Últimas indefectivações

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Vermelhão: Intranquilidade...

Benfica 1 - 1 Braga


Mantenho aquilo que já escrevi: os piores momentos do Benfica nos últimos jogos, aconteceram com o Rio Ave (1.ª parte) e com o Portimonense (em todo o jogo, mas a jogar contra 10 ainda jogámos pior), mas nos jogos seguintes os resultados não têm reflectido o que se tem passado no campo... Sendo que a falta de confiança que se apoderou da equipa, tem sido fatal... Independentemente de todos os problemas tácticos, das lesões, das insuficiências... e outros factores, a equipa está ansiosa, intranquila, quer resolver as coisas demasiado depressa, e os jogadores acabam por decidir mal, tanto no ataque como na defesa...

Com todas as alterações já previa um jogo muito complicado. Creio que só 3 jogadores vão repetir a titularidade no Sábado: Júlio, Almeida e Jardel ! No outro lado, praticamente a equipa titular (o Braga tem rodado muito, mas estes têm sido usados nos jogos 'decisivos'), só faltou o guarda-redes, um Central... (enquanto o Paulinho tem 'ganho' a titularidade, o Vukevic tem a 'perdido'!!!).

O Braga criou algum perigo, mas só marcou numa jogada que explica a principal razão para o Luisão ser ainda o titular do Benfica: no jogo defensivo pelo ar, o Capitão é insubstituível no Benfica! Mesmo sem fazer um grande jogo (novamente) a saída do Rafa, 'destapou' um dos problemas do Benfica em alguns momentos: falta de profundidade no ataque, com vários jogadores incapazes de ganhar as costas dos defesas em velocidade... e em força!!!

Vendo as coisas pela 'positiva', este jogo deu para 'garantir' a titularidade nos próximos jogos ao Júlio e ao Jardel ! O Rúben provavelmente ultrapassou o Lisandro na 'lista' dos Centrais! O Eliseu voltou a confirmar que com ele o Benfica pode não ganhar, mas também não perde!!!!!
O Fejsa não saiu do banco, mas deve jogar no Sábado... e na Quarta!!! O Krovi teve os primeiros minutos da época, e demonstrou que pode ser útil... ainda lhe falta muitas rotinas com os colegas, mas a qualidade é evidente... É verdade que o Gabriel não fez uma exibição de encher o olho, mas se o golo que marcou legalmente, tivesse sido validado, a avaliação já teria sido diferente!!!

A arbitragem foi uma coisa horrível, Bruno Esteves é muito mau... a quantidade de erros descarados foi altíssima. Além disso permitiu que o jogo fosse aquecendo, e com os jogadores do Benfica, com pouca paciência o jogo ficou perigoso...!!!
E os fiscais-de-linha que tanto zelo demonstraram nos ataques do Benfica... nos ataques do Braga era critério 'largo': duas das jogadas mais perigosas do Braga, são em situações milimétricas não assinaladas!!!

A alteração do calendário da Taça da Liga, para este ano, mudou 'muita coisa'!!! Será muito complicado uma equipa a jogar a Champions, com jogos da Taça da Liga 'encaixados' a meio, estar em condições de disputar todos os jogos no máximo... Ainda por cima quando o sorteio nos 'ofereceu' três prendas envenenadas!!!

A próxima semana é importantíssima, acredito que Sábado, com o Paços, vamos regressar às vitórias... Existe a forte possibilidade de apresentar uma equipa, sem lesionados: Júlio; Almeida, Luisão, Jardel, Grimaldo; Fejsa, Pizzi, Salvio, Zivkovic; Jonas, Seferovic !!! E depois vamos ter Basileia e Funchal... é preciso 'estancar' a insegurança e os 'resultados', rapidamente!!!


Taça de Honra da AFL

Belenenses 2 - 5 Benfica

A Taça de Honra costumava ser um torneio de pré-época, disputado em campo 'neutro': pois este ano, foi agendado com o Campeonato a decorrer... com o Benfica a disputar a Meia-final em casa do adversário, e com a Final a ser disputada no campo 'neutro' mascarado de Odivelas!!!

Hoje, não demos hipóteses aos 10 minutos vencíamos por 0-3 ao intervalo estava 1-4...

Derrota nos descontos!!!

Villareal B 3 - 2 Benfica B
Heri, Félix


Mais uma participação nesta competição Inglesa, desta vez com uma excelente equipa Espanhola, que está em 3.º lugar na II Divisão dos nossos vizinhos!
Estivemos sempre a perder, empatámos aos 87 minutos, mas sofremos o último golo já nos descontos!!!
Destaque para o regresso do João Félix, após lesão prolongada e logo com um golo... Além dos 'minutos' de alguns jogadores que tem estado 'tapados' na B: Duarte, Ramirez, Lystcov, Matheus... Zé Gomes...

Crise por objectivos (entre o tetra conquistado e o penta desejado)

"Ser tetracampeão não dá direito, por inércia, a ser pentacampeão. Este início de campeonato demonstra alguns equívocos do Benfica.

O Benfica é tetracampeão, é bom não o esquecer. Desde logo, os nossos adversários, pois até parece que eles que têm ganho quase tudo nos últimos quatro anos. Mas ser tetracampeão não dá direito, por inércia, a ser pentacampeão. Tentando ser o mais racional possível - coisa bem difícil no futebol - julgo que este início do campeonato, para lá das contingências em que o futebol é pródigo, demnstra alguns equívocos do Benfica 2017/18.
As derrotas no Bessa e contra o CSKA não foram tão surpreendentes quando possa parecer. Era cosia que, mais tarde ou mais cedo, se adivinhava. Neste ponto, ao menos vale mais cedo do que tarde. Há questões conjunturais e outras mais profundas. Quanto às primeiras, sempre acontecem momentos menos felizes ou períodos de manifesta má forma colectiva, que a chamada Lei de Murphy potencia. No Benfica ou nas outras equipas. O ponto crítico reside no contexto mais estrutural. Refiro-me à forma aparentemente demasiado confiante e sobranceira como se reconstituiu o plantel, conhecidos que era os jogadores a ser transferidos. Rui Vitória é um treinador sensato e com um perfil de excelente adaptação ao que lhe é posto à disposição. É uma qualidade, sem dúvida, mas nem sempre resulta. A equipa está mais debilitada, não vale a pena fingir que não. No onze que joga e no plantel total. Para alguns lugares-chave deixou de haver substitutos à altura. O caso mais notório é o de Fejsa, ele próprio sujeito a lesões tão longas, quanto recorrentes. A defesa está menos segura e coesa. E não há milagres ou descoberta todos os anos de um craque na formação. Luisão tem mais um ano, Jardel é fisicamente sócia de Fejsa, Lisandro é bom, mas parece, às vezes, um cabeça no ar, Rúben Dias ainda não sabemos. Na lateral-direita temos (e bem) o pronto-socorre André Almeida e veio de Barcelona um tal Douglas para não sei o quê. Pizzi, sem Fejsa, é obrigado a jogar mais recuado e que falta faz para tornar mais clarividente a construção ofensiva. À frente, tudo bem, ainda que, na minha modesta opinião de bancada, teria valido mais deixar sair Raúl Jiménez do que o grego Mitroglou. É que ficámos com um par de excelentes vagabundos (Seferovic e Rául), mas deixámos de ter um ponta-de-lança fixo na área (que falta fez no Bessa!). E, the last but not the least, temos a posição do guarda-redes. Não julgo Bruno Varela pelo peru de sábado. Os melhores também os dão. Acontece que a saída de Ederson foi, na minha opinião, precipitada, tendo o Benfica apenas 50% do passe, para fazer a vontade ao agente e ao jogador. Esta coisa de jogadores contrariados com 21 ou 22 anos é uma treta. Ou melhor, é um amuo de uma ou duas semanas, que depois lhes passa, a pensar na oportunidade para o ano-que-vem. E o que temos agora? Júlio César, imperador, mas agora mais de lesões do que exibições. O actual titular, bom jogador, mas insuficiente para uma posição que, no Benfica, só se está em jogo poucas vezes e tem de oferecer total confiança aos colegas à sua frente. Resta-nos um rapazinho que fez há dias 18 anos (podia ser filho de Luisão...) que vem rotulado de craque, mas que, naturalmente, ainda não pode ser lançado às feras. No sector recuado, tirando Luisão (e Grimaldo, se não se voltar a lesionar), todos os outros - agora titulares - eram suplentes ou 3.ª escolhas.
Deixando de lado o mistério das já 16 lesões (a maioria, musculares), há outro ponto que me preocupa. É a dificuldade em consolidar avanços no marcador. Nestes dois últimos jogos, o Benfica esteve a ganhar e permitiu a reviravolta. No anterior campeonato, tal nunca sucedeu.
Cinco pontos de atraso são irrecuperáveis? Obviamente que não, ainda que sendo face a dois rivais se trate, no conjunto de 10 pontos. Diz a história recente (particularmente a época 2015/16) que nada está perdido. Assim ela se repita, ainda que a sua repetição custe sempre mais do que antes e a sua não repetição possa levar a um rombo financeiro (para o ano, na Champions, só o campeão tem lugar assegurado).

Objectivamente subjectivo
Por objectivos. Eis duas palavras unidas que, cada vez mais, ouvimos falar aquando da transferência de jogadores. Objectivamente tão subjectivo que o tempo se encarrega de fazer desaparecer. É um novo mistério no negócio do futebol. «O jogador renderá 22 milhões mais 14 por objectivos» é um hipotético exemplo do aposto ou continuado que se segue ao número redondo de uma transacção. É, simultaneamente, uma forma de apaziguar a consciência do comprador de, perante a reacção dos adeptos, afinal o jogador não foi assim tão caro e um modo de ficcionar um montante não atingindo pelo vendedor com os tais objectivos para memória futura que logo é desmemoriada. Ah, evidentemente, quem normalmente a sugere é o intermediário, que esse recebe a sua prebenda certinha e se está marimbando para objectivos pós-recebimento.
Quem tem de responder perante objectivos (que não fixou) é o jogador. Mas este também se sente confortável. Aumentou o pecúlio mensal e sempre pode queixar-se do treinador que não o põe tanto a jogar ou o coloca e posição diferente da do anterior clube.
objectivos para todos os gostos. Com objectivos e bolos se enganam os tolos... Há os impensáveis objectivos de ser o melhor do mundo ou da Champions (tipo Renato Sanches no Bayern, perdão no Swansea), marcar x golos, ser x vezes seleccionado, jogar n jogos a titular ou n+y a titular e suplentes. Ou seja, em regra, objectivos facilmente manipuláveis pelo comprador. Enfim, a quintessência das técnicas negociais. É como vender uma peça de boi a um restaurante por um certo preço que pode aumentar se os clientes não protestarem no livro de reclamações ou comerem mais bifes.
Concluindo: inovação não falta nesta área. Ou é um empréstimo sem direito a regresso, ou é uma cláusula de rescisão para inglês ver (cada vez mais apropriada esta frase), ou é a divisão do passe entre vários detentores (divisão monetária, mas não anatómica), ou é estar à experiência depois de já experimentado, ou é este agora comum contrato-promessa por objectivos, ou é, ainda, pagar por crianças de tenra idade e retirá-las ao seu habitar natural (ninguém fala de trabalho infantil, que, pelos vistos, só é condenável na construção e indústria).

Contraluz
- Número: 2
Foram os míseros segundos que ultrapassaram os 6 m. concedidos pelo árbitro Soares Dias no Boavista-Benfica. Não é que seja grave e, certamente, o resultado não sofreria alteração. Mas que diabo, não está escrito que uma substituição deve ser compensada por mais 30 segundos? E as fitas do guardião? Nos também 6 minutos no Feirense-Sporting, houve uma substituição no tempo de desconto que o mesmo juiz compensou correctamente e no qual surgiu o penálti e golo para os leões.
- Palavra: Abstenção
Se a estapafúrdia ideia de fazer uma lei para que não haja jogos em dias de eleições for para a frente, sugiro que, também, se proiba a chuva e o frio (se as eleição foi no Inverno), se feche o acesso a todas as praias entre as 8 e 19 horas (no Verão) e se altere a Concordata de modo que as missas em domingo eleitoral sejam todas antecipadas para sábado.
- Notícia:
O noticiário de domingo da RTP 1 rezava assim: 30 'adeptos' (as aspas são minhas) recebem com insultos o Benfica. Uma multidão representativa. E na imagem nem se viam! Notícia? Serviço público? Valha-nos Deus...
- Acontecimento:
Não me conformo com essa ideia peregrina de se jogar a 'Eusébio Cup' no Canadá em Outubro, com um adversário que subiu recentemente à primeira divisão escocesa. Eusébio merecia mais: um jogo na Luz cheia, um adversário à altura e uma data adequada. Além disso, fazer duas viagens transatlânticas nesta altura do campeonato? Ou vai o Benfica B?"

Bagão Félix, in A Bola

As contas do Benfica

"A SAD do Benfica apresentou ontem as contas referentes ao exercício que terminou a 30 de Junho passado e do documento enviado à CMVM conclui-se facilmente que se tratou de uma no de excelência, traduzido num resultado líquido de 44,5 milhões de euros, que permitiu que os capitais próprios consolidados passassem para 67,7 milhões, com um decréscimo de 17,1 milhões de euros do passivo, ou seja, 3,8 por cento.
Luís Filipe Vieira a sua equipa estão, pois, de parabéns pelo que foi conseguido até ao final de Junho, sendo que, por exemplo, as vendas dos direitos desportivos de Semedo e Mitroglou (cerca de 50 milhões de euros) só entrarão no exercício de 2017/18.
Para o tremendo êxito ontem evidenciado pelo Benfica concorreram vários factores, nomeadamente uma sábia compatibilização do investimento no âmbito desportivo com a sustentabilidade necessária. O futebol tende a ser tratado como um negócio como este, que depende, em grande parte, dos resultados obtidos ao fim de cada 90 minutos de jogo. Por isso, nem é sustentável uma gestão que gaste como se não houvesse amanhã, no afã de garantir vitórias imediatas, nem aquela que aforre as mais-valias e descure aquilo que é o core business de qualquer clube, o sucesso desportivo. É nesta linha, por vezes ténue, entre o investimento ousado para criar uma equipa ganhadora e o conservadorismo que teme contas desequilibradas que vão balançando as grandes decisões. Uma coisa é certa: sem equipas ganhadoras não há negócio de futebol que prospere, como mostram as contas do Benfica de 2016/17..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Um golo, não a vitória

"As contas do Benfica, já se esperava, foram boas, com um lucro recorde no futebol português. Algo anunciado, após uma temporada em que foram transferidos Gonçalo Guedes, Hélder Costa, Ederson e Lindelöf, entre outros - faltam ainda as vendas de Nélson Semedo e Mitroglou, que só entrarão no final do exercício actual.
Mas há sinais que devem deixar alerta os responsáveis do clube da Luz. Para começar, o facto de o resultado com direitos de atletas ser menos de metade do valor recebido por vendas. Entre gastos associados às vendas de jogadores, entre os quais estão as comissões, e as amortizações e perdas de imparidade (custo actual dos futebolistas contratados) são mais de 60 milhões de euros.
O grande aumento dos custos com pessoal, onde se incluem os salários de jogadores, treinadores e estrutura, é algo que deve ser também olhado com cuidado. No Benfica, esta rubrica passou de 61,5 para 74,7 milhões de euros. Para se ter uma ideia, na época 2015/16, FC Porto chegou aos 75,8 milhões de euros (ainda que sem prémios por vitória na Liga) e anunciou a intenção de reduzir este valor em 20 milhões.
A redução do passivo em pouco mais de 17 milhões de euros acaba, por isso, por ficar algo abaixo das expectativas criadas. É certo que a tendência, pelo desinvestimento na equipa principal neste defeso e pelas vendas já feitas, é manter a redução da dívida nos próximos exercícios. Os adeptos querem festejar golos, mas muito do futuro do Benfica joga-se nestes comunicados à CMVM. Este foi um golo, mas não garante a vitória."

O caminho da retoma

"O Benfica apresentou um lucro histórico de 44,5 milhões de euros. É o resultado de um trajecto de sucesso desportivo com tudo aquilo que ele representa: vendas extraordinárias que não deixam de ser acompanhadas de custos elevados. A opção foi claramente assumida por Luís Filipe Vieira. O objectivo é abater o passivo para que o legado seja não apenas títulos e infraestruturas mas também um clube governável. O Benfica segue no caminho da retoma.
No momento em que o Benfica transmitia essa boas novas, a equipa de futebol sentia de perto o desagrado dos adeptos das claques face aos últimos resultados. O episódio não é mais do que o reflexo de um descontentamento generalizado ainda que cruel e desmesurado e por alguns oportunisticamente aproveitado. Para todos, porém, está na hora de retomar o caminho dos êxitos. O próximo ciclo competitivo será determinante para se perceber se o espírito ganhador e de união ainda está presente no balneário de Vitória.
Muitos jornalistas saíram do Record e todos deixaram a sua marca nesta casa. Vanda Cipriano cumpriu ontem o último dia de 21 anos de dedicação a este jornal. Não posso deixar de assinalar a sua saída e através dela homenagear todos os outros. À Vanda desejo as maiores felicidades no novo rumo que dá à sua vida."

Dois espirros não fazem uma constipação

"Inquietação encarnada tem sido amplificada pela carreira imaculada dos dois rivais no campeonato; mas Rui 'McGyver' Vitória já deu provas de ter sete vidas

O Benfica perdeu dois jogos de enfiada e o benfiquismo entrou em convulsão, à boa e velha maneira portuguesa: do oitenta para o oito no tempo de um espirro. Como se dois espirros fizessem uma constipação. Os jornais, as televisões e as redes sociais não falam de outra coisa. Da crise ou quase-crise do Benfica. Das culpas de Luís Filipe Vieira, das culpas de Rui Vitória, das vendas e das compras que não se fizeram, da onda de lesões que ninguém consegue explicar e, mais grave, travar. Subitamente (a fazer fé no que se ouve e no que se lê) o Benfica transformou-se numa espécie de coitadinho a caminho de ser humilhada pelos grandes rivais e não no clube que ganhou quatro campeonatos de enfiada e doze das últimas 16 competições domesticadas. Nas redes sociais e nos jornais leio que Vieira só sabe fazer contas de mercearia e até teve o descaramento de contratar pessoal de Alcochete para o Seixal; que Vitória vê o que mais ninguém vê em Filipe Augusto, que mexe tarde e a más horas e não consegue apresentar um projecto futebolístico da sua responsabilidade (isto é: não assente no legado do Jorge Jesus); e mesmo a famosa estrutura que estava dez anos  à frente das outras começa a ouvir das boas do próprio benfiquismo: na última segunda-feira, o ex-vice presidente Rui Gomes da Silva criticou asperamente o actual direcção (só poupou Rui Vitória), nomeadamente a passividade e o silêncio face ao caso dos e-mails (nisto, acho que ele tem carrada de razão).
A toda esta consternação por causa de dois espirros. Agora imaginem se o Benfica mais logo torna a espirrar com o Braga. É o caos a 20 de Setembro! Ora bem. Das duas uma. Ou os benfiquistas têm uma memória extraordinariamente curta (e digo isto em todos os sentidos: por acaso lembram-se quantos e quantos anos andou Vieira a cometer erros de palmatória e a somar insucessos até começar a ganhar... com Jesus?), ou então deve estar a passar-se na Luz algo de muito gravoso que nos passa ao lado. Não negando que esta equipa é mais fraca que a da época passada - claro que é! -; que o futebol produzido não tem sido famoso; e que a inquietação dos adeptos tem sido amplificada pela carreira imaculada dos dois rivais no campeonato; parece-me evidente que as notícias da quase-morte do Benfica são manifestamente exageradas até porque Rui Vitória já deu provas de ter sete vidas. Sendo um bom treinador, ele é também um tipo desenrascado, uma espécie de McGyver que (remendo aqui, jeitinho ali) tem conseguido dar a volta às situações mais complicadas. Até por isso parece-me prematuramente este clima de impaciência e desagrado em torno da equipa que, repito, ganhou 12 das últimas 16 competições domésticas. O hábito de ganhar não se perde num mês e meio. Veremos o que o jogo de logo trás. O Braga é um adversário que o Benfica costuma derrotar com facilidade na Luz.
(...)"

André Pipa, in A Bola

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Mais uma cortina de fumo para maquilhar a realidade

"No dia em que Grupo Benfica apresentou resultados financeiros recorde, outros, que estão intervencionados pela UEFA devido a descalabro nas suas finanças, procuraram erguer mais uma cortina de fumo, apenas com o intuito de maquilhar a realidade. Mesmo enfrentando uma queixa-crime desencadeada por parte de um conjunto de árbitros – acção que foi pública após a vandalização de mais uma casa de um elemento da classe –, o director de comunicação do FC Porto insiste e persiste em manobras e intervenções apenas com um propósito: coagir e ameaçar.
Na noite de terça-feira, vendo-se à sua imagem e replicando práticas há muito conhecidas – Luís Gonçalves, outro responsável portista, ainda na época passada ameaçou Tiago Antunes de descida de divisão, cenário que, curiosa e premonitoriamente, viria a suceder… –, o rival em questão pôs em causa a classificação atribuída a Marco Ferreira no Braga-Benfica disputado a 26 de Outubro de 2014, onde este efectuou uma arbitragem que toda a Imprensa rotulou de péssima e com inegável influência no resultado.
Foi, aos olhos de todos, um desempenho horrível, que teve como consequência objectiva e natural uma péssima nota (2 numa escala de 0 a 5)."

Benfiquismo (DCII)

1961

105x68... Analise... e reacção

Benfica: crise ou crise de sucesso?

"Colocando as coisas em perspectiva, há boas razões para estarmos optimistas em relação ao momento do Benfica. No passado recente, com Rui Vitória ao comando, já ultrapassámos situações bem mais exigentes e, numa prova longa, cinco pontos são facilmente recuperáveis. E se olharmos um pouco mais para trás, que dizer? O Benfica vivia uma situação catastrófica financeira e desportivamente. Nos últimos anos, o clube entrou numa dinâmica vitoriosa com poucos paralelos na história recente e esta alicerçou-se num modelo de negócio que abre boas perspectivas.
Vista assim, a minicrise que o clube atravessa é uma crise de sucesso. Mais, se pensarmos que basta o regresso ao onze de um par de jogadores (Fejsa e Jardel à cabeça) e a melhoria de forma de jogadores essenciais para a organização ofensiva (sobretudo Pizzi) para o futebol jogado melhorar substancialmente, é até possível dizer que se trata de um mau momento circunstancial e que é em maio, uma vez mais, que se fazem as contas.
Os problemas surgem quando olhamos para o que o Benfica vem fazendo nos últimos quatro jogos como manifestações de problemas anunciados e que não foram resolvidos em tempo útil. Desde logo, o planeamento da temporada. Se há muito que as saídas de Ederson, Lindelöf e Nélson Semedo eram prováveis, continua a ser pouco claro por que razão não se procurou alternativas que dessem garantias, mesmo que com perfil diferente. A opção é tanto mais estranha quanto os jogadores mais promissores da formação que podiam ser aposta jogam do meio-campo para a frente (a excepção é mesmo Rúben Dias). Se a escolha era desinvestir (o que podia ser racional), surpreende, contudo, que tenham saído tantos jogadores da defesa e não se tenha colmatado as perdas no reduto defensivo, enquanto se foram buscar dois atacantes (Seferovic e Gabriel) para o lugar de um (Mitroglou), sendo que o plantel não tinha particulares carências no ataque.
Mas se os equívocos na preparação da época geram cepticismo, há sinais muito preocupantes que ficam dos últimos jogos. É perturbante que, por três vezes, a equipa se tenha visto em vantagem no marcador e que, a partir desse momento, em lugar de matar os jogos, tenha enveredado por uma circulação de bola em toada lenta e inofensiva que deixou o Benfica à mercê de reviravoltas. Foi assim com Portimonense, CSKA e Boavista. Esta opção parece ser um indício de uma falta de confiança que inquieta.
Pior mesmo só a estranha opção táctica de, quando a perder, colocar a equipa a jogar num sistema em que se acumulam atacantes, se parte o meio-campo e se baixam extremos, deixando a equipa sem critério ofensivo. Fica sempre a dúvida sobre o que será pior: saber se este sistema é treinado ou se, pelo contrário, é utilizado sem ser treinado e não passa de um regresso ao tradicional "tudo ao molho e fé em deus"."

O candidato do blogue

"Rui Gomes da Silva começou a segunda-feira a traçar um cenário apocalíptico sobre o funcionamento do Benfica e acabou o dia a garantir que ainda se vai rir na cara de Guilherme Aguiar e Paulo Andrade quando, no final da temporada, a equipa "conquistar o penta com o Bruno Varela na baliza". Se está tudo assim tão mal, de onde pode vir tanta confiança?
O antigo vice-presidente do Benfica disparou em diversas direcções, mas elegeu um alvo preferencial: Rui Costa. Ninguém tem grandes dúvidas, nos corredores da SAD dos encarnados, que as motivações de Gomes da Silva estão exclusivamente relacionadas com a sua própria agenda e com a intenção, sempre mal disfarçada, de um dia ocupar o cargo que hoje pertence a Luís Filipe Vieira. Nesse sentido, terá entendido que chegou a hora de começar a fazer ‘marcações individuais’.
Como já tinha acontecido numa primeira ocasião – quando identificou uma "estrutura aburguesada" – Rui Gomes da Silva voltou a desferir um ataque violento e fê-lo novamente num momento em que a águia está cabisbaixa. O que agora deveria fazer, para não ser acusado de oportunista, era garantir desde já a presença na AG da próxima semana (dia 29). O encontro é para apreciar e votar as contas de 2016/17, mas é seguro que se arranjará tempo para debater questões de superior importância que não devem ficar por blogues e estúdios de televisão."

As maleitas do Benfica

"Luís Filipe Vieira produziu, no final de Julho, um conjunto de declarações que, na altura, não foram suficientemente absorvidas pelos adeptos mais arrebatados com a conquista do tetra. E, de facto, nada melhor do que um momento de deslumbramento germinado por uma conquista rara para deixar cair que "o mercado está louco" e o Benfica "não vai parar de vender enquanto não tiver o controlo da dívida". Para que não ficasse réstia de dúvida, o presidente foi ainda mais translúcido: "Podemos hipotecar um título, não podemos hipotecar o futuro". Ao contrário do que tantas vezes acontece no futebol, não foram frases frívolas e meramente panfletárias. Vieira tinha mesmo incorporado que os quase 500 milhões de euros de passivo estavam a transformar-se num cabouco sem fundo e, por isso, demasiado perigoso, principalmente desde o colapso de uma banca que fechou a torneira e passou a reclamar os créditos. E, de facto, se estivéssemos a falar de uma outra qualquer indústria que não o futebol não faltaria quem continuasse a bendizer a SAD pela coragem e desassombro. É verdade que, na altura, ninguém se insurgiu contra um plano que fez com que o Benfica encaixasse mais de 130 milhões de euros e gastasse pouco mais de 8 milhões, o nono investimento mais baixo entre os 32 clubes que se apuraram para a Liga dos Campeões. Mas hoje já não falta quem fustigue o apertar do cinto. Após uma pré-época já de si decepcionante, o empate em Vila do Conde e as duas derrotas frente ao CSKA e ao Boavista roubaram o positivismo mesmo àqueles benfiquistas que, por uma questão de princípio, se recusam a comprar um eletrodoméstico a prestações.
Mas, o que os desconsolados benfiquistas não perceberam é que os resultados negativos não são tanto consequência da redução das verbas disponíveis para contratações, antes de um conjunto de outras opções, algumas ideológicas e provavelmente majoradas por algum deslumbramento e pela sobranceria de quem se achava muito superior à concorrência. Desde logo as baseadas na ideia de que "o Benfica soube ser autossuficiente", um bordão também promovido por Vieira em Julho. O presidente do Benfica acreditou que a ‘fábrica’ do Seixal teria uma capacidade de produção de talentos suficiente para suprir a generalidades das saídas. E que, nas raras vezes em que isso não acontecesse, haveria sempre um ‘scouting’ capaz de descobrir pechinchas à imagem de Lindelöf, Ederson ou Oblak. Mas nenhum clube se mantém competitivo durante muito tempo se forçar a ideia de que é 100% autossustentável e de que consegue renovar-se apenas com jogadores produzidos na sua formação ou, em alternativa, com talentos descobertos ainda com a casca de ovo na cabeça. E forçar não é um excesso linguístico principalmente se levarmos em conta que o Benfica perdeu três titulares do seu quinteto mais recuado. Ora, acontece que foi capaz de encontrar livre no mercado um avançado já suficientemente maduro, rodado na Bundesliga e com o selo de garantia da selecção suíça. Contratar Seferovic era, de facto, uma chance que não podia ser desaproveitada, mesmo levando em conta que o Benfica já tinha avançados para dar e vender. Mesmo a saída de Mitroglou foi compensada com Gabriel Barbosa, alternativa interessante a Jonas. Ora, sabendo-se que os títulos se ganham com avançados e se defendem com defesas, a pergunta que se impõe é porque não houve a mesma diligência nos restantes sectores? Foi temerário sugerir que o treinador iria conseguir que Buta, Kalaica e Varela se transformassem, num estalar de dedos, em réplicas perfeitas de Semedo, Lindelöf ou Ederson. Tão ou mais incompreensível foi o processo de seleção de Hermes e Pedro Pereira, principalmente este, escolha do presidente que obrigou à vinda apressada de um Douglas ainda por estrear. Isto já para não falar no falhanço bizarro da contratação do guarda-redes André Moreira (posteriormente substituído pelo também jovem Svilar). A estrutura extasiou-se com os seus próprios méritos ou foi Rui Vitória que não foi suficientemente reivindicativo? Provavelmente um pouco de tudo.
Mas, atenção, o Benfica continua a ter um plantel com qualidade suficiente para jogar mais e melhor do que vem fazendo, como, de resto, provou em vários períodos da primeira parte no Bessa (deliciosa a sociedade ‘esquerdista’ entre Grimaldo e Zivkovic). Já não há uma diferença tão marcante como no passado recente, principalmente para o Sporting, mas também é na limitação que se releva o mestre. E se, no final da época passada, na hora dos festejos, deixamos aqui isso expresso que o Benfica mantinha deficiências e disfunções (principalmente na construção) que já deviam ter sido resolvidas ou, pelo menos atenuadas no treino, temos agora de acrescentar outras maleitas ao diagnóstico. Porque este Benfica não sabe gerir as vantagens, não sabe mudar o rumo dos jogos e deixa que os mesmos fiquem perigosamente ‘partidos’. E faz substituições que não lembram ao diabo, como aquela de Zivkovic no Bessa. Semear avançados lá na frente qualquer um faz.

Cinco estrelas
Dybala tem talento e golo
Dois "hat tricks" em apenas quatro jornadas não estão ao alcance de qualquer um. Conseguiu-o Dybala, que voltou a brilhar frente ao Sassuolo e já lidera a lista de melhores marcadores do "calcio", com oito golos. O craque da Juve tem um talento inversamente proporcional à estatura.

Quatro estrelas
Falcao continua a responder
Acarinhado por Leonardo Jardim, Falcão continua a responder a quem lhe anunciou a (falsa) decadência: mais dois golos (e uma assistência) frente ao Estrasburgo. Está à frente de Cavanni nos marcadores, com 9 tentos em 6 jogos, marca que já não se via há 40 anos na liga francesa.

Três estrelas
Jota talhado para outros voos
Diogo Jota marcou os dois golos que ajudaram o Worverhampton de Nuno Espírito Santo a bater o N. Forest e a subir à liderança (a par do Leeds). E o L´Equipe, que o incluiu na lista dos melhores 50 sub 21, já diz que o Championship é curto para ele.

Duas estrelas
Vida difícil para André Gomes
André Gomes era desejado por grandes equipas europeias, mas o mercado fechou antes de o médio português conseguir que o Barça o cedesse. Resultado: frente ao Getafe não saiu do "banco"e Valverde nem o convocou para o jogo com o Eibar.

Uma estrela 
O drama de Adrien
Que os jogadores têm de estar cada vez mais vigilantes na gestão do seu futuro prova-o a situação complicada em que continua Adrian Silva. Por 14 segundos não foi inscrito pelo Leicester, que ainda nem lhe deu autorização para treinar. O treinador Craig Shakespear também desespera."

'Jogo Duplo' em movimento

"Na semana que passou, após a realização do debate instrutório no processo criminal associado à ‘Operação Jogo Duplo’, todos os arguidos ficaram a saber que enfrentarão julgamento. Será o primeiro em Portugal relacionado com ‘match fixing’ ou manipulação de resultados, uma forma de corrupção que contagiou o desporto a nível mundial. Actualmente são poucos os países sem registo de condenações e ainda menos aqueles que não têm investigações em curso ou processos a correr em Tribunal.
É conhecida a minha posição relativamente a este fenómeno: tolerância zero. Embora continuem a existir factores de risco em Portugal, quer do lado dos jogadores, quer do lado dos clubes, em especial os que competem na Segunda Liga e no Campeonato de Portugal, o endurecimento das penas aplicáveis e as orientações de política criminal para os próximos anos fazem-me ter confiança num combate efectivo a este flagelo.
Não queremos voltar a ter outro ‘Jogo Duplo’ no desporto português. A proveniência do dinheiro utilizado para corromper os agentes desportivos envolvidos ou os rostos por detrás das organizações criminosas que utilizam o futebol para os seus negócios sujos são, no final do dia, a parte mais difícil da investigação.
Os rostos visíveis pelos piores motivos são os de jogadores, árbitros, treinadores ou dirigentes envolvidos e é para estes que são direccionadas as medidas de natureza disciplinar. Também, por isso, o futebol e os seus agentes devem estar unidos em torno desta causa. Sem a erradicação do ‘match fixing’ não existe competição e a perda de credibilidade será acompanhada do afastamento dos adeptos e da perda investimento. Neste contexto, com salvaguarda do princípio da presunção da inocência, exige-se uma justiça célere e exemplar."

Vitória, mas...

Kapfenberg Bulls 72 - 75 Benfica
13-21, 11-17, 18-20, 30-17

No 4.º período chegámos a ter 21 pontos de vantagem... os Austríacos, ainda empataram a poucos segundos do fim, mas na resposta imediata o Jesse fez um cost-to-cost com um Triplo em cima do buzzer!!! Uma vitória fora é sempre um bom resultado, em teoria, mas a forma como este jogo decorreu, deixou esta vitória, a saber a pouco...!!!

Sinceramente não sei o que pensar na antevisão do jogo de Quinta-feira!!! Dominámos o jogo todo, mesmo com uma má percentagem nos lançamentos de 2... Mesmo com o Morais a jogar 6 minutos, e com o Barber ainda fora de forma após a lesão... Mas aquele parcial final, foi muito estranho!!!

Além da desconcentração óbvia, do mérito do adversário, principalmente num dos Americanos... demonstrámos alguma incapacidade de adaptação defensiva!!!

Não temos muito tempo para pensar no que aconteceu, já que só temos um dia de descanso, sendo que será usado para fazer a viagem para Lisboa!!!

A qualificação para a Champions é muito complicada, mesmo se ultrapassarmos estes Austríacos temos mais duas eliminatórias...

terça-feira, 19 de setembro de 2017

De Itapuã à Grande Maça...

"Esta crónica vem assim a modos como que a continuação da da semana passada. Benfica pelas Américas, primeiro no Brasil, depois nos Estados Unidos. Ano de 1955. Poucos clubes tinham essa ânsia de correr o mundo como os encarnados.

Ao fim de quatro jogos no Brasil, sobre os quais nos debruçamos aqui na última crónica, o Benfica procurava desesperadamente uma vitória. Surgiria dois dias depois, no Pacaembu, frente ao Palmeiras. Vitória segura, superior. Três golos de José Águas. O Última Hora reage: 'Com armas de futebol brasileiro, o Benfica venceu e deu 'show'!' E o Palmeiras tinha do seu lado Formiga, e sobretudo Mazzola, futuro campeão do mundo, que seguiria para Itália e teria de deixar a alcunha de Mazzola, por tanto se parecer com o outro Mazzola, do Torino, que também se cruzara com o Benfica. Passou a ser José Altafini, afinal o seu nome de baptismo. E foi como Altafini que reencontrou o Benfica naquela final de Wembley, em 1963. O mundo do grande futebol é assim mesmo, gente que se conhece e reconhece e se encontra e reencontra.
Mas é uma minoria de eleitos, de personagens que fazem desde sempre parte da história deste jogo apesar de tudo muito elitista, pouco disponível a deixar entrar pela porta dos convidados os arrivistas, os parvenus. O futebol dos nomes que jamais que esquecem não começou nos anos-80 ou 90. Começou no tempo da lendas. No tempo que os grandes clubes viajavam em redor do mundo para se defrontarem, para encherem estádios, para riscarem com ponta de chumbo a lousa do quadro preto com assinaturas indeléveis. Não era gente de ficar em casa, sem que um sonho no erguer de asa faça até mais rubra a brasa da lareira a abandonar, como dizia Pessoa. Altafini e Pelé estariam de novo no caminho do Benfica, uma e outra vez. É esse o destino dos eleitos - cruzaram-se no corredor dos mitos.
O Benfica prossegue o seu périplo. Voa para São Salvador da Bahia de Todos os Santos, primeira capital do Brasil, lá junto a Itapuã, onde o mar não tem tamanho, e inaugura um verde novinho em folha.
Os encarnados fazem dois jogos, um contra um misto de clubes da Bahia, ganho pelos soteropolitanos por 4-1, e outro contra o Sport Clube Bahia, vencendo por 2-1. Surge, agora a possibilidade de prolongar a digressão por mais uns dias. Há gente em Nova Iorque que quer ver jogar o Benfica. Algo absolutamente inédito nesse tempo em que os Estados Unidos não queriam saber de futebol. Os dirigentes encarnados aceitam: o cachet é compensador. A equipa já está longe de casa há quase um mês, mas pede-se-lhe o sacrifício. Entretanto mantém-se no Nordeste mas viaja até Recife para jogar com o Santa Cruz (1-1). Uma vitória frente à equipa da Tuna Luso-Comercial (3-1), de Belém do Pará, mas ainda em São Salvador marca a despedida de terras brasileiras. Uma despedida com muito de português, já que o adversário, hoje em dia conhecido por Tuna Luso, foi fundado pelo caixeiro Manoel Nunes da Silva que, do seu barco ancorado para amenizar as saudades de Portugal. Instalada de há uns anos a esta parte como terceira força do futebol paranaense, atrás do Remo e do Paysandu, a Tuna já não vence o campeonato estadual desde 1988, longe portanto dos bons anos 50, que aqui trazemos à liça, quando foi campeã por três vezes.

E eis Nova Iorque!
Ergue-se à distância a 'Grande Maça'. É para lá que o Benfica viaja agora, engolindo quilómetros aos milhares. Em 1957, Nova Iorque ainda era destino de emigração em força mas não ia além dos 15 milhões de habitantes (na década seguinte chegaria aos 18 milhões). Nova Iorque para já ponto de passagem. A inédita digressão do Benfica aos Estados Unidos inicia-se em Fall River, Massachussetes 70 Km a sul de Boston, no centro da grande cadeia que alberga a colónia portuguesa e que se estende até Providence, Rhode Island e New Bedford.
Em Lisboa, Ricardo Ornellas, um dos nomes enormes do jornalismo português, não esconde o espanto pelo feito do Benfica que abre novas fronteiras ao futebol mundial. Assina no Diário Popular uma prosa intensa: 'Admirável! Simplesmente admirável aquilo que conseguiu o Sport Lisboa e Benfica!' Contra a Selecção da Nova Inglaterra, o Benfica marca 10 golos sem resposta. Quatro dias depois, agora, em Nova Iorque, no Downing Stadium, em Radalls Island, East River, o estádio onde Jesse Owens ganhara o direito de estar presente nos Jogos Olímpicos de Berlim e onde mais tarde jogaria o Cosmos de Pelé (e Seninho), perante mais de 20 mil espectadores, assistência digna de um jogo de futebol americano, o Benfica venceu uma selecção da Liga de Futebol Norte-Americana por 7-2, chegando tranquilamente aos 7-0 (Águas, 2, Cavém, 2, Azevedo, 2, Chipenda) antes de descansar, já talvez com o desejo colectivo de um regresso a casa."

Afonso de Melo, in O Benfica

As idiossincrasias de Ivic

"Quis receber o ordenado em dólares, falava com jogadores russos sem intérprete e 'emagreceu' o campo da Luz.

Estávamos no verão de 1984, Eriksson tinha saído do Benfica para treinar o AS Roma e Fernando Martins precisava de um novo técnico para orientar a equipa principal. O eleito foi o croata Tomislav Ivic. Considerado 'um dos grandes estrategas do futebol moderno', vinha do Galatasaray e já tinha sido campeão nacional pelo Ajax e levado o Anderlecht às meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
A 17 de Julho, aterra em Lisboa. Apresenta-se ao trabalho dia 19, dirige os primeiros treinos, dia 29 orienta a equipa no jogo de apresentação e uma semana depois enfia-se num avião e regressa a casa! Em causa estava uma cláusula do contrato que dizia que o treinador iria receber em escudos, quando o que lhe dava mesmo jeito era receber em dólares. Fernando Martins não aceitou e Ivic, apesar de já estar de contrato assinado, virou as costas a tudo e foi substituído por Toni. Dias depois o ex-técnico confessava-se arrependido e com esperança de um dia poder regressar. Esse dia chegou, 8 anos depois...
A 9 de Junho de 1992, Ivic chega novamente à capital portuguesa e as expectativas continuavam elevadíssimas, mas esta história não estava destinada a um final feliz. Primeiro pediu ao presidente que colocasse Shéu Han como adjunto em vez de Toni. Jorge de Brito não aceitou a exigência, mas o mal-estar na equipa técnica estava instalada; durante um estágio na Suécia tomou de ponta o russo Yuran, com quem insistia em conversar sem recurso a intérprete - convém lembrar que Yuran não falava português e que Ivic se expressava simultaneamente em espanhol e italiano; e um dia, já em Portugal, teve uma ideia brilhante: encurtar o campo do Estádio da Luz para ser mais fácil fazer pressão e chegar à baliza do adversário! Na 3.ª jornada os 'encarnados' receberam o Salgueiros e não só o desempenho da equipa foi sofrível como o súbito emagrecimento do campo não ajudou. O jogo terminou num empate a zero.
A 27 de Outubro, Jorge de Brito coloca um ponto final na era Ivic por 'manifesta falta de adaptação do treinador às características do futebol do Benfica'. Toni é, novamente, o homem chamado para a linha da frente e assim se manteve até 1993/94, época em que se sagrou campeão nacional.
Para saber mais sobre o percurso de Tomislav Ivic visite a área 25 - Mestres da Bola, no Museu Benfica - Cosme Damião."

Marisa Furtado, in O Benfica

Responsabilidades...

Benfiquismo (DCI)

De azul?!!!
Só podia estar triste!!!

Chama... Memória

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Lixívia 6

Tabela Anti-Lixívia
Corruptos...... 18 (0) = 18
Sporting ..... 18 (+2) = 16
Benfica.......... 13 (0) = 13

Uma semana sem 'grandes' Casos, mas com excelentes exemplos de como o Tugão está inquinado até ao tutano:
- basta comprar o Rio Ave - Benfica, com o Rio Ave - Corruptos: nesta jornada, aos 34 minutos, já 3 jogadores Vilacondenses estavam Amarelados! Não coloco em causa a justiça das decisões, mas quando o Benfica visitou Vila do Conde, os Amarelos aos da casa 'custaram' muito em sair... logo nos primeiros minutos, o Rafa, foi varrido pela raiz, quando se isolava, e o cartão ficou no bolso... O mesmo jogador do Rio Ave que foi expulso esta semana, quando defrontou o Benfica, teve 3 a 4 entradas no mínimo para Amarelo, e acabou a partida, com 1 Amarelo... Esta semana o Danilo (Corruptos) depois de muito refilar, e à 7.ª falta (!!!) lá levou um Amarelo, quando faltavam poucos minutos para acabar o jogo...!!! Isto é recorrente...

No Bessa, o Boavista acabou com 2 Amarelos, ambos nos minutos finais... Isto depois de muita porrada, muitas simulações, muitas perdas de tempo...
Isto, além das questões 'disciplinares' tem uma enorme influência na forma como os jogos decorrem: a agressividade com que os nossos adversários jogam contra o Benfica é 'total', sem qualquer temor das consequências... Com outros, têm que 'gerir' as entradas, porque senão acabam o jogo mais cedo...

Outra forma manhosa de 'gerir' o jogo, são as faltas e faltinhas a meio-campo! Após a boa entrada do Benfica no Bessa, a partir dos 15 minutos, tivemos uma série de faltas contra o Benfica, que 'empurraram' claramente o Benfica para trás... Mais uma vez, não está em causa o critério da intensidade dos contactos exclusivamente neste jogo... Basta comparar dois lances:
- no 1.º golo do Boavista, poucos segundos antes, existe uma falta descarada sobre o Rúben Dias, quando o Rúben ao cabecear uma bola é agarrado pelo braço... Soares Dias deu lançamento lateral para o Boavista, a seguir, deu golo!!!
- no 2.º golo do Boavista, a falta que é assinalada contra o Benfica não existe: é o jogador do Boavista que tenta usar o corpo para não deixar o Augusto jogar a bola de cabeça, e depois é o mesmo jogador do Boavista que tenta afastar o Augusto com o braço... e quando não 'resultou', deixou-se cair!!!

Antes disso, já o Fábio Espinho, um dos artistas do mergulho, tinha 'agredido' o Filipe Augusto (40 minutos) com uma entrada de pitõns... é verdade que não acertou em cheio, mas acertou de raspão!!! Até os famosos 'juízes' do Nojo, defenderam o Vermelho Directo...!!! Soares Dias nada marcou...!!!

No golo do Jonas, no início da jogada parece que o Luisão faz falta na recuperação de bola: é uma daquelas jogadas de 'intensidade' e isso explica o VAR não ter actuado... mas pareceu-me falta!


No Alvalixo, Manuel Oliveira, voltou a andar disciplinarmente 'perdido' como é habitual... Destaco mais uma pisadela, do Alan Ruiz: é o terceiro jogo consecutivo, com o Argentino a 'ferrar' os pitõns nos adversários, e os árbitros nem marcam falta!!!

Em Vila do Conde, como já referi anteriormente, não houve Casos, mas Jorge Sousa, que habitualmente retarda os Amarelos, desta vez não perdoou nada (ao Rio Ave)...
Também 'gostei' de ver o Amarelo ao Marcelo: o cartão é justo, mas a jogada é um daqueles contra-ataques muito perigosos, onde os Corruptos recuperaram a bola, em falta (descarada)!!! Se o Marcelo não fizesse falta, a probabilidade de ser golo era enorme... Este tipo de 'recuperações' (em 'aparente' falta...) ao Benfica, são expressamente proibidas... Não são penalty's, mas decidem jogos... e ajudam a inclinar partidas!!!

Duas notas:
- No Paços-Setúbal o VAR 'decidiu' não decidir!!!
Na repetição a bola 'parece' entrar na baliza do Paços... mas, o ângulo pode levar o espectador ao erro: o facto de se 'ver' relva entre a linha e a bola, quando esta bate no relvado, não quer dizer que a bola está totalmente dentro da baliza... Muito provavelmente os VAR's tiveram uma 'formação' sobre este 'problema', mas os espectadores não tem toda a informação necessária!!!
A única forma de não ter este 'problema' de perspectiva, é 'obrigar' a PorkosTV a ter duas câmaras em cima da linha de fundo, como acontece nos jogos transmitidos na BTV...!!!
- A nomeação dos VAR's também começa a dar 'polémica'! Os lagartos nos últimos 3 jogos, tiveram sempre o Tiago Martins como VAR!!! Como o Lagarto Tiago Martins foi o árbitro principal noutro jogo do Sporting, em seis jornadas, o Tiago Martins foi nomeado para quatro jogos do seu Clube...!!!
Como o VAR está instalado na Cidade do Futebol em Oeiras, por razões logísticas, é normal os VAR's serem quase sempre árbitros de Lisboa e arredores...
Em tese, eu não tenho nada contra os VAR's serem um grupo restrito: se o grupo de VAR's for muito 'pequeno' a probabilidade do critério ser consistente, é maior...
O problema é que não existe 'regras'! Ao contrário do que acontece com os árbitros principais, onde existe uma 'catrefada' de regulamentos, obrigando a 'rodar' praticamente todos os árbitros, por todos os Cubes... para os VAR's esses regulamentos não existem...
Como tudo isto é uma 'experiência', existem duas possibilidades: aprovar regulamentos que obriguem os VAR's a 'rodar' por todos; ou criem um grupo restrito (4 ou 5 VAR's), como acontece com videoárbitros noutras modalidades (na NFL por exemplo...), e metam os 'mesmos' em todos os jogos.


Anexos:
Benfica
1.ª-Braga(c), V(3-1), Xistra (Verissímo), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
2.ª-Chaves(f), V(0-1), Sousa (Tiago Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
3.ª-Belenenses(c), V(5-0), Rui Costa (Vasco Santos), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Hugo Miguel (Veríssimo), Prejudicados, Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(c), V(2-1), Gonçalo Martins (Veríssimo), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
6.ª-Boavista(f), D(2-1), Soares Dias (Esteves), Beneficiado, Prejudicados, Impossível contabilizar

Sporting
1.ª-Aves(f), V(0-2), Tiago Martins (Pinheiro), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(1-0), Paixão (Hugo Miguel), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(f), V(0-5), Hugo Miguel (Sousa), Nada a assinalar
4.ª-Estoril(c), V(2-1), Godinho (Tiago Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Feirense(f), V(2-3), Soares Dias (Tiago Martins), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Hugo Miguel (Luís Ferreira), Nada a assinalar
2.ª-Tondela(f), V(0-1), Veríssimo (Malheiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Braga(f), V(0-1), Xistra (Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Chaves(c), V(3-0), Rui Oliveira (Hugo Miguel), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Sousa (Godinho), Nada a assinalar

Jornadas anteriores:
Épocas anteriores:
2016-2017
2015-2016

Vontade e crença

"É esse o grande e imediato desafio do Benfica e de cada benfiquista. Manter o entusiasmo. Apesar do concreto momento.

1. Aprendemos com Napoleão Bonaparte que «o entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará o poder para conseguires o que desejas»! É esse o grande e imediato desafio do Benfica e de cada benfiquista Manter o entusiasmo. Conservá-lo. Apesar do concreto momento e das suas actuais circunstâncias. A derrota do Benfica no Estádio do Bessa foi uma derrota dolorosa mas, digo-o, oportuna. Se há, de verdade, derrotas oportunas. Mas sabemos, desde Henrik Ibsen, que «se duvidas de ti mesmo, está vencido de antemão». E o Benfica, este Benfica, não pode duvidar de si mesmo. Tem um plantel ambicioso e com qualidade. Tem jogadores experientes e solidários. O plantel, está fechado e não pode haver, até finais deste ano, mais entradas. Por isso o que importa (re)construir será feito, terá de ser feito, com os recursos humanos que estão no Seixal. Onde importa que haja muita tranquilidade - e diálogo directo - agora que está reformulada, formalmente a nível directivo, academia de formação. O que sabemos, e sabemos bem, é que com a derrota frente a um Boavista matreiro, principalmente na segunda parte, deixou de haver margem de erro. O Benfica, este Benfica, continua a depender apenas de si próprio para a desejada conquista do penta. Mas para que essa conquista se concretize não pode delapidar pontos e tem de mostrar consistência defensiva e efectividade ofensiva. Para além de mostrar um meio campo que construa e não, apenas, e em muitos momentos, um meio-campo que distribua. Sabemos bem, igualmente, que as equipas adversárias - incluindo as da Liga dos Campeões - já conhecem o sistema e o modelo de jogo do Benfica. Até as suas variações. Ou, diria, variantes. É o resultado do necessário e profissional estudo que implica, acredito, e da parte do Benfica, soluções inovadores que surpreendam as equipas que defrontam, com muita a acrescida vontade, um Benfica, este Benfica que é tetracampeão. Acredito que alguns julgariam que a reconstrução da equipa após muito rentáveis saídas não seria uma tarefa tão complexa. Acredito, mesmo, que alguns julgariam que certos nomes nem necessitavam de avaliação nem sequer de evidente ambientação. E essa crença, desajustada e imbuída até de um certo deslumbramento, nem se demonstra inequivocamente nem, em certos casos, se vislumbra claramente. Daí que a margem de erro seja diminuía. Mesmo diminuta. Já que perante o não deslumbramento de individualidades não se descortina, por ora, um colectivo que apague, ou sequer abafe, uma desilusão que já vem em crescendo e que tem nos jogos frente ao Portimonense e ao CSKA diferenciados momentos de menos prazer e de intensa dor. E logo na época em que o grupo da Liga dos Campeões nos antecipa - sim antecipa! - uma presença atractiva nos oitavos de final dessa competição e disputamos uma Liga interna em que sabemos que só o seu vencedor tem acesso à próxima fase de grupos da Liga dos Campeões. E constatando que, mesmo sem uma consistência exibicional categórica, Sporting e Futebol Clube do Porto mostram algum poder consubstanciado nos pontos totalmente alcançados. E a margem de erro, diminuta, não pode ignorar que um e outro se vão defrontar no dia das eleições autárquicas, bem distantes de uma polémica sem sentido acerca da compatibilização entre o dever cívico de votar - onde está, entre nós, o direito de não votar! - e o direito de assistir a jogos de futebol. E a qualquer outro jogo ou evento já que a própria Lei em vigor já consente  voto antecipado e tenho efectivo conhecimento que muitos que acompanham o futebol já o concretizaram em múltiplos actos eleitorais. E sabendo nós, todos nós, que se o voto é a arma do povo também a diminuta margem de erro é o lema do Benfica até a esse marcante dia da representação do localismo - municípios e freguesias - em Portugal! E, mesmo com esta dor que nos invade a alma, nos dois jogos desta semana, na Luz, o entusiasmo e a unidade ao redor da equipa tem de ser sentida desde o aquecimento e vivida desde logo, e com fervor, nos instantes iniciais dos complexos confrontos face ao Sporting de Braga e ao Paços de Ferreira. Que antecedem a visita ao Basileia para a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Sabendo sempre, desde Maquiavel, que «onde há uma vontade férrea não pode haver dificuldades»! E com crença! Crença e querença!

2. Permitam-me duas referências especiais. Uma para constatar o mau estado do relvado do novo Estádio dos Barreiros. Fui ver parte do jogo que opôs o Marítimo ao Desportivo das Aves e é público e bem notório que as condições do terreno de jogo não pareciam as adequadas para um jogo de futebol, fosse ele das competições profissionais fosse de competições não profissionais. Importa analisar, com todo o cuidado, as condições dos relvados e não permitir que elas - as condições - ponham em causa qualquer jogador e a sua integridade física. A segunda referência para secundar a vontade sadina - a do Vitória de Setúbal - no sentido de escutarmos a comunicação entre o árbitro Vítor Ferreira e o VAR - o videoárbitro - no lance ocorrido aos 49 minutos do jogo da passada sexta feira na capital do móvel, já que também nos parece - na nossa visão televisiva - que a bola terá ultrapassado a linha de baliza do Paços de Ferreira. Esta comunicação decerto que existe. E até poderá acontecer que no momento em que o estimado(a) leitor(a) ler esta reflexão ela já tenha sido - e bem  divulgada. Mas o futebol, o nosso futebol, se exige relvados adequados tem de assumir a plena igualdade de tratamento em relação a todos os intervenientes de uma indústria que tem de atrair investidores e não afastar patrocinadores. Já que desde a Grécia antiga, em rigor desde Sólon, sabemos bem que «a igualdade não gera guerras»!

3. A força de Neymar em Paris e no PSG está também no número de camisolas vendidas - apenas as oficiais! - no espaço de um mês: 120 000! Impressionante!"

Fernando Seara, in A Bola

Um vermelho muito pálido no arranque

"Sucesso de Sporting e FC Porto fez aumentar a angústia do Benfica; e ainda a angústia de ver a tutela do Desporto entregue ao deus-dará...

Sporting e FC Porto mostraram-se consistentes e ultrapassaram, de forma nítida, Tondela, um crónico cliente difícil em Alvalade, e Rio Ave, no sempre complicado reduto dos Arcos. Assim, aos problemas resultantes de uma produção futebolística menor, o Benfica junta também uma desvantagem de cinco pontos, à sexta jornada, para os principais rivais. Muito água correrá debaixo das pontes até ao fim do campeonato e a história das 28 jornadas que faltam cumprir está por escrever. Mas, para já, os tons de vermelho são os mais pálidos.

Regresso ao tema da proibição de jogos de futebol profissional em dia de eleições e à argumentação surrealista do secretário de Estado da Juventude e Desporto (SEJD), em entrevista à edição em papel do Expresso. Quando questionado sobre outros espectáculos e demais actividades de acesso público, o governante diz isto: «A minha tutela é o Desporto, é com isso que me preocupo». Então como é? Cada ministro ou secretário de Estado faz a sua lista de proibições e daí nasce uma lei que se quer genérica e universal? Ou a questão é abordada na base dos conceitos, como não pode deixar de ser em qualquer país civilizado? A ser como João Paulo Rebelo (assim se chama o SEJD) diz, a ministra do Mar decretaria a proibição de ir à praia em dia de eleições, o ministro do Turismo impediria as excursões, enquanto que a tutela dos espectáculos trataria de proibir cinema, teatro e concertos. Até podia ser que fosse a própria ministra da Presidência a impedir as missas em Igrejas que ficassem a menos de um quilómetro das mesas eleitorais. Brincadeira de mau gosto, não é? Mas há pior. É só ler o que João Paulo Rebelo diz ao Expresso, revelando uma total falta de respeito por quem vai ao futebol: «Imagine a cerveja e o courato pelo meio e as pessoas a tentarem chegar às assembleias de voto...» Mais dia, menos dia, depois das autárquicas, haverá remodelação governamental. António Costa, homem inteligente e de bom senso, dotado de transcendente sensibilidade política, bem que nos podia fazer o favor de emendar o erros de casting que cometeu quando decidiu entregar, em segundas núpcias, a tutela do Desporto a João Paulo Rebelo. Já houve governantes mauzinhos nesta área, mas não há memória de algum que estivesse tão mal preparado quanto este...

(...)
'All blacks0 dinamitam 'springboks': 57-0 !!!
Nos 111 anos de história dos confrontos entre os all blacks e os springboks, nunca os neozelandeses tinham ganho por tantos. No último sábado, os kiwis destroçaram a oposição sul-africana por 57-0 e um dos oito ensaios dos all blacks, protagonizados por Skudder e Barrett, entra na lenda do râguebi mundial."

José Manuel Delgado, in A Bola

Alvorada... do Guerra

Benfiquismo (DC)

Pois...!!!

domingo, 17 de setembro de 2017

Bem encaminhado...

Benfica 28 - 25 Corruptos
(14-11)

Mais uma excelente exibição... Mantivemos o nível dos jogos anteriores, e acabámos por conquistar uma vitória 'fácil': muito sinceramente não me recordo de assistir a um jogo de Andebol do Benfica, contra os Corruptos, tão 'descansado'!!! Nem quando os Corruptos se aproximaram (2 golos de diferença), a meio do 2.ª tempo, me preocupei, pois 'sabia' que a equipa ia reagir positivamente...!!! E nem os Brothers Martins me inquietaram... apesar dos critérios do costume!!!

É verdade que houve uma grande desinvestimento no antro Corrupto, mas mesmo assim, têm mais 'opções' que o Benfica!!! Muita agressividade defensiva, muitos contra-ataques (mesmo após sofrer golo) e muita calma e criatividade no ataque planeado, aproveitando as 'zonas' onde somos mais fortes, 'escondendo' bem as nossas debilidades!!!

Se o Cavalcanti vai 'tapando' os problemas na Lateral Esquerda, na Direita, com a lesão do Terzic, temos o João Silva a ocupar praticamente todas as posições na rotação!!! Com as debilidades evidentes dos Corruptos, parece que o Campeonato vai ser disputado a 2 ou 3 (Benfica, Lagartos e ABC), com um bocadinho mais de investimento, e teríamos hipóteses reais...

Inacreditável o facto do Branquinho estar a jogar nos Corruptos, após ter sido inscrito pelo ABC (em 1.º lugar) e depois pelos Corruptos!!! E o André Gomes só não está a jogar porque lesionou-se... A FPA está completamente 'minada' pelos Corruptos, vergonhoso...!!!

PS: Na grande Final do ITU de Triatlo, em Roterdão, o João Pereira conseguiu um honroso 8.º lugar, terminando assim a época no 19.º lugar do ranking. Não foi uma época brilhante o João falhou algumas provas, mas é normal esta quase 'pausa' estratégica, no ano após os Jogos Olímpicos... O João Silva com a lesão, acabou por terminar a época no 26.º lugar...

Derrota...

Cova da Piedade 2 - 0 Benfica B


Começamos mal, e nunca conseguimos ultrapassar o experiente adversário... O facto do visitado ter tido um mau início de época, é completamente indiferente para este jogo, tal como na equipa principal, jogar contra o Benfica motiva...
Já nas épocas anteriores, quando começamos a ter jogos da Youth League e da Premier League International Cup a meio da semana, a equipa B, ressente-se... hoje, por exemplo, o Florentino não saiu do banco...!!!

Depois do Kalaica e do Willock, hoje foi a vez do Digui (Diogo Gonçalves) se 'juntar' aos B's: entre a aparência de despromoção, é preferível manter o ritmo, do que ficar 'parado' no plantel principal...

Uma nota sobre o Gedson: como é que um jogador destes pode 'crescer' quando nos muitos duelos físicos que tem durante o jogo, os adversários simplesmente deixam-se cair na relva, e os árbitros marcam sempre falta contra o Benfica?!!!

Aborrecimento, catrapumba

"O jogo na Luz com o CSKA Moscovo foi uma tristeza. Pomo-nos a ganhar no começo da segunda parte com um golo em "ic" - bela ideia de Zivkovic mais assinatura à matador de Seferovic - e depois deixámos os moscovitas darem a volta... Francamente, amigos, é altura de saltarmos das reticências para os pontos de exclamação! A expressão costumeira fala de uma tal "hora de fazer soar os alarmes". Ora, é mesmo aí que estamos. É hora de bater nos sinos, fazer dos tachos tambores, accionar um buzinão do tamanho da Catedral a ver se a malta acorda, caramba.
Algumas falhas já tinham sido topadas há muito. Não é preciso ser catedrático para perceber que, com as saídas de Nélson Semedo, Lindelof e Ederson, a equipa fica mais frágil. A defesa está curta a cortar jogo adversário e curta a construir jogo nosso. Se somarmos a isso a malapata de lesões... Sem Fejsa, o nosso meio-campo faz lembrar aquelas paisagens idílicas onde alguém se lembrou de plantar uma autoestrada. Pois, mas isso já se sabia. O que não se tinha visto ainda era o ataque a emperrar de tal forma. Zivkovic teve uns momentos de gabarito, Grimaldo fez uns chutos perigosos, mas em geral a equipa mostrou-se, como hei de dizer?, aborrecida. Não há pior coisa, caros amigos, do que ver o nosso emblema, o nosso Glorioso do coração, a trocar bolas óbvias, sem verve, sem brilho, desalegremente como até me custa pôr aqui por escrito.
Por isso é que era tão importante este jogo no Bessa. Quando o desânimo espreita, quando a tristonhice começa a insinuar-se, o melhor é mudar logo a cassete. Começámos bem para isso. Um daqueles centros cirúrgicos de Zivkovic encontra Jonas na área, e o mestre brasileiro faz um contrapé de cabeça: golo, golo. Mas, a partir daí, tal e qual como no jogo europeu com o CSKA Moscovo, perdemos ânimo e deixámo-nos deslizar para o aborrecimento. Quando demos por nós, o Boavista tinha empatado. Nessa altura, catrapumba: frango de Bruno Varela, um frango daqueles à antiga. Acontece aos melhores, pois, e quanto a isso não há muito a dizer. A minha teoria, no entanto, é que as coisas estão ligadas, que o aborrecimento chama o azar.
Sim, há vários problemas. As saídas abalaram a defesa, o miolo do meio-campo parece sem pernas e com pouca cabeça e o ataque anda desinspirado. Mas, primeiro, é preciso voltar a acreditar. Pôr outra vez alegria no jogo da bola. Vamos a isso?"