Últimas indefectivações

sábado, 25 de julho de 2015

Em Burton Upon Trent !!!

Salford City 1 - 3 Benfica B

Começamos a perder, mas demos a volta no 2.º tempo...

O dilema de Rui Costa

"Um belo dia, na década de 80, um ciclista português pouco conhecido por cá devido ao seu estatuto de emigrante começava a dar nas vistas na cena internacional. Terminou o Giro em 7.° lugar e, reza a história, convenceu o patrão da sua equipa, a Malvor, a investir para cumprir o seu sonho de competir no Tour. Chamava-se Acácio da Silva e logo nas primeiras curvas da Grand Boucle percebeu que a classificação geral jamais iria ser a sua praia. Reciclou os objectivos, e nos anos seguintes venceu três etapas e chegou a andar de amarelo. Feito que repetiu envergando a camisola rosa no Giro. O corredor natural de Montalegre tornou-se, assim, a primeira referência internacional do ciclismo português pós-Joaquim Agostinho.
Já depois de José Azevedo e Orlando Rodrigues chegou a vez de Rui Costa pegar no testemunho. E fê-lo da maneira mais impressionante, enriquecendo o palmarés e apaixonando o país. Inteligente, talentoso e até explosivo, o agora chefe de fila da Lampre ocupava o 4.° lugar do ranking UCI na última lista publicada antes do Tour. Todavia, após o colapso que resultou do somatório de azares nas estradas gaulesas, pode estar para breve o momento de Rui Costa ignorar o clamor das redes sociais - o recato que dura desde a desistência tem sido retemperador - e encontrar o rumo certo para uma carreira que, aos 28 anos, ainda lhe vai reservar muitos momentos de glória. O anseio dos fãs de empurrar o ídolo a todo o custo, mesmo que a direção seja o abismo, não é o melhor conselheiro. Daí que uma incursão mal preparada na Vuelta, abdicando das provas mais curtas antes do Mundial, fizesse pouco sentido.
Mesmo que terminasse agora a sua carreira, sem qualquer top 10 nas grandes voltas, Rui Costa já seria o melhor ciclista português de sempre. Encarar, para vencer, um Tour que até os telespectadores cansa de tão longo e exigente, pode nunca ser a meta ideal. Brilhar ao longo de toda a época, conquistar clássicas, provas de uma semana e até etapas nos principais palcos, tem mais a ver consigo e tornará ainda maior a sua lenda. Em 2016, porém, e por tudo o que se passou este ano, será difícil ao Rui resistir à tentação de colocar ainda mais fichas a arder no inferno do Tour."

Uma semana do melhor 4

Uma semana do melhor 3

Uma semana do melhor 2

Uma semana do melhor 1

Nulo... e penalty's

Benfica 0 (4) - (5) 0 Fiorentina

Jogo com poucas oportunidades e muita pressão alta, das duas equipas. Fisicamente tivemos melhores que no jogo com o PSG... Ofensivamente tivemos mais disciplinados, mas continuámos a afunilar o jogo (sem extremos, e com os laterais pouco ofensivos), defensivamente demos alguns espaços - nas transições rápidas e na defesa baixa (boa pressão alta). Tivemos pela primeira vez com o Rui Vitória, a dupla Fejsa/Samaris (pessoalmente acho que o Samaris neste momento deve continuar a jogar a 6 !!!). O Jonathan fez os primeiros minutos, mostrou bons pormenores (objectividade na área), mas também mostrou lacunas (decisão, segurar a bola...).
O jogo foi equilibrado, as melhores oportunidades foram quase de seguida: bola na barra do Júlio César; Jonas finta um, mas remata mal com a canhota...
A Fiorentina fez o seu 4.º jogo, jogou com 3 centrais, deu muita porrada... mas acabou por ser um bom teste, agora com adversários deste nível é difícil avaliar as 'intenções' ofensivas da equipa...
A partida foi novamente dura, muita dura, principalmente na primeira parte, e o arbitro foi complacente com os Italianos: tanto o Gonzalo, como o Marcos Alonso deviam ter levado vermelho directo, e o Basanta por acumulação... E como é 'normal', acabou por ser o Luisao expulso!!!!
Defendemos melhor em inferioridade numérica...

Os próximos adversários são equipas com menor potencial, mas estão muito mais rodadas, o grau de dificuldade vai continuar elevado... Tendo em conta o calendário, e as declarações antes da partida, esperava um Benfica com mais alterações... Vamos ver como é que a equipa vai reagir...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Lima

Foi uma daquelas contratações de última hora (ou último segundo...), chegou com muita desconfiança, mas nas épocas que representou o Benfica teve números impressionantes: 144 jogos; 70 golos; 2 Ligas; 1 Taça de Portugal; 2 Taça da Liga; 1 Supertaça... e ainda as duas finais da Liga Europa (golaço à Juve...).
Como todos os pontas-de-lança no Benfica, houve sempre quem se queixasse dos golos desperdiçados...!!! Mas além dos seus golos, tanto o Cardozo, como o Rodrigo ou o Jonas têm muito que agradecer ao Lima... pois o brasileiro, foi sempre um trabalhador incansável, mesmo nas partidas que não lhe corriam mal, lutava sempre...

Não vai ser fácil substituir o Lima, a relação golos/trabalho é rara, mas 7 milhões de euros, por um jogador de 32 anos, é irrecusável...
Vamos ver como é que a direcção vai resolver o 'problema' agora criado, pessoalmente acho que devemos ir ao mercado, pois o Jonas e o Jonathan são curtos, para uma época tão longa... e jogadores como o Talisca e o Taarabt, podem jogar a 2.ª avançado, mas nós precisamos de um avançado puro...

Logo fico acordado até tarde


"Na próxima madrugada temos mais um teste de interesse contra a Fiorentina. Vai dando para matar saudades, estes treinos em competição. Mais difícil é explicar à família porque diabo um jogo treino àquelas horas é decisivo e condiciona a agenda. Mas de facto a vontade de os ver é grande.
No primeiro jogo contra o PSG, fica uma primeira parte aceitável para uma fase tão inicial de preparação. Embora André Almeida tenha sido cirúrgico e de apurado sentido de humor quando referiu «temos que perder uns quilinhos a mais». Mesmo sabendo o risco que há nas análises individuais, em fase tão prematura, arrisco a dizer que gostei muito de Samaris e parece-me vir a ser jogador importante nesta nova época. Gaitán espalha sempre magia e Ola John até mexeu com a partida, quando entrou numa equipa já retalhada e alterada com a rotação feita.
Esta é a fase em que só interessa aquilo que Rui Vitória pensa. No fundo é no treinador que se concentram as ideias do que tem, e do que precisa. Nós, os adeptos, provamos o bolo feito. Quem o cozinha é que escolhe os ingredientes. Rui Vitória tem que ver o que há na matéria prima ao seu dispor, para saber o que precisa.
Sentir um treinador em linha com a SAD do clube, unidos e cúmplices nos objectivos comuns, deve por agora ser um excelente indicador para os adeptos benfiquistas. As entradas e saídas na concorrência processam-se a um ritmo que é desadequado fazer análises intercalares que ficam desactualizadas a cada oito dias.
Esperar pelo FC Porto e Sporting na sua máxima força e fazer uma equipa para os tentar vencer, é o caminho mais seguro. Foi esse que nos deu êxitos nas últimas épocas,é esse que teremos que seguir. Os campeonatos não se ganham com o que se escreve agora, mas com o que se faz quando começam. E logo fico acordado até tarde..."


Sílvio Cervan, in A Bola

Pré-época a sério

"Mais uma vez - história que já conhecemos bem - começam os rumores sobre a pré-época do Benfica. Mais uma vez temos de recordar aos adeptos, do nosso e dos outros clubes, uma verdade conhecida por qualquer treinador em início de carreira: as pré-épocas servem não para apresentar resultados finais mas para experimentar soluções dinâmicas e alternativas, que permitam ao técnico conceber estratégias bem assentes para a época que se avizinha.
Ao contrário de outros clubes portugueses, mais preocupados em apresentar vitórias rápidas para frenar o descontentamento dos sócios ou para potenciar candidaturas à presidência dos respetivos órgãos dirigentes, o Benfica quer jogar com as melhores e mais ricas equipas do Mundo, arriscar soluções táticas pouco experimentadas e fazer rodar uma grande parte dos jogadores. Os talentos, como tantas vezes dizia Sir Alex Ferguson, estão por vezes nas pernas e no coração dos jogadores que menos imaginamos. Não optamos, por isso, por combinar jogos com equipas de 2.ª, 3.ª ou 5.ª divisão, apenas para mostrar aos sócios que já estamos em clima de vitória e euforia. Nem sequer precisamos de lutas de galos na imprensa. O Benfica, Bicampeão Nacional, está sereno e sólido na construção da equipa para a época 2015/16. Os resultados, esses, já os vimos o ano passado. Na nossa casa, a pré-época é a sério, não uma qualquer fantochada para serenar ânimos ou justificar contratações milionárias. E, ao mesmo tempo, procuramos arrecadar receita e dar espetáculo, como, por exemplo, está a fazer o Real Madrid, com 19 milhões de euros contratualizados por quatro amigáveis.
Este artigo é dedicado à memória do piloto de Fórmula 1 Jules Bianchi, falecido na passada sexta-feira, devido ao acidente ocorrido no Grande Prémio do Japão de 2014."

André Ventura, in O Benfica

Baralhar e voltar a dar

"Com o sucesso do 6.º Mundial da Sueca das Casas do Benfica disputado no início deste mês, dei por mim a usar o popular jogo de cartas como metáfora do próximo Campeonato. O Sporting acredita que, tendo o presumível ás de trunfo, transformará as suas damas e valetes em manilhas e ases, talvez ignorando que, por si só, e apesar de esta ser uma carta dominante sobre todas as outras, vale apenas 11 dos 120 pontos do baralho. E com duas agravantes: Por um lado, são mais os duques e os ternos na sua mão que os tais valetes e damas; Por outro, é desconhecido, à partida, qual será o naipe que prevalecerá sobre os outros. O FC Porto, com a postura típica de um jogador de poker, sentar-se-á à mesa aparentemente autoconfiante, gozando de algum público sempre prestável nas horas difíceis, que tratará de bajular as suas cartas e denegrir as dos seus adversários. Antes do início da partida, contará com as sentenças precoces de observadores que mal conseguem disfarçar a sua preferência ou, nalguns casos, o seu dono. Como sempre, tudo fará por escolher a mesa, o baralho, o trunfo e as cartas que serão distribuídas a cada jogador. Se ninguém estiver atento, fará algumas renúncias. Fá-las-á mesmo que não haja quem se distraia, é a sua natureza. Fará ainda todos os sinais que lhe for possível e ser-lhe-á impossível evitar espreitar o jogo dos adversários.
E nós lá estaremos sentados, indiferentes ao ruído à nossa volta e cientes que uma boa mão, com um ou dois ases, uma ou outra manilha e alguns trunfos, mesmo que não chegue para dar uma 'chita' ou 'dois', será, desde que a estratégia seja consistente, suficiente para vencer a terceira partida consecutiva."

João Tomaz, in O Benfica

A bom ritmo

"Não dou mais importância aos jogos de preparação do que a que eles realmente têm. Constituem uma ferramenta de trabalho útil para jogadores e técnicos, mas, competitivamente, o seu interesse é reduzido, ou mesmo nulo.
Antigamente havia curiosidade de conhecer os novos jogadores e a nova equipa. Mas desde que o mercado futebolístico se transformou numa interminável feira, ao longo da qual, até ao dia 31 de Agosto, ninguém sabe quem fica, quem sai, ou quem entra, esta fase perdeu o pouco encanto que lhe restava.
Por isso, uma derrota em torneios particulares, por mais prestigiantes que sejam, não incomoda nada. Dispenso títulos de pré-época, e ainda recordo anos em que tudo parecia maravilhoso em Julho, para se tornar angustiante em Maio. Ultimamente tem sucedido o contrário, e não me importaria de continuar neste registo.
Não deixei, porém, de ver o jogo do último fim-de-semana. E até gostei da primeira parte, onde a base da equipa bi-campeã apareceu solta e alegre, prometendo bom futebol e vitórias. No segundo período, as substituições quebraram o ritmo, e o jogo tornou-se tristonho. Nada que preocupe.
Se para o lado direito da defesa, Sílvio e André Almeida parecem opções válidas, ainda não vi quem possa fazer de Sálvio (até Janeiro), ou de Gaitán (se a venda deste se vier a confirmar). Mais um ponta-de-lança, capaz de discutir a titularidade, também não seria demasiado, pois a equipa afigura-se consistente, não necessitando de grandes revoluções.
Dia 9 de Agosto as coisas serão a sério. Até lá, há que trabalhar tranquilamente, com entusiasmo e confiança."

Luís Fialho, in O Benfica

Árbitros só nomeados e Liga sem disciplina

"AG da FPF - Pareceres inequívocos quanto a ilegalidades Os 84 delegados com assento na assembleia geral (AG) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) receberam ontem os pareceres jurídicos sobre os regulamentos de arbitragem e de disciplina da Liga, que vão a ratificação amanhã, e puderam verificar que ambos apontam para s ilegalidade das alterações propostas.
Tanto Alexandre Mestre como José Manuel Meirim, os dois juristas consultados pela AG da FPF, concluem que o sorteio dos árbitros conflitua, em simultâneo, com a Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto e o Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD. A legislação em vigor preve unicamente a nomeação. "(...) Não restou outra alternativa à FPF, enquanto federação desportiva dotada do estatuto de utilidade pública desportiva (...) senão a de consagrar a nomeação, enquanto modo de designação dos árbitros", escreve Alexandre Mestre. No seu parecer, José Manuel Meirim conclui: "Se a AG da FPF viesse a ratificar o Regulamento de Arbitragem da LPFP (...) não só estaria a deliberar, ela própria, contra a lei e os seus estatutos, como colocaria a FPF em perigo quanto à titularidade do estatuto de utilidade pública desportiva."
Em relação à proposta de alteração do Regulamento de Disciplina, Mestre e Meirim são igualmente claros. É ilegal. A Liga pretende que a Comissão de Instrução e Inquéritos seja substituída pela Comissão Disciplinar mas, já desde 2014, quando o RJFD foi revisto, segundo Alexandre Mestre, "a legitimidade para promover o processo disciplinar foi, em termos expressos, claros e inequívocos conferida, em exclusivo, ao Conselho de Disciplina (Secção Profissional) da FPF; os poderes legais de impulso ou instauração processual deixaram de poder ser exercidos por qualquer outra entidade que não o CD (Secção Profissional)." Portanto: "Não pode, assim, haver uma entidade, qualquer que ela seja a Comissão de Instrução de Inquéritos da LPFP, Comissão Disciplinar da LPFP ou outra - que exerça a titularidade do poder disciplinar em paralelo, em simultâneo com o CD (Secção Profissional) da FPF."
José Manuel Meirim sublinha que as alterações pretendidas pela Liga acabam por violar "ostensivamente" os próprios estatutos da LPFP.
Advertência. Aos pareceres que fez seguir para os delegados, José Luís Arnaut, presidente da AG, juntou uma carta a esclarecer que a Liga foi recomendada a "expurgar" as ilegalidades que as propostas continham, mas serão os documentos originais que irão a votação da assembleia."

As eleições para a Liga

"É já na próxima terça-feira que os clubes vão a votos para eleger o próximo presidente da Liga. Aos dois candidatos, Luís Duque e Pedro Proença, não adiantará muito colher a aprovação da opinião pública porque o ato eleitoral tem um colégio de votantes restrito e é para esses que devem falar. Ou, sequer, nem isso. Em pleno defeso, e estando constituídos dois blocos precisos em torno de cada um dos candidatos, as contas eleitorais far-se-ão, sobretudo, pelo aliciamento dos desalinhados, algo fácil de fazer nesta altura em que o mercado de verão está no auge...
Luís Duque recandidata-se sem surpresa. O bom trabalho que realizou na Liga ao longo dos últimos nove meses valeu-lhe louvor generalizado dos clubes (Sporting à parte, por razões que não têm a ver com o que Duque fez durante esse espaço de tempo...) e a admiração só pode residir no facto de não concorrer sozinho. Mas a vontade dos clubes é soberana, FC Porto e Sporting entenderam-se (como era mesmo aquela metáfora de mau gosto de Bruno de Carvalho?) e são a locomotiva da candidatura de Pedro Proença. Proença foi o melhor árbitro português que vi actuar e o segundo mais talentoso (António Garrido, que nasceu para o apito, perdia-se por vezes em habilidades); mas não tem, nunca teve, qualquer ligação aos clubes, o que se entende e se louva. Daí que seja incompreensível que surja candidato à liderança de uma associação patronal com a qual não teve, jamais, a mais remota afinidade. Aguardemos, pois, pela magna decisão dos votos secretos, que decidirão entre Duque e Proença.

PS - Espero que a interferência da APAF nas eleições da Liga seja averiguada até ao fim. E que os árbitros se revoltem contra a tentativa de manipulação em curso..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Os autos do Gil Vicente

"Finanças e Segurança Social já deviam ter dito qualquer coisa sobre a igualdade de tratamento a todos os contribuintes.
As reivindicações do Gil Vicente, que reclama um lugar no campeonato por ter as contas em ordem (ao contrário de outros), só têm um ponto fraco: é mais produtivo combater os procedimentos da Liga durante a época, nas assembleias gerais. Discuti-los só quando se desceu de divisão, ou seja, quando o acidente foi connosco e não com o vizinho, é demasiado tarde. A displicência da Liga na fiscalização das finanças dos clubes não começou esta época, nem na anterior, e esse também nunca foi daqueles temas acalorados, que ficam na ordem de trabalhos reuniões a fio até se conseguir consenso. Os clubes têm a vigilância que quiseram ter. Gostam da Liga assim, com as pálpebras semicerradas. Onde a razão do Gil Vicente nem se discute é nas interrogações dirigidas ao Estado. Se a Liga responde aos associados, as Finanças e a Segurança Social respondem aos cidadãos. Não é concebível que as repartições colaborem numa mascarada, ou que passem declarações cuja veracidade dura uma semana, entre outros estratagemas mais ou menos óbvios para toda a gente. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras teve, há pouco tempo, um acesso de hiperatividade por causa de uma série de histórias tolas e de gravidade relativa. Por que não hão de as Finanças e a Segurança Social agir da mesma maneira com um assunto que toca o absolutamente fundamental: a garantia de igualdade de tratamento a todos os contribuintes?"

quinta-feira, 23 de julho de 2015

'Los árbitros ahora ya no quieren escutar mis consejos matrimoniales'

"Por tudo o que Mourinho disse, o próximo campeonato português não vai ser só futebol. Vai meter também política social. Carrega Benfica dos pobrezinhos, a carregar desde 1904!

O novo presidente de Iker Casillas - a quem em Espanha já chamam «el Florentino portugués» - concedeu uma longa entrevista ao diário espanhol El País mas houve partes da conversa que ficaram de fora do registo transcrito como, aliás, acontece em quase todas as entrevistas.
Por ser do interesse público, partilhamos com os estimados leitores a versão integral da supracitada entrevista presidencial que nos chegou pelo correio enviada sabe-se lá por quem com as melhores intenções. 
Foi assim:
- Confias en Julen para devolver al Oporto la gloria perdida, don Jorge? - começou por perguntar o jornalista.
- No primer ano nó ganhou nada pero estoy satisfecho.
- Como puedes estar satisfecho si no ganaste nada, don Jorge? Ni parece cosa tuya...
- O que quieres que yo diga? Los árbitros se unieram contra nosotros. Ahora ya no quieren escutar mis consejos matrimoniales...
- Que lástima, don Jorge!
- Puedes creer! Imagina-te que en la Liga un estudo sobre el arbitrage demonstró que el Benfica fue favorecido en 7 puntos.
- Un estudo? Y quien hizo esse estudo en la Liga?
- El doctor Fernando Madureira que, Dias queíra, será el brazo derecho del doctor Pedro Proença en la futura dirección de la Liga.
- El doctor Proença és el antíguo árbitro, don Jorge?
- Esse mismo.
- Pues no sabía que era médico.
- Es el mayor cirúrgico del mundo y alrededores.
- Puedo por lo tanto concluir que vas com Lopeteguí y com ele doctor Proença hasta al fin del mundo, don Jorge?
- Hasta al fin del mundo y alrededores!
- Mucho cuidado com los alrededores, don Jorge, para no perder outra vez puntos en casa com el Boavista...
E a conversa abruptamente acabou aqui.

O Benfica começou a temporada a perder em Toronto com uma segunda equipa do Paris Saint-Germain e eu gostei.
Não que goste de ver o Benfica perder. Mas gostei de uns bons bocados de toda a primeira parte em que os campeões nacionais se aplicaram com mais do que a vivacidade possível depois de uma longa viagem terminada a menos de 24 horas do início do jogo.
Gostei também do regresso de Talisca ao seu futebol e aos golos e da conclusão da jogada do segundo golo do Benfica com Gaitán a servir Jonas na perfeição e Jonas a marcar.
Estes encontros da pré-temporada servem para o treinador tirar conclusões, para os novos jogadores mostrarem o que valem, para os comentadores se atirarem a veredictos e para os adeptos se enervarem. Ou antes pelo contrário, para não se enervarem.
É o meu caso.
Também conheço benfiquistas - tão benfiquistas como os demais - para quem os jogos da pré-temporada servem um propósito estratégico da maior importância. Que é o de perder, o de perder todos os jogos e de preferência por largas cabazadas enquanto a competição não começar a sério e a valer pontos.
E é por amor ao clube que fazem votos para que todas as desgraças se abatam sobre a equipa nestes joguinhos de verão.
E dão exemplos, até bem recentes:
- Mas alguma vez o Benfica tinha ido buscar o Júlio César e o Jonas já com a época a correr se a última pré-temporada tivesse sido uma sucessão de resultados fulgurantes?
São capazes de ter razão. Mesmo assim preferia ver o Benfica ganhar à Fiorentina na madrugada do próximo domingo. Sempre dá outro ânimo.

MUITO discreta foi a estreia do ex-Maxi Pereira de castanho. Beneficiou de quatro lançamentos de linha lateral (aos 11, 15, 21 e 40 minutos) e nenhum deles resultou em golo.

O mundial de futebol de praia foi ganho pela equipa portuguesa e no fim do jogo com o adorável Taiti os nossos campeões - parabéns a todos! - cantaram felicíssimos:
- O campeão voltou, o campeão voltou!
Já na semana passada, uma reportagem de uma qualquer estação televisiva mostrou-nos a final de um campeonato distrital de futsal entre equipas de padres e na subsequente festa, os padres vencedores cantaram felicíssimos:
- O campeão voltou, o campeão voltou!
Lá está, uma vez mais, o Benfica a dar música ao país.

O ex-árbitro Marco Ferreira lançou um apelo às autoridades para que venham pôr mão nas malandrices do futebol de que se considera vítima.
- Onde está a PJ? - perguntou num desabafo público prontamente difundido em múltiplos canais.
- Onde está a polícia? Por onde anda o Ministério Público? - perguntou também o ex-árbitro.
E ninguém lhe respondeu. Está mal. Até porque é fácil, pública e notória a resposta a estes legítimos clamores.
A polícia, a PJ e o Ministério Público estão ocupados nas investigações da chamada Operação Fénix que também tem ramificações no mundo da bola e já proporcionou umas manchetes curiosas na nossa imprensa.
A Fénix é uma ave mitológica dos gregos antigos que quando morre entra em auto-combustão e renasce das próprias cinzas. O que terá levado as autoridades a chamar Fénix a esta investigação é, só por si, alarmante.
Será que anda por aí alguma coisa maligna a renascer? Ou em auto-combustão?

FALANDO para uma vasta plateia internacional, José Mourinho prestou mais um bom serviço ao país revelando, de forma directa aos estrangeiros o retrato fiel de um Portugal sucumbido pela austeridade.
Provavelmente, os mais do que justos considerandos de Mourinho sobre a situação desesperada de muitos milhares de famílias portuguesas foram apenas a introdução que encontrou mais à mão para poder lançar umas farpas à insuspeita prodigalidade das tesourarias do Porto e do Sporting e, muito principalmente, às contratações de Casillas e de Jorge Jesus, figuras com quem o treinador português do Chelsea embirra profundamente.
É lá com eles. Mas quase apostaria que José Mourinho vai torcer pelo Benfica por toda esta temporada que já está aí à porta.
Eu também vou. Por ser do Benfica, obviamente, mas também porque ficam historicamente bem ao Benfica os condicionamentos que o impedem de gastar milhões mas que não o impedem de se reafirmar como aquele clube genuinamente popular fundado por um grupo de órfãos e, tantos anos passados, ainda e sempre tão gloriosamente perto do povo de onde nasceu e tão longe dos favores do grande capital que assegura as notas mas não garante os títulos.
De outra forma como seria o Benfica o campeão dos campeões de Portugal?
Por tudo isto que Mourinho disse, e seja qual for o contexto pessoal em que o disse, o próximo campeonato não vai ser só futebol, vai meter também política social à séria.
Carrega Benfica dos pobrezinhos, a carregar desde 1904!

SÃO bonitas as camisolas brancas do Benfica. Para além de serem bonitas são estatutariamente corretas. 

TERMINE-SE como se começou. Com mais num excerto da versão integral da entrevista do Florentino português ao El País.
E que bem arranha o castelhano o presidente do Porto.
- Donde aprendió a hablar tan bien nuestra lingua, 'don' Jorge? - perguntou o entrevistador do El País roído de curiosidade.
- Por Diós, em Santiago de Compostela!
- Muy bien! Fuíste en peregrinacion, 'don' Jorge?
- Por supuesto! - Fuíste a pie, 'don' Jorge?
- No, no, fui de coche.
- De coche?
- Si fuera a pie nunca más lá llegava...
Não se compreende, com toda a franqueza, como é que o El País deixou de fora estes bocadillos.

Leonor Pinhão, in A Bola

Somar e subtrair

"Luís Filipe Vieira joga na mesma equipa que o tempo. Com os dois últimos campeonatos no bolso, o presidente do Benfica sabe que tem margem para apostar num treinador sem 'calo' de grande como Rui Vitória. Se lhe correr bem, então os méritos são todos da "estrutura" (ou da organização, como prefere chamar-lhe), liderada por ele próprio; se correr mal, Vieira manterá intacto o estátuto que fez por merecer nos 12 anos à frente do clube.
Como deixa bem sublinhado na entrevista que Record hoje publica, está confiante: a equipa é praticamente a mesma da época passada. Dos titulares, saiu Maxi Pereira. Mas a essas contas há que fazer mais algumas de subtrair. Os jogadores estão todos um ano mais velhos, o que pode ter um certo peso quando se fala de trintões como Júlio César, Eliseu, Jonas e Lima, todos eles titularíssimos indiscutíveis com Jorge Jesus. Além disso, em 2014/15, o Benfica cedo ficou limitado à luta pelo campeonato - e um plantel que já era curto para pensar também na Champions sê-lo-á novamente. A favor de Rui Vitória estão, também, contas de somar. Há jogadores que, nesta temporada serão necessariamente melhores do que há um ano. Samaris, Pizzi e Talisca, para apontar três potenciais titulares, arrancam para a segunda época de águia ao peito mais conhecedores do que lhes é exigido dentro de campo. Da mesma forma que se viu uma enorme transformação de vários futebolistas na segunda temporada (lembram-se de Matic?), é de esperar que haja mais valias em jogadores que deixaram dúvidas no passado.
Contas feitas, o plantel do Benfica está sensivelmente na mesma casa de partida em que estava na época passada. Se fizer o mesmo ou melhor, será uma época de enorme sucesso... para Luís Filipe Vieira."

45 milhões (pelo menos)

"45 milhões. Muito dinheiro. E muitas vezes 45 é dinheiro até fartar. O Sporting vem aplicando a jogadores novos e putativas promessas o rótulo tipo 'região demarcada', por via de uma cláusula de rescisão de 45 M.
O clube tem, aparentemente, duas políticas: um tecto para os salários e um chão para alienação dos direitos sobre os atletas. Critérios 'congruentes'.
Gostaria de perceber esta 'chapa 45', mas não chego lá, certamente por incapacidade própria. João Pereira, 31 anos, estava no desemprego e, com oportunidade, o Sporting contratou-o. Não satisfeito, apôs-lhe o tal valor para quem o quiser contratar mais tarde (!). Outros craques, Naldo e Ciani - este terá chegado a custar zero (um eufemismo para custos não explícitos) - foram etiquetados pelo mesmo valor. Segundo li, os insuperáveis, mas dispensáveis Iúri Medeiros, Tobias Figueiredo, Ricardo Esgaio, Wilson Eduardo, Rúben Semedo, Diogo Salomão e os ilustres desconhecidos Ponde, Kikas, Riquicho, Chaby, Mica Pinto e Edelino Ié estão seguros, também, por 45 M.  O pobre Gaitán, 27 anos, ao lado deles vale menos 10 milhões, tal qual o esforçado Jackson Martinez. Notável!
Mas, há mais. Gelson e Betinho arrasam com 60 M, tal qual os imprescindíveis Cissé e Enoh, bem acima de William Carvalho (54 M). Esta inflação clasular, que tem tanto de ilusório como de estúpido, não é monopólio dos leões. Mas, que diabo, alguém acha razoável estes valores que só desqualificam este instrumento de resgate?
Caso o SCP alienasse pelas cláusulas esta brilhante pletora de jogadores, limpava o passivo e sobrava-lhe dinheiro para comprar estrelas... para equipa A e B!"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Talisca é um problema

"O primeiro Benfica de Rui Vitória teve a assinatura de Jorge Jesus (JJ). Não esteve lá Maxi Pereira, como não estaria com JJ e entrou Sílvio; não apareceu Salvio e foi titular Talisca. O 4x4x2 foi o de sempre. Com o antigo treinador é previsível que o substituto de Maxi, a abrir, fosse André Almeida, mas dificilmente a vaga de Salvio não teria sido preenchida por Talisca. O resto foi parecido - mais fraco, como seria de esperar nesta altura do campeonato -, apesar de algumas vozes internas se terem esforçado em demonstrar que a segurança no passe se sobrepôs ao risco, e que a equipa se expõe menos a adversários mais fortes. Veremos.
Optar por fazer jogar Talisca nas alas é uma espécie de pecado original deste Benfica, herança deixada por JJ. Não se deve cometer, mas o treinador cai sempre em tentação. E Rui Vitória nem sequer pestanejou. O brasileiro alavancou a primeira fase da época passada com nove golos, deu a única vitória ao Benfica, na Liga dos Campeões, e invariavelmente foi como segundo avançado que rendeu mais e melhor. Na zona central do meio-campo, nunca mostrou disponibilidade suficiente para jogar com a intensidade que lhe era pedida - daí que nunca tenha sido uma verdadeira alternativa a Pizzi -, e nas alas faltou-lhe tempo para defender: quis sempre atacar em diagonal, à procura do centro, onde frente ao PSG apareceu a marcar um golo e a mandar uma bomba ao poste. O que fazer com Talisca?
O lugar-comum manda dizer que os grandes jogadores têm sempre lugar, seja qual for a posição, mas não é bem assim. Talisca não é suficientemente versátil ou falta fazer o trabalho que JJ não conseguiu levar até ao fim? E é esse o desafio que se coloca a Rui Vitória.
A partir do momento em que teve Jonas, JJ foi deixando cair Talisca, que passou a aparecer episodicamente na equipa e perdeu capacidade goleadora. O Benfica ficou sem uma solução, ganhou um problema. Face às características de jogador que gosta de estar no coração do jogo e de dispor de maiores oportunidades de marcar, Rui Vitória tem espaço para apresentar obra de autor, reforçando a condição de Talisca enquanto médio-centro, um Pizzi mais alto, melhor rematador, que precisa de ser mais solidário a defender."

Quem é Paul Dunne?

"Sempre fui mais das letras que das matemáticas e a culpa é, em parte, das matemáticas. Recordo-me de ainda na faculdade, e depois de três anos sem equações e afins, ser confrontado com algo tão simples como «perante este problema utiliza-se esta fórmula» e de franzir o sobrolho, levantar o dedo, e timidamente perguntar: «Porquê»?
Esta tentativa inconsciente de filosofar sobre a matemática não recolhia particular simpatia entre professores, da mesma forma que não parece lógica a qualquer pessoa numerada - ia escrever letrada, mas, convenhamos, podia parecer incoerente.
Note-se, em minha defesa, que tendo referido a ilógica da minha abordagem à matemática, estou não só a penitenciar-me dela como a assumir que tal é deliberado. O que, filosoficamente, me retira qualquer carga de ignorância, colocando-me porventura no campo da irracionalidade.
Ora, está é a mesma irracionalidade com que por vezes acompanho grandes eventos desportivos. Exemplos tenho dois, só esta semana. Vamos a eles: não sendo um seguidor de golfe, dei por mim não a querer saber quem tinha vencido o The Open, mas em que lugar tinha ficado Paul Dunne; não sendo um seguidor de surf, não quis saber quem era o melhor em Jeffrey's Bay, na África do Sul, mas sim quem é Julian Wilson.
O primeiro é um irlandês que entrou como amador no open britânico e chegou ao último dia em primeiro lugar, que há um mês procurava emprego como condutor de carrinhas e que agora já é elogiado por ter «o melhor jogo curto»; o segundo um australiano destemido, que ao ver o ataque de um tubarão branco a Mick Fanning disparou na direcção do rival para o ajudar.
Os dois são exemplos vivos de que por vezes há estórias muito melhores que qualquer resultado."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Uma luta sem tréguas

"O investimento realizado por FC Porto e Sporting deixa claro como o poder crescente do Benfica no futebol nacional incomodava as estruturas diretivas rivais. Numa época em que na Luz se anunciou uma inversão na política desportiva, com uma aposta nos jovens da formação ainda por confirmar e diminuição de investimento em contratações, dragões e leões podiam ter aproveitado para fazer o mesmo, reduzindo também eles os custos. Pelo contrário. A norte continua a gastar-se como se não houvesse amanhã e a Alvalade volta uma política de investimento forte. Objectivo? Ser campeão.
Mas esta guerra não se explica apenas desportivamente. Há mais em jogo em 2015/16. Os direitos televisivos, as eleições na Liga e o consequente controlo que representam e até os patrocinadores das camisolas são razão de disputa. Ganhar o próximo campeonato e fazer figura na Europa poderá ser determinante para o futuro próximo, em que investidores e receitas não abundam e mesmo UEFA e FIFA se preparam para mudanças. Curioso verificar como Luís Filipe Vieira, Pinto da Costa e Bruno de Carvalho conseguem estar em guerra num tema e do mesmo lado da barricada no outro, conforme dá jeito na persecução de determinado objectivo. E o célebre 'o que hoje é verdade, amanhã é mentira' de Pimenta Machado em versão revista e melhorada.
No meio de tudo isto há ainda o joker Fernando Gomes, na FPF à espera de voos maiores, ele que é um dos dirigentes mais ambiciosos do futebol português e que com Tiago Craveiro forma uma dupla capaz de se bater com quem for preciso para atingir as metas definidas. Questões como o sorteio dos árbitros vão ser constantes. A guerra é sem quartel e nunca se sabe quem poderá estar ali ao lado na trincheira."

Entretanto em Inglaterra...


Oxford United 0 - 4 Benfica B
Andrade(2), Gonçalves, Elbio

Primeiro amigável no estágio por terras Inglesas, com um resultado normal, contra uma equipa das divisões secundárias...

Campeões sem espinhos

"Portugal: finalmente um título mundial sénior da FIFA, no 101º ano da FPF. Começo, pois, por felicitar os atletas, técnicos e dirigentes pelo Campeonato do Mundo de Futebol de Praia. Não esquecendo a excelente organização e o entusiástico público.
Dirão alguns, depreciativamente, que foi um título sobre a areia, não sobre a relva ou mesmo sobre a madeira do futsal. No futebol, costumamos criticar um qualquer jogador por ser um 'brinca-na-areia'. Na areia, enaltecemos um praticante por nela tentar jogar como se fosse num relvado, O certo é que é um ceptro mundial oficial, tão invulgar, quanto saborosamente curricular. Vencemos numa inédita e curiosa final: contra Taiti da Polinésia Francesa, cujos jogadores estão sempre virados para a praia, num território de 180 mil habitantes.
Pelo caminho ficaram o antes crónico campeão, Brasil e o bicampeão ora destronado, a Rússia. Se quanto ao primeiro é óbvia a explicação dos anteriores sucessos, quanto aos russos dou comigo a pensar onde treinam, talvez na neve fofa. Por falar em areia, a de Espinho é boa e não movediça. Não se construíram castelos na areia, nem se mandou areia para os olhos de alguém, situações que se sucedem no futebol de onze. E os novos campeões nunca meteram a cabeça na areia, antes a levantaram com golos e taça. Não é que eu goste de areia. Recordo-me quando escolhíamos o 'campo', tinha de ser areia molhada e rija, e quão brutal era o esforço para jogar em areia solta. Era muita areia para a minha camioneta.
Pena a cronometragem não ser feita por ampulhetas ou relógios de areia. Sou há muito seu coleccionador, Não irá haver uma prova dedicada a este troféu?"

Bagão Félix, in A Bola

Campeão até nos matraquilhos!

"Ser campeão do Mundo, seja de que modalidade for, é extraordinário e um grande orgulho; nos matraquilhos, pesca, tiro ou em outras modalidades com mais impacto. E Portugal é campeão do Mundo em Futebol de Praia. Por isso, não consigo entender como é que existe gente que desvaloriza o que se passou em Espinho, que fala baixinho e torce o nariz para dizer que as jogatanas que faz com os amigos na praia são tão ou mais excitantes. Falamos de uma modalidade que integra o calendário FIFA e na qual Portugal conquistou o primeiro título de selecções seniores nas provas da responsabilidade desse organismo. Não é brincadeira. Como não foi brincadeira o tempo e profissionalismo que Selecção e Federação colocaram nesta prova, organizada e ganha por nós, portugueses, que raramente ganhamos alguma coisa grande. 
Lembram-se de termos sido medalha de prata na canoagem nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012? E campeões da Europa no ténis de mesa o ano passado? Para mim o importante é que Portugal dê luta, ganhe, ou ande lá perto, em tudo o que se mete, independentemente da dimensão do que joga. Serve esta opinião, também, para olharmos com mais atenção para o futebol feminino. Os EUA foram campeões e as miúdas tornaram-se rapidamente estrelas nacionais. É assim, quando se aposta forte e se ganha. Se o Futebol de Praia tem condições para crescer? Enquanto jogo não sei, mas oferece o que de melhor tem o futebol a sério: golos espectaculares e reúne num rectângulo de areia, competição, verão, festa, música, logo... é fácil prever mais público.
Cristiano Ronaldo, melhor jogador do Mundo de futebol; Ricardinho, melhor do Mundo em Futsal; Madjer, aclamado melhor do Mundo no Futebol de Praia - queremos outros e em mais jogos e modalidades, por favor!"

Nelson Feiteirona, in A Bola

Benfica a treinar-se onde Eusébio disse adeus

"'King' despediu-se ao serviço dos New Jersey Americans. Equipa de New Brunswick.
New Brunswick - Eusébio tinha 36 anos quando pendurou oficialmente as botas. O seu último clube foi os New Jersey Americans, da segunda divisão dos Estados Unidos (American Soccer League, extinta em 1983), na temporada de 1977/78. O clube, que só existiu durante quatro épocas, entre 1976 e 1979 (depois disso o franchise foi transferido para Miami, mas os Miami Americans acabariam por ir logo à falência), tinha a sede em New Brunswick, precisamente onde a equipa do Benfica está instalada, e jogou as duas últimas temporadas no Rugters Stadium, nos arredores, em Piscataway, onde a equipa do Benfica se treinou nos últimos dias. A verdade é que os jogadores encarnados nem sonham que foi ali, naquele local, que o Pantera Negra, brilhou pela última vez e se despediu do futebol - ainda faria cinco jogos pelos Buffallo Stallions, também dos Estados Unidos, mas mais em jeito de exibição, pois o adeus ao mais alto nível já tinha sido anunciado.
A contratação de Eusébio, que jogou no clube na mesma época que António Simões (também já jogaram os portugueses Telmo Pires e José Neto), foi considerado o momento mais mediático da curta história dos New Jersey Americans. O king assinou um contrato de 20 mil dólares, a meio da temporada, e era suposto ter ficado mais uma época, até 1979, mas o corpo já não aguentou, apesar de em 1977/78 ter marcado cinco golos nos nove jogos efectuados.
O Rugters Stadium, onde Eusébio lançou os últimos raios de sol no futebol que tanto amou e que tanto o amou, ao ponto de tornar-se imortal, foi demolido em 1993, dando lugar, exactamente no mesmo local, ao agora conhecido como High Point Solutions Stadium (na inauguração, em 1994, e durante algum tempo continuou a ser conhecida por Rugters Stadium), recinto com capacidade para 52 mil espectadores, depois das obras de expansão entre 2008 e 2009, e que pertence à Universidade Rugters, de New Jersey. No High Point Solutions Stadium joga-se agora futebol americano, soccer nem tanto, mas ali, como em tantos outros relvados espalhados por esse mundo, Eusébio foi rei um dia."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

terça-feira, 21 de julho de 2015

Alianças fingidas

"Jorge Pinto da Costa (o Nuno terá sido omitido por complexo histórico...) fez uma breve viagem ao passado para destacar alguns dos pontos mais relevantes dos seus longos anos na presidência do clube do dragão em entrevista ao diário espanhol El País, que teve como tema principal a recente contratação de Casillas, a estrela mais humilde que já conheceu. Destacou Artur Jorge e a vitória na Taça dos Campeões Europeus de 1987, falou de Mourinho, recusou a ideia de vender caro, socorreu-se de Pepe, Deco, Ricardo Carvalho e James Rodríguez e teve uma tirada bem ao seu gosto: «caros são os que se compram barato e não jogam».
Deslizava interessante a conversa até surgir a pergunta de que precisava para a resposta decorada. Que explicação para o facto de o Porto não ter conquistado nem um título sequer. Fraco desempenho de Lopetegui? Nada disso. Os culpados são os árbitros que beneficiaram o Benfica em sete pontos. É um estudo da Liga que o demonstra, sublinhou, para que toda a Espanha fique a saber o que por cá se passa. De aí que tenha retirado o apoio à recandidatura de Luís Duque e transferido para uma figura concorrente que está a ser cozinhada em lume brando, para evitar que se queime. Medida oportunista, sem projecto estruturado e sentido de futuro a sustentá-la. No essencial, trata-se de mais uma tentativa de regresso ao passado...
Não faz um mês ainda que escrevi neste espaço sobre o cerco que se preparava ao Benfica, através de alianças fingidas, com o objectivo de combater o adversário mais forte. Primeiro fez-se da despromoção de Marco Ferreira uma tragédia nacional para abalar a honorabilidade do presidente do Conselho de Arbitragem. Ora, se a intenção era atacar Vítor Pereira poderia ter-se começado pelo princípio e solicitar-lhe esclarecimentos sobre a indicação do referido árbitro para internacional em vez de promover este aranzel de nulo significado. Depois, surgiu Pinto da Costa a privilegiar a arbitragem como questão central, no tom e na forma que o caracterizam, o que foi interpretado como reentrada triunfal em cena do presidente portista após meses de estranha discrição e que sujeitaram Lopetegui a excessiva exposição e consequente desgaste.
Visto pelos seus seguidores como estratega de inigualáveis dotes, Pinto da Costa sabe que a sua grande dor de cabeça se chama Benfica e a possibilidade de o ver campeão pelo terceiro ano seguido corresponderá, em definitivo não só à mudança de ciclo do futebol português como à sua própria capitulação. Há um ano gastou em plantel novo até perder de vista, o que poderá tê-lo obrigado a ampliar as fronteiras orçamentais. Esforço para travar a ascensão da águia, que resultou em nada, porém. Este ano, mantém a mesma tendência gastadora de que a mediática aquisição de Casillas constitui o caso mais recente. É claro que profissional de tamanho currículo reclama vencimentos a condizer e se o Porto o recebeu é porque tem como pagar-lhe. É o lado irracional que a magia da bola carrega, sendo certo que quem acha bem, ou encolhe os ombros como se tudo deva ser consentido por um campeonato, deixa de ter moral para se queixar das taxas moderadoras nos hospitais, das tarifas nos transportes públicos ou da subida nos preços dos combustíveis.
Sei que tudo é relativo e o que Casillas ganhava no Real Madrid com certeza que se enquadrava na folha salarial do clube, mas o mercado português é incomparavelmente menor, não pode dar-se a esses atrevimentos. Razão para o reparo pertinente de José Mourinho, ele que é o número um e também o mais bem pago do Mundo. Mas não trabalha em Portugal, nem Ronaldo joga em Portugal. Da mesma maneira que os nossos melhores praticantes representam emblemas estrangeiros. Por isso, vendo o seu reinado aproximar-se do fim, PC, além de afrontar o admissível, capta aliados de ocasião que o ajudem na empreitada que, sozinho, não é capaz de concretizar: travar o Benfica."

Fernando Guerra, in A Bola

Aquecer logo pela matina...

Treino matinal em Rutgers Field, New Jersey.#CarregaBenfica #ICC2015

Posted by Sport Lisboa e Benfica on Terça-feira, 21 de Julho de 2015

A alteração dos paradigmas

"A bola já está a rolar, os primeiros jogos da pré-temporada ficaram para trás, mas ainda ninguém percebeu, ao certo, o que aí vem para a nova época futebolística. Benfica, FC Porto e Sporting - como não poderia deixar de ser - assumem-se como candidatos ao título e, com esse objectivo em mente, procuram acertar o passo. Mas se, olhando para o relvado é difícil, desde já, tirar grandes ilações, merece realce a forma como os rivais alteraram os respectivos paradigmas no que à formação das equipas diz respeito.
O Benfica, ao invés do que era normal desde que Vieira tomou as rédeas do clube, ainda não fez uma aquisição de vulto. Não estou a dizer que não entraram já jogadores capazes de ajudar, mas todos esperavam que, por esta altura, já alguma "truta" tivesse sido capturada. Será que ainda chegará? Estou convicto que sim, nomeadamente um avançado capaz de "rodar" (com rendimento similar) com Jonas e Lima, dois trintões. De resto, também não é de excluir a entrada de um lateral-direito e até de um extremo, caso Gaitán saia. A este propósito, aliás, importa dizer que a grande aquisição das águias até pode ser a continuidade do argentino. Ele faz a diferença.
No FC Porto, o que torna singular este defeso é a disponibilidade para avançar com operações envolvendo verbas anormais para o futebol português. Falo do valor pago, por exemplo, por Imbula; dos ordenados de Casillas ou Maxi Pereira e, seguramente, dos prémios de assinatura atribuídos a vários elementos. É verdade que o clube vendeu bem, que precisa de colmatar saídas importantes e que não equaciona voltar a ter uma época de seca... mas uma aposta assim, por cá, nunca se viu.
No Sporting, com a chegada de Jesus, o paradigma também se alterou (e muito). Tudo aponta no sentido claro da aposta em Gelson Martins, mas esse deverá ser o único aproveitamento real do trabalho mais recente efectuado na Academia. De resto, a opção passa por estrangeiros e vários até com idade já alta. 
Em suma, os caminhos são distintos e claramente diferentes do que tem sido normal. Contudo, a ideia geral é chegar ao final da época no topo da Liga. A questão é que só um vai rir. E o que será dos outros?"

Mourinho com discurso à Benfica

"Mourinho está no Canadá, em estágio com o Chelsea, e foi do outro lado do Atlântico que criticou o despesismo de FC Porto e Sporting num país (Portugal) «com muitos problemas sociais, políticos, económicos» e onde «as pessoas estão a sofrer muito».
Os mais desatentos poderão pensar que José Mourinho estava a falar directamente para os portugueses e a condenar os clubes que não teriam entendido a realidade social e económica de Portugal e, por isso, se afastavam da própria realidade da vida do povo. Mas não era essa a ideia fundamental de Mourinho. No fundo, os clubes portugueses serviram-lhe apenas de instrumento para atacar os clubes ingleses que já terão percebido que o fair play financeiro é uma treta e, por isso, procuram atacar o poder desportivo do Chelsea lançando mais dinheiro nas equipas, reforçando-as para estarem mais preparadas para ganhar. «O futebol é assim. Numa época fala-se do fair play na outra fala-se nas formas de o contornar» - dizia Mourinho referindo-se, naturalmente, ao que se passa no futebol inglês e não no distante futebol luso. Não deixa de ser curioso ouvir Mourinho dizer: «Disse aos meus jogadores que nós somos os mesmos e os outros não. Não posso impedir que outros assaltem um banco e gastem milhões.»
Ora vontade não teria faltado a Luís Filipe Vieira para dizer precisamente o mesmo. Mais brando nos costumes e no discurso, o presidente do Benfica limitou-se a dizer que não estava impressionado com as contratações dos outros e que os reforços do Benfica estavam dentro do clube."

Vítor Serpa, in A Bola

Entretanto na Sérvia...!!!

Zé Gato - o 1 e o 11 ao mesmo tempo

"A propósito de um livro de um autor italiano que se intitula a si próprio Zé Ninguém... A solidão na grande-área do romance. Há drama e tristeza e sonho e a realização de uma esperança. E um guarda-redes sempre pronto a defender os remates traiçoeiros da vida.

um tema que me diz muito: a literatura. E depois há a literatura e o futebol ou, se quisermos, o futebol dentro da literatura.
No Brasil sempre se escreveu muito sobre futebol. E bem! Que digo eu? Maravilhosamente! João Cabral de Melo Neto, Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, Nelson Motta, Ruy de Castro, Mário Filho, Luís Fernandes Veríssimo e mais e mais e mais. Futebol crónica, futebol poema. Muito pouco futebol romance.
Em Portugal sempre se escreveu muito sobre futebol. E bem! Repito! Extraordinariamente. Mas nos jornais, sobretudo. Os livros chutaram-se muito para canto. E vieram depois livros avulso, que se deixavam a eles mesmo fora de jogo da literatura. Apenas entretenimento.
Hoje vou falar maioritariamente com palavras alheias. A propósito de Luca Leone, italiano de Roma que assina sob o pseudónimo de John Doe. John Doe? Zé Ninguém? Será mesmo.
Foi o Luís Lapão que me falou de Luca Leone.
Ele veio a Lisboa e ao Estádio da Luz, ao Museu Benfica - Cosme Damião, para conhecer José Henrique, o meu bom amigo Zé Gato.
Porque José Henrique é o personagem principal do seu romance «Solo Come in Area Di Rigore» que ainda não tem tradução para português mas terá brevemente, espero eu e todos aqueles que gostam de literatura e de futebol.
Deitei-me à voragem do livro. No original, claro está. Sai-se dele como de um finta do Chalana, no zigue-zague da baliza.
Leia-se a propósito Dario Ricci
É um romance, não se esqueçam. O Zé Gato está lá mas não é ele, é a personagem dele. É a vida da personagem e não do próprio.
Há drama e tristeza e sonho e a realização de um esperança.
José Henrique está página e página na solidão da grande-área.
Dario Ricci, jornalista desportivo e escritor sublinha: «O número estampado nas costas, o 1, primo e portanto indivisível, recorda-nos a solidão da sua própria natureza ao mesmo tempo que contem em si todos os outros. E eis o grande prodígio matemático: 1+1 em futebol dá 11, equipa completa, ainda mais se este 1 é o 'capitão' como sucede com o nosso protagonista.
- 'Eu, frente a frente com o Mundo, com aquela faixa no braço esquerdo, represento todos!', diz José Henrique recordando todos os seus sonhos de criança e os dos adeptos. Porque no futebol, mais do que em qualquer outro jogo de equipa, como sentencia o guarda-redes das águias de Lisboa.
- 'Ninguém joga nunca sozinho para si próprio!'»
Confesso que li e quis continuar a ler.
O romance dentro do romance. O herói dentro do seu heroísmo imperfeito.
Ainda Ricci: «Para fazer deste romance um suado hino ao desporto mais amado do mundo bastaria a palavra de José Henrique, guarda-redes e jogador, sobre muitos dos seus adversários - extraordinário o retrato dos 'números 10', aqueles que no futebol são tudo menos um guarda-redes, isto é, 11-1=10, apesar do próprio José Henrique desmentir esta premissa -, sobre os seus treinadores, sobre o seu ombro desfeito mas miraculosamente pronto para os momentos que contam, sobre as suas defesas e golos sofridos, sobre a sua obsessão pela Taça dos Campeões, o Santo Graal do futebol mundial, sobre essa Lisboa loucamente apaixonada pelo jogo. Mas, José Henrique - graças à pena sapiente de John Doe - é muito mais do que um guarda-redes ou do que um jogador. José é simplesmente um homem que demonstra como com as luvas rebate os remates traiçoeiros da vida numa aventura existencial que se torna na contínua alternância entre a exaltação da glória e a precipitação no abismo. E o que é a vida de um homem, afinal? Por isso, respeito e honra a José Henrique que com a faixa no braço e luvas suadas é 1 e 11 ao mesmo tempo: é um de nós e representa-os a todos. Aliás, aquela águia voando não segura nas patas a frase E PLURIBUS UNUM?»
Leia-se. Vale a pena. Futebol e literatura são, por vezes, capa e contracapa do livro de sonhos.
O José Henrique merece. A sua vida dará mais do que um livro. E não será preciso perguntar: Quem és tu Zé Gato?"

Afonso de Melo, in O Benfica

Evidências desprezadas...

Capitão...



Aquecer...

Treino de hoje em New Jersey.Today's training session in New Jersey.#CarregaBenfica #ICC2015

Posted by Sport Lisboa e Benfica on Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

Nos meandros da Parceria de Félix Bermudes

"A Parceria deu nova vida ao teatro português e o seu sucesso foi tal que os seus ecos chegaram mesmo a terras brasileiras.

Para além de grande desportista de diversas modalidades, fundador e dirigente do Benfica, Félix Bermudes possuía também uma grande paixão pelo Teatro. Ernesto Rodrigues, antigo colega de escola, não gostava de escrever sozinho e lá convenceu Félix a dar-lhe uma mãozinha.
Em 1907, estreou-se com a opereta O Tira-Dentes. Um sucesso! Desse momento em diante, a sua vida ficaria para sempre ligada ao Teatro e uma Parceria coroada de êxitos que tanto divertiu Portugal de norte a sul, com peças como O Conde Barão, O Amigo de Peniche ou Arroz Doce. Merecem especial referência duas obras que foram adaptadas ao cinema e que se tornaram em verdadeiros clássicos: O Leão da Estrela e João Ratão.
Mas o que era a Parceria? Nas palavras de Félix, foi um 'triunvirato de autores teatrais que durante vinte anos encheu os palcos de originais portugueses ou de peças estrangeiras seleccionadas e adaptadas à feição do nosso público'. Para além do dirigente benfiquista, integravam o grupo Ernesto Rodrigues e João Bastos, contando ainda com participações esporádicas de André Brun, Pereira Coelho e Lino Ferreira.
Curiosas e invulgares eram as técnicas usadas pelos membros deste grupo na busca da desejada qualidade das peças. Na sua mesa de trabalho existia um enorme chocalho ligado a cada lugar: quando um dos autores escolhia uma ideia sem interesse ou fazia uma piada sem graça, o 'carrasco' puxava os cordelinhos, enquanto a 'vítima' se ria a bandeiras despregadas. Outro dos processos consistia num certo virtual para o qual se jogavam os papéis contendo banalidades que poderiam tirar a virtuosidade ao argumento. Bastava para isso que, depois de lida, um dos autores presentes dissesse: 'Cesto'!. Porém, vezes houve em que algumas dessas ideias foram resgatadas e aproveitadas para dar o 'ar da sua graça' nas suas peças. Havia ainda um prato no qual eram colocados todos os disparates ditos ou escritos e os erros de ortografia. A asneira permanecia nesse prato até surgir outra pior que a substituísse.
Segundo Félix, a receita para um sucesso tão duradouro foi simples: 'respeito pela profissão, apreço mútuo, mocidade espiritual e alegria'.
No Museu Benfica - Cosme Damião, pode conhecer mais sobre a figura de Félix Bermudes."

Ricardo Ferreira, in O Benfica

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Impressão digital

"Tive a missão de acompanhar bem de perto o primeiro teste do Benfica na pré-época e de tentar tirar as primeiras ilações, transmitindo-as, depois, aos leitores através das páginas de Record. Rui Vitória foi inteligente, sabia o que poderia causar uma derrota com outro tipo de números e apresentou uma equipa sem reforços. O que se viu dentro das quatro linhas, principalmente na primeira parte, foi um Benfica com muitas rotinas da época passada, até nas bolas paradas. Aliás, Vitória já tinha prometido que iria aproveitar o que de bom tinha sido feito pelo seu antecessor. Mas no BMO Field também já se começou a perceber a nova roupagem que o técnico quer dar ao seu Benfica: maior circulação de bola, mais segurança na posse e consequente redução da dose de risco, para evitar que a equipa seja apanhada em desequilíbrio na fase de transição. Este era um dos problemas das equipas de Jesus, que ficavam mais visíveis frente a adversários de nível superior."

Miguel Belo, in Record

PS: Concordo em parte com a crónica... discordo, quando diz que a maior circulação de bola aumenta a segurança na posse de bola, evitando o risco... A tal aparente indisciplina posicional em posse de bola (que eu referi na crónica), aumenta o risco, em caso de perda de bola.
O Benfica sofria muito poucos golos em contra-ataque, porque as 'saídas' de bola (da 1.ª fase para a 2.ª...) estavam perfeitamente formatadas, até podíamos ser um pouco previsíveis, mas existia quase sempre uma 'rede protectora' em caso de erro individual em posse...

O que valem os jogos de preparação

"Além de contribuírem para a construção das equipas, os jogos de preparação são também fundamentais para identificar carências...

Sei que corro o risco de provocar uma sensação de déjà vu com o que vou a seguir escrever. Esta é uma opinião que, provavelmente, já terei manifestado em princípios de época anteriores, mas que, atendendo ao aquecimento deste defeso, interessará repetir. Os jogos de preparação servem para isso mesmo, não há campeões na pré-época e aos treinadores cabe a responsabilidade de começar a formatação do disco rígido das suas equipas, sem demasiadas preocupações resultadistas.
É verdade que as vitórias mesmo contra os Étoiles Carouges desta vida, animam os adeptos e aumentam os índices de confiança dos jogadores. Mas os olhos devem estar postos no objectivo principal e esse é, sem margem para dúvidas, construir uma equipa forte e coerente, analisadas, em tempo útil, as várias hipóteses.
Dito isto, há também que dizer que, mesmo sem ter o resultado como objectivo principal, os jogos de preparação servem para identificar as carências. Aliás, creio mesmo que sem o desastre competitivo que foi, há um ano, a participação do Benfica no torneio do Arsenal, o clube não teria ficado tão sensível como acabou por mostrar-se à contratação de Júlio César e Jonas, que acabaram a época premiados pela Liga de Clubes como melhor guarda-redes e melhor jogador do campeonato.
Até ao próximo dia 31 de Agosto (e mais alguns dias para casos excepcionais), o desenho dos plantéis não deixará de sofrer alterações significativas; e até a bola começar a rolar em jogos a doer, o melhor mesmo é não tirar conclusões absolutas de verdades relativas.
Fora das quatro linhas, uma votação e uma eleição açambarcam as atenções dos próximos dias.
A AG da FPF vai pronunciar-se sobre o sorteio dos árbitros, num contexto em que surgem agora notícias de pareceres que apontam para a inadequação deste desejo da maioria dos clubes, com os estatutos federativos. Veremos como isto acaba, sabendo-se que nem jogadores, nem treinadores, nem árbitros querem o dito sorteio...
E a seguir haverá eleições na Liga de Clubes. Luís Duque, apesar de ter sido louvado pela generalidade dos clubes vê o FC Porto virar-se para Pedro Proença. E aqui radica a principal dúvida. Pedro Proença para o dirigismo da arbitragem? Seria uma hipótese interessante. Mas para a Liga de Clubes? Não é um peixe fora de água?


Mou faz aviso à navegação portuguesa
«O FC Porto pagou 20 milhões de euros por Imbula, paga um salário fantástico a Casillas. O Sporting paga milhões a treinador e jogadores...»
José Mourinho, treinador do Chelsea
O treinador do Chelsea, sempre atento à realidade portuguesa, apontou a contradição entre os tempos, marcados pela austeridade, que o nosso País tem vivido, e a disponibilidade de dois dos maiores clubes nacionais, FC Porto e Sporting, para investirem na época que agora está a dar os primeiros passos. Mourinho conclui que o futebol não tem lógica. Até um dia, até um dia...

Em Espinho, sem espinhas
Portugal é campeão do Mundo da FIFA em futebol de praia. Uma aventura que começou há muitos anos com a geração de Nunes e Hernâni, vê-se agora coroada de êxito, com a conquista de ceptro mundial, graças a esses globetrotters da areia que são Madjer, Alan e Belchior, chefes-de-fila de uma equipa com enorme talento e igual personalidade. Quem não se viu em Espinho, para entregar o troféu, foi Sepp Blatter, presidente demissionário (?) da FIFA que entendeu ser mais seguro não sair da Suíça, não fosse o diabo tecê-las...

ÁS
Madjer
Foi baptizado como João Víctor Tavares Saraiva mas o mundo do futebol de praia conhece-o por Madjer. Este português nascido há 38 anos em Luanda é o porta-estandarte dos novos campeões do mundo que a FPF lhe concedeu por altura do centenário, ao considerá-lo o melhor se sempre na areia.

ÁS
Mick Fanning
Foi com horror que se viu o brutal ataque de um tubarão branco de que foi vítima, em Jeffreys Bay, África do Sul, durante a etapa do mundial de surf. E foi com espanto que se soube que escapou ileso por ter afastado, ao murro o devorador de homens. Tricampeão mundial de surf, Fanning é agora campeão mundial do sangue frio.
(...)

A morte voltou a bater à porta da F1
Jules Bianchi não chegou a fazer 26 anos. A morte levou-o duas semanas antes e pôs fim a nove meses de escassa esperança e muito sofrimento, depois do acidente que sofreu no GP do Japão de F1, disputado em Suzuka, em Outubro de 2014. É a primeira fatalidade no Circo depois da morte de Senna, em 1994."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: O Blatter não veio a Espinho, mas foi recebido na Suíça com muita alegria e muito 'dinheiro' falso!!!



MAFIFA
Posted by Papoila Saltitante on Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

Sorteio dos árbitros considerado ilegal

"Presidente da AG da FPF pediu pareceres jurídicos.
Vai distribuir documento pelos sócios da Federação.
Decisão final no sábado.
O presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), José Luís Arnaut, tem já em sua posse pareceres jurídicos que concluem que as alterações aos Regulamentos de Arbitragem e Disciplinar, que os clubes aprovaram na assembleia geral da Liga de 29 de Junho, são ilegais.
O tema mais polémico destas alterações e que domina claramente o debate entre os agentes do futebol e os pareceres pedidos é o sorteio dos árbitros, para vigorar já na próxima época. Estas alterações só poderão entrar em vigor após votação em assembleia geral da Federação, marcada de urgência para as 10 horas do próximo sábado. Mas antes disso, José Luís Arnaut vai vai distribuir os referidos pareceres pelos sócios da FPF, contributo que considera essencial para a tomada de posição na AG de sábado, independentemente do sentido de voto que cada um já tenha.
José Luís Arnaut faz questão, neste processo, de separar o que são opiniões pessoais sobre um tema polémico e uma avaliação dos dados jurídicos. De resto, perante os pareceres, Arnaut considera irrelevantes as posições pessoais. E não deixará de alertar para os riscos de uma aprovação e possíveis consequências, que, em tese, podem ir até à reapreciação do Estatuto de Utilidade Pública da Federação."

Jorge Pessoa e Silva, in Record

Homem marcado

"Deliciei-me com a catadupa de indignados comentários que os doutores da bola - entre os quais ouso incluir-me, ainda que com um modesto bacharelato - dedicaram à "ingratidão" do Real Madrid com Casillas, na altura da sua despedida do Santiago Bernabéu.
Já todos se esqueceram da forma como Alvalade tratou Manuel Fernandes, da porta dos fundos por onde Fernando Gomes deixou o FC Porto e José Águas e Eusébio abandonaram a Luz. Ou de como Matateu se viu forçado a sair do Restelo para a Tapadinha. Quando o rendimento baixa, os clubes - e os respectivos treinadores - desprezam os mitos, afastam os capitães, ignoram as horas de glória que as suas maiores figuras lhes proporcionaram, e tudo perante a complacência de boa parte dos associados, mais interessados em carne fresca, mesmo que ela possa não ser boa coisa.
Com o advento das SAD, essa falta de "'coração' transformou-se em puro negócio e é ver as estátuas a partir-se e os ídolos a caírem fora. O caso de Ricardo Quaresma é sintomático. Não sendo propriamente um símbolo portista, não gostando de ser suplente e não falando espanhol, tornou-se num incómodo para Lopetegui e, perdido o que julgava ser o porto de abrigo definitivo, lá vai ele de novo para a Turquia e agora, se calhar, para o banco do Besiktas.
Quanto a Casillas, que no Real já não servia para Mourinho e não servia para Ancelloti - até ao dia em que o balneário retomou o poder -, se pensa que veio para o Porto para ter menos pressão, enganou-se. E vai ser a plateia do Dragão, que começará por aplaudi-lo, extasiada, a primeira a assobiá-lo quando passarem por ele as bolas difíceis - que sempre chegam. Com Helton no banco, Iker terá tolerância zero. Afinal, é um homem marcado."

B's em Inglaterra...

A equipa B partiu hoje para Inglaterra, onde vai efectuar vários jogos particulares:
22 de Julho, Oxford United, 17h.
25 de Julho, Salford City, 17h.
27 de Julho, Birmingham City, 17h.

A surpresa é a presença do Thierry Graça na convocatória... as ausências do Flávio Silva e do recentemente contratado Bruno Rodrigues, deve ter sido por lesão... O Paraguaio Francisco Vera segue viagem...

PS: Mais 4 jovens com contratos profissionais: Filipe Soares, Gedson, Nuno Santos, Diogo David.

Cota... is back!

Resumo da Champions cup por Cota do Bigode

Posted by Cota do Bigode on Domingo, 19 de Julho de 2015

domingo, 19 de julho de 2015

O Benfica e o tio rico da América

"Não há modelos de estágios de pré-época com sucesso garantido. Por isso, não se pode dizer que o FC Porto decidiu melhor, por estar ausente do país, mas na Europa, jogando com equipas de pequena e média qualidade competitiva; que o Sporting é o mais esperto, porque quase não sai de casa, dá goleadas a equipas de «outros campeonatos» e puxa pela auto-estima; ou que o Benfica é que sabe o que está a fazer, por ir para outro continente adaptar-se às dificuldades de outros climas e de outros fusos horários e ainda jogar com adversários da mais alta qualidade.
Pode admitir-se, no entanto, que a situação mais discutível será a do Benfica. Porém, só será, mesmo, discutível do ponto de vista do interesse desportivo da equipa, porque a obriga a maior e, talvez, mais perigoso desgaste, mas já é difícil de discutir quando a contrapartida apresentada é superior a três milhões de euros.
Haverá certamente quem pense que o Benfica não deveria colocar os interesses económicos acima dos interesses desportivos e que esses três milhões de euros lhe podem vir a sair caros. É uma visão aceitável, mas cada vez mais longe da realidade internacional. A verdade é que a presença do Benfica na América consolida o apetite de um mercado internacional importante e com notório poder económico, tal como acontece com outros grandes clubes europeus em relação ao mercado do extremo oriente. Cada vez mais os clubes profissionais de futebol devem estar preparados, ao mais alto nível, para gerarem interesse em novos mercados, capazes de proporcionarem novas e mais significativas receitas."

Vítor Serpa, in A Bola

Eu gosto é do verão

"Época das bolas de berlim na praia, das sardinhas, dos caracóis e da imperial; dos gelados - em copo e sem toping! - e, claro, do sol. Por aqui é uma das épocas de mais desgaste. Faz parte. Confesso que tão depressa odeio os meses de verão como (quase) não consigo viver sem eles.
Este é um dos defesos mais emotivos de que me recordo. Talvez apenas superado pelo do Verão Quente de 93. Que emoção! - Lembram-se quando Sousa Cintra anunciou Paulo Futre no Sporting e, dias depois, o extremo assinou pelo Benfica? Ria-se Jorge de Brito, do outro lado da Segunda Circular. E a resposta do líder leonino? Toma lá, que eu vou buscar o Paulo Sousa e o Pacheco! E ainda tentou João Vieira Pinto (esteve quase...) e Rui Costa?
Voltei a sentir a agitação do mercado com a saída de Maxi Pereira, um dos capitães do Benfica: para o FC Porto. A confusão teria sido maior, claro, se em vez do Dragão o uruguaio estivesse em Alvalade. E se Jorge Jesus não tivesse protagonizado a transferência do defeso, essa sim, entre rivais históricos. Espero uma época disputadíssima, com os grandes a terem, até ver, armas diferentes.
A teoria que o Benfica parte em vantagem por ser bicampeão carece de confirmação quando, comparativamente, há um clube que mantém o treinador e este parece ter via aberta para as contratações. Já poucos se lembram da saída de Jackson Martínez, da dispensa de Quaresma, ou da aposta de 20 milhões num médio-defensivo (Imbula). No FC Porto fala-se de Maxi Pereira e Iker Casillas. E aumentam as responsabilidades para um técnico que pensa numa super-equipa. Na Luz, Rui Vitória herda o peso do bicampeonato - o que for a menos é negativo e vai arrumando a casa enquanto continua à espera de reforços. O futuro do Benfica, neste campo, está condicionado por questões financeiras, mas também, e muito, pelo que ditarem os jogos da digressão na América do Norte. Em Alvalade, Jorge Jesus mostra-se fiel aos seus princípios e tenta reforçar a equipa à sua imagem. Não tem sido fácil, entre avanços e recuos, mas conseguiu o "cabeça de cartaz". Gutiérrez faz o treinador respirar de alívio. Como fazem um lateral-direito, dois centrais e outro avançado que já estão em Alvalade. O Sporting tem de ser candidato ao título."

O 'Etoile Carouge' deste ano, esteve mais forte...!!!

Benfica 2 - 3 PSG

Até poderia ser mais prudente começar a jogar contra equipas da 2.ª Divisão, ou dos Distritais, mas calhou esta época, começar logo contra um PSG (este ano não houve Carouge!!!). É verdade que muitas das estrelas dos Parisienses não jogaram, mas Rabiot, Lucas, Maxwell, Digne, Aurier, Matuidi, Van der Wiel, Sirigu e o próprio Trap são jogadores de qualidade indiscutível. Além disso este PSG começou a pré-época mais cedo, já fizeram alguns jogos particulares, e nesta fase da época o ritmo pode fazer a diferença... Foi visível a falta de velocidade de reacção em vários dos nossos jogadores na disputa dos lances, normal, após cargas físicas grandes nos treinos - além da viagem de 7 horas de avião na véspera, com o respectivo jet-lag... -, para acentuar ainda mais o 'problema' estes jovens do PSG são quase todos muito físicos... Nem parecia um jogo de pré-época na forma como algumas faltas foram efectuadas... durinho. Sendo que alguns destes jovens do PSG vão ser jogadores de Futebol... curiosamente na época 2013/14 o Benfica derrotou o PSG na UEFA Youth Cup, onde despontavam vários destes jogadores
Também não devemos entrar em comparações precipitadas, o ano passado por esta altura, perdemos vários jogos, e jogámos mal, mas tínhamos muitos jogadores novos, vários dos titulares chegaram atrasados, e hoje começamos o jogo praticamente com a equipa do ano passado, já rotinada, e que está muito próxima daquela que será a nossa equipa tipo, este ano... Mas acabámos a partida com um 11 totalmente alterado, e de 2-1 a nossa favor, passou para 2-3 contra...
As únicas alterações foram a entrada do Sílvio (para o lugar do Mini) e do Talisca (para o lugar do Salvio). O esquema base foi o 442, mas no ataque os jogadores 'fugiam' muito às posições, principalmente o Nico e o Talisca. O baiano aproveitou para fazer um bom jogo individualmente, mas houve ocasiões onde estava tudo no meio, e ninguém nas alas... Não é fácil avaliar se esta aparente 'indisciplina' táctica é resultado do cansaço e do ainda pouco trabalho táctico nos treinos, ou se será mesmo assim!!!!
Quem muitas vezes fica mal visto com os maus posicionamentos em posse de bola, é a defesa (após perdas de bola...), e com as pernas ainda pressas, fomos apanhados em apuros algumas vezes, de forma pouco habitual...!!!
Como é habitual nestes jogos com a substituições as partidas ficam algo incaracterísticas, sendo que desta vez o PSG trocou pouco, e nós trocamos muito... notando-se a normal falta de rotina.
Destaque óbvio para o Talisca, pelo golo, e pelas duas bolas nos postes, e ainda pelo golo 'falhado' de forma escandalosa, jogou a 1.ª parte nas alas (supostamente) e depois ocupou o lugar do Jonas após o intervalo... O Nico também esteve bem, aparentemente não está nada 'preocupado' com uma potencial saída... O Samaris enquanto teve força, esteve impecável...
Pode não ser justo, mas o 3.º golo foi uma sucessão de 'azares': começou com uma perda de bola do Nelson (até me pareceu falta...), depois o Lindelof escorrega, e depois o Paulo Lopes 'franga'!!! São daquelas coisa... Já o Teixeira também não entrou bem na equipa... o mesmo se pode dizer do Carcela, que até demonstrou boa atitude, mas a atacar...
Mas para mim o 'erro' mais preocupante é a utilização do Sìlvio na direita... O Sílvio jogo o 'dobro' a defesa esquerdo!!! O Pizzi voltou a começar muito mal, mas com os minutos foi melhorando... Os jogadores normalmente mais lentos (Eliseu e Luisão) acabaram por evidenciar ainda mais a lentidão devido à 'prematura' (normal nesta altura) condição física...

Nunca é bom perder, mas o mais importante nesta altura é meter a equipa a jogar, e perceber o que tem que ser melhorado ou alterado até ao início da época oficial... É muito importante, perceber as lacunas do plantel neste momento e rectificar...

Nota para a forma como o Benfica foi recebido em Toronto pelos Benfiquistas (apesar de muitos já estarem de férias em Portugal), desde da chegada ao Aeroporto até à despedida... E a onda vermelha vai continuar em Newark seguramente!!!

PS: Curiosamente a última vez que tínhamos vestido camisola branca e calções vermelhos foi num 1-1 (saboroso...) em pleno Parque dos Príncipes... com um grande golo do Nico!