Últimas indefectivações

sábado, 8 de março de 2014

Assim, sim... !!!

Benfica 6 - 1 Braga

Depois de tanto criticar, hoje, tenho que elogiar!!! Concordo com o treinador, quando disse, que este foi um dos melhores jogos da época. 1.ª parte muito forte (4-1), com muita pressão sobre a bola: os golos do Benfica nasceram quase todos de recuperações altas, e consequentes ataques rápidos.
No inicio da 2.ª parte o Benfica baixou um pouco o ritmo, e o Braga até teve várias oportunidades para reduzir... mas acabou por ser o Benfica, através de um remate forte do Ricardo Fernandes a aumentar a vantagem, e assim acabar com as esperanças que os de Braga ainda tinham...
Mesmo sem marcar tenho que destacar o regresso do Joel após lesão. Foi importante em vários golos...

A meio da semana a sorte, ditou nos Quartos-de-final da Taça de Portugal, uma deslocação difícil a Braga. Não se pense porque vencemos hoje, que o jogo em Braga será fácil. Bem pelo contrário. Mas hoje, ficou provado: se a equipa jogar com determinação, concentração e garra, a vitória será mais provável...!!!

Juniores - 5.ª jornada - Fase Final

Romário
Benfica 4 - 1 Oeiras

Jogo mais fácil daquilo que eu estava à espera. Com muitos ex-Benfica no Oeiras, muitos deles emprestados (e vários ex-Oeiras no Benfica, regressados após empréstimo!!!), este jogo não era um jogo 'normal'... mas a maior qualidade do plantel do Benfica acabou por ser decisiva. Mas não se pense que foi um 'amigável' até houve entradas bem durinhas, mas a verdade é que ofensivamente o Oeiras mostrou muito pouco... Destaco, hoje, o Romário, que continua a ter várias 'brancas' por jogo, mas hoje, além de assistir, marcou um grande golo!!!

Nas próximas jornadas vamos defrontar o Sporting e os Corruptos. Temos uma boa vantagem, mas em caso de vitória nos dois jogos, daremos um passo de gigante para o Bi !!! Mas não nos podemos esquecer, ainda vamos ter o jogo em Manchester, pelo meio, o que provavelmente vai complicar as contas internas...!!!

Benfica.............13
Braga................10
Corruptos............9
Leixões...............8
Sporting.............8
Oeiras................5
Leiria.................1
Guimarães...........0

Passo gigante...

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
25-23, 25-15, 25-21

Começamos fortes no Bloco, mas alguns remates disparatados, fez com que o Set ficasse equilibrado... só mesmo na recta final do parcial é que conseguimos a vantagem...
O 2.º Set não teve história, entrámos muitos fortes, com 8-2 e 16-7 nos tempos técnicos...
O Fonte, poupou alguns jogadores na parte final do 2.º Set, apostaram tudo no 3.º. Entraram melhor, mas desta vez o Benfica esteve muito bem na ponta final do Set, e fechámos rapidamente o jogo.
O destaque do jogo, foi mesmo a eficácia do nosso Bloco. Deu mesmo para 'disfarçar' alguns ataques, mal executados por nós...

Com esta vitória (3-0), demos um passo de gigante para garantir o 1.º lugar no final da 2.º fase... hoje jogou o Ché a oposto, o Perini na distribuição, e o Honoré/Kibinho na zona Central. Sem o Gaspar, a equipa manteve o nível, com o Miguel Tavares cada vez mais competitivo, e com o Zelão e o Gil de prevenção, temos tudo para revalidar o título, independentemente dos azares...

1.º lugar garantido...

Benfica 79 - 59 Barcelos
17-16, 26-16, 16-18, 20-9

Primeiro lugar garantido, com mais uma vitória, que a equipa soube tornar fácil... Com os Portugas em grande na marcação de pontos, e com uma rotação do plantel sensata (ao contrário do habitual!!!), acabámos por ganhar, com um 2.º e 4.º período, em grande...
Este jogo também serviu para confirmar, que o Loncovic é jogador para o Benfica!!! Foi de longe o melhor do Barcelos, em pontos (28), ressaltos (7), assistências (4), e roubos de bola (3)... e tendo em conta os vários problemas físicos que alguns jogadores do Benfica demonstram insistentemente, parece-me que seria uma excelente contratação... além disso, creio que já conta como Português.

Previsível !!!

ABC 30 - 25 Benfica

Quando soube que os irmãos Metralha iriam ser os árbitros, perdi todo o interesse em ver a partida!!! E do pouco que vi, logo no início, só confirmou a minha desconfiança...!!!
Podíamos até discutir o mau momento dos jogadores que tiveram lesionados ou castigados, podíamos até discutir as consequências da ausência do Pedroso, podíamos discutir muita coisa, mas este jogo, como todos os jogos apitados por estes ladrões, foi condicionado desde do 1.º minuto pela roubalheira da arbitragem (ao fim de poucos minutos já o Hugo Figueira tinha defendido 2 livres de 7 metros!!!)... No final, a estatística até pode dar a ilusão, que o critério foi equilibrado, nada mais errado... quando a diferença de golos, chega aos 6 ou 7 golos, até se marca alguns livres de 7 metros, ou exclui-se alguns jogadores, mas isso só serve para disfarçar, basta o marcador apertar um bocadinho, e lá volta os 'empurrões'... Podem até discutir a atitude, mas se o Benfica tivesse defendido com metade da agressividade do adversário, teríamos todos os jogadores EXPULSOS (sim, expulsos e não excluídos, não me enganei...)... a forma como o José Costa é agredido constantemente, a maneira como os defesas do ABC defendem dentro da área impunemente, ao fim de alguns minutos, não há atitude que aguente...

Não tenho números, mas na grande maioria dos jogos competitivos do Benfica, contra os Corruptos, ou o Sporting, ou o ABC, ou o Águas Santas, apitados por estes ladrões, o Benfica perde: a percentagem deve rondar os 95% !!! Quando jogamos com o Passos Manuel (com todo o respeito) ainda dá para ganhar, mas com os outros nem vale a pena ir a jogo... Aliás, com nomeações destas, depois daquilo que aconteceu na 1.ª fase em Braga, o melhor é mesmo a falta de comparência, enquanto não houver tomates para tomar decisões radicais, não vale a pena...

Ao contrário do que pode parecer o Campeonato ainda não está perdido, a verdade é que o ABC ainda não perdeu em casa, mas está muito mais difícil... e os Metralha ainda nos vão apitar outra vez!!!

Barreiras amaldiçoadas !!!

Depois da lesão da Eva ontem no aquecimento, hoje o Rasul Dabo logo na primeira barreira caiu, e pior ainda, partiu o antebraço na queda!!! Confirmando assim, de forma brutal, o tremendo azar dos nossos atletas neste Campeonato do Mundo de Pista Coberta, disputado em Sopot na Polónia.
O Benfica já anunciou a operação ao Rasul para a próxima Terça-feira... espera-se uma recuperação total. Força Rasul...

PS: Parabéns à Patrícia Mamona, pelo 4.º lugar na prova do Triplo... foi pena, a medalha ficou a 14 centímetros!!!

Picasso !!!

sexta-feira, 7 de março de 2014

O único imperador

"Foi no último 6 de Agosto. Na Luz, na nossa Luz. Na luz da justiça, pela luz do passado, por uma luz radiosa no futuro. Com a luz da emoção, já um tanto sofrida, organizei o jantar de aniversário do Mário Coluna. Foi uma cerimónia simples, sem a luz da exuberância, com a participação da família, ainda do Eusébio, do presidente Luís Filipe Vieira. Essa noite, fez-se mais luz na Luz. Afinal a consagração de uma amizade longa, permanente, emotiva, até venerada.
Sobre o capitão dos nossos capitães, deixei registado que até o nome lhe fiava a matar. Coluna era coluna. Resistência, solidez, força. 'Os homens são na proporção dos seus desejos', escreveu o mestre Almada Negreiros. Coluna era enorme, porque desejava, desejava intensamente.
Vivia o jogo com cuidados paternais, tinha gestos santos, era o sol do meio-dia. Eminência parda de Eusébio, mais tarde companheiro de equipa, tudo venceu, com excepção da Taça Intercontinental. Esteve em cinco finais europeias, foi bicampeão da Europa, sempre com golos da sua lavra. Pela Selecção, atingiu o pódio, no Inglaterra 66, era o capitão, o líder da mais afinada orquestra da bola nacional. Na mundialização do seu prestígio, envergou também a braçadeira da equipa FIFA, na festa de homenagem ao mítico Ricardo Zamora.
Dava músculo, dava cérebro, dava alma, dava até pelo, dava sangue. Dava ordens ao jogo, dava-lhe ordem, também. Dava jeito, tanto jeito. Dava o que dava e não dava mais porque não havia mais para dar. Sem exagero. Coluna era o farol do futebol português. Também o único e último imperador."

João Malheiro, in O Benfica

Águas, Coluna e Eusébio

"José Águas, Eusébio e Coluna são os três nomes mais míticos da minha “educação” benfiquista. Nascido no início dos anos setenta, ouvi vezes sem fim a narração dos grandes feitos do Benfica da década de sessenta. Os mais velhos da família passavam testemunho das grandes finais europeias, das conquistas, das jogadas, das goleadas… e na voz dos narradores, nascia a epicidade dos heróis. De entre todos, aquela “santíssima trindade” sobressaía.
Os golos, a elegância, o jogo aéreo e a eficácia do Águas, o grande capitão das finais conquistadas; a excelência superior do “Rei”, do maior de todos, o Eusébio; e a força, o pulmão, a inteligência, a determinação e a liderança do Coluna. Estes três eram míticos para a História do Benfica e heroicos no imaginário de quem, sem nunca ter tido o privilégio de os ver jogar ao vivo, cria uma imagem sonhada e, como tal, mais vincada e duradoura.
Aconteceu comigo e com milhões de outros benfiquistas que cresceram no benfiquismo, tendo como referência homens que julgamos eternos na medida em que se eternizam no nosso imaginário colectivo. Com o falecimento do Senhor Mário Coluna, deixámos de ter o último representante da tal trindade que, sendo maiores entre os maiores, percebiam que eram pequenos perante o Benfica.
Repito que não vi o Coluna jogar, mas vi-o, ao vivo, ajoelhar, com humildade e agradecimento, perante a Águia de Ouro que o Benfica lhe ofereceu como reconhecimento do seu papel cimeiro na história do Clube. Ali, naquele momento, estava mais uma, a derradeira, lição de liderança e benfiquismo que o Senhor Coluna nos deu: ensinou-nos a ser humildes na gratidão ao Benfica."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Porquê correr riscos?

"O Benfica não jogou bem no Restelo. Ganhou merecidamente contra um adversário frágil que só atacou uma vez e até marcou um golo bem mais legal do aquele que lhe valeu um ponto na Luz. Mais grave é que ficou a ideia de que se o Benfica quisesse marcaria, um ou dois golos, a todo o tempo. Então porquê correr riscos?
A gestão de resultados de vantagem mínima não está no ADN do Benfica. Aquilo a que muitos chamam maturidade competitiva e realismo é normalmente preguiça. Aquilo que o Benfica sabe fazer bem é jogar bem. A melhor forma de gestão de um jogo é, para o Benfica, jogá-lo à Benfica. Jorge Jesus mostrou, e bem, nas declarações do final do jogo, que estava mais irritado que os adeptos com aquela gestão preguiçosa.
Só não se fala muito nisto porque o FC Porto mostrou de forma ainda mais hilariante como segurar um ponto depois de estar a vencer 2-0 ao limitado Vitória de Guimarães. Rui Vitória continua a fazer milagres, e só Danilo em cima da linha de golo fez com que a proximidade pontual do FC Porto ao Estoril não fosse maior.
Depois dos eufóricos festejos pelo empate de Frankfurt dever-se-iam ter vistos festejos pelo empate arrancado a ferros em Guimarães.
O Benfica define a época e as suas glórias nos próximos jogos. O Estoril, pela sua qualidade, pelo jogo do último ano, pelo resultado no Dragão, não pode ser surpresa para ninguém no Benfica. Domingo tem de haver uma abordagem ao jogo igual à que foi feita frente ao FC Porto e ao Sporting.
Paulo Fonseca, que venceu a única prova que disputou até ao fim, a Supertaça, deixou o FC Porto a disputar todas as outras Campeonato, Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga. Sempre se pode concluir que ao não deixarem Paulo Fonseca terminar a época, podem ter deitado fora um ano como o de André Villas-Boas."

Sílvio Cervan, in A Bola

Para quê complicar?

"1. Não gostei da atitude da equipa no jogo no Restelo, que poderíamos ter ganho facilmente e acabámos sujeitos a ter que ouvir e ler que um golo do Belenenses, que daria o empate, foi mal anulado. Mas até que ponto a posição do avançado azul que não 'interferiu' na jogada terá perturbado a acção do nosso guarda-redes? Há que recordar que no empate da 1.ª volta, bem como nos jogos de Alvalade e no campo do Marítimo fomos bastante prejudicados... Mas tudo isso passaria a segundo plano se a equipa não se tivesse acomodado ao sempre perigoso 1-0, passando a jogar a 10 à hora.
Admito que não deveremos cair no 'exagero' das grandes 'cavalgadas' das últimas épocas, sempre em alto ritmo à procura de (ainda) mais um golo. Mas abrandar e simplesmente controlar o 1-0 pode dar mau resultado. A nossa vantagem sobre Sporting e (principalmente) FC Porto é cómoda mas está longe de ser decisiva.

2. Foi um aniversário triste, o dos nossos 110 anos. Depois de Eusébio, deixou-nos outro dos campeões europeus, o grande capitão Mário Coluna, cujo funeral foi realizado precisamente no dia do nosso aniversário. Louvável a atitude da direcção, que esteve representada ao mais alto nível em Maputo e levou consigo os campeões europeus ainda vivos.

3. Já não é novidade mas continua a lamentar-se: a triste (e anti-Benfica) atitude dos No Name Boys, tão bons a apoiar incansavelmente a equipa como maus a 'angariar' multas para o Clube pagar, semana após semana. Já vai em 91 mil euros está época, tanto quanto a soma das multas (por mau comportamento dos adeptos) de FC Porto e Sporting. Na base dos castigos, sempre a mesma razão: petardos. Mais grave: a acção é premeditada, já que nos jogos europeus (os castigos aí poderiam passar por interdição do campo) eles se portam bem. Até quando?

4. Os resultados da equipa de futebol condicionam muito a apreciação da valia dos dirigentes dos clubes, esquecendo-se muitas vezes tudo o resto. Agora que o FC Porto está na mó de baixo já Pinto da Costa está a ficar velho e a perder qualidades. Penso que o grande sinal da quebra do clube está na demissão do seu administrador Angelino Ferreira, pelo que isso pode significar. A par das contas e da nítida menor valia da equipa. Mais do que a idade do presidente, que continua igual a si próprio..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Até à Vitória

"Num mês de 28 dias, a equipa principal de futebol do Benfica disputou 7 jogos - um jogo de 4 em 4 dias -, obtendo 6 vitórias, 1 empate, 12 golos marcados, 1 golo sofrido, consolidando o 1.º lugar na classificação da Liga, passando às meias-finais da Taça de Portugal e aos oitavos de final da Liga Europa. Se somarmos o mês de Janeiro, teremos que o Benfica disputou 13 jogos - um jogo em cada 5 dias -, com 12 vitórias e 1 empate, 25 golos marcados contra 1 sofrido, tendo pelo caminho jogado com adversários como o FC Porto e Sporting. Pelo meio ficaram uns tantos golos de raiva, poucos golos para tanto domínio em alguns jogos, uns tantos golos artísticos. O Benfica perdeu entretanto um esteio do meio-campo, que foi «só» o melhor jogador da época passada de acordo com diversas avaliações, mas também ganhou um reforço de Inverno com o resgate de Eduardo Salvio à enfermaria.
É efectivamente um magnífico score que justifica plenamente a classificação actual, depois de um início de época um tanto vacilante. E que dá razão a todos quantos diziam - contra os mensageiros da desgraça - que o Benfica tinha plantel para fazer uma grande época. O Benfica é líder por mérito próprio e não apenas em função das desgraças alheias.
Mas os êxitos de uma equipa fazem-se em função do plantel disponível, do trabalho no dia-a-dia, da competição da equipa técnica, de alguma sorte e azar, de apoio dos adeptos, mas também do estado de espírito individual e da mentalidade do colectivo. O Benfica ainda não ganhou nada mas depende de si em todas as provas em que está envolvido, nomeadamente nas 9 jornadas que faltam ao campeonato. E o depender de si significa entrega, atitude, vontade, determinação, empenho, intrepidez. Cabe-nos dar a nossa parte no apoio à equipa e exigir que a equipa corresponda ao nosso apoio. Até à vitória."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Para além do Futebol

"As modalidades do Benfica estão bem e recomendam-se.
Decorrida parte significativa das temporadas regulares, todas elas se mantêm firmes na luta pelo topo das respectivas classificações, exibindo uma impressionante percentagem de vitórias (86%). A título de exemplo, e servindo de referência, poderemos aferir que a percentagem de triunfos no Futebol - também ele, como sabemos, a fazer uma excelente época - anda pelos 77%.
Acresce que, quer Voleibol, quer Basquetebol, quer Atletismo, quer, sobretudo, Hóquei em Patins, já conquistaram troféus em 2013-2014. Certamente não serão os únicos, nem os últimos.
Voleibol e Basquetebol são, de resto, aqueles que apresentam números mais significativos: além da liderarem, isolados os seus campeonatos (confirmando o favoritismo), somam, e conjunto, 48 vitórias em 51 partidas oficiais realizadas.
O Hóquei, por ser lado, venceu dois importantes troféus internacionais, sagrando-se Campeão do Mundo. Enfrentou algumas dificuldades intra-muros, mas conseguiu manter as portas abertas para o título. Também na Euroliga tem dado cartas, vencendo facilmente o seu grupo, e tendo todas as possibilidades de chegar novamente à 'Final-Four' da competição.
O Andebol está apenas a um ponto do 1.º lugar, à entrada para a segunda, e decisiva, fase do campeonato. É altura de mostrar a raça benfiquista, e recuperar um título que nos escapa desde 2008.
Já o Futsal tem tido os altos e baixos que seriam de esperar numa temporada de transição, em que saíram e entraram vários jogadores. Tudo se decidirá no Play-Off, momento em que, certamente com a máquina já bem oleada, os 'encarnados' estarão na luta pelo triunfo.
Se, além de tudo isto, acrescentarmos que o nosso clube ainda se mantém em todas as cinco Taças de Portugal em questão, que o Atletismo já venceu Estrada e Pista Coberta, e que nos sectores feminino e de formação todas as ambições são ainda legítimas, podemos ter esperança numa grande temporada à Benfica, seja nos relvados, nos pavilhões, ou nas pistas."

Luís Fialho, in O Benfica

Mau 1.º dia...

O 1.º dia dos Mundiais de Atletismo de Pista Coberta, que se estão a disputar em Sopot, na Polónia, não correu da melhor maneira para os atletas do Benfica:
- Marco Fortes, não conseguiu a qualificação para a Final do Peso, ficando-se pelo 11.º lugar com 20,12m, conseguido logo no 1.º ensaio. Acabou por ser uma marca dentro do esperado, para o momento actual do Marco... Estou neste momento a ver a Final do Peso, e as marcas estão a ser surpreendentemente muito boas (para esta altura da época), com vários lançamentos acima dos 21m, só mesmo o Marco Fortes ao seu melhor nível poderia aspirar a um top-5!!! Recordo, que nas últimas grandes competições o Marco tem conseguido várias presenças nas Finais, ultimamente alguns problemas físicos têm impedido marcas melhores, mas pelas declarações do Marco no final da prova, os problemas parece que estão ultrapassados e nos próximos tempos, as expectativas são altas...
- A Eva Vital merecia o prémio do cumulo do azar!!! Com uma qualificação muito difícil para este Mundial - tendo como objectivo o recorde nacional, seria sempre complicado passar as eliminatórias... -, a Eva não merecia ter-se lesionado no aquecimento da prova dos 60m barreiras... A Eva é jovem, e terá com certeza mais oportunidades para se mostrar ao mais alto nível...

Amanhã teremos o Rasul Dabo nos 60m barreiras. O objectivo é a melhorar a marca pessoal.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Gerir

"Há expressões muito comuns no desporto que merecem ser esmiuçadas. Por exemplo: «gerir o resultado» ou «fazer uma boa gestão do tempo». Estou para os jogos como a «gestão de expectativas» está para os economistas. Nem sempre com bons resultados, convenhamos.
Gerir significa, primacialmente, procurar uma boa conjugação se atingirem os objectivos (eficácia). No futebol, tem a ver, entre múltiplos factores, com o doseamento do esforço físico, o apuramento de forma, o esforço mental, o equilíbrio psicológico, a confiança ou falta dela. Numa palavra, tem a ver com pessoas, não com máquinas. E isto faz toda a diferença. E também porque, do outro lado, estão outras pessoas com objectivo simétrico. Por isso, gerir não pode ser dissociado de quem igualmente quer gerir, ainda que de maneira diversa e para um resultado diferente.
Mas gerir também quer dizer, no jargão desportivo, deixar passar o tempo com o menor sobressalto possível (leia-se, golos sofridos). O problema é que, não raro, em vez de se matar o tempo é o tempo que pode matar a dita gestão. À medida que se escoa essa variável inexorável que é o tempo, o gerir tem um duplo e contraditório significado: está-se mais perto da completa boa gestão, mas mais longe de a recuperar perante um percalço.
Na última jornada, os jogadores do Benfica resolveram gerir o tempo no Restelo. Acabou bem, mas quantas vezes, em circunstâncias similares, se pode acabar mal. Não teria sido melhor ir directamente para o 2.º golo, em vez de gerir tanto tempo com um resultado tão somítico? Até por causa da nossa gestão de nervos..."

Bagão Félix, in A Bola

Gestão olímpica ou caminhar no arame - eis a questão

"Não nos levem a mal que não nos indignemos se no próximo Belenenses-Sporting o árbitro castigar os visitantes com 'penalty' por falta feita por um 'placard' para lá das quatro linhas.

O Benfica venceu os seus dois últimos jogos para a Liga expressando magramente a sua inquestionável superioridade em ambas as ocasiões através de resultados, enfim, lacónicos para não dizer preguiçosos. Na Luz, o Benfica ganhou por 1-0 ao Vitória de Guimarães e no Restelo ganhou por 1-0 ao Belenenses. Lacónicos e inquietantes resultados.
É verdade que valeram, e valeram muito, valeram precisamente 3 pontos, os golos solitários de Markovic e, por último, o de Gaitán. Do ponto de vista artístico nada há a reclamar. O sérvio e o argentino, cada qual em seu palco, assinaram golos raros e de grande beleza.
Golos tão especiais, tão espectaculares que, findos os dois jogos e garantidas as vitórias, uma pessoa até se pode dar ao luxo de pensar que, perante monumentos daqueles, seria desperdício procurar marcar mais porque mais golos só viriam roubar o protagonismo devido aos artistas em causa.
Com todo o respeito pelos artistas, este não é o caminho mais aconselhável para o estado de taquicardia geral entre os adeptos e para a recuperação do título que foge ao Benfica vai fazer quatro anos.
Gerir resultados de 1-0 é caminhar no arame, é pôr-se à mercê de velhas circunstâncias bem conhecidas de um Benfica que, nas últimas duas temporadas, perdeu estupidamente nas últimas jornadas as vantagens amealhadas ao longo da prova.
As palavras de Jorge Jesus no fim do jogo do Restelo ilibam-no deste pecado que não é, de todo, nem de orgulho nem de gula, mas que é um pecado de ócio activo. O treinador do Benfica reprovou o “excesso de confiança” da sua equipa que, por não sofrer golos com a frequência com que sofria num passado recentíssimo, se terá convencido de que é imbatível. Portanto o 1-0 chega.
Não chega. Como se viu, por exemplo, no jogo com o mesmíssimo Belenenses na primeira volta do campeonato. O Benfica marcou cedo, aos 18 minutos por Cardozo, começou todo contentinho a gerir o resultado e o Belenenses, num lance tão fortuito quão irregular, empatou o jogo à meia hora. Da gestão olímpica à sofreguidão foi um instante e depois nem uma hora de jogo chegou para o Benfica dar a volta ao resultado e ganhar o jogo como era a sua obrigação.
São estes os perigos da gestão de resultados tangenciais. No domingo, no Restelo, só não se repetiu o filme porque o fiscal-de-linha que acompanhava o ataque do Belenenses na segunda parte assinalou, indevidamente, um fora-de-jogo a Tiago Caeiro invalidando-se assim o golo do empate dos anfitriões.
É certo que ainda faltavam vinte minutos para o fim da partida e que nesses vinte minutos o Benfica poderia voltar a adiantar-se no marcador. Ou antes pelo contrário. Mas nunca fiando.
O golo anulado a Tiago Caeiro suscitou grande indignação nos debates televisivos que se lhe seguiram. Sobretudo indignação vinda dos analistas emocionalmente ligados ao Sporting cuja distância pontual para o Benfica é perfeitamente anulável se o Benfica persistir neste modo insensato de gestão de resultados tangenciais.
Admito a indignação. Não se pode exigir ao rival imparcialidade de julgamento nestes momentos. Não se lhes pode exigir que considerem o golo mal anulado a Tiago Caeiro no Belenenses-Benfica como uma resposta da divina providência ao golo mal validado a Diakité no Benfica-Belenenses. Era pedir muito. 
Também não nos levem mal, caros rivais de sempre, que não nos indignemos por aí-além se, eventualmente, no Belenenses-Sporting da antepenúltima jornada da Liga, o árbitro resolver castigar os visitantes com uma grande penalidade por uma falta cometida por um placard de publicidade, geograficamente fora das quatro linhas, sobre um qualquer jogador do Belenenses.
Dirão os adeptos do Restelo que foi a divina providência a ressarci-los daquela singular ocorrência do jogo da primeira volta em Alvalade. E quem, de bom senso, os pode contrariar?
No entanto, com todo o respeito pela divina providência, pouco fiável na minha opinião alicerçada em décadas de acompanhamento da Liga portuguesa, venho encarecidamente solicitar aos jogadores do Benfica que não se fiem na Virgem, que desçam à terra e cumpram o que falta cumprir, são 9 jogos, imbuídos de um fortíssimo espírito de divina previdência.
Previdência não é providência. Previdência é ser previdente, é acautelamento, é precaução, é prevenção. É tudo menos gerir resultados tangenciais.

POR ocasião do centésimo-décimo aniversário do Sport Lisboa e Benfica foi inaugurada no Estádio da Luz uma estátua a Béla Guttman.
Fica bem ao Benfica homenagear de forma perene o treinador que lhe deu os seus únicos títulos europeus. Foram dois, brilhantíssimos, na prova maior, conquistados a equipas à época consideradas imbatíveis como o eram Barcelona e o Real Madrid.
É certo, também, que tudo isso já foi há muito, muito tempo. O agradecimento do Benfica a Guttman chegou trinta e três anos após o desaparecimento do treinador húngaro. É caso para se dizer que tardou mas chegou.
Béla Guttman tem, finalmente, uma estátua na Luz. E está morto, já não treina.
Cada emblema sabe de si no capítulo dos preitos. Kelvin, por exemplo, tem um espaço que lhe é inteiramente dedicado – Espaço K - no museu do Dragão. E Kelvin está bem vivo. Mas não joga.

NA semana passada, o Correio da Manhã escreveu em letras gordas: «Benfica TV rouba clientes à Sport TV».
Sem pretensos moralismos, trata-se de um título sensacionalista porque roubar é feio, é crime, é pecado e, em boa verdade, a Benfica TV não roubou nada a ninguém, muito menos à Sport TV.
Pronto, com boa vontade aceita-se. Trata-se tão-somente de uma figura de estilo este “roubar” e todos sabemos como o futebol, tão rico em personalidades, em eventos e em folclore, se presta às hipérboles, às metáforas, ao exagero.
O Correio da Manhã, no fundo, limitava-se a noticiar um parecer da Autoridade da Concorrência revelando o impacto obtido no mercado pela estação de televisão do Benfica que ultrapassou já os 300 mil assinantes. O que explica, segundo a referida Autoridade, a descida do número de clientes da Sport TV. O canal de Joaquim Oliveira atingiu um mínimo de subscritores que não se verificava desde 2008, regista a imparcial Autoridade no seu parecer. No Verão, quando a Benfica TV passou a transmitir os jogos do Benfica no Estádio da Luz e a cobrar por isso, houve muita autoridade do futebol nacional, gente de peso e bem-falante, que temeu publicamente pela «verdade desportiva» da coisa. Temia-se, por exemplo, que o Benfica sonegasse imagens que de alguma forma pudessem comprometer ou incriminar os seus jogadores e demais funcionários perante as altas instâncias dos conselhos disciplinares da Liga e da FPF.
Felizmente e bem depressa se provou o contrário. Na lamentável recepção ao Arouca, que terminou num empate, foram transmitidas, sem qualquer espécie de véu, as imagens de Enzo Pérez, agastado com o árbitro, dirigindo-lhe aquele gesto redondo de mão, algo sensacionalista, qual título do Correio da Manhã, gesto que subentende “roubar”. Deu em sumaríssimo, evidentemente, e o argentino foi suspenso por um jogo graças às imagens transmitidas pela Benfica TV amiga da verdade desportiva.
Já no último domingo, a Sport TV roubou aos seus assinantes as ocorrências mais mirabolantes do palco de Guimarães ao falhar a transmissão das imagens de Ricardo Quaresma «de cabeça quente», em «descontrolo emocional» – cito as noticias dos jornais porque não se viu nada disto na TV – «gritando aos ouvidos do auxiliar», «pontapeando as protecções laterais das câmaras de televisão» – e eram as câmaras da própria Sport TV! – «apontando o dedo a um adepto num gesto de espero por ti lá fora» e «indo ao banco do Vitória pedir explicações». De acordo com o relato deste jornal «valeu a intervenção do médico portista a tirar o extremo do olho do furacão». Valeu-lhe isso e a ausência de imagens televisivas. Na qualidade de assinante da Sport TV, uma pessoa sente-se roubada. Roubada, não. Roubada é exagero, é hipérbole. Sente-se antes defraudada. Sumaríssimamente defraudada."

Leonor Pinhão, in A Bola

Tentação de Jesus

"Terão os acontecimentos das duas últimas épocas servido de lição para Jorge Jesus? Conseguirá o treinador do Benfica manter a ideia (e o discurso) de que, este ano, o Campeonato é o objectivo supremo, para cuja luta está disposta a sacrificar competição europeia e taças de Portugal e da Liga? Mesmo com vantagem de nove pontos para o FC Porto e de cinco para o Sporting, resistirá o técnico encarnado à legítima tentação de voltar a olhar para a Liga Europa como meta igualmente a alcançar, agora que já está nos oitavos de final e depois de, há menos de um ano, ter perdido de forma inglória a final diante do Chelsea?
Até agora, e pela primeira vez desde que chegou à Luz, Jorge Jesus parece estar a resistir a todas a tentações. De forma algo surpreendente, apostou numa segunda linha nos dois jogos frente ao PAOK, poupando os principais craques para os desafios da Liga interna. Resultado: quatro vitórias, somando as duas europeias e as duas do Campeonato. Objectivo, portanto, cumprido e cumprindo o prometido: «O Campeonato é o que queremos realmente conquistar!»
Mas, agora, segue-se o Tottenham, um gigante Inglês, e o prémio é a presença nos quartos de final, ali cada vez mais perto da final de Turim. E Jesus dá-se bem com os Ingleses. E... resistirá à tentação de tudo querer? Seguirá os passos do seu homónimo de há dois mil anos, quando este, após o baptismo, foi jejuar por 40 dias e 40 noites no deserto da Judeia e resistiu a todos as tentadoras ofertas que o Diabo lhe foi fazendo?
Sempre que tudo quis, Jesus, o do Benfica, tudo perdeu. Aconteceu há duas épocas quando voou até aos quartos de final da Champions (caiu diante do Chelsea e com queixas sobre a arbitragem) mas, em parte pelo sacrifício extra na Europa, viu voarem os cinco pontos de vantagem que chegou a ter sobre o FC Porto na Liga; aconteceu na época passada, quando voou até à final da Liga Europa (novamente o Chelsea como carrasco...) mas, de novo, viu voarem cinco pontos de vantagem que tinha sobre os dragões, à beira do fim... Em breve, veremos."

João Pimpim, in A Bola

PS: Uma rectificação: na época que fomos eliminados da Champions pelo Chelsea, os pontos perdidos que nos custaram o Campeonato, foram perdidos muito antes dos jogos com os Ingleses, e a responsabilidade principal foi dos Xistras, dos Hugos Migueis, dos Proenças e dos Soares Dias e até dos Capelas...!!!

O 'suplente' Jardel

"Gerir um balneário não deve ser tarefa fácil. Mormente um grande clube onde a complexidade de sensibilidades, idiomas, idiossincrasias e amuos, diz-se que uma boa dor de cabeça de um treinador é ter dois jogadores (pelo menos) para cada posição. Melhor que só ter um ou... nenhum, diria o Senhor de La Palisse, caso o futebol existisse no seu tempo (1470-1525).
Vem isto a propósito de um atleta que considero exemplar: o defesa-central Jardel. Um verdadeiro jogador de equipa e para a equipa. Quando entra, como titular ou suplente, cumpre com a regularidade de um pêndulo. Joga sem deslumbrar, mas com a qualidade necessária e suficiente para a equipa não entrar em sobressalto. É o que, na gíria, se pode chamar um suplente de luxo (curiosa e paradoxal expressão).
Mas tanto ou mais importante, Jardel sabe conviver serenamente com essa condição (quiça injusta) de substituto. Não evidencia mal-estar, não se agasta, não desiste, não dá entrevistas a queixar-se, não faz gestos indisciplinados quando sai ou entra. Pelo contrário, joga com o profissionalismo e a intensidade de titular apesar de ser o terceiro, depois de Luisão e Garay. No recente jogo com o V. Guimarães foi um herói, no desempenho e no sacrifício, numa situação de tremenda dificuldade física. De seguida volta à normalidade de suplência, sem azedume ou lamúrias.
Jardel é,  por isso, precioso. Indispensável numa equipa que joga para ganhar em todas as competições. Tão precioso como os titulares indiscutíveis. Por vezes, até mais. Ainda bem que não saiu do Benfica. Os adeptos estão-lhes gratos."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 5 de março de 2014

Horibilis !!!

Juventude de Viana 9 - 5 Benfica

Como não vi o jogo, não vou tecer muitos comentários, mas é inadmissível sofrer nove golos da Juventude, isto depois de no último sábado termos sofrido sete do Turquel... algo se passa!!! Muito sinceramente, não tenho qualquer esperança na conquista do Campeonato, e não era preciso este jogo para me provar, que neste momento não temos consistência para sequer pensar no título principal!!! Existem outras competições para conquistar, mas para isso acontecer, é preciso defender... e isto já começa a cheirar a má vontade: contra o treinador, contra dirigentes, não faço a mínima ideia, mas algo se está a passar...!!!

Marko...

terça-feira, 4 de março de 2014

Coluna: Faltou um poeta que o escrevesse...

"Memoria de uma entrevista longa, longa com o «capitão». Falou de tudo: do Benfica, da Selecção, da PIDE até. Sempre naquele ritmo morno de andar na areia, como escreveu uma vez João Cabral de Melo Neto.

lá vão uns anos. Em Maputo chovia tanto, em Lisboa nem por isso. A água tomou conta das ruas e invadiu as casas e começou a matar as pessoas. Dizia quem lá estava que não era possível descrever a fúria inexplicável de uma chuva que engoliu as estradas, os caminhos e os destinos de muitos moçambicanos.
Mário Coluna veio a Lisboa, longe da sua cidade alagada. Combinámos encontro ao princípio da tarde. Tudo nele era de lentidão solene. Desde o passo com que entrou no «hall» do Hotel Berna, onde eu o esperava, até à melopeia das palavras com que contou as suas histórias. Mas há nessa lentidão a arte tecedora das aranhas e, não tardou muito, fomos ficando presos às suas palavras e aos seus gestos.
Dele poderia ter escrito João Cabral de Melo Neto:
«Ritmo morno, de andar na areia
de água doente de alagados
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário».
Não escreveu. Ou melhor, escreveu sim, mas de Ademir da Guia, o central brasileiro a quem chamavam a Enciclopédia.
Falámos de tudo. Era uma entrevista de fôlego para o jornal no qual trabalhava na altura. De como chegou a Lisboa, em 1954, aos dezanove anos, e de como chegou, viu e venceu. «Não gosto de dizer isso, pode parecer imodéstia, mas foi o que aconteceu, no fundo. O Benfica já não era Campeão há três ou quatro anos, e logo na primeira época em que joguei fomos campeões, ganhámos a Taça, fui 'internacional' A, B e militar. Como vê, as minhas memórias são boas desde início, o futebol foi um mundo feliz para mim».
Mário Coluna não foi Campeão do Mundo. Mas só esse título terá faltado a uma carreira brilhante. «Fui campeão europeu com o Benfica, por duas vezes, a primeira naquele célebre jogo de Berna em que ganhámos ao Barcelona por 3-2, marquei o golo decisivo, o terceiro, ainda por cima num pontapé de longe, bonito, surpreendente». A final da sorte, chamaram-lhe alguns, recordando-se da bola que viajou sobre a linha de baliza de Costa Pereira, a bater primeiro num poste e depois no outro, para sair calmamente fazendo negaças aos jogadores espanhóis e abrindo sorrisos na cara dos portugueses. «Sorte? Porquê sorte? O poste estava lá e, que eu saiba, no poste não é golo. Ninguém ganha a sorte grande sem comprar a cautela, pois não? Por que não falam de sorte no jogo contra o Real Madrid? Também estivemos a perder por 2-0. Por que não falam de sorte no Portugal-Coreia de 1966? Estivemos a perder por 3-0. Éramos melhores, ganhámos. Não foi questão de sorte».

Dinheiro, Pelé, a PIDE e os heróis
FALÁMOS durante horas desses momentos felizes da sua vida e do futebol em Portugal. Ainda não era tão velho como agora deixou definitivamente de o ser e irradiava uma satisfação serena de quem soube encarar a passagem do Tempo sem azedume. Ele era o «capitão». Do Benfica, da selecção. «Nessa altura os treinadores não podiam estar à beira do relvado a dar ordens, os árbitros não deixavam. Por isso, os 'capitães' eram uma espécie de treinadores dentro do campo. Foi o que eu fui. Dou-lhe um exemplo: em 66, naquele lance entre o Morais e o Pelé, alguns dos nossos companheiros de equipa rodearam o Morais e foram-lhe dizendo - 'é pá!, vê se tens mais cuidado, e coisas do género'. Eu então puxei-o para o lado e disse-lhe: 'atenção! Aqui dentro do campo quem manda sou eu! Continua a jogar como estavas, durinho, que o Pelé, lá por ser o Pelé, não tem tratamento especial'». Uma ideia que contrariava a de outra figura do futebol português dos anos 60, Fernando Riera, que dizia: «marcar o Pelé homem a homem é um crime lesa-futebol». E o Coluna: «Ele dizia isso, pois dizia. E por causa do Riera, nós, que tínahmos feito um bom resultado no Brasil, para a Taça Intercontinental, perdendo por 3-2, levámos uma goleada em Lisboa, com o Pelé, que era um jogador impressionante, a fazer o que queria da nossa defesa».
Ao vê-lo, encanecido, as imagens assaltaram-se a memória. Numa delas, Coluna de braços atrás das costas, cabeça ligeiramente curvada, fala respeitosamente para um árbitro. Dizia-se que, a despeitoda postura respeitadora, Mário Coluna dizia das boas aos árbitros. O antigo Seleccionador Nacional, Manuel da Luz Afonso, confessou-me certa vez que Coluna tinha sido o único jogador que nunca tivera que multar. Ele ria-se. «Nunca levei uma multa, é bem verdade! Porque eu achava que devia ser um exemplo para os outros. Era, afinal, o responsável pela equipa dentro do campo. E falava com os árbitros nessa condição. Falava-lhes com respeito mas dizia-lhes o que pensava dos lances e, se necessário, discordava deles».
As memórias encaixam umas nas outras como peças de um brinquedo para crianças pequenas. Ritmos, imagens, emoções. «Fui, felizmente, capaz de pensar na matemática do futuro. Investi o que ganhei em Moçambique. Não ganhei muito, podia ter ganho mais se o Benfica me tivesse deixado sair para o Roma, no mesmo ano em que o Eusébio teve um convite para o Inter, mas os tempos eram outros, ficaríamos a saber mais tarde que tinha sido o Salazar a proibir a nossa saída para o estrangeiro». O momento de falar de política, de saber a verdade sobre a perseguição movida pela PIDE, da autenticidade das suas simpatias pelos movimentos pró-independentistas. «Essa história da PIDE tem qu ver com uma viagem a Praga com a Selecção. Apareceram-nos no hotel alguns estudantes angolanos, pediram-nos convites para o jogo, nós oferecemos os nossos, nada de mais. Mas, depois, chegados a Lisboa, recebi um convocatória para ir à PIDE. Fui. O inspector que me atendeu era do Benfica e um admirador meu. Expliquei-lhe o que se passara e ele disse-me: 'você teve uma grande sorte por estar eu aqui. Com outro colega qualquer já estaria preso.' Parece que havia gente da PIDE infiltrada entre os estudantes e que alguns deles era dos movimentos pré-independência. Nunca mais me aborreceram depois disso, mas estou convencido de que ficaram de olho em mim».
Ali, na minha frente, ao mesmo tempo que bebia tranquilamente o seu 'whisky' e esperava pela hora de apanhar o avião que o levaria de volta a Maputo falou do dia em que o Atlético furou o Apartheid e jogou em Joanesburgo com um jogador negro, o inesquecível Ben David; falou de José Travassos, de Pelé, de Di Stefano e de Masopust, do argentino Rattin e do guarda-redes Yashin. Falou devagar, porque esse é o seu ritmo
«O ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro
impondo-lhe o que ele deseja
mandado nele, apodrecendo-o».
Se Ademir da Guia era assim, Mário Coluna não terá sido muito diferente. Faltou-lhe apenas um poeta que o escrevesse."

Afonso de Melo, in O Benfica

Juniores - 4.º jornada - Fase Final

Rochinha
Leiria 1 - 2 Benfica

Vitória muito importante em Leiria. Marcámos cedo, aos 72 minutos fizemos o 0-2, e foi mesmo a fechar a partida que o União reduziu, mas já não foi a tempo...
Depois a enorme frustração da primeira jornada, onde desperdiçamos uma vantagem de 3-0, em casa, temos tido só vitórias... Sendo que a equipa conseguiu ultrapassar esta fase mais sobrecarregada do calendário, com o jogo da UEFA Youth League na última Quarta-feira com o Áustria de Viena, o jogo com o Braga no Sábado, e hoje em Leiria... vamos ver como a equipa vai reagir, quando tiver que ir jogar a Manchester com o City. Seria interessante, ir a Inglaterra com uma margem mais confortável interna!!! Mas para já, temos o jogo com o Oeiras no próximo fim-de-semana, sendo que quase metade da equipa do Oeiras é composta por jogadores emprestados pelo Benfica!!!

Benfica..........10
Corruptos.........8
Braga..............7
Sporting...........7
Leixões............5
Oeiras.............5
Leiria..............1
Guimarães.......0

Passagem assegurada...

CV Oeiras 0 - 3 Benfica
23-25, 15-25, 15-25

Vitória esperada, neste jogos dos Quartos-de-final da Taça de Portugal, que deveria ter sido jogado no Sábado, mas devido ao mau tempo foi adiado, para esta Terça-feira Gorda!!!
Surpresa, no 1.º Set, onde tivemos muito perto de perder... mas depois, tudo normal!!!
O adversário nas Meias-finais, será muito provavelmente o Castêlo da Maia, que jogará a decisão com o Leixões.



segunda-feira, 3 de março de 2014

Lixívia 21

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......52 (-7) = 59
Sporting.....47 (-3) = 50
Corruptos...43 (+7) = 36
Braga.........27 (+2) = 25

Algum dia tinha que acontecer!!! Esta é a 5.ª época que me dou ao trabalho de fazer esta 'brincadeira', e esta jornada, é a primeira, onde o Benfica cumpriu todos os critérios, para se considerar que foi beneficiado em pontos, por uma decisão errada da equipa de arbitragem, num jogo do Campeonato!!! Ano após ano, ouvimos aquela cassete gasta, que diz que os 'grandes' são sempre beneficiados, e que no final do Campeonato os benefícios e os prejuízos são iguais para todos... Bem, ao fim de 5 anos, lá aconteceu um benefíciozinho...!!!

Na blogosfera Gloriosa, o lance tem duas interpretações. Tal como escrevi no post do jogo, acho que o jogador do Belenenses: Kay, está em fora-de-jogo posicional, mas não tem qualquer influência no lance. Sendo assim o fora-de-jogo foi mal assinalado. Aceito a discussão teórica, mas não mudo de opinião. Aliás o fora-de-jogo do Fredy no jogo da 1.ª volta na Luz, é um bom exemplo da diferença, entre os lances: na Luz o Fredy não toca na bola, não tapa a visibilidade do Artur, mas cria a dúvida no Artur para que este tivesse atrasado a sua reacção, nesse caso, tivemos outro erro do arbitragem, claríssimo...
Dentro da subjectividade do exercício que é feito aqui, tenho que referir, que tendo em conta a maneira como o jogo estava a decorrer, caso o golo tivesse sido considerado válido, e faltando 20 minutos para o jogo terminar, bastaria ao Benfica acelerar um pouco o jogo, para marcar um 2.º golo (recordo que este foi o 1.º e único remate do Belenenses, durante os 90 minutos, que acertou na baliza!!!). Mas usando o mesmo critério, que uso para todos os outros jogos, tenho que considerar, que o Benfica foi beneficiado em 2 pontos.

Os Benfiquistas não devem ter problema nenhum em admitir um erro favorável ao Benfica, afinal também somos filhos de Deus!!! Aquilo que não podemos permitir, é que há boleia deste erro, transformem a arbitragem deste jogo, num escândalo enorme... com outros supostos erros, metidos ao barulho!!! E ao mesmo tempo, tentem criar um ambiente nas próximas jornadas, para que o Benfica não tenha moral, para protestar potenciais erros contra...!!!

A expulsão do Fredy não foi um erro. O culpado da expulsão, foi só um: o próprio Fredy. Nem o Benfica, nem o árbitro, podem ter culpa... Quem perdeu a cabeça foi o jogador do Belenenses. E nem sequer é preciso ser um especialista em ler lábios, para perceber aquilo que foi dito... A falta anterior do Salvio devia ter sido marcada, mas isso não pode ser desculpa para um comportamento daqueles. Se sempre que o árbitro não marcasse uma falta daquelas a meio-campo, os jogadores reagissem como o Fredy...!!!
A alegada expulsão perdoada ao Fejsa é ridícula. Durante todo o jogo o critério disciplinar, para as faltas com contacto físico, foi sempre muito largo. Se o Fejsa levasse o 2.º amarelo, também o Bruno China, antes, tinha que levar o 2.º amarelo. O relvado estava molhado, pesado, o jogo teve muitos contactos, se o critério tivesse sido apertado, nenhuma das equipas chegaria ao fim completa...

Mas como a hipocrisia não tem limites, tenho a certeza que nos próximos tempos (a começar pela noite de Segunda-feira nos programas de televisão!!!), este golo mal anulado, vai ser constantemente recordado. Mesmo que ainda esta época, tanto o Sporting, como os Corruptos, nos jogos que fizeram com o Belenenses, foram ambos beneficiados, com alguns lances caricatos!!! O Sporting em Alvalade beneficiou de um penalty que não existiu, e que a existir, seria fora do campo!!! E os Corruptos no Restelo, beneficiaram já nos descontos, de um fora-de-jogo mal assinalado, ao avançado do Belém, quando este partiu ainda do seu próprio meio-campo!!! Portanto até à jornada anterior, tanto Sporting como os Corruptos tinham sido beneficiados nos jogos com o Belenenses e o Benfica prejudicado...!!!

Também tenho que deixar uma nota, sobre a forma como a (des)comunicação social desportiva destacou este erro: recordo-me de tantos erros escondidos para as últimas páginas dos jornais, que quando um erro destes tem destaque de primeira página, fico sempre enjoado!!! Mas tudo começou nas Info's (sim, agora os Sites desportivos, têm esta nova modalidade: seguir os jogos com informações, minuto a minuto. Normalmente minimalistas, sem opinião: remate, falta, golo, amarelo... Quase sem opinião, mas quando o Benfica está envolvido todos têm opinião...!!!), foi extraordinário verificar a indignação que correu imediatamente pelos Sites desportivos, com especial destaque pela Rádio Renascença, é caso para se dizer: que nunca vi tanta puta (violada, silenciosamente, múltiplas vezes, no passado...) indignada desta vez!!!


Nos outros jogos não houve lances de relevo. O penalty marcado a favor dos Corruptos, é 'anormal' mas é bem marcado!!! O Douglas precipitou-se, atirar-se aos pés daquela maneira foi suicida!!! Sou mesmo obrigado a reconhecer que nos últimos tempos o Marco Ferreira, tem sido o árbitro que quando apita os 'grandes' menos erros graves comete... O penalty favorável ao Sporting, também não deixa dúvidas.


Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenenses(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Paixão, Nada a assinalar
12.ª-Arouca(c), E(2-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
13.ª-Olhanense(f), V(2-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
16.ª-Marítimo(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Gil Vicente(f), E(1-1), Paixão, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
18.ª-Sporting(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
20.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
21.ª-Belenenses(f), V(0-1), Jorge Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Guimarães(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
11.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
12.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Nacional(c), E(0-0), Miguel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Estoril(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
16.ª-Arouca(f), V(1-2), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Académica(c), E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
18.ª-Benfica(f), D(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Olhanense(c), V(1-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
20.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
21.ª-Braga(c), V(2-1), Soares Dias), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
10.ª-Nacional(c), E(1-1), Xistra, Nada a assinalar
11.ª-Académica(f), D(1-0), Capela, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
12.ª-Braga(c), V(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-Olhanense(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
15.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Setúbal(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), D(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Cosme Machado, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Gil Vicente(f), V(1-2), Paulo Baptista, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
20.ª-Estoril(c), D(0-1), Vasco Santos, Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(f), E(2-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(f), D(0-1), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
11.ª-Olhanense(c), V(4-1), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Corruptos(f), D(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
14.ª-Marítimo(f), E(2-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15.ª-Guimarães(c), V(3-0), Benquerença, Nada a assinalar
16.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
17.ª-Belenenses(f), D(2-1), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
18.ª-Gil Vicente(c), V(4-1), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Estoril(f), D(2-1), Xistra, Nada a assinalar
20.ª-Arouca(c) E(2-2), Duarte Gomes, Nada a assinalar
21.ª-Sporting(f), D(2-1), Soares Dias, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Senhor Mário Coluna

"1. Nasci em 1956. Dois anos antes o senhor Mário Coluna estreara-se com a camisola do Benfica. E num jogo que representava a despedida de Rogério Pipi. Mas nesta estreia jogou a avançado. Otto Glória posicionou-o no lugar devido. De comando e com comando. Em 1966 foi nomeado sócio de mérito do Benfica. E neste ano ingressei no Colégio Militar. Ontem como hoje situado mesmo em frente ao velho Estádio da Luz. Em cada domingo, fardado de castanho e com os botões a brilhar, atravessava, com orgulho, uma Segunda Circular - com bastante menos trânsito! - e assistia a todos os jogos do Benfica. Campeão nacional nesses primeiros anos da minha vigência colegial. E no meio campo, dominador e imperador, com a camisola número 10 o senhor Mário Coluna. O jogador que o senhor meu querido e saudoso pai mais admirava. Em paralelo, porventura, com José Águas, Germano, José Augusto e Eusébio. Muitos anos depois tive o privilégio de conhecer pessoalmente o senhor Mário Coluna. Percebi que se sentia um «português de corpo e alma integrais» mas que tinha a sua pátria natal, Moçambique, «no coração». As palavras que escutámos na digna cerimónia fúnebre quer do senhor presidente da República de Moçambique quer do presidente do Benfica expressaram bem esta síntese. «Coluna estará sempre connosco», afirmou, com emoção e respeito, Luís Filipe Vieira.
Estou convicto de que no conjunto das jornadas que restam desta época desportiva toda a estrutura do futebol do Benfica se recordará, em cada instante, do senhor Mário Esteves Coluna e do senhor Eusébio da Silva Ferreira. Em poucas semanas estes dois monstros e Reis deixaram-nos. De repente. Sem se despedirem. Mas como escreveu José Marti nas suas Páginas Escolhidas, «a morte é uma vitória, e quando se viveu bem o caixão é um arco de triunfo». Ambos os caixões, aqui em Lisboa e ali em Maputo, foram verdadeiros arcos de múltiplos triunfos. De força e da paixão. De arte e da vontade. De alma e do carácter. De dedicação e da genialidade. Que Deus o guarde, senhor Mário Coluna.

(...)

Fernando Seara, in A Bola

O desaparecimento de Coluna

"Futebol português volta a estar de luto.
Mês e meio após Eusébio nos ter deixado, o futebol português volta a estar de luto, agora para chorar a morte de Coluna, o velho capitão do Benfica e da selecção nacional, também apodado de "monstro sagrado" pela sua enorme capacidade em se impor em qualquer terreno de jogo e frente a qualquer adversário.
Mário Coluna foi mesmo uma das figuras de maior notoriedade da nossa geração futebolística, apenas ultrapassado pelo inimitável e genial Eusébio, cujas "performances" ao serviço das várias equipas que representou lhe garantiram o mediatismo que só os golos, os muitos golos, concedem.
Ao contrário da "pantera", goleador por excelência, Coluna foi mais o motor do conjunto, aquele que, pelos seus imensos atributos técnicos, mas também físicos, soube sempre dividir-se em múltiplas tarefas, quer no apoio ao sector defensivo, quer na ajuda às acções atacantes.
A importância e influência do seu papel no colectivo não passou, de resto, despercebida a muitos observadores e especialistas, que chegaram a considerar Coluna como o mais completo jogador do Benfica e do futebol português, mesmo com Eusébio no auge da sua carreira.
Convirá referir que Coluna iniciou a sua trajectória no Benfica como avançado, em 1954, quando o sistema do "WM" pontificava entre nós e só quando o 4.2.4 passou a vigorar é que ao jogador lhe foram cometidas novas funções. Um aspecto que ajuda a explicar a versatilidade do grande capitão.
Resta dizer que, nos seus 16 anos de Benfica, Coluna foi campeão nacional por 10 vezes e vencedor da Taça de Portugal, por sete. A sua coroa de glória é, contudo, o título de bi-campeão europeu, frente a Barcelona (3-2), em 61, e Real Madrid (5-3), em 62, tendo marcado um grande golo em cada um desses jogos.
Na selecção nacional, tem o nome associado à grande gesta dos "Magriços", que, no ano da Graça de 1966, em Inglaterra, conseguiram um brilhante e nunca mais repetido 3.º lugar num "Mundial". No total, Coluna somou 57 internacionalizações e foi, de entre os do seu tempo, um dos mais "assíduos" da equipa portuguesa.
Atormentado pela doença, que já o minava há algum tempo, Coluna deixou-nos esta 2ª feira, aos 78 anos de idade. Que descanse em Paz!"

Objectivamente (ratos)

"Os acontecimentos em redor da «desgraçada» derrota do FC Porto em casa perante o Estoril sugerem alguns pontos de reflexão.

Para aqueles que ficaram embasbacados com esta primeira derrota na Liga depois de CINCO anos e meio, é bom que se lhes diga que as derrotas não aconteceram mais vezes porque outras forças o impediram. Todos sabemos, e contamos pelos dedos das duas mãos, as vezes que os penáltis e os livres salvadores deram pontos e vantagem nunca merecidas, para além da falta de visão em lances passíveis de grande penalidade dentro da área dos FCP's que foram ignorados pelos homens do apito. Depois é bom recordar aos mais esquecidos que a rábula de confronto com as forças policiais da cidade Nobel é repetida sempre que os superiores interesses do clube da região estejam em causa. Aliás, toda aquela movimentação da SAD liderada pelo seu chefe, em vez de colaborar com as autoridades para evitarem confrontos com alguns exaltados adeptos, ia exactamente em sentido contrário. Eles queriam (e conseguiram) EMPURRAR os jogadores em direcção aos adeptos para ouvirem das boas, um pouco à semelhança daquilo que já muitas vezes aconteceu no centro de treinos (Co Adriaanse, Paulo Assunção, etc, etc.) para os pressionar e invectivar. No fundo era preciso humilhá-los ainda mais depois da derrota!
No entanto, os principais responsáveis - pelas contratações e os falhanços de gestão - ficavam como sempre com «o rabinho de fora» - porque vieram para a porta da garagem confrontar os jornalistas que apenas se limitavam a dar conta de uma ocorrência que acontece em todos os clubes quando as coisas não correm bem. Os jogadores iam ouvir dos adeptos. Os jornalistas ouviram dos dirigentes da SAD!...

Já aconteceu muitas vezes no Benfica, no Sporting, no Braga, no Guimarães, etc. Até na Académica, como vimos este fim de semana na sala de imprensa do Estádio de Coimbra. Portanto, os RATOS podem apenas fugir de assoalhada para assoalhada dentro da própria casa."

João Diogo, in O Benfica

domingo, 2 de março de 2014

Chapelada !!!

Belenenses 0 - 1 Benfica

Não estamos nada habituados a vencer jogos com erros de arbitragem, mas estatisticamente é impossível isso não acontecer, mesmo quando é de 2 em 2 anos!!! O problema é o barulho que se irá fazer!!! O ano passado, por esta altura, vencemos bem, a Académica na Luz, com um penalty, bem assinalado, no último minuto dos descontos, e isso foi suficiente para até final da época, o Benfica sofrer vários golos em fora-de-jogo, sem grande indignação de ninguém... prevejo, algo parecido para esta época.
O jogo não foi bonito, mas se a justiça existisse no Futebol, só o Benfica podia ganhar este jogo. Marcámos cedo, mais um grande golo (estava a chover, portanto nada melhor que um grande Chapéu!!!), e até final da 1.ª parte tivemos várias 'quase' oportunidades, mas nada de especial... com o Oblak a ser um autêntico expectador. O nosso melhor período, foram os primeiros minutos da 2.ª parte, onde voltámos a desperdiçar de forma inglória várias oportunidades. Não marcado o 2.º golo, era previsível, que o Benfica fosse um pouco mais cauteloso, e o Belém com as substituições arriscasse alguma coisa...
Foi evidente, desde do primeiro minuto, que a única estratégia ofensiva do Belenenses seriam as bolas paradas, qualquer livre a meio-campo, e todos subiam para a área. Foi numa dessas jogadas que nasce um canto, e do canto, nasce o tal lance mal analisado pelo fiscal-de-linha (não creio que o Kay tenha influência no lance...no momento do remate até se afastou)... Como alguns dizem: 'karma, is a bitch'!!! Depois do golo na Luz, do Belém, com o Fredy 5 metros em fora-de-jogo...!!! Logo a seguir o Fredy teve uma paragem cerebral e insultou repetidamente o fiscal-de-linha e o árbitro, se alguém tem culpa nesta expulsão, não foi o árbitro, e muito menos o Benfica... mas em Portugal costuma-se ilibar sempre os jogadores nestas situações!!! Até final do jogo, em superioridade numérica, o Benfica controlou bem o jogo, e até podia ter voltado a marcar...
Foi um jogo de muita luta, com o relvado molhado, que com o tempo tornou-se muito pesado. Sendo este o 4.º jogo em 11 dias para o Benfica (sendo o 2.º do Belém em 14 dias!!!), mesmo com a rotação do plantel, os últimos minutos seriam sempre penosos. As expectativas de alguns podiam ser mais altas, mas a nota artística deste jogo, foi mesmo o golo, e pouco mais... Nas 4 jornadas forasteiras que faltam, só o relvado do Arouca preocupa, nas últimas 3 deslocações tivemos 3 relvados muito maus: Barcelos, Paços e Belém... com a sobrecarga do calendário, este é um pormenor que conta.
Não houve destaques individuais... pessoalmente só pedi a entrada mais cedo do Rúben Amorim!!! O Nico parece que está 'on fire', com obras de arte consecutivas!!!
Agora, temos as sempre chatas Selecções, só espero que ninguém venha lesionado. O jogo com o Estoril será no Domingo, e isso dá tempo para os jogadores regressarem... mas estas jornadas após Selecções, são sempre complicadas, e o adversário promete dificuldades.

Bi-campeões Nacionais de Corta-Mato Longo

A equipa masculina do Benfica, sagrou-se hoje de manhã em Pombal, Bi-Campeã Nacional de Corta-Mato Longo, na versão colectiva. Com Rui Pinto e Alberto em 2.º e 3.º lugar respectivamente a destacarem-se.
No sector feminino, ficámos em 2.º lugar colectivamente, mas a nossa Dulce Félix, sagrou-se pela quinta vez Campeã Nacional!!!
Uma nota para a vitória do André Pereira em Juniores, juntando nesta categoria, o título colectivo.

PS: Parabéns também para o Jorge Grave, que hoje também se sagrou Campeão Nacional, no Campeonato Nacional de Lançamentos Longos em Leiria. Com 57,82m no lançamento do Disco.

Bom (re)arranque !!!

Sp. Espinho 0 - 3 Benfica
22-25, 19-25, 22-25

Vitória sem espinhas, no arranque da 2.ª fase... olhando para o andamento do marcador, este foi daqueles jogos, onde o Benfica esteve praticamente sempre na frente, sem dar muitas oportunidades ao adversário.
Com a vitória na 'negra' da Fonte do Bastardo, frente ao Castêlo da Maia, no fim da 1.ª jornada, estamos isolados na frente, com 1 ponto de vantagem... Parece que as dificuldades que o Castêlo impôs ao Benfica a semana passada, não foram ocasionais, são poucas as equipas que conseguem colocar problemas ao Fonte do Bastardo nos Açores.
Com este resultado, garantimos praticamente (não matematicamente), um lugar nos dois primeiros da classificação, só um acidente monstruoso poderá impedir, isso de se realizar. Falta decidir com a Fonte, quem vai beneficiar do factor casa na Final.
Na Terça-feira à noite, temos novo jogo, em Oeiras, no jogo em atraso para a Taça de Portugal.