Últimas indefectivações

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mais uma vitória...

Benfica 7 - 2 Barcelos

Vitória fácil, mas um pouco mais apertada do que seria de esperar, principalmente depois dos últimos resultados. Mas quando se continua a falhar 'bolas paradas' em catadupa, arrisca-se a ter jogos 'apertados'!!!

Agradável...

Benfica B 2 - 0 Braga B

Jogo completamente dominado pelo Benfica, que só não teve um resultado mais desequilibrado porque o Benfica continua a complicar quando chega aos últimos 15 metros, parece que só querem marcar golos bonitos!!! As várias fases na construção das jogadas ofensivas, são feitas com ordem e eficácia, mas quando se pede para rematar à baliza, parece contra-natura!!!
Sem o Bernardo (parece que está lesionado!!! Ou não...!!!), deu para jogar com o Carlos Martins e o João Teixeira no meio-campo (além do Rúben Pinto), e mais uma vez fiquei impressionado com o potencial do João Teixeira: ainda comete erros, principalmente no momento certo para largar a bola, mas temos ali um potencial Enzozinho!!!

Na casa das centenas !!!

Sampaense  74 - 102 Benfica
20-28, 12-17, 20-28, 22-29

Recordo que a Sampaense é uma das poucas equipas que já nos derrotou, esta época, na Luz !!! Talvez por isso, hoje, o empenho não teve folga: boas percentagens, domínio nos ressaltos, e com o resultado assegurado, boa rotação do plantel, com 42 pontos a saírem do banco....

Dar conta do recado !!!

Madeira SAD 17 - 31 Benfica

Ainda sem muitos jogadores (Carneiro, Pedroso, Pereira, Costa, Álamo, Carvalho...), o Benfica continua a ganhar e a convencer... Destaque para os cinco livres de 7 metros defendidos pelo Benfica (ou falhados pelos Madeirenses!!!) e pelos muitos minutos de exclusão dos nossos jogadores!!!

Superioridade

Benfica 3 - 0 Vilacondense
25-17, 25-12, 25-14

Vitória inquestionável, com muita rotação no plantel... amanhã temos outro jogo. Gostei de ver o Zelão equipado!!!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Adeptos do Sporting aliviados

"Os resumos do Benfica-Sporting ilustram bem o que se passou. Na RTP o pequeno resumo dá onze claras oportunidades de golo para o Benfica e uma para o Sporting, a TVI mantém o 11-1, na SIC esse resultado baixa para 9-1, com misericórdia dos leoninos. Há razão para os adeptos do Sporting exlamarem: «Podia ter sido uma tragédia». Também é por isso que os adeptos do Benfica saíram preocupados no fim do jogo, sabem que ainda têm de defrontar poderosos adversários esta época, como Hugo Miguel ou o Jorge Sousa, normalmente intransponíveis. Os adeptos do Sporting saíram aliviados da Luz com o resultado dentro do histórico normal. O derby tem este encanto, mesmo muito desequilibrado tem resultados equilibrados. A única especificidade deste ter uma boa arbitragem. O Benfica joga mais e melhor, nesta fase da época muito mais e muito melhor que os adversários, mas isso nem sempre chega para vencer no nosso futebol. A meio da primeira volta distávamos cinco pontos da liderança, a meio da segunda levamos quatro de vantagem. Os nossos adversários reconheceram que o futebol do Benfica foi um vendaval futebolístico, mas nós, experientes nesta matéria, temos receio das tempestades.
Quem é cada vez mais decisivo no FC Porto é Fernando, até agora decisivo no campo, ultimamente importante no departamento jurídico no apuramento na Taça da Liga. É assim mesmo. Um clube tem que explorar todo o potencial dos seus activos. Jorge Jesus sabe que para não entrar pela madeira dentro na Mata Real tem que manter os níveis de exigência competitiva aos seus jogadores. Não se pode pedir mais nada a esta equipa que não seja continuar a fazer igual, ou seja, muito bem. O segundo classificado foi mantido na corrida ao título por uma arbitragem amiga contra o Paços de Ferreira, o que serve para mostrar que o nosso adversário de domingo é melhor do que a classificação que ocupa."

Sílvio Cervan, in A Bola

São Valentim

"Leio no jornal Record a entrevista de Nemanja Matic. Já sabia, por outras leituras, que o sérvio partira «com o Benfica no coração». Fico agora a saber que embarcou no avião a chorar. E mais: que há um pequeno Benfica no Chelsea no qual alinham David Luiz, Ramires e Matic.
Do David Luiz soube, quando o internacional brasileiro veio ao Estádio da Luz torcer pelo Benfica 2 na vitória sobre o Porto o, da sua declaração de «amor por este Clube». E mais. Fiquei a saber que David Luiz foi aqui imensamente feliz e que a sua ideia de felicidade passa pelo anseio de voltar um dia ao Benfica. «Tenho a certeza que um dia vou voltar», disse.
Também Pablo Aimar fez recentemente públicos votos de um dia voltar ao Benfica, revelando que a porta ficou aberta para um regresso pela palavra do presidente Luís Filipe Vieira. «Essas palavras, vindas do presidente, encheram-me de orgulho. Tenho a certeza de que um dia voltarei», disse Pablito César Aimar.
Leio estas declarações de amor ao Benfica vindas de Matic, David Luiz e Aimar e encho-me de orgulho, tanto mais que podia ficar aqui a repetir declarações de amor do meu Emblema, neste Dia de São Valentim, por parte de muitos outros futebolistas de craveira mundial. Sim, que não estou a falar de aves de arribação, dessas que chegam a um clube a jurar que são adeptos desde pequeninos, mesmo sem saberem a cor das camisolas. Estou a falar de grandes atletas que passaram pela Luz, vestiram e suaram a camisola da Águia ao peito e voltar ao Benfica faz parte dos seus planos de felicidade.
Este Glorioso Clube tem isso de muito especial. Faz amigos e inspira amor. Nada mais adequado para trazer a esta coluna neste Dia de São Valentim. Feliz namoro e Viva o Benfica."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Lixívia 18

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......43 (-9) = 52
Sporting.....38 (-3) = 41
Corruptos...39 (+7) = 32
Braga.........26 (+2) = 24

Depois de rever o jogo na TV, compreendo a razão pela qual, praticamente todos consideram a arbitragem de Marco Ferreira, exemplar. Mas, não concordo. Se fizermos uma comparação directa, com outras arbitragens em derby's ou clássicos, de árbitros 'consagrados', então nesse caso, sem dúvida, assistimos a uma excelente arbitragem... mas o facto de esta, ter sido melhor que as outras, não a faz imaculada... e curiosamente os erros (95%) foram sempre para o mesmo lado. É verdade, que não houve penalty's, foras-de-jogo, golos irregulares, ou golos mal anulados, mas o critério disciplinar foi completamente torto: o primeiro amarelo para o Sporting foi ao minuto 80!!! E tecnicamente, conseguiu marcar mais faltas perigosas contra o Benfica, do que a favor: algo muito estranho já que o domínio do jogo foi do Benfica, o jogo desenrolou-se quase sempre no meio-campo ofensivo do Benfica... e no final dos 90 minutos, tivemos um livre frontal, e zero (posso estar enganado, mas não me recordo de nenhum!!!) livres laterais, enquanto o Sporting beneficiou de vários livres laterais, aliás o Sporting só chegou à área do Benfica 3 ou 4 vezes, em jogo jogado, de resto foi sempre em livres laterais!!!

No Dragay o Cosme Machado, começou por não marcar um penalty a favor dos Corruptos, mas depois compensou marcando um penalty, que para mim, não é. A bola bate na mão do Seri, mas em velocidade normal, é visível o ressalto inesperado que a bola tem... curiosamente o jogador do Paços, não viu amarelo!!! Mais tarde, foi 'amarelado' se tivesse sido expulso não jogava contra o Benfica!!! Faço esta referência porque esta é das raras sequências onde o adversário do Benfica, na jornada anterior defronta os Corruptos, talvez por isso, Cosme Machado tenha optado por um critério 'manso'!!!

Em Braga o Capela não criou problemas, num jogo que não lhe deu muitas dificuldades... mas tenho que evidenciar, mais um vermelho directo, a um dos melhores jogadores do Gil Vicente (César Peixoto), que por acaso, para a semana, defronta os Corruptos!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenenses(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Paixão, Nada a assinalar
12.ª-Arouca(c), E(2-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
13.ª-Olhanense(f), V(2-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
16.ª-Marítimo(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Gil Vicente(f), E(1-1), Paixão, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
18.ª-Sporting(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Guimarães(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
11.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
12.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Nacional(c), E(0-0), Miguel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Estoril(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
16.ª-Arouca(f), V(1-2), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Académica(c), E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
18.ª-Benfica(f), D(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
10.ª-Nacional(c), E(1-1), Xistra, Nada a assinalar
11.ª-Académica(f), D(1-0), Capela, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
12.ª-Braga(c), V(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-Olhanense(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
15.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Setúbal(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), D(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Cosme Machado, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(f), D(0-1), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
11.ª-Olhanense(c), V(4-1), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Corruptos(f), D(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
14.ª-Marítimo(f), E(2-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15.ª-Guimarães(c), V(3-0), Benquerença, Nada a assinalar
16.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
17.ª-Belenenses(f), D(2-1), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
18.ª-Gil Vicente(c), V(4-1), Capela, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Positivo

"1. Ninguém gostou que o Benfica-Sporting marcado para domingo tivesse que ser adiado em cima da hora do jogo. E os grandes prejudicados foram os adeptos que vieram de longe, gastaram tempo e dinheiro e acabaram por não ver o jogo. Mas há que reconhecer que, entre tantos prejuízos (e os do Benfica não serão certamente pequenos, pois toda a despesa de organização do jogo será a dobrar), algo de positivo se registou: a forma rápida, decidida e consensual como tudo se resolveu e o jogo foi adiado, sem que se registassem danos pessoais. O Estádio foi evacuado em escassos minutos (o que seria impossível nos antigos campos) e sem alarmismos, nova data foi combinada entre os clubes, tudo acabou em bem. Para tal - é justo frisar-se - muito contribuiu a postura da actual Direcção do Sporting. Como seria se lá estivesse quem há dois anos incentivou as claques a ponto de colocarem as bancadas a arder ou se em vez de Bruno Carvalho fosse Pinto da Costa o presidente do clube visitante?
Diria logo que a culpa era do Benfica e que a vitória lhes deveria ser atribuída.

2. Infelizmente, o Sporting 'borrou' a pintura com o comunicado do dia seguinte, exigindo nova vistoria e até falando em eventual vitória por falta de condições do Estádio, como se o Benfica tivesse culpa do vendaval. Como têm um calendário 'vazio' de jogos, fava-lhes jeito atrasar o encontro...

3. Face aos 'timings' de fecho deste número, escrevo antes do jogo, esperando que o Benfica-Sporting da passada terça-feira tenha sido bem disputado, sem casos e com uma arbitragem ao nível daquela que o então desconhecido Marco Ferreira realizou no Sporting-Benfica da época passada. Será a melhor resposta à campanha que o Sporting fez ao longo de toda a semana passada (e que até meteu o habitualmente correcto Leonardo Jardim...), tentando pressionar o árbitro e esquecendo a vergonhosa arbitragem de Hugo Miguel no jogo da 1.ª volta, durante o qual o Sporting marcou o golo em posição de fora-de-jogo e Cardozo sofreu indiscutível falta para penálti na área adversária. Só falam no jogo da Taça de Portugal, na Luz..."

Arons de Carvalho, in O Benfica 

Os especializados em tudo

"Foi com surpresa que observei que os opinadores profissionais que pululam pelos órgãos de comunicação a perorar sobre futebol são todos, mas mesmo todos, especialistas em tudo. Já os vira exercer a especialidade de limpadores solícitos da corrupção e abrilhantadores de corruptores. Por vezes, aquando da apresentação dos relatórios e contas dos clubes, mostram-se especialistas em finanças, gestão, contabilidade e administração de sociedades desportivas e conhecimento empírico de gestão de mercearias de bairro. Durante os períodos de aquecimento das equipas, é ouvi-los como sumidades em fisiologia do treino desportivo e da pedagogia do desporto, enquanto momento de exercitação da especulação jornalística. Aquando das lesões de atletas, são sempre os mais habilitados a diagnosticar problemas, sugerir terapias e garantir a incompetência dos departamentos médicos dos clubes.
Nesta semana que passou, vimo-los exercer a ‘supinidade’ excelsa de demonstrarem ao comum mortal a sua sapiência em estruturas metálicas e coberturas de bancadas de estádios. Eles demonstraram que tudo sabem sobre corrosão galvânica, corrosão uniforme, corrosão atmosférica, reacções electroquimícas (anódica e catódica) e tensões residuais. Teorizaram com autoridade académica sobre porcas, arruelas, rebites e parafusos.
Eles, do alto da sua infalibilidade de especialistas em generalidades banais, chegam a passar atestados de incompetência aos aventureiros que sendo especialistas em segurança e protecção civil vêm para a televisão falar de… segurança e protecção civil.
Eles só não sabem como e quando usar o verbo “evacuar”, o que fez com que evacuassem imbecilidades sempre que falaram da evacuação e segurança do Estádio da Luz."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Limpo e sujo

"Sobre o último dérbi, nada de especial há a dizer. O Sporting não jogou um caracol e, entre a festa da espuma de domingo e o jogo de terça, perdeu-se o efeito surpresa de Jardim. Mas nem ele o salvaria. A vitória do Benfica foi limpinha. E não me refiro à ausência de lã de rocha no relvado e de bocados da cobertura nas bancadas. Mas nestes últimos meses ficou clara para mim uma coisa: pelo menos no campo, o campeonato será decidido no confronto entre o Benfica e o Sporting. Quanto ao Porto, que nos tem presenteado com exibições abaixo de deprimentes, lá terá, se ainda souber, de voltar a tentar ganhar no campeonato da secretaria.
E, regresso ao tema, as coisas vão bem encaminhadas numa competição menor: a Taça da Liga. Herculano Lima é juiz jubilado e conhecido amigo do Futebol Clube do Porto. Em pleno processo de investigações do Apito Dourado disse, em declarações públicas, que a montanha iria parir um rato. O experiente obstetra deste mundo pouco salubre da bola viu o seu desejo confirmado. Herculano também é presidente do Conselho de Disciplina da FPF e dissipou todas dívidas logo na primeira audição sobre o caso do atraso do Porto no jogo com o Marítimo. Segundo o Record, o que o juiz queria saber de Fernando, o jogador que só se lembra das dores uma semana depois de as sentir, era se o Porto também teria vencido o jogo caso tivesse entrado em campo na hora marcada. Como a resposta é impossível de dar e a pergunta era para um jogador do FCP, fica a parecer que o objectivo destas inquirições é o convívio. Onde também participou o vogal Ricardo Pereira, que, seguramente imparcial nestas guerras, foi advogado de Lourenço Pinto contra Carolina Salgado.
Não há, portanto, qualquer ansiedade para o Sporting. Ao contrário do dérbi, o resultado é mais do que certo e parece-me que não será “limpinho”. E, no entanto, não há qualquer dúvida que o Porto quis atrasar o jogo para daí obter vantagem. E que os regulamentos punem esse comportamento com derrota. Ficam a saber os árbitros: quando marcarem uma grande penalidade ao Porto, por causa de uma rasteira na grande área, terão de perguntar ao faltoso se aquela jogada mudaria o desfecho do jogo. Porque é assim que se faz justiça no futebol nacional."

Benfica justificou a vitória

"Inovações tácticas no Sporting não resultaram.
Com um dispositivo mais ousado, bem tentou Leonardo Jardim replicar à má fortuna que o 5.º cartão amarelo mostrado a William Carvalho, frente à Académica, constituiu para o Sporting. Mas o que ficou à vista foi o descalabro, acabando por ser pior a emenda que tudo o resto, embora se compreenda a intenção do técnico. Sem o seu "trinco" de confiança e já sem o outro (Rinaudo) por Alvalade, o problema só poderia ser resolvido com a adaptação de Dier e, ao mesmo tempo, com a aposta forte na frente de ataque, como forma de evitar situações de sufoco por parte das linhas dianteiras dos da casa. O expediente, porém, não resultou.
De características mais defensivas e menos colaborante nas acções de transição, Dier não fez esquecer William e disso se aproveitou o Benfica para, por aí, pelo corredor central, carrilar preferencialmente o seu jogo e controlar a situação. Como já se admitia, Enzo Perez voltou a ser a pedra fundamental nesta manobra e a verdade é que o Sporting não teve argumentos para contrariar a avalancha atacante adversária, nem sequer capacidade para criar qualquer perigo para as redes à guarda de Oblak. Apesar da tão badalada aposta ofensiva que fez surpreender os observadores.
A primeira meia hora foi totalmente do Benfica, no decorrer da qual marcou muito justamente o seu golo (Gaitán, 27'), após centro de Maxi, e ficando a dever a si próprio mais um ou dois, que teriam sentenciado o jogo. Só nos últimos dez minutos, o Sporting deu um ar da sua graça, lá na frente, onde Helton, apesar de estreante, se mostrou aplicado, não mais do que isso, no seu flanco esquerdo, corredor por onde os "leões" mais jogo ofensivo canalizaram.
Claro que a falência do meio-campo leonino voltaria, na 2.ª parte, a estar em evidência - Adrien era pau para toda a obra e revelava-se naturalmente insuficiente - com a dupla Fejsa-Enzo, bem secundada por Markovic e Gaitán, a não conceder quaisquer hipóteses a uma equipa sem disciplina e menor pujança no miolo. A entrada de Capel para o lugar de André Martins contribuiria, assim, para uma maior dinâmica do Sporting, mas mais determinante foi a troca de Piris por Magrão, não tanto pelas qualidades do recém-entrado, mais pela melhor "arrumação" que a equipa passou a denunciar.
De facto, a saída do lateral-esquerdo provocou o desvio de Rojo para aquela posição, ficando Dier a central e permitindo a Magrão reforçar o miolo, no apoio às acções de Heldon. Ao mesmo tempo, era visível o empenho de Rojo, descendo no corredor como Piris raramente tinha feito. Foi esse o período de maior insistência do Sporting, embora sem construir grandes ocasiões, excepção para um bom lance de Heldon, que falharia o alvo. Mas também o Benfica tinha já criado situações semelhantes, mais perigosas até, em que o dilatar da vantagem esteve mesmo à vista, não fora a classe de Rui Patrício.
A atenção e destreza do n.º 1 do Sporting tem, contudo, limites. E, de tanto insistir, o Benfica fez mesmo o 2-0, numa grande jogada individual de Enzo Perez, na zona frontal. Em duelo directo com Dier, o criativo médio argentino trocou as voltas ao inglês, acabando por rematar com o pé esquerdo, sem dar tempo a Patrício para esboçar qualquer reacção. Um golaço. De imediato, Jesus fez saltar do banco Rúben Amorim para substituir Rodrigo e, desta forma, bloquear ainda mais os acessos à baliza de Oblak. Estava tudo consumado
Em resumo, um triunfo inquestionável do Benfica, que ganhou com toda a justiça e clareza, perante um Sporting que acusou demasiado a ausência de William e, verdade seja dita, também nunca soube tirar partido da tal maior amplitude da sua frente de ataque. Enquanto os encarnados confirmaram o seu excelente momento - está definido o "onze", depois de experiências mil - já o Sporting não se deu bem com as experiências efectuadas e terá rubricado a mais modesta exibição da presente época.
O árbitro Marco Ferreira teve uma actuação simplesmente exemplar."

Voar à líder

"Sem margem para qualquer dúvida, ficou demonstrada a real diferença entre o actual Benfica e o actual Sporting. Num dérbi que as águias dominaram por completo, o triunfo é tão indiscutível como merecido. Mas desta vez não foram apenas os valores individuais a pesar na balança. Do ponto de vista táctico, Jorge Jesus anulou totalmente as intenções de Leonardo Jardim. No fim, a vantagem de dois golos até é curta para a produção de jogo das duas equipas. A da Luz realizou um voo de líder.
A primeira meia hora da partida foi de tal modo elucidativa que dificilmente se percebia de que maneira poderia o Sporting travar o andamento do adversário. A entrada do Benfica foi muito forte, deixando os leões sem capacidade de reação, limitando-se, dentro do possível, a evitar danos maiores. Com Fejsa e o notável Enzo Perez a controlarem o meio campo como e quando queriam, suportados nas diagonais de Gaitan e Markovic, mais as subidas pelos corredores de Maxi e Siqueira, o Benfica "estrangulou" o Sporting, como se este tivesse sido metido num colete de forças.
A desorientação leonina foi visível naquele período, não somente no plano táctico mas igualmente na resposta individual. Cédric e Piris passaram por maus bocados e o nervosismo estendeu-se até a Rui Patrício, que aliviou uma bola contra Lima, quase levando ao golo. As ameaças multiplicaram-se, até que Gaitan finalizou mesmo, numa assistência de Maxi (o papel determinante dos laterais). Absolutamente normal, só surpreendendo não ter acontecido mais cedo.
Mesmo baixando ligeiramente a velocidade (nenhuma equipa consegue correr daquela maneira durante 90 minutos), o Benfica continuou na segunda parte com a cartilha da primeira e o facto é que em momento algum da partida se admitiu a vaga possibilidade do Sporting inverter o destino do jogo. Os encarnados chegaram ao segundo golo - um trabalho magistral de Enzo Perez - , mas Rodrigo, por três vezes, podia ter subido a parada não fossem as grandes intervenções de Patrício, em duas delas, e a mira desafinada na outra.
O Sporting, tirando o lance protagonizado por Heldon (e já íamos nos 63 minutos), não logrou criar uma verdadeira ocasião de golo. Um desnível atacante que, contudo, tem várias explicações. Boa parte delas estão dadas na forma como o Benfica atuou. As restantes radicam numa solução que Leonardo Jardim pensava ser engenhosa, mas - como se viu - inaplicável com aqueles jogadores.
Dier, que não tem qualquer ponto de contacto com o perfil de William Carvalho, entrou perdido e perdido saiu. Adrien foi obrigado a fazer as despesas de uma dupla função, para tentar suprir o défice do meio campo, enquanto André Martins, destacado para a direita, foi mais vezes peixe fora de água do que outra coisa.
Jardim, um tanto estranhamente, começa por trocar Martins por Capel (que nada mais acrescentou), relegando para mais tarde uma mudança estrutural : entrada de Gerson Magrão, saída de Piris, com Dier a central e Rojo na lateral esquerda. Uma tentativa fora de horas, que não impediu que Montero e Slimani continuassem a ser presas fáceis para Garay (outra óptima exibição) e Luisão.
Em boa verdade, o destino, como referi acima, era visível desde muito cedo. É de admitir que esta versão do Sporting sirva para jogar em ataque continuado perante equipas que defendem, mas frente aos encarnados não deu, sequer, para equilibrar as coisas. O campeonato não está resolvido, obviamente, mas a partir deste momento o Benfica é a única equipa que depende do que ela própria fizer. E, para já, assinou dois triunfos sobre os rivais, em casa. Ambos inquestionáveis, acrescente-se.
Sobre Marco Ferreira. O melhor elogio que se pode fazer ao árbitro é dizer que não foi por causa dele que o Benfica ganhou, nem por causa dele que o Sporting perdeu. Muito bem."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Um impressionante conjunto de anormalidades

"Uma tempestade chamada 'Stephanie', uma arbitragem sem casos, 'derby' sem 'penalties' e golos de cabeça de Gaitán somam anormalidades que marcaram com originalidade o jogo.

O último derby teve a rodeá-lo um impressionante conjunto de anormalidades. E a maior de todas nem terá sido a anormalidade da tempestade Stephanie de domingo que obrigou ao adiamento do jogo para terça-feira.
A anormalidade das anormalidades foi não haver penalties.
Cresci ouvindo dizer aos mais velhos e mais sábios que não há derby sem penalty. Fui constatando a verdade desse axioma ao longo de muitos anos.
Penalties para um lado, penalties para o outro lado, penalties indevidamente assinalados, penalties que ficaram por assinalar, penalties mal marcados, guarda-redes para um lado e a bola para o outro lado, guarda-redes e bola para o mesmo lado, bola ao poste, bola na trave, bola por cima, bola para o lado, enfim, todo um elenco de situações que tombam a cada derby e dão pano para mangas nos dias subsequentes.
É ou não é?
Anteontem não houve penalties. Desse ponto de vista foi um derby atípico. É essa a anormalidade maior quando se trata, como é o caso, de fazer o rescaldo do jogo entre os dois grandes clubes de Lisboa.
E não havendo penalties, é que nem sombra deles, do que falaremos então?
Sugiro que falemos do árbitro. Marco Ferreira, por mérito próprio, foi também uma das anormalidades do Benfica-Sporting.
E bem mais anormal foi o trabalho sem mácula do árbitro do que, por exemplo, o facto totalmente anormal de Nicolás Gaitán ter marcado um golo de cabeça, o primeiro do Benfica e, por sinal, bem bonito.
Voltemos ao árbitro.
Marco Ferreira começou por sair da norma antes mesmo de o jogo começar. Mal foi conhecida a sua nomeação logo irrompeu nas redes sociais um despejar de factos avulsos e intimidatórios associando o árbitro madeirense ao Benfica e ao Sporting, conforme dava jeito a cada lado da barricada da Segunda Circular.
Veio a terreno o árbitro, contrariando e muito bem a absurda lei do silêncio que impera no sector, para pôr fim à boataria: «Não sou sócio do Benfica, não sou cunhado de Leonardo Jardim nem andei como ele na escola», disse e ficou dito.
Contribuiu assim de forma frontal para o desanuviamento do ambiente que, em vésperas de derby, é sempre turvo, agitado, quando não trauliteiro, fruto de rivalidade mais do que centenária entre os dois emblemas em causa.
É difícil de entender que espécie de ganho advém para os árbitros estarem obrigados ao silêncio. Passam a vida a dizer-nos, quando as coisas correm mal para um lado ou para o outro, que os árbitros se erram é porque são humanos. Ora se são humanos podem falar à vontade, ou não é assim?
Segundo o que se leu nos jornais na semana que antecedeu o derby, Marco Ferreira foi uma segunda escolha do presidente dos árbitros visto que a primeira escolha, Jorge Sousa, se terá recusado a apitar na Luz.
Quando Jorge Sousa é nomeado para dirigir jogos que metam o Benfica nunca veio a lume, ao contrário do que sucedeu com Marco Ferreira, que se trata de um sócio do Benfica ou que foi colega de escola da águia Vitória.
O mais comum, quando se fala em Jorge Sousa nos areópagos benfiquistas, sendo Sousa um dos melhores árbitros portugueses, é lançar ao ar que o referido árbitro pertenceu à claque dos Super Dragões quando era jovem.
Poderá, se quiser, Jorge Sousa pôr fim à boataria um dia em que diga publicamente: «Eu nunca fui um Suepr Dragão.» E muito contribuirá com isso para desanuviar o ambiente. Por que não o faz?
Entrou, assim, Marco Ferreira na noite de terça-feira na Luz auto-liberto dos estigmas que lhe quiseram colar e rubricou uma actuação que mereceu elogios de todos os lados, inclusivamente de Bruno de Carvalho, o presidente do Sporting, e de Leonardo Jardim, o falso cunhado e o falso colega de carteira do árbitro.
E um derby em que, entre vencedores e vencidos, ninguém diz mal do árbitro é, só por si, uma grande anormalidade.
Outra anormalidade, ainda que menor em comparação com as já enunciadas, prendeu-se com aquilo a que vulgarmente se chama a sorte do jogo. Derbies, clássicos e quejandos são, por norma, tão renhidos, tão disputados, tão equilibrados que a sorte do jogo é, frequentemente, factor decisivo em favor do vencedor.
Pois na terça-feira aconteceu precisamente o contrário. O Sporting teve toda a sorte do jogo e o Benfica saiu vitorioso por 2-0, um resultado bastante económico tendo em conta a exibição de uns e de outros e tendo em conta o número de oportunidades construídas pelos donos da casa. Estivesse a sorte do jogo do lado do Benfica e o resultado teria sido, certamente, bem mais expressivo.

QUANDO Javi Garcia se foi embora, Matic cumpriu uma época inteira a fazer o seu papel e o de Javi Garcia. Por ter feito dois papéis tão bem feitos foi recompensado com um regresso pela porta grande ao clube, o Chelsea, que o tinha tratado como trocos na compra de David Luiz.
Agora que Matic se foi embora, é Enzo Pérez que anda a fazer dois papéis, o seu e o de Matic, com grande solenidade e eficácia. Foi, pelo menos, o que se viu com o Sporting.

O campeonato já vai a mais de meio e o Sporting de Braga, que há quatro anos discutiu o título até ao fim da prova, anda agora na luta por um lugar na Europa atrás dos inesperados Estoril e Nacional. Inesperados, com o devido respeito.
Normalmente chama-se de «equipa sensação» aos menos afortunados em questões de orçamento e de dimensão que capricham em atingir patamares que não lhes estavam, de modo algum, reservados.
Na última Liga, a de 2012/2013, foi o Paços de Ferreira de Paulo Fonseca o brilhante intruso nestas discussões maiores, o que lhe valeu uma experiência curtinha mas saborosa na competição de clubes mais importante da Europa.
Na Liga corrente, olhando para o estado actual do topo da tabela, os três primeiros lugares voltaram aos seus donos históricos, Benfica, FC Porto e Sporting, precisamente por esta ordem cumprida que foi a 18.ª jornada.
Do Sporting, terceiro classificado, para o Nacional quarto classificado, distam 7 pontos, muito ponto a dar confronto à equipa de Alvalade cujo anseio assumido é, desde o princípio, a qualidade para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Do Benfica, primeiro classificado,para o FC Porto, segundo classificado, distam 4 pontos que dão alento aos da Luz mas que não chegam, nem por sombras, para dar a mínima garantia de sucesso final, tal como a história recente já sobejamente demonstrou.
Em 2011/2012 o Benfica chegou a ter 5 pontos de avanço sobre o FC Porto (em Fevereiro) e em 2012/2013 o mesmo Benfica chegou a ter 4 pontos de vantagem sobre o mesmo FC Porto (em Maio) e depois aconteceu, como certamente estarão recordados, exactamente a mesmíssima coisa.
A três meses do próximo desenlace, o, apesar de ser líder, é tão favorito ao título como o é o FC Porto, apesar de não ser líder. Estamos entendidos? E, sinceramente, não é de crer que o Sporting abdique de lutar pelos seus pergaminhos até à última jornada só por ter perdido anteontem na Luz.
É muito cedo, portanto, para ter certezas embora se aceitem prognósticos porque os prognósticos fazem parte intrínseca destas emoções.
Há, no entanto, uma certeza e muito notável à 18.ª jornada do campeonato. O Estoril soma 6 vitórias e 1 empate nos 9 jogos que realizou fora do seu campo. O Estoril tem tantas vitórias fora na Liga quantas as têm o Benfica e o Sporting.
O Estoril já somou 20 pontos fora da Amoreira, tantos quantos os que somou o Benfica fora da Luz. Fora de casa, o Estoril já somou mais 6 pontos do que o FC Porto fora do Dragão e mais 1 ponto do que o Sporting fora de Alvalade. É da mais elementar justiça, por tudo isto, dar os parabéns ao Estoril.

O Benfica-Sporting a contar para o campeonato só pôde ter sido jogado anteontem, terça-feira, porque o FC Porto-Benfica da Taça da Liga marcado para ontem, quarta-feira, foi desmarcado em função do caso dos minutos de atraso com que se iniciou o FC Porto-Marítimo da Taça da Liga.
Há um inquérito em curso, já foram ouvidas todas as partes. Não é muito verosímil que o Sporting venha a beneficiar de uma decisão da secretaria e lhe caiba substituir o FC Porto nessa meia-final em suspenso da Taça da Liga.
Dizem que para a semana já há decisão.
Mas a perspectiva (ainda que muito longínqua) de ter de voltar a jogar com o Benfica nem sequer deve ser, por estes dias, o mais forte desejo dos comandados de Alvalade."

Leonor Pinhão, in A Bola

Cinco pontos

"1- Na 8.ª jornada o Benfica estava a 8 pontos dos rivais (5 do FCP e 3 do SCP). Na 18.ª jornada tem 9 pontos de avanço (4 do FCP e 5 do SCP). Ou seja uma inversão de 17 pontos: 9 para o FCP e 8 para o SCP.
2- Espero que não ressurja a fatalidade dos últimos anos nas derradeiras jornadas. Basta o Benfica entrar nos jogos como nesta 3.ª-feira. Dominador, demolidor e consciente que tudo começa no 1.º minuto. Porque, afinal, o Benfica ganhou com facilidade jogos difíceis, mas perdeu incríveis 6 pontos com Belenenses e Arouca (na Luz) e Gil (num batatal).
3- Muitos comentários pré dérbi eram quase só Sporting, tal a hiperbolização da sua capacidade. Viu-se quão exagerados foram, perante um jogo muito desequilibrado, um vendaval de sentido único em que o SCP nem um único canto obteve... Aliás, nestas últimas 5 jornadas, os leões perderam 9 pontos em 15 possíveis e só marcaram em Arouca. E há 8 anos que não marcam na Luz...
4- O dérbi foi exemplar. Além de um justo (embora escasso) resultado, houve desportivismo, rivalidade saudável, arbitragem limpinha sem os rodriguinhos dos habituais consagrados, declarações avisadas e serenas de técnicos e dirigentes, regresso da águia Vitória, ausência de casos para serem explorados ad nauseam por programas televisivos de sangue.

5- Jorge Jesus, tantas vezes mal-amado, evidenciou toda a sua mestria. «Sai Matic, entra o Manel» ilustra bem um técnico que não se lamuria perante a adversidade de ver sair jogadores cruciais por ele feitos craques: Coentrão, David Luiz, Di Maria, Ramires, Witsel, Javi, Matic... A fábrica de talentos continua."


Bagão Félix, in A Bola

Efeito comprovado !!!

Laranjinha


Reportagem Especial Laranjinha "Renascer" 2014 por JustTV99

Cantando...

O 'derby' disse...

"Benfica crescente força, vinda de... estabilidade. Sporting: Jardim errou (eu faria o mesmo) e não assumiu

Evidente: é o Benfica a equipa que melhor joga e se revela mais forte ao cabo de quase dois terços da Liga. Mais: fá-lo num crescendo de forma e de convicção, sobretudo a partir da noite quiça chave, em que, derrotando o FC Porto com clareza de 2-0, terá mandado às malvas o bloqueio mental - e táctico - que, nas três épocas imediatamente anteriores, exibiu perante máximo rival.
Sim, consentiu recente empate em Barcelos; mas mais vítima do que réu naquele miserável estado do terreno. Agora, na mais exuberante exibição - ou terá sido a da Grécia, onde jogou para golear mas saiu da Champions porque o ex-seu Roberto se desforrou assumindo inacreditável gigantismo? -, triturou um Sporting que muito apostava em ascender a líder e ainda estará entontecido na confusa miscelânea dos seus erros com superioridade, tremenda!, do adversário.
Tão longe, este Benfica, daquele que iniciou campeonato em flagrante incapacidade para superar violento trauma no fecho da época anterior. Aliás, não só essa grande perturbação psicológica então afectava o Benfica; arrastada indefinição do disciplinar caso Cardozo, catadupa de ditos reforços que - paradoxar apenas aparente... - projectou insegurança (sucessivas experiências de lança-los iam, afinal, redundando em fiasco) e, talvez o mais importante ao muito agravar dificuldades no acerto das agulhas, outra catadupa... esta de lesões: de Salvio (crucial ausência que permanece) a Sílvio, passando por Enzo Pérez, Markovic, Sulejmani, Rúben Amorim, Siqueira...
Muito tempo demorou o Benfica a estabilizar onze base. E, até à perda de Matic, só 2 aquisições desta época nele se fixaram: Markovic e Siqueira - quando recuperados de várias baixas clínicas... Agora, consumado o adeus a Matic, também Fejsa (Oblak só é novidade ao muito bem aproveitar lesão de Artur). Por isso (fracasso da grande maioria das compras no verão e perda do pilar Matic), mas não só, continuo desalinhado da corrente tese de que o plantel benfiquista é muito superior ao portista. E permanece dúvida sobre saída de Garay até ao fim deste mês...
Benfica em crescendo, FC Porto estagnado nas falhas do motor de arranque, Sporting no choque de ter percebido as suas limitações, tão compreensíveis. Benfica firmemente lançado para o título? Amiúde, as aparências iludem na definição do futuro. E o enorme fantasma que paira sobre o Benfica - duas épocas a fio, e com a pressão extra de terem sido as últimas, esbanjando vantagem de 5 pontos no jacto de 2 jornadas! - é a grande esperança do FC Porto e Sporting.
(...)"

Santos Neves, in A Bola

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Festival de golos...

Benfica 15 - 4 HC Braga

Goleada, sem espinhas, que começou logo nos primeiros segundos!!! Destaque para estreia do Diogo Neves a marcar no Campeonato, depois de também ter marcado na Liga Europeia no último sábado... Esta noite até marcámos golos de 'bolas paradas'... milagre!!!
Jornada sem surpresas, falta somente o Corruptos-Valongo, que será jogado na próxima semana...

Para além de um jogo

"Este texto é publicado já com o resultado da Luz conhecido. Para mim é ainda desconhecido porque o escrevo antes do jogo adiado e depois do jogo não jogado. Mas para o caso, tanto interessa. Porque não é sobre o jogo que escrevo.
Domingo, estive no Estádio da Luz, entre Miró e Stephanie. Entre um surrealismo artístico e meteorológico. A águia Vitória foi mais avisada. Não ousou voar. Assim evitou ultrapassar os limites do Estádio e prevenir voos descontrolados na 2.ª Circular. Lá, lembrei-me da canção dos anos 60 de Bob Dylan, With God on our side. Porque uns escassos minutos separaram o incómodo pelo atraso num dérbi, de um iminente desastre nas bancadas. O tempo que mediou entre a vulnerabilidade a ventos fortíssimos e uma saída rápida de uma multidão (a)traída pela saraivada de aquilo que, então, designei pelo acrónimo OVNI. Sim, porque eram para mim (leigo nestas matérias de obras) objectos voadores não identificados, que depois se soube ser lá de rocha em versão light e - pior - chapa metálica em versão hard.
Duas lições reforçadas desta situação: a primeira é que a Natureza tem o poder de se impor com a sua força e não deve ser desconsiderada; a segunda é que, perante a mesma Natureza, um jogo, mesmo que de grande simbolismo como é este dérbi, vale menos do que nós adeptos e eles jogadores e árbitros. Aqui não conta a teoria da probabilidade. Basta a certeza de esta não ser igual a zero.
Cito Pascal: «O que é o homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre nada e tudo.»
O futebol é desporto de Inverno, diz-se. Mas não tanto."

Bagão Félix, in A Bola

A grandeza de Eusébio

"No meio do alarido destinado a que o jogo FC Porto-Marítimo das meias-finais da Taça da Liga deu origem, é bom verificar que ainda há uma voz autorizada como a de Vítor Serpa que (vd. editorial do dia 6) dá testemunho de bom-senso e isenção e procura, num exercício de profilaxia, declarar e demonstrar que o rei vai nu e que o fundamento para a contestação não tem pés nem cabeça. O facto da Liga dar andamento ao processo só a desacredita.
1. Todos sabíamos que Eusébio foi um dos maiores futebolistas de todos os tempos, mas talvez alguns ignorassem que a sua auréola havia alcançado uma dimensão tão planetária. Dois exemplos: no museu do estádio de San Siro, em Milão, foi-lhe dedicada a primeira exposição de 2014, constituída por troféus e objectos históricos que marcaram a sua carreira, incluindo a camisola do jogo contra a Coreia no Mundial de 1966, em Inglaterra, no qual marcou quatro golos, além dos programas oficiais e bilhetes autografados das finais das Taças dos Clubes Campeões de 1963 3 1965, respectivamente em Londres (Milan) e Milão (Inter). Mais extraordinário, porém, foi o artigo que, sob o título Grandeza sem arrogância, o jornal do Vaticano L'Osservatore Romano lhe devotou, ilustrado por uma foto que correu mundo na qual se vê o Pantera Negra em posição acrobática perfeitamente sincronizada, todo no ar, a disparar de pé esquerdo um remate fulminante para golo. Ali são exaltadas a sua fidelidade a um só clube (o Benfica), a sua recusa em deixar-se instrumentalizar na guerra colonial com Moçambique (onde nasceu), a sua simplicidade e, por fim, a classe portentosa.
2. Finalmente , a FIFA decidiu levar à próxima reunião da International Board, no dia 1 de Março em Zurique, alguns dos problemas mais quentes com que hoje o futebol se defronta: a entrada em campo do video-replay (moviola); a expulsão temporária de jogadores faltosos; a abolição da tripla sanção (expulsão, penalty e castigo ao infractor) e a sua substituição por penalty e advertência. Para início de conversa já é salutar."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

Ferrari para a vitória...

Benfica 2 - 0 Sporting

Passámos ao lado da goleada, com uma excelente exibição, consistente, quase sem erros individuais defensivos... Com um pouquinho mais de calma no momento do remate, e o resultado seria histórico!!! Foi um jogo de sentido único, mesmo quando o Benfica recuou um pouco e deu a bola ao Sporting, no inicio da 2.ª parte, foi sempre o Benfica a equipa mais perigosa, o Sporting só criou uma jogada perigosa de sua iniciativa, sem ressaltos, ou faltas não assinaladas... E mesmo aí, foi mais demérito do Maxi/Markovic que não anteciparam aquilo que o Heldon ia fazer...!!!
Oblak com pouco trabalho, mas com qualidade, tanto no ar, como nos remates de fora... Centrais impecáveis, mais um grande jogo do velhinho Capitão... Um dos melhores jogos do Siqueira... O Maxi está mais selectivo nas subidas, o que é bom, aquela jogada do Heldon foi a única nódoa... O Fejsa só falhou um passe no início do jogo, de resto muito bem na antecipação, muito bem na construção de jogo quando recuava para o meio dos Centrais... O Nico marcou, e fez jogar, correu muito no ataque e a defender, não merecia aquele golo falhado no final da 1.ª parte... O Markovic não fez nenhum daqueles sprint's que nos habituou nos jogos grandes, mas além de estar a defender muito melhor, não teve nenhuma daqueles perdas de bola irritantes... O Lima e o Rodrigo correram muito, mas desta vez o Lima esteve melhor, muito bem a recuar e abrir espaços... Quando as coisas começam a correr mal ao Rodrigo, o rapaz enerva-se, e nada lhe corre bem: foi exactamente isso que aconteceu hoje, muita corrida, muitos remates, e muitas decisões erradas...
O Enzo voltou a ser o melhor em campo, tanto a defender como a atacar. Foi o grande desequilibrador da equipa, e ainda demonstrou outra qualidade rara: 'cabeça'!!! Depois de ter levado o amarelo, conseguiu controlar os ímpetos, e não deu qualquer hipóteses de levar o 2.º !!! Foi um autêntico Ferrari todo-o-terreno, como já é habitual...aquelas arrancadas típicas do Enzo, pelo meio, de peito feito, e passada larga, são a imagem de marca do Argentino... só falta melhorar um pouco nos passes longos nas costas da defesa adversária...!!!
Amanhã irei rever o jogo na TV, mas no Estádio achei a arbitragem vergonhosa, com um critério técnico e disciplinar do mais inclinado possível... é verdade que não houve nenhum lance 'importante', mas as faltinhas foram sempre para o mesmo lado, e os cartões aos Lagartos só apareceram no final da partida...

A caminho de casa, ouvi a Antena 1, é incrível como é que de repente a estratégia Lagarta que durante 48 horas, foi elogiada por todos, passou a ser 'suicida'!!! Incrível como a 'culpa' não foi do treinador do Sporting, mas sim do adiamento do jogo, e da perda do efeito surpresa!!! E já agora, mais um 'cueca' do Patrício na Luz, e mesmo no grande golo do Enzo, a bola não foi muito bem colocada!!!
Os Lagartos 'venceram' nos comunicados ridículos, e o Benfica venceu em campo... E desta vez nem penalty's têm para protestar...!!! O relvado aguentou a muita chuva que caiu durante o dia, mas ainda se nota que não está na condição ideal...

Estamos em 1.º lugar, mas a vantagem é curta. Os 4 pontos para os Corruptos são de facto 1 ponto de vantagem, porque não nos podemos fiar na última jornada apitada pelo Proença... Perder pontos no próximo jogo em Paços é proibido...!!! 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os Engenheiros !!!

Em cada português existe um treinador de futebol, em cada português existe um potencial gestor futebolístico... tudo isso já sabíamos, a partir de ontem, também ficámos a saber que em cada português existe um Engenheiro Civil, e um técnico da Protecção Civil !!! Está no nosso ADN...!!!
Também fiquei chateado ontem no Estádio ao saber que o jogo seria adiado, do local onde estava não me apercebi da gravidade da situação... quando cheguei a casa, mesmo com mais informação, não comentei o caso. Não tenho dados suficientes.
Mas de todas as declarações, aquelas que achei mais relevantes, foram as do Mário Dias. Que me obrigam a perguntar:
Se existiam obras de manutenção a decorrer, os últimos funcionários a deixar o serviço (na Sexta provavelmente...), deixaram tudo em condições, ou esqueceram-se de apertar alguns rebites?!!!
E se a resposta à pergunta anterior for positiva, deverá o Benfica reclamar a quem de direito, uma indemnização pelos prejuízos financeiros que sofreu?!!!

Mesmo assim a maior estranheza ao sair da Luz, foi a aparente forma civilizada como a Direcção Lagarta se comportou... como é que eles hoje se iriam queixar de penalties não assinalados, sem que o jogo tivesse sido realizado?!!!
Mas não existem razões para preocupação, menos de 24 horas depois, os Lagartos voltaram aos comportamentos habituais, os 2 comunicados entretanto publicados (haverá mais?!!!), são prova da demência mental dos ditos cujo...
Invocar hipocritamente artigos do regulamento, não aplicáveis ao caso, para tentar passar uma imagem de fair-play, é bem demonstrativo do carácter dos representantes da instituição... A preocupação com saúde dos incendiários - que por acaso estavam exactamente no lado oposto do Estádio, em relação ao problema da cobertura... -, além da habitual estratégia populista, prova que esta gente não é de confiança...

Eu, que até sou um grande apologista de estratégias de alianças, para derrubar os Douradinhos, ao contrário de outros Benfiquistas, não tenho a mínima esperança na actual Direcção Lagarta... São tão maus como os outros. O facto de serem menos subservientes aos Corruptos do que os anteriores, para mim, não é suficiente!!!

A pescada

"1. A viagem do Benfica às Antas para jogar a meia-final da Taça da Liga foi adiada, pelos vistos. O FC Porto não só tem feito questão de adiar a conquista da sua primeira Taça da Liga ano após ano, como faz questão de adiar o próprio desenrolar da competição. Na época passada, por via de três jogadores que entraram em campo 15 minutos antes do tempo permitido pelos regulamentos, abriu-se um inquérito (daqueles que só servem para gastar papel, pois no Futebol português há os inimputáveis e os outros). Esta época, abre-se um inquérito por onze jogadores que entraram em campo depois da hora assinalada pelos regulamentos. Gasta-se mais papel e a decisão é como a pescada: já era antes de ser. Não estranho. Que seria de esperar (esperar é o verbo correcto) de um clube que não sabe ao certo em que ano foi fundado? Puro anacronismo.

2. Não sei se, como diz o Azeiteiro-da-Cabeça-de-Unto, Portugal merece ou não os árbitros que tem. Portugal não tem merecido grande coisa nos últimos 150 anos, na verdade. Aqueles que verdadeiramente gostam de Futebol não merece, com certeza, arbitragens tão manhosas. E os tais profissionais-à-pressão, que nem sabemos se têm horário de trabalho ou se continuam a gerir a vidinha à medida das suas conveniências, também não merecem a gigantesca paciência de quem assiste semanalmente a tantas trapalhadas. Pagas a condizer..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um Maio louco em Lisboa!

"Na época de 1953/54, Benfica e Sporting disputaram quatro dérbies no espaço curto de 15 dias. Todos no Estádio Nacional. Nesse ano a vantagem foi dos leões...

A história das grandes instituições não é construída apenas de momentos brilhantes. A história dos grandes clubes não é feita somente de vitórias. Cabem nelas também derrotas feias, algumas lendárias, outras simplesmente dignas.

Hoje vou falar de derrotas. Daquelas derrotas que aos corações vermelhos dos benfiquistas mais doem, frente aos rivais de sempre, os que ficam hoje em dias do outro lado da avenida, Avenida General Norton de Matos para ser mais concreto: o Sporting claro está!
É semana de dérbi. É semana em que Lisboa se anima de um nervoso miudinho que vai para além do frio chato deste Inverno que nos cobre.

A espera é lenta, o tempo parece passar mais devagar no tique-taque dos ponteiros do relógio, mesmo que haja pelo meio a formalidade de uma viagem a Penafiel para o Benfica, já que o Sporting ficou pelo caminho, precisamente num dérbi, e dos bons!, na Luz com um 4-3 à moda antiga.

Vou para mais uma viagem ao passado, sessenta anos já decorreram (ou ainda não, perdão, faltam quatro meses) sobre aquela aventura de quatro derbies disputados em quinze dias, todos eles oficiais, está bem de ver. Isso mesmo: 15 dias  quatro Benficas-Sportings! Um luxo para os adeptos!
Estávamos em Maio. Maio de 1954. A última jornada do Campeonato inclui um Sporting-Benfica, no Estádio Nacional (houve uma altura em que era moda jogar-se o dérbi no Estádio Nacional, era moderno, levava mais gente, o passeio à Cruz Quebrada era convidativo), foi um Campeonato pobre do Benfica, ficou-se pelo terceiro lugar, a nove pontos do primeiro (o Sporting) e a quatro do segundo (o FC Porto). Na primeira volta, no mesmíssimo Estádio Nacional, vitória dos leões: 2-0, golos de Martins. Não houve vingança: o Sporting ganhou outra vez, agora por 3-2 de Janos e Martins outra vez (2), e de Águas e Salvador para os 'encarnados'.

Isso foi no dia 16. Pois no dia 23, Benfica e Sporting voltavam a entrar em campo. Agora era para a Taça de Portugal que, nessa época, se jogava totalmente após o final do Campeonato, assim a modos como que a fechar a temporada. Quartos-de-final. Jogavam-se a duas mãos. O recinto era o mesmo, o Estádio Nacional, e o Sporting recebia o Benfica, se assim se pode dizer. Vitória igualzinha à anterior. Com outros protagonistas. Aos 82 minutos, era o Benfica que estava em vantagem, golos de Arsénio e Calado contra um de Galileu. Depois tudo mudou. Travaços e Mendonça viraram o marcador do avesso, aos 82' de penálti e aos 86.

O empate e o desempate
Cabia desta vez ao Benfica jogar em casa, salvo seja. E assim, eis que os dois rivais voltam a subir ao relvado do Estádio Nacional no dia 30 de Maio para mais um tira-teimas. Vitória das 'águias', finalmente. E, para cúmulo do requinte sádico, com um resultado de 2-1 mas com os 3 golos a serem marcados por jogadores do Benfica: Salvador e Arsénio na baliza certa, Calado na baliza errada, a de Bastos. A «traição» de Calado registou-se aos 2 minutos. A reviravolta teve lugar aos 36' e 71'.
Ora, como a regra dos golos em casa alheia não fazia lei, obrigava o regulamento a um desempate.
Muito bem, marcou-se logo para o dia seguinte, isso mesmo, que também não fazia lei a regra do descanso das 72 horas.
Inevitavelmente no Estádio Nacional, no dia 31 de Maio de 1954, jogou-se o quarto dérbi desses loucos 15 dias de Lisboa. Nova vitória do Sporting por 4-2, caminho aberto para a final e vitória na prova num ano em grande para os rapazes de Alvalade. Arsénio pôs o Benfica em vantagem logo no primeiro minuto. Debalde. Travaços empatou aos 12 de penálti. Arsénio deu nova vantagem aos 30. O quarto-de-hora final foi fatal para o Benfica: Vasques, Albano e Martins resolveram a compita.
Mas as derrotas, nos grandes clubes, servem para ganhar alento para novas vitórias. O Benfica não iria esperar muito tempo pela desforra: na época seguinte, 1954/55, venceu o Campeonato e a Taça de Portugal. Vencendo o Sporting na final do Jamor, por 2-1: entre os dois rivais de Lisboa há sempre contas para ajustar..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Enervante

"1. Tudo nos correi mal em Barcelos num daqueles jogos em que deveríamos ter ganho e até com alguma facilidade, dada a diferença de valores entre as duas equipas. Mas, primeiro um 'relvado' que mais parecia um batatal, depois uma 'distracção' do Siqueira, um falhanço do Oblak e um 'erro de casting' contribuíram par um resultado absolutamente imerecido, tantas as oportunidades que tivemos para marcar e que a relva, o guarda-redes e o azar não deixaram concretizar. É um daqueles jogos em que, em várias ocasiões, apeteceu partir a televisão que, coitada, não teve culpa. Mas era o que estava à mão...
Valeram os resultados negativos do FC Porto e do Sporting. O Campeonato faz-me lembrar o de 2004/05, que ganhámos com Trapattoni como treinador e uma equipa qualitativamente bem inferior a esta. Nesse ano, os três 'grandes' foram perdendo pontos inacreditáveis e acabámos campeões, concluindo o Campeonato com o célebre golo de Luisão ao Sporting e um empate no Bessa. Tenho-me lembrado bem desse título este ano, face aos nossos enervantes empates com Belenenses, Arouca e Gil Vicente...

2. Terminou (será que terminou mesmo?) essa estúpida 'janela' de transferências de Janeiro (e, pelos vistos, Fevereiro), que muito interessa a empresários e jornais mas ajuda a descaracterizar o Futebol, que era bem mais verdadeiro e genuíno quando os jogadores se mantinham ligados ao mesmo clube ao longo de vários anos, permanecendo depois como símbolos desse mesmo clube, como foi o caso de Eusébio, Coluna, Águas, Ângelo, Humberto, etc., etc. e é agora Luisão. Perdemos Matic (mal 'perdido' mas a fraca figura na Champions não deve ter deixado alternativa) e iremos perder André Gomes e Rodrigo por valores bem acima do espectável. E vamos a ver se da Rússia não virão tristes novidades...

3. Li em A Bola de sábado passado um grande (e justíssimo) elogio de José Eduardo, sportinguista confesso, ao nosso Museu Cosme Damião que, como ele diz, não é apenas um museu do Benfica, é-o de Lisboa, do País e do Mundo. Dai que ache muito pouco os 30 mil visitantes que já teve desde o dia da inauguração. Merece muito mais e compete-nos a nós, benfiquistas, incentivarmos os nossos conhecidos, do Clube ou não, a lá ir. Não se arrependerão."

Arons de Carvalho, in O Benfica

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Matiné agradável...

Benfica 36 - 23 ISMAI

Jogo fácil, como era esperado, mesmo com as muitas ausências... excelente oportunidade para os mais novos se mostrarem à equipa técnica...
A meio do primeiro tempo, ainda tivemos uma 'branca' colectiva, mas com o desconto de tempo pedido, tudo voltou ao normal...
Nota para estreia do Hugo Figueira na Luz... espero um regresso rápido do Álamo, mas o Figueira tem características diferentes, e um conhecimento muito maior, do tipo de remates dos nossos principais adversários... acho mesmo que o Figueira nos remates de 2.ª linha é melhor!!!