Últimas indefectivações

domingo, 7 de agosto de 2011

As grandes esperanças do merceeiro analfabeto

"Esfregando as mãos sebentas, o merceeiro analfabeto confessou, despudoradamente, que deposita grandes esperanças em Vítor Pereira. Pudera! Ano após ano, grandes esperanças são depositadas nos senhores de cócoras. Sempre disponíveis para um jantar de marisco em Matosinhos, nunca recusando um convite para uma deslocação nocturna a um arrabalde manhoso para uma muito católica apostólica romana conversa sobre pecadilhos parentais com o Professor Bambo da Madalena, fiéis utilizadores dos serviços íntimos das senhoras do calor da noite, é nos sequazes de Vítor Pereira que, muito correctamente, o merceeiro analfabeto aposta para mais uma época de vergonhosas fraudes semanais e de títulos de fancaria.

É nesta (in)cultura que tais vermes rastejam e se multiplicam. Sem surpresas. Ou talvez com a surpresa grotesca de ver um parolo tomar de assalto o castelo das Antas. Diz ele, fotografado orgulhosamente em tronco nú, para que todos possamos aquilatar das suas insuficiências e admirar o seu peito de tísico, que viveu os melhores momentos da sua estúpida existência. Parece que o estaminé estava ao abandono. Nem um único steward (provavelmente de cara esmurrada pelo incrível Shrek) lhe surgiu num corredor esconso. Dormiu serenamente, como qualquer habitual flausina, no gabinete onde, pelos vistos, repousam os troféus - eles sabem bem que quem ganha não são técnicos nem jogadores...

Depois, num reflexo de súbita criatividade, desceu ao relvado com duas taças e passeou-se com elas, fingindo ter em seu redor um estádio cheio a aplaudi-lo. O homenzinho pode ser um tonto, mas não é completamente insano. No fundo, limitou-se a fazer aquilo que habitualmente fazem os jogadores do seu clube: passeiam-se pateticamente exibindo taças que não são deles."


Afonso de Melo, in O Benfica

A treta

"Depois do discurso contra o Sul, do discurso sobre a penhora da retrete, do discurso em torno da fruta para dormir, do discurso em que imitava um aparelho de gps e indicava orientações sobre a localização da sua casa a um árbitro na antevéspera de apitar um jogo do seu clube e de tantos outros discursos a que a parvónia denomina “fina ironia”, o sr. Costa surgiu agora com o discurso da treta, referindo-se à venda dos direitos desportivos do guarda-redes Roberto.
Considero que o actual discurso da treta do sr. Costa constitui-se como uma evolução e, finalmente, está adequado à figura que o enuncia. Isto é de louvar. Aliás, foi também interessante ver como a comunicação social alinhada com o senhor do tal discurso da treta tentou, por todos os meios, desvalorizar o adversário do Benfica nesta fase da Liga dos Campeões. Numa atitude bacoca e a roçar um estranho e infundado complexo de superioridade, muitos foram os meios de comunicação social portugueses que não se cansaram de tentar desvalorizar o Trabzonspor. Houve mesmo alguns ‘opinadeiros’ que queriam demonstrar a fraqueza do nosso adversário referindo-se a uma suposta fraca qualidade e desorganização do futebol turco. Isto, meus caros, é uma treta. O futebol turco, no que respeita à tentativa de zelar pela verdade desportiva, dá lições a toda a organização do futebol português. No futebol turco, como se comprova com a actual situação criminal de alguns dirigentes (entre os quais os do Trabzonspor), não se considera uma treta a tentativa de adulterar resultados. Da mesma forma que não é um qualquer cacique de aldeia que, com duas tretas e um par de balelas, escarra na Justiça e leva um conjunto de lorpas a fazerem das tretas letra de lei e código deontológico.
Chegará o dia em que ainda nos vão querer obrigar a acreditar que há dirigentes de clubes que recebem árbitros em casa apenas para terem inocentes conversas da treta. Enfim, isto, como diria um tal de Calheiros, já são outros quinhentinhos…"


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Grande Torino


"Em 1949, o Benfica recebeu e venceu o Torino por 4-3 num encontro ensombrado pela tragédia que se seguiu.

O dia 4 de Maio de 1949 ficou marcado por uma tragédia que ensombrou a história do futebol mundial e a que o Benfica ficou indelevelmente associado. No regresso a Itália, depois de participar no encontro da festa de homenagem ao jogador benfiquista Francisco Ferreira, a equipa do Torino desapareceu tragicamente num acidente aéreo, a dez quilómetros de Turim.

MELHOR QUE A SELECÇÃO
No dia 3 de Maio de 1949, o Estádio Nacional veste-se de encarnado para ver actuar o mais popular jogador português frente aos melhores da Europa. À chegada a Lisboa, o clube grená é o detentor do 'Scudetto' há quatro temporadas e a equipa europeia do momento. Verdadeira constelação de estrelas. Com 52 pontos e 4 de vantagem sobre o Milão, segundo classificado, o Torino caminha confiante para o penta, quando faltam apenas quatro jornadas para o termo da prova.
O desafio está marcado para as 18 horas, com bilhetes entre os 15 e os 80 escudos. Apesar de o jogo ser a uma terça-feira, o público acorre com entusiasmo às bilheteiras.
O encontro termina em festa. O Benfica sai vitorioso por 4-3, superiorizando-se à melhor equipa europeia. O resultado, apesar de, naturalmente , secundarizado pela hecatombe, é, na altura, reconhecido como prestigiante para o futebol nacional, constituindo, então, a segunda derrota do Torino contra clubes estrangeiros nos últimos nove anos.

ATÉ TURIM
Após o encontro, realiza-se no restaurante Alvalade, ao Campo Grande, um banquete, em que tomam parte os atletas e dirigentes dos dois clubes e ainda jornalistas de ambos os países e algumas individualidades.
Durante o evento o presidente do Benfica, Mário Madeira, efectua um discurso em que enaltece Francisco Ferreira, agradecendo a presença do Torino. Ao vice-presidente dos transalpinos Mário Madeira oferece, como recordação da visita, uma salva de prata. Rinauto Agnisetta agradece o acolhimento e demonstra interesse em receber em Itália, para um tira-teimas, a equipa encarnada, repto que acolhe de Mário Madeira aceitação imediata.
Ao presidente ao Benfica Agnisetta oferece uma reprodução em prata da Mole Antonelliana de Turin e distribui lembranças aos jogadores benfiquistas e à equipa de arbitragem.
Depois do encontro de confraternização, a comitiva 'granata' regressa ao Estoril, onde se encontrava alojada no Hotel do Parque desde da sua chegada a Lisboa.
O dia seguinte amanhece cinzento. Pelas 8 horas, o grupo ruma ao Aeroporto da Portela. Sobre a pista, aguarda já o trimotor Savoia, da Avio Linee Italiane. Na despedida, o capitão Benfiquista, Francisco Ferreira, abraça, um a um, os convidados, oferecendo-lhes latas de atum, que sabia apreciarem muito. O ambiente é de alegria e satisfação. A derrota, essa, está já amenizada com a promessa de o Benfica se deslocar em Junho a Itália para um match-return. Após os cumprimentos finais, o capitão Mazzola, já na escada do avião, volta-se para os anfitriões e profere, crente num futuro certo, estas curtas palavras: 'Adeus, até Turim!'.
Já em território Italiano, o avião enfrenta um temporal violento. O altímetro avaria-se, marcando dois mil metros de altitude quando o aparelho se encontra, afinal, a 600 metros do solo... Turim está apenas a escassos dez quilómetros quando o avião embate na torre da Basílica de Superga, erigida sobre uma colina. O aparelho incendia-se de imediato e despenha-se em chamas, ao que se segue uma explosão, provocando a morte a todos os 31 ocupantes.


ECOS DA TRAGÉDIA
A notícia espalha-se. Milhares de pessoas acorrem ao local para testemunhar o desastre. No dia seguinte, os jornais Italianos fazem circular edições especiais dando conta do drama que acaba de enlutar o país e de propagar no mundo uma verdadeira onda de choque. Uma procissão de gente presta homenagem aos malogrados no Palácio Madama e meio milhão de pessoas toma parte no funeral de 6 de Maio de 1949. Os corpos seguem, aos pares à Catedral de S. João, atravessando as ruas de Turim apinhadas de gente e de lenços brancos.
No meio do infortúnio, cinco figuras emergem por terem escapado a tão negro destino: o guarda-redes suplente Renato Gandolfi, que cedera o lugar a Dino Ballarin; Sauro Tomá, que fica em Turim por se encontrar lesionado, e Lugi Gandolfi, um jovem que acabara de ascender à primeira equipa, proveniente dos juniores. Para além destes, também o presidente, Ferruccio Novo, acometido de uma broncopneumonia, e o telecronista Nicoló Carosio não haviam seguido para Lisboa.
À capital portuguesa a notícia chega dura e fria, atingindo profundamente o Benfica e os portugueses em geral. Nos primeiros instantes, o sentimento de camaradagem e de gratidão que resultara da vinda dos Italianos a Lisboa leva todos, no clube,a desejar que se trate de um erro. Mas o pior confirma-se. Na sede, a bandeira é hasteada a meia-adriça e a porta semifechada. A direcção do clube, contando com a presença de Francisco Ferreira, reúne-se estraordinariamente e decreta um luto de oito dias, adiando, de pronto, as festas comemorativas do 45.º aniversário.
A imprensa Italiana dá eco das manifestações de pesar em Portugal, particularmente em Lisboa e na Embaixada de Itália, e reproduz fotografias de Francisco Ferreira em estado de prostração, o que muito impressiona os Italianos.
O presidente do Benfica recebe do encarregado de negócios de Itália, Luigi Sabetta, uma carta marcante, em que este expressa a sua incredulidade e pesar sobre o sucedido. No documento, Sabetta salienta o facto de o Torino ter deixado o seu testamento desportivo, de juventude e de camaradagem no jogo com o Benfica, cuja 'bela equipa' designa de depositária desse testamento.
Privado de prosseguir o campeonato com a 'squadra' magnífica, o Torino faz avançar, em seu lugar, a equipa de juniores. Numa resposta solidária e desportiva, os clubes que a equipa grená defronta nas quatro jornadas restantes apresentam também as suas formações do mesmo escalão. O Torino vence todas as partidas e consegue o título, com 60 pontos, 5 de vantagem sobre o Inter, segundo classificado.

No dia 19 de Junho de 1949, o Estádio Municipal de Turim deveria encontrar-se cheio de público para assistir à partida de desforra entre o 'touro' e a 'águia'. Mas nas bancadas de fria pedra o vazio apenas. Um penoso e descomunal silêncio. Do Grande Torino, somente o vulto incontornável da memória."

Luís Lapão, in Mística

Os Reis da noite !!!

Benfica 2 - 1 Arsenal


A máquina parece estar afinada, segunda parte muito boa, num jogo demasiado durinho para amigável. O jogo ficou marcado pela estratégia inversa dos treinadores, enquanto o Benfica deixou os supostos titulares (do Javi para a frente!!!) no banco, o Arsenal ao intervalo deu descanso a alguns dos seus titulares.

O Arsenal na primeira parte teve demasiado espaço para jogar, eu sei que nestes jogos o 'estudo' do adversário é relativo, mas foi a defender, com quase todos os titulares desse sector a jogar, que o Benfica denotou maiores dificuldades...





Agora, é preparar o jogo da próxima Sexta-feira em Barcelos, sabendo que os particulares das Selecções vão atrapalhar bastante toda a semana de trabalho. O Eduardo não é 'problema', o Cardozo neste momento parece não ser primeira opção, mas a convocatória do Witsel 'incomoda' bastante...!!!


sábado, 6 de agosto de 2011

Parabéns Capitão !!!

O Benfica-Arsenal da Eusébio Cup começou mesmo agora, mas hoje 6 de Agosto, é o aniversário do nosso grande e eterno Capitão, Mário Coluna, são 76 primaveras...!!!








Obrigação cumprida

Portugal 1 - 0 Nova Zelândia


De novo Mika a 'fechar' a baliza e o Nelson a procurar o golo, desta vez com uma assistência para o nosso 'ex', Mário Rui!!!

Uma 2ª parte muito pobrezinha, contra uma equipa muito inferior.

Parece que vamos jogar com o México nos Oitavos, outra equipa que tem jogado muito pouco, apesar de estar referenciada como repleta de 'estrelas', com as lesões a acumularem-se na equipa Portuguesa, o difícil, pode tornar-se impossível...!!!

Podem ver aqui o resumo.


adenda: Afinal, o nosso adversário não vai ser o México!!! Só esta noite se saberá qual a nossa 'parelha' para os Oitavos, sendo provavelmente a Coreia do Sul ou a Croácia...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os milhões da treta...

"Imagine-se, por absurdo, obviamente, que um dos principais empresários portugueses comentava uma determinada operação de uma empresa cotada em Bolsa de um dos seus rivais, afirmando que esta tinha envolvido «milhões da treta». Sempre atenta ao Mundo, a Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), decidia, dentro dos direitos que detém, pedir explicações adicionais sobre a operação a esse empresário, ao arrepio, até, do que vinha sendo a sua prática corrente em casos semelhantes com outras entidades.

Perante este cenário, que colocava numa posição no mínimo ingrata perante a opinião pública, este fornecia à CMVM - que entretanto suspendera as acções da empresa visada - todas as informações requeridas sobre a tal operação. Verificados os dados, a CMVM concluía que nada de anormal se passara e levantava a suspensão sobre as acções. Porém, os danos provocados à imagem da empresa visada eram já irreversíveis. O que faria a CMVM num caso destes?

Como agiria a CMVM relativamente a quem levantara a infundada suspeição se os nomes em causa fossem os de Américo Amorim, Belmiro de Azevedo ou Soares dos Santos?

Os termos em que Pinto da Costa, no Porto Canal . no primeiro dia em que este operador passou a estar na órbita portista - se referiu à transferência de Roberto para o Saragoça, afirmando que se tratava de «milhões da treta» merecerá alguma acção da CMVM? Porque o que aconteceu foi que o presidente da SAD do FC Porto, empresa cotada em Bolsa, lançou forte suspeição, não sustentada, como se viu, sobre uma operação da SAD do Benfica, também cotada em Bolsa. A tudo isto, o que terá o regulador a dizer? A palavra à CMVM..."


José Manuel Delgado, in A Bola

O melhor arranque de sempre

"Caros Benfiquistas:
Cá estamos nós na melhor parte de um época futebolística: o arranque. Tudo parece possível! Os jogadores que ficaram vão render mais, os que foram embora não vão fazer falta e os novos podem ser grandes craques. E é assim todos os anos, por muitos Pringles, Rojas ou Jorge Soares que por cá passem. Claro que o nosso enorme e sofredor coração ficou partido com a partida do nosso querido Fabinho para Madrid - este não é, decisivamente, um bom momento para a esquerda em Portugal, Sócrates e Louça que o digam -, mas fica um pequeno consolo: os 'espanhardos' nunca conseguirão pronunciar correctamente o nome do oxigenado das Caxinas, irão ter de resignar-se com 'Coentrallo' ou algo assim, por isso 'Coentrão' só mesmo nós. Já para não falar dos 30 milhões . outro bom consolo.
O que mais parece preocupar quem acompanha a nossa pré-época é o número de jogadores que integra o plantel, que será o suficiente para fazer três equipas. Se calhar até nem seria mau o Benfica poder inscrever mais duas equipas na 1.ª Liga, ao menos aí poderia falar-se realmente de 'três grandes'. Mas não, não se preocupe a concorrência, não queremos tirar o lugar a nenhuma outra agremiação desportiva, por reduzida que seja a sua expressão em termos de adeptos. É fácil para nós percebermos a reacção que lhes causa ver tanta gente num plantel. É mais ou menos o mesmo que lhes acontece quando veem o número de pessoas que enche as bancadas em qualquer estádio em que o 'glorioso' jogue, em qualquer país que seja - faz-lhe confusão.
Também para as publicações desportivas esta altura da época é entusiasmante. Tanto que as coisas, para eles, parecem acontecer mais devagar. Entre o anúncio de interesse do clube num jogador e a efectivação do mesmo passam-se incontáveis etapas, como se tivéssemos regressado à altura dos Descobrimentos e os jogadores de futebol viajassem para Portugal numa caravela: 'Benfica interessado em jogador X'; Pai diz que Benfica era o sonho do filho', dia seguinte; dois dias depois, 'Ele vem aí'; mais uns dias, 'Jogador confessa: foi a melhor coisa que me aconteceu'; 'Ele está a vir', já no final da semana; 'Está quase a chegar', tanto tempo depois que já ninguém se lembrava; sendo que isto se pode arrastar durante toda a pré-época e mesmo nem se concretizar, não interessa, o jornal foi impresso e vendido, isso é o que interessa. E ninguém faça contas ao número de atletas que os desportivos inscrevem no Benfica. Nem o Strauss-Khan descalçava esta bota.
Resumindo, benfiquistas, vamos a isso! Vamos apoiar a nossa equipa desde o início, esperar que este ano seja de vitórias, que consigamos ganhar o maior número de provas possível. E se nada disto acontecer, que o nosso querido JJ nos dê outro tipo de alegrias. Por exemplo, cultivar uma grandessíssima bigodaça! Já imaginaram? O JJ com um bucetão do género Artur Jorge (pré-lobotomia), daqueles que puxam os pelos do nariz até ao queixo? Preferia isso a ganhar a Champions!
Abraço a todos!"

Francisco Menezes, in Mística

FC Porto desatento com Witsel

"O Benfica cumpriu frente aos turcos a sua obrigação, e com relativa facilidade passou um adversário que sendo inferior continha perigos.

O sorteio de hoje pode ditar a tarefa mais difícil. Evitar Rubin Kazan a todo o custo, dificuldades grandes com Udinese e Twente preferindo pois Zurique ou Odense que nos colocam «quase» na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Axel Witsel foi agradável novidade. Recebi até um SMS de um amigo que não percebia como é que o FC Porto perdeu este talento para o Benfica. Desatentos os portistas, para mais porque este não precisava de ficar 180 dias em vinha de alho antes de vir.

Mais um jogo em que Aimar mostrou que velhos são os comentadores que não vêem o que ele joga e corre.

Vi as derrotas de Sporting e FC Porto do último fim-de-semana. São diferentes. O Sporting mostrou o quanto ainda tem que melhorar para chegar à frente, vê-se que Domingos está menos eufórico que os adeptos porque é mais realista. Já o FC Porto perdeu mas mostrou muita qualidade, muita agressividade e irá começar a época oficial num nível forte e preocupante para os adversários.

O Benfica não poderá repetir um início de campeonato intermitente sob pena de já não haver tempo de lutar pelo êxito. Este ano tem que ser desde início à Benfica. Gerir a qualidade é mais fácil do que as fragilidades mas será importante estabilizar uma equipa com a ideia de Jorge Jesus assimilada.

Tenho visto com agrado Rodrigo no campeonato do mundo de sub-20, não tenho dúvidas que está ali muito talento e um enorme potencial, não queiramos fazer dele aquilo que ainda não é, porque com tempo estará ali um grande avançado.

Amanhã vale a pena ir ver Robin Van Persie e homenagear Eusébio, porque há coisas que quem gosta de futebol não pode deixar de fazer. O futebol é mais bonito porque houve um Eusébio e porque há um Van Persie."


Sílvio Cervan, in A Bola

FC Twente







Não vai ser fácil, mas temos equipa para eles. Estão num nível parecido com o PSV, portanto ao nosso alcance... Rápidos, altos, dão porrada, jogam directo, o Bryan Ruiz é o melhor jogador, mas o Janko, e o Landzaat também são bons. Ainda joga lá o Rosales, e o Mihaylov... Será também o reencontro com o Co Adriaanse, que substituiu o 'nosso' Preud'Homme!!!




Estamos a 180 minutos da Champions, prestigio e dinheiro... mas recordo que neste momento, o pior que nos pode acontecer é jogar a Liga Europa, que financeiramente é pior, dá menos 'pica', mas desportivamente é mais realista, há dois anos a embalagem Europeia que tivemos nos jogos da Liga Europa foi importante para o título, e a embalagem negativa dos resultados na Champions o ano passado, foi também importante na falta de crença da equipa e principalmente dos adeptos...


Dito isto, vamos à Champions!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A fruta da época, a época da fruta e a fruta da treta

"GUARDA-REDES que valem milhões são a fruta da época no futebol mundial. De Petr Cech e Manuel Neur, passando pelo lastimável Roberto Jimenez que, ao contrário dos seus colegas de Londres e Munique, não conseguiu justificar em campo os valores milionários da sua transferência para o Benfica.

E, montado que já está o circo em Saragoça, Roberto Jimenez dificilmente encontrará serenidade neste seu regresso a Espanha para poder reclamar para si a honra de ter sido um dos guarda-redes pioneiros daquele momento histórico do futebol em que os guarda-redes passaram a valer fortunas inimagináveis poucos anos atrás.

Não é novidade para ninguém, nem para os mais ingénuos, que o futebol, por mexer com muitos milhões, encerra em si zonas obscuras, marginalidades suspeitas e índices criminais que, por exemplo na Europa, já motivaram renhidas investidas e investigações das autoridades judiciais em países como a Turquia, no extremo oriental do continente, ou como a Itália, uma vasta península em forma de bota situada praticamente no meio do continente europeu.

Por uns motivos ou por outros, a verdade é que as suspeitas de ilícitos no futebol já varreram a Europa de uma ponta à outra e sabe-se lá o que é ainda ficou por varrer.

Ainda bem recentemente a FIFA alertou as Federações suas filiadas para uma nova ameaça potencial trafulhice que paira sobre o futebol em todo o mundo: o negócio das apostas, o mais moderno pasto para a manipulação de resultados.

É esta, segundo Joseph Blatter, a fruta da época em termos de criminalidade no futebol e sabendo-se que o mundo está sempre em movimento não é de admirar que cada tipo de crime tenha a sua época e que a cada fruta da época se suceda a época da fruta e por aí fora... chama-se a isto progresso.

A grande questão das duas transferências de Roberto Jimenez no espaço de um ano - do Atlético de Madrid para o Benfica e do Benfica para o Saragoça - nem são sequer os elevados valores envolvidos. A questão é o valor do próprio Roberto.

O presidente do Benfica, piedosamente, declarou depois de consumado o negócio com o Saragoça que «dentro de pouco tempo Roberto será uma referência mundial no seu posto». Vieira sabe bem que na sua fugaz passagem pela Luz, o infeliz Roberto foi uma treta na baliza dos ex-campeões nacionais. Azar nosso? Azar dele, Roberto?

Para tranquilidade de seis milhões de portugueses, ontem a CMVM levantou o embargo à negociação dsa acções do clube «por terem cessado os motivos que justificaram a suspensão». Ora aqui está uma excelente notícia, finalmente.

A CMVM, queremos acreditar é uma entidade acima de qualquer suspeita que lida com o futebol sem olhar a facciosismos clubistas.

A CMVM olha para números e para a fiabilidade de operações financeiras. E sabe, com certeza distinguir, a fruta da época da época fruta e da fruta da treta.




COM o devido respeito, mas o Benfica, não raras vezes, parece sofrer de um síndrome de compreensão lenta que muito o tem prejudicado de alto a baixo.

Aprecie-se o caso recentemente protagonizado por Maxi Pereira. Foi preciso que o uruguaio, ao serviço da sua equipa nacional, se sagrasse campeão sul-americano num domingo, em Buenos Aires, e comparecesse logo na quarta-feira seguinte em Lisboa, disponível para jogar o primeiro embate com o Trabzonspor, para que, de um modo geral mas efusivamente reflectido na imprensa que Maxi Pereira não só é um jogador de características excepcionais como, muito principalmente, é um profissional do mais alto quilate.

É a isto que se chama compreensão lenta. Maxi vai cumprir a sua quarta época na Luz e nunca nos falhou em momento algum. Mas só agora, num repente de sanidade mental, é que se descobriu a importância de Maxi na equipa e o valor inquestionável do seu brio profissional?

Bem sabemos que, em Portugal, as homenagens são sempre contra alguém. E, por isso mesmo, não é difícil entender que este coro de elogios a Maxi, pela sua disponibilidade e empenho, não é mais do que um remoque dirigido a Luisão que passou a Copa América a fazer gato-sapato das intenções do Benfica.

Estas homenagens a Maxi Pereira são, no entanto, altamente preocupantes porque vão ao ponto de produzir uma catadupa de notícias focando a iminente renovação do contrato do jogador livre, a partir de Janeiro, para assinar com quem muito bem entender.

Nestes casos, o histórico recente do Benfica faz-nos temer o pior. Sobretudo quando duram meses e meses as renovações iminentes e os respectivos espalhafatos na imprensa.

Seria lamentável que a proverbial compreensão lenta da casa encontrasse em Maxi Pereira mais pasto para engalanar o seu sombrio currículo de distracções.




CARLOS QUEIROZ é o actual seleccionador do Irão e comentou, na sua qualidade de patriota português, o sorteio de qualificação para o próximo Mundial, no Brasil. Disse o professor que «Portugal tem a obrigação de se qualificar». Bom, obrigação, obrigação, não terá. Mas tem, isso sim, o dever.

Um Campeonato no Mundo de futebol no Brasil sem Portugal seria motivo para mais uma tonelada de anedotas tropicais sobre a inabilidade lusa para jogar à bola. Em 1966, no Mundial de Inglaterra, quando Portugal e Brasil calharam no mesmo grupo, a imprensa brasileira encarou o facto com grande tranquilidade porque os portugueses jogavam «com a bola quadrada».

Quando Eusébio e companhia despacharam a equipa de Pelé da competição, do outro lado do Atlântico até se falou da «vingança da bola quadrada» como pobre justificação para o desaire dos campeões do mundo frente aos irmãos portugueses.

A reputação actual do futebol português é bem diferente para melhor do que era em 1966. As qualificações para os Mundiais e Europeus sucedem-se com naturalidade, o que não acontecia anteriormente.

Nos tempos correntes, o mais perto que estivemos da anedota e da malfadada bola quadrada foi no apuramento para o Mundial de 2010 em que a selecção de Carlos Queiroz se viu aflitinha e foi obrigada a disputar a vaga com a Bósnia-Herzegovina em dois jogos de grande tensão e sofrimento.

Mas lá conseguimos cumprir, à rasquinha, a nossa obrigação.




UM Benfica mais maduro do que seria de esperar, porque arrancou com novidades e juventude para a época oficial, saiu-se muito airosamente dos dois jogos com os turcos do Trabzonspor. Foi pena o empate porque a vitória seria mais do que merecida.

Nolito voltou a marcar. É um jogador que, felizmente, não precisou de tempo de adaptação para desatar a marcar golos assim que chegou. Caitán fez um jogo engraçado. Teve uma meia-dúzia de situações de golo e tentou sempre marcar com nota artística. Jesus não deve ter gostado de tanto desperdício. E os observadores do Manchester United, terão gostado?"


Leonor Pinhão, in A Bola

Futsal



Depois de uma frustrante época, espera-se uma forte reacção esta temporada. A Supertaça terá um importante papel em 'desbloquear' o aparente bloqueio mental, que afectou a equipa, na parte final da época, nos confrontos directos com os Lagartos... Durante a época anterior, a excessiva dependência do Joel na finalização acabou por ser prejudicial, com a contratação do Dentinho, e com um César sem lesões, parece que temos mais opções para concretizar... A saída do Costinha não foi compensada com a contratação de um jogador parecido, espero que não se vá sentir a ausência do nosso ex-capitão... Com a entrada do Marcão não vai ser fácil a gestão dos guarda-redes... A 'falada' mas não concretizada aquisição do miúdo do Freixieiro, na minha opinião seria bastante positiva...
O Campeonato, provavelmente vai ser o mais desequilibrado dos últimos anos, a diferença do Benfica e do Sporting, para os outros é cada vez maior, portanto vai ser uma longa época, que vai ser decidida em Junho, nos últimos jogos da época!!! Por mais irritante, intragável, mal-educado... que seja o treinador dos Lagartos, a verdade é que eles têm dinheiro, e estão bastante activos no mercado (só têm duas modalidades de Pavilhão: Futsal, Andebol), as épocas onde o Benfica ganhava por larga margem, acabaram. Os planteis dos dois clubes são equilibrados e os jogos vão ser decididos nos pormenores. Por tudo isso o apoio incondicional que esta equipa tem tido por parte dos adeptos desde da criação da secção, é ainda mais importante na época que agora começa...!!!
GR: Bebé, Vitor Hugo, Marcão
Defesas/Médios: Davi, Gonçalo, Diego Sol
Alas: Arnaldo (cap), Diece, Marinho, Bruno Coelho, Teka
Avançados: Joel, César, Dentinho, Anilton

Ser capitão

"Ser capitão de equipa já não é p que era. Tal qual a tradição. Adequou-se a um regime rotativista e fugaz. A ânsia monárquica de Dona Luísa de Gusmão de que mais vale ser rainha uma hora do que duquesa toda a vida, chegou ao futebol na versão masculina: mais vale ser capitão meia parte de um jogo do que um igual aos outros toda a carreira.

Há capitães para todos os gostos. Umas vezes, meramente etários, cronológicos ou quantitativos: ser o mais velho, o mais antigo no clube, o mais internacional (de onde?). Outras vezes em função do vedetismo, das camisolas vendidas ou de outro folclórico critério. Por fim, ligados a aspectos menos objectivos, mas mais apreciados: a experiência, a capacidade de liderança, a rectidão profissional, o amor à camisola (ainda há?).

O processo de escolha também é variável: designado pelo presidente, treinador ou director, eleito entre os pares, uma mistura de ambos, ou até por sorteio.

Com o fluxo constante de entradas e saídas, dificilmente há tempo para um capitão o ser de facto. A isto acrescem as substituições, que conduziram a uma curiosa hierarquia de capitães: o propriamente dito (que às vezes não joga), o vice-capitão e o vice-capitão do vice-capitão. Com a curiosidade de, às vezes, capitães e vices não se entenderem na mesma língua.

Ora ser capitão não deveria ser um título honorífico, curricular ou circunstancial. Até para não desvalorizar a função. A estabilidade de um capitão numa equipa é importante para a disciplina, a coesão, a prevenção de problemas e a construção de um espírito sólido de balneário. Para representar os jogadores dentro e fora do campo. Com a naturalidade de um líder. Com a autoridade de exemplo."


Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Desperdício, saboroso!!!



Trabzonspor 1 - 1 Benfica



Podíamos e devíamos ter goleado esta noite, tantos foram os golos desperdiçados, mas mesmo assim estamos nos Play-off's da Champions...

Jesus demonstrou alguma flexibilidade táctica, o que se saúda e confirma a existência de mais opções no plantel deste ano...

Mais uma arbitragem desastrada... deve ser do vermelho... é só marrar!!!




Para o sorteio de Sexta aqui fica a lista ordenada por preferência pessoal, começando no meu preferido (eliminaram o Panathinaikos, é verdade, mas o treinador é o Juju!!!) :







Maxi Pereira e Cantinflas

"«Um profissional nota 10: dois pontos de esforço, três pontos de talento e cinco pontos de carácter», disse Roland Barthes, sobre a excelência e a ética do mérito.

Vem isto a propósito de Maxi Pereira. E do confronto da sua atitude profissional com colegas que só se acham com direitos acrescidos e deveres abreviados.

Gosto de jogadores como Maxi. Que nem são calculistas no esforço, nem interesseiros na dedicação. Que se revelam integralmente no trabalho e não no encantamento ilusório da social notoriedade. Que não se deixam abater por um qualquer erro inerente ao trabalho, mas que se sabem superar perante a diversidade. Que têm tanto de generoso como de solidário. Que não se consomem em lamurias ocasionais.

Recordo-me que Maxi Pereira chegou ao Benfica como figura secundária, ao lado de C. Rodriguez. Sem alardes, com dedicação, suor e luta, sem tiques de vedetismo e até sem boa imprensa, soube subir a montanha e ser hoje um jogador imprescindível. Pelo exemplo, pela fibra do carácter, pelo rigor do profissionalismo.

Maxi Pereira tem semelhanças físicas com o inesquecível Mário Moreno, mais conhecido por um humano, sensível e divertido Cantinflas. Lembro-me de uma das suas frases num dos filmes que protagonizou e que aqui transcrevo, substituindo o verbo que ele usou (amar) pelo verbo que poderia unir Cantinflas e Maxi Pereira (trabalhar): «Eu trabalho, tu trabalhas, ele trabalha, nós trabalhamos, vós trabalheis, eles trabalham. Oxalá isto não fosse uma conjugação, mas uma realidade!».

PS - Notável a operação Roberto que, com Coentrão, iguala a venda do BPN pelo Estado!"


Bagão Félix, in A Bola

A finta como vocação

"(José Augusto)
Bicampeão europeu pelo Benfica, é no entanto eternizado pela magia do seu jogo. Pé direito na bola, olhos sobre si e respeito nos corações de todos.



Diz quem viu ao vivo que não esquece. O 'Garrincha Português', como um jornalista francês um dia se atreveu a compará-lo, era algo mais na constelação de estrelas do grande Benfica dos anos 60. Leve como o vento, radiante como a Natureza, perfeito como um relógio suíço. José Augusto, rápido, tecnicista, imprevisível, inteligente, um jogador que nos dias de hoje teria uma cláusula de rescisão acima do sequer imaginável. Era pura arte e o Benfica teve-o na sua equipa de sonho dos anos 60.

Pura magia
Do Barreiro veio. Em Lisboa ficou. Até que um dia o mundo parou só para o ver jogar. Se na área José Águas reinava, se Coluna era a coluna vertebral, se Simões desnorteava com a canhota, se Eusébio era a 'pantera' quase acima do humanamente imaginável e se Germano era um monstro na defesa... José Augusto era a arte à flor da relva. Ali, à direita, estava o seu mundo feito de relva, pronto a ser pisado delicadamente pelo mestre da finta. Defesa que se atrevesse a olhá-lo nos olhos arriscava-se à humilhação, tal o talento com que Augusto tratava a redondinha. A par de Coluna e de Cruz, foi o único benfiquista a jogar cinco finais da Taça dos Campeões Europeus. E nem as derrotas em três delas mancham o trilho de uma aventura de sucesso. Não é para todos, não senhor. Mas José Augusto era puro talento, pura magia numa equipa de sonho. Ninguém os esquece, ninguém o esquece.

Números
E depois, claro, os números. Onze épocas no Benfica (ele que começou no Barreirense), 369 jogos, 174 golos, oito campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e as tais duas Taças dos Campeões Europeus. Em 45 jogos vestiu a camisola das Quinas. Três vezes marcou no Mundial de 1066. O trajecto, todos o sabem, foi também aí radioso. Mais tarde veio a treinar o Benfica, em 1969/1979, e até conquistou uma Taça de Portugal. Mas o mais importante já estava feito. Sempre que a bola lhe chegava ao pé direito. Isso, sim, eterniza-o. Sorte de quem o viu a partir da bancada. Como era doce o seu talento à flor da relva. Diz quem viu... não esquece. E é impossível esquecer, não só pelo talento como também pelas imensas conquistas que viveu de águia ao peito, assim como pela forma de estar. Exemplo dentro e fora de campo, José Augusto foi um jogador de fino corte com a bola nos pés, mas também um digno representante do clube. E já depois de abandonar os relvados o continuou a ser. Ainda hoje é um fiel seguidor do Benfica, envolvendo-se na vida do clube e não deixando de apoiar o emblema sempre que os sucessores entram em campo. A simpatia, essa, está sempre presente. Mais do que o genial, foi e é um exemplo."

Ricardo Soares, in Mística

Vitória (finalmente!!!)







Com Mika a 'segurar' a vantagem (mais uma grande defesa), conseguida pelo nosso Nelson, a equipa nacional venceu um jogo oficial, algo muito raro para esta equipa, especialista em empates!!! Podem ver o resumo aqui.

Creio que com estes 3 pontos, Portugal garante matematicamente a passagem à próxima ronda, já que 4 dos melhores 3º lugares, dos 6 grupos, também se qualificam. Ainda por cima o último jogo da fase de grupos é com a equipa claramente mais fraca. Que por acaso até tem dois empates, jogando sempre muito 'fechadinhos' lá atrás...

Não vi o jogo todo, mas a equipa nacional continua sem me convencer, nos últimos minutos mesmo a jogar com um jogador a mais, nunca conseguimos controlar o jogo... Esta geração é certamente a mais qualificada fisicamente que algum vez representou Portugal neste escalão, mas falta criatividade ofensiva, jogamos praticamente com 3 trincos, e depois faltam jogadores que consigam desequilibrar, o Nelson joga muito isolado...

O Roberto foi vendido?

Roberto

O Roberto foi vendido. Também tenho as minhas teorias sobre as condições do negócio, mas prefiro não as discutir publicamente. Desejo, e tenho a certeza que o Roberto vai ter uma carreira com sucesso em Espanha.

O Roberto em Portugal foi alvo de uma campanha 'assassina', nunca antes vista: o preço que custou ao Benfica, o facto de ser guarda-redes do Benfica, o facto de ser estrangeiro especialmente Espanhol (sim, alguns ataques podem-se enquadram na categoria de: xenofobia!!!) e os erros no início da época, contribuíram para os constantes ataques pessoais, por parte dos nossos inimigos, dos jornaleiros avençados e por muitos benfiquistas... curiosamente a venda, ontem anunciada, não acabou com o 'gozo', ainda ontem na TVI24 uma jornaleira aziada vomitou graçolas sem graça nenhuma, com a colaboração dos convidados... Os expert's de algibeira 'redescobriram' uma época: onde Roberto terá dado 'frangos' em todos jogos, esquecendo convenientemente excelentes exibições, em vários jogos, inclusive durante a longa invencibilidade Benfiquista de Dezembro a Março, além dos jogos em Lyon, em Estugarda, em Paris...!!!

Até a CMVM veio pedir explicações... não deixa de ser curioso!!! Quando o clube condenado por Corrupção compra miúdos (que nem sequer são titulares das suas equipas) acima das suas cláusulas de rescisão (em alguns casos mais do que o dobro!!!), usando paraísos fiscais, quando aparecem notícias de pagamentos de prémios de assinatura aos jogadores e empresários, nessas situações para a CMVM, está tudo explicado...!!!

Andebol

Novo começo na secção de Andebol do Benfica. O Carmo, e o Grilo são dois excelentes reforços(estou curioso para observar a evolução do Kuybida), tornando o plantel mais equilibrado, e com pelo menos dois jogadores válidos para cada posição. Mas a principal mudança foi o treinador, o Jorge Rito em Braga, com orçamentos reduzidos, e com muita juventude da 'cantera' fez milagres, mas os desafios no Benfica são diferentes...

O problema desta equipa nas últimas épocas foi a inconsistência, alternando o muito bom, com o muito mau, este será o principal desafio para o início desta temporada... A doença do Rui Silva e a lesão do Zaikin também condicionaram (muito) a última época, também se espera uma época mais 'tranquila' neste campo...
Os objectivos passam por ganhar todas as competições Nacionais, na Europa, apesar do bom resultado do ano passado, este ano, na Taça das Taças, honestamente, as nossas hipóteses são mínimas... eliminar equipas Espanholas, Alemãs, ou mesmo Francesas é quase impossível!!!
GR: João Ferreirinho, Ricardo Candeias

PD: David Tavares, António Areia


Central: Carlos Carneiro, Nuno Roque

Pivot: Rui Silva, José Costa, João Pinto

LE: Zaikin, Nuno Grilo, João Lopes, Kuybida, Peneda

PE: Pedro Graça, João Pais



segunda-feira, 1 de agosto de 2011