Últimas indefectivações

sábado, 25 de janeiro de 2014

Meia-dúzia... sai mais barato!!!

Benfica 6 - 1 Corruptos

Pedi uma reacção no último jogo com o Venderell, e a equipa reagiu!!! A entrada foi demolidora, isto depois do Trabal ter defendido um penalty logo nos primeiros minutos!!! Nós estávamos claramente pressionados, outro resultado sem ser a vitória era uma desgraça, mas a ansiedade que às vezes ataca esta equipa, hoje, não apareceu... o facto dos golos terem aparecido no início, ajudou ao esclarecimento...

Parece impossível, mas fiquei chateado com o golo da consolação dos Corruptos!!! Com a derrota do Valongo, a classificação ficou mais apertada, mas não vencer em Valongo na próxima jornada, é mandar este esforço fora!!! Os pontos desperdiçados com o Turquel, o Sporting e a Oliveirense, após esta exibição, são ainda mais absurdos!!!
Apesar da goleada, voltámos a falhar todas as oportunidades de 'bolas paradas' que tivemos!!! Isto não é normal...!!! Com uma percentagem de aproveitamento aceitável, a goleada tinha sido ainda maior...

Como é que é possível o filho-da-puta do costume, continuar a agredir adversários (e adeptos...) e não ser castigado em conformidade?!!!

Excelente

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
25-20, 32-30, 25-20

Melhor jogo da temporada. Entrada demolidora no 1.º Set, com 6-0, os Açorianos ainda reduziram a diferença durante o Set, mas o Benfica nunca tremeu...
No 2.º Set não tivemos tão bem, o marcador chegou a mostrar 20-24, mas com o Roberto no serviço, nunca nos demos por vencido, e nas vantagens, mesmo com várias decisões absurdas por parte do 2.º árbitro, vencemos. E ficou claro, que o triunfo no jogo não nos iria fugir...
Voltámos a entrar de forma demolidora no 3.º Set, a diferença foi sempre grande... perto do fim, o mesmo 2.º árbitro, resolveu embirrar com a rotação da Fonte, e assim distribui o mal pelas aldeias!!!

O Marcel ofensivamente fica a perder para o Kibinho, e mesmo para o Zelão, mas no bloco é melhor que o Kibinho. Hoje, acabou por ser muito importante... Bom regresso ao Flávio à titularidade. O Gaspar esteve consistente. O Coelho esteve muito bem... O Honoré do costume... Mas o MVP tem que ser o Roberto com os serviços no 2.º Set, a recuperar a desvantagem de 20-24!!!

Primeira derrota da Fonte do Bastardo, neste Campeonato, e ficou assim vingado a derrota também por 0-3 na Terceira. Apesar da superioridade demonstrada, este resultado pouco significado tem na decisão final do Campeonato... Mas pelo menos deu para libertar alguma pressão psicológica que podia acumular em caso de derrota.

PS: Noutras latitudes, uma nota de parabéns para a Telma Monteiro, que em representação de uma Selecção Europeia, venceu o seu combate, ajudando assim a Europa a derrotar a Ásia, por 10-4, numa competição que decorreu hoje na Rússia.

Pleno !!!

Benfica 1 - 0 Gil Vicente

Tal como no jogo contra o Leixões, voltámos a ter uma exibição agradável, de uma equipa Benfiquista composta essencialmente por segundas opções... Mais uma vez, acabámos por pecar na finalização. Acho mesmo, que o Leixões deu-nos mais trabalho defensivo do que o Gil Vicente, que também vez descansar alguns dos titulares...
De regresso a Belém, bem perto da Farmácia Franco (tudo isto em dia de saudade dupla: Eusébio e Fehér!!!), tivemos um Benfica dominador, com muita posse de bola, nem sempre com boas decisões, perdulário, com muita juventude a mostrar vontade em triunfar no Benfica... podíamos e devíamos ter vencido por mais!!!
Entre os titulares, aquele que despertava mais atenção era o André Gomes... Eu que critico muitas vezes a atitude, e as decisões do André, acho que fez um excelente jogo, e com mais uma arma: muito bem na marcação das bolas paradas, cantos e livres laterais... conjuntamente com o Amorim, será uma excelente opção para o lugar do Enzo... O Amorim também provou hoje, que na ausência do Fejsa, será ele a 1.ª opção para o substituir. Bom regresso do Sulejmani, com um golo... A jogada que dá o penalty merecia golo... até pela bola à barra no golo, o Funes também merecia marcar. O Ivan continua a mostrar que dentro da área é muito perigoso, as saídas para drible são fulminantes, mas não é extremo... O Djuricic continua a não aproveitar estes minutos para convencer... Nas laterais tanto o Sílvio como o Almeida, tiveram intratáveis a defender e bem a atacar... Os Centrais, dentro das limitações tiveram bem: se passa a bola, não passa o jogador... Simples!!!
O Bernardo, o Hélder Costa, e o Cancelo tiveram poucos minutos para se mostrarem, mas todos eles tiveram bem, mostrando personalidade, qualidade... e tal como os restantes companheiros, falharam na finalização, não foi Hélder?!!! 

Qualificação para as Meias-finais da Taça da Liga, com três vitórias em três jogos, e com nenhum golo sofrido!!! Neste momento ainda não sei qual será o adversário (Corruptos ou Sporting), mas tendo em conta o calendário apertado de Fevereiro, gostaria que houvesse coragem de apresentar uma equipa parecida com esta nesse jogo...!!!

Memória


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

(E)ternamente Eusébio

"Foi a madrugada mais cruel da minha vida. Aquele telefonema acordou-me, não sei se sonhava, decerto almejava. 'Passa-se qualquer coisa de grave com a Eusébio, a informação é segura'. foi o meu despertar. Ainda não batiam as sete, impunha-se ligar à Flora. Do outro lado da linha, a Sandra, filha mais nova, com um lacónico e molhado 'o pai faleceu', amarrotou-me emocionalmente. Houve ali raiva, fúria, danação.
Acordei Portugal, acordei o Mundo. O Eusébio partiu. Ainda em estado de choque, pensamentos em turbilhão. Acordei o Simões, acordei o Toni, precisava de mimo, de conforto, de partilha. Liguei ao Luís Filipe Vieira, não tardou a responder, senti-lhe lágrimas a embargarem uma voz irresoluta.
Espreitei, de forma veneranda, um texto que havia escrito. 'Era hipnose, era rajada, era batuta, era sedução'. Era, era mesmo. Era passado, era o que eu não queria que fosse. O passado teve presente, o passado passava a ter só passado.
Foram vinte anos de convívio quase quotidiano. Muitas estórias, muitas confissões, muitas cumplicidades. Tantos momentos de aprazimento, de júbilo, de ledice. Outros de malogro, de angústia, de frustrações, mas sempre em sintonia. Centenas e centenas de refeições em conjunto, centenas e centenas de viagens curtas ou longas, centenas e centenas de telefonemas. Só sabia, só sei de memória o número de Eusébio. Aqueles nove dígitos, vezes muitas, quando discados, valiam emoção, alvoroço, sentimento. Também amor.
O meu ídolo de infância despediu-se. Horas antes, não tantas, havia-me ligado a marcar um almoço na Tia Matilde. Um desejo do Eusébio estabelecia imperativo, ditame. Padrinho de um dos meus casamentos, celebrado no Minho, percebia-lhe carisma, mais ainda carisma magnético. Ter sido seu biógrafo constitui a honra suprema da minha vida profissional e da aptitude pela causa bonita da bola.
Agora, agora mesmo, acabo de receber um texto de Cristiano Ronaldo. 'Eusébio é um figura emblemática, não só de todo um País, mas também do Futebol mundial, com quem tive a felicidade, honra e prazer de conviver; é uma referência e uma lenda que perdurará para a eternidade'. Há dois anos, quando atingiu a condição de septuagenário, organizei-lhe uma festa, na sua Luz, tal como havia feito em ocasiões anteriores. Disse 'Eusébio tem setenta anos? É porque está ainda mais próximo da imortalidade'. Estava mesmo. Agora, como nenhum outro, como nenhum jamais, diviniza a mais portuguesa das palavras, a palavra saudade."

João Malheiro, in O Benfica

A encomenda

"A “estrutura perfeita” perdeu no Estádio da Luz e viu os cinco pontos de vantagem que lhe garantia loas ao plantel e encómios ao líder da fina ironia transformarem-se em três de atraso para o Benfica.
A “estrutura perfeita” reagiu insurgindo-se contra o árbitro, Artur Soares Dias. O mesmo Soares Dias que herdou o apito e consolidou carreira sempre na sombra da Torre das Antas. Ao culpar o dito Soares Dias, a “estrutura perfeita” limpou a imagem do seu treinador, Paulo Fonseca. O mesmo Paulo Fonseca que herdou o cargo e consolidou a carreira na sombra da última jornada do campeonato transacto. Ao culpar o dito Soares Dias, a “estrutura perfeita” desculpabilizou-se de ter substituído James e Moutinho por Licá e Josué. Mas a “estrutura perfeita” foi mais longe e exigiu a nomeação do amigo Proença para as próximas contendas com o Glorioso. A tradição ainda é o que era e desde Garrido que há sempre um Proença a ser desejado e “nomeado” para participar e contribuir para a festança. Assim, com uma “nomeação” tão atempada como avisada, não admira que a “estrutura perfeita” tenha um treinador a garantir que festejará na última jornada do campeonato. Aliás, diga-se que esse treinador, apesar da curta carreira, já tem alguma experiência em garantir campeonatos na derradeira jornada. E é assim que a “estrutura perfeita” garantia há uns meses que só os estúpidos é que falavam de arbitragem e que agora, falando de arbitragens, não só deixaram de ser estúpidos como encomendam os foguetes para jornada final. Faltou-lhes apenas dizer que a culpa da derrota na Luz se deveu ao facto de terem jogado à tarde, quando a tradição os habituara a jogar no calor da noite. Mas, garantidamente, a “estrutura perfeita” valer-se-á, também, do retomar dessa tradição."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Um abraço a António Veloso

"Arséne Wenger, treinador do Arsenal, disse ontem: «Sinto-me culpado por não ter ninguém para anunciar». Há uma ilusão de que comparando se fica mais forte. Wenger sublinha que só vale a pena comprar se aumentar a qualidade. Por cá, os adeptos do Benfica esperam apenas não vender... muito. Matic faz falta mas foi bem vendido, Ola John foi bem emprestado, mas o que se lê na imprensa é aterrador. Os jornais já nos venderam meio plantel. A nossa esperança está no facto de a maioria das notícias, normalmente, não serem verdadeiras. Sendo aborrecido para os jornalistas, seria, neste caso, simpático para os adeptos do Benfica.
O Benfica cumpriu bem frente ao Marítimo e iniciou uma contagem decrescente sem grande margem de erro. Faltam 14 jogos para o sonho do Campeonato, dois (o de amanhã não conta) para o sonho da Taça da Liga e quatro para o sonho da Taça de Portugal. José Mourinho, numa Gala de Jornalistas em Inglaterra, orgulhou-se de respeitar as Taças (de Inglaterra e da Liga), colocando as melhores equipas para as tentar vencer. É também pelo tamanho da ambição que Mourinho é dos melhores de sempre, por cá passou despercebido. Foi pena, estamos a desperdiçar lições.
Esta semana fica marcada por uma série de reportagens televisivas, na SIC, onde se mostra as dificuldades que atingiram o estrelato. Impressiona por esse auge ter tido relativamente perto no tempo, e pela dimensão dos jogadores em causa. Ver o nosso capitão António Veloso naquelas circunstâncias foi, para mim, doloroso. Era dos meus jogadores preferidos de juventude. Pela entrega e pelo respeito com que tratou a nossa braçadeira merece aqui o meu abraço. Festejei muitos títulos que António Veloso nos ajudou a conquistar, e festejarei muito em breve quando ele ultrapassar esta fase, como sempre, à campeão."

Sílvio Cervan, in A Bola

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Questão de higiene

"1. O arrazoado do Madaleno e do seu empregado seria de um comicidade extrema não fora esconder o objectivo sinistro de condicionar os árbitros. Num Futebol minimamente decente, tais manobras valeriam castigos pesados, suspensões ou multas pecuniárias. No futebolzinho à beira-mar plantado, há intocáveis. Gente impune e inimputável. Esqueçam o sentido pejorativo das palavras: para eles contêm virtudes. Para nós, que já tivemos tempo para nos cansarmos de tão bacocas diatribes, resta-nos paciência. Um dia o tempo, esse grande escultor, varrerá o lixo para os confins da memória.

2. Cada um encarou a morte de Eusébio da forma mais íntima ou menos íntima que soube. Descobrimos que ele tinha um amigo em cada esquina, mesmo que não o soubesse em vida. Todos o viram jogar, e ele não desmentiu ninguém porque não era capaz disso. Outros, como dizia Nelson Rodrigues, até foram capazes de assobiar um minuto de silêncio, o que é revelador da educação que lhes deram. Finalmente, houve quem primasse pela ausência. Por vergonha? Por decoro? Seja como for, é preciso sublinhar que tais ausências tiveram um mérito: foram profundamente higiénicas!"

Afonso de Melo, in O Benfica

O teste das 100 horas e o teste das 5437 horas

"Paulo Fonseca está há 5437 horas e silêncio à espera que jornalistas, comentadores e outros sacripantas tenham a coragem e opinem sobre o 'penalty' no Paços- Porto da última época.

MATIC não foi a única baixa na equipa do Benfica que cumpriu na tarde de domingo o seu jogo com o Marítimo. Considere-se a constituição da equipa titular no arranque da temporada corrente e logo se verá que, para além da ausência sem regresso de Matic, o Benfica venceu o Marítimo não dispondo dos contributos de outros elementos sonantes e teoricamente indispensáveis em Agosto.
Tais como Salvio e Cardozo, afastados há muito tempo por questões de saúde, e até tal como Artur, a quem poucos vaticinariam uma transição relâmpago para o banco assim que o jovem Oblak entrou em acção por obra de um acaso.
O guarda-redes esloveno ainda não sofreu um golo, registo que apraz registar, mas, mais cedo ou mais tarde, vai-lhe acontecer uma coisa dessas, tão natural afinal tratando-se de futebol. Seria bom que os adeptos do Benfica se preparassem para essa eventualidade. Oblak não é imbatível. Aliás, ninguém é imbatível.
E seria bom que Oblak se preparasse e se defendesse de outra eventualidade que funcionará sempre contra si: a do endeusamento precoce, chamemos-lhe assim, esse disparate tão comum num emblema que, por norma, não aposta de caras na juventude, muito menos, na excessiva juventude num posto da maior importância.
Sem menosprezo por Artur, confesso que me encanta ver Oblak a guardar a baliza do Benfica. Estou preparada para não mudar de opinião no inevitável momento em que o rapaz sofrer um golo. Não estou, no entanto, preparada para o ver ser vendido até ao final do mês. Mas isso não vai acontecer.

FOI um teste, disse Paulo Fonseca. Justificava, assim, em conferência de imprensa as 100 horas de silêncio a que se impôs depois do clássico da Luz. O presidente do clube veio corroborar a afirmação do treinador. 
Assim que terminou o jogo, ainda no balneário, ambos, treinador e presidente, afinaram uma originalíssima estratégia de silêncio sobre o trabalho do árbitro Artur Soares Dias no intuito de testar a honestidade dos jornalistas e dos comentadores.
- Vamos lá ver se os sacripantas têm coragem de chamar os nomes todos ao árbitro! – era este, basicamente, o teste.
Esgotadas as 100 horas de piedoso silêncio, presidente e treinador vieram a público e concluíram em prol da sagacidade de mais uma estratégia genial.
Os jornalistas e comentadores não tiveram, de facto, coragem física e intelectual para denunciar o frete feito ao Benfica pelo árbitro do Porto.
Grande espanto? Pois se é esta a história do futebol português nas últimas três décadas…
Concluído o teste e com o resultado admirável já exposto, a discussão passou a centrar-se num pormenor não menos interessante. De quem foi a ideia do teste? Do presidente ou do treinador? Quem se lembrou de esperar 100 horas para protestar contra penaltis perdoados ao adversário num jogo de tamanha importância?
De um modo geral, as opiniões nem sequer se dividem, como se costuma dizer. Presidente é presidente e com tantos anos na função, sendo considerado mais inteligente do que todos os presidentes adversários já nascidos ou por nascer, a ideia do teste só poderia ter sido de Pinto da Costa.
Atrevo-me, no entanto, a discordar da maioria esmagadora.
A ideia foi de Paulo Fonseca.
Aliás é uma velha prática do novo treinador do FC Porto. Tão velha que já vem dos tempos em que era treinador do Paços de Ferreira. O actual treinador do FC Porto está, por exemplo, há 5437 horas em silêncio – o mais longevo dos testes ainda em curso – à espera que os jornalistas, os comentadores e outros sacripantas tenham coragem para opinar sobre aquela grande penalidade assinalada pelo árbitro Hugo Miguel no escaldante Paços de Ferreira-FC Porto que encerrou a última Liga e consagrou a equipa visitante como campeã nacional.
Nem uma palavrinha pronunciou o então treinador do Paços de Ferreira sobre o lance ocorrido a uns belos metros da entrada da área pacense e que resultaria no castigo máximo com que os eternos campeões abririam o marcador.
5437 horas non-stop de teste, que valentia, senhores!

O Benfica chegou ao cabo da primeira volta do campeonato na liderança isolada da tabela o que é absolutamente assombroso tendo em conta que transportou do fim da época passada para o início desta época um conjunto de fantasmas, de irresoluções e de traumas capazes de sepultar qualquer tipo de sonhos de grandeza. E facto assombroso tendo também em conta que, por altura do São Martinho, o mesmo Benfica levava já 5 pontos de atraso em relação ao sempre eterno campeão FC Porto.
Posto isto, é contra toda a lógica a liderança do Benfica a meio da prova. É por causa destas coisas, surpreendentes, que o futebol arrasta multidões.
Parte para a segunda volta o Benfica depois de ter vendido um dos seus melhores e mais influentes jogadores, o sérvio Matic, e contando que até ao final do mês outros jogadores, igualmente de enorme categoria e peso na equipa, podem também sair para outros clubes.
Posto isto, se o Benfica chegar ao fim da segunda volta do campeonato na posição em que terminou a primeira volta, tratar-se-á de um caso imensamente original e digno de estudo.

O presidente do Sporting entregou às autoridades competentes um projecto de alteração de normas e preceitos que regem as competições oficiais no nosso país.
Bruno de Carvalho defende, por exemplo, «o sorteio puro» dos árbitros no lugar das nomeações em vigor. Concordo totalmente com o presidente do Sporting nesta questão.
Nomear árbitros implica uma política de nomeações e, quanto à política das nomeações, estamos conversados. O sorteio dos árbitros é democrático.

NÃO foi feliz Jorge Jesus quando referiu que os jovens da formação do Benfica teriam de «nascer dez vezes» para poderem substituir Matic. Depois emendou a mão sem se atrapalhar muito, o que foi positivo porque revelou respeito, ainda que tardio, pela tal miudagem do Benfica que vai marcando presença em todas as selecções jovens de Portugal.
Houve jogadores que reagiram publicamente às primeiras palavras do treinador da equipa principal em termos que muito me agradaram. E que só podem ter agradado também ao próprio Jorge Jesus. O que queremos nós afinal dos nossos atletas? Gente com personalidade, carácter, ambição. E disso, felizmente, parece que temos.

JUSTIFICA-SE uma longa conversa com Pinto da Costa no canal de televisão do clube e ela, a conversa, surgiu quando mais se esperava, ou seja no rescaldo da derrota do FC Porto na Luz.
Foi todo um discurso para o interior do FC Porto, do princípio ao fim. Um discurso entendido como necessário para dentro e com vários destinatários.
A defesa de Paulo Fonseca é questão interna. O ataque a Fernando Gomes, presidente da FPF, é questão interna. O ataque a António Oliveira é questão interna. O ataque a comentadores do FC Porto é questão interna. O ataque à venda de jogadores abaixo da cláusula de rescisão é questão interna e altamente controversa. O ataque a Artur Soares Dias é também questão interna.
Ou será que não é? Cada um tem o Pedro Proença que merece embora o próprio Pedro Proença tenha vindo dizer, e muito a propósito, que em Portugal ninguém merece os árbitros que tem.

PARA o campeonato nacional, conforme manda o calendário, Benfica e FC Porto voltam a encontrar-se na última jornada da prova. Quereria isto dizer que vamos ter sossego até Maio se não se desse a possibilidade real de os dois rivais poderem jogar um com o outro mais cinco vezes até ao fim da temporada.
Pode acontecer, não é certo, mas pode mesmo acontecer.
Pode acontecer que Benfica e FC Porto se voltem a encontrar na meia-final da Taça da Liga (isto se o FC Porto vencer o seu grupo), pode acontecer que Benfica e FC Porto se voltem a encontrar em duas mãos na meia-final da Taça de Portugal (isto, com todo o respeito, se o Benfica conseguir eliminar o Penafiel e se o FC Porto conseguir eliminar o Estoril) e até pode acontecer que se venham a encontrar lá mais para diante numa eliminatória da Liga Europa, competição em que estão ambos envolvidos.
Será que o país resistiria a mais seis clássicos até às férias grandes?
Duvido."

Leonor Pinhão, in A Bola

Ainda Eusébio

"Foi miserável a «homenagem» a Eusébio na gala da FIFA. Trinta escassos segundos delineados à pressa e sem vontade por Blatter/Platini. Um somítico momento que revela a falta de carácter de quem assim age ou lidera. Tivesse sido um jogador francês (e não só) e tudo o resto passaria para segundo plano. Revoltante!
Mas voltemos à magia universal do nosso Eusébio. Recordo aqui um momento por mim vivido. Em Março de 1998 estive na Bósnia e Herzegovina, integrado nas Comissões Justiça e Paz da Igreja Católica. Estava-se no rescaldo da sangrenta e dolorosa guerra civil. Ficámos em Banja Luka, segunda cidade do país. Sem hotéis, destruídos ou fechados pela guerra, cada um de nós foi recebido em casa de famílias católicas. Coube-me um humilde 6.º andar, sem elevador activo, de um casal com idades perto da minha (tinha então 49 anos).
Nos três dias que lá estive, só à noite os encontrava. Como não sabiam falar outra língua que não fosse o servo-croata, os nossos contactos eram praticamente gestuais. Numa das noites, quiseram oferecer-me um chá. Enquanto a mulher o fazia, tentei encontrar um modo de me exprimir que fosse entendível. Percebi que ele gostava de futebol. Falei-lhe então de Eusébio. De imediato, o meu anfitrião repetiu «Eusébio» e abraçou-me entusiástica e comovidamente. Uma língua universal e um esperanto ali nascido nos uniram, como se já não houvesse obstáculos linguísticos. O chá quente veio reforçar o calor dos nossos corações irmanados através de Eusébio. A mesma religião nos fez juntar e Eusébio nos fez comunicar com alegria universal.
É isto que aquele vil dueto desdenha e nunca perceberá."

Bagão Félix, in A Bola

À hora certa

"Sou do tempo em que as tardes de domingo eram sinónimo de futebol. A jornada começava integralmente às 15.00 horas, e terminava às 17.00 horas. No horário de Verão, acrescentava-se uma hora. À noite viam-se os resumos, já no conforto do lar, preparando uma semana de trabalho ou de escola, conforme o caso. A partir da década de noventa, as transmissões televisivas foram afastando o futebol do seu horário natural, afastando, com isso, o povo dos estádios.
Talvez fosse esse o intuito daqueles a quem convinha que a estrutura de receitas dos clubes ficasse cada vez mais dependente do cachet televisivo, tolhendo-lhes assim a capacidade negocial, numa relação de poder que se foi tornando cada vez mais assimétrica.
Ao passo que nas principais ligas europeias continuámos a ver as principais partidas disputadas à luz do dia, em Portugal quase todos os jogos foram progressivamente empurrados para horário nocturno - por vezes aos sábados, mas também aos domingos, e até às segunda-feiras. Lá fora, estádios cheios. Cá dentro, bancadas tristes e despidas. Lá fora, sustentabilidade financeira. Cá dentro, operadores televisivos ricos e clubes falidos.
No caso do Benfica, tratando-se de um emblema com implantação de norte a sul do país, parte significativa dos sócios e adeptos viu-se impedida de se deslocar à Luz. Para quem resida, por exemplo, em Viseu, Guarda, Bragança ou Faro, sair do estádio às 23.00 horas, e ainda ter de suportar uma longa viagem, não pode deixar de ser um exercício penoso, sobretudo se no dia seguinte houver que trabalhar bem cedo.
O regresso do futebol às tardes de domingo (ou de sábado) é pois uma excelente notícia que esta temporada trouxe aos benfiquistas. Principalmente àqueles que vivem fora de Lisboa, e para quem ao próprio jogo há que acrescentar a duração da viagem de regresso a casa.
Vicissitudes várias talvez ainda não tenham permitido que tal se reflicta com firmeza no número de espectadores no estádio. Mas o tempo irá seguramente dar razão a esta aposta."

Luís Fialho, in O Benfica

Capitão...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Jesus e os jovens

"Um dia destes discutia-se na TVI o tema das oportunidades dadas pelos grandes clubes aos jogadores da formação, e o bombo da festa era Jesus, acusado de não apostar nos jovens futebolistas. Ora, o tema não pode ser tratado levianamente. Vejamos:
1 - Nos grandes clubes aparece, se aparecer, um jogador de top por ano. E isso não supre as necessidades do plantel. Acresce que esse jogador, regra geral, acaba por render financeiramente pouco a clube, pois faz pressão para sair muito cedo. Vejam-se os casos de Simão, Ronaldo, Quaresma, Bruma, etc.
2 - Para responder às exigências do plantel, os grandes clubes precisam de recorrer a estrangeiros, pescados nos países produtores de jogadores (Brasil, Argentina, Colômbia, Sérvia...). E, depois, os treinadores têm de tratar os portugueses e os estrangeiros em pé de igualdade, pondo a jogar os melhores.
3 - Os estrangeiros são muito mais rentáveis para os clubes. Já vêm com a formação feita, podem ser rapidamente valorizados e apresentados na montra europeia, originando lucros de dezenas de milhões. Vejam-se Hulk, Falcão, James, David Luiz, Matic, etc.
4 - Elogia-se o Sporting por recorrer muito à formação. Mas qual tem sido a performance da equipa principal do Sporting nos anos recentes? Tem sido comparável às do Benfica e FC Porto? Quanto a este ano, ainda é cedo para falar.
5 - Um treinador muito elogiado pela aposta nos jovens é Rui Vitória. Mas ele constitui uma equipa para o meio da tabela. Para equipas a lutar pelos lugares cimeiros e a jogar na Europa, isso não é possível.
6 - De um modo geral, Jesus não se tem enganado nas apostas que faz. O plantel do Benfica vale o dobro ou o triplo de quando ele entrou, o clube faz transferências milionárias, os jogadores tê-se valorizado muito. Algumas adaptações que fez, como Coentrão, Matic ou Enzo, foram verdadeiros achados.
7 - Alguns jovens a que Jesus não deu muitas oportunidades, como Miguel Rosa, Roderick ou mesmo Nelson Oliveira, não se têm afirmado categoricamente em clubes de menor dimensão. Como poderiam jogar no Benfica?
Portanto, caros leitores, para falar em jogadores da formação é preciso pensar em muita coisa. Não basta lançar umas 'bocas' na TV."

Rescisão da cláusula

"Cláusula de rescisão: 50 milhões. Rescisão da cláusula: 25 milhões. Exactamente metade da primeira. Afinal o que significa esse limite? Manobra de negociação? Algoritmo de fantasia? Desde os 100 milhões de Hulk aos 50 milhões de Matic, tudo se esfuma por estado de necessidade do vendedor, por birra, impaciência ou mercenarismo do jogador ou por interesse de um intermediário.
Aceito a dificuldade de contrariar esta situação, mas confesso a minha desolação no caso de Matic, um jogador de classe que custa ver sumir quando o Benfica é finalmente líder. Deixei de acreditar nessa costumeira e universal frase de peito feito: «só sai pela cláusula de rescisão, ponto final». Como foi possível a um jogador impor todas as condições que quis, a meio de uma época, num clube como o Benfica, traindo até quem o formou para a alta-roda do futebol?
Sem Matic, o Benfica perdeu uma importante locomotiva. «Um tiro no pé», como escreveu João Bonzinho. O «melhor médio defensivo do mundo» segundo Jorge Jesus. Por uma pechincha. E logo nesta fase do campeonato, em que qualquer rearranjo que Jesus consiga (e ele tem dado provas de competência nesta matéria) é sempre muito mais difícil ou quase impossível. Oxalá me engane.
Se já o prolongamento do mercado de transferências até 31 de Agosto é manifestamente inconveniente, a sua reabertura em Janeiro é obscena. Tudo a favor dos tubarões plutocráticos de meia-dúzia de clubes que põem e dispõem a sue bel-prazer. Até com treinadores portugueses... E por favor os Matic que nos poupem a essa caricatura de porem a mão na camisola junto do coração. Ponham-na antes nos bolsos."

Bagão Félix, in A Bola

Duas leituras

"O Benfica está disposto a fazer um esforço para segurar Rodrigo nesta abertura no mercado de transferências, lemos todos na primeira página de ontem de A BOLA.
Como se que se lê retira sempre mais do que aquilo que está escrito, acabo por deduzir algo que me surpreende. Não pelo conteúdo, mas pela forma. A mensagem que me chega é que o Benfica está disposto a sacrificar as contas para não prejudicar a vertente desportiva.
Com Cardozo a tentar recuperar de complicada lesão e ainda sem data para o regresso - Jesus disse no fim de semana que não sabe quando poderá contar com o paraguaio, e para o reforçar acrescentou que talvez nem o departamento médico arriscasse uma previsão - o Benfica encontrou finalmente um onze e um princípio de jogo, que funcionam.
Não foi fácil, como se comprovam alguns deslizes. Parte do sucesso virá do facto de Rodrigo estar já amplamente adaptado ao futebol português e à equipa, outro, naturalmente, da qualidade superior de um meio-campo onde Gaitán e Enzo Pérez se assumem como jogadores de classe mundial e outro ainda ao facto de todo o grupo ter passado a conseguir aplicar em campo as ideias de Jorge Jesus, e as dinâmicas por ele impostas.
Perder Matic foi já uma machadada no plantel, deixar sair Garay pode complicar a estabilidade defensiva - ainda que Jardel e Steven Vitória sobrem para as encomendas em Portugal - mas o maior perigo que, a meu ver, enfrenta hoje o Benfica é o de ficar sem o seu goleador. No plantel não se vislumbra alguém com capacidade para decidir como ele - isto porque Cardozo não está bem, claro. Lima foge para os flancos e precisa de várias oportunidades para fazer um golo, Funes Mori ainda não mostrou os créditos que levaram à contratação. Segurar Rodrigo será, então, a melhor forma de Luís Filipe Vieira dizer que o objectivo supremo é mesmo o sucesso desportivo. Deixá-lo ir é aceitar o que a sorte destinar. Resignado."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Vira o disco e Calabota o mesmo

"(...)

Pinto da Costa falou. Surpreendeu. Ninguém esperava ouvir aquilo, dados os antecedentes. Lembremo-los, em três penadas.
1. Na fase de afirmação (anos oitenta, que corresponde à chegada de Pinto da Costa à presidência), o FC Porto desafiou a hegemonia lisboeta e endureceu o discurso de ruptura inventado por José Maria Pedroto. Basicamente, Pinto da Costa atacou e denunciou árbitros; arbitragens; roubos de igreja; Calabote; conspirações e campanhas urdidas pela Imprensa lisboeta.
2. Na fase de consolidação (anos noventa, que corresponde à constituição do FC Porto como potência futebolística dominante), o discurso oficial adaptou-se à nova realidade. Basicamente: Pinto da Costa passou a atacar e denunciar árbitros; arbitragens; roubos de igreja; Calabote; conspirações e campanhas urdidas pela Imprensa lisboeta.
3. Na fase de expansão (anos dois mil, que corresponde à afirmação do FC Porto como grande clube europeu e mundial), o discurso oficial suavizou-se: passou a privilegiar a expansão da marca FCP e o alargamento da base de apoio.
Basicamente, Pinto da Costa tem atacado e denunciado árbitros; arbitragens; roubos de igreja; Calabote; conspirações e campanhas urdidas pela Imprensa lisboeta.
Surpresas à parte, para trás ficam 30 anos de excelência competitiva. Uma mística única. Zonas e episódios sombrios. Um Apito Dourado. Muitos e grandes negócios. Contas sempre no vermelho. Um ror impressionante de títulos e honrarias. E um presidente extremamente repetitivo. Para o bem. Para o mal."

André Pipa, in A Bola

De expulsão em expulsão, até à derrota final !!!

Benfica B 0 - 2 Penafiel

A história deste jogo não começou hoje, começou à cerca de um ano, quando Nuno Almeida, apitou um Benfica-Académica, que terminou de forma tumultuosa, após o Benfica ter vencido, com um penalty (evidente) no último minuto dos descontos... O facto da decisão ter sido correcta, pouco interessou para as discussões que se seguiram... A partir daí, é óbvio, que o árbitro em causa, tem que 'limpar a imagem'!!! Ficar 'colado' a um suposto benefício ao Benfica, é um autêntico suicídio!!!
A semana passada, em Alvalade, para a Taça da Liga, perdoou 2 penalty's ao Sporting, e ainda evitou a expulsão de Rojo (jogador fundamental na vitória do Sporting, no jogo seguinte...), hoje continuou a demonstrar vontade em ficar na 1.ª categoria!!!
Esta já é a segunda passagem de Nuno Almeida pela divisão mais alta da arbitragem, na primeira passagem, teve 'azar'!!! Na época em que o Benfica foi Campeão com o Trap, num famoso Benfica-Estoril (sim, na Luz, o do Algarve foi outro...), marcou um penalty inexistente a favor do Benfica, por suposta falta sobre o Karadas, e o Benfica venceu por 1-0!!! Nem o facto de ter expulsado nesse jogo, injustamente o Manuel Fernandes logo aos 30 minutos (na altura estava 0-0), nem o facto de ter perdoado a expulsão pelo menos a 2 jogadores do Estoril, evitou que no final da partida ficasse com a fama de ser 'Benfiquista'!!! Pouco tempo depois, foi despromovido...!!!
Agora, não quer cometer o mesmo erro...  e desta vez, quem pagou a 'factura' foi a equipa B !!!

A 1.ª parte, não foi nada de especial, o jogo foi disputado essencialmente no meio-campo, com muito contacto, e muitas faltas, com um Penafiel a jogar para o empate...
Mesmo antes do intervalo, o Marcos Valente é inacreditavelmente expulso... isto depois de perdoar amarelos às carradas, mostra um 2.º amarelo, numa jogada perfeitamente normal!!!
O Penafiel marca logo no início da 2.ª parte, e partir daí vimos o melhor Benfica, mesmo em inferioridade foi sempre o Benfica a procurar o golo... A meio da segunda parte, em mais uma falta grave (pela insistência...) sofrida pelo Benfica: cartão vermelho para o Cancelo!!! E o Benfica com 9... Continuámos à procura do golo do empate, e já nos descontos, a bola à queima, vai ao corpo do Lindelof e ressalta para o braço: penalty contra o Benfica... 0-2 e termina o jogo!!!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Regresso às vitórias...

Benfica 5 - 2 Candelária

Na véspera de recebermos os Corruptos, a vitória era obrigatória... O Candelária já não tem o plantel que tinha a alguns anos, mesmo assim devido aos últimos resultados, o jogo adivinhava-se difícil... Voltámos a não fazer uma grande exibição, mas pelo menos conseguimos marcar um golo de Livre Directo, algo raríssimo!!!

Lixívia 16

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......39 (-7) = 46
Sporting.....37 (-1) = 38
Corruptos...36 (+7) = 29
Braga.........23 (+2) = 21

Hugo Miguel é um exemplo vivo de como funciona o Sistema: incompetente, medroso, bajulador, 'frutado'!!! Aqui estão as características exigidas para se chegar a Internacional!!!
O primeiro jogo que apitou do Benfica, foi na Reboleira. E as coisas saíram-lhe mal, muito mal!!! O Benfica venceu, e Hugo Miguel ficou com a 'fama' de ter beneficiado o Benfica!!! Durante várias semanas, só se falou do jogo da Reboleira, onde teve o azar de marcar, no mesmo jogo, 2 penalty's a favor do Benfica, sendo que num deles, a falta foi cometida fora da área!!! Também não marcou um penalty contra o Benfica (bem, na minha opinião...), muito reclamado... E ainda permitiu um golo ilegal ao Estrela da Amadora (mas este pormenor, não interessa!!!). O barulho criado por este jogo foi tanto, que a carreira 'promissora' de Hugo Miguel, ficou em risco!!!
Passado alguns meses, voltou a apitar um jogo do Benfica. Um Benfica-Atlético de Madrid para a Eusébio Cup. Apesar de ter sido um jogo 'particular', foi aqui que a carreira do Huguinho começou a encarreirar!!! O Benfica perde por 0-1, golo de penalty, por uma falta 'duvidosa' do Miguel Vítor sobre o Aguero, mas a cereja em cima do bolo, foi uma descarada Mão na bola, dentro da área do Atlético, numa jogada com o Reyes, que Hugo Miguel fechou os olhos!!!
Com esta demonstração de subserviência, a carreira ficou lançada. Depois da derrota dos Corruptos em Barcelos (último jogo dos Corruptos apitado por Bruno Paixão), a conferência de imprensa do Vitinho lançou os dados... a vantagem de 5 poucos do Benfica era muito grande, era necessário rapidamente reduzir-la antes do famoso jogo da Luz, apitado pelo Proença!!! A primeira nomeação inquinada foi a do Jorge Sousa, para um Benfica-Nacional: não resultou, o Benfica goleou; mas depois tivemos o Xistra em Guimarães, após o congelador do Zenit; e logo a seguir levámos com o Hugo Miguel em Coimbra: os lances foram vários, mas aquele que ficou na memória de todos, foi o pontapé que o Aimar levou dentro da área da Académica, que foi transformado numa falta ofensiva!!!
A confirmação do estatuto de Internacional, foi confirmada na última jornada da época anterior, apitando o jogo que confirmou mais um Campeonato corrupto, ganho pelos Corruptos, com um extraordinário penalty, que não existiu, e que a existir seria fora da área, que ainda deu na expulsão de um jogador adversário...!!!
A carreira começou torta, mas endireitou-se... o estatuto de Internacional e agora de Profissional dá a esta gentalha, um rendimento legal, muito acima da média nacional... E isto sem contabilizar os envelopes frutados, e afins...

A 1.ª parte na Luz, até foi razoável... O erro principal (e foi do fiscal-de-linha), deu-se no 2.º golo do Benfica, onde o Rodrigo está mesmo em fora-de-jogo. No Estádio fiquei com dúvidas, porque não tinha a certeza de quem tinha sido o último toque: do Maritimista, do Markovic, ou menos do Rodrigo... creio que foi por isso, que nada foi marcado...
Ao intervalo deve ter sido informado do erro. Assim se explica ter passado toda a 2.ª parte a tentar compensar o erro!!! O penalty não assinalado sobre o Markovic foi o erro maior... mas, os erros foram muito mais. Só em lançamentos laterais 'trocou' 4, sempre em prejuízo do Benfica, e pelo menos um canto!!! Permitiu ainda uma disparatada discussão com o Gegé, central do Marítimo, isto depois de durante o jogo ter demonstrado um autoritarismo ridículo com os jogadores do Benfica... O critério na marcação dos contactos, nesta 2.ª parte foi tão torto, que permitiu à equipa com menos bola, e com menos ataques, ter beneficiado de praticamente o dobro dos livres junto da área do adversário...!!!
É que ficar com a fama (mesmo sem o proveito) de beneficiar o Benfica, pode ter um efeito devastador sobre a carreira de um árbitro, e o Hugo Miguel teve essa experiência logo no início da carreira, e só com muito esforço conseguiu alterar o quadro... veja-se por exemplo o Capela, que dos vários árbitros que tiveram erros, descarados, na época anterior, é o único que este ano tem sido afastado, dos jogos de elevado risco!!! Quando expulsou o Cardozo por ter dado o murro na relva, nada disto lhe aconteceu, bem pelo contrário...!!!
(Ainda sobre o golo do Rodrigo: a lei do fora-de-jogo tem algumas interpretações subjectivas, e um dos casos é nos ressaltos de bola:
Se um passe é efectuado, para um jogador em fora-de-jogo, mas a bola tabela, num defesa, considera-se fora-de-jogo na mesma, porque o toque no defesa foi um ressalto...!!! Se quando um defesa chuta uma bola, e esta tabela, num avançado, e vai ter com outro avançado em fora-de-jogo, marca-se sempre fora-de-jogo, isto apesar do toque do colega, ter sido um ressalto!!!
Neste caso, as repetições mostram mesmo que foi o Markovic a tocar na bola, mas estas situações de ressaltos não são claras, perante a lei...)

Em Arouca tivemos mais um Cosme Vintage!!! A expulsão com o 2.º amarelo do Tinoco é completamente absurda, ainda por cima num jogo jogado, num relvado naquelas condições... Se a falta cometida pelo Maurício logo nos primeiros segundos da partida, nem sequer foi marcada, como é que aquele agarrão, dá um 2.º amarelo?!!! Foi ainda mal assinalado um fora-de-jogo, perigoso, ao Arouca.
No canto, que dá o 1.º golo ao Sporting, a bola toca mesmo, na sola da bota do Nuno Coelho, é praticamente de raspão, mas toca... não acredito que o Cosme tenha visto o toque, mas por acaso até acertou... sendo que normalmente nestes casos de dúvida, os árbitros, para se protegerem, até costumam marcar pontapés de baliza, já que as consequências são potencialmente menores...!!!
ADENDA: Só um referência à vergonhosa actuação do Nuno Almeida, que a meio da semana, no Sporting-Marítimo para a Taça da Liga, não marcou 2 penalty's descarados contra o Sporting (ainda houve outro lance discutível, por Mão na bola, mas como não foi deliberado, até foi bem decidido), e perdoou a expulsão ao Rojo (que por acaso foi decisivo neste jogo em Arouca)... tudo isto com o silêncio ensurdecedor dos mérdia e claro dos Lagartos!!!
Já agora os Corruptos, para a Taça da Liga, com o Penafiel, também marcaram um golo em fora-de-jogo!!! Mais um... eles são tantos!!!

Os Corruptos, beneficiaram mais uma vez de alguma impunidade disciplinar, mas quando é só isso, já não é mau...!!! Gostava de ver outro guarda-redes fazer aquilo que o Helton fez ao Cardozo, só para ver a cor do cartão!!! Eu acho que o amarelo foi correcto, mas com outro...!!!

Em Braga, o Proença esteve bem ao não marcar penalty aos 83 minutos, na área do Paços...


Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenense(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Paixão, Nada a assinalar
12.ª-Arouca(c), E(2-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
13.ª-Olhanense(f), V(2-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
16.ª-Marítimo(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Guimarães(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
11.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
12.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Nacional(c), E(0-0), Miguel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Estoril(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
16.ª-Arouca(f), V(1-2), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
10.ª-Nacional(c), E(1-1), Xistra, Nada a assinalar
11.ª-Académica(f), D(1-0), Capela, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
12.ª-Braga(c), V(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-Olhanense(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
15.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Setúbal(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(f), D(0-1), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
11.ª-Olhanense(c), V(4-1), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Corruptos(f), D(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
14.ª-Marítimo(f), E(2-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15.ª-Guimarães(c), V(3-0), Benquerença, Nada a assinalar
16.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Era Eusébio e chovia

"Houve aquele momento em que ficou só, na companhia dos outros mortos que nos esperam. Ele corria para lá das linhas de um campo de Futebol, continuará a correr para lá dos muros sujos de um cemitério manso.

DIA 6 de Janeiro foi um dia longo, longo. Na véspera, Eusébio voou com o vento. Era Lisboa e chovia, diria Castro Alves. Eusébio e o vento eram irmãos: sopravam ambos. Eusébio soprou sempre em rajadas contra o destino.
Dizem que chover é um verbo defectivo: que só se conjuga na terceira pessoa do singular. Mentira! Eusébio conjugava-o na primeira pessoa. Eusébio chovia. E relampejava, e trovejava e tempestuava sobre os adversários e sobre as balizas. Eusébio estava para lá do verbo. Era a imagem e a imaginação. Imaginem um golo, perfeito, irretocável: Eusébio marcou-o. Não sei em que diz, em que jogo, mas marcou-o. E pouco me importa se há ou não filmes e fotografias que o confirmem. A memória regista-o. A memória colectiva que fica um tudo nada para além do risco branco do impossível.
Dia 6 de Janeiro foi um dia tão longo.
Eusébio coxeava. Era como se fosse a sua bandeira. Quando o via agarrado à muleta, doía-me por dentro. Não por ele, que não se envergonhava das cicatrizes da sua guerra, mas por essa crueldade infinita do tempo que não respeita a perfeição momentânea dos homens.
Eusébio coxeava, e no entanto deu a volta ao Estádio da Luz. E deu a volta a Lisboa. Carregado aos ombros daqueles a quem nunca deixou cair. Sim, recuperem os momentos: sempre que precisámos de Eusébio ele esteve lá. Contra o Coreia, mas muito mais. Contra a derrota, contra o infortúnio, contra a vida vidinha deste país que o mar não quer, como escrevia Ruy Belo. Alegria do povo. Alegria de um povo tão triste.
Eusébio nunca nos falhou. Podíamos mentir: «Uma vez, era miúdo, vi o Eusébio marcar um golo de antes do meio campo, de costas para a baliza, sem deixar a bola cair no chão!» Verdade! Todos vimos! Eusébio existia para que o exagero pudesse existir. O exagero era ele.
O céu também chora o adeus dos seus preferidos.
Havia em cada um dos que se perfilavam pelas ruas da Lisboa cinzenta e aflita, a vontade de suplicar: «Não chovas! Por favor, não chovas!»
E o céu, calado.

O que é que foge de nós enquanto Eusébio foge?
EUSÉBIO percorre a cidade, devagar, pela última vez, e para mim é como se corresse, de novo com aquela passada vertiginosa de quem tem pressa, de quem tem tanta pressa, o braço no ar, comemorando o golo eterno, o sorriso um pouco tímido, um pouco travesso, de quem driblou o fado e o manto negro de um Portugal que continua a lamuriar-se pelas esquinas gastas de bairros sem tempo.
As pessoas aplaudem-no enquanto corre. Querem tocar-lhe. Algumas choram. Há qualquer coisa que desapareceu em cada um de nós, mas não sabemos ao certo o quê. Uma ânsia de conseguirmos ser o que não fomos? O que é que foge de nós enquanto Eusébio foge?
Também a mim, apetece dizer: «Parém de chover! Parém de morrer!»
Eusébio, amigo da Mafalala; Guirish, amigo do Gujarat. Ambos à beira do Índico, saudades de um país antigo que já não há.
A morte vem e leva-os, nos mesmos dias, com ou sem aplausos. A morte leva-os a todos. A morte leva-os a todos.
A morte e Eusébio não batem certo: nunca houve ninguém com tanta vida! Os gestos plásticos, os pontapés imparáveis, os arranques devastadores.
Um campo de Futebol era pequeno demais para Eusébio: 120 por 90 metros??? Deixem-me rir. Ele ia e vinha, chutava e ia buscar a bola ao fundo da baliza e voltava a correr, com ela debaixo do braço, com pressa, sempre cheio de pressa, para chutar outra vez e ser golo outra vez e correr outra vez, sempre a correr, hora e meia a correr, dias a correr, setenta e um anos e trezentos e cinquenta e cinco dias a correr, uma vida inteira a correr. E ainda há quem tenha esse descaramento divino de me vir dizer que ele morreu?
Um campo de Futebol era pequeno demais para Eusébio, como pode ele caber num caixão?
E no entanto, ele está lá. No centro do rectângulo relvado que foi o seu mundo mais íntimo. Alguém murmura: «Adeus...» Mas é um adeus com reticências. Com Eusébio nunca se sabe.
Dia 6 de Janeiro foi o dia mais longo. As lágrimas caíram sobre Eusébio. A noite caiu sobre Eusébio. A terra saiu sobre Eusébio. A chuva continua a cair sobre Eusébio. Pode ter o brilho de uma estrela, mas houve aquele momento em que ficou só, na companhia dos outros mortos que nos esperam. Eusébio corria para lá das linhas de um campo de Futebol, continuará a correr para lá dos muros sujos de um cemitério manso.
Mas, para já, está só. Talvez descanse um pouco. O dia foi longo, como vimos, e ele atravessou Lisboa ao colo do povo. Em redor há silêncio. E as gotas da chuva e o marcador dos ciprestes.
Um céu negro, cor de pele.
Um buraco dentro de nós."

Afonso de Melo, in O Benfica

Secretaria do Jardim do Regedor

"Analisando o Balanço do ano de 1975 em 31 de Dezembro, constatamos que os bens imóveis que compunham o activo imobilizado (hoje designam-se por Activos Tangíveis), eram:
a. Edifício da Sede (Avenida Gomes Pereira)
b. Parque de jogos
c. Terrenos de Belas
Não entramos aqui em detalhes contabilísticos porque teríamos de evidenciar as amortizações e explicar detalhadamente o teor técnico das mesmas.
Não encontramos nesta data qualquer alusão à propriedade do edifício da Rua Jardim do Regedor. Mas encontramos alusão que a secretaria funcionava no número 9 da mesma Rua Jardim do Regedor.
Daqui concluímos que as mesmas instalações era detidas a outro titulo que não de propriedade. A propriedade foi somente adquirida de forma definitiva nos anos 80, pelo valor de 12.400.000$00 (€61.850,93).
Até 1984, o SLB havia indemnizado os inquilinos aí existentes, para efeitos de cessação dos contratos de arrendamento despendendo o valor de 1.077.000$00 (€5.372,05) e havia gasto em honorários, estudos e projectos relacionados com o edifício, 908.446$00 (€4.531,30).
Este mesmo edifício foi dado como garantia ao Estado para cobertura das dívidas fiscais, cujo pagamento havia sido acordado com a mesma entidade ao abrigo da vulgarmente conhecida por Lei Mateus, através de uma hipoteca legal.
E assim se manteve até se ter procedido ao pagamento da dívida total que provinha desde 1990, agravando-se em 2 milhões de IRS não pago no consulado do célebre Vale e Azevedo.
Face ao espaço que possuímos ser obviamente limitado, a seu tempo e em momento oportuno, poderemos desenvolver este tema, que é aliás objecto de milhares de páginas de processos que foram instaurados também no tal célebre consulado, inclusive uma análise detalhada de uma conta bancária de 1998, designada conta solidariedade, que nunca foi objecto de investigação pormenorizada.
Seja como for, é importante falarmos aqui um pouco sobre o Palo de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente que foi aprovado pela Assembleia Municipal em 7 de Junho de 2009.
E para verificar que demorou 19 anos a ser aprovado na generalidade - o que implica um conjunto de actos posteriores de aprovações de planos particulares, projectos camarários, de construção e outros, retiremos apenas uns pequenos pormenores da discussão que teve lugar sobre este Plano de Urbanização em 2009.
Há 19 anos que o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente, anda à deriva. Em 30 de Junho de 1990, a CML deliberou começar a proceder à sua revisão. Em Julho de 1991, foram adoptadas Normas Provisórias, as quais foram aprovadas pela Assembleia Municipal em 15 de Julho 1993. O Plano seria, posteriormente, alterado em 1994, não tendo, no entanto, sido de novo aprovado.
Em Dezembro de 2005, decorridos mais de 19 anos, seriam introduzidas alterações por uma equipa de arquitectos, até que, em Março de 2006, a CML deliberou, finalmente, enviá-lo para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), para efeitos de acompanhamento e para que esta entidade promovesse a audição de várias entidades representativas.
Finalmente, em Novembro de 2008, a CML decidiu submetê-lo a discussão pública, para formulação e recepção de sugestões. No entanto, os conteúdos da versão posta a circular remontam estranhamente a 2003, casos de estado de conservação e do uso do edificado.
É pois perfeitamente explicável e entendível a actual situação da Rua Jardim do Regedor, sendo que muitas vezes e ao contrário do que sempre queremos fazer, devemos guardar os trunfos no bolso até os mesmos estarem devidamente valorizados, desonerados e garantidos quanto à sua utilização, para já não dizer, autorizados!
Era óptimo para a Nação que todos agora quisessem ser engenheiros e arquitectos. Mas, milagres não existem!

(...)

Até para a semana"

Pragal Colaço, in O Benfica

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Para recordar

"1. Foi uma vitória bem importante (e indiscutível) aquela que conseguimos no passado domingo, frente ao FC Porto. Pelo resultado, pelos pontos, pela superioridade e... por Eusébio! Como ele teria gostado de ver este jogo...
No entanto, no cômputo geral do Campeonato, tratou-se apenas de uma jornada vitoriosa (embora frente a um outro candidato ao título), que vale os mesmos três pontos de qualquer outra. Nada de excessos de optimismo nem de mais pontos perdidos tipo-Arouca e Belenenses...
Foi bonita a homenagem feita a Eusébio neste jogo, com uma coreografia que terá corrido Mundo e um minuto de silêncio respeitado praticamente por todos (meia dúzia de insurrectos não contam). Já o mesmo respeito não tiveram as claques do Sporting aquando do minuto celebrado antes do seu jogo no Estoril.

2. A semana passada foi toda ela dedicada (e bem) a Eusébio (ia a escrever 'nosso' mas ele é de todos os portugueses). Mas claro, houve exageros e oportunismos, com vários partidos políticos e personalidades e colarem-se à sua imagem, cada qual avançando as suas propostas, uma correctas, outras exageradas, outras simplesmente disparatadas mas, na generalidade, todas elas a necessitarem de um período de amadurecimento. E isso é válido tanto para as homenagens extra-clube como internas. Foram bonitas e justificadas as homenagens no dia do funeral. Foi justificada (e de muito bom gosto) a estrutura de protecção à sua estátua. Foi bonito que os nossos jogadores tivessem jogado com o seu nome nas costas. Mas, agora, convirá fazer uma pausa e, com mais cabeça e menos coração, delinear futuras homenagens. Sem demagogias...

3. Artur Soares Dias fez uma arbitragem com demasiados erros no Benfica - FC Porto. Mas teve uma virtude: errou para os dois lados. O que, infelizmente, não tem sido hábito nos jogos anteriores entre os dois clubes..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Deste Mundo e do outro

"1. Eusébio merecia. O Benfica, e os benfiquistas, estiveram à altura da ocasião.
Não terá sido uma partida excepcional sob o ponto da vista técnico, mas foi uma grande tarde de futebol, com Estádio cheio, muito entusiasmo, emoção a rodos, bons golos, desportivismo dentro e fora do campo, e uma grande vitória do Glorioso.
É justo dizer-se que também os adeptos do clube rival, na sua maioria, souberam comportar-se com dignidade, respeitando a memória do Rei, e contribuindo para a fantástica atmosfera que este jogo - devolvido ao horário nobre do Futebol - proporcionou.
A nossa vitória foi justíssima. Podia até ter sido mais ampla, dada a demonstração de superioridade que o conjunto 'encarnado' foi capaz de exibir ao longo dos noventa minutos. Não enchendo o olho, o Benfica deixou claro que tem a melhor equipa do panorama nacional, sendo, nesta altura, o mais forte candidato ao título.
Conquistámos apenas três pontos. Na tarde do próximo domingo estarão em jogo mais três. Faltam ainda quinze finais, e em cada uma delas será necessário repetir o empenho dentro do campo, e o apoio nas bancadas. Se tal acontecer, em Maio a festa será nossa.

2. Cristiano Ronaldo venceu a Bola de Ouro da FIFA pela segunda vez. Trata-se de um reconhecimento justo pelo seu desempenho ao longo do ano de 2013, em que foi efectivamente o melhor.
As comparações com Eusébio são dispensáveis, pois não acrescentam nada a um ou a outro - ambos estrelas planetárias, cada qual a seu tempo. Bom seria, isso sim, que noutros sectores de actividade o nosso País mostrasse ao Mundo tão eloquentes representantes.
Eusébio no Benfica, Cristiano Ronaldo no Manchester United e no Real Madrid, ambos na Selecção Nacional, alcançaram um nível apenas ao alcance de um estrito lote de predestinados. Juntamente com Di Stefano, Pele, Maradona, Cruyff e Messi, fazem parte integrante da história do Futebol. Oxalá o Mundial do Brasil consagre definitivamente Ronaldo, tal como o Mundial de Inglaterra consagrou Eusébio."

Luís Fialho, in O Benfica

Reforço de Inverno

"O Benfica bateu o Porto, subiu isolado à liderança do Campeonato e muito contribuiu para tanto o seu grande reforço deste Inverno, independentemente de qualquer transacção que venha a fazer-se no mercado. A equipa jogou sem complexos nem temores, dominadora e destemida, mandando no jogo e no marcador, fulgurantemente apoiada por um Estádio praticamente cheio, como ainda não se vira este ano. Creio que para além do valor dos jogadores e da equipa técnica esse foi um factor decisivo para uma vitória que até poderia ter sido mais dilatada: o Benfica desperdiçou algumas oportunidades, o adversário não criou praticamente nenhuma.
Há muito tempo que não se via em Portugal futebol de elevadíssima emoção às quatro da tarde, num estádio lotado onde quase não se dava pelos apoiantes do adversário. O Benfica jogou em casa e o que vimos foi o completo significado desta expressão. Claro que a rivalidade das equipas em presença e as incertezas da classificação contribuíram para a emoção que transbordou da bancada para o relvado. Mas desta vez foi decisiva a grande exibição do 12.º jogador. David Luiz, que veio expressamente de Londres para apoiar na bancada o seu Benfica, expressou o que ia na alma dos Benfiquistas.
Os Benfiquistas alimentaram o motor da equipa. E o que mobilizou os Benfiquistas para aquele jogo em especial não foi apenas a ambição de ganhar e de subir ao comendo da tabela. O que alimentou a 'chama imensa' no derradeiro jogo da primeira volta do Campeonato foi a memória de Eusébio da Silva Ferreira, o nosso grande, inigualável e insubstituível reforço deste Inverno e de sempre. Os Benfiquistas têm mais uma razão para lhe dizer: Obrigado Eusébio."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Nome de código: Manel

"Jorge Jesus é um manancial de ideias, conceitos e fórmulas que hão de perdurar muito para lá da sua carreira de treinador que marca este início de século. Graças ao seu carisma 'sui generis', qualquer pensamento em voz alta se transforma em 'punch line' mediática com disseminação pelas redes sociais, a mais das vezes a cargo de pessoas, sobretudo jovens, que escrevem bem pior do que o treinador do Benfica.
A última tirada, para gáudio da malta do Facebook, foi a revelação do nome de código Manel, quando lhe falaram da problemática sucessão de Matic. A franqueza do treinador é um maná para os humoristas e ninguém lhe agradece ser, praticamente, o único agente profissional do futebol português que comunica à margem da formatação discursiva ditada por uma inteligência reinante que continua a pensar que entrevistas honestas prejudicam o rendimento dos jogadores e das equipas.
Quando lhe perguntaram quem seria o novo Matic, o treinador encolheu os ombros e disse o primeiro nome que lhe veio à cabeça, o agora famoso Manel, simplesmente Manel. O que ele queria dizer era que a equipa voltaria ao campo com 11 jogadores e que o trabalho da prospecção, havia de lhe oferecer uma solução. Inconscientemente, Jesus destacava o lado mais elogiado do seu trabalho, que tem consistido em promover jogadores mais ou menos conhecidos para patamares de excelência e correspondentes mais-valias. O último foi o próprio Matic, na verdade, o Manel de Javi Garcia, há um ano e meio.
Neste vaivém de jogadores são muitos os que não chegam as estatuto de titular dos grandes clubes, pressupõe-se que mais por falta de oportunidades do que de qualidade. As promoções no balneário são ditadas pelas vagas que se abrem ao longo da época: há sempre um Manel à espreita da transferência de um titular ou de uma lesão grave.
No caso de Rodrigo, foram os problemas físicos de Cardozo que lhe valeram a oportunidade, meses depois de não ter conseguido aproveitar os problemas disciplinares do paraguaio. Nunca esteve em causa a qualidade deste internacional, avançado espanhol com imenso mercado na Europa ocidental, a ponto de recusar uma venda milionária para a Rússia. O problema dele era a (falta de) confiança do treinador, a (falta de) paciência do criador de Manéis que o deixasse sentir o prazer de uma titularidade sem pressões imediatas:os golos começaram a sair com naturalidade. O Manel de Cardozo estava encontrado."

Em roda livre

"A estratégia mantém-se. Aquecendo o ambiente e na míngua de resultados, os dirigentes “tradicionais” da bola elegem o alvo “externo”: o árbitro, os conselhos de arbitragem e de disciplina/justiça, o presidente da Federação/Liga, os jornalistas. Monta-se o esquema em várias frentes (desde que se tenha público), antecipa-se a agência noticiosa, coordena-se com os assalariados que terão acesso às conferências de imprensa e prepara-se a escalada da linguagem a passar como “sound bite”. Escolhem-se palavras que para uns são difamação e para outros são liberdade de expressão; os treinadores e jogadores falam grosso mas sem insultar; o dirigente abusa porque conta com a impunidade; os juristas farão o resto. Faz-se um “second call” para os editorialistas, para os alinhados dos “blogs” e das redes sociais, assim como para os “comentadores” que o são porque são do clube e assim ganham a vida: as linhas essenciais da mensagem têm de sobreviver e prolongar-se. Aprenderam com o melhor “doutrinador” da “pressão” e honram a sua perspicácia sobre as “tácticas da guerra”. Beneficiam da submissão, da falta de rigor e da mediocridade; em suma: da dependência e do medo. Manipulam a obsessão e o fanatismo dos adeptos como se estes fossem marionetas acéfalas. E concluem: “agora é deixar arder”!
Segue-se a fase do “divertimento”. Da percepção dos resultados: dos comentários dos atingidos e da habitual defesa sobre o banimento deste tipo de “declarações”. Da previsão do melhor efeito: condicionar o futuro. Depois, a fase da “irrelevância”: a fraqueza dos órgãos disciplinares. Mesmo que a execução da estratégia traga castigos para os dirigentes-actores, qual o grau de privação e de prevenção-exemplo para outros actores se a justiça desportiva (actual e posterior à entrada do dr. Gomes na Liga) não fiscaliza nem pune, por “não acatamento”, o desrespeito das “inabilitações” durante o período da suspensão? Se o dirigente punido continua a poder representar a sociedade desportiva no âmbito da competição, a emitir declarações públicas em seu nome e a actuar no exercício da esmagadora maioria das funções regulamentares, que força tem o risco de castigo disciplinar? Nenhum! Para completar, o montante das multas compensam o “crime” e a lei ainda não foi ao ponto (como deveria) de alargar o castigo ao regime das incompatibilidades, inibições e suspensões dos administradores e gerentes dos clubes-sociedades. Assim sendo, siga o regabofe. A que o dr. Gomes deu vida em 2010. E os seus se incumbem de alimentar, com denodo e folia: para quê o incómodo?..."

Jesus não pode nascer dez vezes

"Há meia dúzia de anos, chegava Jorge Jesus a Braga, após duas excelentes épocas no Belenenses, um atual dirigente do Benfica confidenciou a um amigo comum que só não defendeu a sua contratação porque, dizia, “o Benfica não pode ter um treinador que não sabe falar”. Não tardou muito a que a necessidade derrotasse a “sensibilidade auditiva” e o técnico fosse chamado aos serviços de urgência.
Se é verdade que Jesus, com o traquejo que ganhou, se expressa hoje melhor, é também certo que o domínio da palavra continua a não ser o seu forte, tanto mais que enfrenta duas inimigas ferozes: a espontaneidade, que faz com que por vezes responda primeiro e pense depois, e a dificuldade do improviso, que o força a nem sempre utilizar os termos adequados. E como não consegue fugir ao destino, volta que não volta sai asneira.
Não creio que no caso do “têm de nascer dez vezes”, que irritou os jovens da formação, se tenha tratado propriamente de asneira. Por um lado, jogadores como Matic não nascem aos pontapés, pelo que Jesus podia até ter optado por “têm de nascer 50 vezes” em vez de dez porque era a raridade do aparecimento desse tipo de futebolista que pretendia sublinhar. Por outro, a qualidade alcançada pelo sérvio não se encontra simplesmente porque se quer, nos “dentes de leite” da academia. William Carvalho, por exemplo, teve de fazer 50 jogos na Bélgica e trabalhar muito para alcançar a maturidade que lhe faltava e ser o que é. E o próprio Matic “enganou” o Chelsea, que o dispensou e com isso perdeu 20 milhões de euros. 
Infelizmente para ele, Jesus não pode ter a filosofia de Leonardo Jardim, que lapida os diamantes da academia com tranquilidade porque o nível a que o Sporting tinha descido lhe dá agora tempo para construir uma equipa. No Benfica não é assim, os investimentos obrigam a retorno urgente, a pressão sobre o técnico é tremenda e o “Manel” que ele tem de arranjar já, para o lugar de Matic, deve também corresponder de imediato porque LF Vieira e os adeptos não dão margem de erro ao treinador. Jesus não terá oportunidade de “nascer dez vezes”. Se calhar, nem só mais uma."

domingo, 19 de janeiro de 2014

Rodrigol !!!

Benfica 2 - 0 Marítimo

Jogo tranquilo, muito por culpa dos jogadores, que entraram com confiança... mas como é óbvio, por muita competência que se tenha, se a bola não entrar na baliza, tudo o resto não conta, e assim jogadores com a inspiração do Rodrigo, são fundamentais!!!

Recordo que este Marítimo, na última Terça-feira em Alvalade, para a Taça da Liga, perdeu por 3-0, mas teve 2 penalty's claros a seu favor não assinalados, viu o Central adversário levar um amarelo, quando devia ter visto um Vermelho, e não ficou atrás nos remates à baliza...!!!
Hoje o Benfica dominou completamente o jogo,  e mesmo na 2.ª parte, quando o Marítimo quis subir mais, foi o Benfica que teve as principais oportunidades de perigo... mas mesmo assim, o Oblak lá vez finalmente 3 intervenções de qualidade (e mais uma, onde foi assinalado, bem, fora-de-jogo!!!).

O Fejsa, para este tipo de jogos é mais do que suficiente. Esteve muito bem no chão, e no ar (surpreendeu-me esta faceta!!!), não inventou na construção... Naquela 'cueca' do Danilo Dias é que ficou mal, mas recuperou bem... Nota-se a evolução do Markovic, tanto nas tarefas defensivas, como no jogo colectivo, só lhe falta acertar o tempo de passe, nas acelerações 'speedy gonzales'!!! O Rodrigo está com a moral toda, praticamente 2 anos depois do Bruto de São Petersburgo, o verdadeiro Rodrigo, está de volta...!!!
O esquema das substituições do Jesus, era sempre igual: a primeira aos 60 minutos, a outra entre os 70 e os 75 minutos, e a 3.º à entrada dos descontos. Nas últimas partidas tem retardado as substituições inexplicavelmente... Hoje, com a novela da Formação durante a semana, colocar o Cavaleiro e o André Gomes, praticamente nos descontos, é só para por mais lume na fogueira...!!!

O relvado continua em má forma, os prognósticos para os próximos dias, prometem Sol, espero bem que sim, porque, principalmente na faixa central, é muito difícil jogar... Estas condições, além de exigirem mais esforço aos nossos jogadores, a cada 15 dias, facilita o trabalho a quem defende com autocarros, ou semi-autocarros!!!

Num jogo tão fácil de dirigir, é inacreditável a quantidade de erros que o Huguinho voltou a cometer. É verdade que no 2.º golo do Benfica, existe fora-de-jogo, mas a responsabilidade é do fiscal-de-linha, além disso o lance é complicado... Agora, só na 2.ª parte, marcaram 4 lançamentos laterais ao contrário, e um canto, sempre contra o Benfica!!! É demasiada incompetência... E já na 1.ª parte, no primeiro remate do Marítimo, que ia traindo o Oblak devido ao ressalto na relva, existe fora-de-jogo no início da jogada...!!! O penalty não assinalado sobre o Markovic, é mais um exemplo, de como os árbitros em Portugal são promovidos a Internacionais (e se mantém lá!!!)...