Últimas indefectivações

sábado, 30 de outubro de 2010

Vencer, e convencer ultrapassando os ex-lideres


O próximo é em casa com os Corruptos, e é para ganhar...


'ContraTorpedeiros' em frente na Taça


Roberto

"O jornal 'O Jogo', citando pareceres de quatro agentes FIFA, escreveu recentemente que o guarda-redes Roberto 'está a calar quem disse mal dele e quem criticou o Benfica' pelo investimento para o contratar. E rematava: 'Roberto promete render milhões'.
Roberto Jiménez Gago, 24 anos, natural de Madrid, é o mesmo guarda-redes que há pouco tempo 'se tinha dedicado à produção de aves de capoeira', como cacarejava uma estação de rádio. A comunicação social parece que engoliu inteiros, crus e com penas os 'frangos à Roberto', como chegou a apregoar um canal de TV. Dir-se-á que alguns comentadores terão sido enganados pela adaptação do guarda-redes no início de época do Benfica. Mas este não foi caso virgem.
Antes de Roberto, diversos outros guarda-redes tiveram dificuldades em se afirmarem no Benfica, enfrentando um coro afinado de críticas destrutivas e mal-intencionadas que chegaram a produzir efeitos de rejeição por parte de adeptos do Clube. Poderia citar vários exemplos. Mas centro-me no caso do guarda-redes Hans-Jorg Butt, contratado ao Bayer Leverkusen em 2007 e que saiu de Lisboa em 2008, directamente para o Bayern de Munique e daí para a selecção alemã, sucedendo a Oliver Kahn. Foi sempre um mal-amado por parte da crítica desportiva portuguesa, produzindo efeitos na bancada, o que terá condicionado a prestação do atleta e as opções dos treinadores.
Agora, Roberto parece firme na baliza do Sport Lisboa e Benfica, revelando para além das qualidades de guarda-redes um firme carácter e um estado de espírito que afasta para canto as críticas desestabilizadoras. Assim se conserve e progrida, resistindo agora à adulação tal como resistiu à maledicência."

João Paulo Guerra, in O Benfica

(In)fiéis no ataque ao Benfica

"O último 'Trio d'Ataque' na RTPN continua fielmente conduzido pelo portista Hugo Gilberto, a encenar as descontextualizações em que é perito o Blind Zero, que podemos traduzir pela portuguesmente 'Não vejo um boi à minha frente' Miguel Guedes (MG). Com o seu fiel escudeiro, já completamente 'convertido' ao portismo, Rui Oliveira e Costa (ROC) a fazer coro: a parelha formada de tudo se serve para atacar o Benfica. Primeiro foi (por MG) a torpe invenção que se incita à violência na Benfica TV com o coro da desgraça (por ROC) a dizer que os Benfiquistas tentaram assassinar um autocarro, qual demagogo, pois o citado autocarro estava estacionado (e vazio) a mais de 300 metros do Estádio. Depois inventou-se (por ROC) uma 18.ª Lei do Futebol, estabelecendo que o 'bandeirinha' deve levantar sempre a dita, mesmo que haja apenas fora-de-jogo posicional. Mas, de facto (pela Lei 11) esse fora-de-jogo não é sancionado, nem o árbitro auxiliar deve induzir em erro o árbitro principal (novamente a Lei 11). Logo o coro funcionou (por MG) a dizer que sim - parecendo nem perceber do que se estava a falar -, pois talvez ouvisse ROC falar de 'bandeirinha' e se recordasse melancolicamente e com saudade... de um tal Bandeirinha, que de caceteiro das Antas passou a mundialista do México'86 (via FCP) e através de uma substituição 'à última hora, a caminho do aeroporto de embarque para Saltillo' do nosso Veloso, vítima de um escabroso processo de eventual dopagem, que a contra-análise revelaria ser mentira. Mas... já nada podia fazer-se e nem desculpas pediram. Quer em 1986 ou em 2010...
Já não há pachorra para aturar este 'coro das duas velhas' do especialista em 'sondagens e afins', ROC, e do 'não vejo um boi à minha frente', MG.
Paz à vossa 'alma', gente sem a dita."

Alberto Miguéns, in O Benfica

Sete anos!

"1. Foi há sete anos, completados há dias, a inauguração da nossa Nova Catedral. Para trás ficara o velho estádio, que tantas alegrias nos deu. Foi polémica a opção pela construção de um novo recinto e não terá sido fácil a opção então tomada, face à situação do Clube, que começava a recompor-se do 'terramoto' Vale e Azevedo. Mas Luís Filipe Vieira mostrou-se fortemente determinado e, sete anos depois, já não haverá benfiquista que não lhe dê razão. Mais que um campo de futebol com bancadas, todo aquele espaço é uma cidade desportiva que os outros não têm e é um espaço comercial que dá boas receitas ao Clube e leva diariamente milhares de pessoas àquela ampla zona, algo que não se vê nem no Alvalade XXI, nem no Dragão. Sete anos depois, só nos podemos orgulhar da obra feita.
2. Voltámos a perder na Liga dos Campeões, continuamos a ganhar por cá. Foi mau o jogo de Lyon, com uma excepção: Roberto terá convencido tudo e todos da sua categoria - temos guarda-redes! Continuamos a ganhar na nossa Liga mas, com o Portimonense, voltámos a falhar demasiados golos e estamos agora com quatro jogadores em risco de não jogar com FC Porto, devido às escandalosas arbitragens das jornadas iniciais. Estou com receio do que possa acontecer hoje à noite, com o Paços Ferreira...
3. Leio e pasmo. Mas, depois, pensando melhor, já nem me admiro. O FC porto preparou uma golpada com o antigo presidente do Conselho de Justiça, no sentido de impedir a presença na reunião de um dos seus elementos, que sabia ir votar a favor da condenação do clube (e os seus dirigentes) por tentativa de corrupção (confirmando anterior decisão do Conselho de Disciplina da Liga). Esse elemento, mais tarde, denunciou essa tramóia numa entrevista.
Pois o FC Porto, armando-se em vítima, queixou-se dele à justiça. E na primeira sessão do julgamento, o bem conhecido (até das escutas...) Adelino Caldeira, administrador da SAD do clube, teve o desplante de afirmar, sobre esse elemento, que fazia parte igualmente de uma outra comissão da Federação, que 'quem é capaz de fazer conluios com membros da FPF, também é capaz do mesmo com árbitros...' Olha quem!..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Elefantes brancos

"Está na altura de o debate sobre o estado das finanças públicas chegar também ao futebol. O melhor exemplo da irresponsabilidade nacional foi o Euro’2004.

O estádio de Coimbra custou 40 milhões de euros, recebeu apenas dois jogos do Euro e nem os concertos ali realizados chegam para cobrir os custos. A Câmara cedeu o estádio à Académica, que vai gastar este ano 450 mil euros só com a manutenção. O clube gostava de construir um estádio mais pequeno e mais barato. Os encargos com o estádio de Braga são de 6 milhões anuais, cerca de 6 por cento do orçamento da autarquia, e não tem lugares suficientes para receber o Mundial. O do Algarve custa, todos os anos, às câmaras de Faro e Loulé, 2,1 milhões em pagamentos à banca e 1 milhão em manutenção. É usado como parque infantil e não serve para o Mundial.

Procura-se um comprador para o de Leiria, que suga à Câmara 8 por cento do seu orçamento. Um jogo normal em Aveiro dá em receita um terço do que custa. E há quem proponha a demolição deste elefante branco. As câmaras que se meteram nesta aventura pagam, por ano, mais de 13 milhões de euros à banca e gastam um total de 20 milhões.

Quando nos envolvemos neste desastre, havia uma minoria absoluta que contestava a realização do Euro. Ainda me lembro dos epítetos que lhe estavam reservados: miserabilistas, elitistas, do contra. Agora o clamor popular é outro e anda tudo à caça dos culpados pela nossa situação. Eu digo quem são: todos os que, por megalomania, aplaudiram esta aventura. Que no estado em que estamos esteja em cima da mesa uma candidatura, mesmo que ibérica, a um Mundial, já raia a estupidez. Será que nunca aprendemos com os erros?"

A Greve

"Uma ação de protesto levada a cabo pelos árbitros portugueses pode colocar em risco a deslocação do Benfica à Faixa da Gaza, no próximo fim-de-semana. De acordo com os seus representantes, os árbitros colocam a hipótese de não apitar o FC Porto-Benfica da próxima jornada, o que não se pode dizer que constitua uma grande ameaça. Se atentarmos nos lances que esta época se têm passado dentro da grande área do FC Porto, já é isso que os árbitros fazem: não apitam. Ou seja, a verdadeira ameaça dos árbitros é não apitarem os lances do FC Porto-Benfica que acontecerem nos restantes dois terços do terreno de jogo. Trata-se, portanto, de uma greve relativa.

Entretanto, o “Correio da Manhã” noticiou que uma das alternativas que estariam em cima da mesa seria a contratação de um árbitro espanhol para apitar o clássico do golfe português. Devo dizer que se trata de uma opção que não me tranquiliza minimamente. Temo que isso fornecesse um pretexto para que houvesse ainda mais portugueses a queixarem-se da fruta espanhola.

Ainda assim, esta ameaça de greve serviu para nos inteirarmos um pouco mais sobre os regimes fiscais e de segurança social que abrangem os árbitros. É curioso que estejamos, desde os anos 80, a falar publicamente sobre o que recebem os árbitros, e esta seja a primeira vez que estamos a falar especificamente dos seus ordenados. Posso dizer que outra surpresa foi a categoria fiscal em que estão inseridos: julgo que só quem não tem assistido às arbitragens dos últimos jogos do Benfica e do FC Porto é que pode dizer que os árbitros portugueses são trabalhadores independentes. Confesso que, não sei bem porquê, sempre deduzi que fossem trabalhadores por conta de outrem."

Um CJ moderno

"O recente abandono do Conselho de Justiça (CJ) da Federação (FPF) deveria ser pretexto para uma atenção profunda sobre o funcionamento dos órgãos jurisdicionais do futebol. Algo mais penetrante do que o mero registo jornalístico do facto (por si só caricato na forma atabalhoada da “demissão coletiva” dos seus membros). Algo que saísse da mera escolha de nomes, da putativa impossibilidade dos juízes, da doentia investigação das preferências clubísticas desses nomes. Em suma, uma estratégia.

O primeiro dado para essa análise é a instabilidade dos órgãos. Vejamos o caso do CJ da FPF. Só neste mandato de Gilberto Madaíl o CJ terá quatro presidentes. Com as sucessivas mudanças de lideranças e das equipas constituídas no “supremo tribunal” do futebol, as consequências são profundamente lesivas da estabilidade das competições. Relembro que no CJ “cai” – ou “pode cair” – tudo: desde o castigo sumário dos campeonatos até às deliberações da Comissão Executiva da Liga ou da Direção ou do Conselho de Arbitragem da FPF. É neste órgão, por isso, que mais se pede uniformidade de critérios ao longo dos anos, em especial nas questões relativas aos “casos recorrentes” e “típicos”. Isto é, que se fizesse “jurisprudência”, que, mal ou bem, sempre transporta consigo o valor da segurança jurídica.

O segundo dado é a falta de coordenação. As lideranças destes órgãos devem ambicionar internamente um sistema credível de decisão. Um sistema que respeite a individualidade da deliberação de cada um dos seus membros, mas que a integre na orientação antecipada do órgão julgador em matérias estruturantes. Um exemplo: no que toca à prescrição da responsabilidade disciplinar, não se pode decidir num sentido quando um processo é distribuído por um dos membros e decidir em sentido oposto quando um outro processo é distribuído a outro dos seus membros. Aconteceu no CJ. Não pode ser. Ninguém percebe com o que conta.

O terceiro é a falta de fundamentação. Os órgãos de justiça desportiva não podem viver de parágrafos soltos e excertos incompreensíveis. Têm que ser uma referência na interpretação da lei desportiva e dos regulamentos e legitimarem-se pela bondade técnica. Dá trabalho e exige muita dedicação? Claro – como tudo o que, na vida, é feito com rigor.

O quarto é a falta de transparência. Devemos sempre conhecer, até porque a lei o impõe, as decisões e o seu percurso. Conhecer como deve ser, seja pela exposição sumária dos seus fundamentos de facto e de direito, seja pela publicação dos acórdãos mais significativos. Ainda hoje me dizem que o futebol não merece isto, porque o facciosismo a tudo se sobrepõe. Mas tenho como certo que a opacidade não provou ser o melhor caminho.

Estabilidade, coordenação, fundamentação e transparência. Ainda é tempo de acrescentar a iniciativa, porque há quem pense que estes órgãos só funcionam empurrados por queixas e participações – e não é assim!

Seria bom que a federação pensasse nestas cinco palavras, em especial para um CJ moderno, sem condicionalismos e com “resistência psicológica”. Porventura se falasse menos, então, de “tribunal desportivo”."

Ricardo Costa, in Record

Depois do treinadro de bancada, o árbitro de bancada: uma evolução natural

CONFESSO que tenho dificuldade em compreender os receios que rodeiam a hipotética greve dos árbitros na semana do Porto – Benfica. Não sei se ainda mantém em rigor a velha regra segundo a qual, na ausência do árbitro, deve ser recrutado um espectador na bancada para arbitrar a partida. S assim fosse, o mais provável seria que o árbitro do jogo acabasse por ser um adepto do Porto. Sinceramente, creio que ninguém daria pela diferença. Seria um Porto – Benfica perfeitamente normal.
Já aqui recordei a noite histórica em que o Sr. Donato Ramos, depois de ter permitido que o Vítor Baía defendesse com as mãos fora da área, anulou um autogolo do Porto por fora-de-jogo posicional de um jogador do Benfica. Hoje, lembro o saudoso árbitro Carlos Calheiros (que é também o eminente turista José Amorim), que um dia assinalou um penalty contra o Benfica por uma razão que permanece misteriosa até agora. Na primeira repetição, José Nicolau de Melo descortinou (e José Nicolau de Melo descortinava como ninguém) uma falta de Mozer. Na segunda repetição, julgo que aventou uma mão de Hélder. E, na terceira repetição, concluiu que não existia falta nenhuma das infracções anteriores nem qualquer outra, mas optou por dar o benefício da dúvida ao árbitro. Gente maldosa comentou que o benefício da dúvida tinha sido o menor dos benefícios que o árbitro tinha recebido nessa noite. Acredito mesmo que qualquer adepto do Porto faria um trabalho mais isento.

Quanto à greve, não sei se tem razão de ser, mas não percebo a forma do protesto. Quando os trabalhadores da TAP fazem greve, não comparecem na TAP, que é a morada do patrão. Quando os funcionários da EDP fazem greve, abstêm-se de comparecer na EDP, que é a morada do patrão. Quando os árbitros fazem greve, ameaçam não comparecer no estádio do Dragão? Que esquisito.

Todos estes meses depois, o túnel da Luz continua a afastar o inigualável Givanildo da convocatória da selecção brasileira. Há, perversa infra-estrutura! Perversa e sectária, que o David Luiz passa lá todas as semanas e continua a ser convocado.



“ (…) é assustador verificar a frequência com que, graças a uma redacção voluntariamente ambígua da lei, são anuladas em julgamento as escutas telefónicas.”
MIGUEL SOUSA TAVARES
Expresso, 11 de Junho de 2007

“ Durante quatro semanas a fio, o jornal «Sol» levou a cabo, tranquilamente, a divulgação de escutas telefónicas recolhidas num processo em segredo de justiça e abrangendo até alguma gente que, tanto quanto sabemos, não é suspeita de qualquer crime. (…) E todos nós, mesmo os discordantes, fomos obrigados a ler as escutas e concluir a partir dos factos e indícios nelas contidos, sob pena de sermos excluídos da discussão pública”.
MIGUEL SOUSA TAVARES
Expresso, 25 de Março de 2010

Como já aqui tive ocasião de notar, há um grande consenso social em torno do fenómeno das escutas. Até gente de clubes diferentes se encontra no essencial, o que é notável e bonito. Por exemplo, eu concordo com o Miguel Sousa Tavares quando diz que é assustador o número de escutas telefónicas, algumas bem incriminadoras, que são anuladas em tribunal. E também me sinto obrigado a tomar conhecimento dos factos e indício nelas contidos, para não ser excluído da discussão pública. O que pretende quem deseja fingir que as escutas não existem é decretar a obrigatoriedade da hipocrisia. E isso, fiquem sabendo, Miguel Sousa Tavares nunca permitiria. E eu estou com ele nesta luta. Juntos venceremos, tenho a certeza.


“ Jornalista – O best seller de Carolina assume foros de escândalo. As críticas vêm até indefectíveis portistas.
Rui Moreira O Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa devia ter falado com os adeptos, devia ter falado com os sócios, sobre esta matéria. E devia ter-lhes pedido desculpa
(…)
Jornalista – As críticas aos administradores da SAD não se limitam à gestão.
Rui MoreiraÀ volta daqueles que são os grandes líderes, aquilo que acontece é que se começa a confundir a fidelidade com o cortesão. Perante o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa são absolutamente acríticas, mas nas costas do Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa são as pessoas mais críticas. E esta tendência, que é típica dos cortesãos, como nós sabemos, aquilo a que se chama jogos de corredor, é típica também de uma instituição cuja a liderança se aguenta durante muitos anos. (…) Aquele passeio da fama que o FC Porto tem, Faltam lá alguns nomes, claramente.
Jornalista – Mas quem é que é o responsável por isso?
Rui MoreiraÉ a política de guerrilha”.

Numa interessante reportagem da RTP, disponível aqui: http://www.youtube.com/watch?v=5yjllkmd4wg&feature=related.

Tenho acompanhado com muito interesse o Trio D’Ataque na sequência do despedimento com justa causa de Rui Moreira. Por muito que me custe admiti-lo, o comunicado emitido pela SAD do Porto estava correcto: de facto, o novo elemento (além de ter a estanha mania de permanecer no estúdio durante toda a duração do programa, honrando o contrato que o liga à RTP), emite livremente opiniões que são da sua exclusiva responsabilidade. O novo modelo do programa faz lembrar o tempo em que Rui Moreira não era sequer candidato a sócio do ano, antes de ter percebido que as suas opiniões não eram as mais correctas, quer para as suas ambições inconfessadas, quer para a sua saúde. Espero que o estádio do Dragão tenha corredores espaçosos: há mais um jogador para albergar.

P.S. - Tanto Miguel Sousa Tavares (que esta semana nos obsequiou com uma excelente redacção subordinada ao tema A Caça aos Patos) como Rui Moreira (que fornece aos leitores informações interessantíssimas, como o facto de não ter visto um jogo por estar a entreter um Sr. Que até é comendador) insistem que eu não escrevo aqui sobre o que devia. O jurista que cita a declaração de independência pensando estar a citar a constituição americana considera que eu não sei do que falo; o comentador desportivo que foi despedido por não comentar tem reparos a fazer aos meus comentários. Vivemos num mundo estranho.

Ricardo Araújo Pereira, in A Bola

Heresia

"'Deixem jogar o Mantorras.'
Todos se lembram, a frase entrou, lancinantemente, na linguagem das gentes da bola. Também entrou, não menos lancinantemente, nos afectos maiores das gentes vermelhas. Fez-se até oração. E quando o deixaram jogar, o Pedro levou tantas vezes o delírio às bancadas.
'Deixem jogar o Mantorras.' A frase, cuja paternidade reivindico, foi o mote de uma conferência de Imprensa, corria Agosto de 2001. Lá esteve o Pedro, também o Eusébio, ainda o Simões. Lá estive eu, depois de chamados os jornalistas, exigindo condições para que o Pedro pudesse exteriorizar todos os seus predicados.
'Deixem jogar o Mantorras.', porque havia, nessa altura, defesas cruéis que o castigavam de forma ímpia. Massacravam-lhe o corpo, amarrotavam-lhe a alma. Também nessa altura, árbitros houve que ignoraram as grosserias, as agressões. Prejudicaram o Pedro, prejudicaram o Benfica, prejudicaram o futebol.
'Deixem jogar o Mantorras.' , porque, nessa altura, mais à frente também, o Pedro exibia fundações de mestre, parecia jogador infinito. Sempre com aquele ar de menino puro, sempre com aqueles resquícios de futebol virginal. A bola, com ele, percebia-se mais mimosa.
'Deixem jogar o Mantorras.' Aflitivamente, não deixaram, não deixam mais. O Pedro despede-se com títulos? Despede-se ainda no limitado território da lenda."

João Malheiro, in O Benfica

Jonnny Haynes: 'O Eusébio só ganha 50 libras por mês? Eu faria greve'

"Eusébio nasceu em Janeiro de 1942. Quando chegou a Portugal via Lourenço Marques, em Dezembro de 1960, só tinha 18 anos. Menos de um ano depois, em Outubro de 1961, já era o novo Pelé. À conta dos três golos ao Santos de Pelé em pouco mais de um quarto de hora num torneio internacional em Paris, mas também de outros dez marcados no campeonato em meia dúzia de jogos.

Esta pontaria assinalável para um jovem tão inexperiente mereceu a convocatória para a selecção nacional, chamado por Fernando Peyroteo, outro fura-redes. A estreia foi amarga, na surpreendente derrota com o Luxemburgo (2-4), na qualificação para o Mundial-62. Três semanas depois, Eusébio encarou Wembley (2-0 para a Inglaterra) e foi a última vez que se ouviu o seu nome. A partir daí, foi Pantera Negra. Por culpa de Walter Winterbottom, seleccionador inglês, que gritava a plenos pulmões para Flowers.

"Flowers, look at the Black Panther." Flowers é o defesa do Wolves, marcador de Eusébio, campeão mundial em 1966 sem jogar um minuto - só recebeu a medalha de campeão em Junho deste ano, por cortesia de Gordon Brown. E Black Panther é o Pantera Negra, ou Eusébio, anteriormente conhecido como Pérola Negra, alcunhado pela imprensa francesa em Junho de 1961 (à conta do tal hat trick com o Santos de Pelé), que calou Wembley duas vezes, com remates ao poste.

Pois bem, o Black Panther, com 19 anos e no primeiro ano de profissional pelo Benfica, ganhava quatro contos, qualquer coisa como 1357 euros à luz do que se ganha hoje. Embasbacados com o talento de Eusébio, os ingleses festejaram a qualificação para o Mundial-62 no Chile, claro, mas preferiram enaltecer as qualidades daquela força da natureza. E o capitão Johnny Haynes estava mais que admirado. Perguntou tudo ao enviado especial do jornal "A Bola" e quando soube do salário dele, soltou: "Cinquenta libras? Eu fazia greve." E ele, Haynes, sabia do que falava.

Mais conhecido como maestro, foi uma espécie de Beckham dos anos 50/60. Pelé diz que ele foi o melhor passador que já viu, e Haynes foi o primeiro jogador a fazer publicidade, para a Brylcreem, um produto masculino para o cabelo. Além disso, Haynes, companheiro de Bobby Robson no Fulham, clube que representou por 18 anos, está na história do futebol inglês por ter sido o primeiro a ganhar 100 libras por semana, precisamente a partir de Agosto de 1961, quando se registou um entendimento entre a Associação de Jogadores e a Federação para a abolição do tecto salarial de 20 libras.

Tommy Trinder, folclórico presidente do Fulham, disse logo que Haynes valia o triplo. Errado. Valeu o quíntuplo. De 20 para 100 libras. E Haynes disse não ao Milan, que oferecera 800 mil libras para o Fulham, o que quebraria o recorde de transferências da época (menos de metade naquela época) e faria dele o jogador mais bem pago do mundo. Haynes não quis. Preferiu o Fulham, onde jogou oito épocas na 2.a divisão, durante as quais, curiosamente, foi o capitão da selecção. Nessa qualidade, insurgiu-se contra o salário de Eusébio. Que depressa foi aumentado. E porque dinheiro traz felicidade, o Benfica e a selecção portuguesa foram felizes à conta dos remates de Eusébio. Aqueles da bola ao poste e (já agora) os outros que deram golo."

Rui Tovar, in ionline

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lisonjeiro




Mais 3 pontos, mais um jogo sem sofrer golos, com uma enorme exibição de Roberto, com 90 minutos mágicos de Aimar, e com muita gestão de esforço (e de cartões), onde ficou mais uma vez provado que o Coentrão rende o triplo a defesa...

Mesmo tendo em conta o jogo menos conseguido do Benfica, o Paços foi na minha opinião a equipa que mais futebol jogou na Luz, muito superiores na atitude, e na qualidade, ao Braga e ao Sporting!!! Não foi por acaso que o Roberto teve tanto trabalho, é verdade que a maioria dos remates foram fora da área, é verdade que as oportunidades do Benfica foram mais perigosas, mas o Paços sempre procurou a baliza, e não foi só em contra-ataque...

Notou-se o receio do 'triângulo' Maxi, Javi, e Luisão em fazer faltas, receio que contagiou os restantes colegas, fazendo com que até ao segundo golo, o jogo fosse repartido, e o resultado injusto para o Paços. Depois do penalty, o Paços 'baixou' os braços, e o Benfica até podia ter goleado...

Finalmente um penalty marcado a favor do Benfica!!! Foi de longe o momento mais traumatizante do jogo!!! Tão traumatizante que o árbitro depois de o ter marcado, pensou um pouco melhor, e chegou à conclusão que muito provavelmente a sua carreira está em riscos de acabar prematuramente!!! Sendo assim, nos minutos que se seguiram tudo fez para se 'retratar', sendo 'atraiçoado' pelo Baiano que o 'obrigou' a mostrar o vermelho!!!

Paco 'El Mago' Aimar, OBRIGADO!!!

Animais, uns mais que outros

"Morreu de cansaço o polvo Paul que, sem saber ler nem escrever, se tornou numa das celebridades maiores do último campeonato do mundo de futebol. O polvo Paul acertou sempre no engodo que lhe deram a escolher em forma de substância alimentar e previu todos os resultados da selecção alemã na África do Sul bem como o resultado da final disputada entre a Holanda e a Espanha.
Não foi coisa pouca, ainda para mais debaixo de água.
O futebol mundial perdeu, assim, o seu oráculo mais tentacular. Em Portugal, felizmente, ainda temos o professor Karamba e outros professores adivinhadores, mas foi com lástima que vimos partir Paul, o único que nos poderia garantir, com razoável antecedência, quantos dos quatro jogadores quatro vezes amarelados do Benfica resistirão amanhã, frente ao Paços de Ferreira, ao quinto cartão amarelo e à consequente exclusão do jogo com o FC Porto na jornada seguinte.

Águia, alegadamente prima da águia Vitória, que o Benfica cedeu em regime de franchising à Lazio, recusou-se a voar no domingo passado no Olímpico de Roma, escapou-se para a cobertura do estádio e foi dali que assistiu à vitória dos donos da casa sobre o Cagliari e ao consequente reforço da posição da Lazio como comandante isolada do campeonato italiano de futebol.
Sem querer cair no domínio da especulação fácil, é de desconfiar que a águia que está em Roma não só não é prima da águia Vitória como é a própria águia Vitória que terá sido raptada ou que, numa confusão de identidades, se vê agora muito contrariada em Roma, longe da Luz e do Benfica que é o seu clube desde o ninho em que nasceu.
Teríamos assim, de uma assentada, a explicação para o excelente início de campeonato da Lazio, abençoada pela águia original, e para o menos excelente arranque de um Benfica confundido sob as asas de uma falsificação grosseira de pássaro.
O que também, por si só, justifica a desvalorização completa do incidente registado entre dois stewards de serviço, o tratador Barnabé e a falsa águia Vitória no decorrer do intervalo do jogo com o Arouca, para a Taça de Portugal.
Ah, se aquilo fosse com a original outro galo cantaria.

Deixemos agora em paz os animais. Vamos falar de árbitros. Michel Platini mostrou-se no início desta semana totalmente contrário à introdução de tecnologias no futebol que possam corrigir e desautorizar os julgamentos dos juízes de campo. Para o presidente da UEFA, um futebol sem erros de arbitragem arriscava-se a descer aos patamares de emoção virtual da PlayStation que mesmo assim, sem erros dos árbitros, é o jogo de computador mais vendido em todo o mundo.
No entanto, se os inventores da PlayStation tivessem a ousadia de introduzir no mercado um jogo com erros de árbitros, com roubos de igreja, com fruta, café com leite e viagens ao Brasil, certamente não só venderiam menos o seu produto como até contribuiriam de forma exponencial para o aumento de venda de televisões tantos seriam os aparelhos partidos, esmigalhados, incendiados, pela justa revolta dos jovens e dos menos jovens consumidores do jogo electrónico.

Em Portugal estamos ainda numa fase menos electrónica da arbitragem. Os nossos juízes fazem o que podem para melhorar a sua reputação e como são cidadãos iguais aos outros anunciaram, no final da última semana, a intenção de fazer uma greve por questões que se prendem com a fiscalidade e a segurança social. Está visto que são humanos!

Os árbitros portugueses reuniram-se e ameaçaram não comparecer em campo no fim-de-semana de 6 e 7 de Novembro que é, precisamente, o fim-de-semana correspondente à jornada do campeonato em que o Benfica visita o FC Porto.
Francamente, torna-se difícil descortinar onde é que está a ameaça de não haver árbitro no Estádio do Dragão a 7 de Novembro. É que, bem pelo contrário, até me parece um grande descanso.

Depois do Benfica, chegou a vez de o Sporting de prestar homenagem aos 33 mineiros chilenos. O embaixador do Chile em Portugal deslocou-se a Alvaláxia, recebeu no centro do relvado 33 cachecóis do Sporting, personalizados com os nomes dos heróis subterrâneos e quando, muito agradecido, perguntou ao presidente Bettencourt e ao director Costinha se gostariam de receber no seu estádio os 33 mineiros que hão-de fazer uma tournée pela Europa, logo Costinha se apressou a responder: «Depende muito da maneira como vierem vestidos, senhor embaixador…»
E, depois de ouvir isto, como se não bastasse, o embaixador chileno ainda teve de assistir ao jogo entre o Sporting e o Rio Ave e às penosas exibições de dois compatriotas seus.
E ainda há quem diga que a carreira diplomática é um luxo.

Com uma prestação europeia francamente medíocre, o Benfica dá mostras de ter atinado finalmente na competição interna e já vai na quarta vitória consecutiva e no quarto jogo sem sofrer golos, o mínimo que se exigia ao campeão depois de um arranque a todos os títulos lamentável.
Maxi Pereira, talvez entusiasmado por este assomo de recuperação, disse no final do jogo com o Portimonense que «este já se parece com o Benfica da época passada». O que, honestamente, não é verdade. É que nem o próprio Maxi se parece com o Maxi da época passada, como concordarão, quanto mais o Benfica no seu todo, tão monocórdico e previsível em todas as fases do jogo.

Depois de o presidente do Sporting ter denunciado os «Herris Batasunas» que andavam a sabotar o seu plano de recuperação do clube, veio agora o presidente do FC Porto queixar-se do «Bin Ladens» que não lhe dão o valor que merece.
Felizmente que o presidente do Benfica não entra nestes temas tão confrangedores quando está irritado."

Leonor Pinhão, in A Bola

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O boicote aos jogos fora

Antes, durante e depois do jogo com o Portimonense, o primeiro jogo fora após o apelo da direcção do Benfica para que adeptos não comparecem, a tentativa de passar a imagem de que os adeptos não tinham respeitado a "ordem" da direcção foi uma constante.

Antes do jogo foi ver noticias a "informar" que os bilhetes estavam a ser vendidos a bom ritmo e que se previa um estádio cheio. Durante o jogo, e apesar de ser perceptível pelas imagens clareiras nas bancadas, os cúmentadores tiveram o desplante de dizerem que o estádio estava bem composto e que os adeptos do Benfica compareceram ao jogo apesar dos apelos da direcção. Depois do jogo os mérdia foram unânimes em considerar que o apelo feito pela direcção do Benfica foi um fracasso.

Em primeiro quero dizer que tudo não passou de um apelo da direcção e não uma imposição como alguns quiseram fazer crer. O Benfica foi, é e será sempre um clube democrático pelo que os seus adeptos serão sempre livres de fazer o que acharem melhor pelo Benfica.

Em relação aos números posso dizer que o Estádio do Algarve tem uma lotação de 29.832 espectadores, no jogo com o Benfica o estádio apresentou uma lotação de 17.459 espectadores, ou seja, pouco mais de metade da lotação. Atendendo ao facto de se tratar do primeiro jogo fora após o apelo da direcção, posso concluir que esta medida está a ter sucesso. Quem estaria á espera de um estádio vazio no que respeita a adeptos do Benfica está absolutamente enganado porque isso nunca acontecerá e se acontecer será uma surpresa e um feito extraordinário.

Mas atenção que me chegaram aos ouvidos que os preços dos bilhetes baixaram e que até houve ofertas de bilhetes, o que dá ainda maior expressão ao sucesso da medida da direcção do Benfica.

Se alguém tiver mais informações concretas sobre esta questão dos bilhetes que diga alguma coisa na caixa dos comentários.

Após o que se passou com o Leiria espero que adeptos dêem uma resposta á altura e que não compareçam no estádio quando o Benfica visitar o Leiria. Surpreendam-me e deixem aquele estádio sem qualquer Benfiquista nas bancadas!!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Manuel Vilarinho em entrevista (resumo)...

"Há dez anos Manuel Vilarinho enfrentava o maior desafio de vida. Derrotar Vale e Azevedo era a sua missão mas também o seu maior sonho: «Ser presidente do Benfica». Paradoxalmente, diz que nunca o teria sido se não fosse o «azevedismo». Em 2010, Vilarinho olha para o passado com glória, orgulho e dor. Emoções cruzadas na viagem no tempo que fez com A BOLA.

- Ganhou a presidência do Benfica há 10 anos, naquela que foi considerada uma das eleições mais importantes da história do clube. Recuando no tempo, que palavra lhe vem à mente para definir esse momento?
- Um grande orgulho e satisfação. Porque tirar de lá o Azevedo não era fácil.

- Lembra-se como começou a sua candidatura?
- Eu sempre tive o sonho de ser presidente do Benfica. Sou oriundo de uma família de benfiquistas, sempre nos habituámos a ver o Benfica como algo de muito importante nas nossas vidas, principalmente graças ao meu pai. Mas acredito que se não tivesse sido a época azevedista eu nunca tivesse sido presidente.

O debate televisivo que foi decisivo

- Ganhou as eleições no frente-a-frente na televisão?
- Não tenha dúvidas. Isso foi fundamental. Tenho-o gravado e de vez em quando vejo-o. Antes do debate eu tinha 30 por cento das intenções de voto, depois ganhei por 62 por cento, Vale e Azevedo com 38.

- Teve quanto tempo de treino?
- Cinco dias. E nos últimos dois fechei-me em casa a estudar como se fosse para um exame. Estava preparado para tudo o que ele ia falar, menos da história dos terrenos [Euroárea], que só ele sabia e que por isso esteve preso e assim continuará, se não fugir.

Como falhou Jardel

- Anunciou a contratação de Jardel, mostrando inclusive um cheque de 100 mil contos [500 mil euros], prometendo entregar o dinheiro ao clube se ele não viesse...
- Passava o cheque se não fosse verdade o que dizia sobre o Jardel! Fizemos um contrato, mas combinei com ele e com o seu representante, Paulo Barbosa: deveria mostrar-se desconte no Galatasaray mas só viria para o Benfica no final da época. Chegaria mais barato. Foi um contrato promessa mas tinha lá uma cláusula que permitia desistirmos do contrato em determinadas circunstâncias. Só que ele e a mulher na altura começaram a apertar: em vez de pressionarem o Galatasaray pressionaram o Benfica. Queriam vir mais cedo para Portugal. A mulher é que foi a estratega, ele não é mau rapaz, só que era influenciado.

- Van Hooijdonk foi-se embora e Jardel acabou por não vir. Ficou a perder...
- Porque o Jardel começou a pôr acções jurídicas contra nós, estragando o plano. Podia ter vindo.

- Lembra-se do primeiro choque depois de chegar a presidente?
- Havia dívidas e mais dívidas e a maior parte não estava contabilizada nas contas do clube. Não havia papel higiénico, água e estava tudo estragado.

- Não conseguiu ter sucesso desportivo no seu mandato. Teve pena?
- O problema era financeiro. Não se pode ter uma boa equipa de futebol sem dinheiro.

«Episódio Mourinho foi mau acto de gestão»

- Arrepende-se de não ter renovado com José Mourinho?
- Ele próprio contou no livro dele e pediu desculpa pela forma como decorreram as coisas. Se fosse hoje eu também não tinha agido da mesma maneira. Teria feito de outra forma: fazia-lhe a vontade, só que [pausa]... ele ganha 3-0 ao Sporting ao domingo e na segunda-feira aparece numa reunião de direcção, às 10 horas da noite, dizendo: «Ou renovam o meu contrato ou amanhã já não dou o treino».

- Não aguentou?
- Eu deveria ter engolido aqueles sapos. É claro que naquela altura nunca pensei que ele atingiria este patamar, mas gostava dele. Pensei: «Toni já não vem.»

- Você e Roman Abramovich têm algo em comum: foram os únicos a despedir José Mourinho.
- Não o despedi, apenas consenti o seu despedimento. Ele estava convencido de que eu não gostava dele, o que não era verdade. Eu queria renovar com ele não por uma época, como ele pedia, mas por duas épocas! Porque ficando naquele lugar dar-me-ia sossego, eu não teria de me preocupar com o futebol. Só que aquele ultimato foi chato. Falei logo para o Toni e disse-lhe: «Vem para Lisboa». Devia ter-me posto no verdadeiro lugar de gestor: engolia o sapo, renovava com Mourinho e o Benfica ficava a ganhar com isso. Foi um mau acto de gestão que tomei.

- Consegue projectar o papel que o seu nome irá ter na história do clube?
- Estou com certeza entre os cinco melhores presidentes da história do Benfica, juntamente com nomes como Joaquim Ferreira Bogalho, Fernando Martins, Ferreira Queimado. A partir de Fernando Martins, melhor só eu."

in A Bola (resumo)

Foi há 10 anos!

"Completa-se-ão na 4ª.-feira dez anos sobre um dos momentos mais importantes da história do Benfica: a vitória de Manuel Vilarinho sobre Vale e Azevedo nas urnas. Eleito presidente três anos antes por margem mínima (51,5% dos votos, contra 46,9% de Luís Tadeu e 1,6% de Abílio Rodrigues) - e não, como muita gente continua convencida, por números esmagadores -, Vale e Azevedo viria a revelar-se uma tragédia para o Benfica, que passou pelas maiores humilhações da sua história. Ainda hoje estou convencido que, se o antigo presidente tem voltado a ganhar as eleições, a SAD do futebol teria sido vendida ao desbarato (com a receita a ir para algum 'paraíso fiscal') e aos Benfiquistas não teria restado outra alternativa que não fundar um novo Benfica, o qual, logo que possível, iria absorver o que restasse do anterior, recuperando a história.
Infelizmente, e a par de muitos Benfiquistas enganados, que apoiaram o antigo presidente, houve alguns outros, conscientes da situação, que o seguiram até ao fim (ou quase...) e tiveram bastantes culpas no cartório. Mas isso são águas passadas...
A 27 de Outubro de 2000, Manuel Vilarinho, que teve a coragem de dar a cara num momento complicado, ganhou umas históricas eleições, com mais de 60 por cento dos votos (62,2 contra 37,8%). O Benfica estava (quase) salvo. As direcções de Vilarinho e, depois, de Luís Filipe Vieira, fizeram o resto, até ao Clube que temos hoje.
A campanha de Manuel Vilarinho foi inesquecível. E a mobilização conseguida foi determinante. Os apoiantes do antigo presidente (a começar por ele próprio) estavam certos da vitória, para mais com o apoio descarado de alguns órgãos de comunicação social (SIC e 'Record', nomeadamente) e de vários golpes baixos, o último dos quais, na antevéspera da eleição, até meteu uns falsos directores de uma multinacional (IBM) a garantirem grandes apoios ao Benfica!
Dez anos passaram. O Benfica foi reconstruído. O antigo presidente continua escandalosamente à solta, a passear-se por Inglaterra. A sua passagem pelo Benfica só teve uma virtude. Serviu como eficaz 'vacina' contra novas tentativas de tomar o Clube de assalto. Como se viu nas últimas eleições, há um ano...
PS: Volta e meia, o Benfica é acusado de ter tido um presidente que foi condenado e preso. É verdade, mas, tal como o elegemos, também com ele corremos, em eleições democráticas. Há outros que têm presidentes comprovadamente corruptos e os mantêm, anos após anos..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Números

"Escrevo no momento em que tomámos conhecimento, que não consciênca, que a dívida pública portuguesa é na ordem dos 150 milhões €.
No dia 6 de Março de 2000, o Southampton propôs ao Benfica a compra do jogador Tahar por 200 mil libras.
Por fax de 8 de Março, Vale e Azevedo indicou ao clube Inglês para depositar o dinheiro numa conta do BCP, em nome da Sojifa Investments Ltd, sediada no offshore da Madeira. Esta conta era, e ainda é, movimentada por si.
Em 10 de Março de 2000, o clube Inglês transferiu as 200 mil libras. Da conta offshore da Madeira, vale fez os seguintes movimentos: em 15/3/2000, 46 mil libras para a Sojifa Investimentos Lda, esta sociedade portuguesa. Em 17/3/2000, 350 libras mil libras para um banco Italiano. No mesmo dia, 30 mil libras para um banco em Palma de Maiorca, numa conta pertencente à JFI, sociedade dona do barco Lucky Me. E nesse mesmo dia, cerca de 66 mil libras para os advogados Taylor Vinters, os mesmos Ingleses que mais tarde defenderam Vale no caso da extradição para Portugal.
Lê-se no comunicado do Porto SAD de 15 de Outubro de 2010, que foram alienados direitos desportivos de jogadores da seguinte forma: 37,5% dos direitos de João Moutinho, à Mamers BV, por 4,125 milhões €; 35% de James Rodriguez, por 2,550 milhões € à Gol Football Luxembourg; 25% de Walter por 2,125 milhões €, à Pearl Design Holdong Ltd. Mamers, sugere 'mama', Gol 'Grande Oriente Lusitano', e Pearl 'jóia'.
Pessoal, do que é que estão à espera?!!

There's danger on every corner but I'm okay
Walking down the street trying to forget yesterday
Well, I just want to walk right out of this world
Cause everybody has poison heart

RAMONES"

Pragal Colaço, in O Benfica

Os Bobos e a Corte

"Os “Bobos da Corte” foram pitorescas figuras da História, que nasceram na época do Império Bizantino, e terão subsistido até perto do Iluminismo. De aspecto normalmente excêntrico, a sua missão era divertir os reis e os seus próximos. Para além dessa, não tinham qualquer outra utilidade.
Em pleno século XXI, no Portugal contemporâneo, deles subsistem ainda algumas amostras, muito embora tenham já perdido toda a sua graça e todo o seu encanto. Arrastando-se penosamente pelos salões da actualidade, já não fazem rir ninguém. São caricaturas decadentes e cinzentas, sem alma própria, e penduradas nas saias da inveja e do ciúme.
Vem isto a propósito do Sporting, clube com um passado respeitável, mas com um presente bastante menos vigoroso, não só dentro dos relvados (coisa que pouco nos aflige), como, sobretudo, na estratégia política e institucional que, de há uns anos para cá, tem vindo a seguir – a qual o tem posto frequentemente no papel de “Bobo” de uma corte pouco recomendável.
Quando, em 2005, Dias da Cunha e Luís Filipe Vieira assinaram um manifesto com vista à regeneração do futebol português, abriu-se uma janela de esperança num novo tempo, num tempo a partir do qual os jogos pudessem passar a ser decididos no relvado, exclusivamente pelo talento dos jogadores e pela argúcia dos técnicos. Mais do que o texto em causa, o entendimento entre os dois grandes clubes do arco da respeitabilidade era, por si só, um passo de gigante no derrube de uma ordem já na altura decrépita. O então presidente do clube de Alvalade – talvez o melhor da sua história recente, atendendo até às prestações desportivas de uma equipa que chegou à final da Taça UEFA, e não foi campeã por um triz – denunciara corajosamente os rostos do “sistema”, atribuindo a menção a Valentim Loureiro e Pinto da Costa, antes mesmo do processo “Apito Dourado” ter vindo a público. Sabia bem do que falava, como mais tarde se veio a verificar, e ouvir.
Com o presidente portista detido para interrogatórios (depois de uma mal explicada fuga para Espanha), com os rivais lisboetas sentados á mesa, o chamado “sistema” vivia os seus piores dias. O futebol português esperava, enfim, poder respirar o ar puro da verdade, da justiça e do desportivismo. Os seus mais malignos cancros pareciam estar prestes a ser extraídos. Era a oportunidade histórica para uma enérgica e radical limpeza, para uma varridela que afastasse para longe a corrupção, o tráfico de influências e os resultados adulterados.
Como sabemos, nada disto viria a acontecer. Em larga medida por culpa de um sistema de justiça assustadoramente incapaz, mas também devido aos caminhos que o Sporting (potencial aliado nessa importante batalha) escolheu encetar daí em diante.
Envolvido por um denso manto de contestação, Dias da Cunha viu-se obrigado a desistir. Mais do que nos resultados desportivos, não duvido que a origem da animosidade dos sócios tenha residido no tal manifesto. A maioria deles não se revia numa política que pusesse o Sporting de braço dado com o seu histórico rival. Interessava-lhes no fundo, acima de tudo, ver o Benfica perder, e desse ponto de vista afundar do barco de Pinto da Costa não parecia uma boa ideia. Se as escutas do “Apito Dourado” envolvessem o Benfica, a atitude de mundo sportinguista teria sido seguramente bem diferente. Mas era o FC Porto e Pinto da Costa que estavam em tribunal. Eram aqueles que – não interessava como – tinham impedido o Benfica de festejar vários campeonatos. Era o seguro de vida do anti-benfiquismo que estava em equação.
Quatro títulos do FC Porto, dois títulos do Benfica, e zero títulos do Sporting depois, percebem-se, com clareza, os resultados concretos dessa postura tão pouco leonina.
Quando vemos ilustres sportinguistas fazer coro com a estratégia de silenciamento das escutas e de tudo o que elas nos mostram, percebemos que jamais será possível contar com aquela gente para qualquer combate sério. Nem as boas intenções de alguns dos seus responsáveis (como foi o caso de Dias da Cunha) chegam para derrubar uma ideia por lá cristalizada, segundo a qual o Benfica foi, é, e sempre será, o único alvo a abater – transformando, por consequência, o FC Porto, mais num privilegiado parceiro do que num antagonista ou rival.
Quando, depois de tudo o que se passou, e de tudo o que se ouviu, vemos José Eduardo Bettencourt receber, de braços abertos, Pinto da Costa na tribuna de honra de Alvalade, perdemos de vez o respeito por um clube que, em bicos de pés, tantas vezes se afirma como baluarte da honorabilidade.
Quando assistimos à transferência de Moutinho para o Dragão, e sobretudo observamos a complacência com que a mesma foi acolhida entre os adeptos, entendemos por fim o grau de subserviência de um Sporting decadente face a um FC Porto revitalizado nas águas da impunidade e da mistificação.
Este Sporting até pode ser divertido para muita gente. A nós não nos serve para nada, e esperar dali algum apoio para a suprema luta pela verdade no desporto português será como esperar que cresçam dentes a uma galinha.
Muitos séculos depois, os Bobos da Corte continuam aqui a cumprir o seu papel: divertir o sistema, sem qualquer outra utilidade."

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Negócios de... "luvas"

"O“Sunday Times” denunciou, recentemente, um escândalo de corrupção, envolvendo membros da “respeitável” multinacional que dá pelo nome de FIFA e que, há muito, dirige com mão de ferro os destinos do futebol mundial. Desta vez a polémica centrou-se na organização do Mundial’2018, de que Portugal é candidato em parceria com a Espanha.

Fazendo-se passar por empresários que pretendiam assegurar a escolha dos Estados Unidos como sede da maior competição do futebol mundial, repórteres daquele jornal gravaram e filmaram conversas comprometedoras com membros destacados do Comité Executivo do organismo liderado pelo cérebro privilegiado de Sepp Blatter, o grande defensor da verdade desportiva, desde que... sem recurso à tecnologia.

Amos Adamu, dirigente nigeriano e principal protagonista deste caso, terá, alegadamente, exigido 750 mil euros para apoiar a candidatura dos Estados Unidos, enquanto o líder da Confederação da Oceânia e vice-presidente da FIFA, Reynald Teimarii, terá pedido 1,7 milhões de euros para construir uma academia. Dois valores “modestíssimos”, mesmo tendo em conta a crise mundial que atravessamos. Não sei se a Comissão de Ética, “sentinela vigilante” de Blatter, já terá analisado o vídeo que revela as negociações dos suspeitos, o que, a ser verdade, constituirá uma surpreendente abertura aos meios tecnológicos. O que sei é que o “Daily Telegraph” apareceu, agora, a querer envolver Portugal, noticiando que a candidatura ibérica está também sob investigação da FIFA, devido a um alegado acordo com o Qatar, candidato à edição de 2022. O que já provocou uma reação indignada de Gilberto Madaíl.

A propósito deste escândalo, não posso deixar de prestar uma justa homenagem ao velho jornalista britânico Andrew Jennings, o único do Mundo que, desde 2003, está proibido de participar nas conferências de imprensa do organismo máximo do futebol mundial. Jennings é o autor de três livros sobre o Comité Olímpico Internacional e a FIFA, em que revela alegados casos de corrupção, prometendo-nos para breve um novo livro sobre um caso em que a Justiça, ao fim de alguns anos, acabou por admitir ter havido dirigentes da FIFA que receberam “luvas”. O espantoso é que nenhum deles será punido porque – segundo Jennings – na época em que os factos ocorreram, a lei do país que é sede da FIFA até permitia o famoso “jogo do bicho”(!). Numa entrevista divulgada recentemente na Internet, Jennings esclareceu que “os figurões, que participaram no caso, apenas vão ter de pagar as custas legais do processo e que os seus nomes não serão revelados (!)”. Sem comentários.

Confesso que não me surpreenderia se aparecesse por aí qualquer outro membro do Comité Executivo a tentar vender-nos o seu voto. Mesmo sabendo que Portugal está “nas lonas” e que o que mais o preocupa, de momento, nada tem a ver com os “futebóis”. Para já, basta-nos o título de campeões da… “pelintrice” que, pelos vistos, será nosso, não por muitos anos e bons, como costuma dizer-se, mas por muitos anos e... maus!"
Tenho uma observação a fazer sobre este tema:
Então os 'Anti-Pidescos', os 'Anti-Autos de Fé', já discutem um assunto que chegou à opinião pública através de uma 'câmara escondida', gravando uma conversa sem a autorização dos participantes, gravação feita sem qualquer controle judicial?!!!
Então isto não é uma grosseira violação da privacidade dos membros da FIFA?!!!
Sinceramente...

NeoBlanc 8

Tabela Anti-NeoBlanc:

Benfica......... 15 (-9)... 24
Corruptos..... 22 (+7)... 15
Braga............ 14 (+1)... 13
Sporting........ 12 (+3)... 9


Jornada estranhamente calma em relação à arbitragem, a bonança antes da tempestade?!!! Agora que as diferenças já são expressivas, nada melhor que uma 'calmaria', antes das 'estocadas' finais...


Entretidos com a derrota de Lyon, e com o apelo dos órgãos sociais do Benfica para os adeptos não marcarem presença nos jogos fora (sem 'boicote' estariam no mínimo o dobro dos Benfiquistas. Além disso os preços baixos dos bilhetes já é uma vitória do Benfica), os avençados nem sequer sentiram a necessidade de recordar que o actual treinador do Portimonense, era o treinador do Estoril no celebre jogo no mesmo Estádio do Algarve com o Benfica!!! (onde teve um comportamento vergonhoso, na minha opinião o principal instigador da 'batalha campal' em que se transformou o jogo) A confiança que o titulo não vai fugir aos Corruptos é tanta, que nem se lembraram de um famoso Estrela da Amadora-Benfica, onde Hugo Miguel marcou dois penalty's a favor do Benfica!!! (sendo que num a falta foi fora da área. Ainda marcou um penalty inexistente contra o Benfica, e decidiu bem ao não marcar outro penalty contra o Benfica, devido a uma mão involuntária do David Luís. Também se esqueceu de expulsar o Ney!!!) Nesse jogo ganhou a fama de 'amigo' do Benfica, por isso nunca mais foi nomeado para um jogo oficial do Benfica!!! Neste intervalo apitou somente o particular com o Atlético de Madrid, onde para se livrar da 'maldita' imagem de Benfiquista, esqueceu-se de marcar um penalty a favor do Benfica, e marcou um inexistente contra...!!!
O jogo de Domingo foi calmo, e não fosse o desperdício industrial dos nossos jogadores, tinha acabado em goleada. Aparentemente não houve 'grandes' casos, a acreditar nos jornaleiros 'nada' se passou, aliás para Xic os únicos casos foram as faltas do Maxi, e um suposto fora-de-jogo do Saviola no golo do Benfica!!! O 'frango' do Ventura (fez a exibição da vida dele, é raro o jogo onde não dê um peru!!!) logo no final do jogo 'ligou a cassete', queixando-se do Maxi, lançando o 'isco', que os avençados adoram 'morder'...
-Amarelos ao Maxi - Levou um amarelo bem mostrado. A primeira falta sobre o Candeias não existe(mergulho), e a segunda sobre o Ivanildo é uma falta normal.
-Amarelo ao Carlos Martins - 'Soprou' no adversário, travou um contra-ataque, mas a falta é 'mínima', não merecia cartão. Tanto o Carlos como o Maxi ficaram com 4 amarelos, juntando-se ao Javi, e ao Luisão, vamos apostar quais deles vão faltar à 'partida de golf' que se vai disputar no Dragay?!!!
-Luisão - Os centrais do Portimonense descobriram uma nova forma de defender o Luisão nas bolas paradas!!! Como são mais baixos, quando a nosso Capitão salta, metem-se debaixo do Luisão, e com sorte o árbitro ainda marca falta contra o Benfica!!! Isto aconteceu pelo menos duas vezes, na primeira o Luisão ainda conseguiu cabecear, na segunda foi completamente 'atropelado', foi no último minuto da primeira parte, foi assinalada falta contra o Benfica, e na minha opinião seria penalty!!! O André Pinto não tem qualquer intenção de jogar a bola, e não é o Luisão que salta para cima do adversário, é o emprestado Corrupto que se mete ostensivamente debaixo do Luisão.
-Aimar
- No lance em que o Maxi leva amarelo, parece existir falta sobre o Aimar dentro da área do Portimonense, mas não houve qualquer repetição...!!!
- Kardec - No lance com o Pedro Silva, gritei penalty, mas depois de ver as repetições, mudei de opinião, o ex-Lagarto 'lançador da medalha' nas horas vagas, protege a bola, tocando ainda na mesma sem querer!!!
-Benfica em vantagem - O critério na marcação de faltas foi sempre 'estranho', mas depois do golo do Benfica, foram marcadas uma série impressionante de faltas ofensivas aos avançados do Benfica, bastava o 'sopro', e era logo falta contra o Benfica. O 'recuo' do Benfica no terreno, deveu-se essencialmente a este critério, parecia que o Hugo estava com medo que o Benfica fosse para a goleada...!!!
Conclusão, ficou um penalty por marcar a favor do Benfica, o que comparando com outras arbitragens, faz desta actuação do Huguinho, uma das melhores da temporada e jogos do Benfica...!!!



Na Pedreira deu-se o regresso do Soares Dias, depois do escandaloso derby minhoto da época anterior!!! Decidiu bem ao não marcar penalty no último lance da primeira parte, por bola na mão do Maurício. Mas assim foi com as 'orelhas quentes' para o intervalo, isso pode explicar o facto de durante praticamente toda a segunda parte não marcar faltas a favor do Olhanense!!! Os avançados de Olhão, pareciam ser jogadores do Benfica, sempre que havia 'contactos', a falta era sempre deles!!! Só mudou de critério, quando o resultado já estava 'feito'.
Mesmo assim o principal erro, deu-se no primeiro golo do Braguinha. Na marcação da falta, o Alan agarra descaradamente o jogador do Olhanense que deveria pressionar o Mossoró, deixando o Brasileiro rematar à vontade. Não foi um simples bloqueio, o Alan agarrou ostensivamente o adversário, mesmo à frente do árbitro...
É impossível calcular o efeito da anulação deste golo, no resultado final, fazendo a 'soma' aritmética, o 3-1, seria 2-1.



Pensei nunca dizer isto, mas no Alvalixo o Olarápio até não esteve mal!!! Além da habitual condescendência que todos os árbitros demonstram pelos constantes mergulhos da Lagartada, não existe muito mais merecedor de referência. Até viu o pontapé do Postiga no Paulo Santos, no golo bem anulado ao Sporting...



Os Corruptos fazendo jus ao seu cognome, começaram a ganhar o jogo, ainda antes do jogo começar!!! Sem nenhuma aparente justificação o treinador do Leiria deixou 2 titulares de fora da convocatória Silas('10'), e Vinicius(defesa-direito)!!! Deixou ainda de fora o Diego Gaúcho um central que ainda o ano passado foi titular, marcando inclusive um golo no Dragay!!! A única explicação 'não corrupta' para este caso, tem a ver com a chegada do Sá Pinto para adjunto, será que já ouve murros e pontapés?!!! No jogo de hoje, do meio campo para a frente, só jogaram segundas opções!!! Não satisfeitos, ainda se apresentaram com uma táctica defensiva suicida, tentando jogar com a linha defensiva 'subida' deixando, um espaço enorme entre o guarda-redes e a defesa, e ainda com uma super passividade no meio campo deixando os 'passadores' à vontade...
O jogo foi tão fácil, e ficou decidido tão cedo, que até deu para o Vasco Santos fingir que é um árbitro imparcial. Até teve a coragem de marcar o primeiro penalty contra os Corruptos desta época!!! Já estavam a ganhar por 4-0, mas fica o registo!!! Mais, não marcou um penalty a favor dos Corruptos (já estava 2-0), o Varela foi mesmo empurrado...



Anexos:


Benfica


1ª-Académica, Prejudicados, Com 3 pontos
2ª-Nacional, Prejudicados, Com 3 pontos
3ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Guimarães, Prejudicados, Com 3 pontos
5ª-Sporting, Nada a assinalar
6ª-Marítimo, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
7ª-Braga. Nada a assinalar
8ª-Portimonense, Prejudicados, Sem influência no resultado



Corruptos

1ª-Naval, Beneficiados, Com 3 pontos
2ª-Beira-Mar, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
3ª-Rio Ave. Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
5ª-Nacional, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
6ª-Olhanense, Nada a assinalar
7ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado



Braga

1ª-Portimonense, Nada a assinalar
2ª-Setúbal, Nada a assinalar
3ª-Marítimo, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Corruptos, Prejudicados, Com 1 ponto
5ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
6ª-Naval, Nada a assinalar
7ª-Benfica, Nada a assinalar
8ª-Olhanense, Beneficiados, Sem influência no resultado



Sporting

1ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Marítimo, Nada a assinalar
3ª-Naval, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Olhanense, Beneficiados, Com 1 ponto
5ª-Benfica, Nada a assinalar
6ª-Nacional, Nada a assinalar
7ª-Beira-mar, Nada a assinalar
8ª-Rio Ave, Nada a assinalar

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

7 anos com História






Só estive 9 horas (das 13h às 22h) na fila para comprar o bilhete para estar presente neste grande dia na história do nosso clube!!! E valeu a pena...
Se o antigo Estádio da Luz foi inaugurado no dia 1 de Dezembro, dia da Restauração da Independência, este acabou por ser estreado no dia em que se celebra o fim do Cerco de Lisboa em 1147.
25 de Outubro de 2003, um novo começo...

Taça


Merelinense – Carregado
Portimonense – V. Guimarães
Varzim/Cova da Piedade/Gondomar – Ribeirão
Rio Ave – Feirense
Espinho – Leixões
Moreirense – FC Porto
Sporting – P. Ferreira
Atlético – Tourizense
Pinhalnovense – Tirsense
Mondinense – Torreense
Bombarrelense/Louletano – U. Madeira
Beira-Mar – Académica
Marítimo – V. Setúbal
Benfica – Sp. Braga
Olhanense – Nacional
Juventude Évora – St. Maria




O ano passado fomos eliminados em casa por uma equipa do Minho nesta eliminatória, e jogámos sem o Cardozo e o Luisão. Querem apostar que este ano também vamos ter baixas importantes?!!! A diferença é que desta vez vamos ganhar...

domingo, 24 de outubro de 2010

Triunfo merecido, e essencialmente necessário...


Primeiro desaire



Os problemas físicos continuam, desta vez foi o Minhava e o Reed, o Jordão ainda entrou na ficha de jogo mas não jogou, e o Carreira continua indisponível. Este é um problema que nos tem perseguido nas últimas épocas, este ano parece estar a afectar especialmente os bases, não me parece que seja somente 'azar'...