Últimas indefectivações

sábado, 4 de maio de 2013

Regresso às vitórias


Sp. Horta 20 - 44 Benfica

Sem o Cláudio Pedroso e sem o Dario Andrade, o Benfica não teve dificuldades em bater os Faialenses, só é pena que o nível de concentração que apresentaram hoje, não seja conseguido sempre...!!!
Os Corruptos venceram com um golo a 2 segundos do fim, já é a segunda vez que o fazem nesta fase final... imagino os 'empurrões'!!!

A Final está mais próxima...!!!


Benfica 88 - 55 Ovarense
22-16, 14-11, 26-9, 26-19

Bom jogo, com garra, bem defensivamente, algo que permitiu deixar a Ovarense sempre fora da 'discussão' da partida. É assim que a equipa tem que jogar sempre, não podemos dar esperança aos nossos adversários... Amanhã novo jogo, este já passou, e só vale uma vitória, faltam mais duas !!!

Remontada...


Trofense 2 - 3 Benfica B

Excelente 2.ª parte, depois de um primeiro tempo repartido, com algumas oportunidades falhadas para o nosso lado, mas também com alguns erros defensivos, inclusive por parte do Mika que deu o golo ao Trofense (que na 2.ª parte foi gentilmente devolvido pelo adversário!!!). No 2.º tempo tudo foi diferente e a remontada foi conseguida... desnecessária (mas habitual) distracção nos descontos que permitiu aos da Trofa reduzirem a vantagem...

Juvenis - 1.ª jornada - Fase Final

Diogo David

Sporting 1 - 4 Benfica

Não podíamos ter começado melhor, com uma goleada em Alcochete, e pelas crónicas, até podíamos ter marcado mais alguns!!!
Os Corruptos serão os nossos principais adversários (venceram o Braga por 2-0), temos um bom plantel, a grande incógnita será o excesso de individualismo que alguns dos nossos jovens ainda demonstram... mas temos tudo para vencer.

Benfica........3
Corruptos......3
Braga...........0
Sporting........0

Empate


Académica 1 - 1 Benfica

Sem César Paulo, sem o Joel Queirós, sem o Diece, e sem o Gonçalo (além do Teka), todos lesionados, não podemos esperar grandes resultados, o mais importante é estes jogadores recuperarem a tempo, e em condições, para Play-off..

Sons & imagens, da Serenata Turca !!!

Quando o 12º jogador quer, a vitória acontece

"Pedro Gomes analisa a vitória do Benfica ante o Fenerbahçe, que garantiu a final da Liga Europa aos encarnados.
O caminho faz-se caminhando e os títulos alcançam-se ganhando mais vezes que os concorrentes. É precisamente o que o Benfica está a fazer. Nalguns jogos apesar de encontrar alguns escolhos continua a caminhar seguro, e avança. Noutros acelera e tudo corre bem. Resultado: caminha firme para a conquista do campeonato. E vinte e três anos depois encontrou a rota para uma final europeia e finalmente tem o Jamor aqui tão perto. Foi, e ainda é, longa a árdua caminhada, mas quanto mais se sofre, maior é a felicidade quando se alcança o desejado.
Tínhamos escrito que por se estar em final de temporada as equipas estão espremidas e o Benfica não fugia à regra, embora salvaguardasse que as Águias ainda tinham algum sumo. Também falámos da rotatividade, a qual faz parte da estratégia de Jesus ao poupar e recuperar jogadores.
Talvez por isso é que ao contrário dos últimos três jogos, em que a equipa esteve emperrada, desligada e presa de movimentos, não surpreenda a renovada dinâmica, nem a velocidade apresentada no jogo de ontem.
Também a capacidade volitiva é na maioria das vezes decisiva. A vontade, a entrega e a determinação, estimulam a motivação e geram uma atitude e um comportamento positivo. Diz-se, «quando um homem quer as coisas acontecem». Neste caso será: quando uma equipa quer a vitória acontece.
Falámos dos infernos e avisámos que os turcos seriam diabolizados no inferno da Luz. O apoio do 12.º jogador é o grande galvanizador da equipa. Os jogadores nesse momento de grande empatia, pensam - Qual cansaço qual carapuça com este entusiasmo e este calor humano até vamos buscar forças onde não as há.
A boa exibição de ontem deve-se a vários factores  Fisicamente o Benfica superou os turcos que estoiraram completamente na segunda parte. Também as constantes movimentações e as relações sectoriais desequilibraram o fraco e desorganizado Fenerbahçe, que tacticamente nunca existiu e ao defender mal nas imediações da grande área poderia sair da Luz com uma goleada face ao volume atacante do Benfica. Este jogo serviu ainda para recuperar alguns jogadores que estavam em decréscimo: Maxi Pereira, Enzo Perez e Cardozo. E sobretudo devolveu ao futebol das Águias intensidade, lucidez e por vezes brilhantismo."

Recordar é viver (IV)

caBOOM!

Não era para ser feito agora, nesta altura, mas aqui está...


Depois faço outra para o jogo em Amsterdão!

BENFICA!!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Amesterdão aí vamos nós

"Ontem na Luz viveu-se uma noite que tornou o sonho realidade: Amesterdão, palco de páginas místicas da história do Benfica repete-se. Ontem o jogo, e a passagem à final foi limpinha, limpinha... O treinador Aykut Kocaman não hesitou em dar os parabéns ao Benfica mostrando, assim, que não é pequenino, pequenino, pequenino. E agora, Amesterdão aí vamos nós!
Poderemos ainda dizer que este Benfica não ganhou nada, mas é impossível dizer que este Benfica não lutou por tudo.
Na Madeira, o cansaço, a qualidade e motivação do adversário, não foram suficientes para tirar o Benfica do rumo do nosso objectivo principal. Ser campeão. Vamos seguramente sofrer contra o Estoril, mas acredito que com o apoio de 60 mil, numa Luz repleta de alma saberemos levar a equipa ao colo até à vitória.
A experiência de Jorge Jesus sabe que estar perto não significa conseguir e que um deslize é suficiente para deixar tudo a perder. Quando vemos o Barcelona de rastos percebemos que o Benfica não está assim tão cansado, mas é óbvio que nesta fase da competição há evidente desgaste. A segunda parte do jogo da Madeira faz-nos acreditar que está lá o suplemento necessário para se chegar ao título.
Aqueles minutos finais contra o Marítimo foram de um sofrimento pouco humano para os benfiquistas que aguentaram estoicos até ao fim. Conheço quem tenha ido passear ao minuto 74, quem tenha ido atestar o depósito ao minuto 79, quem tenha ido dar uma volta com o cão ao minuto 82 e até quem tenha ido para baixo da cama (como Artur Semedo) ao minuto 88. Tudo coisas completamente normais.
Os adeptos ficavam gratos à equipa se fosse possível vencer o Estoril sem matar alguém de enfarte do miocárdio, caso não seja, o importante é ganhar..."

Sílvio Cervan, in A Bola

Os mistérios do Estádio da Luz

"ÓSCAR CARDOZO é letal. Ontem, mais uma vez, foi fundamental numa épica vitória do Benfica. E não foi num jogo nacional, contra um adversário da terceira divisão. Foi na meia final da Liga Europa.
Marcou dois golos, carimbou o passaporte da águia para Amesterdão e, sobretudo, mostrou que não é por acaso que na Europa e de águia ao peito apenas o rei Eusébio marcou mais que ele. É pois Cardozo, o desengonçado avançado paraguaio, o mistério número 1 do Estádio da Luz. Não ele, pobre homem, que cumpre com zelo a missão para que foi contratado e semana após semana despacha os adversários.
Misterioso mesmo é o irracional relacionamento que com ele têm os adeptos da águia. Se ontem cantaram, aos saltos, «ele é perigoso, é o Óscar Tacuara Cardozo», muitas outras vezes o condenam pelos fracassos. Será, afinal, também um mistério do futebol? Ou da sociologia? O ídolo que rapidamente se torna vilão, para logo ser amado de novo.
Mistério número 2. Que mais tem de fazer Jorge Jesus para que quem manda no futebol do Benfica lhe prolongue o contrato? Um campeonato, outro por perto, uma final europeia, uma meia final, dois quartos, três taças da Liga. Tudo em quatro anos, depois de décadas à míngua. Pode ser caro o treinador que finalmente concretiza o Benfica à Benfica?"

Nuno Perestrelo, in A Bola

Euroáguia

"Foram 23 anos. O Benfica está de volta a uma final europeia e é fácil de entender o que significa, para um clube da dimensão social e desportiva do da Luz, pôr fim a tão longo interregno. Pode sempre argumentar-se que aquela dimensão vale por si só, mas o que conta mesmo são os registos históricos. O "estar no mapa". Era muito importante para o Benfica fazê-lo. Ganhe ou não em Amesterdão, há algo que já ninguém pode anular : as águias voltaram à ribalta.
Tinha aqui referido antes, que seria determinante abordar a segunda mão com o Fenerbahce com o "querer" chegar à final. Não chegava o "crer". Ora, o Benfica quis muito. A entrada da equipa encarnada foi brilhante, aos 10 minutos já tinha anulado a desvantagem (grande execução técnica de Gaitan) e até aos 20 não deu a menor hipótese ao adversário de sair da sua metade do terreno, embora não aproveitando mais duas óptimas hipóteses para aumentar a contabilidade.
A condição física do Benfica foi excelente. Mas parece difícil separar a superação dos jogadores do facto de sentirem que estavam no desafio que os poderia colocar numa final europeia, algo que qualquer futebolista pretende jogar, por muito que ganhar um campeonato seja marcante na respectiva carreira. Repare-se que os encarnados só "abanaram" emocionalmente a seguir ao golo de Kuyt, provavelmente mais pelas circunstâncias (arbitrais) em que sucedeu do que pelo golo em si.
No entanto, em apenas uma dezena de minutos, tudo voltou à normalidade. É aqui que dois homens assumem um papel fulcral para que se possa entender o que é hoje a estrutura do Benfica. Matic, com mais uma demonstração do que é aliar técnica a sentido posicional, e Enzo, com uma exibição absolutamente notável, trataram de repor os níveis de ansiedade da equipa no seu devido lugar, isto é, baixos. O 2-1 de Cardozo, que já tinha ameaçado antes, serviu para que o Benfica voltasse ao ponto anterior, ou seja, à necessidade de marcar apenas mais um para triunfar na eliminatória. Pouco depois Kuyt perde o empate à boca da baliza e, formalmente, o Fenerbahce acabou aqui.
A segunda metade do desafio resumiu-se à espera da confirmação do que se tornava já muito evidente. Coube a Cardozo, novamente, ditar a sentença. O paraguaio pode ser o ponta de lança mais irritante do mundo para muitos, mas mesmo estes não resistem a render-se a uma veia goleadora que, quando desperta, faz destas e doutras. E mais importante : resolve jogos. Acabou por ser a estrela maior numa equipa em que o sentido de solidariedade constituiu a palavra de ordem. Quando se vê Gaitan e Salvio a participarem activamente no processo defensivo, não é preciso acrescentar mais nada.
Agora, uma palavra para Jorge Jesus. Ninguém sabe em rigor como será o futuro dele, nem se continuará a passar pelo Benfica. Mas o técnico acaba de inscrever o seu nome na lista de treinadores encarnados que levaram a equipa a finais europeias. Graças a uma gestão do plantel como ainda não conseguira desde que chegou ao clube (nem no ano em que foi campeão), Jesus colocou o Benfica perante a possibilidade de discutir duas finais (uma doméstica e outra europeia) e de caminhar, em simultâneo, para o título. No fim, logo se verá o que vai realmente conquistar. Só que há aqui muito trabalho de Jesus, numa temporada em que, por razões várias, também teve de inventar aquilo que não tinha. Os já citados Matic e Enzo são, provavelmente, o melhor exemplo disto mesmo.
Uma arbitragem tão débil numa meia final europeia dá que pensar sobre a verdadeira qualidade de certos nomes que, pelos vistos, não são aquilo que parecem ser. Do ponto de vista disciplinar foi uma salada e no capítulo técnico idem aspas, ou pior. Mas será que vale a pena continuar a "desancar" os árbitros portugueses perante isto?
A Liga Europa é, desta vez, a via para a (re)afirmação europeia de Benfica e Chelsea. Na Champions falharam, mas o facto é que estão ambos na final da Liga Europa. Um reencontro. Todos se lembram da forma como o Benfica foi eliminado, na época passada, na Liga dos Campeões. Só que várias coisas mudaram entretanto nos dois lados. Este Chelsea é menos "resultadista" e este Benfica é menos "ingénuo". Além de que a decisão é numa única partida, o que faz toda a diferença. E, como diz a velha máxima, as finais não se jogam, ganham-se."

Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus

"O crescimento sustentado do Benfica ao longo da última década é uma realidade apenas refutada pela pior qualidade de cegos (aqueles que não querem ver) e tem como efeitos práticos um boom de sócios e adeptos, que anda de braço dado com uma qualidade competitiva sistematicamente a galgar patamares. Luís Filipe Vieira juntou ontem o seu nome, por feitos do clube dentro das quatro linhas, ao de outros grandes presidentes - Maurício Vieira de Brito, Adolfo Vieira de Brito, Borges Coutinho, Fernando Martins, João Santos - e vê solidificar-se a promessa eleitoral de fortalecimento do pilar desportivo do seu projecto para o Benfica.
Jorge Jesus, que em quatro épocas pode orgulhar-se de ostentar duas presenças nos quartos de final, uma na meia final e outra na final de uma competição europeia, ganhou direito a figurar na galeria de treinadores especiais do Benfica, onde Belà Guttmann é capitão de uma equipa formada por Fernando Riera, Elek Schwartz, Otto Glória, Sven-Goran Eriksson e Toni.
Quer isto dizer que a dupla formada por Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus que têm em comum a raiz popular e o triunfo na vida feito a pulso - deverá manter-se, num clube que nasceu do povo e para o povo, de olhos postos na conquista que falta ao Benfica: recuperar a hegemonia do futebol português, perdida durante a década de 90 do século passado para o FC Porto. Objectivo estratégico dos encarnados deverá ser o de não permitir a estagnação, criando formas de consolidação de um projecto desportivo que está, manifestamente, no rumo certo.
Que fique aqui postulado, para memória futura, que a noite de ontem representou, emblematicamente, o triunfo do trabalho complementar de dois homens: Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus."

José Manuel Delgado, in A Bola

Passos Coelho agradecido!

"Numa altura em que o governo de Passos Coelho - o mais impopular, déspota, tirano e castrador da história da Democracia portuguesa - se prepara para deixar o que resta deste País (são cada vez mais as famílias lusas que vão para o estrangeiro, da Venezuela a Angola, de França a Moçambique, com meia dúzia de pertences, à procura de futuro por mais uns quantos patacos) na miséria total com essa fobia de ter de encurtar seis mil milhões de euros na despesa do Estado, leia-se nos benefícios sociais, e tudo aponta no sentido de que a reforma passe para os 67 anos o que vai obrigar muitos de nós, não os donos do Poder, a trabalhar de cadeira de rodas - e quanto a isso, mesmo sendo impossível, quero dirigir toda a minha bílis e mais aquilo que se adivinha na direcção de Vítor Gaspar, o dono de Portugal, figura sinistra e seráfica que faz de nós estúpidos convencido de que vive em Marte e que este pedaço de terra não passa de uma estação orbital... -, a presença do Benfica na final da Liga Europa acaba por ser enorme bálsamo que entrou por todas as janelas do gabinete do primeiro ministro, pois sendo verdade que são seis milhões os adeptos encarnados e que há mais um grupo grande de gente que gosta de futebol que vê com bons olhos a presença benfiquista na decisão com o Chelsea, tem tudo para os distrair da realidade. Ou não, dependendo este sim ou não de se ter o estômago colado às costas ou de ainda haver direito para se conseguir uma vida normal: ir às compras, ajudar os filhos, pagar a prestação da casa, ser espoliado em múltiplos impostos, pagar o IMI.
Quanto à final de Amesterdão, onde o Benfica já foi feliz, parece-me, à distância de duas semanas, que o Chelsea está melhor apetrechado ou será que é desta que os encarnados matam o fantasma de Bella Guttman. Sem esquecer que Rafael Benítez é senhor para inventar e se o fizer..."

José Manuel Freitas, in A Bola

Com a bênção de Jesus, já é tempo de acabar com a maldição !!!


Benfica 3 - 1 Fenerbahçe

A nossa sina é sofrer, o nosso fado é levar com apitadeiros de merda, mas o nosso destino é vencer, contra tudo e contra todos. O regresso a Amesterdão, 51 anos depois, da última vitória Europeia, local onde o Jesus se estreou, fora de portas - com uma vitória -, ao serviço do Benfica, pode ser um sinal... Na última vez que defrontámos o Benitez - na penúltima para ser mais exacto!!! -, ele treinava o Campeão Europeu em título, e nós ganhámos, duas vezes, pode ser o segundo sinal!!!


Hoje, podíamos ter repetido os famosos 7-1 que os Turcos foram recebidos na última vez que tinham vindo à Luz!!! Mas isso teria sido demasiado fácil... Jogo gigante do Benfica, ultrapassando todos os obstáculos, os reais, e os que lá foram colocados... (é bom não esquecer, que estes senhores Turcos, fazem parte do restrito clube, de clubes condenados por Corrupção, estes, até tiveram o Presidente engaiolado!!!) Não sei se foram os Turcos, ou se foi o Platini e a sua pandilha, com o Colina na liderança, a fazer questão em manter a França no 5.º lugar no ranking da UEFA, mas mais uma vez fomos roubados, à grande e à francesa!!! Mas mesmo assim, esta noite, a fadiga foi esquecida, o doping da motivação, com o enorme empurrão das bancadas, foi mais que suficiente...


Noutro contexto, esta eliminatória até teria sido fácil, pessoalmente, acho que o Bordéus é melhor equipa que o Fenerbahçe, mas as variáveis são foram iguais: enquanto os Turcos, já longe do título no Campeonato, apostaram tudo nesta eliminatória, o Benfica 'geriu' o 1.º jogo, e foi obrigado a adiar para segunda-feira no Funchal a partida do Campeonato, jogando com todos os titulares, enquanto o Fenerbahçe jogava praticamente com a equipa B na Liga Turca, um dia antes.


Não é justo destacar jogadores individualmente, todos tiveram muito bem, mesmo aqueles onde as coisas ofensivamente não correram bem, não se pouparam na entrega... de todos os elogios, que se podem usar para descrever a época do Benfica, a solidariedade é um dos mais importantes, e é muitas vezes esquecida nas analises... Mesmo assim, tenho que destacar 4 jogadores: Matic, imperial, com um depósito de energia infinito; Salvio, depois de no meio da época ter feito alguns jogos para o trapalhão, nesta ponta final tem sido fundamental; Cardozo, matador, na história do Benfica, na Europa, melhor que o Tacuara - em golos - só Eusébio, não é opinião pessoal, é estatísticaEnzo, hoje se me obrigassem a escolher um MVP, seria o Enzo, a atacar e a defender magnifico... Mas todos merecem os parabéns, inclusive o Maxi que vai falhar a final devido aos Amarelos, porque se sacrificou em nome da equipa, parando um perigoso contra-ataque sem hesitações, sabendo quais seriam as consequências.


Mas depois da festa, é preciso regressar à Terra. O caminho para Amesterdão começa na segunda-feira, com o Estoril. A vitória do Benfica, não só nos coloca mais perto do título no Campeonato, como poderá permitir 'gerir' a deslocação ao antro Corrupto. Qualquer outro resultado, põe tudo aquilo que fizemos até agora em causa... acredito que fisicamente este jogo deixou marcas, mas a margem de erro continua a não existir... e tal como esta noite, só com o apoio de todos, os nossos objectivos podem ser alcançados, exige-se, pelo menos, 50 mil na Segunda...!!!


PS: Esta noite, numa Meia-final Europeia, fui sozinho para Lisboa. Todos os convidados recusaram!!! Nos últimos dias, vários Benfiquistas têm-me mostrado interesse em ir ao jogo com o Moreirense, supostamente o jogo do título. Perguntam-me se arranjo bilhete, e se tenho boleia. Tenho respondido: "vão para o caralho!!! Se fosse eu que mandasse, vocês não entravam!!!", nem numa Meia-final Europeia conseguimos encher a Catedral, que praticamente é Meia-Catedral, comparada com a antiga!!!
Parabéns a todos que estiveram na Catedral, e que ajudaram a criar um ambiente digno do Inferno da Luz, a todos que vivem longe e não puderam deslocar-se, por motivos de trabalho, ou por motivos financeiros, fica para a próxima, aos outros, aos Campeões do sofá: vão para o caralho!!!

Benfica vs Fenerbahce Europa League Highlights

Mourinho no Chelsea só na Benfica TV

"Mourinho guardou bem o segredo do futuro em Inglaterra, mas, neste tempo de suspeitas, é de desconfiar que tenha revelado o segredo a Luís Filipe Vieira em boa hora.

LUDWIG VAN BEETHOVEN morreu sem terminar a sua 10.ª sinfonia. O mesmo voltou a acontecer na noite desta última terça-feira ao Real Madrid que morreu nas meias-finais daquela que seria a sua 10.ª Liga dos Campeões. É a velha maldição da décima sinfonia.
José Mourinho, o maestro, conduzirá certamente ao longo da sua carreira muitas outras orquestras que, mais ano menos ano, o levarão até à sua terceira Liga dos Campeões. Por isso nem perdeu tempo com minudências.
Assim que o jogo com o Borrusia de Dormund terminou, o treinador português apressou-se a informar os jornalistas espanhóis que lhe têm ódio de que, a partir da próxima temporada, vão ter de se dar ao trabalho de passar a odiar outro treinador de uma qualquer outra nacionalidade, porque ele, José Mourinho, conta estar bem longe daqueles ambientes infetos de Chamartín.
Mourinho é um mestre nestas coisas das palavras ditas a tempo e a horas. Não vai ganhar a 10.ª Liga dos Campeões do Real Madrid, o valioso troféu com que ambicionava esfregar o focinho de todos os seus detractores, portanto melhor foi avisá-los logo, ainda a quente, de que não perdessem tempo a discutir a sua continuidade em Madrid.
Anteontem, na dita conferência de imprensa que se sucedeu ao Real Madrid-Borussia de Dortmund, ninguém ouviu José Mourinho anunciar que o próximo passo da sua caminhada profissional seria o Chelsea. Mas não houve quem não depreendesse exactamente isso.
Mourinho irá regressar a Stamford Bridge e, ontem mesmo, a imprensa adiantava que Roman Abrahmovich iria disponibilizar uma verba de 118 milhões de euros para o português fazer deles o que muito bem entender no sentido de recolocar o Chelsea a lutar pelo título inglês.
O problema do Chelsea é interno. Fora de portas não há nada a apontar aos blues. São os campeões europeus em título e, este ano, são os grandes favoritos para o triunfo na Liga Europa, competição em que estão praticamente apurados para a final depois da vitória em Basileia.
Na temporada passada os de Londres foram campeões europeus com o italiano Roberto Di Matteo e na corrente temporada correm sérios riscos de vencer a tal Liga Europa sob o comando do espanhol Rafa Benítez. E o que é isso interessa? É Mourinho quem o dono e os adeptos do Chelsea querem ver sentado no banco para reatar a velha relação interrompida com alguma aspereza mútua, longe dos modos que se esperariam entre um magnata russo e um treinador português.
Redobrados motivos de interesse para nós portugueses terá, assim, o campeonato de Inglaterra a partir de 2013/2014. E quem quiser ver jogar o Chelsea de Mourinho terá de ser assinante da Benfica TV porque o Benfica já há muitos que adquirir em exclusividade os direitos de transmissão dos jogos da Premier League.
Perante os jornalistas espanhóis, a afícion do Madrid e a vasta comunidade internacional que lhe segue todos os passos, Mourinho guardou bem guardado o segredo do seu futuro em Inglaterra mas, neste tempo de suspeitas, é de desconfiar que Mourinho tenha revelado o segredo em boa hora a Luís Filipe Vieira.
E o presidente do Benfica, rápido e hábil negociante, não perdeu tempo. Avançou com a proposta da Benfica TV e fez o negócio que, à luz dos recentes acontecimentos, aparenta ser cada vez melhor.
No ramo do audiovisual estamos em grande, está visto.
Isto leva a supor que José Mourinho, tal como Jô Soares se revelou um grande benfiquista ao levar Deco e Casagrande ao ser show da TV Globo para se espraiarem em considerações pouco abonatórias do FC Porto, é também ele, o tal Mourinho, um grande benfiquista disposto a tudo para que o Benfica seja levado ao colo até ao título e levado em ombros no seu combate de morte com a Sport TV.
Disposto até a perder a 10.ª do Madrid para poder ir para o Chelsea ser feliz à vontade e aumentar exponencialmente o número de assinantes da Benfica TV.
E com 118 milhões de euros para poder ir às compras até é de prever que José Mourinho ainda venha a prestar mais uns bons serviços ao Benfica. O recente aumento da cláusula de rescisão de Matic para 50 milhões de euros é disso um sinal. Na Luz ninguém anda a dormir. Isto está tudo ligado.

O espírito das esposas de Viseu desceu sobre os nossos adversários opinion makers. Vai a coisa em inglês em homenagem ao regresso do Mourinho ao Chelsea e aos jogos da Premier League na Benfica TV...
Tal como as esposas de Viseu, os nossos adversários agora tiram matrículas. Tiram matrículas a tudo o que mexe. Depois, muito aborrecidos, atiram com as matrículas ao ar à espera de ouvir o barulho que fazem quando batem no chão. Que bom vê-los assim.

HOJE o Benfica jogo com o Fenerbahçe a segunda mão da meia-final da Liga Europa e, para estar na final, tem de dar a volta a um resultado de 0-1. Não há impossíveis em futebol.
Há 23 anos que o Benfica não vai a uma final europeia e um sucesso nesta noite frente aos turcos seria justamente celebrado pelos adeptos.
Celebrado por todos os adeptos, o que se justifica na plenitude. Celebrado pelos muitos mais velhos que viram o Benfica ganhar finais europeias, pelos simplesmente mais velhos que só viram o Benfica perder finais europeias e pelos mais novos que nunca viram o Benfica jogar uma final europeia.
É verdade que sim. Seria uma festa e mais um motivo de orgulho numa temporada de excelente nível que ainda não terminou e em que o Benfica ainda não ganhou nada, o que convém sempre recordar aos mais efusiantes.
O Fenerbahçe é um adversário muito combativo, como se viu em Istambul na semana passada, que vem a Lisboa desfalcado de alguns dos seus melhores jogadores mas altamente motivado para fazer a sua própria História no tapete da Luz.
O Benfica que comparecerá perante o Fenerbahçe é um mistério. Pode ser que apareça o Benfica avassalador da segunda parte do último jogo do Funchal. Mas também pode aparecer o Benfica tímido dos primeiros 35 minutos do jogo com o Sporting. Ou, pior ainda, o Benfica incapaz de trocar a bola entre si como o que apareceu durante quase todo o jogo de Istambul.
Isto porque, nesta altura do campeonato, aspirar à comparência de um Benfica quase perfeito, como foi, por exemplo, nos dois jogos com o Bayer Leverkusen, é abusar da sorte.
Pois abusemos sem dó nem piedade. Boa sorte para logo, benfiquistas.
Embora, com toda a franqueza, me dê mais que pensar o jogo com o grande Estoril-Praia para o campeonato na próxima segunda-feira do que o jogo com os turcos a contar para a aventura europeia.
Prioridades. Feitios.
Que ninguém se lesione. Isso é que é mesmo muito importante.

CERTAMENTE por cansaço de ver tirar tanta matrícula e embalado pela boa vitória no Funchal, resolveu o Benfica vir oficialmente a terreiro tirar a matrícula aos cinco penalties que terão ficado por marcar contra o FC Porto nesta Liga e, como se ão bastasse, para tirar a difícil, quase mirabolante, matrícula aos zero penalties assinalados esta época contra o FC Porto. Para quê? Para sermos iguais aos outros em pequenez."

Leonor Pinhão, in A Bola

Agora é hora de realizar o sonho

"O Benfica pode estar a horas de regressar a uma final europeia, após 23 anos de ausência. Desde Viena 1990, onde o Benfica perdeu afinal da Liga dos campeões europeus para um soberbo Milan de Rijkaard (autor do golo), Baresi, Maldini, Gullit e Van Basten, que o clube português não está numa final europeia, que é, sempre, uma fantástica montra e um jogo de consagração internacional.
Ninguém pode levar a mal que Jorge Jesus continue a dizer que o primeiro objectivo da época é o título de campeão nacional. O técnico do Benfica também sente que é esse o primeiro grande sonho dos adeptos benfiquistas, mas perante uma oportunidade de ouro de regressar a uma final do futebol europeu, não há como não encarar os 90 (ou 120) minutos de jogo como um momento crucial da época.
Bem sabemos - e já escrevemos - que esta equipa do Benfica está no limite da resistência. Bem sabemos que o desgaste, em especial, no campeonato, pelo confronto palmo a palmo com o FC Porto numa luta brava pelo título, se faz sentir em cada jogador e em cada jogo. No entanto, seria um pecado quase mortal que o Benfica não conseguisse dar a volta ao resultado de Istambul e não ganhasse o direito a estar em Amesterdão na final da Liga Europa, provavelmente, defrontando o Chelsea, o que tornaria essa final mais brilhante aos olhos do mundo.
É o momento de fazer história ou de passar ao lado dela. Técnicos e jogadores do Benfica têm de ter presente esta realidade indiscutível. Têm de perceber que todos os sacrifícios valem a pena, porque é chegado o tal momento crucial em que a equipa se deve obrigar a passar do sonho à sua realização. É sempre bom que um homem sonhe, mas nenhum sonho pode alguma vez bater a realidade."

Vítor Serpa, in A Bola

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Destino...

Lixívia 27

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........73 (-6 ) = 79
Corruptos......69 (+7 ) = 62
Braga...........46 ( -1 ) = 47
Sporting.......36 (+12 ) = 24


Depois da histeria do derby - na jornada anterior -, não foi preciso esperar muito, para demonstrar a hipocrisia dos indignados. Bastou uma jornada, para o Benfica ser factualmente prejudicado - sem discussão -, e para os Corruptos e os Lagartos serem factualmente beneficiados - sem discussão... só o Santolas discorda!!! -, em ambos os casos, com influência directa e efectiva nos resultados. E como estamos habituados, as vozes indignadas e as frases bélicas a pedir a cabeça do Capela, foram substituídas pelo Silêncio absoluto... excepto quando voltavam a falar do Capela!!! Inacreditável, como programas de actualidade, onde se normalmente discute a última jornada, passaram o tempo todo a falar da jornada anterior, ignorando completamente os 'roubos' desta semana - com a RTP, estação pública, a liderar o desplante... -, havendo mesmo avençados aziados de arbitragem, que mesmo com muitos casos para analisar desta semana, optaram por voltar a repisar o Capela - Cruz dos Santos: a cruz Lagarta é mesmo pesada!!!  A conferência do João Gabriel foi por tudo isto, e muito mais, o mínimo que o Benfica podia fazer, discordo quando se diz que o timing foi mau. Neste momento era obrigatório. Noutras jornadas, durante o Campeonato outros momentos houve, onde se devia ter reagido da mesma forma, mas isso não retira mérito a esta intervenção...
Para os mais distraídos, quando ainda estão em disputa 9 pontos, destaco a diferença de 17 pontos que o Benfica devia ter neste momento!!! Podendo nesse caso, preparar a Meia-final da Liga Europa, com outras opções de gestão. Amanhã vamos, defrontar uma equipa Turca, que teve 1 semana de descanso, em contra-ponto com as 70 horas que o Benfica teve...!!!

Escrevi na antevisão, que Manuel Mota parecia-me um jovem com algum potencial, o anuncio antecipado da nomeação, deixou-me preocupado, mas as duas arbitragens que tinha feito em jogos do Benfica, não tinham sido Frutadas, com alguns erros é verdade, mas 'aceitáveis'!!! Felizmente, não me enganei... Aliás, até o critério disciplinar largo, que costumava demonstrar, mudou. E ainda bem, porque assim o jogo duro que o Marítimo pretendia não aconteceu. Talvez por isso as queixas do Pedro Martins no final do jogo!!! Mesmo assim, no final da partida não assinalou duas grandes penalidades sobre o Cardozo!!! Sim, duas!!! Na primeira o Rossi, toca na bola é verdade, mas praticamente em simultâneo toca no Tacuara, falta clara. Na segunda, também existe contacto, perna com perna, não é nos pés, e por isso nas repetições, até pode parecer que não existiu falta, mas o contacto existe mesmo... Felizmente, não teve influência no resultado.






O Andrades, beneficiaram de mais uma Xistrlhada, como já é costume: este ano já são 3 jogos que o Xistra apita dos Corruptos. Em Braga, foi o penalty do Alex Sandro; em Aveiro o Mangala devia ter ido para a rua mais cedo, quando o resultado ainda estava em aberto; e agora permitiu mais duas 'defesas' com os braços do Danilo, marcou um penalty a favor dos Corruptos, erradamente... e ainda permitiu um golo em fora-de-jogo aos Corruptos - é por pouco, mas está...!!! Já disse várias vezes que não concordo, com o critério que é usado em Portugal para os lances de bola na mão (ou vice-versa), mas tenho analisado as jogadas perante o critério normalmente usado. Sendo assim ficaram as duas mãos do Danilo, são penalty's, assim como já foram várias jogadas iguais, assinaladas a favor dos Corruptos. No penalty a favor dos Corruptos - falhado, entretanto... -, a falta é cometida pelo Jackson só depois o jogador do Setúbal, toca com a mão da bola - e mesmo assim, o toque é idêntico ao 2.º penalty do Danilo, que não foi marcado!!!



Os Lagartos voltaram a vencer com um golo nos últimos minutos. Desta vez, em claro fora-de-jogo. A maneira como os jornaleiros avençados tentaram esconder o fora-de-jogo foi inacreditável... Também gostei, de ver os jornaleiros a discutir uma possível falta sobre o Ricky, na área do Nacional, muito parecida com o lance do Gaitán/Ilori no derby, com um atenuante: neste, o jogador do Nacional - Jota -, não usou os braços para empurrar o jogador do Norwich!!!

Nem sequer vi resumos do jogo do Braga, mas um amigo de confiança, disse-me que o penalty que o Braga reclama, não sendo muito evidente, devia ter sido marcado...

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Manuel Mota, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
22ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Guimarães(f) V(4-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
24ª-Rio Ave(c) V(6-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
25ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Sporting(c) V(2-0), Capela, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
27ª-Marítimo(f) V(1-2), Manuel Mota, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Corruptos(c) E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Académica(f) E(1-1), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
23ª-Setubal(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
24ª-Braga(f) V(2-3), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
25ª-Moreirense(c) V(3-2), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
26ª-Benfica(f) D(2-0), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
27ª-Nacional(c) V(2-1), Jorge Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicados, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
21ª-Sporting(f) E(0-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Estoril(c) V(2-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
23ª-Marítimo(f) E(1-1), João Capela, Beneficiados, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
24ª-Académica(f), V(0-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Impossível contabilizar
25ª-Braga(c), V(3-1), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
26ª-Moreirense(f), V(3-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
27ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicados, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
21ª-Olhanense(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
22ª-Marítimo(c) V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar
24ª-Sporting(c), D(2-3), Jorge Sousa, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
25ª-Corruptos(f), D(3-2), Proença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Académica(c), V(1-0), Hugo Miguel, Nada a assinalar
27ª-Estoril(f), D(2-1), Bruno Paixão, Prejudicados, (2-2), (-2 pontos)

LINK's
Épocas anteriores:

Juniores - 11.ª jornada - Fase Final

Hélder Costa

Braga 0 - 2 Benfica

Excelente vitória, com um bis do Hélder, que tem aproveitado muito bem o regresso aos Juniores. Tudo ficou na mesma na frente da classificação, faltam 3 jornadas, que vão ser 3 autênticas finais!!! Na próxima jornada vamos a Guimarães, apesar da classificação não mostrar, creio que será um jogo mais difícil do que este, pelo que vi no Seixal. Este Guimarães é uma excelente equipa, criou-nos muitos problemas, podia mesmo ter vencido, e este foi uma daquelas raridades, onde até fomos bafejados com alguns erros da equipa de arbitragem!!! Portanto muito cuidado, com os reforços vindos da equipa B, temos tudo para triunfar...
PS: Apesar dos golos do Hélder, as crónicas exultam mais uma excelente exibição do Clésio!!!

Benfica........23
Sporting........23
Porto............22
Rio Ave.........13
Braga............11
Guimarães......9
Setúbal.........8
Nacional........6

Inimputáveis !!!

Evidências...

Lula e Jesus

"Nos últimos tempos, quando Jorge Jesus me aparece, sorrateiro ou não, na televisão, lembro-me de Lula, do Lula que era padeiro e chofer de táxi e num abrir e fechar de olhos se tornou sublime treinador de futebol - dizendo coisas assim:
- Vocês quatro aí do meio de campo vão lá no gramado e fazem um triângulo! (isso foi na prelecção antes de um jogo importante da historia - e ganhou-o...)
ou assim:
- Não pode não, Coutinho... Cê tem promoção para engordar! (isso foi ao ver a cópia de Pelé a comer de mais e a promoção era... propensão!)
e apesar desse lingujar a retorcer-se entrou para o Guiness como treinador com mais títulos ganhos no mundo. É, alguns já perceberam: Lula era o treinador que, no Santos, lançou Pelé à eternidade. Mas, de repente, quando Pelé já não deste mundo, chateou-se com ele e traçou-lhe, cruel, o destino:
- Ou Lula ou Pelé (pois, o rei já falava, majestático, na terceira pessoa...)
Imagina-se quem saiu. O Santos (mesmo com Pelé) ganhou no arrasto apenas mais um título - e Lula nunca mais regressou a Vila Belmiro. Às vezes olhava para o desenho que Picasso lhe fizera em Paris, pondo na dedicatória que criador de deus era ele - e chorava. Morreu, não muito depois, à espera e em vão.
Também se pusera de boca e boca outra lenda: que Lula mexia muito na equipa porque tinha obsessão estranha: no balneário, atirava as camisolas ao ar e quem as agarrasse primeiro jogava. (Claro, Gilmar, Mauro, Zito, Pelé e Coutinho nunca entraram nesse jogo...)
OK, ainda não expliquei por que vendo Jesus me lembro de Lula. Não, não é por ele, o Jesus, dizer coisas certas com palavras erradas (ou mexer muito na equipa ou inventar isto e mais aquilo...) - é por pensar que o Benfica pode passar e que o Santos passou se Vieira fizer a Jesus o que Pelé fez a Lula, fazendo-o só porque certo filósofo (vocês sabem quem é...) descobriu que o coração às vezes tem razões que a razão desconhece..."

António Simões, in A Bola

À sombra da bananeira

"A vitória dos encarnados na Madeira analisada por Pedro Gomes.
Tínhamos escrito que o título passava pela Madeira. Mesmo que o Benfica não vencesse o Marítimo, a decisão do título derivava dos Barreiros para a Choupana, onde o FC Porto vai encontrar muitas dificuldades na próxima jornada. Contudo o Benfica antecipou-se e resolveu a questão.
Jesus, seguindo a sua linha de pensamento, apresentou a melhor equipa e a melhor estratégia para lhe garantir a vitória no Funchal e que simultaneamente lhe permitisse fazer a rotatividade para a eliminatória da Liga Europa. Apostou tudo nesta jornada, encarou o jogo de corpo e alma, embora espiritualmente pensasse no Fenerbahçe.
Estamos em final de época e a equipa tem ainda algum sumo, mas está espremida. Nesta recta final, o mais importante é mesmo ganhar. Tal como ontem, não se podem esperar grandes exibições, nem observar o esclarecido e brilhante futebol apresentado anteriormente pelo Benfica.
Neste encontro, o Benfica começou bem, marcou cedo, mas no resto da primeira parte encostou-se “à sombra da bananeira”, pois a partir do golo foi uma equipa amorfa, sem ligação, sem velocidade, sem coordenação e sujeitou-se ao domínio do Marítimo, o qual empatou com mérito. Aliás, outras equipas também não mantêm o mesmo fulgor de há uns tempos. Por exemplo, o Marítimo correu imenso na primeira parte e estoirou na segunda.
Talvez por isso o Benfica, na segunda parte, soltou-se mais, sentiu-se menos pressionado e passou de dominado a dominador, acabando por ganhar num lance feliz. Mas neste período, mesmo atabalhoadamente, criou algumas oportunidades para marcar. Depois, Jesus, com as substituições, poupou jogadores e segurou o resultado, que face à inépcia do Marítimo quase não era necessário. Mas teve cautela.
Apesar do Benfica ser a equipa melhor estruturada em termos de qualidade de jogadores, dado que reúne no mínimo dois talentosos elementos para cada lugar, contudo, a época é desgastante e para responder com mérito a cada jogo é preciso ter no treinador um gestor qualificado. Jesus, esta época, está a gerir muito melhor a equipa. Os erros cometidos no final de 2011/2012 foram superados.
Esta época vai acabar de forma diferente e positiva, porque o Benfica tem enormes possibilidades de ganhar as três competições onde está inserido. O campeonato está garantido. A menos que surja uma peste bubónica. A eliminatória da Liga Europa está a dois golos de distância e a Taça de Portugal concretizará o velho sonho de Jesus."

Um filme de suspense

"Acabou o jogo da Madeira e, apesar da grande festa benfiquista, logo se percebeu: não dá para muito mais. Nem sequer dará para esconder as dificuldades. O Benfica chega a este momento final e crucial da época preso por arames.
Jorge Jesus tem feito os possíveis numa gestão cuidada e racional do plantel, mas os que escala para jogar deixam em campo a marca do sacrifício, da vontade, do querer, mas já não conseguem evidenciar o fulgor, a criatividade, a espontaneidade que levou a equipa, esta época, a jogar o melhor futebol do campeonato português.
Neste quadro, que jogo a jogo parece tornar-se mais evidente, a questão está agora em saber se a águia ainda conseguirá voar até ao lugar com que sonhou desde o início do seu longo voo. Talvez que a ideia de ter esse lugar já à vista seja suficiente para lhe dar a força e o alento de que necessita, mas a verdade é que parece exausta.
Coloca-se, entretanto, uma outra questão pertinente. O Benfica sabe que terá de ganhar os dois jogos no Estádio da Luz, com o Estoril e com o Moreirense, para ser campeão, sem precisar do jogo no Porto, mas também sabe que ainda vai ter de lutar arduamente por um lugar na final da Liga Europa e tentar ganhar, por fim, a Taça de Portugal. Onde irá buscar forças para tanto? Será ainda possível um último fôlego e um último golpe de asa?
Esta é a expectativa maior que leva à natural ansiedade dos seus adeptos. A águia está cada vez mais perto da tal época de sonho de que falava Jorge Jesus, mas ninguém se atreve a adivinhar o fim, porque este parece ser, sem dúvida, um dos maiores filmes de suspense de que há memória no futebol português."

Vítor Serpa, in A Bola

terça-feira, 30 de abril de 2013

Juntos, até à meta...

Tirou-me as palavras da boca !!!

Gamado ao Cabelo...

Nesse Brasil que canta e é feliz...

"Primeira deslocação do Benfica às Américas teve festa a duplicar: cá e lá. E até o Belenenses, Atlético, Estoril e Sporting enviaram dirigentes ao aeroporto para desejarem sucesso à comitiva 'encarnada'.

Antes da partida, a comemoração. Seis títulos nas oito provas principais de Futebol em Portugal: Campeões Nacionais e Vencedores da Taça (categorias de Honra); Campeões Nacionais e Regionais de Juniores; Vencedores da Taça Eng. José Frederico Ulrich (reservas); Vencedores da Taça Dr. Sá e Oliveira (principiantes).
Um Benfica em festa, portanto. Tão em festa que a comitiva que embarcou para o Brasil para disputar alguns jogos particulares numa sensacional estreia no Rio de Janeiro e em São Paulo, viu-se rodeada de gente à chegada ao aeroporto da Portela de Sacavém, agitando bandeirinhas vermelhas e aclamando os jogadores um a um.
Estávamos em Junho de 1955. A viagem do Benfica ao Brasil foi um acontecimento. Os oponentes eram de peso: Flamengo, Peñarol, Palmeiras, América e Corinthians. Todos eles adversários «novos em folha», que o Benfica nunca havia defrontado. Viria, com o decorrer dos anos, a multiplicar esses contactos, e a fazer de alguns deles «gente muito lá de casa». Foi de tal forma um acontecimento, que muitos clubes portugueses fizeram questão de se deslocar ao aeroporto para desejar aos benfiquistas uma boa viagem e uma digressão de sucesso. Sporting, Belenenses, Atlético e Estoril mandaram representantes. E a Federação Portuguesa de Futebol, e a Associação de Futebol de Lisboa.
Festa à partida e festa à chegada. O avião da Panair acabara de aterrar no aeroporto do Rio de Janeiro, depois de uma escala no Recife,e já as rádios brasileiras, com o seu estilo inconfundível, lançavam no éter o relato do que parecia um jogo de Futebol.
Não era. Era só o Benfica que chegava ao Brasil. E punha pela primeira vez o pé nesse Brasil que canta e é feliz, feliz...

Joaquim Bogalho liderou a comitiva formada pelo treinador, Otto Glória, e 17 jogadores Campeões

Samba de um golo só
Os microfones pareciam cogumelos, brotando por todo o lado, questionando jogadores, técnicos e dirigentes. Até no treino, o primeiro, nessa noite no Maracanã, havia magotes de gente como se de um prélio se tratasse. Batem-se chapas, gasta-se magnésio. Mas o jogo que é bom, o jogo que todos esperam, o jogo que qual os atletas anseiam é só no dia seguinte, pelo final da tarde.
O adversário, primeiro adversário desta viagem histórica, era o Flamengo, clube mais popular do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. O Benfica perdeu. Não há, como se sabe, derrotas boas, mas o Benfica impressionou os brasileiros. «O Benfica apresentou um bom futebol, trouxe bons valores, e no final deixou grande parte do público com uma dúvida - o empate não teria sido mais justo?». escreveu-se na Tribuna de Imprensa. «O Benfica conquistou o público e caiu como um campeão», titulava A Última Hora.
Aos três minutos, o Benfica já perdia. Golo de Evaristo, golo único do jogo. O mesmo Evaristo que voltaria a defrontar o Benfica, uns anos depois, pelo Barcelona.
As equipas alinham:
Flamengo - Ary; Tornires e Jordan; Serbilho, Pavão e Dequinha; Joel, Rubens, Índio, Evaristo e Esquerdinha.
Benfica - Costa Pereira; Jacinto e Ângelo; Caiado, Artur e Alfredo; Zezinho, Arsénio, Águas, Coluna e Palmeiro.
O Benfica cumpre o seu primeiro jogo nas Américas desferindo ataques sobre o adversário, forçando-o a recuar. Coluna erguia-se em pleno Maracanã como um príncipe etíope, como o poderia ter descrito Nelson Rodrigues. Os tiros de Águas e Palmeiro levam, no entanto, pólvora seca e o resultado não se desfaz. Samba de um golo só.
As equipas saem sob aplausos. O Benfica deixara cair a participação na Taça Latina, que conquistara brilhantemente em 1950, para se lançar na aventura desta viagem longa e demorada. Era tempo de fazer com que o nome do Clube crescesse através do Mundo. E esse é sempre o fantástico destino das grandes viagens..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um passo de gigante para o título

"Vitória na Madeira torna Benfica "mais" favorito.
Era o grande teste que faltava cumprir aos encarnados antes da visita ao Dragão. Uma eventual escorregadela na ilha tornaria decisivo o "clássico", mas com os quatro pontos a manterem-se de permeio entre os candidatos, o jogo grande arrisca-se, afinal, a ser pequeno, a menos que o "pequeno" Estoril que se segue se árvore em grande e ainda venha a causar problemas. Dos grandes. Mas o melhor é mesmo aguardar pelos próximos episódios.
Para a operação-Funchal, o Benfica não contou com Gaitán nem Melgarejo e Cardozo só jogou a última meia hora. O momento é de contenção, como se sabe, e o Fenerbahce está já aí para a "réprise". Jesus continua a fazer a gestão de recursos, mas não se pode falar em "revolução do plantel", como o técnico havia anunciado. As alterações foram mínimas e, pelos vistos, chegaram para as necessidades.
Começou o Benfica num 4.1.3.2 ambicioso, com Rodrigo e Lima na frente, tendo o apoio de Enzo, e Salvio e Ola John nas alas. Logo aos 5', a fortuna bateu-lhe à porta, com Márcio Rozário a fazer uma tão clara quanto desnecessária grande penalidade sobre Lima. O brasileiro abriu a porta, que é como quem diz, não falhou a transformação e, desta forma, ainda sem ter feito grande coisa para a merecer, a equipa da Luz viu-se em vantagem.
Ficou "encadeado" o Benfica com a proeza? A verdade é que foi o Marítimo a mostrar-se mais empreendedor, como ficou à vista, logo a seguir, num remate do mesmo Márcio ao poste da baliza de Artur. O que parecia ter sido apenas um indício do atrevimento insular constituiu, afinal, o prelúdio de uma fase de franco assédio dos homens da casa.
O meio-campo do Marítimo denunciava solidez e frescura, perante um Benfica que, concedida a iniciativa do jogo, se mostrava mais dado a controlá-lo, agora que o resultado lhe era favorável. No entanto, as surtidas dos funchalenses, com um trio de ataque de respeito, iam deixando a sua marca, pelo que não surpreendeu o golo do empate, tantas foram as vezes que o Marítimo rondou com perigo a baliza de Artur. 
Uma entrada fulgurante de Igor (42'), a explorar alguma apatia dos encarnados na sua defensiva, ditou, por fim, o 1-1 e ficou tudo adiado para uma 2ª parte que prometia. O intervalo e Jesus foram bons conselheiros, pois o Benfica soube arrepiar caminho e, como a Fénix, surgiu renascido das cinzas e pronto para o retomar da luta. Afinal, a equipa ainda tinha bons argumentos para esgrimir.
Lima foi a figura principal, ao assinar assistência de luxo a Rodrigo, e, depois, ao visar por duas vezes os ferros da baliza de Salin. Inconformado, Jesus lançou Cardozo na liça, saindo Ola John, e a consolidação atacante deu os seus frutos, se bem que por linhas tortas, pois um centro de Salvio foi interceptado por Igor para dentro das próprias redes.
Conseguida de novo a vantagem, Jesus voltou a mexer na equipa, fazendo segunda alteração, agora de reposição, digamos assim, uma vez que deixava de ser necessária a presença de três avançados. A hora era de aguentar, por isso saiu Rodrigo e entrou Carlos Martins. E a verdade é que o assunto ficou no 1-2, apesar de Pedro Martins, o técnico da casa, que já tinha apostado em David Simão, ter avançado, nos últimos minutos, com Danilo e Fidélis para o reforço ofensivo. Mas aí falou mais alto a retaguarda visitante, onde Luisão reapareceu e Matic voltou a ser o suporte imprescindível.
Foi um triunfo merecido do Benfica, que, após uma fase de maior "adormecimento", soube reagir a contento (e a tempo), ficando à vista a boa leitura de Jesus, que esteve na base do tal ressurgimento encarnado."

Um jogo para o título

"A forma como os jogadores e equipa técnica do Benfica festejaram o triunfo nos Barreiros é, só por si, significativa e elucidativa. Eles tinham consciência de que a partida frente ao Marítimo era um (ou o?) jogo-chave da fase final do campeonato. Os três pontos conquistados deixam o título exclusivamente dependente dos encontros com Estoril e Moreirense, na Luz, desafios que apenas uma catástrofe difícil de imaginar pode impedir que sejam de consagração.
Mas os festejos dos encarnados derivaram também de outro factor. É que a vitória foi bastante complicada, perante um conjunto madeirense que não perdia em casa desde Outubro do ano passado. Ainda que, curiosamente, o Benfica tivesse entrado em vantagem logo aos cinco minutos. Simplesmente, o resto do primeiro tempo foi um contraste com o arranque.
Jorge Jesus falou de "ansiedade" prematura que terá levado os jogadores a pensarem em gerir o avanço logo ali. Talvez, mas também porque o Marítimo não se sentiu afetado pela infantilidade de Márcio Rozário, que cometeu a grande penalidade. Aliás, ele próprio "respondeu" pouco depois com um remate ao poste da baliza de Artur. Acontece ainda que houve muita coisa que não funcionou como devia na equipa encarnada. 
Os laterais, Maxi e André Almeida (Melgarejo, certamente por prudência, ficou de fora) tiveram grandes dificuldades com os alas madeirenses, vendo-se várias vezes Sami e Heldon a ganhar espaços e a passarem até com alguma facilidade, Ola John distante do jogo e Rodrigo a vaguear sem soluções aproveitáveis. Daqui até ao golo do empate foi um passo, num lance em que toda a defesa do Benfica não está isenta de responsabilidades.
Depois do intervalo, fosse por terem compreendido o enorme risco que estavam a correr no jogo (e, por consequência, no campeonato), fosse por perceberem que sem pressão séria sobre o adversário nunca passariam "daquilo" - ou pelas duas coisas - a verdade é que se registou uma transformação pela positiva dos jogadores encarnados. Lima atirou por duas vezes aos ferros, Salvio assumiu-se como a gazua que faltava, Matic e Enzo passaram a explorar com mais lucidez a zona central do campo e Jesus também ajudou ao retirar Ola John e colocar Cardozo. O Marítimo continuou a ir "lá acima", mas os lances de perigo real diminuíram.
A persistência deu resultado. Foi um autogolo, mas estes também contam. E aqui, sim, foi o momento do técnico encarnado definir a cadência, ao abdicar de um Rodrigo sem chama (Lima e Cardozo davam conta do recado), optando por Carlos Martins e, assim, transmitir equilíbrio à equipa. Roderick, já nos derradeiros minutos, foi mais um para "trancar a porta" em definitivo.
Pode não ser ainda a "autoestrada" para o título, mas o Benfica abriu, pelo menos, uma "via rápida". Basta-lhe vencer o Estoril para "neutralizar" o jogo no Dragão, como sempre pretenderam os responsáveis benfiquistas. Agora, e porque a presença numa final europeia também estava na lista de promessas eleitorais de Luis Filipe Vieira, cabe a Jorge Jesus virar o "chip" dos seus homens para tentarem, já esta época, cumprir o objetivo traçado pelo presidente. Mesmo sabendo que vai ser tarefa árdua.
PS : Como nas últimas jornadas a galáxia portuguesa só sabe falar de arbitragens e, em particular, de grandes penalidades, desta vez a "vítima" foi Cardozo."