Últimas indefectivações

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Devíamos era andar tristes

"Neste momento são vários os agentes desportivos que se debruçam sobre a natureza e durabilidade da vantagem de quatro pontos que o Benfica tem nas primeiras sete jornadas deste campeonato.
Há jogadores do FC Porto que dizem não estar preocupados com este atraso, o treinador azul e branco diz que não lhe interessa, há comentadores televisivos que foram mais longe e afirmaram que se deve apenas ao demérito da concorrência.
Chegamos pois à conclusão, que o melhor início de época deste século e um dos melhores dos últimos 25 anos, com um título já alcançado se deve aos nossos rivais. Já nem sei se devo continuar benfiquista, se tenho que mudar de clube para lhes agradecer tamanha alegria.
De facto no ano passado, por esta altura, o Benfica estava com cinco pontos de atraso do FC Porto e este ano leva quatro de avanço. Como no último ano ganhamos tudo, a lógica da concorrência deve ser que este ano não vamos ganhar nada.
Nós devíamos estar tristes por ir em primeiro, por ganhar jogos, por ter o melhor ataque, por ter o melhor goal average mas como não temos essa grandiosidade intelectual andamos felizes. Por exemplo: este ano ganhámos 4-0 ao Arouca. Fizemos mal, porque o ano passado empatamos 2-2. A lógica do comentário indica que se devia ter vindo triste da Luz.
Por mim está bem assim. Só choro a oferta daquele golo ao Sporting, em tudo o mais a época está perfeita. Melhores os resultados que as exibições? Sim, é um facto mas como a equipa só pode melhorar, esse facto é ainda mais retemperador.
Em semana de selecções começar por dar os parabéns aos nossos sub-21 que estiveram fantásticos. A vitória de ontem sobre a Holanda colocou-nos perto do primeiro objectivo. Haja talento e sorte contra a Dinamarca que bem precisamos. O comentário será sempre em função dos resultados."

Sílvio Cervan, in A Bola

Um dos nossos...


O Jordy já é um dos nossos há vários anos... foi guiado por mão divina, e viu a Luz!!!

Um dos melhores do Mundo na sua profissão... Sul-Africano, sem ligação familiar a Portugal, e que está em grande forma neste momento. Boa sorte para amanhã, para a fase final do WQS de Cascais, e muita força para o WCT de Peniche na próxima semana...

Louvores a quem merece

"Nunca é demais louvar quem merece tal reconhecimento. Nos dias que correm, importa louvar algumas personagens do futebol lusitano. Assim, comecemos pelo árbitro Hugo Miguel, o mesmo que apitou o Benfica - Arouca.
Foi enternecedor observar a diligência e o cumprimento total da letra da lei no momento em que mostrou o cartão amarelo ao Sálvio. Foi um gesto de um árbitro rigoroso, inclemente, que conhecedor das leis do jogo e não tem medo de mostrar um cartão amarelo a um jogador que acabou de ser rasteirado por trás e que depois de cair pediu um cartão amarelo para o homem que o rasteirara. Nem parece o Hugo Miguel que ao ver James simular um penálti numa famosa última jornada, decidiu expulsar o homem do Paços que nada fizera e marcar penálti. Foi um árbitro muito longe daquele Hugo Miguel que, alegadamente, nas escutas daquele processo dourado de que não se pode falar arbitrou o jogo Porto B / Gondomar e «os investigadores da PJ apuraram que o árbitro e a respectiva equipa foram 'premiados' com objectos em ouro.» (cito um artigo do jornal 'O Público').
Enfim, naquele cartão amarelo vai toda uma mudança de rumo na carreira. Vai tarde, mas vai a tempo e isso é sempre de louvar.
Num outro plano, importa louvar o nosso rival FCP que, numa atitude de grande desportivismo e revitalização da memória da cidade do Porto, decidiu, desde há uns anos, festejar o aniversário de um extinto clube da Invicta fundando a 28 de Setembro de 1893. Apesar da rivalidade que nos separa, registe-se esta digna atitude que, certamente, deixaria muito orgulhoso o homem que fundou o FCP em 2 de Agosto de 1906, José Monteiro da Costa.
Termino, pedindo desculpas aos leitores por ter escrito no mesmo texto acerca do cavalheiro Hugo Miguel e o do FCP, duas entidades que nunca vimos misturadas em nenhum contexto futebolístico."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Encarnado é o Vermelho-amor (Talisca)

"Já não há como negar esta realidade, pelo menos para já: há um 'fenómeno Talisca' na Luz.
Em outras épocas recentes, tivemos 'fenómenos' de natureza semelhante. Isto é, jogadores nos quais a equipa, treinador e adeptos depositaram uma verdadeira crença de que podiam resolver os jogos mais difíceis com um rasgo individual. E quando o colectivo não conseguia, por si, abrir as defesas adversárias, lá aparecia um desses jogadores a tornar-nos venturosos. O sintoma de que há um 'fenómeno Talisca', para além dos golos que marca, é a certeza, logo que a bola lhe chega aos pés, de que dali sairá uma solução, dali haverá um passe de ruptura, uma finta, uma assistência, um remate, qualquer coisa bem feita que quebre a rotina defensiva do adversário. A crença de que dos pés de Talisca está muito do nosso êxito colectivo dá-lhe um estatuto, para já, de 'fenómeno', uma espécie de salvador em horas de aflição. Te acontecido de maneira muito vincada nas jornadas iniciais do campeonato, a fazer-nos lembrar outros 'fenómenos'.
 Recordo-me de Simão Sabrosa, de Aimar ou de Cardozo (este em moldes diferentes), por exemplo, em quem os adeptos depositavam sentimentos semelhantes. Embora Talisca não tenha ainda a notoriedade desses mesmos atletas, conseguiu em muito pouco tempo fazer-nos acreditar que é o nosso homem.
Acontece, porém, que não estamos a falar de um atleta que custou dezenas de milhões de euros. À prospecção do Benfica se deve esta descoberta, fazendo lembrar a de David Luiz há uns anos. Mas enquanto David Luiz precisou de tempo para vingar no Benfica, acresce ao que já dissemos de Talisca este outro fenómeno, o de chegar, ver e vencer. Lembremo-nos a incapacidade de adaptação dos jovens jogadores sul-americanos na Europa. Quanto tempo levou Di Maria para aparecer como figura no Benfica?"

Carlos Campaniço, in O Benfica

O comentador

"Não estão a ser fáceis os primeiros tempos de Lopetegui à frente do FC Porto. Os resultados não têm proporcionado uma exposição brilhante, mas o espanhol não tem ajudado à definição da sua imagem no Futebol português. Desde esquemas de jogo incompreensíveis a acusações reiteradas à arbitragem, que se tornaram num verdadeiro choro de bebé mimado, Lopetegui está a dissipar alguma aura de culto que tinha à chegada a Portugal, mesmo entre adeptos do FC Porto.
Desde logo, o treinador portista parece mais um comentador desportivo do que propriamente o treinador de um grande clube - e parece que terá sido mesmo essa a sua ocupação, entre 2004 e 2006 -, espraiando-se reflexões sobre lances decisivos ou momentos de arbitragem que, talvez ainda não tenha compreendido, são apontadas como críticas à estrutura do Futebol, mesmo admitindo não ser essa a sua intenção.
Por outro lado, Lopetegui parece incapaz de criar alguma cultura de jogo, apostando em esquemas de rotatividade permanentes que, no limite, acabam por confundir os próprios jogadores e impedir a construção de estruturas estáveis de exibição, quer ao nível defensivo, quer ao nível ofensivo. Ao mesmo tempo, apesar de ter ao seu dispor um grupo considerável de jogadores capazes de desequilibrar e ser criativo, o espanhol aposta praticamente sempre nos mesmos homens para conduzir o jogo (Indi, por exemplo).
Finalmente alguém devia dizer a Lopetegui que se cale de uma vez por todas com a arbitragem. Sobretudo porque é ridículo e desconcertante ver alguém, num dia, vir a terreiro apontar o dedo aos juízes pelo resultado obtido, noutro, alvitrar que os outros adversários estarão a ser beneficiados pelas arbitragens e finalmente, num dia de maior acalmia, ficar espantado e indignado por pensarem que ele possa estar a colocar em causa' a intenção e a honestidade' dos árbitros portugueses. Um verdadeiro (flop) Lopetegui, se assim continuar!"

André Ventura, in O Benfica

O Mestre

"Di Maria, Ramires, David Luiz, Coentrão, Witsel, Javi, Matic, Oblak, Garay, Siqueira, Markovic, André Gomes, Rodrigo e Cardozo. Estes são os jogadores que o Benfica foi perdendo desde 2010, com os quais terá encaixado uma verba global próxima dos 250 milhões de euros (na maioria dos casos, fruto de uma valorização exponencial).
Ao longo deste período, houve que refazer a equipa - ora parcial, ora quase totalmente, como neste último verão. Os resultados foram: 2 Campeonatos, 1 Taça, 4 Taças da Liga, 1 Supertaça, 2 finais europeias, 5.º lugar no ranking da UEFA, 4 apuramentos directos para a Champions, e apenas 3 derrotas nos últimos 70 jogos da Liga. Não fora um auxiliar de Proença em 2012, e uma profunda falta de sorte em 2013, e o Benfica seria tri-campeão. É “apenas” campeão, mas desde os anos 80 que não evidenciava tamanha competitividade em épocas sucessivas.
E sem 6 titulares do “Triplete”, aí estamos nós, novamente na liderança, com 4 pontos de vantagem. A estes números, podemos acrescentar um futebol exuberante, ofensivo e goleador, capaz de empolgar as exigentes bancadas da Luz. Olhamos para o Benfica de Jorge Jesus, e para o Benfica anterior, e a diferença é abissal. Se Vieira trouxe a revolução institucional que resgatou o Benfica dos seus piores anos, Jesus somou a componente desportiva de que o nosso futebol carecia.
Pode mascar pastilhas elásticas, e dar pontapés na gramática. Pode até ser indelicado para alguns jornalistas mal habituados. Mas poucos no mundo perceberão de futebol como ele. Segue as suas convicções, e não as pressões que pedem A por ser português, B por ser da formação, ou C por ter olhos azuis. Diz as verdades, mesmo quando nos custa ouvir que a Champions não pode ser objectivo imediato. E, mantendo uma equipa disciplinada, determinada e confiante, ganha jogos. Muitos jogos. “Forever” é palavra perigosa. Mas, enquanto benfiquista, dormiria descansado com a garantia de que a dupla Vieira-Jesus se mantinha no Benfica, pelo menos, mais uma década."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um dia até lhes vão chamar insubstituíveis

"No capítulo dos erros dos árbitros, o momento mais fabuloso da jornada foi o regresso do sportinguista Fredy Montero aos golos em posição de fora de jogo 299 dias depois.

O Benfica é uma equipa em construção e não podia deixar de ser, não por mania do seu treinador, mas porque, efectivamente, da equipa campeã saiu muita gente da maior importância. Reinsisto. A saída mais difícil de disfarçar é a de Garay, um jogador excepcional, onde nascia o jogo da equipa de trás para a frente e onde morria, frequentemente, o jogo do adversário. Poderá haver, sobre este assunto, as mais variadas opiniões. Mas esta é a minha.
A realidade é agora outra. Há, no entanto, belas promessas entre alguns dos que chegaram agora ao Benfica. Jonas foi o último a chegar e assim que tocou na bola pela primeira vez no jogo com o Arouca percebeu-se que o brasileiro veio com os estudos feitos. São de apreciar, porque são raros, os jogadores que não reclamam tempo de adaptação e de aprendizagem. Jonas marcou até um golo na estreia, é um licenciado.
Dos outros novos, Talisca e Derley vão-se fincando, ganhando o seu espaço. Um dia destes até lhes vão passar a chamar de insubstituíveis depois de lhes terem chamado outras coisas menos bonitas. Isto ainda se vai compor em termos da qualidade do espectáculo capaz de agradar às plateias elegantes.
No último fim-de-semana, quanto às lamentações de uns e ao gáudio de outros, houve a registar o perdão de grandes penalidades ao Benfica e ao FC Porto, uma para cada um.
Mas no capítulo dos erros das terceiras equipas em campo, como não podia deixar de ser, o momento mais fabuloso da jornada, verdadeiramente sensacional foi o regresso do sportinguista Freddy Montero aos golos em posição de fora-de-jogo 299 dias depois.
É obra.

AINDA um assunto da semana passada.
Foi acusado o treinador do Benfica de ter preferido, em Leverkusen, poupar jogadores para o desafio com o Arouca do que procurar a vitória contra os alemães na Alemanha, como se vencer o Bayer fosse um brinde assegurado desde que Maxi Pereira, Samaris e Lima entrassem em campo nas posições de André Almeida, de Cristante e de Derley.
Desde que a temporada oficial começou tem sido proeminente no discurso do treinador do Benfica a vontade de revalidar o título nacional brilhantemente conquistado em 2013/2014. Há mais de trinta anos que o Benfica não vence dois campeonatos de uma assentada e, francamente, já começa a parecer mal.
Portanto quer Jorge Jesus aquilo que todos queremos e que exigimos.
No entanto, tal como acontece a qualquer adepto comum do Benfica num momento de introspecção honesta, de bom grado Jorge Jesus trocaria o hipotético segundo título consecutivo por uma hipotética vitória na Liga dos Campeões, facto quinhentas vezes mais estrondoso do que a vitoriazinha interna, muito saborosa, mas sem aquela distinção do galgar das fronteiras que o Benfica persegue desde 1962, quando bateu o Real Madrid por 5-3 na final de Amesterdão, há mais de 60 anos.
Ou não é assim?
Troca-se imediatamente um campeonato nacional por uma Liga dos Campeões!
Quem estiver de acordo ponha o braço no ar!
Ena, tantos braços no ar, inclusivamente o meu.
Infelizmente, estas duas competições não são equiparáveis a cromos para a troca. Nem, muito menos, são fantasias. O Benfica, que nos dois últimos esteve à beira de ganhar a Liga Europa e não ganhou, sofreu este ano uma remodelação tão acentuada no seu quadro de jogadores que, dificilmente, haverá lugar, em 2014/2015 para a edificação de uma equipa sólida e fortemente competitiva a nível do segundo escalão da realeza europeia, como as que vimos nas duas temporadas anteriores.
O que não queremos, e neste ponto estaremos todos de acordo, é fazer má figura como fizemos, na verdade, na Alemanha.
É mau benfiquismo pensar assim?

JOSÉ MOURINHO reagiu ao melhor estilo de um D’Artagnan sadino à intempestiva intrusão de Arsène Wenger no seu espaço técnico enquanto decorria o jogo entre o Chelsea e o Arsenal. Um alçar do peito, um olhar fulminante, toda uma elegância inata no dirimir da situação criada pelo azougado mosqueteiro francês.
E duas forçosas passadas atrás porque Wenger tem, bem medido, mais um palmo de altura do que Mourinho e apareceu-lhe não só pela frente mas também distintamente embalado.
No clássico de Londres, a capital mundial das boas maneiras, fez furor o momento protagonizado pelos dois treinadores, sendo que um é um sacana de um francês, pelo que tem culpa, e outro é português, pobrezinho, pelo que está desculpado.
Foi assim, geneticamente, que os arregalados ingleses viram o que se passou em Stamford Bridge.

NA última temporada o jovem Ola John foi justamente desterrado para o campeonato alemão e regressou outro. Veio reeducado.
Agora quando o Benfica não tem a bola o holandês compromete-se no trabalho de a recuperar. No jogo com o Arouca até o vimos a dobrar Eliseu por mais do que uma vez.
Já quando o regressado Ola John tem a bola não se perde em habilidades circenses sem qualquer proveito para a equipa.
Está um extremo pragmático o nosso Ola John. Avança sem medo quando pressente que o caminho lhe está de feição, não inventa e quando se depara com dificuldades opta por entregar a bola a um companheiro melhor colocado ao invés de brincar na areia, que era a sua especialidade mais em destaque no primeiro ano que passou na Luz.
Perante este milagre da reeducação, estamos todos com grandes expectativas no que diz respeito ao regresso de Djuricic depois de uma temporada na Alemanha ao serviço do Mainz.
Se não vai a bem, vai a mal.

DITOU o sorteio ser o Sporting da Covilhã o adversário do Benfica na primeira eliminatória da Taça de Portugal que inclui os clubes primodivisionários, cabendo ao Benfica, que é o detentor do troféu, jogar fora de casa. O jogo realiza-se, portanto, na Covilhã embora no fim-de-semana tenham surgido notícias que apontavam a decisão da eliminatória para o palco de Aveiro em favor de uma receita que permitisse “resolver o problema financeiro do clube”. Acabou por imperar a tradição e o Benfica vai mesmo jogar à Serra da Estrela. Ainda bem. Assim é que é bonito.

ESTÁ em grande o Valência de Nuno Espírito Santo e de mais uns quantos portugueses que são nossos estimados conhecidos. No último fim-de-semana bateram sem apelo o campeão espanhol por 3-1. A todos se deseja a continuação destes sucessos.
Este lindo arranque do Valência vem relançar a questão dos benefícios internos de se estar ausente das competições internacionais, que é, precisamente, o que se passa nesta temporada com a equipa “ché”.
Sempre me intrigou chamarem-lhes a equipa ché. Fui investigar. Ao que parece chamam-lhes “ché” porque “ché” é uma interjeição muito comum do falar valenciano e que se equivale ao nosso “pá”, no sentido de tratarmos com proximidade alguém amigo com quem falamos.
- Che, mira el gol de André Gomes!
- Eh pá, que golão do Talisca!
O uso do ché é também comum na Argentina e em outros países sul-americanos. Por exemplo, o doutor Ernesto Guevara, de nacionalidade argentina, entrou para História com o nome de “Che” Guevara porque tratava por “ché” toda a gente que conhecia. Traduzindo para português chamava “pá” a todos, o que nem é para admirar.
Os “chés” de Nuno Espírito Santo, voltando ao futebol, vão bem lançados na Liga espanhola apesar de estarem fora da Europa ou vão bem lançados na Liga espanhola precisamente por estarem fora da Europa? 
Por exemplo, na época anterior houve duas equipas que conseguiram ficar no segundo lugar dos seus respectivos campeonatos – o Liverpool em Inglaterra e o Sporting em Portugal – porque, para muita gente douta, beneficiaram das folgas de não terem jogos europeus a meio da semana ao contrário dos seus adversários internos mais directos que se esfalfaram em compromissos, viagens e minutos nas pernas.
Tudo isto são, naturalmente, especulações. E, por isso mesmo, o percurso deste Valência merece a maior atenção, “ché”!

NA noite de sexta-feira o presidente do Sporting atirou-se com unhas e dentes ao presidente do FC Porto e até lhe chamou nomes feios. Também se atirou ao presidente do Benfica ainda que com menor veemência porque o respeitinho é muito bonito. Por este conjunto de antecedentes oratórios foi uma pena a ausência do presidente do Sporting na reunião da Liga na segunda-feira para o cara-a-cara com os ofendidos que é o apanágio dos valentões."

Leonor Pinhão, in A Bola

Tempo do tempo

"Hoje deixo o desporto em regime de pousio.
Hoje falo do tempo de notícias sobre o tempo.
Acordei com um aviso laranja em alguns distritos por causa da chuva e da trovoada. Aliás, são mais frequentes os dias sob a ameaça de um qualquer alerta de cores meteorológicas. É a versão tecnocrática do que, antes, se chamava, tão sábia e simplesmente, Inverno e Verão.

Chove durante umas horas seguidas e aí está um alerta com garantia de abrir um telejornal. Há umas rajadas de vento, cai um aguaceiro forte, as temperaturas descem uns 'insuportáveis' 10.º graus positivos ou sobem aos 30.º graus e logo se acendem as luzes de um metrológico semáforo. Técnicos são entrevistados como se o apocalipse estivesse iminente!
Tratam-se estes assuntos nos media com tal ridículo dramatismo que não faltam os avisos de que temos que usar agasalhos para o frio, guarda-chuva para a chuva, beber água para o calor, etc... não vá o povo esquecer tão sábios conselhos.

Recordo-me de um noticiário televisivo ter aberto com uma reportagem (em directo, imagine-se!) sobre uns pingos de chuva que, em Agosto, caíam numa praia do Algarve! Onde é que está a novidade, a diferença, a notícia, o alarme? A banalização dos alertas acaba por estiolar o sentimento de prevenção individual e colectiva face a situações graves que, infelizmente, acontecem. Lamentavelmente, ainda há semanas houve uma forte chuvada em Lisboa, com estragos materiais, e o que se ouviu foi um passa-culpas entre serviços de meteorologia e serviços camarários. Uma questão de cor dos cartões (perdão, alertas), tal qual no futebol se discute o alaranjado entre o amarelo e o vermelho."

Bagão Féllix, in A Bola

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Vitória... com um susto, no meio do temporal !!!

Pinheirense 2 - 5 Benfica

Mais um mau início (com um golo sofrido, numa perda de bola do Henmi...), e só nos últimos minutos do 1.º tempo, com a quebra física do adversário conseguimos impor o nosso jogo. Foi importante empatar antes do intervalo... num grande golo do Patias.
A 2.ª parte foi diferente, falhámos menos na concretização... e abrimos uma boa margem até ao 1-4...

Voltámos a ter somente 8 jogadores de campo disponíveis: Paulinho, Ré, Bruno Pinto, Vítor Hugo, Pablito continuam de fora... talvez por isso, notou-se alguma gestão de esforço, os jogadores do Benfica estão habituados a uma rotação maior... Mas tivemos algumas desconcentrações perigosas, e curiosamente foi o Gonçalo, o mais experiente, com mais bloqueios!!!

A BTV transmitiu o jogo em directo, com os nossos próprios meios. Infelizmente, devido ao mau tempo (temporal em vários pontos do País...), tivemos algumas interrupções durante o jogo (sempre que a transmissão parava, o Benfica marcava...!!!), mas espero que no futuro o Benfica aposte em mais transmissões fora das nossas modalidades...
Com muitos Benfiquistas nas bancadas em Gondomar, tenho que homenagear um deles, que durante o jogo mandou umas 'bocas' engraçadas: 'Mete o Talisca', 'Está fora-de-jogo'...!!!

Introdução... épica !!!

Duas semanas sem campeonato

"Duas semanas sem campeonato! Apenas selecção e Taça, o que, para utilizar uma linguagem em voga quanto dos impostos, é uma forma de 'moderação' futebolístico-clubista.
E vai saber bem. A mim, como benfiquista com o gosto de prolongar, sem esforço, a liderança do SLB, nesta entrada outonal. O que vem mesmo a calhar, dada a legião de jogadores magoados e a necessidade de a equipa se apresentar em melhores condições face aos últimos tempos menos convincentes (Moreirense em estilo sofrido, Estoril em regime de dieta depois dos 2-0), Arouca em sonolência prolongada interrompida por um excelente Talisca e B. Leverkusen num dos piores jogos europeus de que tenho memória). Será tempo, também, para o ainda guarda-redes Júlio César receber mais uns intensivos tratamentos, não direi para jogar, mas para, pelo menos, conduzir sem dores o automóvel.
É também uma oportunidade para Lopetegui deixar de sonhar com árbitros, a não ser o afável e compreensivo Pedro Proença, sobre o qual, aliás, o treinador não teve queixas...
Serão, igualmente, duas semanas de aquecimento verbal para o FCP e SCP, após ingrato sorteio na Taça de Portugal.
E tempo para os três clubes pensarem na 'estratégia técnico-táctica' e no 'enquadramento físico-emocional' da 3.ª jornada da Champions que virá logo a seguir. O Benfica em Monte-Carlo lutará por ainda chegar à... Liga Europa. O Sporting vai a Gelsenkirchen tentar repetir o feito do poderoso Maribor. O Porto, depois de uns bielorrussos suaves e de uns ucranianos quase expatriados, enfrenta, nada mais, nada menos, que o último classificado da Liga espanhola. Oh! Ingratos sorteios, de novo!"

Bagão Félix, in A Bola

Talisca, o facilitador

"Desde que chegou ao Benfica, Talisca já foi testado em várias posições: começou por jogar no lugar de Enzo, depois houve tentativas de fazer dele um 6 e, mais tarde, viria a jogar entre 9,5 e o 'meia', acompanhando Lima no ataque.
A indefinição quanto à posição do baiano faz sentido. Qualquer que seja o lugar onde joga, Talisca aparenta ser um corpo estranho à organização táctica da equipa. Não tem cultura defensiva e, apesar da altura, revela fragilidades nas bolas aéreas; falta-lhe intensidade de jogo de Enzo e não sabe pautar o jogo como um 8; e aparenta lacunas técnicas para jogar de costas para a baliza. Tudo isso é verdade, mas Talisca é um verdadeiro facilitador.
Num jeito meio desengonçado, toma sempre a opção mais inesperada para, com eficácia, desbloquear os impasses dos jogos.
Se o futebol precisa de jogadores capazes de interpretar rigorosamente uma determinada táctica, necessita também de quem seja capaz de desformatar o jogo. Talisca é um desses jogadores: não interpreta na perfeição as características de nenhuma posição, mas, onde quer que jogue, revela um rasgo individual que lhe permite surpreender sempre. Quer em arrancadas serpenteantes, onde parece que vai perder a bola a qualquer momento mas acaba por marcar, quer em passes de ruptura, com a bola a sair vertical, como se pontapeada por um taco de bilhar, como sucedeu na jogada do golo de Salvio contra o Arouca. As suas características fazem, por vezes, recordar um colosso do futebol brasileiro, também ele um jogador incaracterístico: Rivaldo.
Claro que Talisca precisa de limar muito o seu futebol e espera-o, ainda, uma longa aprendizagem, mas, convenhamos, com o brasileiro o risco não é tanto não aprender, mas aprender de mais, tornando-se de um jogador burocrático."

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O novo «D'Artagnan Negro» e memórias de Lagardère

"Há que agradecer a Jorge Jesus ter devolvido ao futebol português os velhos romances de capa e espada. Há muitos, muitos anos, outra figura do Benfica, José Torres, então no V. Setúbal, tinha traçado esse caminho.

Jorge Jesus confessou, ao seu estilo, não conhecer bem o D'Artagnan. Já José Mourinho, pelos vistos, conhece-o bem. Ao D'Artagnan e à gramática portuguesa, garante o próprio. Tenho dúvidas. A gramática inglesa, por exemplo, desconhece por completo.
Então aproveito a deixa e vou falar do D'Artagnan. Afinal foi uma figura da minha infância. Ele e Athos, Portos e Aramis. E o Conde de Monte Cristo. E Lagardère. Não, não porei o futebol de lado. Uma coisa não impede a outra.
Muita gente não sabe, mas o D'Artagnan não se limitou a ser uma personagem de Alexandre Dumas (pai) escritor francês que viveu entre 1802 e 1870 (já explicarei o preciosismo da data), autor também de «O Conde de Monte Cristo». É verdade que surgiu na trilogia - «Os Três Mosqueteiros»; «Dez Anos Depois»; «O Visconde de Bagelonne: Vinte Anos Depois» ou «Homem da Máscara de Ferro» - mas existiu de facto: chamava-se Charles Ogier de Batz de Castelmore, Conde de D'Artagnan, e era capitão dos mosqueteiros da guarda ao serviço do rei Luís XIV. Ora, este D'Artagnan autêntico, de carne e osso e espada à cinta, encarnou a história do outro, do de Dumas (pai), caindo na protecção do cardeal Mazarin e mantendo-se ao serviço da companhia dos mosqueteiros até à sua dissolução. Da sua arte no manejo das armas, não tenho notícias. Suponho-o excelente, embora não tanto como o invencível D'Artagnan das páginas da velha «Livraria Lello», onde o conheci.
Parece que, por via do desaguisado entre Mourinho e Jesus, se prepara para existir hoje na equipa do Benfica, entre o meio-campo e o ataque, magro e escuro, um «D'Artagnan Negro» chamado Talisca. Maneja os pés e o encanto de uma bola. Talvez não escrevam livros sobre ele, mas andará por muitos anos nas páginas dos jornais. Pelo seu talento, espera-se, e não por razão de bate-bocas espúrios se bem que curiosos.
O futebol não tem sido rico em alcunhas de capa e espada. D'Artagnan lembro-me de um, Robert Pires, por sinal com sangue português, que ganhou o «petir-nom» ainda no seu tempo de Metz. E de Ruud Gullit, «A Tulipa Negra», outra obra de truz de Alexandre Dumas (o pai). Se falho, culpo a minha amaldiçoada memória, cada vez mais insuficiente para os anos que vai acumulando.
Mas, no Brasil, há outro D'Artagnan, sem apóstrofe: Dartagnan Jatubá torcedor profissional. Isso mesmo. Só os brasileiros para nomes assim e profissões quejandas. Dartagnan Jatubá acompanha a selecção brasileira nos Campeonatos do Mundo, mas não se resume ao futebol, apoia as equipas de basquete, de vólei, de ténis... O ordenado é-lhe pago pelos patrocinadores. Ele só tem de usar a sua espada: a garganta. Ele e os mosqueteiros que o acompanham...

A estocada final do «Bom Gigante»
Falei de Alexandre Dumas (pai) e vou falar igualmente de Paul Féval (também pai). Ambos tiveram filhos, o que não é de estranhar, e ambos tiveram filhos escritores, o que foi uma espécie de herança. Alexandre Dumas (filho) dedicou-se a uma escrita mais romântica e foi autor, por exemplo, do famoso «A Dama das Camélias». Paul Féval (filho) seguiu as pisadas do progenitor e até de Alexandre Dumas (pai). Foram dele «O Filho de Lagardère» e «O Filho de D'Artagnan».
Bem, mas vamos ao Paul Féval pai. Foi praticamente contemporâneo de Alexandre Dumas (o pai, não o filho), vivendo de 1816 a 1887 (e aqui justifico o tal preciosismo), e criador de um herói tão famoso com D'Artagnan - Lagardère, Chevalier Lagardère, ou Henri Lagardère, surgiu numa série de novelas tituladas. «O Corcunda». No cinema vi-o com a cara de Jean Marais. Dizia: «Si tu ne viens pas a Lagardère, Lagardère ira a toi!». Terrível ameaça.
Se Talisca é agora o D'Artagnan, ou «D'Artagnan Negro», já houve um Lagardère no futebol português.  E jogou no Benfica, embora a alcunha lhe tenha sido posta depois. Foi ele o grande José Torres, mais famoso pelo epíteto de «O Bom Gigante». A história é simples, foi o próprio José Torres que ma contou, em sua casa, por entre o arrulhar dos pombos, já a doença o minava com crueldade: «Foi o José Maria Pedroto, em Setúbal, que começou a chamar-me de Lagardére. Como estava a caminho do final da carreira e jogava menos tempo, passei a ser o homem que ele fazia saltar do banco para dar a estocada final.»
Digamos que foi «à Lagardère» (expressão que também teve a sua época em Portugal) que José Mourinho resolveu responder a Jorge Jesus, de gramática numa mão e duas pedras na outra, mal ouviu falar de D'Artagnan. Se bem que tanto D'Artagnan como Lagardère fossem baluartes do cavalheirismo, algo que Mourinho ignora tanto como a gramática inglesa. O Conde de Monte de Cristo, também de Alexandre Dumas (pai) tinha um lema: «Nem esquecimento nem perdão!» Aqui vou tentando combater os esquecimentos. Com a pena, não com a espada."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Lixívia VII

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............. 19 ( 0) = 19
Braga............... 11 (-3) = 14
Sporting........... 13 (+1) = 12
Corruptos........ 15 (+4) = 11

A 'competência' do Desdentado é realmente extraordinária... Com uma carreira repleta de Roubos, consegue manter a 'fama' de Melhor do Mundo !!! Até o treinador 'enrabado' esta semana, mesmo após o 'acto', continua a defender que o 'querido' é o Melhor do Mundo...!!! Eu sei que a máquina de propaganda Corrupta é gigantesca, mas mesmo assim temos que reconhecer que não é fácil, mostrar incompetência semanalmente, roubar sistematicamente, e mesmo assim manter a 'fama' de impoluto, entre as Virgens do Tugão...!!!
No actual contexto (Benfica líder... com +4 pontos) seria impossível imaginar um cenário onde os Corruptos perdessem pontos, com o Proença a apitar... aliás, para ser mais exacto: em qualquer contexto, é preciso ser realmente muito optimista (ou ingénuo), para se duvidar da vitória Corrupta, sempre que o Proença seja o apitador... o jogo do último Domingo, foi só mais um, onde esta teoria foi testada com sucesso!!!
O lance mais polémico deu-se no último minuto, onde ficou mais um penalty por marcar contra os Corruptos... O lance parece-me óbvio. Os do costume vão alegar problemas de intensidade, mas neste tipo de situações, o penalty é sempre marcado.
No resto do jogo houve mais alguns lances duvidosos nas áreas, onde o Desdentado até decidiu bem: mergulho do Alex Sandro, o Micaela até lhe toca, mas o exagero da queda, retirou ao Corrupto qualquer razão para pedir penalty; corte com a barriga do Santos; lance normal entre Alex Sandro e Pardo; e até o agarrão do Indi ao Éder ao minuto 88, é 'aceitável', visto que nas 'bolas paradas' existem sempre contactos ilegais...!!!
Não vi o jogo em directo, estava na Luz. Hoje procurei os lances polémicos referidos na imprensa, através de uma gravação, numa Meo Box... curiosamente só no Fórum Ser Benfiquista, no tópico Arbitragens, li uma referência a uma jogada entre o Indi e o Pardo ao minuto 34... na imprensa, nada!!! Foi procurar as imagens, e não pude de sentir nojo, mais uma vez... Explico:
O lance começa com uma cotovelada do Indi ao Pardo, sem bola, numa desmarcarção nas costas do caceteiro do Barreiro. Até posso aceitar que o Proença não tenha visto, já que a bola está a ser jogada noutro lado, mas o Fiscal-de-linha tem a obrigação de ter visto. Mas o minuto 34 não 'acabou' neste lance!!! A bola sobra para o Zé Luís, que se embrulha com os defesas Corruptos, e onde o Maicon lhe enfia um valente pontapé, mesmo à frente dos olhos do Desdentado, e este nada marca...!!! Mais uma vez, o ressalto é favorável ao Braga, a Micaela tenta chegar à bola, mas o Marcano enfia-lhe um golpe de Karaté... E agora sim, o Proença marca a falta!!! Foram no máximo 15 segundos: 3 faltas, 1 vermelho, e 1 amarelo por mostrar... mas o Proença só viu a última falta, e não mostrou nenhum cartão aos jogadores Corruptos!!! Assim é fácil não sofrer golos... E este tipo de tratamento de excepção é regra, naqueles lados!!!
Uma última nota para uma jogada que aconteceu já com o jogo finalizado: por alguma razão ninguém percebeu que o Proença tinha apitado, para o fim do jogo!!! Os jogadores do Braga continuaram a jogar!!! O Indi que estava a pedir assistência médica (no lance onde fez penalty), estava na área Corrupta, ao verificar que o Braga estava a atacar, fez um sprint enorme, e deu um daqueles 'encostos' meiguinhos ao adversário!!! Tudo isto com o jogo parado!!! Desconheço o que dizem as regras num caso destes, mas houve uma clara agressão de Indi, o facto do jogo já ter terminado, não parece que seja álibi... mas isto só seria um Caso, caso o agressor vestisse de Vermelho!!!

Em Penafiel o Montero voltou a marcar um golo, quase 1 ano depois, novamente em Fora-de-jogo... deve ser Karma, mas o rapaz só marca em Fora-de-jogo!!!
Curiosamente, a agressão para Vermelho directo do André Martins, aos 39 minutos da 1.ª parte, quando o jogo estava 0-0, passou despercebido a muitos analistas!!!

Já falei bastante da arbitragem na crónica do jogo da Luz. Mantenho tudo o que disse. Acrescento, os lances que o Arouca protestou: o 'abraço' do Maxi, ao André Claro é um daqueles lances na fronteira da falta. Se fosse uma 'bola parada' nem sequer seria um Caso, mas neste caso até aceito que fosse marcado penalty. Em relação aos Amarelos para o Samaris, até aceito que o Grego pudesse ter levado um Amarelo na 1.ª parte... duvido que ele tivesse feito aquela falta sobre o David Simão, já com um Amarelo, mas até legitimo 'pedir' a expulsão para o Samaris, mas agora aquilo que não se pode fazer, é identificar os Amarelos 'esquecidos' ao Samaris, e não dar o mesmo destaque aos Amarelos e Vermelhos que ficaram por mostrar aos jogadores do Arouca. Destaco só dois: Nelsinho, e Bruno Amaro. O trinco foi óbvio, além das várias faltas, já com o Amarelo decidiu dar um murro na bola, e nada aconteceu...; mas o Nelsinho até devia ter sido expulso na 1.ª parte: aos 8 minutos travou o Maxi à entrada da área (o árbitro marcou ao contrário); aos 31 minutos, deu mais uma porrada ao Salvio, numa jogada perigosa, onde o Toto já tinha ganho a linha de fundo... e só aos 44 minutos, levou um Amarelo, devido a mais um carrinho sobre o Samaris (livre directo, que o Gaitán atirou por cima).
Mas como eu afirmei, a estratégia defensiva do Arouca passou pelo sistemático recurso à Falta... e isso só foi possível, devido à colaboração do árbitro. Que foi complacente, colaborante mesmo, com a atitude dos jogadores do Arouca. Protegendo nos Amarelos, mas também no local onde marcava as faltas. Por exemplo, as duas faltas sofridas pelos Benfiquistas mais perto da área do Arouca, foram incrivelmente transformadas em faltas contra o Benfica!!! Sobre o Maxi aos 8 minutos; e na consequência da bola ao poste enviada pelo Lisandro, o mesmo Lisandro disputou a bola na Meia-Lua, levantou o pé, bastante alto, tal como o jogador do Arouca... o Lisandro toca na bola, e o jogador do Arouca dá um pontapé na perna do Lisandro... O que é que Hugo Miguel faz?! Marca falta contra o Benfica!!!
É preciso não esquecer que este jogo foi jogado na Luz, é preciso não esquecer que as arbitragens por definição têm tendência para serem 'caseiras', é preciso não esquecer que teoricamente os 'grandes' são beneficiados... portanto quando se faz a avaliação ao trabalho do árbitro, não se pode ignorar aquilo que seria a tendência natural. E quando se analisa o curriculum deste Ladrão nos jogos com o Benfica (até amigáveis), não podemos ignorar os Roubos sistemáticos... Ontem na Luz, o objectivo provavelmente não era fazer o Benfica perder, mas pelo menos um empate...!!! Dá menos nas vistas !!! Sim, os Ladrões também têm este tipo de preocupações, aliás o Querido Desdentado é disso o melhor exemplo...
Uma nota final sobre a BTV: hoje, quando revi o jogo na BTV, fiquei mais uma vez desagradado, da forma como alguns lances foram mostrados!!! Por exemplo, no remate do Pintassilgo, que o Artur defende, com a bola a passar por cima da barra, não foi mostrada a Linha do Fora-de-jogo!!! Não percebo. Mesmo que não houvesse tempo durante o jogo para mostrar as repetições, ao intervalo, ou no final da partida, há espaço para tirar duvidas... Esta tendência, para querer passar a ideia que a BTV é uma televisão 'independente' irrita-me profundamente... Pode-se mostrar todos os lances, mesmo aqueles onde o Benfica é supostamente beneficiado (não são muitos, seguramente...), e ao mesmo tempo, não perder a identidade Benfiquista.

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)

Final feliz...

Benfica 4 - 0 Arouca

Começo por dar os parabéns ao desbloqueador do jogo: Pedro Emanuel !!! Sim, foi o treinador do Arouca que acabou por fazer aquilo que o Hugo Miguel não quis fazer: tirou o Bruno Amaro !!! Como o Huguinho, resolver ter um critério largo (larguíssimo), deu tempo ao Pedro Emanuel  para substituir o Bruno Amaro antes de este ser expulso (algo que seria difícil !!!). Normalmente estas decisões, até são elogiadas, mas desta vez, o Benfica só conseguiu marcar um golo, após o Careca sair. E aposto com quem quiser, se o Bruno Amaro estivesse em campo, o Talisca nunca tinha marcado aquele 1.º golo, pois tinha seguramente levado uma cacetada antes de rematar...!!!
Aliás o Bruno Amaro, e o Huguinho só fizeram aquilo que os Corruptos, os Lagartos e respectivos avençados, andaram a pedir durante a semana toda, após o Estoril-Benfica: se algum jogador do Benfica se aproximar da baliza, dêem-lhe porrada (pedido expresso em directo, na PorkosTV pelo avençado de serviço...); se os jogadores do Benfica levarem porrada, e mais porrada, sejam meiguinhos e aguentem os cartões ao máximo (este pedido, até foi feito na BTV, pelo Fernandes Peres - adepto fundamentalista Corrupto, mascarado de adepto do Arouca -, num programa produzido em parceria com a Antena 1)!!!
Este foi um típico jogo do Tugão. Toda a estratégia do Arouca, passou por um recurso sistemático à falta...!!! Sempre que o Benfica fazia mais do que dois passes: façam falta!!! Sempre que um jogador do Benfica acelere: façam falta !!! Estas devem ter sido as indicações do treinador...!!! O posicionamento dos jogadores do Arouca, e a atitude dos jogadores do Arouca, neste caso, tornou-se irrelevante !!! O 'segredo' desta estratégia é não fazer nenhuma daquelas faltas muito espalhafatosas, que obriguem o árbitro a mostrar o Vermelho... de resto é só esperar pela colaboração do apitador !!! Evitando marcar faltas em zonas perigosas (como aquela sobre o Maxi, mesmo à entrada da área), retardando os amarelos ao máximo (e se for possível amarelar a equipa que leva porrada, com merdinhas de nada... por exemplo o amarelo ao Salvio...), marcar faltas ofensivas quando a equipa que leva porrada, tenta recuperar a bola em zonas adiantadas, e muito importante, travar a velocidade do jogo, dando tempo para a defesa recuperar fisicamente, para isso recomenda-se levar uma eternidade, sempre que uma falta é marcada, de preferência entrar em conversa com todos os jogadores quando o jogo está parado... e foram muitas as oportunidades para a conversa!!!
É verdade que no 1.º tempo o Arouca criou várias situações de perigo, mas foi sempre mais por demérito do Benfica, do que por mérito do Arouca. Com maus passes, e falhas de posicionamento. Após o intervalo, com o posicionamento rectificado nos processos defensivos do Benfica, o Arouca acabou por ser inofensivo, a excepção foi um remate ao lado do poste direito do Artur. Mas o nosso guarda-redes que na 1.ª parte foi obrigado a várias intervenções, na 2.ª parte foi praticamente um espectador...
E com um Benfica remendado, esta estratégia quase resultou. Quando o jogo começou tínhamos 9 jogadores indisponíveis por lesão, quando o jogo acabou temos 11 jogadores lesionados. Repito 11: Amorim, Fejsa, Sulejmani, Sílvio, Jara, Júlio César, Paulo Lopes, Jardel, Enzo, Lima, Gaitán !!!
É unânime que o plantel do Benfica desta época, em termos de qualidade é mais curto - eu concordo -, mas parece que ninguém quer valorizar as ausências. O facto do Benfica estar neste momento isolado na liderança, com 4 pontos de vantagem, é um daqueles milagres, que só a muita competência explica...
Esta paragem do Campeonato acaba por aparecer, no momento certo. 3 semanas de intervalo, com Selecções e Taça de Portugal pelo meio, podem ser fundamentais para recuperar alguns jogadores. Agora espero que os lesionados convocados para as Selecções fiquem no Seixal a recuperar: Enzo e Gaitán.
Onde se nota mais as ausências é no meio-campo. Hoje, sem o Enzo, contra a teia adversária tivemos muitos problemas em criar jogo ofensivo, além de todos os problemas de cobertura defensiva que o Samaris e o Talisca ainda têm. O Nico, condicionado, também não fazia a diferença, e o Toto estava trapalhão. Só o Derley, com muita luta, e muita qualidade na protecção da bola, conseguia criar problemas... além do remate de longe do Talisca.
Na defesa, o Lisandro teve uma 1.ª parte, desastrosa. Notava-se que o Argentino queria 'segurar' o lugar, ganhar a confiança do treinador... mas falhou passes, perdeu bolas, e tomou algumas decisões erradas na cobertura. É verdade que o Eliseu ajuda pouco, e algumas perdas de bola no meio-campo foram quase suicidas, mas exige-se mais leitura de jogo, a um Central do Benfica. No 2.º tempo, tudo foi diferente, talvez com a 'palestra' ao intervalo, o posicionamento foi rectificado, e a ansiedade doseada... o resultado foi muito melhor. O Arouca inclusive deixou de atacar por aquele lado, e passou a tentar aproveitar as costas do Maxi.
Além do Lisandro, tivemos mais duas estreias: Jonas e Pizzi. Gostei dois dois. O Jonas tem toque de bola, joga de cabeça levantada, procura tabelinhas, e remata fácil. Mas não é um ponta-de-lança de área, físico, rápido... Parece-me claramente a melhor opção para a posição de 2.º ponta-de-lança do plantel. Pode ser uma avaliação precipitada, só com 45 minutos, mas...; o Pizzi ainda jogou menos, e entrou já com o jogo decidido, mas também gostei de ver, a atitude, com a bola nos pés, e a forma como recuperou defensivamente. Estava curioso, para saber qual seria a posição onde o Jesus ia colocar o Pizzi a jogar, hoje foi a '8', e parece-me que será aí que o Pizzi vai ter minutos... se calhar já na Taça de Portugal na Covilhã.
O jogo estava encravado, e tal como já afirmei o golo do Talisca desbloqueou (com o pé direito!!!)... Foi uma verdadeira arrancada à Enzo, com uma excelente assistência do Derley. No 2.º tempo o Samaris tentou ser mais agressivo, e pareceu o mais inconformado, mas toda a equipa estava bloqueada. Mesmo o Ola John, que acabou por fazer duas assistências, antes do 1.º golo, não tinha conseguido 'entrar' no jogo.
Os destaques individuais, vão direitinhos para o Artur e para o Derley. O 'goleiro' fez várias defesas complicadas na 1.ª parte, não permitindo o golo ao Arouca, que poderia ter sido fatal... demonstrando confiança; o Derley pela assistência, pelo golo, por todas as jogadas onde lutou, pelas faltas que 'sacou', pelos cartões que 'sacou', até pelos dribles que conseguiu... pessoalmente, só acho que lhe falta um pouquinho mais de espontaneidade no remate. Algo que com mais confiança, será mais fácil... Hoje, na 1.º tempo, efectuou um remate, de ângulo apertado, quando tinha linhas de passe no meio... Foi uma decisão duvidosa, mas a um ponta-de-lança espera-se sempre que remata à baliza... e o Derley nos primeiros jogos, parecia que tinha vergonha em rematar, optava sempre pela assistência... hoje parece que começou a perder a vergonha...!!!

domingo, 5 de outubro de 2014

Vitória... esperada

Benfica 38 - 19 Passos Manuel

Vitória expressiva... mais dilatada do que nos jogos de pré-época, o que pode indicar evolução... Nota especial para os mais novos, que estão a ganhar muitos minutos...

Na final...


Galitos 83 - 85 Benfica

Vitória muito difícil, inesperadamente difícil... mas o mais importante foi a qualificação para a Fase Final do Troféu António Pratas, que se vai realizar no próximo fim-de-semana em São Pedro do Sul.
Vamos defrontar a Ovarense nas Meias-finais, e em caso de vitória, vamos encontrar na Final o vencedor do jogo Barcelos-Lusitânia.

Empate... mais um empate !!!

Feirense 2 - 2 Benfica B

Mais 2 pontos perdidos nos últimos minutos... Foi um jogo complicado, o Feirense tem muitos jogadores experientes - apesar dos maus resultados -, e o Benfica não conseguiu assumir o domínio da partida, mas do mal ou menos, o Miguel Santos também não teve muito trabalho...
Como é 'normal' o apitador acabou por ser o desbloqueador da partida, marcando um penalty contra o Benfica!!! Reagimos, e conseguimos dar a volta ao marcador... mas a 7 minutos do fim, voltámos a permitir o empate.
A grande novidade da partida, foi a estreia do Renato Sanches a titular. O Junior de 1.º ano, a pedido de muitas 'famílias' estreou-se nos seniores!!! A exibição do miúdo até foi fraca, mas é exactamente isto que ele precisa neste momento... se ficar somente a jogar no nacional de Juniores, vai pensar que é tudo fácil.

Santos; Semedo, Cardoso, Valente, Rebocho (Andrade, 60'); Lindelof, Amorim; Sanches (Menga, 45'). Guedes (Dawidowicz, 70'), Costa; Fonte