Últimas indefectivações

sábado, 8 de outubro de 2016

Continental, mal encaminhada...!!!

Barcelos 5 - 4 Benfica
Rodrigues, Nicolia, Adroher

Para quem não sabe a Taça Continental no Hóquei em Patins, é como a Supertaça Europeia no Futebol.

Depois do último jogo a equipa ter parecido querer voltar às boas exibições, hoje, voltámos à 'pré-época': mau!!! O 5-4 no fim até não é muito mau, tendo em conta que esteve 5-2 a pouco minutos do final, mas ao Campeão Europeu exige-se mais...
Ainda temos a 2.ª mão na Luz, mas será muito complicado, ainda por cima quando sofremos golos em praticamente todas as 'bolas paradas' (Livres Directos e penalty's, hoje foram 4!!!), e não conseguimos marcar um sequer (hoje, falhámos 3 Livres Directos!!!).

Já agora, os golos fora, não 'contam' a dobrar em caso de empate!

Vantagem...

Benfica 31 - 26 Kaerjeng
(18-15)

Bom resultado... num jogo muito equilibrado, onde o Benfica conseguiu nos últimos minutos, conquistar uma vantagem muito interessante...
A Taça EHF, tem um nível superior à Challenge, esta equipa do Luxemburgo tem muitos estrangeiros, e são fisicamente fortes... e apesar dos 5 golos, a eliminatória não está ganha!

É só falazar, falazar

"Era desnecessário o comunicado do Benfica a explicar aos incautos que o presidente do clube ao dizer 'por favor, não falem dos outros clubes' não feriu nem os Estatutos do Clube nem a Constituição da República restringindo o direito à liberdade de expressão dos adeptos e aos associados com maior ou menos expressão pública, o que seria francamente intolerável. As próprias palavras de Luís Filipe Vieira seriam desnecessárias se a Natureza providenciasse a todos os da sua casa lucidez e modéstia em doses bastantes para que ninguém sucumba à doença infantil da microfonite aguda face à tenda que se vê montada do outro lado da rua.
Vieira sabe que, pelo segundo ano consecutivo, o Benfica está a ser levado ao colo por aquilo a quase convencionou chamar, por respeito à instituição, 'comunicação' do Sporting e que, por incrível que pareça, já conheceu melhores dias. Se, por exemplo, o 'kit' Eusébio fez o seu relativo furou na imprensa em Outubro de 2015, já esta 'denúncia' de Outubro 2016 sobre ameaças a árbitros não mereceu sequer chamada de primeira página nos três jornais desportivos em circulação. Imagine-se só o que será e o vai acontecer à denúncia de Outubro de 2017.
Basicamente será aquele estribilho que já cantava a Beatriz Costa, em 1936, numa revista do 'Parque Mayer:
- É só conversar, falazar, falazar...
Foi um sucesso imediato. O espectáculo esteve meses em cartaz e tinha o curioso título de 'Arre Burro!'
É portanto, do interesse de Vieira, porque é do interesse do Benfica, obstara que sejam os franco-atiradores benfiquistas e preencher o espaço noticioso sobre o actual momento do rival. Houvesse coragem e esses blocos informativos seriam ocupados pelas reflexões provenientes da 'massa crítica' do Sporting que começa agora a sair da clandestinidade fazendo até por merecer uns valentes apodos do presidente em exercício, o que também não nos diz respeito.
Com a eleição de António Guterres para secretário-geral da ONU, confirma-se a velha denúncia de Pinto da Costa. O Benfica persiste em 'meter gente em lugares importantes'. Parabéns!
Na morte de Mário Wilson, disse Toni que com ele privou no futebol mais do que ninguém entre os ainda vivos: 'O teu filho branco curva-se perante a memória do seu segundo pai.' Poucas palavras, é certo, mas que nos dizem tanto sobre Mário Wilson e, obviamente, sobre o próprio Toni. E, perdoem-me o abuso, poucas palavras que nos dizem tanto sobre aquilo que queremos que nunca deixe de ser o Benfica."

O futebol e os terroristas da palavra

"A liberdade de expressão que a democracia consagra não legitima a ofensa nem o insulto. É que a democracia não é o sistema político do caos.

Invocar o 25 de Abril e a democracia, em nome da liberdade ao livre insulto e à ofensa, é uma infâmia para o 25 de Abril e uma manifestação da mais profunda e obscura ignorância sobre os valores fundamentais da liberdade.
A democracia não é o sistema político do caos, do direito à irresponsabilidade dos actos e da consagração do ataque ao direito dos cidadãos ao seu bom nome.
Nenhuma sociedade organização resistiria a esse caos e o futebol também não. Daí que seja necessário colocar um travão na crescente irresponsabilidade das afirmações e das ofensas que por aí se fazem de forma gratuita e livre, compensando os difamadores, os terroristas da palavra, os instigadores do ódio e da violência.
Por isso, é para mim indiscutível que o presidente do Benfica faz bem em definir uma política oficial de recusa em entrar nessa guerra destruidora do futebol e que só acontece por quase absoluta impunidade dos responsáveis.
Pode dizer-se que é uma manifestação hipócrita, uma vez que o mundo da comunicação tem muitos exemplos de benfiquistas, com ou sem responsabilidades nos órgãos do clube, que garantem o lado bélico dessa comunicação, mas é também óbvio que o controlo dessas situações deve ficar ao juízo dos órgãos certos: no mundo civil, os tribunais; no mundo desportivo, a justiça desportiva. Uns e outros devem exercer as suas funções com competência e rigor.
Sempre tem havido, em Portugal, a má tradição de desresponsabilizar os culpados, dizendo que, afinal, todos somos culpados, os dirigentes, os treinadores, os jornalistas, os roupeiros, o povo do futebol. Mas não é verdade. Há uns que são culpados e outros que são inocentes. Numa sociedade justa e livre torna-se necessário julgar e penalizar os culpados e ilibar de responsabilidade os inocentes.
Parece simples, mas, em Portugal não é assim tão simples e no futebol português é, ainda, mais complicado.
Por isso se tem assistido, nos últimos tempos, a uma constante subida do tom na escala de violência dos discursos. Alguns, a aparecem travestidos de uma falsa linguagem de coragem, assentam apenas numa manipulação oratória de raiz populista, ocos de conteúdo e de argumentos, que apenas tendem a acender de paixão, mas também de ódio, os corações dos adeptos menos racionais.
Os objectivos sãos os de sempre: desresponsabilização dos maus resultados desportivos, criação de um clima de medo e de perturbação que permitem o beneficio do infractor.
Não há, aliás, muito de original, nisto. A história do futebol português está cheia de episódios destes, em que a poeira e o ruído dos discursos inflamados e dos apelos mais ou menos declarados à cegueira dos homens, em nome do amor ao clube, determinaram tempos negros e que não podem, nem devem ser esquecidos.
Nesse aspecto, a história repete-se. Em farsa, dirão alguns que aligeiram a situação. Sim, mas em farsa que pode vir, em qualquer altura, degenerar em tragédia.
A acontecer, virão as carpideiras do costume condenar os excessos de todos e a irresponsabilidade crónica das pessoas do futebol. Lamentar os acontecimentos e rezar, pelas vítimas, três 'Pais Nossos e cinco Avé Marias'. Aliviarão, assim, as más consciências.
Prefiro alertar antes para a alta probabilidade de numa altura em que o campeonato estiver mais aceso de emoções e de paixões se possa instalar um clima de violência preparada e criada, ao longo dos meses, por esses terroristas da palavra.
Julgarão alguns que defendo um estado policial para o futebol. Não. Defendo, apenas e só, um estado de direito em Portugal.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Benfiquismo (CCXLIII)

O Rei e o King...!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Um bom dia para o Sporting

"A vitória sobre o Feirense, conjugada com o empate do Sporting em Guimarães, deram uma liderança mais sólida ao Benfica. Neste momento, o melhor ataque, a melhor defesa e a única equipa sem derrotas é também o líder do campeonato. É bom que seja o Benfica, mas só conta na jornada 34. O caminho continua de forma competente e serena com olhos postos no 36.º título.
No dia em que o presidente leonino anunciava a conquista de quatro novos títulos, e a certeza da conquista este ano do 23.º, a sua equipa empatou um jogo em que ganhava 3-0 a 15 minutos do fim. Só por maldade ou antisportinguismo se pode considerar que não foi um dia bom na história do clube. Não tenho a mesma certeza do presidente do Sporting, mas sei que Jorge Jesus irá lutar e disputar o campeonato até ao fim e é, por agora, candidato legitimo à sua conquista.
A lesão de Adrien é uma baixa em Alvalade, um indiscutível no onze, mas agora dá para os rivais imaginarem o mérito do Benfica no último mês, sem seis titulares, ter conseguido chegar à liderança do campeonato. Benfica, Sporting e FC Porto serão candidatos e lutarão pelo titulo até ao fim. Retirar o FC Porto das contas seria um erro fatal para os dois clubes com sede em Lisboa, seria ignorar a história.
Pizzi e Nélson Semedo foram chamados com justiça por Fernando Santos. Desejo só que não se lesionem.
A despedida de Mário Wilson, que na minha juventude era o bombeiro de serviço das crises encarnadas, e a que sempre associo aquela educação e civismo próprios de um grande senhor, foi um momento triste da semana.
Um secretário-geral das Nações Unidas adepto do Benfica foi o momento mais positivo desta semana, na qual a violência verbal e o insulto passaram todos os limites do razoável. Fiquemos com o que é bom, e lembremos sempre Mário Wilson."

Sílvio Cervan, in A Bola

No bom caminho

"Disse o pastor: 'Os nossos rivais estão obcecados com o nosso comportamento exemplar financeiro versus o seu que se degrada a cada dia e pensam que mentindo sobre os outros vão podendo esconder a sua real situação. E atenção às dívidas que estão no dito banco mau... não me parece terem entrado nas contas que o Expresso fez na excelente tentativa de apresentar as contas consolidadas do Benfica visto que este se recusa a fazer'.
Anuíram os carneiros: 'Ámem'.
Solto eu: 'Ah Ah Ah'.
E lamenta-se uma amigo meu: 'Um dia ainda o hei-se apanhar a dizer a verdade'.
Falando de coisas sérias, o Benfica lidera o Campeonato Nacional à sétima jornada com 19 pontos em 21 possíveis, tem a melhor defesa e é a equipa mais concretizadora. Sem deslumbrar, a nossa equipa tem apresentado consistência e mentalidade competitiva, o que é de enaltecer, tendo em conta a inacreditável onda de lesões que a tem afectado.
Falando de cosias ainda mais sérias, foi realizada, na passada sexta-feira, a Assembleia-Geral para apreciar e votar o relatório de gestão e as contas do exercício de 2015/16 do clube, na qual, diga-se de passagem, foram apresentadas as contas consolidadas. É pena que, por as AG's se tratarem de um dos momentos mais importantes da vida associativa, não tenha sido tão participada quando julgo que deveria.
O relatório foi aprovado com cerca de 91% dos votos. Tendo em conta o actual momento desportivo do clube (competitivo em todas as modalidades de alta competição) e as contas apresentadas (lucro nas individuais e nas consolidadas, receitas recorde, incremento da quotização), surpreende-me é que não tenha havido unanimidade na sua aprovação."

João Tomaz, in O Benfica

58637

"Descansem, não vos venho falar de orçamentos, dúvidas, perdões bancários, jogadas financeiras para parecer que tudo está bem. Isso é aqui ao lado, junto à churrasqueia do Lumiar. O número de que me apetece falar é o de Domingo passado: 58637. Foram estes os Benfiquistas (e alguns adeptos feirenses) que estiveram na Catedral a assistir a mais uma vitória do Tricampeão nacional. E tudo isto depois de uma derrota amarga a meio da semana em Nápoles...
É também nestes números que ninguém nos bate. Em três jogos disputados na Luz, a me´dia de espectadores é de 55700 pessoas. Sim, mais do que a lotação de qualquer outro estádio em Portugal. E isto em partidas com Vitória de Setúbal, SC Braga e Feirense. E nos quatro jogos fora do SL Benfica, quatro casas cheiras em Tondela, Choupana, Arouca e Chaves.
Se, nas bancadas, não restam dúvidas de quem é o líder, em campo ainda menos. Ao fim de sete jogos, temos mais pontos, mais golos marcados, menos sofridos e continuamos invictos, com três pontos de avanço para segundo e terceiro classificados.
O campeonato vai parar agora, para os compromissos da selecção. E durante essas semanas de pausa, adivinhem quem vai passá-las a remoer-se, a pensar no que podia ter feito e não fez. Imaginem quem é que vai dificuldades em dormir à noite, quem é que vai questionar-se 'mas como é que eles conseguem estar à frente isolados, com tanta gente no estaleiro?' Eu não sou, de certeza. Nem vocês, que acreditam no Benfica, nos seus jogadores, nos seus técnicos e no seu projecto.
Agora, meus caros e minhas caras, é continuar o bom trabalho, é continuar a dar um passo a seguir ao outro, com respeito e responsabilidade, sem euforias. Estamos no caminho certo."

Ricardo Santos, in O Benfica

Casa cheia

"Os quase 60 mil que estiveram presentes no Benfica-Feirense criaram uma atmosfera extraordinária, galvanizaram a equipa para mais uma vitória, e expressaram duas evidências que não podem passar em claro.
A primeira é a de que o futebol disputado à luz do dia tem outro encanto, e cativa muito mais adeptos. Quem viva na zona de Lisboa talvez não entenda quão importante são os horários dos jogos para Benfiquistas que se deslocam de vários pontos do país - de Trás-os-Montes ao Algarve -, e têm de regressar a casa a tempo de poder trabalhar no dia seguinte. Uma partida realizada numa noite de domingo deixa automaticamente de fora uns quantos milhares de pessoas que, simplesmente, não podem ir. Diga-se, em nome da justiça, que a BTV deu um grande impulso no regresso do futebol à sua hora tradicional. E a consequência tem sido um assinalável acréscimo do número de espectadores no estádio.
A segunda evidência é a de que a nação Benfiquista não tem quaisquer dúvidas acerca da grande prioridade para esta temporada. Mesmo depois de uma derrota europeia, o clima de apoio, de alegria, e de entusiasmo, foi um sinal inequívoco do que o povo efectivamente quer. E isso escreve-se com cinco letras: Tetra!
A Champions é uma competição maravilhosa, que proporciona grandes espectáculos, permite valorizar jogadores, e encher os cofres. Mas nenhum clube português tem condições de a vencer. Chegar longe é fantástico... quando se é Campeão Nacional.
A Liga Portuguesa é pois o foco onde devem estar concentradas todas as nossas energias. É nela que se vai escrever o destino da época. Os adeptos sabem isso."

Luís Fialho, in O Benfica

Ignorai-os!

"Lembremo-nos, ao menos, do exemplo do velho capitão Wilson, porque são homens desses que fazem bem ao futebol.

Ter sucesso no futebol não pode ser apenas ganhar. Ter sucesso no futebol, como na vida, tem de significar, empreender, construir, criar, tornar forte, mostrar vontade, ambição, carácter, carisma e compromisso, lealdade ao jogo limpo e respeito pela ética. Ter sucesso deve resultar de qualidade do que se faz; não deve ser perseguido sem olhar a meios para atingir o fim e muito menos aceitá-lo qualquer que seja o preço.
Pelos universos de Benfica e Sporting o ruído está a tornar-se ensurdecedor, pela voz de dirigentes (ir)responsáveis, comentadores facciosos, opinadores inconscientes, gente cega que vai perdendo cada vez mais a estribeira, o respeito e até a noção do ridículo.
Não vale a pena ir mais longe porque nenhuma dessas personagens merece que se vá mais longe.
Mas vale a pena registá-las para não nos esquecermos dos disparates que cometem; vale a pena marcá-las para evitar misturas; e, por fim, vale a pena ignorá-las para manter o ar respirável.
Não sei se deve o Senhor perdoar-lhes, mas seu que não sabem o que fazem.

Nem o que dizem!


O futebol merece que se fale de futebol. Que se fale do jogo. Que se fale do trabalho dos treinadores e do desempenho dos jogadores. O futebol merece paixão, fair-play, ambição e talento. Não merece jogo sujo!
O futebol não se joga de fato e gravata por muitos fatos e gravatas que gostem de o intoxicar. O futebol deve ser amado, não destruído. Deve ser discutido mas não enxovalhado.

Deixou-nos esta segunda, aliás, alguém que tinha tremenda ambição de ganhar mas paixão maior ainda por competir, lutar, melhorar o jogo e crescer.
Alguém que adorava ensinar e sabia ouvir.
Alguém que cumpria a regra e elevava a ética.
Alguém que quase não precisava de falar para se fazer ouvir.
Alguém que tinha realmente um carisma invulgar.
Mário Wilson, eternamente o velho capitão para muitos de nós, foi uma grande personalidade do futebol português. E foi no futebol, sem qualquer sombra de dúvida, um homem bom.
Conheci-o. E fiquei sobretudo marcado pelo tom de voz, pelo sentido de humor e pela bondade.
Honrar a memória de homens como Mário Wilson é honrar o futebol.
Honrar o carácter de homens como Mário Wilson é honrar a dignidade.
E a dimensão humana de quem, no futebol, procura intensamente ganhar respeitando profundamente o opositor.
Não são palavras bonitas agora que morreu.
Mário Wilson foi mesmo, em muitas coisas, um exemplo. Um bom exemplo!
(...)

'Penalty'
Defende o presidente da FIFA, Infantino, que mais tarde ou mais cedo venha a fase final do Campeonato do Mundo de futebl a ser disputada por 48 equipas. Mas terei ouvido bem? O diário francês L'Equipe definiu bem o que o senhor disse: «Ridículo!». É o que é.

Livre Directo
Escreveu Alex Fergunson num dos seus livros que um dos maiores perigos do sucesso é «deixarmos de ver e ouvir». Se bem o compreendo, vemos apenas o que nos interessa e só ouvimos o que nos convém. Devíamos escrevê-lo no espelho da cada de banho!

Livre Indirecto
É pena que a chamada de Pizzi à Selecção corresponda a mais uma lesão, desta vez a de Nani, que não pode hoje defrontar Andorra. Bem merecia Pizzi outro cenário. Um não-muito-bem-amado que tem sabido tornar-se um jogador mais forte e completo!"

João Bonzinho, in A Bola

PS: Uma das coisas que me faz mais confusão, nesta cobardia opinativa, é quando jornalistas profissionais condenam as opiniões de comentadores!!!! Extraordinário...
Esta confusão deliberada, entre posições institucionais e representativas dos Clubes, com comentários pessoais, é prova da falta de espinha desta gente...
Estará o senhor Bonzinho a falar de um dos Colunistas deste jornal?!!! Estará o senhor Bonzinho a falar da vergonhosa capa deste jornal da última Quarta-feira, onde transformou '3 frases', numa capa?!!! Em contraponto, com vários 'testamentos bíblicos' repletos da mais vergonhosa prosa... inqualificável para um Clube que se quer ser respeitado?!!!!
E todas as outras opiniões, publicadas por este jornal, de tantos outros colunistas, ao longo dos anos... com mentiras, revisionismos históricos nojentos, ofensas várias... será que nenhuma dessas opiniões mereceu o desagravo do senhor Bonzinho?!!!
E já agora, o ataque pessoal ao nível da tasca, é igual à defesa da honra?!!!
Será que existe alguém que tem a coragem de identificar a eleição do Babalu como o principio de uma das mais sujas fases do Tugão?!!! 

Valores fundamentais

"O desporto, e a sua principal modalidade em Portugal, o futebol, não pode deixar de ser uma escola de valores. Era impensável há cinquenta anos que vivêssemos um tão grande vazio. Com a mediatização que estas últimas décadas proporcionaram ao futebol português, temos assistido a uma inversão do espírito desportivo por parte de muitos dos agentes activos, mas com maior destaque para alguns dirigentes. Não se perde nenhuma oportunidade para se atacar o clube rival, que mais parece inimigo. A rivalidade deu lugar a uma inimizade crescente, que se tem tornado violenta, desproporcionada, e acima de tudo estúpida. Todos compreendemos a vontade de ganhar, a procura do sucesso, mas respeitando princípios e valores. Não pode valer tudo para se atingirem os objectivos, seja em que circunstância for. Será que não se consegue perceber que o sucesso de uma competição não se atinge apenas porque um é campeão, mas acima de tudo porque o equilíbrio competitivo torna esse campeonato qualitativamente superior? Esta é a formula de sucesso, e para isso é necessário não esquecer valores fundamentais.
Mário Wilson representou o que melhor havia neste espírito desportivo, livre de barreiras clubísticas, mesmo tendo preferência assumida por um clube. Para mim será sempre o treinador da Académica dos anos 60, da final da Taça com o Vitória de Setúbal. Por sinal a mais longa final. Lidei mais de perto com o Capitão quando me ajudou a compreender o Alverca. Não me disse como fazer, bem pelo contrário, obrigou-me a pensar nas soluções. Não foi o mais velho, sendo o mais velho. Não foi o treinador a falar, foi o homem a abrir caminho a um jovem. Esse humanismo tem que voltar ao futebol. Nós somos adversários, nunca inimigos. Pelo menos que nos fique o seu exemplo."

José Couceiro, in A Bola

PS: Este é um dos problemas do Tugão!!! O diagnóstico até está bem feito, mas chamar os bois pelos nomes, já é mais difícil!!! Enquanto se continuar a meter tudo no mesmo saco, com medo de parecer parcial, ou neste caso especifico, não querer apontar o dedo aos actuais dirigentes do clube do coração, nada mudará...
O Capitão Wilson, com toda a sua energia positiva, humanismo e bom astral, não fugiu ao confronto e à denúncia, das estratégias arruaceiras, manipuladoras, do execrável Pedroto... Até aí, nesse conflito, provou fazer parte das Forças do Bem...!!!
Ao contrário do que hoje acontece com a esmagadora maioria dos protagonistas, a optarem por uma suposta isenção, que acaba por reforçar as estratégias sujas dos Pintinhos e Babalus desta vida...!!! Também existe culpa por omissão...

'Cojones'

"O futuro do papel enquanto plataforma de jornalismo é indefinido. Discute-se muito em todas as redacções do mundo, levanta-se questões, lança-se variadas hipóteses mas... ninguém tem resposta séria à pergunta: «O que fazer?»
A verdade é que, seja qual for a plataforma, o cidadão comum continuará a querer estar informado. E, sobretudo, desejará estar bem informado. É por isso, também, que, há muito tempo, repito a ideia de que, seja no barro, seja em papiro, em papel, na rádio, na TV ou na net, o mundo pode mudar muito mais aquele que, na pré-história, bateu na pedra para deixar um legado informativo da sua realidade através de gravuras rupestres, esse continuará sempre por cá, ora a bater nas teclas dum computador, ora a falar para um microfone, ora a gravar um vídeo no telemóvel.
Mas só tem uma forma de sobrevivência para lá da voragem aparentemente alienada dos tempos de hoje: mais do que ser original, característica muito importante, tem de ser credível. E essa credibilidade constrói-se, nasce dos anos e anos de notícias verdadeiras, de respeito por fontes e leitores, de trabalho, muito trabalho.
É assustadora a voragem dos nossos dias, em que as informações nascem sabe-se lá como e sabe-se lá onde, até que se transformam em monstros que acham por invadir os meios chamados tradicionais ou credíveis. Continuo, porém (e chamem-me ingénuo), a acreditar que, no fim, a verdade vencerá sempre a mentira, o justo vencerá sempre o injusto e a realidade conquistará sempre a invenção...
Nem que seja necessário alguém com cojones, como um futebolista do país vizinho, convocar uma conferência de imprensa para explicar a um pseudo-jornalista que a partilha de um vídeo com comentários do que lhe parecer ser não é jornalismo; que a informação sem investigação não é jornalismo; que a cópia do que se faz na casa ao lado não é jornalismo."

João Pimpim, in A Bola


Benfiquismo (CCXLII)

Benfica e Santos !!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Guimarães (também) tem mais encantos na hora da despedida...

"Em Guimarães, mesmo com os falhanços tenebrosos do guarda-redes (tanto azar até parecia obra de bruxas) Marega resolve

O que é preciso para desviar atenções dos minutos finais
1. Na segunda e na terça, a página da Comunicação do Sporting, no Facebook, esteve em grande... agitação??? Denúncias sobre pressões feitas a árbitros, a que se seguiram comunicados para toda a gente no Benfica... incluindo eu!
O que é preciso inventar para desviar as atenções daqueles últimos minutos de Guimarães.
Começando pelo caso de maior gravidade, dizem ter recebido relatos de que elementos ligados à arbitragem estão a ser ameaçados (pelos próprios patrões e/ou superiores hierárquicos) de poderem perder os seus trabalhos fora do futebol se as coisas não voltarem ao que eram.
Tudo contado no local onde reside a dupla mais egocêntrica de Portugal.
Ao que se percebe, sem terem nenhuma prova dessas acusações...
Dúvida sobre essa mesma veracidade que mais se adensa quando o Presidente da Associação Portuguesa de Futebol (APAF) veio garantir, de imediato, desconhecer qualquer situação anómala que tenha envolvido algum dos seus associados???
Não os podemos levar a sério, tanto mais quanto isto aparece a seguir ao empate em Guimarães!
Desviar as atenções desse resultado risível, face às circunstâncias (e não por si, já que empatar com o Vitória, lá, não é um mau resultado), essa é a razão desse acto falhado.
Depois de tanto investimento, compreende-se o desespero.

Se a dos árbitros não pega, há sempre o Benfica para unir a malta...
2. Falhada essa manobra de diversão - que, espero, possa merecer a devida atenção do Ministério Público e do Conselho de Disciplina da Federação - seguiu-se o último recurso: atacar o Benfica!
Dá sempre uns títulos nos jornais e impede as vozes incómodas de poderem pôr em causa a guerra contra o inimigo.
E se as denúncias, pelo seu conteúdo, destituídas de sentido, e sem qualquer prova, me mereceram um sorriso (não tão grande, confesso, como o golo do empate em Guimarães), com os ataques ao Benfica demos umas boas gargalhadas.
Em vários comunicados - espero que o Director ganhe para tanto trabalho - foram falando de tudo. Da opinião de sócios como Pedro Guerra e André Ventura, de Rui Costa, de Luís Filipe Vieira, dos processos, das próximas eleições e... de mim.
Com o nível intelectual e a elevação a que nos habituaram (não, nisso não nos surpreenderem...).
Tenho pena que a página - dizem-me - tenha sido denunciada e tenham sido obrigados a republicá-la noutro lado.
Porque, apesar do que dizem, isso não apaga a cara dos dois...
Cara que, em bom português, só tem um nome!
Eu bem sei que nunca invocaram a ética nem a moral!
Porque não o querem - isso é claro - mas, deixem-me arriscar, também não devem saber o que isso é!
Talvez acreditem que a falta de carácter potencia a inteligência, mas quando esta não existe não há milagres.
Só lamento não poder lá ir votar nas eleições deles, porque votaria tantas vezes quantas me permitissem, para que estes (de preferência com o treinador e tudo, no embrulho) de lá não saíssem...
Terei pena se isso acontecer!
Até lá, terei pena pelas pessoas que, sendo do Sporting, respeito e considero.
Pelas que discordam e o afirmam plenamente, pelos que não têm coragem de o fazer, apesar de o sentirem, mas, acima de tudo, pelos que se põem em bicos de pés num apoio interesseiro, para ver se alguém se lembra deles e lhes dá alguma coisa (privei, de perto, com, pelos menos, uma dessas tristes figuras e sei bem o que pensava do Presidente de quem, agora, é um sabujo...).
Mas o tempo é o melhor remédio contra a demagogia.
Para eles, uma só garantia: contem comigo para continuar a defender os valores em que acredito, os princípios que tenho e as estratégias em que me revejo, convictamente, que não dependem de meros circunstancialismos ou de vulgares critérios de oportunidade.
Até porque, a nossa luta, hoje é, também, contra aqueles que ridiculamente usam a agressividade e a violência verbal, através de ataques inadmissíveis, puramente gratuitos - para disfarçar ou atenuar muitas fragilidades e uma incompetência ainda maior...
E sem qualquer classe (nunca a tiveram), apenas tendo como referências a inveja, o ódio, a maledicência e um egocentrismo totalmente desfasado da realidade.

Quem só sabe de futebol não percebe nada de futebol
3. Dos disparates dessa espécie de comunicado, dessa espécie de comunicação - liderado por um jornalista que fora daqueles ambiente soube ser jornalista (diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és) - nada me incomoda, excepto a afirmação de que o «melhor treinador do mundo» me causa «sobressaltos e calafrios»??
Se sobre o que dizem de mim todos sabem (incluindo o Director) ser um chorrilho de mentiras, já essa afirmação pode levar alguns incautos a julgar que pode ter um fundo de verdade.
Nada mais errado.
Perguntem lá a pessoa em causa se, ainda no Benfica, não sabia o que eu pensava sobre qual a decisão que tomaria se dependesse só de mim, essa decisão.
Nunca, mas nunca, deixei de dizer o que penso.
Por isso lhes vou dizendo do que não gosto!
Chegará o momento em que quem o defende, agora, e com o avolumar de experiências, será o seu maior critico.
Disso me avisou, logo na primeira época da pessoa em causa no Benfica, o então Presidente do Belenenses, Carlos Viana de Carvalho.
E como tinha razão!
Porque, também a quem hoje o defende ele saberá tratar como trotou outros.
Sejamos claros: não foi ele que salvou Luís Filipe Vieira de nada, mas antes o Presidente do Benfica que, depois de, em 4 anos, ter perdido os últimos 3 campeonatos, o não deixou acabar a carreira de volta quem sabe se ao Estrela da Amadora, o clube da sua terra, onde nunca ganhou nada (ao contrário de João Alves que até uma Taça de Portugal lá conseguiu).
Não, não tenho saudades, nem calafrios, nem sobressaltos de forma incrédula e imperdoável como perde jogos e títulos.
Ou, como diz o muito querido, respeitado e grande Professor Manuel Sérgio, «quem só sabe de futebol, não percebe nada de futebol»!
Querem melhor exemplo?
Ou acham que uma equipa perde 2-1 em Madrid, nos últimos minutos, perde 3-1 em Vila do Conde e empata 3-3 em Guimarães, depois de estar a ganhar 3-0 a 18 minutos do fim (para além de, com o Estoril, se o jogo durasse mais uns minutos, nunca sabermos o que poderia acontecer), se deve só a falhas dos jogadores, falta de marotice, cansaço de quem só faz meia parte, culpa dos árbitros, de tudo, menos de quem (ao que dizem) ganha cerca de 8 milhões de euros por ano?
Em Guimarães, mesmo com os falhanços tenebrosos do guarda-redes (tanto azar até parecia obra de bruxas) e de um penalty não marcado contra o equipa do «melhor treinador do mundo», Marega acabou por resolver.
Em Guimarães, se a equipa e os adeptos empataram, eles, os dois, foram goleados!
Por mais comunicados que façam, porque - lembram-se - «quem só sabe de futebol, não percebe nada de futebol»!

Mário Wilson
4. Do futebol de «pé descalço» para um dos palcos mais mágicos do futebol??? No relvado, como os banco, a assumir os comandos, com os seus inesquecíveis discursos empolgantes, como o que fez na gala dos 108 anos do Benfica???
Mário Wilson gritou-nos - de forma confidencial, como era o seu jeito - que tinha como ídolo e mestre Eusébio da Silva Ferreira, a quem jamais esqueceria.
E que desde muito jovem, ainda que em terras do seu ídolo, já era benfiquista.
Foi transferido para o Sporting, onde até ganhou um campeonato, mas até aí já era benfiquista.
Falava-nos sempre daquilo que sentiu e viveu ao servir o Benfica, repleto de recordações fantásticas.
Nesse dia, o dos 108 anos, a partilha da «magia única» que viveu e a grande lição que nos deu de que «só nós sentimos assim e por muitos desgostos que possamos ter, valores mais altos se levantam. E o valor mais alto que se levanta, em termos futebolísticos, chama-se Benfica».
Arrepiante!
Por tudo o legado que nos deixou, por tudo aquilo que nos ensinou, a todos, sem excepção, jogadores (actuais, ex e futuros), dirigentes sócios e adeptos, é uma enorme perda para a família benfiquista, a de uma figura ímpar, que nunca deixará de ser o eterno Velho Capitão.
Um monstro do futebol, disponível e afável, detentor de um coração enorme - quase tão grande quanto o seu Benfica.
Com a certeza de que, também com a sua ajuda, iremos lutar ainda mais pelo tetracampeonato e preparar o caminho para outros voos - fica a promessa!
Porque, os génios vivem para sempre.
Paz à sua alma!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Ainda a procissão vai num 'quinto'

"O Sporting tem um desaire, mais ou menos telúrico, e logo temos nós uma saraivada de comunicados oficiais, oficiosos, apócrifos, apagados e repescados sobre... o Benfica! Uma relação doentiamente pavloviana que envolve p 'diz-se que', 'parece que', agentes 'indeterminados, passivos crónicos' ('felizes os que têm passivos crónicos porque deles será a glória futura'), etc. Faz bem o Benfica em ignorar olimpicamente tanta certidão facebookiana e tanta cantoria twittiana.
Adiante, pois. Terminado o primeiro quinto da Liga, assinalo:
1. A consistência do Benfica com mais 7 p. do que na época passada, melhor defesa (a par do FCP=, melhor ataque (jogando quase sem atacantes). Tudo isto, antes do mercado de Outono reforçar a equipa com Jonas, Jiménez, Rafa, Jardel, Samaris, Zivkovic, Danilo. Ou seja, passar de Benfica A- (ou (B+) para A.
2. Com um excelente plantel, o Sporting tem jogado bem (desperdiçando, contudo, as melhores exibições, em Madrid e Guimarães). Estranhamente sofrendo muitos golos e não se libertando de um dos crónicos dilemas de Jesus: os laterais.
3. Com um aparente menor leque de soluções, o Porto está, pé ante pé, a encontrar um caminho que o consolida como um dos favoritos.
4. Das outras equipas, saliento o D. de Chaves e o Rio Ave não só pelas classificações, como pelo bom jogo. Ao invés, as decepções do Nacional (vaga ingerível de impedimentos) e o nosso Leicester, o Arouca, que custa a arrancar.
5. Uma palavra para as arbitragens, com um nível médio muito assinalável, sem casos gritantes, a não ser alguns obsessivos árbitros de televisão."

Bagão Félix, in A Bola

Sonhando SLB na Guiné-Bissau (I) !!!

Sonhando SLB em Havana !!!

Sonhando SLB no Funchal !!!

Sonhando SLB em Varadero !!!

Esclarecimento da Direcção de Comunicação

"Na sequência do esclarecedor apelo feito ontem pelo Presidente do Sport Lisboa e Benfica, e com o objectivo de eliminar a confusão intencionalmente gerada no espaço público, de quem pretende ligar o livre comentário de adeptos e simpatizantes do nosso Clube com as posições oficiais do Sport Lisboa e Benfica, cumpre esclarecer:
1. Os canais oficiais de comunicação do SL Benfica são a BTV, o Jornal “O Benfica”, o Site Oficial do Clube e todos os sítios nas Redes Sociais devidamente identificados e registados.
2. As únicas pessoas que vinculam e representam oficial e publicamente o Sport Lisboa e Benfica são o presidente do Clube, os dirigentes em atos de representação oficial do Clube e outros profissionais da instituição devidamente mandatados para o efeito.
3. As opiniões, comentários e análises das diferentes personalidades Benfiquistas, que apenas na sua condição de adeptos e simpatizantes participam em programas de comentário desportivo, não vinculam a nenhum nível o Sport Lisboa e Benfica.
4. Consideramos abusiva, maldosa e provocadora qualquer insinuação sobre qualquer eventual relação entre as opiniões e comentários desses respeitáveis adeptos no espaço público com as posições oficiais do Sport Lisboa e Benfica ou desta Direcção de Comunicação.
5. O Benfica sempre foi um espaço de liberdade, e a participação nesses debates de adeptos e simpatizantes do nosso Clube insere-se no uso legítimo dos seus direitos individuais, não podendo eles próprios sentir-se limitados pelas insinuações que se pretendeu criar, confundindo a sua livre expressão com posições mandatadas.
6. Reafirmamos a importância do apelo do presidente aos adeptos benfiquistas sobre a importância do uso criterioso da palavra nos espaços públicos, contributo essencial para a mais sã convivência e respeito devido entre todas as instituições desportivas.
Direcção de Comunicação SLB"

Benfiquismo (CCXLI)

Glória, aos ombros da onda vermelha !!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A melhorar...

Benfica 34 - 20 Avanca
(15-11)

Foi um dos melhores jogos que assisti esta temporada, da nossa equipa. Notou-se que houve 'conversa' e a equipa hoje, tinha um objectivo claro: sofrer poucos golos! Algo que não aconteceu em vários jogos!!!
Recordo que o Avanca está a fazer um excelente Campeonato.

O Terzic mostrou alguma coisa no 2.º tempo, espero que isto seja uma tendência para continuar...

No Sábado temos jogo Europeu, na Taça EHF, com o Kaerjeng do Luxemburgo, na Luz.



PS: A secção feminina de Rugby continua a somar títulos! Desta vez foi a Supertaça de Sevens, com uma vitória sobre o Sporting por 12-7.

Mário Wilson sempre

"O desporto, como tudo na vida, precisa da memória da excelência, como património geracional que se prolonga pelo tempo e não fenece. Quis o destino, que a morte de Mário Wilson tenha acontecido num tempo conturbado do futebol, cada vez mais apartado do ideal desportivo genuíno e sadio da competição.
Por isso, é importante, aqui e agora, evocar o Capitão ou o Velho Capitão como era tratado e conhecido, quando chamar ao treinador mister entre muitos misteres era ainda uma inexistência.
Ainda me recordo de Mário Wilson como jogador da Académica numa famosa dupla defensiva com Mário Torres. Mas, é na qualidade de condutor de homens e treinador profundamente humanista que agora escrevo estas breves palavras. Tive a oportunidade de com ele falar várias vezes. E, ao ouvi-lo, sentir a magnanimidade do carácter, a lhaneza do trato, a respiração da experiência, o personalismo afectuoso da relação, a convicção firme, mas sem arrogância, a lucidez apaixonada, o discernimento sábio, o optimismo temperado, mas contagiante.
Mário Wilson representou sempre, o lado bom do futebol. Bom no dever, na entrega, na simplicidade natural, até na utopia e no sonho. Mas também no exemplo, na autenticidade, no companheirismo. E no sentido da união e do trabalho gregariamente solidário.
Mário Wilson representa para mim uma certa expressão do desporto que deixou de ser a norma. Onde o que contava era tão-só o futebol jogado. De paixão pura, sem adiposidades ou adjacências. Sem mediatismos bacocos feitos de lugares-comuns e onde a iconografia era a do exemplo no trabalho e não a da imagem ficcionada."

Bagão Félix, in A Bola

Daqui não sai ninguém vivo

"O título deste editorial, tirado aos The Doors (é capa da biografia de Jim Morrison), é a verdade das verdades. Haja o que houver depois, a única certeza da vida é a morte.
É sempre com desgosto que nos despedimos de quem parte, mas quando o fim chega depois de uma caminhada terrena longa e preenchida, estamos apenas perante o rumo natural das coisas. Foi assim com Mário Wilson, cujas exéquias fúnebres se celebram hoje, um homem que deixou uma marca indelével em todos que com ele se cruzaram. Wilson, que juntou a extroversão do africano com a irreverência académica, foi um ser único, que conseguiu vencer num meio hostil sem nunca abdicar da natureza generosa e positiva que Deus lhe deu.
Mário Wilson, treinador campeão e vencedor da Taça de Portugal, seleccionador nacional e mestre em inúmeros clubes, foi um extraordinário homem de afectos, possuidor de uma intuição apurada e de uma inteligência emocional elevadíssima. Imagine, quem nunca privou com o 'capitão' alguém capaz de juntar esses atributos a uma espinha sempre direita e ainda a um conhecimento profundo do futebol!
De Mário Wilson fica, para os vindouros, o exemplo, é possível, embora não seja a regra, ter sucesso sem abdicar de princípios; é possível,embora não seja regra, ter sucesso sendo homem de palavra; é possível, embora não seja a regra, ter sucesso passando pela vida sem passar por cima de ninguém.
Um abraço ao filho Mário e aos seus discípulos Toni e Vítor Manuel, dois treinadores de quem o mestre sempre se orgulhou, pelo que fizeram dentro do campo e pelo que são fora dele."

José Manuel Delgado, in A Bola

“O Mário Wilson era um otimista por natureza. Sempre o foi, até ter perdido a mulher”. Por José Augusto

"Um homem “muito bom”, um filósofo e um senhor que tinha resposta para tudo. Até para uma equipa de cabisbaixo, acabada de perder com uma goleada de oito. José Augusto, um dos magriços, recordou-nos Mário Wilson, o adversário e o amigo

Coincidiram nos relvados, nos camarotes, à mesa e em encontros. Antes de serem amigos foram adversários, no campo, e José Augusto apenas guarda palavras boas de todos os momentos que teve com Mário Wilson, falecido esta segunda-feira, aos 86 anos.
Pedimos ao antigo jogador do Benfica e da selecção nacional que nos falasse do primeiro treinador português a ser campeão pelos encarnados (1975/76). O resultado da conversa está transcrito em baixo.
O Mário foi um amigo, uma amizade criada no futebol. Lembro-me perfeitamente, quando comecei a minha carreira, no Barreirense, de defrontar a Académica, no Barreiro. Eles tinham uma equipa extraordinária. A dupla de centrais entre o Torres e o Mário Wilson era qualquer coisa de intransponível. Depois, com os tempos, tive-o como adversário também no Benfica. Quando passou a treinador, tivemos mais convivência, porque ele participou como elemento de curso de treinadores. 
Tivemos presenças bastante significativas em vários momentos do futebol. Ultimamente, o Mário era um assistente digno no camarote presidencial do Benfica. Falávamos sobre tudo durante os jogos em que ele estava presente. Já não aparecia muito nos últimos tempos. Apercebemo-nos da gravidade pela qual ele estava a passar, na doença. Estávamos preparados para receber o que aconteceu.
Ele foi um amigo, um homem do futebol. Era um filósofo: da táctica, da técnica, da observação que fazia nos jogos, nas conclusões que tirava da finalização, ou não, das jogadas. Ao mesmo tempo que perscrutava uma forma diferente de desenvolver determinado lance. Tinha um conhecimento profundo de futebol, sempre.
Tinha, realmente, uma capacidade de aceitação enorme nos resultados que, enfim, poderiam levar a equipa e os jogadores a efeitos psicológicos de desmotivação. Ele contava que, um dia, levou uma goleada: ‘Vocês não sabem. Uma vez, levei uma goleada de oito, cheguei lá ao balneário e vi e tudo com cabeça em baixo. Disse-lhes: 'Vocês estão chateados com o quê? Eles vinham preparados para dar 10, só deram oito, portanto estão chateados porquê?’”. Quando estávamos a assistir aos jogos do Benfica, falámos um dia de como o Mário veio de Moçambique, de Lourenço Marques, como goleador. Era avançado centro. E eu perguntei: "Então Mário, qual é diferença entre a avançado ou a defesa central?". E ele respondeu-me: "Olha, a avançado estamos de costas, e a defender estamos de frente”.
Basicamente, tinha uma resposta para tudo. Era um otimista por natureza. Sempre o foi, até ter perdido a mulher. Nestas idades, estamos sempre à espera do que a morte nos concede. Temos de aceitar as coisas com naturalidade.
Ele tirou um grande conhecimento da prática que teve. Era um homem culto e essa cultura deu-lhe para tirar muitas conclusões e reparos durante a sua carreira. Tanto a jogador como em treinador. Foi uma continuação do que fez. Todos os jogadores que deixam de jogar e continuam, no futebol, como treinadores, ficam com exemplos para demonstrar. Ele tinha uma noção exata daquilo que se pretendia.
Dos tempos em que treinou o Benfica, dizia: ‘Bem, com esta equipa, qualquer treinador era campeão’. Era um homem que criava bom ambiente, um homem que deixa saudades. Era um homem bom, muito bom. Era incapaz de ofender quem quer que fosse, tinha sempre uma palavra de respeito, mesmo em momentos de desacordo. Era um homem passivo.
Mesmo quando explodia, explodia com uma filosofia que desarmava facilmente os argumentos dos outros. Gostei muito de conviver com ele. Não foi muito, mas foi o suficiente para o respeitar. Foi um amigo”. "

Descansa em paz, velho capitão

"A última noite começou com a triste notícia do desaparecimento de uma das figuras mais emblemáticas do futebol português, o velho capitão Mário Wilson.

Mesmo sabendo-se que o seu estado de saúde inspirava alguns cuidados há algum tempo, a morte do homem de referência como ele foi sempre, deixa mais pobre o futebol e, de um modo geral, todo o desporto nacional.
Mário Wilson completaria 87 anos no próximo dia 17 de Outubro.
Nasceu na antiga Lourenço Marques e veio cedo para Portugal, com vinte anos, com a difícil incumbência de substituir Fernando Peyroteo, outro ultramarino, no comando do ataque do Sporting. Manter-se-ia dois anos em Alvalade, o tempo suficiente para se sagrar por uma vez campeão nacional.
Depois rumou a Coimbra, onde se tornou figura incontornável da Académica, que representou durante doze anos e onde viria a terminar o seu tempo enquanto jogador.
Decidiu-se depois por enveredar pela carreira de treinador, tendo sido ao serviço do Benfica que conquistou os principais títulos: um campeonato e duas taças de Portugal.
No seu longo peregrinar por diversos clubes portugueses, passou ainda pela Académica, Belenenses, Vitória de Guimarães, Boavista, Estoril-Praia e Olhanense, entre vários outros, tendo em todos eles deixado um rasto de grande competência e enorme afabilidade.
Comandou equipas da divisão principal durante 548 jogos, marca que reflecte o desejo expresso por muitos dirigentes de o verem à frente das suas equipas.
Foi ainda seleccionador nacional na fase de apuramento para o Campeonato da Europa de 1980. 
Mário Wilson era um bom. Tão bom que deixa saudades em todos nós, mesmo aqueles que com ele privaram de forma menos intensa.
E o futebol português fica a dever-lhe grandes serviços e sobretudo muitos anos de dedicação.
Que descanse em paz!"

A rapidez de Pizzi entre extremos

"O jogo com o Feirense como ponto de partida para o debate sobre o papel do camisola 21 do Benfica

A ausência do lesionado André Horta levou Rui Vitória a recrutar Pizzi para a posição 8, uma vez mais, mas as dificuldades que o Benfica sentiu frente ao Feirense, sobretudo na primeira parte, reforçaram a sensação de que Pizzi é mais influente como falso ala.
Em causa não está propriamente o rendimento de Pizzi no corredor central, raras vezes insatisfatório, até porque um jogador com as suas características merece estar no centro das operações. Talvez a questão não esteja no lugar onde Pizzi rende mais, mas na posição em que a equipa mais precisa dele. Talvez. Ou então a resposta está a meio caminho.
É que Pizzi é o jogador do Benfica com melhor capacidade no passe, e por isso encaixa facilmente na posição 8. A pedir a bola junto aos centrais, a assumir o comando do jogo, a marcar o ritmo, a definir o caminho para a área contrária. Mas assim a jogar de frente para o bloco defensivo do adversário, e não lá dentro.
E este Benfica precisa de Pizzi «escondido» mais à frente. Sobretudo nesta altura em que não tem Jonas, o melhor jogador da equipa a explorar o espaço entre linhas, a decidir em pouco tempo e com pouco espaço. E com Guedes, o substituto, mais talhado para cair nas alas ou para procurar movimentos de rutura na linha defensiva contrária.
Com a largura assegurada por Semedo e Grimaldo, opções sólidas na construção de jogo, o Benfica está habituado a ter os extremos a criar linhas de passe em zonas interiores. Mas essa é uma missão em que Salvio não se sente confortável, como flanqueador puro que é, e que este Carrillo em “reanimação” não tem conseguido desempenhar. Cervi sabe fazê-lo, mas está ainda a adaptar-se a outros desafios do futebol europeu. Zivkovic está agora a voltar e Rafa, o mais sintonizado com este papel (que Paulo Fonseca lhe pedia em Braga) lesionou-se ao primeiro jogo. É provável que em breve Rui Vitória consiga ter alguns destes extremos a cumprir a tarefa, mas nunca será fácil deixar cair Pizzi. É que o camisola 21 pode não ter a velocidade destes colegas, ou mesmo a capacidade de drible, mas só Jonas (e agora Grimaldo) estão em patamar idêntico quando se fala de rapidez de raciocínio. Estar um passo à frente do adversário, por mais curta que seja a margem para execução.
E para a realidade do Benfica parece difícil prescindir de um jogador como Pizzi. E se não for como falso ala talvez seja mesmo como «8», mas com a possibilidade de aparecer onde é mais forte: dentro da muralha contrária."

Benfiquismo (CCXL)

Um Homem Bom...!
Até sempre Mister

(aliás, dois Homens Bons!)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Vitória também é nome de líder

"Na vaga de lesões, em vez de chorar os ausentes, incentivou os presentes e prometeu outras soluções, sobre os quais depositou total confiança.

Rui Vitória já deu provas da sua sensatez. É uma pessoa que se sabe quanto custa subir na vida e no caso particular do futebol nada do que alcançou até agora lhe foi oferecido por causa dos seus lindos olhos. Foi pela seriedade, pelo trabalho e pela competência. Por isso, aprendeu cedo a dar passos seguros. Basta reparar na sua carreira até chegar à Luz, talvez pouco festejada, tradutora da sua personalidade reservada, mas firme e saudável: Fátima, campeão da 2.ª Divisão, Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães, vencedor da Taça de Portugal.
Portanto, já tinha títulos para emoldurar o currículo quando Luís Filipe Vieira lhe proporcionou o grande salto na carreira. Agradeceu a oportunidade com palavras de muita esperança, ditas com elevação, como deve ser sempre no desporto, principalmente em clube de dimensão mundial, em vez de alinhar em promessas vãs, frases cómicas, saltos e saltinhos. São estilos que divergem. Pessoalmente, prefiro o primeiro, mas aceito que haja quem se delicie com o segundo.

Vitória chegou à Luz, com 45 anos de idade, debaixo de compreensível desconfiança da família benfiquista, alimentada, como toda a gente sabe, por iniludíveis tiques ciumentos do antecessor, o qual passou uma época inteira dividido entre os problemas que tinha de resolver no seu novo empregador e o irreprimível impulso de continuar a olhar para a casa do vizinho para nela vislumbrar pecados que lhe aconchegassem o umbigo. Em determinada altura tornou-se moda 'bater' em Vitória. Era socialmente 'bem' dizer mal dele, a propósito de uma insignificância qualquer, tendo sido imensa e variada a argumentação utilizada, sem se dar conta que, um pouco como a fábula da cigarra e da formiga, enquanto uns proclamavam virtudes e qualidades únicas, anunciando conquistas virtuais, Rui Vitória trabalhava e, respaldado na organização profissional do Benfica, defendeu-se como pôde, guardando para si o que lhe ia na alma. Jamais se deixou descontrolar pela emoção, embora tivessem sido várias as situações em que existiu esse perigo. Resistiu, porém, e deu a melhor resposta que, como treinador, podia ter dado: ganhar. Foi campeão nacional. Venceu a Taça da Liga, Chegou aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, com o Bayern,  tendo sido eliminado com empate em Lisboa (2-2) e derrota em Munique (0-1).

Na temporada 2016/17, Vitória entrou como desejava: venceu a Supertaça e deixou a porta entreaberta para mais títulos e troféus enriquecerem o museu do Benfica. No entanto, inesperada surpresa estava reservada e através dela foi possível descortinar-lhe outra qualidade humana, imprescindível a quem no posto de comando de um navio de grande porte sabe estar obrigado a navegar em todos os oceanos sem recear ventos nem marés:confrontado com vaga de lesões que 'atacou' o plantel da águia, pondo fora de combate, em simultâneo, todos os seus avançados titulares, nem assim, num quadro de crise muito grave, o treinador do Benfica perdeu a compostura, revelou medo ou deu algum sinal que indicasse, no mínimo, inquietação.
Quando o costume é um treinador vir a público pôr a sua imagem a salvo perante ameaça iminente de catástrofe, Vitória assumiu uma posição inversa, de muita coragem. Em vez de chorar os ausentes, incentivou os presentes e prometeu outras soluções, sobre as quais depositou total confiança na prossecução do projecto vitorioso que tem como próximo objectivo a conquista do tetracampeonato.

Ser líder à sétima jornada nenhum deslumbramento provoca no treinador benfiquista. «Essas visões imediatistas de campeões precoces não são espelhadas no final», teve o cuidado de alertar para travar entusiasmos que se compreendem, mas que, na opinião dele, são inúteis nesta fase inicial da demorada corrida que só termina em Maio do próximo ano. De toda maneira, apesar da prudência que repetidamente coloca no seu discurso, e sabendo todos que não há títulos intermédios, chegar à segunda interrupção do Campeonato lá em cima, em companhia, a precisar de olhar para baixo para ver os outros é empreitada digna de ser aplaudida. Não tem a ver com a dor de camisola ou o desenho do emblema, é por justiça. É a assunção da força solidária do 'nós' sobre o conceito parolo do 'eu'.
Líder não é quem fala muito e alto, se vangloria do que faz e despreza os subordinados. Líder é quem fala necessário, no tom certo, ouve opiniões e granjeia o respeito e a confiança de quem com ele trabalha."

Fernando Guerra, in A Bola

O namorado de Marie-Claire

"Nos seus tempos de Moçambique, Mário Coluna foi recordista de salto em altura, aprendiz de mecânico de automóveis e chegou a fugir de casa dos pais para trabalhar e jogar futebol em João Belo, no Ferroviário.

De Mário Coluna pode escrever-se tudo mais um par de botas, sobretudo se forem botas iguais às que ele usava em exibições extraordinárias pelos campos de futebol, literalmente por todo o mundo.
Depois há coisas que se recordam do grande capitão do Benfica e que já mergulharam no olvido de qualquer um de nós. Jovem, espigadote, não se limitava a querer dar nas vistas como jogador da bola e pensava naquilo que o futuro poderia dar-lhe ou negar-lhe. Por isso, procurou trabalho, recusando-se a viver das prebendas paternas. Aos 16 anos tornava-se aprendiz de mecânico de automóveis no Almofarixado da Fazenda, em Lourenço Marques. O primeiro ordenado? 1500 escudos por mês. Nada mau para um rapazinho da sua idade. E desenvolveu para o resto dos dias uma paixão por carros que era quase um vício.
Sobre Coluna podem desenrolar-se histórias infinitas. Era preciso um livro para contá-las e talvez já ande por aí na forja. O futebol podia ser a coisa mais importante da sua vida, mas não o preenchia por completo. Dedicou-se ao atletismo. Era um excelente corredor de 400 e 800 metros, mas atingiu o topo no salto em altura, tornando-se recordista da província de Moçambique com 1,835 metros, algo que ao tempo merecia ohs! de admiração.
Uma viagem à Maurícia
Um dia, a selecção de Lourenço Marques foi jogar à ilha Maurícia, e Coluna estava lá, como não podia deixar se ser. Deixá-lo contar: «Eu, que na minha terra já tivera umas 'paixões', tive na Maurícia o meu primeiro namoro a sério. Nada dizia de francês a não ser 'merci'  ou bonjour', mas como arranhava de inglês, consegui fazer-me entender. Ela chamava-se Marie Claire e, no regresso a Lourenço Marques, trouxe a sua fotografia na minha carteira. Mais tarde tudo se malograria, e nunca mais soube o que era feito de Marie Claire».
Eram outros, os tempos de Mário Coluna em Moçambique. Fugiu da casa paterna para trabalhar e jogar no Ferroviário de João Belo. Uma necessidade de liberdade, de independência arrastava-o para longe. Mas não durou muito. O pai encontrou-lhe um emprego em Lourenço Marques, e Coluna voltou para jogar no Desportivo. Dividia os automóveis com a bola. Mas na bola pagavam-lhe um terço do que lhe pagavam na oficina: 500 escudos. Uma gratificação. Somava então 16 anos. Era um menino.
A pouco e pouco, no horizonte, surgiu-lhe a esperança da Metrópole. Lisboa e Tejo e tudo. O Benfica teria para ele um lugar único na história do futebol do mundo. Mário Coluna soube mais que merecê-lo. Tomou posse de um estatuto ímpar e tornou-se no grande «capitão» dos encarnados de todos os tempos. Muitos dos colegas tratavam-no por «Senhor Coluna». Não lhe faziam favor nenhum. Sempre foi isso mesmo: um senhor."

Afonso de Melo, in O Benfica

João Félix Correia, um benfiquista de alma e coração

"«Nasci benfiquista, fiz-me homem ao serviço do Benfica e desejo manter-me no seu seio até ao ponto a que as forças me chegaram»

Quem diria que o simpático motorista da velha Samua - o emblemático e sofisticado autocarro do Benfica nos anos 50 - tinha sido, também ele, um aguerrido futebolista do Clube?
Foi nos campos pelados dos anos 30 que João Correia ganhou a sua alcunha de 'Cabo-de-Faca'. Certo dia confidenciou o porquê dessa alcunha: 'É que quando jogava futebol eu era magríssimo, pois pesava apenas 58 quilos. O público por isso começou a chamar-me «Cabo-de-Faca» (...) Mas eu nunca me importei porque, enfim, antes chamarem-me isso do que outra coisa pior'.
Entre 1930 e 1939, jogou nove temporadas de águia ao peito, mas o seu grande amor pelo Clube vinha desde os seus 14 anos. Foi no Benfica que deu os primeiros pontapés a sério numa bola e durante os anos seguintes ascendeu gradualmente às diversas categorias até que, aos 19 anos, se estreou na equipa principal. Aos 28 anos, saiu para ir jogar no Sacavanense, mas o amor ao clube do seu coração falou mais forte e tornou-se jogador do Sport Lisboa e Saudade.
Quando o Benfica adquiriu o primeiro autocarro, surgiu então o convite para ser seu condutor, ao qual João Correira acedeu afirmativamente sem vacilar por um único momento. Assim, o nosso amigo trocou o seu equipamento desportivo por uma vistosa farda azul-cinzenta que envergava com todo o orgulho e devoção. Teria o 'Cabo-de-Faca' estranhado inicialmente esta sua nova fase da vida? Não cremos. Especialmente quando falamos de um homem cujo ideal era, mais do que tudo, ser prestável e servir o seu clube. O Benfica tem destas curiosidades, talvez porque mais do que um Clube é uma paixão que não se explica. João Correira que o diga!
Mais histórias sobre esta e outras figuras podem ser encontradas no Museu Benfica - Cosme Damião."

Ricardo Ferreira, in O Benfica

Benfiquismo (CCXXXIX)

À janela...!!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Um dos grandes...

"Foi com o mais profundo pesar que tomei conhecimento do falecimento do nosso grande capitão Mário Wilson. Uma figura ímpar do Sport Lisboa e Benfica e do futebol português e uma enorme perda para toda a família benfiquista e para a lusofonia. Um ser humano com um coração tão grande nunca nos devia deixar. Razão pelo qual permanecerá sempre na nossa memória como um caso raro de entrega e paixão ao fenómeno desportivo. Pela sua humildade e disponibilidade para o próximo será sempre um exemplo. Neste momento de enorme dor e como presidente do Sport Lisboa e Benfica, quero expressar desde já esta primeira homenagem à sua memória e endereçar as mais sentidas condolências à sua família."



Lixívia 7

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.......... 19 (-2) = 21
Corruptos...... 16 (-2) = 18
Sporting........ 16 (+3) = 13

E pronto, voltou a intimidação manipuladora, mentirosa, provocatória, terrorista...!!! Bastou a vantagem do Benfica aumentar para 3 pontos e a estratégia dos últimos anos regressou...
Desta vez foi um comunicado oficial dos Lagartos, alegando pressões sobre os árbitros...!!!
Vamos imaginar que os árbitros andavam mesmo a ser pressionados pelas suas entidades patronais, para supostamente beneficiarem o Benfica (reparem bem na paronoia!!!), então em vez de recorrerem às autoridades competentes, à APAF, ao Conselho de Arbitragem da FPF, até ao MP... em vez disso, iam 'reclamar' junto do Sporting!!!!
Será que este 'problema' foi discutido numa reunião de pais na Academia Lagarta, onde o actual Presidente do CA da FPF e o actual presidente da APAF 'costumam-se' juntar?!!!!
O vale tudo voltou... Depois dos elogios 'à nova' arbitragem, depois dos sucessivos benefícios arbitrais, finalmente à 7.ª jornada, um árbitro tomou uma decisão 'contra' o Sporting (uma boa decisão diga-se, o penalty é claro...), numa altura onde o Sporting vencia por 3-0 e só faltava 20 minutos para acabar o jogo...!!!
O problema é que mesmo com toda a intimidação, mesmo com todos os arranjinhos no CA da FPF e na APAF... depois do Benfica ter sido prejudicado em praticamente todos os jogos, depois de todas as lesões... depois de tudo isto, o Benfica é líder... e o Babalu, já está com medo, muito medo...
Aliás, o seu discurso, naquela espécie de Assembleia Geral, foi bastante esclarecedor... já está a prevenir o pior cenário para eles... e como é óbvio a culpa não será dele!!!!!!!!


Em Guimarães, houve dois erros graves:
- O primeiro, foi um penalty que ficou por marcar contra o Sporting... talvez por isso, quando poucos minutos depois, existe outra falta dentro da áerea dos Lagartos, Soares Dias, não teve coragem de 'não marcar'!!!
- O segundo erro, é de uma ironia sublime!!!! Sim, o Soares empurra ligeiramente o defesa do Sporting... e na minha opinião é falta...
Tal como o Slimani empurrou um defesa do Nacional, num Sporting-Nacional, apitado pelo árbitro Manuel Mota, que anulou, bem, o golo ao Sporting; e também recordo o Boavista-Sporting do ano passado, onde Soares Dias, anulou, bem, um golo ao Slimani, num lance idêntico!!!
Nestas situações no passado, o Presidente Lagarto e respectivo rebanho, reclamaram com toda a força, a injustiça das decisões... Pois bem, agora acham que afinal, este tipo de empurrões, são mesmo falta...!!!
Mais vale tarde do que nunca...!!!

Na Choupana, num jogo muito fácil para os Corruptos, com um Nacional a jogar sem 'meio-campo' (opção do treinador)... Rui Costa acabou por ter um jogo descansado...
Mesmo assim, nos últimos minutos, perdoou o Vermelho directo ao Rúben Neves...

Na Luz, assistimos a um espectáculo triste...
Reconheço que o árbitro tentou fazer uma daquelas arbitragens 'à Inglesa', e também não marcou algumas faltas contra o Benfica, mas errou dezenas de vezes a favor do Feirense (contra o Benfica): foram Mãos na Bola, foram Foras-de-jogo, foram cacetadas por trás, foram entradas de pitõns... um espectáculo de agressividade, completamente impune... E só por sorte, nenhum jogador do Benfica, se lesionou gravemente!!!

O maior erro, terá sido o penalty sobre o Carrillo (claro, evidente). No lance sobre o Mitro, após rever o lance na televisão mudei de opinião. Ainda houve uma possível Mão na Bola, mas as imagens não são claras...
Agora, os cartões que ficaram no bolso; as faltas a favor do Benfica junto da aérea do Feirense, que foram sempre marcadas 3 metros atrás do sítio onde a falta foi efectuada...; as faltas por trás... etc... etc...
Resumindo, mau demais...
Repito, a intenção até pode ter sido boa, mas a competência do apitador é nula...


Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada

Épocas anteriores:
2015-2016