou interagir... sozinho?), «as duas selecções acabaram dividir os três pontos» (1,5 pontos para cada uma delas ou será que, em aritmética de empates, 1+1=3?), «o hino espanhol foi cantado em silêncio, isto é sem letra» (intrigante oximoro). Por fim, no fim do jogo com a Alemanha ouvi o presidente da FPF confessar que «se hoje houvesse um vencedor, seria a Selecção portuguesa» (será que empatámos?).

P.S. 1 - Intitulava A BOLA: «Toni conformado no Tractor». Confesso que fiquei surpreendido com esta serôdia vocação do grande benfiquista. Li a notícia: afinal Tractor é um clube iraniano de Tabriz. A agricultura é outra. Também não me havia lembrado que o jornal aplica o Acordo Ortográfico, pelo que o Tractor de Tabriz não é o trator de Avis.

P.S. 2 - Ainda a tempo de registar a vitória tão preciosa quanto sofrida contra a Dinamarca."

Bagão Félix, in A Bola

O polvo Paulo para o tacho, já!

"POZNAN - Confesso que, até há dois anos, não era muito de acreditar nas capacidades divinatórias dos animais. No entanto, durante o Mundial de 2010, o polvo Paul, alemão, fez-me ver a vida de outra forma. Fiquei, pois, naturalmente apreensivo quando um polvo, de nome Paulo - dizem que é primo do infalível Paul - residente num aquário do Porto, vaticinou a vitória da Alemanha sobre Portugal no Euro-2012. Passei da apreensão à resignação - «lá tenho de ouvir mais um polvo» - quando o oito pernas acertou no triunfo germânico. E foi com natural pânico que li que o Paulo tinha apostado as fichas todas no sucesso da Dinamarca, ontem, frente a Portugal. Começou o jogo, Pepe, 1-0, Postiga, 2-0, e dei comigo a rogar pragas ao polvo pelo susto que me tinha pregado. Reduziram os vikings, começaram a ameaçar o empate, o Cristiano falhou o 3-1 e a seguir sofremos o 2-2. «Ora queres ver que o polvo Paulo tinha razão?», cogitei com os meus botões, porque para Portugal empatar ou perder ia dar ao mesmo...
Surgiu então em cena Silvestre Varela, que agitou mais as águas que já estavam mexidas depois da entrada de Nélson Oliveira. E chegou o golo da vitória, um triunfo imprescindível, crucial, justo e, acima de tudo, desnecessariamente sofrido.
Numa esplanada de Poznan, apoiado apenas pelo Paulo Esteves, repórter fotográfico que me acompanha, e pela Joana Guimarães e a Mara Nunes, da BOLA TV (todos os outros, croatas, polacos, italianos e irlandeses estavam pela Dinamarca...), festejei. Durou pouco, porém, a celebração. Porque senti que o polvo tinha de pagar pela angústia que me tinha provocado. Fui à net e num ápice encontrei uma série de maneiras de fazer justiça:
»Polvo cozido com cebola»; «Polvo à lagareiro com batatas a murro»; «Filetes de Polvo»; «Arroz de Polvo malandrinho»; «Salada de Polvo»; Polvo à galega». Opções não faltam para dar ao Paulo aquilo que merece...

PS - Contra a Holanda, 90 minutos que valem a passagem aos quartos de final, não podemos dar as largas que demos aos dinamarqueses. Precisamos de controlar melhor o meio-campo. E Cristiano Ronaldo deve recuperar o instinto matador..."

José Manuel Delgado, in A Bola

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Euro e euros

"Ironicamente, o Euro disputa-se fora da zona do euro. Para a Alemanha bastou um eurogolo para nos derrotar com um certo sabor a injustiça. Depois deste desaire frente ao poderio teutónico (sempre ele), só temos uma hipótese de não sair do Euro. Forçar um plano de resgate, colocando em prática um programa de ajustamento e pondo os golos públicos em ordem, isto é com saldo superavitário. Não vai ser fácil e exige capacidade de sofrimento (ainda que não seja necessário cortar subsídios de Natal e de férias aos jogadores). Haverá também que respeitar as ordens da troika de árbitros. E temos que estar atentos aos bancos. Nossos, da Dinamarca e da Holanda. Verdade se diga que o PEC de há meses, com a Bósnia, apenas terá adiado o plano de resgate, que se pressentia depois da incapacidade de solver os compromissos com a Turquia e a Macedónia.
Claro que podemos contestar a influência excessiva das agências de rating que nos fizeram descer da 5.ª para a 10.ª posição, atrás da própria Dinamarca que está no Euro, mas não aderiu ao euro. Não que tenhamos descido de luxo para lixo, mas tal afectou-nos no mercado secundário. Os CDS (Crédito para a Derrota Seguinte) desvalorizaram-se e só espero que não haja necessidade de um qualquer haircut (de que, naturalmente, Pepe está isento).
O derradeiro jogo do grupo, com a Holanda, joga-se no Estádio Metalist. Cheira-me a moeda... Cuidado com o efeito dominó do vil metal sobre o crescimento da nossa selecção.

P.S. - Os 4 países do euro intervencionados (Portugal, Grécia, Irlanda e agora Espanha) não ganharam nenhum jogo da 1.ª jornada do Euro. Que coincidência..."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Portugal acabou por vencer hoje a Dinamarca, mas como tenho pouca vontade em escrever sobre o tema, deixo só um desabafo:
Exibição vergonhosa de Cristiano Ronaldo, mais do que os golos falhados, a falta de solidariedade defensiva foi revoltante - obviamente que o treinador ao não 'tapar' aquele buraco à frente do Coentrão, também deve partilhar o ónus -, para quem não perde uma única oportunidade em público, para demonstrar uma total falta de humildade, devia rever o filme deste jogo, até à exaustão...!!!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Para sempre, António

"A imagem é eterna: António Leitão mostrava com orgulho a primeira medalha conquistada por um atleta benfiquista nos Jogos Olímpicos. Agora, 28 anos depois, dizemos-lhe adeus de forma sentida.


António Carlos Carvalho Leitão, espinhense nascido a 22 de Julho de 1960 tornou-se eterno na historia do Benfica e do atletismo português quando, 24 anos depois na longínqua Los Angeles (EUA), conquistou a primeira medalha olímpica. Foi bronze, mas podia ter sido prata ou ouro, tal o ritmo imposto pelo português à corrida. Um momento histórico e marcante, claro, para o desporto português e que coroou uma carreira de sonho de um atleta que primou pela humildade, mas também pelas marcas verdadeiramente acima do padrão a que o atletismo português estava habituado.

Carreira vitoriosa
Mas a história de António Leitão vai mais além dos inesquecíveis Jogos realizados na Califórnia. O autêntico 'sonho americano' do esguio Leitão (1,76m e 58 Kg) começou a tornar-se realidade bem mais cedo, quando, entre 1978 e 1982, se formou na equipa da sua cidade, o Sp. Espinho. Ali mostrou qualidade, tornou-se uma esperança, em especial quando conquistou o bronze no Europeu de Juniores, em 1979, na Polónia (Bydgoszcz).
Três anos depois garantiria o seu melhor tempo de sempre nos 5000 metros, com a marca de 13:07.70 alcançada em Rieti, Itália. Um recorde nacional que perdurou durante muito tempo. Já no Benfica, ganhou maior consistência, realizando um trajecto vitorioso entre 1983 e 1990. Ora nos 5000 metros em pista, ora no corta-mato, esteve sempre no topo. Em 1984 conquistou o bronze nos Mundiais de Corta-Mato que se realizaram em Nova Iorque. Era a antecâmara da já referida proeza olímpica.

Sempre ligado ao Benfica
Mas há mais António Leitão para lá das principais conquistas. Sagrou-se, sempre pelo Benfica, sete vezes campeão nacional de pista por equipas (1980, 1982, 1983, 1984, 1986, 1989 e 1990). Também pelos 'encarnados' foi pentacampeão europeu de estrada por equipas (1988, 1989, 1990, 1991 e 1992). No corta-mato ajudou o Benfica a vencer o título nacional em 1990.
Aos 31 anos abandonou o atletismo, mas manteve sempre a ligação ao Benfica. Apesar de viver em Espinho, acompanhava de perto o atletismo dos 'encarnados'. A doença prolongada de que padecia há vários anos não o ajudava na hora de se deslocar a Lisboa, mas ainda assim fazia o esforço de estar sempre presente em muitos dos locais onde o Benfica competia. Foi sempre figura próxima da formação, do atletismo enquanto desporto de massas, e claro, do Benfica. Nunca, em momento algum, mudou a conhecida postura, marca de humildade.
Faleceu em Março de 2012 e o clube encontrou uma forma simbólica de homenageá-lo. A partir de agora, a Corrida Benfica vai ter o seu nome.

Foi assim...
Primeira medalha à Benfica
Foi no dia 11 de Agosto de 1984 que, sob a tórrida Los Angeles, o português António Leitão garantiu a primeira medalha olímpica da história do Benfica. Na final dos 5000 metros, o atleta português andou sempre no trio da frente e só nos metros finais descolou dos dois primeiros classificados, ainda assim mantendo o bronze que tanto orgulhou o País."

Ricardo Soares, in Mística

Tacadas certeiras...


A nossa secção de Bilhares continua em grande forma, no primeiro fim de semana do mês, Sara Rocha em Las Vegas, sagrou-se Campeã do Mundo VNEA, em Bola 8 feminino, uma das principais competições mundiais de Pool amador...
Neste último fim-de-semana na Quinta do Lago, a nossa equipa de Snooker, composta por Nuno Santos, João Esteves da Silva, João Grilo, e Henrique Correia, sagraram-se Campeões Nacionais de Equipas...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Poder do Jogo

"Os ingleses têm uma expressão interessante e reveladora do potencial do Futebol para a coesão social e para o combate à exclusão. Chamam a essa capacidade rara da instituição desportiva mais mobilizadora 'O Poder do jogo' (the Power os the Game).
O Futebol é, talvez, a única instituição verdadeiramente transversal e global. É jogado e adorado por todos em todas as latitudes, sendo verdadeiramente inclusivo relativamente aos principais tensores sociais como a cor da pele, a religião, a orientação sexual e mesmo o género. Tem obviamente desigualdades diversas que matizam esta afirmação, mas o seu potencial ainda está longe de ser aproveitado, seja na luta pelo desenvolvimento humano, seja na mobilização dos cidadãos para o combate à fome e à pobreza extrema, seja na aproximação dos povos e na construção da tolerância e da paz.
Poderá parecer estranho a quem pense nisto pela primeira vez, mas o Futebol tem, de facto, esta força estranha, esse poder de juntar e mobilizar para o bem comum, de abrir espaços para a construção de um futuro mais justo e solidário mesmo onde essa ideia não passa hoje de uma miragem distante. O movimento fundacional desportivo é uma realidade crescente na Europa e em Portugal, a Fundação Benfica orgulha-se de estar na vanguarda desse movimento no nosso país e de materializar, através da sua acção diária, a vontade do seu instituidor Sport Lisboa e Benfica que, desde a sua origem, soube ver e usar o poder do jogo e quer fazê-lo reverter para o País e para o Mundo. Não são acasos os resultados das centenas de alunos do projecto 'Para ti se não faltares', a atribuição de casas às vitimas da Madeira ou os jogos organizados com as Nações Unidas, primeiro em 2010 com o PNUD e este ano com o ACNUR a 18 de Julho próximo. É o Poder do Jogo a actuar e o Benfica a fazer a sua parte!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Provocações

"Mesmo passado algum tempo, os ecos da Final do Campeonato de Basquetebol continuam a fazer-se sentir. Foi preciso haver tumultos para podermos ver, no Porto Canal, os jogadores do Benfica a festejar o título. Na transmissão directa, nem um simples abraço havia sido visto. É caso para dizer que mais vale tarde do que nunca.
Serviram-se então das imagens para tentar atribuir a culpa da violência generalizada ao treinador, Carlos Lisboa, só porque este, depois de mais de uma hora a suportar insultos, provocações e ameaças, comemorou de forma mais efusiva, e terá dito qualquer coisa como 'toma!', fazendo gestos que uma larga maioria dos presentes nas bancadas seguramente não viu.
Cabe aqui dizer que não podemos criticar treinadores que adoptam uma certa agressividade competitiva - que estimula os atletas e os leva ao sucesso, ainda que traduzida pontualmente num ou noutro comportamento mais excessivo -, e depois queixarmo-nos de não alcançarmos as vitórias que pretendermos. Basta olhar para José Mourinho, e lembrar muitas das suas atitudes (raramente consensuais, mas quase sempre eficazes), para entender o que quero dizer. No desporto profissional existe necessariamente antagonismo e conflito. Um grito de revolta, ou um gesto mais assertivo, têm por vezes o condão de espicaçar almas e aglutinar vontades. O respeito pelos adversários é indispensável, a violência é sempre indesculpável, mas não se incute uma mentalidade forte nos atletas servindo-lhes chá.

Pretextos
Lembremos também que o Benfica já havia conseguido mais dois títulos de Basquetebol em pavilhões do FC Porto, e em nenhum deles pôde receber a Taça de forma normal, não se sabendo que gestos ou palavras terá então feito e dito o técnico da altura. E nem quero imaginar o que teria acontecido se, há dois anos, aquando do último título de Futebol, os festejos dos comandados de Jorge Jesus tivessem acontecido em pleno Estádio do Dragão, num jogo que o Benfica acabou por perder, por 3-1. Teria morrido gente? Ter-se-ia iniciado uma guerra civil? Certamente não se ficariam por apagões de luz, nem ligações de rega. Então, os culpados seriam provavelmente uns anónimos agentes de segurança que, no túnel da Luz uns meses antes, teriam dito a Hulk e a Sapunaru qualquer coisa como 'embrulha!'. E se não dissessem, era a Águia Vitória que tinha voado demasiado perto das cabeças dos Super-Dragões, em clara atitude provocatória e carecer de duras represálias. Se tal não chegasse, encontrava-se rapidamente qualquer outro pretexto de idêntico quilate. É como violar uma rapariga só porque a descarada teve a suprema ousadia de nos brindar com um sorriso. Provocou! Estava a pedi-las! Nem sequer sorriu? Então quem a mandava usar aquele decote? Quem quer arranjar argumentos deste tipo, arranja-os para todas as conveniências.

Descubra as diferenças
É habitual meter-se tudo no mesmo saco, e dizer-se que, nestas situações, não há inocentes. Eu continuo a defender que há uma distinção clara: enquanto em Lisboa ocorrem casos muito mais individualizados e de certa forma anárquicos (e, já agora, normalmente punidos), no Porto existe uma espécie de milícia que parece actuar de forma metódica, organizada, orquestrada e impune. Além de que o tipo de ódio de uns e outros é substancialmente diferente (só não vê quem não quer), tendo, a norte, uma forte componente de sectarismo regionalista - que o alimenta e o agrava.
Independentemente do que possamos teorizar sobre isso, há outra verdade que me parece factual: o ódio e a violência foram trazidos para o Desporto português por Pinto da Costa, com o seu permanente e provocatório cinismo (eufemísticamente apelidada de 'ironia'). Acredito que esse ódio e essa violência irão desaparecer quando o actual presidente do FC Porto desaparecer, também ele, do Desporto.
Portanto, se alguém quiser encontrar um culpado dos incidentes do Dragão, e de todos os que ocorreram nas últimas décadas (emboscadas na A1, produtos tóxicos nos balneários, agressões a jornalistas, técnicos e autarcas, cânticos insultuosos, bolas de golfe, corrupção, intimidação de atletas, etc), é bastante fácil. Ele tem um rosto, e tem um nome. É o denominador comum a todos esses episódios. É a causa primeira e última de todos eles. É, ele sim, o provocador cimeiro deste País.

(...)

Maus fígados (negativo)
Decidamente, o dr. Eduardo Barroso devia dedicar-se em exclusivo à Medicina, aquilo em que efectivamente é bom. No campo desportivo, perde-se num facciosismo que roça o ridículo.
Para ele, não é Pinto da Costa, nem Paulo Pereira Cristovão, nem os incendiários da Luz que estão a mais no Desporto. É Carlos Lisboa, o melhor basquetebolista português de todos os tempos, e treinador meritoriamente Campeão Nacional. Critérios de quem, ao ver uma bola vê um fígado, e ao ver um cesto vê um rim.

(...)"

Luís Fialho, in O Benfica

domingo, 10 de junho de 2012

Bi-Campeões Nacionais de Atletismo no sector Masculino


O ano passado fomos Campeões na última prova, com o Jorge Paula a erguer os braços... hoje passado um ano voltámos a ser Campeões com uma vantagem confortável, que até deu para os Juízes terem desclassificado o Rui Pinto nos 5000 metros!!! Tenho que esclarecer - já que os jornaleiros parecem ter amnésia selectiva!!! - que o Sporting teve algumas lesões, mas o Benfica também teve algumas ausências importantes e outros que participaram limitados...
Aqui ficam os resultados:

100 metros – 1.º Ricardo Monteiro, 10s53
110 metros barreiras – 1.º Rasul Dabó, 13s62
200 metros – 2.º Arnaldo Abrantes, 21s38
400 metros – 2.º Jorge Paula, 48s81
400 metros barreiras – 1.º Jorge Paula, 50s88
800 metros – 1.º Miguel Moreira, 1m52s45
1.500 metros – 1.º Miguel Moreira, 4m01s57
3.000 metros – 2.º Rui Pinto, 8m46s04
3.000 metros obstáculos – 1.º Alberto Paulo, 8m46s02
5.000 metros – Rui Pinto (desclassificado)
5.000 metros marcha – 2.º Pedro Isidro, 20m58s34
Salto em Altura – 1.º Paulo Gonçalves, 2m12
Lançamento do Martelo – 2.º António Vital e Silva, 65m69
Lançamento do Disco – 1.º Marco Fortes, 50m18
Triplo Salto – 1.º Marcos Caldeira, 16m84
Salto em Comprimento – 1.º Marcos Chuva, 7m69
Salto com Vara – 2.º Diogo Ferreira, 5m20
Lançamento do Peso – 1.º Marco Fortes, 19m47
Lançamento do Dardo – 1.º Tiago Aperta, 70m55
4x100 metros masculinos – 1.º, 40s25
4x400 metros masculinos – 1.º, 3m15s04

PS: No sector Feminino voltámos a ficar em 2º lugar, mas ficámos mais próximos do 1º em relação ao ano anterior. A equipa é ainda mais jovem que os 'Homens', temos que dar tempo ao tempo...

Super - Basket !!!


Hoje com a vitória dos Sub-16 o Benfica fez o pleno dos títulos nacionais de Basket !!! Seniores, sub-20, sub-18, e agora sub-16, extraordinário... Desconheço a estatística, mas isto não deve ter acontecido muitas vezes!!!
Toda a Secção, todos os seccionistas, todos os treinadores, todos os jogadores, estão de Parabéns... E um obrigado especial ao Goran Nogic...

Faltou eficácia...

Benfica 1 - 2 Sporting

Jogo menos intenso - já era de esperar, com 2 jogos em 2 dias -, com o Marcão a ter menos trabalho, mas com os Lagartos mais eficazes... principalmente na 1.ª parte falhámos demasiados golos, o erro de marcação do Ricardinho no 2º golo do Sporting foi fatal. E depois, mesmo a jogar 5 para 4, não conseguimos marcar... os passes para golo, 'sairam' sempre um bocadinho ao lado...
Mais uma arbitragem surreal - é impossível ser incompetência -, e só marcaram o penalty 'à segunda'!!! Temos que ser muito mais fortes...
Nada está decidido, mas é desejável vencer o terceiro jogo...

Mais uma 'medalha' para a Telma !!!


Telma Monteiro recebeu hoje das mãos do Presidente da República a distinção de Oficial da Ordem de Mérito Civil... Distinção justíssima... E daqui a uma ano, a Telma poderá estar a receber outra!!!